sábado, 6 de junho de 2015

120 artigos científicos foram criados em “gerador de lero-lero” e ninguém percebeu

120 artigos científicos foram criados em “gerador de lero-lero” e ninguém percebeu: as editoras de revistas científicas Springer e IEEE removeram mais de 120 artigos publicados entre 2008 e 2013 - eram todos feitos de jargão sem sentido, gerado automaticamente por computador. (Gizmodo)
Esta semana, a Nature revelou que as editoras de revistas científicas Springer e IEEE removeram mais de 120 artigos publicados entre 2008 e 2013. Elas descobriram que cada um deles era jargão sem sentido, todos gerados automaticamente por computador.
O enorme descuido foi descoberto pelo cientista da computação Cyril Labbé, que passou os últimos dois anos reunindo esses artigos.
Os textos foram elaborados com um programa do MIT chamado SCIgen; qualquer pessoa pode baixá-lo e usá-lo. Ele foi criado em 2005 para provar que conferências acadêmicas constantemente aceitam estudos sem qualquer sentido. Labbé criou um site onde usuários podem testar se artigos foram criados usando o SCIgen; ele diz à Nature que eles “são bastante fáceis de se detectar”.
Labbé diz não saber por que os trabalhos foram enviados, nem mesmo se os autores sabiam deles. Mas como algo assim pode ser publicado em veículos sérios? Parte da genialidade do esquema é que, pelo menos para um olhar destreinado, os artigos parecem plausíveis.
Por exemplo, um dos trabalhos publicados, vindo de uma conferência de engenharia na China, é intitulado “TIC: Uma metodologia para a construção do e-commerce”. Vago, mas parece plausível. Só que o resumo já causa estranheza:
Nos últimos anos, muitos estudos vêm se dedicando à criação de chaves públicas e privadas de criptografia; por outro lado, poucos sintetizaram a visualização do problema do produtor-consumidor. Dado o estado atual de arquétipos eficientes, importantes analistas notoriamente desejam uma emulação do controle de congestionamento de rede, que incorpora os princípios fundamentais de hardware e arquitetura. Em nossa pesquisa, nós concentramos nossos esforços em refutar que planilhas podem ser compactas ou feitas com base em conhecimento e empatia.
Basicamente, algo saído de um gerador de lero-lero. Segundo a Nature, a maioria dos trabalhos veio de conferências que aconteceram na China, e a maior parte tem autores com filiações chinesas. No entanto, ninguém sabe ao certo quem está por trás desse escândalo.
Dezesseis dos trabalhos foram publicados pela Springer, enquanto mais de 100 vieram da IEEE. O problema é que os estudos, supostamente, são revisados por pares: eles passam pelo escrutínio de um ou mais estudiosos com mesmo escalão que o autor, em geral de forma anônima. Por isso, as editoras estão tendo dificuldade em explicar exatamente como isso aconteceu.
Ou seja, se você já teve que ler um artigo científico e ficou meio (muito) confuso, não se sinta tão mal: talvez o texto fosse algo sem sentido gerado automaticamente por computador. [Nature]
retirado do site:http://gizmodo.uol.com.br/gerador-artigos-cientificos/

Revistas científicas aceitam artigo criado em gerador de lero-lero e “escrito” por Maggie Simpson

Maggie Simpson
Normalmente, antes de um estudo científico ser publicado, ele é revisado por pares, passando pelo escrutínio de um ou mais estudiosos com mesmo escalão que o autor. Mas existe um submundo de revistas científicas predatórias, que se oferecem a publicar qualquer artigo se você pagar uma taxa.
Segundo o Vox, o engenheiro Alex Smolyanitsky quis expor essas revistas, e usou duas armas de peso: um gerador de lero-lero e personagens de Os Simpsons.

O artigo “Configurações difusas e homogêneas” foi aceito pelo Journal of Computational Intelligence and Electronic Systems e pelo Aperito Journal of Nanoscience Technology – este, inclusive, já o publicou.
Ele lista como autores: Margaret Simpson, também conhecida como Maggie; Kim Jong Fun, o líder da Coreia do Norte que sabe viver a vida; e Edna Krabappel, professora de Bart Simpson.
E ele foi elaborado com um programa do MIT chamado SCIgen, que reúne jargão científico de uma forma que quase não faz sentido. Tome, por exemplo, o resumo do “estudo”:
A Ethernet precisa funcionar. Neste artigo, nós confirmamos a melhoria do e-commerce. WEKAU, nossa nova metodologia para a correção de erros para a frente, é a solução para todos estes desafios.
Depois disso, vêm três páginas de aleatoriedades, mencionando termos como “ciberinformática replicada” e “íon tempo-linear”; mais uma página com vinte e três referências, para dar um ar de legitimidade ao estudo. Você pode lê-lo na íntegra aqui.
Estudo criado em gerador de lero lero
O cientista da computação Cyril Labbé criou um site onde usuários podem testar se artigos foram criados usando o SCIgen, mas os periódicos que publicaram esse “estudo” não se importam muito com isso. Na verdade, o Aperito Journal of Nanoscience Technology continua enviando uma conta no valor de US$ 459 para Smolyanitsky pagar.
Essas revistas fraudulentas são um câncer entre as publicações científicas. Do Vox:
Em abril passado, por exemplo, um repórter do jornal Ottawa Citizen escreveu um estudo totalmente incoerente sobre solo, tratamento de câncer e Marte, e foi aceito por 8 de 18 revistas online com fins lucrativos. E no ano passado, o repórter John Bohannon e a prestigiosa revista Science colaboraram em um golpe semelhante, fazendo com que um paper profundamente falho sobre um líquen que combate câncer ser aceito por 60% dos 340 periódicos. Usando endereços IP, Bohannon descobriu que as revistas que aceitaram seu estudo estavam desproporcionalmente localizadas na Índia e na Nigéria.
A cultura de “publish or perish” (publique ou morra) – que mede o sucesso de cientistas pelo número de pesquisas que publicam – é uma grande responsável por essa proliferação de revistas sem credibilidade.
Por isso, nem mesmo as revistas respeitáveis estão livres de problemas. Este ano, as editoras Springer e IEEE removeram mais de 120 artigos após descobrirem que cada um deles era jargão gerado automaticamente por computador. Então antes de confiar em pesquisas científicas, melhor ficar de olho na fonte. [Vox via Slate]
Foto: a pesquisadora Maggie Simpson no supermercado/John Biehler/Flickr
retirado do site:http://gizmodo.uol.com.br/gerador-artigos-cientificos-simpsons/

Chocolate - É terrivelmente fácil enganar milhões de pessoas com pesquisas científicas fajutas

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Você deve ter lido alguma coisa sobre a suposta dieta que trazia resultados mais rápidos ao incluir chocolate no cardápio. As matérias sobre a tal dieta se baseavam em uma pesquisa do Instituto de Dieta e Saúde (Institute of Diet and Health) e eram de autoria do médico alemão e diretor do instituto Johannes Bohannon. Ela foi publicada por revistas científicas e divulgada mundialmente em sites, revistas e programas de TV. E ela não passou de uma grande mentira.
Johannes Bohannon e o Instituto de Dieta e Saúde não passam de invenções do jornalista John Bohannon. Ele criou o site do instituto e publicou o estudo para expor como é fácil divulgar um estudo científico duvidoso.

O estudo

O jornalista explica no io9 que a pesquisa foi encomendada por um canal de televisão alemão. Uma equipe do canal produzia um documentário sobre a ciência fajuta da indústria da dieta, que transformam ciência ruim, barata e duvidosa em grandes manchetes em jornais. E, tirando os resultados, tudo foi feito como uma pesquisa de verdade: com médicos, um profissional de estatística e objetos de pesquisa — pessoas dispostas a participar da dieta.
Os sujeitos participantes da pesquisa — 5 homens e 11 mulheres, de 19 a 67 anos — receberam 150 euros cada e foram informados que o estudo fazia parte de um documentário sobre dietas e nada mais.
A escolha do chocolate amargo veio do médico responsável pelos exames clínicos da pesquisa. Gunther Frank, clínico geral e autor de um livro contra a pseudociência por trás de dietas, explica: “Chocolate amargo tem gosto ruim, e por isso as pessoas acham que ele faz bem”, diz. “É como uma religião”.
Depois de uma bateria de exames, o clínico separou os participantes em três grupos distintos: o primeiro em uma dieta de baixa caloria, o segundo na mesma dieta de baixa caloria mais a inclusão de 40 g de chocolate por dia e o terceiro grupo continuou com os mesmos hábitos alimentares que já mantinham. Cada indivíduo se pesou diariamente por 21 dias consecutivos e foi submetido a um questionário e mais uma bateria de exames ao final do experimento.
E o resultado? O terceiro grupo manteve ou teve mudanças insignificantes no peso, enquanto cada indivíduo do segundo e do primeiro grupo emagreceram cerca de 2.5 kg, com o segundo grupo, o que incluía chocolate na dieta, perdendo peso 10% mais rápido e com melhores resultados nos exames de colesterol que o primeiro.

O resultado

Então o estudo funciona? Bem, sim e não. O estudo mostrou uma aceleração na perda de peso do grupo que comeu chocolate, no entanto, o número de indivíduos testados é muito pequeno para se chegar a qualquer conclusão — os testes foram feitos com apenas 15 pessoas. Mas os responsáveis pelo estudo sabiam disso. Bohannon explica no post:
“Se você medir um grande número de coisas em um número pequeno de pessoas, você quase certamente terá um resultado ‘estatisticamente significativo'”
E adivinha? O estudo conta com dezoito medidas diferentes — peso, colesterol, sódio, níveis de proteína do sangue, qualidade do sono, bem-estar e outros — e apenas 15 pessoas para teste. Eles estavam fadados a receber pelo menos um resultado bom. “Não sabíamos com o que terminaríamos — as manchetes poderiam ser que chocolate melhora o sono ou diminui a pressão arterial — mas sabíamos que nossas chances de ter pelo menos um resultado ‘estatisticamente significativo’ eram boas”, diz o jornalista.
Além disso, Bohannon explica que os hábitos alimentares do terceiro grupo, que não recebeu nenhuma dieta, sequer foi questionado; e alguns fatores, como o ciclo menstrual, que pode oscilar o peso de mulheres em quantidades próximas ao que a dieta prometia eliminar, também não foi levado em consideração.

Publicando e divulgando

chocolate
Com os resultados em mãos, Bohannon submeteu a pesquisa para publicação em revistas científicas e dentro de 24 horas diversas publicações mostraram interesse em divulgá-la — a equipe acabou escolhendo a International Archives of Medicine, que, apesar de afirmar revisar cada pesquisa rigorosamente, publicaria o estudo por 600 euros.
Uma vez publicada, era a hora de divulgar a história: um release à imprensa bem explicado, que frisava os pontos fortes da pesquisa – como o chocolate ser um instrumento para perder peso – e omitia possíveis questionamentos, como o pequeno número de participantes da pesquisa. O release era praticamente uma matéria pronta para os jornalistas a publicarem, como diz o próprio Bohannon — e ela serviu perfeitamente para chamar a atenção de revistas e sites dos mais diversos lugares.
Dezenas de mídias de todo o mundo publicaram a história: Irish Examiner, o site alemão da Cosmopolitan, Times of India, o site alemão e indiano do Huffington Post, um telejornal do Texas e um programa matinal da Austrália divulgaram o estudo.
No Brasil, caíram na pegadinha o portal Vírgula, a TV Cultura e o site F5, da Folha de S. Paulo. (Só o F5 corrigiu o texto.)
E nas poucas vezes em que foi contatado por jornalistas, Bohannon diz que ninguém perguntou sobre o número de participantes da pesquisa, e nenhuma matéria parecia consultar a pesquisa em si – algo necessário para averiguar se as descobertas eram mesmo reais.

A lição

Bohannon usou o estudo em dietas para alertar como é fácil publicar e divulgar um estudo dúbio, e como a editoria cientifica de revistas e jornais tem sido tratada como fofoca pela mídia. Ele espera que o experimento faça de repórteres e leitores mais céticos:
Se um estudo não lista quantas pessoas fizeram parte dele, ou afirma que os resultados são “estatisticamente significativos”, você deve perguntar o porquê. Quando falhamos [em questionar], o mundo é inundado por ciência fajuta.
retirado do site:http://gizmodo.uol.com.br/pesquisas-fajutas-midia/

ENEM - Número de inscritos passa de 7,8 milhões; prazo terminou nesta sexta, às 23h59

Portal do MEC

O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 chegou a 7,8 milhões até às 20h desta sexta-feira, 5, último dia de inscrições on-line.
No momento da inscrição, os candidatos precisam informar um número de telefone fixo ou celular válido, bem como cadastrar um endereço eletrônico (e-mail), que não pode ser usado por outro participante. O sistema pedirá ainda que o candidato crie uma pergunta e uma resposta de segurança.
Na edição deste ano, estão isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas da rede pública e as pessoas que se declararem carentes. Para os demais, o valor é de R$ 63. O pagamento deve ser feito até as 21h59 (de Brasília) de 10 de junho.
No Enem de 2015, candidatos que sejam travestis e transexuais podem usar o nome social. A inscrição deve ser feita normalmente, até as 23h59 desta sexta. Posteriormente, entre 15 e 26 de junho, eles devem encaminhar, por meio do sistema do participante, na página do Enem na internet, cópia de documento de identificação, uma foto recente e o formulário preenchido, disponível on-line.
Sisu — A nota do Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em 115 instituições públicas, e do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A participação na prova é ainda requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem também obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep
Palavras-chave: educação superior, Enem

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O modelo de escola atual parou no século 19, diz Viviane Senna Comente

Ruth Costas
Da BBC Brasil em São Paulo 
  • BBC
Para Viviane Senna, sistema educacional atual prepara alunos para mundo 'que não existe mais'.
A psicóloga Viviane Senna poderia ser conhecida apenas por ser a irmã do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, morto em maio de 1994. O trabalho que vem realizando há duas décadas à frente do instituto que leva o nome do irmão, porém, fez com que também se tornasse uma das figuras mais proeminentes no debate sobre educação no Brasil.
O Instituto Ayrton Senna (IAS) foi idealizado pelo piloto, mas só saiu do papel após sua morte, em novembro de 1994, quando sua família cedeu à entidade os direitos sobre a imagem de Senna. Desde então, vem atuando em projetos para melhorar a eficiência de instituições de ensino em todo o país, organizando desde programas de reforço escolar e capacitação de professores até sistemas de gestão de recursos.
Seus projetos atendem a cerca de 2 milhões de crianças a cada ano, sendo em parte financiados pelo licenciamento de produtos da grife Senna - que vão de capas de smartphone a macarrões instantâneos, relógios e artigos de papelaria.
No mês passado, o instituto abriu uma nova seara de atuação com a inauguração do chamado "Edulab21", um laboratório de inovação dedicado a produção e disseminação de pesquisas científicas que possam contribuir para a formulação de políticas públicas para a educação.
Entre seus integrantes e colaboradores estão o economista Ricardo Paes de Barros, um dos arquitetos do programa Bolsa Família (agora no IAS), o economista Daniel Santos, da USP, e os psicólogos Filip de Fruyt, da Universidade de Ghent, Oliver John, da Universidade da Califórnia, e Ricardo Primi, da Universidade de São Francisco.
"A ideia é gerar e disseminar conhecimentos que possam ajudar a levar o século 21 para dentro da escola", explica Viviane. Em uma cerimônia para promover a iniciativa, a psicóloga explicou para a BBC Brasil por que acredita que o sistema educacional parou no século 19 e o que é preciso fazer para resolver esse problema.

Marisa Caduro/Folhapress A criança não pode apenas decorar conceitos ou receber informações do professor. Precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico aguçado, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativa e flexível e de resolver problemas Viviane Senna
Confira:
BBC Brasil - Por que a senhora diz que a escola está ficando para trás?

Viviane Senna - Se pudéssemos transportar um cirurgião do século 19 para um hospital de hoje, ele não teria ideia do que fazer. O mesmo vale para um operador da bolsa ou até para um piloto de avião do século passado. Não saberiam que botão apertar. Mas se o indivíduo transportado fosse um professor, encontraria na sala de aula deste século a mesma lousa, os mesmos alunos enfileirados. Saberia exatamente o que fazer. A escola parece impermeável às décadas de revolução científica e tecnológica que provocaram grandes mudanças em nosso dia a dia. Ficou parada no tempo, preparando os alunos para um mundo que não existe mais.

BBC Brasil - O que há de tão errado com a educação hoje?

Viviane Senna - Um dos problemas é que o professor não tem a menor chance de ser a "fonte do conhecimento", com o conhecimento se multiplicando de forma exponencial, em questão de segundos. Até o século passado, uma descoberta revolucionária demorava décadas para acontecer. Hoje, temos uma grande inovação a cada cinco anos. Só neste ano a previsão é de que sejam produzidos mais conhecimentos e informações do que nos últimos 5 mil anos. Na prática, isso significa que se um aluno começa um curso técnico de quatro anos, por exemplo, quando chega ao terceiro ano, metade do que aprendeu no primeiro já está defasado.
Não dá para continuar com um sistema em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um arquivo em que esse conteúdo deve ser "depositado" - basicamente, o modelo do século 19. Precisamos levar o século 21 para a escola. O que significa criar sistemas que deem aos alunos oportunidade e capacidade de acessar esse arsenal de novidades produzido de forma constante em diversas disciplinas.

BBC Brasil - O que seria a escola do século 21?

Viviane Senna - Quando falamos em escola do século 21 as pessoas pensam que estamos falando em levar tablets e smartphones para as salas de aula. Não é só isso. É claro que essas novas tecnologias da informação são importantes, mas não são suficientes. São uma pequena parte dessa imensa revolução na produção de conhecimento que estamos vivenciando. O que precisamos é de uma escola que consiga preparar as crianças para viver, se relacionar e trabalhar em um mundo complexo como o que temos hoje, uma sociedade e uma economia do conhecimento.
A criança não pode apenas decorar conceitos ou receber informações do professor. Precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico aguçado, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativa e flexível e de resolver problemas. Essas habilidades socioemocionais são cruciais para que as pessoas e países possam prosperar. E o professor deve ser um mediador nesse processo. Mais do que o conhecimento certo, precisamos fomentar as atitudes certas.
Qual casamento sobrevive se o casal não tiver muita flexibilidade, persistência, criatividade? Não adianta ser inteligente. Essas habilidades são determinantes, seja na vida pessoal, na família, no trabalho e na vida em sociedade. E elas podem e devem ser desenvolvidas intencionalmente. Devem deixar de ser um currículo oculto para se tornar uma meta do sistema de ensino, como a aquisição de determinados conhecimentos de português e matemática.

BBC Brasil - O que pode servir de inspiração para a mudança?

Viviane Senna - Há diversas experiências interessantes nessa área. No Japão, por exemplo, desde a pré-escola as crianças passaram a receber brinquedos grandes, com os quais não podem brincar sozinhas. Elas precisam da ajuda dos amiguinhos. O objetivo é desenvolver a competência de colaboração nos alunos desde pequenos, porque eles já entenderam que essa capacidade de trabalhar em grupo será importante para os japoneses em um mundo globalizado, em que eles têm de lidar com pessoas e povos de cultura diferentes.
No Colégio Estadual Chico Anysio, no Rio de Janeiro, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação do RJ, já trabalhamos esses conceitos sobre os quais falei. Os alunos participam de três tipos de projetos: de intervenção, em que trabalham em times para levar adiante ações envolvendo a escola e a comunidade; de pesquisa, em que fazem pesquisas relacionadas a diferentes áreas de conhecimento; e os projetos de vida, em que refletem sobre suas trajetórias escolares e vivenciam situações que lhes permitam construir suas identidades e projetos de vida.
Em escolas públicas do interior de São Paulo, junto com a Secretaria Estadual de Educação de SP, desenvolvemos soluções educacionais em que os estudantes desenham e colocam em prática ações para melhorar a escola e comunidade. E, para chegarem a soluções para problemas reais, aprendem conceitos básicos das disciplinas regulares, como Português e Matemática. Também criamos, em parceria com a OCDE e as secretarias estadual e municipal de educação do Rio, um sistema para avaliar o os resultados desses projetos, o SENNA - sigla em inglês para avaliação nacional de competências socioemocionais ou não cognitivas.

BBC Brasil - O Instituto Ayrton Senna está lançando um centro de estudos que vai coletar e produzir pesquisas para contribuir para a 'evolução' da escola. Que tipo de descoberta pode ajudar?

Viviane Senna - Na área de neurociência, por exemplo, estamos avançando no conhecimento das chamadas funções executivas, ligadas ao córtex pré-frontal. Algo que se descobriu recentemente, e que tem sido confirmado por pesquisas na área de psicologia e economia, é que as capacidades de você autorregular seu comportamento, estabelecer metas e ser persistente na busca dessas metas, ter disciplina e responsabilidade têm um impacto imenso na aprendizagem escolar e na sua trajetória pessoal e profissional.
Uma criança disciplinada, perseverante e focada aprende. E as pesquisas mostram que pode ter tanto ou mais sucesso na escola e fora dela do que uma criança considerada muito inteligente, com QI alto. Não adianta ser um Einstein em potencial. Então algo que precisamos pensar seriamente é como desenvolver essas qualidades. Outra coisa interessante que as pesquisas têm mostrado é que as habilidades socioemocionais podem ter um impacto maior que o nível socioeconômico de uma criança em seu desempenho escolar.

BBC Brasil - Como assim?

Viviane Senna - Há vinte anos, era comum ouvir no Brasil que as crianças pobres não conseguiam aprender direito porque eram subnutridas, não comiam bem. Esse discurso foi superado, mas muita gente ainda continua tentando atribuir o problema do fracasso escolar a dificuldades criadas pelo nível socioeconômico dos alunos. Como se esse fosse um fator determinante. A escola lava as mãos. Diz: a criança não aprende porque é pobre, vem de uma família desestruturada.
Há de fato alguma correlação entre nível socioeconômico e aprendizagem, mas o papel da escola é mudar isso. Senão teríamos de concluir que é preciso enriquecer todas as crianças brasileiras e suas famílias para que elas consigam aprender - o que é um absurdo. A educação deve ajudar na ascensão social da criança. Não o contrário. O que os estudos mostram é que mesmo crianças pobres, com backgrounds familiares desfavoráveis, conseguem prosperar na escola e na vida se tiverem as habilidades socioemocionais certas.

BBC Brasil - Especialistas dizem que, embora nos últimos anos o Brasil tenha conseguido aumentar a média de anos de estudos da população, ainda não avançamos na questão da qualidade. Algum sinal de mudança

Viviane Senna - Na área de educação pública, o Brasil é como um espadachim, obrigado a lutar em duas frentes. De um lado, temos tarefas bastante primárias pendentes. Ao contrário de países desenvolvidos, ainda precisamos ensinar a população competências cognitivas básicas como ler e escrever. Ao mesmo tempo, o país também tem de começar a adaptar as escolas públicas para atender a essas novas demandas do século 21. A boa noticia é que as habilidades requeridas pela realidade de nosso século facilitam o desenvolvimento das habilidades cognitivas básicas. Ou seja, se fizermos avanços em uma frente, avançar na outra se torna mais fácil.

BBC Brasil - Mas estamos dando algum passo para avançar na questão da qualidade? Em um momento o governo promete que seu lema será 'pátria educadora'. Logo em seguida, a educação é atingida pelos cortes para promover o ajuste fiscal .

Viviane Senna - O Brasil está em um momento bastante difícil do ponto de vista econômico, político e ético. E a educação não pode ser isolada desse contexto adverso. Mas acho que nossa grande tarefa hoje ainda é identificar qual direção queremos tomar em termos de educação pública, porque se não sabemos para onde vamos, não importa se o contexto está favorável ou não. Nenhum vento ajuda quem não sabe em que porto quer atracar.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2015/06/05/o-modelo-de-escola-atual-parou-no-seculo-19-diz-viviane-senna.htm

Professores da rede estadual de SP decidem manter greve que dura 80 dias

Do UOL, em São Paulo


Professores da rede estadual de SP entram em greve 141 fotos

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3.jun.2015 - Professores em greve fazem assembleia no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde de hoje. Iniciada em 13 de março, a greve dos professores da rede estadual paulista de ensino completa nesta quarta-feira (3) 83 dias e supera a greve de 82 dias realizada em 1989, segundo o sindicato que representa a categoria (Apeoesp). Uma assembleia será realizada hoje para decidir se a paralisação continua. Segundo a CET, a faixa da direita, próxima ao Masp, está interdita, mas a manifestação ainda não afeta o trânsito da região CRIS FAGA/FOX PRESS PHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (3) em assembleia na avenida Paulista. A paralisação já completou 80 dias e é a maior greve da categoria no Estado. A próxima assembleia ficou marcada para a próxima sexta.
Após a votação, os grevistas decidiram fazer uma passeata da avenida Paulista até a secretaria estadual de Educação, na Praça da República.
A diretoria do sindicato apresentou três propostas: terminar a greve, continuidade da greve por tempo indeterminado e continuidade da greve em dias determinados.Venceu a posição de continuar a greve -- a votação foi apertada e foi realizada duas vezes para que a diretoria do sindicato se certificasse da decisão. Durante os discursos dos sindicalistas, integrantes da manifestação começaram um empurra-empurra.

Desconto dos dias parados

A decisão ocorre em um momento de enfraquecimento da paralisação -- com o desconto dos dias parados, a adesão à greve diminuiu, segundo o sindicato. A Apeoesp, principal sindicato da categoria, contabiliza que 30% dos profissionais estão paralisados. No começo da semana passada, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmava que os faltosos não passam de 5%.
O motivo, segundo o sindicato, foi o corte de ponto dos grevistas, que estão desde maio sem receber salário. O sindicato recorre dos descontos no Supremo Tribunal Federal (STF).
O sindicato da categoria fez uma reunião com o governo do Estado neste mês. O governo informou que enviará, em até 30 dias, projeto de lei que estende o atendimento médico de saúde dos servidores públicos (Iamspe) a esta parcela da categoria.
O governo também sinalizou que vai diminuir o intervalo contratual dos temporários para três anos - hoje, eles precisam se afastar das aulas por 40 dias após um ano de trabalho, para não haver vínculo empregatício. A Secretaria Estadual de Educação já havia mencionado em reunião anterior que "estudava" a implementação das medidas.

A greve

Entre as reivindicações, os professores pedem a valorização da carreira, reajuste salarial que equipare perdas salariais, aumento do valor do vale-transporte e do vale-alimentação e são contra o fechamento de salas de aulas, o que ocasionou a demissão de 20.000 professores e superlotou turmas remanescentes.
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo afirmou que "avalia que a decisão do sindicato é extemporânea e ofensiva aos pais e alunos paulistas, uma vez que a categoria recebeu o último aumento salarial há sete meses, em agosto de 2014, o que consolidou um reajuste de 45%".
Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, em 2011 foi instituída uma política salarial que permitiu aos professores e demais servidores da rede estadual de ensino um aumento salarial de 45% em quatro anos.
A Apeoesp argumenta que, passados os quatro anos, o reajuste está defasado e que por isso o aumento de 75,33% equipararia as perdas salarias aos vencimentos das demais categorias de nível superior. Hoje, o salário é de R$ 2.145, para 40 horas semanais.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/03/professores-da-rede-estadual-de-sp-decidem-manter-greve-que-dura-80-dias.htm

Coordenadores de língua inglesa promovem encontro em Brasília

Portal do MEC

O Ministério da Educação sediou nos dias 1 e 2 de junho o 6º Encontro Nacional de Coordenadores do Idiomas sem Fronteiras–Inglês. Organizado pelo Núcleo Gestor do Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF), o evento teve a participação de todos os coordenadores pedagógicos de língua inglesa das 63 universidades federais do país.
O secretário de Educação Superior do MEC, Jesualdo Pereira Farias, realizou a abertura oficial do evento, que também teve a participação do diretor de políticas e programas de graduação, Dilvo Ilvo Ristoff, palestrando sobre os programas e políticas de acesso à educação superior no Brasil.
O evento teve como objetivo discutir as estratégias para a formação de professores de línguas estrangeiras por meio das ações dos núcleos de línguas (NucLis) implementados nas universidades federais, além de apresentar novas funcionalidades do sistema de gestão do programa.
No encontro, resultados alcançados pelo programa foram divulgados, como o número de 800 mil vagas ofertadas desde 2013 pelos centros aplicadores de Toefl ITP, e a classificação de mais de 52 mil alunos para cursos presenciais desde 2014. Além disso, foram apresentadas as estratégias planejadas para as próximas ações do IsF.
Assessoria de Comunicação Social

Acesse o Portal do programa IsF

Conheça as universidades parceiras do NucLi

Palavras-chave: Idiomas sem Fronteiras, inglês, intercâmbio

Projetos diversificados atendem estudantes de distrito rural

Portal do MEC

Localizada no distrito de Torreões, na área rural de Juiz de Fora, a Escola Municipal Dom Justino José de Sant’Anna oferece educação em tempo integral desde o início de 2007, por iniciativa da Secretaria de Educação do município mineiro. A escola tem cerca de 280 alunos, matriculados em turmas da educação infantil ao nono ano do ensino fundamental. Todos participam de atividades nos dois turnos, de segunda a sexta-feira.
“Os alunos que atendemos são provenientes das camadas populares e moradores de zona rural; dificilmente teriam acesso a projetos tão diversificados se não existisse a escola de tempo integral”, ressalta a pedagoga Renata Rodrigues Rainho. Professora de português e matemática, Renata explica que a escola aderiu ao programa Mais Educação e oferece aos alunos a oportunidade de escolher os projetos dos quais pretendem participar no decorrer do ano letivo. Esportes, informática, artes, música (flauta e violão), jornal e rádio escolares são algumas das atividades disponíveis. Também são oferecidas oficinas, que servem como suporte para os estudos de forma mais sistemática. Nelas, os estudantes podem rever conteúdos de português e matemática.
“A educação integral trouxe a oportunidade de vivenciar práticas pedagógicas mais atraentes e significativas para os estudantes, de forma a potencializar a aprendizagem e o prazer de aprender”, analisa Renata. Para ela, a educação integral também possibilitou uma reavaliação das práticas educativas em relação ao currículo e à organização do espaço e do tempo escolar. “Quanto ao currículo, o desafio é realizar trabalhos interdisciplinares na escola. É um grande desafio, diário e coletivo”, diz. “O currículo diversificado proporciona uma visão multifacetada dos conhecimentos de forma geral e com temas específicos, o que enriquece sobremaneira a aprendizagem.” Há 23 anos no magistério, Renata tem mestrado em gestão escolar.
Qualidade — Professora de apoio à coordenação, Terezinha Cristina Campos de Resende acredita que todas as atividades oferecidas pela escola interferem positivamente na qualidade da educação dos alunos. Seja a oportunidade de estudar em tempo integral, com apoio pedagógico extraclasse, seja participar de iniciativas culturais, esportivas e de lazer gratuitas, sempre com a orientação de profissionais especializados.
Responsável pela oficina de teatro nos horários matutino e vespertino, Terezinha diz buscar, ao máximo, a valorização do trabalho coletivo, a integração, a socialização e o respeito pelo outro. “Todos participam e colaboram de alguma forma”, afirma.
Segundo a professora, a maioria dos estudantes adora o palco. Mesmo os mais tímidos podem dar contribuição, em funções como a de ajudante de cena, figurinista, sonoplasta e contrarregra. Formada em letras, com mestrado e doutorado em linguística, Terezinha está no magistério há 25 anos.
Oportunidades — Entre os benefícios da educação integral, o diretor da instituição, professor Heraldo José Gonçalves Maciel, cita a retirada de crianças e adolescentes das ruas, integração entre os setores da escola e o oferecimento de oportunidades, especialmente com relação a oficinas e atividades. “Ainda falta muita coisa para chegarmos ao que realmente entendemos como educação em tempo integral, mas estamos buscando aperfeiçoar sempre, com o apoio e a dedicação de toda a equipe da escola”, afirma. “Cada dia é um desafio, mas também uma alegria ver que estamos conseguindo implantar ideias a respeito da educação integral em que acreditamos.”
Com graduação em geografia e em comunicação social (jornalismo) e pós-graduação em cartografia, Maciel está no magistério municipal há 26 anos.
A Escola Municipal Dom Justino José de Sant’Anna funciona em tempo integral para todos os segmentos, diariamente, de 8h10 às 16h30.
Fátima Schenini
Saiba mais no Jornal do Professor
Palavras-chave: educação integral, educação infantil, ensino fundamental

Novo aplicativo facilita consulta; inscrições começam na segunda

Portal do MEC



Disponível nas plataformas Android e Windows Phone, o aplicativo mostra as vagas disponíveis por curso e instituição, simula a nota final e atualiza as notas de corte diariamente (foto: Isabelle Araújo/MEC)Estudantes que buscam vaga em instituições públicas de educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm à disposição mais uma ferramenta para encontrar o curso que pretendem fazer. O Ministério da Educação lançou o aplicativo para dispositivos móveis do Sisu.
Criada pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), a ferramenta, disponível nas plataformas Android e Windows Phone, mostra as vagas disponíveis por curso e instituição, simula a nota final com base nas notas do estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, quando o sistema estiver aberto, fará a atualização diária das notas de corte. Esta é a segunda versão do programa, que na primeira edição de 2015 do Sisu teve 206 mil downloads.
As inscrições para a edição do Sisu do segundo semestre deste ano começam na segunda-feira, 8, e vão até quarta-feira, 10. Os candidatos já podem fazer a consulta a vagas e cursos pela internet.
De acordo com o coordenador de projetos de tecnologia da informação para a educação superior do MEC, Thiago Curinga, o aplicativo cria mais um canal de comunicação com a população. “Queremos aproveitar a tecnologia e tornar os dispositivos móveis mais um recurso de acesso à política pública”, disse. A estratégia inicial é seguir uma sequência mais conservadora de atualizações, mas que já ofereça ao cidadão serviços relevantes. “Neste primeiro momento, estamos fazendo o lançamento de aplicativos em versões sem muita dependência da infraestrutura de rede do MEC, mas que já forneçam o serviço de consulta ao cidadão”, explicou Thiago. “A cada processo seletivo, vamos lançar um novo recurso, até chegar ao objetivo, que é o candidato fazer a inscrição pelo aplicativo.”
A ideia de criação do aplicativo decorre do crescente uso de tecnologias móveis para acesso à internet. Cerca de 30% das visitas às páginas dos programas de acesso à educação superior são feitas por tablets e celulares.
Além do Sisu, o MEC espera lançar, ainda em 2015, aplicativos de consultas de vagas para o Programa Universidade para Todos (ProUni) e para o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).
O aplicativo pode ser baixado gratuitamente nas lojas do Android e do WindowsPhone ou pela página de dispositivos móveis do Sisu.
As inscrições e a consulta a vagas e cursos devem ser feitas na página do sistema na internet.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação superior, Sisu, tecnologia, aplicativo

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Teólogo Leonardo Boff faz conferência no Teatro da Reitoria

Portal da UFPR

Por Helen Mendes
Expoente da Teologia da Libertação, Leonardo Boff faz palestra na UFPR sobre o cuidado nas crises contemporâneas. Foto: Divulgação.
Expoente da Teologia da Libertação, Leonardo Boff faz palestra na UFPR sobre o cuidado nas crises contemporâneas. Foto: Divulgação.
“O cuidado de si, do mundo e do outro no contexto das crises contemporâneas”; com este tema, o teólogo Leonardo Boff fará uma conferência no Teatro da Reitoria da UFPR, no dia 24 de junho.
O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia e pelo Departamento de Psicologia da UFPR e tem entrada gratuita. Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário disponível nesta página: Link.
As inscrições também podem ser feitas no local, se ainda houver vagas.
Leonardo Boff doutorou-se em filosofia e teologia na Universidade de Munique, em 1970. Expoente da Teologia da Libertação, amplia a libertação do viés social também para o ecológico. Escreveu vários livros e foi agraciado com vários prêmios, autor de best sellers ou co-autor de mais de sessenta livros nas áreas de Teologia, Ecologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística, publicados em mais de vinte países.

Conferência com Leonardo Boff
Data: 24 de junho
Horário: 9:00 às 11:00
Local: Teatro da Reitoria da UFPR
Endereço: Rua XV de Novembro, 1299, Curitiba – PR
Inscrições
Mais informações: labfeno@gmail.com
retirado do site:http://www.ufpr.br/portalufpr/blog/noticias/teologo-leonardo-boff-faz-conferencia-no-teatro-da-reitoria/

UFPR presente no maior encontro mundial de educação internacional

Portal da UFPR

Por Jaqueline Carrara
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A Universidade Federal do Paraná está representada, em Boston (EUA), na 67ª edição da conferência promovida pela NAFSA – a maior associação do mundo dedicada à educação internacional e ao intercâmbio. A entidade congrega as melhores universidades em mais de 150 países e deu início ontem (27) ao seu encontro anual. O evento segue até esta sexta-feira (29).
Reitor Zaki Akel, ladeado pelo assessor de Relações Internacionais da UFPR, Carlos Siqueira, e a chefe da Assessoria Internacional do MEC, Aline Ferreira
Reitor Zaki Akel, ladeado pelo assessor de Relações Internacionais da UFPR, Carlos Siqueira, e pela chefe da Assessoria Internacional do MEC, Aline Ferreira
A UFPR foi convidada pelo Ministério da Educação (MEC) para compor a delegação brasileira que participa da conferência e que ainda terá encontros com instituições americanas. O grupo formado pela Assessoria Internacional do MEC é composto pelos reitores das universidades brasileiras que mais enviam estudantes aos Estados Unidos. Pela UFPR, estão presentes o assessor de Relações Internacionais, Carlos Siqueira, e o reitor Zaki Akel Sobrinho.
Com o tema Novos Horizontes para a Educação Internacional, o evento oferece diversas oportunidades para troca de conhecimento entre os profissionais e apresenta uma programação com mais de 200 atividades sobre os assuntos e as tendências mais importantes da educação internacional e do intercâmbio. A estimativa é de que cerca de 10 mil pessoas participem da conferência, que ainda agrega a maior exposição de produtos, serviços e tecnologias educacionais do mundo.
De acordo com a Assessoria de Relações Internacionais da UFPR, na edição de 2015, a Universidade investiu no seu programa de Iniciação Científica Internacional. O objetivo da iniciativa visa à mobilidade do aluno de alto desempenho no último ano da graduação para realizar pesquisa, com possibilidade de ingresso no doutorado em sequência. Com isso, o programa induz uma cooperação sustentável, já que professores das duas intuições serão orientadores desde o início. “Espera-se assim criar parcerias consistentes. Para isso foi proposto aos cursos a criação de currículos internacionais”, explica Carlos Siqueira.
Uma das universidades visitadas pela delegação brasileira foi o Massachusetts Institute of Technology (MIT), ond eo reitor Zaki Akel foi recebido pela diretora de publicações web, Suzana Lisanti
Uma das universidades visitadas pela delegação brasileira foi o Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde o reitor Zaki Akel foi recebido pela diretora de publicações web, Suzana Lisanti

retirado do site:http://www.ufpr.br/portalufpr/blog/noticias/ufpr-presente-no-maior-encontro-mundial-de-educacao-internacional/

UEM suspende calendário letivo e vestibular

Portal da UEM(Universidade Estadual de Maringá)

A Universidade Estadual de Maringá suspendeu o Vestibular de Inverno de 2015 e o Vestibular de Ensino a Distância. A decisão foi tomada na segunda-feira, dia 25, pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da UEM, que também decidiu suspender o calendário acadêmico, com data retroativa a 27 de abril, quando foi deflagrada a greve dos servidores do Paraná.
Desta forma, fica adiada a realização do Vestibular de Inverno, que havia sido programado para o período de 5 a 7 de julho, e do vestibular de quatro cursos de graduação a distância, previsto anteriormente para o dia 14 de junho.
Em consequência da greve dos servidores dos ensinos médio e superior do Estado do Paraná, a decisão de suspender o calendário dos vestibulares e do ano letivo se deu por unanimidade dos votos dos 91 conselheiros presentes à reunião plenária. O Conselho ratificou o parecer da Câmara de Graduação do CEP, que, na semana passada, votou favorável às suspensões. A decisão deverá minimizar o impacto da paralisação sobre os alunos da rede pública de ensino, inscritos no Vestibular. O pedido de suspensão foi feito pelos estudantes da UEM, por meio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que encaminhou um documento contendo as reivindicações. O DCE também encaminhou este mesmo documento aos Conselhos Superiores da UEM.
Novas datas para a realização desses concursos serão divulgadas assim que houver a finalização da greve dos servidores e a reformulação do calendário acadêmico.  
retirado do site:http://www.uem.br/index.php?option=com_content&task=view&id=9262&Itemid=1

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Tire suas dúvidas sobre o SiSU

Portal do SiSU

1 - Conhecendo o Sisu
1.1 - O que é o Sistema de Seleção Unificada (Sisu)?
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

1.2 - Como funciona o Sisu?
O processo seletivo do Sisu possui uma única etapa de inscrição.
Ao efetuar sua inscrição, o candidato deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções entre as vagas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu. O candidato também deve definir se deseja concorrer às vagas de ampla concorrência, às vagas reservadas de acordo com a Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas) ou às vagas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições.
Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar suas opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.
Ao final da etapa de inscrição, o sistema seleciona automaticamente os candidatos mais bem classificados em cada curso, de acordo com suas notas no Enem e eventuais ponderações (pesos atribuídos às notas ou bônus).
Serão considerados selecionados somente os candidatos classificados dentro do número de vagas ofertadas pelo Sisu em cada curso, por modalidade de concorrência. Caso a nota do candidato possibilite sua classificação em suas duas opções de vaga, ele será selecionado exclusivamente em sua primeira opção.
Será realizada apenas uma chamada para matrícula. Os candidatos selecionados têm um prazo para efetuar a matrícula na instituição, confirmando dessa forma a ocupação da vaga.
Candidato selecionado em 1ª opção:
O candidato que for selecionado em sua primeira opção só terá esta oportunidade de fazer sua matrícula. Assim, é importante que os candidatos fiquem atentos aos prazos: se for selecionado em primeira opção, independentemente de efetuar ou não sua matrícula na instituição de ensino, não será selecionado novamente.
Candidato selecionado em 2ª opção:
O candidato selecionado em sua segunda opção, tendo ou não efetuado a respectiva matrícula na instituição, poderá manifestar interesse em participar da lista de espera no curso que escolheu como primeira opção.
Assim, se o candidato já matriculado na sua segunda opção for convocado na lista de espera em sua primeira opção (por desistência de candidatos selecionados, por exemplo), a realização da matrícula na vaga da primeira opção implicará no cancelamento automático da matrícula efetuada anteriormente na segunda opção.
Lista de Espera:
Após a chamada regular do processo seletivo, o Sisu disponibilizará às instituições participantes uma Lista de Espera a ser utilizada prioritariamente para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas.
Para participar da Lista de Espera do Sisu, o candidato deve acessar o seu boletim, na página do Sisu, e manifestar o interesse no prazo especificado no cronograma.
Podem participar da lista de espera, os candidatos não selecionados em nenhuma de suas opções na chamada regular, assim como os candidatos selecionados em sua segunda opção, independentemente de terem efetuado a matrícula.
A participação na lista de espera somente poderá ser feita na primeira opção de vaga do candidato. Havendo vaga disponível, a convocação dos candidatos para realização das matrículas é feita pela instituição. Assim, é importante que o candidato acompanhe junto à instituição na qual está participando da lista de espera as convocações para matrícula.

1.3 - Quais as instituições e cursos participantes do processo seletivo do Sisu 2º/2015?
Veja a lista das instituições participantes e a lista dos cursos oferecidos.


2 - Inscrições
2.1 - Quem pode se inscrever no Sisu 2º/2015?
Podem se inscrever no Sisu os candidatos que fizeram o Enem 2014 e que tenham obtido nota acima de zero na redação. É importante ressaltar que algumas instituições adotam notas mínimas para inscrição em determinados cursos. Nesse caso, no momento da inscrição, se a nota do candidato não for suficiente para concorrer àquele curso, o sistema emitirá uma mensagem com esta informação.

2.2 - Participei do Sisu em etapas anteriores e fui selecionado, posso concorrer nesta edição?
Sim, caso tenha feito o Enem 2014.

2.3 - Estou atualmente matriculado em uma instituição de ensino superior, posso concorrer no processo seletivo do Sisu 2º/2015?
Sim, caso tenha feito o Enem 2014. Caso seja uma instituição pública, ressaltamos que o estudante de graduação não pode ocupar duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior, conforme regulamentado pela Lei nº 12.089, de 11 de novembro de 2009.

2.4 - Como é feita a inscrição no Sisu?
A inscrição no Sisu deverá ser realizada, necessariamente, com o número de inscrição e a senha no Enem 2014. Assim, caso o candidato não se lembre de seu número de inscrição ou de sua senha, deverá recuperá-los na página do Enem.

2.5 - É cobrada alguma taxa para a realização da inscrição?
A inscrição é feita exclusivamente pela internet, por meio da página do Sisu, e sem a cobrança de taxas.

2.6 - Qual o período de inscrição no Sisu?
O Sisu ficará disponível para inscrição dos candidatos do dia 8 de junho de 2015 até as 23h59 do dia 10 de junho de 2015. Durante o período de inscrição, o sistema estará aberto durante todo o dia, de forma ininterrupta. Será considerado o horário oficial de Brasília.

2.7 - Quais os documentos necessários para fazer a inscrição no Sisu?
Para se inscrever no Sisu, o candidato precisará apenas de seu número de inscrição e senha cadastrados no Enem 2014.
É necessário, no entanto, que ao fazer sua inscrição, o candidato fique muito atento aos documentos exigidos pelas instituições para a efetivação da matrícula, em caso de aprovação. Esta informação estará disponível no sistema, no momento de sua inscrição.

2.8 - O candidato pode imprimir o comprovante de sua inscrição?
Sim. Ao finalizar a inscrição, o sistema possibilita ao candidato imprimir seu comprovante.

2.9 - Depois de concluir sua inscrição, o candidato pode modificar suas opções?
Sim. É permitido ao candidato, durante o período de inscrição, de 8 a 10 de junho de 2015, modificar suas opções quantas vezes julgar conveniente. Será considerada válida a última inscrição confirmada.



3 - Senha e número de inscrição no Enem
3.1 - Como recuperar o número de inscrição ou a senha no Enem 2014?
Caso o candidato tenha perdido seu número de inscrição ou sua senha no Enem 2014, deverá recuperá-los na página do Enem.

3.2 - É necessário cadastrar uma nova senha para acesso ao Sisu?
Não. O acesso ao Sisu 2º/2015 deve ser feito, exclusivamente, com a senha no Enem 2014. Caso o candidato tenha perdido seu número de inscrição ou sua senha no Enem 2014, deverá recuperá-los na  página do Enem.

3.3 - Posso acessar o Sisu 2º/2015 com a senha cadastrada em etapas anteriores do Sisu?
Não. O acesso ao Sisu 2º/2015 deve ser feito, exclusivamente, com a senha no Enem 2014.



4 - Notas do Enem
4.1 - Como são informadas, no Sisu, as notas do candidato no Enem 2014?
No momento que o candidato insere no sistema o seu número de inscrição e a senha no Enem 2014, o Sisu recupera, automaticamente, as suas notas obtidas no exame.

4.2 - As instituições adotam pesos diferentes para as notas do Enem 2014? Como o Sisu calcula a nota nestes casos?
Algumas instituições participantes do Sisu adotam pesos diferenciados para as provas do Enem 2014. Assim, quando o candidato se inscrever para curso em que a instituição adotou peso diferenciado para determinada prova do Enem 2014, o sistema fará automaticamente o cálculo, de acordo com as especificações da instituição, gerando uma nova nota, que será informada ao candidato.

4.3 - É possível que um mesmo candidato tenha notas diferentes para cursos diferentes?
Sim. Como as instituições participantes do Sisu podem atribuir pesos diferentes ou bônus nas provas do Enem 2014 para cada curso, a nota do candidato pode variar de acordo com os parâmetros definidos pela instituição.

4.4 - É possível que um mesmo candidato tenha notas diferentes para o mesmo curso?
Sim. As instituições participantes do Sisu podem, eventualmente, adotar um bônus a ser atribuído à nota dos candidatos como forma de política afirmativa. Deste modo, a nota do mesmo candidato irá variar caso ele opte pela modalidade de ampla concorrência ou pela modalidade de ação afirmativa, com bônus.



5 - Nota de Corte
5.1 - Como é calculada a nota de corte de cada curso que o Sisu informa como referência?
Durante o período de inscrição, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte (menor nota para ficar entre os potencialmente selecionados) para cada curso com base no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência.
Atenção: a nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento de sua inscrição, não sendo garantia de seleção para a vaga ofertada. O sistema não faz o cálculo em tempo real e a nota de corte se modifica de acordo com a nota dos inscritos. A nota de corte só será informada pelo sistema a partir do segundo dia de inscrição.

5.2 - O que é a classificação parcial?
Durante o período de inscrição o candidato poderá consultar, em seu boletim na página do Sisu, a sua classificação parcial na opção de curso escolhido. A classificação parcial é calculada a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção. Essa classificação é apenas uma referência e pode ser observada pelo estudante durante o período em que o sistema estiver aberto para as inscrições. Ao final do período de inscrição é divulgada a lista de selecionados e, em seu boletim de acompanhamento, o candidato pode consultar a sua classificação e resultado final.



6 - Vagas ofertadas
6.1 - Há oferta de vagas para cursos na modalidade de ensino a distância no Sisu?
Não, neste processo seletivo somente serão ofertadas vagas para cursos presenciais.

6.2 - Há oferta de vagas específicas para políticas de ações afirmativas no Sisu?
Todas as universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e centros federais de educação tecnológica participantes do Sisu terão vagas reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas, de acordo com a Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas). Há instituições participantes do Sisu que disponibilizam, ainda, uma parte de suas vagas para políticas afirmativas próprias.
Assim, em determinados cursos, pode haver três modalidades de concorrência: vagas de ampla concorrência, vagas reservadas de acordo com a Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas) e vagas destinadas às demais ações afirmativas da instituição. O candidato deverá, no momento da inscrição, optar por uma destas modalidades, de acordo com seu perfil.
Dessa forma, durante a chamada regular do Sisu, o candidato que optar por uma determinada modalidade de concorrência estará concorrendo apenas com os candidatos que tenham feito essa mesma opção, e o sistema selecionará, dentre eles, os que possuírem as melhores notas no Enem de 2014.
O sistema faculta às instituições a adoção de um bônus como forma de ação afirmativa. A instituição atribui uma “pontuação extra” (bônus), a ser acrescida à nota obtida no Enem pelo candidato. Nestes casos, o candidato beneficiado com a bonificação concorre com todos os demais inscritos em ampla concorrência.
Atenção: é de inteira responsabilidade do candidato se certificar de que atende aos requisitos exigidos para concorrer a uma vaga destinada à política afirmativa e de que possui os documentos que serão exigidos pela instituição, no momento da matrícula, em caso de aprovação. A documentação necessária será informada no boletim do candidato, na página do Sisu, juntamente com os demais documentos exigidos para matrícula.

6.3 - É permitida a utilização de bônus à nota do candidato como forma de política de ação afirmativa no Sisu?
Sim. O sistema faculta às instituições a adoção de um bônus como forma de ação afirmativa. A instituição atribui uma “pontuação extra” (bônus), a ser acrescida à nota obtida no Enem pelo candidato. Nestes casos, o candidato beneficiado com a bonificação concorre com todos os demais inscritos em ampla concorrência.

6.4 - Qual a diferença entre: Bacharelado, Licenciatura, Tecnológico e Área Básica de Ingresso?
Bacharelado - curso superior generalista, de formação científica ou humanística, que confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade profissional, acadêmica ou cultural, com o grau de bacharel.
Licenciatura - curso superior que confere ao diplomado competências para atuar como professor na educação básica, com o grau de licenciado.
Tecnológico - curso superior de formação especializada em áreas científicas e tecnológicas, que confere ao diplomado competências para atuar em áreas profissionais específicas, caracterizadas por eixos tecnológicos, com o grau de tecnólogo.
Área Básica de Ingresso - Área Básica de Ingresso designa uma situação em que uma única “entrada” possibilitará ao estudante, após a conclusão de um conjunto básico de disciplinas (denominado de “ciclo básico” por algumas instituições de educação superior), a escolha de uma entre duas ou mais formações acadêmicas. É comum em cursos cuja entrada é única para licenciatura ou bacharelado (História, Física, Geografia, etc.); ou em cursos como os de Letras, que dispõem de várias formações acadêmicas vinculadas.



7 - Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas)
7.1 - O que é a Lei de Cotas?
A Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, garante a reserva de 50% das vagas, por curso e turno nas 63 universidades federais, nos 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e nos 2 centros federais de educação tecnológica, a estudantes que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas.

7.2 - A Lei já foi regulamentada?
Sim, pelo Decreto nº 7.824/2012, que define as condições gerais de reservas de vagas, estabelece a sistemática de acompanhamento das reservas de vagas e a regra de transição para as instituições federais de educação superior. Há, também, a Portaria Normativa nº 18/2012, do Ministério da Educação, que estabelece os conceitos básicos para aplicação da Lei, prevê as modalidades das reservas de vagas, fixa as condições para concorrer às vagas reservadas e estabelece a sistemática de preenchimento.

7.3 - As cotas valem para o Sisu 2º/2015?
Sim, todas as universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e centros federais de educação tecnológica participantes do Sisu reservaram vagas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas.

7.4 - Quantas vagas foram reservadas pelo Sisu para a Lei de Cotas?
De acordo com a Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas), a reserva de vagas pode ser implementada gradualmente. Por isso, cada instituição pode optar pelo percentual a ser reservado, garantindo, no processo seletivo do Sisu 2º/2015, pelo menos 37,5% de suas vagas para as cotas. Até 2016, as instituições deverão atingir o percentual de 50% de vagas reservadas.

7.5 - Como é feita a distribuição das cotas no Sisu?
Das vagas reservadas pelas instituições para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas, metade é destinada para estudantes com renda familiar bruta mensal por pessoa de até um salário mínimo e meio. O preenchimento das vagas leva em conta ainda critérios de cor ou raça, ou seja, um percentual das vagas são reservadas para estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas em proporção igual a de pretos, pardos e indígenas na população da Unidade da Federação onde está localizada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

7.6 - Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
De acordo com a Portaria Normativa nº 18/2012, a renda familiar bruta mensal por pessoa deve ser calculada da seguinte forma:
I - calcula-se a soma dos rendimentos brutos recebidos por todas as pessoas da família a que pertence o estudante, levando-se em conta, no mínimo, os três meses anteriores à data de inscrição do estudante no processo seletivo;
II - calcula-se a média mensal dos rendimentos brutos recebidos; e
III - divide-se a média mensal dos rendimentos brutos recebidos pelo número de pessoas da família do estudante.

Para calcular a renda bruta recebida devem ser computados os rendimentos de qualquer natureza percebidos pelas pessoas da família, a título regular ou eventual, inclusive aqueles provenientes de locação ou de arrendamento de bens móveis e imóveis. Estão excluídos desse cálculo:
- os valores recebidos a título de:
a) auxílios para alimentação e transporte;
b) diárias e reembolsos de despesas;
c) adiantamentos e antecipações;
d) estornos e compensações referentes a períodos anteriores;
e) indenizações decorrentes de contratos de seguros;
f) indenizações por danos materiais e morais por força de decisão judicial; e
- os rendimentos recebidos no âmbito dos seguintes programas:
a) Programa de Erradicação do Trabalho Infantil;
b) Programa Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano;
c) Programa Bolsa Família e os programas remanescentes nele unificados;
d) Programa Nacional de Inclusão do Jovem - Pró-Jovem;
e) Auxílio Emergencial Financeiro e outros programas de transferência de renda destinados à população atingida por desastres, residente em Municípios em estado de calamidade pública ou situação de emergência; e
f) demais programas de transferência condicionada de renda implementados por Estados, Distrito Federal ou Municípios.


7.7 - Qual o conceito de família?
De acordo com a Portaria Normativa nº 18/2012, família é a unidade nuclear composta por uma ou mais pessoas, eventualmente ampliada por outras pessoas que contribuam para o rendimento ou tenham suas despesas atendidas por aquela unidade familiar, todas moradoras em um mesmo domicílio.

7.8 - Quem estudou em colégios militares pode concorrer às vagas reservadas às cotas por meio do Sisu?
Sim, todos os estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas podem se candidatar às vagas reservadas. Os colégios militares se enquadram no conceito de escola pública de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

7.9 - Quem cursou o ensino médio na modalidade de Educação de Jovens e Adultos também pode concorrer às vagas reservadas?
Sim, os estudantes devem ter cursado o ensino médio em escolas públicas, em cursos regulares ou na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.

7.10 - Quem obteve certificação do ensino médio pelo Enem pode se candidatar pela reserva de vagas?
Sim, tanto quem obteve certificação do ensino médio por meio do Enem, pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou de exames de certificação de competência ou de avaliação de jovens e adultos realizados pelos sistemas estaduais de ensino. Nestes casos, o estudante não pode ter cursado qualquer parte do ensino médio em escola particular e deve ainda verificar as exigências da instituição para a qual deseja concorrer a uma vaga.

7.11 - O estudante precisa comprovar que atende aos requisitos da Lei de Cotas?
O estudante deve comprovar que atende aos requisitos para preenchimento das vagas reservadas na instituição para a qual foi selecionado. A análise e decisão quanto ao atendimento dos requisitos compete à instituição de ensino.
Atenção: é de inteira responsabilidade do candidato se certificar de que atende os requisitos exigidos para concorrer a uma vaga reservada de acordo com a Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas) e de que possui os documentos que serão exigidos pela instituição, no momento da matrícula, em caso de aprovação. A documentação necessária será informada pelo sistema, juntamente com os demais documentos exigidos para matrícula.

7.12 - Como deve ser comprovada a cor ou raça dos estudantes selecionados pelo Sisu às vagas reservadas?
De acordo com a Lei de Cotas, o critério da cor ou raça é autodeclaratório.

7.13 - Como deve ser comprovada a renda dos estudantes selecionados pelo Sisu às vagas reservadas?
A renda familiar bruta mensal por pessoa deve ser comprovada por documentação, de acordo com os critérios estabelecidos pela instituição para a qual o estudante tenha sido selecionado.

7.14 - O que acontece caso o estudante seja selecionado pelo Sisu às vagas reservadas e não comprove o atendimento aos requisitos exigidos pela Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas)?
O estudante que não comprovar o atendimento aos requisitos de acordo com os critérios da instituição para a qual foi selecionado perderá o direito à vaga.



8 - Resultado e Matrícula
8.1 - Como saber o resultado do Sisu?
O resultado do Sisu poderá ser consultado no boletim do candidato, na página do Sisu, nas instituições participantes e na Central de Atendimento do MEC, por meio do telefone 0800-616161.

8.2 - Quais são os critérios de desempate?
No caso de notas iguais, o desempate entre os candidatos será efetuado considerando-se a seguinte ordem de critérios:
Maior nota obtida na redação;
Maior nota obtida na prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias;
Maior nota obtida na prova de Matemática e suas Tecnologias;
Maior nota obtida na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
Maior nota obtida na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

8.3 - Como devo proceder com a matrícula caso seja selecionado pelo Sisu?
O candidato selecionado pelo Sisu deverá verificar, junto à instituição de ensino em que foi aprovado, o local, horário e procedimentos para matrícula. O prazo para a realização da matrícula está definido no cronograma disponível na página do Sisu.

8.4 - É possível solicitar a transferência de curso?
O processo de transferência de curso em uma mesma instituição de ensino é regulamentado por cada instituição. Dessa forma, o candidato deve informar-se junto à instituição sobre as regras e os procedimentos.

8.5 - Há algum auxílio (transporte, moradia etc.) para os estudantes selecionados?
Os programas de assistência estudantil são implementados diretamente pelas instituições, por isso os candidatos devem informar-se junto à universidade ou instituto para o qual deseja candidatar-se sobre os programas existentes.



9 - Lista de Espera
9.1 - Quem pode manifestar interesse em participar da Lista de Espera do Sisu?
Os candidatos não selecionados em nenhuma de suas opções na chamada regular e os candidatos selecionados em sua segunda opção, independentemente de terem efetuado a matrícula. A participação na lista de espera somente poderá ser feita na primeira opção de vaga do candidato.

9.2 - Como faço para participar da Lista de Espera do Sisu?
O candidato deverá acessar o sistema durante o período especificado no cronograma e, em seu boletim, clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu.
Atenção: Certifique-se de que sua manifestação foi realizada. Ao finalizar a manifestação o sistema emitirá uma mensagem de confirmação.

9.3 - Como posso acompanhar a convocação da lista de espera do Sisu?
As convocações dos candidatos participantes da lista de espera do Sisu são realizadas pelas próprias instituições de ensino superior. Assim, é importante que os candidatos acompanhem as convocações da lista de espera junto à instituição na qual tenha manifestado interesse.



10 - Sisu e Prouni
10.1 - O candidato que se inscreveu no Sisu também pode se inscrever no Prouni?
O candidato que se inscreveu no Sisu também pode se inscrever no Programa Universidade para Todos (Prouni), desde que atenda aos critérios do programa. O Sisu 2º/2015 e o Prouni 2º/2015 utilizam o Enem de 2014 como critério para seleção dos candidatos. Caso o candidato seja selecionado nos dois programas deverá optar pela bolsa do Prouni ou pela vaga do Sisu, pois é vedado ao estudante utilizar uma bolsa do programa e estar, simultaneamente, matriculado em instituição de ensino superior pública e gratuita.
Lembramos que a pré-seleção em qualquer das chamadas do Prouni assegura ao candidato apenas a expectativa de direito à bolsa respectiva, condicionando-se seu efetivo usufruto à regular participação e aprovação nas fases posteriores do processo seletivo, bem como à formação de turma no período letivo inicial do curso. Assim, o estudante pré-selecionado no Prouni somente deverá solicitar o cancelamento da matrícula em instituição de ensino superior pública e gratuita após a assinatura do Termo de Concessão de Bolsa do Prouni.

10.2 - O bolsista do Prouni pode se inscrever no Sisu?
Sim, se tiver feito o Enem 2014, o bolsista do Prouni pode se inscrever no Sisu. Porém, se for selecionado pelo Sisu, deverá optar pela bolsa do Prouni ou pela vaga na instituição pública para a qual foi selecionado, pois é vedado ao bolsista utilizar uma bolsa do Prouni e estar, simultaneamente, matriculado em instituição de ensino superior pública e gratuita.



11 - Próximo processo seletivo
11.1 - Quando é o próximo processo seletivo do Sisu?
O Sisu realiza dois processos seletivos por ano: um no início do primeiro semestre e outro no início do segundo semestre.
retirado do site:http://sisu.mec.gov.br/tire-suas-duvidas

Entenda como funciona o SiSU no 2º Semestre de 2015

infográfico

Greve chega a 56 instituições federais, dizem sindicatos; veja lista

Da Agência Brasil

  • Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
    28.mai.2015 - Grupo de estudantes de medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense) protesta em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro, no centro de Niterói (RJ) 28.mai.2015 - Grupo de estudantes de medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense) protesta em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro, no centro de Niterói (RJ)
Professores e trabalhadores técnico-administrativos de 55 universidades federais e do Instituto Federal do Piauí aderiram à greve, inciada na última quinta-feira (28), de acordo com dados da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).
A paralisação prossegue por tempo indeterminado. Em 19 instituições, ocorrem simultaneamente greve dos professores e dos trabalhadores técnico-administrativos. No Instituto Federal do Piauí, apenas dos professores. Em 36, apenas dos técnicos.
Os profissionais pressionam o governo federal a ampliar os investimentos na educação. Entre as reivindicações dos professores estão melhores condições de trabalho, garantia de financiamento público estável e suficiente às instituições, abertura de concursos públicos e a reestruturação da carreira. A pauta completa pode ser acessada no site do Andes-SN.
A pauta dos técnico-administrativos reivindica, entre outros itens, reposição salarial de 27,3% no piso da tabela, considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016; aprimoramento da carreira, com correção das distorções; piso de três salários mínimos; e o fim da terceirização, que, segundo os funcionários, retira direito dos trabalhadores.
"O governo nos deixou praticamente sem resposta em tudo", diz o coordenador-geral da Fasubra, Rogério Marzola. "Diz que quer negociar, mas na verdade não quer diálogo, quem quer diálogo apresenta contraproposta. E isso não foi feito", reclamou ele.
"A situação é muito delicada, o piso da nossa categoria é de um salário mínimo e meio. Há ideia de que por sermos funcionários públicos federais somos bem remunerados, mas não somos. Não se tem uma gestão democrática nem uma política para repor perdas salariais", diz.
O movimento ganhou força após o anúncio dos cortes no Orçamento. A área de educação foi uma das mais penalizadas, com o contingenciamento de R$ 9,423 bilhões.
Por meio de nota, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão diz que uma contraproposta está sendo construída e será apresentada este mês, em data a ser agendada. Diz ainda que sua Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público conversa com "o conjunto do  funcionalismo federal", e acrescenta que durante o mês de maio, "todas as entidades representativas foram recebidas e apresentaram suas pautas".
O MEC mantém o posicionamento divulgado também em nota, na última quarta-feira (27). A pasta diz que estava e continua aberta ao diálogo.
Veja a lista das Universidades em greve:
Professores e técnicos
Universidade Federal do Acre
Universidade Federal do Amapá
Universidade Federal Rural da Amazônia
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
Universidade Federal de Rondônia
Universidade Federal Rural do Semiárido
Universidade Federal de Alagoas
Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal do Oeste da Bahia
Universidade Federal do Mato Grosso
Universidade Federal da Grande Dourados
Universidade Federal de Tocantins
Universidade Federal Fluminense
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal do Oeste do Pará
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Universidade Federal de Campina Grande
Professores
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Técnicos
Universidade Federal do Amazonas
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Universidade Federal do Piauí
Universidade Federal do Sul da Bahia
Universidade de Brasília
Universidade Federal do Espírito Santo
Universidade Federal de Juiz de Fora
Universidade Federal de Viçosa
Universidade Federal de Uberlândia
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de São João del-Rei
Universidade Federal de Ouro Preto
Universidade Federal de Lavras
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Federal do ABC
Universidade Federal de São Carlos
Universidade Federal de São Paulo
Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Universidade Federal do Paraná
Universidade Federal de Santa Catarina
Fundação Universidade Federal do Rio Grande
Universidade Federal de Pelotas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Universidade Federal de Santa Maria
Universidade Federal da Fronteira Sul
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Professores e técnicos entram em greve na UFF; alunos ocupam a reitoria


28.mai.2015 - Na UFF (Universidade Federal Fluminense), docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos entram em greve por tempo indeterminado. Eles pedem reajuste de 27,3% e a defesa da fixação da data-base em maio. Desde o meio-dia de quarta-feira (27), estudantes da UFF ocupam a reitoria da instituição, em Icaraí, também em Niterói Leia mais Jose Lucena/Futura
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/06/01/greve-chega-a-56-instituicoes-federais-dizem-sindicatos-veja-lista.htm

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