sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fiscais de prova do Enem serão dos institutos e universidades federais, diz presidente do Inep

Rafael Targino
Em São Paulo
A presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, disse nesta quinta-feira (18) que o corpo de fiscais de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 será formado pelo banco de aplicadores das universidades e institutos federais. Até o ano passado, a contratação dos profissionais ficava a cargo do consórcio aplicador.

A ideia é evitar problemas, como o de gente entrando com celulares nas salas de exame –inclusive, um repórter de um jornal de Pernambuco, vazou, pelo telefone, o tema da redação. “A capacitação de profissionais será intensificada”, afirmou Malvina.

Além disso, disse a presidente do Inep, o Inmetro vai certificar cada etapa da produção da prova, em especial a impressão. A gráfica responsável pelo Enem já começou a imprimir os exames.

Respostas
Malvina afirmou que os alunos terão acesso às respostas que deram no exame, tanto na prova objetiva, quanto na redação. A princípio, afirmou, o estudante deverá entrar com login e senha no sistema do Inep para ter acesso à correção.

No entanto, não haverá possibilidade de recurso, caso o candidato não fique satisfeito com a nota. Um acordo com o Ministério Público também reduziu a discrepância necessária para uma terceira correção da redação: até o ano passado, era preciso a diferença entre as notas dadas por dois corretores fosse 500 para que o exame fosse verificado novamente. Neste ano, o mínimo caiu para 300 pontos.

TCU
Na noite de quarta-feira (18), o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que o Inep suspendesse os pagamentos à Fundação Universidade de Brasília, que faz parte do consórcio que aplica o Enem. O motivo, segundo o ministro José Jorge, foi o fato de o preço do contrato, sem licitação, ter triplicado em relação ao anterior.

Questionada sobre o caso, Malvina Tuttman disse que o Inep ainda não recebeu oficialmente nenhum comunicado do TCU e que ficou sabendo do caso “pela imprensa”. Apesar disso, ela afirmou que o aumento no valor “tem a ver com as melhorias no processo” e que esse valor pode ser usado em outras edições.

Prova de 2011
As provas do Enem deste ano acontecem nos dias 22 e 23 de outubro em quase 1,6 mil municípios. Dos 6,2 milhões que fizeram inscrição, 5,4 milhões pagaram a taxa e estão habilitados par ao exame.

A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que haja dois exames a partir do ano que vem -o primeiro deles já está marcado para os dias 28 e 29 de abril. O órgão ainda discute a segunda data, já que haverá eleições municipais no mês em que a prova é tradicionalmente aplicada (outubro).

Além de selecionar para vagas em universidades federais por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o Enem é pré-requisito para quem quiser uma bolsa do Prouni (Programa Universidade para Todos). O exame também é obrigatório para quem vai solicitar o Fies (Financiamento Estudantil).

No dia da prova

Os portões dos locais de provas serão abertos às 12h e fechados às 13h, de acordo com o horário oficial de Brasília-DF. Não será permitida a entrada de candidatos após o fechamento dos portões, por isso...

CHEGUE CEDO. O edital recomenda que os candidatos cheguem às 12h nos locais de prova. Haverá um marcador de tempo em cada sala

A prova deverá ser respondida somente com caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente

Assim que pegar a prova, verifique se ela contém a quantidade de questões indicadas no cartão-resposta e se apresenta qualquer defeito gráfico que impossibilite a resposta às questões.E não esqueça de MARCAR A COR DO CADERNO DE PROVA

Outras recomendações são:

Desligar o telefone celular e qualquer equipamento eletrônico ao entrar na sala de prova.
Não usar lápis, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros e quaisquer dispositivos eletrônicos, tais como: máquinas calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, smartphones, tablet, ipod®, gravador, pendrive, mp3 ou similar, relógio, ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens
Guardar, antes do início das provas, em embalagem porta-objetos fornecida pelo aplicador, telefone celular desligado, outros equipamentos eletrônicos desligados e objetos já citados no intem anterior
Manter a embalagem porta-objeto, lacrada e identificada, embaixo da carteira.

O estudante só poderá sair com o caderno de questões faltando 30 minutos para o término das provas
A previsão é que o gabarito seja divulgado em até três dias úteis após a realização das últimas provas. Não há previsão para divulgação do resultado final

retirado do site:http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/08/18/fiscais-de-prova-do-enem-serao-dos-institutos-e-universidades-federais-diz-presidente-do-inep.jhtm

Em Pernambuco, livro e cinema são aliados em projeto pedagógico

Portal do MEC
A Fundação Joaquim Nabuco aproveita a realização, até sexta-feira, 20, do 4º Festival de Cinema de Triunfo, Pernambuco, para lançar o primeiro conjunto de obras do projeto Cine Educação. A proposta do projeto é educar pela arte, com a exibição de filmes e uso de material de apoio pedagógico para realização de atividades na escola. Os professores podem fazer a conexão entre uma obra cinematográfica e os assuntos tratados na grade escolar, em diversas disciplinas.

O conjunto é composto por 26 livros de apoio pedagógico, editados pela diretoria de cultura da Fundaj. Eles são baseados em filmes como a A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; A Marvada Carne, de André Klotzel; A Saga da Asa Branca, de Lula Gonzaga; Baile Perfumado, de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, e Bicho de Sete Cabeças, de Lais Bodanzky, entre outros. A Fundação Joaquim Nabuco optou por dar visibilidade à produção nacional não só de longas-metragens, mas também de curtas e médias, que muitas vezes cabem no tempo da sala de aula.

O projeto Cine-Educação é desenvolvido pela Fundação Joaquim Nabuco a partir da confecção de material paradidático, capacitação de professores de escolas da região Nordeste para uso do material como conteúdo pedagógico e acesso gratuito dos professores ao Cinema da Fundação para a democratização da experiência social de ir ao cinema.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Fundaj



Palavras-chave: Cine Educação, Fundaj

Custo do exame por aluno é de R$45, metade da inscrição de um vestibular

Portal do MEC
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quarta-feira, dia 17, o custo por aluno do Enem 2011. Serão investidos R$ 238,5 milhões para uma prova de 5,3 milhões de participantes inscritos em todo o país, o que dá um total de R$ 45 por aluno.

Este valor equivale a metade do custo de inscrição na maioria dos vestibulares de instituições de ensino superior públicas ou privadas realizados no Brasil.

O Inep esclareceu também que o contrato firmado com a Fundação Universidade de Brasília/CESPE, líder do consórcio que conta ainda com a Cesgranrio, no valor de R$ 372 milhões, corresponde à avaliação de 10,2 milhões de estudantes.

A estes valores devem ser somados ainda o dispêndio com Correios, R$ 4,11 por candidato; gráfica, R$ 6,80 por candidato; e o repasse de R$ 8 milhões para as secretarias de segurança dos estados e para as Forças Armadas, encarregadas da segurança da prova.

“O Enem deste ano terá um processo mais avançado do que as provas anteriores. O Inep constituiu um grupo de operações logísticas para garantir a segurança em cada etapa do exame, desde a impressão até a aplicação. Mais de 400 mil pessoas trabalharão no Enem 2011”, explicou a presidente do Inep, Malvina Tuttman.

(Assessoria de Comunicação Social)



Palavras-chave: Enem, Inep

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Estados e municípios devem se adaptar à lei, diz Haddad

Portal do MEC
Porto Alegre — O ministro da Educação, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira, 17, em Porto Alegre, que considera justa a greve dos professores da educação básica. “Não há mais o que discutir, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional o piso salarial de R$1.187,14. Estados e municípios devem agora se adaptar e cumprir a Constituição Federal”, afirmou Haddad.

O ministro esteve pela manhã em Curitiba, onde participou do evento Sala Mundo Curitiba 2011 – Encontro Internacional de Educação. Ele lembrou aos participantes que há uma linha de crédito, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que permite à União complementar os recursos daqueles estados e municípios que comprovem carência de recursos para pagar o piso salarial nacional para professores da educação básica.

“Infelizmente, até o momento, nenhum dos municípios conseguiu atestar que precisa de mais recursos para pagar o salário devido aos professores de suas redes”, disse.

Pesquisa – Haddad e o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, assinaram na tarde desta quarta-feira um acordo para criação de dez núcleos de pesquisa, localizados em diversos locais do estado. Com investimento de R$ 102 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação e R$ 51 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), o acordo permitirá a oferta de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

“A missão da Capes é fortalecer as fundações de amparo à pesquisa”, lembrou Haddad. “Agora, temos um pacto renovado com universidades, não só a federal do estado, e institutos federais.”

Assessoria de Comunicação Social

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Portaria define critérios para que secretarias peçam recursos

Palavras-chave: professor, educação básica, piso, Fundeb, Capes
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Cumprir metas do PNE custará R$ 170 bilhões por ano; valor equivale a 10% do PIB

Portal Aprendiz
Cumprir as metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional, custará R$ 169.830 bilhões por ano, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, investimento que os movimento sociais historicamente reivindicam para a área. As informações são de um estudo da Campanha Nacional pelo Direito a Educação, divulgado nessa quarta-feira (17/8).

Para atingir o montante são necessários 108 bilhões a mais por ano do que o previsto pelo Ministério da Educação (R$ 61.058 bilhões), segundo o estudo. O órgão planeja aumentar o investimento para a área, acrescendo 1,9% do PIB aos atuais 5% investidos, o que totalizaria 7% do Produto Interno Bruto do país. No entanto, o estudo aponta que para cumprir as metas são necessários mais 5,4%, o que equivaleria a um investimento nacional de 10,4% do PIB para a educação.

“A conclusão é que o investimento de 7% do PIB em educação pública colaborará de maneira precária com a expansão da oferta educacional. Além disso, será insuficiente para a consagração de um padrão mínimo de qualidade”, aponta o texto. “Em outras palavras, caso o Projeto de Lei (PL) 8035/2010 não sofra mudanças no Congresso Nacional, o Brasil insistirá – por mais uma década – na incorreta dissociação entre acesso e qualidade”.

Só a educação superior precisaria de R$ 30 bilhões a mais que o previsto pelo Ministério da Educação (MEC) para cumprir as metas previstas o Plano Nacional. As metas ligadas a Educação de Jovens e Adultos precisaram de R$ 21 bilhões a mais e as de educação integral, R$ 20 bilhões.

“Concretamente, não é possível remunerar adequadamente professores das redes públicas, reduzir o número de alunos por turma, dotar de infra-estrutura adequada as escolas brasileiras e implementar programas de formação continuada aos profissionais da educação sem uma política adequada de gasto público para o setor”, aponta o estudo. “Nas políticas educacionais, como em qualquer outra área, a obtenção de bons resultados exige a compreensão de que o investimento adequado é um pressuposto e a boa gestão é um princípio. Infelizmente, em termos gerais, o Brasil não cumpre com nenhum desses critérios”.

O estudo calculou o quanto custará 12 das 20 metas do novo Plano Nacional de Educação. Confira:

META 1:
“Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de quatro e cinco anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a cinquenta por cento da população de até três anos.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 23.695.479.360,00
Custo estimado pelo MEC: R$ 9.683.635.930,00

META 3
“Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de quinze a dezessete anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para oitenta e cinco por cento, nesta faixa etária.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 3.643.905.000,00
Custo estimado pelo MEC: Não há.

META 4
“Universalizar, para a população de quatro a dezessete anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 3.589.867.120,00
Custo estimado pelo MEC: Não há.

META 6
“Oferecer educação em tempo integral em cinquenta por cento das escolas públicas de educação básica.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 23.964.400.000,00
Custo estimado pelo MEC: R$ 3.766.240.130,06

META 9
“Elevar a taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para noventa e três vírgula cinco por cento até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em cinquenta por cento a taxa de analfabetismo funcional.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 21.256.661.768,20
Custo estimado pelo MEC: Não há.

META 10
“Oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 2.965.834.383,24
Custo estimado pelo MEC: R$ 2.469.114.000,00

META 11
“Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 2.962.120.495,88
Custo estimado pelo MEC: R$ 1.986.900.000,00

META 12
“Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para cinquenta por cento e a taxa líquida para trinta e três por cento da população de dezoito a vinte e quatro anos, assegurando a qualidade da oferta.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 42.442.825.400
Custo estimado pelo MEC: R$ 13.151.374.522,83

META 14
“Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de sessenta mil mestres e vinte e cinco mil doutores.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 2.823.356.000
Custo estimado pelo MEC: R$ 2.052.427.352,00

META 16
“Formar cinquenta por cento dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu e garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 9.258.894.000,00.
Custo estimado pelo MEC: R$ 923.023.365,76

META 17
“Valorizar o magistério público da educação básica, a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 16.932.959.061,66
Custo estimado pelo MEC: R$ 27.025.805.706,30

META 21
“O financiamento à educação deve tomar como referência o mecanismo do custo aluno qualidade (CAQ), que deve ser definido a partir do custo anual por aluno/estudante dos insumos educacionais necessários para que a educação básica pública adquira e se realize com base em um padrão mínimo de qualidade, sendo o prazo para a sua implementação o de dois anos após a aprovação desta Lei.”

Custo estimado pelo estudo: R$ 16.333.002.644,60
Custo estimado pelo MEC: Não há.
retirado do site:http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/08/17/4400/

Universidades da gestão Lula mantêm desigualdades

Agência Estado
Brasília - A política de expansão das universidades federais do governo Lula (2003-2010) não conseguiu reduzir as desigualdades sociais e econômicas que sempre predominaram nas instituições públicas de ensino superior do País. Em cinco das 14 novas universidades há mais ricos que pobres, em oito a porcentagem de alunos brancos é maior que a média nacional, enquanto que a de alunos que se declararam pretos é menor que a média em nove delas.

É o que mostra levantamento do jornal O Estado de S. Paulo nas 14 universidades criadas pelo ex-presidente com base em cruzamento de dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que em 2010 entrevistou 19.691 alunos de 53 das 56 universidades federais do País. Anteontem, a presidente Dilma Rousseff anunciou a criação de mais quatro federais.

O governo Lula criou várias medidas para aumentar o acesso das camadas mais pobres à universidade pública. O sistema de cotas sociais e raciais, por exemplo, foi adotado por 20 universidades federais de 14 Estados. A criação, em 2009, do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) - que seleciona estudantes para vagas em universidades federais por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - deu chance para que um estudante de um Estado possa cursar uma federal de outro. Neste ano, o Sisu registrou 2 milhões de inscrições.

Os recortes feitos pela reportagem, porém, indicam que o avanço na inclusão ainda é lento. Em cinco das novas universidades da era Lula, por exemplo, a proporção de alunos ricos varia de 68% a 84% - bem maior que a média das 56 federais existentes (56%).

A Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) lidera a lista das instituições com maior proporção de alunos ricos, ou seja, das classes A e B. Lá, além de 84,85% dos estudantes que pertencem a essas classes, 91,67% são brancos e 75,76%, mulheres. "O perfil do nosso aluno é similar ao dos estudantes da Região Sul, com as peculiaridades da área da saúde", diz o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, Luís Henrique Telles da Rosa.

Entre as diversas explicações para os porcentuais estão o fato de ser uma instituição pequena e voltada especificamente para uma área, na qual é tida como uma das melhores do País, o que a faz ser bastante concorrida. Assim, acaba selecionando os alunos que tiveram chances de se preparar nas melhores escolas.

A mesma desigualdade é verificada quando se trata da divisão por raça, cor e etnia. Os estudantes brancos são maioria em oito das novas universidades, com índices que variam de 71,14% da Universidade Federal do ABC a 91% da UFCSPA. A média das federais brasileiras é de 53,59%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/08/18/universidades-da-gestao-lula-mantem-desigualdades.jhtm

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Centro Paula Souza vai oferecer pós-técnico em aplicativos para celulares

O Centro Paula Souza, em parceria com a Nextel, oferecerá um curso pós-técnico na área de desenvolvimento de aplicativos para smartphones e celulares utilizando a plataforma Android. O curso – com duração de seis meses, entre aulas teóricas e práticas – será organizado nos módulos básico, tecnológico e de gestão.

“Esse tipo de formação, pioneira no Brasil, além de ser um diferencial no currículo do profissional, atende uma demanda importante na área de tecnologia da comunicação”, afirma Jun Suzuki, responsável por projetos da Coordenadoria de Ensino Médio e Técnico (Cetec) do Centro Paula Souza.

O início das aulas está previsto para o 1º semestre de 2012, em duas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs): Parque da Juventude, em São Paulo, e Bento Quirino, em Campinas. A Nextel, por meio do Instituto Nextel, além de capacitar professores, fornecerá smartphones e montará um laboratório com 20 computadores na Etec de Campinas.

“Essa parceria com o Centro Paula Souza é um marco para o Instituto Nextel, pois mostra a evolução do nosso projeto voltado à capacitação profissional de jovens e reforça o comprometimento da Nextel com a área de responsabilidade social”, afirma Wandreza Ferreira, gerente de Responsabilidade Social da Nextel.

O Centro Paula Souza será responsável pelo processo seletivo de alunos, pela contratação de docentes e pela estrutura necessária para a realização do curso, entre outros compromissos.

Inicialmente, o curso será direcionado para técnicos em informática formados nas Etecs. As inscrições estão previstas para a segunda quinzena de outubro.

Informações: (11) 2089-0721.
retirado do site:http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/Noticias/2011/agosto/16a_centro-paula-souza-vai-oferecer-pos-tecnico-em-aplicativos-para-celulares.asp

Primeira fase reúne 18 milhões de estudantes de todo o país

Portal do MEC
Estudantes da educação básica pública de 5.504 municípios participam nesta quarta-feira, 17, da primeira fase da Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A sétima edição recebeu 18,7 milhões de inscrições de alunos, matriculados em 44,6 mil estabelecimentos de ensino. As provas são aplicadas por aproximadamente 150 mil professores, nas escolas em que lecionam.

Dados da coordenação da olimpíada mostram que o maior contingente de inscritos (7,1 milhões) cursa o ensino médio; 6,2 milhões estão no sexto ou sétimo ano do ensino fundamental e 5,3 milhões, no oitavo ou nono ano dessa etapa.

A prova para os três níveis tem 20 questões objetivas, com cinco opções de resposta. O tempo para o estudante responder os testes é de duas horas e 30 minutos. A correção dos testes cabe a educadores das próprias escolas, com base em instruções e gabaritos elaborados pela direção da Obmep.

A segunda etapa da olimpíada está prevista para 5 de novembro.

Promovida pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, a Obmep é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: matemática, olimpíada, Obmep

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Estudantes criam blogs para desenvolver a aprendizagem

Portal do MEC
A professora Elayne Stelmastchuk sempre apreciou as novas tecnologias usadas na educação. Quando elas chegaram à Escola Estadual Dr. Aloysio de Barros Tostes, em Nova Fátima, no norte do Paraná, Elayne procurou se atualizar para usá-las em sala de aula. Formada em ciências, com habilitação em matemática e pós-graduação em instrumentalização para o ensino de ciências, a professora mantém dois blogs e estimula a criação de outros pelos alunos. Ela acredita que a ferramenta contribui para melhorar o ensino-aprendizagem, de forma colaborativa e dinâmica.

Professora há mais de 20 anos, Elayne dá aulas de ciências e de matemática para turmas do sexto ao nono ano (quinta à oitava série) do ensino fundamental. O primeiro blog, criado em janeiro de 2010, aborda o tema ciências; o segundo, matemática. Ambos foram criados com os mesmos objetivos — proporcionar a inclusão digital dos alunos, melhorar o ensino-aprendizagem e expandir o espaço presencial de aprendizagem para o virtual.

A implementação do projeto de blog foi iniciada com os estudantes do sétimo ano. Interessados em participar, eles usaram o blog de ciências da professora para pesquisar, assistir a vídeos sobre assuntos estudados em sala de aula, enviar dúvidas e apresentar sugestões. “Como incentivo, sugeri que cada equipe construísse o próprio blog, dentro de uma temática de ciências. Assim, surgiram vários”, conta Elayne.

A professora usa os blogs durante as aulas no laboratório digital da escola e procura estimular os alunos a fazer pesquisas fora do espaço escolar. “O projeto contribuiu para a aprendizagem” revela. “Houve melhora significativa e, com ele, foi possível aos alunos ter outra visão sobre o uso da ferramenta, que para muitos era usada apenas para jogos.”

Elayne também abordou temas como os cuidados necessários e as regras de comportamento recomendadas para uso na internet.

Fátima Schenini

Confira os blogs:

Blogando com Ciência
Blogando com Matemática

Saiba mais no Jornal do Professor
Palavras-chave: tecnologias na educação, blogs

Dilma anuncia criação de universidades e unidades de institutos federais

Portal do MEC
A presidenta da República, Dilma Rousseff, anuncia nesta terça-feira, 16, a criação de quatro universidades federais, a abertura de 47 câmpus universitários e 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, espalhados em todo o país.

Até 2012, serão implementados 20 câmpus universitários em oito estados e 88 unidades de institutos federais em 25 estados. Além disso, prefeitos assinarão termos de compromisso para a construção de 120 unidades de institutos federais em municípios dos 26 estados e no Distrito Federal. Pelas previsões, que todas as unidades estarão em funcionamento nos próximos três anos.

Universidades – As novas universidades federais serão instaladas no Pará, na Bahia e no Ceará. A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) terá sede na cidade de Marabá, onde hoje funciona o câmpus Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA). A Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), no Ceará, terá sede em Juazeiro do Norte. Ela será instalada na atual estrutura do câmpus Cariri, que pertence à Universidade Federal do Ceará (UFCE).

A Bahia ganha duas instituições. A Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) com sede em Barreiras, onde atualmente funciona o câmpus Barreiras da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), que terá sede em Itabuna.

A Universidade Federal do Ceará transfere três de seus câmpus para a Universidade Federal da Região do Cariri – câmpus Cariri (na cidade de Juazeiro do Norte), Barbalha e Crato; a Universidade Federal do Pará passa à Unifesspa o câmpus Marabá; e a Universidade Federal da Bahia transfere o câmpus Barreiras à Ufoba. No conjunto, as quatro novas universidades federais terão 17 câmpus, dos quais 12 serão criados (Tabela 1).

Outras 12 universidades federais, de 11 estados, ganharão 15 câmpus. No Pará, a UFPA ganha um câmpus; na Bahia, a UFBA e a UFRB, um câmpus cada uma; no Ceará, a UFCE (2); em Pernambuco, a UFRPE (1); em Goiás, a UFG (2); no Maranhão, a UFMA (1); no Mato Grosso, a UFMT (1); em Minas Gerais, a UFVJM (2); em São Paulo, a Unifesp (1); em Santa Catarina, a UFSC (1); no Rio Grande do Sul, a UFSM (1). (Tabela 2)

2011-2012 – Até o fim de 2012, o governo federal deve concluir a implantação de 20 unidades, distribuídas entre 12 universidades federais localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Essa ação atenderá 20 municípios de oito estados. Entre as instituições com maior número de unidades, se destacam a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que se expande para sete municípios, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que amplia sua presença nas cidades de Mauá, Osasco, Buri e na Zona Leste da capital. (Tabela 3)

Institutos federais – Prefeitos de 120 municípios assinam nesta terça-feira, 16, o compromisso com o governo federal de oferecer terrenos para a instalação de unidades de educação profissional em suas cidades. A concretização das novas escolas deve acontecer em 2013-2014. As 27 unidades da Federação estão contempladas: Acre (um município), Alagoas (4), Amapá (2), Amazonas (4), Bahia (9), Ceará (6), Distrito Federal (uma cidade), Espírito Santo (2), Goiás (5), Maranhão (8), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (3), Minas Gerais (6), Pará (5), Paraíba (6), Paraná (6), Pernambuco (9), Piauí (4), Rio de Janeiro (7), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (7), Rondônia (1), Roraima (1), Santa Catarina (3), São Paulo (8), Sergipe (4) e Tocantins (2).

A essas 120 unidades de educação profissional se somam 88 que estão em construção, com término previsto para o fim de 2012. Ao final de 2014, portanto, o país terá ganho 208 unidades de educação profissional.

Assessoria de Comunicação Social

Confira a tabela 4: 120 novas unidades de educação profissional

Confira a tabela 5: 88 escolas de educação profissional em construção
Palavras-chave: educação superior, expansão, universidades, educação profissional, institutos federais, Sesu, Setec

Estudantes e gestores pretendem levar contribuição ao programa

Portal do MEC
Os estudantes universitários estão dispostos a participar do programa do governo federal de alfabetização de jovens e adultos. Os governadores têm o desafio de formar professores para lecionar nas novas escolas de educação profissional. Os prefeitos querem qualificar os trabalhadores de seus municípios.

Foi isso que disseram os representantes dos estudantes de ensino médio e superior, dos governadores e dos prefeitos na solenidade de lançamento da terceira fase da expansão de unidades universitárias e da educação profissional, nesta terça-feira, 16, no Palácio do Planalto.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, disse que o movimento estudantil apoia as medidas educacionais anunciadas pelo governo e que vê nelas um projeto de desenvolvimento do país em curto e médio prazo. “Os estudantes estão dispostos a se engajar na luta para acabar com a miséria e o analfabetismo”, anunciou.

Iliescu fez um pedido à presidenta Dilma Rousseff e ao ministro Fernando Haddad. Ele disse que a UNE reivindica que as universidades tenham projetos de extensão universitária urbana para que os estudantes possam participar efetivamente das ações de alfabetização de jovens e adultos. “Nossa proposta é que a UNE trabalhe para ampliar o projeto de erradicação do analfabetismo.”

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que representou os governadores no evento da expansão, lembrou que o desafio dos gestores estaduais é formar professores para lecionar nas novas escolas de educação profissional que a expansão vai implantar. A transformação que essa educação vai trazer, segundo Campos, tem que vir acompanhada de educadores bem preparados, e essa função também é de responsabilidade dos governadores.

Já a prefeita de Montanha (ES), Iracy Baltar, que representou os prefeitos, disse que a expansão universitária e técnica vai possibilitar melhor qualificação dos trabalhadores em todas as áreas profissionais. “Nossa população vai conviver cada vez mais num ambiente onde a educação tem valor, está presente e é acessível.”

A terceira fase da expansão da educação superior e profissional anunciada pela presidenta Dilma Rousseff começa agora e deve ser concluída nos próximos três anos. Serão criadas quatro universidades federais a serem instaladas no Pará, Ceará e na Bahia, abertos 47 câmpus universitários e criadas 208 unidades de educação profissional.

Ionice Lorenzoni


Palavras-chave: educação superior, expansão, educação profissional, institutos federais, Sesu, Setec

Novas universidades e institutos federais vão abrir 850 mil vagas

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A abertura de 250 mil vagas de ingresso nas universidades federais e de 600 mil matrículas nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, em 2014, é um dos resultados que a presidenta da República, Dilma Rousseff, espera alcançar com a terceira fase da expansão universitária e profissional, anunciada nesta terça-feira, 16.

O acesso à educação e ao conhecimento, segundo a presidenta, deve ser maciço, inclusivo e sistemático, para que jovens e trabalhadores possam dele se beneficiar em todos os recantos do país. O esforço do governo federal, na sua visão, busca superar décadas de atraso e preparar a nação para o futuro.

“Em dois anos, só a Petrobrás vai gerar uma demanda de 230 mil técnicos em petróleo e gás”, explicou Dilma. Mas o Brasil, avisou, também precisa de quadros preparados para atender setores internacionais de alta tecnologia que estão aqui chegando.

A terceira etapa da expansão da educação superior compreende a criação de quatro universidades federais que serão instaladas no Pará, no Ceará e na Bahia e a abertura de 47 câmpus universitários. Desses câmpus, 20 serão instalados até 2012 e os outros 27, até 2014. Já a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica terá 208 novas unidades, distribuídas em municípios dos 26 estados e no Distrito Federal.

Para executar o programa, o governo federal vai investir cerca de R$ 7 milhões por unidade de educação profissional e R$ 14 milhões no caso de câmpus universitário. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, esse é o valor mínimo para iniciar as atividades.

De acordo com Haddad, as novas universidades, os câmpus e as unidades de educação profissional que começam a ser construídos no governo de Dilma Rousseff atendem critérios técnicos de reparação de uma injustiça histórica de muitas décadas, que isolou populações do acesso à educação e ao conhecimento.

“A terceira fase da expansão universaliza o atendimento aos Territórios da Cidadania”, explicou, “que são áreas de concentração populacional com pouco acesso aos bens mais necessários.”

Segundo Haddad, dos 120 territórios da cidadania, 117 serão atendidos agora. Os três restantes, que têm população menor, serão incluídos na próxima etapa. O G 100, grupo que reúne 103 cidades com mais de 80 mil habitantes e menos de R$ 1 mil de investimento per capita por ano, também será beneficiário da expansão. Segundo o ministro, 83 cidades do G 100 estão incluídas. “Promover a educação, a saúde, a cultura, somando esforços de diversos ministérios, foi o caminho escolhido pelo governo federal para erradicar a pobreza.”

Critérios – Para definir o número de câmpus universitários e de escolas de educação profissional por estado, o governo federal orientou-se por uma série de critérios, entre os quais estão os baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e a porcentagem de jovens de 14 a 18 anos nas séries finais do ensino fundamental. Na escolha dos municípios a serem contemplados, considerou a universalização do atendimento aos territórios da cidadania, a alta porcentagem de extrema pobreza, municípios ou microrregiões com população acima de 50 mil habitantes e os municípios com arranjos produtivos locais (Apl).

Ionice Lorenzoni

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