sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Prova escolar sobre tráfico visava debater tema, diz docente

DE SÃO PAULO
O professor de matemática afastado de uma escola estadual de Santos, no litoral de São Paulo, após ter aplicado uma prova para estudantes de 14 anos com temas ligados a criminalidade afirmou à polícia que o objetivo dele era promover um debate com seus alunos.
Na prova, os estudantes tinham que resolver problemas que versavam sobre a fabricação de cocaína e o lucro com a sua venda, o consumo de crack, a venda de heroína "batizada", entre outros temas.

De acordo com o delegado do caso, Francisco Garrido Fernandes, o professor afirmou em depoimento, anteontem, que as questões serviriam para promover uma discussão sobre criminalidade, inclusive com cartazes que seriam espalhados por toda a escola.

Ele disse ainda que o conteúdo foi tirado da internet e utilizado também no ano passado. O professor é suspeito de cometer apologia ao crime.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/880929-prova-escolar-sobre-trafico-visava-debater-tema-diz-docente.shtml

Prova de matemática simula contabilidade do tráfico de drogas

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO
"Zaroio tem um fuzil AK-47 com um carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas ele poderá disparar?"

A questão acima fazia parte de uma avaliação diagnóstica voltada para alunos de 14 anos de uma escola estadual de Santos (litoral de São Paulo), segundo pais e estudantes ouvidos pela Folha.
O professor queria testar os conhecimentos em matemática dos alunos do ensino médio no primeiro dia de aula, na última segunda-feira (14).

Além da questão, eles deveriam responder a outros cinco problemas que versavam sobre a fabricação de cocaína e o lucro com a sua venda, o consumo de crack, a venda de heroína "batizada" e o dinheiro recebido por um assassinato encomendado.

A prova, que teria conteúdo quase idêntico ao de mensagem que circula pela internet satirizando o crime organizado no Rio, teria sido aplicada em ao menos duas salas (uma de 3º ano e outra de 1º), com cerca de 80 alunos.

A Secretaria Estadual de Educação diz que o professor de matemática foi afastado e o caso será investigado.

A prova deveria ser respondida e entregue ao professor, mas uma das alunas, de 14 anos, sem entender os enunciados, levou para a casa e pediu ajuda aos pais.

"Fiquei chocada. Nas questões o crime só dá lucro", diz a mãe da menina que procurou a direção da escola e registrou um boletim de ocorrência na polícia.

Segundo os estudantes, o professor dá aulas na escola há pelo menos cinco anos e já foi vice-diretor. Os estudantes dizem considerá-lo bom.

"A gente viu as questões e deu risada. Se fosse algo mais suave ninguém teria prestado atenção", diz Renato dos Santos Menezes, 18, estudante da sala do 3º ano que também fez a prova.

Uma aluna diz que em 2010 ele aplicou um exercício com conteúdo parecido. A questão, vista pela Folha, pedia para os estudantes calcularem quantas rotas de fuga teria uma quadrilha que vai assaltar uma joalheria em um shopping center.

A escola João Octávio dos Santos fica no Morro do São Bento, região com problemas de criminalidade. A Folha não localizou o professor, que pode ser indiciado sob suspeita de apologia ao crime.

VEJA AS QUESTÕES QUE TERIAM INSPIRADO O PROFESSOR DE MATEMÁTICA:

1) Zaroio tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar?

2) Biroska comprou 10 gramas de coca pura que misturou com bicarbonato na proporção de 4 partes de pó para 6 de bicarbonato. A seguir, vendeu 6 gramas desta mistura ao Cascudo por R$ 150 e 16 gramas ao Chinfra por R$ 40 a grama. Então:

a) Quem é que comprou mais barato? Cascudo ou Chinfra?
b) Quantos gramas de mistura o Biroska preparou?
c) Quanto de cocaína contém essa mistura?

3) Jamanta comprou 200 gramas de heroína que pretende revender com um lucro de 20% graças ao "batismo" com pó de giz. Qual é a quantidade de giz que ele terá que colocar?

4) Rojão é cafetão na Praça Mauá e tem 3 prostitutas que trabalham para ele. Cada uma cobra R$ 35, dos quais R$ 20 são entregues a Rojão. Quantos clientes terá que atender cada prostituta para poder comprar a sua dose diária de crack no valor de R$ 150?

5) Chaveta recebe R$ 500 por cada BMW roubado, R$ 125 por carro japonês e R$ 250 por 4X4. Como já puxou 2 BMW e 3 4X4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$ 2.000?

6) Pipoco está na prisão por assassinato pelo qual recebeu o equivalente a R$ 5.000. A mulher dele gasta R$ 50,00 por mês. Quanto dinheiro vai restar quando Pipoco sair da prisão daqui a 4 anos?
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/878052-prova-de-matematica-simula-contabilidade-do-trafico-de-drogas.shtml

SP quer construir 1,5 mil creches em 4 anos; governo federal levará menos tempo e gastará mais

Da Redação
Em São Paulo
O secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, anunciou nesta quarta-feira (23) que o governo do Estado deve gastar R$ 1 bilhão na construção de até 1,5 mil creches em quatro anos. A proposta foi feita durante uma reunião do Ceesp (Conselho Estadual de Educação de São Paulo).

Caso sejam construídas 1,5 mil creches, o valor médio de cada uma será de R$ 666 mil; se somente a meta mínima (1 mil unidades) for atingida, cada uma sairá por R$ 1 milhão, em média. Este valor é menor do que o governo federal gasta no Proinfância –que repassa verbas para esse tipo de construção–, em torno de R$ 1,2 milhão. Uma das explicações para o valor é a especificidade dos projetos do programa federal

Em compensação, a meta da gestão Dilma Rousseff é construir quatro vezes mais creches no mesmo período de tempo proposto por Voorwald –1,5 mil por ano, 6 mil até 2015. Apesar da meta, estipulada no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) 2, o governo federal não cumpriu nem a proposta de fazer 800 creches no ano passado.

O dinheiro para construção das creches nas cidades de São Paulo deverá sair do FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Os locais prioritários serão definidos pelas secretarias da Educação e Desenvolvimento Social.

O UOL Educação tentou durante toda a tarde desta quarta contato com a Secretaria da Educação de São Paulo, mas não obteve retorno.

De acordo com o presidente do Ceesp, Hubert Alquéres, ainda não é possível precisar se a meta da pasta é viável: "a gente não teve tempo para se debruçar nessa questão, mas ele foi muito feliz em jogar luz numa área que é importante e que tem uma demanda reprimida", ressalta. Ele diz que há um "movimento da sociedade" que pede a universalização das creches.

Além de anunciar as novas vagas, o secretário também pediu ao conselho auxílio na elaboração do Plano Estadual de Educação, na revisão do modelo de supervisão das escolas da rede estadual e nos convênios entre municípios e o Estado.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/24/sp-quer-construir-15-mil-creches-em-4-anos-governo-federal-levara-menos-tempo-e-gastara-mais.jhtm

Candidatos ficarão em lista de espera para aguardar chamada

Portal do MEC
O Ministério da Educação decidiu criar e regulamentar a lista de espera para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni) deste primeiro semestre de 2011. A regulamentação consta da Portaria nº 190, do dia 23 último.

De acordo com a regulamentação, ao fim da segunda chamada, os candidatos inscritos e não pré-selecionados e os pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma constarão da lista de espera, que estará disponível para consulta, no Sistema do ProUni (SisProuni), pelas instituições de educação superior participantes do programa a partir de 21 de março. Não será necessária a confirmação, por parte do candidato, do interesse em participar da lista.

Os candidatos constarão da lista de espera por ordem de classificação em cada curso e turno. Haverá apenas uma lista para cada curso, independentemente da opção original do candidato por vaga destinada a políticas afirmativas ou a ampla concorrência.

A classificação do candidato considerará a primeira opção de inscrição. Caso não tenha ocorrido formação de turma nessa primeira opção, a classificação se dará na opção seguinte, até a terceira.

A partir da classificação na lista de espera, as instituições de educação superior convocarão os estudantes para verificação das informações prestadas na inscrição entre os dias 21 e 25 de março. Até 31 de março, os coordenadores do ProUni em cada instituição emitirão os termos de concessão de bolsa de estudos no SisProuni.

Caberá às instituições de ensino convocar os classificados, conforme o cronograma. Portanto, o estudante deve verificar o local e horário de comparecimento para confirmar as informações.

A Portaria nº 190/2011 foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 24, seção 1, página 10.

Assessoria de Imprensa da Sesu
Palavras-chave: ProUni, lista de espera

Recursos dobram em oito anos nas universidades federais

Portal do MEC
O Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni) permitiu que as universidades retomassem seu processo de crescimento. O orçamento mais que dobrou desde 2003. Naquele ano, o conjunto das universidades federais recebeu um orçamento total de 9,6 bilhões. Em 2011, de acordo com a previsão orçamentária, serão 23,6 bilhões para as 59 universidades federais em funcionamento, em valores corrigidos.

A partir do Reuni e programa de Expansão, foram criadas 14 novas universidades federais, 126 novos campi universitários e o número de municípios atendidos passou de 114 em 2003 para 230 em 2011, o que garantiu a interiorização do ensino superior público.

A ampliação do acesso também pode ser mensurado pelos números de vagas e matrículas. O total de matrículas nos cursos de graduação presenciais nas universidades federais passou de 527,7 mil em 2003 para 696,7 mil em 2009. A oferta de vagas, que em 2003 era de 109,2 mil chegou a 187 mil em 2010 e a projeção é de que chegue a 243,5 mil até 2012. Os dados são do Censo da Educação Superior.

Para atender a demanda de ingresso dos novos alunos, foram contratados professores e técnicos administrativos. Atualmente, as 59 universidades federais possuem um total 69 mil docentes e 105 mil técnicos administrativos.

Os recursos para assistência estudantil também aumentaram. Foram R$ 125 milhões em 2008, primeiro ano do programa, e a previsão para este ano é de R$ 395 milhões. Esse orçamento é repassado as universidades federais por meio do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), a partir do qual as universidades promovem ações voltadas de assistência, como moradia, alimentação, transporte, e programas de auxílio.

Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: Reuni, educação superior, universidade federal

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Escola goiana usa língua de sinais para estimular alunos

Portal do MEC
Mesmo sem ter alunos surdos matriculados, a Escola Estadual Itagiba Laureano Dornelles, de Aparecida de Goiânia (GO), desenvolve processo de ensino da língua brasileira de sinais (libras) que resulta em melhor rendimento no processo de ensino-aprendizagem. O projeto Língua em Libras: um Novo Jeito de Aprender a Ler e Escrever foi posto em prática em 2008, com alunos do ensino fundamental e médio e da educação de jovens e adultos (EJA).

A responsável pelo projeto é a professora Sandra de Miranda Nunes, pedagoga licenciada em filosofia. Na época, ela lecionava no quarto ano do ensino fundamental. Como estava concluindo curso de libras, aproveitava os intervalos das aulas para treinar. Acabou por despertar a curiosidade de alguns alunos, que mostraram interesse em aprender uma nova forma de comunicação.

“Os resultados foram os melhores possíveis”, diz a atual diretora da escola, Suely Gonçalves Santos. Ela ajudou Sandra a estender as aulas de libras a todas as turmas e turnos da instituição. “Notamos que alguns estudantes com outras deficiências tiveram mais facilidade de aprendizagem por meio da libras”, salienta. Segundo a diretora, alunos com deficiência mental obtiveram melhoria na sala de aula depois de aprender a língua de sinais. “Resolvemos ampliar o projeto para toda a escola”, explica Suely, formada em história, com especialização em educação especial.

De acordo com Sandra, os resultados obtidos foram excelentes, tanto com as turmas em geral quanto especificamente com alunos que apresentavam déficit de atenção ou eram portadores de síndrome de Down e vinham de resultados pouco satisfatórios na aprendizagem. A professora destaca, ainda, a repercussão do projeto nas famílias. Alguns pais relatavam mudanças favoráveis de comportamento dos filhos com relação à motivação e avanços na aprendizagem.

Sandra trabalha como professora-regente de berçário no Centro Municipal de Educação Infantil Colemar Natal e Silva e mantém o blog Arte que Ensina. Também ministra aulas de artes na Escola Interação. “No planejamento anual está incluída a libras”, salienta.

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor

Palavras-chave: língua de sinais, libras

Piso nacional do professor sobe quase 16% e vai para R$ 1,18 mil

Da Redação
Em São Paulo
O ministro da Educação, Fernando Haddad, vai divulgar nesta quinta-feira (24) o novo do piso nacional do professor do ensino básico, que terá um reajuste de 15,9%. O valor vai subir de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,97.

Pela lei, nenhum professor de nível médio, com jornada de 40 horas semanais, pode ganhar menos que isso. O piso é determinado com base no custo por aluno do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) –atualmente, R$ 1.722,05.

O MEC (Ministério da Educação), no entanto, não tem competência para determinar o reajuste, por problemas na legislação. Haddad deve divulgar amanhã uma espécie de documento-referência para Estados e municípios.

Esse documento também deve regulamentar a transferência de recursos da União para o pagamento do piso mínimo salarial do professor. A exemplo do que acontece com o mínimo a ser investido por aluno, a União complementa o piso naqueles municípios que não têm condição de pagá-lo.

Segundo o presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Carlos Eduardo Sanches, não havia um caminho que detalhava como os municípios poderiam pedir o dinheiro. Por causa disso, o dinheiro “destinado” ao piso acabou voltando para a conta geral do Fundeb.

Por mais que haja a obrigatoriedade, o piso nacional ainda provoca muitos atritos entre os três níveis de governo. Estados já chegaram a argumentar que a lei que instituiu o valor mínimo é inconstitucional. No Congresso, tramita um projeto que pretende dar ao MEC o poder de regular o aumento.

A docência não é o único ponto de problemas no financiamento da educação básica. Segundo Sanches e especialistas, se não houver “dinheiro novo”, não será possível incluir todas as crianças de 4 a 17 anos, como a lei prevê que aconteça até 2016.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/24/piso-nacional-do-professor-sobe-quase-16-e-vai-para-r-118-mil.jhtm

Inscrições para segunda etapa serão encerradas nesta quinta-feira, 24

Portal do MEC
Serão encerradas nesta quinta-feira, 24, as inscrições da segunda etapa deste primeiro semestre do Programa Universidade para Todos (ProUni). Criado em 2004, pelo Ministério da Educação, o programa oferece, a estudantes de baixa renda, bolsas de estudos integrais e parciais (50% do valor da mensalidade) em instituições particulares de educação superior.

Os inscritos não pré-selecionados na primeira etapa e os pré-selecionados para cursos que não tiveram formação de turma podem se candidatar novamente. Aqueles que não se inscreveram na primeira etapa também têm nova oportunidade. O candidato, ao se inscrever, pode fazer até três opções de curso e de instituição.

Para concorrer às bolsas, o estudante deve ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010, atingido no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e a redação) e ter nota na redação que não tenha sido zero.

Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais, de metade da mensalidade, são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Além de ter feito o Enem e alcançado a pontuação mínima, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, na condição de bolsista integral, em escola particular.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.

As inscrições devem ser feitas na página eletrônica do programa. O candidato deve informar o número de inscrição e a senha usados no Enem e o CPF. Os pré-selecionados que obtiveram a bolsa na primeira etapa estão impedidos de fazer inscrição.

A primeira chamada dos pré-selecionados nesta segunda etapa será divulgada no domingo, 27. A comprovação dos documentos exigidos para a matrícula deve ser feita até 4 de março. Caso haja bolsas disponíveis após esse prazo, será feita outra chamada, em 13 de março, conforme o cronograma.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação superior, ProUni, inscrição

Secretarias devem apresentar contas de recursos recebidos

Portal do MEC
Termina na próxima segunda-feira, 28, o prazo para que estados, municípios e o Distrito Federal apresentem ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a prestação de contas dos recursos recebidos em 2010 do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Quem não entregar a documentação ou não comprovar a execução correta pode ficar sem o repasse financeiro deste ano. Entidades privadas beneficiadas pelo programa no ano passado também precisam prestar contas dentro desse prazo.

Criado em 1995, o PDDE transfere recursos diretamente às escolas para pequenos reparos e manutenção de sua infraestrutura e para compra de material de consumo e de bens permanentes, como geladeira e fogão. Ao longo dos anos, novas ações foram incorporadas ao programa, que atualmente financia a acessibilidade nas escolas públicas, a educação integral e o funcionamento das escolas nos fins de semana.

Prestação de contas – O processo da prestação de contas começa nas unidades de ensino, que têm de apresentar à secretaria municipal ou estadual de educação a que estão ligadas, até o dia 31 de dezembro de cada ano, toda a documentação referente aos gastos. Em seguida, as secretarias estaduais e municipais consolidam as informações de todas as escolas e as enviam ao FNDE até 28 de fevereiro do ano seguinte.

Caso uma unidade não apresente a documentação à rede pública, a secretaria a que está subordinada deve informar o FNDE sobre a inadimplência. Neste caso, apenas a escola ficará sem o recurso federal. As demais, que prestaram contas corretamente, receberão o benefício.

Em 2010, mais de 41 milhões de alunos de 137 mil escolas foram beneficiados com repasses que ultrapassaram R$ 1,4 bilhão. Neste ano, o orçamento previsto do PDDE é de R$ 1,5 bilhão.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: Dinheiro Direto na Escola, PDDE, FNDE

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MPF recomenda fim de trotes violentos em faculdades do Acre

Da Redação*
Em São Paulo
O MPF/AC (Ministério Público Federal) do Acre enviou recomendação a todas as instituições de ensino superior do Estado para que sejam promovidas medidas a fim de evitar o trote estudantil. Segundo a nota, as instituições devem desenvolver campanhas de orientação de veteranos e calouros sobre as consequências do trote, com destaque para aspectos de responsabilização civil e criminal.
Recomenda-se também que os calouros não sejam expostos a "violência, humilhação, constrangimento ou qualquer situação degradante, dentro ou fora das dependências das Universidades".

De acordo com Ricardo Gralha Massia, procurador que assina o documento, "a Constituição Federal prevê que a educação deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, o que afasta a possibilidade de ocorrências como os trotes humilhantes".

As instituições tem prazo de 20 dias para informar ao ministério as providências efetivamente tomadas para o cumprimento da recomendação.

*Com informações do MPF/AC
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/02/22/mpf-recomenda-fim-de-trotes-violentos-em-faculdades-do-acre.jhtm

Candidato não deve 'se desesperar', diz jovem que passou em 9 vestibulares de medicina

Ana Okada
Em São Paulo

A receita de Marcela Malheiro Santos, 17, pode ser simples, mas é certeira para passar no vestibular: segundo ela, o vestibulando não pode "se desesperar" na hora de se preparar para as provas. "Ele tem que ter consciência do que está fazendo, pegar as dicas dos professores e respeitar o momento de relaxar", explica.
Ela passou em medicina em nove faculdades que estão entre as principais do país, tais como USP (Universidade de São Paulo) - onde atualmente estuda -, Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ao todo, a jovem prestou 13 vestibulares.

A preparação da candidata começou no último ano do ensino médio: ela deixou o balé, o jazz e a patinação para se dedicar totalmente aos estudos. Pela manhã, frequentava as aulas do colégio e, de tarde, fazia exercícios do conteúdo aprendido. Nos finais de semana fazia simulados e, quando não havia testes, ia ao cinema ou saia para algum programa "leve" - nada de balada, portanto.

Depois de maio, no entanto, a jovem mudou o método de estudos: começou a fazer menos exercícios após as aulas e se focou mais em redações. "Eu não estava mais conseguindo acompanhar, fazia muitos exercícios... Então foquei bastante na redação, porque contava bastante nas provas. Isso foi bom porque não cheguei tão cansada [no final do ano, época das provas] e estava com resistência maior", diz.

Marcela conta que, apesar de ter focado os estudos para o vestibular somente no 3º ano do colégio, já havia sido treineira nos primeiro e no segundo anos do ensino médio. Essa experiência foi importante na hora de fazer o vestibular: "Você vê como é a prova sem a carga de ser uma prova de verdade, isso ajuda a ver como ela é, como é o ambiente e como você tem que se organizar para o vestibular".

Mesmo com tanto estudo e tantos vestibulares, ela explica que, na época dos exames, achava que não passaria. "Ninguém sai cem por cento confiante [das provas], eu achava que não tinha passado, que não daria. Na prova sempre ficava angustiada, é inevitável. Mas é bom não pensar muito nisso", diz.

Confira outras dicas da - agora - caloura de medicina:

* Prestar bastante atenção às aulas, principalmente às dicas dadas por professores sobre modelos de questões e assuntos que mais caem em provas;
* fazer simulados para aprender a controlar o nervosismo e o tempo;
* ler bastante editorias, textos jornalísticos e treinar redação;
* fazer mais de uma prova, para adquirir experiência e confiança.
retirado do site:

Seis dos dez Estados com pior qualidade de educação investem menos por aluno

Juliana Doretto
Especial para o UOL Educação
Em Brasília
Seis dos dez Estados com pior desempenho na educação pública têm os mais baixos investimentos por aluno no país. No ranking das dez redes estaduais com pior Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nas séries iniciais (1ª a 4ª) e finais (5ª a 8ª) do ensino fundamental, seis têm também os menores custos anuais por estudante, segundo os números do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Todos estão nas regiões Norte e Nordeste.

De primeira a quarta séries do ensino fundamental, as escolas públicas estaduais de Alagoas, Bahia, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí têm notas que vão de 3,2 a 3,9, numa escala até dez. De quinta a oitava, as notas vão de 2,7 a 3,4. Esses Estados tinham a previsão de gastar, em 2009, ano de referência para o Ideb, R$ 1.350,09, por aluno durante o ano letivo, nos primeiros anos e R$ 1.485,10 nos últimos.

* No Amapá e em Roraima, investimento alto não gera boa nota
* Com melhor Ideb, Sul e Sudeste têm investimentos medianos

Todos chegaram a esse valor, estabelecido como o mínimo pelo governo federal, apenas com complementação de verbas feita pela União. Neste ano, eles têm previsão de usar R$ 1.722,05 anuais no primeiro estágio do fundamental e R$ 1.894,25 por aluno por ano no segundo.

“Existe uma tendência de que mais recursos geram mais resultado. Os alunos das redes técnicas federais têm desempenho muito melhor no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Alunos] e no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], mas o custo por aluno é de R$ 7 mil a R$ 8 mil. Se tivéssemos essa eficiência como um todo estaríamos melhor que EUA e França, por exemplo”, diz Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Ele explica que mais recursos não correspondem a uma melhor aprendizagem, mas é um pressuposto: “Só se faz uma casa se tiver material adequado para a construção.”

Luiz Araújo, ex-presidente do Inep, afirma que “mesmo que não possamos dizer que existe uma linha única entre Ideb e financiamento, há forte correlação, sendo mais forte na falta de recursos do que na presença”. Ele explica ainda que “fatores de gestão podem influenciar melhorias, o que significa melhor aplicação dos mesmos recursos”.

O custo por aluno no início do ensino fundamental é o valor que comanda, junto com o da pré-escola, a distribuição de recursos pelo MEC (Ministério da Educação), por meio do Fundeb. O investimento por estudante nas séries finais do fundamental e no ensino médio é calculado a partir desse valor, com fatores de ponderação.

O país tem um fundo para cada Estado e para o Distrito Federal, formado com recursos federais e impostos e transferências estaduais e municipais, vinculados à educação. O Fundeb recebe 20% do dinheiro que tem de ser destinado à área: os outros 5% (a Constituição exige investimento de 25% na área) são aplicados por cada Estado ou município. As cidades que têm arrecadação própria também investem mais. O custo por aluno é formado com o total arrecadado pelo fundo dividido pela quantidade de estudantes na educação básica das redes públicas de ensino e é repassado aos governos dos Estados e municípios.
Nordeste

Daniel Cara diz que, na região Nordeste, os números se explicam pelo número grande de matrículas e pela capacidade de arrecadação ruim. Uma exceção seria Sergipe, que tem uma rede estadual pequena e mais recursos, vindos, por exemplo, de empresas estatais, o que gera um custo por aluno de R$ 1.602,10 (2009) e R$ 1.966,53 (2011), no início do fundamental. Ainda assim, o Estado tem o quinto pior Ideb (3,7). Nas séries finais, os números são de R$ 1.762,31 (2009) e R$ 2.163,18 (2011) e nota de 2,7 (a pior nota, assim como em Alagoas).

Paulo Corbucci, pesquisador da área de educação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, diz que os gastos são importantes, mas a realidade social e econômica dos estudantes também é. “Os Estados do Nordeste encabeçam a lista dos menores gastos e das piores condições socioeconômicas. O resultado do Ideb é o esperado”, completa. Por isso, ele sustenta que as políticas públicas educacionais têm de ser pensadas em conjunto com as de saúde, emprego e renda, segurança etc.
Entenda o Ideb

O Ideb, calculado pelo MEC (Ministério da Educação) é medido por meio de taxas de aprovação e média de desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O Ideb 6 é considerado equivalente ao nível educacional médio dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e a meta do MEC é que o país chegue a esse número até 2022.

O ministério não tem tabuladas as notas do Ideb por Estado levando em conta o desempenho das escolas municipais (que contemplam grande parte das matrículas das primeiras séries do ensino fundamental), apenas as das estaduais.

Investimento por aluno x Ideb (anos iniciais do fundamental)
Estado Urbanas/2009 (em R$) Urbanas/2011 (em R$) Ideb 2009 - rede estadual
BA 1.350,09 1.722,05 3,2
AL 1.350,09 1.722,05 3,3
RN 1.482,51 1.726,92 3,5
AP 2.072,72 2.434,07 3,6
SE 1.602,10 1.966,53 3,7
PA 1.350,09 1.722,05 3,7
PB 1.350,09 1.722,05 3,7
PI 1.350,09 1.722,05 3,8
PE 1.350,09 1.722,05 3,9
RJ 1.515,49 2.013,63 4
MA 1.350,09 1.722,05 4
RR 2.890,08 2.915,43 4,2
CE 1.350,09 1.722,05 4,2
MS 2.130,78 2.162,93 4,4
RO 1.732,65 1.998,57 4,4
AC 2.096,40 2.164,05 4,5
TO 2.007,57 2.165,61 4,5
AM 1.350,09 1.722,05 4,5
RS 2.012,29 1.824,46 4,8
MT 1.886,96 2.099,86 4,9
GO 1.653,95 2.048,66 4,9
ES 2.466,46 2.427,92 5
SC 1,796.48 2.135,31 5
PR 1 .580,84 1.780,97 5,2
SP 2.263,05 2.640,38 5,4
DF 2.102,79 2.284,83 5,4
MG 1.707,01 1.903,06 5,8
Investimento por aluno x Ideb (anos finais do fundamental)
Estado Urbanas/2009 (em R$) Urbanas/2011 (em R$) Ideb 2009 - rede estadual
AL 1.485,10 1.894,25 2,7
SE 1.762,31 2.163,18 2,7
BA 1.485,10 1.894,25 2,8
PB 1.485,10 1.894,25 2,8
RN 1.630,76 1.899,61 2,9
PE 1.485,10 1.894,25 3
PA 1.485,10 1.894,25 3,1
RJ 1.667,04 2.214,99 3,1
PI 1.485,10 1.894,25 3,4
RO 1.905,92 2.198,43 3,4
AM 1.485,10 1.894,25 3,6
CE 1.485,10 1.894,25 3,6
MA 1.485,10 1.894,25 3,6
GO 1.819,34 2.253,52 3,6
MS 2.343,86 2.379,22 3,6
AP 2.279,99 2.677,48 3,6
RR 3.179,09 3.206,98 3,7
RS 2.213,52 1.925,95 3,8
ES 2.713,11 2.670,71 3,8
TO 2.713,11 2.382,17 3,9
DF 2.313,06 2.513,31 3,9
PR 1.738,92 1.959,07 4,1
MG 1.877,71 2.093,36 4,1
AC 2.306,04 2.380,46 4,1
SC 1.976,12 2.348,85 4,2
MT 2.075,65 2.309,84 4,2
SP 2.489,35 2.904,41 4,3

retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/22/seis-dos-dez-estados-com-pior-qualidade-de-educacao-investem-menos-por-aluno.jhtm

Como reconhecer diplomas de mestrado e/ou doutorado expedidos por universidades estrangeiras

Portal do MEC
Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9.394 de 1996), Art. 48, § 3º, os diplomas de mestrado e de doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior.

Cabe ao aluno entrar em contato com a pró-reitoria da instituição, particular ou pública, a qual procederá a análise de reconhecimento. Se o diploma for oriundo de um dos estados partes do Mercosul, deve-se consultar o parecer CNE/CES nº 106/2007.
Certificado de pós-graduação lato sensu expedido por universidades estrangeiras

A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), não disciplinou a revalidação de pós-graduação lato sensu, bem como não há normatização elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) a respeito do tema.
Palavras-chave: Pós-graduação, Sesu, lato sensu, revalidação, validação

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Enciclopédia Britânica oferece conteúdo ao ensino fundamental

Portal do MEC
Estudantes do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas de todo o país, podem acessar o conteúdo da Britannica Escola Online, ferramenta desenvolvida pela Enciclopédia Britannica, empresa que criou a mais antiga enciclopédia ainda publicada. A ferramenta, que reúne verbetes da enciclopédia, dicionário e atividades de ensino, está disponível no Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O conteúdo pode ser acessado em computadores localizados nas dependências das escolas públicas. Mais de 27 milhões de alunos poderão utilizar os recursos do portal, conforme dados do Censo Escolar 2010, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ao acessar a interface da Britannica Escola Online, alunos e professores poderão utilizar durante o processo de aprendizado ferramentas de ensino e recursos multimídia disponíveis no Portal, como artigos de enciclopédia, imagens e vídeos, um atlas do mundo que incorpora a tecnologia do Google Maps, biografias, notícias diárias voltadas para as crianças, recursos interativos de geografia, jogos interativos, entre outros.

Os professores podem criar planos de aula de forma eficiente e eficaz pela utilização da busca por assunto. Também terão acesso aos recursos do Portal do Professor. “Já os alunos deverão ser capazes de pesquisar de forma mais eficaz e aprimorar as habilidades adquiridas em sala de aula”, explica Adriana Rodrigues, gerente de desenvolvimento de negócios da Encyclopædia Britannica para o Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia.

Educação básica – Com a assinatura da Britannica Escola Online e a oferta do conteúdo a alunos da rede pública, o Portal de Periódicos passa a atuar também no processo de formação e qualificação de professores da educação básica. Essa missão foi assumida pela Capes em 2008. A fundação, que sempre atuou no fomento e avaliação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), passou a atuar também no desenvolvimento de programas e ações voltados à educação presencial e a distância de professores do ensino fundamental e médio. (Assessoria de Comunicação da Capes)

Acesse a Britannica Escola Online

Acesse o Portal de Periódicos Palavras-chave: Educação básica, Portal de Periódicos, Capes

Portal dá acesso às coleções Educadores e História da África

Portal do MEC
Estão disponíveis no portal Domínio Público do Ministério da Educação a Coleção Educadores, com 62 títulos, e a Coleção História Geral da África, com oito volumes. Concluídas em novembro de 2010, as obras são dirigidas aos professores da educação básica e às instituições de educação superior que atuam na formação de docentes, mas o acesso é livre no portal.

Paulo Freire, Anísio Teixeira, Jean Piaget e Antônio Gramsci, dentre outros, fazem parte da Coleção Educadores, que começou a ser distribuída este mês pelo MEC às escolas da educação básica do país. Integram a coleção 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com os manifestos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932, e dos Educadores, de 1959.

Na coleção, professores e estudantes de pedagogia e de cursos de licenciatura encontram um ensaio sobre cada autor, a trajetória da produção intelectual na área, uma seleção de textos, que corresponde a 30% do livro, e cronologia. A última parte traz a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada livro tem, em média, 150 páginas. Preparada pelo MEC desde 2006, a coleção integra as iniciativas do governo federal de qualificar a formação inicial e continuada de professores da educação básica pública.

África — A coleção História Geral da África tem cerca de dez mil páginas, distribuídas nos oito volumes. Criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980. Cerca de 350 pesquisadores, a maioria deles africanos, trabalhou durante 30 anos no levantamento de dados e na produção da obra.

Em 1980, a Unesco lançou a coleção em língua francesa, depois traduzida para o inglês e o árabe. Agora, o MEC oferece a versão para uso no Brasil e nas nações que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Oito mil exemplares (conjuntos) impressos da coleção serão distribuídos pelo MEC nas bibliotecas públicas do país, universidades, conselhos de educação e ministérios públicos estaduais. Além de objeto de leitura e estudo, o conteúdo dará sustentação à produção de material didático para as escolas da educação básica. Integra, ainda, uma série de iniciativas do MEC para enriquecer a formação de professores e o currículo dos estudantes, conforme prevê a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que trata das diretrizes curriculares nacionais para a educação etnorracial nas redes públicas de ensino.

Ionice Lorenzoni

Confira as coleções e faça o download das obras no Portal Domínio Público
Palavras-chave: educadores, África, domínio público

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Exame para certificação recebe inscrições a partir de março

Portal do MEC
No dia 1º de março serão abertas as inscrições para a quinta edição do exame nacional para certificação de proficiência no uso e no ensino de língua brasileira de sinais (libras) e para certificação de proficiência na tradução e interpretação de libras-português-libras (Prolibras). O Prolibras certificará pessoas surdas ou ouvintes fluentes nessa linguagem que já concluíram o ensino superior ou ensino médio.

Os certificados obtidos por meio desse exame poderão ser aceitos por instituições superiores ou de educação básica, como títulos que comprovem a competência no uso e no ensino de libras ou na tradução e interpretação da língua.

O exame é promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e desenvolvido por instituições federais de ensino superior, selecionadas por chamadas públicas. As inscrições deverão ser feitas até o dia 31 de março, pela internet. As provas serão realizadas nos dias 1º e 3 de maio.

Para participar do exame, é necessário acessar a página do Prolibras na internet, preencher integralmente o formulário de inscrição, imprimir o comprovante de requerimento de inscrição e o boleto bancário no valor de R$ 30,00, e pagá-lo até o dia 1º de abril.

A isenção da taxa poderá ser solicitada no ato da inscrição, até o dia 20 de março. Podem pedir o benefício as pessoas assistidas pelo Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e amparadas pelo Decreto n° 6.135. O deferimento ou não do pedido de isenção será divulgado a partir do dia 25 de março, também na página do Prolibras. O requerente que não conseguir a isenção deverá efetuar o pagamento da taxa para validar a participação no Prolibras. A confirmação da inscrição, com o local de aplicação da prova e os dados do participante, estará disponível para consulta na página do Prolibras ou da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a partir de 20 de abril.

Ainda na inscrição, o participante deverá informar em qual município fará a prova. O exame será aplicado em instituições de ensino das seguintes cidades: Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Maringá (PR), Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, Santa Maria (RS), São Carlos (SP), São Cristóvão (SE), Niterói (RJ), São Luís, São Paulo, Teresina, Uberlândia (MG) e Vitória.

O Prolibras é realizado em duas etapas: uma prova objetiva e uma prova prática. A primeira é composta por 20 questões de múltipla escolha sobre a compreensão da linguagem de Libras, e ocorrerá às 15h (horário de Brasília), do dia 1º de maio, com duração de duas horas. Os participantes com pontuação igual ou superior a 12 pontos na prova objetiva estarão habilitados a participar da última etapa do processo.

A prova prática será realizada às 14h (horário de Brasília), do dia 3 de maio, com duração de 15 minutos para cada participante. O resultado da prova objetiva e o cronograma para a realização da prova prática serão divulgados no local de realização da prova objetiva e pela internet, às 14h do dia 2 de maio.

Será certificado o candidato que alcançar a média mínima 6,00 na prova prática, que vai de zero a dez, tiver concluído os ensinos médio ou superior, dependendo do nível da certificação, e que tiver entregado todos os documentos solicitados no dia da prova prática. O diploma de certificação será expedido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Assessoria de Imprensa do Inep

Acesse o edital de abertura das inscrições do Prolibras 2011

Palavras-chave: prolibras

Municípios prioritários devem apresentar projetos até março

Portal do MEC
Os municípios que manifestaram interesse em participar do Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pelos ministérios da Educação e da Saúde, têm prazo até 4 de março para apresentar os projetos que pretendem pôr em execução. As redes municipais com projetos aprovados receberão do MEC conjuntos de material didático e clínico para a promoção da saúde dos estudantes.

A Portaria Interministerial nº 3.696, de 25 de novembro de 2010, relacionou 2.549 municípios prioritários para receber atendimento do programa, mas o repasse do material depende da resposta positiva dos prefeitos. Estão na lista os municípios que registraram, em 2009, índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) de até 4,5 pontos (a escala vai até 10) e nos quais 70% ou mais da população recebia atendimento de equipes do programa Saúde da Família.

O Programa Saúde na Escola, criado em 2007, faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação Básica (PDE). Dados da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação mostram que, em 2008, o PSE atendeu 609 municípios. Em junho de 2010, selecionou projetos de 646 prefeituras que receberão o material em 2011.

Em janeiro deste ano, o programa, passou da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) para a SEB, que desde 2003 desenvolvia o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas. Na estrutura do MEC, o PSE faz parte da diretoria de concepções e orientações curriculares para a educação básica com os programas Mais Educação e Escola Aberta.

De acordo com a coordenadora dessas ações, Marta Klumb Rabelo, a união do Saúde na Escola com o Saúde e Prevenção nas Escolas vai fortalecer e aprofundar a promoção da saúde e a prevenção de doenças entre os estudantes da educação básica pública.

Na Portaria nº 3.696, os secretários municipais de educação e de saúde encontram o roteiro sobre a apresentação de projetos e o endereço eletrônico para envio das propostas.

Ionice Lorenzoni


Palavras-chave: saúde, prevenção, PSE

Professor é acusado de apologia ao crime em Santos-SP

Agência Estado
Santos - O professor de matemática de uma escola estadual de Santos (SP) está sendo acusado de "apologia ao crime" por passar aos alunos do primeiro ano do Ensino Médio seis problemas que citam temas como tráfico de entorpecentes, prostituição, roubo de veículos, assassinato e uso de armas de fogo. Nas questões, o professor pergunta, por exemplo, qual a quantidade de pó de giz que um traficante deverá misturar para ganhar 20% na venda de 200 gramas de heroína ou quantos clientes cada prostituta deverá atender para que o cafetão compre uma dose diária de crack.


O caso - que foi manchete da edição de ontem do jornal "A Tribuna" de Santos - foi denunciado à polícia na última quarta-feira pelos pais de uma aluna de 14 anos da Escola Estadual João Octávio dos Santos, no morro do São Bento, periferia da cidade. Na última segunda-feira, a adolescente comentou com a mãe que não havia conseguido responder um exercício com seis questões aplicado em sala de aula pelo seu professor de matemática Lívio. Ao ver as questões no caderno da filha, a mãe se surpreendeu com o conteúdo do texto e decidiu procurar a diretoria da escola.


Na escola, de acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Santos, o professor foi chamado à sala da diretora, que também estava surpresa com o conteúdo dos exercícios e confirmou que havia aplicado tais questões, escrevendo-as na lousa, mas sem esclarecer sobre os motivos que o levaram a formular o exercício. O professor teria dito ao padrasto da vítima que como a jovem não havia respondido as questões em sala de aula como fora orientada não era mais necessário respondê-las.


De acordo com o delegado titular da DISE, Francisco Garrido Fernandes, que instaurou inquérito para apurar a ocorrência, o professor e a diretora da escola já foram intimados e deverão prestar depoimento na próxima segunda-feira. Caso seja condenado por "apologia ao crime", o professor poderá receber punição de três a seis meses de detenção. "É um delito de menor potencial ofensivo e se o juiz condenar pode aplicar pena de prestação de serviços", explicou ele, respondendo que não tem conhecimento da existência de bandidos na cidade com os apelidos de "Zaróio", "Biroka", "Jamanta", "Rojão", "Chaveta" e "Pipôco", que foram utilizados como personagens nas questões.


Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que após receber as informações da ocorrência da direção da escola, determinou, nos termos da lei, a instauração de procedimento preliminar para apuração de responsabilidades e também o afastamento do docente. "Enquanto não houver a conclusão desse procedimento, a administração não dará mais informações sobre o caso, pois terá de atuar como instância de decisão, não podendo, portanto, correr o risco de caracterizar prejulgamento", afirma o comunicado.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/18/professor-e-acusado-de-apologia-ao-crime-em-santos-sp.jhtm

Prouni abre inscrição para segunda etapa nesta 2ª

Da Redação
Em São Paulo
O Prouni (Programa Universidade para Todos) abre, nesta segunda-feira (21), as inscrições para a segunda etapa do programa. Agora, os candidatos que não conseguiram ser selecionados na primeira parte do programa ou não fizeram inscrição terão uma nova chance para obter bolsas de estudo no ensino superior. O prazo termina na quinta-feira (24).

Quem foi selecionado na primeira etapa não poderá concorrer novamente a bolsas, a não ser que tenha sido selecionado em um curso que não teve formação de turma. É possível escolher até três opções de curso e instituição.

As inscrições podem ser feitas pelo http://siteprouni.mec.gov.br/, informando o número de inscrição no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 e o número do CPF.

Veja o cronograma desta fase:
SEGUNDA ETAPA
Datas
Inscrições 21 a 24 de fevereiro
Primeira chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 27 de fevereiro
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 28 de fevereiro a 4 de março
Segunda chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 13 de março
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 14 a 17 de março


Requisitos para o Prouni

Para se inscrever no programa de concessão de bolsas, os candidatos devem ter realizado o Enem 2010, com resultado mínimo obtido de 400 pontos na média das cinco notas do exame e nota de redação acima de zero.

Para concorrer a bolsas integrais é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Além disso, o estudante não pode ter nenhum diploma de curso superior e deve, ainda, atender a um dos critérios:

* ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
* ter cursado o ensino médio completo em instituição
privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
* ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral na instituição privada;
* ser portador de deficiência;
* ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de pessoal permanente da instituição pública

O que é o Prouni

O Prouni foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005. Segundo o MEC, ele tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes do ensino superior em instituições privadas. As instituições que aderem ao programa recebem isenção de tributos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/21/prouni-abre-inscricao-para-segunda-etapa-nesta-2.jhtm

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...