quinta-feira, 27 de agosto de 2015

UFMG - Congresso sobre inovação e metodologias de ensino aceita propostas de oficinas

Portal da UFMG

Iniciativas que envolvam professores, estudantes e servidores técnico-administrativos poderão ser ofertadas como oficinas do Congresso de Inovação e Metodologias de Ensino da UFMG, que será realizado nos dias 14 e 15 de outubro.
As atividades, que podem ser inscritas até 10 de setembro, devem ter duração máxima de duas horas presenciais ou carga horária ofertada a distância.
O Congresso, realizado pela Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino da Pró-reitoria de Graduação(GIZ) da UFMG, está em sua primeira edição. Além das oficinas, o evento contará com palestras, apresentações de trabalhos, discussões e atividades culturais.
O objetivo é fomentar reflexões, trocas de experiências e produção e divulgação de práticas didáticas-metodológicas inovadoras no ensino superior.
Mais informações podem ser obtidas no site do evento, pelo e-mail giz.congresso@gmail.com ou pelo telefone (31) 3409-3953.

retirado do site:https://www.ufmg.br/online/arquivos/039787.shtml

UEMG - Abertas inscrições para especialização em Alfabetização e Letramentos em BH

Portal da UEMG

Estão abertas até 3 de setembro as inscrições para a seleção de turma da especialização em Alfabetização e Letramentos, oferecida pela Faculdade de Educação da UEMG, em Belo Horizonte.

Os interessados devem comparecer ao Núcleo de Pós-graduação da Unidade (Rua Paraíba, 29, bairro Funcionários) no período indicado, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e de 14h às 20h. Os documentos exigidos para inscrição estão descritos no edital de seleção.

São oferecidas 40 vagas. O curso tem duração de 18 (dezoito) meses letivos, com carga horária de 360 (trezentas e sessenta) horas. As atividades são realizadas às segundas e quartas-feiras, das 18h30 às 22h40.  O curso terá início no dia 14 de setembro de 2015.

ARQUIVOS RELACIONADOS
Edital de seleção (PDF, 173 kb)
Ficha de inscrição (PDF, 41 kb)
retirado do site:http://www.uemg.br/noticia_detalhe.php?id=6621

UFES - Inscrições abertas para o I Seminário de Pesquisa do Centro de Artes

Portal da UFES

O Centro de Artes, em parceria com o Laboratório de Estudos sobre Imagens e Cibercultura (Labic) e o Laboratório de Planejamento e Projeto, realiza entre os dias 1 e 2 de setembro o I Seminário de Pesquisa do Centro de Artes (Sepecar).
O evento terá início às 8 horas e será realizado no auditório do Centro de Artes. As inscrições para quem quiser participar como ouvinte vão até o dia 31 de agosto e podem ser realizadas no site http://sepecar-ufes.org/.
O Sepecar tem o objetivo de apresentar para a comunidade acadêmica a produção cientificas dos pesquisadores vinculados ao Centro de Artes. Além disso, pretende estabelecer um dialogo entre os projetos e as diversas áreas de pesquisa. Com a ideia de atribuir ao seminário uma diversidade de perspectivas e discussões, a cada ano o evento será organizado por laboratórios diferentes.
Neste primeiro seminário, será apresentada a produção cientifica dos laboratórios e de professores que publicaram artigos entre 2014 e 2015, por meio de palestras e mesas-redondas. 
Veja no arquivo em anexo a programação completa do evento.
Texto: Ana Carolina Sabino (bolsista de projeto de Comunicação)
Edição: Thereza Marinho

 
Categoria: 
Destaque
Anexo: 

retirado do site:http://www.ufes.br/conteudo/inscri%C3%A7%C3%B5es-abertas-para-o-i-semin%C3%A1rio-de-pesquisa-do-centro-de-artes

Ufes e Instituto Elimu firmam parceria para a formação de gestores e líderes

Portal da UFES

Com o objetivo de formar professores, lideranças jovens e gestores para atuarem em movimentos sociais e em políticas públicas para a população negra, a Ufes, por meio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), e o Instituto Elimu Professor Cleber Maciel se reuniram para firmar parcerias que possibilitarão a realização dessa formação.
O reitor Reinaldo Centoducatte e a vice-reitora Ethel Maciel receberam nesta segunda-feira, 24, a visita dos representantes do Instituto Elimu e do International Leadership Institute (Minnesota/EUA) iniciando as atividades para o desenvolvimento de um intercâmbio internacional entre as instituições. “A ideia, principalmente a partir da adoção das cotas raciais, é a de proporcionar aos afrodescendentes a oportunidade de galgar cargos de liderança na sociedade”, disse a vice-reitora.
O Instituto Elimu foi criado com o objetivo de promover o desenvolvimento social, econômico e educativo do povo de origem africana e de seus descendentes, no Espírito Santo, por meio da realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Os representantes do International Leadership Institute estão no Estado para conhecer a Ufes, o Instituto Elimu e a realidade dos negros.
A professora do Departamento de Educação, Política e Sociedade do Centro de Educação e pesquisadora do Neab, Patrícia Rufino, destaca a importância dessa iniciativa. “Estamos construindo a possibilidade de intercâmbio e de trocas de conhecimento. Esperamos, também, fomentar ações internas na Ufes para a formação dos alunos negros e das políticas de atendimento institucional voltadas para esse grupo”, ressalta.
Texto: Letícia Nassar
Edição: Thereza Marinho
Categoria: Destaque
retirado do site:http://www.ufes.br/conteudo/ufes-e-instituto-elimu-firmam-parceria-para-forma%C3%A7%C3%A3o-de-gestores-e-l%C3%ADderes

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

MEC anuncia mais rigor na avaliação dos cursos de medicina no Brasil

Do UOL, em São Paulo

A partir de março de 2016 todos os cursos de medicina do Brasil receberão uma visita in loco do Ministério da Educação, afirmou nesta quarta-feira (26) Renato Janine Ribeiro, ministro da pasta.
A avaliação presencial será a cada três anos e nenhum curso de medicina será dispensado da visita do Ministério nesse primeiro momento, mesmo que tenha atingido um indicador satisfatório no CPC (Conceito Preliminar de Curso) - indicador de qualidade que avalia os cursos superiores.
"É decisão estratégica não dispensar nenhum curso de visita. Em 2016 vamos ver todos os cursos. Não dá para deixar uma brecha. Se deixar uma brecha, o curso pode ficar muito ruim", afirmou Janine.
Entre os pontos que serão analisados pelo Ministério estão a qualidade do curso e a adequação as novas diretrizes curriculares, aprovadas em 2014. "Precisamos saber se esses cursos já estão se adequando", ressaltou o ministro.

Além disso, os estudantes de medicina passarão a ser avaliados anualmente durante os 2º, 4º e 6º anos. O objetivo é "detectar praticamente em tempo real as falhas que estejam em formação."
"Se estiver havendo algum problema na formação do aluno, vão ser detectados logo. Vai ser detectado já no momento que está ocorrendo e a faculdade será alertada já no período de formação", explicou. "Todo ano vai haver uma avaliação. O que vai ser avaliado envolve uma série de detalhes técnicos, mas basicamente é como está o desempenho do aluno e como estão os laboratórios e tudo que é necessário para ele", acrescentou.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/08/26/mec-anuncia-mais-rigor-na-avaliacao-dos-cursos-de-medicina-no-brasil.htm

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Tese analisa impactos regionais da desindustrialização no país



De acordo com estudo do Instituto de Economia, 
São Paulo é o Estado mais afetado por ter parque produtivo diversificado


O Brasil está sofrendo um processo de desindustrialização? Há controvérsias. Em tese de doutorado defendida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp, o economista Daniel Pereira Sampaio avalia autores que discordam e outros que concordam com esta qualificação, a partir de várias perspectivas teóricas: dos descrentes no fenômeno, dos ortodoxos, da doença holandesa como sua causadora e de outros autores heterodoxos (com ênfase nos estruturalistas). Intitulada “Desindustrialização e impactos regionais no Brasil”, a tese teve a orientação do professor Fernando Cézar de Macedo Mota, no âmbito do Centro de Estudos de Desenvolvimento Econômico (Cede) do IE.
Fábrica fechada na região de Campinas: segundo o autor da pesquisa, os debates acerca da desindustrialização no país tiveram início na década de 1980Considerando a controvérsia, Daniel Sampaio adota a visão “estruturalista” para afirmar que o país está se desindustrializando, sim, ainda que denomine este processo de “relativo”, explicando-o pelo aumento do gaptecnológico em relação às economias desenvolvidas, pela quebra de elos em cadeias produtivas e pela substituição do produto final nacional pelo importado. Em sua opinião, o processo de desindustrialização em marcha apresenta efeitos regionais e setoriais distintos, com duplo efeito sobre a economia paulista, que possui o parque produtivo mais diversificado e a maior parte dos setores modernos, assim como pela rearticulação de um sistema produtivo nacional que tem em São Paulo seu centro mais dinâmico.
O economista lembra que a discussão sobre a desindustrialização no país vem se desenvolvendo desde a década de 1980, mas de forma espaçada, sem um debate estruturado como visto nos países desenvolvidos a partir dos 60. “Até onde alcançamos com a revisão da literatura, considero que Pierre Salama (1987) foi o primeiro texto sobre o tema aplicado ao Brasil. Mas o debate contemporâneo sobre a desindustrialização no Brasil tem início com um documento da Unctad [Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento] de 2003, o ‘Trade and Development Report’. Podemos pensar que a discussão veio de fora, mas o presidente da Unctad na época era um brasileiro, Rubens Ricúpero, que escreveu artigos a respeito”.
O autor da tese ressalta que este relatório destacou Brasil e Argentina como países desindustrializados, que quebraram o elo de suas cadeias produtivas e passaram por um processo de desarticulação da indústria erigida no modelo de industrialização por substituição de importações. “A controvérsia ganhou fôlego em 2005, quando Bresser Pereira publicou coluna na Folha de S. Paulo pregando que a desindustrialização brasileira era causada pela ‘doença holandesa’: a ideia de que exportar recursos naturais abundantes no país leva a uma apreciação cambial, trazendo muitos dólares para a economia e tornando a moeda local valorizada. Bresser observou este movimento no período de 2003 até 2008, com aceleração da exportação de commodities e concomitante valorização do real”.
Sobre os desdobramentos do debate, Sampaio recorda que, ainda em 2005, aconteceu um seminário internacional da Fiesp/Iedi (Federação da Indústrias do Estado de São Paulo e Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), que resultou num conjunto de textos acadêmicos abrindo outras posições no debate. “São textos como de Gabriel Palma (Cambridge), Régis Bonelli (FGV-RJ), Júlio Sergio Gomes de Almeida (Unicamp) e Maria Carmen Feijó (Federal Fluminense) e da Fiesp/Iede. A variedade de perspectivas coloca a ‘controvérsia da desindustrialização’ como um capítulo particular e ainda com desdobramentos na história do pensamento econômico brasileiro e latino- americano.”
É reconhecido na literatura, segundo o economista, que a indústria foi deixada em segundo plano dentre as prioridades da política econômica, sendo que outras agendas foram priorizadas, como da democratização (Constituição de 88), da reforma do Estado e da estabilização monetária. “Outro elemento que impacta a indústria local é uma taxa de juros elevadíssima, com investidores locais e internacionais alocando seu capital para obter uma valorização mais pujante no setor financeiro.”
O pesquisador acrescenta que logo na sequência do seminário Fiesp/Iede vieram textos negando o processo de desindustrialização. “Autores dessa vertente argumentam que embora a indústria diminua a sua participação no PIB no longo prazo, ela não deixa de crescer, mesmo que em taxas baixas; e que não há uma mudança substancial na estrutura industrial brasileira, à exceção do setor de refino de petróleo, que é de direção estatal. Porém, entre eles, alguns reviram seu posicionamento diante dos impactos da crise mundial de 2008.” 
GRUPOS E SUBGRUPOS
Depois dos descrentes no fenômeno, e tendo classificado os autores que alimentam a controvérsia em quatro grupos, Daniel Sampaio segue avaliando a posição dos ortodoxos, que acreditam na ocorrência do fenômeno no Brasil, mas em períodos determinados. “Eles sustentam que o problema não é estrutural, mas conjuntural, e coincide com o momento de estabilização monetária e depois com o governo Lula. Ademais, os ortodoxos partem do modelo de crescimento de Solow, que prioriza o aumento da produtividade, independentemente do setor em que isso aconteça – se industrial, de serviços ou agrícola. Por isso, a indústria não teria tanta importância.”
O economista Daniel Pereira Sampaio, autor da pesquisa: “A variedade de perspectivas coloca a ‘controvérsia da desindustrialização’ como um capítulo particular e ainda com desdobramentos na história do pensamento econômico brasileiro e latino-americano”O terceiro grupo avaliado pelo economista é de autores heterodoxos que atribuem a causa da desindustrialização à “doença holandesa”, qual seja: a tendência de valorização da moeda nacional por conta da abundância de recursos naturais voltados para a exportação. “Eles veem a desvalorização cambial como mecanismo essencial para promover o desenvolvimento industrial e acreditam que esse elemento seria suficiente para realizar um ajuste automático, como um interruptor. Tocam em problemas centrais, mas dão pouca ênfase a aspectos microeconômicos e territoriais”. 
Ao tratar de um grupo maior que denomina de “outros autores heterodoxos”, Sampaio recorre a nova subdivisão, incluindo na primeira as entidades públicas e privadas, como Fiesp e Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). “A Fiesp produz uma infinidade de textos e promove seminários para discutir e propor soluções que impactem em melhorias na competitividade da indústria. O Dieese, por sua vez, traz outra preocupação: se a indústria é o setor com a capacidade de criar empregos de melhor qualidade e maiores salários, a desindustrialização vai eliminar ou reduzir o peso desses postos de trabalho”.
Dentro desta subdivisão dos heterodoxos, o autor da pesquisa julga que a leitura feita pelos “neoschumpeterianos” traz posicionamentos que enriquecem o debate, uma vez que analisam a indústria a partir da dinâmica da inovação. “Eles trazem à tona uma discussão com maior ênfase na dinâmica microeconômica e sua interação com a macroeconomia. Destacam, por exemplo, o aumento das disparidades tecnológicas entre as nações, a política industrial, as transformações na organização das corporações transnacionais e as cadeias globais de valor.” 
VISÃO ESTRUTURALISTA
Os economistas Wilson Cano (alto), Luiz Gonzaga Belluzzo (centro) e Ricardo Carneiro (acima), da vertente estruturalista: causas da desindustrialização remontariam à “Crise da Dívida” dos anos 1980A tese de Sampaio alinha-se com o método e análise da vertente estruturalista, integrada por autores como Wilson Cano, Luiz Gonzaga Belluzzo e Ricardo Carneiro. “Recorrendo à abordagem histórico-estrutural, esses autores argumentam que as causas da desindustrialização remontam à ‘Crise da Dívida’ dos anos 1980, sendo agravada pela rápida abertura comercial e financeira daquela década e pelo Plano Real, e intensificada pelos efeitos da crise internacional de 2008. Tudo o que se construiu no modelo desenvolvimentista que vigorou entre 1930 e meados dos 80 está sendo desmontado: a integração produtiva, a integração regional, o próprio parque produtivo e suas cadeias”.
A partir da leitura estruturalista, o pesquisador organizou quatro categorias analíticas de desindustrialização, que permitem a sua avaliação a partir de múltiplas escalas espaciais. “Isso é importante por causa da questão regional, pois São Paulo chegou a concentrar mais da metade da produção industrial nacional, conectando cadeias produtivas pelo país. Porém, fala-se em desindustrialização como se a nossa indústria fosse distribuída de forma homogênea no território, ou seja, sem destacar a elevada heterogeneidade que marca a nossa formação econômica regional”.
A primeira categoria foi denominada de desindustrialização absoluta, que significa o fechamento generalizado de unidades locais industriais, com a redução absoluta do número de empregos industriais. “Optamos por não analisar esta categoria, já que teríamos que descer ao nível do município ou do setor industrial, o que fugiria do escopo da pesquisa. É a categoria mais grave, que geralmente serve a autores que não veem desindustrialização no país, visto que confundem este processo somente com a desindustrialização absoluta – como a indústria cresce, inexiste o fenômeno, argumentam”.
Conforme Daniel Sampaio, a segunda categoria mais grave já se encontra no plano da desindustrialização relativa, em que é analisado também o aspecto qualitativo: ela ocorre por meio da substituição do produto final nacional pelo produto importado. “Empresas brasileiras que eram predominantemente industriais estão se tornando predominantemente mercantis. É o caso da empresa que antes fabricava produtos têxteis e agora está importando similares de países asiáticos (com destaque para a China) e usando a marca para expandir sua rede de lojas. O que é extremamente grave, já que se deixa de gerar emprego, renda e progresso técnico na própria indústria e em sua cadeia – e este dinheiro passa a circular em território estrangeiro, contribuindo para o crescimento de outros países”.
A desindustrialização pela redução do conteúdo nacional é a terceira categoria observada pelo economista. “Trata-se da utilização crescente no produto brasileiro de insumos, partes, peças e componentes vindos diretamente do exterior. Com isso, a empresa brasileira torna-se paulatinamente uma montadora. Na área de eletrônicos, temos exemplos do que chamamos de perda de elos em cadeias produtivas”.
A última categoria é da desindustrialização pelo aumento do gap tecnológico, em que o autor da tese recorre à análise histórica para avaliar o aumento da distância do Brasil em relação à dinâmica tecnológica e produtiva mundial. “Se no período da industrialização substituindo as importações, o país se aproximava dos padrões vigentes nos países desenvolvidos, a ruptura daquele processo – com a crise da dívida, a abertura comercial, políticas restritivas do Plano Real – fez aumentar o gap tecnológico. O mundo realizou sua terceira revolução industrial (da informática e robótica) na década de 80 e já caminha para a quarta (da nano e biotecnologia e das energias renováveis). Ao passo que o Brasil, que sequer realizou a terceira revolução, vê inclusive o parque de máquinas e equipamentos sendo desmontado”. 
QUESTÃO REGIONAL
No último capítulo da tese, o pesquisador aborda a desindustrialização do ponto de vista regional, a partir da perspectiva da integração nacional. “Há uma desindustrialização mais forte em São Paulo pela própria natureza da industrialização brasileira. O estado perde por ter uma indústria mais complexa, diversificada e com setores tecnologicamente avançados, e também por suas conexões regionais – perde duplamente. Por esta perspectiva vemos outros elementos como a ‘fragmentação espacial’, em que algumas regiões crescem mais que a média do país por se relacionarem diretamente com o exterior; as guerras fiscais, em que municípios e Estados oferecem incentivos fiscais para atrair empresas; e a guerra dos portos, que fazem o mesmo para atrair importações, intensificando o processo de desindustrialização”.
Sampaio julga que sua tese avança em determinados aspectos e lança novas perguntas, concluindo que a desindustrialização ocorre de fato no Brasil e é um dos principais problemas a serem enfrentados no século XXI. “Contudo, não há perspectiva de uma retomada da industrialização, sobretudo com a agenda atual de restrição fiscal. Vejo desenhos de políticas para dar novo fôlego à indústria nacional, como de expansão do consumo, inclusão social, expansão do ensino técnico e superior, financiamento ao desenvolvimento de ciência e tecnologia, expansão da infraestrutura de transportes e incentivos à exportação, dentre outras. Mas a indústria continua fora da agenda prioritária do governo e o empresário também não investe, visto que as expectativas na indústria estão baixas e a riqueza capitalista é alocada em outros circuitos que geram elevados retornos, principalmente o financeiro”.

Publicação
Tese: “Desindustrialização e impactos regionais no Brasil”
Autor: Daniel Pereira Sampaio
Orientador: Fernando Cézar de Macedo Mota
Unidade: Instituto de Economia (IE)
retirado do site:http://www.unicamp.br/unicamp/ju/634/tese-analisa-impactos-regionais-da-desindustrializacao-no-pais

Unicamp oferece treinamento de comunicação científica em inglês





  • Sete docentes e 13 doutorandos participaram de um treinamento em comunicação científica realizado inteiramente em inglês nas dependências Instituto de Economia (IE) na última sexta-feira (21). O curso teve início no dia 19 e resultou de um edital lançado pelo British Council, mediante o Fundo Newton, e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A Unicamp foi a primeira experiência de treinamento no Estado de São Paulo. A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do ABC (UFABC) serão as próximas.

    Heloísa Fimiani, do British Council, conta que o projeto piloto, anterior ao curso realizado na Unicamp, foi desenvolvido com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e com mais 20 fundações de pesquisa e universidades. “O objetivo é colaborar para aumentar o impacto da produção científica no exterior”, revela.

    Um dos diferenciais desse curso, comenta a professora do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Eleonora Cavalcante Albano, assessora da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG), é que se trata de uma iniciativa inédita voltada especificamente à área de Humanas. “Em geral o que notamos é que os cursos normalmente são mais dirigidos à área de Ciências Naturais ou à área de Tecnológicas", justifica.   

    O doutorando Igor Johansen, do Programa de Demografia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), mostrou-se entusiasmado com o curso. “Tivemos um enfoque interessante e com novas possibilidades de comunicação. Também foi positivo o contato com a professora, que é nativa”, afirma. Igor informa que, com a ajuda do treinamento, já está preparando um trabalho para enviar para a Conferência da Population Association of America (PAA). “Vejo que estou conseguindo melhorar o trabalho.”
    A instrutora norte-americana Jodi Nelson reconhece que está sendo muito especial oferecer treinamentos no Brasil. Segundo ela, os alunos daqui realizam o curso com grande disposição e interesse. “Vejo que o treinamento impacta a vida das pessoas. A ideia é essa mesma: que os acadêmicos consigam inserir a sua pesquisa no cenário internacional”, relata.
    De acordo com o professor José Marcos Pinto da Cunha, assessor da Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), essa foi uma experiência muito bem-sucedida que propiciou aos seus participantes mais uma oportunidade de aprendizado e de evolução na língua inglesa. “Esse é um esforço que a CGU faz para dar condições dos participantes construírem aqui a cultura da publicação”, diz. Ele atenta que não basta a tradução de um artigo para o inglês. É preciso comunicar adequadamente, com a melhor linguagem e saber o melhor periódico para publicar determinado artigo. "O curso ajuda a organizar o trabalhoso processo da escrita”, salienta. “Agora que já traçamos um perfil dos participantes, já sabemos qual é o público com quem trabalhar em eventos futuros."

    José Marcos também aproveitou para enfatizar que o Espaço da Escrita, que organizou a iniciativa, tem atuado não apenas em atividades de traduções. De acordo com ele, o órgão tem procurado organizar cursos, workshops e treinamentos, além de fornecer dicas importantes aos pesquisadores da Unicamp. O treinamento em comunicação científica foi apoiado pela Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) e pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG).
  • retirado do site:http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2015/08/24/unicamp-oferece-treinamento-de-comunicacao-cientifica-em-ingles



Com boa colocação no Enem por Escola, colégio militar funciona como quartel

Aliny Gama
Do UOL, em Maceió

No Colégio Militar Tiradentes, em Maceió (Alagoas), os alunos vivem uma rotina militar. Lá se respira a palavra disciplina. Localizado no Trapiche da Barra, zona sul da cidade, há cinco anos se destaca no Enem por Escola com base em uma "didática" baseada no rigor.
O estabelecimento tem a maior nota de uma escola da rede estadual no Estado, com média 521,17 entre as provas objetivas. Para se ter uma ideia, a maior nota de uma escola da rede estadual é 657,59 e há 650 escolas de rede estadual com nota maior que a do estabelecimento alagoano.
Para estudar no Tiradentes, o visual do aluno também tem que estar alinhado: ele tem de estar com cabelos cortados e arrumados no padrão militar, uniforme limpo e passado a ferro com vinco e, ainda, bater continência para professores, coordenadores e direção.
O ritual dos alunos começa com vistoria nos cabelos e nos uniformes, que são cinco ao todo – sendo dois uniformes de gala usado para desfiles e solenidades. Durante a semana, outras obrigações militares são atribuídas aos estudantes, que às terças-feiras, fazem uma solenidade de hasteamento das bandeiras do Brasil, de Alagoas e do colégio.
A diretora do Colégio Tiradentes, coronel da PM (Polícia Militar) Fátima Escaliante, destaca que a disciplina do aluno conta até na permanência dele na escola. Diferentemente dos demais colégios, o regimento do Tiradentes permite que o aluno indisciplinado seja expulso da unidade. No ano passado foram 14 alunos expulsos. Entre especialistas da área, a seleção de alunos é vista como um ponto negativo no processo educacional.
"Todo aluno entra com dez pontos, à medida que ele vai deixando de cumprir obrigações, como chegar atrasado, não estar com o uniforme de acordo com o dia ou estar com o cabelo desalinhado, ele vai perdendo pontos. Ao atingir 3.9 ele vai para o conselho para ser avaliado se permanece ou não", explica Escaliante. O aluno que se envolver em agressões ou desrespeitar o professor comete falta grave e é imediatamente expulso.

Patentes

Como na PM, há um sistema de patentes e hierarquia: tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel. A escala vai de acordo com a turma que está cursando, as notas e os pontos que acumularam por estarem cumprindo as atividades em sala de aula e extraclasse e, também as obrigações. No terceiro ano, o aluno destaque ocupa a "patente" de coronel.
A nova coronel da turma do terceiro ano B, Susana Glória dos Santos, 17, estuda no Tiradentes há oito anos e diz que o segredo é a disciplina, motivação e dedicação nos estudos. Filha de militar, ela conta que não tem dificuldades em cumprir as regras da escola e o foco é nos estudos.
"Estudo pela manhã e faço cursinho a tarde, mas à noite ainda dou uma estudada, por uma, duas horas para fazer as atividades de casa. Temos também ter autocontrole para não se desesperar nas provas para conseguimos notas boas e também se sair bem no Enem", disse a garota.
Segundo o professor de português e literatura, Paulo César dos Santos, a disciplina e o treino são fatores de sucesso dos alunos nos exames como o Enem. "O aluno escreve e nós corrigimos até o texto sair perfeito para entendimento de todos", disse.

Especialistas criticam

Especialistas discordam da aplicação da militarização em sala de aula para obter resultados satisfatórios.
A professora de história, especialista em gestão de sistemas educacionais, Pilar Lacerda, diz que o modelo abre mão da pedagogia ao apelar para a rigidez e a disciplina militar.
"A escola de educação básica é o lugar da formação de valores, de conhecer e respeitar o outro. Do diálogo e da construção de normas comuns. Que cidadão está sendo formado neste modelo militar? A não ser que o jovem queira seguir carreira militar", argumenta Lacerda, que é presidente da Fundação SM.
Ela explica que para estudantes se manterem focados nos estudos, a escola deve tornar a sala de aula mais atrativa e menos burocrática.
"Que pense no projeto pedagógico que seja construído para o estudante entender o mundo e entender-se no mundo. Atiçar a curiosidade e incentivar a criatividade. Nada feito a força funciona", explica a professora.

Filhos de militares e filhos de civis

No estatuto da escola, a oferta de vagas se destina, prioritariamente, a filhos de militares. Mas a seleção é feita pelo rendimento em uma prova -- se o filho do militar não obtiver nota para ingressar, sua vaga fica disponível para os filhos de civis que, atualmente, são maioria (53%).
Para entrar no Colégio Tiradentes, o aluno se submete a um concurso com provas de português e matemática. O colégio tem 700 alunos distribuídos em turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio.
As aulas ocorrem de segunda-feira a sábado, ou no período da manhã ou da tarde. Os alunos do terceiro ano recebem reforço de disciplinas isoladas de cursinho pré-vestibular que foi contratado pelo próprio colégio.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/08/25/com-boa-colocacao-no-enem-por-escola-colegio-militar-funciona-como-quartel.htm

Greve nas universidades federais vai completar três meses nesta semana

Mariana Tokarnia
Da Agência Brasil

Em greve desde o dia 28 de maio, professores e trabalhadores técnico-administrativos de instituições federais de ensino superior aguardam resposta do governo sobre as reivindicações aprensentadas, mas, segundo os sindicatos da categoria, o movimento grevista continua, mesmo com a decisão dos professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de encerrar a greve na instituição.
A paralisação completará três meses nesta semana. "Estamos em um momento importante de definições", diz o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Paulo Rizzo. Segundo balanço da  entidade, a greve atinge 37 universidades federais e 3 institutos federais.  Rizzo diz que a UFRJ foi a primeira a decidir pelo fim da greve e que isso tem impacto, dado o tamanho da instituição. Mesmo assim, o presidente acredita que a greve será mantida.
Os trabalhadores pedem melhores condições de trabalho e são contra os cortes orçamentários feitos em educação. No total, o contingenciamento feito pelo governo federal chega a aproximadamente R$ 10,6 bilhões no setor. Pedem também a reestruturação da carreira e a valorização de ativos e aposentados.
A greve dos trabalhadores técnico-administrativos também teve início no dia 28 de maio.  "Podemos até discutir uma flexibilização da nossa proposta, mas se é uma negociação, demanda que o governo responda a nossa pauta", diz o coordenador-geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), Rogério Marzola.
"Têm sido recorrentes os cortes de energia elétrica. As instituições não estão conseguindo sequer bancar as contas mais básicas", diz. Os técnicos estão parados, segundo a Fasubra, em 62 instituições.
O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) aderiu à greve há 43 dias. A entidade representa tanto os professores quanto os trabalhadores técnico administrativos dos institutos federais. Segundo o sindicato, a paralisação atinge 240 escolas em 25 estados.
"O plano de expansão do governo está parado e a precarização está avançando. Os institutos, assim como as universidades estão fazendo sorteio de que conta vão pagar no fim do mês", diz o coordenador geral do Sinasefe, Carlos Magno.
Os trabalhadores negociam benefícios e a questão salarial com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, junto dos demais servidores do Executivo. As reuniões ocorrem desde março. No final de junho, o governo apresentou uma proposta de reajuste aquém da demandada pelos servidores, que foi rejeitada por unamidade. Sobre a previsão de apresentação de uma nova proposta, a pasta diz que ainda não há definição sobre o assunto. 
As entidades também se reúnem com o Ministério da Educação (MEC). Em nota divulgada na última sexta-feira (21), o MEC diz que o esforço do governo federal tem sido "incansável para garantir o diálogo contínuo e a solução para a greve". Diz ainda que a greve dos servidores federais preocupa muito, principalmente por conta dos alunos que estão sem aulas. "O MEC e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão têm trabalhado em conjunto para reestabelecer a atividade acadêmica", diz a nota.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/08/24/greve-nas-universidades-federais-vai-completar-tres-meses-nesta-semana.htm

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Unesp paga 1.148 salários acima do teto

Estadão Conteúdo
Em São Paulo

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) paga salários acima do teto a 1.148 servidores - 624 ativos e 524 aposentados, segundo dados da reitoria. O máximo constitucional é a remuneração do governador Geraldo Alckmin (PSDB), de R$ 21.631. Em outubro, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que as remunerações dos servidores públicos devem respeitar o limite legal. A universidade, porém, tenta mudar o teto para evitar o corte.
Dos cerca de 4.000 docentes que dão aulas hoje, 602 (15%) ganham acima do teto. Na maioria, são os com mais tempo de carreira, que já acumularam quinquênios e outros benefícios, e também quem está em cargos de gestão, como diretor.
Dos atuais técnico-administrativos, 12, em quase 7.000, estão acima do limite salarial. No grupo superior ao teto também há 10 procuradores jurídicos, classificados em outra categoria funcional. Entre 524 aposentados que ganham acima, a maioria é professor - 465. A Unesp não informou os valores das remunerações.
Em 2014, os reitores das três estaduais - Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - pediram a Alckmin e aos deputados para igualar o teto do ensino superior público paulista ao das universidades federais: 90,25% do salário dos ministros do STF, o que corresponde hoje a R$ 30,4 mil. Até agora, não tiveram sucesso.
O reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, disse ao Estado que seguem as negociações para aumentar o teto. Caso não consiga, os salários serão reduzidos. "Possivelmente isso (corte) vai ter de ser feito até o fim do ano."
As contas da Unesp já foram reprovadas ao menos duas vezes pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por exceder o máximo salarial.
Em outubro, o STF reduziu as controvérsias sobre o tema ao dizer que devem ser incluídos no cálculo do teto benefícios recebidos antes de 2003. Naquele ano, uma emenda constitucional regulamentou o limite salarial para funcionários públicos.
Até então, benefícios anteriores a 2003 não eram levados em conta. Para os servidores com benefícios agregados após essa data, a Unesp atende a uma recomendação do TCE de congelar os salários no limite constitucional e não permitir aumentos.

Efeitos

Para Durigan, a redução do teto vai desestimular talentos da universidade. "O docente que está no auge da profissão, orientando doutores e fazendo pesquisas de ponta até no exterior, receberá a notícia de que o salário será cortado." Em caso de redução salarial, a reitoria crê que os afetados vão questionar a medida na Justiça.
Os valores acima do teto representam 1% do gasto mensal com salários, hoje em R$ 180 milhões. "É a economia no lugar errado", diz. "Os salários não são aviltantes." Segundo Durigan, o teto não era cumprido porque se seguia o método antigo de cálculo, que não considerava os benefícios pré-2003.
Para Élida Graziane, do Ministério Público de Contas de São Paulo, as universidades têm recorrido a "brechas interpretativas" para escapar do teto. "É como se duvidassem da força normativa da Constituição", critica. "Não há acréscimos ao teto, como se fossem 'puxadinhos'."
As entidades sindicais de docentes e servidores da universidade, Adunesp e Sintunesp, disseram que também reivindicam a mesma elevação do teto salarial pedida pelos reitores.
Durigan ainda informou que, nas próximas semanas, vai divulgar a lista de salários dos servidores no portal da universidade. A forma de consulta dos dados ainda está sendo definida.
Desde 2011, quando foi criada a Lei de Acesso à Informação, a universidade é acusada de falta de transparência por não mostrar a lista de remunerações. De acordo com o reitor, a preocupação era com a segurança dos funcionários.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/08/24/unesp-paga-1148-salarios-acima-do-teto.htm

MEC esclarece dados exibidos em programa de TV sobre cursos

Portal do MEC

O Ministério da Educação esclarece alguns pontos exibidos no domingo, 23, pela reportagem do programaFantástico, da Rede Globo, sobre a situação do ensino de medicina no Brasil:
1. O curso de medicina da faculdade Fama, em Mineiros (GO), que foi destaque no programa, não obteve a autorização do MEC. Sua abertura foi determinada por ordem judicial. O MEC já recorreu da decisão para derrubar a liminar em vigor.
2. O MEC tem compromisso com a qualidade na oferta dos cursos e vagas de medicina. As atuais políticas visam à melhor distribuição das vagas em cursos de todo o país, com critérios mais rigorosos para abertura e aperfeiçoamento dos mecanismos de avaliação. Assim, os jovens brasileiros terão maior oportunidade de ingressar em um curso de medicina, e o país formará os médicos que a população precisa.
3. Para isso, serão aplicadas avaliações bienais no 2º, 4º e 6º anos. Atualmente, a nota mínima para abertura de cursos de medicina é 4 (em uma escala de 1 a 5).
Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: medicina, regulação, supervisão

Oficina de Gestão em Recursos Humanos em Enfermagem acontece no dia 27 de agosto, na UFSCar

Portal da UFSCar

Evento é destinado a enfermeiros da área hospitalar e atenção básica e alunos de graduação e pós-graduação em Enfermagem

Discutir aspectos relacionados à gestão de recursos humanos em Enfermagem e metodologias para dimensionamento de pessoal de Enfermagem nas áreas hospitalar e de atenção básica. Esse é o objetivo de uma oficina que acontece no dia 27 de agosto, no Campus São Carlos da UFSCar. 

I Oficina de Gestão em Recursos Humanos em Enfermagem é destinada a enfermeiros (área hospitalar e atenção básica) e alunos de graduação e pós-graduação em Enfermagem e é promovida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gerenciamento e Informática em Enfermagem (NEPEGIENF).

“O Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem é uma importante ferramenta para a Gestão dos Serviços de Saúde, especialmente nas instituições hospitalares, pois assegura o quantitativo e qualitativo adequado de profissionais para as demandas do serviço”, explica a professora do Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade, Vivian Aline Mininel. Segundo ela, trata-se de “uma atribuição do enfermeiro, que se embasa nos parâmetros estabelecidos pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) para implantação nos serviços”. 

Para a docente, a precarização dos vínculos trabalhistas e condições de trabalho, a crise econômica e outros aspectos políticos influenciam na contratação de pessoal e turnover [rotatividade de pessoal]. Isso  desencadeia “o desequilíbrio entre o quantitativo necessário e o real nas instituições de saúde brasileiras. Por sua vez, isso impacta na qualidade da assistência e segurança do paciente”, destaca.

programação inclui, a partir das 9 horas, a mesa-redonda “Contexto atual e perspectivas para Gestão de Recursos Humanos em Enfermagem” e, às 14 horas, o tema discutido é “Dimensionamento de Recursos Humanos em Enfermagem: metodologias, perspectivas e desafios”.

O evento ocorre no Auditório do DEnf, localizado na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo email oficina.gerenciamentorh@gmail.

retirado do site:http://www2.ufscar.br/servicos/noticias.php?idNot=7669

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...