sábado, 12 de junho de 2010

Entidades aprovam proposta de Haddad para criação de comitê

Portal do MEC
Quatro entidades da área de estudos e pesquisas em educação aprovaram na última segunda-feira, 7, em Brasília, a proposta do ministro da Educação, Fernando Haddad, de constituir um comitê de governança para aprofundar a análise e encaminhar sugestões sobre a Portaria nº 14, de 21 de maio. A portaria trata do Exame Nacional para Ingresso na Carreira Docente.

Participaram da audiência com o ministro Fernando Haddad representantes da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), Associação Nacional de Política e Administração (Anpae), Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação (Anped) e o Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes).

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: Carreira Docente, Portaria 14

Universidade de Roraima faz seleção para especialização

Portal do MEC
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) recebe de 21 de junho a 2 de julho currículos e documentos dos 266 educadores que concorrem a 150 vagas do curso de especialização em educação infantil aberto na instituição. A seleção tem duas etapas. A primeira é a avaliação do currículo e a segunda uma prova escrita.

Dos 266 inscritos, 220 são das cidades de Boa Vista, Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Iracema, Mucajaí, Normandia e Pacaraima. Esses devem entregar o currículo e os documentos no Centro de Educação da UFRR, em Boa Vista, onde também farão o curso. Eles concorrem a cem vagas.

Já os 46 inscritos das cidades de Rorainópolis, São Luiz do Anauá e Caroebe devem apresentar o currículo na secretaria municipal de educação de Rorainópolis ou na representação da secretaria estadual de educação nesse município. Para esses professores são oferecidas 50 vagas. Os selecionados farão o curso no polo da UFFR, em Rorainópolis.

A segunda parte da seleção será uma prova escrita aplicada no dia 21 de julho, no horário das 18h às 20h, nos polos de Boa Vista e Rorainópolis. De acordo com a coordenadora do curso de especialização em educação infantil da UFRR, Ana Claudia Paula do Carmo, a prova escrita é uma dissertação de uma lauda, em que o educador vai dizer qual a importância do curso para a sua formação.

O calendário da universidade prevê a divulgação dos selecionados em 30 de julho, a matrícula nos dias 2 e 3 de agosto e o começo das aulas em 16 de agosto. O Edital nº1/2010 traz a relação dos documentos, critérios de seleção, locais das provas e demais dados sobre o curso.

O curso – A especialização em educação infantil tem 360 horas, duração de 18 meses, é presencial e gratuita. É destinada a professores, coordenadores e diretores de creches e pré-escolas e a equipes da educação infantil dos sistemas públicos de ensino. Ao concluir o curso, o educador recebe certificado da instituição onde estudou.

As pré-inscrições do curso foram abertas em 2009, na Plataforma Freire, para professores de 17 estados a serem atendidos por 17 instituições federais de ensino superior. As universidades federais do Amazonas (UFAM), Bahia (UFBA), Ceará (UFCE), Mato Grosso (UFMT), Piauí (UFPI), Rondônia (Unir), Sergipe (UFSE) e do Ceará (UFCE) farão a prova escrita neste sábado, 12. Nessas instituições, o início das aulas está previsto para a segunda quinzena de agosto. As outras nove universidades federais que vão oferecer o curso este ano ainda não marcaram o processo seletivo.

O objetivo da formação proposta pelo MEC às universidades e prefeituras é qualificar quadros das redes públicas de educação básica e, a partir daí, criar uma rede nacional de formação nos municípios.

Ionice Lorenzoni

Veja a relação completa dos professores que concorrem às vagas.
Palavras-chave: Educação infantil, Formação do professor, Plataforma Freire, SEB

Entidade realiza seminário e divulga resultado de pesquisa

Portal do MEC
A educação infantil será tema de seminário internacional que ocorrerá em 14 e 15 de junho, segunda e terça-feira, no hotel Blue Tree Towers, em São Paulo. Um dos objetivos do seminário é divulgar os resultados da pesquisa Educação Infantil no Brasil: Avaliação Qualitativa e Quantitativa, além de discutir suas implicações para as políticas na área.

A pesquisa, realizada em 2009 e 2010, em 147 instituições de ensino de Belém, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro e Teresina, foi realizada pela Fundação Carlos Chagas, que analisou a qualidade do atendimento da educação infantil e seu impacto no aproveitamento dos alunos no início do ensino fundamental, entre outros aspectos.

A Fundação Carlos Chagas foi selecionada pelo Ministério da Educação para realizar o estudo, que recebeu apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Participarão do seminário especialistas brasileiros e internacionais, representantes de entidades da educação infantil e gestores de educação das capitais envolvidas na pesquisa.

Provinha Brasil – Na tarde do primeiro dia do seminário ocorrerá o painel Impactos da Educação Infantil, em que serão apresentados os resultados da pesquisa sobre o impacto da pré-escola nos resultados da Provinha Brasil de alunos do segundo ano do ensino fundamental de três capitais brasileiras.

Assessoria de imprensa da SEB

Veja a programação do Seminário
Palavras-chave: Educação infantil, SEB

Haddad lança desafio a jovens de todo o mundo para proteção do planeta

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, desafiou os jovens de todo o planeta a manter o comprometimento com a causa da preservação ambiental. Haddad participou na noite de quinta-feira, 11, no Museu da República, em Brasília, do encerramento da 1ª Conferência Internacional Infantojuvenil Vamos Cuidar do Planeta.

“Terremotos, tsunamis, são tragédias inevitáveis, mas outras estão sob nosso controle. Vocês vieram ao Brasil num momento muito delicado do mundo, em que acontece um dos maiores desastres ambientais da história, no Golfo do México”, lembrou o ministro. “Para satisfazer nossas ambições de consumo, atacamos a nós mesmos. A lógica, hoje, não opõe apenas o homem contra a natureza, mas o homem contra o homem.”

Segundo Haddad, os jovens representantes de 53 países não voltam os mesmos que chegaram ao Brasil. “O papel de vocês é fundamental daqui pra frente. Vocês são protagonistas para reverter esses conflitos”, afirmou.

O ministro alertou a todos os participantes da conferência sobre a necessidade de estar comprometidos com uma causa destinada a preservar a vida. “O desafio aqui imposto é como podemos conviver em paz com nossas gerações e com a natureza. Vocês vão queimar muito neurônio para nos livrar das armadilhas que criamos para nós mesmos”, salientou.

Ao encerrar a conferência, os participantes entregaram a carta de responsabilidades Vamos Cuidar do Planeta. “Se queremos nos proteger das mudanças ambientais, precisamos assumir responsabilidades e ações”, diz o documento, que contém nove ações concretas relativas à preservação do meio ambiente.

Assessoria de Comunicação Social


Palavras-chave: preservação, conferência infantojuvenil

OAB aplica prova objetiva do Exame de Ordem no domingo

Da Redação
Em São Paulo

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) aplica no domingo (13) a prova objetiva do 1º Exame de Ordem 2010 nos 26 estados e no Distrito Federal. As provas começam às 14h e têm duração de cinco horas.
* Consulte aqui o seu local de prova do Exame da Ordem

Segundo a instituição, 95.764 candidatos devem fazer o exame. A aprovação é necessária para o exercício da advocacia. De acordo com o edital, não é permitido portar telefone celular, calculadora, controle de alarme de carro, pen drives ou relógios. O candidato também deverá permanecer pelo menos uma hora dentro da sala de provas.

Está prevista a aplicação também de uma prova prático-profissional, na data provável de 25 de julho, para os aprovados no exame objetivo.

Mais informações podem ser obtidas no site do Cespe, que vai aplicar a prova.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/12/oab-aplica-prova-objetiva-do-exame-de-ordem-no-domingo.jhtm

Experiências mostram que educação integral pode continuar avançando no Brasil

Desirèe Luíse

Debatedores que estiveram presentes no Colóquio de Educação Integral, realizado na última semana em São Paulo (SP), acreditam que há possibilidades de o Brasil avançar na implementação da educação integral. Projetos desenvolvidos no país retratam condições para o progresso das ações, apesar dos desafios.

Em Palmas (TO), um projeto de educação integral começou a ser colocado em prática em 2008. “Na Escola [Municipal] Cora Coralina, colocamos oficineiros no contraturno escolar. As crianças têm aulas de filosofia, dança, xadrez e inglês”, relatou o secretário de educação de Palmas e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Danilo de Melo Souza.

No regime de contraturno, enquanto metade dos alunos está em sala de aula cursando as disciplinas da grade curricular, a outra metade desenvolve outras tarefas. Os alunos da Cora Coralina permanecem em atividades educativas em média 9 horas e meia por dia. “O custo anual por cada criança do ensino fundamental é de R$ 1985. Agora, a educação infantil é o nosso principal problema, porque é mais cara”, revelou o secretário.

Nesse sentido, pensar na sustentabilidade é fundamental. Segundo Souza, em alguns casos, reestruturar a rede educacional, com a ampliação de vagas, a redução com os gastos indiretos das secretarias e a melhora do gerenciamento dos recursos do transporte e merenda resultam em economia suficiente para ser aplicada no aumento da jornada escolar. “Uma de nossas escolas na zona rural gastava R$ 5 mil apenas em transporte, porque tinha que fazer quatro viagens. Agora, com as crianças em tempo integral, o ônibus faz apenas duas”, completa.

Em ano de eleição, o ex-secretário municipal de educação de Nova Iguaçu (RJ), Jaílson de Souza Silva, se mostrou preocupado com a continuidade no processo de implementação da educação integral. “Como garantir um plano de política pública com mudança de gestão? Em Nova Iguaçu, a experiência da educação integral estava ocorrendo bem, mas há dificuldades político-partidárias também”.

O Programa Mais Educação, uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), criado em 2008, tem como objetivo garantir políticas sociais em curso no Brasil para aumentar a oferta educativa no ensino público. No entanto, a integrante do Centro de Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitárias (Cenpec) Raquel Souza pontuou que “os desafios de gestão são tão complexos quanto a implementação da educação integral. É preciso pensar em cada cenário do país que é muito diverso”. Responsável pela área do monitoramento de políticas públicas do Cenpec, Raquel acredita que “as atuais experiências de educação integral acontecem no campo da experimentação, com mecanismos de avaliação, monitoramento e implantação novos”.

O secretário municipal de educação de Belo Horizonte (MG), Macaé Evaristo, ressaltou a importância da destinação dos recursos financeiros. “A educação integral traz um novo olhar para as cidades, mas o governo precisa investir mais. A ideia de democratizar os espaços públicos está inserida nesse pensamento de educação cultural e integral. Na capital mineira, onde não há clubes públicos, uma criança da periferia não pode nadar, enquanto clubes privados estão ociosos de segunda a sexta-feira”.

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de emenda constitucional cujo objetivo é implantar a obrigatoriedade do ensino integral na escola básica brasileira. O autor da emenda, deputado Alcenir Guerra (DEM), partiu da experiência em educação integral da cidade de Pato Branco (PR) e outros municípios brasileiros.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/shocrulewi.mmp

quinta-feira, 10 de junho de 2010

População avalia melhor o ensino básico público, diz pesquisa

FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO

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O ensino básico público brasileiro (que inclui os níveis infantil, fundamental e médio) melhorou na percepção da população, segundo a pesquisa "A educação na agenda do próximo governo", encomendada ao Ibope pelo movimento Todos pela Educação.

No levantamento feito entre os dias 13 e 18 de maio deste ano, 34% dos entrevistados optaram por avaliar a educação pública como ótima ou boa --ante 25% em 2006. Além disso, mais gente acha agora que o ensino público está melhorando --61% neste ano contra 52% quatro anos atrás.

Mesmo com essa melhora na percepção, o ensino básico ainda recebe conceitos piores do que a educação superior pública, que é vista como ótima ou boa por 45% dos entrevistados --percentual que caiu em relação a 2008, quando era de 55%.

A pesquisa pretende retratar o universo de eleitores do país, por isso foram entrevistadas 2.002 pessoas com 16 anos ou mais.

Em relação ao grau de satisfação com a atuação do governo Lula, todos os níveis de educação receberam avaliação abaixo da média na comparação com outras áreas (como gestão da economia e infraestrutura).

O movimento Todos pela Educação é formado principalmente por empresários e tem como objetivo alcançar cinco metas de qualidade na educação até 2022 --como a que determina que toda criança e todo jovem de 4 a 17 anos esteja na escola.

Para Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento, a pesquisa trouxe como surpresa positiva o fato de a educação ser colocada pela população como uma das áreas mais problemáticas do país, no terceiro lugar --o primeiro é ocupado pela saúde.

Em 2006, o percentual de entrevistados que achavam que a educação deveria merecer especial atenção do presidente a ser eleito era de 15%. Neste ano, o total subiu para 28%.

Priscila diz que os dados das pesquisas serão apresentados aos candidatos à Presidência, em encontros organizados pelo movimento entre junho e julho.

Pontos fracos e fortes

A segurança nas escolas e o salário dos professores foram apontados como os principais pontos fracos da educação no país.

Em ambos os casos, 46% dos entrevistados escolheram esses problemas como mais graves. Já entre os pontos mais fortes, foram citados a merenda (com 29% das respostas), o número de escolas/vagas e o material didático (ambos com 25%).

Em geral, entrevistados com renda mais alta tendem a ser mais críticos em suas avaliações e as preocupações podem ser diferentes.

No entanto, o quesito segurança nas escolas foi citado como problemático por praticamente a mesma proporção de entrevistados nas classes A/B (46%), C (47%) e D/E (45%). O mesmo ocorre em relação ao salário dos professores.

Na opinião da diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação, o fato de esses dois temas estarem constantemente nos noticiários influencia a percepção da população, que passa a ter uma avaliação mais negativa.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/748627-populacao-avalia-melhor-o-ensino-basico-publico-diz-pesquisa.shtml

Você está enfrentando problemas para acessar o Sisu?

Nesta quinta-feira (10), entrou no ar o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do segundo semestre. As inscrições para concorrer a uma vaga em universidades ou institutos públicos podem ser realizadas entre 8h e 23h59 no período que começa hoje e segue até dia 14 de junho.

Podem participar da seleção os candidatos que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2009. O candidato pode fazer até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e alterá-las durante o período de inscrições, com base na nota de corte divulgada ao fim de cada dia. Cada alteração invalida a opção feita anteriormente.


* As informações são do UOL Educação.

Você está enfrentando problemas para acessar o sistema? Deixe seu relato.
retirado do site:http://forum.educacao.blog.uol.com.br/arch2010-06-06_2010-06-12.html#2010_06-10_16_27_31-8953204-0

Ibope: brasileiro acha que ensino básico melhorou, mas está preocupado com segurança na escola

Rafael Targino
Em São Paulo

O brasileiro acha que a qualidade do ensino básico público no país aumentou em quatro anos, mas a preocupação com a segurança nas escolas também cresceu. Mesmo assim, educação é considerada uma das áreas mais problemáticas do Brasil. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pelo Ibope e divulgada pelo movimento Todos pela Educação nesta quarta-feira (9)
De acordo com o levantamento, 34% dos entrevistados consideraram a educação básica pública brasileira ótima ou boa neste ano, contra 25% em 2006. O índice dos que julgaram como regular caiu de 45% há quatro anos para 44% em 2010 (dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos). O total de ruim/péssimo desceu de 28% para 21% no período.

Apesar da percepção de que o ensino no país melhorou, os pesquisados dizem que a educação básica é a terceira área mais problemática no país (com 27% das escolhas) –somente atrás de saúde (66%) e segurança pública (42%)–, junto, na margem de erro, com drogas (29%) e empregos (29%).

Já a segurança nas escolas foi apontada por 46% como um dos pontos fracos do ensino básico do Brasil, índice igual ao do salário dos professores. Como pontos fortes, estão merenda (29% aprovam), número de escolas/vagas (25%) e material didático (25%).

Para Fernando Abrucio, cientista político e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), começou a aumentar a percepção da população em relação à qualidade de ensino. “É um aumento muito paulatino, muito incremental, que está acontecendo. A maior preocupação das famílias mais pobres ainda não é com a qualidade, ainda que esteja aumentando, mas que seus filhos estejam lá com boas condições de infraestrutura e segurança”, diz.
Notas

Os pesquisadores perguntaram qual nota, em uma escala de 0 a 5, os entrevistados dariam para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas educações superior e básica. Para a primeira, a menção média foi 2,9; para a segunda, 2,8.

Os números mudam quando são feitos recortes. No Sudeste, por exemplo, a nota do ensino superior cai para 2,6 e a do básico, para 2,5. Já entre os pais que têm filhos estudando em escolas públicas, o número sobe ligeiramente para 3 no superior e 2,9 no básico.

Segundo Abrucio, esses números se explicam pelas características regionais. “No Sul, a rede de ensino tem qualidade tradicionalmente melhor. No Nordeste, comparado com o que era antes, está melhor. No Sudeste, há um público bastante exigente e escolas particulares muito competitivas”, afirma.
Eleições

Para 28% dos entrevistados, a educação básica deve merecer atenção especial do próximo presidente da República. O tema está atrás de saúde (63%), segurança pública (39%) e empregos (33%). Entre todos, ele foi o que teve o segundo maior aumento no índice entre 2006 e 2010, com crescimento de 13 pontos percentuais (saúde lidera o ranking, com aumento de 20 pontos no período).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/10/ibope-brasileiro-acha-que-ensino-basico-melhorou-mas-esta-preocupado-com-seguranca-na-escola.jhtm

Ministro garante ônibus para os municípios do Nordeste

Portal do MEC
Quinta-feira, 10 de junho de 2010 - 13:15
Aracaju — O ministro da Educação, Fernando Haddad, garantiu na manhã desta quinta-feira, 10, em Aracaju, que até o fim do ano todos os municípios do Nordeste receberão pelo menos um ônibus do programa Caminho da Escola. Ele fez a afirmação ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia de entrega de casas populares.

Segundo Haddad, com os ônibus entregues à prefeitura de Aracaju, foi superada a barreira dos seis mil veículos. “Até o fim de 2010, serão dez mil em todo o país”, garantiu. O ministro destacou ainda o projeto de lanchas escolares para as populações ribeirinhas, programa que o presidente Lula deve lançar na quarta-feira, 16, em Manaus.

Em outubro do ano passado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Marinha do Brasil firmaram, em Brasília, termo de cooperação para a construção de 600 lanchas. Pelo acordo, 180 serão entregues em 2010; 360 em 2011 e 60 em 2012. O investimento será de R$ 134,5 milhões. As embarcações serão construídas nas bases navais de Val-de-Cães, em Belém (300 unidades), de Natal (200) e de Aratu, em Salvador (100). Terão prioridade no recebimento das embarcações os municípios da região Norte.

Assessoria de Comunicação Social

Gestores vão conhecer sistema de acompanhamento de ações

Portal do MEC
Quinta-feira, 10 de junho de 2010 - 16:51
Gestores e técnicos das redes estaduais que receberam recursos do programa Brasil Profissionalizado serão apresentados, nesta quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, em São Paulo, a um sistema desenvolvido para acompanhamento das ações conveniadas.

O programa Brasil Profissionalizado visa fortalecer as redes estaduais de educação profissional e tecnológica. Desde 2008, mais de R$ 1,2 bilhão foram repassados a 23 estados brasileiros para que investissem na expansão da educação profissional e tecnológica de suas redes estaduais.

“Tornar mais fácil e prático o acompanhamento das metas, resultados e estágio em que se encontram as ações conveniadas é o que motivou o desenvolvimento desse sistema”, explicou Marcelo Camilo Pedra, coordenador de projetos especiais da educação profissional do Ministério da Educação.

Programa – Os recursos do Brasil Profissionalizado foram investidos de acordo com a demanda. Os estados traçaram as metas e as principais necessidades e as transmitiram ao MEC, que fez a análise do pedido e o repasse. Os investimentos estão sendo feitos na aquisição de material didático, na construção, ampliação e reforma de escolas e na capacitação de professores. Mais de 50% das verbas distribuídas foram aplicadas na construção de novas unidades de ensino.

Assessoria de Imprensa da Setec

Acesse a página do programa Brasil Profissionalizado.

Veja a relação dos convênios do programa.

Palavras-chave: Brasil Profissionalizado, Setec

Sistema estará aberto nesta quinta-feira com 16,5 mil vagas

Portal do MEC
Estudantes de todo o país poderão concorrer a 16.573 vagas na educação superior a partir desta quinta-feira, 10, quando o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estará aberto novamente. Participam dessa rodada de oferta de vagas 35 instituições públicas de ensino superior que aderiram ao sistema. O período de inscrições vai se estender até o dia 14.

Há oferta de vagas em cursos superiores de bacharelado, licenciatura e de tecnologia. Esta edição do Sisu reunirá 15 universidades federais, duas estaduais, 17 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e um centro federal de educação tecnológica (Cefet). Aderiram ao sistema oito instituições que não participaram do primeiro processo, em janeiro —universidades federais de Viçosa (UFV), Uberlândia (UFU) e Mato Grosso do Sul (UFMS); universidades estaduais do Rio Grande do Sul (Uergs) e de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal); institutos federais do Ceará e do Sul de Minas Gerais e o Cefet do Rio de Janeiro.

Podem participar da seleção os candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009. As inscrições, que serão feitas em uma única etapa, estarão abertas no período de 8h às 23h59 (horário de Brasília). O estudante deve informar o número de inscrição no Enem de 2009 e a senha de acesso cadastrada no exame. O candidato terá acesso ao Sisu com a senha do Enem, mas pode criar uma outra.

O aluno pode fazer até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e alterá-las durante o período de inscrições, com base na nota de corte divulgada ao fim de cada dia. Cada alteração invalida a opção feita anteriormente. Terminado o período de inscrições, haverá três chamadas subsequentes. Os selecionados na primeira opção não serão convocados nas chamadas posteriores — nem mesmo aqueles que não fizeram a matrícula. Ao fim das três chamadas, caso ainda haja vagas, as instituições convocarão os candidatos a partir da lista de espera gerada pelo sistema.

De acordo com a secretária de educação superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, as mudanças no sistema permitirão mais rapidez ao processo. “No Sisu do começo do ano, chegamos a mais de 95% de preenchimento das vagas nas instituições. Agora, devemos aumentar esse índice”, disse.

Outra vantagem do sistema, segundo a secretária, é garantir a mobilidade e a visibilidade das instituições de educação superior. “Os dirigentes das universidades e institutos ficaram satisfeitos com o índice de matrículas, que cresceu no primeiro semestre, comparado aos anos anteriores”, afirmou Maria Paula.

Institutos — A educação profissional também é destaque na seleção de estudantes para o segundo semestre. Do total de vagas, 2.846 são destinadas aos institutos federais de educação, ciência e tecnologia e ao Cefet. “É um número significativo, correspondente a 17% do total de vagas oferecidas no sistema”, ressaltou o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco.

De acordo com o secretário, a maior parte dessas vagas é destinada a estudantes de cursos de licenciatura, o que coincide com um dos propósitos dos institutos, o de formar professores para suprir a carência na educação básica.

Políticas afirmativas — O Sisu também oferece vagas específicas para políticas afirmativas — essa informação estará disponível no sistema. Ao inscrever-se, o candidato deve informar se deseja concorrer a vagas de ampla concorrência ou de políticas afirmativas, que seguem o padrão adotado pela instituição de ensino, com base na decisão dos conselhos universitários.

Assessoria de Comunicação Social
Confira as instituições participantes e as vagas oferecidas

Confira os cronogramas do Sisu e do ProUni

Leia também: Segunda edição reúne 35 instituições com oferta de 16,5 mil vagas

Leia também: Inscrições para concorrer às bolsas têm início no dia 15

Lei também: Institutos oferecem 2,8 mil vagas de educação profissional

Palavras-chave: seleção unificada, Sisu, Enem

Inscrições para concorrer às bolsas têm início no dia 15

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O período de inscrições de estudantes no Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre deste ano começa no próximo dia 15 e vai até o dia 19. O anúncio foi feito pela secretária de educação superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, nesta quarta-feira, 9.

“O número total de bolsas a serem ofertadas ainda não está fechado, mas a estimativa é de que sejam cerca de 60 mil obrigatórias”, disse a secretária. Esse número se refere às bolsas que as instituições de educação superior participantes do programa são obrigadas a oferecer, de acordo com a Lei nº 11.096/05, que instituiu o Prouni. Fora as obrigatórias, ainda há as adicionais, que cada instituição decide como vai utilizar.

As inscrições dos alunos que desejam concorrer às bolsas do segundo semestre serão feitas em etapa única. Os estudantes poderão fazer opção de até três cursos e instituições. A relação dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada será divulgada no dia 21. Esses estudantes deverão comprovar suas informações junto às instituições de ensino de 22 de junho a 2 de julho. Acabada essa fase, poderá haver mais cinco chamadas, caso ainda haja bolsas a serem ocupadas.

O Prouni concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições não gratuitas de ensino superior. O programa realiza dois processos seletivos por ano: um para os candidatos às bolsas com ingresso no primeiro semestre, e outro para candidatos com ingresso no segundo semestre. Desde o início do programa, em 2005, mais de 690 mil estudantes já ingressaram no ensino superior com bolsas do ProUni.

Mais informações sobre o Prouni para o segundo semestre deste ano serão divulgadas nos próximos dias, a partir de um edital, inclusive o número de bolsas integrais e parciais.

Assessoria de Comunicação Social


Confira os cronogramas do Sisu e do ProUni
Palavras-chave: Educação superior, Sisu, ProUni, Sesu

Inscrições serão abertas no dia 21 próximo. Provas em 6 e 7 de novembro

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 já tem data definida. As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro. As inscrições, via internet, começam no próximo dia 21 e vão até 9 de julho. No momento da inscrição, o aluno deve informar o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF), obrigatório.

As provas terão a mesma estrutura do ano passado. Vão abranger as áreas de linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. O exame terá quatro provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões cada uma, e redação. A novidade este ano serão as questões de língua estrangeira (inglês ou espanhol) na área de linguagens e códigos.

No primeiro dia do exame, um sábado, serão aplicadas as questões de ciências da natureza e ciências humanas. A prova começa às 13h e vai até as 17h30. No domingo, das 13h às 18h30, será a vez de matemática, linguagens e códigos e da redação.

Pessoas que necessitem de atendimento especial devem fazer o pedido no momento da inscrição. O mesmo vale para os sabatistas. No dia do exame, os que guardam o sábado devem chegar ao local de prova no mesmo horário marcado para os demais alunos, mas farão a prova somente a partir das 18h.

Segurança — De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim Neto, os procedimentos de segurança na logística da prova serão reforçados. “Já estamos fazendo convênios com as secretarias de segurança pública de todos os estados, com a Polícia Federal e as Forças Armadas. Haverá também escolta durante o transporte do material”, ressaltou.

A aplicação do exame caberá novamente ao Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) da Universidade de Brasília e à Fundação Cesgranrio. O presidente do Inep explicou que a contratação do consórcio será feita por dispensa de licitação, já que o Enem se tornou exame de seleção, semelhante a outros vestibulares e concursos públicos, que dispensam legalmente o processo de concorrência pública.

Neto ainda afirmou que o Inep promove processo de licitação para a contratação da gráfica que vai imprimir os cadernos da prova. “Um dos requisitos no edital da licitação é que o local tenha estrutura de segurança máxima para impressão e manuseio do material”, informou. A distribuição das provas será feita pelos Correios, como no ano passado.

A taxa de inscrição no Enem será de R$ 35, a mesma de 2009. Mais informações serão divulgadas em edital, a ser publicado na próxima semana.

Jovens e adultos — O Enem também será usado para certificação de conclusão do ensino médio de jovens e adultos. A prova substitui o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), como já ocorreu no início deste ano. O Encceja, agora, é usado apenas para a certificação de conclusão do nível fundamental.

Os interessados na certificação devem se inscrever no Enem e fazer as provas exatamente como os demais estudantes. A idade mínima para pleitear a certificação por meio do Enem é de 18 anos. O Inep tem firmado acordos de cooperação técnica com secretarias estaduais de educação e institutos federais de educação, ciência e tecnologia, que serão responsáveis por expedir os certificados.

O Enem também será aplicado em unidades prisionais, mas em data diferente, como ocorreu na edição passada. Participarão das provas as unidades que oferecem atendimento educacional. As inscrições serão feitas por meio do coordenador de educação de cada presídio.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: Enem, inscrições

terça-feira, 8 de junho de 2010

Olimpíada da Língua Portuguesa tem 59 mil escolas inscritas

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

Cerca de 141 mil professores de 59 mil escolas públicas da educação básica de 5.222 municípios se inscreveram para participar da próxima Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. A participação é maior do que a da primeira edição do concurso, em 2009, que contou com 130 mil professores inscritos.

O concurso, que ocorre a cada dois anos, destina-se a alunos dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio. Todos os participantes terão que escrever um texto sobre o tema "O Lugar Onde Vivo". Para os estudantes do 5º e 6º anos, o formato deve ser de poesia. Os alunos do 7º e 8° anos participam com dissertações do tipo memória. Os concorrentes do 9° ano do ensino fundamental e do 1° ano do ensino médio escreverão crônicas e os estudantes do 2° e 3° anos do ensino médio participam com artigos de opinião.

Na primeira fase da olimpíada, os professores trabalham com os estudantes a elaboração dos textos para depois selecionar os melhores de cada escola, que seguem para uma etapa municipal. Esse processo deve ser concluído até 16 de agosto, segundo o calendário da competição.

Em seguida, há uma etapa estadual, em que são escolhidos os 500 melhores textos, que vão participar de uma seleção regional, com 152 classificados. Por fim, a etapa nacional escolhe e premia os 20 melhores trabalhos.

Professores e alunos que chegam à etapa nacional recebem medalhas e microcomputadores. Os classificados em etapas anteriores também ganham medalhas, além de livros e aparelhos de som. Mais informações sobre as etapas do concurso podem ser obtidas no site da olimpíada ou pelo telefone 0800 771 9310. O concurso é promovido pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com a Fundação Itaú Social.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/08/olimpiada-da-lingua-portuguesa-tem-59-mil-escolas-inscritas.jhtm

Lista de melhores alunos do Enade que receberão bolsa para pós-graduação já está na internet

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

A lista com os alunos que obtiveram as melhores notas no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), em 2007 e 2008, e poderão receber bolsas de estudo em cursos de pós-graduação (mestrado ou doutorado) já está disponível e pode ser baixada aqui. No total, 48 estudantes foram contemplados.

Os estudantes têm prazo de um ano para ingressar em programas de pós-graduação oferecidos por instituições de ensino superior (IES) e reconhecidos pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Eles precisam passar pelo processo seletivo regular, organizado pelas instituições, para os cursos de mestrado e doutorado. Depois de aprovados, eles deverão apresentar cópia do boletim de desempenho do estudante emitido pelo Inep para conseguir o benefício.

A bolsa será paga pela Capes e terá o valor de R$ 1,2 mil para mestrado (com prazo máximo de 24 meses duração) e de R$ 1,8 mil para o doutorado (com duração de até 48 meses).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/08/lista-de-melhores-alunos-do-enade-que-receberao-bolsa-para-pos-graduacao-ja-esta-na-internet.jhtm

33% dos alunos da rede privada de SP já se embriagaram

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgaram, nesta segunda-feira (7/6), um levantamento inédito sobre o consumo de drogas entre estudantes de escolas privadas paulistanas. Segundo o levantamento, um em cada três (33%) alunos consumiram álcool no padrão conhecido como binge drinking – ou “beber pesado episódico” – no mês anterior à pesquisa.

O comportamento binge se caracteriza pelo consumo, na mesma ocasião, de cinco ou mais doses de 14 gramas de etanol – valor correspondente a cinco latas de cerveja (ou copos de vinho ou doses de bebida destilada).

O estudo teve a participação de 5.226 alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio, em 37 escolas.

De todas as drogas o álcool se mostrou, de longe, a mais usada: 40% dos estudantes haviam bebido no mês anterior à pesquisa, enquanto 10% haviam consumido tabaco, a segunda droga mais prevalente. O álcool é também a droga que começa a ser consumida mais cedo, com média de idade de 12,5 anos. O primeiro consumo de álcool ocorreu em casa para a maior parte dos entrevistados: 46%.

“O estudo revelou padrões de consumo que merecem atenção entre os estudantes da rede particular, em especial em relação ao álcool. Um terço dos alunos do ensino médio relatou prática de binge drinking no mês anterior ao estudo, o que é uma porcentagem extremamente elevada. Esse comportamento traz alto risco, pois o adolescente embriagado fica em situação de vulnerabilidade em vários aspectos da vida, favorecendo brigas, acidentes de trânsito e sexo desprotegido, por exemplo”, disse coordenadora do estudo, Ana Regina Noto, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp.

De acordo com a pesquisadora, o estudo indica que ações preventivas contra drogas em ambiente escolar devem ser iniciadas em idades precoces, com ênfase em drogas lícitas como o álcool e o tabaco. E, no ensino médio, o padrão binge de consumo deve ter atenção especial.

“Muitas vezes as campanhas preventivas são focadas em drogas como maconha e cocaína. Mas essas são consumidas em faixas etárias mais altas e contextos sociais diferentes. O estudo mostrou que cerca de 80% dos estudantes do ensino fundamental e 70% do ensino médio nunca usaram qualquer droga exceto álcool e tabaco”, disse Ana Regina.

Mesmo entre os adolescentes que utilizaram outras drogas, nada se aproximou do padrão de consumo caracterizado pelo comportamento binge relacionado ao álcool. “Se há uma droga que representa risco para o adolescente é, sem dúvida, o álcool e esse comportamento de se embriagar”, afirmou.

O estudo também identificou fatores de risco e de proteção ligados ao consumo das drogas. No caso do comportamento binge, os principais fatores de risco foram faixa etária mais elevada, maior poder aquisitivo, maior número de saídas noturnas e presença de modelos em casa.

A idade média de início de uso das substâncias psicoativas ficou em 12,5 anos para o álcool, 13,5 anos para o tabaco e para calmantes, 14 anos para inalantes e 14,5 anos para maconha, cocaína e estimulantes tipo anfetamina (ETA).

“Os resultados mostram que a proporção de estudantes que relatou já ter consumido substâncias psicoativas é semelhante à registrada em estudos anteriores com alunos da rede pública de ensino, mas alguns padrões de consumo apresentaram diferenças. A frequência de consumo de álcool foi maior nas escolas públicas. Mas nas particulares, em compensação, quando os estudantes bebem estão mais sujeitos ao exagero”, disse Ana Regina.

O estudo indicou que o comportamento binge drinking no mês anterior à pesquisa estava mais presente entre os meninos (26,8%), mas também foi elevado entre as meninas (21,7%). Cerca de 7,3% dos meninos e 5,4% das meninas relataram ter bebido no padrão binge de três a cinco vezes no último mês. “Isso sugere que a prática é comum entre adolescentes”, disse Ana Regina.

Vários fatores se mostraram associados à prática de binge drinking no mês que antecedeu a pesquisa, segundo o estudo. Entre alunos do ensino médio, por exemplo, morar com alguém que se embriaga aumentou duas vezes a chance de ocorrência desse comportamento. Sair à noite uma vez por semana aumentou as chances em 9,5 vezes. Sair à noite todos os dias aumentou as chances de comportamento binge em 20 vezes.

“Isso não quer dizer que se deva prender o adolescente em casa. Mas devemos dar atenção à negociação de limites e aos exemplos familiares. Esses fatores de risco não são causais, apenas indicam uma correlação. O adolescente que arrisca no consumo de drogas também se arrisca em outros aspectos da vida. As ações preventivas não devem focar apenas nas substâncias, mas o desenvolvimento do adolescente em relação a comportamentos agressivos, hiperatividade e dificuldades de aprendizado, por exemplo”, afirmou a pesquisadora do Cebrid.

Outros fatores de risco para o comportamento binge, segundo a pesquisa, foram o sexo (o risco aumenta em 70% entre os meninos), idade (50% para cada ano a mais), pais separados (30% mais risco), não confiar em Deus (40%) e não conversar com os pais (60%). A condição socioeconômica também influencia: o risco é duas vezes maior entre os alunos das escolas com mensalidade acima de R$ 1,2 mil.

“Apesar de a condição socioeconômica ter sido um fator de risco em relação ao binge drinking, é impressionante a semelhança entre os padrões de consumo e os tipos de drogas presentes nas escolas privadas e públicas. Notamos grandes diferenças com resultados de outros países, mas os estudos feitos aqui sugerem que há uma cultura brasileira de consumo de drogas bastante bem definida”, disse.

Segundo o estudo, o primeiro consumo de álcool ocorreu principalmente na casa do adolescente (46%), na casa de amigos (26%) e em casas noturnas (15%). A bebida foi oferecida pela primeira vez por familiares (46%) ou amigos (28%). Apenas uma parcela de 21% respondeu “peguei sozinho”. Os meninos deram preferência à cerveja e as meninas às bebidas tipo “ice”, batidas, caipirinha e vinho.

O tabaco, assim como o álcool, esteve mais associado a alunos do ensino médio: 33% dos alunos experimentaram alguma vez na vida, contra 14,8% do ensino fundamental. Os fumantes regulares (que consomem tabaco mais de 19 dias no mês) correspondem a cerca de 4% dos estudantes do ensino médio e menos de 1% do ensino fundamental. Meninos e meninas fumam em quantidade e frequência semelhantes.

O consumo de inalantes apresentou diferença considerável de gênero: 16,2% dos meninos e 11% das meninas experimentaram alguma vez na vida. O padrão de consumo mais comum foi de um a cinco dias por mês. No ensino fundamental, os tipos de inalantes preferidos foram o esmalte e acetona (41,7%) e gasolina (38,4%). Já entre os estudantes do ensino médio, os mais comuns foram os inalantes ilegais: “lança” e “loló” (71,9%).

“O estudo indica diferenças de gênero e escolaridade em relação ao consumo de maconha. Cerca de 5% dos meninos fumaram a droga no mês anterior à pesquisa, contra 2,5% das meninas. A maior prevalência do uso de maconha esteve entre os estudantes do ensino médio: 16% já utilizaram alguma vez na vida, contra 3,8% do ensino fundamental”, disse Ana Regina Noto.

Cerca de 3,2% dos meninos experimentaram cocaína pelo menos uma vez na vida. Segundo o estudo, a droga parece ser mais comum entre os meninos, mas o número de observações é baixo demais para garantir a validade dos dados.

O consumo de calmantes e anfetaminas, por outro lado, foi mais comum entre as meninas: 7,5% utilizaram calmantes alguma vez na vida, contra 3,2% dos meninos. No ano anterior à pesquisa, essas substâncias foram usadas sem prescrição médica por 5% das meninas e 2,5% dos meninos. O uso de calmantes esteve associado à família. Na primeira ocasião de consumo, a droga foi geralmente oferecida por algum familiar (50%). “Peguei em casa” foi a resposta de outros 38%.

Os adolescentes afirmaram ainda ter utilizado, pelo menos uma vez na vida, drogas como o ecstasy (4,3% dos meninos e 1,7% das meninas), benflogin (2%), anabolizantes (2,5% entre os meninos e 0,2% entre as meninas) e LSD ou chá de cogumelo (2% dos meninos e 1% das meninas).

O consumo “pelo menos uma vez na vida” – que segundo os pesquisadores não caracteriza o adolescente como usuário da droga – foi de 80% para o álcool, 24,6% para o tabaco, 13,6% para inalantes, 10,7% para maconha, 5,3% para calmantes, 3,6% para ETA e 2,2% para cocaína.

(Agência Fapesp)
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/cluleteduc.mmp

domingo, 6 de junho de 2010

As profissões mais bem pagas

Desejo de ficar rico pode não ser um critério determinante em testes vocacionais, mas é prudente saber quais são as perspectivas financeiras de uma profissão antes de investir nela tempo e dinheiro. Um dos estudos mais completos sobre salários é o da Fundação Getulio Vargas. Com base nele, foi elaborado o ranking desta reportagem. O critério utilizado para revelar os campeões da remuneração foi o salário médio de cada profissão em todo o país. Algumas variáveis tendem a puxar os valores para cima. Entre elas, viver nos estados do Sudeste e em metrópoles. Para ganhar bem, no entanto, não basta escolher uma das carreiras que encabeçam a lista. "Médicos, advogados e engenheiros podem ter bons salários na média, mas mesmo eles não vão muito longe sem vocação, competência e um bom nível de conhecimento profissional", diz Marcelo Ferrari, consultor sênior da área de capital humano da Mercer, em São Paulo. Ou seja, de nada adianta optar por direito, sonhando em ser um dia um juiz com ótimo salário inicial, se não se tem gosto pelo estudo das leis, pelo debate de ideias e pela leitura. Outra regra que vale para todas as profissões: rendimentos mensais de seis dígitos são privilégio de muito poucos. Guiar-se por eles na escolha da profissão possivelmente levará a incômodas decepções no futuro. Por mais competente que alguém seja e por mais que se empenhe na carreira, há sempre no percurso uma infinidade de condições que ajudam a chegar ao topo - ou atrapalham. Aliar-se com as pessoas certas, ter bons chefes, deparar com as oportunidades no momento ideal, atuar em um setor de atividade que subitamente cresce em relevância econômica - enfim, há circunstâncias que, em geral, não podem ser previstas e quase sempre têm impacto na evolução profissional. "Por isso, o melhor é não ficar enjaulado em uma carreira: aprenda outras atividades e tenha sempre um plano B", diz César Souza, presidente da consultoria Empreenda, de São Paulo.

Há três caminhos que, em geral, levam a bons salários. O primeiro é procurar vagas nas empresas líderes de cada setor, pois costumam ser as que mais crescem e, portanto, as que oferecem as melhores oportunidades e pagam melhor. Um analista financeiro júnior que começa ganhando mais que a média de mercado em uma empresa pequena, por exemplo, pode demorar até sete anos para ser promovido. Em uma companhia líder, em quatro anos, em média, ele já passa a ocupar o cargo de analista sênior, com um salário maior. O segundo caminho, válido para profissionais liberais, é conquistar bons clientes e assumir a propriedade do próprio nariz. Os médicos, arquitetos e advogados mais bem-sucedidos (leia-se, com os melhores rendimentos) quase sempre atendem em consultório ou escritório próprio. O terceiro caminho é optar por carreiras do serviço público com bons salários iniciais, como fiscal da Receita Federal ou juiz.

Para ganhar bem, não se pode parar de estudar nunca. A pesquisa da FGV acrescenta novas comprovações à já consolidada tese de que o investimento em educação aumenta salários e reduz a possibilidade de desemprego. A taxa de ocupação entre os brasileiros em idade ativa que nunca passaram de um ano de estudo é de 60%. Entre os que estudaram dezoito anos ou mais, 91% têm trabalho. Quanto aos salários, cada ano de estudo adicional representa um aumento médio de 15% no valor recebido no fim do mês. O ideal, portanto, é não ficar só no diploma universitário. Cursos de especialização e pós-graduação fazem diferença no contracheque de carreiras em que o conhecimento técnico é essencial, como medicina e análise de sistemas. "Uma experiência sólida no exterior, seja acadêmica, seja profissional, também influencia positivamente no nível salarial e no rumo que a carreira toma", diz Renato Bagnolesi, headhunter da Robert Wong Consultoria Executiva. Trata-se de um investimento com um alto retorno na vida pessoal. Afinal, um bom salário costuma ser diretamente proporcional à satisfação no trabalho.
retirado do site:http://veja.abril.com.br/idade/educacao/

Como nasce uma vocação

Gênios como o compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) ou o físico Albert Einstein (1879-1955), que parecem ter sido modelados no útero materno para seguir o seu caminho profissional, não somam nem 5% da população. Para a esmagadora maioria das pessoas, a escolha da área em que se formar e trabalhar é um processo marcado por dúvidas e, consequentemente, angústia. Dá para evitá-las? Sejamos claros: não. Mas é possível atenuá-las e sair do impasse mais rapidamente, ao ter em mente que, para escolher sua carreira, você deve levar em conta não só suas habilidades, mas o interesse despertado pelas atividades a elas relacionadas e o sentimento de realização que a sua prática pode proporcionar. Um contraexemplo: por motivos neurológicos, quem tem inclinação para a música costuma apresentar facilidade com números. Daí a afirmar que músicos, portanto, gostam de resolver problemas de cálculo vai uma longa distância. Ou seja, vocação é expressão de uma aptidão, sim, mas desde que concretizada com prazer e criatividade. Como ela nasce? "Da combinação entre a genética, pois os genes determinam a propensão para atividades específicas, e o ambiente em que se cresceu", diz o médico Abram Topczewski, neuropediatra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

É na infância, principalmente, que as bases biológicas das habilidades são estimuladas e esculpidas, afirma o neuropediatra Mauro Muszkat, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo. A família e a condição socioeconômica têm um peso enorme nesse processo. Quanto mais espaço a criança e o jovem tiverem para experimentar e expressar seus gostos, tanto melhor. A atriz Alessandra Negrini, de 39 anos, teve essa liberdade. Em sua família não há nenhum ator, mas, quando pequena, ela gostava de brincar de teatrinho com os amigos. Na juventude, Alessandra cursou jornalismo, logo abandonado, e fez dois anos de ciências sociais na Universidade de São Paulo. Lá, ao estudar as teorias do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920), decidiu, como ela mesma diz, ouvir seu coração: "Quando li o texto de Weber sobre o desencantamento do mundo, imediatamente pensei: ‘O que eu quero é encantar!’". Ressurgiu, assim, a menina teatral. Alessandra largou a USP e passou a se dedicar integralmente à arte dramática. O período na universidade, contudo, não passou em branco. "Ainda uso muito do que aprendi na hora de compor os personagens que interpreto", afirma a atriz.

Sem ambiente favorável, não há como as aptidões genéticas florescerem – e, para ficar no lugar-comum, também nesse caso as exceções só confirmam a regra. Conforme a área, existem períodos na infância mais propícios para dar início ao desenvolvimento de determinadas habilidades (veja o quadro). Mas se há mais de uma aptidão, e com graus de interesse semelhantes, como reconhecer aquela a ser levada em conta no momento de cravar uma profissão? "Aí pode entrar em cena o orientador, que tenta aclarar o panorama para o jovem. Os resultados, em geral, são bons", diz Yvette Lehman, coordenadora do Laboratório de Orientação Profissional da Universidade de São Paulo (veja reportagem na pág. 158). Por último, mas não menos importante, a análise do potencial retorno financeiro da carreira a ser seguida. Trata-se de um item que deve figurar entre as preocupações do candidato a profissional de sucesso. Os especialistas advertem, contudo, que esse não deve ser o aspecto mais relevante. "Inclusive porque as profissões promissoras de hoje talvez não se concretizem como tais amanhã", lembra o pedagogo Silvio Duarte Bock, diretor do Nace Orientação Vocacional. Nas páginas seguintes, VEJA publica um teste vocacional a ser feito pelo jovem leitor que ainda não sabe que rumo tomar. Ele não deve, é claro, ser visto como único parâmetro.
retirado do site:http://veja.abril.com.br/idade/educacao/

Formação inicial: a origem do sucesso (e do fracasso) escolar

De todos os fatores que influenciam a qualidade da escola, o professor é, sem dúvida, o mais importante. Por isso, a formação (inicial e continuada) faz tanta diferença - para o bem e para o mal. No Brasil, infelizmente, para o mal
O jogo de dominó tem uma dinâmica peculiar: cada movimento leva a outro e completar a sequência sobre a mesa ou derrubar as peças depende dessa reação em cadeia para funcionar. Essa representação vale, de forma metafórica, para a qualidade da Educação. Para atingi-la, ou seja, garantir a aprendizagem de todos os alunos, é preciso começar com uma "jogada" que define todo o processo: a formação inicial dos professores. Se ela for boa, todos saem ganhando. Se, no entanto, ela for ruim...

Há um ano, NOVA ESCOLA publicou o resultado de uma pesquisa que mostrava que 64% dos educadores brasileiros avaliam o curso em que se graduaram como excelente ou muito bom, mas 49% dizem que esse mesmo curso não os preparou para a realidade da sala de aula. Ou seja, não é tão bom quanto deveria - afinal, a finalidade do trabalho docente é justamente ensinar. Para entender melhor essa questão, foi encomendada uma nova pesquisa, dessa vez à Fundação Carlos Chagas. A análise de 71 currículos de cursos oferecidos por instituições de ensino públicas e particulares de todo o Brasil aponta para um descompasso preocupante entre o que as faculdades de Pedagogia oferecem aos futuros professores e a realidade encontrada por eles nas escolas.

"Há uma ênfase muito grande nas questões estruturais e históricas da Educação, com pouquíssimo espaço para os conteúdos específicos das disciplinas e para os aspectos didáticos do trabalho docente", resume Bernardete Gatti, diretora de pesquisas da Fundação Carlos Chagas e coordenadora do estudo, que é apresentado em primeira mão nesta edição. "As universidades parecem não se interessar pela realidade das escolas, sobretudo as públicas, nem julgar necessário que seus estudantes se preparem para atuar nesse espaço", diz ela.
retirado do site:http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-inicial/origem-sucesso-fracasso-escolar-419845.shtml

A fragilidade de cursos de Pedagogia e de licenciaturas no Brasil

Cursos sem foco, currículos distantes das necessidades e ensino precário mostram a urgência de repensar a preparação para a docência no país.
O Instituto Superior de Educação Programus (Isepro) é uma instituição formadora de professores localizada em Água Branca, a 99 quilômetros de Teresina. Ele abriga um dos nove cursos de Pedagogia com conceito 1 - o mais baixo - no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que mede a qualidade do Ensino Superior. Também faz parte da lista de 62 entidades em que os alunos ingressantes tiraram nota superior aos concluintes (os dois grupos fazem a mesma prova). No país, cinco cursos de Pedagogia conjugam essas duas características. Apenas o Isepro veio a público explicar as razões do fraco desempenho. Decidiu fazê-lo por meio de uma "nota a sociedade" (sic) em seu site. O texto contabiliza equívocos de ortografia (troca de letras, erros de acentuação e pontuação), gramática (problemas de concordância e regência verbal e nominal) e digitação (palavras truncadas). Alguns estão destacados na ilustração acima.

É verdade que todo mundo erra. Uma leitura atenta revelará deslizes aqui mesmo, nesta edição de NOVA ESCOLA. Também é possível (e válido) contestar as fragilidades do Enade, alegando que ele não mede com precisão o que se ensina e que suas questões estão mais próximas da realidade de ingressantes do que de concluintes. Mesmo tratando-se de um mecanismo imperfeito, o panorama delineado por ele é grave. Considerando apenas a avaliação de Pedagogia, 160 cursos - 14% do total - apresentam desempenho insuficiente (conceitos 1 e 2).

Essa crise de qualidade é resultado de uma espécie de inconstância permanente que marca a formação de professores no Brasil (leia a linha do tempo no quadro abaixo). Mais recentemente, em 1996, essa trajetória teve um capítulo importante com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O desafio era superar uma histórica contradição. Enquanto professores polivalentes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental (formados sobretudo nas habilitações de Magistério de nível Médio) possuíam conhecimento razoável do "como", mas pouca base do "que" ensinar, os especialistas das séries finais (egressos das Licenciaturas) viviam o contrário: dominavam o "que" e derrapavam no "como".

Duas propostas carregavam a promessa de avanço: a exigência de concluir uma graduação para lecionar na Educação Básica e a criação dos Institutos Superiores de Educação (ISEs). Concebidos com a intenção de ser centros de formação de docentes, eles prometiam integrar os fundamentos da Educação, os conteúdos específicos e a prática.

Mas as mudanças não surtiram o efeito desejado. Universidades públicas e associações de docentes passaram a bombardear os ISEs (a maioria, segundo os críticos, não teria tradição em pesquisa nem corpo docente qualificado) e o Normal Superior (tido como um "aligeiramento" da formação). Em 2006, o curso começou a desaparecer, com a determinação do Conselho Nacional de Educação (CNE) de que a formação de professores polivalentes ocorra na Pedagogia.

A migração para o nível superior, por sua vez, pouco contribuiu para melhorar a situação. Impulsionado pela demanda da expansão da Educação Básica, o número de cursos de Pedagogia e Licenciaturas - a maioria sem qualidade - explodiu (aumento de 65% entre 2001 e 2006). E tudo indica que as faculdades afastem os futuros docentes da realidade das escolas. Em 2008, uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas (FCC) encomendada pela Fundação Victor Civita (FVC) revelou que as disciplinas com conhecimentos específicos sobre a docência (voltadas à prática e às didáticas específicas) representam, no máximo, 30% da carga horária dessas graduações.

Idas e vindas da Formação

Em um século e meio, quase tudo mudou: o nome e a natureza dos cursos, o grau de instrução para a matrícula e o perfil profissional almejado

1835 Inagurada a primeira Escola Normal do país. A formação, de nível Médio, preparava docentes para a etapa inicial da escolarização.

1939 Criados os cursos de Licenciatura, para especialistas das séries finais, e Pedagogia, para formar docentes das Escolas Normais.

1969 Modificado o perfil da Pedagogia, que também passa a formar especialistas em Educação (diretores, coordenadores e supervisores).

1971 A Escola Normal é substituída pela habilitação de Magistério, também de nível Médio, para formar professores polivalentes.

1996 A exigência de formação superior para lecionar acaba com o Magistério. A opção é o Normal Superior, de dois ou três anos.

2006 Encerrada a oferta de vagas para o Normal Superior. A Pedagogia passa a acumular a formação de professores polivalentes.
retirado do site:http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-inicial/fragilidade-cursos-pedagogia-licenciaturas-brasil-graduacao-formacao-docente-546805.shtml

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...