sábado, 21 de agosto de 2010

Renda tem alta de 24% com curso profissionalizante

Cerca de 45% da população brasileira com mais de 15 anos tem menos de oito anos de estudo, ou seja, sequer completou o ensino fundamental. Portanto, permanece o desafio de aumentar o número de vagas e ampliar o acesso ao ensino formal para ampliar a renda do trabalhador, sugere a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que faltam vagas, principalmente no no deste, para mais profissionais.

A partir de dados levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios (PNAD), a Síntese de Indicadores Sociais mostra que trabalhadores que fizeram cursos de formação profissional ganham, em geral, 24% mais que aqueles que não possuem nenhuma capacitação. O incremento na remuneração mostra-se ainda maior para aqueles que têm menos de 11 anos de estudo, ou seja, trata-se de um instrumento de melhoria para as camadas de menor renda.

"Nessa faixa, remuneração média de quem frequentou curso profissionalizante é cerca de 37,4% maior do que a de quem nunca frequentou", afirma a gerente de indicadores sociais do IBGE e coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Sabóia, lembrando que os 20% mais ricos têm, em média, 10,3 anos de estudo, seis anos a mais do que os 20% mais pobres.

Há ainda outras indicações de que o ensino profissionalizante impacta positivamente na remuneração e até na segurança do trabalhador. Profissionais capacitados tem mais chances de conseguir um emprego com carteira assinada que os outros. Na faixa com até 11 anos de estudos, mais da metade (50,8%) desses profissionais tem carteira assinada ou são militares ou funcionários públicos. Entre os que nunca freqüentaram cursos profissionalizantes, apenas 32% são trabalhadores com carteira e quase um terço trabalha por conta própria.

"É uma boa notícia. Há muito tempo que defendemos o ensino profissionalizante como um passaporte para o mercado de trabalho formal", afirma o coordenador de ensino médio e técnico do Centro Paula Souza, instituição que administra todas as Fatecs e Etecs de São Paulo.

Na avaliação do professor, o grande desafio é ampliar o número de vagas no ensino técnico e atrair os alunos. De acordo com dados do MEC, existem apenas 800 mil alunos matriculados em cursos profissionalizantes contra 4 milhões em cursos tecnológicos de nível superior, embora um aluno de curso superior custe por ano, em média, mais que o dobro do que um estudante de escola técnica.

Os dados do da Síntese de Indicadores Sociais mostram ainda que o impacto dos cursos profissionalizantes pode ser ainda maior em regiões com maior carência. No Nordeste, onde cerca de 42% da população com mais de 15 anos tem menos de 4 anos de estudo contra 21% em todo o Brasil, o acesso a cursos profissionalizantes melhora em 57% a renda do trabalhador com menos de 11 anos de estudo.

O grande desafio, porém, ainda é criar vagas. De acordo com a PNAD, 18 milhões de pessoas com mais de 15 anos haviam passado por cursos profissionalizantes. Desse total, mais da metade está na região Sudeste e 24% no Nordeste. O acesso aos cursos profissionalizantes na região é ainda mais difícil para aqueles com menos de 11 anos de estudo: apenas 19% do total de profissionais com cursos técnicos estão na região.


PANORAMA
O percentual de brasileiros entre 15 e 17 anos no ensino médio passou de 30%. Nesse ritmo, em 2018, 30% dos jovens ainda estarão de fora.

O acesso a creches continua sendo um problema. As projeções do IBGE indicam que apenas 27,5% das crianças de 0 a 3 anos estarão na escola em 2018. A meta anterior era ter 50% em 2010.

A proporção de domicílios com mais de uma família, usada para calcular o déficit habitacional, caiu 27% entre 1998 e 2008. O maior avanço ocorreu na região sul: 40% a menos.

Curso em petróleo e gás começa em janeiro

Um dos programas de capacitação profissional de maior visibilidade do país, o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás) se prepara para iniciar uma nova fase de formação de mão-de-obra para a indústria do petróleo e do gás. De acordo com o coordenador executivo do Prominp, José Renato Ferreira de Almeida, as avaliações de acompanhamento no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged) têm mostrado um índice de empregabilidade acima de 80% do Prominp. "O diagnóstico da demanda de qualificação de profissionais tem sido feito de acordo com os investimentos previstos para o setor, especialmente os divulgados no Plano de Negócios da Petrobras", explica. O próximo edital de qualificação deve ser aprovado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em novembro. A seleção está prevista para janeiro.


O NOVO BRASIL EM NÚMEROS

1,3% É a fatia da população com menos de 1 ano de idade em 2008, uma queda de 27% em dez anos

73 anos de idade é a expectativa média de vida, resultado é inferior ao da Costa Rica e do Equador

3,3 representa a média de habitantes por domicílio em 2008, frente aos 3,8 apurados em 1998

51% dos idosos são analfabetos funcionais. 23% dos brasileiros da 3ª idade lideram famílias

15% é o percentual de mulheres com trabalhos domésticos, que ainda absorviam 136 mil meninas

R$ 934 foi a renda média de um trabalhador com curso de especialização no ano passado

7,4 anos é o tempo médio de estudo de um brasileiro com mais de 15 anos, segundo o IBGE

10% é a taxa de analfabetismo para pessoas com mais de 15 anos, um contingente de 14 milhões

61% das residências possuem acesso a serviços de saneamento como águ, esgoto e coleta de lixo

60% dos alunos de faculdades são considerados brancos. Só 4,7% de negros têm ensino superior

52% das mulheres estavam ocupadas ou procurando emprego em 2008, de acordo com a pesquisa

36,8% dos jovens possuem ensino médio, frente aos apenas 18,1% registrados há dez anos

Fonte: Brasil Econômico
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=242

A FAT ESCLARECE: calendário do processo seletivo das FATECs permanece inalterado

A Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT) -- responsável pela organização e aplicação do processo seletivo das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo -- esclarece que não procede a informação veiculada sobre a suspensão do Vestibular das Fatecs.

A FAT está tomando todas as providências para apurar o ataque virtual na página www.vestibularfatec.com.br, incluindo a abertura do boletim de ocorrência. Ressalta, ainda, que está garantida a integridade de todas as informações a respeito do processo seletivo.

O calendário do processo seletivo permanece inalterado. Hoje, 20 de julho, deverão efetuar a matrícula os convocados na primeira lista; no dia 22 de julho será divulgada a segunda lista dos convocados, nas respectivas Fatecs; e no dia 23 de julho é a data da matrícula para os candidatos da segunda lista.
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=272

Trabalho sobre sustentabilidade dá prêmio a alunos da Fatec

Seis alunos da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Tatuí ganharam o primeiro lugar do 2º Prêmio Varejo Sustentável Walmart Brasil. O projeto engloba modelos de criação de hortas orgânicas comunitárias para reduzir a emissão de resíduos destinados aos aterros sanitários. O prêmio Walmart é o reconhecimento ao potencial criativo dos estudantes e professores na proposição de novas práticas para o desenvolvimento sustentável.

Depois de passar por processo de compostagem, o resíduo se transforma em adubo orgânico para ser utilizado numa horta comunitária. O local servirá como centro de treinamento para multiplicar essa técnica para outras comunidades.

Denominado de Mandalla Tatuí, o projeto propõe a criação de um sistema para a coleta seletiva de resíduos de mercados, feiras livres, quitandas e restaurantes para transformá-los em adubo orgânico. Trata-se de um projeto de agricultura sustentável que desenvolve a agricultura familiar, o lado social, econômico e ambiental de forma integrada. O sucesso do sistema é a sua surpreendente capacidade de produção em pouco espaço físico e com baixa utilização de água. As culturas são plantadas em nove canteiros, que têm ao redor um reservatório de água, de onde parte o sistema de irrigação.

No reservatório são criados peixes, patos e marrecos que adubam a água para as culturas. São utilizados instrumentos simples e adaptados à realidade do agricultor. Pequenos animais (cabras, galinhas e coelhos) convivem em área comum, num sistema interativo, onde as necessidades de um são supridas pela produção do outro.

Popular e científico

O coordenador do grupo BioFAtec, Luís Antônio Gadelho Fernandes, afirma que a equipe, responsável pelo projeto, surgiu após uma palestra sobre biodiesel em outubro de 2006. "Na época, os alunos se interessaram e resolveram formar um grupo para estudar biodiesel e diversidade. O Biofatec existe desde 2007. Hoje, cinco alunos trabalham no projeto de reciclagem e outros 15 com biodiversidade. Três coordenadores cuidam do grupo", diz.

O projeto teve início após a constatação de que o município de Tatuí não trata resíduos orgânicos. "Já existe uma cooperativa para reciclagem. Para os resíduos de construção civil será construída uma usina. No entanto, precisamos reaproveitar os resíduos orgânicos", explica Gadelho. No município de Tatuí, no bairro de Americana, existe um aterro sanitário. "Identificamos a necessidade ambiental de tratar esse tipo de lixo de maneira sustentável, social e econômica. No mesmo ano, conhecemos o projeto Mandalla, da Paraíba, por meio de um encontro na Universidade Solidária", diz o coordenador.

A filosofia Mandalla foi criada em janeiro de 2003 e difunde tecnologias alternativas de geração de renda, emprego, segurança alimentar e sustentabilidade ambiental para o agricultor familiar por meio de uma metodologia inovadora, em que o trabalhador tem uma visão sistêmica que alia saber popular com saber científico. Segundo Gadelho, a tecnologia utiliza pequenos espaços rurais e urbanos, em convivência harmônica com o meio ambiente, para plantar frutas, verduras, tubérculos e hortaliças e ainda criar pequenos animais, alimentando a família e gerando excedentes que, vendidos, podem constituir renda mensal extra.

Gadelho explica que o projeto Mandalla é compatível com os cursos de automação e gestão. "O projeto pretende capacitar pessoal desempregado ou com renda muito baixa para obter melhor qualidade de vida. Vamos criar uma horta-treinamento para difusão da filosofia e tecnologia Mandalla", informa o coordenador. A horta-treinamento - instalada na Casa do Bom Menino, abrigo transitório de menores - terá apoio da Secretaria Municipal de Agricultura.

Fonte: Portal do Estado de São Paulo
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=260

Pesquisa aponta aumento do salário de técnicos formados em escolas técnicas

Os técnicos formados pelas Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo (Etecs) estão ganhando mais. É o que revela o relatório mais recente do Sistema de Avaliação Institucional (SAI) do Centro Paula Souza, divulgado este mês. Na pesquisa anterior, os ex-alunos tinham remuneração média de 1,8 salário mínimo. Agora, a média é 2,2. O aumento de 22,2% está acima do índice de inflação - cerca de 4% - entre agosto de 2008 e setembro de 2009, quando o levantamento foi feito. A empregabilidade continua na faixa das pesquisas anteriores, 73,7%. O SAI também revela que 87,7% dos técnicos têm vínculo formal de trabalho.

"Os números evidenciam a importância da educação profissional para a estabilidade econômica do País. Apesar da gravidade da crise mundial, cujo auge foi justamente no período em que a pesquisa foi realizada, nossos técnicos conseguiram manter os índices de empregabilidade e ainda apresentaram um considerável aumento de remuneração", declara o vice-presidente do Centro Paula Souza, César Silva.

As áreas que mais empregam são indústria (24,7%), serviços (18,8%), comércio (13,9%), saúde (10%), informática (7,8%), educação (5,9%), construção civil (5%) e agropecuária 3,8%. Os 10% restantes estão empregados em outras áreas.

O grau de satisfação é alto: 82,9% dos formados declararam que o curso atendeu às suas expectativas. "Os indicadores demonstram que estamos no caminho certo, atendendo às demandas dos diversos setores produtivos e, principalmente, dos jovens que buscam um futuro melhor", conclui Roberta Froncillo, responsável pela Área de Avaliação Institucional do Centro Paula Souza.

Participaram da pesquisa ex-alunos formados pelas Etecs em 2007. O objetivo do estudo é conhecer a situação profissional dos técnicos um ano depois da conclusão do curso.

Fonte: A Tribuna
retirado do site:http://www.fatgestao.org.br/canal/detalhe.asp?cod_conteudo=262

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

São Paulo adere ao programa de certificação de trabalhadores

Portal do MEC

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo aderiu ao Programa Certific. A partir desta sexta-feira, 20, trabalhadores que desejam obter certificado de conhecimentos adquiridos ao longo de suas trajetórias, sem que tenham necessariamente participado de processos de educação formal, podem se inscrever no campus Guarulhos. Neste semestre, os perfis a serem certificados são de eletricista instalador predial e de eletricista instalador de rede de computadores.

Tanto as inscrições quanto a própria certificação e emissão de diplomas é gratuita. Não há limite de vagas. As inscrições vão até 10 de setembro. Com a inclusão de São Paulo, o programa atinge 38 campi de institutos federais, em 14 estados mais o Distrito Federal.

Acolhida – O trabalhador será avaliado por uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, pedagogo e especialistas da área. Depois da entrevista, se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um certificado do instituto federal, comprovando sua qualificação. Caso sejam constatadas falhas técnicas, o próprio instituto se encarrega de oferecer a formação ao trabalhador. Se for constatado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para posteriormente receber o certificado.

Assessoria de Imprensa da Setec

Mais informações na página do Certific no Portal do MEC, ou pelo fone 0800-616161.
Palavras-chave: Institutos federais, Programa Certific

Professor é preso suspeito de abusar sexualmente de nove alunas na Bahia

Especial para UOL Notícias
Em Salvador

Suspeito de abusar sexualmente de pelo menos nove meninas, um professor de educação infantil foi preso pela polícia de Antônio Gonçalves (394 km de Salvador). De acordo com informações de funcionários da delegacia do município, as crianças e adolescentes molestadas têm entre cinco e 14 anos.

Nilson de Oliveira Silva, 34, lecionava em duas escolas públicas nos distritos de Olhos D'Água e de Baixinha, zona rural do município. De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o suspeito abusava das menores havia seis anos, e só foi descoberto porque a mãe de uma das vítimas fez a denúncia. A mãe, cujo nome não foi divulgado para preservar as investigações, contou que sua filha disse em casa que uma colega teria sido estuprada.

A partir do depoimento da mãe, a polícia começou a fazer a investigação, conversando com pais de alunas do professor. Depois de obter alguns depoimentos confirmando as denúncias, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o suspeito. A prisão aconteceu no início da noite desta quinta-feira (19). Pai de uma menina de cinco anos, o professor vai responder pelo crime de estupro de vulnerável e pode pegar uma pena de seis a 12 anos de reclusão.

Até o início da tarde desta sexta-feira (20), ele não tinha constituído advogado, mas funcionários da delegacia de Antonio Gonçalves informaram que tinham encaminhado todas as informações sobre a sua prisão para a Defensoria Pública.

O delegado responsável pelo caso, Raimundo Guerra, disse que algumas garotas chegaram a ser abusadas mais de dez vezes. “Com o pretexto de ajudá-las em atividade extraclasse, o professor atraía as alunas até a sua casa e praticava os estupros, sempre às tardes, quando a esposa não estava em casa”, afirmou o delegado.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/20/professor-e-preso-suspeito-de-abusar-sexualmente-de-nove-alunas-na-bahia.jhtm

Lula diz que investimento em educação mudou paradigma da desigualdade no país

Vinicius Konchinski
Da Agência Brasil
Em Sorocaba (SP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (20) que o investimento em educação mudou o “paradigma da desigualdade” do país. De acordo com ele, a melhor distribuição de recursos entre as regiões brasileiras fez com que áreas reconhecidas por indicadores sociais negativos, como o Nordeste, melhorassem sua participação na geração de conhecimento.

“O Sul e o Sudeste até dias atrás formavam 65% dos doutores do país. O Nordeste formava 1,3%. Hoje, tem 9,7%”, disse o presidente, em discurso durante inauguração de novas instalações do campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em Sorocaba, a 90 quilômetros da capital.

Lula disse também que a transformação social no Norte e Nordeste é o benefício mais importante da abertura de novas universidades e escolas técnicas nas regiões. “O que importa é que a gente está mudando o paradigma, tornando o país um pouco mais igualitário.”

A UFSCar está instalada em Sorocaba desde 2006. Em 2008, a universidade inaugurou seu primeiro prédio próprio na cidade. Nesta manhã, o presidente Lula e o governador de São Paulo, Alberto Goldman, participaram da cerimônia de inauguração de novos prédios da universidade.

Com as novas estruturas, a UFSCar passa a ter 17 salas de aula e 15 laboratórios em Sorocaba, além de um restaurante, vestiários, quadras e salas para o departamento administrativo. Ao todo, são 13 mil metros quadrados de área construída em uma terreno de 70 hectares, doado pelo prefeitura.

Simultaneamente à inauguração da UFSCar, o ministro da Educação, Fernando Haddad, inaugurou o campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Curitibanos (SC). Em cerimônia transmitida em telão instalado no campus da UFSCar de Sorocaba, Haddad afirmou que o governo federal vai construir 134 campi de universidades federais até 2012 e alcançar pelo menos mil municípios brasileiros com programas de expansão do acesso ao ensino superior.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/20/lula-diz-que-investimento-em-educacao-mudou-paradigma-da-desigualdade-no-pais.jhtm

Exposição de cigarros é maior perto de escolas, diz Datafolha

DE SÃO PAULO
Na cidade de São Paulo, 70% dos pontos de venda de derivados do tabaco ficam de um a três quarteirões de distância de alguma escola, segundo pesquisa Datafolha encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo- ONG ligada à OMS (Organização Mundial da Saúde). A pesquisa foi publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Quanto mais perto, mais forte é a exposição da indústria tabagista, com maior visibilidade dos cigarros e de materiais promocionais para adolescentes. A propaganda é visível aos jovens em 66% dos lugares visitados.

Segundo Stella Bialous, pesquisadora brasileira da Universidade da Califórnia, consultora da OMS e presidente do Instituto de Políticas do Tabaco dos EUA, a situação é a mesma na Austrália, nos EUA e no Canadá.

OUTRO LADO

A fabricante Souza Cruz diz que "cumpre rigorosamente a lei federal que trata da publicidade de produtos fumígenos, restringindo-a a pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos pontos de venda".

A fabricante Philip Morris afirma que menores de idade não devem fumar. "Todas as nossas práticas comerciais estão de acordo não somente com a legislação, mas também com nossos padrões e códigos internos de conduta, criados para limitar a exposição de menores aos produtos de tabaco".
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/785965-exposicao-de-cigarros-e-maior-perto-de-escolas-diz-datafolha.shtml

Confira quatro conselhos para estimular as crianças a se tornarem leitoras

Elisa Estronioli
Em São Paulo

Se precisa descobrir como funciona o celular novo, você vai encontrar instruções no manual. Está em busca de informações sobre alguma lei? Textos poderão ajudar você a compreender seus direitos. Se alguém querido está longe, cartas ou emails são fontes de notícias. A palavra escrita é fundamental para nos conectarmos com a realidade.

"Também existe uma importância mais profunda: à medida que tem o hábito de ler, você se confronta com um jeito de organizar o pensamento que é de outra pessoa. Isso é fundamental para o desenvolvimento cognitivo", explica Isabel Santana, professora de Educação Infantil e gerente da Fundação Itaú Social, que organiza a Olímpiada de Língua Portuguesa. "Sem contar a importância fundamental pra o enriquecimento de vocabulário e da expressão”, completa.

A leitura, quase um instrumento de sobrevivência, também pode ser fonte de prazer. E é mais fácil descobrir esse encanto quando a intimidade com a palavra escrita existe desde a infância. Mas como incentivar as crianças a desenvolverem o hábito da leitura?

“A gente não sabe como se forma o leitor – tem pistas. Não existe uma receita mágica”, adverte a professora Norma Sandra de Almeida Ferreira, da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ainda assim, há algumas orientações que, se não garantem que a criança vire uma devoradora de livros, pelo menos a ajudam a ter mais familiaridade com esse objeto tão fundamental. Confira:
1. Ler na frente dos filhos

O primeiro fator, e talvez o mais importante, para estimular as crianças a desenvolverem o gosto pela leitura, é viver entre pessoas que valorizam o ato de ler. Ao ver os pais lendo, a criança aprende que aquela atitude é um modelo que deve seguir. “Esse gesto parece banal, mas é aprendido. A criança vê que aquele objeto é diferente, que o jeito de manusear não é como o de um carrinho, por exemplo”, diz a professora Norma Ferreira, da Unicamp. “Em um ambiente onde não há esse letramento, é muito mais difícil a criança desenvolver o hábito”, diz Isabel Santana.

2. Contato com livros em casa

Para Norma Ferreira, a educação do leitor começa, literalmente, no berço: “pode deixar pegar [os livros], manusear, colocar no chão, levantar, quanto mais cedo melhor. Há diferentes tipos de livros: de plástico, de pano, com folhas mais grossas, grandes, pequenos, que a criança pode tocar.” [veja alguns exemplos neste link]

Mesmo antes de começar a ler, é importante que a criança tenha contato com o objeto, reforça Isabel Santana. “A princípio a gente tem medo de estragar os livros dando para as crianças. É uma cena muito comum nas escolas: elas veem a professora lendo, escutam, mas não tocam. Na minha percepção, isso é equivocado. A criança tem que vivenciar o livro como um objeto.” Assim, se já vive em contato com a palavra escrita, conforme a criança vai se alfabetizando, começa a ler espontaneamente. Também é educativo levar as crianças a espaços como bibliotecas e livrarias -- ou, ainda, aproveitar a Bienal para um passeio de final de semana.

3. Ler em voz alta para os pequenos

Além de mostrar a importância da leitura e estimular a imaginação das crianças, ler em voz alta tem uma outra função: “Ler não é uma atividade como tricotar ou cozinhar, que dá para fazer vendo televisão. Tem um tempo próprio, em que os pais param apenas para ler junto com os filhos. Isso cria um laço afetivo muito forte”, diz Norma Ferreira. “Conheço depoimentos de adultos que se lembram do jeito da mãe fechar os olhos quando lia histórias para eles na infância.”

Isabel Santana lembra que, nessas contações de história, é importante dar a oportunidade para a criança conversar sobre o que está sendo lido: tirar dúvidas, dar opiniões. “Quando as pessoas estão interessadas em saber coisas novas e associam a escrita com esse lugar de buscar conhecimento, o interesse pela leitura se faz naturalmente. Por isso é importante que, quando os pais estiverem lendo, deem espaço para a criança participar. Isso cria o significado e o sentido para o desenvolvimento da leitura.”

As duas especialistas reforçam a importância de fazer desse ritual uma rotina: seja antes de dormir, depois do almoço, todo domingo. Para Isabel, é importante que o exercício seja diário. “A infância é a fase mais simples pra desenvolver hábitos, desde escovar os dentes até a leitura. Ambos exigem frequência, rotina, constância. Uma ação esporádica na infância não é suficiente pra desenvolver o hábito.”

4. Lidar com leituras "impróprias"

Uma vez que a criança desenvolveu o interesse pelo universo letrado, como os pais podem ter o controle sobre aquilo que está lendo? Como "protegê-la" de conteúdos impróprios? “É complicado estabelecer com segurança o que é um conteúdo adequado para alguém”, diz Isabel. “Quando essa decisão ocorre no interior da casa, acho que os pais devem recorrer ao bom-senso.” Além disso, afirma, é importante que os pais conversem sempre com os professores das crianças para saber o que eles estão lendo na escola e “ampliar os horizontes dos pais”.

Norma complementa: “Uma maneira é sempre acompanhar o que ela está lendo. Mas, cá entre nós, leituras proibidas sempre aconteceram. Proibir não adianta, o melhor é conversar.”
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/20/confira-quatro-conselhos-para-estimular-as-criancas-a-se-tornarem-leitoras.jhtm

Agenda da Educação

Portal do MEC
Brasília (20 a 23 Agosto.2010) - Gibis, gravidez, drogas, concurso e formação de professores são os ingredientes de uma diversificada agenda da Educação no Brasil.

- A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) está recebendo inscrições, até o final do mês, para a quinta edição do Prêmio Escola. As inscrições podem ser feitas na página da Unesco na web. O produto são as histórias em quadrinhos (gibis) sobre aids, gravidez na adolescência e uso de drogas, que devem ser produzidas por estudantes de escolas públicas e particulares de todo o Brasil.
A premiação prevê viagem turística e pen drive. Além dos prêmios destinados aos autores dos quadrinhos, a escola vencedora recebe materiais educativos e o professor coordenador ganha um netbook. O resultado sai na segunda quinzena de outubro.

Em Sergipe, concurso para professor - O Instituto Federal de Sergipe está com inscrições abertas até o dia 26 de agosto para concurso de professor efetivo, com duas vagas destinadas ao campus Aracaju: uma na área de indústria química e petroquímica, outra em engenharia de produção. As inscrições AQUI

Curso a distância em MS - O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul oferece 564 vagas em cursos técnicos a distancia nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim e Ponta Porã. São três opções de cursos de nível médio em administração, secretariado e serviços públicos, com aulas uma vez por semana à noite. As inscrições, gratuitas, até 30 de agosto, AQUI.

Os cursos têm duração de dois anos e as aulas serão transmitidas via satélite, em parceria com o Instituto Federal do Paraná. A grade curricular dos cursos obedece ao Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, do Ministério da Educação.

Conheça a Rede Federal de Ensino Profissional

MEC começa expansão de Rede Estadual Profissional

Portal do MEC
Brasília (20 a 23.Agosto) – Depois de investir R$ 1 bilhão na expansão da Rede Federal, o Ministério da Educação ajuda os Estados a reformar e a expandir o Ensino Profissional, com o programa Brasil Profissionalizado.

Primeira unidade, inaugurada no Ceará, tem 480 estudantes e recebeu investimentos de R$ 5, 6 milhões. A escola fica no município de Tamboril (CE) e é a primeira escola técnica construída com recursos do programa Brasil Profissionalizado. O investimento foi de R$ 5,6 milhões para permitir à Escola Estadual de Educação Profissional Antônio Mota Filho atender a 480 estudantes, em 12 salas de aula, seis laboratórios, biblioteca e ginásio poliesportivo.

A população cearense terá acesso a cursos de edificações, design gráfico e topografia a partir de 2011. Neste semestre, a escola funcionará com cursos de curta duração voltados para a comunidade, aulas de reforço escolar para o ensino médio, e projetos de capacitação.

“A inauguração simboliza uma nova fase na expansão das escolas técnicas das redes estaduais de educação profissional”, diz Marcelo Camilo Pedra, coordenador de projetos especiais da educação profissional do MEC. Até dezembro, outras nove escolas construídas com recursos do programa serão inauguradas no estado. O Ceará foi a segunda unidade da federação que mais recebeu recursos do Brasil Profissionalizado, R$ 129 milhões dos cerca de R$ 1,2 bilhões investidos desde 2008.

INEP contrata consórcio para aplicação do exame em novembro

Portal do MEC
O Diário Oficial da União publicará nesta sexta-feira, 20, o extrato de dispensa de licitação do consórcio Cesgranrio/Cespe, que realizará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010. O valor do contrato para aplicação e correção das provas corresponde a R$ 27,87 por estudante inscrito. A prova será aplicada nos dias 6 e 7 de novembro para 4,6 milhões de estudantes em todo o país.

Em relação ao contrato firmado no ano passado, depois da ocorrência do furto da prova e do adiamento do exame, houve um acréscimo de 28%. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) justifica que esse aumento se deve, sobretudo, à ampliação do número de inscritos neste ano, reforço na contratação de pessoal que funcionará como apoio nas unidades de aplicação e atualização monetária.

O Enem 2010 terá os mesmos moldes do exame aplicado em 2009. Os Correios, cujo contrato já foi assinado, ficarão responsáveis pela distribuição das provas. As policias militares, a Polícia Federal e as Forças Armadas estarão encarregadas da segurança no deslocamento das provas e o consórcio Cesgranrio/Cespe, pela aplicação e correção.

O único ponto ainda em aberto é a seleção da empresa que vai executar os serviços gráficos. Com a decisão da Justiça Federal de Brasília, a favor do recurso de uma das licitantes, o processo de licitação deve seguir o seu curso, com a avaliação in loco do quesito segurança, a ser elaborado pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG) nas gráficas concorrentes, o que deve ocorrer nos próximos dias. O Inep reitera que o cronograma de execução da prova está sendo cumprido.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: Enem

UFPR abre inscrições para o vestibular 2011 nesta sexta-feira

Da Redação
Em São Paulo
A UFPR (Universidade Federal do Paraná) abre nesta sexta-feira (20), a partir das 14h, as inscrições para o processo seletivo 2011. Os interessados devem se inscrever pela internet, até as 16h do dia 20 de setembro.

O valor da taxa será de R$ 80 para candidatos concorrentes e R$ 79 para treineiros. Serão recebidos pedidos de isenção de taxa até 3 de setembro, no mesmo site da inscrição.

Neste ano, a universidade oferece 5.540 vagas. Destas, 10% são reservadas para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do MEC (Ministério da Educação). O total de vagas em disputa no vestibular próprio da UFPR é 5.016.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/20/ufpr-abre-inscricoes-para-o-vestibular-2011-nesta-sexta-feira.jhtm

UFG recebe pedidos de isenção de taxa para o vestibular 2011 até as 18h desta sexta

Da Redação
Em São Paulo
A UFG (Universidade Federal de Goiás) encerra às 18h desta sexta-feira (20) o período para solicitação de isenção de taxa do processo seletivo 2011. Os interessados devem se inscrever pela internet.

Serão selecionados, no máximo, 5.000 candidatos - 4.000 em Goiânia, 450 em Catalão, 400 em Jataí e 150 na Cidade de Goiás.

O candidato deve ter cursado os dois últimos anos do ensino fundamental e os três anos do ensino médio integralmente em escola pública; precisa ter concluído ou concluir o ensino médio até dezembro desse ano e, ainda, pertencer a domicilio familiar, cuja renda média por pessoa não ultrapasse R$ 510 mensais.

Após preencher e confirmar a inscrição, o candidato deverá imprimir a ficha e enviá-la pelo correio ou entregá-la no Centro de Seleção da UFG, ou na secretaria do campus de Jataí, Catalão ou Goiás, das 8h às 12h e das 13h às 17h, exceto sábados, domingos e feriados, até o dia 23 de agosto. Veja os documentos que devem ser entregues junto com a ficha de inscrição:

* Fotocópia do documento de identidade;
* fotocópia do histórico escolar do Ensino Médio ou de curso equivalente, comprovando ter cursado os três anos do Ensino Médio, integralmente em Escola Pública, registrado no órgão competente (documento válido em território nacional e em língua portuguesa); OU declaração original, para os candidatos que ainda não concluíram o ensino médio, fornecida pelo estabelecimento de ensino, em papel timbrado, carimbado e assinado pelo diretor ou responsável, contendo o nome da escola pública em que o aluno está cursando a última série do ensino médio e o(s) nome(s) da(s) escola(s) em que o aluno cursou as séries anteriores do ensino médio (1ª e 2ª séries);
* fotocópia da conta de energia elétrica recente da residência do candidato (ano de 2010);
* fotocópia dos comprovantes de renda referentes aos meses de junho ou julho de 2010 de todas as pessoas que contribuem com a renda familiar.



O resultado preliminar dos pedidos de isenção será divulgado em 20 de setembro. O resultado final sairá no dia 24 do mesmo mês.

As provas serão realizadas em duas etapas. No dia 21 de novembro acontece a primeira fase e nos dias 12 e 13 de dezembro os candidatos farão os exames da segunda fase. Os testes de verificação de habilidades e conhecimentos específicos serão aplicados nos dias 16 e 17 de dezembro.

Outras informações podem ser obtidas no edital de isenção ou pelo site da universidade.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/20/ufg-recebe-pedidos-de-isencao-de-taxa-para-o-vestibular-2011-ate-as-18h-desta-sexta.jhtm

No aniversário de frei Caneca, conheça o pernambucano rebelde

da Livraria da Folha
Joaquim do Amor Divino nasceu no dia 20 de agosto de 1779, em Recife (PE). Na infância pobre vendia canecas nas ruas da cidade, ao entrar na vida religiosa adotou o nome pelo qual é conhecido até hoje: frei Caneca.
Apaixonado pelos ideais republicanos, o frade carmelita foi um dos mais ferrenhos combatentes do governo de d. Pedro 1º e da Constituição de 1824. Tornou-se líder da Confederação do Equador, movimento antimonarquista que aboliu a escravidão e recebeu a adesão de outros estados nordestinos.

O monarca enviou as tropas imperiais e contratou mercenários ingleses para sufocar a insurreição. Com medo da reação, muitos dos líderes se retiraram do levante, fato que provocou o enfraquecimento da revolta.

Condenado à forca por conspirar contra a Coroa, ninguém --nem mesmo escravos sob tortura-- foi capaz de ser o seu carrasco. Em 13 de janeiro de 1825, apesar do desejo popular pela clemência, frei Caneca acabou executado por fuzilamento.

Baseado no diário de campanha, escrito pelo rebelde, "Frei Caneca (1779-1825)", escrito por Gilberto Vilar, traz detalhes da vida do republicano, o resultado de mais de 20 anos de pesquisa.
Visite a estante dedicada à história do Brasil
Retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/785843-no-aniversario-de-frei-caneca-conheca-o-pernambucano-rebelde.shtml

Fidel chama educação nos EUA de "deformada" e "prostituída"

O ex-presidente de Cuba Fidel Castro qualificou na quinta-feira (19) de "deformada" e "prostituída" a educação nos Estados Unidos, em um novo artigo de sua série "Reflexões" divulgado nesta quinta-feira no site oficial "Cubadebate".

Fidel faz eco a um estudo publicado pela Universidade de Beloit (Wisconsin, EUA), que afirma, entre outras considerações, que os jovens que devem se formar em universidades americanas em 2014 não usam relógio porque consultam a hora em seus telefones celulares, acham que Beethoven é um cachorro e Miguel Ángel um vírus de computador.

"Dá um frio na barriga quando se vê até que ponto a educação pode ser deformada e prostituída, em um país que conta com mais de 8 mil armas nucleares e os mais poderosos meios de guerra no mundo", assinala o líder cubano em sua nova coluna intitulada "Por acaso exagero?".

"E pensar que ainda há pessoas capazes de dizer que minhas advertências são exageradas!", acrescenta Fidel, que completou 84 anos no dia 13 de agosto.

O comandante reapareceu na cena pública no princípio de julho após quatro anos convalescente pela doença que em 2006 o obrigou a delegar a Presidência de Cuba a seu irmão Raúl, que foi ratificado no cargo em fevereiro de 2008.

Desde seu retorno, o tema recorrente de suas aparições públicas, intervenções e colunas foi advertir da iminência de uma guerra nuclear derivada de um eventual ataque dos Estados Unidos ao Irã.

Fidel também propôs uma espécie de mobilização internacional para tentar convencer o presidente americano, Barack Obama, a não entrar em guerra com o Irã e evitar assim uma hecatombe atômica que, na sua opinião, ameaça o planeta.

Apesar de ter deixado a presidência, o líder continua sendo o primeiro-secretário do governante Partido Comunista de Cuba.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/20/fidel-chama-educacao-nos-eua-de-deformada-e-prostituida.jhtm

Contrato para aplicação e correção do Enem 2010 será 28% mais caro do que o de 2009

Rafael Targino
Em São Paulo

O contrato com o consórcio Cespe/Cesgranrio, que vai aplicar a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, custará 28% a mais do que o de 2009. Neste ano, o MEC (Ministério da Educação) deve pagar um valor em torno de R$ 128 milhões na aplicação e na correção. Na última prova, foram gastos R$ 99,96 milhões.

Segundo o MEC, as justificativas para o aumento são o maior número de inscritos para o exame neste ano –cerca de 4,6 milhões, contra 4,1 milhões em 2009–, o “reforço na contratação de pessoal” de apoio e a atualização monetária. O valor representa R$ 27,87 para cada estudante inscrito.

Nesta sexta-feira (20), deve ser publicado no Diário Oficial o extrato de dispensa de licitação para o consórcio. O contrato com os Correios, que serão responsáveis pela distribuição dos exames, já foi assinado. As polícias Militar e Federal, além das Forças Armadas, estão encarregadas da segurança.
Gráfica

O contrato com a gráfica que vai imprimir a prova, no entanto, ainda está pendente. Nesta quinta (19), a Justiça decidiu que a desclassificação da Gráfica Plural (parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics) na licitação para impressão da prova foi ilegal. Segundo nota, a juíza determinou "prosseguimento do processo de sua habilitação na licitação, ao mesmo tempo em que autorizou a continuação da licitação".

De acordo com o MEC, “o cronograma de execução da prova está sendo cumprido". O processo de licitação "deve seguir o seu curso, com a avaliação 'in loco' do quesito segurança, a ser elaborado pela ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) nas gráficas concorrentes, o que deve ocorrer nos próximos dias".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/19/contrato-para-aplicacao-e-correcao-do-enem-2010-sera-28-mais-caro-do-que-o-de-2009.jhtm

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ceará inaugura primeira escola técnica com recursos do programa

Portal do MEC
Nesta quinta-feira, 19, será entregue no município de Tamboril (CE) a primeira escola técnica construída com recursos do programa Brasil Profissionalizado. A solenidade ocorre na própria unidade, às 18h, e contará com a presença do secretário substituto da educação profissional do Ministério da Educação (MEC), Getúlio Marques Ferreira, e da secretária de Educação do Ceará, Izolda Cela.

Com investimento de R$ 5,6 milhões, a Escola Estadual de Educação Profissional Antônio Mota Filho atenderá inicialmente a 480 estudantes. Sua estrutura conta com 4,5 mil metros quadrados, equipada com 12 salas de aula, seis laboratórios, biblioteca e ginásio poliesportivo. A unidade usou o projeto de escola padrão fornecido pelo MEC.

A população de Tamboril, distante 300 km da capital do estado, terá acesso a cursos de edificações, design gráfico e topografia a partir do próximo ano, quando começam as aulas dos cursos técnicos. Neste semestre, a escola vai funcionar com cursos de qualificação, de curta duração, voltados para a comunidade, com aulas de reforço escolar para ensino médio e projetos de capacitação.

“A inauguração é um marco, pois simboliza uma nova fase na expansão das escolas técnicas das redes estaduais de educação profissional”, ressalta Marcelo Camilo Pedra, coordenador de projetos especiais da educação profissional do MEC.

Até dezembro, outras nove escolas construídas com recursos do programa serão inauguradas no estado. O Ceará foi a segunda unidade da federação que mais recebeu recursos do Brasil Profissionalizado, R$ 129 milhões dos cerca de R$ 1,2 bilhões investidos desde 2008.

Danilo Almeida
Palavras-chave: Brasil profissinalizado, escolas técnicas, educação profissional
Voltar
Salvar Fazer anotações Informar erro | Imprimir | Email
Assistente de Navegação

Se você não está encontrando o que procura, diga o seu perfil e escreva o que deseja. Nós te ajudaremos a encontrar!
Preciso de ajuda
Digite o que procura
Não preciso de ajuda Não oferecer mais ajuda

Unesco propõe projeto educacional para presos

Marli Moreira
Da Agência Brasil
Em São Paulo

O representante da área educacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Timothy Ireland, propôs nesta quarta (18) o desenvolvimento de um plano piloto, em parceria com o governo federal, que permita aos presos maior acesso à cultura por meio leituras de livros e revistas.



Essa proposta, com base no projeto da Unesco denominado Uma Janela para o Mundo, de incentivo à criação de bibliotecas no meio prisional, foi apresentada durante encontro com representantes do governo federal, no estande do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), na 21ª Bienal Internacional do Livro, no pavilhão de Exposições do Anhembi, na zona norte da cidade de São Paulo.



A ideia é a de elaborar, no prazo de um mês, um plano para aperfeiçoar o trabalho já existente nas quatro penitenciárias federais: Porto Velho, em Rondônia; Mossoró, no Rio Grande do Norte: Campo Grande, em Mato Grosso: e Catanduvas, no Paraná. E, posteriormente, estender a experiência para toda a população carcerária do país. “Temos que abrir um leque de alternativas para ressocializar”, defendeu Ireland.



Segundo ele, dados do Ministério da Justiça indicam que apenas 10,35% da população carcerária do país têm algum tipo de atividade educacional. O perfil da maioria dos presos – 73,83% - é de jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa escolaridade. Mais da metade (66%) não chegaram a concluir o ensino fundamental.



Entre as ações está a de multiplicar o número de educadores tanto para a alfabetização como para orientações sobre a escolha dos livros e compreensões do conteúdo. Além dos professores selecionados para a tarefa, os próprios presos poderão cumprir essa missão depois de terem recebido a formação cultural necessária.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/19/unesco-propoe-projeto-educacional-para-presos.jhtm

MEC manda Unip regularizar carga horária do curso de enfermagem

DE SÃO PAULO
Investigação do Ministério da Educação verificou que o curso de enfermagem da Unip, a maior universidade do país, não cumpre a carga horária exigida. A Secretaria de Ensino Superior determinou que a escola tem até 30 de outubro para regularizar a situação, segundo reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

Ainda de acordo com o texto, a apuração --restrita a São Paulo-- detectou que os estudantes têm cerca de 10% menos aulas do que o mínimo previsto --deveriam ser 3.500 horas ao final do curso, mas a escola oferece apenas 3.200. As 300 horas de diferença significam 75 dias a menos de aula ao final do curso, considerando quatro horas de atividades ao dia.

O reitor da universidade, João Carlos Di Gênio, contesta a apuração do ministério. Procurado pela Folha, ele se disse surpreso com o despacho. Disse que o curso tem a carga horária regular e critica a pasta por divulgar o resultado da investigação antes de comunicar a instituição.

Di Gênio disse que, na visita "in loco" feita pelo ministério, "tudo foi esclarecido" --as comissões vão às universidades quando as explicações iniciais não são consideradas convincentes. Apesar de apontar o problema, o MEC não deverá obrigar que os já formados tenham de repor as aulas.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/785414-mec-manda-unip-regularizar-carga-horaria-do-curso-de-enfermagem.shtml

Plínio diz que perpetuação da pobreza está relacionada à qualidade do ensino público

Carolina Pimentel
Da Agência Brasil
Em Brasília

O candidato do P-SOL à Presidência da República, Plínio Sampaio, disse segunda-feira (16) na gravação do programa 3 a 1 da TV Brasil que, caso eleito, pretende aumentar o repasse de recursos para melhorar a qualidade da rede pública de ensino e impedirá que as escolas privadas sejam lucrativas. O programa vai ao ar hoje (18) às 22 horas.

Para o candidato socialista, a diferença de qualidade entre as escolas públicas e as particulares é um dos motivos para a “perpetuação da pobreza” no país. Ele alega que uma criança que frequenta a rede pública tem menos chance de obter uma boa colocação no mercado de trabalho quando comparada com uma que estuda numa instituição privada.

“O que eu quero tirar é o serviço de instruir como se fosse mercadoria. Isso é que gera as escolas que são fábricas de diploma. Ninguém pode ficar rico educando criança”, afirmou.

Outra proposta de Plínio é estatizar todos os hospitais e clínicas particulares como forma de garantir o acesso universal ao atendimento médico.

Sobre reforma agrária – principal bandeira de sua campanha -, o presidenciável do P-SOL defende que as propriedades rurais sejam limitadas a 1 mil hectares e controlada pelos trabalhadores. Ele disse que se a reforma não for feita o país corre o risco de enfrentar conflitos armados no campo. Sob o comando dos lavradores, Plínio garante que o Brasil aumentará a produção de alimentos para o consumo interno e para a exportação. “Se você fizer a reforma agrária, quem vai mandar é o trabalhador. Vamos exportar alimento adoidado, mais do que soja e cana”, afirmou.

Plínio Sampaio, que foi um dos articuladores do plano de reforma agrária do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, fez críticas aos governos de Lula e de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, os dois presidentes favoreceram o acúmulo de capital da classe rica em detrimento do bem-estar da massa trabalhadora.

Ao responder a pergunta de uma telespectadora sobre redução de impostos, o candidato propôs uma diminuição dos tributos que incidem sobre os produtos para impedir que as classes ricas e pobres paguem o mesmo valor. “Você hoje paga o mesmo imposto que o Eike Batista [dono de uma mineradora e considerado um dos homens mais ricos do Brasil]”, disse.

O presidenciável assumiu o compromisso de, se eleito, “arrebentar” com a especulação imobiliária, impedindo que os imóveis fiquem desocupados com o intuito de ganhar mais valor de mercado e propõe, inclusive, instituir o aluguel compulsório caso alguém mantenha esse tipo de especulação.“Ninguém pode segurar um terreno, uma casa para esperar valorização”, afirmou.

Durante a entrevista, Plínio, que tem 80 anos de idade, contou como tem sido a relação com o eleitorado jovem. Ele informou que todas as noites responde a perguntas da juventude pela rede social do Twitter. “O que mais me encanta é que a garotada foi com a minha cara. Os velhos, acho que me veem com simpatia, porque sou da geração deles”, disse.

Perguntado se apoiaria a candidata do PT, Dilma Rousseff, ou do PSDB, José Serra, em um eventual segundo turno das eleições, Plínio preferiu não tomar posição é afirmou que o “jogo só termina quando acaba”. A petista e o tucano são os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto. Plínio aparece com menos de 1% da preferência do eleitorado.

O presidenciável foi entrevistado pelo colunista do jornal Correio Braziliense, Luiz Carlos Azêdo, pela diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), jornalista Tereza Cruvinel, e pelo jornalista da TV Brasil, Eudes Junior.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/18/plinio-diz-que-perpetuacao-da-pobreza-esta-relacionada-a-qualidade-do-ensino-publico.jhtm

Em debate, candidatos distorcem dados sobre saneamento e ensino

USTAVO PATU
DE BRASÍLIA
ANTÔNIO GOIS
DO RIO
Saneamento e ensino técnico, dois dos temas mais abordados nesta campanha pelos dois principais candidatos ao Planalto, foram tratados à base de dados falaciosos e comparações distorcidas no debate de ontem.

Uma tentativa de acusação de José Serra ao governo Luiz Inácio Lula da Silva acabou exemplificando, involuntariamente, mais identidades que diferenças entre as administrações dos arquirrivais tucanos e petistas.
Ao prometer zerar os tributos federais sobre o saneamento, Serra culpou Lula pelo aumento das alíquotas de PIS e Cofins, duas contribuições federais, sobre as obras do setor -um feito que, como outros do lulismo, tem suas raízes no tucanato.

Uma lei aprovada em 2002, último ano do governo FHC, mudou a forma de cálculo e elevou de 0,65% para 1,65% as alíquotas do PIS. A mesma lei determinou que o mesmo deveria ser feito até 31 de dezembro de 2003 com a Cofins, cujas alíquotas saltaram, já sob Lula, de 3% para 7,6% -a mesma taxa de aumento utilizada no PIS.

A proposta de Serra foi microscópica: a desoneração do saneamento traria um alívio de R$ 2 bilhões em uma arrecadação total de R$ 1,2 trilhão, somando União, Estados e municípios.
Dilma repetiu cifras grandiloquentes sobre os investimentos federais no setor, que não contam com estatísticas oficiais consistentes. A petista citou aplicações de R$ 40 bilhões só no Rio, contra R$ 300 milhões ao ano em todo o país no governo passado.

O primeiro número é intenção de gastos para mais de um ano; o segundo, de origem incerta, é desmentido por dados do Ministério da Saúde, que apontam em 2001 gastos equivalentes a 0,23% do Produto Interno Bruto, ou, hoje, R$ 8 bilhões.

Ainda no ataque a FHC, a candidata acusou uma lei de 1998 de impedir a construção de escolas técnicas federais, enquanto fazia uma disputa com o ex-governador Serra em torno da ampliação das redes federal e paulista.

A discussão só esconde um conflito de visões a respeito do papel do governo federal no setor. A política na gestão FHC era de incentivar o crescimento da rede de escolas técnicas apoiando Estados e cidades, e diminuindo a participação da União.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/poder/785428-em-debate-candidatos-distorcem-dados-sobre-saneamento-e-ensino.shtml

No Dia do Historiador, monte sua estante com livros de Joaquim Nabuco

da Livraria da Folha
Aprovado pelo senado no dia 9 de setembro de 2008, o Dia do Historiador é comemorado no dia 19 de agosto para homenagear Joaquim Nabuco, que, além de diplomata, escritor, político, jornalista, abolicionista e um dos pais da Academia Brasileira de Letras, era historiador.

A proposta de dedicar um dia aos historiadores (PLS 570/07) é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O texto original estabelecia 12 de setembro como data para as homenagens anuais, a alteração foi sugerida pelo senador Augusto Botelho (PT-RR).
Este é o ano do centenário da morte do intelectual brasileiro. Conheça algumas obras.

"Essencial Joaquim Nabuco" permite acompanhar a trajetória do intelectual, a evolução de seu pensamento e de suas atitudes. Volume traz textos como "O Abolicionismo" (1883), "Um Estadista do Império" (1897) e "Minha Formação" (1900).

Publicado originalmente em 1884, "O Abolicionismo" é um livro pioneiro na abordagem do tema e uma análise da sociedade brasileira durante a segunda metade do século 19.

Em "Balmaceda", Nabuco reflete sobre o mandato do presidente chileno José Manuel Balmaceda (1840-1891), líder que se matou após a derrota na guerra civil de 1891. Inspirado em "Balmaceda, su Gobierno y la Revolución de 1891", de Julio Bañados Espinosa.
Retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/784688-no-dia-do-historiador-monte-sua-estante-com-livros-de-joaquim-nabuco.shtml

MEC investiga Anhembi Morumbi por cobrar mensalidade de aluna inscrita no Fies

Da Redação
Em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) abriu um processo administrativo contra a Universidade Anhembi Morumbi por cobrança irregular de mensalidade de uma aluna de medicina inscrita no Fies (Financiamento Estudantil).

A denúncia de cobrança foi feita ao ministério pela própria estudante. De acordo com o ministério, a Anhembi Morumbi “descumpriu o Termo de Adesão ao Fies” ao exigir a mensalidade. De forma cautelar, o órgão também determinou a rematrícula dela na instituição.

Segundo a Anhembi Morumbi, a aluna não obteve o "aproveitamento acadêmico necessário para a renovação do benefício" e, por isso, teve o "processo de inclusão do Fies deste semestre postergado". A instituição diz que realizou a revisão de nota após pedido da estudante. A universidade diz também que a aluna foi avisada de que seu processo de matrícula e inclusão no contrato do Fies 2010 "estavam em processo de formalização".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/18/mec-investiga-anhembi-morumbi-por-cobrar-mensalidade-de-aluna-inscrita-no-fies.jhtm

Emendas incham currículo escolar com novos conteúdos

Agência Estado
São Paulo - Além de português, matemática, história, geografia e ciências, nos últimos três anos os alunos do ensino básico de todo o País se viram obrigados a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e direitos de crianças e adolescentes. Também incham o currículo escolar temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.

De 2007 até o mês passado, emendas incluíram seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Há ainda leis específicas, que datam a partir de 1997, que complementam a LDB. Outras dezenas de projetos com novas inclusões tramitam no Congresso. Esses acréscimos representam um desafio a todos os gestores, mas em especial aos da rede pública, onde a maioria dos alunos não consegue aprender satisfatoriamente português e matemática.

Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes do período diurno tiveram uma redução de cerca de 80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do ensino médio.

Paula Louzano, pesquisadora da Fundação Lemann, defende a discussão do currículo do ensino básico de forma integral como forma de combater os remendos na LDB, muitas vezes com tendências corporativistas. "Não sou contra as aulas de música, mas quero discutir o todo, não que cada grupo vá individualmente e faça pressão." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/18/emendas-incham-curriculo-escolar-com-novos-conteudos.jhtm

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Curso contra drogas atenderá educadores de escolas públicas

Portal do MEC
Profissionais que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental poderão matricular-se no curso de prevenção ao uso de drogas para educadores de escolas públicas. O curso, promovido pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Justiça (MJ) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), oferece 25 mil vagas a educadores de todo o Brasil.

Nos anos anteriores, ao contrário desta quarta edição, somente quem atuava nos anos finais do fundamental e no ensino médio podia participar. O objetivo é capacitar diretores, professores e coordenadores para o desenvolvimento de programas de prevenção do uso de drogas. Os interessados têm prazo até 6 de setembro para fazer sua inscrição.

O curso, ministrado pela Universidade de Brasília (UnB), será desenvolvido na modalidade a distância, com atividades em quatro módulos. A carga horária total será de 120 horas distribuídas em quatro meses, com dedicação mínima de seis horas semanais. Os aprovados receberão certificado de curso de extensão universitária de 180 horas, emitido pela universidade.

Os educadores selecionados serão avisados por mensagem eletrônica até o dia 20 do próximo mês, e devem confirmar sua participação até 27 de setembro. As inscrições podem ser feitas na página do curso.

Assessoria de Imprensa da SEB
Palavras-chave: Educação básica, Prevenção a drogas

A saúde no ambiente escolar é tema de programa nesta quinta

Portal do MEC
O bem estar e os cuidados com a saúde no ambiente escolar são o tema principal do Caminhos da escola desta quinta-feira, 19, às 22h, na TV Escola. O programa vai até a Escola Estadual Silviano Brandão, em Belo Horizonte, para saber como a escola pode orientar os alunos para os cuidados com a saúde. O apresentador Léo Almeida tem uma conversa com alunos e professores sobre prevenção e gravidez na adolescência.

Já na Escola Estadual Professor Francisco Ivo Cavalcanti, em Natal, o programa apresenta o Projeto vida, criado por Jorge Magno, professor de geografia, que realiza ações educativas e preventivas com relação à sexualidade e a prevenção ao uso abusivo de drogas.

A convidada da semana é a cantora, escritora e compositora Fernanda Takai, do grupo musical Pato Fu. Ela bate um papo com os alunos do Escola Estadual Silviano Brandão sobre música, família e educação.

No terceiro bloco, a última etapa do desafio da semana será realizado no Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, em Belo Horizonte. Os alunos da Escola Estadual General Manoel Soares do Couto foram desafiados a usar seus conhecimentos para inventar um novo jogo, usando as bases do futsal, futebol de campo e futebol americano, e agora o vencedor do desafio será escolhido.

Com 50 minutos de duração, o programa será reprisado no sábado, 21, às 17h, na segunda, 23, às 20h, e na quinta-feira, 26, às 12h. A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica), em todo o país, e por meio da internet, no Portal do MEC. O sinal está disponível também nas tevês por assinatura via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Assessoria de Imprensa da Seed

Veja um resumo do programa.
Palavras-chave: TV Escola

Recursos para secretarias e escolas já estão disponíveis

Portal do MEC

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) distribuiu nos últimos dias R$ 27.200.223,12 para ações do programa Brasil Alfabetizado e R$ 47.156.740,91 para o programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), totalizando R$ 74.356.964,03. O recurso já está disponível nas contas correntes das escolas e das secretarias municipais e estaduais de educação.

Dos R$ 27.200.223,12 do programa Brasil Alfabetizado, R$ 5.615.995,00 foram para a Secretaria de Educação do Maranhão; R$ 8.536.115,00 para a Secretaria de Educação de Minas Gerais; R$ 3.841.866,00 para a Secretaria de Educação da Paraíba; e R$ 3.804.465,00 para a Secretaria de Educação do Paraná. Os restantes R$ 5.401.782,12 foram distribuídos entre diversos municípios.

Dos recursos do PDDE, R$ 18.630.040,00 foram depositados nos caixas escolares das escolas cadastradas no programa que oferecem atividades recreativas de fim de semana; R$ 309.000,00 foram para instituições que têm o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola); R$ 7.902.628,50 para escolas de ensino fundamental e médio; e R$ 20.315.072,41 para as que oferecem ensino integral. A soma desses valores é de R$ 47.156.740,91.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE


Confira os valores depositados.
Palavras-chave: Recursos para a educação, PDDE, Brasil Alfabetizado, FNDE

Super-heróis de hoje têm influência negativa em meninos, diz estudo

BBC BRASIL
Um estudo apresentado em uma conferência de psicologia nos Estados Unidos afirma que os super-heróis de filmes da atualidade influenciam negativamente os meninos.

Segundo a pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana de Psicologia, esses super-heróis promovem um estereótipo violento e de "machão".

Eles seriam diferentes dos de antigamente, pois não apresentariam um lado mais vulnerável e humano.

O estudo afirma que a única figura masculina alternativa de super-herói da atualidade é a do "preguiçoso", que evita assumir responsabilidades.
Super-homem e Homem de Ferro

A pesquisadora Sharon Lamb, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, fez um estudo com 674 meninos de quatro a 18 anos de idade para descobrir o que eles veem na TV e no cinema.

Com sua equipe, ela analisou o impacto que os principais modelos de comportamento masculinos têm nos garotos.

"Há uma grande diferença entre os super-heróis de hoje e os heróis de gibis do passado", afirma Lamb.

A pesquisadora diz que, nos personagens do passado, os meninos podiam perceber que – sem roupa de super-herói – eles eram "pessoas normais com problemas normais e muitas fraquezas". Seria o caso do Super-Homem e o Lanterna Verde, que têm identidades secretas, com carreiras e que, segundo a pesquisadora, foram criados como reação ao fascismo e para lutar por justiça social.

"O super-herói de hoje é como um herói de ação que pratica violência sem parar. Ele é agressivo, sarcástico e raramente fala sobre as virtudes de se fazer o bem para a humanidade”, disse Lamb, segundo artigo no jornal britânico The Guardian.

“Esses homens, como é o caso do Homem de Ferro, exploram as mulheres, exibem joias e demonstram sua masculinidade com armas poderosas", afirmou, se referindo a um herói que foi sucesso de bilheteria com um filme neste ano.

Apesar de ter surgido nos quadrinhos em 1963, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr. no cinema corresponderia ao perfil descrito pela cientista.
Preguiçoso

A alternativa a esse super-herói agressivo da atualidade seria o preguiçoso.

"Preguiçosos são engraçados, mas preguiçosos não são o que os meninos deveriam querer ser. Eles não gostam da escola e evitam responsabilidades", afirma Lamb.

Um outro estudo, da Universidade do Arizona, também apresentado na conferência, afirma que a capacidade dos meninos de evitarem estereótipos masculinos diminui quando eles entram na adolescência.

Segundo o professor Carlos Santos, que fez a pesquisa com 426 meninos, "ajudar os meninos a resistir a esse tipo de comportamento o mais cedo possível parece ser um passo vital para se melhorar a saúde e qualidade das suas relações sociais".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/08/18/super-herois-de-hoje-tem-influencia-negativa-em-meninos-diz-estudo.jhtm

Emendas incham currículo escolar com novos conteúdos

Agência Estado
São Paulo - Além de português, matemática, história, geografia e ciências, nos últimos três anos os alunos do ensino básico de todo o País se viram obrigados a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e direitos de crianças e adolescentes. Também incham o currículo escolar temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.

De 2007 até o mês passado, emendas incluíram seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Há ainda leis específicas, que datam a partir de 1997, que complementam a LDB. Outras dezenas de projetos com novas inclusões tramitam no Congresso. Esses acréscimos representam um desafio a todos os gestores, mas em especial aos da rede pública, onde a maioria dos alunos não consegue aprender satisfatoriamente português e matemática.

Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes do período diurno tiveram uma redução de cerca de 80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do ensino médio.

Paula Louzano, pesquisadora da Fundação Lemann, defende a discussão do currículo do ensino básico de forma integral como forma de combater os remendos na LDB, muitas vezes com tendências corporativistas. "Não sou contra as aulas de música, mas quero discutir o todo, não que cada grupo vá individualmente e faça pressão." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/18/emendas-incham-curriculo-escolar-com-novos-conteudos.jhtm

Plano Nacional precisa levar direitos humanos para a sala de aula, diz Vanucchi

Sarah Fernandes
O novo Plano Nacional de Educação — em formulação para substituir o atual, valido até o final de 2010 — precisa incorporar a temática dos direitos humanos para que questões raciais, de gênero e ligadas à infância e à adolescência sejam trabalhadas em sala de aula. A sugestão é do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, que participou da abertura do I Seminário Internacional de Educação em Direitos Humanos, realizado na última segunda-feira (16/8), em São Bernardo do Campo (SP).

“Nós estamos em contato direto com Fernando Haddad para que o Plano incorpore a temática dos direitos humanos no processo educacional, para os temas irem para o currículo escolar e para a sala de aula”, afirmou Vannuchi. “Acreditamos que o caminho para combater o racismo, por exemplo, é a criança ou o jovem que acaba corrigindo o pai ou a mãe mesa quando fazem piadas racistas”.

Vanucchi lembrou que programas de direitos humanos devem estar atentos aos mais pobres, aos afrodescendentes, às pessoas com deficiência, aos gays e às mulheres. “No Irã a mulher foi condenada ao apedrejamento. Aqui no Brasil o preconceito é cotidiano, nas músicas ou no fato de as mulheres serem apenas 10% do Senado, da Câmara, das prefeituras ou dos governos estaduais”.

Os idosos, as crianças e os adolescentes também merecem atenção especial, segundo o ministro. “O projeto de lei que proíbe castigos físicos para as crianças é um exemplo. E é um absurdo que a lei proíba apenas adultos. Antes dos 18 anos pode?”.

Durante o I Seminário Internacional de Educação em Direitos Humanos, que vai até quinta-feira (19/8), na Universidade Metodista, o ministro Paulo Vanucchi concedeu uma entrevista ao Portal Aprendiz.

Portal Aprendiz - A atual política de educação contempla os direitos humanos?

Paulo Vanucchi – É sempre meio copo cheio ou meio copo vazio, dependendo do otimismo da pessoa. Mas o momento da educação é bom, sobretudo porque 2010 é o ano que é preciso aprovar o novo Plano Nacional de Educação. Nós estamos contato direto com Fernando Haddad para que esse plano decenal incorpore mais do que nunca a temática dos direitos humanos, como leis da mulher — que já foram conquistadas —, as leis raciais e leis da criança e do adolescente. Elas devem ser incorporadas no processo educacional e aí irem para o currículo escolar e para a formação mais em sala de aula.

Aprendiz – Que reflexo um Plano Nacional de Educação atento aos direitos humanos pode ter na sociedade?

Vanucchi - Em educação você tem que sempre pensar em um processo de 10 anos. Acreditamos que o caminho para combater o racismo, por exemplo, é a criança ou o jovem que acaba corrigindo o pai ou a mãe na mesa quando eles começam a fazer piadas machistas ou racistas. Contando com isso nós vamos começar a preparar um Brasil em que as curvas de violência e assalto começarão a diminuir. Isso não existe em um país em que não combate a violência, que não gera emprego e em que a polícia atuava muito como bandida também.

Aprendiz - Na sua opinião como tem sido a abordagem da temática de direitos humanos nas eleições?

Vanucchi - A temática dos direitos humanos é absurdamente ampla. Quando houve o PNH3 [Plano Nacional de Direitos Humanos] teve gente que reclamou dizendo que nem tudo que estava no documento contemplava direitos humanos. Mas todos os especialistas disseram que tudo o que estava lá fazia parte da temática, isso porque meio ambiente é um direito humano e o modelo econômico também. Temos percepções novas que vão se formando o tempo todo. Então os direitos humanos são abordados nas campanhas o tempo todo quando se fala em criança e adolescente, saúde, educação, moradia e combate a pobreza.

Aprendiz – Como você vê a continuidade do trabalho da Secretaria de Direitos Humanos?

Vanucchi – De uma forma muito positiva. Acho que a tendência em um caso ou outro [dependendo dos candidatos que vencerem as eleições para presidente em 2010] é de fortalecimento dos direitos humanos. É uma caminhada histórica e essa prova de fogo [processo de aprovação do Plano Nacional de Direitos Humanos] contribuiu para o debate dos direitos humanos. Eu meço isso pela mídia: dois anos atrás eu ia a um evento e a imprensa nunca falava comigo ou falava muito pouco. No meio da pancadaria, da discussão, nasceu um interesse da imprensa pelo tema. As matérias são publicadas, na televisão, no rádio e as pessoas vão cada vez mais avançando.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/docrukejup.mmp

Interior pernambucano ganha novos campi nesta terça-feira

Portal do MEC
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, inauguram nesta terça-feira, 17, às 15h30, o campus Salgueiro do Instituto Federal do Sertão Pernambucano. A unidade está localizada numa região de fácil acesso à maioria dos estados do Nordeste. Foram investidos R$ 2,9 milhões no campus, que pretende alcançar 900 matrículas até 2012. Até agora, foram ofertadas 190 vagas.

Os seis cursos do campus Salgueiro são voltados para a economia local, baseada na agricultura e pecuária e na ciência da computação. Os cursos técnico em agropecuária, técnico em alimentos, e técnico em informática; e os superiores em tecnologia de alimentos, tecnologia da informação e licenciatura em física objetivam capacitar jovens e adultos para o desenvolvimento da região e do país.

Ainda nesta terça, às 19h serão inauguradas novas instalações no campus Petrolina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), também em Pernambuco. O campus vai receber um centro de convivência, uma biblioteca, infraestrutura viária, adequação dos espaços físicos dos colegiados acadêmicos, reforma do laboratório de cirurgia experimental e do pavilhão administrativo.

Atualmente, o campus oferece dez cursos superiores: enfermagem, ciências da atividade física, ciências biológicas, ciências farmacêuticas, psicologia, agronomia, medicina, administração, zootecnia e medicina veterinária. A cerimônia de inauguração terá transmissão da TV NBr e da TV MEC.

Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: Palavras-chave: Educação superior, Institutos federais, inauguração

Inep assina contrato com Correios para distribuição das provas do Enem

Da Redação
Em São Paulo

O contrato com os Correios para a distribuição das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 foi assinado nesta terça-feira (17) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). O MEC (Ministério da Educação) deve pagar R$ 18,2 milhões pelos serviços.

No dia 11, foi publicada no Diário Oficial da União o extrato de inexigibilidade para a contratação. A empresa será responsável pela logística “na coleta, no tratamento, transporte, na guarda e distribuição” das provas.

Os Correios já participaram no ano passado da distribuição do exame, após o vazamento da prova e o consequente adiamento. Neste ano, 4,6 milhões devem fazer o Enem, que acontece nos dias 6 e 7 de novembro.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/17/inep-assina-contrato-com-correios-para-distribuicao-das-provas-do-enem.jhtm

Programa concederá 230 bolsas no nivel de pós-doutorado

Portal do MEC
O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) passará a conceder bolsas de pós-graduação no nível de pós-doutorado. Serão oferecidas 230 bolsas, em 14 universidades federais de todo o Brasil. Um investimento de mais de R$ 9 milhões.

As bolsas Reuni de Assistência ao Ensino, previstas no programa, terão vigência de até 12 meses, sendo permitida a renovação por igual período. A previsão é de que o início da vigência aconteça até 30 de agosto.

A Portaria conjunta nº 1, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que disciplina a concessão das bolsas nessa modalidade, foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 17.

Os candidatos às bolsas Reuni de pós-doutorado deverão desenvolver pesquisa acadêmica visando à melhoria e à inovação do ensino de graduação e à integração com a pós-graduação. Os bolsistas terão o dever de gerar objetos educacionais de interesse das instituições. Essas atividades deverão ser realizadas sem prejuízo do atendimento aos demais requisitos e regulamentação inerentes aos bolsistas da Capes.

Os recursos destinados à concessão das bolsas serão descentralizados, para cada uma das universidades federais, tendo como referência o número contemplado em cada plano de acordo de metas do programa Reuni. A descentralização ficará condicionada à apresentação de plano de trabalho, com base na proposta institucional aprovada pelo Comitê Gestor de Bolsas Reuni. As universidades têm até 20 de agosto para apresentar o plano de trabalho à Capes.

Assessoria de Imprensa da Capes

Acesse a portaria e saiba mais sobre as bolsas Reuni.

Palavras-chave: Educação superior, Reuni, Capes, Sesu

Alunos e escolas reclamam de falhas em financiamento

Agência Estado


Estudantes e instituições de ensino superior estão enfrentando problemas com o novo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Os casos mais graves são de alunos participantes do programa que têm sido obrigados a pagar as mensalidades do curso porque as instituições alegam que não recebem os títulos acertados com o Ministério da Educação (MEC). Para a pasta, os problemas são pontuais.

O Fies é um programa do governo federal criado em 1999 para financiar a graduação de alunos em faculdades particulares, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF). Para se candidatar, o estudante deve estar regularmente matriculado em um curso com avaliação positiva pelo governo, de uma instituição que participe do programa. Em troca do financiamento ao aluno, as faculdades recebem do governo títulos que podem ser usados para abater impostos.

Um documento do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), obtido pela reportagem, reúne uma série de dificuldades enfrentadas pelas faculdades para oferecer o financiamento. Entre os problemas estão dificuldades no atendimento do telefone 0800 do MEC; problemas para salvar e enviar documentação; instituições inativas que constam no sistema; alunos que perdem o período de rematrícula semestral por conta de obstáculos sistêmicos; e agências bancárias que desconhecem o processo.

O MEC nega que o sistema do Fies esteja com problemas. "Emitimos R$ 235 milhões em títulos no início do mês. Eles já estão em mãos. Pode ocorrer um ou outro problema em determinados cursos que não se encaixam, mas isso é de responsabilidade da faculdade", diz José Henrique Paim, secretário executivo do MEC. "Não há nenhum problema generalizado." O MEC afirma que a instituição não pode de forma alguma impedir que um aluno do Fies faça sua rematrícula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/17/alunos-e-escolas-reclamam-de-falhas-em-financiamento.jhtm

Expansão do ensino técnico leva cursos a todos os estados

Portal do MEC
Com o início das aulas do segundo semestre, todas as unidades da federação estão com oferta de ensino técnico federal. Das 214 novas unidades previstas nas duas fases do plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, lançadas em 2005 e 2007, 180 já estão em funcionamento. Essas escolas geram 89 mil novas matrículas de cursos técnicos, de licenciaturas e de cursos superiores de tecnologia.

Outras 15 escolas têm início das aulas previsto para a primeira quinzena de setembro, elevando para 195 o número de novas escolas em funcionamento. As áreas dos cursos estão sintonizadas com as potencialidades de cada região. Dos R$ 1,1 bilhão previstos para infraestrutura, mobiliário e equipamentos, o Ministério da Educação já investiu R$ 850 milhões.

“Essas escolas trazem benefícios imediatos, não só para os estudantes, mas para o desenvolvimento de toda a região”, resume Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional do MEC. “A cada semestre, entram novos alunos e os egressos saem qualificados e invariavelmente colocados no mercado de trabalho.”

Novas – Em quatro unidades da federação, a oferta de educação profissional federal é uma novidade. Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal não contavam com escolas federais antes de 2003. No Amapá, a previsão de início das aulas é para 8 de setembro, com 140 alunos em Macapá e 200 vagas em Laranjal do Jari.

Em Rio Branco, os primeiros alunos do instituto federal estão recebendo orientações sobre os cursos e fazendo a sensibilização artística sobre a cidade. Alunos de manutenção de informática integrada a educação de jovens e adultos, segurança do trabalho e cooperativismo fizeram visitas guiadas aos principais espaços da capital acreana. Os próprios estudantes fotografam o que acham interessante dos passeios e, depois, interagem em diálogos sobre o desenvolvimento urbano, arquitetura, meio ambiente e sociedade.

“A proposta é direcionar o olhar para o local em que residem, vislumbrando como que podem colaborar como cidadãos e futuros profissionais em suas áreas”, conta o reitor Elias Vieira.

Com as novas escolas, a rede federal conta atualmente com 320 unidades. São 270 mil vagas em cursos técnicos, educação de jovens e adultos, cursos superiores de tecnologia, licenciaturas e pós-graduação.

Felipe De Angelis
Palavras-chave: Institutos federais, Expansão

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Educação discute reajuste do piso dos professores

Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta terça-feira (17) para discutir o piso salarial nacional dos professores do ensino básico.

Segundo a Agência Câmara, o piso foi reajustado em 7,86% em janeiro último, passando de R$ 950 para R$ 1.024 para 40 horas semanais. O reajuste foi de menos da metade do reivindicado por professores e maior que o proposto por estados e municípios. A inflação acumulada desde a sanção da lei, em julho de 2008, foi de 6,19%.

O índice de reajuste se baseia em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) segundo o qual o aumento deve seguir a variação de 2008 a 2009 do valor mínimo por aluno no Fundeb, que recebe recursos da União, de estados e de municípios.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) queria um aumento maior, já que o valor de R$ 950 foi estabelecido em 2008 e não houve correção em 2009. A falta de reajuste salarial no ano passado ocorreu devido ao entendimento da AGU de que o Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação contra o piso nacional movida por governadores, havia decidido adiar a concessão do aumento para 2010.

Foram convidados:
- a presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde;
- o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches;
- o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski;
- o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão;
- o coordenador-geral do Fundeb, Wander Oliveira Borges; e
- a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda Almeida Silva.

O debate, proposto pelo deputado Severiano Alves (PMDB-BA), será realizado às 14h30 no plenário 10.
retirado do site:http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/1080_Educacao-discute-reajuste-do-piso-dos-professores

Professores do Paraná receberão promoções atrasadas

Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

O governo do estado anunciou ontem (16) que irá fazer o pagamento em folha complementar, em meados de setembro, das promoções e progressões devidas a um grupo de professores da rede estadual, acumuladas desde agosto do ano passado. As diferenças serão pagas até dezembro, importando um acréscimo mensal de cerca de R$ 2 milhões na folha de pagamento da Secretaria da Educação.

A medida será anunciada formalmente pelo governador Orlando Pessuti hoje (17) na reunião da Escola de Governo, atendendo um pleito da APP Sindicato, que na mesma ocasião reivindicou o encaminhamento de proposta de emenda constitucional (PEC) à Assembleia Legislativa, estabelecendo a isonomia salarial dos professores da rede estadual com as demais carreiras e funções equivalentes.

Segundo a presidente da APP, Marlei Carvalho, o encontro resultou em um saldo positivo. “A categoria aguardava as providências hoje anunciadas há exatamente um ano”.

A reunião contou ainda com a presença dos secretários Allan Jones (Planejamento), Yvelise Arco-Verde (Educação) e Maria Marta Lunardon (Administração).
retirado do site:http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/3262_Professores-receberao-promocoes-atrasadas

Acordo pode pôr fim ao caso Iesde/Vizivali

Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

Uma reunião realizada ontem (16) em Curitiba sinalizou uma nova situação para a polêmica do caso Iesde/Vizivali, em que professores fizeram um curso de capacitação e não receberam os seus certificados. A falta do documento tem causado uma série de problemas à categoria.

O acordo sinalizado ontem seria para registrar os diplomas de milhares de professores que concluíram o Curso Normal Superior (CNS) da Faculdade Vizivali, ofertado em 2003 e 2005.

Da reunião participaram o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Nildo Lübke; o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), Carlos Eduardo Bielschowsky; reitores das seis universidades estaduais; do Instituto Federal do Paraná, Alípio Leal; e a secretária estadual de Educação, Yvelise Arco-Verde.

O encontrou serviu para consolidar o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) de se ofertar 1.300 horas-aulas para convalidar os estudos da Vizivali. Pela fórmula proposta, aulas serão ofertadas pelos polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) no Paraná, por meio da plataforma Paulo Freire, do MEC.

Ao todo são 45 polos e o curso deverá ter duração de três períodos. As instituições estaduais de ensino superior analisam que poderão abrigar, em cada turma, cerca de dois mil alunos, totalizando 14 mil vagas.

As aulas devem ser ofertadas gratuitamente, uma vez por semana, com duração de três horas. Ao final deste curso, os professores receberão o diploma em pedagogia plena.

Os reitores avaliam que duas turmas seriam suficientes para atender todos os alunos interessados em obter o diploma. A previsão é de que a 1.ª turma comece entre novembro deste ano e janeiro do ano que vem. E a 2.ª turma, tenha início em abril ou maio de 2011.

O MEC vai se responsabilizar pela contratação de 200 professores necessários para as aulas. O número de polos da UAB não abrange todo o estado, e, consequentemente, os professores terão que se deslocar para poder assistir às aulas. No máximo a distância que os professores terão que se deslocar para cursar as aulas será de 70 quilômetros e a média deve ficar entre 30 e 40 quilômetros, na maioria dos casos.

Pela reunião de ontem será constituído um grupo de representantes formado pelas universidades e as secretarias de estado para consolidar o acordo no Paraná.
retirado do site:http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/3347_Acordo-pode-por-fim-ao-caso-Iesde-Vizivali

Pesquisa Relaciona uso de apostilas a melhor desempenho

Condicionamento docente
Beatriz Rey
Pesquisa relaciona uso de sistemas de ensino a melhora no desempenho da Prova Brasil e reacende questões sobre formação de professores e visão de educação pública no país
A utilização contínua de material didático apostilado (os famigerados sistemas de ensino) leva os estudantes a progredir mais nos seus processos de aprendizagem que onde esses materiais não estão presentes. Pelo menos é o que se deduz de um estudo divulgado em julho pela Fundação Lemann. A instituição patrocinou a avaliação do impacto da adoção dos sistemas de ensino na nota da Prova Brasil. Nas edições de 2005 e 2007 da avaliação federal, os alunos que estudaram com apostilados evoluíram, em média, 5 pontos a mais na escala da prova, tanto em língua portuguesa como em matemática, em relação àqueles que não utilizaram esses materiais.

A pesquisa, liderada pela pedagoga Paula Louzano, em parceria com Francisco Soares, da UFMG, analisou os resultados de 291 municípios paulistas. À primeira vista, o ganho parece mínimo. Mas um aluno de 4ª série que deseja sair do nível básico para o nível adequado na 8ª, quando prestará novamente o exame, deve incorporar 50 pontos em sua nota, de um total de 500. É como se ele precisasse ganhar 12 pontos por ano, em um período de quatro anos. "Se ele aumenta cinco, é quase a metade do que precisa", explica Paula.

As hipóteses levantadas pela pesquisa para explicar o efeito das apostilas são preocupantes. Os sistemas ajudam o professor em aspectos que, teoricamente, ele deveria dominar de antemão, tais como: conhecer o conteúdo da disciplina que ensina, não deixar lacunas em relação aos objetos de aprendizagem e dar uma aula mais estruturada e planejada. Trata-se, portanto, de um docente sem autonomia, que necessita de um roteiro pronto para ministrar uma aula. "A questão é: por que quando você tira autonomia do professor o resultado melhora?", pergunta Paula. Essa é apenas uma das questões que se colocam a partir do resultado. O professor é realmente incapaz de elaborar um planejamento próprio de aula? O investimento em sistemas de ensino não pode ser concomitante com a reformulação dos cursos de formação de professores e do currículo escolar? E mais: que tipo de educação os apostilados trazem para dentro da sala de aula?

PNLD versus apostilados
Mesmo com a oferta gratuita de livros didáticos por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), quase metade dos municípios paulistas compra sistemas estruturados públicos ou privados para suas redes. Em outras palavras, 1,2 milhãode alunos recebe apostilas de empresas como Anglo, COC, Positivo, entre outras, ou material elaborado pelas próprias redes. Com as apostilas, os sistemas de ensino vendem serviços de capacitação dos professores, para que todos aprendam a usar o material. A versão da apostila para o docente funciona como um guia de aula. Nesse sentido, Paula enxerga que um dos benefícios trazidos pelos sistemas estruturados é justamente a organização do trabalho docente e escolar. "A autonomia do professor não necessariamente se traduz em melhoria de aprendizagem. É preciso ter um currículo", defende.

A suposta incapacidade docente de elaborar um plano de aula próprio esconde uma questão conhecida para quem pensa políticas públicas em educação no país: a precária formação docente. Romualdo Portela, da Feusp, diz que, ao colocarmos os sistemas de ensino como solução à falta de preparo do professor, esquecemos de resolver uma tríade famosa: a atratividade, a reforma e a retenção nos cursos de formação docente. Leda Scheibe, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vai além. Para ela, os apostilados acabam substituindo também o currículo, e acabam agindo como uma grande "bengala". "Ele nem olha mais as diretrizes curriculares. Por esse raciocínio, qualquer professor com instrução básica pode dar aula de qualquer matéria, já que o material vai servir de guia", diz. Sua avaliação é de que se cria uma falsa percepção de que a apostila acaba dando conta de outras variáveis que incidem sobre a aprendizagem do aluno, como o nível socioeconômico e questões emocionais do docente e do estudante.

Paula reconhece que o impacto dos materiais no longo prazo tende a ser menos relevante. Apesar de não ter uma resposta certeira sobre isso, ela arrisca dizer que talvez ele seja forte apenas no início, já que o quadro é caótico. "As mudanças que eles propõem são simples. Dar o conteúdo é uma delas", diz. Nesse quesito, sua opinião é clara: enquanto não há mudança nos cursos de formação de professores e no currículo, é preciso fazer algo pelas crianças que estão em sala de aula hoje. "As duas coisas devem ser feitas ao mesmo tempo, mas os alunos de hoje não podem esperar por algo que vai acontecer daqui a cinco anos", explica.

No que diz respeito à formulação de políticas públicas, a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, afirma que o Ministério mantém como foco a formação inicial e continuada. Para ela, os sistemas se configuram como solução pontual e paliativa - o problema de aprendizagem seria muito mais complexo do que oferecer apostilas. "Sou contrária a soluções 'muleta' e a favor de ensinar o professor a caminhar sozinho. Agora ele está num momento de fragilidade e pode usar o material, mas o ideal é que abra mão dele depois", afirma. Como o MEC não pretende avaliar os sistemas de ensino ou adotar as apostilas no PNLD, continuará apostando no livro didático e nos incentivos à formação docente.

Durante o evento de apresentação da pesquisa, secretários municipais de educação e outras pessoas presentes apontaram duas falhas do livro didático, que forçariam as redes a buscar outra opção. Uma delas é o fato de o livro não ser consumível: como deve ser aproveitado no ano seguinte, o aluno acaba não levando o material para casa, com receio de que seja inutilizado. Maria do Pilar afirma que, a partir deste ano, os alunos dos 1º e 2º anos do ensino fundamental podem ficar com os livros. Mas não há intenção do MEC em expandir essa política. "É um programa feito com recurso público. Os livros devem ser aproveitados. Eu e minhas quatro irmãs usamos o mesmo livro", relata.

A outra falha do PNLD estaria relacionada ao processo de recebimento dos livros. Cleide Bauab Eid Bochixio, secretária municipal de Santo André, conta que em 2009, quando optou por aderir ao PNLD, não recebeu livros suficientes para a rede (veja box na página 52). "Tentei complementar, mas as editoras não tinham mais exemplares. Além disso, cada escola adota um, não há um padrão", diz. Ao invés de comprar um sistema apostilado, Cleide optou pela elaboração de um material próprio da rede de Santo André. Em setembro, os professores aplicarão o que já foi discutido até o momento e farão novas sugestões. A previsão é de que o processo termine em 2012. "Uma das maiores dificuldades é que o professor se sente numa camisa de força com o sistema estruturado. O nosso não vai ser, já que estamos construindo com ele", aponta.

Esvaziamento
A pesquisa da Fundação Lemann partiu da suposição de que estruturar as aulas e estabelecer um controle indireto do que acontece nas salas de aula pode ter impacto positivo no aprendizado do aluno. Diante de uma hipótese que já dá o impacto como positivo, é possível questionar se o resultado não mudaria caso a hipótese fosse outra. "Se eu digo que é positivo, necessariamente deixo de lado outras variáveis que incidem sobre a aprendizagem. O estudo é direcionado e foca variáveis que interessam a quem encomendou a pesquisa. Seria mais correto dizer que o impacto é positivo em um teste específico, e não na aprendizagem", opina Leda Scheibe. Paula Louzano defende que o que poderia enviesar a pesquisa não é a hipótese, mas o método. "A partir de pesquisa qualitativa, tive a percepção de que o impacto era positivo. Isso me ajudou a formular a hipótese. Independente dela, o desenho seria exatamente o mesmo", explica.

Romualdo Portela, da Feusp, considera que este é um problema menor. Sua grande preocupação é com o tipo de educação da qual se fala nesse debate. Ao testar iniciativas que têm como objetivo principal o aumento de proficiência em uma prova, assume-se um risco. "Há uma grande diferença entre uma boa experiência educacional e o aumento de resultado em uma prova", explica. Ele exemplifica: um secretário de educação pode se ver obrigado a comprar um sistema de ensino porque precisa melhorar a nota do Índice de Educação Básica (Ideb) de seus alunos. Quando isso acontece, a discussão passa a ser em torno dos resultados, e não da qualidade do processo de aprendizagem. "O argumento de que há problema na formação é pragmático e forte, mas é preciso pensar em longo prazo. O que é decisivo para a criança é aprender a pensar, é preparar-se para o tipo de trabalho moderno. É uma educação que vai além disso", diz.

Ao falar em sistemas estruturados, Leda Sheibe lembra da pedagogia tecnicista, movimento alicerçado no princípio da otimização (racionalidade, eficiência e produtividade) que predominou no país nas décadas de 60 e 70. Ela considera que as apostilas são uma espécie de tecnicismo reconfigurado e um contraponto a uma abordagem mais humanista da educação. "Esse modelo visa que o aluno se saia bem em determinados testes que privilegiam conhecimentos específicos. Não há uma escolarização que envolva a formação do cidadão para a vida e para o mundo", diz.

Valéria Tanese foi professora durante 20 anos na rede municipal de Capivari, interior de São Paulo, e não chegou a lecionar com apostilas. Hoje, ela é supervisora de ensino e trabalha com o material do Anglo em todas as escolas. Sua experiência mostra que, apesar de as apostilas nortearem o trabalho docente, é preciso acrescentar algo ao que já está pronto. "A apostila evita a falta de planejamento e a ênfase dada em apenas algumas matérias pelos professores. Nortear é bom. Mas o professor não pode ficar só nisso. Deve buscar outras didáticas e oportunidades para que amplie suas aulas", conta.

Faltam livros didáticos?

O problema de distribuição dos livros didáticos não é constante, mas quando acontece vira escândalo. A afirmação é de Rafael Torino, diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, órgão responsável pela execução do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Ele identifica quatro motivos para a falha. O primeiro é o preenchimento incorreto dos dados do Censo Escolar por parte dos municípios. Como o número de livros é calculado a partir das matrículas do ano anterior, a quantidade de livros enviados pode sofrer alterações. Outro problema é que determinadas regiões apresentam, de um ano para outro, crescimento demográfico escolar anormal. Foi o que aconteceu com Brasília em 2009: houve um aumento fora da média no número de alunos do ensino fundamental.

Rafael também explica que o livro didático foi feito para durar três anos. Como seu controle fica nas mãos da escola, há exemplares que se perdem. Mesmo assim, o FNDE envia um adicional de reposição no valor de 15% do total. De acordo com ele, há a distribuição inicial, calculada com base no valor do Censo, mais um adicional de reposição e outro adicional de complementação. Esse último é chamado de "reserva técnica" e fica nas mãos das secretarias estaduais de educação. Se mesmo com o valor total e o adicional de reposição o município detectar a falta de livros, pode acionar o estado para receber a reserva técnica. "Mas o estado pode se recusar a atender. Pode achar que deve ficar com o livro, por exemplo", diz. Para o coordenador, menos de 10% das localidades enfrentam problemas com a distribuição. "Há casos de livros que sobram também. No ano passado, recebemos reclamações de estados porque eles não tinham mais onde guardar os livros. Esses relatos também acontecem", afirma.

Concentração de mercado

O segmento dos sistemas de ensino foi manchete dos principais jornais do país em julho: o Grupo Abril, dono do sistema Ser, comprou o Anglo. Agora, a Abril é a segunda maior empresa do setor no Brasil - a primeira é o Positivo e a terceira, o Objetivo. A estimativa é de que o grupo criado a partir da fusão fature cerca de R$ 500 milhões neste ano. O Anglo era o único sistema de ensino de grande porte que ainda era controlado integralmente pela família fundadora. O valor da negociação não foi divulgado.
retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12955

Incentivo à leitura é tema de discussões na Bienal do Livro

Portal do MEC
Especialistas do Brasil, México, Colômbia e Espanha estarão reunidos a partir da próxima quinta-feira, 19, em São Paulo, para apresentar experiências de incentivo à leitura e de bibliotecas públicas e comunitárias. Encontros acontecerão durante o III Fórum do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e o III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias, que farão parte da programação da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O evento acontece no Anfiteatro Elis Regina, no Palácio das Convenções do Anhembi. Cerca de 500 pessoas deverão compartilhar nesses encontros suas experiências de incentivo à leitura. Na abertura, dia 19, às 11h, Maria Luisa Torán apresentará o Pacto Andaluz para o Livro. Ela coordenou a implantação do plano integral para a promoção da leitura, entre 2005 e 2010.

Emília Pacheco, diretora geral de publicações do Conselho Nacional de Cultura e Artes do México, e Socorro Venegas, diretora adjunta de fomento à leitura e ao livro do mesmo conselho, apresentarão, dia 20, às 16h, as políticas públicas de livro e leitura naquele país. A experiência colombiana é tema da mesa do dia 21, a partir das 10h, sob o comando de Gloria Palomino, diretora da biblioteca piloto de Medellín, que coordena todas as ações dessa área naquela cidade.

Os dois eventos, que ocorrem de forma conjunta, terão ainda a apresentação de painéis de ações de livro e leitura de todo o país, sempre às 13h30 e às 18h. São experiências tanto da sociedade civil quanto de governos municipais e da iniciativa privada de incentivo ao livro e à leitura.

No programa consta também debate sobre escritores e o desenvolvimento da leitura, com a presença de Moacir Scliar, Ronaldo Corrêa Brito, Ademir Assumpção e Joaquim Maria Botelho, sempre às 14h30.

Durante o evento será apresentado ainda o 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido do Ministério da Cultura. De acordo com o representante da FGV e um dos coordenadores da pesquisa, Carlos Augusto Costa, as bibliotecas são o caminho para o desenvolvimento social, e o mapeamento delas permitirá o aperfeiçoamento das políticas para o setor.

O PNLL foi instituído em 2006 pelos ministérios da Cultura e da Educação e é responsável pelas diretrizes das políticas para o setor. Desde então, todos os anos, o plano tem um estande na bienal, onde apresenta as ações desenvolvidas tanto pelo governo quanto pela sociedade civil. No estande haverá contação de histórias, a exposição Monteiro Lobato – a origem do seu mundo mágico, entre outras atrações.

Assessoria de Comunicação Social

A programação completa do encontro está na página do PNLL.

Palavras-chave: Bibliotecas públicas, PNLL

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...