sábado, 13 de junho de 2015

Pronatec terá número de vagas reduzido este ano para um milhão, diz Janine

Estadão Conteúdo

Com um corte de R$ 9,4 milhões em seu orçamento, o Ministério da Educação começa a mexer em alguns de seus principais programas. Uma das vitrines de campanha da presidente Dilma Rousseff, o Pronatec terá este ano um milhão de vagas, um terço do que foi oferecido em 2014, no primeiro decréscimo no programa desde a sua criação. O número foi apresentado pelo ministro Renato Janine Ribeiro durante audiência pública nesta quarta-feira, 10, na Câmara dos Deputados.
Janine também confirmou que o governo estuda um aumento nos juros do Financiamento Estudantil, mas não confirmou se o valor subirá para 6,5%.
"O Pronatec vai ter este ano um milhão de vagas mesmo com os cortes. Estamos administrando isso com o cuidado, com o carinho de evitar maiores prejuízos. Na última semana, liberamos mais de R$ 270 milhões para as entidades afiliadas ao Pronatec. Se houve atraso, não foi absolutamente por vontade, foi por falta de recursos", disse o ministro ao responder uma das perguntas durante a audiência.
Em 2014, o Pronatec, que oferece qualificação profissional de nível médio e básico em associação com universidades e o Sistema S, teve 3 milhões de bolsas. Era um dos principais motes da campanha presidencial de Dilma Rousseff - que chegou a indicar o programa para uma economista desempregada que perguntou a ela, durante debate, o que deveria fazer para encontrar um novo emprego. No ano passado, foi atingida a meta de 8 milhões de vagas e o governo determinou uma nova meta, de 12 milhões até 2018.
Perguntado se o número deste ano não prejudicaria o atendimento da meta, Janine lembrou que a realidade do governo é que a arrecadação diminuiu e é preciso ver o que será possível fazer sem prejudicar a sociedade. "Entendemos este ano como um ano atípico e uma vez superada essas situações e restaurada a saúde da economia, teremos condições de continuar essa trajetória", disse em entrevista ao sair da audiência pública.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/06/10/pronatec-tera-numero-de-vagas-reduzido-este-ano-para-um-milhao-diz-janine.htm

Segundo semestre de 2015 terá mais de 116 mil bolsas; inscrições começam na terça

Portal do MEC

O segundo processo seletivo de 2015 do Programa Universidade para Todos (ProUni) terá 116.004 bolsas ofertadas em 856 instituições de ensino superior. O número é maior do que o oferecido no mesmo período do ano passado, que teve 115.101 bolsas.  As inscrições terão início na próxima terça-feira, 16, e se estenderão até as 23h59 de quinta-feira, 18. O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 22 deste mês.
Das 116.004 bolsas disponíveis, 68.971 são integrais e 47.033 parciais. São Paulo é o estado com maior número de bolsas ofertadas, com 30.519, seguido de Minas Gerais, 14.335, e Rio Grande do Sul, 8.088.
O ProUni oferece bolsas de estudos integrais e parciais em instituições particulares de educação superior que ofereçam cursos de graduação e sequenciais de formação específica. Criado em 2004 pelo governo federal, o programa é dirigido tanto aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública, quanto àqueles que tenham vindo da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda familiar per capita máxima de três salários mínimos.
Para se inscrever na segunda edição de 2014, o candidato deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas. Além disso, não pode ter tirado nota zero na redação. No momento da inscrição, será necessário informar o número de inscrição e a senha usados no Enem.
Assessoria de Comunicação Social
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Palavras-chave: Prouni, inscrições, educação superior

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O que os países ricos estão fazendo para melhorar a educação?

BBC - Brasil

Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) analisa mais de 450 iniciativas implementadas por 34 países com o objetivo de aperfeiçoar seus sistemas educacionais.
A mudança mais popular no grupo, que reúne majoritariamente países ricos e não inclui o Brasil, diz respeito à preparação dos estudantes para o mercado de trabalho, voltado principalmente para o ensino profissional e técnico.
Este tipo de mudança tem forte impacto, segundo especialistas, na produtividade dos trabalhadores - o que colabora para fortalecer a economia dos países.
A segunda reforma mais popular envolveu melhorias no ambiente escolar, com foco principalmente na preparação de professores.
A OCDE analisou iniciativas adotadas nos últimos sete anos. Segundo a organização, ainda é preciso analisar os resultados da maior parte destas políticas.
Embora os pesquisadores ressaltem que as soluções dizem respeito a cada país e não podem ser simplesmente copiadas para outras realidades, algumas ideias podem fornecer material para o debate geral de como melhorar a educação.
Eis algumas delas compiladas pela BBC Brasil.

1) Mercado de trabalho ou continuidade dos estudos

Quase um terço (29%) das reformas implementadas tiveram como objetivo preparar os estudantes tanto para o mercado de trabalho como para continuar seus estudos. O foco principal foram reformas nos sistemas nacionais de ensino profissional ou técnico.
Portugal, por exemplo, criou uma estratégia com o objetivo de aumentar o número de jovens matriculados no ensino profissional. Os cursos oferecidos são compatíveis com a demanda do mercado de trabalho.
Outra inovação: estão em teste programas de ensino profissional que começam mais cedo, a partir dos 13 anos.
Já a Dinamarca reformou seu sistema de ensino profissional com foco na redução da desistência.

2) Melhorias no ambiente das escolas

Reduzir o número dos alunos por turma, implementar reformas curriculares e, principalmente, capacitar professores foram o objetivo de 24% das reformas analisadas.
A Austrália criou um instituto dedicado apenas ao aprendizado de professores, e a Holanda desenvolveu um programa que visa a atrair os melhores estudantes para faculdades de educação.
Já a França reformulou o conteúdo e a estrutura de seus programas de treinamento de educadores, criando escolas que aliam treinamento prático ao teórico.

3) Garantir qualidade e equidade na educação

As reformas implementadas pelos países da OCDE também tiveram como objetivo implementar políticas para garantir que todos os cidadãos tenham acesso a um nível mínimo de educação, independentemente de circunstâncias pessoais ou sociais. Ações deste tipo foram 16% das implementadas.
O Chile, por exemplo, introduziu um sistema que proíbe que a seleção para escolas de ensino fundamental tenha como critério renda ou performance. A regra também limita a possibilidade de as escolas expulsarem alunos com resultados ruins.
Na Nova Zelândia, foram implementadas estratégias para melhorar a educação dos maoris, população nativa que representa cerca de um quarto dos habitantes do país. Entre as iniciativas está um programa para engajar adolescentes com idades entre 14 e 18 anos na área de educação.
Na Inglaterra, um programa concede fundos adicionais às escolas para que elas consigam manter nas classes crianças em risco social. A ideia teve um impacto positivo.

4) Sistemas de avaliação

Sistemas de avaliação são considerados importantes pela OCDE porque apontam áreas em que é preciso melhorar. Implementar essas políticas, que visam a medir os resultados tanto dos alunos quantos das escolas, responderam por 14% das reformas.
No México, um instituto nacional de avaliação ganhou, em 2013, autonomia para desenvolver uma estratégia de acompanhamento válida para todo o país. Padronizar as avaliações facilita a comparação de resultados.
Na Itália, um projeto piloto acabou sendo expandido devido a seu sucesso. O projeto permite que as escolas decidam se serão avaliadas ou não. O processo envolve uma auto-avaliação da escola e uma avaliação externa, que é usada para estabelecer metas. Essas informações são divulgadas publicamente.

5) Reformas de financiamento

Conseguir melhorar as formas de financiar os sistemas de educação é um dos grandes desafios das escolas. Incrementar o financiamento foi o objetivo principal de 12% das medidas avaliadas.
Nos EUA, teve início em 2009 o programa Race to the Top, que atrela o financiamento das escolas à implementação de reformas e inovações na área de educação. Os Estados recebem fundos com base em seus planos para o futuro e também na qualidade dos professores, alunos e escolas. Eles precisam também ter competência para processar dados e informações estatísticas de educação.
Na Alemanha, dentro de um projeto criado para estimular a atividade econômica durante a crise financeira, o governo federal deu apoio a investimentos de Estados e comunidades em educação. Foram destinados 8,7 bilhões de euros (cerca de R$ 26,5 bilhões) a áreas como educação infantil, estrutura escolar e universitária e pesquisa.

6) Governança

A organização do sistema educacional e a definição de uma política nacional de educação foram foco das ações de 9% das reformas.
Ter uma estratégia nacional é importante, de acordo com estudiosos, porque proporciona parâmetros que devem ser seguidos nacionalmente.
Na Dinamarca, uma reforma nas escolas públicas, possibilitada por um acordo que envolveu todos os partidos políticos, foi feita para elevar expectativas, simplificar objetivos curriculares e abrir escolas para as comunidades.
Já a Estônia estabeleceu cinco metas para a educação no país. Entre elas está o uso de tecnologia digital no processo de aprendizado e uma maior correspondência entre o que é ensinado e as necessidades do mercado de trabalho.

retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2015/01/19/o-que-os-paises-ricos-estao-fazendo-para-melhorar-a-educacao.htm

Por mudanças no Fies, empresas investem em cursos preparatórios para Enem

REUTERS

Por Juliana Schincariol
RIO DE JANEIRO (Reuters) - As novas regras para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) mudaram o cenário para as empresas de ensino superior privado, o que tem levado algumas das companhias a adotar novas estratégias para a captação de alunos elegíveis ao programa em 2016 para além de campanhas de marketing e alternativas de financiamento.
No fim do ano passado, o Ministério da Educação estabeleceu que aqueles que desejarem aderir ao programa de financiamento do ensino superior devem ter nota mínima de 450 pontos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), e não podem ter nota zero na redação.
Por conta desta restrição, a Estácio e a Ser Educacional optaram por oferecer cursos preparatórios para o Enem, apesar de não acreditarem na redução na base de alunos por conta das mudanças.
A Ser Educacional oferecerá atividades de orientação para realização do Enem a partir do segundo semestre, disse à Reuters Jânyo Diniz, diretor-presidente da companhia que tem atuação principal nas regiões Norte e Nordeste.
"Teremos um trabalho mais específico da equipe pedagógica na preparação de alunos, sobre como o aluno deve se preparar para o Enem, em alguns casos vamos oferecer cursos preparatórios", disse o diretor-presidente, sem especificar as regiões ou o número de estudantes que participarão da iniciativa.
As orientações incluem o tempo que deve ser gasto em cada questão da prova, a melhor forma de realizá-la, o que, segundo Diniz, "muda o nível de acertos".
Já a Estácio colocou em prática há algumas semanas o chamado projeto Educar, com aulas quinzenais de redação para alunos do ensino médio, sob tutela de professores da instituição. O programa compreende dicas sobre como não zerar a redação, não fugir do tema proposto e sobre os critérios de avaliação da prova, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.
A Estácio disse que não comentaria o assunto por se tratar de um projeto piloto.
Até o momento, Kroton e Anima estão realizando apenas ações mais tradicionais para captação de alunos, como propaganda, participação em feiras de profissões e visitas aos colégios.

RESTRIÇÕES ORÇAMENTÁRIAS

Além nas mudanças nas regras de adesão ao Fies, os recursos do programa foram limitados no primeiro semestre, período mais importante para a captação de alunos pelas entidades de ensino superior, por conta das restrições orçamentárias do governo.
As adesões ao programa totalizaram 252,4 mil e 178 mil estudantes não conseguiram ter seus pedidos atendidos no primeiro semestre, de acordo com o MEC. Em 2014, os novos contratos somaram 732,2 mil.
"Todas as instituições estão buscando alternativas de financiamento. Estamos negociando com alguns bancos algumas alternativas para os alunos", acrescentou Diniz, da Ser Educacional.
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, anunciou que uma segunda edição do Fies será oferecida para o segundo semestre, mesmo diante do ajuste das contas públicas, com prioridade para formação de professores e cursos das áreas de saúde e engenharia. Ele, contudo, não forneceu detalhes sobre o próximo ano, se haverá novas regras ou restrições.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/09/por-mudancas-no-fies-empresas-investem-em-cursos-preparatorios-para-enem.htm

Rankings: O que faz uma universidade ser top mundial?

BBC - Brasil

  • Wikimedia Commons
    Centro Ray e Maria Stata, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos Centro Ray e Maria Stata, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos
O MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) lidera o ranking das melhores universidades do mundo, que tem a USP (Universidade de São Paulo) como a instituição brasileira mais bem colocada, na 132ª posição.

É o terceiro ano que a universidade americana, famosa por suas pesquisas em ciência e tecnologia, lidera o respeitado ranking mundial QS. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na 206ª posição, e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na 271ª, são as outras duas instituições brasileiras entre as 300 melhores.

Mas o que faz uma universidade ser considerada uma das melhores do mundo?

O principal fator levado em conta no ranking QS, publicado há dez anos, é a reputação acadêmica. Este cálculo é feito através de uma enquete com mais de 60 mil acadêmicos (professores, pesquisadores e palestrantes) em todo o mundo, que avaliaram instituições que não fossem as suas próprias.

Isto significa que universidades com nomes mais estabelecidos e respeitados têm chances de ter um desempenho melhor, disse o diretor-gerente do QS, Ben Sowter.

O ranking analisa também as pesquisas publicadas e quantas vezes elas foram citadas por outros pesquisadores, além da proporção do corpo docente para estudantes.

Estes três elementos - reputação, citações e proporção de professores - representam 80% do ranking. Há também observações sobre o grau de internacionalização da equipe acadêmica e dos estudantes.

Diante disso, as melhores escolas provavelmente serão universidades grandes e prestigiadas, com foco em pesquisa, que possuem respeitados departamentos de ciências e muitas colaborações internacionais.

Eis um exemplo: as britânicas Cambridge e Imperial College empataram no segundo lugar do ranking. Os acadêmicos destacaram as pesquisas em ciência e tecnologia do Imperial College, que estava na quinta posição no ano passado.

Entre os projetos da universidade está o desenvolvimento do "iKnife", uma faca que pode alertar o cirurgião se o tecido que está sendo cortado é cancerígeno ou não, e de uma garrafa de água comestível, que reduziria a poluição e o desperdício causados pelas embalagens de plástico convencionais.

Em quarto lugar no ranking está a Universidade de Harvard, a mais rica de todo o mundo. E outras duas instituições britânicas dividem o quinto lugar - a College London e Oxford.


Os rankings são justos?

No entanto, não é difícil perceber as limitações dos rankings universitários. Eles medem os atributos da universidade ao invés de avaliar seus alunos e produzem uma lista dominada por um tipo específico de instituição, a que dá ênfase a pesquisas científicas.

O resultado é que escolas pequenas, especializadas, na área de artes ou sem foco em pesquisa, por exemplo, não aparecem com destaque, independentemente da qualidade que têm. Além disso, a ênfase na reputação reforçará a vantagem daquelas que já são famosas.

Por fim, os primeiros postos neste ranking são exclusivamente preenchidos com universidades em língua inglesa.

Apesar desses poréns, é difícil negar a importância que tais classificações têm. Elas se tornaram uma parte inescapável da reputação e imagem das universidades, ajudando-as a atrair estudantes, professores e investimento em pesquisa.

"Os rankings, para melhor ou pior, têm sido muito influentes entre alunos, líderes governamentais e algumas universidades em vários países", disse Philip Altbach, diretor do Centro de Educação Superior Internacional do Boston College.

Mas ele alerta sobre o que realmente está sendo avaliado. Instituições que não realizam pesquisas deveriam ser comparadas em rankings destinados a universidades focadas em pesquisas?

A União Europeia lançou neste ano um novo comparativo de universidades, o U-Multirank. Ele dá ênfase menor à reputação das instituições e permite que estudantes selecionem seus próprios critérios de comparação.

A ideia parte do princípio de que um aluno interessado em um curso na área de humanas, por exemplo, não se beneficia muito de um ranking focado em universidades com projetos de pesquisa científica.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que lançou o pioneiro teste Pisa em escolas, também quer começar a comparar o ensino superior.

Segundo o diretor de educação da entidade, Andreas Schleicher, há uma demanda pública para que se avalie a qualidade das universidades. Mas ao invés de analisar aspectos das instituições - como verbas, pessoal e instalações - ele está interessado em saber o que os estudantes estão aprendendo.

Propostas para um tipo diferente de classificação das universidades deverão ser apresentadas aos governos da OCDE em breve, disse ele.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2014/09/16/o-que-faz-uma-universidade-ser-top-mundial.htm

Boas e gratuitas, universidades alemãs atraem mais alunos estrangeiros

Franz Strasser
da BBC News, na Alemanha

Idioma não é barreira na sala de aula, porque muitos cursos são ministrados em inglês.
Certa noite, na cozinha de sua casa na zona rural do Estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, Hunter Bliss disse à sua mãe, Amy Hall, que pensava em se candidatar a uma vaga em uma universidade na Alemanha.
Hall pensou se tratar de uma brincadeira e riu, dizendo que, se ele fosse admitido, teria seu apoio.
"Quando Hunter foi aceito, comecei a chorar", conta ela, que é mãe solteira. "Estava feliz por ele, mas tinha medo de deixá-lo ir para tão longe de casa."
Nesta época do ano, muitos pais americanos veem seus filhos saírem do ninho para dar início aos estudos universitário, mas nunca foram tantos aqueles que têm como destino este país em um outro continente e a mais de 7,7 mil quilômetros de distância.
A razão disso está no acesso a uma educação de qualidade e gratuita, como a oferecida pelas universidades alemãs, uma combinação que atrai cada vez mais jovens americanos e de outros países.
Nos últimos três anos, o número de alunos americanos matriculados em universidades alemãs aumentou 20%, para 4,6 mil.
Enquanto a Alemanha aboliu a cobrança de matrícula para alunos do país e estrangeiros, neste mesmo período, o total das dívidas contraídas por estudantes dos Estados Unidos para pagar pela universidade aumentou para US$ 1,3 bilhões (R$ 4,9 bilhões).

Grande economia

Bliss hoje estuda Física na Universidade Técnica de Munique, uma das mais renomadas da Europa, e, a cada semestre, paga uma taxa de US$ 120.
Este valor inclui um cartão para usar o transporte público gratuitamente na capital da Baviera.
O seguro saúde de estudantes na Alemanha custa cerca de US$ 87 ao mês, bem menos do que sua mãe pagaria por um plano de saúde nos Estados Unidos.
Para cobrir a taxa, o seguro e outros gastos, como alojamento e alimentação, ela envia a Hunter entre US$ 6 mil e US$ 7 mil por ano, o que no seu país não seria suficiente para cobrir o custo da universidade mais próxima de casa, a Universidade da Carolina do Sul.
Mesmo com uma bolsa, o preço de estudar nesta universidade americana não seria menor do que US$ 10 mil ao ano. E o custo de alojamento, livros e outros gastos tornariam esta cifra ainda mais alta.
Por isso, Bliss só precisou de um pouco de ajuda da matemática para convencer sua mãe a deixá-lo ir para a Alemanha.
"Você quer pagar tudo isso ou só isso?", disse ele para Hall, acrescentando que isso permitiria economizar cerca de US$ 60 mil ao fim de quatro anos.

Diferença notável

Katherine Burlingame também está aproveitando as vantagens financeiras de estudar na Alemanha.
Formada pela Universidade Estatal da Pensilvânia, ela está cursando um mestrado em Cottbus, no leste do país, por menos de US$ 570 por mês, incluindo alojamento, transporte e plano de saúde.
Além disso, recebe uma bolsa mensal do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD, na sigla em alemão) de US$ 815, com a qual cobre seus gastos.
"Fiquei surpresa quando me dei conta de que, assim como os alemães, também podia estudar gratuitamente", diz Burlingame.
"Os processo de admissão é bem simples, e não cobram matrícula. Quando descobri isso, pensei: 'que incrível!'."
Em comparação, no ano acadêmico de 2014-2015, as universidades privadas americanas cobraram de seus alunos mais de US$ 31 mil em matrícula e mensalidades. Em algumas, este custo supera US$ 50 mil.Já as universidades públicas cobram US$ 9 mil daqueles que residem em seus Estados, mas quem vem de fora precisa desembolsar US$ 23 mil, segundo o College Board, uma organização sem fins lucrativos.
Enquanto isso, a única coisa que o estudante tem de pagar na Alemanha é uma taxa semestral, que raramente supera US$ 170, para financiar a associação estudantil e outras atividades; com frequência, esse valor inclui o direito a usar o transporte público.
E a barreira imposta pelo idioma não é um problema. Burlingame não precisa, por exemplo, falar alemão para fazer seu mestrado, no qual tem aulas com alunos de 50 nacionalidades. O curso é ministrado inteiramente em inglês.
Hoje, na Alemanha, há mais de 1.150 programas acadêmicos inteiramente em inglês, como resultado da Declaração de Bolonha, de 1999, que estimulou a livre circulação de estudantes da União Europeia e transformou o inglês em língua franca nas universidades dos seus países membros.
No entanto, de acordo com estudantes e especialistas, conhecer o idioma alemão é indispensável para aproveitar ao máximo a experiência. E, em alguns casos, um certificado de domínio desta língua ainda é pré-requisito para alguns cursos ou bolsas.

Quem ganha com isso?

A um custo médio de US$ 14,6 mil por estudante para o país, resta a pergunta: o que a Alemanha ganha com isso?
Só em Berlim, por exemplo, há 25 mil estudantes estrangeiros, o que gera um custo anual de US$ 364,3 milhões, que é pago pelos contribuintes.
"Mas, para nós, não deixa de se atraente que pessoas de outros países tragam conhecimento e experiências que acabam criando postos de trabalho quando estes estudantes têm ideia para abrir um negócio e ficam em Berlim para concretizá-la", diz o secretário para assuntos de ciência da cidade, Steffen Krach.
E, segundo Sebastian Fohrbeck, da DAAD, metade dos estudantes estrangeiros decide permanecer na Alemanha.
"Mesmo sem cobrar matrícula, basta que cerca de 40% fiquem por cinco anos, pagando impostos, para recuperarmos os custos. Ou seja, o sistema funciona bem", explica Fohrbeck, para quem a imigração de pessoas qualificadas é uma boa solução para um país com uma população cada vez maior de aposentados e com cada vez menos jovens entrando no mercado de trabalho.
Fohrbeck vê os estudantes estrangeiros como uma possível solução para o problema demográfico da Alemanha: "Reter estes estudantes é a forma ideal de imigração: eles têm os diplomas necessários, não têm problemas com o idioma e em conhecer a cultura".

Isso pode durar?

Muitos acreditam que o modelo de educação alemão beneficia o país. Segundo Krach, os estudantes alemães não têm com o que se preocupar, porque cidades como Berlim ampliaram muito suas vagas em universidades e há espaço para todos.
Wolfgang Hermann, da Universidade Técnica de Munique, acredita ser possível que, no futuro, os estudantes estrangeiros tenham que pagar para garantir que as universidades alemãs possam competir globalmente.
Mas tanto estudantes quanto educadores alertam que a eventual introdução de mensalidades baratas - que Hermann estimou em um valor entre US$ 5,4 mil e US$ 11 mil -, poderia impedir que estudantes talentosos de algumas regiões do mundo estudassem na Alemanha.E, em Berlim, o governo local garante que, no momento, não planeja passar a cobrar. "Não vamos cobrar mensalidades de estudantes estrangeiros", assegura Krach.
"Não queremos que a possibilidade de entrar na universidade dependa do status social nem que o intercâmbio entre países dependa unicamente de aspectos financeiros."
Nos Estados Unidos, a mãe de Bliss se pergunta por que seu país não pode oferecer a seu filho uma educação de qualidade a um preço acessível.
"Sinto que ele tem uma educação maravilhosa, de forma completamente gratuita. Por que não podemos fazer o mesmo aqui?"
Fohrbeck, da DAAD, acredita que os Estados Unidos e outros países podem aprender algo com a experiência alemã.
"Se um país educa bem sua força de trabalho, isso beneficia todo o país."
 retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2015/06/09/boas-e-gratuitas-universidades-alemas-atraem-mais-alunos-estrangeiros.htm

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ex-aluno de escola pública conta como passou em 4 faculdades de medicina

Mário Bittencourt
Do UOL, em Salvador

  • Mário Bittencourt/UOL
    Wester Silva Vieira, 19, foi aluno de escola pública, estudou sozinho e passou em quatro faculdades públicas de medicina
    Wester Silva Vieira, 19, foi aluno de escola pública, estudou sozinho e passou em quatro faculdades públicas de medicina
Sem fazer cursinho pré-vestibular e tendo estudado a vida toda em escolas públicas, um jovem de 19 anos de Condeúba (BA) foi aprovado em quatro cursos de medicina para 2015, um de universidade federal e três de instituições estaduais.
A proeza é do estudante Wester Silva Vieira, que ainda teve de conciliar os estudos com o trabalho na Secretaria de Finanças da prefeitura de Vitória da Conquista (vizinha a Condeúba), onde é funcionário concursado desde julho de 2014.
"Estudei sozinho. Não fiz cursinhos, pois achei que o que precisava estava além daquilo, e também porque o preço estava salgado para o bolso da minha família", contou o estudante, que teve 880 pontos na prova de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e 735 nas provas objetivas.
O resultado no exame o aprovou para os cursos de medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana), Uneb (Universidade Estadual da Bahia) e Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), que possui campus em Vitória da Conquista.
As aulas têm início no segundo semestre de 2015. "Espero que o curso me dê uma noção do que acontece realmente nos hospitais e me dê bagagem suficiente para poder aprender mais a cada dia", declarou.

Tática

Wester disse que já vinha realizando o Enem desde 2009, quando se mudou para Vitória da Conquista em busca de melhor educação, e foi aprovado na seleção do Ifba (Instituto Federal da Bahia).
Ao longo dos anos – conta –, ele foi recebendo ajuda de uma professora que dava dicas de formas de "fazer justamente o que os corretores pediram" na prova de redação.
"Queria ter tirado uma nota maior, mas acho que o nervosismo e a falta de ideias diante de uma prova de 90 questões me tirou o foco", comentou.
"Percebi que quanto mais tempo se passa, mais difícil fica o exame, inclusive os métodos de correção de redação ficam mais rígidos".
Nos anos anteriores, ele disse que fez apenas aulas de reforço de exatas, redação, gramática e biologia, e que em 2014 aproveitava o tempo vago no emprego para dar um reforço.
"Conciliar o trabalho com os estudos foi um pouco difícil no começo. O pessoal do setor não se importava que eu estudasse nos momentos vagos, então aproveitava isso", contou.

Descanso

Os esforços ao longo dos anos permitiram que em 2014 Wester tivesse uma rotina de estudos menos estressante, de modo que ele só se esforçou mais em gramática.
"Acredito que uma mente descansada é melhor para aprender. É melhor você dividir o seu tempo com você mesmo, do que tentar repor tudo depois que passar", ele disse, informando depois que "não abria mão de assistir os seriados que acompanho na semana".
"Principalmente perto das provas, eu assistia para poder relaxar e evitar a ansiedade", declarou o estudante, que sempre buscou fazer medicina, apesar de sua formação técnica em eletrônica.  
"Primeiro não acreditava na minha capacidade em conseguir passar em medicina, sempre achei que quem passasse eram apenas os 'crânios', e por conta de primos, eu tinha optado por engenharia. Mas ao fazer o curso técnico, percebi que não iria me adaptar às exatas, então descobri a medicina e me apaixonei", disse.

Incentivo

Ao analisar a própria trajetória educacional de aluno de escola pública, tendo passado, em Condeúba, pelas escolas municipais Eleutério Tavares e Alcides Cordeiro, chegando depois ao Ifba, em Vitória da Conquista, Wester diz que sempre teve o apoio de bons professores.
"O ensino fundamental em Condeúba foi ótimo. Na verdade, considero a educação infantil ao fundamental da cidade muito bom. Os professores do Ifba me incentivaram desde o primeiro dia de aula para estudar e fazer aquilo que gosta", relatou.
Residente numa casa que funciona como 'república', onde moram outras 22 estudantes, todos de Condeúba, Wester é crítico da saúde brasileira e vê como problema maior na formação de novos profissionais a falta de hospitais para fazer residência médica.
"Precisamos também de médicos mais humanos, para que assim esses tenham a consciência de que precisamos deles tanto nas capitais, como em regiões mais isoladas", opinou.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/noticias/redacao/2015/02/12/ex-aluno-de-escola-publica-conta-como-passou-em-4-faculdades-de-medicina.htm

Professora surda dá aulas na mesma escola (de surdos) em que estudou

Thiago Varella
Do UOL, em Campinas (SP)

Em um tempo em que a tônica dentro de sala de aula é a da integração entre alunos deficientes e não-deficientes, uma professora surda defende que, pelo menos em relação às crianças surdas, a educação deve ser feita de maneira separada.

Não completamente. Mas, no ensino básico, a professora Thais Ribeiro de Oliveira Ferreira, 28, afirma que é fundamental a criança ser ensinada, primeiramente, em Libras, a língua brasileira de sinais para, depois, aprender o português. 

Pode parecer estranho, mas se tratam, de fato, de duas línguas distintas. E as diferenças não estão apenas no fato de uma ser oralizada ou sonora e a outra gestual. Há muito mais para se levar em consideração.

Uma simples entrevista, entre mim e Thais, duas pessoas brasileiras e fluentes em português, precisou contar com o auxílio de uma intérprete, como se a professora fosse uma estrangeira que estivesse falando japonês, idioma desconhecido para mim.

Apesar de defender salas separadas nos primeiros anos de educação formal, Thais afima que a integração entre surdos e ouvintes - termo usado pelos deficientes auditivos para descrever quem escuta - deve ser sempre estimulada.

Segundo ela, muitos surdos acabem voluntariamente se fechando em grupos já que não conseguem se oralizar e, por isso, acabam criando uma identidade própria.

"Cada pessoa surda tem a sua experiência de vida e sua relação com a sociedade. Boa parte dos surdos da minha geração tem amigos ouvintes. Minha opinião é que a integração é totalmente possível", afirmou.

"Eu faço parte de um grupo de dança com ouvintes. Frequento uma igreja e participo do grupo de ouvintes. A minha geração tem isso de interagir melhor com os ouvintes", completou, sempre por meio de uma intéprete.

Falar com um repórter que não sabe palavra alguma em Libras é um problema muito pequeno diante do que enfrentou para conseguir o diploma de pedagoga e dar aulas em uma escola paulistana.

"Ainda hoje encontro dificuldades na comunicação. Às vezes vou a uma loja ou a um restaurante e escrevo ou mostro aquilo que quero e, mesmo assim, o atendente não compreende", afirmou, frustrada, Thais.

Para conseguir estudar, fazer amigos, conversar normalmente com outras pessoas e até mesmo ter uma relação normal com seus pais, que ouvem normalmente, Thais precisou se isolar do mundo sonoro. Por mais paradoxal que isso possa parecer, o surdo precisa se fechar em um grupo para, enfim, começar a ter uma vida social.

Até os nove anos de idade, a jovem não sabia que pessoas surdas como ela existiam. Quer dizer, ela até conseguia entender que havia outros surdos no mundo, mas não imagina que viviam em grupos. Thais, até então, tentava, com muita dificuldade, estudar em uma escola para "ouvintes" - termo usado pelos surdos para descrever, obviamente, quem escuta.

Seus pais, como escutam, tentaram oralizá-la e, de certo modo, tiveram êxito. Mesmo assim, a dificuldade era enorme. Foi quando o pai de Thais ficou sabendo de uma escola para surdos no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

"Meus pais viam que eu vivia angustiada. As pessoas me desprezavam porque não conseguia me comunicar direito. Quando conheci o Centro de Educação para Surdos Rio Branco descobri minha identidade como surda", contou.

Então, aquelas palavras que ela sabia escrever, ficaram mais sentido. Aprender Libras foi um processo rápido. Quase natural.

Ela ficou no colégio até a quinta série, quando foi estudar em uma escola com alunos ouvintes. A diferença é que a jovem contava com alguns colegas da escola antiga e com uma intérprete na sala de aula.

"A inclusão com os ouvintes, então, se deu de forma diferente da minha experiência anterior. Agora, eles tinham curiosidade para aprender a língua de sinais, por exemplo. Comecei a me relacionar normalmente com quem ouvia", disse.

Ao final do ensino médio, Thais decidiu cursar pedagogia e se tornar professora. Entrou na faculdade junto com outras duas colegas surdas e, com a ajuda de uma intérprete, se formou.

Hoje, ela é professora-assistente na mesma escola para surdos que estudou na infância.

"Eu sirvo como modelo, mostro minha história aos alunos. Eles podem, através daquilo que eu conquistei, perceber suas próprias capacidades", contou.

Agora, o novo desafio de Thais é contar sua história e inspirar pessoas na Convenção Internacional do Rotary, que anualmente é organizada em algum canto do mundo. Neste ano, de 6 a 9 de junho, a conferência ocorrerá em São Paulo. Com intérprete, com gestos, de forma escrita ou seja lá como for, tudo o que a professora quer é que os surdos sejam ouvidos pela sociedade.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/06/professora-surda-da-aulas-na-mesma-escola-de-surdos-em-que-estudou.htm

Greve dos professores do Paraná termina após 45 dias

Estadão Conteúdo
Em Curitiba

Veja fotos dos protestos de professores no Paraná84 fotos

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9.jun.2015 - Professores decidem encerrar a greve da categoria no Paraná. O reajuste inicial será de 3,45% e será pago em outubro. O acordo ainda prevê um plano de reajuste até 2018 Franklin de Freitas/Estadão Conteúdo
Os professores do Paraná decidiram retornar à sala de aula, após 45 dias de greve. A decisão foi tomada em assembleia no estádio da Vila Capanema, com cerca de dez mil pessoas, no final da manhã de terça-feira, 9. Com isso, os professores retomam as aulas nesta quarta-feira, 10.
O acordo, conforme projeto encaminhado à Assembleia Legislativa e que será votado durante a tarde, propõe que o Estado pague 3,45% de aumento (referente à inflação de maio a dezembro de 2014) em uma única parcela, em outubro deste ano. Já a inflação relativa a 2015 será fechada em janeiro de 2016. As perdas inflacionárias de 2016 deverão ser repassadas em janeiro de 2017 juntamente com um adicional de 1%. Os professores queriam 8,17% em parcela única a ser paga neste mês.
Segundo o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, o movimento mostrou um resultado positivo. Leão comentou os confrontos ocorridos em 29 de abril, assim como, as quedas dos secretários da Educação, Fernando Xavier, e da Segurança, Fernando Francischini, provocadas pela greve e os conflitos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/06/09/greve-dos-professores-do-parana-termina-apos-45-dias.htm

Impedida pelos nazistas, alemã recebe o diploma de doutorado aos 102 anos

Damien McGuinness
Da BBC News em Berlim

Uma alemã de 102 anos se tornou nesta terça-feira (9) a pessoa mais velha do mundo a receber um doutorado, quase 80 anos depois de o regime nazista tê-la impedido de prestar o último exame.

Filha de uma pianista judia, Ingeborg Rapoport (na época, Ingeborg Syllm) terminou seus estudos em medicina na Universidade de Hamburgo em 1937 e escreveu sua tese sobre a difteria, doença que então era um sério problema na Alemanha.

Mas, por causa das leis de discriminação religiosa e racial do governo de Adolf Hitler, Ingeborg teve negado o direito de fazer a prova oral final. A universidade, inclusive, informou por carta que ela teria recebido o doutorado "se a legislação não a proibisse de fazer a prova por causa de sua origem".

No entanto, a instituição acadêmica resolveu revisitar o caso.

No mês passado, três professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Hamburgo sentaram-se na sala do apartamento de Ingeborg em Berlim para sabatiná-la sobre o trabalho de pesquisa realizado há oito décadas. Ficaram impressionados com a lucidez da doutoranda.

"Não quis defender minha tese apenas em meu benefício. Era uma questão de princípios. Fiz tudo isso pensando nas vítimas (dos nazistas)", disse a alemã ao jornal Der Tagesspiegel.

Ingeborg fez questão de estudar para o último exame e pediu ajuda a amigos para pesquisar online a evolução nas pesquisas sobre a difteria nos últimos 80 anos.

"A universidade queria corrigir uma injustiça. Os examinadores foram muito pacientes comigo e sou grata por isso".

Em 1938, quando a Alemanha se tornou um local extremamente perigoso para judeus, Ingeborg fugiu para os Estados Unidos, onde voltou para a universidade e conseguiu a qualificação. Foi no exílio que conheceu o marido, o bioquímico Samuel Mitja Rapoport, refugiado judeu nascido em Viena.

Na década de 50, porém, a alemã mais uma vez se viu em apuros com as autoridades: as opiniões de esquerda dela e do marido as puseram em rota de colisão com a onda de patrulhamento ideológico e perseguição política conhecido como macartismo. Fugiram mais uma vez - de volta para a Alemanha. Só que para a Oriental, sob regime comunista.

Lá, Ingeborg trabalhou como pediatra e deu aulas na universidade, recebendo ainda um prêmio por ter ajudado a reduzir drasticamente a mortalidade infantil na Alemanha Oriental.

Aos 102 anos, ela agora conquista também o doutorado que os nazistas "roubaram" em 1937.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2015/06/09/impedida-pelos-nazistas-alema-recebe-o-diploma-de-doutorado-aos-102-anos.htm

ENEM - Exame tem mais de 8,4 milhões de inscritos; prazo para pagar inscrição é esta quarta-feira

Portal do MEC

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 registrou 8.478.096 milhões de inscritos. O prazo terminou às 23h59 da última sexta-feira, 5, e o prazo para pagamento da taxa de inscrição termina nesta quarta, 10. Na edição anterior, o número de inscritos nessa etapa foi de 9.490.952. Após a confirmação de pagamento da taxa de inscrição, o total ficou em 8.722.356 pessoas.
Os números relativos ao período de inscrição para o Enem foram apresentados pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, pelo secretário-executivo do ministério, Luiz Cláudio Costa, e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares, durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 9.
De acordo com as normas do exame, a inscrição para os candidatos não isentos será efetivada após o pagamento da taxa de inscrição, de R$ 63. Esse pagamento deve ser feito nas agências do Banco do Brasil ou dos Correios (Banco Postal) até esta quarta-feira, 10. Pela internet, o prazo para pagamento vai até às 21h59 (horário de Brasília). O candidato deve estar atento ao horário, pois operações bancárias processadas após as 21h59 são consideradas como fora do prazo. Portanto, caso isso ocorra, a inscrição não será homologada.
Mudanças — Este ano, os candidatos isentos da taxa de inscrição que não comparecerem nos dois dias de provas perderão o direito à isenção na edição do exame de 2016. O objetivo da mudança no critério é diminuir o índice de abstenções e evitar desperdício de recursos públicos.
O cartão de confirmação do Enem 2015 será digital, com acesso na página do participante, no sistema de inscrição do exame pela internet. Diferente das edições anteriores, esse comprovante não será enviado pelos Correios.
Provas — As provas serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro próximo, em todos os estados e no Distrito Federal. Os portões serão abertos ao meio-dia e fechados às 13h (de Brasília). A diferença em relação aos exames anteriores é o horário de início das provas, às 13h30. O período total de duração das provas permanece em quatro horas e meia no sábado e cinco horas e meia no domingo.
Sisu — A nota obtida pelo estudante no Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação, que oferece vagas em 115 instituições públicas, e também do Programa Universidade para Todos (ProUni), que permite a estudantes brasileiros de baixa renda obter bolsas de estudos integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior.
O Enem é ainda requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem também obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.
Assessoria de Comunicação Social
Confira a apresentação do ministro durante a entrevista

Dissertação aponta baixa adesão da sociedade nos comitês de educação em direitos humanos

Portal da UFAL
Pesquisa desenvolvida pela FDA defende que educação é primordial na difusão desse conhecimento jurídico

Jhonathan Pino – jornalista
O desinteresse em se discutir a promoção dos direitos humanos, por meio da educação, no campo jurídico, aliado ao baixo nível de cultura constitucional no Brasil foram as principais razões que levaram Georgina Bomfim a querer investigar a difusão dessa política no país. Em dissertação apresentada em abril deste ano, na Faculdade de Direito de Alagoas (FDA), da Universidade Federal de Alagoas, a recém-mestra e técnico-administrativa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac) apontou como ainda é acanhada a atuação da população brasileira, quanto à instituição dos comitês de educação em direitos humanos.
Para chegar a essas conclusões, Georgina utilizou-se da demonstração quantitativa dos dados apresentados pelo Mapeamento Nacional dos Planos e Comitês de Educação em Direitos Humanos, documento oficial do governo federal, publicado em dezembro de 2013. “Concluiu-se que houve uma tímida participação da sociedade civil no que tange a instituição e o desenvolvimento dos comitês de educação em direitos humanos. Dos 25 comitês existentes, apenas um possui vínculo com a sociedade civil. Em contrapartida, 17 comitês estão vinculados às universidades, cinco aos estados e um ao município”, detalhou Georgina.
Mais adiante, a pesquisadora aponta que o baixo êxito da política pública de educação em direitos humanos deve-se à “incipiente formação de profissionais qualificados para atuar na área, à pequena difusão entre os gestores públicos da importância de se educar em direitos humanos, aos parcos investimentos financeiros que impedem o sucesso das ações nessa seara e à escassez de estruturas organizacionais nos três níveis de governo para implementar tal política, especialmente na educação formal”, apontou.
Ufal apresenta experiência de êxito na área
A autora ainda relata que, apesar das iniciativas de sucesso em diversos eixos da educação em direitos humanos, como o da educação de profissionais dos sistemas de justiça e segurança pública, são as universidades públicas as principais difusoras dos direitos humanos no Brasil. Os principais exemplos são encontrados nas universidades federais de Alagoas (Ufal), Pará (UFPA), Rio Grande do Norte (UFRN), Rio Grande do Sul (UFRGS), Rio Grande (FURG) e São Paulo (Unifesp), que apresentam cursos de pós-graduação lato sensu na área.
“As iniciativas têm por público-alvo especialmente os profissionais de nível superior que atuam na rede básica de ensino municipal, estadual e federal. Em algumas universidades, como a Ufal, o curso de especialização é também propagado entre os profissionais da área de segurança pública, lideranças comunitárias, membros de comitês e conselhos municipais ou estaduais”, detalhou Georgina.
Pressão Internacional para disseminação dos direitos humanos
Durante sua pesquisa, Georgina também constatou que o Brasil vem seguindo a tendência internacional de promover a educação em direitos humanos com o incentivo à cultura de tais direitos. Ajudam na disseminação dessa política a atuação do Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH) e da Organização das Nações Unidas (ONU), com o amparo na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (Pidesc), em programas mundiais e resoluções emitidas pela Organização. 
Georgina lembra ainda que cabe ao Estado realizar os “fins educacionais por meio da atuação dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, e ainda de órgãos como o Ministério Público e a Defensoria Pública. Além disso, por meio do apoio às organizações não governamentais e demais instituições da sociedade civil, na promoção dos direitos humanos como fins educativos”.
Base teórica
A política de educação em direitos humanos foi analisada sob o enfoque da teoria da sociedade aberta dos intérpretes constitucionais, de Peter Häberle. “A tese primordial dessa teoria é de que todo aquele que vive na conjuntura regulada por uma norma é um legítimo intérprete, direta ou indiretamente. Dessa forma, não havendo monopólio de sua interpretação por parte dos intérpretes jurídicos, cumpre a todos – cidadãos, grupos, associações, órgãos estatais, sistemas públicos e a opinião pública –, a potencial capacidade de participar da interpretação constitucional”, apontou a pesquisadora.
Conforme seus argumentos, a teoria defende que a interpretação constitucional não deve ser monopólio dos juristas e “que a sociedade não é apenas destinatária das determinações constitucionais, mas essencialmente participante”. Para ela, tal teoria “propõe a descentralização do conhecimento jurídico, de modo que os cidadãos em geral  tornem-se potencialmente intérpretes constitucionais,  até  mesmo participando  da  construção  de  sentido  da  norma  nas  várias  instâncias  decisórias  do  Estado (judiciais e administrativas)”, discorreu.
Georgina ainda defendeu que “o pluralismo constitucional contribui para fortalecer a participação dos cidadãos no processo de concepção, desenvolvimento, monitoramento e avaliação da política pública.  Seu maior contributo à política de educação em direitos humanos ocorreu quando repisou que a Constituição do pluralismo se inicia a partir dos fins educativos e da vida diária dos indivíduos e grupos”, explicou.
Tentou-se identificar de que modo a teoria contribuiu para a política pública de educação em direitos humanos e quais os desafios enfrentados para a sua efetividade. No entanto, segundo Georgina, o tema não costuma despertar o interesse da academia de Direito. Ela relata que são poucas as publicações produzidas por juristas sobre o assunto. “A maioria dos escritos são provenientes de profissionais da educação, por conseguinte, trazem à tona aspectos atrelados a essa seara”, comentou.
Foi o apoio dos professores George Sarmento e Olga Jubert Krell, que já estudavam a temática anteriormente, que tornou possível aprofundar questões cruciais da dissertação. Para superar a escassez de livros e artigos científicos que abordem a teoria de base, Georgina contou com o auxílio do professor da FDA, Andreas Krell, também natural da Alemanha e estudioso da hermenêutica constitucional de Häberle há algum tempo.
retirado do site:http://www.ufal.edu.br/noticias/2015/06/dissertacao-aponta-baixa-adesao-da-sociedade-nos-comites-de-educacao-em-direitos-humanos

Ufal abre inscrição para mestrado em Antropologia

Seleção é para oferta no segundo semestre de 2015
Portal da UFAL

Tamires Oliveira -  estudante de Jornalismo
A Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação e a Coordenação do Programa de Pós-graduação stricto sensu em Antropologia da Universidade Federal de Alagoas, lançaram edital para seleção de candidatos ao mestrado em Antropologia. São 12 vagas ofertadas e as inscrições podem ser feitas até 5 de agosto. Poderão se inscrever para o mestrado candidatos graduados em qualquer curso de nível superior. As inscrições deverão ser realizadas com preenchimento de formulário online, disponível aqui.
O local e o horário de realização das provas de conhecimentos específicos, bem como as demais comunicações com os candidatos durante o processo seletivo serão divulgados na página virtual do programa de pós-graduação do Instituto de Ciências Sociais (ICS), onde também pode-se obter informações adicionais.
Além disso, existem os contatos pelo telefone (82) 3214-1323 ou pelo e-mail: ppgasufal@gmail.com.
retirado do site:http://www.ufal.edu.br/noticias/2015/06/ufal-abre-inscricao-para-mestrado-em-antropologia

Convenção de Contabilidade é tema de UFU no Plural

Portal de notícias da UFU
Uberlândia sedia este evento pela primeira vez
Júnior Barbosa (Estagiário de Graduação)
Por: Frinéia Chaves
 
UFU no Plural desta semana destaca a 10ª Convenção de Contabilidade de Minas Gerais. O evento é organizado pelo  Conselho Regional do Estado e, pela primeira vez, acontece fora da capital. Será em Uberlândia, no centro de convenções, de 17 a 19 de junho.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia do evento. São disponibilizadas 1.100 vagas. A programação inclui palestras com profissionais de renome, mesas de discussão com temas atuais da área, como por exemplo, legislação, formação de comitês, mercado de trabalho além da competência e dos desafios das academias na formação de novos alunos.
Os convidados que trazem todos os detalhes sobre este evento são Vidigal Fernandes Martins, que é professor do curso de Ciências Contábeis da UFU, conselheiro do CRCMG e um dos organizadores do evento; e Irene Oliveira, delegada seccional do CRCMG, em Uberlândia.
Apresentado pela jornalista Frinéia Chaves, UFU no Plural é exibido pela TV Universitária (Canal 5 - via cabo, ou Canal 4 - via antena comum), toda quarta-feira, às 22h, com reprises aos sábados, às 14h, e também pela Universitária FM 107,5, na segunda-feira, às 7h, com reprises às 13h30 e 21h30. 
retirado do site:http://www.comunica.ufu.br/noticia/2015/06/convencao-de-contabilidade-e-tema-de-ufu-no-plural

 

Ministro da Educação afirma que haverá outra edição do Fies em 2015

Do UOL, em São Paulo

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou na noite desta segunda (8) que o programa de financiamento estudantil do governo federal, o Fies, terá mais uma edição em 2015. Segundo ele, a confirmação só veio no final desta segunda. Janine Ribeiro participa do programa Roda Viva.
Janine Ribeiro disse que ainda não se sabe quantas vagas serão disponibilizadas. Mas adiantou que uma das mudanças será na renda familiar dos participantes (atualmente precisa ser, no máximo, de 20 salários mínimos). Também deverá haver prioridade para cursos de formação de professores, para as engenharias e para a área da saúde. E as regiões Norte e Nordeste também serão priorizadas.
Apresentado pelo jornalista Augusto Nunes, o programa vai ao ar às 22h, ao vivo, na TV Cultura. A bancada de entrevistadores desta edição do Roda Viva é formada por Guiomar Namo de Mello, educadora e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo; Maria Helena Castro, socióloga e diretora-executiva da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade); João Gabriel de Lima, diretor de redação da Revista Época; Fábio Takahashi, repórter do jornal Folha de S. Paulo; Paulo Saldaña, repórter do jornal O Estado de S. Paulo. O programa conta com a participação fixa do cartunista Paulo Caruso.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/08/ministro-da-educacao-afirma-que-havera-outra-edicao-do-fies-em-2015.htm

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Aluno nigeriano resolve equação que estava há 30 anos sem solução no Japão

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Facebook
    Ekong obteve as notas mais altas em uma universidade japonesa dos últimos 50 anos
    Ekong obteve as notas mais altas em uma universidade japonesa dos últimos 50 anos
Um estudante nigeriano alcançou as maiores notas em uma universidade japonesa desde 1965. Mas esse não foi o único recorde quebrado por Ufot Ekong. Em seu primeiro semestre na universidade, o estudante conseguiu resolver uma equação matemática que estava há 30 anos sem solução.
Ekong estuda engenharia elétrica na Universidade de Tokai, em Tóquio. As informações são da jornal britânico "The Independent".
Ao longo da sua carreira acadêmica, ele já recebeu seis prêmios de excelência acadêmica. O aluno também fala inglês, francês, japonês e iorubá (idioma falado em parte da Nigéria) e ganhou um prêmio de língua japonesa para estrangeiros.
Para pagar as mensalidades da faculdade, ele já teve que trabalhar em dois empregos. Atualmente, Ekong trabalha na Nissan e já tem duas patentes de carros registradas em seu nome. Ele deve concluir a faculdade em 2016.
A Universidade de Tokai é particular e direcionada a carreiras de ciências e tecnologia. A instituição foi fundada em 1924.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/08/aluno-resolve-equacao-matematica-que-estava-ha-30-anos-sem-solucao-no-japao.htm

Sisu - Edição do segundo semestre recebe inscrições até quarta

Portal do MEC
Disponível nas plataformas Android e Windows Phone, o aplicativo mostra as vagas disponíveis por curso e instituição, simula a nota final e atualiza as notas de corte diariamente (foto: Isabelle Araújo)As inscrições para a edição do segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estão abertas e podem ser feitas até quarta-feira, 10. Os candidatos podem fazer a consulta a vagas e cursos pela internet.
Nesta segunda edição do ano, os estudantes que buscam vaga em instituições públicas de educação superior por meio do sistema têm à disposição mais uma ferramenta para encontrar o curso que pretendem fazer. O Ministério da Educação lançou o aplicativo para dispositivos móveis do Sisu.
Criada pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), a ferramenta, disponível nas plataformas Android e Windows Phone, mostra as vagas disponíveis por curso e instituição, simula a nota final com base nas notas do estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, quando o sistema estiver aberto, fará a atualização diária das notas de corte. Esta é a segunda versão do programa, que na primeira edição de 2015 do Sisu teve 206 mil downloads.
De acordo com o coordenador de projetos de tecnologia da informação para a educação superior do MEC, Thiago Curinga, o aplicativo cria mais um canal de comunicação com a população. “Queremos aproveitar a tecnologia e tornar os dispositivos móveis mais um recurso de acesso à política pública”, disse. A estratégia inicial é seguir uma sequência mais conservadora de atualizações, mas que já ofereça ao cidadão serviços relevantes. “Neste primeiro momento, estamos fazendo o lançamento de aplicativos em versões sem muita dependência da infraestrutura de rede do MEC, mas que já forneçam o serviço de consulta ao cidadão”, explicou Thiago. “A cada processo seletivo, vamos lançar um novo recurso, até chegar ao objetivo, que é o candidato fazer a inscrição pelo aplicativo.”
A ideia de criação do aplicativo decorre do crescente uso de tecnologias móveis para acesso à internet. Cerca de 30% das visitas às páginas dos programas de acesso à educação superior são feitas por tablets e celulares.
Além do Sisu, o MEC espera lançar, ainda em 2015, aplicativos de consultas de vagas para o Programa Universidade para Todos (ProUni) e para o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).
O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nas lojas do Android e do WindowsPhone ou pela página de dispositivos móveis do Sisu.
Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação superior, Sisu, tecnologia

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...