sábado, 10 de julho de 2010

Enem 2010: Suspensa liminar que impedia exigência do CPF para inscrição no exame

Da Redação*
Em São Paulo

O TRF2 (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região derrubou a liminar que autorizava a inscrição no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 sem o número do CPF. Com isso, os candidatos ao exame deverão continuar inserindo o número do documento ao se inscrever.

A decisão foi proferida em agravo apresentado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) na quarta-feira (7) contra a liminar de primeiro grau. Em seus argumentos, o instituto alegava que a medida, se fosse mantida, prejudicaria cerca de cinco milhões de egressos do ensino médio, e também sustentava que dezenas de universidades não receberiam alunos para o primeiro semestre de 2011. No dia 5 de julho, a Justiça havia acatado pedido do Ministério Público Federal, que desobrigava o uso do CPF na inscrição ao exame.

Segundo o desembargador federal José Antonio Lisboa Neiva, a exigência do CPF garante maior segurança na identificação dos candidatos: “A utilização do cadastro de base nacional do CPF para aferição dos dados pessoais, quando da inscrição, facilita, em muito, o controle dos inscritos, notadamente diante da quantidade de estudantes em todo o território nacional que desejam participar da avaliação”.

O desembargador ainda ressaltou o risco de grave dano que poderia ser causado pela liminar. Para ele, a alteração do edital 2010 e o fim da exigência do CPF poderia “comprometer a realização do exame na data prevista, diante da dimensão e complexidade de sua estrutura operacional, em prejuízo dos milhares de inscritos, das instituições de ensino que, possivelmente, terão inviabilizadas as suas atividades para o primeiro semestre de 2011”.

O MPF (Ministério Público Federal) ainda pode recorrer da decisão.
Prorrogação

O MEC (Ministério da Educação) prorrogou as inscrições ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 até as 23h59 do dia 16 de julho. A previsão era de que o período de inscrição terminasse neste sexta-feira (9). As informações são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia responsável pela prova. A inscrição custa R$ 35 e só pode ser realizada pela internet.
Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o pedido foi feito pelos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Villela. Os dois governantes pediram mais prazos por causa das fortes chuvas na região.

No Diário Oficial da União, a portaria publicada indica o dia 18 de julho como prazo final das inscrições. Segundo, a autarquia houve um erro de digitação e haverá retificação do texto no D.O de amanhã.

Após a prorrogação, os inscritos pagantes terão até o dia 20 para gerar o boleto na página http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao e efetuar o pagamento na rede bancária.
Chuvas no Nordeste

“Como não vai haver prejuízo ao calendário, o [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] Inep resolveu adiar por uma semana”, explicou Haddad, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. O ministro disse ainda que o MEC está trabalhando para recuperar as escolas a tempo de salvar o ano letivo. Para isso, serão usados métodos alternativos de construção, que possibilitem erguer um colégio em 60 dias.

“Já fizemos várias reuniões com empresas que trabalham com métodos alternativos de construção. Há empresas que dizem que, já definido o terreno, em 60 dias é possível ter a escola funcionando.”

O ministério pretende contratar até o final deste mês as responsáveis pelas reconstruções. Ele disse ainda que na próxima semana serão promovidas audiências públicas com as empresas interessadas em apresentar propostas alternativas.
Enem como prova de vestibular

Desde sua última edição, o Enem tem sido usado como prova de seleção por algumas universidades federais para o ingresso de estudantes. Neste ano, pelo menos 52 das 58 universidades federais vão adotar a nota do Enem em seus vestibulares com ingresso em 2011. Segundo um levantamento feito pelo UOL Vestibular, apenas seis instituições ainda não decidiram se irão utilizar o Enem.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/09/enem-2010-suspensa-liminar-que-impedia-exigencia-do-cpf-para-inscricao-no-exame.jhtm

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Reajuste de piso do professor não poderá ficar abaixo da inflação

DE BRASÍLIA
Projeto aprovado no Senado nesta quarta-feira manteve o critério de reajuste do piso dos professores e acrescentou que o percentual de aumento não poderá ficar abaixo da inflação.

O piso foi instituído em 2008 com o valor de R$ 950 para uma jornada de 40 horas semanais. A lei previa que o reajuste deveria ocorrer anualmente pelo mesmo percentual de aumento do valor por aluno do Fundeb (fundo para a educação básica), que ficou em 7,5% de 2008 para 2009.

Governos estaduais, no entanto, criticaram esse critério, sob a justificativa de que ele iria desequilibrar as contas públicas. No ano passado, acatando esse argumento, o governo Lula enviou ao Congresso proposta para que o critério de reajuste fosse substituído pela variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que, em regra, é menor do que a do Fundeb. No ano passado, ficou em torno de 4%.

O Senado, no entanto, não acatou a proposta do Executivo. Se o texto não for modificado, portanto, o reajuste deverá ser feito pelo valor do Fundeb ou, caso esse percentual fique abaixo da inflação, pelo INPC.

O texto ainda será apreciado pela Câmara dos Deputados.

Atualmente, de acordo com parecer da AGU (Advocacia-Geral da União), o piso está em R$ 1.024. Sindicatos de professores, no entanto, defendem um valor maior, sob o argumento de que não houve reajuste em 2009.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/763574-reajuste-de-piso-do-professor-nao-podera-ficar-abaixo-da-inflacao.shtml

Senado aprova obrigatoriedade de nível superior para professores da educação básica

GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA
O Senado aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que torna obrigatório o diploma de nível superior para professores da educação básica --que inclui a educação infantil e o ensino fundamental. Atualmente, a exigência ocorre apenas para docentes do ensino médio.
O projeto estabelece que os professores que têm licenciatura em magistério, sem curso superior, poderão ministrar aulas somente na educação infantil (creches e pré-escolas) e nas cinco primeiras séries do ensino fundamental. Os professores com formação em magistério vão ter o prazo de seis anos para graduarem-se no nível superior. Do contrário, eles ficarão inabilitados para prosseguir no exercício do magistério no ensino fundamental.

Relatora do projeto na Comissão de Educação, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) disse que o texto vai estimular os docentes a ampliarem sua formação educacional. "Ninguém vai querer ficar estancado na sua carreira, por isso vai procurar um curso superior."

O texto segue para nova votação na Câmara já que o texto aprovado pelos deputados sofreu mudanças durante sua tramitação no Senado.
reirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/763604-senado-aprova-obrigatoriedade-de-nivel-superior-para-professores-da-educacao-basica.shtml

Inscrições ao Enem 2010 são prorrogadas até dia 16 de julho por causa das chuvas no Nordeste

Da Redação*
Em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) prorrogou as inscrições ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 até as 23h59 do dia 16 de julho. A previsão era de que o período de inscrição terminasse neste sexta-feira (9). As informações são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia responsável pela prova. A inscrição custa R$ 35 e só pode ser realizada pela internet.
Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o pedido foi feito pelos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Villela. Os dois governantes pediram mais prazos por causa das fortes chuvas na região.

No Diário Oficial da União, a portaria publicada indica o dia 18 de julho como prazo final das inscrições. Segundo, a autarquia houve um erro de digitação e haverá retificação do texto no D.O de amanhã.
Chuvas no Nordeste

“Como não vai haver prejuízo ao calendário, o [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] Inep resolveu adiar por uma semana”, explicou Haddad, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. O ministro disse ainda que o MEC está trabalhando para recuperar as escolas a tempo de salvar o ano letivo. Para isso, serão usados métodos alternativos de construção, que possibilitem erguer um colégio em 60 dias. “Já fizemos várias reuniões com empresas que trabalham com métodos alternativos de construção. Há empresas que dizem que, já definido o terreno, em 60 dias é possível ter a escola funcionando.”

O ministério pretende contratar até o final deste mês as responsáveis pelas reconstruções. Ele disse ainda que na próxima semana serão promovidas audiências públicas com as empresas interessadas em apresentar propostas alternativas.
Enem como prova de vestibular

Desde sua última edição, o Enem tem sido usado como prova de seleção por algumas universidades federais para o ingresso de estudantes. Neste ano, pelo menos 52 das 58 universidades federais vão adotar a nota do Enem em seus vestibulares com ingresso em 2011. Segundo um levantamento feito pelo UOL Vestibular, apenas seis instituições ainda não decidiram se irão utilizar o Enem.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/09/inscricoes-ao-enem-2010-sao-prorrogadas-ate-dia-16-de-julho-por-causa-das-chuvas-no-nordeste.jhtm

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Barro Branco vai fazer processo seletivo próprio; inscrições começam em 2 de agosto

Da Redação
Em São Paulo
A Academia de Polícia Militar do Barro Branco decidiu sair do vestibular da Fuvest e vai, a partir deste ano, fazer um processo seletivo próprio para o curso de formação de oficiais da PM de São Paulo. Serão 90 vagas (60 para homens e 30 para mulheres), para ingresso em 2011.
As inscrições começam no dia 2 de agosto e vão até 27 do mesmo mês, no site da Fundação Vunesp. É ela quem vai aplicar as provas de escolaridade, no dia 10 de outubro. A taxa de inscrição é de R$ 120.

O candidato deve ter, no máximo, 26 anos (exceto se for integrante da PM) e ter concluído o ensino médio. Há critérios físicos que o estudante também precisa cumprir.

As provas de escolaridade são divididas em duas partes: uma objetiva (com 80 questões entre história, filosofia, sociologia, geografia, matemática, português e língua estrangeira) e uma dissertação.
VEJA O EDITAL DE SELEÇÃO
RETIRADO DO SITE:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/07/06/barro-branco-vai-fazer-processo-seletivo-proprio-inscricoes-comecam-em-2-de-agosto.jhtm

Inep diz que vai recorrer de decisão que autoriza inscrição no Enem sem CPF

Da Redação
Em São Paulo

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou nesta terça-feira (6) nota em que afirma que vai recorrer da decisão da Justiça Federal no Rio de Janeiro que autoriza a inscrição no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 sem o número do CPF. A liminar foi concedida após um pedido do Ministério Público Federal.
No site da inscrição da prova, no entanto, o preenchimento do campo "CPF" ainda é obrigatório. O Inep recomenda que os estudantes continuem fazendo as inscrições com CPF próprio, já que ele é o único documento de base nacional.
Os candidatos têm até o dia 9 para fazer o registro e o exame acontece nos dias 6 e 7 de novembro. O UOL Educação preparou um guia passo a passo de como se inscrever para a prova.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/06/inep-diz-que-vai-recorrer-de-decisao-que-autoriza-inscricao-no-enem-sem-cpf.jhtm

Cidade de 10 mil habitantes lidera índice do Ideb no Estado do Rio

Flávia Villela
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Com média 6,1 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009 no primeiro segmento (do 1º ao 5º ano), o município de Aperibé, no norte fluminense, foi o único do Estado do Rio de Janeiro com resultado acima da média 6, prevista como meta para 2022 pelo Ministério da Educação (MEC), patamar equivalente ao dos países mais desenvolvidos do mundo.

A pequena Aperibé, com pouco mais de 10 mil habitantes, também é uma das 61 cidades do Rio de Janeiro que cumpriram a meta para 2009. Dos 92 municípios do estado, um terço não atingiu as metas de desempenho tanto no 5º ano quanto no 8º ano. A principal atividade econômica do município é a metalurgia e, segundo dados de 2005 do IBGE, exibia um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de R$ 5.918,00.

A secretária de Educação de Aperibé, Cássia Rosane Pontes, atribuiu o bom resultado ao comprometimento dos profissionais de educação, consequência da valorização da profissão com investimentos em cursos de capacitação, compra de material didático e estrutura física, entre outros.

“As verbas federais são todas exclusivamente aplicadas na área de educação. Nosso plano de carreira do magistério vai ser revisado. No ano passado, o Plano Municipal de Educação foi criado com a participação de todos os profissionais da área. Apesar de sermos um município com pequena arrecadação, acreditamos que a educação é a mãe de todas as políticas sociais”, disse Cássia.

Professora da rede estadual do ensino médio, Cássia Pontes continua lecionando três vezes por semana no Centro Integrado de Educação Popular (Ciep) da cidade. “Na sala de aula, eu sinto na pele todos os problemas que meu professor enfrenta nas salas de aula do município e posso fazer um trabalho pensando na parte mais humana, e não apenas técnica, da administração pública”.

No extremo da lista do Ideb estão Campos dos Goytacazes e São João da Barra, municípios que apresentaram as piores médias (3,2 pontos e 3,3 pontos respectivamente) do estado. Paradoxalmente, são dois dos municípios mais beneficiados com os royalties do petróleo.

Ainda segundo o Ideb 2009, a rede estadual de ensino básico do Rio também apresentou desempenho desanimador nos dois segmentos. No ensino médio, a pontuação de 2,8 deixou as escolas estaduais do Rio com a segunda pior nota do Brasil, ao lado de Alagoas, do Rio Grande do Norte e do Amapá, e na frente apenas do Piauí.

Para a professora Mirian Apura, especialista na área de educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a falta de um projeto político pedagógico no sentido de fazer com que alunos e professores sintam prazer no processo educacional e a falta de oportunidade para formação continuada dos profissionais de educação são alguns dos fatores que contribuem para a falência da educação no estado e no Brasil como um todo.

“Temos que parar com esse ziguezague educacional e dar continuidade aos projetos positivos. É preciso também fortalecer o elo escola-família para que ele seja permanente e que a escola não assuma toda a responsabilidade na educação”, disse a educadora. Ela também enfatizou a necessidade de se pensar em uma nova educação que vá além da sala de aula, incluindo novas tecnologias, que destaque a valorização do professor a começar por melhores salários.

“Um salário baixo leva o professor a exercer dois ou três cargos e prejudica o seu trabalho. Com o salário que nós temos é impossível desenvolver um trabalho de qualidade”. A média salarial de um professor de escola pública no Rio de Janeiro varia entre R$ 500 e R$ 700. Para a especialista, é um desestímulo ao exercício da profissão.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/06/cidade-de-10-mil-habitantes-lidera-indice-do-ideb-no-estado-do-rio.jhtm

Comissão aprova obrigatoriedade de nível superior para professores da educação básica

Marcos Chagas
Da Agência Brasil
Em Brasília

A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça (6) projeto de lei que obriga a formação universitária para professores da educação básica. A proposta aprovada pela comissão estabelece um prazo de seis anos para que os docentes sem nível superior possam continuar a exercer seus trabalhos nas escolas da rede pública.

Como foi aprovado pela comissão um pedido de urgência na tramitação, a matéria será remetida direto para a análise em plenário. Se aprovado seguirá para a sanção presidencial. O projeto altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que não previa a necessidade de curso superior para esse caso.

A relatora Fátima Cleide (PT-RO) incorporou ao seu substitutivo algumas sugestões feitas pelo Ministério da Educação. Assim, a proposta analisada pelo Senado prevê a exigência de avaliação qualificada de nota mínima no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para os candidatos aos cursos superiores de formação docente.

Também foi incorporado ao projeto a concessão de bolsas de iniciação à docência para universitários de cursos de licenciatura. A relatora explica que a iniciativa é um incentivo para a formação de profissionais do magistério que venham a atuar na educação básica da rede pública.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/06/comissao-aprova-obrigatoriedade-de-nivel-superior-para-professores-da-educacao-basica.jhtm

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Telefónica e Wikipedia firmam acordo para educação em espanhol

MADRI - A Fundação Telefónica e a Wikipedia assinaram nesta segunda-feira um acordo em Madri que prevê o intercâmbio e a criação de conteúdo educativo online em espanhol.

A Telefónica, por meio de seu serviço EducaRed, firmou acordo com a Wikimedia Foundation, organização que controla a líder em enciclopédias online, com o objetivo de incorporar a Wikipedia ao seu catálogo de ferramentas educativas e aumentar o conteúdo didático na rede em português e espanhol.

"Desejamos permitir que professores e alunos usem a Wikipedia como ferramenta de trabalho para utilização e geração de conteúdo em espanhol," disse Javier Nadal, vice-presidente executivo da Fundação Telefónica, em entrevista coletiva.

"O espanhol é um idioma cada vez mais presente na Internet, mas ainda não atingiu a proporção que deveria," acrescentou Nadal. "Por isso nos parece tão importante desenvolver uma atividade conjunta com a Wikipedia."

A enciclopédia de acesso livre, cujo conteúdo é editado por uma comunidade mundial de voluntários, representa o quinto serviço virtual mais popular no mundo, de acordo com a empresa de pesquisas ComScore, recebendo mais de 370 milhões de visitantes por mês. O site possui 15 milhões de verbetes, em 256 idiomas; deste total, 700 mil são em espanhol.

De acordo com Sue Gardner, diretora executiva da Wikimedia Foundation, o acordo tem como principal objetivo fortalecer a infraestrutura da Wikipedia, até o momento hospedada em servidores de pequeno porte.

"Nossa intenção é estabelecer uma estrutura sólida que nos permita atingir o maior número possível de usuários e investir em nossos colaboradores e, especialmente, em projetos mundiais, incluindo países menos desenvolvidos, nos quais ainda não estamos muito presentes --como é o caso de Brasil, Índia e Oriente Médio," acrescentou.

Tanto Gardner quanto Nadal destacaram que buscam melhorar a qualidade da educação por meio de tecnologia da informação e comunicação, tanto na Espanha quanto na América Latina, impulsionando o conteúdo em espanhol e em português.

(Por Aída López)
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/05/telefonica-e-wikipedia-firmam-acordo-para-educacao-em-espanhol.jhtm

Rede pública está 3 anos atrás da particular

ANTÔNIO GOIS
DO RIO
ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA

Apesar de a distância que separa a rede pública e a particular ter caído de 2005 a 2009, um aluno que completa o ensino fundamental em colégio privado sabe, em média, mais que um formado no ensino médio público, com três anos a mais de estudo.

Veja desempenho até 4ª série
Veja desempenho de 5ª a 8ª série

Essas são constatações que podem ser feitas a partir dos resultados do Ideb, principal indicador do MEC de avaliação da qualidade da educação brasileira.

O ministério divulga hoje dados por Estados, municípios e redes. O Ideb agrega num único índice, numa escala que vai de zero a dez, taxas de aprovação de alunos e médias em testes de português e de matemática.

De 2005 a 2009, a diferença entre a rede pública e a particular caiu em todos os níveis pesquisados.

A desigualdade entre as duas redes, no entanto, é gritante ao comparar o quanto um aluno de escola pública aprendeu ao final do ensino médio (antigo 2º grau), em comparação com um da rede privada que finalizou o fundamental (antigo 1º grau).

Como as provas do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica, um dos componentes do Ideb) têm a mesma escala e grau de dificuldade para todas as séries, é possível comparar alunos de diferentes anos.

Em matemática, por exemplo, a média dos estudantes ao final do ensino fundamental na rede privada foi de 294 pontos numa escala de zero a 500. Na pública ao fim do ensino médio, a média é de 266.

Em português, a média foi de 279 pontos em particulares no último ano do ensino fundamental e 262 em públicas ao fim do médio.

Sem surpresas

O sociólogo Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, diz não se surpreender com a distância.

"As escolas privadas têm uma série de vantagens. Podem escolher o aluno, tirar o indisciplinado, têm uma direção com mais autonomia. Nas escolas públicas, isso é mais rígido. Ou seja: se uma escola privada tiver interesse em melhores resultados, dá para trabalhar para isso. Em uma pública, é mais difícil."

Outro ponto a ser considerado é que o nível socioeconômico dos alunos é o fator que, comprovadamente, mais impacto tem nas suas notas. Como os alunos de escolas particulares vêm de famílias mais ricas e escolarizadas, esta diferença não pode ser atribuída apenas ao trabalho da escola.

O presidente da Undime (entidade que representa os secretários municipais de educação), Carlos Eduardo Sanches, diz que, considerando o quanto é gasto por aluno em cada rede, a distância deveria ser maior.

Ele diz que o Fundeb [fundo que distribui recursos públicos por estudante] dá hoje R$ 1.415 por ano por aluno, enquanto uma mensalidade em escola particular já fica, em média, em torno de R$ 800. "É claro que as públicas precisam melhorar, mas, com essa quantidade de recursos, o retrato do sistema privado é que é dramático."

Schwartzman concorda, lembrando que o ensino particular no Brasil, quando comparado com o de outros países no Pisa (exame internacional de avaliação do ensino), deixa a desejar.

"Mesmo as melhores particulares do Brasil são piores do que as dos outros países. São muito orientadas para vestibulares, têm muitas matérias e o mesmo problema com a má formação dos professores no setor público."
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/761807-rede-publica-esta-3-anos-atras-da-particular.shtml

Obras de curso técnico nível médio devem ser inscritas até o dia 15

Portal do MEC
Segunda-feira, 05 de julho de 2010 - 13:49
Estão abertas até o dia 15 próximo as inscrições para o processo de avaliação e seleção de livros didáticos destinados a estudantes de cursos técnicos de nível médio. Podem ser inscritas obras inéditas ou reapresentadas publicações já avaliadas pelo Ministério da Educação, que pretende formar um banco de dados com o cadastro de editores.

Serão selecionadas obras em 12 eixos tecnológicos escolhidos de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. Os livros devem seguir proposta pedagógica adequada à legislação, diretrizes e normas oficiais relativas à educação profissional e tecnológica.

Um dos objetivos da iniciativa é avaliar a sintonia do que existe hoje no mercado com as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação, de contextualização do ensino com arranjos produtivos, sociais, culturais e locais das comunidades.

“É importante estimular a produção de livros destinados à educação profissional e tecnológica”, afirma o diretor de políticas da educação profissional e tecnológica do MEC, Luiz Augusto Caldas. “Esperamos que as obras superem o viés estritamente tecnicista a favor de uma abordagem mais contextualizada.”

As empresas interessadas em participar da seleção precisam fazer o pré-cadastro das obras e dos autores e, como estabelece o edital, entregar os documentos relacionados ao contrato de direitos autorais e de comercialização das obras. Todos os editores que fizerem a pré-inscrição serão convocados a apresentar exemplares dos livros.

O extrato do edital foi publicado no Diário Oficial da União, seção 3, página 31, desta segunda-feira, 5.

Danilo Almeida
Palavras-chave: educação profissional, livros didáticos

Projetos de estímulo à leitura são recebidos até 2 de agosto

Portal do MEC
Segunda-feira, 05 de julho de 2010 - 15:22
Escolas de educação básica que desenvolvem projetos para incentivar o hábito de leitura podem ser premiadas.(Foto: João Bittar)Escolas, bibliotecas, pessoas físicas e entidades de todo o país têm mais prazo para apresentar projetos e concorrer ao Prêmio Vivaleitura 2010. As inscrições, que deveriam se encerrar em 2 de julho, foram prorrogadas para 2 de agosto. O Vivaleitura, promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura, tem o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura.

A quinta edição do Vivaleitura oferece prêmios em dinheiro no valor de R$ 30 mil para os vencedores em cada uma das três categorias – escolas públicas e privadas de educação básica; bibliotecas públicas, privadas e comunitárias, e sociedade, que engloba ONGs, pessoas físicas, instituições de ensino superior, entidades sociais e empresas públicas e privadas.

De acordo com o regulamento, educadores, professores, bibliotecários, agentes de leitura devem ficar atentos para uma série de requisitos do prêmio, entre eles, os prazos de início e conclusão dos projetos. Podem, por exemplo, concorrer experiências que começaram a partir de janeiro de 2008 e que serão concluídas até julho de 2010, e projetos permanentes com indicadores de resultados.

O Vivaleitura é uma iniciativa dos ministérios da Educação e da Cultura. A coordenação do prêmio é da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), e o patrocínio da Fundação Santillana, entidade espanhola que tem escritório no Brasil.

Inscrições – O regulamento e a ficha de inscrição estão na página eletrônica do prêmio. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas pela internet ou por carta registrada, com aviso de recebimento para o endereço: Caixa Postal 71.037-7, CEP 03410-970 – São Paulo (SP).

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Prêmio Vivaleitura

domingo, 4 de julho de 2010

Em "Inventem-se Novos Pais", psiquiatra desvenda mistérios da adolescência

da Livraria da Folha
Acompanhar as mudanças que vem junto com a adolescência dos seus filhos pode parecer uma missão impossível, mas não para psiquiatra português Daniel Sampaio. Em "Inventem-se Novos Pais", o médico indica caminhos para que pais modernos, que quase não têm mais tempo, ocupados com tarefas profissionais, acompanhem o processo de transformação de suas crianças em adultos no século em que "não se manda calar facilmente um adolescente", como define o autor.

Baseado em figuras comuns do imaginário adolescente, como os "filhinhos da mamães", os "cê-dê-efes" e a "turma do fundão", o psiquiatra detalha alguns dos problemas mais comuns que chegam junto com essa faixa etária e demonstra como evitar que esses comportamentos transformem os jovens em adultos problemáticos.

Com o apoio de histórias reais, colhidas em suas consultas, Sampaio reflete sobre questões cruciais como a faltas às aulas, as saídas noturnas, a alimentação, os namoros e as mentiras. A ideia final é que os pais se reinventem de acordo com a situação que estão enfrentando e não se restrinjam apenas a "pais autoritários" ou "pais-irmãos".

Com prefácio do psiquiatra Içami Tiba e a colaboração da educadora portuguesa Eulália Barros, a obra teve mais de 80 mil exemplares vendidos somente em Portugal.

Leia trecho:

*

"Os pais de adolescentes são aqueles que mais se confrontam com as dificuldades. Homens e mulheres de meia-idade, quase sempre muito ocupados profissionalmente, têm pouco tempo para estar com os filhos, num momento que exigiria uma presença mais intensa. Educados de modo geral sob modelos rígidos, em que eles como filhos tinham pouco espaço para emitir opiniões, confrontam-se agora com uma geração jovem habituada a discutir e exigir sem medo. Mas muitas vezes é uma série de equívocos sobre a adolescência que torna essa época da vida tão complicada para pais e filhos.

O primeiro equívoco consiste em ignorar as transformações que a família tem experimentado. Todos parecem esquecer que parte dos pais de agora foram adolescentes no início dos anos 60, época em que se pretendia resolver qualquer problema indo para as ruas de mãos dadas. Os pais deles (os avós dos atuais adolescentes) tinham convicções firmes, a sua palavra constituía aparentemente lei que os filhos receavam em contestar. Apregoava-se a fidelidade conjugal, mesmo que o pai tivesse uma amante e a mãe um encontro secreto com o vizinho. A contracepção dava os primeiros passos e, por isso, as famílias eram numerosas, cheias de regras implícitas e de valores tradicionais. O pai não tirava férias nem a família curtia o sol na praia. No fim de semana todos iam à casa dos avós para almoçar ou ficavam em casa dormindo e se empanturrando com as iguarias maternas. Os pais determinavam quase tudo: quando os filhos saíam, quando estudavam e quando podiam "ir brincar", os assuntos falados à mesa ou nas "conversa sérias" com os filhos, muitas vezes a escolha da profissão dos descendentes e até mesmo a do futuro cônjuge. As famílias tinham limites hierárquicos definidos sem hesitação: quem mandava eram os pais e quem tratava dos assuntos dos filhos era a mãe, porque o pai só intervinha de vez em quando, a pedido, para dar uns tabefes em um filho malcriado ou para ter uma conversa de homem para homem sobre o custo-benefício da prostituição ou sobre a necessidade de manter a virgindade"
reitrado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/760596-em-inventem-se-novos-pais-psiquiatra-desvenda-misterios-da-adolescencia.shtml

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...