sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Professor pode ter bolsa para atuar em instituição estrangeira

Portal do MEC

Contar as histórias escritas nas páginas da literatura brasileira a universitários ao redor do mundo e levar a cultura além das fronteiras do país. Esse é o desfio do programa Leitorado, que seleciona professores para atuar em instituições estrangeiras de educação superior. O programa promove a língua portuguesa por meio da cultura e da literatura. Os interessados em participar têm até 8 de outubro para se candidatar. O início das atividades está previsto para fevereiro de 2016.
O selecionado terá como benefício uma bolsa mensal, além de outros auxílios. O leitor ou leitora, como são chamados, pode permanecer de dois a quatro anos na universidade estrangeira. Os candidatos precisam ter doutorado ou mestrado e experiência no ensino de linguística, linguística aplicada, literatura brasileira, cultura brasileira, entre outras exigências previstas em edital.
O programa Leitorado é uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação e o Ministério das Relações Exteriores.
Mais informações no Edital nº 14/2015 da Capes e na página do programa Leitorado na internet.
Assessoria de Comunicação Social

Faxineira que se formou com ajuda de bombeiros ganha bolsa de estudos

Jéssica Nascimento
Do UOL, em Brasília

Após conquistar um diploma de ensino superior graças a uma vaquinha feita por grupo de bombeiros de Santa Maria (DF), a faxineira Ivone da Silva, 38 anos ganhou uma bolsa de estudos integral em uma instituição preparatória para concursos públicos. A mulher foi a primeira da família a cursar uma faculdade e sonha em dar uma vida melhor para a filha de 17 anos.
O coordenador pedagógico do 'Gran Cursos' André Lopes, 43, foi quem teve a ideia de doar a bolsa para a faxineira. Ele conta que morou durante muito tempo em Santa Maria e que sofreu dificuldades para encontrar emprego, tendo assim, que trabalhar na rua. Ao saber da história de Ivone, André ficou sensibilizado e logo entrou em contato com o quartel.
"Oferecemos a bolsa de estudos porque achamos realmente que ela merece. Ela está travando uma luta não só pela sobrevivência, mas pela ascensão a partir de um processo de ensino. Não achamos justo nem democrático que pessoas que não possam pagar sejam vetadas de estudo. Acreditamos que a Ivone precisa e merece chegar ao sucesso".
A faxineira começou os estudos no cursinho na última sexta-feira (4). As aulas são de segunda a sexta-feira de 19h15 as 22h40 na filial do Gama, cidade onde Ivone mora. Segundo ela, a matéria mais difícil até o momento foi língua portuguesa. Já o assunto preferido é a temida matemática. "Nem vou reclamar da dificuldade porque estou muito feliz e grata com a bolsa que ganhei. Tenho que fazer valer a pena toda a confiança que estão depositando em mim. Vou estudar e me dedicar muito mais", diz.
O salário de Ivone é de R$ 818. Ela acorda às 5h30, prepara o café para a filha e marido e vai trabalhar. Chega em casa às 18h, faz o jantar e vai para o cursinho. Os intervalos no trabalho e as madrugadas estão sendo utilizados para repassar a matéria apresentada no cursinho que terá a duração entre cinco e sete meses. "O foco agora é passar em algum concurso de preferência na minha área".

Vaquinha

Ivone colou grau há pouco mais de duas semanas em recursos humanos e até ganhou um anel de formatura de uma das soldadas. O curso durou dois anos e meio e a mensalidade de R$ 230 foi paga por 10 bombeiros. "Percebemos o quanto ela era esforçada e dedicada com os estudos. Mesmo com as dificuldades financeiras, ela prestou o vestibular e passou no curso. Como forma de incentivo, nós nos oferecemos a pagar a mensalidade", explica o bombeiro do 18º Grupamento Bombeiro Militar Diogo Neiva, 24.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/09/08/faxineira-que-se-formou-com-ajuda-de-bombeiros-ganha-bolsa-de-estudos.htm

Pelo 2º ano, USP deixa de pagar bônus a professores e funcionários

Estadão Conteúdo
Em São Paulo

Pelo segundo ano consecutivo, a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) não vai pagar o prêmio de excelência acadêmica aos seus professores e funcionários. A decisão mais uma vez foi motivada pela crise financeira da instituição, que se arrasta desde o fim de 2013.
A USP informou que "não há previsão de pagamento do prêmio neste ano". Na última vez em que foi dado, em 2013, esse benefício custou R$ 45 milhões aos cofres da universidade. Cada um dos cerca de 23 mil servidores recebeu R$ 2 mil.
Naquela ocasião, a USP vivia o processo de escolha do reitor. O pagamento do prêmio pelo então dirigente, João Grandino Rodas, foi visto como uma manobra eleitoreira, para apoiar o candidato da situação. O favorecimento foi negado pelo ex-reitor. Em 2013, a USP já comprometia quase todo o repasse do governo paulista com a folha de pagamento.
A premiação, criada em 2008, não será concedida pela terceira vez. O benefício anual considera o desempenho da USP em rankings estrangeiros, avaliações nacionais de pós-graduação e metas internas. Mas também depende da disponibilidade orçamentária. Em 2010, primeira vez em que foi suspenso, pesaram critérios acadêmicos.
Até agora, o atual reitor, Marco Antonio Zago, nunca pagou esse bônus. Para docentes e técnico, ele já era considerado uma complementação de renda.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, a medida não surpreende os profissionais. "Nem contávamos que seria pago. Está acontecendo um processo de desvalorização da categoria, com perda de direitos e o plano de demissão voluntária (PDV)."
Desde que assumiu, em fevereiro de 2014, Zago adotou medidas impopulares para reequilibrar as contas. Uma delas foi o PDV de técnico-administrativos para cortar gastos com salários. Com a saída de cerca de 1.850 servidores, o total agora é de 15,6 mil, menos do que havia em dezembro de 2010.
As contratações seguem congeladas há um ano e meio. Em 2014, a reitoria também parou as obras, que foram parcialmente retomadas neste ano.

Finanças

Mesmo com as ações anticrise, a USP ainda emprega 102,8% dos repasses do Tesouro do Estado com a folha de pagamento. O patamar ideal máximo seria de 85%, índice que a instituição ultrapassa desde o começo de 2012. Para honrar os compromissos, a reitoria recorre à reserva bancária.
A recuperação financeira é prejudicada pela piora do cenário político e econômico, com baixa arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Uma cota de 5,03% do tributo é a principal fonte de receita da USP.
Entre janeiro e julho, a arrecadação do ICMS paulista recuou 3,25% na comparação com o mesmo período de 2014, em valores corrigidos pela inflação. A trajetória de queda se acentua desde o segundo trimestre do ano passado.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/09/11/pelo-2-ano-usp-deixa-de-pagar-bonus-a-professores-e-funcionarios.htm

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Professores do Estado de SP relatam situação 'humilhante' para pegar aulas

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo

Poderia ser dia de festa na escola: o pátio interno está cheio, há cartazes, quase não é possível ouvir o que se diz ao microfone e a cantina está a todo vapor. "Não tem mais água para comprar", diz uma pessoa ao meu lado, enquanto outra passa com um prato de comida.
Apesar da agitação, não são alunos, mas professores temporários da rede estadual que ocupam de pé ou sentados o pátio de uma escola no Conjunto Habitacional José Bonifácio, na zona leste de São Paulo, e não há muito o que comemorar. A longa espera e o caos marcam o dia de atribuição de aulas –quando professores escolhem as classes e escolas onde irão dar aulas naquele ano letivo. A reportagem do UOL acompanhou das 15h às 20h a atribuição de docentes temporários no dia 23 de janeiro.
Neste ano, a atribuição dos temporários começou com duas horas de atraso na DRE (Diretoria Regional de Ensino) Leste 3, que abrange 81 escolas da cidade de São Paulo. "Eu acho uma situação meio humilhante", diz um professor que não se quis se identificar sentado em uma mureta do lado de fora do pátio. "Eles não se importam nem com o cumprimento dos horários", afirma o docente de química de 27 anos, que é temporário desde 2009.
"É uma humilhação. Eu me formei em 2008, já fiz duas pós-graduações e sou tratada dessa forma", afirma Thaís Alves, 28, professora de português que chegou antes das 15h e só conseguiu sair da escola com a relação das suas turmas mais de quatro horas depois.

Hora da chamada

Pelo microfone, uma representante da DRE chama os professores de acordo com a colocação em um prova classificatória –a lista está colada em uma das paredes do pátio da escola. "A gente não consegue ouvir direito quando é chamado e corremos o risco de perder a vez. Até o ano passado, a minha estratégia era saber quem eram os professores antes de mim. Quando chamavam o nome deles, eu já ficava posicionada", diz Ellen Fernandes, 29, professora de ciências e biologia.


Quem tem prioridade

Os primeiros a decidir onde e para quais classes darão aula são os professores efetivos (concursados). Eles não precisam fazer fila nem esperar horas em pé, tudo é decidido na escola. Logo depois dos concursados, os docentes da categoria F (temporários que ganharam estabilidade) também fazem a atribuição de aula na escola. Em seguida, cada DRE convoca os temporários (categoria O) para decidir entre as aulas que não foram escolhidas pelos anteriores ou que precisam de substitutos.

Ao todo, 957 professores do ensino fundamental 1 (até o 5º ano) e 1.268 do fundamental 2 e ensino médio são candidatos a vagas em escolas da DRE Leste 3. Independentemente da nota que tiraram na prova (que não é eliminatória), todos poderão assumir aulas se houver salas sem docentes.
Os primeiros colocados têm mais "sorte", especialmente em matérias como português, inglês e educação física (as mais disputadas). "Você chega e espera horas sem saber se vai sair daqui com ou sem aula", diz Izabel de Souza, 28, professora de português. Quem não consegue turmas fixas, tem que fazer substituições ou ser auxiliar de reforço. Os temporários só recebem pelas aulas dadas no mês.

Tabela no quadro negro

Quem enfim é chamado e deixa o pátio lotado, precisa subir uma rampa, apresentar os documentos que comprovem a sua formação e entrar em uma das salas, de acordo com a disciplina que está apto a ministrar.....

Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/01/30/professores-de-sp-relatam-situacao-humilhante-para-conseguir-aulas.htm

Opinião;

Essa reportagem foi feita em janeiro do ano passado, porém reflete a situação que os professores passam todos os anos seja em São Paulo (Capital) como também no Interior a situação é a mesma.

Essa é forma como se trata os educadores, aqueles que vão formar pessoas que um dia poderão estar em cargos políticos conduzindo nosso país.

Seja qual for a sua orientação política, devemos nos unir para melhorar essa situação ou estaremos cada vez mais à margem da sociedade.
   
Opinião de Airton Tomaz Pereira, formado em administração com Pós-Graduação em Logística e Educação, Atua como Professor em cursos técnicos no estado de São Paulo, atua também como consultor de empresas voltado para pequenos negócios.

A cada mês, 172 professores pedem demissão ao Estado de SP

Léo Arcoverde
Colaboração para o UOL, em São Paulo

A rede estadual de ensino de São Paulo registrou a exoneração de 9.279 professores entre janeiro de 2011 e junho de 2015. Esse número representa a saída de 172 docentes da sala de aula por mês, em média. Os dados são da Secretaria Estadual de Educação obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) pelo site "Fiquem Sabendo".
No mesmo período, outros 3.351 professores ou deixaram a sala de aula para se dedicar a outra atividade na pasta da Educação ou passaram a acumular a função de docente com outra carreira na pasta.
De acordo com a secretaria, as 9.279 exonerações contabilizadas entre 2011 e 2015 "correspondem a 3,9% do total de docentes da rede estadual".
Em nota, a pasta afirmou que houve contratação de 28 mil professores apenas em 2014, "número 13 vezes maior que a média apontada pela reportagem de professores exonerados". Segundo o órgão, as 72.337 nomeações de professores feitas entre 2011 e junho deste ano representam "uma média de 1.339 nomeações por mês ou 45 nomeados por dia".
 
Com relação aos 3.351 professores que pediram exoneração mas continuaram pertencendo ao quadro da secretaria, a pasta afirmou que esse número "não representa o número de docentes que deixaram a sala de aula". "Esse dado representa os servidores vinculados à rede que podem ocupar outro cargo, inclusive permanecendo como professor. Por exemplo, um executivo público que atua na administração durante o dia e ministra aulas no período noturno."
 
Sindicatos e associações dos professores têm uma demanda antiga por melhores condições de trabalho. O magistério está entre as atividades com maior ocorrência da síndrome de esgotamento total (burn out).
 

Salário baixo

De acordo com as informações disponibilizadas pela pasta, de 2011 para cá, 72.337 docentes foram nomeados pelo órgão. No fim de 2014, ao realizar o mais recente concurso para professores da rede estadual (para o preenchimento de 5.734 vagas de docentes de educação básica – PEB 1), o salário inicial oferecido pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para jornada de 24 horas era de R$ 1.565,19.
 
Um ano antes, em outro concurso (o maior da história da categoria), para o preenchimento de 59 mil vagas de professores de educação básica (PEB 2) e educação especial no Estado de São Paulo, o salário inicial oferecido pela gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para quem escolhesse a jornada de 40 horas semanais era de R$ 2.257,84.]
 
Parte dos professores da rede estadual participou de uma greve que durou mais de 90 dias, entre março e junho deste ano. Segundo a Apeoesp (sindicato da categoria), a paralisação foi a mais longa da classe desde 1945, ano em que a entidade foi fundada. Os professores pediam um reajuste salarial de 75,33%.
 
O Estado não concedeu nenhum aumento por entender que a categoria obteve ganhos salariais significativos ao longo dos últimos anos.
 

Por que isso é importante?

O direito à educação é um dos direitos sociais previstos no art. 6º da Constituição Federal de 1988. Segundo o art. 205, também da Constituição Federal, a educação "é um direito de todos e dever do Estado e da família" e "será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".
 
A Constituição prevê, ainda, em seu art. 144, que a segurança pública corresponde a um "dever do Estado" e um "direito e responsabilidade de todos" e que ela é exercida "para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio".
 retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/09/08/em-sp-172-professores-pedem-demissao-a-cada-mes-ao-estado.htm

Instituto federal produz e faz doação de hortaliças orgânicas

Portal do MEC

A doação de hortaliças orgânicas a entidades e comunidades carentes da região da fronteira entre Brasil e Paraguai é o resultado mais recente do projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), desenvolvido pelo campus de Ponta Porã do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS). Em andamento desde abril de 2014, o projeto é realizado em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e envolve professores e estudantes dos cursos de ciências agrárias do instituto.
Na execução do projeto, uma horta foi plantada no campus para o cultivo de modo orgânico, sem o uso de agrotóxicos, de alface, rúcula, salsa, couve, cenoura, nabo e rabanete. Há dois meses, os produtos são distribuídos a entidades da região. Entre as contempladas estão instituições que cuidam de idosos, excepcionais, crianças e adolescentes.
Em parceria com outras entidades, o instituto fornece insumos e auxilia na distribuição da produção a comunidades carentes de Pedro Juan Caballero, Paraguai.
A horta também é usada para fins didáticos e de pesquisa de cursos técnicos e superiores. Entre as atividades desenvolvidas estão produção de mudas, preparo de canteiros, compostagem com resíduos naturais, irrigação, colheita e preparação para o consumo. “O Pais funciona como uma unidade demonstrativa multidisciplinar, atendendo pontualmente a várias possibilidades de práticas em disciplinas dos cursos afins, como solos, plantas daninhas, agroecologia, irrigação, morfologia e fisiologia vegetal, entre outras”, explicou o professor Elke Bezerra, um dos responsáveis pelo projeto.
Assessoria de Comunicação Social, com informações do IFMS

Pesquisadora brasileira relata estágio em educação na Nasa

Portal do MEC

“Uma experiência e tanto”. Assim, Norma Reis, técnica em educação e funcionária da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação descreve a experiência fora do Brasil, mais precisamente na National Aeronautics and Space Administration (Nasa). Depois de nove meses cursando mestrado em gerenciamento espacial no International Space University (ISU), em Estrasburgo, França, ela soube da aprovação para estágio em educação nos Estados Unidos, na maior agência espacial do mundo.
Norma esteve no Goddard Space Flight Center (GSFC) [Centro de Voo Goddard], na cidade de Greenbelt, Maryland, próxima da capital, Washington, um dos maiores centros espaciais do planeta, gerenciador do telescópio Hubble, o primeiro a ser colocado fora da atmosfera terrestre, em 1990. Ali também foi montada a sonda solar Dynamics Observatory, projeto da European Space Agency (ESA) [Agência Espacial Europeia], que se aproximará do Sol mais do que qualquer objeto já criado pela humanidade.
Nesse cenário de ficção científica, Norma desenvolveu pesquisas como Eclipses ao Longo dos Séculos, em que analisa o impacto desses fenômenos nas sociedades e como as civilizações reagiram a eles na história. A partir desse e de outros estudos, a pesquisadora desenvolve formas de aplicar o conhecimento espacial em educação, o que é o caso do sítio temático da Nasa no portal do Ministério da Educação, do qual é colaboradora, e do blogue Astronomia, Astronáutica e Ciências Espaciais na Escola, que coordena.
O aprendizado no estágio foi aplicado na pesquisa de mestrado Práticas Atuais em Educação em Ciências Espaciais na Nasa e na Agência Espacial Brasileira, editada em livro, The Space Education Phenomenon at Nasa, Brazil and Beyond, que traz exemplos inovadores em educação. Com a edição ainda em inglês, a pesquisadora busca agora uma editora que traduza a obra para o português.
Para Norma, a realização está em trazer essas práticas para a educação brasileira. Segundo ela, a Nasa tem o maior empreendimento educacional do mundo. “É uma vasta gama de ações, que serve de exemplo para inspirar políticas públicas” afirma. “Espero que o livro seja aproveitado em termos de inovações educacionais.”
Ana Cláudia Salomão

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Edital de Bolsa de Iniciação Profissional está com inscrições abertas até 15 de setembro

Portal da UFV

O Serviço Social da Diretoria de Assuntos Comunitários (DAC) da UFV-Florestal está com inscrições abertas para o Edital de Bolsa de Iniciação Profissional 2015 (para cursos de Graduação) até 15 de setembro. Trata-se da concessão de recurso financeiro aos estudantes em vulnerabilidade socioeconômica visando dar suporte à permanência na UFV, além de  contribuir para a formação acadêmica e profissional dos selecionados.

Os candidatos às Bolsas de Iniciação Profissional podem se inscrever no Serviço Social da DAC, no CTA, de 7h às 11h. Para tal, é preciso entregar os seguintes documentos:

-  Formulário de Inscrição devidamente preenchido (Anexo I do Edital);

- Termo de Compromisso (Anexo II do Edital) e

- Formulário de Registro do Bolsista (Anexo III).

Para informações mais detalhadas e acesso aos documentos a serem preenchidos, consulte o edital abaixo.

 

Por ACS UFV-Florestal (Fonte: Jacqueline Cunha)
Notícias
 retira do site:https://www2.dti.ufv.br/ccs_noticias/scripts/exibeNoticia2.php?codNot=23942 

Feira do Conhecimento e Seminário de Experiências em Ensino recebem inscrições de trabalhos

Portal da UFV

Estão abertas as inscrições de trabalhos para a Feira do Conhecimento e para o Seminário de Experiências em Ensino, previstos na programação do Simpósio de Integração Acadêmica de 2015 (SIA 2015) do campus Viçosa da UFV.
Para a Feira do Conhecimento, os trabalhos devem ser inscritos até 18 de setembro, por meio do site do SIA 2015. O evento reunirá materiais produzidos por escolas públicas de educação básica em parceria com a Universidade e acontecerá no dia 24 de outubro, entre 8h e 11h, na Estação Hervé Cordovil, localizada no centro da cidade.
Já para o Seminário de Experiências em Ensino, os trabalhos devem ser inscritos até 24 de setembro, também pelo site do Simpósio. O evento terá como objetivo promover trocas de conhecimentos entre professores de diferentes áreas e acontecerá no dia 21 de outubro, das 14h às 18h, no auditório da Biblioteca Central do campus Viçosa.
Mais informações estão disponíveis no site do SIA 2015.
Sobre o SIA 2015
O Simpósio será promovido entre 19 e 24 de outubro, pelas pró-reitorias de Ensino (PRE), de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) e de Extensão e Cultura (PEC). Ele terá como tema Conexão de Saberes e Mundialização e o objetivo de estimular atividades acadêmicas que abordem temas científicos e tecnológicos relacionados ao desenvolvimento social, além de gerar discussões que incentivem descobertas importantes para o país.
A programação prevê palestras, mesas-redondas, apresentações de trabalhos (nos formatos painel e oral), minicursos, oficinas, exposições, seminário de experiências de ensino e atividades culturais.
Todos os detalhes estão disponíveis no site https://www3.dti.ufv.br/sia/vicosa/2015/informacoes/apresentacao.

(Divisão de Jornalismo)
retirado do site:https://www2.dti.ufv.br/ccs_noticias/scripts/exibeNoticia.php?codNot=23939

'O Estado destruiu a minha família'

Igor Truz | São Paulo

Livre-docente da USP, Roberto da Silva fala sobre período internado na Febem e relata como a ditadura construiu um modelo de tratamento de jovens que persiste até hoje

 Abandonada pelo marido em um passado indecifrável, a mãe, com seus quatro filhos, chega a São Paulo no início dos anos 60 em busca de ajuda no Juizado de Menores da cidade. Após passar alguns dias na rua, tem sua internação em um hospital psiquiátrico decretada pela Justiça. As crianças vão para quatro abrigos em diferentes cidades.

“Essa é a história oficial, dos relatórios. Ninguém me disse nada sobre isso”, explica Roberto da Silva, Livre-Docente da Feusp (Faculdade de Educação da USP). Em 1962, ele era uma das quatro crianças quando, com 5 anos, foi para um abrigo no interior de São Paulo.
Quase ao mesmo tempo, em 1964, o golpe que depõe João Goulart anuncia o início da ditadura. No governo, militares acusam o Judiciário e a sociedade de não conseguirem resolver os problemas da infância. Ainda em 1964, criam a Funabem (Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor). Em 1967, com a Lei de Segurança Nacional, estatizam os abrigos de todo o país.

Laisa Beatris
No mestrado, Roberto identificou todos os responsáveis por sua separação familiar; e esteve frente a frente com diversas destas pessoas
“Estava em um abrigo confessional em Sorocaba quando assisti a substituição de quadros técnicos e religiosos por policiais militares. E é aí que a disciplina lá dentro passa a ser militar”, explica Silva.
Com 12 anos, após cometer uma infração interna, é transferido para a Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor) no Tatuapé. Ficaria lá até os 18 anos.
“Minha transferência ocorreu em 29 de outubro de 1969. Mas hoje o tratamento dado ao adolescente não é diferente. A filosofia militar permanece. Nas unidades, se estabeleceu a cultura de ver os internos como inimigos sem recuperação. Assim, todos os rigores se justificam no tratamento destes meninos”, explica.
Jovem da primeira geração tutelada pela ditadura, ele relata que, na Febem, direitos básicos eram trocados por “bom comportamento”. Cenários das prisões adultas eram reproduzidos nas unidades de internação, como a presença do crime organizado.
“Na época, jovens como eu, que viviam em fazendas, vieram para esta realidade de meninos urbanos. Era um choque de realidade. Aprendi a ser infrator dentro da Febem”, afirma.
No Tatuapé, as aulas eram baseadas em princípios militares, como conceitos de defesa pessoal. “Uma dessas aulas era aprender a desequilibrar o outro. Os próprios meninos adaptaram esta técnica para, enquanto desequilibram você, puxarem sua carteira. Assim nasceu o trombadinha”.
Roberto deixou a Febem com 18 anos, cometeu furtos, e passou mais 10 anos em cárcere prisional. “O ambiente era diferente, mas tinha algo de familiar, porque nós [ex-internos] nos encontrávamos. Nisso percebi que se dependesse do estado e da sociedade, teríamos um destino irremediável”, afirma.
Como autodidata, Silva tentava entender como funcionava todo o aparato de Justiça. “Isso me levou a tentar organizar e conscientizar os presos na defesa de seus interesses”, relata. O movimento foi reprimido, acusado de tentar criar nas cadeias um “sindicato do crime”.
Em liberdade condicional, Roberto percebeu que precisaria de um diploma para ajudá-lo a seguir com a mobilização. Ele foi além e se tornou Livre-Docente da FEUSP. Terminou o ginásio, o ensino médio, a graduação em Pedagogia na UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), o mestrado e o doutorado na USP, foi aprovado no concurso para professor e conseguiu a livre docência em 2009.
“Queria investigar aquelas histórias que ficaram interrompidas. Não era para iniciar em um novo ramo profissional”, conta.
Silva recuperou sua história. Descobriu que sua mãe, mesmo internada à força, tentou encontrar seus filhos nos abrigos onde ele e seus irmãos estavam.
“Ficou claro que nunca tínhamos sido abandonados. O que houve foi uma intervenção judicial nessa família que a destruiu. O Estado tinha nossas informações, sabia onde estávamos. Mas usavam isso contra nós, para nos manter separados. O Estado destruiu minha família”, afirma.
No mestrado, Roberto identificou todos os responsáveis por sua separação familiar. Esteve frente a frente com diversas destas pessoas, como assistentes sociais, psicólogos e juízes.
“Mostrava prontuários, com assinaturas deles, com os fundamentos que eles apresentavam, mas eles diziam que estavam apenas cumprindo ordens”, relata.
Silva não aceita esta justificativa e reclama que sua situação, assim como a de milhares de famílias, nunca foi uma preocupação das Comissões da Verdade.
“O Estado fez isso durante 500 anos no Brasil. Tirou um monte de crianças de famílias pobres para entregá-las a famílias ricas, mas parece que isso não é uma questão nacional”, alega.
Atualmente, ele só tem contato com um de seus irmãos. O outro foi adotado por uma família italiana e não foi mais encontrado. Sua irmã faleceu. Internada no hospital psiquiátrico até o fim da vida, sua mãe morreu sem reencontrar seus filhos.

(*) Conteúdo publicado em Jornal do Campus.
retirado do site:http://painelacademico.uol.com.br/painel-academico/5055-o-estado-destruiu-a-minha-familia

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