sábado, 11 de dezembro de 2010

MEC admite que pode ter chamado quem não tinha direito a novo Enem

Rafael Targino
Em São Paulo
O MEC (Ministério da Educação) admitiu nesta sexta-feira (10) que alunos que não têm direito a uma nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 podem ter sido chamados indevidamente. O problema pode ter sido causado por preenchimento indevido da ata de sala por parte dos fiscais. O ministério usou o documento para identificar quem poderia refazer o Enem.
Em nota, o órgão afirmou que “os estudantes que, por qualquer motivo, foram convidados e não tiveram problemas com a prova amarela, ou realizaram provas de outra cor, devem simplesmente desconsiderar o convite.” Foram checadas as atas dos 116.626 locais de prova.

Têm direito a uma nova prova os candidatos que receberam provas amarelas defeituosas no primeiro dia de exame, em novembro, e não tiveram os exames substituídos. Esses cadernos vieram com questões repetidas e/ou faltantes.

A nova prova acontece na quarta-feira (15), às 13h (horário de Brasília). De acordo com o MEC, os mais de 9,5 mil alunos que tiverem direito serão notificados até o fim do dia de hoje por e-mail, SMS e telegrama. Entre eles, podem estar candidatos que eventualmente não precisariam ser notificados. A menos de uma semana da prova, não há um número fechado. No dia 8 de novembro, o UOL Educação adiantou que o ministério se preparava para até 10 mil provas. A estimativa inicial do MEC, no entanto, não superava 3 mil.

Ninguém é obrigado a fazer o novo exame. Quem não comparecer terá a prova antiga corrigida. Os candidatos que precisarem poderão pegar uma declaração para justificar ausência no trabalho.
Locais

Os Estados que concentraram os erros são Paraná e Santa Catarina –mais de 60% dos alunos convocados são dos dois locais. Neste último, o maior número de ocorrências foi registrado em Chapecó e Concórdia; no Paraná, 95% dos casos ocorreram em Curitiba.

Além deles, o exame será reaplicado em 15 Estados: Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará. Tocantins, Goiás, São Paulo e Amazonas.

A mesma prova também será aplicada a 17.500 presidiários. Eles farão o segundo dia de exames na quinta-feira (16).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/10/mec-admite-que-pode-ter-chamado-quem-nao-tinha-direito-a-novo-enem.jhtm

Só elite dos alunos faz nota do país subir

DE SÃO PAULO
Crescimento da média do Brasil em leitura no Pisa é puxado pelos estudantes que já tinham bom desempenho

Praticamente não houve avanço na nota dos jovens brasileiros com mais atraso, feito alcançado por 12 países.
A melhora das notas do Brasil em leitura na avaliação internacional divulgada nesta semana foi puxada pelos alunos que já possuíam bom desempenho. Entre os estudantes com mais dificuldade, o ganho foi quase nulo.
A constatação aparece no detalhamento do rendimento dos países no Pisa, exame da OCDE (organização de nações desenvolvidas) que avaliou a situação de 65 países.
Na média, a nota do Brasil em leitura cresceu 16 pontos (4%) entre 2000 e 2009, o que foi classificado no relatório como "impressionante".
O avanço, porém, foi impulsionado pelos estudantes que estão entre os 10% mais bem avaliados, cujas médias subiram 30 pontos. Já entre os 10% mais mal avaliados, o avanço foi de 5 pontos.
Por conta do resultado, o país entrou no grupo que avançou nas notas, mas aumentou a desigualdade.
"O Brasil aumentou o desempenho em leitura dos seus melhores estudantes, enquanto manteve o nível daqueles com mais dificuldades", apontou o relatório.
Doze países conseguiram melhorar seus estudantes com pior desempenho, entre eles Chile, Peru e Alemanha.
"Os dados deveriam despertar uma rediscussão de nossas políticas", disse Paula Louzano, doutora em educação por Harvard (EUA). Para ela, o país precisa adotar medidas para ajudar os alunos nas piores condições.
A defasagem entre os grupos aumentou: em 2000, era como se os melhores alunos tivessem tido cinco anos e meio de estudo a mais que os piores; agora, a diferença foi para seis anos.

CHILE
A maior melhora entre alunos com mais dificuldades ocorreu no Chile. O relatório destaca que em 1980 o país universalizou o ensino básico (quase 20 anos antes que o Brasil) e, nos anos 1990, já pôde se focar na qualidade.
"O mais importante foi manter uma política de longo prazo", disse à Folha José Weinstein, vice-ministro da Educação do Chile no começo desta década. "Para melhorar a equidade, o mais interessante foi destinar mais recursos a escolas que atendem estudantes pobres. E, ao mesmo tempo, exigir uma melhora em quatro anos."
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1012201012.htm

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Inep encerra envio de convites para que alunos façam nova prova

Portal do MEC
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que termina na noite desta sexta-feira, 10, o processo de convite para os alunos prejudicados por erros de impressão no caderno de questões da cor amarela, na prova de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicada no dia 6 de novembro passado.

A partir dos dados fornecidos pelo consórcio Cespe-Cesgranrio apurados nas atas dos 116.626 locais de prova, foram expedidos mais de 9,5 mil convites por e-mail, sms e telegrama, para que esses estudantes respondam a nova prova na próxima quarta-feira, 15, às 13 horas, horário de Brasília.

Esses estudantes poderão consultar os locais onde a prova será reaplicada na página do Inep na internet, utilizando senha e CPF. Ninguém é obrigado a realizar essa nova prova. Quem não comparecer terá corrigida a prova anterior.

Os estudantes que solicitarem terão à disposição uma declaração de comparecimento para justificar a ausência ao trabalho.

Os estados do Paraná e Santa Catarina possuem mais de 60% dos alunos que foram prejudicados com erros de impressão na prova amarela.

Em Santa Catarina a prova será reaplicada em 42 municípios. A maior ocorrência foi nos municípios de Chapecó e Concórdia. No Paraná, a nova prova será reaplicada em seis municípios, sendo que 95% dos casos ocorreram em Curitiba.

A nova prova será aplicada em 17 estados da federação: Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará, Tocantins, Goiás, São Paulo e Amazonas.

Os estudantes que, por qualquer motivo, foram convidados e não tiveram problemas com a prova amarela, ou realizaram provas de outra cor, devem simplesmente desconsiderar o convite.

Assessoria de Imprensa do Inep




Palavras-chave: Enem, Inep

Tutores de nove estados farão cursos de formação continuada

Portal do MEC
Na próxima semana, tutores de 120 municípios dos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe terão cursos de formação continuada em português e matemática oferecidos pelo programa Gestão da Aprendizagem Escolar (Gestar II), da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação.

Após os cursos e sob a orientação de universidades federais, os tutores serão os responsáveis pela formação dos professores de português e matemática dos anos finais (sexto ao nono) do ensino fundamental de escolas públicas. Este ano, 25.935 docentes se inscreveram para obter a formação oferecida pelo programa, que capacitará educadores de 468 municípios em 22 estados.

A indicação do tutor é feita pela secretaria municipal de educação e caso ele não participe dos cursos, o município que o indicou será excluído do programa. Em Alagoas e Amazonas a formação será estendida a tutores escolhidos pelas secretarias estaduais de educação. A carga horária total da formação para tutores do Gestar II é de 300 horas, sendo 196 a distância e 104 presenciais.

Os tutores do Acre, Amazonas, Rondônia e Maranhão serão capacitados pela Universidade Federal do Pará (UFPA), que reunirá os profissionais do Maranhão, na Faculdade São Luís, na capital do estado, e os demais tutores no Instituto de Educação do Amazonas, em Manaus. Já os educadores de Alagoas e Sergipe serão atendidos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Centro de Formação dos Profissionais de Educação, em Maceió. A UFPE também atenderá os tutores dos municípios da Paraíba, na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Ribeiro de Moraes, em Bayuex.

Os tutores do Ceará serão formados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O curso ocorrerá no Hotel Amuarama, no bairro de Fátima, em Fortaleza. No Hotel Umbu, no bairro Floresta, em Porto Alegre, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) atenderá os tutores do Rio Grande do Sul.

Assessoria de Imprensa da SEB


Acesse a relação dos municípios e respectivos estados atendidos pelo Gestar II
Palavras-chave: Educação básica, Gestar II, SEB

Evento mundial discute papel da educação na busca pela paz

Portal do MEC
Santiago de Compostela – Sob o lema Educação, pesquisa e cultura de paz, foi aberto oficialmente nesta sexta-feira, 10, o Fórum Mundial de Educação Temático (FMEt), em Santiago de Compostela, Espanha. Palestras, conferências e oficinas autogestionadas promovidas por organizações e movimentos sociais de todo o mundo integram a programação do evento, que prossegue até segunda-feira, 13, na capital da Galícia.

O ex-presidente e ex-primeiro ministro de Portugal, Mário Soares, defendeu que a educação para a paz seja uma disciplina curricular obrigatória em todos os países civilizados. Segundo ele, o assunto deve ser prioritário na agenda das nações, uma vez que pode contribuir para regular o que definiu de “globalização desenfreada”. O português ainda criticou o papel da mídia nesta questão, citando como exemplos “filmes e programas violentos, mostrados às nossas crianças, onde até bandidos são transformados em heróis”.

O presidente da Fundação Cultura de Paz, Federico Mayor Zaragoza, afirmou que a sociedade civil deve apoiar-se nas tecnologias da comunicação para dizer basta a tanta violência. “Os cidadãos podem ser fontes de informação, ajudando os jornalistas a escrever o mundo tal como tem de ser”, disse Zaragoza, um dos organizadores do evento.

O representante do Ministério da Educação do Brasil no fórum, Alexandre Vidor, destacou o papel da rede federal brasileira de educação profissional na construção de uma cultura da paz. “A revolução que está em curso no Brasil nessa área dá o protagonismo ao indivíduo. Devemos, sempre, reafirmar que a formação cidadã deve preceder a capacitação para o mercado de trabalho”, disse.

Histórico – O Fórum Mundial de Educação (FME) foi realizado pela primeira vez em 2001, em Porto Alegre. Reúne pessoas e organizações de todos os continentes, atraídos pela idéia de articulação, intercâmbio e democratização de saberes e experiências. O seu objetivo é construir espaços para a criação coletiva de uma plataforma internacional em defesa dos eixos centrais da educação: pública, gratuita, laica, obrigatória, de qualidade e que promova uma cultura de paz. Em 2011, o FME vai ocorrer em Dacar, no Senegal, juntamente com o Fórum Social Mundial.

Felipe De Angelis


Acesse mais informações no portal do evento.
Palavras-chave: Educação profissional

Escolas vão receber material sobre as vítimas da ditadura

Portal do MEC
As escolas públicas de educação básica vão receber, em 2011, o cd-rom Direito à Memória e à Verdade, que narra a trajetória da vida pública de 394 brasileiros mortos ou desaparecidos durante o regime militar (1964-1985). O material multimídia, projeto conjunto da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério da Educação, foi criado especialmente para levar a história do período ao conhecimento de crianças, adolescentes e adultos que estudam nas redes públicas federal, estaduais e municipais.

Acompanha o cd-rom um caderno de orientação aos professores. Todo o material foi produzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base no livro-relatório Direito à Memória e à Verdade, lançado em 2007 pelo governo federal.

De acordo com a coordenadora do projeto na UFMG, Heloísa Maria Murgel Starling, o cd-rom está organizado de forma didática e traz várias formas de pesquisa. Quem buscar informação por uma foto, por exemplo, vai encontrar um perfil da pessoa, o contexto histórico, imagens e canções emblemáticas, a atuação dos advogados, o cenário internacional. Conhecerá, ainda, os subterrâneos do regime.

Para ilustrar como as forças da repressão agiam, Heloísa apresentou pesquisa sobre Lyda Monteiro, secretária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O vídeo mostra o retrato falado do suspeito de ter colocado a bomba no envelope que matou Lyda no Rio de Janeiro, em 1980. O retrato é de um rosto sem formas, apenas com cabelo e bigode.

Entre os vídeos pouco conhecidos, segundo Heloisa Starling, o cd-rom traz um sobre Sérgio Paranhos Fleury, delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em São Paulo. Ele aparece, em cerimônia fechada, em 1970, recebendo condecoração da Marinha do Brasil.
Liberdade — Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o material que vai chegar às escolas tem o objetivo de promover a educação para a democracia e a liberdade com uma linguagem que interessa a professores e estudantes. “Ao navegar pelo período, os jovens vão conhecer a crueza daquele tempo e ver a esperança que a música e o teatro traziam”, disse. “Temos de reafirmar aos estudantes que democracia e liberdade andam juntas.”

O ministro sinalizou para a possibilidade de o país, a partir do cd-rom, construir um portal dedicado à democracia para que todas as gerações possam conhecer a história do país e sua diversidade cultural e valorizar os valores democráticos.

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, a obra é um instrumento pioneiro, por fazer conexões entre os acontecimentos políticos de 1964 a 1985 com a cultura, a música, o teatro e os costumes da época. “O melhor que o país faz pelos jovens e pelo povo é expor sua memória”, afirmou. “É um processo corajoso que a democracia brasileira tem todas as condições de fazer, sem revanchismo, sem idéia de vingança.”

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: direitos humanos, repressão, memória

Especialistas discutem modelos para garantir avanços até 2020

Portal do MEC
As perspectivas e novos modelos para a educação superior brasileira de 2011 a 2020 foram discutidas na quarta-feira, 8, e na quinta, 9, no Conselho Nacional de Educação (CNE). O encontro de educadores e especialistas foi inspirado na tendência mundial de aliar o avanço do conhecimento científico com o desenvolvimento social e econômico, de forma a garantir a sustentabilidade e a qualidade da formação em nível superior.

“Queremos encontrar saídas e soluções que sejam contempladas pelo novo Plano Nacional de Educação”, disse o presidente do CNE, Antônio Carlos Caruso Ronca. Segundo ele, a faixa da população brasileira até 30 anos de idade na educação superior era de 8% em 1999. Em 2009, chegou a 11%. “Esse crescimento é lento se comparado ao do ensino médio, que no mesmo período passou de 20% para 50% de acesso.”

De acordo com o presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, Paulo Speller, todos os setores da educação superior devem elaborar coletivamente um documento bem fundamentado sobre modelos capazes de garantir avanços na próxima década.

O representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Vincent Defourny, explicou que o debate é um desdobramento da Conferência Mundial de Ensino Superior, realizada ano passado, que reafirmou a educação superior como bem público e direito fundamental. Ele aponta avanços no Brasil com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), mas adverte que restam metas a perseguir, a exemplo da inclusão do ensino superior privado nos marcos regulatórios, a criação de uma agência nacional para controle da qualidade do ensino e a ampliação do papel do ensino superior no desenvolvimento social.

Juliana Meneses
Palavras-chave: educação superior, CNE, PDE

Universidade da Integração vai oferecer mais cursos e vagas

Portal do MEC
Foz do Iguaçu (PR) — A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que iniciou as atividades acadêmicas em agosto, com seis cursos de graduação, vai aumentar, em 2011, a oferta de carreiras e o número de vagas para estudantes estrangeiros — hoje, são cem alunos, aproximadamente. Em seu processo seletivo, a instituição estabelece a paridade entre o número de estudantes estrangeiros, que será de 400 no próximo ano, e o de brasileiros. Portanto, terá cerca de 800 estudantes matriculados em 12 cursos.

A expansão da Unila compreenderá também a ampliação das nacionalidades representadas no campus de Foz do Iguaçu (PR). Além dos brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios, haverá alunos do Chile, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador. “Há um entendimento para que possam vir também, em número simbólico, estudantes da América Central — Costa Rica e El Salvador — e também do Caribe”, disse o reitor Hélgio Trindade. “O conhecimento é a moeda adequada para criar uma consciência de integração, para formar profissionais e gerações sucessivas que voltarão aos seus países inoculados com essa ideia de ter feito uma universidade com esse papel.”

Na seleção dos estudantes não brasileiros, a Unila tem firmado acordos de cooperação com as autoridades de cada país para o estabelecimento de critérios. Em determinados cursos, há exigência complementar de bom desempenho em disciplinas correlatas. Os brasileiros são selecionados com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Assessoria de Imprensa da Unila
Palavras-chave: Unila, estrangeiros, seleção

Filme aborda fórum que reuniu diversos países em Brasília

Portal do MEC
O 1º Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que reuniu 15 mil pessoas de todos os estados e de diversos países em Brasília, em novembro do ano passado, ganhou um documentário especial. O filme aborda os acontecimentos e os melhores momentos do evento.

Está no documentário um resumo das atividades realizadas no fórum, que teve a abertura no ginásio Nilson Nelson e os demais quatro dias no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Foram conferências, painéis, apresentações artísticas e culturais e oficinas, além de feiras e exposição de pôsteres.

Também estão no filme depoimentos de personalidades que participaram do evento, como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e trechos do ato da anistia do educador Paulo Freire. O documentário foi produzido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte e do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro.

O documentário, de aproximadamente 10 minutos, foi lançado oficialmente na 34ª Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Tecnológica, no início do mês, em Ipojuca (PE). Será apresentado ainda no Fórum Mundial de Educação, que ocorre em Santiago de Compostela, Espanha, de 10 a 13 de dezembro.

Assessoria de Imprensa da Setec

Assista ao filme no Portal do MEC

Palavras-chave: educação profissional, Setec

Obras para receber prêmio são escolhidas, mas cabe recurso

Portal do MEC
O Ministério da Educação divulgou nesta quinta-feira, 9, o resultado provisório do quarto concurso Literatura para Todos e abriu prazo até o dia 16 deste mês para receber pedidos de recursos. Foram selecionadas seis obras de escritores brasileiros e uma de autor africano de língua portuguesa. Cada autor premiado receberá R$ 10 mil, em dinheiro.

As obras selecionadas são O pênalti, de José Carlos Barbosa de Aragão (dramaturgia); Um andarilho na noite do sertão, de Antonio da Costa Leal (tradição oral); Poemas para viver em voz alta, de Ricardo Aleixo (poesia); Autores especiais, de Rubiana Pereira Burg e Simone Xavier de Lima (perfil biográfico em co-autoria); Sabenças, de Carlos Pessoa Rosa (novela); Ainda é cedo amor, de Luís Pimentel (conto), e Arca do banzé, de José Luiz Tavares (poesia – obra de autor africano).

Autores que se interessem por apresentar recurso devem consultar o item 4.4 do Edital nº 5/2010, disponível na página eletrônica da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad). A publicação do resultado final do concurso será no próximo dia 20.

Além do prêmio em dinheiro, os escritores terão a obra editada e distribuída pelo Ministério da Educação para as bibliotecas das escolas públicas da educação básica que oferecem alfabetização e educação de jovens e adultos.

Concurso - Criado em 2006, o concurso Literatura para Todos já selecionou 30 títulos desde 2006, quando dez obras foram premiadas. Em 2008 e 2009, receberam prêmio em dinheiro nove obras, e uma recebeu menção honrosa. Desde 2008, a coleção integra o Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE) do Ministério da Educação.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Literatura para todos

Laboratórios móveis levarão aulas práticas a 20 estados

Portal do MEC
Estudantes do Programa Escola Aberta do Brasil (e-Tec) terão aulas práticas em novos laboratórios móveis no primeiro semestre do próximo ano. O ministro da Educação, Fernando Haddad, conheceu nesta quinta-feira, 9, em Brasília, o modelo da empresa vencedora que vai confeccionar e distribuir os laboratórios. Ao todo serão beneficiados 28.996 estudantes de 41 cursos técnicos de ensino médio a distância distribuídos em 20 estados.

Os laboratórios são montados em contêineres que poderão ser transportados por caminhões e deixados nos polos do programa. Destinam-se a aulas práticas e são preparados para diversos cursos. Cada veículo será composto por um ou dois laboratórios, de acordo com a necessidade de cada região.

O laboratório móvel alia tecnologia a multifuncionalidade. Cada unidade conta com instalações de água, esgoto e gás, ar condicionado, energia elétrica e rede de ar comprimido, além de mobiliários e instrumentos de acordo com necessidade de cada curso. Os cursos do e-Tec são realizados por institutos federais e escolas técnicas estaduais distribuídos em 291 polos.

São ofertadas vagas nas áreas de meio ambiente, saúde, segurança, apoio educacional, controle e processo industriais, gestão e negócios, hospitalidade e lazer, informação e comunicação, infraestrutura, produção alimentícia, produção industrial e recursos naturais.

Cada instituição poderá escolher o tipo de laboratório mais adequado para os cursos a distância oferecidos. O tamanho do laboratório pode variar entre 35 e 75 metros quadrados. A empresa tem um prazo de noventa dias para produzir e começar a entregar os veículos.

Assessoria de Imprensa da Seed
Palavras-chave: Educação a distância, E-Tec, Seed

Universidade Aberta do SUS é formalmente implantada pelo governo

Carolina Pimentel
Da Agência Brasil
Em Brasília
O governo federal oficializou a Universidade Aberta do SUS (Sistema Único de Saúde), que oferece cursos de especialização à distância aos profissionais da rede pública. O decreto presidencial que institui o sistema foi publicado hoje (10) no Diário Oficial da União.

Criado há dois anos, o sistema é integrado por 12 universidades públicas, cinco núcleos do Telessaúde Brasil, Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública) e secretarias de Saúde da Bahia e de Minas Gerais. A coordenação fica a cargo do Ministério da Saúde e da Fiocruz.

Com a implantação oficial da universidade aberta, instituições e estudantes interessados terão acesso livre ao material dos cursos e mais universidades podem aderir ao programa.

Segundo o ministério, desde 2008, mais de 23 mil profissionais passaram pelos cursos de saúde da família, mental, ambiental, materno-infantil e gestão participativa, áreas consideradas prioritárias para o SUS.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/09/universidade-aberta-do-sus-e-formalmente-implantada-pelo-governo.jhtm

Protesto contra morte de professor em MG pede comissão para apurar violência

PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
Alunos e professores do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix e o Sinpro Minas (Sindicato dos Professores da Rede Privada) fizeram ato público no começo da noite desta quinta-feira em Belo Horizonte para protestar contra o assassinato do professor Kassio Vinicius Castro Gomes, 39. Ele recebeu facada de um aluno dentro da faculdade, na última terça (7).

A manifestação, que reuniu cerca de 300 pessoas no centro de BH, também pediu paz no meio educacional e cobrou ações urgentes das autoridades e escolas contra a violência. O sindicato quer que cada escola tenha uma comissão para receber denúncias de ameaças contra professores.

Pesquisa elaborada pelo Sinpro Minas e pela PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) em 2008 sobre a percepção da violência nas escolas privadas apontou que 86% dos professores dessas instituições avaliam que o diálogo entre professores, alunos e direção das escolas é um caminho para prevenir e combater a violência.
Na pesquisa em parceria com o Programa de Pós-graduação em Educação e o Programa de Pós-Graduação em Tratamento da Informação Espacial da PUC, 39% disseram ter visto situações de intimidação e 35%, de ameaças. 24% já presenciaram agressões físicas.

Segundo o sindicato, 85% dos professores consideraram como violência a "forma prepotente como alunos tratam profissionais da escola por se considerarem clientes da instituição".

Gomes, professor do curso de educação, foi morto pelo estudante Amilton Loyola Caires, 23, que confessou o assassinato em depoimento à polícia. Ele está preso. O crime aconteceu em uma instituição tradicional localizada em uma região nobre de Belo Horizonte.

O estudante do 5º período de educação física alegou que o "estado de fúria" que se encontrava foi porque "sofria perseguições do professor", conforme disse a polícia. Testemunhas, porém, afirmaram à polícia que o motivo teria sido descontentamento do aluno com uma avaliação do professor.

SITUAÇÃO "PREOCUPANTE"

O presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, disse que as autoridades precisam agir rápido porque a situação é "preocupante" e a proposta de criar uma comissão nas escolas envolvendo professores, alunos, funcionários e direção da escola é a primeira que o sindicato quer debater com as autoridades.

Essa comissão teria o propósito de evitar que eventuais perdas financeiras para as escolas deixem as ameaças aos professores sem apuração e solução.

Ou seja, o Sinpro considera que as escolas muitas vezes não apuram os casos porque pode ter que expulsar um aluno e deixar de arrecadar com ele, especialmente no momento em que as escolas particulares têm mais vagas do que alunos.

"Essa comissão funcionaria como uma espécie de Cipa [as comissões de prevenções de acidentes em indústrias]. Há uma lógica perversa: a escola muitas vezes abre mão da sua autoridade por questão financeira", disse o sindicalista.

Alunos do professor assassinado colocaram tarjas pretas nos braços com a inscrição paz. Também abriram faixas e homenagearam Gomes com aplausos. Após a manifestação, eles seguiram sob chuva em passeata até a porta da faculdade.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/843568-protesto-contra-morte-de-professor-em-mg-pede-comissao-para-apurar-violencia.shtml

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Número de novos alunos estudando português nas universidades dos EUA cresce 11% em 4 anos

Da Redação*
Em São Paulo
O número de novos alunos estudando português cresceu 11% nas universidades americanas no ano passado em relação a 2006, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (8). O árabe é a língua que ganhou mais adeptos, com um crescimento de 46%.

Entre as línguas que também registraram alta estão o coreano (+19%), o chinês (+18,2%), e a língua de sinais americana (+16,4%).

As inscrições aos cursos de árabe nas universidades americanas ultrapassaram as dos cursos de russo e de latim, e está na oitava posição, segundo a MLA (Modern Language Association), que publicou dados a respeito 22 vezes desde 1958. O número de inscrições em cursos de árabe passou de 5.500 em 1998 para 10.584 em 2002, após os atentados de 11 de setembro, e 35 mil ano passado.

O espanhol continua de longe a língua estrangeira mais estudada nas universidades americanas com 865 mil inscrições no ano passado (+5% desde 2006). Logo depois vêm o francês (216 mil inscrições, +5%) e o alemão (96 mil inscrições, +2%).

O estudo da MLA se baseia nas novas inscrições e não no número total de estudantes cursando a língua, e cobre 99% dos estabelecimentos americanos de ensino superior.

* Com informações da AFP
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/08/numero-de-novos-alunos-estudando-portugues-nas-universidades-dos-eua-cresce-11-em-4-anos.jhtm

MEC libera consulta a locais de prova do novo Enem para prejudicados por caderno amarelo

Da Redação
Em São Paulo
O MEC (Ministério da Educação) liberou nesta quarta-feira (8) a consulta aos locais da nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para os prejudicados pelos erros no caderno amarelo. Até 10 mil testes podem ser reaplicados.
As provas acontecem no dia 15 de dezembro, uma quarta-feira, a partir das 13h, na cidade onde o estudante fez a primeira prova. O MEC vai avisar até sexta-feira os candidatos que tiverem direito de refazer o exame.

Para acessar o sistema, é necessário usar CPF e a senha de cadastro do sistema.
Última contagem

Apesar de dizer que pode aplicar até 10 mil provas, a última contagem do MEC indicava 2.817 inscritos com problemas -- o critério para refazer a prova é que o candidato tenha tido o problema registrado na ata da sala de prova no dia do exame. O Enem foi aplicado em 116.626 locais de prova. Segundo informações do MEC, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) está "cobrando do consórcio uma revisão efetiva das atas".
Apenas 3 casos em SP

Em São Paulo, há registro de apenas três casos (dois em Itaquaquecetuba e um em Ourinhos). O Estado tinha a maior quantidade de inscritos, 829.751. Os Estados com maior número de casos de problemas com os cadernos amarelos são Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.

A nova prova que será realizada pelos prejudicados pelos problemas com o caderno amarelo no dia 15 é a mesma que será aplicada para 17.500 detentos, em 750 estabelecimentos penais em todo o país. Os detentos fazem exame também no dia 16.

Inscritos que se sentiram prejudicados e não foram atendidos pelas alternativas oferecidas pelo MEC podem recorrer à Justiça. A Defensoria Pública prometeu ajuizar uma ação de indenização.
Problemas

Estudantes encontraram questões duplicadas e com ordem trocada no caderno amarelo do exame. Após a questão 29, em vez de vir a de número 30, vinha a 33. A candidata Nohara Matos, 20, de Palmas (TO), conta que teve que fazer a conferência de sua prova com outro caderno de prova. O governo confirmou a existência desses erros em alguns lotes. A gráfica RR Donnelley, responsável pela impressão das provas do Enem afirmou que o defeito identificado nos cadernos amarelos está dentro da "normalidade técnica".

O gabarito da prova do sábado também teve o cabeçalho invertido. A prova apresentava as questões divididas entre ciências da natureza e de ciências humanas. O caderno de respostas tinha a mesma divisão de área, mas com ordem trocada. O Inep abriu a possibilidade de que os alunos requeressem a correção invertida do gabarito.

Houve também denúncia de vazamento da prova em Juazeiro. Uma fiscal de prova teve acesso a parte da proposta de redação. Em depoimento de confissão, a professora afirmou que o filho ficou sabendo do texto motivador. A história foi denunciada por um professor de um curso preparatório de Petrolina (PE), cidade vizinha a Juazeiro, a uma emissora de TV da região. Segundo ele, um grupo de estudantes o procurou horas antes do início das provas contando que sabiam qual era o tema da redação. O MEC eliminou o rapaz do Enem e os pais podem ser condenados a até seis anos de reclusão.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/08/mec-libera-consulta-a-locais-de-prova-do-novo-enem-para-prejudicados-por-caderno-amarelo.jhtm

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Estudantes recebem premiação por iniciativas empreendedoras

Portal do MEC
Em ambiente descontraído, foram premiados na terça feira, 7, em Brasília, os vencedores da edição de 2010 do Prêmio Técnico Empreendedor. Participaram da seleção 416 projetos de todo o país, 17 dos quais foram premiados — nove na categoria técnico (nível médio) e oito na categoria tecnólogo (superior).

A comediante Fabiana Karla conduziu a entrega do prêmio, na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Somos todos vitoriosos por estar aqui”, disse a estudante Deborah da Silva Santos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. Ela foi a primeira colocada na categoria técnico, modalidade livre.

Os seis projetos primeiros colocados receberam R$ 8 mil. Os seis que ficaram em segundo lugar ganharam R$ 6 mil e os cinco terceiros, R$ 4 mil. Além de estimular o surgimento de talentos, o prêmio tem o propósito de incentivar os estudantes a fazer empreendimentos, como a criação de empresas. “Queremos que os alunos pensem em alternativas que vão além de trabalhar em grandes empresas”, disse o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto. “Apenas conseguiremos isso se criarmos uma multidão de empreendedores.”

Para o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco, o mercado de trabalho exige, hoje, profissionais de vários perfis. “Esse prêmio abre possibilidades para outras formas de inserção em um mercado de trabalho que, inclusive, já se diversificou”, ressaltou.

Entre os vencedores está a equipe do campus de Planaltina do instituto federal de Brasília. Os estudantes Elivan Alves Moreira e Deborah da Silva Santos, orientados pelo professor Leandro Vieira, desenvolveram o projeto Viverde, de introdução da gliricídia, uma planta exótica, no clima do cerrado. Elivan e Deborah venceram na categoria técnico, modalidade livre, que premia ações de desenvolvimento socioeconômico local.

Laurena Rayanne Vieira, Mirna Pereira da Silva e Marceane Almeida Dias, do curso de tecnologia em alimentos do instituto federal do Sertão Pernambucano, orientadas por Paulo Sérgio Dalmas, venceram na modalidade livre da categoria tecnólogo. Elas concorreram com o projeto Fruto do Sol, a partir do umbu, fruto típico do Nordeste. A produção pode gerar renda para os agricultores locais. “É um reconhecimento do nosso trabalho e do nosso esforço”, disse Laurena.

Danilo Almeida

Confira os ganhadores da edição de 2010 do Prêmio Técnico Empreendedor
Palavras-chave: Prêmio Técnico Empreendedor, Sebrae

Programa de inclusão de pessoa com deficiência tem avaliação

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Educação e formação profissional para pessoas com deficiência é o foco do programa Tec Nep, desenvolvido pelo Ministério da Educação há dez anos. Nesta quarta-feira, 8, foi aberta uma reunião de trabalho do programa para a avaliação da iniciativa no período de 2000 a 2010. O encontro, que vai até a próxima sexta-feira, 10, reúne gestores centrais, regionais e estaduais do programa, além de representantes de assessorias de inclusão, coordenadores de centros de equoterapia, representantes do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e do Instituto Benjamin Constant (IBC).

Na abertura, os participantes foram saudados pelo diretor de formulação de políticas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, Luiz Augusto Caldas. “A construção de um mundo de iguais pressupõe o respeito às diferenças. Renovo o pedido para que continuemos caminhando juntos na construção de um grande projeto de nação”, disse.

Neste primeiro dia, o encontro discute o uso de tecnologias assistivas na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, além das relações étnico-raciais e a homofobia nas escolas. Houve mesas redondas sobre os centros de formação de cães guias e sobre equoterapia como nova proposta de inclusão.

Para a quinta-feira, está prevista a prestação de contas dos últimos dez anos do programa Tec Nep. Na sexta-feira, haverá uma exposição sobre o atendimento dos estudantes com nanismo nas escolas da rede federal. Por último será produzido um documento, que será encaminhado ao 1º Congresso Sul-americano de Educação Profissional, Científica e Tecnológica Inclusiva, que será realizado no Rio de Janeiro em 2011.

Histórico – No começo do programa, há dez anos, o foco era a sensibilização e conscientização sobre educação inclusiva da comunidade escolar. Nesse período, foi feita a formação inicial e continuada de recursos humanos. De 2007 a 2009, foi promovida uma especialização de educação profissional inclusiva a distância, que levou à certificação de 111 profissionais. Este ano, foi constatada a entrada de um grande contingente de deficientes auditivos na rede federal. Então, cresceu a demanda por cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Segundo o coordenador do programa, Franclin Nascimento, existem parcerias estratégicas com o Ines e IBC para que sejam desenvolvidas tecnologias sociais assistivas, como bengalas e óculos especializados. O Tec Nep possui também centros de referência no desenvolvimento dessas tecnologias. “Essas tecnologias são acessíveis por causa do baixo custo”, destacou Franclin.

Outro avanço promovido pela estratégia foi a produção e publicação de material didático adaptado às especificidades dos alunos. O programa também conta com cinco centros de equoterapia – no campus Concórdia, do Instituto Federal Catarinense; no campus Barbacena, do Instituto Federal Sudeste de Minas; nos campi Rio Verde e Ceres, do Instituto Federal Goiano, e no campus Iguatu, do Instituto Federal do Ceará. Além disso, está sendo desenvolvido o curso de tecnólogo em comunicação e tecnologia assistiva, com experiências piloto nos estados do Amazonas, Pará, Pernambuco e Piauí. Já o curso técnico de órteses e próteses está sendo desenvolvido experimentalmente no campus Salvador, na Bahia.

O Tec Nep também instalou pelo país 146 Napne, que são núcleos de atendimento às pessoas com necessidades especiais situados nos Institutos Federais. Outro grande feito do programa foi a criação de centros de referência em todo o país. O Campus de São José, do Instituto Federal de Santa Catarina, por exemplo, criou tradição no oferecimento de cursos de educação profissional para surdos. Já as escolas de Bento Gonçalves (RS), Charqueadas (RS) e Guanambi (BA) se tornaram referência no desenvolvimento de tecnologia assistiva.

O programa é desenvolvido pela Setec e pela Secretaria de Educação Especial (Seesp), ambas do MEC. Surgiu para dar suporte à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no acesso, permanência e saída com sucesso de pessoas com deficiência.

Ana Júlia Silva de Souza
Palavras-chave: Educação profissional, educação especial, inclusão, Setec, Seesp

Obra sobre história geral da África é lançada nesta quinta

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Será lançada nesta quinta-feira, 9, em Brasília, a edição em português da Coleção História Geral da África. A obra foi criada com o objetivo de contribuir para a promoção do ensino da história e cultura africana nas escolas.

O material foi editado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A intenção é fazer com que professores e estudantes lancem um novo olhar sobre o continente africano e entendam sua contribuição para a formação da sociedade brasileira.

A coleção completa, com oito volumes e quase 10 mil páginas, já foi editada em inglês, francês e árabe. A obra foi escrita ao longo de 30 anos por 350 pesquisadores, tendo cientistas de origem africana como maioria no comitê científico responsável pelo desenvolvimento da coleção.

O lançamento ocorrerá às 9h, durante o Seminário Nacional de Avaliação da Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais, promovido pela Secad. No encontro, que será realizado no auditório da Finatec, na Universidade de Brasília (UnB), serão debatidas ações referentes à introdução da história da África e dos afro-brasileiros no currículo escolar.

Estarão presentes o ministro da Educação, Fernando Haddad, o ministro da Secretaria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial, Elói Ferreira, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, e o coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da Ufscar, Valter Silvério, responsável pela tradução da coleção.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: História da África

Edital estimula pesquisa de projetos de inclusão digital

Portal do MEC
Grupos de pesquisa de todo o país podem apresentar, a partir desta quarta-feira, 8, projetos de inovação para o desenvolvimento do Programa Um Computador por Aluno (Prouca). O edital promovido pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação investirá R$ 5 milhões para o fomento das pesquisas.

Para participar é necessário que o titular do grupo de pesquisa tenha título de doutor, currículo cadastrado na Plataforma Lattes, experiência em projetos educacionais e no uso pedagógico de tecnologias da informação e comunicação (TICs). Além disso, ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto.

As propostas podem ser encaminhadas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), exclusivamente via internet, até o dia 7 de fevereiro do próximo ano. Cada projeto aprovado receberá até R$ 250 mil e prazo de 24 meses para execução.

As linhas de pesquisa deverão abordar os seguintes temas: o desenvolvimento de processos e produtos relacionados à aprendizagem com o suporte do uso do laptop educacional; estudo dos impactos sociais e comunicacionais e de inclusão digital provocados pelo uso do equipamento; subsídio à investigação de práticas pedagógicas e de gestão, com foco na sala de aula, na escola e nos sistemas de ensino; estímulo à formação de redes de pesquisa interdisciplinar e intersetorial que estejam vinculadas ao tema. O programa conta com o apoio do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do MEC.

Para o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, a oferta de financiamento para pesquisa permitirá um acompanhamento dos impactos do uso dos computadores portáteis na aprendizagem e na escola. “Os resultados desses projetos serão fundamentais para manutenção e avaliação do programa”, afirma.

O Programa Um Computador por Aluno (Prouca) integra o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado), uma ação desenvolvida pela Secretaria de Educação a Distância (Seed) do Ministério da Educação. O Prouca estimula a inclusão digital, pedagógica e social mediante a aquisição e a distribuição de computadores portáteis em escolas públicas, em escala piloto de teste e avaliação.

Assessoria de Imprensa da Seed

Acesse o edital

Palavras-chave: Educação a distância, inclusão digital

MEC pode aplicar até 10 mil novas provas "amarelas" do Enem; SP tem três casos

Da Redação
Em Brasília
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) pode aplicar "até 10 mil provas" no próximo dia 15 de dezembro para os candidatos que tiveram problemas com o caderno amarelo da edição 2010 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Ainda não há um número fechado de quantos inscritos farão a nova edição da prova amarela.

A última contagem do MEC (Ministério da Educação) indicava 2.817 inscritos com problemas -- o critério para refazer a prova é que o candidato tenha tido o problema registrado na ata da sala de prova no dia do exame. O Enem foi aplicado em 116.626 locais de prova. Segundo informações do MEC, o Inep está "cobrando do consórcio uma revisão efetiva das atas".
Apenas 3 casos em SP

Em São Paulo, há registro de apenas três casos (dois em Itaquaquecetuba e um em Ourinhos). O Estado tinha a maior quantidade de inscritos, 829.751. Os Estados com maior número de casos de problemas com os cadernos amarelos são Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.

A nova prova que será realizada pelos prejudicados pelos problemas com o caderno amarelo no dia 15 é a mesma que será aplicada para 17.500 detentos, em 750 estabelecimentos penais em todo o país. Os detentos fazem exame também no dia 16.

Os candidatos estão sendo avisados desde a última segunda-feira. Os alertas, que podem ser enviados por SMS (torpedo de celular), e-mail ou telegrama, serão encaminhados até meia-noite de sexta-feira segundo o MEC.

Inscritos que se sentiram prejudicados e não foram atendidos pelas alternativas oferecidas pelo MEC pode recorrer à Justiça. A Defensoria Pública prometeu ajuizar uma ação de indenização.
Problemas

Estudantes encontraram questões duplicadas e com ordem trocada no caderno amarelo do exame. Após a questão 29, em vez de vir a de número 30, vinha a 33. A candidata Nohara Matos, 20, de Palmas (TO), conta que teve que fazer a conferência de sua prova com outro caderno de prova. O governo confirmou a existência desses erros em alguns lotes. A gráfica RR Donnelley, responsável pela impressão das provas do Enem afirmou que o defeito identificado nos cadernos amarelos está dentro da "normalidade técnica".

O gabarito da prova do sábado também teve o cabeçalho invertido. A prova apresentava as questões divididas entre ciências da natureza e de ciências humanas. O caderno de respostas tinha a mesma divisão de área, mas com ordem trocada. O Inep abriu a possibilidade de que os alunos requeressem a correção invertida do gabarito.

Houve também denúncia de vazamento da prova em Juazeiro. Uma fiscal de prova teve acesso a parte da proposta de redação. Em depoimento de confissão, a professora afirmou que o filho ficou sabendo do texto motivador. A história foi denunciada por um professor de um curso preparatório de Petrolina (PE), cidade vizinha a Juazeiro, a uma emissora de TV da região. Segundo ele, um grupo de estudantes o procurou horas antes do início das provas contando que sabiam qual era o tema da redação. O MEC eliminou o rapaz do Enem e os pais podem ser condenados a até seis anos de reclusão.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/08/mec-pode-aplicar-ate-10-mil-novas-provas-amarelas-para-candidatos-que-tiveram-problema-no-enem.jhtm

Próximo PNE terá meta de investimento de 7% do PIB

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
O próximo Plano Nacional de Educação (PNE) vai fixar uma meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na área. Essa foi a proposta apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) à Casa Civil.

De acordo com o ministro Fernando Haddad, o plano será lançado nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2011, começa a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

“Evidente que temos um governo que termina e outro que começa, mas estamos trabalhando no sentido de fechar um consenso”, disse o ministro. Dados referentes a 2009 mostram que hoje o país investe 5% do PIB em educação. Nos últimos cinco anos, o crescimento foi de 0,2 ponto percentual anualmente.

O próximo PNE vai definir as metas que o Brasil deve atingir em educação nos próximos dez anos. Segundo Haddad, o patamar de investimento de 7% do PIB deve ser atingido na próxima década, “mas quanto antes melhor”.

As bases do PNE foram traçadas durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que reuniu no mês de abril em Brasília cerca de 3 mil representantes de movimentos sociais, governos, pesquisadores, estudantes, professores e pais para discutir as prioridades do setor. O documento final da Conae recomendou que o investimento em educação seja elevado para 7% até 2011 e atinja 10% em 2014.

O PNE 2001-2010, que ainda está em vigor, também estabelecia uma meta de investimento de 7% do PIB em educação, mas o dispositivo foi vetado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Para especialistas e estudiosos do tema, esse foi um dos fatores responsáveis pelo fracasso do ano atual, que não cumpriu boa parte das 295 metas estipuladas, já que não havia previsão orçamentária para garantir os investimentos apontados pelo projeto.

Outra meta que será incluída no PNE refere-se aos resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). O MEC estabeleceu que até 2021 os estudantes brasileiros deverão atingir a média de 473 pontos no Pisa, patamar semelhante ao alcançado pelos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que aplica o exame. Os resultados referentes a 2009, divulgados ontem (7) pelo órgão, mostram que a média do país está em 401 pontos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/08/proximo-pne-tera-meta-de-investimento-de-7-do-pib.jhtm

Pisa 2009: Meninas brasileiras superam meninos em leitura, mas perdem em matemática e ciências

Rafael Targino
Em São Paulo
As meninas brasileiras superaram os meninos nas provas de leitura do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009, segundo relatório divulgado na terça-feira (7) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). As notas médias delas foram 29 pontos maiores que as deles.
Desempenho delas no Pisa 2009 em relação a eles (em pontos)
Matemática Ciências Leitura
OCDE 15 a menos 4 a menos 39 a mais
Brasil 16 a menos 3 a menos 29 a mais

Os garotos, no entanto, viram o jogo em matemática e ciências. A média em matemática foi 16 pontos melhor e, em ciências, 3 pontos superior.

Esses índices acompanham os resultados apurados nos países membros da OCDE, em que a diferença de scores ficou em 39 pontos (a favor das meninas) em leitura. Em matemática e ciências, os homens também levaram vantagem: 15 e 4 pontos a mais, respectivamente.

Em todas as provas, a província de Xangai, na China, obteve as maiores notas de meninos e meninas entre os países onde os testes foram aplicados. O Quirguistão teve os piores índices em todos.

Entre 2000 e 2009, a diferença entre eles e elas subiu em leitura. No final do século passado, as meninas do bloco da OCDE conseguiram uma média 32 pontos maior (contra 39 agora); as brasileiras, 17 (contra 29 em 2009).
Maiores e piores notas médias do Pisa 2009, por sexo
Mat. (M) Mat. (H) Cie. (M) Cie. (H) Leit. (M) Leit. (H)
Xangai (China) 601 599 575 574 576 536
Quirguistão 334 328 340 318 340 287
BRASIL 379 394 404 407 425 397
Notas médias gerais

Se considerado histórico das médias das notas brasileiras no Pisa, o Brasil teve o terceiro melhor crescimento na década. Houve crescimento de 33 pontos da nota geral, o que dá ao país o terceiro lugar no ranking -- Luxemburgo, o 1º, cresceu 38 pontos; e o Chile, que está em 2º, cresceu 37.

O maior avanço do país foi em matemática, com 52 pontos - foi de 334 (em 2000) para 386 (em 2009). Em leitura, o patamar de 2009 ficou em 412 - em 2000 era 396, um aumento de 16 pontos. Na área de ciências, que passou a ser avaliada em 2006, o país saiu de 390 para 405. Para se ter uma ideia, os países top da lista ficaram com 539 em leitura (Coreia do Sul), 546 em matemática (Coreia do Sul) e 554 em ciências (Finlândia).

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, é preciso ponderar que estamos competindo com países mais ricos e desenvolvidos quando elaboramos essas listas. "Temos um século de atraso [para recuperar]", afirma. O MEC qualifica a evolução brasileira, um dos destaques do relatório de 2009, como "considerável". Em linhas gerais, a OCDE credita as melhorias ao aumento de investimento e à criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação).

"[A criação do Ideb] mexeu na educação do Brasil", afirmou Haddad. Segundo ele quando o Inep divulgou os resultados por escola em 2006, mudou o foco do trabalho. "Colocamos um elemento que estava faltando, o aprendizado", disse.
"Bem abaixo" da média

As notas brasileiras ainda se encontram "bem abaixo" da média dos países desenvolvidos. No entanto, Haddad comenta que o crescimento dos integrantes da OCDE na última década foi pequeno, enquanto o Brasil aumentou em 33 pontos sua média geral. "Estamos em ritmo", afirmou. "Aquela história de que estaremos distantes do restante do mundo não está se confirmando." O PDE (Programa de Desenvolvimento das Escolas) estabelece metas de 417 em 2012, 438 (2015), 455 (2018) e 473 (2021). O objetivo de 2021 é atingir a média dos países da OCDE. A "história" a que se refere o ministro é uma crítica às metas de que em 2021 atingiríamos a média do mundo desenvolvido com atraso de 20 anos.
O que é o Pisa

O Pisa busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade tanto de países membro da OCDE quanto de países parceiros. Essa é a quarta edição do exame, que é corrigido pela TRI (Teoria de Resposta ao Item). O método é utilizado também na correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio): quanto mais distante o resultado ficar da média estipulada, melhor (ou pior) será a nota.

A avaliação já foi aplicada nos anos de 2000, 2003 e 2006. Os dados divulgados hoje foram baseados em avaliações feitas em 2009, com 470 mil estudantes de 65 países. A cada ano é dada uma ênfase para uma disciplina: neste ano, foi a vez de leitura.

Fazem parte da OCDE, como membros, Alemanha, Grécia, Chile, Coreia do Sul, México, Holanda e Polônia, entre outros. Dentre os países parceiros, estão Argentina, Brasil, China, Peru, Qatar e Sérvia, entre outros.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/08/pisa-2009-meninas-superam-meninos-em-leitura-mas-perdem-em-matematica-e-ciencias.jhtm

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Tutores de 132 municípios de quatro estados fazem cursos

Portal do MEC
O programa Gestão da Aprendizagem Escolar (Gestar II), da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, atenderá, na próxima semana, 132 municípios de Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Pará. Tutores indicados pelas secretarias de educação dos municípios participarão de cursos de formação continuada em português e matemática.

De 6 a 11 de dezembro, a formação para tutores de 77 municípios da Bahia será ministrada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no Centro de Formação de Professores da instituição.

De 6 a 10 de dezembro, em Petrópolis, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) formará os tutores de 16 municípios do Rio de Janeiro e também profissionais da secretaria de educação do estado.

Na mesma data, ocorrem as formações para tutores de 16 municípios do Rio Grande do Norte – atendidos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Centro Municipal de Referência, em Natal – e 23 cidades do Pará. Oferecida pela Universidade Federal do Pará (UFPA), a formação desses tutores ocorrerá no Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA.

Este ano, o Gestar II capacitará docentes de 468 municípios em 22 estados do país. Municípios de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e Tocantins já participaram de cursos de formação para tutores.

Sob a orientação de universidades públicas, os tutores são os responsáveis pela formação dos professores de português e matemática dos anos finais (sexto ao nono) do ensino fundamental de escolas públicas. Só em 2010, 25.935 professores se inscreveram para obter a formação oferecida pelo programa.

Assessoria de Imprensa da SEB

Confira a lista de municípios atendidos no período

Palavras-chave: Educação básica, Gestar II, formação do professor

Estudantes vão participar de intercâmbio cultural no Japão

Portal do MEC
Estudantes brasileiros atendidos pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) embarcarão para o Japão, em janeiro de 2011, para participar de um programa de intercâmbio cultural promovido pelo governo daquele país. O programa, Ship for World Youth (navegando pela juventude mundial, em tradução livre), contará com a participação de cerca de 300 jovens do Brasil, do Japão e de outros 11 países convidados. O ministro da Educação, Fernando Haddad, estará com os 11 selecionados na manhã desta terça-feira, 7.

Esta é a 23ª edição do programa, criado em 1988, e a sexta com a participação do Brasil. Nas edições anteriores (1990, 1994, 2001, 2005 e 2007), a seleção dos jovens brasileiros foi feita por universidades federais. Este ano, por decisão do ministro, os selecionados são universitários vinculados ao ProUni. A seleção foi feita pelo MEC entre estudantes de ciências sociais com as melhores notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2008 e que declararam falar inglês fluentemente — habilidade exigida pelo programa.

De acordo com o governo japonês, o objetivo do programa é aprofundar a cooperação internacional e a amizade entre os jovens participantes — idade entre 19 e 29 anos — para o desenvolvimento da capacidade de liderança. Os participantes são orientados a respeitar a diversidade das várias culturas e a ter em mente o ideal de liderar pessoas em busca de uma sociedade melhor e mais justa.

O programa, de 51 dias, começa em 11 de janeiro. Os jovens participarão de atividades diversas em um cruzeiro marítimo, com visitas a Honiara, nas Ilhas Salomão; Suva, nas Ilhas Fiji; Brisbaine, na Austrália; Port Vila, em Vanuatu, e atividades em terra em Nagasaki, Naha, Tóquio e Yokohama, Japão.

Antes da viagem, os estudantes brasileiros participam, a partir desta segunda-feira, 6, até sábado, 11, em Brasília, de treinamento sobre o programa e de seminários sobre a cultura japonesa, além de providenciar os vistos.

Assessoria de Comunicação Social

Confira os estudantes selecionados e os países participantes do 23º Ship for World Youth



Palavras-chave: ProUni, Japão, intercâmbio

Instituições de ensino têm prazo até o dia 22 para aderir ao programa

Portal do MEC
As instituições de educação superior interessadas em participar do processo seletivo do primeiro semestre de 2011 do Programa Universidade para Todos (ProUni) devem fazer a adesão a partir desta segunda-feira, 6. O prazo vai até o dia 22 e vale também para as instituições que já participam do programa e pretendam renovar o termo de adesão.

Criado em 2005, o ProUni oferece bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes em instituições particulares de educação superior. Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Além de ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, ter cursado na condição de bolsista integral.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola. Desde o início do programa, foram conferidas 748 mil bolsas a estudantes.

A adesão ao ProUni deve ser precedida de consulta ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Portanto, as mantenedoras de instituições de educação superior que ainda não participam do programa precisam fazer o registro específico no sistema informatizado Sisprouni até o dia 16.

A Portaria Normativa nº 24, do Ministério da Educação, define as normas de adesão, que deve ser feita no Sisprouni.

Assessoria de Imprensa da Sesu

Palavras-chave: educação superior, ProUni, adesão

SP vai alterar quarentena para docente temporário

FÁBIO TAKAHASHI
TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO
Tempo que professor provisório pode atuar na escola será estendido
Lei restritiva causou falta de docentes na rede estadual; para sindicato, proposta de alteração é insuficiente
O governo paulista decidiu aumentar o período em que o professor temporário pode trabalhar na rede. A intenção é diminuir a falta de docentes substitutos, ocasionada pela legislação restritiva.
Conforme a Folha relatou mês passado, algumas turmas ficam até seis meses sem uma determinada disciplina.
Pela lei desenhada pelo próprio governo e aprovada ano passado, o temporário que entra no meio do ano só pode trabalhar até o final do mesmo ano letivo. Depois, precisa ficar um ano fora.
Exemplo: aquele que entrou em outubro deste ano trabalhará até dezembro e só poderá voltar à rede em 2012.
Válida para todo o funcionalismo estadual, a lei visa evitar que o temporário fique permanentemente na rede.
A Secretaria da Educação, porém, verificou que a restrição fez com que os docentes não entrassem durante o ano, para poderem atuar desde o início do seguinte.
A gestão Alberto Goldman (PSDB) pretende alterar a lei estadual, para que o professor possa trabalhar por ao menos um ano e, além disso, terminar o ano letivo.
Ou seja: o mesmo professor que entrou em outubro, em vez de atuar por apenas dois meses, poderá ficar até dezembro do ano seguinte, totalizando 14 meses.
O projeto já foi encaminhado à Assembleia, onde o governo tem maioria.
"Quando fizemos a lei, olhamos o macro. Quando foi para a prática, vimos que os professores não queriam pegar as aulas. E com razão, porque seria um contrato de poucos meses", afirmou o secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza.
A medida abrange os cerca de 15 mil temporários que não possuem estabilidade. Em geral, eles entram no lugar dos titulares que se licenciam. A rede possui cerca de 200 mil professores.

RESTRIÇÃO
Para o deputado do PT Roberto Felício, a mudança é insuficiente. "Não há professores em quantidade suficiente disponível. Não deveria haver nenhuma restrição."
O secretário da Educação disse que a quarentena é necessária para caracterizar o professor como temporário.
Assim, caso ele passe em concurso, o tempo como provisório será contabilizado para aposentadoria. Se ficasse por tempo indeterminado, o contrato seria pela CLT.
A Apeoesp (sindicato dos professores) também criticou a proposta. "Queremos o fim de toda forma de contratação precária", afirmou, em nota.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0312201025.htm

Ensino superior tem 5,9 milhões de estudantes, indicam dados preliminares do MEC

AGÊNCIA BRASIL
As matrículas no ensino superior cresceram pouco mais de 3% entre 2008 e 2009, confirmando a tendência de estabilidade verificada nos últimos anos. É o que apontam dados preliminares do Censo da Educação Superior, do MEC (Ministério da Educação). As informações completas ainda não foram divulgadas.
Dos 5,95 milhões de alunos das instituições de ensino superior, 4,43 milhões estão na rede privada e 1,52 milhões nas públicas. Os números incluem estudantes de cursos presenciais e a distância.

Os dados mostram que houve uma pequena queda no número de alunos da rede pública - cerca de 30 mil a menos. Em 2008 1,55 milhões estavam matriculados.

A redução se deu nas universidades municipais e estaduais, já que na rede federal houve um acréscimo de 141 mil novos estudantes no período de um ano (em cursos presenciais e a distância).

Um balanço das ações divulgado pelo MEC mostra que houve um acréscimo de quase 60% no número de vagas oferecidas nas universidades federais entre 2003 e 2009.

Esse crescimento ocorreu em função do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), lançado em 2007.

A previsão do MEC é que em 2012 o total de vagas oferecidas por essas instituições chegue a 234 mil.

O levantamento da pasta ressalta ainda que de 2005 a 2010, 748.788 ex-alunos de escolas públicas tiveram acesso a uma bolsa do Programa Universidade para Todos.

Do total, 69% dos benefício eram integrais - que custeiam 100% das mensalidades em faculdades privadas. Quase metade (47%) dos bolsistas eram afrodescendentes.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/840778-ensino-superior-tem-59-milhoes-de-estudantes-indicam-dados-preliminares-do-mec.shtml

Lousas e mesas digitais facilitam aprendizado de aluno com deficiência.

FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
Guilherme quase não enxerga. Camila não fala. Dennis escreve com dificuldade. Mas, com a ajuda da tecnologia, eles agora aprendem mais facilmente.

Há cerca de um mês, os alunos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano do Sul (Grande SP) dispõem de lousas interativas da HechTech e de mesas educacionais eletrônicas da Positivo, doadas pelo Sesi.

Com as lousas, eles podem desenhar, escrever, acessar a internet e brincar com jogos educativos usando os dedos ou outra parte do corpo. Antes, a lousa comum não permitia a interação, já que muitos não tinham habilidade motora para segurar o giz.

A ferramenta também permite ampliar as letras, facilitando que Guilherme reconheça seu nome, escrito pela professora. E emite sons, que Camila pode compreender.

Rita Spinola Carlota, diretora do Centro de Vivências Especiais, ligado à prefeitura de Ferraz de Vasconcelos (Grande SP), cita outras vantagens da lousa digital.
"Fica mais fácil trabalhar a questão da atenção, da concentração e da coordenação motora fina." O centro, que atende pessoas com deficiência ou dificuldades de aprendizagem, usa equipamentos da Smart Technologies.

Na escola especial Núcleo Aprendizagem e Desenvolvimento (zona sul de SP), a lousa digital também facilitou o trabalho de alunos e professores. "Usamos muito os recursos sonoros", diz a diretora, Sandra Ferrini.

O principal ponto da tecnologia é dar autonomia ao estudante com algum tipo de deficiência, diz Priscilla Selares, do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência).

Ela afirma, no entanto, que a maioria das instituições de ensino ainda não dispõem dos equipamentos que tornam computadores acessíveis, por exemplo.

Pensando nisso, o Projeto F123 começou neste ano a disponibilizar gratuitamente, em seu site (f123.org), os softwares livres que uma pessoa com deficiência precisa para usar um computador, como o de teclado virtual.

INCLUSÃO

Segundo Tadeu Terra, diretor de material digital dos sistemas de ensino (COC e Pueri Domus, entre outros) da Pearson, coisas pequenas podem facilitar a adaptação do deficiente na escola.

Ele cita como exemplos colocar legenda e áudio nos vídeos, pensar em um fundo que facilite a visão e trocar teclados comuns por outros gigantes e coloridos.

Vista como alternativa para casos em que há problemas de mobilidade, a educação a distância também se aprimora, com videoaulas e audiolivros.

"A educação a distância somada à tecnologia é a melhor maneira de encurtar o caminho da inclusão", diz o ex-ministro da Educação Carlos Alberto Chiarelli, diretor do Iesde e presidente da Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/840407-lousas-e-mesas-digitais-facilitam-aprendizado-de-aluno-com-deficiencia-veja-video.shtml

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