sábado, 8 de maio de 2010

Universidades convocam mulheres feias para tratamento psicológico

Anelise Infante
De Madri para a BBC Brasil


As Universidades de Granada e Jaén (ambas no sul da Espanha) estão convocando mulheres feias para um projeto experimental científico. O objetivo é testar um tratamento psicológico que cure os transtornos provocados pela obsessão com o ideal de beleza inalcançável.

As faculdades de psicologia das duas universidades oferecem o tratamento gratuito a mulheres entre 19 e 30 anos que admitam estar insatisfeitas com seu aspecto físico e queiram participar de forma voluntária do projeto.

A coordenadora do estudo científico e catedrática em psicologia da Universidade de Granada, Maria del Carmen Santaella justifica a importância do tratamento de pessoas consideradas feias "porque a preocupação com o aspecto físico afeta de forma alarmante a uma parte importante da população".

"O ideal de beleza transmitido pela família, amigos e mídia é tão rígido na nossa sociedade que chega a alterar a percepção que uma pessoa pode ter sobre o que é uma aparência normal", afirmou.

"São padrões inalcançáveis que acabam provocando transtornos graves, o que em psicologia chamamos de descontentamento normativo", disse à BBC Brasil.

Sem critérios
Para participar do projeto não há um critério estético. Cada candidata que se ache feia e considere que o aspecto físico lhe cria problemas emocionais e de adaptação social, pode se inscrever.

Mas as universidades valorizarão históricos como obesidade (índice de massa corporal igual ou superior a 30 pontos), transtornos de alimentação e tentativas excessivas de dietas e exercícios físicos.

A equipe de investigadores selecionará as mais feias considerando também fatores psicológicos provocados pela falta de autoestima como ansiedade e depressão.

"Não se trata apenas de fazer com que as pessoas se sintam mais bonitas, mas que reduzam seus níveis de estresse", explicou Santaella.

"Uma vez que deixem de atentar contra si mesmas, lhes ajudamos a controlar a ansiedade, aumentar seus sentimentos pessoais, reconhecer sua beleza e reduzir o mal estar que lhes provoca o próprio aspecto."

O projeto será dirigido pela clínica de psicologia da Universidade de Granada que já colabora com outros grupos de investigação na Holanda e na Alemanha em tratamentos de pessoas com transtornos de obesidade, bulimia e anorexia.
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2010/05/06/universidades-convocam-mulheres-feias-para-tratamento-psicologico.jhtm

O que você acha dos salários dos professores paulistas?

No dia 1º de abril, durante a greve do magistério, a Folha publicou novo ranking dos salários dos professores brasileiros. Nosso Estado ocupa hoje a 14ª posição no ranking, uma queda de três posições.O salário-base do professor que ministra aulas nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, com jornada de 24 horas semanais, é de apenas R$ 785,50, e o do professor que ministra aulas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e no ensino médio, com jornada de 24 horas semanais, é de R$ 909. O ranking demonstra que tínhamos razão em realizar a greve e em continuar lutando por reajuste.

Neste ano, a retomada do crescimento econômico faz prever um superavit gigantesco. Parte desses recursos poderia ser revertida na valorização dos servidores, sobretudo dos professores, que cumprem uma das mais importantes funções sociais.
Para tanto, o governo deve implementar uma carreira atraente, bem estruturada e estimuladora, construída sobre salários-base adequados e na qual o professor possa evoluir até os mais altos níveis salariais sem que tenha que deixar de lecionar.

Uma carreira justa permitirá realizar algo que há muito não se faz no Estado de São Paulo: planejamento. O processo educativo exige planejamento, estabilidade e continuidade. Não adianta o governofalar em qualidade de ensino se suas políticas vão em sentido oposto.
Com valorização dos professores, salários adequados e condições de trabalho, a escola pública estadual paulista poderá, finalmente, cumprir o papel que a sociedade dela espera.

O artigo é de Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e membro do Conselho Nacional de Educação.

* As informações são da Folha de S. Paulo.

O que você acha dos salários dos professores paulistas?
retirado do site:http://forum.educacao.blog.uol.com.br/arch2010-05-02_2010-05-08.html#2010_05-07_15_55_42-8953204-0

Procura-se um educomunicador

Dominar as tecnologias de informação e utilizá-las num sentido social, seja na comunidade ou na sala de aula, é a profissão do futuro, afirma o professor Ismar de Oliveira, da Usp

Filipe Jahn


Com a rápida evolução das novas tecnologias, a comunicação tem se tornado cada vez mais popular e o acesso à informação mais simples. Porém, isso não significa que os receptores já estejam dominando a novidade. Assim, a relação comunicação e educação é atualmente um dos principais focos de atenção dentro das instituições de ensino. É sob essa perspectiva que a educomunicação tem ganhado força.

Ismar de Oliveira Soares diz que é ao mesmo tempo jornalista, professor e educomunicador. Com pós-doutorado em comunicação e educação pela Marquette University Milaukee Wisconsin, é professor da Escola de Comunicações da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação da instituição, além de ocupar a vice-presidência do World Council for Media Education, com sede em Madri, Espanha.

Principal responsável pela criação do novíssimo curso de licenciatura em Educomunicação da USP, que estreia em 2011, muitos estudiosos apontam Ismar como o primeiro a usar o termo no Brasil. O professor explica que o conceito da área passou por mudanças, e aponta cuidados que as universidades devem ter para não utilizá-lo de "forma inadequada".

Bastante otimista ao falar do futuro da educomunicação, Ismar de Oliveira também afirma que a busca pelo profissional com formação nesse campo cresce cada vez mais no mercado e que as instituições de ensino particular têm um papel importante a desempenhar no processo, que vai além do preenchimento de vagas. Leia abaixo a entrevista concedida à revista Ensino Superior:

Ensino Superior - Como se define o conceito de educomunicação?
Em primeiro lugar, é importante entender que ao longo dos anos houve uma mudança no conceito. Até o início da década de 1990 a Unesco identificava a educomunicação como todo trabalho de educar para a mídia e formar um receptor crítico. Atualmente, ela significa apoderar-se dos recursos tecnológicos e praticar a comunicação a partir de uma igualdade de condições pelas quais comunidades se envolvem para construir espaços democráticos, participativos. Uma realidade na qual a comunicação é utilizada para exercer a cidadania com uma intenção educativa, mas também se preocupando com o mercado. Em outras palavras, a educomunicação desenvolve e implementa meios comunicativos em espaços educativos regidos por uma gestão democrática.

Ensino Superior - Ela é uma profissão do século 21? Qual o perfil do seu profissional?
Sem dúvida. Há 20 anos o educomunicador era considerado alguém que realizava uma ação voluntária, um bom comunicador interessado na comunidade. Porém, com a mudança de conceito e os trabalhos que foram sendo desenvolvidos na área, o profissional da educomunicação passou a ser reconhecido. É alguém que domina as tecnologias de informação, mas que empresta a elas todo um sentido social, participativo, com uma fundamentação humanista forte. Posso citar como exemplo a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, que tem normas publicadas para o desenvolvimento da educomunicação nas escolas públicas. São professores que se convertem em educomunicadores, ou seja, temos aí uma ação profissional.

Ensino Superior - Muitos entendem o educomunicador antes como um professor que utiliza as mídias para as práticas pedagógicas. O senhor concorda?
O educomunicador não é necessariamente um professor. É claro que um docente pode ser um educomunicador, mas tanto quanto um jornalista ou um publicitário podem ser também. Não basta apenas usar a mídia em sala de aula, isso não significa uma ação educomunicativa. Tal ação só existe quando um espaço comunicativo é criado e os alunos compartilham a produção do conhecimento. O professor educomunicador, no ambiente escolar, dá autonomia, permite que o aluno seja protagonista.

Ensino Superior - Como usar a comunicação, segundo a educomunicação, dentro de uma instituição de ensino superior?
Em qualquer instituição de ensino superior, quando se fala em comunicação, a assessoria de imprensa e os profissionais do marketing logo vêm à mente. Já uma equipe de educomunicação, no caso, auxilia a alta direção da organização a repensar suas relações com o próprio meio. É como uma assessoria especializada. Essa assessoria pode fazer uso dos instrumentos de relações públicas, publicidade e jornalismo, porém antes vai realizar um planejamento para mostrar como uma instituição pode ser orgânica. O mercado e o capital continuam sendo elementos importantes, mas que constituem, sobretudo, um espaço de diálogo e produção de cultura.

Ensino Superior - O educomunicador também é um gestor?
Ele é gestor por natureza. O conceito de gestão é inerente ao conceito de educomunicação. A educomunicação se divide em várias áreas de intervenção. O educomunicador planeja ações em um sistema para que a prática da educomunicação tenha sentido. Entre suas funções, esse profissional precisa sempre saber formar e orientar equipes, produzir avaliações, prever necessidades de tecnologia e sustentabilidade nos projetos em que está envolvido.

Ensino Superior - As instituições de ensino superior no Brasil já estão preparadas para atender esse novo mercado?
As universidades têm condições, mas hoje não estão preparadas. Sem dúvida há uma mobilização. Existem muitos cursos de especialização, surgiu também uma graduação de bacharelado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O maior risco é utilizar o conceito de educomunicação de uma forma inadequada. No momento, o sistema educacional e o ensino superior em geral ao pensar em educomunicação pensam em TICs e tecnologia educativa, o que não é correto. É preciso também ter o cuidado para que o tema não seja usado somente dentro de uma visão mercadológica, sem a responsabilidade social inerente a essa prática. Essa é uma das grandes preocupações do novo curso da USP. Formar pessoas para atender a demanda nas universidades, e em condições de criar bons cursos nas universidades que assim desejarem.

Ensino Superior - Como será esse curso de licenciatura em educomunicação da USP?
Será um curso noturno, de 2.800 horas, oferecido pela Escola de Comunicações e Artes. As disciplinas pedagógicas serão cursadas na Faculdade de Educação. A primeira turma inicia as aulas em 2011. As disciplinas serão divididas em três áreas de formação: básica, específica e pedagógica. Na primeira, vamos discutir as teorias da educação, comunicação e o futuro da profissão. No campo das específicas, as aulas vão discutir leituras de mídia, gestão dos processos de comunicação, uso das tecnologias nos espaços educativos e planejamento e avaliação de processos. Já as disciplinas pedagógicas serão cursadas na Faculdade de Educação, para aproximar os alunos da prática docente. Além disso, eles terão de realizar 400 horas de trabalho em organizações, para aperfeiçoar a profissão.

Ensino Superior - A abertura do curso serve para suprir uma demanda de professores no próprio curso da universidade? Qual o mercado para os professores que se especializam nessa área?
O mercado inicial está voltado para a educação formal, pois existe uma carência de professores de comunicação. Com a LDB, as escolas passaram a ter uma autonomia para criar disciplinas. No entanto, a norma solicita que as instituições reservem 25% da carga horária para a área de comunicação, que deveria ser dividida entre as disciplinas de línguas e de mídias. Só que as escolas não têm adotado a prática de professores voltados para mídia porque não existe esse profissional. O nosso primeiro objetivo então é atender à demanda do ensino médio para introduzir a comunicação como está na lei. Mas temos também um atendimento imediato ao terceiro setor. As organizações não governamentais estão cada vez mais ampliando o campo de formação em trabalhos voltados para criança e mídia. E há ainda espaço nos canais de televisão e rádios educativas, além dos canais segmentados, que serão exigidos com a digitalização da televisão.

Ensino Superior - O educomunicador pode atuar em empresas ou está restrito às instituições de ensino?
A educomunicação está engatinhando nas empresas, mas acredito que onde existem grupos humanos pode-se pensar nela. Uma empresa preocupada em dialogar com seu entorno pode patrocinar ações de organizações que apliquem a educomunicação. É o caso da Petrobras, da Vale. E é possível o educomunicador trabalhar também dentro da empresa. A educomunicação advoga maior liberdade de expressão e as empresas podem admitir que isso aconteça em algumas áreas. Na verdade, muitas já estão se abrindo neste novo campo que cada vez mais cresce, chamado responsabilidade social. É a partir daí que as organizações começam a olhar para os seus empregados e percebem que é preciso mudar as relações.

Ensino Superior - Existe uma demanda crescente para esse tipo de profissional?
Ela é visível em termos de solicitação. Aponto exemplos: atualmente, o Ministério do Meio Ambiente tem um grande problema para que a população tenha acesso a informações. Por isso, a pasta criou o Programa de Educomunicação Socioambiental, que promove a produção de programas e campanhas educativas socioambientais, e está contratando pessoas especializadas para geri-lo. Já no Ministério da Educação há uma discussão sobre a reforma do ensino médio, e uma das propostas é aumentar o ensino em um ano, para que se desenvolvam práticas educomunicativas. Ou seja, vamos precisar de especialistas para essa faixa. E o terceiro setor também está se desenvolvendo. Então, não há dúvidas de que estamos diante de um crescimento.

Ensino Superior - Qual pode ser o papel das instituições particulares no desenvolvimento desse novo campo?
Acredito que o Brasil necessita neste momento de um investimento na formação de educomunicadores. As grandes mantenedoras deveriam estar discutindo mais esse tema. Em 1999 foi realizado um encontro em São Paulo, chamado Mídia e Educação. Uma das conclusões foi a de que as universidades que tivessem bons cursos de pedagogia e comunicação deveriam começar a pensar na formação do educomunicador. E as mantenedoras estavam presentes. Penso que chegou o momento novamente de elas refletirem o que significa entrar nesse novo nicho. Assim como as instituições particulares podem servir para atender a uma demanda na formação de novos profissionais, elas podem definir, em conjunto com o ministério e com as universidades públicas que já estão pesquisando o assunto, parâmetros sobre como avançar nesse campo de forma adequada.
retirado do site:http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12578

Instituições de ensino superior devem aderir ao programa até 21 de maio

Portal do MEC
Instituições privadas de ensino superior interessadas em participar do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (ProUni) referente ao segundo semestre de 2010 têm prazo de 5 a 21 de maio para emitir o termo de adesão ao programa. A emissão do termo de adesão (e também do termo aditivo, no caso de instituições que já participam do ProUni) é feita exclusivamente por meio do sistema SisProUni, disponível no Portal do Ministério da Educação.

A adesão de novas instituições ao programa é precedida de consulta ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Por isso, antes de fazer a adesão, as instituições que ainda não participam do programa devem, até 10 de maio, efetuar registro específico no SisProUni. A portaria normativa nº 11, que define as normas de adesão ao ProUni para o processo seletivo do segundo semestre, foi publicada pelo Ministério de Educação nesta quarta-feira, 5, no Diário Oficial da União.

O ProUni é um programa do governo federal que concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições não gratuitas de ensino superior. O programa realiza dois processos seletivos por ano: um para os candidatos às bolsas com ingresso no primeiro semestre, e outro para as bolsas com ingresso no segundo semestre. Desde o início do programa, em 2005, mais de 690 mil estudantes já ingressaram no ensino superior com bolsa do ProUni.

Assessoria de Comunicação Social

Ministro destaca a expansão e a interiorização do ensino

Portal do MEC
Volta Redonda (RJ) — O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou nesta sexta-feira, 7, a interiorização da educação superior no país durante o governo Lula, além da expansão do ensino técnico e profissionalizante. Haddad esteve em Volta Redonda para a solenidade de inauguração da sede da Escola de Ciências Humanas e Sociais no campus do Aterrado da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O ministro, que também visitou os campi de Volta Redonda e Pinheiral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, salientou que o Ministério da Educação, além da expansão do ensino técnico e profissional, implantou 106 campi no interior do país e criou 13 universidades federais.

Ainda sobre o ensino superior, Haddad lembrou que o dispositivo constitucional indicador da necessidade da interiorização, como apontado na Carta de 1988, desapareceu em 1997, na mesma manobra parlamentar que proibiu a expansão dos cursos técnicos federais.

A proibição legal para a criação de escolas de educação profissional e tecnológica caiu, porém, em 2005. Com isso, o governo federal construiu 115 unidades de 214 previstas até o final de 2010. Dessas 115, 102 já funcionam e 13 devem ter as aulas iniciadas no segundo semestre. Outras 99 estão em obras e 26 funcionam em instalações provisórias. Assim, o país passará de 140 unidades criadas entre 1909 e 2002 para 354 até o fim do ano.

Com a conclusão de todas as novas escolas, a oferta de vagas chegará a 500 mil — antes da expansão, eram 160 mil. As unidades de ensino técnico-profissionalizante oferecem cursos de nível médio, de licenciatura e superiores de tecnologia.

Interiorização — A educação superior brasileira registra avanços nos últimos sete anos. Desde 2003, estão em funcionamento 106 novos campi universitários e outros 19 devem funcionar a partir deste ano. O número de cidades atendidas passou de 113 em 2003 para 219 no ano passado. Até o fim de 2010, serão 236 os municípios com pelo menos uma unidade federal de educação superior.

Assessoria de Comunicação Social

Noroeste gaúcho recebe nova escola de educação profissional

Portal do MEC
A região noroeste do Rio Grande do Sul recebe oficialmente nesta sexta-feira, 7, o campus Santa Rosa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha. A escola, sediada no município do mesmo nome, oferece, desde março, cinco cursos técnicos. Nos próximos semestres ofertará licenciaturas e cursos superiores de tecnologia. Participam do evento, às 16h, o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, o reitor do Instituto Federal Farroupilha, Carlos Alberto Pinto da Rosa, e o prefeito do município, Orlando Desconsi.

O Ministério da Educação investiu, na escola de Santa Rosa, R$ 4,9 milhões em infraestrutura, mobiliário e equipamentos. A unidade atende 245 estudantes em cursos técnicos de meio ambiente, agroindústria, venda, móveis e edificações, além de curso especial para apenados do presídio estadual da região.

O campus Santa Rosa integra o plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Desde 2005, já foram entregues aos gaúchos 12 escolas, com investimento superior a R$ 60 milhões. As unidades de Porto Alegre Restinga, Caxias do Sul, Osório, Bagé, São Borja e Venâncio Aires estão em obras. Com a expansão, o estado ganhou 3,5 mil vagas. Esse número, quando todas as unidades estiverem em pleno funcionamento, saltará para 22 mil.

Assessoria de Imprensa da Setec

União transfere R$ 788 milhões do Fundeb para nove estados

Portal do MEC
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu, nesta quinta-feira, 6, R$ 788,3 milhões referentes à parcela de maio da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em 2010, os estados beneficiados pelo Fundeb são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí, e seus municípios.

O repasse deste mês vem com um adiantamento, para atenuar os efeitos das deduções financeiras realizadas nos municípios que sofreram débitos nas suas contas do Fundeb, em decorrência do ajuste de 2009. A explicação é do coordenador-geral do fundo, Vander Borges. Além do adiantamento, a transferência – que normalmente ocorre no final de cada mês – foi antecipada para o início de maio.

O valor anual mínimo nacional por aluno diminuiu de R$ 1.415,97 para R$ 1.414,85, em 2010. Essa alteração consta da Portaria Interministerial 538-A, de 26 de abril de 2010, disponível no portal do FNDE. Em função disso e do adiantamento enviado nesta quinta-feira, os valores dos próximos meses foram redefinidos. Eles podem ser consultados na Portaria Interministerial nº 577, de 5 de maio de 2010, também disponível no portal.

A complementação federal ao Fundeb tem o objetivo de atenuar disparidades regionais no investimento em educação e é paga a estados e municípios que não conseguem atingir, com recursos da própria arrecadação, o valor mínimo nacional estipulado pelo Ministério da Educação.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

terça-feira, 4 de maio de 2010

MEC estuda ampliar financiamento estudantil para curso técnico

da Sucursal de Brasília
da Reportagem Local

O Fies (Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) poderá ser estendido a cursos técnicos de nível médio. A ideia está sendo estudada pelo Ministério da Educação. Atualmente, o programa só financia cursos de nível superior.

De acordo com o ministro Fernando Haddad (Educação), já foram registrados 4.000 pedidos de senha no sistema de inscrição, que foi aberto por volta do meio-dia desta segunda-feira.
Com o atual orçamento, poderão ser concedidos até 200 mil financiamentos. Haddad afirmou que não deverá haver dificuldade para aumentar os recursos para o programa caso a demanda supere esse número.

De acordo com a portaria publicada no "Diário Oficial", a partir de 2011, somente alunos que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) poderão pedir financiamento para o ensino superior. Quem quiser se candidatar ao Fies ainda este ano não precisa comprovar participação no Enem.

O candidato ao Fies a partir de 2011 só vale para quem ainda não começou o curso. Um aluno que, por exemplo, solicitar o financiamento quando estiver no segundo ano, não terá que se submeter ao Enem.

Ainda de acordo com o ministro, a vinculação do Fies ao exame foi feita porque a ideia é que o Enem substitua, a partir de 2011, a prova do Enade que é feita aos alunos que acabaram de ingressar no ensino superior.

Outra novidade no Fies é que o estudante poderá solicitar o financiamento em qualquer período do ano. As bolsas representam 50%, 75% ou 100% do valor da mensalidade. As inscrições serão feitas apenas para cursos com avaliação positiva no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) cujas instituições tenham aderido ao Fies.

Fies

O novo Fies terá juros de 3,4% ao ano, prazo de quitação de três vezes a duração do curso e a carência de 18 meses após a formatura para iniciar os pagamentos. Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do programa Saúde da Família, poderão abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.

A exigência do fiador ainda é obrigatória, mas o MEC estuda a criação de um fundo garantidor, a partir da contribuição de 10% das instituições do valor do financiamento. O desenho do fundo está em análise e deve estar à disposição dos estudantes no segundo semestre.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u729597.shtml

Pesquisa Melhores Práticas em Escolas de Ensino Médio mostra experiências de sucesso no Brasil

Lisiane Wandscheer
Da Agência Brasil
Em Brasília

Estudo feito em 35 escolas de ensino médio dos estados do Acre, do Ceará, de São Paulo e do Paraná mostra experiências de sucesso desenvolvidas nessas unidades. A pesquisa Melhores Práticas em Escolas de Ensino Médio no Brasil foi desenvolvida pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Para o economista do BID Carlos Herrán, as principais conclusões da pesquisa confirmam dados da literatura internacional sobre escolas eficazes. As escolas que conseguem o melhor resultado são as que combinam bom clima escolar, foco nos resultados e na aprendizagem e alta expectativa de sucesso do aluno.

“A pesquisa mostra que nas melhores práticas escolares existe um clima harmonioso no relacionamento entre professores, gestores e alunos, é priorizada a aprendizagem e todos acreditam que os alunos tem possibilidade de aprender”, afirma.

Segundo Herrán, a pesquisa até surpreende quando demostra que apesar da realidade da escola pública de ensino médio, os professores entrevistados acreditam que os alunos, em sua maioria, podem ter sucesso no vestibular.

“É surpreendente, quase 70% dos professores e gestores acreditam que mais de 80% dos alunos conseguirão entrar no ensino superior, um patamar muito elevado. São escolas que acreditam que podem fazer a diferença”, destaca.

No âmbito da gestão escolar, o estudo mostra que, apesar das diferenças regionais, os quatro estados estão alinhados no cumprimento do plano de metas, na preocupação com a capacitação de professores e gestores e com o currículo.

Como recomendações para a melhoria dos resultados, o estudo sugere que as avaliações sejam trazidas e debatidas com as equipes dentro da escola e que seja rompido o isolamento entre escolas e, dentro delas, o isolamento de cada professor.

Os estados foram escolhidos para mostrar a diversidade de quatro regiões brasileiras levando-se em consideração a liderança no nível de desenvolvimento do ensino médio, a capacidade de inovação do sistema de avaliação de suas práticas e na integração do ensino médio com o profissionalizante.

A publicação com o resumo executivo dos resultados da pesquisa, será divulgada amanhã (4), no Seminário Internacional de Políticas de Melhores Práticas no Ensino Médio, em Brasília. O livro com o trabalho completo será publicado até junho.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/03/pesquisa-melhores-praticas-em-escolas-de-ensino-medio-mostra-experiencias-de-sucesso-no-brasil.jhtm

Erros nas avaliações sempre vão ocorrer, diz ex-presidente do Inep

ANTÔNIO GOIS
da Sucursal do Rio

Nos quatro anos em que esteve à frente do Inep (instituto do MEC responsável por estudos e avaliações educacionais), o economista Reynaldo Fernandes ajudou a criar o Ideb (índice que avalia a qualidade do ensino cada escola do país), venceu resistências à divulgação das médias do Enem por escola e consolidou avaliações no ensino superior.

Sua passagem, no entanto, ficou marcada por um dos maiores traumas do governo Lula na educação: o furto da prova do Enem e as repetidas falhas nos processos de inscrição e seleção de vagas pelo exame.

Em sua primeira entrevista cinco meses após sair do cargo, Fernandes diz lamentar que, após o furto, as discussões a respeito da segurança da prova tenham deixado em segundo plano o debate sobre o que se espera dos alunos ao término do ensino médio.

Ele nega ter havido precipitação, mas admite que defendeu que o novo Enem fosse realizado já em 2009, por entender que seria um risco deixar para 2010 um projeto que começaria num governo e terminaria em outro.

Fernandes afirma que as avaliações hoje estão consolidadas e que é quase impossível haver manipulação de dados com fins políticos. Mas, em sua opinião, erros pontuais, como a divulgação de médias erradas de alguns municípios ou escolas, sempre vão ocorrer.

*

FOLHA - Olhando agora de uma perspectiva externa, onde o senhor acha que o governo errou na crise do Enem?

REYNALDO FERNANDES - Não há como garantir que um concurso seja 100% seguro, mas é possível reduzir os riscos. É preciso repensar o processo logístico do Enem, e é isto que o Inep está fazendo agora. Eu passei o ano passado quase inteiro discutindo as mudanças no exame. A única questão que não mudou foi o processo de escolha, por licitação, de uma empresa para aplicar as provas. E foi justamente aí onde houve problema [um consórcio sem experiência em exames de grande porte foi o vencedor]. Mas também não sei dizer o que teria acontecido caso o vencedor fosse outro. O fato é que o mercado mudou, e novas empresas passaram a ganhar as licitações do MEC.

FOLHA - Houve uma etapa da licitação, no entanto, em que o Inep considerou apto para realizar o exame este consórcio vencedor (Connasel). Não foi um erro?

FERNANDES - Cheguei, inicialmente, a sugerir internamente que não deveríamos fazer licitação, mas fui logo desaconselhado pela área jurídica. Eu sou apenas um especialista em educação. Há funcionários públicos cuja função é realizarem esses processos. A comissão de licitação é soberana e não cabia a mim questionar. Eu não podia, e nem acho que seria prudente, interferir nessa concorrência para retirar um ou outro consórcio da disputa.

FOLHA - Por que vocês não deixaram para fazer as mudanças apenas neste ano, o que evitaria a correria do ano passado?

FERNANDES - Nós fizemos reuniões com a área técnica e chegamos a conclusão de que era possível fazer já em 2009. Eu, particularmente, sempre defendi que ou fazíamos no ano passado ou era melhor não fazer e deixar o projeto como proposta para o próximo governo. Se eu faço em 2010, metade do processo ia ser conduzido por este governo e a outra metade por um novo governo.

FOLHA - Apesar dos problemas, o novo Enem está consolidado?

FERNANDES - A ideia da mudança do exame foi muito forte, e tenho esperança de que a gente consiga retomar a discussão mais importante, ou seja, qual conteúdo devemos esperar que os alunos aprendam. Antes do furto da prova, caminhávamos para a ampliação de um banco de itens [perguntas com mesmo grau de dificuldade] que nos permitisse regionalizar o Enem. Com isso, não precisaríamos fazer uma única prova no mesmo dia para o Brasil inteiro. Como as provas teriam o mesmo grau de dificuldade, poderíamos aplicar em diferentes datas e, caso houvesse um problema em um Estado, apenas ali cancelaríamos o exame. Mas, para fazer isso, é preciso acumular um bom número de questões, o que leva tempo.

FOLHA - Além da crise do Enem, houve outros momentos críticos, como a descoberta de erros nas notas dos municípios no Ideb e na Prova Brasil. Foi o que aconteceu, por exemplo, com São Paulo na divulgação do Ideb de 2007.

FERNANDES - Alguns desses erros vão se repetir sempre. Isso é normal. Não há como, num volume de avaliação desses, com seis milhões de alunos em quase todas as escolas, não acontecerem erros. Além de questões que envolvem a aplicação da prova, o Ideb é composto também da taxa de aprovação, informada pelos secretários, que às vezes passam um dado errado. Mas são erros pontuais e, quando apareciam resultados estranhos, eu sempre pedia para recalcular. Em alguns casos, se eu não tivesse feito esse pedido, ninguém nunca saberia que houve erro. Mas achei por bem sempre corrigir quando houvesse uma suspeita.

FOLHA - O Inep está blindado contra interferência política na manipulação dos dados?

FERNANDES - Acho que ainda temos que avançar mais na consolidação de carreiras e contratação de técnicos. Quem vai garantir a qualidade da informação são os funcionários do instituto. Mas acho extremamente difícil alguém conseguir manipular um dado. Para isso, eu teria que combinar um complô com conhecimento de muita gente. É muito pouco provável.

FOLHA - Mas a data de divulgação de uma pesquisa, por exemplo, hoje pode ser facilmente alterada para influenciar no calendário eleitoral, por exemplo.

FERNANDES - O ideal é realmente termos um calendário com as datas de divulgação das pesquisas acertadas com bastante antecedência, o que já acontece hoje, por exemplo, com o Pisa (exame que compara a qualidade da educação em vários países). Mas acho que estamos caminhando para isso.

FOLHA - É comum encontrar diretores que não sabem dizer a média de sua escola no Ideb. Como fazer para que esses resultados sejam realmente utilizados para melhorar a qualidade da educação?

FERNANDES - Eu tinha uma expectativa de que haveria uma mobilização maior da sociedade já em 2007 [primeiro ano de divulgação do Ideb]. Em 2009, no entanto, acho que houve grande mobilização, e espero que os resultados melhorem. Obviamente, este não será o único fator, mas quando há mais movimentação de todos em busca de melhores resultados, isso tende a influenciar nas notas. Não acho que as avaliações sejam soluções para tudo, mas elas estão ajudando a melhorar a qualidade da educação.

FOLHA - Rankings baseados nas médias das escolas não passam uma informação muito limitada para a sociedade?

FERNANDES - Este problema existe. A escola é muito mais complexa do que qualquer indicador. As avaliações dão uma informação importante, mas não completa. Além disso, a interpretação dos resultados é livre. Se há um problema de interpretação, o caminho é debater sobre como entendê-los melhor, em vez de simplesmente deixar de divulgar dados sobre cada escola. Quando sai a divulgação do Produto Interno Bruto, o indicador não nos diz se isso aconteceu por políticas do governo ou pelo comportamento do mercado externo. É uma questão de interpretação.

O que a avaliação de escola mostra é apenas um indicador de aprendizado dos alunos. Isso tem a ver com ele, com sua família, com o ambiente e, também, com a escola. Mas acho que, aos poucos, vamos aprendendo a fazer uso dessas estatísticas. Eu me lembro bem que as pesquisas eleitorais causavam muita polêmica no início. Hoje, se você puxar conversa com um taxista, ele provavelmente terá noção do que significa uma margem de erro.

Acredito que as pessoas mais relevantes de cada escola sabem melhor do que eu ou do que qualquer outro especialista com quem devem comparar seus resultados. O diretor sabe qual escola tem perfil semelhante. Os professores e pais também costumam saber com quem devem comparar os resultados. Com o tempo, estamos aprendendo.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u729604.shtml

Alunos da USP promovem "beijaço" contra texto homofóbico

JULIANNA GRANJEIA
colaboração para a Folha

Um artigo publicado em um blog e divulgado pelo Twitter convida "todas as pessoas livres" para um "beijaço" em protesto ao texto publicado no informativo "O Parasita" --atribuído aos alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo)-- em frente ao prédio do curso, no Butantã (zona oeste de SP), no dia 20 de maio.
A edição do mês passado do periódico dizia "jogue merda em um viado que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010". O artigo "Beijos para despertar a farmácia uspiana" diz que "é intolerável que tal comportamento declaradamente homofóbico e mais ainda -, violento e ameaçador, seja tolerado e encontre eco".

Nesta terça-feira, o grupo Prisma do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP promove um "pré-beijaço" no gramado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, a partir das 18h. O DCE publicou, em seu site uma moção de repúdio contra as declarações homofóbicas do informativo.

Sobre o "pré-beijaço", um outro blog diz que o objetivo da manifestação é "chamar atenção e combater a homofobia que diversos alunos de Farmácia vem sofrendo, tanto nas publicações quanto nas festas".

O aluno Augusto Patrini, mestrando em História Social na USP, afirma que ficou surpreso com o caso e, com ajuda de amigos que não são estudantes, está organizando o protesto do dia 20. "O prédio de farmácia é ao lado do da Faculdade de Ciência Humanas, onde eu estudo. E no meu prédio não temos problemas com isso. Achei que dentro da USP não acontecia esse tipo de coisa", disse Patrini.

Investigação

O Ministério Público informou que na última quinta-feira (29) que vai investigar a denúncia de homofobia da publicação "O Parasita", distribuída a estudantes da USP (Universidade de São Paulo) por e-mail.

Uma representação da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo foi entregue ao procurador-geral Fernando Grella Vieira solicitando que um promotor acompanhe o caso.

De acordo com o órgão, o caso foi encaminhado ao Centro de Apoio Cível, mas se o promotor entender que houve crime, também haverá investigação na esfera criminal, além da cível.

A Polícia Civil deve pedir a quebra do sigilo do e-mail utilizado para distribuir a estudantes da USP o informativo. A investigação policial é uma das quatro que foram iniciadas para tentar identificar os responsáveis pela publicação.

Caso

O jornal publicou um texto que incitava violência contra homossexuais. A publicação "O Parasita", que só circula por e-mail e que tem periodicidade incerta, trouxe na última edição uma nota, supostamente escrita por um estudante de farmácia, com o texto: "jogue merda em um viado" para ganhar "um convite de luxo para a Festa Brega 2010 (promovida por estudantes)".

A direção da Faculdade de Farmácia abriu uma sindicância para apurar o caso e responsabilizar os autores do texto. A Polícia Civil também investiga a responsabilidade da publicação.

De acordo com o "O Parasita", a faculdade "vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis". Após citar episódios de beijos e troca de carícias entre alunos homossexuais, os autores afirmam que "se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA [Escola de Comunicação e Artes, da USP]".

Em 2008, um casal homossexual foi agredido após se beijar em cima do palco de uma festa do curso de veterinária.

O Diretório Central dos Estudantes da USP pediu em nota uma lei federal específica contra a homofobia. O DCE diz lamentar "que estudantes, com o argumento da 'brincadeira', possam incitar violência psicológica e física entre seus pares".

Repúdio

A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, organizadora da "Festa Brega 2010", divulgou nota no dia 23 de abril repudiando "toda e qualquer forma de discriminação", em resposta ao texto de um informativo atribuído aos alunos da faculdade.

Na nota assinada pelo presidente Fernando Diniz, a entidade responsável pelas atividades esportivas da faculdade afirmou "que não está, de maneira alguma, vinculada à publicação independente intitulada 'O Parasita' cujo conteúdo envergonha a todos os nossos representantes e associados".

Dizendo-se "vítima de uso indevido de imagem", a Atlética ressalta que a festa possui "histórico exemplar, sem qualquer repercussão negativa desde sua primeira edição, realizada em 1988, e em momento algum premiará pessoa alguma por condutas criminosas".

Também na sexta, o Centro Acadêmico de Farmácia e Bioquímica da USP, que representa os alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, publicou nota em seu site condenando o mesmo texto.

"Não apoiamos atitudes homofóbicas, machistas, racistas ou que expressem qualquer outro tipo de preconceito, uma vez que vivemos em uma sociedade livre e diversificada. Não possuímos nenhum vínculo com quaisquer publicações contrárias ao posicionamento do centro acadêmico. Somos contrários a iniciativas discriminatórias, uma vez que incentivamos a conscientização social de nossos alunos", afirma a nota.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u729485.shtml

Estudantes já podem se inscrever no Fies 2010

Da Redação
Em São Paulo

Atualizada às 19h41

Os estudantes de instituições particulares já podem se inscrever para o Fies (Financiamento Estudantil), pelo site http://sisfiesportal.mec.gov.br. As regras para concorrer financiamento foram divulgadas nesta segunda-feira (3), no Diário Oficial da União. Consulte a lista de faculdades participantes aqui.

Os alunos poderão solicitar o benefício em qualquer época do ano: Para se inscrever, é preciso estar matriculado em curso superior não gratuito e com avaliação positiva (com conceito maior ou igual a 3) no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que tenha efetuado a adesão ao financiamento.

Os financiamentos poderão ser de 50%, 75% e 100% do valor da mensalidade. O Fies não concederá financiamento a cursos a distância.
Como funciona

Após a inscrição, os candidatos terão até cinco dias para validar suas informações na CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento). É preciso também comparecer a um agente financeiro do Fies em até 15 dias após a realização da inscrição, com a documentação exigida no edital do programa e apresentar garantia ao financiamento pelas modalidades de fiança convencional ou solidária.

Os candidatos que têm 60% ou mais da renda familiar mensal bruta per capita comprometida com a mensalidade podem pedir financiamento de 100%. Estudantes com comprometimento de renda igual ou superior a 40% e inferior a 60% podem pedir financiamento de 75%. Já alunos com comprometimento de renda igual ou superior a 20% e inferior a 40% podem financiar 50% da mensalidade.

Estudantes matriculados em curso de licenciatura ou com bolsa parcial do Prouni (Programa Universidade para Todos) poderão financiar até 100% do valor a ser pago.

A partir do primeiro semestre de 2011, será exigida a participação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para pedir o financiamento. Veja outras informações na Portaria normativa nº10.
Novidades

A partir de 2010, o Fies passará a ser operado por mais de uma instituição financeira, além da Caixa Econômica Federal. O juros cobrado será de 3,4% ao ano, o prazo de quitação será de três vezes a duração do curso e a carência, por sua vez, será de 18 meses após a formatura. As parcelas a serem pagas serão fixas.

Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do programa Saúde da Família, poderão abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.

O MEC (Ministério da Educação) estuda também a criação de um fundo garantidor, a partir da contribuição de 10% das instituições do valor do financiamento. Segundo informações divulgadas em abril, o desenho do fundo está em análise e deve estar à disposição dos estudantes no segundo semestre.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/03/estudantes-ja-podem-se-inscrever-no-fies-2010.jhtm

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sistema educacional é prioridade do governo australiano

da redação
em são paulo
Clima tropical, praias bonitas, surfe, população hospitaleira e um câmbio melhor do que o dólar americano são as principais motivações dos estudantes que escolhem a Austrália como destino de estudo. Segundo estatísticas da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), o país é hoje o segundo preferido dos brasileiros que vão ao exterior para estudar inglês, ficando atrás apenas do Canadá.

Entre 2004 e 2006, a Austrália registrou um crescimento de cerca de 150% no recebimento de alunos do Brasil. Em 2007, 12,5 mil estudantes brasileiros estiveram no país. Para 2008, é esperado que esse número aumente em 20%.

A principal demanda é a de cursos de inglês, mas a Austrália também oferece opções para quem pretende fazer o ensino médio (high school), graduação, pós-graduação e cursos técnicos com qualidade reconhecida internacionalmente.

O sistema educacional é uma das prioridades do governo australiano, que também estimula pesquisas nas áreas médica, biológica, oceanográfica, física e tecnológica.

Os cursos técnicos vêm ganhando destaque: praticamente um terço dos brasileiros que vão ao país se encaminha para esse tipo de formação. Segundo a gerente da Australian Education Internacional no Brasil, Priscila Donato Trevisan, os mais procurados são os da área de administração, ciência da computação, turismo, hotelaria e ciências físicas. Quando o assunto é graduação e pós-graduação, as áreas de administração, artes, meio ambiente e saúde disparam na preferência dos estrangeiros.

Os estudantes podem, ainda, aproveitar as horas de folga para praticar atividades radicais, entre elas "rafting", surfe, "canyoning", mergulho, vôo livre, "bungee jumping", paraquedismo e "mountain bike".

Nada de jeitinho brasileiro
Mais do que a natureza preservada, a Austrália encanta por sua cultura hospitaleira. Seus habitantes costumam receber bem turistas e estudantes, que chegam de todas as partes do mundo.

Em Sydney -cidade mais importante do país-, a população é cosmopolita, formada especialmente por europeus e asiáticos. A mistura de culturas pode ser atribuída ao incentivo que o governo australiano oferece aos estudantes estrangeiros, o que não quer dizer que não haja controle sobre eles.

Em toda a Austrália, há muitas regras a serem cumpridas. Há leis que vão desde a obrigatoriedade no uso do capacete para os ciclistas até o pagamento de multas por estudantes internacionais (imigrantes) flagrados com cartões de trem ou de ônibus mais baratos -legalmente, apenas australianos ou residentes têm esse benefício.

Estudantes com passaporte brasileiro devem apresentar comprovantes de renda com o equivalente a AU$ 1000 (mil dólares canadenses), para cada mês de estadia no país. Também devem ter outros documentos que comprovem vínculos com o Brasil, como carteira de trabalho assinada ou matrícula trancada em curso superior.

O objetivo do governo é saber se o estrangeiro tem intenção de permanecer em território australiano. Quanto mais documentos o visitante mostrar, provando o contrário, mais fácil será a obtenção ou renovação de seu visto.

A fiscalização em relação à freqüência na escola costuma ser inflexível. A imigração intima estudantes estrangeiros que não comparecem a 80% das aulas. No caso de reincidência, a imigração pode cancelar o visto do aluno e expulsá-lo do país.

O mesmo rigor é verificado no campo do trabalho. A Austrália é um dos poucos países que dão permissão de trabalho de 20 horas semanais para estudantes internacionais. Só que lá não tem "jeitinho brasileiro". Permissão de 20 horas não quer dizer de 30 ou de 40 horas. As leis são levadas a sério. O estudante que exceder este período e for flagrado por um agente de imigração terá seu visto cancelado e será deportado do país, sem direito de retornar pelo período de dois anos.

Estilo australiano de ser e viver
Apesar de seguir um grande número de leis e regras, o povo australiano nada tem de tenso ou cerimonioso. Possui bom humor e costuma andar pelas ruas vestido de forma descontraída -com bermudas, camisetas e chinelos ou até mesmo descalço.

A qualidade de vida na Austrália também se deve ao bom funcionamento dos serviços públicos, desde transportes e hospitais a áreas de lazer gratuitas. A Austrália foi colonizada pelos ingleses em 1.770 e já faz parte da lista dos países mais ricos do mundo.

Atualmente, o país apresenta uma das sociedades mais organizadas e um dos melhores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo - é o 3º na lista da ONU (Oraganização das Nações Unidas) de 2007. A Austrália tem uma sociedade mais igualitária que a brasileira. Ou seja, há menor diferença entre as classes sociais australianas que entre as brasileiras.

A terra dos cangurus apresenta uma beleza natural e preservada que encanta os estrangeiros. Suas mais de 10 mil praias são o sonho de consumo de qualquer surfista. A diversidade de climas encontrada no território australiano vai desde o calor do "Outback" (nome dado ao deserto no país por estar fora da costa), no centro do país, até as geleiras das "Snowy Mountains" (montanhas de neve), a pouco mais de uma hora de Camberra, capital do país.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/intercambio/australia.jhtm

Unicamp abrirá inscrições para a oficina sobre a redação do vestibular no dia 10 de maio

Da Redação
Em São Paulo
A Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) abrirá inscrições para a oficina "A Redação no Vestibular Unicamp", a partir de 10 de maio, às 9h. Poderão se inscrever professores do ensino médio das redes particular e pública de ensino, bem como alunos de graduação e de pós-graduação.

As inscrições serão realizadas pela internet, até as 17h do dia 21 de maio. O número de vagas disponíveis será divulgado em breve, pela Comvest.

A oficina será oferecida em dois sábados, das 9h às 13h, no campus da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em Campinas. O participante deverá escolher a data da realização da oficina: 19 ou 26 de junho. A taxa de inscrição é de R$ 40.

Na oficina, será apresentada a nova prova de redação da Unicamp e seus critérios de correção. Segundo a instituição, essa será uma oportunidade para o professor conhecer e entender a prova e poder preparar melhor seus alunos.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3521-1783 ou através do e-mail: oficina@comvest.unicamp.br.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2010/05/03/ult798u26056.jhtm

Popularização das ferramentas digitais impulsiona crescimento de cursos multimídia

da Reportagem Local

IPod no bolso, smartphone na mão, laptop na mochila e Ipad na cabeça. Assim caminha hoje grande parte da humanidade. Com o objetivo de suprir esse público de conteúdo, o curso de produção multimídia está em alta entre as graduações superiores de tecnologia --mais curtas e voltadas para o mercado de trabalho que os bacharelados.
Segundo cadastro do Ministério da Educação, 30 instituições de ensino superior oferecem o curso. Outras 26 aguardam autorização para lançá-lo.

Uma faculdade que recebeu recentemente autorização para ter a graduação foi o Istituto Europeo di Design. Até o início de 2009, seus cursos eram considerados livres. Em outubro, foram reconhecidos pelo MEC como de graduação. Assim, design digital passou a se chamar produção multimídia para se enquadrar no catálogo nacional de cursos tecnológicos.

Quem se matriculou até 2009, como Vinícius Fragoso, 21, não terá direito ao diploma quando se formar. Mas ele não liga. "Optei pelo IED pela qualidade. Nessa área não tem muita gente formada." Hoje trabalhando como freelancer em sites, quer um emprego fixo. "É um curso muito amplo. Pode formar animadores, webdesigners, programadores, profissionais de música ou artistas que trabalham com 3D."

Paula Perissinoto, coordenadora do curso no IED, diz que, no início do curso, o que desperta o maior interesse dos estudantes é a área de animação. "Eles entram querendo fazer filme, animação."

Criador e produtor da animação "Peixonauta", que faz sucesso na TV, Kiko Mistrorigo vê a profissionalização como algo positivo. "Vão surgir cada vez mais cursos, o que significa que o Brasil está levando a área a sério", afirma.

Simone Alcantara Freitas, coordenadora do curso no Senac, afirma que o mercado está em expansão. "Setores que esboçavam tímida aproximação com as mídias interativas, como o Poder Judiciário e o sistema de educação pública, beneficiados com investimentos federais em telecomunicações, certamente abrigarão profissionais egressos de cursos como os nossos."
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728391.shtml

Mãe de aluno ajuda filho a bater na professora; leia relatos sobre violência escolar

Cristiane Ribeiro
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Depois de uma briga no pátio da escola, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, a diretora chama as mães dos alunos envolvidos para conversar e um deles parte para cima dela com socos. Quebra as janelas da escola e a mãe ajuda, gritando palavrões e depois arrancando a fiação do telefone da secretaria da escola para impedir que a polícia fosse chamada. Na delegacia, a diretora contou apenas que foi xingada.

Outra escola, no bairro do Rocha, também na zona norte, foi apedrejada por alunos insatisfeitos com as normas disciplinares e estudantes ficaram sem aulas por alguns dias em um protesto dos professores contra a falta de segurança para trabalhar.

Esses dois casos tornaram-se públicos há pouco mais de um mês, mas somam-se a outros que não são divulgados na imprensa ou que ficam apenas nos registros das escolas diante das ameaças feitas pelos estudantes protagonistas da violência.

Leia alguns relatos sobre casos de violência em escolas:

“Fui firme numa atitude disciplinadora, contrariando os atos de um aluno e, após o término das aulas, encontrei meu carro pichado, com inscrições que faziam alusão a uma facção criminosa e com a frase “vai morrer”, além de palavras obscenas. O caso foi discutido com a direção da escola que tomou as providências internas junto com a Guarda Municipal”, relatou o professor de uma escola em Campo Grande, na zona oeste, membro do Conselho Escola Comunidade. Ele disse que mesmo assim está inseguro para trabalhar, pois o aluno continua frequentando as aulas. O conselho ajuda a direção da escola a tomar decisões.

Também em Campo Grande, uma diretora foi mais longe. Chamou os pais do aluno rebelde, de 18 anos, e o encaminhou à delegacia do bairro para registrar a ocorrência de desacato. Para não ser transferido da escola, o aluno teve que se retratar com os colegas, o professor e a própria diretora.

Em Ramos, na zona norte, a professora de um Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) acabou pedindo transferência para outra unidade depois de ouvir palavrões de um aluno que ela colocou para fora de sala por indisciplina. “Antes da transferência passei muito mal, com crises nervosas. Fiquei tão descontrolada que brigava com meus filhos e com meu marido por nada. A direção da escola disse que encaminhou o caso para a Coordenadoria Regional de Educação [CRE], mas nunca fui chamada para prestar esclarecimentos e o aluno continua na escola, como se nada tivesse acontecido.”

O estudante Willian de Andrade, de 18 anos, ex-aluno da rede, contou ter presenciado vários casos em que seus colegas desacatavam professores e até chamavam para brigar fora da escola. Segundo ele, em nenhum desses casos seus colegas tinham envolvimento com o tráfico de drogas. “Vi muita coisa, mas sempre fiquei calado, com medo de apanhar dos colegas. Já os professores os encaminhavam para a secretaria, mas depois eles voltavam a agir da mesma forma.”

Para a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe), Edna Félix, esses relatos comprovam a veracidade de um dossiê feito pela entidade em 2007 e que vem sendo atualizado a cada ano. O documento, segundo ela, já foi encaminhado ao Ministério Público pedindo providências.

“Os casos divulgados na mídia são novos, mas outros tantos não vieram a público. Já procuramos o Ministério Público, a Câmara de Vereadores e a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] para tentar ajuda na cobrança do governo quanto às medidas que garantam a segurança das pessoas”, disse a professora, destacando que essas entidades responderam às solicitações e informaram que estão estudando formas de interpelar a Secretaria Municipal de Educação.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/03/mae-de-aluno-ajuda-filho-a-bater-na-professora-leia-relatos-sobre-violencia-escolar.jhtm

Fies divulga regras para 2010; estudante poderá pedir financiamento em qualquer época do ano

Da Redação
Em São Paulo

As regras para concorrer ao Fies (Financiamento Estudantil) foram divulgadas nesta segunda-feira (3), no Diário Oficial da União. Os estudantes poderão solicitar o benefício em qualquer época do ano, somente pela internet. Para se inscrever, é preciso estar matriculado em curso superior não gratuito e com avaliação positiva no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que tenha efetuado a adesão ao financiamento.

Os financiamentos poderão ser de 50%, 75% e 100% do valor da mensalidade. O sistema ainda não está disponível aos estudantes. O Fies não concederá financiamento a cursos a distância.
Como funciona

Após a inscrição, os candidatos terão até cinco dias para validar suas informações na CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento). É preciso também comparecer a um agente financeiro do Fies em até 15 dias após a realização da inscrição, com a documentação exigida no edital do programa e apresentar garantia ao financiamento pelas modalidades de fiança convencional ou solidária.

Os candidatos que têm 60% ou mais da renda familiar mensal bruta per capita comprometida com a mensalidade podem pedir financiamento de 100%. Estudantes com comprometimento de renda igual ou superior a 40% e inferior a 60% podem pedir financiamento de 75%. Já alunos com comprometimento de renda igual ou superior a 20% e inferior a 40% podem financiar 50% da mensalidade.

Estudantes matriculados em curso de licenciatura ou com bolsa parcial do Prouni (Programa Universidade para Todos) poderão financiar até 100% do valor a ser pago.

A partir do primeiro semestre de 2011, será exigida a participação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para pedir o financiamento. Veja outras informações na Portaria normativa nº10.
Novidades

A partir de 2010, o Fies passará a ser operado por mais de uma instituição financeira, além da Caixa Econômica Federal. O juros cobrado será de 3,4% ao ano, o prazo de quitação será de três vezes a duração do curso e a carência, por sua vez, será de 18 meses após a formatura. Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do programa Saúde da Família, poderão abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.

O MEC (Ministério da Educação) estuda também a criação de um fundo garantidor, a partir da contribuição de 10% das instituições do valor do financiamento. Segundo informações divulgadas em abril, o desenho do fundo está em análise e deve estar à disposição dos estudantes no segundo semestre.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/03/fies-divulga-regras-para-2010-estudante-podera-pedir-financiamento-em-qualquer-epoca-do-ano.jhtm

Enade tem nova data e será realizado em 21 de novembro

Portal do MEC
Segunda-feira, 03 de maio de 2010 - 11:53
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2010 será realizado em 21 de novembro. A relação dos participantes selecionados será divulgada até 20 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O exame, previsto inicialmente para 7 de novembro, será aplicado às 13h (de Brasília) do dia 21 aos estudantes matriculados no primeiro e no último anos dos cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia e dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.

Devem fazer as provas do Enade os estudantes ingressantes que até 2 de agosto tiverem completado entre 7% e 22% da carga horária mínima do currículo do curso. Além deles, os concluintes que tiverem alcançado pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo do curso ou que tenham condições acadêmicas de conclusão neste ano letivo.

Para os cursos superiores de tecnologia com carga horária mínima de até duas mil horas, serão considerados ingressantes os estudantes que até 2 de agosto tiverem concluído entre 7% e 25% dessa carga; concluintes, aqueles que até a mesma data tiverem completado pelo menos 75% ou tenham condições acadêmicas de conclusão este ano.

Estão dispensados os estudantes que colarem grau até 31 de agosto e, na data de realização do Enade, os que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil em instituição conveniada com a de origem.

A alteração da data foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 3.

Assessoria de Imprensa do Inep

Especialistas discutem modelo de ensino médio para o Brasil

Portal do MEC
Que tipo de ensino médio o Brasil precisa? Para responder a essa pergunta, cerca de 130 especialistas em educação de vários países estão reunidos em Brasília, nesta segunda-feira, 3, no Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio. O encontro vai até terça-feira, 4.

“É importante lembrar que estamos falando da juventude e sua complexidade, da diferença entre gerações, que causa, muitas vezes, confrontos e conflitos nas escolas”, disse a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, na abertura do encontro. Hoje, no Brasil, há 4,8 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que cursam o ensino médio.

Pilar citou diversos avanços já alcançados em relação a essa etapa de ensino nos últimos anos, como a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o fim da desvinculação de recursos da união (DRU) para a educação — devolve R$ 11 bilhões anuais ao orçamento do Ministério da Educação e permite a obrigatoriedade da matrícula dos quatro aos 17 anos. Além disso, a secretária lembrou da ampliação dos programas de transporte escolar, livro didático e biblioteca, estendidos ao ensino médio.

O representante da área de políticas para a educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Carlos Herrán, considera a troca de experiências entre os países benéfica para a formulação de políticas públicas. O economista apresentará, durante o seminário, os resultados de uma pesquisa feita pelo banco, a pedido do Ministério da Educação, sobre as melhores práticas no ensino médio em quatro estados brasileiros — Ceará, São Paulo, Acre e Paraná.

Marcelo Perez, também do BID, elogiou a atuação do Brasil na área da avaliação e do financiamento educacionais. “Todas as ações a favor da educação tornam os brasileiros mais livres e capazes de participar ativamente dos processos sociais, culturais e econômicos de seu país”, disse.

Para Ian Whitman, representante da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é necessário que a escola ajude os jovens a expandir horizontes. “O mundo está mudando; o século 21 requer novas habilidades. Se quisermos ter trabalhadores qualificados, em qualquer área, precisamos dar boa formação a eles, desde a base”, enfatizou.

Participam do seminário secretários de educação de 23 estados e do Distrito Federal, além de representantes dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai.

Assessoria de Comunicação Social

domingo, 2 de maio de 2010

Funcionários da USP decidem entrar em greve a partir de 5 de maio

Funcionários do campus Butantã da USP (Universidade de São Paulo) decidiram na tarde desta quinta-feira que entrarão em greve a partir de 5 de maio. A paralisação deve afetar serviços como o ônibus circular, o restaurante universitário, laboratórios, museus, bibliotecas e setores administrativos.

Os servidores reivindicam uma reunião de negociação com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) para discutir um aumento salarial de 16% mais R$ 200. Eles também querem o repasse de 6% dado pela reitoria aos professores em fevereiro deste ano.

A decisão pela greve foi tomada por unanimidade em uma assembleia no prédio das faculdades de Geografia e História, que reuniu cerca de 1.200 funcionários e terminou pouco antes das 14h, de acordo com Aníbal Cavali, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

"Há dois meses tentamos estabelecer as negociações. Queremos o aumento que já foi dado aos professores porque tivemos a mesma perda salarial que eles. É preciso fazer a discussão salarial de forma isonômica", diz Cavali.

No ano passado, uma greve iniciada por funcionários da USP também em 5 de maio ganhou a adesão de professores e estudantes um mês depois, após a Polícia Militar ter sido chamada pela então reitora Suely Vilela para impedir piquetes dos servidores em prédios como a reitoria. A greve durou 57 dias e foi marcada por um conflito entre a Força Tática, de um lado, e estudantes e funcionários, do outro, que deixou ao menos dez feridos. A paralisação terminou em 22 de junho sem que as principais reivindicações da categoria fossem atendidas.

(Folha Online)
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/kespohedro.mmp

''Por que aceitamos que professores de geografia ensinem química?''

Sarah Fernandes
A mesma preocupação da sociedade em garantir que profissionais da saúde exerçam apenas sua área de especialização deve ser aplicada para a educação, para impedir que professores lecionem disciplinas diferentes das que estudaram no ensino superior. A recomendação foi feita pelo movimento Todos pela Educação em debate sobre financiamento para o ensino, realizado nessa quarta-feira (28/04), em São Paulo (SP).

“Se você vai fazer uma cirurgia e te avisam: ‘o cirurgião faltou, mas temos um ótimo dermatologista disponível’, você não vai aceitar fazer a operação. Por que nas escolas aceitamos que professores de geografia ensinem química?”, questionou o presidente executivo do movimento Todos pela Educação, Mozart Neves. “A formação dos professores é o fator que mais interfere na qualidade do ensino”.

No Brasil, apenas 25% dos professores de Física da educação pública possuem graduação na área, segundo o Censo Escolar de 2007. Em Química e Educação Artística 38% dos professores têm diploma superior na área. Em Biologia são 56%, em Matemática 58%, em Geografia 61%, em Português 62% e em História 65%.

“Reverter esse problema exige uma consciência que vai além do governo. A sociedade precisa se envolver na valorização da escola”, recomendou. “Esses números precisam chegar até a universidade e ela tem que se engajar para reduzi-los”, completou.

Para Mozart, investir em educação é fundamental para tornar a carreira mais atrativa. “Nos países que mais investem em educação, 20% dos alunos mais bem preparados no ensino médio querem ser professor. Esses países oferecem boas condições de trabalho, plano de carreira e salários justos”, comentou. “No Brasil só 2% dos estudantes querem ser professores. Procura a área quem não tem outra opção”.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/tribrileuu.mmp

Cinema revitaliza interesse pela mitologia grega e seus heróis

Histórias de Titãs, Deuses e Semideuses
Com a volta aos cinemas do clássico filme da década de 1980, "Fúria de Titãs", retorna o interesse pela riqueza das histórias da antiga civilização helênica, o que prova que o interesse por aquele povo continua mais vivo do que nunca.
A história dos gregos sempre rendeu bons trabalhos na área acadêmica e tem um lugar garantido nos corações do público frequentador de cinema. Que o diga produções do feitio de "300", que retratou o confronto entre espartanos e persas, ou Troia, que tencionava mostrar a famosa guerra com os estrangeiros que roubaram a rainha de Micenas.
Desta vez é a mitologia que tira proveito dos avanços tecnológicos e traz de volta um dos filmes de maior sucesso na década de 1980 (confira no box). "Fúria de Titãs', apesar do nome, não se concentra na geração pré-olimpiana, mas sim justamente nos deuses mais populares, comandados pelo todo-poderoso Zeus.

Para poder aproveitar melhor o filme, é necessário que façamos uma distinção clara entre essas duas gerações de seres poderosos. Comecemos, primeiro, por definir o ambiente em que surgiram essas lendas, que já foram parte de uma poderosa religião (que foi adotada por Roma mais tarde). A mitologia grega, esta denominação para o conjunto de lendas e mitos que falavam não apenas dos deuses, mas também de heróis (termo dado àqueles que realizavam feitos quase inacreditáveis e que, em geral, eram filhos de deuses com mortais), reuniu grandes histórias sobre a real natureza do mundo, as origens e significados de seus próprios cultos e práticas religiosas.
E seu real significado para aqueles que estudam a civilização helênica é, por meio do comportamento dos personagens, entender detalhes sobre as instituições políticas e religiosas daquela civilização, bem como retratar com acuidade sua civilização e compreender a natureza do surgimento desses mitos.

Muito do que conhecemos hoje sobre essas histórias chegou até nós por meio das obras de arte que foram encontradas em vários sítios arqueológicos. Os objetos, que vão de vasos a objetos religiosos diversos, detalham as vidas e aventuras de deuses, deusas, heróis, heroínas e muitas outras criaturas.
Esses relatos eram, disseminados originalmente por tradição oral, sendo passados para a parte escrita muitos anos depois de sua época original. Hoje em dia, os mitos gregos são conhecidos primariamente como literatura grega.
Homero

Vale lembrar que as fontes literárias mais antigas conhecidas são os poemas épicos de Homero, a "Ilíada" (que conta a Guerra de Troia) e a "Odisséia" (relato das aventuras de Ulisses na volta de Troia para sua ilha natal, Ítaca). Há também dois poemas, de autoria de Hesíodo, "Teogonia" e "Os Trabalhos e os Dias", que trazem relatos da formação do mundo, a sucessão de governantes divinos, das eras humanas, das origens dos males humanos e das práticas de sacrifícios.
Além desses, há ainda mitos que se preservaram nos chamados "Hinos Homéricos", trinta e três celebrações de várias divindades. Esses textos, de estrutura hexâmetra (igual à usada na "Ilíada"), são tradicionalmente atribuídos a Homero apesar dos especialistas divulgarem que, pela sua heterogeneidade, é bem mais provável que sejam de diversos autores antigos, de diferentes épocas e até de regiões distintas entre si. Há também pistas sobre os mitos originárias de poemas do chamado "Ciclo Épico", uma coleção de poemas que, em algumas versões, inclui, além dos trabalhos de Homero, outros como "Kypria" (que se passa antes da "Ilíada"), "Aithiopis" (depois da "Ilíada"), "Iliou persis" (o relato completo do saque de Troia, com autoria atribuída ao hoje lendário poeta Arctius de Mileto, que teria sido apresentado pela primeira vez entre 775 e 741 a.C.), Nostoi (localizado entre "Iliou persis" e a "Odisséia", de autoria atribuída por uns a Homero, por outros a Agias de Troizen) e, por fim, o "Telegonia" (que fala sobre Telegonus, filho de Ulisses, e a feiticeira Circe).

Outros vestígios sobre as histórias dos mitos podem ser encontrados nas tragédias teatrais datadas do século V a.C., nos escritos de acadêmicos e poetas da Idade Helenística (entre 323 e 146 a.C.), além de textos do tempo do Império Romano (27 a.C. a 476 d.C.) por autores como Plutarco e Pausânias.
Descobertas arqueológicas fornecem grande parte do que se conhece dos mitos gregos, com deuses e heróis como os principais motivos de decoração em vários objetos. Desenhos geométricos em cerâmica datada do século VIII a.C. retratam cenas do ciclo troiano e das aventuras do semideus e herói Hércules (Heracles, em grego).
Nos períodos arcaico (800-480 a.C.), clássico (séculos 8/6-146 d.C.) e no já citado helenístico aparecem muitas cenas homéricas ligadas a esses objetos que completam as evidências literárias.
Vale lembrar que a mitologia grega exerceu uma influência intensiva na cultura, arte e literatura da civilização do ocidente e permanece parte da herança e linguagem ocidentais
retirado do site:http://portalcienciaevida.uol.com.br/ESLH/edicoes/29/artigo170085-1.asp

Tocantins é o estado com maior índice de bibliotecas por grupo de 100 mil habitantes

Paula Laboissière
Da Agência Brasil
Em Brasília

O Tocantins aparece como primeiro colocado no ranking de unidades da Federação com o maior número de bibliotecas municipais para cada 100 mil habitantes, com uma taxa de 7,73. Logo depois aparecem Santa Catarina (4,52) e Minas Gerais (4,14).

Entretanto, Minas Gerais lidera em número absoluto de estabelecimentos, com um total de 831 bibliotecas municipais. Em seguida vêm São Paulo (673) e o Rio Grande do Sul (437). Os dados fazem parte do 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado hoje (30) pelo Ministério da Cultura.
O levantamento aponta que as unidades federativas com as taxas mais baixas de bibliotecas para cada 100 mil habitantes são o Rio de Janeiro (0,86), Distrito Federal (0,76) e Amazonas (0,7). Já os que registram os menores números absolutos de estabelecimentos são o Amapá (11), o Acre (dez) e Roraima (sete).

No ranking de municípios com o maior número de bibliotecas para cada 100 mil habitantes, a cidade de Barueri (SP) aparece em primeiro lugar, com uma taxa de 4, seguida por Curitiba (PR), com 2,97, e Santa Rita (PB), com 2,35. Em números absolutos de estabelecimentos, o município de São Paulo (SP) lidera com 57 bibliotecas, seguido por Curitiba (55) e Brasília (20).

Já as cidades com a menor taxa de bibliotecas para cada 100 mil habitantes são Salvador, com 0,06, Fortaleza, com 0,03, e Manaus, com 0,05.

O levantamento mostra ainda que a Região Sul registra a taxa mais alta de bibliotecas para cada 100 mil habitantes (4), seguida pelo Centro-Oeste (2,93), Nordeste (2,23), Sudeste (2,12) e Norte (2,01).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/30/tocantins-e-o-estado-com-maior-indice-de-bibliotecas-por-grupo-de-100-mil-habitantes.jhtm

Lançamento do Ano do ensino da pesca é estímulo para o setor

Portal do MEC
Na próxima segunda-feira, 3 de maio, os ministérios da Educação e da Pesca e Aquicultura (MPA) lançam o Ano do ensino profissional da pesca, com a apresentação de várias ações para o desenvolvimento do setor. A solenidade ocorre às 10h, no campus Florianópolis Continente do Instituto Federal de Santa Catarina.

Participam do evento o secretário de educação profissional do MEC, Eliezer Pacheco, o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, e a presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Consuelo Sielski dos Santos, que também é reitora do instituto.

Dentre as ações a serem anunciadas estão a criação de dois centros de referência em navegação, nos municípios de Itajaí (SC) e Cabedelo (PB), a certificação profissional de pescadores, a aquisição de novos barcos escola, novos cursos técnicos na área, a implantação de projeto piloto de alfabetização e a liberação de recursos para equipamentos.

“Está havendo uma mudança de paradigma quanto à pesca nas instituições de ensino de todo país”, afirma Edmar de Almeida Moraes, coordenador de políticas para pesca da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).

Valorização – Pescadores e aquicultores foram beneficiados nos últimos anos com políticas de inclusão ofertadas em núcleos de pesquisa aplicada à pesca e aquicultura em todas as regiões do país. Vinculados às instituições da rede federal, os núcleos também estimulam a produção e a difusão de conhecimento científico, sempre com foco no desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida das localidades envolvidas. Atualmente, 2,2 mil alunos frequentam cursos técnicos federais em pesca. E cursos de aquicultura, 1,6 mil pessoas.

Além disso, foram financiados 40 projetos de pesquisa nos núcleos, implantado o primeiro curso de pós-graduação em pesca e aquicultura do país e adquiridos seis barcos escola para as escolas da rede.

Assessoria de imprensa da Setec

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