quarta-feira, 8 de julho de 2015

USP aprova Enem como nova forma de ingresso nos cursos de graduação

Portal da USP

O Conselho Universitário aprovou, em sessão realizada no dia 23 de junho, a adesão da USP ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como nova forma de ingresso a seus cursos de graduação. Do total de 11.057 vagas oferecidas no próximo concurso Vestibular, neste ano, 1.489 serão destinadas ao Sisu e 9.568 vagas continuarão a ser selecionadas pela Fuvest.
O Sisu é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A participação da USP no Sisu terá caráter experimental. Das 1.489 vagas destinadas ao Sisu, 413 vagas são na área de ciências exatas e tecnologia, 348 na área de ciências biológicas e 728 em humanidades.
As discussões sobre as novas formas de ingresso nos cursos de graduação da USP tiveram início em junho do ano passado e envolveram as 42 Unidades de Ensino e Pesquisa da Universidade. Trata-se de uma das metas estabelecidas pela gestão do reitor Marco Antônio Zago quanto ao aperfeiçoamento das políticas de inclusão social da Instituição.
“Essa foi uma decisão histórica para a Universidade, pois representa uma grande oportunidade para estudantes do Brasil inteiro ingressarem na USP e, principalmente, para aqueles oriundos de escolas públicas”, destacou o reitor, logo após o término da reunião.
Dentre as modalidades de vagas adotadas pelo Sisu, as Unidades poderiam optar por três: ampla concorrência; vagas disponibilizadas para candidatos que, independentemente de renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas; e vagas disponibilizadas para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
Das 42 Unidades de Ensino e Pesquisa da USP, sete não disponibilizaram vagas para o Sisu. Além dessas, a Escola de Comunicações e Artes (ECA), a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e o Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU) não aderiram ao sistema, pois a seleção dos novos alunos dessas Unidades conta também com provas de habilidades específicas.
Os bônus do Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp) continuarão a ser oferecidos a alunos oriundos de escolas públicas que se inscreverem na Fuvest. Os bônus do Inclusp podem chegar a 20%, conforme o grupo no qual o candidato se inserir, que incidem sobre a nota da primeira fase e a nota final do Vestibular.
A Pró-Reitoria de Graduação definirá a forma de compatibilização dos resultados de candidatos aprovados nos dois processos – Sisu e Fuvest – privilegiando, sempre que possível, o resultado do Vestibular.
Clique nos links a seguir para acessar a tabela das vagas disponibilizadas para o Sisu e a tabela das vagas da Fuvest.
retirado do site:http://www.usp.br/imprensa/?p=50466

USP - Alunos de escolas públicas podem receber bônus no Vestibular

Portal da USP

A Pró-Reitoria de Graduação estabeleceu as normas para os candidatos interessados em se inscrever no Programa de Avaliação Seriada (Pasusp), voltado aos alunos que estão cursando o segundo ou terceiro ano do ensino médio em escolas públicas e que também tenham cursado integralmente o ensino fundamental em instituições públicas brasileiras.
O Pasusp é uma das ações que compõem o Programa de Inclusão Social da Universidade de São Paulo (Inclusp).
Os alunos que cursaram integralmente o ensino fundamental e os primeiro e segundo anos do ensino médio em escolas públicas, e que ainda estejam cursando, em 2015, o terceiro ano do ensino médio em escolas públicas, receberão bônus de 15%. Haverá um bônus adicional de até 5% para aqueles que tenham participado do Pasusp em 2014, de acordo com o desempenho na prova da primeira fase do Vestibular.
Para aqueles que cursaram integralmente o ensino fundamental e o primeiro ano do ensino médio em escolas públicas e que estejam cursando, em 2015, o segundo ano do ensino médio em escolas públicas, o bônus será de 5%.
Dentro do Inclusp, também são oferecidos bônus de 12% a alunos que cursaram ou estejam cursando o ensino médio em escolas públicas, e bônus de 5% para candidatos que se declararem pretos, pardos e indígenas, que cursaram ensino fundamental na rede pública e tenham cursado ou estejam cursando, integralmente, o ensino médio em escola pública.
Os bônus incidirão sobre a nota da primeira fase e a nota final do Vestibular Fuvest 2016.
Os interessados deverão realizar sua inscrição para o Vestibular, no período de 21 de agosto a 9 de setembro. No ato da inscrição, o candidato deverá declarar que cursou o ensino fundamental em escolas públicas; declarar que cursou, até o momento ou integralmente, todo o ensino médio em escolas públicas; manifestar opção pelo Inclusp; e confirmar o ano previsto de conclusão do ensino médio.
Os documentos exigidos para a inscrição no Vestibular são o documento de identidade e o CPF.
Isenção da taxa
Estão abertas, até o dia 10 de agosto as inscrições, para os interessados em participar do programa de isenção total ou parcial da taxa de inscrição para o Vestibular, voltado aos candidatos que comprovem insuficiência de recursos financeiros para esse pagamento.
O processo de seleção será conduzido pela Superintendência de Assistência Social (SAS) da Universidade. As inscrições deverão ser feitas pelo site da Fuvest, com o preenchimento de formulário específico, ao qual deverão ser anexadas cópias dos comprovantes da situação socioeconômica do candidato.
A SAS disponibiliza, até o dia 9 de agosto, o e-mail isentos@usp.br para receber e esclarecer dúvidas.
Enem
No último dia 23 de junho, foi aprovada a adesão da USP ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como nova forma de ingresso aos cursos de graduação. Do total de 11.057 vagas oferecidas no próximo concurso Vestibular, neste ano, 1.489 serão destinadas ao Sisu e 9.568 vagas continuarão a ser selecionadas pela Fuvest.
O Sisu é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A participação da USP no Sisu terá caráter experimental. Das 1.489 vagas destinadas ao Sisu, 413 vagas são na área de ciências exatas e tecnologia, 348 na área de ciências biológicas e 728 em humanidades.
A Pró-Reitoria de Graduação definirá a forma de compatibilização dos resultados de candidatos que se inscreverem nos dois processos – Sisu e Fuvest.
retirado do site:http://www.usp.br/imprensa/?p=50796

SBPC Inovação aborda os processos de inovação, tecnologia e empreendedorismo no Brasil

Portal da UFSCar

Entre os dias 13 e 17 de julho, a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promove um conjunto de atividades direcionadas à inovação tecnológica, empreendedorismo e propriedade intelectual. Em sua primeira edição, a SBPC Inovação reúne expositores de projetos e realizações em Ciência, Tecnologia e Inovação de empresas, universidades, instituições de pesquisa e fomento e secretarias de governo. Como explica a professora Ana Lúcia Torkomian, coordenadora da SBPC Inovação, a iniciativa de apresentar uma interface entre a academia e o empresariado, empresas e laboratórios é pioneira e agrega um conjunto de discussões relevantes para todos os envolvidos, pois analisa a inovação nos aspectos legais, acadêmicos e produtivos. “Incluímos temas na SBPC Inovação que são relevantes quando se discute a inovação no Brasil”, destaca a coordenadora.

A abertura da SBPC Inovação conta com a sessão “A emenda constitucional 85 na prática: Impactos da Cooperação Universidade e Empresa”, coordenada pela Procuradora Federal da UFSCar Patrícia Ruy Vieira, com palestras ministradas por Sibá Machado, Gesil sampaio Amarante Segundo e Newton Lima Neto. No mesmo dia, ocorre a mesa-redonda “O Papel da universidade no Sistema Nacional de Inovação”, coordenada pela professora Ana Lúcia Torkomian e com palestras ministradas por Luiz Cláudio Costa, do Ministério da Educação, Gerson Valença Pinto, da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Emília Maria Silva Ribeiro Curi, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Reitor da UFSCar e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) Targino de Araújo Filho.

O evento amplia discussões interessantes sobre as parcerias entre os setores públicos e privados e o papel das universidades nos processos de inovação tecnológica, além da questões relacionadas às publicações científicas e as patentes, e à importância e desafios dos órgãos de fomento e redes regionais e estaduais de ciência, tecnologia e inovação. Aspectos legais também serão debatidos, como a Lei nº13123 de 20 de maio de 2015 relacionada à biodiversidade. A sessão será coordenada pela Pró-Reitora de Pesquisa da UFSCar, a professora Heloisa sobreiro Selistre de Araújo, com a presença de Rafael de Sá Marques do Ministério do Meio-Ambiente, Ana Claudia de Oliveira da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina) e Maria Celeste Emerick da Fundação Oswaldo Cruz. Na quarta-feira, dia 15 de julho, o empreendedorismo é tema da conferência "Spin-offs acadêmicos" e da sessão especial "Empreendedorismo Inovador - Como estimulá-lo nas universidades e instituições de pesquisa?". Os eventos discutem e apresentam processos que possibilitam, a partir do conhecimento gerado e discutido nas universidades, o desenvolvimento de projetos e o incentivo à criação e inovação.

Para encerrar ocorre o minicurso “Introdução a Propriedade Intelectual”, ministrada por Eduardo Winter, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), com apresentação dos conceitos de inovação, propriedade intelectual e industrial, além dos procedimentos de registro de patentes, marcas, desenho industrial, indicação geográfica, informação tecnológica, registro de software e transferência de tecnologia.

Na opinião de Torkomian, a inclusão de eventos direcionados à discussão dos processos de inovação e desenvolvimento de tecnologias estreita mais as relações entre os setores acadêmicos e produtivos. “A SBPC Inovação ocorre pela primeira vez dentro de uma reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. É inédito reunir pesquisadores reconhecidos no mundo inteiro, direcionados com o progresso da ciência, e discutir a inovação. Essa é uma prova que a Universidade assume o seu papel no desenvolvimento econômico do Brasil e se abre para as demandas da sociedade”, analisa a coordenadora.

A programação completa da SBPC Inovação podem ser conferida em www.sbpc.ufscar.br/sbpc-inovacao.
retirado do site:http://www2.ufscar.br/servicos/noticias.php?idNot=7558

SBPC Cultural - Público desfrutará de mais de 40 atrações musicais, teatrais, de dança, cinema e literatura

Portal da UFSCar

Com a aproximação da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 12 a 18 de julho no Campus São Carlos da UFSCar, estão sendo fechadas as programações dos vários eventos que acontecem paralelamente à programação científica da Reunião. Nesta semana, foi divulgada a programação da SBPC Cultural, que, com o título de "Luz, Arte e Ação", oferecerá aos participantes do evento mais de 40 atrações artísticas, incluindo espetáculos musicais, de dança, teatro, cinema e literatura, dentre outros.

As atividades acontecem ao longo de todos os dias da Reunião, na Praça da Cultura que será montada no próprio Campus e, também, em outros espaços da cidade de São Carlos. "Além de tornar a Reunião ainda mais agradável, o objetivo é apresentar a cultura regional para os visitantes, que virão de todos os lugares do Brasil", conta Ilza Zenker Leme Joly, docente do Departamento de Artes e Comunicação que integra a comissão organizadora. Na programação estão vários artistas de São Carlos e região, como os músicos André de Souza, Rodrigo Zanc, Sara Donato, Emílio Martins e a banda The Dead Rocks, dentre vários outros. Também estarão presentes grupos culturais originados na própria UFSCar, como a Bateria da Universidade, a Orquestra Experimental, o Grupo de Prática e Pesquisa em Danças Brasileiras Girafulô e os grupos teatrais Ouroboros e Olhares.

Em uma parceria com o SESC São Carlos, o público poderá desfrutar, na noite de quinta-feira (dia 16, às 20 horas), de show com o grupo paulistano Premê, uma das grandes referências do movimento que ficou conhecido como "Vanguarda Paulista". Criado em 1976, o grupo se apresenta com a sua formação original, com a participação de Wandi Doratiotto, Mário Manga, Claus Petersen e Marcelo Galbetti. Outra atração que acontecerá no SESC é o espetáculo multimídia "Nise da Silveira – Guerreira da Paz", encenação sobre a vida da brasileira que revolucionou a Psiquiatria ao criar ateliês de arte dentro de hospitais psiquiátricos e lutar contra os tratamentos com eletrochoque e outros procedimentos violentos usados contra os pacientes na primeira metade do século XX.

A programação completa da SBPC Cultural pode ser conferida em www.sbpc.ufscar.br, onde também estão disponíveis as informações sobre todos os demais eventos que integram a 67ª Reunião Anual.
retirado do site:http://www2.ufscar.br/servicos/noticias.php?idNot=7539

Educação Superior - Universidade do Algarve inicia terceira fase de candidatura

Portal do MEC

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que pretendem estudar fora do Brasil podem concorrer a vagas na Universidade do Algarve (UAlg), na terceira fase de candidatura. A instituição está localizada na região sul de Portugal. As inscrições estão abertas até 17 de julho no portal da universidade e são mais de 200 vagas para 42 cursos disponíveis.
Na primeira fase de seleção, ocorrida em março, 98 candidatos brasileiros que fizeram o exame inscreveram-se para estudar na UAlg. A segunda fase teve resultado bastante acima do esperado, totalizando 281 brasileiros inscritos. A única exigência é que os brasileiros obtenham um mínimo de 500 pontos na redação e pelo menos 475 pontos em cada uma das provas objetivas do Enem.
Desde 2014, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem acordo firmado com universidades portuguesas (Coimbra e Algarve) para aproveitamento dos resultados do exame para ingresso em suas graduações.
A Universidade do Algarve congrega unidades de ensino superior universitário e politécnico e criou ainda um incentivo aos estudantes internacionais, ao reduzir o valor da anuidade. Assim, os aprovados com melhor classificação pagarão mil euros. O custo da mensalidade de um quarto em uma residência acadêmica é de R$ 525.
Atualmente, a UAlg publicou em seu canal no Youtube o relato de uma estudante da Universidade de Brasília (UnB), que faz intercâmbio na instituição portuguesa.
Assessoria de Comunicação Social do Inep
Acesse a página da Universidade do Algarve
Palavras-chave: educação superior, Enem, Universidade do Algarve

terça-feira, 7 de julho de 2015

Maioria dos alunos sai do ensino médio sem aprender matemática

Daniel Mello
Da Agência Brasil, em São Paulo 

Apenas 2,7% dos estudantes de Roraima terminam o ensino médio dominando o conteúdo de matemática. No Maranhão o percentual é 2,8% e no Amazonas, 2,9%. Esses três estados tiveram o pior resultado no relatório De Olho nas Metas, divulgado hoje (2) pelo movimento Todos Pela Educação. O nível de proficiência em matemática foi medido com base no Sistema de Avaliação da Educação o Básica referentes a 2013, do Ministério da Educação.
De acordo com os dados, o resultado também é baixo na média nacional: 9,3% dos que concluem o ensino médio absorveram o essencial da disciplina. Os estudantes do Distrito Federal tiveram o melhor desempenho com 17% deles demonstrando proficiência na matéria. No Rio Grande do Sul o percentual é 13,8%.
O relatório destaca que nem mesmo os estados com melhor resultado atingiram a meta proposta pelo Todos pela Educação de 28,3% dos estudantes com domínio do conteúdo de matemática. "A cada vinte crianças que ingressam no ensino fundamental, apenas uma está saindo com a aprendizagem adequada em matemática", enfatiza a coordenadora geral da pesquisa, Alejandra Velasco.
Em português, os resultados foram um pouco melhores, porém também abaixo das metas. O Distrito Federal tem 40,2% dos estudantes concluintes do ensino médio com os conhecimentos essenciais em português. O percentual é maior do que a meta nacional (39%), mas menor do que o objetivo específico (54,7%). Na média de todo o país, o percentual ficou em 27,2%. Os piores resultados foram registrados no Maranhão (12,2%) e em Alagoas (12,6%).
Para contornar essa situação, Alejandra defende uma atenção específica ao ensino médio. "Só corrigindo o percurso todo é que se corrigirá essa estatística. Isso é o produto de toda a escolaridade desse aluno. Então, a gente precisa falar e ter soluções específicas para os anos finais do ensino fundamental, que é uma etapa esquecida das políticas públicas", ressaltou após a apresentação dos dados.
Para Alejandra, a matemática é uma disciplina especialmente difícil de se apresentar aos estudantes. "Com matemática há uma dificuldade maior de não apenas apresentar os conteúdos, mas relacionar esses conteúdos com o cotidiano do aluno", destacou. Por esse motivo, ela enfatizou a importância da capacitação dos educadores. "Não é apenas o domínio dos conhecimentos específicos de matemática . Mas é também o domínio de diferentes técnicas e formas de se ensinar esses conhecimentos. Ter um repertório para quando uma estratégia não funciona com determinados alunos, empregar outra", acrescentou.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/07/02/maioria-dos-alunos-sai-do-ensino-medio-sem-aprender-matematica.htm

Ensino fundamental de 9 anos eleva desempenho de alunos

Estadão Conteúdo
Em São Paulo

A adoção do ensino fundamental de nove anos - que antecipou a idade de entrada na escola dos alunos de 7 para 6 anos - trouxe melhora ao aprendizado dos estudantes da rede pública. O nível de proficiência dos alunos do 5º ano do ensino fundamental do país que estudaram um ano a mais foi de 11% a 14% melhor, de acordo com os resultados da Prova Brasil.
A diferença, no entanto, deve cessar neste ano, uma vez que desde 2011 praticamente todas as matrículas já foram feitas sob este sistema. Ou seja, alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental que farão a Prova Brasil neste ano já tiveram cinco anos de escolaridade, e não quatro.
Os dados são de um estudo inédito promovido pelo movimento Todos pela Educação (TPE) obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo, que será apresentado nesta quinta-feira (2). O levantamento feito pelos pesquisadores Armando Chacón e Pablo Arturo Peña usou dados de desempenho dos estudantes na Prova Brasil - avaliação oficial do governo para todas as escolas públicas e que serve de base para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A prova exige conhecimento em duas disciplinas: Língua Portuguesa e Matemática.
Para chegar ao índice, o estudo compara o crescimento da nota no exame somente de alunos do 5º ano do ensino fundamental entre os anos de 2007 e 2011. As escolas foram separadas em três categorias, considerando o período em que adotaram o ensino de nove anos.
As unidades que tinham alunos já com cinco anos de estudo em 2007 foram as que tiveram maior evolução na prova. Nessas unidades, as notas da Prova Brasil subiram 21,7 pontos em Matemática e 18,5 em Língua Portuguesa.
As unidades que passaram a ter alunos com cinco anos de estudo só em 2011 também apresentam diferença. Nessas escolas, houve aumento de 20 pontos em matemática e 18,6 em língua portuguesa. Já as escolas em que os estudantes só tinham 4 anos de escolaridade em 2011 conseguiram níveis menores de melhora. O índice dessas unidades subiu 14,1 pontos em Matemática e 12,3 em Língua Portuguesa.

Avaliação

Para o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Ocimar Alavarse, o resultado é reflexo da maior exposição dos alunos, nos anos iniciais, às competências exigidas na Prova Brasil. Ressalta, no entanto, que, mesmo com a melhora, o desempenho médio do estudante ainda é baixo.
"Uma coisa é dizer que gera mais ganho. Outra é que o resultado do processo é eficiente", afirmou Alavarse. Em 2013, por exemplo, o desempenho dos alunos, tanto em Matemática quanto em Português, ficou abaixo do esperado.
A professora de Matemática da rede estadual de São Paulo Regina Estravini, de 55 anos, está há 25 na sala de aula. Ela disse ter visto melhora com o acréscimo de um ano. "Quanto mais tempo eles têm para desenvolver, mais fácil. Nem todo mundo pega o ritmo ao mesmo tempo, principalmente em matemática", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/07/02/ensino-fundamental-de-9-anos-eleva-desempenho-de-alunos.htm

Colégios de São Paulo fazem fusão de conteúdos de disciplinas

Estadão Conteúdo

Toda quinta-feira os alunos do 5º ano do ensino fundamental da Escola Villare, em São Caetano do Sul, no ABC paulista, saem da sala para ter aula no parque. A disciplina é dada não por um professor, mas por quatro. E os estudantes aprendem conceitos de biologia, geografia e artes. A matéria, chamada de Grupo de Pesquisa Interdisciplinar (GPI), parece um projeto extracurricular, mas faz parte da grade regular, com exigência de notas e frequência.
Assim como o Villare, outras escolas particulares de São Paulo estão alterando o currículo para acrescentar matérias que vão abordar mais de uma disciplina - conceito chamado "steam" (que na sigla em inglês significa ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática).
"Nós ainda temos as aulas exclusivas de cada uma das disciplinas e temos essa aula que é complementar. As áreas só têm sentido quando elas se conversam. Ninguém que vai estudar Física ou Química fica só nessas disciplinas, sem abordar a Matemática, por exemplo", disse Ligia Berenguel, vice-diretora da escola.
Outros colégios adotaram as aulas interdisciplinares para os alunos do ensino médio. É o caso do Bandeirantes, que está modificando o currículo para integrar diferentes matérias. Os alunos do 1º ano terão, a partir de 2016, aulas conjuntas, com pelo menos dois professores, nos laboratórios de química, física e biologia.
"Os alunos estarão mais autônomos, mais protagonistas e os conteúdos farão mais sentido para eles. Eles não deixarão de ser preparados para as provas mais tradicionais, como vestibulares, e ainda terão o acréscimo de um preparo de pensamento crítico, raciocínio complexo e resolução de problemas", afirmou Cristiana Mattos de Assumpção, coordenadora de ciências do colégio.
Segundo ela, a mudança curricular no Bandeirantes é consequência de um conceito que vem sendo aplicado há 20 anos, por meio de projetos extracurriculares e de alguns trabalhos em sala de aula. "O colégio vem investindo em projetos para adquirir o know-how de como trabalhar dessa forma, avaliar os impactos na aprendizagem e capacitar os professores para repensar seu papel como educadores e sua relação com os alunos", disse Cristiana.

Resultado

Os coordenadores dos colégios disseram ter observado que os alunos ficam mais empolgados e curiosos com os conceitos discutidos nas aulas que abordam mais de uma matéria. "Essas novas disciplinas possibilitam abrir o pensamento, criar um ambiente investigativo e promover o empoderamento dos estudantes a partir de seu processo de aprendizagem", afirmou Luis Fernando Massagardi, orientador pedagógico do Colégio Ofélia Fonseca.
Neste ano, a escola reestruturou a grade curricular do ensino médio, reduzindo a carga horária exclusiva de algumas disciplinas para que fossem abordadas em aulas por área. Os alunos do 2º ano passaram a ter uma nova disciplina, Ciências da Natureza, com professores de biologia, química e física. Já os do 3º ano ganharam duas novas matérias: Linguagens, com um professor de Língua Portuguesa e outro de Literatura; e Política e Sociedade, com professores de história e filosofia.
"Quando apresentamos o conteúdo por áreas, o aluno passa a ver mais sentido no que está sendo estudado. Ele vivencia um processo independente dessa ou daquela disciplina, e nesse caminho ele vai se apropriando dos conhecimentos específicos", disse Massagardi. Ele também afirmou que as aulas com mais de um professor em sala permitem que um mesmo assunto seja abordado de formas diferentes.
Para as escolas, esse é um caminho para o ensino nos próximos anos. Mesmo nas aulas que abordam uma única disciplina, os professores têm sido incentivados e cobrados para que tentem ampliar os conceitos e, assim, mostrar a aplicação do que é ensinado. "Essa tendência de trabalhos interdisciplinares já vem sendo apontada como formato necessário para suprir as demandas da formação de um cidadão no século 21", disse Cristiana.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticiashttp://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/07/06/colegios-de-sao-paulo-fazem-fusao-de-conteudos-de-disciplinas.htm

Mais Médicos - Grupo de supervisão acadêmica fará visitas no Pará e Amazonas

Portal do MEC

O Ministério da Educação inicia este mês uma missão de supervisão acadêmica do programa Mais Médicos na região Norte. O trabalho caberá a uma força-tarefa, que supervisionará médicos atuantes em várias cidades do interior dos estados do Amazonas e do Pará.
O grupo especial de supervisão visitará os profissionais durante uma semana. No Amazonas, as atividades irão do dia 13 ao dia 17 próximos, com 14 supervisores para 57 médicos. No Pará, do dia 20 ao dia 25 próximos, serão 13 supervisores para 54 médicos. O grupo especial é formado por médicos da área de saúde coletiva, medicina de família e comunidade ou da área de clínica médica, vinculados a instituições que aderiram ao programa.
A supervisão acadêmica do programa Mais Médicos é atribuição do MEC. A Diretoria de Desenvolvimento de Educação em Saúde (DDES) da Secretaria de Educação Superior (Sesu), em parceria com a Universidade de Brasília, gerencia o grupo de supervisão. A iniciativa visa a garantir o controle e a orientação da atuação médica nas áreas de mais difícil acesso do país.
A ação envolve ainda a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); a Secretaria de Saúde do Amazonas (Sesam) e a Universidade Federal do Pará (UFPA).
Para chegar aos municípios, são usados meios de transporte como aviões, barcos, balsas e carros. A logística envolve os ministérios da Saúde e da Defesa, as Forças Armadas e as secretarias de saúde dos estados.
No Amazonas, o grupo supervisionará os municípios de Amaturá, Barcelos, Canutama, Fonte Boa, Itamarati, Juruá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tapauá e Tonantins. No Pará, receberão as visitas as cidades de Água Azul do Norte, Aveiro, Bannach, Cumaru do Norte, Faro, Itaituba, Jacareacanga, Juruti, Ourilândia do Norte, Placas, Prainha, Rio Maria, Terra Santa, Trairão, Tucumã e Xinguara.

Ana Cláudia Salomão
Palavras-chave: Mais médicos, supervisão acadêmica

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...