sexta-feira, 25 de março de 2011

Medida provisória vai garantir recursos para creches e pré-escolas

Portal do MEC
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira, 24, que pretende editar uma medida provisória para garantir os recursos de custeio para as creches e pré-escolas recém-inauguradas. A ação visa atender a reivindicação de prefeitos, que enfrentam um interregno entre a entrega da obra e o preenchimento do Educacenso, que é a referência para a distribuição dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a educação infantil. A falha se reflete na oferta de alimentação escolar, contratação de professores e material didático-pedagógico.

Iniciado em 2007, o Proinfância, programa de assistência financeira aos municípios e ao Distrito Federal para construção, reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas da educação infantil, formalizou até agora 2.348 creches em 2.151 municípios. Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o programa prevê o repasse de recursos para a construção de 1.500 escolas em 2011.

O anúncio foi feito durante cerimônia de inauguração, no Palácio do Planalto, de 54 creches em diversos municípios brasileiros, além da assinatura de 419 termos de adesão para a construção de mais 718 creches.

Os recursos de custeio das creches e pré-escolas recém-inauguradas virão do orçamento do Ministério da Educação e complementarão as ações realizadas pelo Proinfância e pelo Fundeb.

Alguns municípios dependem de investimento do Fundeb, cujo principal objetivo é promover a redistribuição dos recursos vinculados à educação, para atender as novas pré-escolas. Os investimentos do fundo são feitos de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior.

Diego Rocha

Palavras-chave: Fundeb, Proinfância, educação básica

Bullying: identifique se o seu filho é vítima desse tipo de intimidação

Da Redação
Em São Paulo
Pouco antes do horário de ir à escola, a criança diz que tem dor de barriga e pede para faltar. Em casa, não desgruda da Internet. Senhor pai ou responsável: pense duas vezes antes de castigar seu filho ou chamá-lo de preguiçoso. Você pode ter uma vítima de bullying em casa.

O termo vem do inglês "bully" (pronuncia-se 'búli'), que se refere a pessoas que intimidam, agridem ou se aproveitam de outras pessoas - o seu filho, por exemplo
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Como lidar com o cyberbullying? Veja o que dizem especialistas


Um dos desafios para a identificação do bullying é o fato de muitas dessas práticas serem aceitas como meras brincadeiras por pais e professores - crianças que se dão apelidos, fazem gozações e chacotas umas com as outras.

"O que muitos pais não percebem é que, não raramente, essas 'brincadeiras' fazem mal à criança. Em casos extremos, leva ao suicídio", diz a pedagoga Cleo Fante, especialista em bullying.

Segundo a educadora, a popularização da Internet entre adolescentes e crianças é outro fator que contribui para o aumento do bullying, "já que no mundo virtual as pessoas não precisam dar as caras".

Os casos de cyberbullying, praticados pela Web, são tão "prejudiciais para as crianças quanto o bullyings tradicional", afirma Fante.
Como agir diante do bullying
No mundo real ou virtual, o problema requer atenção de pais e professores.

"Um dos maiores erros é menosprezar o sofrimento da criança. Não se deve dizer para o filho deixar isso para lá", diz Fante.

"Há pais que dizem 'eu também passei por isso', o que não justifica o sofrimento da criança. Além do mais, cada indivíduo encara as dificuldades de maneira diferente", diz.

Se a escola é o local em que a criança sofre a intimidação, os pais devem entrar em contato com professores e diretores, que devem coibir esse tipo de ação entre os estudantes.

"É preciso também estimular a auto-estima dos pequenos. As maiores vítimas são as crianças tímidas, que não conseguem se defender e exigir que os colegas parem com a brincadeira. Os pais devem incentivar a criança a fazer isso, sem estimular a violência", diz Fante.

"A criança deve conseguir dizer com firmeza: 'eu não quero brincar', 'eu não sou isso que você está dizendo'. Brigar com o filho vítima de bullying não dará a coragem que a criança precisará para ser firme", explica a pedagoga.

Seu filho sofre bullying? Então:
Não diga para "deixar para lá" - ou ele pode não mais contar problemas que tenha;
Converse com a direção da escola, se o problema for lá;
Se não resolver, faça boletim de ocorrência em delegacia de polícia;
Se a ofensa for pela Internet, imprima a página e leve ao Ministério Público;
Estimule que seu filho conte como foi o dia na escola.
Como identificar o bullying
Muitas vítimas de bullying sofrem caladas, "por vergonha, por acharem que são culpadas ou até merecem os apelidos, ou por falta de oportunidade de diálogo", aponta Cleo Fante.

Cabe, então, a pais e professores a tarefa e identificar se há algo de errado na vida social da criança ou mesmo do adolescente.

"Só consegue notar diferenças quem acompanha o cotidiano do filho. É esse o primeiro passo: ver se a criança está mais irritada, nervosa ou triste que o normal", aponta Fante.

No caso de vítimas de cyberbulling, a compulsão por utilizar a Internet é outra característica.

Filhos "valentões"

Se o seu filho não é vítima de bullying, ele pode ser, ainda, um desses agressores - comportamento que também merece atenção e cuidado dos pais.

"Dependendo da gravidade do ato, o menor pode ser internado para serem aplicadas medidas sócio-educativas", explica o promotor de Justiça Criminal, Lélio Braga Calhau, de Minas Gerais.

No caso de bullying pela Internet - caso a criança ou adolescente espalhe mentiras que ofendam algum colega -, o pai ou quem permitiu o acesso ao computador também pode ser penalizado.

"Alguém que seja negligente com um crime pode também ser responsabilizado, de acordo pelo código penal. Na área cívil, pode haver processos por danos morais e a família ser obrigada a pagar indenizações", diz Calhau.

Para identificar se o seu filho está intimidando outras crianças, a pedagoga cita algumas características comuns aos agressores: "os jovens que praticam bullying costumam ser hostis, usam força para resolver seus problemas e são intolerantes".

Os pais não devem elogiar nem estimular os filhos briguentos e valentões. Devem conversar e, se necessário, procurar ajuda de profissionais especializados, como psicólogos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/24/bullying-identifique-se-o-seu-filho-e-vitima-desse-tipo-de-intimidacao.jhtm

quinta-feira, 24 de março de 2011

Secretarias e escolas públicas já receberam R$ 2,3 bilhões

Portal do MEC
Entre janeiro e março deste ano, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu R$ 2.388.946.910,90 para escolas públicas do ensino básico e secretarias municipais e estaduais de educação, referentes aos programas de Alimentação Escolar (PNAE), Brasil Alfabetizado e às cotas municipais e estaduais do salário educação.

No dia 15 de março, foi depositada a primeira parcela da merenda escolar. Foram R$ 73.605.329,00 para a alimentação dos alunos da rede estadual; R$ 127.415.284,00 para a rede municipal; e R$1.027.470,45 para os institutos federais de educação. A soma total de recursos referentes à primeira parcela foi de R$ 202.048.083,45.

Para o programa Brasil Alfabetizado, já foram enviados neste ano R$ 7.581.901,51. Desse total, R$ 5.787.207,51 foram para as secretarias estaduais de educação do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia, Sergipe e Tocantins, e R$ 1.794.694,00, para 39 municípios.

Quanto à cota do salário educação, o FNDE já transferiu as três parcelas para estados e municípios: em janeiro, R$ 440.487.643,82; em fevereiro, R$ 1.140.754.731,00; e em março, R$ 598.074.551,12. O total enviado em 2011 foi de R$ 2.179.316.925,94.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Confira no sítio do FNDE o valor enviado a cada município ou estado

Confira na tabela os valores enviados para estados e municípios referentes ao salário-educação.

Palavras-chave: Educação básica, recursos para educação, FNDE

Educação infantil, fundamental e profissional são prioridade, diz Haddad

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 23, que a educação infantil, o ensino fundamental e a educação profissional formam um tripé de ações, que tem o papel de alavancar o desempenho da educação no Brasil. A afirmação foi feita durante abertura dos trabalhos da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, em Brasília.

“O conjunto de ações nessas áreas compõe, hoje, a pauta prioritária do MEC”, destacou Haddad. Na educação infantil, o ministro refere-se ao Proinfância, programa de construção e reestruturação de creches e pré-escolas, que foi incluído na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Em relação ao ensino fundamental, os avanços são relativos ao piso nacional do magistério, de R$ 1.187 em valores atuais, e a recente liberação de bolsas de mestrado para professores da educação básica.

Sobre a educação profissional, Haddad citou o programa de concessão de bolsas para estudantes da educação profissional, o Pronatec, e informou que o projeto de Lei que institui o programa será enviado ao Congresso em breve. O ministro também lembrou de ações já em curso, como a expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica e o Brasil Profissionalizado. “Só para que os estados invistam em educação profissional, no âmbito do Brasil Profissionalizado, os recursos são de R$ 1,5 bilhões”.

Avanços – Ainda na Câmara, Haddad destacou os avanços da legislação brasileira no período de 2003 a 2010. Citou medidas como a extinção da Desvinculação dos Recursos da União (DRU) para a educação, o estabelecimento do ensino fundamental de nove anos e a criação do Fundo de Manutenção e Valorização da Educação Básica (Fundeb).

Para 2011, segundo Haddad, a principal meta referente à legislação é a aprovação pelo Congresso do projeto de Lei que institui o Plano Nacional de Educação (PNE), que vai vigorar de 2011 a 2020. Na terça-feira, 22, a Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para facilitar a tramitação do projeto.

Ana Guimarães

Leia também: Plano Nacional de Educação prevê maior investimento Palavras-chave: pne, educação infantil, ensino fundamental, educação profissional

Novo plano de educação custará R$ 80 bilhões, afirma Haddad

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou hoje (23) que o custo total para o cumprimento das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) é de R$ 80 bilhões. Segundo ele, a meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, indicado no plano, cobrirá esses gastos.

O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá cumprir até o fim da década. Ontem (22) foi criada na Câmara uma comissão especial para discutir o projeto de lei enviado pelo Executivo. Um dos pontos polêmicos e que deverá ser alvo de emendas é justamente o que define um percentual mínimo para investimento na área. Alguns parlamentares e entidades da sociedade civil querem que o patamar incluído no PNE seja de 10%.
“Se o Congresso entender que é pouco e quiser aumentar [a meta de investimento do percentual do PIB em educação], não vai poder mexer só nela, mas nas outras. Os 2% a mais de investimento público pagam a conta das metas que estão estabelecidas no plano. É uma conta que fecha. O plano não pode ser esquizofrênico, nem recurso de menos para meta demais, nem recurso demais para meta de menos”, defendeu Haddad que esteve na Câmara dos Deputados participando da primeira reunião da Comissão de Educação e Cultura (CEC) deste ano.

Respondendo aos questionamentos dos parlamentares sobre a meta de investimento, Haddad afirmou que organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomendam um investimento entre 6% e 8% do PIB. Disse ainda que como ministro da área defende sempre mais recursos para a pasta.

“Se o Congresso entender [pelo aumento], é preciso dizer no plano quais são as estratégias para que isso seja factível. Quais estratégias para chegar a 7% ou a 10%? Qualquer que seja o número, temos que levar isso em conta. Haverá aumento da carga tributária para pagar essa conta da educação? Haverá redução de gastos? Onde? Isso precisa estar no plano, caso contrário nós vamos fixar um número que não será cumprido”, defendeu.

Atualmente, o país investe 5% do PIB em educação. A Conferência Nacional de Educação (Conae), que discutiu no ano passado as bases do PNE, propôs que o investimento mínimo seja de 10% do PIB até o fim da década.

A presidente da comissão, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), afirmou que o projeto de lei já tem mais de 140 emendas. Ela era relatora da proposta, mas por assumir o comando da comissão, repassou a relatoria ao deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/23/novo-plano-de-educacao-custara-r-80-bilhoes-afirma-haddad.jhtm

Câmara do Rio de Janeiro aprova meia passagem para bolsistas do Prouni e alunos cotistas

Da Redação
Em São Paulo
A câmara municipal do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (23) projeto que dá 50% de desconto nas tarifas de ônibus da cidade para bolsistas do Prouni (Programa Universidade para Todos). O benefício é válido também para alunos cotistas que se beneficiem das políticas públicas afirmativas e que estejam matriculados com freqüência regular - estes poderão utilizar, no máximo, duas meias passagens por dia.

O projeto foi aprovado em 2º discussão por 42 votos e segue para a redação final. Também foram aprovadas seis emendas, quatro modificativas e duas que garantem que a contrapartida não será computada nos percentuais destinados ao ensino fundamental e à saúde.

O financiamento do beneficio se dará por meio de pagamento, por parte da prefeitura do Rio, de contrapartida igual ao valor do desconto concedido. A empresa que descumprir a lei será penalizada com uma multa de R$ 1.100, que poderá dobrar em caso de reincidência.

Manifestação
Cerca de três mil estudantes da rede pública fizeram uma passeata hoje (23) à tarde em frente à câmara, em apoio ao projeto. O ato foi organizado pela UNE (União Nacional dos Estudantes).

Além de reivindicar a meia passagem para os universitários, os estudantes voltaram a defender uma nova votação para o projeto de lei que destina 50% do fundo social do pré-sal para investimentos na área da educação.

*Com informações da Agência Brasil e da Câmara municipal do Rio de Janeiro
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/23/estudantes-cariocas-fazem-passeata-pela-meia-passagem-universitaria-e-uso-do-fundo-do-pre-sal-na-educacao.jhtm

quarta-feira, 23 de março de 2011

Guia do livro didático para o ensino médio está disponível

Portal do MEC
Já está na página do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) na internet o Guia do Programa Nacional do Livro Didático 2012, que traz o resumo das obras selecionadas pelo Ministério da Educação para uso dos alunos das escolas públicas de ensino médio a partir do próximo ano. Com o guia em mãos, professores e diretores podem conhecer os livros e debater quais são os títulos mais adequados ao seu sistema pedagógico.

A escolha do livro didático para o ensino médio estará aberta, também no portal do FNDE, de 23 de maio a 12 de junho. Nesse período, cerca de 18 mil escolas públicas de todo o país deverão selecionar as obras que querem receber. “A previsão é de comprar 75 milhões de livros didáticos para o ensino médio, em benefício de 8 milhões de alunos”, afirma Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.

A escolha engloba todas as disciplinas do ensino médio, como português, matemática, física, química, biologia, geografia e história. A novidade deste ano para essa etapa de ensino é o fornecimento de livros de língua estrangeira (inglês e espanhol), filosofia e sociologia.

Além de livros didáticos para todos os alunos do ensino médio, o FNDE vai enviar às escolas públicas 65 milhões de exemplares de reposição para o ensino fundamental. Com isso, deverão ser comprados 140 milhões de exemplares em 2011.

Assessoria de Comunicação Social

Acesse a página do FNDE

Palavras-chave: educação básica, ensino médio, livro didático, FNDE

Secretaria Municipal de Educação de SP abre 393 vagas para professores

da redação
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo abriu concurso público para preencher 393 vagas para professores. Os candidatos devem ter licenciatura plena e graduação nas áreas oferecidas. Os salários vão de R$ 1.206,49 a R$ 1.838,11.

As vagas são para professor de ensino fundamental II e médio de artes, ciências, educação física, espanhol, geografia, história, inglês, matemática, português. Também há vagas para especialista em informações técnicas, culturais e desportivas I de educação física e esportes.

As inscrições devem ser feitas pela internet através do site http://www.concursosfcc.com.br das 10h do dia 4 de abril até as 14h do dia 18 de abril, ou pessoalmente nas agências do banco Santander listadas no edital. A taxa de inscrição é de R$ 67.

As provas de conhecimentos gerais e específicos estão previstas para os dias 12 e 19 de junho para professores e 26 de junho para especialistas.

Mais informações, acesse o edital.
Retirado do site:http://guiadeempregos.aprendiz.uol.com.br/2011/03/23/secretaria-municipal-de-educacao-de-sp-abre-393-vagas-para-professores/

Certificação em libras recebe inscrições até 31 de março

Portal do MEC
Estão abertas até 31 de março as inscrições para o exame nacional para certificação de proficiência no uso e no ensino de língua brasileira de sinais (libras) e para certificação de proficiência na tradução e interpretação da libras-português-libras (Prolibras), que certificará pessoas surdas ou ouvintes fluentes, com ensino superior ou ensino médio completo. Os certificados obtidos pelo Prolibras asseguram a competência no uso e no ensino de libras ou na tradução e interpretação da língua, sendo aceitos por instituições de educação superior ou básica. As provas serão realizadas nos dias 1º e 3 de maio.

Para participar do exame, é necessário acessar a página do Prolibras na internet, preencher o formulário de inscrição, imprimir o comprovante de requerimento de inscrição e o boleto bancário no valor de R$ 30,00, e pagá-lo até o dia 1º de abril.

O Prolibras será aplicado em instituições de ensino dos seguintes municípios: Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Maringá (PR), Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, Santa Maria (RS), São Carlos (SP), São Cristóvão (SE), Niterói (RJ), São Luís, São Paulo, Teresina, Uberlândia (MG) e Vitória. Caberá ao participante informar no ato da inscrição em qual dessas cidades realizará a prova.

O Prolibras será realizado em duas etapas: uma prova objetiva e uma prova prática. A primeira é composta por 20 questões de múltipla escolha sobre a compreensão da linguagem de Libras, e ocorrerá às 15h (horário de Brasília) do dia 1º de maio, com duração de duas horas. Os participantes com pontuação igual ou superior a 12 pontos na prova objetiva, em uma escala de zero a 20, estarão habilitados a participar da última etapa do processo. A prova prática será realizada às 14h (horário de Brasília) do dia 3 de maio, com duração de 15 minutos para cada participante.

Será certificado o candidato que alcançar a média mínima de 6 na prova prática, que vai de zero a dez, e tiver concluído o ensino médio ou superior, dependo do nível da certificação pretendida, e que tiver entregado todos os documentos solicitados no dia da prova prática. O diploma de certificação será expedido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A instituição foi selecionada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia responsável pelo exame, por meio de chamada pública.

Assessoria de Imprensa do Inep

Acesse o edital do Prolibras

Palavras-chave: prolibras

Secretarias têm 18 meses para construir creches e quadras

Portal do MEC
Municípios, estados e o Distrito Federal terão 18 meses para finalizar obras de creches e quadras esportivas escolares cobertas custeadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Esse prazo começa a contar a partir da liberação dos recursos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e consta de resolução publicada nesta terça-feira, 22, no Diário Oficial da União, que estabelece os critérios de transferência de recursos do governo federal para a construção de unidades de educação infantil e quadras.

Depois de aprovados os projetos, os recursos serão liberados em duas parcelas. A primeira será repassada pelo FNDE após a assinatura do termo de compromisso para a execução da obra. A segunda, depois de análises técnicas específicas de cada caso. O prazo de 18 meses começa a contar a partir do recebimento da primeira parcela.

Após terminar a obra ou o prazo limite para a execução, os beneficiados terão 60 dias para prestar contas ao FNDE dos recursos recebidos. Entre os documentos necessários para comprovar a devida utilização dos recursos estão a cópia do despacho adjudicatário e homologação de licitações realizadas para a execução da obra; a relação de pagamentos efetuados, de bens adquiridos, produzidos ou construídos com recursos da União; extratos bancários da conta corrente em que os recursos foram depositados, entre outros. É preciso também comprovar o domínio dos terrenos, por meio de cópia da certidão atualizada e autenticada do imóvel.
Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: Creches, quadras esportivas, FNDE

Feira de engenharia em SP reúne nerds, óculos, jalecos e discussões sobre ciência

Rafael Targino
Em São Paulo
“Nerds do mundo, uni-vos”: se a 9ª edição da Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), que acontece em São Paulo, tivesse um grito de guerra, esse poderia ser um deles. É difícil entrar na tenda montada na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e não se deparar com certos clichês: adolescentes de óculos e jaleco e discussões sobre porque o movimento “x” acontece ou o motivo de a reação química a + b acabar, surpreendentemente, dando “c”.
E, se muita gente tem trauma das disciplinas de exatas no colégio, alguns dos participantes da feira têm traumas diferentes. “Qual é o meu trauma? Ver teoria sem aplicar. A prática em exatas é essencial para a engenharia”, diz um empolgado Guilherme Silva, 18, de Salvador. Ele (de óculos e jaleco) mostrava empolgado aos passantes seu modelo sobre a “forma prática do pêndulo de Foucault”.

Mas, para poder chegar a São Paulo para explicar como o pêndulo faz uma “margarida” enquanto se movimenta, foi necessário, além de algum conhecimento de física, dinheiro. “Ficou tudo R$ 2,5 mil, para ficar uma semana em São Paulo. A outra aluna, a Bárbara [Rodrigues, que fez o projeto junto com Guilherme], não pôde vir [por causa do dinheiro]”, lamenta o professor orientador, Gilásio Nogueira.

Detector de bêbado
Também há gente na feira que transformou os experimentos em algo, digamos, “efetivamente” mais prático. Larisse Anselmo, 18, Karen Cristhian, 18, e Sandy Ferreira (nome inspirado no filme “Grease”, ela jura), 19, de Manaus, criaram um detector de motoristas bêbados. O conceito é simples: se o sujeito bebeu demais e teve a ideia pouco esperta de sair dirigindo, o carro não liga.

Segundo elas (devidamente vestidas com o uniforme da feira), o aparelho –que custaria cerca de R$ 50– detecta partículas de álcool no ar. “E se o motorista ficar de boca fechada o tempo inteiro?”, pergunta o UOL Educação. “Não tem problema, o detector pega”, afirmam. “E se ele começar a beber dirigindo?” “O detector percebe e para o carro.” “No meio da rua? Isso não pode causar um acidente?” “A gente fez um circuito de atraso. O carro leva um tempo até parar e liga o pisca-alerta.” “Dá para fazer um teste aqui?” “A gente até pediu vodca, mas não deixaram”, diz Larisse.

Paletó, mas sem gravata
Cleber Quadros, 19, morador de Charqueados, no Rio Grande do Sul, destoa do resto da Febrace: o garoto alto com cabelo encaracolado (ligeiramente inspirado em alguma banda de rock de Nova York) preferiu calça social, camisa de botão e paletó (sem gravata).

Mas, se faltavam os óculos para que ele pudesse se encaixar em um dos clichês, o projeto que Cleber apresenta resolve o problema. “É um óculos com um controlador de cadeiras de rodas para tetraplégicos. A pessoa mexe a cabeça e direciona a cadeira”, diz.

Quem quiser ver os 302 projetos dos 670 participantes de escolas de ensino fundamental, médio e técnico de todo o país (ou fazer uma avaliação mais detalhada da moda nerd de 2011) tem até a o dia 24 de março, das 14h às 19h, para visitar a tenda montada no estacionamento da Poli.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/03/23/feira-de-engenharia-em-sp-reune-nerds-oculos-jalecos-e-discussoes-sobre-ciencia.jhtm

terça-feira, 22 de março de 2011

Presidente Dilma concede a professoras prêmio por atuação como educadoras

Portal do MEC
Onze educadoras recebem nesta segunda-feira, 21, às 11h, a medalha da Ordem Nacional do Mérito, entregue pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Os perfis das ganhadoras são variados, desde acadêmicas de renome até professoras do interior do país, mas o empenho em prol da educação as iguala como cidadãs exemplares.

A Ordem Nacional do Mérito é uma das mais importantes honrarias do Brasil. Criado pelo decreto-lei nº 9.732, de 4 de setembro de 1946, o título é conferido a cidadãos brasileiros que, “pelas suas virtudes e mérito excepcional, tenham se tornado merecedores desta distinção”, conforme diz o documento.

Gilda Kuitá, da etnia caingangue, foi uma das primeiras 19 indígenas a aprender a forma escrita do seu idioma materno. Em 1974, aos 18 anos, Gilda começou a alfabetizar indígenas na língua caingangue em sua comunidade, no Paraná. Passados 39 anos, ela é uma das onze educadoras que receberão a medalha da Ordem do Mérito, como reconhecimento pela sua atuação na preservação do idioma caingangue. Para a professora, que já era condecorada entre os povos indígenas, o título demonstra a gratidão também dos “povos brancos”. “Nunca imaginei que a sociedade branca fosse me homenagear por defender a minha língua”, relatou.

A escolha das educadoras vai ao encontro de duas diretrizes defendidas pela presidente Dilma, a valorização do profissional da educação e também das mulheres. Tanto as comunidades beneficiadas pelo desempenho das professoras quanto técnicos do Ministério da Educação e de outros órgãos federais estiveram envolvidos na escolha das homenageadas. A solenidade integra as festividades pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado tradicionalmente no dia 8 de março. Em 2011, a data será celebrada durante todo o mês.


Acesse o perfil das professoras.


Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: Comemoração, valorização do professor

Certificação profissional é tema de debate com franceses

Portal do MEC
Nesta segunda-feira, 21, teve início na sede do Ministério da Educação, em Brasília, o encontro para cooperação Brasil-França em certificação profissional. Participam da reunião representantes de ministérios dos dois países, além de membros de institutos e universidades federais brasileiras.

No evento, que segue até a quinta-feira, 24, serão apresentadas à delegação francesa as diretrizes e estratégias que implementaram a Rede Certific, programa brasileiro de certificação profissional, nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. O mesmo ocorrerá com o modelo de Validação de Experiências Adquiridas, o equivalente francês.

Ambos os programas certificam saberes, adquiridos com a experiência, de trabalhadores que não tiveram a oportunidade de fazer cursos de qualificação e aprenderam com a prática.

“A certificação possui o poder de inclusão e é dever do estado reconhecer os saberes adquiridos ao longo da vida do cidadão, o qual não teve condições de acesso ao ensino adequadas”, ressaltou Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.

Até o final do encontro será formulado um projeto para que futuramente ocorra, por meio de intercâmbio, a oferta de bolsas a pesquisadores brasileiros e franceses que desejem produzir teses de doutorado relacionadas à temática da certificação profissional.

Danilo Almeida

Palavras-chave: educação profissional, certificação, Rede Certific

Professores terão bolsas para cursos de mestrado profissional a distância

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira, 21, a concessão de bolsas de mestrado profissional a distância para professores da educação básica que lecionam em escolas públicas. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, onde a presidente da República, Dilma Rousseff, condecorou 11 educadoras com a medalha da Ordem Nacional do Mérito.

Concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB), as bolsas exigem dos docentes, como contrapartida, o compromisso de continuar em exercício na rede pública por um período de cinco anos após a conclusão do mestrado. A medida, que será formalizada por meio de portaria do Ministério da Educação, a ser publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 22, faz parte de um conjunto de ações para elevar a qualidade da educação básica, definida pelo MEC como “área excepcionalmente priorizada”.

Segundo o ministro, a intenção é que as universidades reajam à provocação feita pelo MEC e ofereçam mais cursos. “Queremos garantir o prosseguimento do estudo do professor, agora com mais que uma especialização – com um mestrado”, explicou o ministro. Os docentes poderão acumular a bolsa com seus salários.

A cada mês de março, o benefício será liberado e terá vigência máxima de 24 meses. Existe, também, a possibilidade de concessão de bolsas para mestrados presenciais, desde que em cursos aprovados pela Capes e consideradas algumas situações de interesse específico do Estado.

O não cumprimento do compromisso de cinco anos de exercício em escola pública, após o curso de mestrado a distância, implicará a devolução dos recursos. As próprias instituições de ensino vão estabelecer seus critérios de seleção. “Nada impede, entretanto, que sejam reservadas vagas para professores que já estejam em exercício”, argumentou Haddad.

Pacote - Além das bolsas, outras iniciativas se destacam quando o assunto é a qualificação de professores da educação básica: a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a expansão das universidades e dos institutos federais. Estes últimos têm, inclusive, uma reserva de vagas para ser suprida em cursos de licenciatura em matemática, física, química e biologia. A preocupação em formar professores nessas áreas também é destacada na portaria que será publicada nesta terça.

Como principal meta de qualidade, o Brasil deve atingir a nota 6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) até 2021. No ano de sua última aferição, em 2009, a média brasileira era de 4,6, numa escala que vai de zero a dez.

Ana Guimarães

Leia também: Educadoras recebem homenagem de Dilma no Palácio do Planalto

Palavras-chave: Educação básica, qualificação do professor

Falta de recursos pode ser entrave para cumprir metas do PNE, defende campanha

Da Redação*
Em São Paulo
Os recursos previstos para a Educação no novo PNE (Plano Nacional da Educação) – 7% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2020 – não irão garantir a realização das metas apresentadas no documento. Essa é uma das críticas da Campanha Nacional pelo Direito à Educação ao texto do PNE, que está para ser analisado na Câmara dos Deputados.

Segundo o movimento, deve-se atingir o mínimo de 10% do PIB até 2020. Eles defendem que 80% dos investimentos vão para a educação básica e, 20%, para o ensino superior.

A proposta do Executivo prevê ampliação de recursos de acordo com a revisão das metas, mas não estabelece quem fará essa avaliação. Para a Campanha, o acompanhamento deve ser feito pelo Fórum Nacional de Educação, no quarto ano de vigência da lei, devendo a alteração ser submetida ao Congresso Nacional.

A campanha reivindica a implementação do Custo Aluno-Qualidade (CAQ), que define um investimento por aluno/ano, e acrescenta a meta de destinar 50% dos créditos advindos do pagamento de royalties de atividades de produção energética à manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).

Atualmente, de acordo com o movimento, estão incluídas no cálculo das despesas mínimas obrigatórias com MDE na União, nos estados, no Distrito Federal e nos municípios despesas com aposentadorias e pensões. A Campanha propõe a exclusão dessas despesas, com o argumento de que a prática é vedada pela legislação em vigor e pelas normas de contabilidade pública.

O movimento também pede propõe emendas para os seguintes itens:

Responsabilidades dos entes federados

Segundo o movimento, o PNE precisa distinguir claramente as atribuições de cada ente federado. É necessário rever e alterar o peso da participação da União no financiamento da educação básica e estimular que Estados e municípios com maior poder arrecadatório contribuam com seus pares que ganham menos. Uma das emendas propostas aumenta a participação da União no custeio do transporte escolar para garantir o acesso à educação no campo, por exemplo.

As organizações propõem a criação de uma lei federal para pactuar as reponsabilidades de cada ente no prazo máximo de um ano após a aprovação do plano, para promover a distribuição proporcional de recursos materiais, financeiros e técnicos.

O atual projeto, para a campanha, não faz diagnóstico da educação brasileira nem prevê um monitoramento eficaz de suas metas. As entidades criticam a ausência de diagnóstico da situação educacional brasileira, bem como a falta de uma avaliação do PNE anterior e de um estudo capaz de justificar a opção por cada uma das metas e estratégias apresentadas pelo executivo federal.

Segundo as entidades, um dos principais motivos do fracasso do PNE anterior (2001/2010) foi não ter sido determinado um mecanismo legal capaz de monitorar e avaliar o cumprimento de suas metas. Uma emenda pede que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) produza, a cada dois anos, um estudo para analisar o cumprimento das metas do novo PNE, em termos quantitativos e qualitativos.

O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), segundo a campanha, precisa ser aperfeiçoado "para dar conta de avaliar a qualidade educacional". Uma das emendas propostas incorpora ao índice outros elementos como condições de trabalho, formação continuada e remuneração dos profissionais da educação, razão do número de alunos por profissional do magistério e existência e situação dos equipamentos de infraestrutura pedagógica das escolas de educação básica.

A Campanha critica a proposta do Executivo de criar uma prova para aferir a alfabetização de crianças de 8 anos, pois o instrumento segue lógica de “ranqueamento”. Uma emenda remete para cada sistema de ensino a tarefa de avaliar e monitorar o desempenho do esforço de alfabetização das crianças.

Processos participativos e gestão democrática
Enquanto a proposta do PNE determina que os Estados elaborem novos planos no prazo de um ano, sem nada dizer sobre o modo como devem ser elaborados, de acordo com levantamento do Observatório da Educação, 15 Estados e o DF ainda não possuem seus respectivos planos estaduais de educação, embora esta seja uma exigência legal.

Desta forma, a Campanha propõe emenda para definir que os planos sejam elaborados em amplos processos participativos. O tema da transparência na gestão dos recursos educacionais ocupou um amplo espaço nas discussões da Conae, mas o PL praticamente nada determina sobre o assunto. Uma das emendas estabelece a publicização em tempo real da execução orçamentária e financeira de cada unidade gestora dos recursos educacionais e da receita vinculada auferida.

Profissionais da Educação
A meta 17 do PNE, segundo a campanha, estabelece que o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade deve se aproximar do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente – mas não explicita como se dará essa “aproximação”. Segundo estudo do MEC (2008), comparando a remuneração de profissionais com ao menos um ano de ensino superior completo (12 ou mais anos de escolaridade), o salário médio para professores da educação básica com nível superior é de R$ 1.638,00, enquanto os não-professores, nas mesmas condições, recebiam R$ 2.503,00. Ou seja, o magistério recebia apenas 65,4% do recebido por profissionais de escolaridade equivalente.

A emenda da Campanha sugere prazos e especifica uma meta intermediária: o rendimento médio do professor deve chegar a 80% do rendimento médio dos demais profissionais em 2016 e seu rendimento deve ser equiparado em 2020. O cumprimento desta meta depende fundamentalmente dos reajustes do piso nacional e da vigência de planos de carreiras para o magistério (legislação que ainda não é cumprida em diversos estados).

Ações previstas para EJA
A Campanha propõe a realização de um levantamento da demanda potencial de jovens e adultos por educação básica, por nível de escolaridade, bairro e distrito de referência, para que a oferta de vagas possa ser planejada e a demanda adequadamente atendida. Também é necessário realizar a chamada escolar pública ao menos uma vez a cada ano – pois essa população, muitas vezes, desconhece seu direito de voltar a estudar.

O direito à educação das pessoas privadas de liberdade ocupou espaço de destaque nas discussões da Conae, mas não foi contemplado no projeto de novo PNE. Apenas 18% da população carcerária nacional frequenta atividades de educação escolar, segundo dados de 2010 do Ministério da Justiça.

Uma das emendas propões aumento a meta de redução da taxa de analfabetismo funcional – de 50% no atual projeto para 60%.

Metas para creches
A primeira meta do projeto do Executivo determina que o atendimento escolar da população de quatro e cinco anos seja universalizado até 2016, e a oferta de educação infantil seja ampliada de forma a atender 50% da população de zero a três anos até 2020. As entidades consideram a meta "tímida" e propõem que a demanda manifesta – isto é, todos que desejarem matricular seus filhos nessa modalidade – seja atendida até essa data. Para isso, será necessário realizar um levantamento da demanda por educação infantil em creches e pré-escola.

"A Campanha propõe a seguinte proporção dos investimentos dos entes federados na expansão da oferta de educação infantil: 50% por parte da União, 25% por parte dos estados e 25% por parte dos municípios. Além disso, uma emenda reafirma o princípio aprovado na Conae que determina que os recursos públicos sejam direcionados exclusivamente nas escolas públicas (e não a creches conveniadas, conforme deliberação da Conae)."

O movimento quer ainda universalizar o ensino fundamental de 9 anos em 5 anos e não em 10, como havia sido proposto no texto original. É criticada, por fim, a ausência de "estratégia clara sobre o Programa Nacional de Transporte Escolar" e a meta de universalização do acesso à banda larga nas escolas, que, para a campanha, deveria diminuir de 10 para 6 anos.

*Com informações do Observatório da Educação, da ONG Ação Educativa.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/22/falta-de-recursos-pode-ser-entrave-para-cumprir-metas-do-pne-defende-campanha.jhtm

Nota de alunos da 5ª a 8ª série também cai no município de SP

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
O rendimento dos alunos das séries finais (5ª à 8ª) do ensino fundamental da Prefeitura de São Paulo piorou na avaliação municipal do ano passado. Por outro lado, nas séries iniciais (1ª à 4ª) os estudantes evoluíram em relação ao exame anterior.

Chamado de Prova São Paulo, o exame avaliou estudantes com testes de língua portuguesa e matemática.

Exemplos de desempenhos: na 8ª série, a média em português caiu 7% em um ano, chegando a 213 pontos, numa escala que vai até 375; na 2ª série, houve aumento de 4% em matemática.

O aluno da 8ª série, formando na rede, teve nota semelhante ao que educadores esperam para a 4ª série, ou seja, um atraso de quatro anos (a Secretaria da Educação divulgou os dados usando como padrão o ensino fundamental de oito anos).

Do lado positivo, o exame mostra que a defasagem dos mais novos já foi maior: alunos da 3ª série de 2010 tiveram nota superior aos da 4ª série de 2008. A melhora das séries iniciais e a piora das finais também ocorreu na rede estadual de São Paulo.
"O desempenho dos anos finais não é bom, mas as séries iniciais mostram que o caminho está certo", disse o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, falando pela gestão do prefeito Gilberto Kassab (que está saindo do DEM).

Ele afirma que há mais dificuldades de melhorar os mais velhos porque eles foram alfabetizados em condições piores, com escolas com o terceiro turno ("turno da fome") e colégios de lata.

Para tentar reverter a queda de desempenho desses estudantes, as escolas municipais deverão passar a oferecer, fora do horário de aula, reforço aos que tiverem mais dificuldade. A medida já era praticada nos anos iniciais.

IMPLEMENTAÇÃO

"Até agora, não havia programas especiais para os alunos mais velhos com dificuldades, como havia para os mais novos", disse o presidente do Sinesp (sindicato dos diretores de escola), João Alberto Rodrigues de Souza.

Ele afirma que a recuperação é uma boa proposta, mas que é necessário acompanhar sua implementação. "Até agora, os professores não foram capacitados, o material específico não chegou e as escolas terão problemas para encontrar espaço para essas turmas."

Para o pesquisador da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, a prefeitura precisa reavaliar seus programas na área.

"Os anos passam, as avaliações são feitas, o dinheiro é gasto e não aparece melhora substancial no desempenho", disse o pesquisador.

Um dado comemorado pela prefeitura foi o desempenho dos alunos mais novos, com mais dificuldades, que estudam em turmas especiais. Houve melhora nas séries em que existe o programa, que prevê salas menores e materiais específicos.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/892183-nota-de-alunos-da-5-a-8-serie-tambem-cai-no-municipio-de-sp.shtml

segunda-feira, 21 de março de 2011

MEC divulga lista de espera do Prouni; consulte

Da Redação
Em São Paulo
Os candidatos a bolsas de estudo pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) que não foram pré-selecionados, ou os pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma já podem consultar a lista de espera do programa.
A partir da classificação na lista, as instituições de educação superior deverão convocar os estudantes para verificação das informações prestadas na inscrição entre os dias 21 e 25 de março. O estudante deve verificar o local e horário de comparecimento para confirmar as informações.

A relação é formada por ordem de classificação em cada curso e turno. Há apenas uma lista para cada curso, independentemente da opção original do candidato por vaga destinada a políticas afirmativas ou a ampla concorrência.

A classificação do candidato é feita de acordo com a primeira opção de inscrição. Caso não tenha ocorrido formação de turma na primeira opção, a classificação se dá na opção seguinte, até a terceira.

Até 31 de março, os coordenadores do Prouni em cada instituição emitirão os termos de concessão de bolsa de estudos no SisProuni - siteprouni.mec.gov.br.

Requisitos para o Prouni
Para se inscrever no programa de concessão de bolsas, os candidatos devem ter realizado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, com resultado mínimo obtido de 400 pontos na média das cinco notas do exame e nota de redação acima de zero.

Para concorrer a bolsas integrais é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Além disso, o estudante não pode ter nenhum diploma de curso superior e deve, ainda, atender a um dos critérios:

•ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
•ter cursado o ensino médio completo em instituição
privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
•ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral na instituição privada;
•ser portador de deficiência;
•ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de
pessoal permanente da instituição pública
O que é o Prouni
O Prouni foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005. Segundo o MEC, ele tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes do ensino superior em instituições privadas. As instituições que aderem ao programa recebem isenção de tributos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/21/mec-divulga-lista-de-espera-do-prouni-consulte.jhtm

Lei permite experiência de escolas "charter" no Brasil

PATRÍCIA GOMES
DE SÃO PAULO
Se, nos EUA, o conceito de escola "charter" é bastante disseminado, no Brasil, não é bem assim.

Apesar de a lei brasileira ter aberto uma brecha, em 1998, para a gestão compartilhada entre o setor público e o privado de escolas, as iniciativas por aqui ocorrem de forma isolada e ainda são muito pouco conhecidas.

Funciona assim: uma entidade -que pode ser uma ONG, uma fundação- propõe um projeto para a administração de uma ou mais escolas públicas a sua respectiva secretaria de educação. No convênio, a entidade assume metas de qualidade e está livre para propor um projeto pedagógico novo, desde que respeite as diretrizes impostas pelo MEC (Ministério da Educação).

Entre os anos de 2004 e 2007, em Pernambuco, o modelo charter foi implantado em escolas de ensino médio da rede estadual. A grade curricular foi reformulada, os professores que já eram dessas escolas receberam uma formação especial e tiveram seus salários aumentados. O resultado foi que o desempenho dos alunos no Enem foi maior do que a média obtida pela maioria das redes particulares do país.

A seguir, leia a entrevista realizada com Maria Carolina Nogueira Dias e Patricia Mota Guedes, especialistas em gestão educacional da Fundação Itaú Social e autoras dos livros "A reforma educacional de Nova York - possibilidades para o Brasil" e "Modelo de escola charter: a experiência de Pernambuco".

Como foi a experiência da parceria público-privada em Pernambuco? Quanto tempo durou?

A experiência começou em 2004, com a criação do Procentro, programa da Secretaria de Educação de Pernambuco que institucionalizou a gestão compartilhada de escolas de ensino médio em tempo integral. O ICE foi a organização não governamental parceira que compartilhou com a secretaria as responsabilidades de coordenação técnica no desenho e implementação do modelo.

Que resultados foram alcançados?

Em termos de aprendizagem, os estudantes dos centros tiveram um desempenho acima da média da rede pública de Pernambuco em avaliações como o Enem (Exame Nacional de Ensino Médio).

Que aspectos do modelo norte-americano foram possíveis de trazer para o Brasil? Quais não foram possíveis e quais tiveram de ser adaptados?

A semelhança da experiência de Pernambuco entre 2004 e 2007 com modelos americanos é de que o ICE, enquanto organização parceira da Secretaria, estava diretamente envolvida na definição de padrões e metas, assim como na implementação de processos de gestão das escolas do Procentro. Por exemplo, na área de recursos humanos, o ICE se envolvia diretamente na organização da seleção de professores e gestores, na sua formação e acompanhamento.

O modelo implantado em Pernambuco propunha mudanças para a rede inteira?

Quando implantadas, as escolas do modelo se propunham a atuar como centros de referência, para experimentação de inovações que pudessem eventualmente ser adaptadas pela rede, ainda que parcialmente.

É possível replicar esse tipo de experiência para toda a rede? Por quê?

O próprio conceito de escola "charter" prevê que não seja uma experiência para toda a rede. Por terem mais autonomia, essas escolas podem se tornar fontes de ideias para a melhoria do ensino como um todo. As experiências nacionais e internacionais mostram a importância do fortalecimento técnico e gerencial das secretarias, para que elas liderem o planejamento e implantação de inovações em suas redes. O modelo de escolas "charter" é apenas uma dessas possibilidades.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/890917-lei-permite-experiencia-de-escolas-charter-no-brasil.shtml

Professor "novato" desiste de aulas na rede estadual

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Por dia, dois docentes recém-concursados abandonam escolas em São Paulo

Principal reclamação é sobre falta de estrutura na rede; governo afirma que desistências estão dentro do esperado
Formado na USP, Edson Rodrigues da Silva, 31, foi aprovado ano passado no concurso público da rede estadual para ensinar matemática. Passou quatro meses no curso preparatório obrigatório do Estado para começar a lecionar neste ano no ABC paulista. Ao final do primeiro dia de aula, desistiu.
"Vi que não teria condições de ensinar. Só uma aluna prestou atenção, vários falavam ao celular. E tive de ajudar uma professora a trocar dois pneus do carro, furados pelos estudantes. Se continuasse, iria entrar em depressão. Não vale passar por isso para ganhar R$ 1.000 por 20 horas na semana."
Silva diz que continuará apenas na rede privada. Como ele, outros efetivados neste ano pelo governo já desistiram das aulas, passados apenas 39 dias do início das aulas, sendo 25 letivos.
Até sexta-feira, 60 já haviam finalizado o processo de exoneração, a pedido, média de mais de dois por dia letivo. Volume não informado pela Secretaria da Educação está com processo em curso.
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) diz ser normal o número de desistências, considerando a quantidade de efetivações (9.300). Educadores, porém, discordam.
Para a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Maria Marcia Malavasi, "o cenário é triste; especialmente na periferia, os professores encontraram escolas sem estrutura, profissionais mal pagos, amedrontados e desrespeitados."

DESMOTIVAÇÃO
As desistências têm diferentes motivações. Entre as principais citadas por exonerados ouvidos pela Folha estão falta de condições de trabalho (salas lotadas, por exemplo), desinteresse de alunos e baixos salários.
"Muitos alunos não apresentam condições mínimas para acompanhar o ensino médio e têm até uma postura agressiva com o professor", disse Juliana Romero de Mendonça, 25, docente de química. "A realidade da escola é diferente da mostrada no curso", afirmou Gilson Lopes Silva, 30, de filosofia.
O concurso selecionou docentes de todas as matérias do final dos ensinos fundamental e médio, séries com muitos temporários e mais problemas de qualidade.
Para Maria Izabel Noronha, presidente do sindicato do magistério, além de condições precárias da rede, "a formação nas universidades não é satisfatória, pois elas trabalham com uma escola irreal, de alunos quietinhos". Ela exige que o Estado dê mais tempo aos docentes para a formação em serviço.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2103201101.htm

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...