sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Governo do estado adia decisão sobre promoção e progressão

Nem todas as pendências entre o governo do estado e os professores da rede foram resolvidas ontem (21), durante uma reunião com a APP/Sindicato, no Palácio das Araucárias, em Curitiba. O governo, no entanto, confirmou o pagamento do 13.º salário e dos salários atrasados dos professores e funcionários com contratos PSS (Processo Seletivo Simplificado) para hoje (22) e atendeu ao pedido do sindicato sobre o recesso para os funcionários de escola neste final de ano. O recesso para os funcionários de escolas acontecerá de 24 de dezembro de 2010 a 02 de janeiro de 2011.

O caso dos pagamentos das promoções e das progressões em atraso ficou para amanhã, quinta-feira. O secretário de Controle Interno do governo, Cícero Oliveira, informou que a secretaria da Fazenda (Sefa) solicitou prazo até amanhã (23) para apresentar um quadro financeiro sobre as possibilidades ou não dos pagamentos dos atrasados.

Distribuição de aulas - A APP/Sindicato solicitou ao secretário que fosse adiado o processo de distribuição de aulas para o próximo ano. Para a entidade, a distribuição poderia ocorrer no início de fevereiro. Isso porque, segundo a APP, a categoria tem demonstrado grande descontentamento em relação à forma que esse processo está sendo realizado.

Os professores alegam que há vários recursos de educadores em relação ao concurso de remoção que ainda não foram analisados, o que os deixariam com prejuízos no processo da distribuição de aulas. O secretário Cícero Oliveira disse que levará a demanda ao secretário de Educação para verificar a possibilidade da mudança de prazo.

Outra preocupação é que também há um problema ocorrendo com os professores que optaram pelo cargo de 40 horas, sobretudo em relação à classificação desses profissionais. Esse assunto - que também foi discutido na reunião de ontem - voltará a ser debatido com o vice-governador eleito e futuro secretário de Educação, Flávio Arns. O secretário Cícero afirmou que, se houver entendimento com o novo secretário, o procedimento poderá ser alterado.
retirado do site:http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/1216_Governo-do-estado-adia-decisao-sobre-promocao-e-progressao

PF aponta novas fraudes em exames da OAB

CAROLINA LEAL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A Operação Tormenta (que investiga irregularidades em diversos concursos públicos), da Polícia Federal, encontrou novos indícios de fraudes em três exames da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), todos realizados em 2009. Em 2010, a segunda fase do exame já tinha sido anulada por suspeita de vazamento do gabarito da prova.

A PF já pediu todos os documentos à entidade organizadora do exame, o Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos) da UNB (Universidade de Brasília), para identificar os candidatos que foram beneficiados pelas irregularidades.

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, disse que os envolvidos terão o exercício profissional suspenso preventivamente e, em seguida, a carteira de advogado cassada. "Quem entra na Ordem pela porta dos fundos vai sair pela porta dos fundos", afirmou.

Cavalcante disse ainda que não há chance do concurso ser anulado, porque a fraude teria sido localizada, beneficiando determinadas pessoas sem atingir todo o exame. "Seria impossível agora, depois de já ter feito compromisso de mais de 60 mil candidatos, anular esses exames." Ainda não se sabe, no entanto, quais Estados foram afetados pelas irregularidades.

Em relação aos problemas, o presidente diz acreditar que não afetam a credibilidade do exame. "Onde o ser humano está presente sempre vai haver tentativa de fraude, de corrupção. A gente tem que sempre ampliar os mecanismos de segurança para evitar isso."

O Cespe informou que já encaminhou as informações solicitadas pela Polícia Federal. O centro de seleção, no entanto, não quis dar detalhes do material.

FRAUDES

A prova anulada de 2010 foi a primeira feita de forma unificada no país inteiro --18.720 candidatos, em 155 cidades do país, realizaram o exame.

Segundo a comissão de exame da OAB em São Paulo, a irregularidade que levou à suspensão foi detectada durante a aplicação da segunda fase da prova prático-profissional de direito penal, no dia 28 de fevereiro.

De acordo com a OAB, o candidato escondia as questões em uma folha de papel encontrada em um livro de consulta. Algumas delas estavam datilografadas e outras, manuscritas.

Ao ser flagrado, o candidato foi retirado da sala. A OAB informou que o candidato se recusou a revelar como conseguiu as questões.

Mais tarde, em julho de 2010, cerca de cem pessoas foram indiciadas pela Operação Tormenta por fraudes em concursos públicos. --além da segunda fase da OAB, também foram alteradas as provas de concursos da Polícia Federal, da Receita Federal, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Anac (Agência Brasileira de Aviação Civil).

Segundo a polícia, o grupo atuava em todo o país fazendo o aliciamento de pessoas com acesso prévio às questões da prova. Depois, a quadrilha fazia o repasse das respostas por ponto eletrônico durante a prova ou indicava uma pessoa mais preparada para fazer o exame no lugar do cliente.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/867244-pf-aponta-novas-fraudes-em-exames-da-oab.shtml

Liberado o resultado da 1ª fase, com 117,6 mil alunos pré-selecionados

Portal do MEC
Está liberado para consulta pela internet o resultado em primeira chamada da primeira edição deste ano do Programa Universidade para Todos (ProUni). Nesta primeira chamada, foram pré-selecionados 117.644 candidatos — 79.823 para bolsas integrais e 37.821 para parciais.

Os pré-selecionados a vagas em instituições particulares de educação superior têm, agora, prazo até 4 de fevereiro, para comparecer à instituição de ensino na qual foram aprovados e confirmar as informações declaradas ao fazer a inscrição, além de providenciar a matrícula.

Após esse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada de candidatos, em 11 de fevereiro.

Até as 23h59 de terça-feira, 25, o programa registrou a inscrição de 1.048.631 candidatos para as 123.170 bolsas de estudo — 80.520 integrais e 42.650 parciais, de 50% da mensalidade — em aproximadamente 1,5 mil instituições de educação superior de todo o país. O número de candidatos é o maior já registrado na história do programa, criado em 2004, e supera os 822 mil do processo de 2010, até então a maior marca.

Assessoria de Imprensa da Sesu

Confira o resultado da primeira chamada

Confira o número de candidatos pré-selecionados por unidade da Federação

Confira o número de inscritos por unidade da Federação

Palavras-chave: ProUni, inscrição, resultado

Mais de 110 mil candidatos obtêm média para certificação

Portal do MEC
Cerca de 110 mil pessoas com mais de 18 anos (na data da prova, realizada no início de novembro do ano passado) estão aptas a obter a certificação do ensino médio. Ao participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, com esse objetivo, elas obtiveram os 400 pontos em cada uma das quatro áreas do conhecimento avaliadas e 500 na redação.

A relação dos candidatos com avaliação suficiente para conseguir a certificação está disponível na página eletrônica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A consulta pode ser feita por estado e município. O sistema de consulta facilita o processo de matrículas dos participantes que venham a ser aprovados em processos seletivos diversos. Isso porque o cronograma de matrículas e o recebimento formal do diploma podem apresentar datas diferentes.

Desde 2009, a certificação para o ensino médio ocorre por meio da prova do Enem. A emissão do certificado, porém, é de competência das secretarias estaduais de educação. Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e os centros federais de educação tecnológica também podem fazer a certificação com base nos resultados do Enem.

Saiba mais sobre a certificação pelo Enem na página eletrônica do exame.

Assessoria de Imprensa do Inep

Palavras-chave: ensino médio, certificação

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Licenciatura em espanhol é um dos cursos mais concorridos

Portal do MEC
A primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registrou 7,2 mil candidatos concorrentes a 175 vagas em cursos de licenciatura em espanhol, oferecidos por sete universidades federais de Pernambuco, Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Roraima. A primeira chamada foi encerrada no dia 20 de janeiro.

O campus sede da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) liderou a lista das sete instituições mais procuradas pelos concorrentes. O campus abriu 40 vagas e teve 3.618 inscritos, o que significa 90,45 concorrentes por vaga. A relação candidato-vaga do curso de espanhol da UFRPE só foi superada por oito dos 24 cursos de medicina participantes do Sisu.

A segunda instituição que registrou maior procura na licenciatura em espanhol foi a Universidade Federal do Maranhão (UFMA). No campus do Bacanga, 813 inscritos concorreram a 20 vagas, o que dá 40,65 candidatos por vaga. Na Universidade Federal do Ceará, o Sisu registrou 1.271 concorrentes para 50 vagas, o que representa 25,42 candidatos por vaga.

Também ofereceram licenciatura em espanhol no Sisu as universidades federais Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), do Amazonas (UFAM), da cidade mineira de Alfenas (Unifal), do Paraná (UFPR) e de Roraima (UFRR).

Ensino médio – Entre os motivos relacionados com a maior busca pela licenciatura em letras espanhol está o ensino obrigatório da língua na educação média pública. A obrigatoriedade está estabelecida na Lei nº 11.161, de 8 de agosto de 2005, com implantação gradativa durante cinco anos.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Educação superior, seleção unificada, Sisu, licenciatura

Total de inscritos passa de 1 milhão; resultado sai na sexta-feira, 28

Portal do MEC
O Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou, até as 23h59 de terça-feira, 25, a inscrição de 1.048.631 candidatos para as 123.170 bolsas de estudo — 80.520 integrais e 42.650 parciais, de 50% da mensalidade — em aproximadamente 1,5 mil instituições de educação superior de todo o país. O número de candidatos é o maior já registrado na história do programa, criado em 2004, e supera os 822 mil do processo de 2010, até então a maior marca.

O resultado em primeira chamada será divulgado na sexta-feira, 28, na página eletrônica do programa. Até 4 de fevereiro, o candidato pré-selecionado deve comparecer à instituição de ensino na qual foi aprovado para confirmar as informações declaradas na inscrição e fazer a matrícula.

Após esse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada de candidatos, em 11 de fevereiro.

Assessoria de Imprensa da Sesu

Confira o número de inscritos por unidade da Federação
Palavras-chave: ProUni, inscrição, resultado

VOLTA ÀS AULAS: Para especialistas, estudante deve evitar malas de rodinhas e com muitos bolsos

Da Redação
Em São Paulo
Mochilas com rodinhas, cheias de compartimentos e bolsos, estão entre as preferidas das crianças, mas são as menos indicadas por quem entende da saúde dos pequenos.
Na volta às aulas, os pais devem dizer "não" a esses modelos, que, segundo fisioterapeutas e ergonomistas, podem pôr em risco coluna e musculatura dos estudantes.
Ao forçarem apenas um lado do corpo, as malas de rodinhas são prejudiciais à postura, aponta Antônio Renato Pereira Moro, ergonomista da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Outro problema das mochilas de rodinhas é a estrutura delas, geralmente em metal, o que as torna mais pesadas. Na hora de subir e descer escadas, a criança faz um esforço muscular maior que o adequado.
"As rodinhas mal resistem às nossas calçadas. Além disso, muitos alunos só andam de carro. Esse tipo de mochila não faz sentido para tais condições", diz Moro.

E se a criança insistir no modelo? Para a professora de fisioterapia do Mackenzie Susi Fernandes, a solução é instruir a criança a carregar o material corretamente: com as duas mãos para trás do corpo, para distribuir o peso. Para subir degraus, a mochila deve voltar para as costas, como se fosse uma mala convencional
Peso ideal
Os bolsos também podem ser vilões da coluna das crianças. Apesar da impressão de que o material escolar ficará mais organizado, eles podem levar a criança a encher a mochila com objetos desnecessários - o que significa peso a mais, alerta a professora de fisioterapia.

Uma lei municipal paulistana de 2002 determina que o peso das mochilas não pode passar de 10% do peso da criança. Se um aluno pesa 30 kg, deve carregar apenas 3 kg nas costas.

Faltam estudos que relacionem o peso das mochilas a problemas ortopédicos, mas os especialistas apontam os riscos. "A criança está se desenvolvendo e não deve fazer muita tensão em partes isoladas no corpo, para que não haja alteração no crescimento", diz a fisioterapeuta Yeda Bellia.


A matéria-prima da mochila também é outro fator a ser levado em conta: o melhor é optar por lonas finas ou emborrachados. "Não adianta escolher materiais que pareçam ter maior durabilidade ou malas muito estruturadas. O prejuízo para as crianças pode ser muito grande", diz Susi Fernandes.

Além de agravar ou causar dores, o excesso de peso pode ter outras consequências na vida da criança, segundo a pesquisadora. Ela cita as "alterações posturais, como lombalgia crônica (dor na coluna), escoliose (desvio lateral da coluna) e hipercifose (corcunda)".

O consenso entre especialistas para a melhor forma de transportar carga é junto ao corpo e de forma simétrica. "Para as crianças, o ideal é levar a mochila com as duas alças nos ombros e presas com cinto abdominal, que permite maior estabilidade", sugere Fernandes.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/27/volta-as-aulas-para-especialistas-estudante-deve-evitar-malas-de-rodinhas-e-com-muitos-bolsos.jhtm

Matrícula de aprovados no Sisu começa nesta quinta-feira

Da Redação*
Em São Paulo
A matrícula dos estudantes aprovados no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) se inicia nesta quinta-feira (27); é possível fazer o registro também nesta sexta (28) e na segunda-feira (31). Foram convocados 82.949 candidatos; veja a lista no site do Sisu.

A documentação necessária para se matricular deve ser consultada no boletim individual, disponível no sistema e na própria instituição. O horário de funcionamento das instituições também deve ser consultado junto às universidades e institutos federais participantes.

Primeira chamada
Resultado 24 de janeiro
Matrícula dos candidatos selecionados 27, 28 e 31 de janeiro
Há mais duas chamadas e a lista de espera. Se o candidato foi aprovado em sua primeira opção na primeira chamada, será automaticamente retirado do sistema, fazendo ou não sua matrícula na instituição. Ou seja: ele não poderá participar das outras chamadas do Sisu. Essa norma vale para aprovações em primeira opção nas próximas chamadas do Sisu. Veja o calendário:

Segunda chamada
Resultado 4 de fevereiro
Matrícula dos candidatos selecionados 8 e 9 de fevereiro
Terceira chamada
Resultado 13 de fevereiro
Matrícula dos candidatos selecionados 15 e 16 de fevereiro
Lista de espera
Declaração de interesse em participar da lista 13 a 17 de fevereiro
Entre os dias 16 e 20 de janeiro, o sistema recebeu 2.020.157 inscrições, feitas por 1.080.194 candidatos. O número de inscritos representa aproximadamente um terço do total de candidatos que participaram do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010.

Problemas
O Sisu foi marcado por problemas de informática e uma batalha judicial que continuou até depois de o sistema ter sido fechado, em 20 de janeiro. Questionado sobre as falhas, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o ministério precisa reforçar sua área de infraestrutura de tecnologia da informação.

Haddad negou ainda que tenha havido falha de planejamento. Ele disse que aguarda, em menos de 30 dias, resultado de uma auditoria para saber a origem dos problemas no sistema. Adiantou, no entanto, que suspeita que o erro tenha origem na configuração de uma das máquinas que foram substituídas no meio do processo. “Sei o que não causou: não foi falta de planejamento, nem [falha de] internet, nem rede, nem capacidade de rede, não foi aplicativo”, disse.

Superior Tribunal de Justiça
Na sexta (21), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) cassou todas as liminares das Justiças Federais dos Estados contra o Sisu. “Juízes de primeira instância estavam tomando decisões incoerentes entre si. Isso torna qualquer procedimento executivo inviável", disse Haddad em entrevista coletiva. "Como pode o Poder Público atender uma e deixar de atender a outra?”, questionou.

Segundo o STJ, seria um risco manter as decisões das Justiças Federais dos Estados, por representar um "conflito de competências". A decisão foi do ministro Félix Fischer, que afirmou que "o deferimento indiscriminado de liminares" para prorrogar prazos do Sisu iria ter impacto no calendário das instituições, "ocasionando, também, prejuízos àquelas instituições e estudantes que se valem do Prouni (Programa Universidade para Todos)".

Batalha jurídica
Com essa decisão, cai a liminar que permitia o acesso à correção das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Já havia caído a liminar que prorrogava as inscrições do Sisu apenas para o Rio de Janeiro. O MEC fechou o sistema ontem e não o reabriu na manhã desta sexta (21), apesar da decisão da Justiça.

Durante a quinta-feira (20), houve uma batalha jurídica o MEC e a Justiça Federal em vários Estados. A Justiça Federal no Ceará autorizou o acesso à correção das provas do Enem 2010 e a possibilidade de entrar com recursos, caso houvesse irregularidades no resultado.

Pouco antes, a Justiça Federal em Pernambuco também já havia negado o pedido de a suspensão do funcionamento do Sisu, que havia sido feito pelo MPF/PE.

Já em São Paulo, um estudante conseguiu uma liminar para ter acesso às provas, conforme divulgou a Justiça Federal no Estado no começo da noite desta quinta. O candidato afirma ter preenchido corretamente a cor do caderno de questões e assinado a ata de sala (que confirma sua presença no segundo dia de provas). No entanto, ele diz que teve suas notas zeradas.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/27/matricula-de-aprovados-no-sisu-comeca-nesta-quinta-feira.jhtm

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Bacharelado Interdisciplinar é porta de entrada na UFABC

Portal do MEC
A UFABC adota desde 2010 a nota do Enem como única forma de ingresso.O candidato interessado em uma das 1700 vagas da universidade deve se inscrever no SiSU (Sistema de Seleção Unificada) até quinta-feira (20).

O calouro ingressa na UFABC em um dos dois bacharelados interdisciplinares: Bacharelado em Ciência & Tecnologia (BC&T) ou Bacharelado em Ciências & Humanidades (BC&H). A partir do curso de ingresso, o aluno pode matricular-se em outra graduação de cunho específico ou iniciar um programa de pós-graduação.

O Bacharelado em Ciência & Tecnologia dá acesso a oito engenharias, cinco bacharelados e quatro licenciaturas. O egresso do Bacharelado em Ciências & Humanidades tem como opção três bacharelados e uma licenciatura.

Confira as opções de ingresso pelo Bacharelado Interdisciplinar:

Cursos em que o aluno pode se matricular após o ingresso no bacharelado interdisciplinar
Engenharias
Formações específicas - BC&T
Engenharia Ambiental e Urbana Engenharia de Gestão
Engenharia Aeroespacial Engenharia de Materiais
Bioengenharia Engenharia de Informação
Engenharia de Energia Engenharia de Instrumentação, Automação e Robótica
Bacharelado
Formações específicas - BC&T Formações específicas - BC&H
Ciências Biológicas Filosofia
Ciência da Computação Ciências Econômicas
Física Políticas Públicas
Matemática
Química
Licenciatura
Formações específicas - BC&T Formações específicas - BC&H
Ciências Biológicas Filosofia
Física
Matemática
Química

Assessoria de Comunicação Social
Retirado do site:http://sisu.mec.gov.br/noticias.html?item=2

Professor universitário de instituição pública tem mais titulação e se dedica mais tempo que docente de rede particular

Ana Okada
Em São Paulo
No ensino superior público, 75% dos docentes são doutores ou mestres; no particular, esse percentual chega a 55%. Os dados foram divulgados no Censo da Educação Superior de 2009, divulgados nesta quinta-feira (13). O país registra um total de 307.815 docentes, sendo 340.817 em exercício e 18.272 afastados.



Dentre os professores de universidades, faculdades, centros universitários e institutos federais a titulação está distribuída da seguinte forma:

Doutores: públicas (48%); particulares (14%);
Mestres: públicas (27%); particulares (41%);
Especialistas: públicas (14%); particulares (38%);
Graduados: públicas (11%); particulares (7%).

De 2008 para 2009, a quantidade de funções docentes cresceu 6%; a maior demanda por professores universitários foi a de doutores (16%). O professor padrão das instituições públicas é homem, tem 44 anos, é brasileiro, doutor e trabalha em regime integral. Já o docente de faculdade particular é mais jovem, com 34 anos, também homem e brasileiro, é mestre e trabalha em regime horista.

Regime de trabalho
Nas públicas, a maioria dos professores trabalham em tempo integral (78,9%); já nas particulares, a maioria é horista (53%) e só 21,5% está em regime integral. De acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), do MEC (Ministério da Educação), é aconselhável que pelo menos um terço do corpo docente trabalha em tempo integral.

A legislação também prevê que pelo menos um terço dos docentes seja mestre ou doutor; os dois tipos de instituições contemplam essa diretriz.
Retrirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/14/ensino-superior-publico-tem-mais-professores-mestres-ou-doutores.jhtm

Férias para quê?

Por Içami Tiba
Apesar de todos os que pelo trabalho produzem algo que possa gerar dinheiro quererem usufruir das suas férias, nem todos conseguem “tirar suas férias” adequadamente. Para quem tem serviço próprio, as férias tomam espaços aleatórios e não raros são ocupados pelo próprio serviço. Os assalariados recebem férias obrigatórias. Os feriantes podem fazer o que quiserem com suas férias, inclusive vender este tempo ao seu próprio patrão e continuar o serviço que estava fazendo... Férias tem o sentido de descanso pelo que foi feito e preparo para o que precisa ainda ser feito.

Das 8.760 horas anuais existentes, descontando 2.680 horas que dorme, 1.920 que trabalha regularmente 8 horas por dia e 720 horas de férias, ficarão 3.440 horas, incluindo feriados e finais de semana, que serão consumidas pelo custo e estilo, voluntário ou imperioso, de vida em: filas; trânsitos; afazeres pessoais; comer e cuidar-se; dormir; amar; compromissos outros de complementação de renda; obrigações sociais e familiares; lazer e diversão; esportes e cuidados com a saúde; investimentos profissionais etc. A qualidade de vida não se mede somente pelas férias, mas pelas 3.440 horas durante os 11 meses de trabalho.

Você nunca fez esta conta? Para 720 horas de férias anuais, desperdiçamos 3.440 horas por ano em estilo de vida que levamos. Cada um sabe onde, quanto e como consome estas horas feriadas. Se não souber, é bom que saiba para ser dono, e não escravo, do seu tempo.

Profissões há como a dos professores, que além das horas trabalhadas nas aulas, consomem horas feriadas para o trabalho extra-aulas. Todas as profissões alheias parecem o gramado do vizinho que é sempre mais verde que o nosso. Cada um sabe dos próprios sacrifícios, mas desconhece os dos vizinhos.

Não é para classificar qual é a melhor profissão, mas a dos professores em salas de aulas não é das mais fáceis. Já ouvimos muitos arautos do futuro dizendo que a salvação do Brasil está nas mãos dos educadores. É preciso muita sabedoria para poder usufruir das merecidas férias e não simplesmente consumi-las.

Férias escolares quem tem são os alunos porque professores entram em recesso, que não é férias, pela obrigação que têm de estarem à disposição da Instituição do Ensino para atividades que envolvam reuniões e workshops pedagógicos, avaliações, planejamentos e preparações para o semestre seguinte. Os professores têm direito às férias como outros profissionais, marcadas de acordo com as diretrizes da Instituição. É preciso muita sabedoria para saber usufruir e não se deixar levar pelo ritmo dos outros não feriantes.

Dentro do possível, professores poderiam desfrutar da falta de compromisso e horários para alimentar o corpo e a alma com o que realmente lhes seja prazeroso: cuidar-se; leitura, música, teatros, filmes, televisão, Internet, jogos que ficaram para trás; dar-se um SPA; viajar com amigas; folgar como jovem em casa; atividades manuais sem correria nem obrigatoriedade etc.

Professores sufocados podem ser levados pelo próprio costume a se sufocarem para manterem as folgas alheias – familiares, amigos, parentes – e transformarem suas férias em pesadelos que geram necessidades de voltar urgentemente ao trabalho, doce trabalho!
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2011/01/05/ferias-para-que.jhtm

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Projeto de teatro em escola goiana incentiva vocações

Portal do MEC
Portal do Professor
O Colégio Estadual Manoel Vilaverde, no município goiano de Inhumas, desenvolve desde 2007 um projeto de teatro, com bons resultados. Com a participação de alunos de diversas turmas de ensino médio – único nível de ensino oferecido na escola – o projeto interdisciplinar Interfaces – O Teatro está em nós cresceu e ultrapassou os muros da escola, despertando vocações.

De acordo com o professor José Carlos Henrique, um dos responsáveis pelo projeto, alguns estudantes continuam envolvidos com o teatro mesmo depois de terem concluído o ensino médio, seja fazendo curso superior na área teatral ou, então, trabalhando com teatro, embora façam outra formação universitária.

Surgido inicialmente como uma experimentação da linguagem teatral e suas possibilidades no contexto educacional, o projeto Interfaces também buscava uma experiência interdisciplinar. “Sempre nos norteou a perspectiva de um trabalho ‘costurado’ com outras disciplinas, o que ampliava as possibilidades de aprendizagem e outras vivências”, explica José Carlos, que é formado em história e em artes cênicas e mestrando em história.

Segundo ele, a idéia inicial das encenações partiu de uma parceria entre as disciplinas arte, história e química, na abertura de uma feira de ciências onde foi feito um retrospecto das principais descobertas científicas do homem ao longo da história. Com o passar do tempo, foram surgindo novos caminhos para as encenações, a partir de textos coletivos vinculados à realidade. “Pensava-se em um problema social e, em seguida, em sua possível solução. Isto gerou uma troca de informações e, claro, nos possibilitou irmos além no trabalho à medida que as discussões avançaram”, salienta o professor.

Em 2009, preparam uma apresentação sobre os problemas ocasionados pelo uso de drogas. A idéia central era de relembrar os 40 anos do Festival de Woodstock. “Após lançarmos a idéia da peça, colocamos literalmente a ‘mão na massa, com todo o processo de preparação do espetáculo” relembra. Fizeram pesquisas de figurino, assistiram o filme Hair, que relembra o período do movimento hippie, ouviram músicas da época e foram preparando a trilha sonora. Ao mesmo tempo, foram pesquisando sobre os efeitos de determinadas drogas no organismo. A encenação, com cerca de hora de duração, contou com 40 alunos envolvidos, sendo 22 integrantes do projeto e os demais que se mostraram interessados em participar e foram inseridos no processo. “A apresentação superou nossas expectativas quanto à receptividade e alcance”, diz o professor.

Em 2010, o colégio implantou algumas disciplinas optativas e o Interfaces foi inserido na disciplina de artes cênicas, oferecida nos turnos matutino e vespertino. O trabalho foi centrado, primeiramente, em jogos de socialização e sensibilização e, posteriormente, na criação de encenações pelos alunos. Reunidos em grupos, eles deviam elaborar esquetes sobre os temas enfocados – tais como família e geriatria, – construindo diálogos por meio da improvisação. Segundo José Carlos, os alunos relataram, este ano, que as aulas de teatro proporcionaram uma maior concentração nos estudos, além de facilitarem a socialização aos mais tímidos, até mesmo no caso de apresentação de trabalhos em outras disciplinas.

(Fátima Schenini)

Textos de pensadores compõem acervos distribuídos a escolas

Portal do MEC
Os professores das redes públicas da educação básica de estados e municípios, que lecionam nas áreas urbanas e rurais, vão encontrar nas suas escolas, no início do ano letivo, livros especialmente editados para eles. É a Coleção Educadores, que reúne 31 autores brasileiros e 30 pensadores estrangeiros que exercem influência sobre a educação nacional. A coleção inclui ainda o Manifesto dos Educadores e um índice. No total, 63 livros.

A coleção, lançada em novembro de 2010, durante as comemorações dos 80 anos de criação do Ministério da Educação, vai também para as bibliotecas públicas do país e de universidades, para as faculdades de educação e para todas as secretarias estaduais e municipais de educação.

A distribuição das coleções é feita pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O cronograma prevê que a última postagem nos correios será feita na próxima segunda-feira, 31, para que as obras estejam nas escolas no início do período letivo.

As escolas receberão quantidades diferentes de livros, segundo a matrícula registrada no Censo Escolar. As 53,8 mil escolas com até 50 estudantes, receberão um acervo de 11 livros; as 30,9 mil com 51 a 200 matrículas, um acervo de 21 obras; as 26,5 mil escolas com 201 a 500 alunos, um acervo de 63 livros; e as 24,6 mil escolas com mais de 500 matrículas, dois acervos de 63 livros.

Coleção – A Coleção Educadores, que começou a ser organizada pelo MEC em 2006, integra as iniciativas do governo federal de formação inicial e continuada de professores das redes públicas estaduais e municipais. Cada volume traz uma apresentação do ministro da Educação, Fernando Haddad, um ensaio sobre o autor, a trajetória de sua produção intelectual na área, uma seleção de textos — corresponde a 30% do livro — e cronologia. A última parte apresenta a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada volume tem, em média, 150 páginas.

Manifestos – Faz parte da coleção a reedição de dois manifestos subscritos por expoentes da educação e da cultura do país e dirigidos à população e aos governos. Um é de 1932, subscrito por 24 personalidades, e o outro, de 1959, que teve a adesão de 161 educadores e intelectuais. Na apresentação da obra, o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que os documentos “assinalam etapas importantes da luta e sinalizam caminhos de impressionante atualidade”.

Ionice Lorenzoni

Confira a tabela da distribuição dos livros

Confira os autores que integram a coleção e os tipos de kits que vão para as escolas públicas.

Palavras-chave: Educação básica, formação do professor, Coleção Educadores

Disputa por poder é a engrenagem da relação aluno-escola

Por Glenda Almeida
Da Agência USP
As reformas pretendidas para a Educação devem tomar muito cuidado com a visão simplista de que o aluno é o culpado de tudo. Segundo o sociólogo Marcel Engelberg, são as experiências do cotidiano escolar que produzem o conceito de aluno. E uma vez que as experiências são sempre diferentes para cada estudante e para cada escola, a concepção do que é ser aluno não pode ser vista como algo estático, já pronto. “Esse tipo de olhar prejudica as possíveis reformas, que tem se limitado à ótica do professor e da coordenação, baseada na perigosa dicotomia ‘aluno comportado e aluno bagunceiro’”, ressalta.


A pesquisa de mestrado do sociólogo, cujo título é "A invenção cotidiana do aluno: relações de poder, experiências escolares e possibilidades de existência", foi baseada nas ideias do filósofo Michel Foucault sobre o conceito de “relações de poder”. Para Foucault, uma relação de poder é construída a partir das possibilidades de reação, de negociação e de disputa pelo exercício de poder sobre os outros.


O que Engelberg fez por meio de sua pesquisa foi aplicar esse conceito à questão da Educação, considerando que nas relações escolares, ou seja, nas cenas do cotidiano, o aluno é produzido e é capaz de produzir efeitos também lutando, reagindo e interferindo nas ações, decisões e situações escolares.


Disputa em sala
“Um mesmo aluno pode ser muito dedicado em uma aula e extremamente indisciplinado em outra”, afirma Engelberg, que defendeu seu mestrado em outubro de 2010, na Faculdade de Educação (FE) da USP. Segundo o pesquisador, isso acontece porque a escola não é a detentora de poder sobre o aluno, e nem o professor, como muitos ainda pensam.


“O que existe é uma disputa, em que, na relação dinâmica aluno-escola, esse “poder” se torna reversível, ou seja, está em exercício e não em detenção ou posse de alguns perante os outros. Assim, alguns professores conseguem exercer melhor certo poder sobre o aluno, com uma mistura de respeito, condução da ação e obtenção de certos efeitos”, explica o sociólogo. ”Uma vez que alunos e professores estão em constante disputa pelo exercício de poder, o resultado são alunos ora disciplinados, ora não, dependendo de cada aula, professor ou relação estabelecida com a escola”.


Dessa forma, as relações e disputas desenvolvidas no cotidiano escolar devem ser sempre consideradas com atenção pelas instituições de ensino, segundo Marcel. “Há uma variabilidade muito grande de cenas cotidianas, de relações aluno-professor, aluno-aluno, aluno-direção. Todas as cenas funcionam como exemplo de jogos e relações de poder, e exigem da escola uma postura e uma metodologia que leve em consideração um olhar múltiplo, procurando enxergar o aluno sem ser somente pelos ‘documentos oficiais’, ou seja, pelas notas das provas, ou advertências, por exemplo”, conclui o autor em sua pesquisa.


De acordo com Engelberg, o aluno que se comporta sempre com indisciplina pode, por exemplo, estar se valendo do rótulo de “aluno indisciplinado” para conquistar seu espaço na escola, fazendo com que os professores passem a agir com ele com bastante cautela. Assim, o sociólogo exemplifica como os estudantes podem jogar com os rótulos, perseguindo seus interesses, assim como a pórpria escola também joga, buscando os seus.


O aluno é uma invenção
O diferencial deste estudo, orientado pela professora Hanna Cecilia Mate, está na busca por mergulhar nas cenas escolares, e tentar perceber as disputas e as dificuldades dos alunos, pela ótica dos próprios alunos. “Não fui procurar a desgraça do ensino público, ou o que a escola sempre faz de errado. Fui colocar o foco no aluno, sem querer julgar questões sobre o conteúdo específico que é ensinado em sala de aula, ou se o conteúdo está ou não adequado.”


Para o sociólogo, portanto, o ser que ocupa o rótulo de aluno possui características e atitudes não tão definidas como se imagina, sendo fruto de inúmeras possibilidades e experiências que estão a todo momento em construção. “Ser aluno é uma invenção, uma produção muito subjetiva e variável, que depende sempre da análise dos próprios alunos sobre suas experiências”, constata.


O pesquisador diz ainda que as experiências diferentes, vividas por diferentes estudantes, de diferentes escolas, podem, inclusive, diferenciar os alunos quanto as instituições das quais fazem parte. “Um aluno de escola particular vive experiências muito diferentes de um estudante de escola pública. Essas experiências distintas formulam “rótulos” diferentes, que diferenciam um aluno de outro de maneira muito particular e relativa”, acrescenta.


A pesquisa foi realizada em uma escola pública, estadual, localizada em um bairro da região central da cidade de São Paulo. O sociólogo escolheu uma instituição não periférica, sem destaque na mídia, justamente porque o foco do estudo era observar os alunos em relação com a escola, e não os problemas da escola em si. Os estudantes foram observados, nos diversos espaços e momentos do cotidiano escolar, ao longo do período compreendido entre os anos de 2007 e 2010, enquanto cursavam o ensino médio.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/21/disputa-por-poder-e-a-engrenagem-da-relacao-aluno-escola.jhtm

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Escolas cobram taxa ilegal de material

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

Colégios não podem cobrar por pacote de material escolar sem especificar itens e dar aos pais outra opção.
Entidades de defesa do consumidor dizem que a cobrança obrigatória, que é bastante comum, constitui venda casada
Colégios particulares de São Paulo impõem, de maneira considerada ilegal por entidades de defesa do consumidor, o pagamento de taxa de material escolar, que pode chegar a R$ 1.200.
Sob argumento de facilitar a vida dos pais, as escolas tornam a cobrança compulsória, sem deixar alternativa para pesquisa de preços, e não especificam exatamente como o dinheiro será gasto.
Elas apenas avisam que a cobrança será feita por boleto bancário ou estará inclusa na mensalidade escolar.
Segundo o Procon e o ProTeste, a prática constitui "venda casada" e os colégios podem ser multados por isso.
"A escola pode oferecer a taxa de material como um serviço, mas não pode impor que o pai faça o pagamento", diz a assistente de direção do Procon-SP, Valéria Cunha.
Além disso, segundo ela, outra prática comum e ilegal das escolas é exigir que o produto seja de certa marca ou adquirido na papelaria da escola, ou em outra específica.
A esteticista Paula Áquila, 42, pagou neste ano a tarifa de material de R$ 500 cobrada pela escola Carandá (zona sul), mas não sabe exatamente o que comprou. Ela diz que a escola também não disse que ela teria opção de adquiri-los em outro lugar.
Ela recebeu ainda outra lista para comprar por conta própria (com cadernos etc.).
Ao todo, gastou quase o equivalente a uma mensalidade, R$ 1.400, incluindo os livros.
De 17 escolas cujas listas foram analisadas pela reportagem, pelo menos 13 cobram a tarifa obrigatória. Algumas dizem que, se o pai contestar, poderá comprar o material por conta própria, mas não os avisam disso.
O Procon diz que é preciso avisá-los de antemão e não esperar o questionamento.
Entre as escolas que adotam a tarifa está o Santi, na zona sul, que pede R$ 700, sem especificar os itens ou dar opção para os pais.
O Miguel de Cervantes, na zona oeste, cobra R$ 100 anuais pelo material que será usado na aula de artes. O Humboldt, na zona sul, pede até R$ 70 por semestre.
Valéria, do Procon-SP, diz que nessas taxas podem estar papel higiênico e copos plásticos, gastos que constam na mensalidade.

LIVRARIAS
A lista de livros didáticos, que pode chegar a R$ 1.500 por aluno, também pode ser vantajosa para as escolas.
Muitas fazem acordos com livrarias para indicá-las e, em troca, recebem em descontos ou dinheiro vivo uma parcela das compras (de 5% a 10%).
A prática não é ilegal, desde que não prejudique o aluno, diz o Procon-SP. Sem especificar quais fazem o pedido, a Saraiva, que tem parceria com 400 escolas no Brasil, confirma a prática, assim como a Casa de Livros. Mas dizem que a "minoria" dos colégios pede esse bônus em dinheiro.
A maioria, diz a Saraiva, recebe em cartão-presente, que pode ser usado na compra de livro e computador.
A Livraria da Vila também confirma que tem acordo.
Mas diz que o pagamento só é feito em crédito para a compra de livros no local.
Das escolas cujas listas foram analisadas pela Folha, as que cobram a tarifa são: Pentágono, Castanheiras, Objetivo, Escola Viva, Humboldt, Miguel de Cervantes, Santi, Agostiniano Mendel, Pio XII, Equipe, Carandá, Pedroso e Santa Inês
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2201201101.htm

Aprovados no Sisu ignoram 176 vagas

DE BRASÍLIA
O Ministério da Educação antecipou a primeira chamada do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e divulgou ontem a lista dos 82.949 candidatos aprovados para vagas em universidades públicas e institutos tecnológicos.
Não houve interessados para 176 vagas. A forma de preenchimento delas será decidida pelas próprias instituições de ensino.

Os nomes dos aprovados estão disponíveis no site sisu.mec.gov.br. A matrícula deve ser feita nas próprias instituições de ensino nos dias 27, 28 e 31 deste mês.

As vagas que não forem preenchidas depois disso serão oferecidas nas segunda e terceira chamadas, cujo resultado sairá em 4 e 13 de fevereiro, respectivamente

Se elas não forem ocupadas depois disso, será feita uma lista de espera, que as universidades e institutos podem usar ou não.

A antecipação do resultado do Sisu aconteceu após uma liminar do Superior Tribunal de Justiça derrubar na sexta decisões de instâncias inferiores que permitiam aos candidatos recorrer de suas notas no Enem.

O funcionamento do sistema, na semana passada, foi marcado por problemas como lentidão no site e vazamento de dados de candidatos para seus concorrentes.

As falhas levaram o ministro Fernando Haddad (Educação) a ser cobrado pela presidente Dilma Rousseff, que pediu a ele explicações em uma reunião na sexta-feira no Palácio do Planalto.

Após a reunião, Haddad anunciou o cancelamento de suas férias, marcadas para o período de 22 a 30 deste mês.

Após uma semana sem se pronunciar, no mesmo dia o ministro deu uma entrevista em que reconheceu que houve demora do ministério para corrigir as falhas apresentadas pelo Sisu. Ele disse ter pedido um laudo para apurar o que causou a lentidão no site, mas negou que tenha havido falha de planejamento.

Desde o início dos problemas no Sisu já foram exonerados o presidente do Inep (instituto responsável pelo Enem), Joaquim José Soares Neto, e o coordenador-geral de Infraestrutura de Tecnologia da Informação do MEC.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/865050-aprovados-no-sisu-ignoram-176-vagas.shtml

Sucesso nos EUA, documentário faz crítica à cultura da alta performance nas escolas

HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA
Com um orçamento em torno de US$ 500 mil (R$ 835 mil), o filme já arrecadou mais de US$ 6 milhões (R$ 10 milhões) nos EUA e conquistou um lugar entre os 20 documentários de maior sucesso da história. Fez tudo isso sendo exibido em poucos cinemas. A maior parte da audiência estava em sessões comunitárias em escolas e templos.

Ainda mais notável, depois que as luzes se acendiam, as pessoas não iam embora, mas ficavam para debater o que tinham visto.

"Race to Nowhere" (corrida para lugar nenhum), da estreante Vicki Abeles, advogada e "mãe preocupada" convertida em cineasta, é um filme sobre educação. Mais especificamente, um filme com fortes críticas à cultura da alta performance que impera nos subúrbios de classe média alta dos EUA.

Ao longo das últimas décadas a população endinheirada que almeja colocar seus filhos numa universidade de elite cresceu mais do que a oferta de vagas nessas instituições. O resultado é uma competição cada vez mais acirrada, na qual até conceitos "A" tirados na 3ª série contam pontos e atividades extracurriculares como chinês e futebol podem fazer a diferença entre Harvard e uma faculdade "menor".

Muitos não aguentam tanta pressão. É esse lado menos brilhante da cultura da alta performance que o filme procura mostrar. E o faz interpolando comentários de especialistas a depoimentos de alunos que desenvolveram doenças psicossomáticas, abandonaram o curso, envolveram-se com drogas, aprenderam a colar nas provas. Há até a história de uma garota de 13 anos que se suicidou após fracassar num teste de matemática.

De um modo geral, tudo está bem encadeado e o documentário levanta várias questões importantes, algumas das quais valem não apenas para os EUA como também para o Brasil.

Será que não estamos impondo uma agenda muito apertada para nossos filhos? A questão do excesso de compromissos infantis, pelo menos nos estratos mais abastados, é um universal. A rotina típica inclui escola, curso de idiomas, atividade esportiva. Para os mais velhos, um pouco de voluntariado. No caso das grandes cidades brasileiras, ainda é preciso acrescentar o tempo perdido no trânsito.

Tudo isso é importante, mas o mesmo pode ser dito de ter algum tempo livre, até para que o cérebro possa processar o "input" que recebe.
PROVAS

Outro ponto relevante é o que o filme chama de excesso de provas. Não há dúvida de que é fundamental conseguir medidas tão objetivas quanto possível do desempenho de crianças, professores e escolas. Sem distinguir o que funciona do que não, é impossível melhorar.

Quando a avaliação se torna o ponto central da vida escolar, porém, surgem efeitos colaterais difíceis de lidar, como a cultura da "cola" e o estresse precoce experimentado por certas crianças.

Um capítulo à parte, mas que não vale tanto para o Brasil é o da lição de casa. Nos EUA, além de uma jornada escolar de sete horas, não raro seguida por três ou quatro horas de atividades extracurriculares, as escolas costumam exigir grande volume de leituras e tarefas para casa. Muitas vezes, um jovem no ensino médio precisa dedicar a elas mais três ou quatro horas diárias, que podem avançar madrugada adentro.

A carga parece tanto mais exagerada quando se considera que os testes comparativos internacionais mostram que não há uma correlação importante entre quantidade de lição de casa e desempenho acadêmico. Por essas e outras já há, nos EUA, um grupo de interesse voltado a acabar com a lição. Sua presidente é um dos personagens do documentário.

VIÉS DE CLASSE

Um ponto que o filme até menciona, mas ao qual talvez não dê a devida ênfase, é que existem recortes de classe social. A maioria dos norte-americanos não vive em subúrbios de classe média alta e, para eles, a situação é muito diferente. Para começar, esse grande contingente populacional nem cogita entrar nas universidades de elite. Suas ambições estão limitadas a instituições públicas e "community colleges".

O desafio para essas pessoas não é suportar a pressão, mas conseguir concluir o ensino médio e prosseguir mais com os estudos. É possível que, para essa população, os testes e lições de casa tenham um impacto mais positivo do que negativo.

Tal ponderação não tira o mérito do documentário de problematizar a cultura da alta performance. Embora limitada a uma classe social específica, ela gera dificuldades que precisam ser questionadas para dar lugar a aprimoramentos. E isso vale para qualquer lugar do mundo.

Os produtores de "Race to Nowhere" não têm por ora planos de trazer o filme ao Brasil. O DVD, entretanto, já pode ser encomendado no site do documentário: www.racetonowhere.com.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/862572-sucesso-nos-eua-documentario-faz-critica-a-cultura-da-alta-performance-nas-escolas.shtml

Divulgada lista de aprovados na primeira chamada

Portal do MEC
Está disponível para consulta a lista de aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nesta primeira chamada, foram selecionados 82.949 candidatos.

A lista de aprovados pode ser acessada no sítio do Sisu. Os candidatos inscritos também podem acessar o sistema e consultar seu boletim individual do aluno.

Os candidatos aprovados têm os dias 27, 28 e 31 de janeiro para efetuarem a matrícula na instituição de ensino para a qual foram selecionados. A documentação necessária pode ser consultada pelo boletim individual, disponível no sistema, e na própria instituição.

Após esse prazo, caso ainda existam vagas disponíveis, serão feitas duas outras chamadas para convocação dos candidatos aprovados. Os estudantes que foram selecionados, nesta primeira chamada, em sua primeira opção de inscrição não serão convocados nas chamadas posteriores — nem mesmo aqueles que não fizeram a matrícula.

Ao fim das três chamadas, caso ainda haja vagas, as instituições convocarão os candidatos a partir da lista de espera gerada pelo sistema. O calendário pode ser consultado na página do Sisu na internet.

Os candidatos que não foram selecionados nesta primeira chamada têm ainda diversas oportunidades de ingresso no ensino superior ainda neste semestre. Devem ficar muito atentos ao calendário do Sisu, porque ainda podem ser convocados nas duas chamadas posteriores, nos dias 4 e 13 de fevereiro. Ao final das chamadas, os estudantes ainda não selecionados também poderão manifestar interesse em participar da lista de espera que poderá ser utilizada pelas instituições para convocação dos candidatos.

Além disso, o Programa Universidade para Todos (Prouni) recebe inscrições até terça-feira, 25, para 123 mil bolsas de estudo em instituições particulares de todo o país. Os que obtiverem bolsa de 50% no ProUni podem financiar os demais 50% pelo Fies, sem necessidade de fiador. Outra oportunidade ainda, para os que não foram chamados na primeira chamada do Sisu, é próprio Fies, cujo novo sistema entra no ar em 31 de janeiro.

Entre os dias 16 e 20 de janeiro, o Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação registrou 2.020.157 de inscrições, feitas por 1.080.194 candidatos. O número de inscritos representa aproximadamente um terço do total de candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010

Nesta edição do Sisu, são oferecidas 83.125 vagas em 83 instituições públicas de educação superior.

Palavras-chave: Sisu, seleção unificada

Programa recebe mais de 600 mil inscrições até meio-dia de domingo

Portal do MEC
O Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou, até o meio-dia deste domingo, 607.705 candidatos inscritos para as 123.170 bolsas de estudo — 80.520 integrais e 42.650 parciais, de 50% da mensalidade — em aproximadamente 1,5 mil instituições de educação superior de todo o país. As inscrições podem ser feitas até a próxima terça-feira, 25. No ano passado, 822 mil estudantes pleitearam uma bolsa de estudos no primeiro semestre de 2010.

Ao final do período de inscrições, serão feitas duas chamadas subsequentes para convocação dos candidatos pré-selecionados. A primeira chamada acontece na próxima sexta-feira, 28. A partir do primeiro dia de inscrições, o sistema calcula, durante a madrugada, as notas de corte de cada curso, que podem ser verificadas em caráter meramente informativo pelo estudante. Durante o período em que o sistema estiver aberto para inscrições, o candidato poderá alterar suas opções a partir da observação da nota de corte.

Podem se candidatar às bolsas os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010 e tenham atingido no mínimo 400 pontos na média das cinco notas (em ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e redação) e não tenha tirado nota zero na redação. Para concorrer à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio; para bolsa parcial, renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos.

Além de ter feito o Enem 2010 e ter alcançado a pontuação mínima, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública, ou em escola particular, na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de educação básica que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.

Para inscrever-se, o candidato deve acessar a página eletrônica do ProUni e informar o número de inscrição e a senha usados no Enem de 2010 e o CPF.

Palavras-chave: Prouni, bolsa

A Importância da Administração de Cargos e Salários

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