sábado, 28 de agosto de 2010

Ebenezer de Menezes, da Agência EducaBrasil
“A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) trouxe um cenário surpreendente, uma mudança de paradigma na educação básica que transforma a escola de centro de transmissão de informação em laboratório de aprendizagem”. A afirmação é do professor Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), que participou do VIII EPEB (Encontro Perspectivas do Ensino de Biologia), realizado entre os dias 20 e 22 de fevereiro na Cidade Universitária, em São Paulo. Ao lado do professor, compondo a mesa redonda “A presença da Biologia na reforma educacional e suas implicações para a construção da cidadania e do conhecimento”, participaram também os professores Graça Aparecida Cicillini, da Faculdade de Educação da Universidade de Uberlândia, e Alice Casemiro Lopes, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Bizzo iniciou sua participação abordando a reforma da educação e a presença da Biologia nela. Ele entende que há uma tentativa de mudar o caráter da escola por trás da LDB. “A escola não deve ser vista como um lugar onde as pessoas se sentam e recebem alguma coisa; a escola deve ser um lugar onde algo tem que ser criado; e esse algo a ser criado não está preestabelecido”, frisou.

Em outro momento de sua fala, o professor destacou que a LDB não traz nenhuma disciplina obrigatória, apesar de muitos educadores perguntarem qual é o currículo mínimo. “O que há de obrigatório é que cada escola precisa ter o seu projeto pedagógico”, salientou. Bizzo disse ainda que o projeto pedagógico pode ser diferente de uma escola para outra. “Darcy Ribeiro sabia da diversidade de nosso País e que não havia sentido colocar uma camisa-de-força nas escolas”. Outro ponto importante lembrado por Bizzo foi sobre a participação dos professores: “Isso está assegurado na lei”, ressaltou, referindo-se ao projeto pedagógico como uma “constituição da escola”.

As mudanças decorrentes da LDB vêm deixando muitos profissionais da educação perplexos porque, segundo Bizzo, “estavam acostumados a grades curriculares, conteúdos mínimos, mínimos horários etc.” O professor da USP entende que o momento atual é de tomada de decisão. Prova disso foi um curso semipresencial realizado no início deste ano com professores da rede: “O que os professores mais querem discutir é o que é um projeto pedagógico”.

Bizzo, em outro momento de sua fala, abordou o conteúdo nas diretrizes curriculares. Ele entende que o conhecimento científico não é um fim em si mesmo. “É apenas uma maneira, um coadjuvante para ajudar a desenvolver competências”, garantiu. Essa idéia, no entanto, tem gerado muita confusão. O que fazer com o conhecimento que tivemos na escola? Qual a sua função? Bizzo apresentou duas respostas. “Alguns dizem que o conhecimento científico é o contexto da aprendizagem”. Ou seja, a escola assimila os conhecimentos científicos que devem ser entendidos pelo aluno e que devem ajudá-lo a desenvolver competências com base neles. Mas há também aqueles que entendem que o importante é “desenvolver competências”. Neste caso, o conhecimento é um pretexto para a aprendizagem.

“Então posso pegar um artigo de jornal ou alguma coisa que suscite uma discussão; e a partir dela desenvolver a capacidade de argumentação, de comunicação, de análise de dados, ou seja, faço os alunos desenvolverem competências mais genéricas que podem ser aplicadas a diferentes contextos”, explicou. Essa concepção de educação, segundo Bizzo, aparece claramente nas avaliações como a do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que a chamou de “exame de competências”.

Bizzo concluiu sua participação no VIII EPEB dizendo que “vivemos um momento para entender a autonomia que a lei nos faculta”. Além disso, recomendou questionarmos sobre como podemos administrar essa autonomia entendendo que o conhecimento pode ser pretexto, mas também pode ser contexto de aprendizagem.
retirado do site:http://www.educabrasil.com.br/eb/exe/texto.asp?id=451

Profissionais de internet inovam em formato de palestras

Ebenezer de Menezes, da Agência EducaBrasil
O InterCon 2008, em sua 5ª edição, realizado no dia 25 de outubro, em São Paulo, tratou do tema "Inovação Digital. Os desafios do Brasil". O encontro, promovido pelo iMasters (www.imasters.com.br), portal especializado em tecnologia da informação, reuniu mais de 800 profissionais de internet e mais de 20 renomados palestrantes de companhias como Bullet, Almap/BBDO, Mercado Livre, JWT, Oracle, entre outras empresas. Houve várias palestras simultâneas, oficinas técnicas e show de humor, garantindo a presença de diferentes públicos.

O encontro mostrou que as novas tecnologias não param de inovar e provocar experiências diversas nos usuários. O aumento da geração e do consumo de conteúdo foi um tema frequentemente lembrado pelos palestrantes. A internet como prática cotidiana também esteve presente nas discussões, ilustrando rotinas como sair do trabalho, da escola, ir para a ginástica, passar pelo MSN, dar uma paradinha no blog ou no Twitter e encerrar o dia no Orkut. Frequentar a rede mundial tornou-se um hábito cotidiano.

A inovação como tema ultrapassou o conteúdo das palestras e atingiu também o formato com uma dinâmica totalmente diferente. O público formado por diferentes profissionais podia escolher uma entre duas palestras simultâneas no mesmo palco. Na entrada, todos receberam um fone de ouvido e rádio com canais 1 e 2 conectados aos dois palestrantes. Bastava apertar um botão (se preferir, bastava dar um clique!) para navegar de uma a outra palestra. No início, houve um pouco de confusão e alguns problemas técnicos, mas rapidamente foram solucionados. A novidade provocou algumas situações interessantes e provocadoras.

Estava todo mundo em silência quando uma salva de palmas dominava parte do Teatro Shopping Frei Caneca, local do evento. Era a palestra 1 sendo encerrada, mas a 2 continuava com o seu público concentrado e em silêncio. Quem acompanhava a 1 sabia o motivo das palmas, mas quem se conectou na 2 ficava meio perdido. Mais perdido ainda ficava o público quando um caso engraçado era contado no palco e provocava risos apenas numa parte da platéia. Foi comum ver pessoas concentradas e sérias ao lado de gente morrendo de rir. Se a palestra 1 fosse chata ou não atendesse às expectativas, clicava-se na 2 e bastava virar um pouco a cabeça para acompanhar a outra apresentação pois o áudio já era do outro palestrante.

Aquela sensação de peixe fora d’água, de estar ouvindo coisas que não fazem sentido, se foi sentida, deve ter ocorrido em poucas pessoas pois, diante de uma palestra mais técnica ou inadequada para os interesses de um ou outro profissional, foi possível sair digitalmente, sem se constranger, e ainda entrar em outra para aproveitar o tempo. E se as duas palestras não fossem interessantes para um determinado perfil de pessoa, bastava sair do auditório e entrar numa das oficinas técnicas de programação e Photoshop. Sem dúvida, o evento procurou trazer para o mundo real um pouco da interatividade e do dinamismo da internet, um espaço onde se escolhe o que se quer ver, ler, ouvir, interagir e acompanhar.

Essa experiência nos faz pensar na escola do futuro ou do presente. Quem sabe? Seria muito bom poder escolher entre dois professores de matemática numa sala de aula. Se o conhecimento é algo para ser construído humanamente, seria ótimo para os alunos a possibilidade de orientarem seus estudos também pela "competência" ou não de vários outros professores da mesma disciplina. Competência foi colocada entre aspas para destacar que temos vários comportamentos eficientes do chamado "bom" professor. Temos aquele que é mais teórico e consegue traduzir tudo facilmente; outros fazem uma conexão com a realidade dos estudantes; tem ainda aqueles que procuram ser amigos e mestres, ao mesmo tempo; ou seja, a competência exige, antes de tudo, alguém ligado e antenado com o seu interlocutor. Quando se educa, não se pratica essa ação para uma pessoa abstrata, mas sim para alguém concretamente humano, inserido numa cultura, numa determinada sociedade. Enfim, com esse formato, os alunos não dependeriam tanto da sorte de se deparar com o mestre nota 10.

Por outro lado, certamente teríamos professores com menor e maior audiência e sabemos que o público nem sempre tem razão, errando nas escolhas e nos próprios desejos. Porém, provavelmente teríamos alunos guiados muito mais pelo gosto do que pela obrigação. Ganharíamos também um instrumento de observação, comparação e análise para repensar as práticas pedagógicas numa mesma escola. Um palestrante do InterCon, por exemplo, fez um slide recheado de informações, carregado de dados, e terminou quase sem aplauso pois o público estava concentrado na outra palestra, muito aplaudida. Triste e constrangedor para o abandonado, mas temos aí algo para se pensar e repensar certas formas de se comunicar e educar antes de colocar a culpa nos alunos, no caso de uma sala de aula futurista, ou no público de uma palestra com esse formato.
Outra novidade foi a cobertura totalmente descentralizada por meio de blogs, álbuns de fotos e Twitter. Muitos participantes levaram seus notebooks que podiam se conectar gratuitamente via conexão sem fio. Era comum ver alguém prestando atenção, com olhar fixo no palco, abaixar a cabeça e teclar sem parar. Esse mesmo público foi contemplado no palco com frases e perguntas enviadas por Twitter, SMS e blogs. As selecionadas tiveram o privilégio de serem apresentadas ao público e de receberem comentários e respostas de profissionais renomados que estavam no palco.

Segundo Tiago Baeta, diretor executivo do iMasters, a idéia foi inovar na prática. Além de fomentar o tema da inovação, os organizadores buscaram um formato igualmente inovador para a transmissão do conteúdo. "Quem não inovar, não participará do ciclo de evolução, acima de tudo, humano", explica Baeta.

O encontro foi patrocinado por UOL HOST, Dial Host, Locaweb, Hostnet, Eng, Videolog, .com by Verisign, GSA, Pagseguro (UOL), Brainstorm9 e Pólvora.

Cobertura completa (fotos, links oficiais, apresentações, blogs, twitters):
http://imasters.uol.com.br/intercon/2008
retirado do site:http://www.educabrasil.com.br/eb/exe/texto.asp?id=481

EUA: escola quer proibir lenços com bandeira do Brasil

Um grupo de 11 estudantes brasileiros dividiu uma escola do Estado norte-americano de Massachusetts ao pedir permissão para usar lenços com a bandeira do Brasil na colação de grau.

A direção da escola foi clara ao vetar o acessório, que "quebraria as regras" por não se ligar às atividades acadêmicas. Para os brasileiros, houve discriminação.

Caso burlassem a norma, os alunos não receberiam os diplomas da "high school" --equivalente ao ensino médio-- e ainda poderiam ser suspensos por dois dias.

Depois de levar o problema ao comitê da Martha's Vineyard Regional High School, os brasileiros conquistaram o direito de expressar seu patriotismo, suspendendo a decisão do diretor, Stephen Nixon.

A votação, apertada (cinco votos a três), virou notícia nos jornais locais da pequena Oak Bluffs, cidade de 4.000 habitantes na ilha de Martha's Vineyard.

O formando Norberto de Assis, 19, diz ter se sentido ofendido pela decisão da escola, cujo objetivo era não desagradar aos moradores. "Muitas pessoas na ilha não aceitam bandeiras brasileiras numa formatura americana", afirmou à Folha.

Matheus dos Santos, 19, concorda. "Às vezes eu acho que, se [a bandeira] fosse americana, não daria esse problema todo." Ele diz que alguns moradores reclamaram da decisão final da escola, argumentando que o grupo "deveria se formar no Brasil" para usar os lenços.

Procurado pela Folha, o diretor não respondeu à ligação nem telefonou de volta. Uma funcionária da escola, que pediu para não ser identificada, minimizou a polêmica, dizendo que "não houve um problema".

"Os alunos pediram para usar os lenços e, depois de um diálogo, isso foi permitido. O diretor estava só seguindo as regras, que impedem o uso de acessórios sem relação com a academia."

Ao negar a autorização, semanas antes da formatura, em 13 de junho, o diretor ofereceu como alternativa que os brasileiros usassem um broche com a bandeira sobre as becas com as cores da escola, lilás e branco. Acabou tendo que aceitar o lenço.

Clique aqui e acesse a publicação original da notícia
Fonte: Folha.com
retirado do site:http://www.educacional.com.br/noticias/noticiaseduc.asp?id=347355

Ideb cria cultura de avaliação, opinam especialistas

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) está criando uma cultura de avaliação no País. A opinião da pedagoga Mônica Samia é compartilhada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que já realizou duas pesquisas sobre os impactos causados pela divulgação das notas que medem o ensino nos municípios brasileiros, desde 2007. Apesar de reconhecer limitações nas estatísticas para avaliar todos os fatores que influenciam a qualidade de ensino nas escolas, Mônica acredita que o Ideb contribui para que professores, coordenadores, diretores e secretários repensem o próprio trabalho. “Ele possui falhas, mas retrata alguma coisa. O Ideb impulsionou as redes a quererem melhorar”, diz.

Calculado a partir das notas dos estudantes em provas de português e matemática, aplicadas na 4ª e na 8ª séries, e das taxas de aprovação dos alunos, o Ideb estabelece metas de crescimento para cada escola, rede, município e Estado. As duas variáveis foram escolhidas para medir o conhecimento dos estudantes e o quanto elas estão avançando nos estudos. A educadora Maria de Salete Silva, coordenadora do programa de educação do Unicef no Brasil, acredita que os brasileiros precisam mudar o modo como encaram a avaliação. “Dar nota é sempre vinculado à punição, mas o grande objetivo da avaliação deve ser a melhoria. O Ideb é apenas um indicador, mas provocou mudanças em diferentes áreas nos municípios que cresceram as médias”, analisa.

O iG percorreu, no início do mês, mais de 1.000 quilômetros pela Bahia, o Estado que amarga algumas das notas mais baixas do Brasil no Ideb, em busca de conhecer a realidade por trás dos números e as justificativas do sucesso e do fracasso de escolas e municípios no processo educacional. Desde domingo, uma série de reportagens mostrou a realidade de quatro municípios: Apuarema, Dário Meira, Jussari e Boa Vista do Tupim. A convite do iG, Mônica acompanhou a equipe de reportagem em visitas às escolas de Jussari, localizada a 80 quilômetros ao sul de Ilhéus. Ela se impressionou com a descrença de alunos e professores. “Os estudantes não se sentem parte da escola. Os professores não têm compromisso com os alunos”, diz. Os municípios visitados são apenas exemplos que se repetem em todo o País. Na Bahia, Mônica ressalta que o descaso com a educação é histórico. “As disputas políticas afetam muito o trabalho de gestão das secretarias municipais e acabam chegando às escolas, como ocorre em Jussari. Isso é cruel com os estudantes”, analisa.

Mudanças de postura

A última pesquisa coordenada por Mônica – Caminhos do Direito de Aprender – analisou municípios que foram mal avaliados e conseguiram melhorar o desempenho. Em todos, a vergonha de estar na lanterna os fez mudar. Em Apuarema, município com pior nota na 4ª série, professores e diretores envergonhados sentem o peso de estar no final da lista. A falta de infraestrutura física das escolas, os problemas socioeconômicos dos municípios, os recursos escassos para investimentos em professores e colégios e a pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos não impediram que gestores e educadores cruzassem os braços. “Espaços adequados e limpos e bons materiais são direitos.

As escolas não resolverão sozinhas todos os problemas sociais de onde estão inseridas. Mas os profissionais da educação não podem se isentar da responsabilidade que têm e deixar de buscar alternativas para que os alunos aprendam”, pondera Mônica Samia. Em Boa Vista do Tupim, a postura dos profissionais foi essencial nesse processo. Especialista em formação de professores, Mônica critica a naturalização do fracasso escolar. “As escolas serem ruins e meninos não aprenderem é mais natural para o País do que eles irem bem. Essa cultura nociva está enraizada nas pessoas. Com a divulgação de resultados, isso está sendo rompido, porque aparece para a sociedade”, analisa.

Eni Bastos, superintendente de Avaliação da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, concorda. “Desde que o Ideb foi criado, a imprensa, a sociedade, as famílias acompanham o desempenho das escolas, querem saber se elas estão bem ou não. É importante termos uma avaliação externa, que possamos definir políticas para melhorar”, afirma. A superintendente diz que os resultados nada confortáveis dos municípios baianos fizeram com que a secretaria estadual decidisse ajudá-los a melhorar. Segundo Eni, serão realizados encontros com os gestores municipais para explicarem a importância e o funcionamento do índice este ano. Depois, eles pretendem organizar cursos de capacitação para os gestores e os professores. “Não vamos conseguir melhorar a rede estadual se não trabalharmos com a municipal. Precisamos identificar as dificuldades deles o quanto antes, para que eles aprendam”, defende.
Fonte: Ig Educação
retirado do site:http://www.educacional.com.br/noticias/noticiaseduc.asp?id=347353

Primeiro presidente do Brasil foi um "inocente útil", diz autor

da Livraria da Folha
Nascido em família militar alagoana, marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) ascendeu à carreira de oficial graças ao seu reconhecido valor em campo de batalha. Combateu a Revolução Praieira, participou do cerco a Montevidéu e da Guerra do Paraguai (1864-1870), onde serviu como capitão.
Proclamou a República em 15 de novembro de 1889. No dia 25 de fevereiro de 1891, foi eleito o primeiro presidente do Brasil.

Como político --apesar de ter ocupado cargo executivo no Rio Grande do Sul-- Deodoro mostrou-se inepto e irascível, renunciando em novembro do mesmo ano. Morreu pouco depois, em 23 de agosto de 1892.

Sua imagem saudando gloriosamente a república é falsa. O militar estava enfermo e de cama. A conspiração foi tramada e declarada durante a madrugada.

Segundo Eduardo Bueno, autor de "Brasil: uma História", "apesar de amargurado com o governo imperial, ele relutou muito antes de conspirar. Parece ter sido um 'inocente útil', atraído pela rebelião de Benjamin Constant (1836-1891)".

Constant era engenheiro civil e militar. Participou da Guerra do Paraguai e foi ministro da Guerra, mas era pacifista. Republicano e positivista, exerceu grande influência política e ideológica.

Visite a estante dedicada às ciências humanas

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Concurso para obras inéditas está com inscrições abertas

Portal do MEC
Escritores brasileiros e de países africanos de língua portuguesa podem inscrever livros para a quarta edição do concurso Literatura para Todos que, neste ano, vai distribuir R$ 90 mil às nove melhores obras. As inscrições começam nesta sexta-feira, 27, e se estendem até 13 de outubro.

Para concorrer, os autores devem apresentar livros inéditos, dirigidos a neoleitores jovens, adultos e idosos em processo de alfabetização e matriculados em turmas de educação de jovens e adultos nas redes públicas da educação básica. Conforme o edital do concurso, as obras literárias devem ter narrativa atraente, favorecer o envolvimento afetivo e apresentar uma leitura do mundo.

Reafirmar o valor da leitura e da palavra escrita e contribuir para a formação de uma comunidade leitora, capaz de compreender a função de ser e estar no mundo, além dos modos de produção social e cultural, são objetivos desta iniciativa do Ministério da Educação. Estreitar laços culturais com os países africanos de língua portuguesa é outra finalidade.

A quarta edição vai selecionar duas obras dos gêneros: prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto da tradição oral (em prosa ou em verso); e uma obra de perfil biográfico e dramaturgia. Os concorrentes dos países africanos – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – podem escolher uma das cinco modalidades.

As inscrições de autores brasileiros e africanos serão feitas com o envio dos originais. No Brasil, o livro deve ser enviado para o endereço: IV Concurso Literatura para Todos – Ministério da Educação, Esplanada dos Ministérios, Bloco L, sala 209. CEP 70047-900 – Brasília – DF. Os africanos encaminham as obras para as embaixadas do Brasil em seus países.

Cada autor pode participar com um trabalho inédito, mas é admitida a co-autoria. Os originais devem ser apresentados em CD e em seis cópias impressas, em envelope único, lacrado e com pseudônimo. Está vedada a participação de servidores vinculados ao Ministério da Educação e de seus parentes. Professores das instituições federais, estaduais, confessionais e comunitárias de educação superior podem concorrer.

A página eletrônica da Secretaria de Educação Continuada, alfabetização e Diversidade (Secad) traz o Edital nº 5/2010 do Literatura para Todos.

Concurso - Criado em 2006, o concurso Literatura para Todos já selecionou 30 títulos nas edições de 2006 (dez livros), de 2007/2008 (nove, incluindo um livro que recebeu menção honrosa) e de 2009 (nove, incluindo uma menção honrosa. Desde 2008, a coleção integra o Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE) do Ministério da Educação.

Ionice Lorenzoni

Confira a relação das obras premiadas em todas as edições do concurso.

Palavras-chave: Literatura para Todos, Educação de jovens e adultos

Instalações inauguradas multiplicam vagas no interior de Pernambuco

Portal do MEC

Rosângela Ximenes, moradora do agreste pernambucano e mãe de dois filhos já adultos, está ansiosa para que os próximos três dias passem rápido. Na próxima segunda-feira, 30, ela retorna à sala de aula para prosseguir com o que parou desde menina: os estudos. Rosângela conseguiu uma vaga no novo campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), em Caruaru, e vai estudar junto com um de seus filhos.

O campus foi inaugurado nesta sexta-feira, 27, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad. Além do instituto, os dois inauguraram a primeira etapa do campus Agreste da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também localizado na cidade de Caruaru.

“O saber dá a oportunidade de crescer na vida. O estudo hoje significará a independência amanhã”, disse o presidente, ao discursar para os alunos presentes à cerimônia de inauguração das instituições. Lula destacou o momento de redução das desigualdades que o Brasil e o Nordeste vivem. “O Nordeste sempre foi lembrado por ter menos doutores, pesquisadores, mestres, universidades e jovens na escola e por ter mais desnutrição, mortalidade infantil e analfabetismo. Hoje, isso está mudando”.

Na opinião do ministro Fernando Haddad, o país vive uma mudança de patamar no que se refere à educação. “Já existe um novo paradigma para as políticas educacionais”, disse. Haddad ainda lembrou que todas as ações propostas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) foram cumpridas. “A educação entrou na agenda de prioridades da nação.”

UFPE – O campus do Agreste foi o primeiro da UFPE implantado no interior do estado. Iniciou suas atividades em março de 2006, em instalações provisórias. Agora, com as instalações definitivas, a instituição terá condições de receber mais alunos. Hoje, o campus possui 1.279 matrículas em nove cursos: administração, ciências econômicas, design, engenharia civil, engenharia de produção, pedagogia e licenciaturas em física, química e matemática.

As obras inauguradas na universidade se referem a 13 blocos, com dois pavimentos cada, construídos numa área total de 8,6 mil m². Os blocos abrigam 40 salas de aula, 14 laboratórios, 20 salas de professores, secretarias de núcleo, biblioteca, diretoria, administração, almoxarifado, cantina e setor de cópias. Foram investidos no campus R$ 28,2 milhões.

Educação profissional – O campus Caruaru do Instituto Federal de Pernambuco também tem o objetivo de melhorar as condições de vida e a formação dos pernambucanos e, com isso, contribuir para o desenvolvimento da região. Os cursos ofertados procuram atender à demanda local e qualificar a mão de obra.

Já foram ofertadas, este ano, 240 vagas em três cursos técnicos: edificações, mecatrônica e segurança do trabalho. A previsão é de que, até 2012, quando a unidade estiver em pleno funcionamento, estejam matriculados 1,2 mil alunos em oito cursos. Até agora, o campus tem oito salas de aula e 18 laboratórios. O investimento realizado foi de R$ 3,6 milhões.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: Educação superior, Institutos federais, inauguração

Barro Branco recebe inscrições para o processo seletivo 2011 até as 16h desta sexta

Da Redação
Em São Paulo
A APMBB (Academia de Polícia Militar do Barro Branco) encerra às 16h desta sexta-feira (27) o período para inscrições no processo seletivo 2011. Os interessados devem se inscrever no site da Vunesp (Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” ), que realizará a parte teórica da seleção.

São oferecidas 90 vagas (60 para homens e 30 para mulheres). A taxa de inscrição é de R$ 120. O candidato deve ter, no máximo, 26 anos (exceto se for integrante da PM) e ter concluído o ensino médio.

O candidato deverá escolher um dos seguintes municípios para a realização dos exames: Bauru, Campinas, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.

A prova de escolaridade será realizada no dia 10 de outubro, das 8h às 12 e das 14h às 16h. O exame é dividido em duas partes: uma objetiva (com 80 questões entre história, filosofia, sociologia, geografia, matemática, português e língua estrangeira), e uma dissertação.

A seleção terá outras cinco etapas, realizadas pela Polícia Militar: prova de condicionamento físico, exames de saúde, exames psicológicos, investigação social e análise de documentos e títulos.

O resultado da prova de escolaridade será divulgado em 22 de outubro. No dia 26 do mesmo mês os candidatos classificados deverão comparecer em local que ainda será informado para a divisão de turmas para as demais etapas do concurso.

Outras informações podem ser obtidas no edital ou pelo site da Vunesp.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/27/barro-branco-recebe-inscricoes-para-o-processo-seletivo-2011-ate-as-16h-desta-sexta.jhtm

Adolescentes que se acham gordas estão dentro do peso, aponta pesquisa

Isabela Vieira
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Mais de três a cada dez meninas (35,8%) do 9º ano do ensino fundamental que se acham gordinhas estão dentro do peso adequado. É o que revela a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Divulgado hoje (27), o levantamento feito com 60 mil alunos mostra que as estudantes estão mais preocupadas com as medidas que os rapazes. Em relação aos rapazes que se acham gordos, 21,5% estavam dentro das medidas adequadas para idade e altura.

A pesquisa também revela que entre as crianças que fizeram alguma coisa para reduzir as medidas, 51,5% das meninas estão dentro do estado nutricional assim como 29,8% dos meninos.

A psicóloga Rachel Moreno alerta que a mídia e os pais são responsáveis por impor um padrão de beleza às meninas, que tentam atingi-lo a todo custo, o que dá origem a uma série de distúrbios, como a anorexia e a bulimia.

"Há a difusão desse modelo em que as mulheres estão cada vez mais magras, loiras, brancas e de cabelo liso. As meninas são bombardeadas com essas imagens o tempo todo e isso influencia no que elas querem ser", afirma Moreno, autora do livro Beleza Impossível.

Do lado dos estudantes que nada fizeram para ganhar ou perder medidas, 14,4% dos meninos estavam gordinhos e 12%, gordinhas.

"Esta percepção da imagem corporal que o adolescente tem de si mesmo, em muitos casos, é permeada de distorções e insatisfações. Isto pode ser um fator de risco à saúde em virtude das atitudes tomadas em relação ao corpo, à alimentação e à atividade física", alerta o texto.

Um extrato da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 divulgada hoje constatou que 8,3% das mulheres entre 20 e 24 anos estão desnutridas no país, enquanto 48% têm excesso de peso.

"O problema do Brasil é uma combinação de obesidade precoce, afinal de contas, as crianças ficam na frente da televisão comendo alimentos altamente calóricos como biscoitos, e a imposição de um modelo que acentua a magreza. São dois extremos", destacou a psicóloga.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/27/adolescentes-que-se-acham-gordas-estao-dentro-do-peso-aponta-pesquisa.jhtm

Lancheira da criança deve ter apenas fruta e água, diz nutrólogo da USP

Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em São Paulo
Com a mesma voz firme que usa com seus pacientes, o nutrólogo Ary Lopes Cardoso é enfático ao ensinar como preparar o lanche escolar da garotada: "fruta e água" é suficiente se a criança estuda de manhã.

"Mas só?" pergunta a reportagem do UOL Educação, com certa incredulidade materna. O médico, que é chefe do departamento de Nutrologia do Instituto da Criança da USP (Universidade de São Paulo) explica: "As necessidades nutricionais da criança vão diminuindo [conforme ela cresce]. Lembre que estamos na era das crianças obesas".

Nesta sexta (27), o IBGE divulgou a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) em que a afirmação do nutrólogo se traduz em números: 23,2% dos estudantes estão com excesso de peso dos quais 7,2% sofrem de obesidade.

A nutricionista e professora do Instituto de Nutrição da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Andréa Abdala, demonstra mais preocupação com os alimentos oferecidos pelas cantinas. "Se a cantina deixar de oferecer alimentos fritos, biscoitos com recheio e doces, fica mais fácil para os pais [enviarem alimentos mais saudáveis e menos calóricos]", diz.
Escola de manhã, escola de tarde

Andréa pondera que mandar apenas uma fruta como lanche pode ser pouco. Se o aluno estuda de manhã, mãe, pai ou quem cuida da garotada precisa observar se o café da manhã foi reforçado -- aí, uma fruta pode bastar. O lanche da escola não pode estragar o apetite do estudante para a refeição quando estiver em casa. "Se tiver salada de beterraba [no almoço ou no jantar], a criança não deve recusar por falta de fome", explica Andréa.

Já o professor Cardoso aconselha em um tom mais duro: "Faça o filho morar na sua casa, não more na casa dele. Para que isso seja cumprido, é preciso ter limite. Sem isso, sem educação, temos um obeso". Para ele, as crianças precisam ser educadas a se alimentarem direito, sem muitas concessões.

Para conter o engordamento das futuras gerações, Cardoso lembra ainda uma regra básica: é preciso gastar calorias. Ele aconselha que os pais controlem melhor as compras, o cardápio e o lazer. "A criança tem que brincar mais", afirma o médico, pontuando que o tempo médio em frente à tela é de 10 horas por dia contra 2 horas, há dez anos.
Mudança de hábito

Questionado sobre o balanço entre carboidratos, proteínas e vitaminas na composição da lancheira, ele rebate: "a gente come fruta, pão de queijo; você tem que se perguntar qual alimento. Não tem essa de carboidrato ou proteína".

Acostumado aos pedidos de receitas e fórmulas, ele dá pistas sobre a montagem do lanche escolar:

* "Fruta e água" é o suficiente para quem estuda de manhã;
* "Não gosto que leve suco [pronto, de caixinha], que é um fator engordativo";
* "Biscoito para mim é porcaria, melhor que seja pão";
* Se quiser variar, "barra de cereal uma vez por semana" e
* Pão de queijo [e pãezinhos em geral], no máximo, duas vezes na semana.

Se for o caso de rever as rotinas alimentares da família, os dois especialistas são claros: é preciso paciência e perseverança. Experimentar um novo alimento, por exemplo, pode custar 15 tentativas segundo Cardoso. "Tem de usar de jeitinho", aconselha o médico.

Mudança de hábito, como a introdução de mais frutas e verduras, precisa de oferta regular desses novos alimentos. "A criança precisa ver os pais comendo, elas aprendem com esse exemplo", explica Andréa Abdala.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/27/lancheira-da-crianca-deve-ter-apenas-uma-fruta-e-agua-diz-nutrologo-da-usp.jhtm

Governo rejeita contraproposta e residentes devem manter greve

Da Agência Brasil
Em Brasília

O Ministério da Educação (MEC) encaminhou hoje (27) à Associação Nacional de Médicos-Residentes (ANMR) a resposta ao pedido de reajuste da bolsa auxílio da categoria em 28,7% imediatamente e mais 10% em setembro de 2011. A comissão que examina o caso, formada por representantes dos ministérios da Saúde e da Educação e dos conselhos municipais e estaduais de Saúde, não aceitou a proposta, apresentada ontem (26).

O governo reiterou a oferta de aumento de 20% a partir de janeiro de 2011, feita na semana passada. “O referido percentual reflete as possibilidades orçamentárias atuais de cada entidade envolvida no financiamento do sistema e [...] constitui uma quantia expressiva, tendo em vista a estabilidade da economia e os reajustes praticados em todos os demais setores”, declararam, em ofício, os membros da comissão.

Na nota, o grupo manteve outras propostas, como a licença-paternidade de cinco dias e a elaboração de projeto de lei que garanta a ampliação do período de licença-maternidade de quatro para seis meses.

O MEC informou que novas negociações dependem do fim da greve, quando um grupo de trabalho deverá discutir formas de melhorar as condições de trabalho dos residentes e avaliar outras possibilidades de reajuste da bolsa auxílio. O grupo será composto por membros da Federação das Santas Casas, de médicos-residentes e da atual comissão governamental, de acordo com a Portaria nº 2.352, publicada em 16 de agosto deste ano no Diário Oficial da União.

O presidente da ANMR, Nívio Moreira Júnior, criticou a atitude do governo e disse que a categoria pretende continuar com a greve. “Tendo em vista que nós mostramos que estamos abertos ao diálogo, achamos que essa posição é uma forma de intransigência. Vou consultar os representantes dos estados, mas em princípio, a greve está mantida”, declarou. Ele disse ainda que deve apresentar ao ministério até segunda-feira (30) um pedido formal de negociação.

Iniciada no último dia 17, a greve tem a adesão de 19.800 médicos-residentes, segundo a associação. Além do reajuste na bolsa auxílio, de R$ 1.916,45 para R$ 2.658,11, a categoria reivindica a extensão do auxílio-moradia e auxílio-alimentação a todo o país – os benefícios são concedidos somente em Brasília –, o aumento da licença-maternidade da residente de quatro para seis meses, o adicional por insalubridade e o décimo-terceiro salário.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/27/governo-rejeita-contraproposta-e-residentes-devem-manter-greve.jhtm

Lula diz que instalação de escolas técnicas em todo país veio de sua experiência de vida

Yara Aquino
Da Agência Brasil
Em Brasília

Ao inaugurar hoje (27) campi de universidades em Caruaru, Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a decisão de instalar escolas técnicas em todo o Brasil teve como base sua experiência de vida.

“Quando decidimos fazer escolas técnicas profissionais era quase por uma experiência de vida. Não tive oportunidade de estudar, nem eu, nem outro irmão conseguiu chegar além do primário e eu quase virei doutor por que fiz o Senai. Com isso, fui o primeiro de oito irmãos a ganhar mais que um salário mínimo por ter uma profissão”, disse.

Em discurso durante cerimônia em Caruaru, Lula falou sobre o desenvolvimento do Nordeste e, na área de educação, citou o crescimento no percentual de mestres e doutores formados na região, que partiu de 1,3% do total do país no início de seu governo para atuais 9,7%. “Tínhamos a consciência de que era preciso fazer o Nordeste dar um pulinho a mais”, disse Lula sobre a região.

Lula participou da inauguração do campus de Caruaru e da primeira etapa do campus do Agreste, ambos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

O campus Caruaru oferecerá cursos técnicos de mecatrônica, segurança do trabalho e edificações. O campus do Agreste oferecerá os cursos de graduação em administração, design, economia, engenharia civil, engenharia de produção, licenciatura em física, licenciatura em química, licenciatura em matemática e pedagogia.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/27/lula-diz-que-instalacao-de-escolas-tecnicas-em-todo-pais-veio-de-sua-experiencia-de-vida.jhtm

Quase 10% dos estudantes do 9º ano da rede privada sofrem de obesidade, diz estudo

Isabela Vieira
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Os alunos das escolas particulares estão mais gordinhos que os demais, mostra a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada hoje (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Realizada em 2009, a pesquisa avaliou o perfil nutricional de cerca de 60 mil estudantes do 9º ano do ensino fundamental nas capitais e no Distrito Federal. O levantamento detectou, como principal problema, o crescente excesso de peso entre os estudantes, fator de risco para saúde.

De acordo com o estudo, a prevalência de obesos nas escolas privadas é de 9,9%. Nas públicas, esse percentual é de 6,5%. Segundo a pesquisa, 23,2% dos estudantes estão com excesso de peso dos quais 7,2% sofrem de obesidade. O sobrepeso é maior em Porto Alegre (RS) e no Rio de Janeiro (RJ) onde as taxas são de 20,1% e 18,3%, respectivamente. Em Palmas (TO), o índice foi o menor, de 10,9%.

Por outro lado, também ficou constatado déficit de peso em 2,9% da amostra. O problema aparece com maior frequência em Salvador, atingindo 4,4% dos estudantes pesquisados e 1,1% das crianças entrevistadas em Porto Alegre. A maior parte dos estudantes (74%) foi considerada saudável.

Em relação ao tipo de estabelecimento, os estudantes abaixo do peso ideal foram identificados nas escolas públicas. Principalmente, nas de São Luís (MA) cuja taxa de baixo peso foi de 4,5%.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/27/quase-10-dos-estudantes-do-9-ano-da-rede-privada-sofrem-de-obesidade-diz-estudo.jhtm

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Haddad promete aumentar para 250 mil as vagas nas universidades brasileiras

Jorge Wamburg
Da Agência Brasil
Em Brasília

O número de vagas para ingresso nas universidades do país vai aumentar de 113 mil para 250 mil como consequência dos investimentos em educação feitos pelo governo, que triplicaram o orçamento do Ministério da Educação de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões. A informação foi dada hoje (26) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao discursar na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ocorre no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Haddad disse que o anúncio oficial sobre o crescimento de mais de 100% nas vagas para acesso às universidades será feito brevemente e comparou os investimentos em educação com o Programa Bolsa Família. Segundo ele, os R$ 60 bilhões do orçamento atual do ministério representam “três bolsas famílias”.

Além das 250 mil vagas nas universidades federais, ele disse que haverá mais 150 mil nas particulares, graças ao Programa Universidade para Todos (ProUni).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/26/haddad-promete-aumentar-para-250-mil-as-vagas-nas-universidades-brasileiras.jhtm

Programas educacionais recebem R$ 53 milhões de fundo nacional

Portal do MEC
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu, nesta semana, R$ 53,8 milhões para diversas escolas beneficiadas pelo programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para o programa Brasil Alfabetizado e para seis municípios cadastrados no Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária (ProJovem Urbano), da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.

O valor referente ao PDDE foi de R$ 47,7 milhões, assim distribuídos: R$ 8,2 milhões para os caixas escolares das escolas públicas do ensino básico; R$ 31,8 milhões para as escolas que oferecem ensino integral; R$ 5,8 milhões para as instituições que funcionam nos finais de semana; e R$ 1,7 milhão para as escolas que executam o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola).

Os 485 municípios que desenvolvem o programa Brasil Alfabetizado receberam R$ 3,9 milhões, e para o ProJovem Urbano foram enviados R$ 2,1 milhões.

Confira em www.fnde.gov.br / Liberação de recursos o valor transferido para seu município ou escola.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Palavras-chave: dinheiro direto na escola, Brasil Alfabetizado, ProJovem Urbano

Simpósio discute políticas de inclusão em institutos federais

Portal do MEC
Nesta quinta-feira, 26, especialistas discutirão o atendimento a alunos com deficiência nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia. O debate integra o II Simpósio dos Institutos Federais realizado em Brasília e promovido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. O evento, previsto para as 14h, tem transmissão da TV MEC.

Serão debatidas as políticas públicas e a legislação de educação profissional, assim como as necessidades educacionais de alunos com transtornos globais de desenvolvimento, deficiência visual e auditiva.

Participam do debate o coordenador de educação profissional inclusiva do MEC, Franclin Nascimento; o professor do Instituto Federal de Pernambuco, Gustavo Estevão; a professora Christiane Magalhães, representante da secretaria estadual de saúde de Minas Gerais; a colaboradora do Instituto Federal do Pará, Scheilla Abbud e a professora do Instituto Federal Sudeste de Minas, Raquel Vidigal Santiago.

Até o mês de novembro, gestores e estudiosos da educação profissional terão reuniões mensais, em Brasília, para debater temas pertinentes à gestão e modelo pedagógico dos institutos federais.

Ana Júlia Silva de Souza


Palavras-chave: institutos federais, educação profissional

Estudantes maranhenses farão estágio no centro espacial de Alcântara

Portal do MEC
Alunos do curso de técnico em eletrônica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, campus Alcântara, iniciaram esta semana estágio curricular no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Antes da conclusão do curso, os 27 alunos beneficiados, com idade entre 20 e 30 anos, poderão por em prática o conteúdo visto em sala de aula, além de obter a primeira experiência no mercado de trabalho.

O estágio será realizado em sistema de rodízio, durante 10 semanas nas áreas de informática, telecomunicações, gerenciamento de redes físicas, áudio e vídeo, rádio enlace e radar, além de conhecimentos de eletrônica aplicada a telemedidas, meteorologia e lançamento. Os estagiários serão monitorados por militares e supervisionados pelo professor Jean Mark Santos, com a colaboração do professor Benedito Braúna. O estágio terá a duração de 200 horas, com jornada diária de quatro horas, das 8 às 12h.

O diretor geral do campus, Francisco Albuquerque Bastos, destacou a importância do estágio como uma oportunidade de aprendizado aos alunos e agradeceu ao comando do CLA pela parceria estabelecida com a instituição.

Essa é a primeira turma do curso técnico em eletrônica do campus de Alcântara, com o objetivo de atender ao mercado de trabalho que se abre com a ampliação operacional do CLA. O centro requer mão de obra especializada nas diversas áreas exigidas pelo programa espacial brasileiro.

Assessoria de Imprensa do Instituto Federal do Maranhão
Palavras-chave: Institutos federais

Educação ambiental é brincadeira em escola

Projeto de escola infantil de Campinas ensina crianças a reaproveitar materiais e descartar lixo corretamente
Fabiano Ormaneze
Agência Anhangüera de Notícias
Quando crescerem, a chance dos alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Leonor Motta Zoppi, de Barão Geraldo, se tornarem embaixadores do meio ambiente é grande. Isso porque, até mesmo envolvendo os bebês, a unidade criou um projeto de educação ambiental que mostra a importância do reaproveitamento de materiais, da reciclagem, do plantio orgânico e do descarte correto de poluentes.

O garoto de 3 anos até tem nome que lembra equilíbrio com o meio ambiente: Eduardo Zen é uma das 120 crianças que frequentam a creche diariamente. Na grade curricular, com o mesmo peso das outras práticas, há um espaço determinado, todas as semanas, para atividades no jardim e na horta da escola. Ele adora regar as plantas. Pelo sorriso que estampa no rosto, o exercício tem, para ele, a mesma graça de usar o balanço ou o escorregador da escola. Incentivado pelo jardineiro Sebastião Martins Vital, ele também faz questão de ajudar na preparação do solo.

A ideia do projeto de sustentabilidade aplicado na unidade surgiu a partir do programa Horta nas Escolas, da subprefeitura do distrito de Barão Geraldo, que disponibiliza o profissional para o plantio e a manutenção de canteiros que produzem parte das verduras e dos legumes utilizados nas refeições das crianças. “A cada ano, nós vamos adaptando e incluindo novas atividades”, diz a professora Alessandra Quaresma Prado Gonçalves, umas das responsáveis pelo projeto na escola.

Eduardo e os colegas saem para a aula de meio ambiente animados. Seo Sebastião já dá a dica. “Vamos fazer o papá das plantas”, diz, se referindo à compostagem.

Todos os restos de comida são armazenados em grandes tambores todos os dias após as refeições. As próprias crianças já sabem que a comida que sobrar no prato deve ser colocada num balde especialmente dedicado a isso. Depois, tudo é misturado com a terra e a grama cortada, além de folhas e gravetos, coletados pelo jardim. Nessa hora, as crianças já sabem o que têm de fazer: vão ao monte e cada um enche a mão com um pouco de cisco, traz, joga sobre os restos de frutas e legumes. Seo Sebastião, em seguida, mistura tudo, com a ajuda de uma enxada, ensinando que, depois de cerca de dois meses, a mistura pode servir de adubo para os canteiros. “A planta também precisa de comida para crescer, como nós”, diz Eduardo.

Ivan Reiter também tem 3 anos e gosta de encher o regador para regar as mudas de alface e couve que ele e os colegas plantaram. “Cuidar do meio ambiente é cuidar do mundo da gente”, explica. Os pequenos ambientalistas da escola também já tiveram aulas sobre equilíbrio ecológico, que mostrou que todos os seres vivos têm a sua importância para o meio ambiente e que há formas menos poluentes e mais saudáveis para acabar com as pragas que podem aparecer nos plantios, sem usar veneno. Um exemplo disso está numa antiga jabuticabeira plantada na escola e que já se tornou símbolo de preservação. No período em que os frutos começam a se formar é feita uma pulverização à base de água e folhas de fumo. “É a natureza resolvendo os seus próprios problemas”, ensina Seo Sebastião.
retirado do site:http://cosmo.uol.com.br/noticia/61136/2010-08-26/educacao-ambiental-e-brincadeira-em-escola.html

Declarações de Serra sobre educação focam ensino profissionalizante

Desirèe Luíse
Criar um milhão de vagas no ensino profissionalizante até 2014, com o objetivo de levar para o país o modelo de escola técnica adotado no estado de São Paulo. A promessa é do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à Presidência da República, José Serra. “Isso oferece futuro para os jovens e crescimento para a economia”, disse o tucano no debate Folha/UOL, realizado na última semana.

No entanto, o candidato não tem assumido metas com relação aos recursos orçamentários para investir na educação. Também não tem declarado quais ações pretende tomar para valorizar a carreira docente.

Em declarações à imprensa, Serra tem focado o ensino profissionalizante quando o assunto é educação. Sem dizer como, o tucano afirmou que vai criar o que chamou de "ProTec", um projeto baseado nos moldes do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Também, na prévia de seu programa de governo (composto por discursos do candidato no Encontro Nacional dos Partidos PSDB, DEM E PPS e na Convenção Nacional do PSDB), Serra promete multiplicar os cursos de qualificação de curta duração para trabalhadores desempregados.

Para obter informações mais detalhadas sobre as metas para o setor educacional dos quatro principais presidenciáveis, o Portal Aprendiz solicitou entrevistas com os candidatos. O pedido para conversar com Serra foi encaminhado no final de julho e formalizado junto à assessoria por e-mail no dia 2 de agosto. Após adiar o prazo por duas vezes, a data final combinada para a entrega de questões respondidas foi a última quarta-feira (18/8), mas o material solicitado não foi enviado.

Outras promessas

Recentemente, o candidato do PSDB disse que educação tem de ser uma obsessão de governo, porque o desenvolvimento e a qualidade de vida dependem do nível de ensino. Segundo o tucano, é também a educação que pode prevenir que crianças e adolescentes sejam seduzidos pelas drogas.

Com relação ao ensino básico, Serra tem afirmado que é necessário reforçar o aprendizado, colocando dois professores por sala de aula na primeira série do ensino fundamental. “Porque queremos que todas as crianças de oito anos estejam alfabetizadas. Uma das formas é ter a professora titular e a auxiliar que vai ter uma espécie de bolsa, pois estuda pedagogia”, explicou o candidato em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura.

O tucano também já declarou ser contra a promoção continuada, prática adotada no estado de São Paulo inclusive durante sua gestão (janeiro de 2007 a abril de 2010). “Você não pode acabar com isso de um dia para o outro. O que fizemos foi reforçar a qualidade do aprendizado”, justificou o candidato.

Serra ainda promete implementar um programa de distribuição de três livros anuais aos alunos da rede pública de ensino do país a partir da quarta série. “Gradualmente serão cem milhões de livros anuais”, disse ao visitar a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de acordo com informações da Agência Brasil.

“Se for eleito, pretendo que todos tenham banda larga, inclusive com objetivos mais ambiciosos. O previsto não é tão ambicioso quanto eu gostaria”, afirmou o candidato à imprensa, sem detalhar como pretende aprimorar o programa implementado pelo atual governo federal. O Banda Larga nas Escolas alcançou quase 73% das instituições públicas de ensino do país, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Greve dos professores e gestão educacional

O PSDB administra o estado de São Paulo há 16 anos. Durante sua passagem pelo governo paulista, Serra se deparou com descontentamentos de professores e alunos universitários. Neste ano, docentes da rede estadual de ensino permaneceram em greve por um mês, voltando às salas de aula no início de abril. Os professores paulistas reivindicavam 34,3% de aumento salarial. O pedido não foi atendido.

Em 2007, estudantes se mobilizaram contra um decreto que, segundo interpretação do movimento, subordinaria as universidades estaduais (USP, Unesp, Unicamp e Fatecs) à Secretaria do Ensino Superior, o que foi visto como tentativa do Executivo de interferir na autonomia das instituições. Após greves e ocupação do prédio da reitoria da USP por 51 dias, a medida não avançou.

A coligação que apoia a candidatura do tucano conta com os partidos DEM e PPS, além do próprio PSDB.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/cluvegesho.mmp

Rede estadual do RJ perde quatro professores por dia; baixo salário seria motivo da desistência

Elisa Estronioli
Em São Paulo

De janeiro a junho de 2010, a rede estadual do Rio de Janeiro perdeu quase quatro professores por dia, sem contar aposentadorias, mortes e demissões. Isso significa que 681 docentes foram exonerados da Educação estadual. Os dados obtidos pelo UOL Educação são da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. De acordo com o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), os professores abandonam a rede por causa dos baixos salários.

Além dos professores exonerados, 1.029 professores se aposentaram, 137 morreram e 170 foram demitidos - num total de 2.017 professores. A rede estadual conta com 75 mil professores. Considerados todos esses motivos, o sistema perdeu 11 profissionais por dia no mesmo período.

Segundo a Secretaria, a exoneração pode representar duas situações: ou que o professor realmente está deixando a rede ou que foi aprovado em um novo concurso e teve de deixar sua matrícula anterior. Nem a secretaria nem o sindicato conseguem precisar quantos desses professores realmente abandonaram a rede pública, mas o Sepe afirma que eles representam a maioria absoluta dos casos de exoneração.

Com a rotatividade no sistema estadual de ensino, a necessidade de concursos é constante. Segundo a secretaria, o último foi feito em 2009, para disciplinas e coordenadorias regionais onde não existiam mais candidato a serem convocados de concursos anteriores. Além disso, foram convocados profissionais que fizeram concurso em 2007 e 2008.

R$ 765 de salário

Os salários baixos, uma reclamação que não é exclusividade dos docentes fluminenses, são o principal motivo dos abandonos. De acordo com o sindicato, os professores de nível 3, com formação superior, que representam a maioria dos contratados pelo Estado do Rio de Janeiro, recebem no início da carreira vencimentos de R$ 765,66. No nível 9, o mais alto da carreira, o salário chega a R$ 1.511,27.

“Com esse salário [de R$ 765,66], os professores estão dando aula em duas, três escolas, e o Estado não paga o transporte. No fim do mês, o professor fica com um salário mínimo”, diz Maria Beatriz Lugão, coordenadora do Sepe.

Segundo levantamento do sindicato, em 2009 o número de exonerações também foi bastante alto: 1540. "Neste ano, o piso estava abaixo de R$ 500", justifica Lugão.

O professor Nicholas Davies, da UFF (Universidade Federal Fluminense), concorda com o Sepe: "O professor não permanece na rede porque o salário é muito ruim. Eu mesmo fui professor durante nove anos, mas assim que pude prestei concurso para a UFF."

Segundo Lugão, por causa disso, a rotatividade no setor é muito alta. “Muitos professores não ficam nem um ano na rede. Assim, não é à toa que o Rio de Janeiro esteja no penúltimo lugar do ranking do Ideb”. No último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), referente a 2009, as notas de rede estadual do Rio de Janeiro ficaram abaixo da média nacional em todos os ciclos. De primeira a quarta série, a média da rede estadual fluminense foi 4,0, contra 4,6 na média nacional. De quinta a oitava, foi 3,1 contra 4,0 no Brasil. No ensino médio, 2,8 contra 3,6.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/26/rede-estadual-do-rj-perde-quatro-professores-por-dia-baixo-salario-seria-motivo-da-desistencia.jhtm

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Feira Guia do Estudante será realizada a partir desta sexta-feira; evento é gratuito

Da Redação
Em São Paulo
A 5ª Feira Guia do Estudante será realizada a partir desta sexta-feira (27) até domingo (29), no Expo Center Norte, em São Paulo, das 9h às 19h. Os interessados devem se inscrever pela internet. O evento é gratuito.

Durante os três dias de feira, os estudantes poderão participar de palestras, simulados, atividades diversas e teste vocacional para auxiliar na escolha da carreira. O espaço terá uma arena com atividades especiais como gincanas, aula-show e competições oferecidas pelas instituições expositoras e pelo Guia do Estudante.

O evento contará com a presença de celebridades e personalidades para esclarecer os aspectos das mais diversas profissões; a mesa redonda "Campeões do Vestibular", com um dos coordenadores do vestibular na Unicamp e com o primeiro colocado na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo); vagas de estágio oferecidas pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), atividades ligadas à educação financeira e investimentos, entre outras atrações. Confira a programação completa aqui.

A primeira edição da Feira Guia do Estudante foi realizada em 2006. Em quatro anos, estima-se que aproximadamente 79 mil pessoas já passaram pelo evento. Outras informações podem ser obtidas no www.feiraguiadoestudante.com.br.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/25/feira-guia-do-estudante-sera-realizada-a-partir-desta-sexta-feira-evento-e-gratuito.jhtm

"Era Uma Vez um Casal Diferente" discute temática homossexual no universo infantil

da Livraria da Folha
A escola é um dos poucos lugares que consegue o título de Paraíso e Inferno quase que ao mesmo tempo. Por um lado, é o lugar onde se aprende, se educa, se constrói uma pessoa. Só que nas horas em que isso não acontece, todo mundo é vítima, de uma forma ou de outra, de brincadeiras, piadas, humilhações e agressões.

Loiro, negro, gordo ou magro, "Era Uma Vez um Casal Diferente" opta por estudar e debater o universo homossexual nas salas de aula.

Por conta de um artigo sobre literatura infanto-juvenil, a autora Lúcia Facco explica que "as leituras que fiz para escrever tal artigo e as falas dos professores de São Paulo me convenceram de vez da importância de surgirem trabalhos que abordem textos literários lidos por crianças e adolescentes, bem como da capacidade que esses textos têm de formar leitores críticos, que formulem pensamentos próprios, em vez de apenas digerirem os pensamentos regurgitados por seus educadores."

A autora debate o estigma, a história da homossexualidade, a formação da identidade gay e analisa a criança na sociedade por meio de contos de fada e clássicos da literatura infanto-juvenil. "Era Uma Vez um Casal Diferente" termina debatendo as ações inclusivas pelo mundo e no Brasil.

Leia trecho.

*

Muitas pessoas acreditam que o estigmatizado é inferior. Partindo dessa premissa, a sociedade discrimina o sujeito, e torna sua vida muito difícil. Para justificar a atitude nada "caridosa", ela cria várias teorias, que constituem a "teoria do estigma" (Riesman apud Goffman, op. cit., p. 15) para explicar a inferioridade do estigmatizado e dar conta do "perigo" que ele representa.

A sociedade se utiliza de termos específicos, como "retardado", "aleijado", "bastardo", "veado", de maneira pejorativa, inconsequentemente, no dia a dia, sem refletir sobre o seu significado original e, o que é mais grave, sem perceber até que ponto as pessoas já estigmatizadas podem se sentir mais prejudicadas emocionalmente diante de tais denominações.

*

"Era Uma Vez um Casal Diferente"
Autor: Lucia Facco
Editora: Summus Editorial
Páginas: 296
Quanto: R$ 59,70
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/788080-era-uma-vez-um-casal-diferente-discute-tematica-homossexual-no-universo-infantil.shtml

Especialistas: má qualidade do ensino da matemática desestimula jovens para a engenharia

Alex Rodrigues
Da Agência Brasil
Em São Paulo

A má qualidade do ensino básico, principalmente na área de matemática e física, é uma das possíveis causas para o desinteresse dos alunos pelas carreiras da engenharia, área em que, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), apresenta déficit anual de 30 mil profissionais.

Segundo o professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) Vanderli Fava e o diretor científico da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Carlos Henrique Cruz, a falta de domínio dos fundamentos das duas disciplinas não só atrapalham o desempenho dos estudantes que cursam engenharia, como afasta muitos outros.

"Por uma série de problemas estruturais, os alunos dos ensino fundamental e médio não aprendem adequadamente os conceitos [da matemática e da física]. Daí resta uma mística de que estas matérias são muito difíceis e alguns estudantes acabam optando por cursos da área de humanas", disse Fava à Agência Brasil durante um evento realizado pela CNI em parceria com o IEL (Instituto Euvaldo Lodi) e com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) para debater a formação dos engenheiros brasileiros.

"O ensino básico tem que formar melhor os alunos para que eles percam o medo das ciências exatas. Hoje, as universidades procuram adequar os currículos dos cursos de engenharia para dar conta das deficiências que os alunos trazem do ensino fundamental e médio", completou o professor.

O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique Cruz, tem opinião semelhante. "Há uma série de dificuldades para a formação de novos profissionais, mas uma das principais, a meu ver, são as deficiências do sistema educacional brasileiro. Como o país forma mal durante o ensino fundamental e médio, poucos jovens chegam a cursar uma faculdade".

Apesar de o Ideb (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica), divulgado no início deste ano pelo MEC (Ministério da Educação), registrar uma pequena melhora, a partir de 2005, em relação ao desempenho dos estudantes dos ensinos fundamental e médio em provas de matemática, na cidade de São Paulo, a Secretaria de Educação constatou que menos da metade dos alunos da rede municipal atingem um nível considerado satisfatório para a disciplina.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/25/especialistas-ma-qualidade-do-ensino-da-matematica-desestimula-jovens-para-a-engenharia.jhtm

Educação lidera reivindicações de juventude sul-americana, mostra Ibase

Alana Gandra
Da Agência Brasil

A juventude sul–americana é mais escolarizada atualmente do que as gerações passadas. Essa é uma das constatações do estudo feito nos últimos três anos com jovens de seis países da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia) pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Instituto Polis e mais seis organizações parceiras. Os dados serão divulgados hoje (25).

“Independente da faixa de escolaridade que você pegue entre jovens e adultos, os jovens são mais escolarizados, em maior proporção”, afirmou à Agência Brasil a pesquisadora do Ibase, socióloga Patrícia Lânes, membro da equipe técnica geral da pesquisa. Sobre a religião, a percepção é que os jovens de hoje têm fé, mas não assumem uma religião. Acreditam em alguma coisa, mas não têm uma crença definida.

De acordo com ela, houve um avanço em relação à escolaridade. “A gente conseguiu que as pessoas que estão no mundo hoje em dia sejam mais escolarizadas”. Apesar desse avanço, a educação continua aparecendo como uma das mais fortes demandas entre os jovens organizados, segundo o estudo, que será divulgado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

“A gente tem movimentos importantes de estudantes tanto no Brasil, como no Chile, Uruguai, Paraguai, na Bolívia também, reivindicando uma educação de melhor qualidade.”

No caso do Brasil, os jovens priorizam a questão do passe livre ou da meia passagem, como forma no transporte público. O mesmo ocorre nos movimentos de jovens do Paraguai. Já no Chile, Patrícia Lânes revelou que a maior luta é a favor de mudanças na legislação em relação à educação pública. A lista elaborada pelo Ibase e seus parceiros prioriza, ainda, reivindicações da juventude sobre cultura, segurança pública e respeito aos direitos humanos, meio ambiente, transportes, saúde, moradia e participação. “São as demandas que aparecem com maior recorrência no estudo, quando a gente ouvia esses jovens organizados.”

Outro aspecto de destaque na pesquisa sobre a juventude da América do Sul é a questão do acesso à internet, a chamada conectividade. Essas três características (escolaridade, religiosidade, acesso à internet) são comuns à atual geração de jovens, embora existam distinções entre jovens que moram em áreas urbanas e rurais, observou Patrícia.

Segundo ela, a internet é um dado novo que faz parte de uma realidade que se impõe para quem já nasceu em um mundo que tem no computador uma ferramenta social e de trabalho, diferentemente do que ocorria com as gerações passadas. O que vai mudar é o que eles estão entendendo como qualidade, independentemente do tipo de movimento”, externou Patrícia.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/25/educacao-lidera-reivindicacoes-de-juventude-sul-americana-mostra-ibase.jhtm

Questão sobre filhos em escolas públicas marca debate entre Mercadante e Ackmin

DANIELA LIMA
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
Uma pergunta reutilizada de um internauta do debate Folha/UOL marcou o principal momento do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo no TV Gazeta em parceria com o jornal "O Estado de São Paulo".

Aloizio Mercadante (PT), citando o debate da semana passada, aproveitou que um sorteio lhe deu o direito de perguntar para Geraldo Alckmin (PSDB) para questionar se ele matriculou seus filhos em escola pública no Estado.

Alckmin disse que estudou em escola pública, que um de seus filhos estudou em uma Fatec, pública, mas que a maior parte da infância eles passaram em Brasília (Alcknmin foi deputado federal).
Mercadante disse que seus filhos não estudaram em escola pública, pois a qualidade é ruim.

O petista, por sua vez, foi alvo de ataque do candidato do PV, Fabio Feldman, que atacou a Prefeitura petista de Guarulhos pela falta de tratamento de esgoto na cidade.

O debate começou quente. Logo no primeiro bloco Mercadante falou sobre as CPIs engavetadas na Assembleia Legislativa. Alckmin rebateu dizendo que em seu governo não existirão "aloprados" --uma referência ao escândalo dos dossiês protagonizado por assessores de Mercadante na campanha ao governo de 2006.

Nos blocos seguintes, no entanto, o clima esfriou. Até assessores dos candidatos reclamaram.

O principal destaque nos bastidores foi o marqueteiro Duda Mendonça, que trabalha ao mesmo tempo para Paulo Skaf, candidato a governador pelo PSB, e para Marta Suplicy, que disputa o Senado pelo PT.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/poder/788402-questao-sobre-filhos-em-escolas-publicas-marca-debate-entre-mercadante-e-ackmin.shtml

Escola australiana se desculpa por pedir que alunos planejassem ataque terrorista

BBC Brasil
Uma escola secundária australiana se desculpou nesta quarta-feira com os pais de alunos após uma professora ter passado uma lição que pedia que eles planejassem um ataque terrorista.

O trabalho para os estudantes com idades entre 15 e 16 anos pedia que eles sugerissem um ataque com armas químicas ou biológicas para matar o maior número possível de pessoas.

“Seu objetivo é matar o MAIOR número de civis inocentes para transmitir sua mensagem”, dizem as instruções do trabalho passado pela professora de sociedade e ambiente da Kalgoorlie-Boulder Community High School.

Os estudantes precisavam escolher “uma comunidade australiana inocente” e explicar sua escolha de vítimas e escolher a melhor hora e o melhor lugar para atacar.
Repercussão

O caso ganhou repercussão na Austrália após uma aluna de 15 anos cuja mãe perdeu um parente nos atentados em Bali, na Indonésia, em 2002, ter se recusado a fazer o trabalho, dizendo-se horrorizada e enojada.

A diretora-geral de Educação do Estado de Austrália Ocidental, Sharyn O’Neill, descreveu o trabalho como “inapropriado” e afirmou que a professora está arrependida e receberá aconselhamento.

“Eu estou certamente muito desapontada com o fato de que esse trabalho foi pedido”, disse ela. “Acho que é totalmente inapropriado e insensível, e as pessoas estão bravas com razão.”

O diretor da escola, Terry Martino, disse que a professora não teve a intenção de ofender ninguém. Ele disse ter comunicado à professora, que seria inexperiente, mas tida como uma boa profissional pelos funcionários da escola, que o trabalho não era apropriado.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/08/25/escola-australiana-se-desculpa-por-pedir-que-alunos-planejassem-ataque-terrorista.jhtm

Lula e Haddad entregam novas obras de expansão de universidades federais

Portal do MEC

Dourados (MS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, fizeram a entrega dos campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMTS), em Ponta Porã, e das obras no campus da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul, em cerimônias simultâneas na manhã desta terça-feira, 24. “Educação é investimento, e não gasto”, observou o presidente.

Lula comemorou o fato de o Brasil ter ultrapassado a Rússia e a Holanda em número de artigos científicos publicados em revistas especializadas, e lembrou que, pela primeira vez, as mulheres serão maioria na formação de doutores este ano, com índice de 51%.

“A educação entrou na agenda de prioridades deste país no século 21”, disse o ministro Fernando Haddad, ao fazer um balanço das ações de seu ministério. Ele historiou o sucesso do Programa Universidade para Todos (ProUni), que beneficia 704 mil jovens de baixa renda com bolsas em instituições privadas, e as recentes mudanças do fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que já registrou mais de 45 mil contratos.

A partir deste ano, o financiamento estudantil foi facilitado, com inscrições permanentemente abertas, juros mais baixos (3,4% ao ano) e ampliação do prazo para quitação do empréstimo.

“O setor privado não pagava impostos e a contrapartida nunca havia sido regulamentada”, lembrou Haddad. “Mesmo assim, alguns partidos de oposição entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade contra o programa.”

O ministro garantiu que os recursos ainda necessários para a conclusão da expansão das universidades federais, por intermédio do programa de apoio à reestruturação, o Reuni, estão garantidos no orçamento do ano que vem. “Cumprimos o compromisso de dobrar as vagas de ingresso nas universidades federais, que passaram de 113 mil, em 2003, para 227 mil neste ano”, lembrou. “Estamos executando mais de 3,5 milhões de metros quadrados em obras. E até oi final do ano vamos passar de 48 mil para 70 mil docentes.”

Haddad encerrou seu pronunciamento compartilhando o sucesso do Reuni com as direções, os professores e os estudantes das universidades federais. “Não faltou quem quisesse atrapalhar, impedir a realização do programa. Não fosse a obstinação da comunidade acadêmica, não teríamos conseguido.”

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: expansão, Reuni, educação superior

Agenda: Concurso para professor efetivo em Sergipe

Portal do MEC
O Instituto Federal de Sergipe está com inscrições abertas até o dia 26 de agosto para concurso de professor efetivo, com duas vagas destinadas ao campus Aracaju: uma na área de indústria química e petroquímica, outra em engenharia de produção. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela página do instituto na internet.

Cursos técnicos a distância em cinco municípios de MS

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul oferece 564 vagas em cursos técnicos a distancia nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim e Ponta Porã. São três opções de cursos de nível médio em administração, secretariado e serviços públicos, com aulas uma vez por semana à noite. As inscrições gratuitas estão abertas até 30 de agosto, na página do instituto na internet. Os cursos têm duração de dois anos e as aulas serão transmitidas via satélite, em parceria com o Instituto Federal do Paraná. A grade curricular dos cursos obedece ao Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, do Ministério da Educação.

Últimos dias de inscrição para o Prêmio Escola

Histórias em quadrinhos sobre aids, gravidez na adolescência e uso de drogas, produzidas por estudantes de escolas públicas e particulares de todo o Brasil, podem concorrer a viagem turística e pen drive. A iniciativa, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), faz parte da quinta edição do Prêmio Escola. As inscrições terminam no dia 31 de agosto e podem ser feitas pela página da Unesco na internet. Além dos prêmios destinados aos autores das histórias em quadrinhos, a escola vencedora receberá materiais educativos e o professor coordenador ganhará um netbook. A avaliação dos trabalhos será feita por um comitê composto por representantes das agências das Nações Unidas, dos ministérios da Saúde e da Educação. O resultado será divulgado na segunda quinzena de outubro.

UFLA oferece 352 vagas para a pós-graduação

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) abriu inscrições para o processo seletivo que vai preencher 352 vagas nos programas de pós-graduação para o primeiro semestre letivo de 2011. O prazo de inscrição é 30 de setembro. Ao todo, são oferecidas 220 oportunidades para mestrado e 132 para doutorado, em 20 áreas do conhecimento. As inscrições deverão ser feitas somente via internet. O formulário de inscrição está disponível na página da universidade, assim como edital, carta de referência e outras informações.

Palavras-chave: agenda

Universidades do Mato Grosso do Sul inauguram instalações nesta terça

Portal do MEC
O presidente Luíz Inácio Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad participam nesta terça-feira, 24, da inauguração de instalações do campus de Dourados da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Foram inauguradas quatro obras realizadas a partir do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni): a quadra poliesportiva, o restaurante universitário, o centro de educação infantil – com capacidade para atendimento a 120 crianças – e o edifício do auditório com capacidade para um público de quase 900 pessoas.

Atualmente, a UFGD atende cerca de 4.500 alunos matriculados em 28 cursos de graduação. A instituição também oferece cursos de pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado.

A UFGD foi criada em 2005 a partir do desmembramento do campus de Dourados da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

Simultaneamente à inauguração em Dourados, foram inauguradas as instalações do campus de Ponta Porã da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. A inauguração na cidade sul-mato-grossense foi transmitida por videoconferência durante a cerimônia em Dourados e contou com a participação da diretora de desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior do MEC, Adriana Rigon Weska.

O campus de Ponta Porã da UFMS possui uma área de 1.756m² com 20 salas de aula, um laboratório de informática, um auditório para 130 pessoas, uma biblioteca, 16 salas de professores e 12 salas administrativas.

Tendo iniciado seu funcionamento em 2008, o campus de Ponta Porã oferece os cursos de graduação em sistemas de informação (bacharelado) e matemática (licenciatura), cada um com 60 vagas disponíveis. No início deste ano, teve início o curso de ciências da computação, com a oferta de 50 vagas.

Assessoria de Imprensa da Sesu

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ministério Público pede que UFPE pare de cobrar taxas a alunos

Do JC Online

Além dos alunos, agora o Ministério Público Federal se manifesta contra a cobrança de taxas para alunos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em um documento expedido nesta terça-feira (24), o órgão recomenda que a instituição deixe de cobrar taxa, tarifa ou qualquer tipo de cobrança para diversos serviços.

O pedido vale para os cursos de graduação, programas de mestrado, doutorado, especialização e aperfeiçoamento. O MPF pede que sejam interrompidos cobrança para os serviços de matrícula, transferência, emissão de histórico escolar, expedição de diploma ou certificado de conclusão de curso, atestado de grade curricular e outros serviços prestados aos alunos da UFPE.

Para a procuradora da República Mona Lisa Ismail, que expediu o documento, esse tipo de cobrança fere o artigo 206 da Constituição Federal, que assegura a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, também garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O reitor da Federal terá 15 dias para se manifestar. Caso contrário, o MPF poderá tomar medidas judiciais e extrajudiciais.
retirado do site:http://jc.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2010/08/24/ministerio-publico-pede-que-ufpe-pare-de-cobrar-taxas-a-alunos-233750.php

Prominp abre inscrições para cursos gratuitos no setor de petróleo e gás

O Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) abriu as inscrições para cursos gratuitos nas categorias profissionais de níveis médio, técnico e superior, no setor de petróleo e gás.

Os cursos terão como objetivo qualificar mão-de-obra para atender às demandas futuras da indústria nacional de petróleo e gás, especialmente as da Petrobras. Serão oferecidas vagas para os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

O candidato que se interessar as vagas deve ter idade igual ou superior a 18 anos e preencher os requisitos exigidos para o curso desejado. As inscrições podem ser feitas através do site do Prominp (www.prominp.com.br), ou nos postos de inscrição credenciados, listados no edital.

A FAT (Fundação de Apoio à Tecnologia) será responsável pela execução dos cursos em parceria com o Centro Paula Souza que serão realizados na cidade de São Paulo (SP) e Santos (SP), a partir do mês de janeiro de 2011.
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=275

Passos Para Revadição de Diploma Internacional

Portal do MEC
Atualmente, para ter validade nacional, o diploma de graduação tem que ser revalidado por universidade brasileira pública que tenha curso igual ou similar, reconhecido pelo governo.

Para obter a revalidação, os seguintes passos devem ser seguidos, segundo a legislação atual:

a) Entrar com um requerimento de revalidação em uma instituição pública de ensino superior do Brasil. De acordo com a regulamentação, apenas as universidades públicas podem revalidar diplomas:

“São competentes para processar e conceder as revalidações de diplomas de graduação as universidades públicas que ministrem curso de graduação reconhecido na mesma área de conhecimento ou em área afim.” (Art. 3º Res. nº 1, de 29 de janeiro de 2002)

b) Deverão ser apresentados, além do requerimento, cópia do diploma a ser revalidado, instruído com documentos referentes à instituição de origem, duração e currículo do curso, conteúdo programático, bibliografia e histórico escolar.

c) O aluno deverá pagar uma taxa referente ao custeio das despesas administrativas. O valor da taxa não é prefixado pelo Conselho Nacional de Educação e pode variar de instituição para instituição.

d) Para o julgamento da equivalência, para efeito de revalidação de diploma, será constituída uma Comissão Especial, composta por professores da própria universidade ou de outros estabelecimentos, que tenham qualificação compatível com a área do conhecimento e com o nível do título a ser revalidado.

e) Se houver dúvida quanto à similaridade do curso, a Comissão poderá determinar a realização de exames e provas (prestados em língua portuguesa) com o objetivo de caracterizar a equivalência.

f) O requerente poderá ainda realizar estudos complementares, se na comparação dos títulos, exames e provas ficar comprovado o não preenchimento das condições mínimas.

g) O prazo para a universidade se manifestar sobre o requerimento de revalidação é de 6 meses, a contar da data de entrada do documento na Ifes.

O Brasil não possui nenhum acordo de reconhecimento automático de diplomas; portanto, as regras são as mesmas para todos os países.
Palavras-chave: Revalidação, Diploma, Educação Superior, Graduação, Sesu

O Jovem No Ensino Médio

Portal do MEC
Quando o jovem chega ao ensino médio, muitas vezes os responsáveis enfrentam maior dificuldade para acompanhar os filhos no processo escolar, pois os trabalhos exigem domínio de conhecimentos específicos com maior complexidade, além do currículo apresentar maior número de disciplinas. Assim, nesta etapa de desenvolvimento do jovem, os responsáveis podem contribuir para o trabalho pedagógico da escola tomando algumas atitudes, como:

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valorizar as atividades escolares como etapa de crescimento intelectual;
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valorizar o avanço social do jovem tanto no que se refere à continuidade dos estudos como na compreensão e participação do espaço em que convive;
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valorizar o acesso ao mundo do trabalho;
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observar e acompanhar a rotina das atividades sociais;
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conversar e ouvir com atenção os seus questionamentos, lembrando que nesta etapa de desenvolvimento surgem muitas dúvidas sobre novos temas;
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observar o comportamento: hábitos de higiene, sono, tratamento com as pessoas, mudanças de humor e converse com o psicólogo da escola;
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alertar sobre as responsabilidades que acompanham a maior autonomia das suas relações;
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manter contato com a coordenação da escola para se informar sobre o desempenho desses alunos;
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verificar o material escolar utilizado pelo jovem: como estão suas anotações, a organização, capricho, o cuidado com os livros;
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acompanhar a frequência às aulas;


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buscar informações na escola sobre a participação nas atividades escolares;
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participar das atividades propostas pela escola;
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desenvolver uma boa parceria entre família e escola, pois esta relação fortalecerá tanto o trabalho dos professores e profissionais que acompanham o dia a dia da juventude, como a orientação desenvolvida pelos responsáveis junto aos jovens;
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participar do Conselho Escolar;
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participar da Associação de Pais e Mestres

Colóquio leva especialistas a Minas Gerais para debater

Portal do MEC
Após o sucesso da primeira edição, realizada no ano passado em São João del-Rei, está sendo anunciado para outubro o II Colóquio Regional de Educação a Distância, Cultura e Produção de Subjetividade. O encontro deste ano traz uma grande novidade: será uma edição internacional, com a participação do matemático e analista institucional francês Michel Authier e do professor espanhol Marcelo Expósito, do Programa de Estudos Independentes (PEI). A programação contará com palestras, oito oficinas, painéis e mesas-redondas, além de um evento cultural.

O II Colóquio Regional está sendo organizado pelas universidades federais de Juiz de Fora (UFJF), São João del Rei (UFSJ), Lavras (UFLA) e Itajubá (UNIFEI). O evento pretende reunir cerca de 400 participantes, entre alunos, professores, tutores e profissionais de educação a distância, entre os dias 20 e 22 de outubro.

De acordo com o professor José Aravena Reyes, coordenador-geral do Centro de Educação a Distância da UFJF (Cead) e membro da comissão organizadora do evento, “o objetivo do colóquio é promover a discussão sobre a educação a distância, refletindo sobre as formas de subjetivação que são promovidas pelo uso das tecnologias da inteligência”. Para ele, o evento também vai fornecer instrumentos para que os gestores de políticas institucionais visualizem as possibilidades dessa modalidade de ensino.

A página do colóquio na internet já pode ser consultada. Lá estão disponíveis informações sobre o evento, histórico sobre a edição realizada em 2009 e a programação da segunda edição.

Na internet, também é possível consultar os currículos dos principais palestrantes, entrar em contato com a comissão organizadora e conhecer um pouco mais sobre Juiz de Fora (MG), cidade sede do evento, obter dicas de hospedagem e locais para visitar. Além disso, o internauta vai encontrar num blog textos sobre a educação a distância escritos por atores e profissionais da educação e da modalidade de ensino, presentes ou não ao evento, para expandir as discussões do colóquio.

Assessoria de Comunicação Social do Centro de Educação a Distância da UFJF
Palavras-chave: Educação a distância, colóquio

"Deixo a vida para entrar na história"; suicídio de Getúlio completa 56 anos

da Livraria da Folha
Gaúcho nascido em São Borja, Getúlio Dorneles Vargas (1882-1954) foi presidente que passou mais tempo no governo do Brasil, no total, por quase 20 anos. Em permanência no cargo mais alto do executivo, perde apenas para dom Pedro 2º, que comandou o país de 1840 até 1889.

No dia 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no peito. "Deixo a vida para entrar na história" é o trecho mais famoso da carta testamento encontrada junto ao corpo no Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960, no Rio. O ano foi marcado por crise econômica, descontentamento popular e pressão de militares e membros da imprensa.
Líder civil da Revolução de 30, o político foi um dos responsáveis pela queda da República Velha. Quatro anos depois, após enfrentar o descontentamento dos paulistas em 1932, foi eleito presidente da República.

Passa a governar com poderes ditatoriais no ano de 1937, com o chamado Estado Novo, situação que durou até 1945. Em 1950, voltou ao poder através de eleições democráticas.

O salário mínimo, a Justiça do Trabalho e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) são algumas das conquistas da Era Vargas. Mudanças organizadas pelo mesmo homem que entregou Olga Benário (1908-1942), militante comunista de origem judia, para o governo nazista. Ela era mulher de Luís Carlos Prestes (1898-1990), seu adversário político.

"1954: um Tiro no Coração" reconstrói o último ano de vida do "pai dos pobres", como era chamado. Com mais de 400 páginas, o volume reúne importantes arquivos e depoimentos de personagens do nosso passado recente.

Visite a estante dedicada às ciências humanas
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/787541-deixo-a-vida-para-entrar-na-historia-suicidio-de-getulio-completa-56-anos.shtml

Demanda reprimida

Cresce o interesse pelo estudo de "línguas estrangeiras minoritárias" nas redes públicas, mas a oferta de cursos ainda é incipiente
Alberto Mawakdiye
Apesar de termos sempre presente a explicação de a unidade nacional em um território tão grande ser tributária da unidade linguística, o Brasil é portador de considerável diversidade também neste campo. Estima-se que pelo menos 35 línguas sejam faladas por imigrantes e descendentes dentro do território, além de outros 180 idiomas
indígenas remanescentes.

Essa variedade linguística tem reflexos no âmbito da educação pública. Um número crescente - mas que no conjunto é ainda insignificante - de escolas de ensino médio, principalmente em cidades com forte histórico de imigração, tem aberto as portas para o ensino das chamadas "línguas estrangeiras minoritárias", como o italiano, o alemão, o japonês, o polonês e até mesmo o ucraniano. Na Amazônia e no Centro-Oeste, onde está concentrada a maioria das etnias indígenas, tentativas também têm sido feitas para alfabetizar as crianças em português e na língua nativa.

Cursos de línguas não necessariamente de imigrantes, mas com prestígio devido ao lastro histórico-cultural ou ao poderio econômico do país falante do idioma, vêm igualmente aumentando de número. É o caso do francês - que até o predomínio do inglês nos anos 1960 foi o idioma estrangeiro mais importante no Brasil e cujo status parece em franca recuperação - e do mandarim, a língua oficial da China.

Demanda ligada ao trabalho
Desde agosto do ano passado, por exemplo, o mandarim passou a ser ministrado na rede municipal de São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro, que receberá um gigantesco empreendimento portuário-industrial capitaneado pelo empresário Eike Batista e pela siderúrgica chinesa Wuhan Steel. "Quando implantado, o
empreendimento deverá oferecer milhares de empregos, e quem entender mandarim terá mais chance de ocupá-los", justifica a prefeita da cidade, Carla Machado.

Na verdade, as escolas públicas estão apenas atendendo a uma demanda que é impossível ignorar. Segundo a Aliança Francesa, o número de interessados em aprender francês nas caras escolas da instituição dobrou nos últimos dois anos.

Houve também uma mudança no tipo de motivação dos alunos. Hoje, 25% dos estudantes estão na Aliança Francesa por interesses profissionais. Há dois anos, o contingente era de 16%. Poucas escolas públicas brasileiras atualmente ensinam o francês - a grande maioria limita-se a ministrar o inglês.

O interesse pelo alemão também vem crescendo. O número de estudantes brasileiros dessa língua já superava, no final do ano passado, os 70 mil, contra 30 mil em 1995, segundo dados do Instituto Goethe. A maioria deles, porém, estudava em colégios particulares ou escolas de línguas, como o próprio Goethe, pois a oferta desse idioma na rede pública é pequena.

"Uma boa parte desses estudantes é constituída de descendentes de alemães que perderam o contato com o idioma, ou por não oriundos interessados em aprender a língua para finalidades profissionais", diz Darli Breunig, diretor do Instituto de Formação de Professores de Língua Alemã (Ifpla), sediado em Porto Alegre (RS). "É provável que, se a oferta do alemão na rede pública fosse maior, o número de estudantes se multiplicasse."

Uma das hipóteses aventadas por especialistas para entender o aumento da demanda pelo ensino de línguas minoritárias é a de que essas línguas podem se constituir em diferenciais para a conquista de postos no mercado de trabalho. Esse movimento concorre para que a perda natural do domínio da língua pelas gerações de descendentes daqueles que imigraram seja compensada. Essa perda se dá em função do processo de integração das novas gerações ao país adotado pela família.

Elo perdido
Segundo o Goethe, dos 5 milhões de brasileiros que possuem ascendentes alemães, por exemplo, 1/5 deles, no máximo, domina hoje a língua, sendo a maioria idosos. O italiano e o polonês, relata o Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (Celem), só são correntemente falados onde se manteve a dimensão de vida comunitária entre os oriundos desses países. Já a situação da língua japonesa está próxima da tragédia. De acordo com uma pesquisa do Centro de Estudos Nipo-Brasileiros, realizada em 1987, apenas 0,23% da população de origem japonesa no Brasil ainda falava o idioma naquele ano.

O interesse pelo aprendizado do japonês também vem se renovando, porém especialmente para atender necessidades profissionais. Dos atuais estudantes dessa língua, apenas 20% daqueles que cursam escolas particulares são brasileiros sem ascendência nipônica. Essa porcentagem cresce para 80% nas escolas públicas, segundo a Fundação Japão.

Disputa
As aulas na rede pública estão sendo ministradas tanto em escolas estaduais como municipais. Em todas elas, além de enfrentar o obstáculo da falta de professores qualificados, as "línguas minoritárias" ainda têm de disputar espaço na grade curricular com o onipresente inglês e agora também com o espanhol, cuja oferta passou a ser obrigatória a partir deste ano no ensino de todo o país.

De modo geral, os cursos das redes estaduais são mais numerosos em estados com grande histórico de imigração, como São Paulo e Paraná. São ministrados fora da grade curricular, no chamado contraturno. Em São Paulo, os Centros de Estudos de Línguas (CELs) oferecem cursos de italiano, alemão, francês e japonês (além de inglês e espanhol) em escolas estaduais de mais de 70 cidades, à escolha das comunidades.

Nas redes municipais, os cursos tendem a ser incorporados às grades oficiais, por vezes como primeira opção, com vista a atender alguma demanda étnica específica. Na pequena Rondonópolis, no oeste do Paraná, o único curso de língua estrangeira é o ucraniano, compreendido por quase toda a população idosa, e mantido com exclusividade pelo governo estadual paranaense enquanto a rede não implanta ali o curso de espanhol.

O Celem do Paraná é, entre as instituições similares das secretarias estaduais de educação, o que mais oferece opções aos estudantes, reflexo da existência de ao menos 29 etnias naquele estado. São nove idiomas oferecidos no sistema de contraturno: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, japonês, mandarim, ucraniano e polonês, ensinados também conforme os desejos da comunidade.

O resgate cultural e a qualificação profissional estão ambos implícitos na política do Celem paranaense. "Não é preciso ser estudante da rede pública para participar dos cursos. Reservamos 30% das vagas para adultos das comunidades que quiserem aprender alguma língua", explica Reginaldo Ferraz Pires, coordenador do órgão.
Curiosamente, até o próprio espanhol - cujo ensino deverá ser universalizado para servir como uma espécie de ferramenta de integração latino-americana e como opção ao inglês enquanto "língua geral de comunicação" - é visto por algumas comunidades também como objeto de resgate cultural.

Dos descendentes de espanhóis que residem no Brasil, há poucos registros de falantes do idioma. Mas ainda há grandes colônias de origem espanhola em Sorocaba, interior de São Paulo - a maior do país, com 120 mil descendentes -, no Rio de Janeiro e em Salvador (BA), composta, nesse caso, de descendentes de galegos, cuja língua fica entre o espanhol e o português.

"A oferta obrigatória do espanhol foi muito bem recebida em Sorocaba", afirma Angeles Paredes, que ensina o idioma na Casa d'España local e também na rede pública. "O interesse dos sorocabanos em aprender espanhol é enorme, mas essa demanda está reprimida. Todos os anos formam-se imensas filas nos centros de línguas da cidade, e as vagas, insuficientes, são preenchidas por meio de sorteio."

Já o italiano apresenta mais registros em redes municipais de diversos estados em que se formaram colônias de imigrantes desde o século 19. Nelas, muitas vezes há a ajuda de entidades culturais, como o Instituto Dante Alighieri.

A pequena Pequeri - localizada a 60 km de Juiz de Fora, no sudeste de Minas Gerais - resolveu incluir este ano o italiano na grade de seu ensino fundamental, retirando-o do esquema de contraturno. Com 3 mil habitantes, Pequeri é uma cidade com maioria das famílias de origem italiana. "Colocando o italiano na grade oficial, vamos reforçar consideravelmente o estudo do idioma", diz Lenir de Almeida Salles, da equipe técnica da secretaria de educação local.

Outra cidade que adotou o italiano na grade curricular é Vicência, de 30 mil habitantes e encravada na Zona da Mata de Pernambuco, ex-polo de imigração italiana. Vicência ainda conserva traços de presença italiana com reminiscências da província "quase xará" de Vicenza, região do Vêneto, nordeste da Itália.

Viva Itália!
Mas é no sul do país que o ensino de italiano para descendentes de imigrantes está avançando a passos largos. A cidade gaúcha de Farroupilha, de 65 mil habitantes e localizada a 110 km a noroeste de Porto Alegre, não apenas mantém aulas de italiano no ensino médio regular como se tornou um concorrido centro de educação continuada para professores de italiano.

Em Santa Catarina, o italiano é ministrado na rede pública em pequenas cidades com histórico de imigração peninsular, como Nova Trento, Lindoia do Sul, Ascurra, Rodeio, Arroio Trinta e Iomerê. A maior cidade catarinense, Joinville, no norte do estado, também colocou o italiano na grade curricular.

Dentro desse processo de diversificação do ensino de línguas prosperam também algumas idiossincrasias. Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Vila Pavão, três cidades do norte do Espírito Santo, incluíram o pomerano, língua morta em sua terra de origem, na grade curricular de suas redes. Com presença de várias famílias de imigrantes da antiga região localizada entre a Alemanha e a Polônia, as cidades resolveram adotar a língua, que tem raiz germânica.

No Rio Grande Sul, a prefeitura da pequena cidade de Serafina Correia também incluiu na grade o talian, língua derivada da fusão de vários dialetos vênetos e ainda bastante falada na Serra Gaúcha.

Para alguns especialistas, no entanto, a adoção do ensino de uma língua de uso muito restrito pode ser contraproducente para o aluno, se descontextualizada. "Proteger e conservar um dialeto é uma coisa sempre boa. Mas não é recomendável que o ensino dessa língua seja exclusivo, pois assim o aluno pode acabar sendo preparado para um grupo muito fechado, não podendo empregar o seu bilinguismo para finalidades práticas a não ser no convívio no lugar onde nasceu", adverte Darli Breunig, diretor do Ifpla.

"Perfeccionismo" é obstáculo

O ensino de uma língua estrangeira minoritária é mais fácil quando o estudante já fala esta língua em casa - como é o caso de muitos que estudam alemão no Rio Grande do Sul, italiano em Santa Catarina e polonês, ucraniano ou japonês no Paraná. Quando isso não acontece, o que hoje é o mais comum, a dificuldade é a mesma que seria encontrada no aprendizado de qualquer língua estrangeira.

Aí começam os problemas para os oriundos que perderam o contato com a língua de seus ascendentes. Por condicionantes culturais, a exigência do domínio da língua é maior do que para um aluno que resolva estudar, por exemplo, o inglês ou o francês. Mais do que desejável, a fluência é obrigatória. Trata-se, afinal, da língua dos ancestrais.

Uma consequência prática do cultivo desse perfeccionismo é a dificuldade de encontrar professores que sejam ao mesmo tempo fluentes na língua e capacitados em termos didáticos. Para contornar o problema, a Universidade Federal do Paraná (UFP) abriu, por exemplo, cursos específicos de polonês e japonês em sua cadeira de Letras.

Em Sorocaba (SP), cidade em que boa parte dos imigrantes espanhóis veio da Andaluzia, há o desejo de muitos de que o espanhol ensinado lá seja o de registro andaluz, bastante diferente do argentino ou do mexicano ou do próprio espanhol de Madri. É um espanhol tido, inclusive, como "interiorano".

A professora de espanhol Fernanda Castelano Rodrigues, da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), de São Paulo, acha que preocupações como essas não deveriam existir. "Para o não falante, a língua estrangeira será sempre língua estrangeira, seja o estudante oriundo ou não daquela etnia", afirma. "Por mais que uma pessoa se esforce, jamais falará como um nativo, o que a gente pode constatar facilmente ouvindo qualquer imigrante que esteja faz décadas no Brasil."

Para ela, também seria ocioso optar pela variante linguística de uma determinada região no ensino de idiomas "extensos" como o espanhol e o inglês, falados ambos em dezenas de países, e com registros diferentes dentro desses próprios países.

"O ideal é que o professor seja o articulador de muitas e variadas vozes, e consiga transmitir para os alunos a heterogeneidade que é uma característica de quase todas as línguas", diz Fernanda.
retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12957

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...