sábado, 5 de junho de 2010

Novo programa vai incentivar atividades extracurriculares

Portal do MEC

O Ministério da Educação lançou nesta sexta-feira, 4, o programa Novos Talentos. Desenvolvido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ele pretende promover a inclusão social e o desenvolvimento da cultura científica nas escolas de educação básica da rede pública por meio de atividades extracurriculares. A ideia é estimular a realização de cursos e oficinas ou atividades equivalentes no período de férias das escolas públicas ou em horário que não interfira na frequência escolar.

As atividades serão desenvolvidas em universidades públicas, laboratórios e centros avançados de estudos e pesquisas, museus e outras instituições, como empresas públicas e particulares. É uma forma de aprimorar e atualizar os professores e os estudantes.

Instituições públicas de educação superior têm até 23 de julho para encaminhar propostas de oferta de atividades. O currículo da educação básica deve ser articulado com perspectivas educacionais, científicas, culturais, sociais ou econômicas (arranjos produtivos locais) inovadoras. Os projetos serão analisados, acompanhados e avaliados pela Capes, por meio de ambientes virtuais e visitas in loco.

O programa Novos Talentos foi criado pela Portaria da Capes nº 112, de quarta-feira, 2, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 4, Seção 1, página 8. Mais informações no edital e no endereço eletrônico novostalentos@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e pelos telefones (61) 2022-6568 e 2022-6564.

Assessoria de Imprensa da Capes


Palavras-chave: Novos talentos, Capes

Iniciação à docência aprova projetos de 28 instituições

Portal do MEC

Vinte e oito instituições de educação superior tiveram projetos de oferta de cursos e bolsas de estudos aprovados no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), edição 2010. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira, 4, no Diário Oficial da União, seção 3, página 36.

Os projetos aprovados envolvem 128 cursos de licenciaturas, 394 bolsas de professor-supervisor para docentes da rede pública e 2.286 bolsas para estudantes de licenciaturas. As atividades devem ter início em agosto.

Um dos objetivos do Pibid é a elevação da qualidade das atividades acadêmicas voltadas para a formação inicial de professores nos cursos de licenciatura das instituições públicas de educação superior e a inserção dos estudantes de licenciatura no cotidiano de escolas da rede pública para promover a integração entre o ensino superior e o básico. Outra finalidade do programa é proporcionar aos futuros professores a participação em experiências metodológicas e tecnológicas, em práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar e de superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem.

O programa oferece bolsas nas modalidades de iniciação à docência, para estudantes dos cursos de licenciatura plena, de R$ 400; de supervisão, para professores das escolas públicas estaduais ou municipais, de R$ 765; de coordenadores de área de conhecimento, para docentes das instituições federais e estaduais, de R$ 1,4 mil; de coordenadores institucionais de projeto, de R$ 1,5 mil.

Assessoria de Imprensa da Capes


Confira as instituições que tiveram projetos aprovados
Palavras-chave: docência, iniciação, Pibid, Capes

Professor cearense fará exame para curso de especialização no dia 12

Portal do MEC
A Universidade Federal do Ceará (UFCE) fará no próximo dia 12, nos polos das cidades do Crato, Fortaleza e Sobral, a seleção de professores para o curso de especialização em educação infantil. Estão na etapa final da seleção 142 educadores, que concorrem a 120 vagas, 40 por polo.

De acordo com a coordenadora da formação na UFCE, Rosimeire Costa de Andrade Cruz, a prova será uma dissertação sobre um tema da educação infantil. O objetivo do teste é avaliar a capacidade do educador ao escrever sobre sua prática. O domínio da escrita é, segundo Rosimeire, uma das maiores dificuldades encontradas entre os professores quando têm de fazer a monografia. “Por esse motivo, muitos não conseguem o certificado”, diz Rosimeire, pedagoga com doutorado em educação infantil.

Na UFCE, o início do curso está previsto para 17 de agosto. Presencial e gratuita, a especialização em educação infantil tem 360 horas e duração de 18 meses. Destina-se a professores, coordenadores e diretores de creches e pré-escolas das redes públicas e a equipes de educação infantil dos sistemas de ensino.

No Ceará, inscreveram-se 411 educadores, dos quais 142 passaram para a fase final da seleção.

Polo da UFCE


Concorrentes


Vagas

Crato


37


40

Fortaleza


58


40

Sobral


47


40

Total


142


120

Rede nacional — O objetivo da formação, que une o Ministério da Educação, 17 universidades federais e mais de 70 prefeituras, é qualificar quadros das redes públicas de educação básica e, a partir daí, criar uma rede nacional de formação, com atuação nos municípios. As pré-inscrições do curso foram abertas em 2009, na Plataforma Freire, para professores de 17 estados, a serem atendidos por 17 instituições federais de ensino superior. Este mês, as universidades públicas encarregadas da formação dos educadores do Amazonas, Bahia, Ceará, Rondônia, Sergipe, Piauí e Mato Grosso também estão em processo de seleção.

Ionice Lorenzoni

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Congo passará a ensinar português nas escolas

Jair Rattner
De Lisboa para a BBC Brasil

Os governos de Portugal e da República do Congo (também conhecido como Congo-Brazzaville) assinaram nesta sexta-feira em Lisboa um acordo que prevê que, a partir de 2011, a língua portuguesa seja ensinada nas escolas do país africano.

O Congo, que tem o francês como língua oficial, fica próximo de Angola e de São Tomé e Príncipe, duas ex-colônias portuguesas, e os três países pertencem à mesma comunidade econômica, a Comunidade Econômica dos Estados da África Central.

“Nós pretendemos nos aproximar dos nossos vizinhos”, explicou Basil Ikoubéké, ministro dos Negócios Estrangeiros do Congo.

Segundo ele, no início o ensino da língua será experimental e os primeiros a aprender o idioma serão diplomatas congoleses. O governo português enviará professores ao país.
‘Incontornável’

O negociador do acordo do lado português, Domingos Alvim, disse que o ensino da língua deve começar em setembro do ano que vem, mas ainda falta definir detalhes sobre o acordo.

“O número de escolas será definido pelo governo de Brazzaville em coordenação conosco, no âmbito de uma comissão que vai ser criada para preparar todo esse programa”, afirmou Alvim.

Atualmente, já existe o ensino de português como língua estrangeira em vários países africanos onde o idioma não é oficial. É o caso de Senegal, Namíbia, Suazilândia, Costa do Marfim e África do Sul.

Para o ministro português Luís Amado, a decisão do governo congolês reflete o aumento da importância da língua portuguesa.

“A língua portuguesa tornou-se uma língua incontornável na vida africana”, avaliou.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/06/04/congo-passara-a-ensinar-portugues-nas-escolas.jhtm

Inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa terminam segunda-feira

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

Termina segunda-feira (7) o prazo de inscrição para a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Professores da educação básica da rede pública interessados em participar devem acessar o site do concurso , que é promovido pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com a Fundação Itaú Social.

O concurso, que ocorre a cada dois anos, destina-se a alunos dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio. Todos os participantes terão que escrever um texto sobre o tema O Lugar Onde Vivo. Para os estudantes do 5º e 6º anos, o formato deve ser de poesia. Os alunos do 7º e 8° anos participam com dissertações do tipo memória. Os concorrentes do 9° ano do ensino fundamental e do 1° ano do ensino médio escreverão crônicas e os estudantes do 2° e 3° anos do ensino médio participam com artigos de opinião.

A última edição da olimpíada teve a participação de 6 milhões de alunos, com mais de 200 mil professores inscritos. Os educadores interessados em participar devem verificar primeiro se a secretaria de Educação do seu município aderiu à competição, o que também pode ser feito via internet.

Os professores inscritos recebem um material didático para trabalhar a produção de texto em sala de aula a partir de oficinas. Cada escola deve escolher os melhores trabalhos, que disputam uma seleção municipal. Em seguida, há uma etapa estadual, em que são escolhidos os 500 melhores textos, que vão participar de uma seleção regional, com 152 classificados. Por fim, a etapa nacional escolhe e premia os 20 melhores trabalhos.

Professores e alunos que chegam à etapa nacional recebem medalhas e microcomputadores. Os classificados em etapas anteriores também ganham medalhas, além de livros e aparelhos de som. Mais informações podem ser obtidas no site da olimpíada ou pelo telefone 0800 771 9310.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/04/inscricoes-para-a-olimpiada-de-lingua-portuguesa-terminam-segunda-feira.jhtm

Estudantes brasileiros relatam vantagens de viver em Berlim

da Deutsche Welle, na Alemanha

A Alemanha tem mais de 200 mil universitários estrangeiros. Cerca de 15% deles escolhem Berlim para estudar. As experiências de alguns brasileiros explicam o porquê da predileção pela cidade.

Uma cidade multicultural, colorida no verão e onde se respira história no dia-a-dia. É assim que o carioca Paulo César Coelho Júnior, 21, descreve Berlim. Há dois anos, ele viajou à cidade para visitar uma amiga por apenas duas semanas. "Mas cheguei e me apaixonei", conta Júnior. Tanto que ele deixou o Rio de Janeiro e abriu mão dos planos de estudar em Londres para aprender alemão e lutar por uma vaga em uma universidade berlinense.

Um ano depois, ele conseguia a façanha, tornando-se calouro do curso de Ciências Políticas da Universidade Humboldt. Atualmente, Júnior divide um apartamento com um amigo alemão, trabalha algumas noites por semana como barman e usa tanto o idioma local quanto o inglês na faculdade.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/dw/745576-estudantes-brasileiros-relatam-vantagens-de-viver-em-berlim.shtml

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Graduação a distância não pode ser totalmente virtual, dizem reitores

Karina Yamamoto*
Editora do UOL Educação
Em Guadalajara (México)

Mesmo com o avanço de recursos tecnológicos, a educação superior ainda exige a presença do aluno em algum ponto do processo. "Pelo menos as provas devem ser presenciais", afirma Juan Gimeno, reitor da Uned (Universidade Nacional de Educação a Distância), uma instituição de EAD (ensino a distância) que funciona há 35 anos na Espanha. "Afinal, precisamos dar confiabilidade à avaliação." Com exceção dos exames, Gimeno afirma ser "perfeitamente possível" fazer um curso somente a distância.

Já Yoloxochitl Bustamante Díez, reitora do IPN (Instituto Politécnico Nacional) mexicano, acredita que os universitários precisem de contato com tutores e monitores para se manterem plugados na graduação. "Um curso totalmente virtual só é possível para alunos mais velhos", diz. Os mais jovens, diz ela, "necessitam de presença real, apesar de serem os mais conectados às tecnologias". Além disso, a natureza do curso influencia o grau de "virtualização".

Em sua experiência, Yoloxochitl observou que as carreiras de humanas se prestam mais à EAD. Graduações que precisem de laboratórios e experimentos não se prestam à uma virtualização total. "Cursos de exatas, carreiras tecnológicas pedem atividades presenciais porque os alunos precisam olhar, tocar, ter vivência real [de alguns experimentos em laboratórios]", disse.
Preconceito em queda

Para Gimeno, que conduz uma insituição tradicional nessa modalidade de ensino, não há preconceito com os egressos de EAD. Pelo contrário: "na Espanha, há quem valorize nossos alunos por sua formação e, ainda, por sua força de vontade e capacidade de organização", disse o reitor.

O reitor da UFFS (Universidade Federal da Fronteira do Sul), Dilvo Ristoff, concorda que o tabu com esse tipo de ensino está diminuindo dia a dia. "Fiz um levantamento em 2006 com dados do Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] e os alunos da modalidade a distância tinham desempenho semelhante ou melhor que os alunos do presencial", contou.

*A jornalista viajou a convite da organização do 2º Encontro Internacional de Reitores Universia
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/03/graducao-a-distancia-nao-pode-ser-totalmente-virtual-dizem-reitores.jhtm

Ciências da computação ganha carreira própria na Fuvest. Você concorda com a mudança?

Os candidatos que prestarem vestibular para ciências da computação na USP (Universidade de São Paulo) terão uma novidade neste ano: o curso ganhou carreira própria -fora da carreira de engenharia na Escola Politécnica- e eles ficarão dispensados da prova de química de conhecimentos específicos na segunda fase da Fuvest. A mudança foi decidida em uma reunião na semana passada entre a direção do curso e a Pró-Reitoria de Graduação da universidade.

O curso, apesar de praticamente todo ministrado no IME (Instituto de Matemática e Estatística), estava até o último vestibular vinculado à Poli. A nova carreira, que se chamará Computação, também deve englobar sistemas de informação, ministrado na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).

Segundo o coordenador de ciências da computação, Marco Dimas Gubitoso, a ideia é trazer "mais gente interessada pelo curso." "[Na carreira da Poli], O pessoal que queria computação ficava no meio. Quem tem computação como primeira opção fica diluído entre todos os aspirantes a engenharia", disse.

De acordo com Gubitoso, é difícil saber como ficará a concorrência na Fuvest. "Pode subir um pouco. Nós temos uma expectativa de ter pelo menos 15 para 1. Por outro lado, por ser uma carreira mais definida, não sei dizer como a coisa fica. Com certeza, o fato de ciências da computação ficar separado deve chamar a atenção para o curso."

* As informações são do UOL Vestibular.

O que você achou da mudança? Concorda com a criação da nova carreira? Comente!
retirado do site:http://forum.vestibular.blog.uol.com.br/arch2010-05-30_2010-06-05.html#2010_06-03_17_06_26-8953204-0

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Fatecs lançam cursos de produção fonográfica e transportes terrestres

DE SÃO PAULO
As Fatecs (Faculdades de Tecnologia) estão com duas graduações novas que serão oferecidas neste vestibular de meio de ano.

Em Tatuí (141 km de São Paulo), será lançado o curso de produção fonográfica, com 40 vagas à tarde. Em Barueri (Grande SP), serão abertas 80 vagas, nos turnos vespertino e noturno, para tecnologia em transportes terrestres.

O curso de produção fonográfica foi criado em parceria com o Conservatório de Tatuí, que será local de prática para os alunos.

O currículo inclui pré-produção, gravação, escolha de repertório, edição, mixagem, operação de estúdio, divulgação e distribuição do produto final. A área de atuação também inclui trilhas e sonorização para teatro e cinema.

Já a graduação de transportes terrestres tem como objetivo formar profissionais especializados na operação e no planejamento de ônibus e trem, por exemplo. Dimensionar frota, calcular impacto do trânsito e custo do transporte são algumas das funções do tecnólogo.

Ao todo, as Fatecs do Estado de São Paulo vão oferecer 10.030 vagas para o segundo semestre em suas 49 unidades. São 51 cursos gratuitos, já incluindo os dois novos.

As inscrições para o vestibular estão abertas até 8 de junho e devem ser feitas pelo site www.vestibularfatec.com.br, mediante preenchimento de ficha de inscrição, questionário socioeconômico e pagamento de taxa de R$ 70. O exame acontece no dia 4 de julho.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/744475-fatecs-lancam-cursos-de-producao-fonografica-e-transportes-terrestres.shtml

Alunos da Unesp ocupam diretoria do campus de Marília (SP)

Da Redação
Em São Paulo

Cerca de 25 alunos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) ocupam desde a madrugada de terça-feira (1º) a sala da diretoria do campus de Marília da instituição. Os estudantes protestam contra a terceirização dos serviços do refeitório no período noturno. Segundo a reitoria, a terceirização é temporária e experimental; a contratação só poderia ocorrer após a admissão temporária e autorização do Conselho de Administração e Desenvolvimento da Unesp.

Em nota, a direção do campus e a reitoria afirmam que "os motivos reais do protesto são ideológicos e político-partidários". O restaurante fornece 320 refeições diárias a um custo de R$ 2,50 por aluno, das 11h30 às 13h00. O campus, que abriga a Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC), possui, no total, 2.892 alunos de graduação e pós-graduação.

A Unesp diz que a ocupação foi aprovada em reunião do dia 31 de maio, com cerca de 100 participantes. Segundo a universidade, o setor financeiro foi poupado pelos ocupantes pois "o pagamento de bolsas e outros benefícios estudantis normalmente ocorre no dia 10 de cada mês". A reitoria, no entanto, diz que "não terá condições de viabilizar pagamentos enquanto permanecer a interrupção dos canais administrativos".

No documento também é dito que não foram detectados sinais de arrombamento ou depredação das portas e janelas da diretoria, que estavam trancadas. "Por causa disso, será averiguado como foi possível a entrada dos ocupantes, que foram notificados formalmente, pela direção do campus, das consequências legais da ocupação, do prejuízo aos serviços da administração e dos possíveis danos ao patrimônio público".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/02/alunos-da-unesp-ocupam-diretoria-do-campus-de-marilia-sp.jhtm

País precisará construir 25 bibliotecas por dia no ensino fundamental para cumprir nova lei

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

Municípios e Estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada na semana passada que determina que toda a escola deve ter uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida.

O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. “Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo”, compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação.
O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e 3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio, etapa em que o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.

Norberto defende que, além da ação dos gestores, será necessário o envolvimento de toda a sociedade no desafio. “A lei é uma direção, mas ela não faz nada. Nós, sociedade, é que devemos fazê-la funcionar. A tarefa não é só dos gestores, imagine se cada empresário doasse um acervo para uma escola, em dois anos o problema estava resolvido”, diz.

Na comparação entre as redes de ensino, a situação é pior nos colégios municipais, que contam com menos bibliotecas do que as escolas estaduais. O estudo do Todos pela Educação chama a atenção para outro fator que pode dificultar o cumprimento da lei: faltarão profissionais qualificados para trabalhar nesses espaços.

A legislação estabelece que as bibliotecas devem ser administradas por especialistas da área – os bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6 mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil escolas de educação básica.

Para Norberto, com a entrada obrigatória das crianças na educação infantil aos 4 anos, estabelecida por lei no ano passado, e a implantação das bibliotecas, os alunos vão aprender a ler mais cedo. "É uma mudança radical e positiva. Daqui a dez anos, as crianças vão estar alfabetizadas aos 8 anos, é um futuro muito melhor", afirma.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/02/pais-precisara-construir-25-bibliotecas-por-dia-no-ensino-fundamental-para-cumprir-nova-lei.jhtm

Novo presidente da Comissão de Controle pretende ampliar ação

Portal do MEC
Reitor da Universidade Católica de Pelotas (RS), Alencar Mello Proença foi eleito na tarde desta terça-feira, 1º de junho, para o mandato de dois anos na presidência da Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do ProUni (Conap). Ele ressaltou que dará continuidade ao trabalho de seu antecessor, José Thadeu Rodrigues de Almeida, que conseguiu consolidar a comissão criada em 2006 com a finalidade de fiscalizar o programa de distribuição de bolsas a estudantes carentes. Atualmente, o Programa Universidade para Todos (ProUni) conta com 443 mil bolsistas.

“É importante dar continuidade ao trabalho realizado na Conap, que precisa ser respeitado e, na medida do possível, ampliado”, afirmou Alencar. No entanto, ele ressaltou que a comissão precisa ocupar um novo papel no cenário do ProUni e ser um meio de interação entre o MEC e o público beneficiário, os bolsistas atuais e os alunos de ensino médio público.

Segundo Alencar, a Conap atualmente não é um órgão que tenha relevância na definição de políticas e nem com presença importante na sua base social. “Não podemos ficar no meio do caminho. Hoje não temos um processo de interlocução com os bolsistas e nem ocupamos um papel importante no ProUni”, enfatizou.

Na reunião que deu posse a Alencar ficou decidido que a Conap passará a participar do processo de análise de possíveis irregularidades entre os bolsistas. Cruzamento de dados realizado no ano passado pelo MEC informou às universidades indícios de irregularidades em 5 mil registros de bolsistas. No final do processo de investigação, a cargo das universidades, foram encerradas 1.766 bolsas.

Outra proposta da nova gestão é aumentar o número de seminários regionais nas instituições de ensino para que sejam cada vez melhor orientadas no processo de fiscalização do ProUni. Atualmente existem 4.100 comissões da Conap nos campi. “Conseguimos superar em muito a nossa meta inicial, que era de criar 1.500 comissões regionais”, explicou Thadeu Rodrigues, que se mantém como membro da Conap.

Assessoria de Comunicação Social

Olimpíada leva estudantes a adquirir novos conhecimentos

Portal do MEC
Quarta-feira, 02 de junho de 2010 - 17:10
Uma poesia curta e sucinta sobre as áreas irrigadas de Petrolina (PE), onde prosperam mangueiras, goiabeiras e bananeiras, levou a estudante Maiany Coelho a expandir seus horizontes. Em 2008, ela foi uma das semifinalistas da Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.

De família humilde, a estudante, que então cursava a quinta série do ensino fundamental, participou de oficinas de produção de textos, saiu de seu estado pela primeira vez, conheceu pessoas e lugares novos. E tomou ainda mais gosto pela leitura e pela escrita.

“O empenho da Maiany e dos outros alunos que participaram da olimpíada foi surpreendente. Parece que adquiriram outro olhar sobre a literatura e a confecção de textos”, relata Auzinete Silva, professora de Maiany à época. Ela acompanhou a aluna durante a competição. “Além disso, eu mesma expandi minha formação como educadora”, destaca.

Mesmo após o fim da competição, Auzinete continuou usando em sala de aula o material de apoio pedagógico da olimpíada, recebido por todas as escolas participantes. “Mudei a forma de trabalhar e ampliei a percepção sobre o ensino da escrita”, afirma.

A Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, que ocorre a cada dois anos, está na segunda edição. O objetivo é contribuir para a formação de professores com vistas à melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras. A primeira edição, realizada em 2008, alcançou 6 milhões de alunos. O concurso teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social entre 2002 e 2006. Atualmente, é realizado em parceria do Ministério da Educação com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Na edição de 2008, o número de professores inscritos chegou a 202.280. Eles representaram 55.570 escolas de 5.445 municípios. Em Pernambuco, o total de escolas inscritas foi de 2.146. Chegaram à etapa semifinal 18 professores pernambucanos, cada um com um aluno.

Este ano, uma das novidades da competição é a participação de alunos matriculados no nono ano (oitava série) do ensino fundamental e no primeiro ano do ensino médio de escolas públicas. Eles concorrerão com textos do gênero crônica.

As demais categorias permanecem como em 2008 – estudantes do quinto e sexto anos (quarta e quinta séries) participarão com textos do gênero poesia; do sétimo e oitavo anos (sexta e sétima séries), gênero memórias literárias. No ensino médio, os alunos do segundo e do terceiro anos devem concorrer com artigos de opinião.

O tema para as redações em todas as categorias é O Lugar Onde Vivo, destinado a valorizar a interação das crianças e jovens com o meio em que crescem. Ao desenvolver os textos, o aluno resgata histórias, aprofunda o conhecimento sobre a realidade e estreita vínculos com a comunidade.

Em 2010, uma coleção didática da olimpíada foi enviada a todas as escolas públicas do Brasil. O material é composto por cadernos de orientação ao professor (propõem uma sequência didática para o ensino da leitura e produção de textos), coletânea de textos e cd-rom multimídia para quatro diferentes gêneros textuais (poema, memórias, artigo de opinião e crônica).

Na olimpíada, alunos e professores participarão de etapas escolares, municipais, estaduais e regionais e da nacional. Serão selecionados 500 textos semifinalistas na etapa estadual, 152 na regional e 20 na nacional.

Tanto o estudante quanto o professor serão premiados. Os 500 escolhidos na fase estadual receberão medalhas e livros; os 152 finalistas, medalhas e aparelhos de som. Os 20 vencedores da etapa nacional ganharão medalhas, microcomputadores e impressoras.

Para que os professores se inscrevam, as secretarias estaduais e municipais precisam aderir ao concurso. As adesões e inscrições devem ser feitas até o dia 7 de junho, na página eletrônica do Cenpec.

Assessoria de Comunicação Social

Mato Grosso implanta modelo do Mais Educação em 14 municípios

Portal do MEC
Quarta-feira, 02 de junho de 2010 - 17:26
Cerca de 5 mil estudantes do ensino fundamental de 14 municípios de Mato Grosso estão em escolas de educação integral desde o início do ano. O Projeto Aplauso é uma iniciativa da Secretaria de Educação do estado, que adotou o formato do programa Mais Educação, que o MEC desenvolve desde 2008 em parceria com estados e municípios.

O coordenador do Mais Educação e do Projeto Aplauso em Mato Grosso, Márcio Magalhães, explica que o estado reconhece a importância da educação integral nas escolas públicas a partir da experiência do Ministério da Educação e se mobiliza para implantá-la. Um convênio assinado no início do ano entre o governo estadual e 14 municípios é o ponto de partida do Aplauso.

A escolha dos municípios, segundo o coordenador, tomou por base o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é comum nas 14 unidades. O IDH mede a qualidade de vida da população a partir de dados sobre educação, saúde, acesso a bens culturais. O projeto Aplauso começou em 70 escolas, sendo cinco por município.

No Aplauso, cada escola recebe do governo de Mato Grosso uma verba anual no valor de R$ 30 mil a R$ 50 mil, dependendo do número de alunos participantes do projeto. A transferência de recursos e a escolha de oficinas e atividades nas áreas de cultura, esportes e reforço escolar também seguem o modelo do Mais Educação.

O município de Sinop (norte do estado), criado em 1974 e que hoje tem 114 mil habitantes, começou a investir na educação integral este ano. Além das oito escolas que estão no Mais Educação, a prefeitura custeia a educação integral de sete escolas da sua rede, informa Márcio Magalhães.

Na avaliação de Leandro Fialho, coordenador de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, iniciativas como a de Mato Grosso e da prefeitura de Sinop provam que o objetivo de induzir a política de educação integral, via Mais Educação, está sendo alcançado. Outros estados e municípios também estudam a possibilidade de implantar a educação integral em suas redes, diz.

Em Mato Grosso – Das 10 mil escolas públicas de ensino fundamental e médio que participam do Mais Educação em 2010 e que recebem recursos do MEC, 157 são de Mato Grosso. Dados da Secad mostram que as escolas estão assim distribuídas: 79 em Cuiabá, 48 em Várzea Grande, 12 em Alta Floresta, dez em Rondonópolis e oito em Sinop.

Ionice Lorenzoni

Mais de 108 mil alunos procuram financiamento no primeiro mês de inscrição

Portal do MEC
No primeiro mês de inscrições para o Financiamento Estudantil (Fies), 108,7 mil alunos procuraram financiamento e, destes, 11.472 já assinaram o contrato. Os dados são da diretoria financeira do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC que opera o novo Fies desde 3 de maio.

A grande procura pelo financiamento, segundo a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, se deve a uma série de fatores, entre eles, a liberdade que tem o aluno de pedir o financiamento a qualquer tempo e a redução da taxa de juros de 6,5% ao ano para 3,4%.

Dados do sistema eletrônico de inscrições do Fies desta terça-feira, 1º, mostram que além dos estudantes que já obtiveram o financiamento, 11,1 mil estão com processos em análise na Caixa Econômica Federal, 17,7 mil estão sendo avaliados pelas comissões permanentes de supervisão e acompanhamento (CPSA), obrigatórias em cada instituição de ensino superior privado, e 63,5 mil alunos estão preenchendo dados no sistema.

Outros 1.666 pedidos de financiamento foram validados pelas Cpsa e estão prontos para serem enviados para a Caixa, e 3,1 mil alunos precisam complementar dados de acordo com a CPSA.

Para a secretária de Educação Superior do MEC, os primeiros dados sobre a procura pelo financiamento trazem informações importantes. Além do acerto do programa ao abrir as inscrições em fluxo contínuo, o Fies também reflete positivamente dentro das instituições de ensino superior melhorando a qualidade dos cursos.

Como o Ministério da Educação definiu que só financia cursos com conceitos três, quatro e cinco, a qualidade da oferta da educação superior tende a melhorar. Neste momento, as instituições redefinem os cursos e se concentram nas áreas onde estão melhores, explica Maria Paula. “Quem ganha são os alunos e o país.”

O diretor financeiro do FNDE, Antonio Correia Neto, explica que a contratação de mais de 11 mil financiamentos em menos de 30 dias mostra que as mudanças foram bem recebidas pelos universitários e instituições. O FNDE já tem garantidos recursos no orçamento para 125 mil contratos e solicitou crédito adicional para outros 75 mil, segundo Antonio Correia Neto.

Ionice Lorenzoni

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...