sábado, 11 de setembro de 2010

Ensino superior brasileiro é relativamente bom, diz relatório

O sistema de ensino superior brasileiro foi classificado como relativamente bom, de acordo com o Relatório de Competitividade Global 2010-2011 divulgado na quinta-feira. Para o diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Erik Camarano, o levantamento indica também que o desempenho do país no ensino primário ainda é baixo e que precisa de investimentos. "Há um processo que tem que ser olhado como uma etapa de inclusão das pessoas, como foi feito no Brasil, mas temos quer fazer o segundo salto e melhorar a qualidade do ensino e o desempenho desses estudantes".

No ranking de competitividade mundial, o país caiu duas posições em relação a 2009 e passou para a 58ª posição. O Brasil está na terceira colocação entre os países que compõem o Bric, atrás da China e da Índia. O estudo foi elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Fundação Dom Cabral.

Segundo Camarano, o levantamento mostra que a melhoria consistente da economia brasileira continua do ponto de vista da competitividade, o que indica que a tendência de mudança está na direção correta, mesmo com a perda de dois pontos ante a avaliação anterior. "Parece que estamos perdendo uma corrida e na verdade o importante é verificar que a tendência está na direção correta, mas talvez a velocidade de mudança em alguns aspectos pudesse ser mais rápida".

O ranking indicou ainda que o tamanho do mercado do Brasil ficou em décimo lugar, a sofisticação empresarial em 31º e a inovação em 42º. O país aparece na pesquisa como o 50º setor financeiro mais desenvolvido e sofisticado da América Latina e como o 62º em infraestrutura razoável para os padrões regionais. Também aparecem no relatório as taxas de poupanças baixas que ficam em 101º lugar, o spread bancário elevado (136º colocação), alto grau de endividamento público (84º posição).

Camarano afirmou que o relatório deve ser encarado a longo prazo por ser menos dependente das variações e mudanças políticas e é mais influenciado por mudanças na economia. "Nesse aspecto temos que ver os fatores em que estamos mais para trás, mas sabemos que não teremos resultados de um ano para o outro. Temos que começar e fazer isso rápido para fazer com outros países que tiveram desenvolvimento forte em educação e infraestrutura".

De acordo com o levantamento, a Suíça é o pais mais competitivo do mundo e os EUA caíram duas posições e passaram para o quarto lugar. A Suécia ficou na segunda colocação e Singapura na terceira. A China, em 27°, lidera o grupo de economias em desenvolvimento. O Japão ficou em sexto lugar e Hong Kong em 11°.
Agência Brasil
retirado do site:http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4670629-EI8266,00-Ensino+superior+brasileiro+e+relativamente+bom+diz+relatorio.html

Lacunas educacionais limitam futuro do Brasil

Alexei Barrionuevo

Quando Luiz Inacio Lula da Silva assumiu a presidência do Brasil, no início de 2003, ele emocionadamente declarou que, ao se tornar presidente, havia finalmente obtido seu "primeiro diploma". Um dos presidentes menos instruídos do país - Lula completou apenas a quarta série ginasial - logo se tornou um dos mais amados, retirando milhões da extrema pobreza, estabilizando a economia do Brasil e obtendo um status quase lendário tanto localmente quanto no estrangeiro.

Mas embora Lula tenha sobrepujado seu início humilde, seu país segue lutando. Talvez mais do que qualquer outro desafio no Brasil de hoje, a educação é um obstáculo em seus esforços para acelerar a economia e se estabelecer como uma das nações mais poderosas do mundo, expondo um grande ponto fraco em sua armadura.

"Infelizmente, numa era de concorrência global, o estado atual da educação no Brasil significa que o país provavelmente ficará atrás de outras economias emergentes na busca por novos investimentos e oportunidades de crescimento econômico", concluiu o Banco Mundial num relatório de 2008.

Ao longo da última década, os estudantes do Brasil ficaram entre os piores do mundo ao realizar provas internacionais de conhecimentos básicos como leitura, matemática e ciências, acompanhando outras nações da América Latina como Chile, Uruguai e México.

Os estudantes brasileiros de 15 anos ficaram na 49ª posição, entre 56 países, no exame de leitura do Programa para Avaliação Internacional de Estudantes, com mais da metade obtendo a menor nota em nível de leitura em 2006, o ano disponível mais recente. Em matemática e ciências, eles se saíram ainda pior.

"Nós deveríamos nos envergonhar", afirmou Ilona Becskehazy, diretora executiva da Fundação Lemann, uma organização de São Paulo dedicada a aprimorar a educação brasileira. "Isso significa que as crianças de 15 anos do Brasil dominam mais ou menos os mesmos conhecimentos de crianças de 9 ou 10 anos em países como Dinamarca ou Finlândia".

A tarefa enfrentada pela nação - e um legado de Lula - é assustadora. Aqui nesta pobre cidade do nordeste, onde Lula viveu seus sete primeiros anos, cerca de 30% da população ainda é de analfabetos, um número três vezes maior que a média nacional.

Quando Lula era um menino aqui, seu pai costumava bater em alguns de seus irmãos mais velhos quando eles faltavam ao trabalho para ir à escola, disse Denise Parana, autora de uma biografia do presidente.

Hoje, professores dizem que muitos pais mandam seus filhos à escola somente porque isso é uma exigência do programa de subsídio Bolsa Família, que Lula expandiu enormemente sob seu governo e que proporciona cerca de 200 reais por mês a cada família.

Porém, mesmo com o incentivo adicional, os níveis de leitura variam tanto por aqui que, numa classe da oitava série, alunos de 13 a 17 anos leem o mesmo texto em voz alta.

"Muitos pais dizem, 'Por que eles devem estudar se não há oportunidades?'", disse Ana Carla Pereira, professora de outra escola rural local. Como presidente, as políticas educacionais de Lula tiveram um início devagar; ele dispensou dois ministros da educação até se resolver por um, em 2005. Mesmo assim, o programa educacional do governo não começou até 2007 - quatro anos depois que Lula assumiu a presidência.

Agora em seu último ano no cargo e falando sobre seu lugar na história, Lula tem uma "obsessão" pelo assunto, afirmou Fernando Haddad, seu ministro da educação, o que se via com facilidade quando ele retornou recentemente para a cidade de sua infância.

"Quero que todas as crianças estudem mais do que eu pude, muito mais", disse ele enquanto anunciava um programa que daria laptops aos alunos. "E que todos eles obtenham um diploma universitário, que todos tenham um diploma vocacional".

A urgência não poderia ser mais clara. O Brasil já se estabeleceu como uma força global, comandando uma explosão no consumo doméstico e de commodities para se tornar uma das maiores economias do mundo. Com enormes novas descobertas de petróleo e um papel cada vez mais importante no fornecimento de alimentos e materiais brutos à China, o país está pronto para crescer ainda mais.

Mas suas deficiências educacionais estão deixando muitos brasileiros de fora. Dos 25 milhões de trabalhadores disponíveis para se juntar à força de trabalho neste ano, mais de 22% não eram considerados qualificados para atingir as exigências do mercado de trabalho, segundo um relatório do governo de março.

"Em certos estados e cidades, temos problemas para contratar, mesmo tendo empregos", disse Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a agência governamental que produziu o relatório de março. Estimativas anteriores mostravam que dezenas de milhares de empregos não foram preenchidas pela falta de profissionais qualificados.

A menos que essa lacuna seja preenchida rapidamente, o Brasil pode perder sua "janela demográfica" nas duas próximas décadas, período onde "a população economicamente ativa está em seu pico", afirmou o banco Mundial.

Haddad, o ministro da educação, disse que mesmo com desempenho fraco em comparação a outros países, o Brasil estava melhorando com mais velocidade que muitos concorrentes. "O Brasil está tentando recuperar o tempo perdido", afirmou Haddad. "Enquanto outros países investiam em educação, nós gastávamos nosso tempo dizendo que a educação não era tão importante".

O governo obteve alguns notáveis sucessos, incluindo um programa que criou cerca de 700 mil bolsas de estudo para alunos de baixa renda em escolas particulares, um esforço aplaudido por especialistas educacionais.

Com Lula, o governo também abriu mais de 180 escolas vocacionais - frente às 140 abertas durante os 93 anos anteriores - e aplicou um novo exame para avaliar o desempenho dos alunos.

As matrículas em escolas têm aumentado continuamente, uma tendência que começou na década de 1990 com o presidente anterior, Fernando Henrique Cardoso - e as notas de graduação para o ginásio aumentaram, sob o governo Lula, de 13% dos pontos a 47%, segundo Haddad.

Esses sucessos, porém, são muito pouco perto do impulso de mudança que alguns especialistas em educação esperavam ver de Lula, considerando seu histórico. Quase nada foi feito para aprimorar a qualidade da educação e os métodos de ensino, e o presidente não usou seu belo púlpito para fazer com que a nação exigisse mais de seus professores e escolas, dizem eles.

"Ele possui essa aura, esse poder, ele influencia muito", disse Becskehazy, da Fundação Lemann. "Ele não usou a oportunidade para inspirar as pessoas".

Tampouco ajudou, acrescentam os críticos, que Lula tenha algumas vezes usado sua própria falta de instrução como parte de um discurso populista para atacar as ¿elites¿ bem instruídas que sempre governaram o Brasil, quase se vangloriando por ter chegado tão longe sem uma educação formal.

"Em seus discursos, ele tendia a jogar o povo menos instruído contra a elite brasileira", afirmou Pochmann.

Encontrar profissionais com os conhecimentos básicos até mesmo para empregos de trabalho manual está se tornando um desafio, e muitas empresas não estão esperando que o sistema educacional brasileiro entre nos eixos. A Odebrecht, gigante brasileira da construção, é uma das muitas empresas que treina um grupo potencial de trabalho por alguns meses em leitura e matemática básicas.

"A educação é a grande desvantagem para o Brasil em comparação com a China, Índia e Rússia", disse Paulo Henrique Quaresma, diretor de recursos humanos da Odebrecht, citando os outros três países que os investidores globais veem como as maiores economias emergentes do mundo. Em Caetés, não é difícil enxergar por que.

"A primeira escola a que meu pai me apresentou foi o cabo de uma enxada", disse José Bezerra da Silva, que, como sua esposa, é analfabeto e não consegue ajudar seus filhos com o dever de casa. O casal e seus sete filhos dividem uma casa de dois cômodos; a estrutura de madeira do sofá aparece por baixo de uma almofada esfarrapada. "Lula mudou muitas coisas".

O índice de repetência de primeira série no Brasil é de 28%, entre os mais altos do mundo, segundo o Banco Mundial - embora o governo afirme que o número vem diminuindo. Escolas do ensino secundário possuem muitos alunos mais velhos, graças à alta taxa de fracassos dos alunos nas séries mais baixas. Muitos dos frustrados simplesmente desistem.
"O Brasil continuará crescendo abaixo de seu potencial", disse Samuel Pessoa, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. "Se tivéssemos um sistema educacional melhor, as coisas seriam diferentes".
The New York Times

retirado do site:http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4671543-EI8266,00-Lacunas+educacionais+limitam+futuro+do+Brasil.html

Gráfica RR Donnelley Moore vai imprimir provas do Enem

A gráfica RR Donnelley Moore vai imprimir as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. O anúncio foi publicado ontem (9) no Diário Oficial da União.

Segundo a Agência Brasil, a gráfica foi escolhida em pregão eletrônico que classificou as empresas a partir do menor preço apresentado. O valor do contrato a ser pago pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será de R$ 68,83 milhões. Além do preço, foram exigidos atestados de capacidade técnica, requisitos de segurança do prédio e experiência comprovada da gráfica em eventos do mesmo porte.

O menor preço pelo serviço foi oferecido pela Gráfica Plural – R$ 64,85 milhões – que foi excluída da disputa pela Justiça por não cumprir as medidas de segurança exigidas na licitação. A empresa chegou a entrar com um mandado de segurança e interromper o pregão para voltar à concorrência. Mas a liminar foi suspensa. Foi na Gráfica Plural que, no ano passado, as provas do Enem foram roubadas. Por causa do incidente, a prova que seria realizada em novembro foi cancelada e adiada para dezembro.

O pregão para definir a gráfica que vai imprimir as provas do Enem 2010 foi iniciado em julho.
retirado do site:http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/9612_Grafica-RR-Donnelley-Moore-vai-imprimir-provas-do-Enem

Estudantes de 16 países têm apoio à graduação no Brasil

Estudantes de 16 países que cursam graduação em instituições federais de ensino superior brasileiras receberão ajuda financeira mensal de um salário mínimo (R$ 510), concedida pelo Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes). A seleção de 2010 contempla 150 estrangeiros participantes do Programa Estudantes–Convênio de Graduação (PEC-G) matriculados em 36 instituições federais de ensino superior.

O auxílio financeiro do Promisaes tem duração de 12 meses, mas o estudante pode pedir a renovação a cada ano, até o fim do curso. De acordo com dados da Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação (MEC), com a renovação anual do auxílio, o Promisaes atende, este ano, 626 alunos.

Dos 150 universitários agora selecionados, 130 são de países africanos, 12 da América Latina e oito do Caribe. Embora distribuídos em 35 universidades federais nas cinco regiões brasileiras e no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio de Janeiro, eles são encontrados, em maior número, em seis instituições — 14 estudam na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), 11 na do Ceará (UFCE), dez na de Brasília (UnB), dez na do Piauí (UFPI), nove na de Mato Grosso do Sul (UFMS) e nove na da Paraíba (UFPB).

Confira a relação dos alunos selecionados em 2010.
retirado do site:http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/9548_Estudantes-de-16-paises-tem-apoio-a-graduacao-no-Brasil

Projeto de lei muda regra para progressão de professores

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7690/10, da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), que assegura aos servidores integrantes da carreira do magistério do ensino básico, técnico e tecnológico o direito de progressão até a classe de professor titular.

De acordo com a Agência Câmara, pela proposta, o cargo de professor titular passará a ser a última classe na hierarquia da carreira. Atualmente, para se tornar titular, o professor deve se submeter a concurso público específico para o cargo. Pela lei em vigor, a hierarquia da carreira é dividida em cinco classes: D I, D II, D III, D IV e D V. A classe de professor titular figura como cargo isolado.

O projeto, segundo a autora, tem por objetivo reparar distorção criada com a aprovação da Lei 11.784/08. Com a mudança, o cargo de professor titular passa a ser a sexta classe da carreira de magistério do ensino básico, técnico e tecnológico e a progressão será feita exclusivamente por desempenho acadêmico.

Pela proposta, terão direito a progressão para o cargo de titular, os professores que atenderem aos seguintes requisitos:
- ter ingressado na carreira de magistério do ensino básico, técnico e tecnológico por concurso público;
- comprovar efetivo exercício de atividades docentes em instituição federal de ensino, pelo tempo de: 10 anos, sendo pós-graduado com o título de doutor ou livre docente, ou 20 anos, em instituições civis ou militares, e também dos extintos territórios federais;
- estar posicionado na última classe da carreira do magistério do ensino básico, técnico e tecnológico pelo tempo mínimo de 18 meses de efetivo exercício;
- se submeter a avaliação de desempenho, como previsto em todas as progressões.

Sujeito à análise conclusiva, o projeto será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Educação e Cultura; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania
retirado do site:http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=9152907326025746103

São Paulo recebe neste final de semana a 19ª Expo Estude no Exterior

Da Redação
Em São Paulo

São Paulo recebe neste final de semana, dias 11 e 12 de setembro, a 19ª Feira Expo Estude no Exterior, na qual mais de 70 instituições de ensino de 14 países vão dar dicas sobre cursos fora do país. A feira segue, depois, para São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e Rio de Janeiro.

Para participar, o estudante interessado deve entrar no site da feira e fazer a inscrição, que é gratuita. No evento, os interessados poderão assistir a palestras sobre os destinos e as instituições participantes.

Entre os países participantes, estão Canadá, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Espanha, Argentina, Itália, Alemanha, França, Nova Zelândia, África do Sul, Suíça, Holanda e Índia.


Dicas para planejar a viagem de estudos para o exterior

* Escolha o destino e busque informações sobre o país, sua cultura, clima e custos. É importante pesquisar sobre a moeda do país e ver a valorização da mesma em relação ao real.
* Colocar a mochila nas costas e sair sem destino pode ser perigoso. Procurar uma empresa especializada em cursos no exterior pode evitar surpresas desagradáveis.
* Não deixe de pesquisar as opções de moradia. Lembre-se de que você terá de obedecer às regras impostas pelos donos ou responsáveis pelo local.
* Providencie a documentação necessária e não se esqueça de tomar algumas medidas cautelosas como contratação de seguro saúde internacional, compra de passagens de trem, metrô e rotas aéreas caso seja necessário.
* Caso escolha ficar em casa de família tente manter um contato antes da viagem. Falar ao telefone ou por e-mail aproximará você de sua "nova família" e diminuirá as chances de choque cultural.
* Pesquise sobre o curso que fará e também sobre a instituição.
* Normalmente, cidades menores e menos procuradas por estrangeiros oferecem cursos a preços mais atrativos e os custos com acomodação e refeições também são menores.
* Hospedar-se próximo à universidade ou escola onde vai estudar reduz os gastos com transporte. Morar perto de estações de metrô ou de trem também ajuda a economizar, especialmente para quem pretende aproveitar os atrativos da cidade ou região.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/11/sao-paulo-recebe-neste-final-de-semana-a-19-expo-estude-no-exterior.jhtm

Consultor da Unesco defende maior uso de ensino a distância para aumentar acesso à educação

Ana Okada
Em São Paulo

O maior acesso a tecnologia apresentado na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Municípios) 2009 é um incentivo ao uso de EAD (Educação a distância) no país, defende o consultor da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) Célio da Cunha. "O Brasil tem condições de fazer a educação chegar em locais mais longínquos, não podemos perder essa oportunidade", diz.

"Se for bem organizada e de qualidade, ela [a EAD] preenche o seu papel e tem condições de adquirir qualificação pública. Mesmo nas escolas tradicionais é possível ampliar o uso desse sistema", diz.

Para Cunha, o país está "acordando" para a importância da educação, mas ainda não ostenta resultados bons. "Precisamos transformar a educação numa prioridade do país, numa política de Estado; não podemos cometer o erro de não priorizá-la", opina.

Os principais problemas da pasta, na visão do consultor, são o financiamento, a formação e carreira dos professores e a falta de um sistema federativo de educação. "Precisamos acordar um pacto entre união e Estados e municípios para que todos olhem na mesma direção, para que as políticas fiquem acima de disputas partidárias. Esse é um tripé fundamental para uma próxima política de educação", diz.
Analfabetismo funcional

Sobre o analfabetismo funcional, o consultor, que também é professor da UnB (Universidade de Brasília), diz que é preciso que a educação seja de forma continuada. "Entramos na era da educação continuada, essa expressiva população tem que ser objeto de políticas de educação continuada, aliando um componente fundamental: a educação profissional, que é, historicamente, deixada de lado."

"Praticamente um terço dos estudantes brasileiros abandonam a escola porque ela não atende às suas ambições. É preciso que haja o aumento de vagas nos cursos técnicos. Não se presta atenção no mercado informal, mas falta oferecer a esse grande contingente uma educação que possa melhorar a vida dessas pessoas, aumentar seus rendimentos", diz.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/11/consultor-da-unesco-defende-maior-uso-de-educacao-a-distancia-para-maior-acesso-a-educacao.jhtm

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Olimpíada de Matemática terá provas para 860 mil alunos

Portal do MEC
Neste sábado, 11, às 14h30 (horário de Brasília), mais de 862,9 mil estudantes da educação básica fazem as provas da segunda fase da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Os 8.474 centros de aplicação dos testes definidos pela coordenação da olimpíada estão distribuídos em 5.397 municípios.

Participam desta etapa da Obmep alunos dos três níveis da educação básica. Nível um, estudantes do sexto ou do sétimo ano do ensino fundamental; nível dois, do oitavo ou nono ano do ensino fundamental; e nível três, alunos de qualquer série do ensino médio.

As provas têm duração de três horas, tempo em que os alunos devem responder de seis a oito questões dissertativas. Ao entregar a prova ao fiscal da sala, o estudante deve apresentar os cálculos que fez e o raciocínio que empregou para solucionar os problemas. O resultado final será divulgado em 26 de novembro.

Projeto de estímulo ao estudo da matemática, a olimpíada é voltada para as escolas públicas, estudantes e professores de todo o país. Para estimular a participação de escolas, professores e alunos, a Obmep produz e distribui materiais didáticos, oferece estágio aos professores premiados e a participação de alunos no Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC). No PIC, medalhistas estudam matemática por um ano com bolsa de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Obmep também prepara, a cada ano, cerca de 30 medalhistas de ouro para competições internacionais.

Recomendações – Conferir com antecedência o local onde vai fazer a prova e chegar com uma hora de antecedência são as recomendações dos organizadores da 6ª Obmep. Locais, endereços, tipos de testes e demais informações podem ser consultados na página eletrônica da olimpíada.

Promovida pelos ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia, a Obmep é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática. No conjunto, a Obmep 2010 recebeu 19,6 milhões de inscrições de alunos de 44,7 mil escolas dos 26 estados e do Distrito Federal, que fizeram as provas da primeira etapa.

Ionice Lorenzoni


Confira a evolução dos números da Obmep desde 2005
Palavras-chave: Educação básica, Olimpíada de Matemática, Obmep

Programa aborda a reeducação alimentar para a juventude

Portal do MEC
Ter uma alimentação perfeita é um desafio para os jovens. No sétimo episódio do programa Geração Saúde, da TV Escola, do Ministério da Educação, é revelado como uma má alimentação pode causar danos à saúde de uma pessoa. O episódio Fazendo as pazes com a balança vai ao ar na próxima segunda-feira, 13, às 10h.

Para falar sobre o assunto, a estudante Isadora, que está sofrendo com a anorexia (doença alimentar caracterizada por baixo peso e estresse físico), aprende em sala de aula a reconhecer e a montar uma boa alimentação por meio de uma dieta mais nutritiva e equilibrada.

No mesmo programa outros temas são tratados. A personagem Rita procura um novo emprego e surgem novas informações sobre a suposta gravidez de Fátima.

Ao final do episódio, o apresentador David Muniz comanda um debate para falar sobre os conflitos dos adolescentes, as questões de saúde, a reeducação alimentar apresentados durante o capítulo. Participam da discussão o ator Hytalo Luna, que vive o personagem Bira na série, o nutricionista Edgar Tito Neto e o educador físico Luciano Oliveira.

Cada episódio do Geração Saúde tem 30 minutos de duração, e é reprisado às 14h do mesmo dia, na versão em libras (linguagem brasileira de sinais).

Para acompanhar mais a série, basta acessar a página do programa. A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica) em todo o país e por meio da internet no Portal do MEC. O sinal está disponível também nas tevês por assinatura Via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Assessoria de Imprensa da Seed

Assista a chamada do programa

Aluna morre ao ser atingida por trave de futebol em SP

Agência Estado
A Polícia Civil de Araraquara, no interior de São Paulo, vai abrir um inquérito para apurar a causa da morte de uma estudante de 12 anos na quadra da Escola Estadual Angelina Lia Rolfsen, no bairro do Cecap. O incidente ocorreu no último dia 28 de julho, quando a menina foi atingida no abdome por uma trave de futebol enquanto brincava na quadra da escola com outros alunos. Desde aquele dia a garota ficou internada em estado grave em um hospital da região. Ela morreu na noite de ontem.

"Vamos apurar se a menina morreu devido a uma fatalidade ou se houve negligência por parte da escola", disse a delegada Meirelene de Castro Rodrigues, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde o caso foi registrado. Funcionários da escola e os alunos que estavam com a jovem no momento do ocorrido devem ser chamados na próxima semana para prestar depoimento.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/10/aluna-morre-ao-ser-atingida-por-trave-de-futebol-em-sp.jhtm

USP cai 46 posições em ranking internacional de universidades

Da Redação
Em São Paulo

A USP (Universidade de São Paulo) caiu 46 posições em um ranking anual de instituições de ensino superior elaborado pelo instituto QS. Ela saiu do 207º para o 253º lugar. A primeira colocada é a Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

As outras brasileiras que aparecem no ranking são a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em 293º lugar (subindo três posições em relação a 2009), a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em 381º (duas posições acima). A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), estreante na lista, ficou entre as posições 501-500 –a colocação exata não foi divulgada pelo QS–, junto com a PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica). A Unesp (Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" está entre as 50 últimas do ranking, que tem 600 instituições.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/10/usp-cai-46-posicoes-em-ranking-internacional-de-universidades.jhtm

Unicamp aprova programa que dá 120 vagas para alunos da rede pública. Comente

O Profis (Programa de Formação Interdisciplinar Superior) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) foi aprovado pelo Conselho Universitário da instituição nesta quinta-feira (9). O programa será uma forma de ingresso paralela ao vestibular e deve dar 120 vagas na graduação para os alunos de escolas públicas de Campinas (SP) com ingresso já no ano letivo de 2011.

Serão escolhidos os estudantes mais bem colocados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, sendo até dois estudantes por escola. Para participar, é preciso ter cursado os três anos do ensino médio no ensino público e o último ano em escola pública de Campinas. A Unicamp fará o cadastro dos interessados nas escolas.
retirado do site:http://forum.vestibular.blog.uol.com.br/arch2010-09-05_2010-09-11.html#2010_09-09_20_48_03-8953204-0

Entenda o que é o Fundeb; Amapá deve colocar mais de R$ 460 milhões no fundo neste ano

Da Redação
Em São Paulo

O Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) é o instrumento utilizado pela União e por Estados e municípios para o financiamento das modalidades básicas de ensino –do infantil ao médio. Em 2010, o Amapá, Estado que teve o governador preso nesta sexta-feira (10) suspeito de desviar dinheiro do fundo, prevê colocar R$ 465,8 milhões no Fundeb.

O Fundeb substituiu, em 2007, o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), que financiava somente o fundamental.

O cálculo é baseado na arrecadação de impostos e tributos locais e cada estado tem seu próprio fundo. O valor pode ser complementado pela União caso o total não atinja o valor mínimo por aluno estabelecido pelo MEC (Ministério da Educação). O Amapá, de acordo com o órgão, não vai utilizar o dinheiro do governo federal para atingir a meta, que é de R$ 1.414,85 em 2010.

O dinheiro cai nas contas das secretarias de educação de forma automática. A distribuição às redes públicas estaduais e municipais é feita de acordo com o número de alunos contabilizados no censo da educação, organizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Nesta sexta, o governador do Amapá, Pedro Paulo (PP), o ex-governador Waldez Góes (PDT) e mais 10 pessoas foram presos pela Polícia Federal suspeitos de participarem de um esquema de desvio de verbas do Fundeb e do Fundef. A assessoria de imprensa do governo amapaense disse que vai esperar a PF se manifestar para comentar a prisão do governador.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/10/entenda-o-que-e-o-fundeb-amapa-deve-colocar-mais-de-r-460-milhoes-no-fundo-neste-ano.jhtm

Pesquisa mostra que intolerância religiosa ainda está presente em escolas brasileiras

Heliana Frazão
Especial para UOL Educação
Em Salvador

Profissionais “despreparados” para lidar com religiões diferentes. Invasão de terreiros. Ofensas. Crianças isoladas por colegas e professores. Esses são alguns dos problemas encontrados por uma pesquisadora que visitou escolas de vários Estados do país e constatou que a intolerância religiosa em estabelecimentos de ensino é um problema grave e ainda invisível para as autoridades e a sociedade.
A pesquisadora Denise Carreira revela ter percebido certo “despreparo” dos profissionais de educação para lidar com o problema. Ela identificou que a principal fonte de discriminação são as religiões neopentecostais, que, segundo Denise, historicamente usam métodos de “demonização” para com algumas seitas.

Denise afirma ter observado em suas viagens casos de crianças, famílias e professores adeptos de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, discriminados e hostilizados no seu cotidiano. Algumas crianças chegam a ser transferidas ou até mesmo abandonam a escola em razão da discriminação.

“Existem ocorrências de violência física (socos e até apedrejamento) contra estudantes; demissão ou afastamento de profissionais de educação adeptos de religiões de matriz africana ou que abordaram conteúdos dessas religiões em classe; proibição de uso de livros e do ensino da capoeira em espaço escolar; desigualdade no acesso a dependências escolares por parte de lideranças religiosas; omissão diante da discriminação ou abuso de atribuições por parte de professores e diretores etc”, diz.

“São muitos casos e isso é, também, uma violência para com os direitos humanos, embora constitua uma agenda invisível na política educacional no Brasil”, afirma. As denúncias, sustenta Denise, mostram que as atitudes discriminatórias vêm aumentando em decorrência do crescimento de determinados grupos neopentecostais, principalmente nas periferias das cidades, e do poder que eles têm midiático.

O relatório, que será divulgado no dia 19, no Rio de Janeiro, e encaminhado a organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), traz recomendações para a resolução do problema. Uma das ferramentas para fazer frente ao problema, de acordo com relatora, é a implementação da lei federal 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica.
Experiência própria

Jandira Santana Mawusi, estudante do curso de pedagogia na Uneb (Universidade Estadual da Bahia), e coordenadora de um curso pré-vestibular em uma escola municipal no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, conhece esse tipo de discriminação por experiência própria. “Desde que falei que sou de candomblé, os meus colegas de sala de aula mudaram comigo. Tenho dificuldade para me integrar aos grupos de estudo, e eles me olham como se fosse uma pessoa diferente, capaz de lhes fazer algum mal”, afirma.

Segundo ela, na escola onde leciona, diariamente, o diretor convida a todos para rezar o “Pai Nosso” antes das aulas. “Certo dia, ele me convidou a me juntar aos demais na oração. Então, perguntei se eu também poderia rezar para xangô. Ele respondeu que não porque não daria tempo”, conta.

Jandira diz que a mãe de duas crianças que estudaram nessa mesma escola recorreu ao Ministério Público porque suas filhas foram apontadas como “possuídas” por um professor, por serem de candomblé.

Não raro, diz ela, pessoas iniciadas temem revelar suas crenças. “Há pouco tempo, fazendo uma pesquisa no bairro, perguntei a uma senhora, dona de um terreiro, qual era a sua religião. Fiquei um tempo sem resposta. Indaguei a razão do seu silêncio e ela me disse que se devia à intolerância predominante.”

Atuando há mais de 10 anos na formação de profissionais para evitar intolerâncias racial e sexual e outras, membros do Ceafro (Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero) mostraram-se chocados com a seriedade dos depoimentos colhidos por Denise.
"Não é novidade"

“Para nós, esse tema não é novidade. Mas, devo reconhecer, foi impactante ouvir os relatos de professores e mães de alunos que tiveram problemas. Doeu ouvir de alunos, por exemplo, que fizeram ‘santo’, e, tendo que usar roupas brancas, andaram com a cabeça raspada, foram taxados de ‘filho de diabo’, entre outras aberrações a que foram submetidos, ao ponto de não quererem mais voltar para a escola ou quererem abandonar o candomblé”, conta Ceres Santos, coordenadora executiva do Ceafro. “É muito grave”, diz.

Denise Carreira esteve na Bahia entre os dias 9 e11 de agosto. Ouviu o Ministério Público Estadual, as secretarias de Educação e Reparação, representantes dos terreiros de candomblé e outras lideranças religiosas. Segundo ela, as visitas ocorreram em Estados como Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

O relatório será apresentado também ao Congresso Nacional, ao Conselho Nacional de Educação, Ministério Público Federal, autoridades educacionais, e instâncias internacionais de direitos humanos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/10/pesquisa-mostra-que-intolerancia-religiosa-ainda-esta-presente-em-escolas-brasileiras.jhtm

Lula inaugura campus em SP e destaca expansão do ensino superior no país

Potal do MEC
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, participaram nesta sexta-feira, 10, da cerimônia de inauguração do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo no município de Suzano. Haddad destacou que São Paulo tinha apenas três unidades de escolas federais de educação profissional. Hoje, 21 estão em funcionamento, decorrentes do plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Concluída a fase de expansão, ainda este ano, haverá um total de 28 unidades.

Segundo Haddad, o ensino oferecido na instituição paulista habilita os estudantes a disputar vagas em qualquer universidade pública do país. “O instituto federal de São Paulo, pelas notas dos alunos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), pode ser considerado o melhor estabelecimento público de ensino médio do estado”, disse. “A qualidade da educação é comparável à de qualquer país desenvolvido.”

Lula destacou o crescimento do número de universidades federais no estado e de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) oferecidos aos estudantes paulistas. “Já passaram pelo ProUni 704 mil estudantes. Só em São Paulo, foram 234 mil”, destacou o presidente.

Na visão de Lula, a concepção de educação mudou no país nos últimos anos. “Hoje, os prefeitos não fazem mais pedidos apenas de coisas triviais para a educação; querem, também, campi de universidades e escola técnica”, disse.

Pelo plano de expansão e interiorização dos campi, ressaltou Lula, já existem 14 novas universidades federais e 118 extensões universitárias. Na educação profissional, estão em funcionamento 187 novas escolas, que geraram 90 mil matrículas em cursos técnicos, superiores de tecnologia e de licenciatura. Outras 27 unidades serão entregues até o fim do ano.

Campus — O campus de Suzano está localizado na região metropolitana de São Paulo, distante 42 quilômetros da capital paulista. A área é, hoje, um dos principais polos industriais da região do Alto Tietê, com 327 empresas de pequeno, médio e grande portes.

Inicialmente, a instituição oferece os cursos técnicos em automação industrial e comércio. No campus, já estão matriculados 160 alunos. Pelas previsões, serão feitas 600 matrículas até 2012. O investimento realizado no campus de Suzano, até agora, é de R$ 4,9 milhões.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: instituto federal, inauguração

Projetos da Etec de Piedade são referência no Estado

Os projetos desenvolvidos pelos alunos dos cursos de Agroecologia, Agroindústria, Agricultura Familiar e Técnico em Cozinha da nova Escola Técnica Estadual (Etec) de Piedade já vêm servindo de referência no Estado, como pode constatar a diretora da Unidade, Neide Gutiyama, que esteve na Capital, na sede do CEETEPS (Centro Estadual de Educação Tecnológica "Paula Souza"), apresentando as experiências locais e que, segundo ela, causaram ótima impressão no supervisor responsável pela Etec Piedade. "Eu digo que nossa Escola é um recém-nascido, que tem poucos cabelos e chora muito, mas nossas experiências causaram uma ótima impressão na equipe do Centro Paula Souza, inclusive em relação ao apoio que temos recebido da Prefeitura", completou.

Numa parceria com a Prefeitura local, a Escola deixará, aliás, de funcionar num espaço anexo ao Ceabasp (Centro de Abastecimento de Piedade) e passará a funcionar no antigo prédio da Escola Tessari. "O projeto de desapropriação da área já foi aprovado na Câmara Municipal", informou o prefeito Geremias Ribeiro Pinto (PT), em visita à Escola acompanhando o deputado estadual sorocabano Hamilton Pereira (PT). "Agora, precisamos fazer as reformas necessárias para garantir uma estrutura apropriada para que essa iniciativa possa deslanchar ainda mais", acrescentou o prefeito.

Desde o mês de fevereiro, a Unidade de Piedade deixou de ser uma classe descentralizada da Etec Rubens de Faria e Souza, de Sorocaba. A diretora também apontou, por outro lado, preocupação em desfazer mitos criados pela população em relação a alguns cursos oferecidos na Unidade, como o de Agroecologia.

"Pelo nome, esse é um curso que sofre resistência dos próprios produtores, por puro desconhecimento", afirmou. "E a proposta é exatamente garantir que os produtores possam desenvolver seu trabalho sem que cometam crimes contra o Meio Ambiente", aduziu.

Entre as experiências que estão sendo desenvolvidas com os alunos, está o Projeto Caracol, de horta circular baseada em mandala, o curso de Agronomia oferecido em módulos numa parceria com a UFSCar, a construção de minhocário e a produção de húmus. Entre os projetos futuros, a diretora cita o Centro de Referência de Classificação de Produtos Hortifrutigranjeiros, o laboratório de análise de solo e o restaurante-escola, com gerenciamento pelos alunos, além de uma campanha de consumo frutas, legumes e verduras.

O deputado estadual Hamilton Pereira, que já conhecia o trabalho desenvolvido por Neide Gutiyama na Etec Rubens de Faria e no Banco de Alimentos de Sorocaba, afirmou que não poderia esperar outro resultado em relação à Etec de Piedade. "Podemos citar o próprio sucesso da experiência do Banco de Alimentos de Sorocaba, que hoje arrecada 35 mil toneladas de alimentos por mês, como o exemplo da capacidade da Neide", observa Hamilton. "Ficamos muito satisfeitos em verificar que Piedade está podendo aliar a competência dessa profissional à disposição política da Prefeitura, em benefício da população local e da economia da região", completa.

Fonte: Diário de Sorocaba
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=205

Estudo revela que região de Santos criará 59 mil empregos diretos até 2020

As atividades de exploração e produção de petróleo e gás na Bacia de Santos serão responsáveis pela geração de 59 mil postos de trabalho na região até 2020. O número tem como base estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e foi revelado nesta semana num relatório preliminar elaborado pela Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespeg).

Segundo o levantamento encomendado pela comissão, do total de vagas criadas com a chegada da indústria petrolífera, cerca de 13 mil (ou 22%) serão criadas pela própria Petrobras, principal operadora da reserva. Os 78% restantes também trabalharão diretamente com a operação, mas atuarão através de empresas terceirizadas. "O IPT estima quase 60 mil novos postos de trabalho de contratação direta na Baixada Santista como um todo", revela o secretário-executivo da Cespeg, José Roberto dos Santos, que apresentou o relatório em encontro realizado na Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), na última segunda-feira, com autoridades da região. "E aqui não estão computadas aproximadamente mais 40 mil vagas com as empresas fornecedoras de bens, peças e equipamentos e prestadoras de serviço. A gente está falando numa expectativa de 100 mil postos de trabalho", calcula Santos.

Atento a esse novo cenário, o secretário afirma que a prioridade atual do governo estadual gira em torno da qualificação da mão de obra. "A nossa função agora é tentar gabaritar ao máximo as pessoas que já estão aqui para que elas possam formar essa mão de obra", disse ele aos representantes das prefeituras presentes na reunião. De acordo com Santos, os cursos técnicos oferecidos pelo Governo do Estado passarão a privilegiar os prestadores de serviços de nível técnico, como mecânicos e eletricistas, muito requisitados para trabalhar em plataformas, conforme salientou ele. "Basicamente os cursos que o Centro Paula Souza oferece já atende boa parte da demanda, como técnicos em eletrônica, metalurgia e eletricista.

O que estiver de fora, o Centro se compromete a estudar a grade curricular e atender", garantiu o representante da Secretaria de Desenvolvimento.

Fonte: Tribuna de Santos
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=211

Estudante de eletrônica cria lousa digital de baixo custo

A vontade de um estudante, o incentivo de uma escola, a procura de um professor e a intenção de um empresário foram cruciais para a materialização de uma invenção em Tatuí: a lousa interativa digital de baixo custo.

De olho no mercado de lousas digitais e a fim de ajudar o acesso de deficientes físicos ao equipamento, José Carlos da Cruz Júnior, então estudante de Eletrônica com ênfase em Automação Industrial da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Tatuí, desenvolveu o equipamento que promete revolucionar o sistema educacional, já implantado numa escola de idiomas da cidade.

A ideia é simples: basta um computador, um datashow, uma web-câmera e a “caneta mágica”, uma espécie de mouse, só que no formato de caneta gigante, que não conta com fios e possibilita a utilização da lousa digital em qualquer espaço, seja na parede, no chão, numa lousa comum, numa cortina, onde a imaginação quiser ou for preciso. “Queria fazer uma lousa que desse para qualquer um acessá-la em qualquer lugar. Um cadeirante, por exemplo, poderia acessá-la numa parede, à sua altura. Além, claro, com custo reduzido, para acessibilizá-las às instituições, entidades”, detalhou Zé Carlos, como é conhecido.

Sua invenção, resume ele, é a criação da “caneta mágica” e do software que a aceita através do computador. Produto que ele garante, agora, custar cerca de um quarto da lousa digital comum, que já está no mercado e que pode custar até R$ 40 mil. “Como o processo é rápido e fácil, fazê-la não é complicado. Como a lousa digital é muito cara, penso em reduzir a um quarto esse custo”, observa.

A idéia do agora tecnólogo em Eletrônica é facilitar o acesso da rede educacional, a princípio, da sua cidade, que, somente no ano passado, gastou cerca de R$ 800 mil com a aquisição de 22 lousas digitais para a rede municipal de ensino.

A diferença entre as duas lousas é que a disponível no mercado exige que a imagem digital seja refletida num quadro branco apropriado, que recebe os comandos do “mouse” com o toque da mão na tela. “Excluir a tela foi bacana porque posso fazer de lousa qualquer espaço”, disse ele que já foi procurado pela Prefeitura.

A invenção já foi patenteada pelo autor, que já recebeu encomendas e deve ser o primeiro microempresário a se instalar na futura incubadora de Tatuí. O futuro empresário está otimista. “Acho que vai dar certo. Se usarem a lousa já estou feliz”, conclui.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=177

Mais quatro cidades paulistas, da região de São José do Rio Preto, terão Ensino Técnico gratuito

O secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou no sábado, 9 de janeiro, uma série de convênios para implantação do Ensino Técnico gratuito do Centro Paula Souza nos municípios de Ibirá, Elisiário, Pindorama e Ariranha. No total, serão abertas 200 vagas em cursos técnicos nos quatro municípios da Região de São José do Rio Preto. As classes já começam a funcionar neste primeiro semestre de 2010.

Ibirá
A primeira parceria será assinada, às 9h30, na Câmara Municipal, com o prefeito Nivaldo Domingos Negrão. A classe descentralizada de Ibirá vai oferecer 80 vagas distribuídas entre os cursos de Administração e Turismo Receptivo no período noturno. A unidade funcionará na Escola Municipal Perciliano José Bueno – Rua São Vicente de Paula, 1003 – Centro.

Elisiário
Em seguida, o secretário estará em Elisiário, onde assina, às 12 horas, na Câmara Municipal, convênio com o prefeito Valdecir Ferreira de Souza. A classe descentralizada de Elisiário vai oferecer 40 vagas no curso técnico de Informática, no período noturno. A unidade funcionará na Escola Municipal Regina Tereza A. Fazazzi – Rua Benedito Borges da Silveira, 165 – Centro.

Pindorama
Após o evento em Elisiário, o secretário segue para Pindorama, onde assina, às 14h30, convênio com a prefeita Maria Inês Bertino Miyada, durante solenidade na Câmara Municipal. A classe descentralizada será implantada na Escola Municipal Ermelinda Carneiro Pinto Attabi – Rua 1º de Maio, 184, no centro de Pindorama. Já neste primeiro semestre de 2010, a escola vai oferecer o curso técnico de Agente Comunitário de Saúde (40 vagas à noite).

Ariranha
Por último, o secretário estará em Ariranha, onde assina, às 16h30, no Teatro Municipal Lizia Pozzeti Lopes, convênio com o prefeito Joamir Roberto Barboza. A classe descentralizada de Ariranha será implantada na Escola Municipal Dircília de Carvalho Pereira Gutierrez – Rua João Colombo 627, no conjunto habitacional João Lázaro Colombo. A unidade vai oferecer 40 vagas para o curso técnico gratuito de Administração, no período noturno.

Empregabilidade
De acordo com o último levantamento da Área de Avaliação Institucional (AAI) do Centro Paula Souza – divulgado em dezembro de 2009 – 73,7% dos técnicos formados pelas Etecs conseguem emprego um ano após a conclusão do curso. As estatísticas mostram, ainda, que 87,7% têm vinculo formal de trabalho e ganham, em média, 2,2 salários mínimos – o que representou um aumento de 22,2% em relação ao balanço do período anterior.
O setor da indústria, segundo o estudo, é o que mais emprega (24,7%), seguido por serviços (18,8%), comércio (13,9%), saúde (10%), informática (7,8%), educação (5,9%), construção civil (5%) e agropecuária (3,8%). Os 10% restantes estão empregados em outras áreas. As empresas que mais contratam são as grandes corporações, com 30,2% da força de trabalho, seguidas pelas médias empresas, com 20,5%.

Ficha Técnica
Ibirá – convênio para implantação de cursos técnicos de Administração e Turismo Receptivo
Data: 09/01/2010
Horário: 9h30
Local: Câmara Municipal de Ibirá
Endereço: Praça José Bernardino de Seixas, 1 – Centro – Ibirá – SP

Elisiário – convênio para implantação de curso técnico de Informática
Data: 09/01/2010
Horário: 12 horas
Local: Câmara Municipal de Elisiário
Endereço: Rua Benedito Borges da Silveira, 370 – Centro – Elisiário – SP

Pindorama – convênio para implantação de curso técnico de Agente Comunitário de Saúde
Data: 09/01/2010
Horário: 14h30
Local: Câmara Municipal de Pindorama
Endereço: Av. Rio Branco, 223 – Centro – Pindorama – SP

Ariranha – convênio para implantação de curso técnico de Administração
Data: 09/01/2010
Horário: 16h30
Local: Teatro Municipal Lizia Pozzeti Lopes
Endereço: Rua José Ayusso, 210 – Centro – Ariranha – SP

Fonte: Secretaria do Desenvolvimento de SP
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=255

Alunos da Etec Aristóteles Fereira, de Santos, vencem concurso de vídeo

Alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) Aristóteles Fereira, de Santos, venceram o concurso de vídeos “Baixada Santista 2012 – A Região do Nosso Futuro”, promovido pela Unimonte, universidade privada da região. A proposta da competição era que estudantes realizassem a produção de um vídeo, usando como tema as expectativas para os próximos anos da vida social, cultural, econômica e ambiental de uma das nove cidades da Baixada Santista.

Os estudantes Carlos da Silva, Felipe Silva e Luan Hunzicker, ganharam na categoria Ensino Médio pela produção do video “2012 – Uma Nova Realidade na Baixada”. Além da 1ª colocação, as estudantes Priscilla Efigênio, Rayane de Freitas e Mariana Dias, garantiram para a escola o 3º lugar com o vídeo: "Santos não é só praia".

"Procuramos abordar os pontos fortes das cidades utilizando uma câmera de celular para a gravação do vídeo. Isso mostra que é possível fazer o melhor com o que você tem", afirmou Carlos da Silva.

Como prêmio a Etec recebeu cinco computadores e os vencedores farão uma viagem de 15 dias para a Nova Zelândia, para aprender inglês.

retirado do site:http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/Noticias/2010/setembro/08b_alunos-da-etec-aristoteles-fereira-de-santos-vencem-concurso-de-video.asp

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brasil vai ao México conhecer programa de certificação

Portal do MEC
Em países como França e México, a certificação de saberes adquiridos fora da escola já é tradição. No Brasil, a experiência tem menos de um ano, instituída pela Portaria Interministerial nº 1.082, que criou a Rede Nacional de Certificação Profissional e Formação Inicial e Continuada (Rede Certific). Uma equipe de coordenadores do programa esteve no México para conhecer as estratégias de certificação daquele país.

O programa Certific testa e reconhece a qualificação de trabalhadores que adquiriram conhecimento na prática profissional, sem formação específica. A previsão é de que, quando estiver em pleno funcionamento, a rede poderá atingir 30 milhões de trabalhadores em todo país. No México, a iniciativa já acontece há 12 anos e promove a diplomação de 300 mil trabalhadores anualmente.

Uma das vantagens do programa brasileiro é que todo o processo, a partir da inscrição, é gratuito. No México o trabalhador paga uma taxa. “Além disso, os candidatos que não comprovam domínio suficiente das técnicas são dispensados, sem receber uma formação”, relatou Sônia da Costa, coordenadora nacional do Certific.

No programa brasileiro, o candidato é entrevistado por uma banca de especialistas. Depois do teste, há duas possibilidades. Se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um certificado do instituto federal que o examina, comprovando sua qualificação. Caso sejam constatadas falhas técnicas, o próprio instituto se encarrega de oferecer a formação ao trabalhador. Se for constado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para depois ser certificado.

No México, o processo de certificação dura em média duas horas e meia. Lá, a missão assistiu a três experiências de certificação no Colégio Nacional de Educação Técnico-Profissional do México (Conalep). A primeira foi em mecânica automotiva, a segunda em turismo e a terceira em informática. Todos os candidatos foram certificados em duas horas e meia.

No Brasil, o processo de certificação pode durar meses ou mesmo anos. Apesar de ser mais demorada, a iniciativa brasileira atrela formação profissional à elevação de escolaridade para um público difícil de atingir, formado por adultos a partir dos 18 anos. “Nós certificamos por perfil profissional. Acreditamos que o trabalhador deve entender o processo, os princípios científicos e sócioculturais envolvidos naquele fazer” explicou a coordenadora.

Inscrições – Os trabalhadores interessados em ter o seu saber reconhecido pelo Certific devem ser das áreas inicialmente atendidas pelo programa: pesca, construção civil, turismo e hospitalidade, eletroeletrônica e música. As inscrições vão até esta sexta-feira, 10, e devem ser feitas no instituto federal de educação, ciência e tecnologia mais próximo. Mais informações podem ser obtidas na página eletrônica do programa. Até a primeira semana de setembro, o número de inscritos já havia chegado a 2,6 mil trabalhadores.

Ana Júlia Silva de Souza


Palavras-chave: Educação profissional, Institutos federais, Certific

Recursos para caixas escolares estão disponíveis nas contas

Portal do MEC
Caixas escolares e associações de pais e mestres receberam, nos últimos dias, R$ 38.808.457,03 do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O dinheiro foi transferido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nos dias 1º, 3 e 6 de setembro e está disponível nas contas correntes das entidades registradas no programa.

No dia 1º, foram depositados R$ 308.192,00 para escolas do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Essas instituições cuidam de alunos portadores de necessidades especiais, como a Fundação Varginhense de Assistência aos Excepcionais de Varginha (MG), a Associação Mantenedora Centro Integrado de Prevenção de Curitiba, a Associação de Proteção e Orientação aos Excepcionais de Campos dos Goytacazes (RJ) e a Associação de Reabilitação Infantil Limeirense, de Limeira (SP).

PDE Escola – No dia 3 de setembro, foram enviados R$ 29.808.457,03 para as escolas públicas do ensino básico de diversos municípios. Outros R$ 6.506.000,00 foram transferidos, no dia 6 de setembro, desta vez para o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola).

Ainda no dia 6, o FNDE depositou R$ 1.608.669,02 para os caixas escolares ou associações de pais e mestres de escolas que oferecem o ensino integral. Em Goiás, foram contempladas 30 escolas localizadas nos municípios de Anápolis, Formosa, Luziânia e Valparaíso de Goiás. Minas Gerais teve sete caixas escolares contemplados, nos municípios de Pouso Alegre e Sabará. Já no Pará, receberam dinheiro quatro associações de pais e mestre de escolas dos municípios de Altamira e Benevides.

O valor enviado a cada beneficiado pode ser conferido no portal do FNDE, no item liberação de recursos.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: Recursos para a educação, Dinheiro Direto na Escola, FNDE

Conselho Nacional de Educação aprova exigências mais duras para universidades

Por Ricardo Westin, Folha Online
Pelas normas atuais, para ter o título de universidade, a instituição precisa oferecer três cursos de mestrado e um de doutorado. Só que muitas universidades não atendem nem sequer à regra atua
O Conselho Nacional de Educação negou na noite desta terça-feira um recurso apresentado por faculdades e universidades particulares que tentava impedir o endurecimento das regras para que uma instituição ganhe ou renove o título de universidade.
Pelas normas atuais, para ter o título de universidade, a instituição precisa oferecer três cursos de mestrado e um de doutorado.
Em maio, o Conselho de Educação propôs critérios mais exigentes: quatro mestrados e dois doutorados.
A mudança afeta as faculdades e os centros universitários que queiram se tornar universidades. Mas assusta principalmente as instituições que já têm o título de universidade. Caso não cumpram os novos requisitos, as universidades poderão ser "rebaixadas" a centros universitários e, assim, perder a autonomia para abrir cursos.
Muitas universidades não atendem nem sequer à regra atual de três mestrados e um doutorado.
Todas as universidades particulares e federais (a norma não afeta as estaduais e as municipais) estarão obrigadas a se recredenciar. Porém, terão um período de transição: até 2013 precisarão ter três mestrados e um doutorado e até 2016, quatro mestrados e dois doutorados.
Cinco entidades representativas de faculdades e universidades privadas (ABMES, Semesp, Anup, Anaceu e Abrafi) recorreram. Com o recurso agora derrubado pelo Conselho Nacional de Educação, as regras propostas vão para o Ministério da Educação, que precisará homologá-las para que entrem em vigor.
"Há questões que não foram consideradas, como as diferenças regionais", diz José Roberto Covac, assessor jurídico das cinco entidades. "Em São Paulo, é fácil ter esse número de mestrados e doutorados. No Norte e no Nordeste, é mais difícil."
Ainda segundo Covac, caso o Ministério da Educação homologue as novas regras, as mensalidades cobradas dos alunos deverão sofrer aumento, já que as instituições terão custos extras para se adaptarem à nova realidade.
Segundo Milton Linhares, membro do Conselho Nacional de Educação, as mudanças são "bem equilibradas". "As novas universidades já terão de seguir a regra de quatro mestrados e dois doutorados. Mas as atuais universidades terão um prazo bastante razoável para se adaptarem."
retirado do site:http://www.administradores.com.br/informe-se/noticias-academicas/conselho-nacional-de-educacao-aprova-exigencias-mais-duras-para-universidades/37461/

Estudante poderá sair com dois diplomas de novos cursos da Unesp

Do G1, em São Paulo
Graduações em ciências, física e meteorologia foram aprovadas por conselho. Previsão é que os cursos comecem em 2012 com 80 vagas.
Campus da Unesp, na Barra Funda, Zona Oeste de
São Paulo (Foto: Daniel Patire/ACI/Unesp)
O Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovou em reunião na quinta-feira (26) a criação dos cursos de bacharelado em ciências exatas, física ambiental, física fundamental, física econômica e meteorologia. A previsão é que comecem a ser oferecidos em 2012. O projeto prevê que sejam abertas 80 vagas.
Os cursos serão ministrados na nova unidade que será formada pela fusão do Instituto de Física Teórica (IFT), campus localizado na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), campus de Bauru, no interior do estado.
Pela proposta dos novos cursos, os alunos terão uma formação básica em ciências exatas, com duração mínima de três anos. O estudante já recebe um diploma de bacharel desse curso.
Após essa etapa, o estudante pode optar pela complementação dos estudos em um dos outros quatro cursos. Se escolher meteorologia, o aluno faz mais dois anos de aulas em Bauru. Se escolher os cursos de física, faz mais um ano em São Paulo. Esses cursos dão um segundo diploma para o estudante.
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Segundo o reitor Herman Jacobus Cornelis Voorwald, as diferentes áreas da física são uma forma de formar um profissional que saiba solucionar problemas.
"A ideia é propiciar a esses estudantes disciplinas que os habilitem a ter uma possibilidade de inserção no mercado mais ampla do que a física convencional", disse Voorwarld.
De acordo com o reitor, o campus de São Paulo, que hoje tem cursos de pós-graduação, terá de passar por ampliações para receber os novos estudantes. "O prédio precisa de salas e laboratórios. Os professores já estão lá", disse.
retirado do site:http://www.administradores.com.br/informe-se/noticias-academicas/estudante-podera-sair-com-dois-diplomas-de-novos-cursos-da-unesp/37481/

Mulheres são maioria dos aprovados no Vestibulinho das Etecs

As mulheres são maioria entre os aprovados no processo seletivo das Escolas Técnicas (Etecs) estaduais. É o que mostra o Relatório Socioeconômico do Vestibulinho para o 2º semestre de 2010, elaborado pela Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), instituição responsável pelos processos seletivos das unidades do Centro Paula Souza. Dos 55.691 aprovados que responderam à pesquisa* no ato da inscrição, 28.671 (51,48%) são do sexo feminino.

A superioridade não aparece apenas em cursos em que as mulheres já predominam tradicionalmente, como Enfermagem (82%), Nutrição e Dietética (89%) ou Secretariado (95%). Nos cursos do eixo tecnológico de Gestão e Negócios elas são maioria: Administração (64%), Comércio (65%), Contabilidade (60%), Marketing (60%) e Técnico Jurídico (65%).

A proporção é ainda maior nos cursos da área Hospitalidade e Lazer, como Agenciamento de Viagem (78%), Cozinha (73%), Eventos (72%), Hospedagem (74%) Museu (60%) e Turismo Receptivo (70%).

Em alguns cursos do eixo de Produção Industrial, como Açúcar e Álcool (53%) e Produção de Cana-de-Açúcar (55%), a presença feminina também é maior que a dos homens.

“A maioria dos nossos alunos vêm do Ensino Médio no qual já existe essa predominância. Além disso, a oferta de vagas em cursos na área de Gestão e Negócios, Ambiente, Saúde e Segurança vem crescendo ao longo dos anos”, explica Almério Melquíades de Araújo, coordenador de Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza. De acordo com a pesquisa, cerca de 80% dos aprovados já concluíram ou estão matriculados no Ensino Médio.

Inclusão social

O levantamento mostra ainda que as Etecs desempenham um papel importante na inclusão social no Estado. Mais de 84% dos aprovados neste último Vestibulinho vieram da rede pública de ensino.

Desde 2006, o Sistema de Pontuação Acrescida beneficia candidatos afrodescendentes (com bônus de 3% nas notas) e oriundos do ensino público (10% de acréscimo). Se o candidato estiver nas duas situações, acumula 13%.

Neste último Vestibulinho, 31,38% dos aprovados se declararam afrodescendentes e 28,53% receberam os 13% de bônus.

Outros números

61% têm entre 17 e 23 anos
86% têm renda familiar até 5 salários mínimos
34% procuram um curso técnico para melhorar o desempenho profissional
33% procuram um curso técnico para facilitar a ascensão profissional

*O questionário no qual se baseia o Relatório Socioeconômico é de preenchimento facultativo.
retirado do site:http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/Noticias/2010/agosto/20_mulheres-sao-maioria-dos-aprovados-no-vestibulinho-das-etecs.asp

Ensino a distância: uma realidade crescente no Brasil

“Não tinha a menor idéia do que era ensino a distância, e, além disso, tinha uma idéia errada a respeito desta modalidade de ensino”. A afirmação de Ricardo Salomão, aluno do curso de graduação a distância em Ciências Contábeis da PUC Minas Virtual, demonstra o desconhecimento que a sociedade brasileira ainda tem em relação ao ensino a distância.

Ele ingressou no curso no primeiro semestre de 2007. E seu aprendizado tem sido tão positivo que ele foi o aluno Destaque Acadêmico do seu curso no primeiro semestre de 2008. “Percebo a importância que o ensino a distância tem ganhado no Brasil; muita gente, assim como eu, não teria condições de estudar novamente, não fosse esta possibilidade”, frisa.

Ricardo não é o único a perceber a importância que o ensino a distância tem ganhado no Brasil. Segundo a Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (Seed/MEC), houve um crescimento de 571% no número de cursos de graduação a distância entre 2003 e 2006 no Brasil. Neste período, o número de matrículas cresceu 315% e o número de concluintes, 544%. “Muitos têm medo da qualidade de um curso a distância. Mas, na PUC Minas, o sistema adotado é tão bom, tão próximo da excelência, que o aprendizado se dá tranqüilamente”, comenta Ricardo.

E o Ministério da Educação tem atuado buscando assegurar a qualidade do ensino a distância no Brasil. Em meados de novembro, o Ministério determinou a desativação de 1.337 centros de educação a distância, com a suspensão de vestibulares ou redução de novas vagas, e prazo de um ano para que as universidades promovam melhorias, sob ameaça de descredenciamento. As medidas atingiram quatro instituições de ensino, submetidas a um pente-fino do MEC, por terem um grande número de alunos e serem alvo de denúncias de irregularidades e falhas de conteúdo e de avaliação.

Peculiaridades

A trajetória de Ricardo exemplifica muitas das características do ensino a distância no Brasil. Casado, pai de duas filhas, com outra formação superior e já no mercado de trabalho, Ricardo procurou o ensino a distância para complementar sua formação, crescer profissionalmente e ampliar seus conhecimentos. “O mercado demanda cada vez mais qualificação dos profissionais e, hoje em dia, não basta ter uma formação especifica em determinada área, o mercado prefere as pessoas polivalentes. E o ensino a distância tem sido, para mim e muitos colegas, uma excelente ferramenta para este fim”, analisa Ricardo, que mora e trabalha no Rio de Janeiro e tem como pólo de apoio presencial do seu curso a cidade de Juiz de Fora.

Dados da Seed/MEC mostram que, assim como Ricardo, a maioria dos alunos de ensino a distância no Brasil é casada, com filhos e mais velha do que os alunos de ensino presencial. Na PUC Minas Virtual, 55% dos alunos da graduação a distância em Ciências Contábeis têm mais de 30 anos. Outros dados também demonstram que a maioria destes alunos tem renda menor e vem de escola pública. “Nestas condições, percebemos a importância da educação a distância como forte instrumento de inclusão social”, sinaliza o professor Enilton Ferreira Rocha, coordenador da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) em Belo Horizonte.

Novos papéis

A modalidade de ensino a distância introduz modificações bastante profundas no papel do professor e do aluno. “O professor passa a ser um criador de conteúdos, orientador da aprendizagem, parceiro na construção do curso”, destaca a professora Maria Beatriz.

O papel do aluno também muda bastante. “De uma atitude mais passiva, pois, na forma tradicional de aprendizagem a iniciativa do ensino cabe mais ao professor, o aluno passa a ser o principal sujeito de sua própria aprendizagem”, afirma a diretora da PUC Minas Virtual. “Eu cheguei a conclusão, logo no início do curso, que o segredo do ensino a distância é a disciplina, muito mais do que em um curso presencial. Eu me disciplinei para estudar, pelo menos, duas horas por dia, todos os dias. E, nos fins de semana, dou uma esticada, umas três horas. Se existe alguma palavra-chave no ensino a distância, esta palavra-chave é a disciplina” assegura Ricardo Salomão.

Em sintonia com a realidade

Educação a distância não é novidade. A história remete aos antigos cursos por correspondência, que aconteceram a partir do século XVIII nos Estados Unidos. No Brasil, o Instituto Universal Brasileiro, iniciado em 1940, é uma das instituições mais antigas a manter cursos por correspondência. Com o avanço da tecnologia, vários meios hoje em dia se combinam para oferecer uma educação a distância de qualidade, que vai muito além dos cursos por correspondência.

A educação a distância foi introduzida oficialmente no sistema de ensino brasileiro em 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases. A PUC Minas, apenas três anos depois, criou a PUC Minas Virtual, sua Diretoria de Ensino a Distância. “O futuro da educação no Brasil está no ensino a distância. Nossa população, cada vez mais velha, demonstra que o foco da educação no país tem que começar a mudar, buscando aqueles que foram excluídos quando mais jovens e aqueles que buscam ampliar seus conhecimentos por exigência do mercado de trabalho”, afirma a professora Maria Beatriz.

Aprendendo para ensinar

A ascensão do ensino a distância leva muitos professores a buscarem cursos que auxiliem a trabalhar com esta modalidade de ensino. “Muitos professores tem formação e experiência ampla no ensino tradicional, mas não têm preparo para lidar com o ensino na distância. Para atuar nos cursos de graduação a distância, é exigência do MEC que os professores tenham especialização em EAD”, reitera a professora Maria Beatriz.

A PUC Minas Virtual oferece a especialização em Educação a Distância: Concepção e Planejamento. Para a professora Beatriz, a capacitação de pessoal para trabalhar com EAD é umas das funções da PUC Minas Virtual. “A qualidade da educação a distância depende mais das pessoas do que da tecnologia. E, aqui na PUC Minas Virtual, temos uma equipe experiente e preparada para lidar com esta modalidade de ensino”, alega a professora.

Fonte: Assessoria de Comunicação PUC Minas
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=207

Investir em qualificação profissional pode ser uma alternativa para driblar a crise

Em meio à crise financeira que aflige o mundo, o fantasma do desemprego tem se tornado uma realidade cada vez mais presente. No período de novembro de 2008 até a primeira quinzena de fevereiro, 5.964 postos de trabalho foram fechados no Estado, segundo a SRTE-SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo). Para aproveitar esse período de busca por uma recolocação profissional, a ordem é investir em qualificação.

Atualmente, o PEQ (Programa Estadual de Qualificação) tem 120 vagas abertas somente no Grande ABC (veja quadro abaixo). No Estado, o número sobe para 4.470. Com previsão de início para o próximo dia 9, os cursos são voltados a quem está desempregado e qualificam em funções como eletricista, jardineiro e assistente administrativo.

As vagas são disponibilizadas de acordo com a demanda da região, o que aumenta as chances de os alunos serem absorvidos pelo mercado. A mesma regra vale para os profissionais afetados pelas turbulências econômicas. Segundo especialistas em Recursos Humanos, diante de uma situação de desemprego, é preciso tirar o foco de um único setor e estar atento às novas oportunidades.

Profissões muito requeridas no passado, hoje estão saturadas. Além da gastronomia, áreas como telemarketing, jardinagem e eventos são as novas apostas do mercado de trabalho. Até a faxina tem ganhado uma cara nova.

Já a falta de dinheiro definitivamente não é mais desculpa para não investir na carreira. Em vigor desde o segundo semestre do ano passado, neste ano o PEQ passou a oferecer aos alunos bolsa auxílio no valor de R$ 210 por mês, além de ajuda para transporte e lanche.

Os interessados devem ter entre 20 e 59 anos e cumprir os pré-requisitos de instrução exigidos pelo curso. Para inscrever-se, basta pegar uma carta de encaminhamento para o curso em uma PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) e se dirigir à escola - na região, os cursos são ministrados pelo Centro Paula Souza. Caso não haja interesse nos cursos oferecidos, é possível realizar o cadastro, no próprio PAT, e aguardar a abertura de novas vagas.

Fonte: Diário do Grande ABC
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=124

Fatec Carapicuíba informatiza bibliotecas públicas

Alunos do curso de Análise de Sistemas e Tecnologias da Informação, da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Carapicuíba, informatizaram bibliotecas públicas do município. Para isso adaptaram às necessidades específicas dessas bibliotecas o software gratuito Biblivre, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para catalogar material, fazer pesquisa do acervo, controlar a consulta, a circulação e a reserva de livros, efetuar o empréstimo e a devolução de exemplares.

"As informações técnicas disponíveis sobre o software eram muito sucintas, só quem é da área entendia", diz a professora Magali Rossi, que orientou a turma. Então os estudantes elaboraram três manuais em linguagem acessível: para o usuário, para aqueles que vão fazer instalação (com um passo a passo) e para o treinamento de bibliotecários.

Os estudantes ajudaram em todas as etapas do processo. Até arrumaram bibliotecas:
algumas tinham livros dispostos em caixas. Depois fizeram a preparação física dos computadores, com limpeza e avaliação da capacidade de processamento e memória, para receber o sistema operacional Linux (também aberto e gratuito), personalizado para o uso específico das bibliotecas. Por fim, o programa Biblivre foi adaptado para as escolas e os funcionários receberam treinamento.

As bibliotecas públicas informatizadas pela Fatec Carapicuíba são:
EE Gov Andre Franco Montoro
EE Josué Mattos de Aguiar
EP Fabiana de Queiros
EE Amos Meucci
Biblioteca Municipal de Carapicuíba
Secretaria Municipal de Educação – COHAB

Fonte: Centro Paula Souza
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=212

Estudantes de escolas técnicas de SP serão avaliados

Pela primeira vez desde sua criação, em 1996, o Saresp (exame da rede estadual de ensino) avaliará neste ano também alunos das escolas técnicas mantidas pelo governo de SP - colégios considerados "top" no sistema e que têm notas semelhantes às das particulares.

Até então, a avaliação focava alunos da rede estadual "convencional", sem vestibulinho para entrada como nas técnicas. Privadas e municipais são só convidadas.

Parte dos alunos das Etecs (escolas técnicas) critica a decisão. "É uma forma de melhorar a média sem melhorar a rede pública", diz membro do grêmio estudantil da Etec Albert Einstein. Alunos de cinco Etecs da capital articulam boicote.

A Secretaria da Educação afirmou que tomou a decisão para que a avaliação ficasse mais ampla, analisando também a situação das Etecs.

Os dados do Saresp deste ano -na próxima semana- deverão ser apresentados no primeiro semestre de 2010, ano eleitoral.

A qualidade de ensino é um dos principais problemas do atual governo, que vem adotando medidas para melhorar a área, como avaliação de professores e pagamento de bônus às escolas que mais melhorarem.

No último Enem, as escolas técnicas tiveram um desempenho 20% superior à rede convencional (59,2 pontos contra 47,3, numa escala até cem).

Apesar do bom desempenho em outras avaliações, ainda é incerto o impacto que as Etecs terão na média geral do Estado no Saresp, pois estudantes dessa rede representarão 2% dos participantes do ensino médio.

Fonte: Folha de S. Paulo
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=246

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Conselheiros escolares farão curso de formação na Paraíba

Portal do MEC

Centenas de integrantes dos conselhos escolares das 1.038 escolas da rede pública estadual da Paraíba vão participar, em novembro, de três dias de formação. Os conteúdos abordados no curso estão na coleção de 11 cadernos produzidos pelo Ministério da Educação e distribuídos para as escolas das redes públicas.

Embora os conselhos escolares tenham sido criados no estado há mais de dez anos, por decreto, a qualificação dos conselheiros ainda é precária, de acordo com a gerente executiva de acompanhamento da gestão escolar da Secretaria de Educação da Paraíba, Maria do Socorro de Oliveira Pinto Patrício. Ela explica que, para intervir na vida da escola, os conselheiros precisam saber o que é e como se pratica a gestão democrática, o que é e como se alcança a qualidade da educação, como acontece o processo de ensino e aprendizagem, além do papel de fiscalização dos recursos da educação.

O projeto de criação do curso de formação de conselheiros nasceu durante o Dia do Conselho, denominado Dia C, que a Gerência de Gestão Escolar realizou em 30 de julho nas 1.038 escolas da rede pública do estado. Nesse dia, segundo Maria do Socorro, milhares de pessoas, entre alunos, pais, professores, representantes de instituições e entidades foram para a escola discutir. “A resposta ultrapassou nossa expectativa”, disse.

No município de Cajazeiras, que é sede de uma das 12 gerências de educação e cultura da Paraíba, todas as escolas municipais participaram do Dia do Conselho promovido pela Secretaria Estadual de Educação. O evento, segundo Maria do Socorro, terminou na praça central da cidade, com uma série de manifestações culturais preparadas durante aquele dia. A qualificação dos conselheiros é uma das respostas às expectativas que a comunidade trouxe.

Conselho Escolar – Previstas no artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), criada em 1996, a gestão democrática e a participação da comunidade na vida da escola foram reforçadas no Plano Nacional da Educação (PNE), em vigor de 2001 a 2010. A participação da comunidade na gestão democrática acontece no Conselho Escolar.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares da Secretaria de Educação Básica (SEB), Roberto Junior, o MEC não tem dados atualizados sobre a constituição dos conselhos nas 27 unidades da Federação e nos 5.565 municípios. A informação deve ser prestada pelas secretarias de educação no processo de atualização dos planos de ações articuladas (PAR) neste ano.

Ionice Lorenzoni


Conheça os cadernos sobre conselhos escolares produzidos pelo MEC e o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares.
Palavras-chave: Educação básica, Conselhos escolares, SEB

Pesquisa mostra que aumenta a escolarização dos brasileiros

Portal do MEC
A escolarização dos brasileiros aumentou. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados nesta quarta-feira, 8, mostram que a proporção de pessoas que tinham pelo menos 11 anos de estudo subiu de 25,9% em 2004 para 33% em 2009, e que 97,6% das crianças de 6 a 14 anos estão na escola.

O maior crescimento na taxa de escolarização – percentual dos que frequentam a escola – se deu entre as crianças de 4 e 5 anos e os jovens de 15 a 17. Entre as crianças daquela faixa etária, 86,9% estão na escola, o que representa aumento em relação a 2008, quando a taxa era de 76,2%. Já entre aos adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização em 2009 ficou em 90,6%. Em 2008, era de 84,5%.

“A educação brasileira ainda está longe da ideal, mas nunca esteve tão bem”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, os números da Pnad são coincidentes com as estimativas do Ministério da Educação. “Se a tendência for mantida, a meta de universalizar o ensino dos quatro aos 17 anos até 2016 será alcançada.” No fim de 2009, foi aprovada a Emenda Constitucional 59, que estabelece o fim gradual da desvinculação das Receitas da União (DRU) para a educação e a ampliação do ensino obrigatório e gratuito a todas as etapas da educação básica.

Analfabetismo – A taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 anos de idade ou mais caiu de 11,5% em 2004 para 9,7% em 2009, sendo que o analfabetismo funcional, para essa mesma faixa etária, foi de 24,4% para 20,3%. O Nordeste teve o maior índice de redução da taxa de analfabetismo, de 22,4% para 18,7% no mesmo período.

De acordo com a meta estabelecida pela Conferência Mundial de Educação de Dacar, em 2000, os países comprometidos devem melhorar a taxa de alfabetização em 50% até 2015. O Brasil deve alcançar 6,7% de taxa de analfabetismo. “A meta é factível, mas vamos ter que fazer esforço adicional para alcançá-la. Para isso, é preciso continuar apostando no regime de colaboração entre União, estados e municípios”, disse Haddad.

Escolaridade dos trabalhadores – Em 2009, 43,1% da população ocupada tinham pelo menos o ensino médio completo, frente aos 33,6% em 2004. Aqueles com nível superior completo representavam 11,1% do total; em 2004, era 8,1%. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os percentuais de pessoas ocupadas com pelo menos o ensino médio ultrapassaram 40% em 2009.

Na visão de Haddad, a demanda por mão-de-obra qualificada deve aumentar. Por isso, segundo o ministro, a expansão da educação profissional e da superior ainda deve pautar as políticas públicas. “A demanda da sociedade moderna é por mais formação. O Brasil tem almejado deixar de ter desenvolvimento mediano.”
A mostra da Pnad 2009 foi de 399.387 pessoas em 153.837 domicílios em todo o país.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: Escolaridade, Pnad

Orçamento garante evolução em todas as áreas, diz o ministro

Portal do MEC
A evolução do orçamento do Ministério da Educação – de R$ 20 bilhões para R$ 67 bilhões, entre 2003 e 2011 – foi um dos destaques do balanço das atividades apresentado pelo ministro Fernando Haddad nesta sexta-feira, 3, em Santa Maria (RS). Haddad participou de evento com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou obras de quatro universidades federais gaúchas.

De acordo com o ministro, o crescimento do orçamento se deve à decisão do presidente de escrever e colocar em prática um programa transformador da educação. “Abrangente, o programa compreende investimentos públicos em todas as etapas do ensino, na formação de professores, na expansão da educação universitária, profissional e tecnológica”, disse Haddad.

Os frutos da decisão foram contabilizados pelo ministro: abertura de 250 mil vagas de ingresso nas universidades, segundo dados do Censo Escolar fechado esta semana (em 2002 eram 113 mil), 214 novas escolas técnicas federais estarão prontas até o final deste ano (em 2002 eram 140 unidades), 2 mil creches e pré-escolas financiadas com recursos do MEC que, quando concluídas, vão atender 300 mil crianças.

A ampliação das fontes de financiamento também foi proposta pelo governo federal e aprovada pelo Congresso Nacional. O Fundef, fundo que financiava o ensino fundamental, foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que financia toda a educação básica. Os repasses da União para o Fundef foram de R$ 430 milhões em 2002 e em 2010, com o Fundeb, alcançaram R$ 8 bilhões.

Haddad também relatou a vitória dos professores da educação básica na conquista do piso nacional de salário. Depois de décadas encaminhando uma reivindicação justa, de acordo com o ministro, os professores foram vitoriosos em 2008, com a aprovação da lei do piso no Congresso Nacional, imediatamente sancionada pelo presidente.

O ministro também falou nos investimentos no transporte escolar para os estudantes da área rural, na elevação dos repasses da União para a merenda escolar, no ingresso de mais de 700 mil alunos de escolas públicas em instituições de ensino superior privadas com bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni), entre outros.

Campi – De Santa Maria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad inauguraram campi e obras de infraestrutura nas universidades federais de Santa Maria (UFSM), do Pampa, de Rio Grande e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Ionice Lorenzoni

Exigência de fiador para o Fies vai acabar. Fundo garantirá instituições

Portal do MEC
A exigência de fiador no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai acabar. Medida provisória publicada nesta quarta-feira, 8, permite a criação de um fundo garantidor para as instituições, com o fim de substituir o sistema de fiança e facilitar o acesso à educação superior.

“A maioria das pessoas que tentam contratar o Fies e não conseguem é porque não tem fiador”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, a composição do fundo garantidor será feita a partir do próprio mecanismo de financiamento. De cada título emitido pelo Fies a favor da instituição, será destacada uma parcela para o fundo garantidor.

De acordo com o ministro, a medida provisória deverá ser regulamentada até o fim de setembro, com regras definidas pelos ministérios da Educação e da Fazenda. A adesão das instituições ao fundo garantidor será voluntária; portanto, o fiador será necessário naquelas que não optarem pelo fundo.

Hoje, cerca de 800 instituições participam do Fies. Até o fim de 2009, foram fechados 562 mil contratos. Só este ano, foram firmados 47 mil, com a reformulação do programa. O novo formato do Fies facilitou a tomada do financiamento por parte dos estudantes. Além das inscrições permanentemente abertas, o que permite que o aluno solicite o financiamento em qualquer época do ano, os juros baixaram para 3,4% ao ano e o prazo para quitação do empréstimo foi ampliado (três vezes o tempo de duração do curso, acrescido de doze meses).

“O Brasil precisa chegar a 10 milhões de universitários na próxima década, que é um patamar adequado para atender às necessidades de crescimento do país”, ressaltou Haddad. Segundo ele, o Fies reformulado, aliado a outras ações, como o Programa Universidade Para Todos (Prouni), a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a expansão das universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia, ajuda a alcançar o objetivo mais rapidamente.

Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: Educação superior, Fies, financiamento estudantil
retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15850

Idade e localização dos analfabetos no país dificultam redução das taxas, diz Haddad

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
Atrair uma população idosa e moradora do campo para retornar às salas de aula é o principal desafio para reduzir as taxas de analfabetismo no país, avaliou o ministro da Educação , Fernando Haddad. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE) de 2009, divulgada hoje (8), o Brasil tem atualmente 14 milhões de analfabetos, o que representa 9,7% da população acima de 15 anos.

De acordo com Haddad, nas áreas urbanas, na população entre 15 e 49 anos, a taxa de analfabetismo é inferior a 4%. Ele ressaltou ainda que a idade média do analfabeto no Brasil é de 56 anos. “É uma população dispersa pelo território e economicamente ativa. São pessoas que só teriam a noite ou o fim de semana para estudar. Não é uma tarefa qualquer”, disse o ministro.

Em 2000, o Brasil assinou acordo internacional com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) se comprometendo a reduzir em 50% a taxa de analfabetismo até 2015. Isso significa chegar ao patamar de 6,7% em seis anos. As últimas edições da Pnad mostraram que a queda tem sido lenta. De 2007 para 2008 foi de 0,1% e de 2008 para 2009 de 0,3%.

Na avaliação do ministro, será necessário um “esforço adicional” para atingir essas metas. Segundo ele, é preciso continuar apostando na colaboração com municípios para chegar até essa população. “Acredito que o próximo censo [do IBGE] será uma grande instrumento para promover as alterações necessárias para acelerar o passo”, afirmou. De acordo com ele, o censo trará um diagnóstico mais preciso do problema, permitindo o trabalho com prefeituras e regiões onde as taxas são mais altas.
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/especiais/pnad/2010/ultimas-noticias/2010/09/08/idade-e-localizacao-dos-analfabetos-no-pais-dificultam-reducao-das-taxas-diz-haddad.jhtm

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Prática Respiratória no Dia a Dia

Autor: Alberto Filho
Certas rotinas, hábitos que praticamente já fazem parte mentalidade da humanidade, logo também se encarregam de criar os novos comportamentos dos jovens, e como não podemos evitar, resta então aprendermos sobre elas e decidirmos se nos servem ou, quando não, se podem ser descartadas de vez de nossas vidas.

Com o passar dos anos, logo o jovem passa a absorver, incorporar, como se fossem papéis carbonos ou esponjas sugadoras, os caracteres dos adultos à sua volta. É espontâneo já que o ato de imitar é nossa maior e natural faculdade de apreender novas habilidades, qualificações, sejam elas negativas ou positivas. Tudo que somos o aprendemos pela imitação, até o emitir dos fonemas que formam todo nosso vocabulário falado. Não aprendemos a falar repetindo o que nos dizem, mesmo que inicialmente não conheçamos o significado? E assim não é com tudo o mais?
E uma das propriedades como seres humanos, da qual fomos dotados, são os nossos estados emocionais. E estes diferem em características daqueles dos outros animais, pela capacidade que temos de nos darmos conta disso. Assim, podemos sentir emoções e memorizá-las, guardá-las como lembranças, conscientemente, com a ajuda do nosso pensamento, e as classificarmos como más ou boas. Em relação às demais classes animais sobre a terra, o fato de sermos dotados da capacidade de pensar e concretizar em atos nossas idéias, revela-se, um atributo singular, um espetacular progresso, uma diferença incapaz de espontaneamente ser alcançada por qualquer um deles.

Mas, como seres pensantes e emocionais, herdamos dos nossos antepassados muitas questões psicológicas mal resolvidas, entre elas as angústias, as fobias, e toda uma série de sofrimentos existentes apenas em nossa psique. Daí a insegurança, a incerteza, as deformações de caráter, assumirem em nossos dias papel de destaque. São tais estados resultados das crises existenciais, da enorme pressão competitiva, da incapacidade de realizarmos todos os desejos que o mundo deliberou para nós como coisas necessárias, vitais, à obtenção da felicidade, do viver pleno.

Conscientes de que uma nova postura é necessária para ajudar os jovens a enfrentarem seus dilemas pessoais, existenciais, suas crises de identidade e problemas com a auto-estima, deve então o pai ou educador, através da auto-ajuda, ou aperfeiçoamento pessoal, ensinar-lhes novos meios de lidar com tudo isso. Não sem antes eles próprios aprenderem; de praticarem em si mesmos.

Frequentemente, encontramos em nossas salas de aula, jovens de todas as faixas etárias, desmotivados, inseguros, carentes de afeto, em busca de uma direção para si mesmo e para o viver; em busca de um sentido para a vida, e quase no limiar de mergulharem no desespero, por não saberem onde encontrar ajuda, sem saberem a quem devem dirigir-se, seja por falta de afinidade ou por falta de confiança, ficando enfim sem ter com quem compartilhar o que sentem. Esse vácuo que acaba por se criar, torna-se muitas vezes uma porta de entrada para a deformação moral e ética de muitos deles; pode representar o desperdício de um grande potencial criador, a anulação do despertar da capacidade produtiva de um jovem, que mais tarde poderia ser o diferencial de transformação em toda uma sociedade.

Há algum tempo atrás, fomos procurados por uma jovem, queixando-se de uma falta de motivação, que eventualmente, sem prévio aviso, a dominava completamente. Nas vésperas dos exames, ou em vésperas de um compromisso que julgasse mais sério, logo a coisa ganhava proporções avassaladoras, uma vez que somado à falta de motivação, invadia-a uma angústia difícil de expressar através de palavras. E essa incapacidade de poder expressar de uma forma clara o que sentia, a deixava ainda mais angustiada, impotente, quase sem interesse por coisa alguma, e nestes dias, mesmo de alimentar-se não fazia questão.

Resolvemos então modificar um pouco nossas aulas, e com uma turma de jovens da mesma faixa etária, iniciamos, sem que soubessem disso, mesclando em meio à disciplina tradicional e obrigatória de cada pauta escolar, assuntos relacionados com inseguranças pessoais, auto-estima, as razões dos nossos medos, etc. Com o passar dos dias, isso acabou por criar entre eles um despertar quase unânime sobre suas questões mais íntimas, suas próprias dúvidas existenciais, seus medos e problemas particulares. Depois de analisar a coisa por algum tempo, chegamos à conclusão de que a insegurança, a falta de confiança em si mesmo, devia ser tratada com alguma atenção de nossa parte, já que a escola permanecia alheia a tudo isso.

Uma prática que incluímos como parte da didática escolar desses jovens, uma simples atividade que podia ser praticado em qualquer lugar, cujo resultado foi além de nossas expectativas, foi simples exercícios respiratórios. Nada de mais, apenas uma compreensão do quanto é importante o correto modo de respirar para o equilíbrio do nosso bem estar físico, e em especial no controle dos nossos estados emocionais, o autocontrole.

A Prática:

Inicialmente pedimos que todos, sentados do modo que lhes parecesse mais confortável, inspirassem pelo nariz, a quantidade de ar que cada um julgasse adequada para si. Deveriam em seguida, reter por alguns instantes esse ar nos pulmões, sem esforço ou desconforto, e depois lentamente ir liberando pela boca. Esvaziados os pulmões, não completamente para não serem obrigados a tomar novo ar às pressas, deveriam respirar normalmente, sem pressa, duas ou três vezes e repetir o processo. Explicamos que isso aumentaria a capacidade respiratória de cada um, traria mais oxigênio para seus cérebros, tendo como efeito imediato, a eliminação de qualquer ansiedade indesejada.

Posteriormente, lhes pedimos para que aspirassem o ar pelo nariz, e simultaneamente, enquanto aspiravam esse ar, inflassem suas barrigas. Isso lhes permitira reter por um tempo maior o ar, depois, sempre dentro de uma condição onde o limite de cada um ainda não tivesse sido alcançado, deveriam expelir pela boca, enquanto lentamente contrairiam suas barrigas, e mais uma vez, não deveriam ficar sem fôlego, para não serem obrigados a tomar ar às pressas.

Explicamos então que, essa retenção de ar, sempre dentro de um limite confortável para cada um, poderia servir de concentração às vésperas de um exame importante, ou outra atividade onde a ansiedade se fizesse presente. Também lhes informamos que, essa atividade respiratória, ajudaria a controlar seus impulsos naturais, suas ânsias, e lhes traria mais serenidade para o dia a dia, desde que regularmente, quando sentissem necessidade, fosse praticada.

Claro que isso já havíamos feito com crianças menores, e os resultados foram tão promissores que resolvemos aplicar a todos. Os benefícios pudemos ver nos pequenos, quando se tornaram mais quietos, mais autoconfiantes, com maior controle sobre seus estados emocionais. E as brigas diminuíram, era como se de repente, cada um, se sentisse responsável por si mesmo e pelos seus atos. Com os mais velhos, de uma resistência e falta de credibilidade inicial, logo tivemos resultados que podemos chamar de excelentes. E logo muitos deles nos relatavam como estavam compartilhando a idéia em casa, com os amigos, como aquilo fora importante para conhecerem um pouco mais sobre si mesmos, seus estados de espírito, seus atos diários.
retirado do site:http://sitededicas.uol.com.br/art_pratica_respiratoria.htm

Unicamp divulga beneficiados com a redução de taxa do vestibular

222 candidatos pagarão R$ 60 em vez de R$ 120 para realizar o processo seletivo
iG São Paulo
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) divulgou nessa sexta-feira a lista de contemplados com a redução parcial da taxa de inscrição do vestibular 2011 da Universidade Estadual de Campinas. Foram beneficiados 222 candidatos e o resultado pode ser acessado no site da Comvest.

Com a redução de 50% no valor da taxa, os beneficiados vão pagar R$ 60 em vez de R$ 120 para realizar o vestibular da Unicamp. Segundo a Comvest, todos os estudantes que preencheram os requisitos previstos pela resolução do vestibular (GR37/2010) receberam a redução parcial da taxa.

Para efetivar a inscrição no vestibular da Unicamp, os estudantes contemplados devem preencher o Formulário de Inscrição específico, que está disponível no site da Comvest, e pagar a taxa de R$ 60, até o dia 8 de outubro – último dia para se inscrever no vestibular.

O Vestibular Unicamp oferece 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto).
retirado do site:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/unicamp+divulga+beneficiados+com+a+reducao+de+taxa+do+vestibular/n1237769297950.html

"O Brasil de hoje deve sua existência à capacidade de vencer obstáculos que pareciam insuperáveis em 1822", diz Laurentino Gomes

Antônio Carlos Olivieri
Karina Yamamoto
Em São Paulo

O jornalista Laurentino Gomes costuma dizer que escrever sobre a Independência do Brasil era "quase uma obrigação". Jornalista experiente e talentoso, ele é autor do famoso 1808, livro que narra as aventuras da família real no Brasil. Por que ler 1822? "Este é um livro reportagem, escrito em linguagem simples e acessível a qualquer pessoa interessada em entender um pouco melhor o Brasil de hoje", conta Laurentino.

Segundo ele, a colônia que viria a ser o Brasil, "tinha tudo para dar errado". Confira trechos da entrevista concedida ao UOL Educação, por e-mail:

UOL Educação - 1822 é um livro apenas para quem gosta de histõria?
Laurentino Gomes - No livro eu mostro que em 1822 o Brasil tinha tudo para dar errado. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O analfabetismo era geral. Os ricos eram poucos e, com raras exceções, ignorantes. O isolamento e as rivalidades entre as províncias prenunciavam uma guerra civil, que poderia resultar na divisão do território, a exemplo do que já ocorria nas vizinhas colônias espanholas. Sem dinheiro, o novo país nascia falido. Curiosamente, esse Brasil improvável conseguiu se manter unido e se firmar como nação independente por uma notável combinação de sorte, acaso, improvisação, e também de alguma sabedoria. O Brasil de hoje deve sua existência à capacidade de vencer obstáculos que pareciam insuperáveis em 1822. E isso, por si só, é uma enorme vitória, mas de modo algum significa que os problemas foram resolvidos. Ao contrário. A Independência foi apenas o primeiro passo de um caminho que se revelaria difícil, longo e turbulento nos dois séculos seguintes. As dúvidas a respeito da viabilidade do Brasil como nação coesa e soberana, capaz de somar os esforços e o talento de todos os seus habitantes, aproveitar suas riquezas naturais e pavimentar seu futuro persistiram ainda muito tempo depois da Independência.

UOL - Dom Pedro 1º é de fato, o protagonista da histõria da Independência do Brasil?
Laurentino - D. Pedro foi um meteoro que cruzou os céus da história numa noite turbulenta. Deixou para trás um rastro de luz que ainda hoje os estudiosos se esforçam por decifrar. Viveu pouco, apenas 35 anos, mas seu enigma permanece nos livros e nas obras populares que inspirou. Raros personagens passaram para a posteridade de forma tão controversa. Era uma força viva da natureza.

UOL - E o Dom Pedro chefe de Estado, como era? Tinha ideias próprias ou sempre estava sob as asas de José Bonifácio?
Laurentino - Nas idéias políticas, D. Pedro foi um personagem à frente do seu tempo. Era admirador de Napoleão Bonaparte, o homem que havia obrigado seu pai, D Pedro, a fugir de Portugal. Tinha um discurso liberal, mas uma índole autoritária. Fechou a constituinte em 1823 porque os deputados não se curvaram à sua vontade e, no ano seguinte, outorgou ao Brasil uma das constituições mais liberais e avançadas da época. Depois de abdicar ao trono brasileiro, em 1831, voltou a Portugal para defender as idéias liberais numa guerra épica contra o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono português em um golpe absolutista. A vitória de D. Pedro nessa guerra foi celebrada pelos liberais no mundo todo. Era, portanto, um homem que idéias próprias e bem diferentes daquelas defendidas pelo seu pai, D. João VI, e a mãe, Carlota Joaquina, que os últimos soberanos absolutos de Portugal.

UOL- Qual é a importância de José Bonifácio em todo o processo?
Laurentino - O Brasil que emergiu das Margens do Ipiranga em 1822 tem a inconfundível assinatura de José Bonifácio. Foi o grande conselheiro e braço direito de D. Pedro na Proclamação da Independência. Com a ajuda dele, o jovem príncipe de apenas 23 anos conseguiu manter o país unido naquele momento em que os riscos de uma guerra civil e de separação das diferentes províncias eram enormes. Bonifácio esteve à frente do ministério de D. Pedro por escassos dezoito meses, de janeiro de 1822 a julho de 1823, mas nenhum outro homem público brasileiro realizou tanto em tão pouco tempo. Sem ele, o Brasil de hoje provavelmente não existiria. Na Independência, Bonifácio era “um homem com um projeto de Brasil”, na definição do historiador e jornalista Jorge Caldeira. Na sua visão, a única maneira de impedir a fragmentação território brasileiro após a separação de Portugal seria equipá-lo com um “centro de força e unidade” sob o regime de monarquia constitucional e a liderança do imperador Pedro I. Foi essa a fórmula de Brasil que trinfou em 1822.

UOL - Pouco depois da Independência, iniciado o Primeiro Reinado, não demorou a ocorrer um desentendimento entre o poder Executivo, exercido por dom Pedro, e os parlamentares, de modo que nossa primeira Assembleia Constituinte foi fechada e nossa primeira Constituição outorgada (em vez de promulgada). Pode-se dizer que o estigma dos governos autoritários no país nasceu simultaneamente ao próprio país?
Laurentino - Os riscos do processo de ruptura com Portugal eram tantos em 1822 que a elite brasileira, constituída por traficantes de escravos, fazendeiros, senhores de engenho, pecuaristas, charqueadores, comerciantes, padres e advogados, se congregou em torno do imperador Pedro I como forma de evitar o caos de uma guerra civil ou étnica que, em alguns momentos, parecia inevitável. Conseguiu, dessa forma, preservar os seus interesses e viabilizar um projeto único de país no continente americano. Cercado de repúblicas por todos os lados, o Brasil se manteve como monarquia por mais de meio século. Como resultado, o país foi edificado de cima para baixo. Coube à pequena elite imperial, bem preparada em Coimbra e outros centros europeus de formação, conduzir o processo de construção nacional, de modo a evitar que a ampliação da participação para o restante da sociedade resultasse em caos e rupturas traumáticas. Alternativas democráticas, republicanas e federalistas, defendidas em 1822 por homens como Joaquim Gonçalves Ledo, Cipriano Barata e Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, este líder e mártir da Confederação do Equador, foram reprimidas e adiadas de forma sistemática.

UOL - Portugal só reconheceu a Independência do Brasil em 1825, mediante uma indenização de dois milhões de libras. Teria sido esse o primeiro “arranjo entre as elites” da história do Brasil?
Laurentino - A assinatura do tratado com Portugal, em 1825, abriu o caminho para que todas as demais monarquias europeias reconhecessem o Brasil independente. A primeira foi a Inglaterra, em janeiro de 1826. Depois, Áustria, França, Suécia, Holanda e Prússia. Os termos da negociação com Portugal, no entanto, causaram revolta entre os brasileiros e contribuíram para desgastar a imagem de D. Pedro, em especial quando se tomou conhecimento de uma cláusula secreta pela qual o Brasil se comprometia a pagar aos portugueses a quantia de dois milhões de libras esterlinas a título de indenização. Parte desse dinheiro seria destinado a cobrir empréstimos que Portugal havia contraído na Inglaterra com o objetivo de mobilizar tropas, navios, armas e munições para combater a emancipação do Brasil entre 1822 e 1823. Propriedades e outros bens portugueses confiscados durante os conflitos também seriam devolvidos aos seus donos originais. Em resumo, depois de ganhar a guerra caberia aos brasileiros ressarcir os prejuízos dos adversários derrotados. Os adversários acusaram D. Pedro de “comprar a independência”
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/07/o-brasil-de-hoje-deve-sua-existencia-a-capacidade-de-vencer-obstaculos-que-pareciam-insuperaveis-em-1822-diz-laurentino-gomes.jhtm

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