sábado, 30 de maio de 2015

Mais duas universidades federais anunciam adesão à greve

Aline Leal
Da Agência Brasil
 
As universidades federais da Bahia e do Oeste do Pará aderiram hoje (29) à greve que, segundo o Sindicato Nacional dos Docentes de instituições de Ensino Superior (Andes-SN), já mobiliza 20 instituições públicas de ensino superior. O movimento, que envolve professores e trabalhadores técnico-administrativos de vários estados, começou ontem (28) e é por tempo indeterminado.
Os profissionais querem pressionar o governo federal a ampliar os investimentos na educação pública. Entre as reivindicações, estão a reestruturação da carreira e a reposição de 27% das perdas salariais.
Os docentes aprovaram a greve no dia 16 de maio, durante reunião do Andes-SN, em Brasília. Na lista de instituições mobilizadas, estão a Universidade Federal Fluminense e as federais de Alagoas, Sergipe, do Tocantins, Pará, Amapá e de Lavras (MG).
Os trabalhadores técnico-administrativos decidiram pela greve em plenária nacional na segunda-feira (25). Segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), na última reunião com o governo, no dia 22 de maio, foram apresentadas posições que "efetivamente não acatam a centralidade" das demandas dos trabalhadores.
Para a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa 11 sindicatos, o momento não é para a paralisação.
O Ministério da Educação (MEC) criticou a decisão pela greve, alegando que não houve um amplo diálogo prévio. Por meio de nota, representantes da pasta informaram que a deflagração do movimento agora só faria sentido "quando estiverem esgotados os canais de negociação".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/05/29/mais-duas-universidades-federais-anunciam-adesao-a-greve.htm

Brasileiros de Harvard serão mentores de alunos de escolas públicas

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió
Arquivo Pessoal
Universitários brasileiros que estudam na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, serão mentores de projetos sociais de alunos de escola pública no país. A iniciativa "Brasilitas" vai selecionar 15 alunos que tenham boas ideias e interesse em ajudar comunidades brasileiras.
Mas um alerta: o projeto não é voltado para a preparação desses alunos no processo de aplicação para as universidades dos Estados Unidos.
Uma das entusiastas do projeto, a estudante do 3º ano de Harvard Larissa Maranhão, afirma que quase todos os estudantes brasileiros na universidade americana já passaram por projetos sociais e têm o desejo de fazer outros acontecerem no Brasil. "Colocamos como uma de nossas maiores prioridades a criação de uma iniciativa que nos conectasse melhor ao Brasil, permitindo assim que tivéssemos um impacto mais direto na transformação do nosso país", contou.
 
Apesar de terem histórias e sonhos diferentes, os brasileiros em Harvard perceberam que algo em comum os ajudaram a chegar numa das mais conceituadas universidades do planeta.
 
"Uma coisa que percebemos que temos em comum é que em algum ponto da dessa vida tivemos mentores que foram cruciais para o nosso sucesso. Para alguns de nós esses mentores foram professores, ex-alunos de Harvard, ou simplesmente uma pessoa mais experiente em alguma áreas que achávamos e achamos interessante e que se colocaram à disposição para nos dar conselhos sobre qual a melhor forma de chegar lá", disse.
 

Seleção

Para a escolha, a associação pretende fugir do padrão de aluno exemplar. "Não estamos procurando por padrões específicos de habilidades e interesses nos alunos, nem necessariamente por alunos com notas perfeitas e currículo impecável. O que queremos é encontrar jovens com brilho no olho, grande capacidade de realização e acima de tudo vontade de fazer cada vez mais por eles mesmos e pelo nosso Brasil", finalizou Larissa.
 
A inscrição pode ser feita através do site da associação, que será divulgado apenas na segunda-feira pela página oficial da Associação Brasileira de Harvard no Facebook.
 
Para se candidatar, os alunos terão de fazer redações e contar suas histórias pessoais e sobre o projeto ou ação que tenha impactado uma comunidade de forma positiva. Os interessados também terão de gravar um vídeo de até três minutos respondendo as seguintes perguntas: "por que você quer ter um mentor do Brasilitas?" "Como você pretende tirar proveito dos nossos recursos para beneficiar seu(s) projeto(s)?"
 
"A ideia não é só oferecer conselhos, mas colocar a mão na massa como for preciso para torná-los realidade. Nosso candidato ideal não é necessariamente o primeiro da classe, ou o estudante que quer estudar fora, mas sim o aluno que olha para além do vestibular ou do dever de casa da semana", conta o co-presidente da associação, Eduardo Miranda Cesar.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/05/29/brasileiros-de-harvard-serao-mentores-de-alunos-de-escolas-publicas.htm

MEC publica edital do Sisu; inscrições começam no dia 8

Estadão Conteúdo

  • Caio Guatelli/Folhapress
São Paulo - O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta sexta-feira, 29, o edital do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no Diário Oficial da União, para a segunda edição de 2015. As inscrições deverão ser feitas somente pela internet, pelo endereço http://sisu.mec.gov.br.
O sistema, que seleciona estudantes para as vagas nas instituições públicas usando como base a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ficará disponível aos estudantes do dia 8 de junho até as 23 horas e 59 minutos (horário de Brasília) do dia 10. O aluno poderá escolher até duas opções de vaga. Para participar, o estudante deve ter realizado a edição do Enem de 2014 e não pode ter zerado na redação.
Assim como na primeira edição, o processo seletivo do Sisu terá apenas uma única chamada. O resultado da chamada, que poderá ser consultado na página do Sisu na internet, será divulgado no dia 15 de junho. A matrícula na instituição na qual o estudante foi selecionado deverá ser realizada nos dias 19, 22 e 23 de junho.
Para participar da lista de espera, o estudante deverá manifestar interesse no site do Sisu entre os dias 15 e 26 de junho. As instituições de ensino terão cinco dias (19 a 26) para lançar as vagas disponíveis no portal do Sisu.
Inscrição
Os estudantes poderão se candidatar ao processo seletivo do Sisu em até duas opções de vaga. Ao se inscrever, deverão especificar a ordem de preferência, as opções de vaga em instituição de ensino superior participante, local de oferta, curso e turno.
Durante o período de inscrição, o concorrente poderá alterar as opções de curso e também cancelar a participação. O Sisu disponibilizará ao estudante, em caráter exclusivamente informativo, a nota de corte para cada instituição participante, local de oferta, curso, turno e modalidade de concorrência.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/05/29/mec-publica-edital-do-sisu-inscricoes-comecam-no-dia-8.htm

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Do curso técnico para o mundo: Carioca disputa título de melhor joalheiro

Maria Luisa de Melo 
Do UOL, em São Paulo


  • Julio Cesar Guimaraes/UOL
    Aluno de joalheria Leonardo Fonseca vai representar o Brasil no concurso World Skills
    Aluno de joalheria Leonardo Fonseca vai representar o Brasil no concurso World Skills
Cortar, martelar, serrar, modelar e polir um bloco de metal bruto transformando-o em uma bela jóia cheia de detalhes. Essa é a atividade desempenhada pelo estudante carioca Leonardo Fonseca. Aos 20 anos, ele é técnico em ourivesaria e pode ganhar o título de melhor joalheiro do mundo. O carioca vai participar da World Skills - competição internacional de educação profissional. A disputa será com representantes de outros 18 países, em agosto.
Antes de se tornar menor aprendiz e iniciar o curso de técnico em ourivesaria, Leonardo conta que não conhecia a atividade.
"Eu tinha 16 anos e estava querendo emprego temporário. Eu mandei um monte de currículos e a HStern me chamou. Me ligaram falando que eu havia sido selecionado, mas só tinham vagas para aprendiz de ourivesaria. Eu não fazia ideia do que era, mas topei", lembra.
O curso teve duração de dois anos. Enquanto as aulas foram realizadas na unidade do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) na Tijuca, zona norte do Rio, as lições práticas ficavam por conta da HStern. O que Leonardo não imaginava era que acabaria se tornando um competidor entre joalheiros do mundo inteiro. A porta de entrada foi a Olimpíada do Conhecimento – maior competição de educação profissional do país, promovida pelo Senai.
"No final do curso, o Senai me chamou para competir", conta ele, que recebe uma bolsa de ajuda de custos no valor de um salário mínimo para se dedicar de segunda à sábado ao treinamento.
Depois de levar medalha de ouro na disputa estadual, começou a bateria de treinamento para a etapa nacional. Leonardo conseguiu se destacar mais uma vez, tornando-se o representante brasileiro no World Skills.
Para a etapa internacional, Leonardo teve que se mudar para Brasília, onde fica a Diretoria Nacional do Senai. Seu treinamento passou a ser de segunda a sábado durante pelo menos dez horas por dia. A prova está marcada para agosto e será em São Paulo.

Graduação para depois

Assim como muitos jovens, Leonardo também enfrentou o dilema de ter que escolher entre cursar uma graduação ou seguir na carreira de sua formação técnica. Logo depois que acabou o curso de aprendiz de ourivesaria, ele passou no vestibular para cursar turismo na UFF (Universidade Federal Fluminense) e iniciou o curso.
Mas, no primeiro período, se viu obrigado a escolher entre a graduação e o treinamento para as competições de ourivesaria. Foi aí que resolveu abandonar a faculdade.
"Vejo alguns amigos na faculdade, mas não sofro preconceito por ter optado por um curso técnico. Diante de tantas horas diárias de treinamento, posso dizer que é um sacrifício prazeroso. Não posso deixar a oportunidade passar e eu não agarrar. Num curto espaço de tempo estou tendo contato com excelentes profissionais e um aprendizado que nunca imaginei", diz Fonseca, que já montou uma pequena oficina na casa da avó, para confeccionar joias e também fazer pequenos reparos.
Como venceu a Olimpíada do Conhecimento na categoria de ourivesaria, ele vai ganhar uma bolsa para estudar design de joias, na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio)
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/05/22/do-curso-tecnico-para-o-mundo-carioca-disputa-titulo-de-melhor-joalheiro.htm

Meu filho não é um monstro, diz mãe de suspeito de estupro em escola de SP

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo

A mãe de um garoto de 14 anos suspeito de estuprar uma aluna dentro da Escola Leonor Quadros, na zona sul de São Paulo, diz que o filho é inocente. O caso, que está sendo investigado pela polícia, ocorreu no dia 12 por volta das 16h dentro do banheiro masculino da unidade.
"Meu filho não é um monstro, não é estuprador. Eu vou provar que ele é inocente", diz a mulher que tem 38 anos, seis filhos e é dona de casa. "Meu filho é virgem, eu pago o que for para provar isso".
Ela afirma que o filho estava na diretoria –suspeito de ter quebrado lâmpadas-- no momento em que teria ocorrido o estupro. "Ele disse: 'mãe, eu não tava nesse negócio, eu tava na diretoria esperando a senhora'. Daí ele escutou um alvoroço no pátio e foi ver o que era. Viu uma menina caída no chão e foi tentar ajudar, mas ela começou a dar risada. Daí ele deixou ela lá", diz.
A Secretaria de Educação não confirma se o aluno estava ou não na diretoria no momento da ocorrência.
O menino, que também estuda na Escola Leonor Quadros, está no 7º ano e reprovou no ano passado. "Ele anda de um lado para o outro, só vai para a escola para ficar zanzando pelo corredor, só por isso que me ligam. Ele não tem envolvimento com nada, nunca me chamaram por causa de briga, por droga", afirma.
Sobre os outros dois suspeitos de estupro, ela diz que o filho só conhecia um deles. "Ele é colega desse menino faz uma semana, conhecia de vista. O outro ele não conhece, nem a menina".
Segundo reportagem do "Agora", um dos suspeitos confessou o estupro em depoimento. O segundo, filho da dona de casa, negou participação. "Eu não vou deixar eles levarem o meu filho, vão matar meu filho na Federam [Fundação Casa]", diz. Os dois permanecem em liberdade.
O terceiro garoto reconhecido pela vítima está foragido. A menina está em tratamento médico e permanece estudando em casa.

Secretaria apura conduta da escola

A Secretaria de Educação informou que instaurou um procedimento para verificar a conduta da direção da escola no caso. A mãe da vítima diz que a polícia deveria ser chamada na escola no mesmo dia, o que não foi feito. A direção diz que chamou uma ambulância para atender a garota, que relatou falta de ar.
A mãe do garoto só foi chamada na escola no dia seguinte à ocorrência, quando soube que o filho era suspeito de participar de um estupro. Ela diz ele não foi transferido, mas suspenso até a última segunda (18).
Na segunda, quando reportagem do UOL revelou o caso de estupro, a Secretaria de Educação disse que os estudantes já haviam sido transferidos para outra unidade de ensino. A informação foi novamente confirmada pela pasta nesta quinta.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/05/21/meu-filho-nao-e-um-monstro-diz-mae-de-suspeito-de-estupro-em-escola.htm

Greve atinge 39 universidades federais

Estadão Conteúdo

Com o corte de repasses do governo federal às universidades federais desde o início do ano e a falta de negociação sobre o reajuste salarial, professores e funcionários de 39 instituições decidiram nesta quinta-feira, 28, pela greve.
A paralisação de docentes foi aprovada em 18 universidades e a de funcionários técnico-administrativos, em 39. Eles pedem reposição de 27% de perdas salariais durante o governo Dilma Rousseff e revisão do contingenciamento de recursos às instituições. "O governo não negocia conosco, as federais vão fechar por inanição nos próximos meses se nada for feito", disse Paulo Rizzo, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
Com R$ 7,5 milhões em dívidas e uma das situações mais críticas, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)enfrenta a partir de segunda, 1º, greve dos funcionários. A paralisação vai afetar também o Hospital São Paulo. Em nota, a universidade disse entender a importância da pauta dos servidores.
Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a biblioteca ficou fechada nesta quinta e, a partir desta sexta, 29, o restaurante universitário só servirá refeições para os alunos bolsistas.
Em nota, o Ministério da Educação disse que mantém diálogo com todos os setores das universidades federais e que sempre atende "tanto quanto pode, segundo realidades conjunturais, recursos disponíveis, agendas e acordos consagrados". Também criticou a decisão pela greve sem que "seja precedida por um amplo diálogo".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/05/28/greve-atinge-39-universidades-federais.htm

Número de candidatos inscritos para a edição de 2015 passa de 1,6 milhão no quarto dia

Portal do MEC

O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 chegou a 1,65 milhão até as 10h desta quinta-feira, 28, quarto dia de inscrições on-line. O prazo vai até 5 de junho próximo.
No momento da inscrição, os candidatos precisam informar um número de telefone fixo ou celular válido, bem como cadastrar um endereço eletrônico (e-mail), que não pode ser usado por outro participante. O sistema pedirá ainda que o candidato crie uma pergunta e uma resposta de segurança.
Na edição deste ano, estão isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas da rede pública e as pessoas que se declararem carentes. Para os demais, o valor é de R$ 63. O pagamento deve ser feito até as 21h59 (de Brasília) de 10 de junho.
No Enem de 2015, candidatos que sejam travestis e transexuais podem usar o nome social. A inscrição deve ser feita normalmente, no prazo previsto no edital. Posteriormente, entre 15 e 26 de junho, eles devem encaminhar, por meio do sistema do participante, na página do Enem na internet, cópia de documento de identificação, uma foto recente e o formulário preenchido, disponível on-line.
Sisu — A nota do Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em 115 instituições públicas, e do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A participação na prova é ainda requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem também obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.
Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep
Palavras-chave: educação superior, Enem

Professores belgas darão aulas nas universidades federais

Portal do MEC

Parceria assinada entre o ministro Renato Janine e o ministro-presidente da Federação Valônia-Bruxelas, Rudy Demotte, prevê a atuação de professores belgas em universidades brasileiras interessadas (Foto: Mariana Leal/MEC)Um memorando de entendimento assinado nesta quinta-feira, 28, entre o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e o ministro-presidente da Federação Valônia-Bruxelas, Rudy Demotte, fará com que universidades federais brasileiras recebam professores belgas para ministrar aulas de língua francesa para alunos interessados em programas de mobilidade, como o Idioma Sem Fronteiras.
Os professores passarão a dar aulas em universidades que não possuam docentes dessa língua em seus quadros. Além disso, os professores estrangeiros vão ministrar aulas de literatura belga nos cursos de letras-francês nas universidades que desejarem receber esses profissionais.
O ministro Renato Janine Ribeiro destaca a parceria entre o Brasil e a Bélgica no projeto. “É com grande satisfação que temos esta cooperação com a Bélgica, que já recebe centenas de estudantes brasileiros pelo Ciências sem Fronteiras. Agora, abre-se também uma oportunidade de desenvolver novas formas de cooperação”, disse.
Conforme Demotte, o entendimento entre os dois países pretende também viabilizar a concessão de materiais didáticos. O contrato de cada professor belga tem a duração de um ano, podendo ser renovado por até cinco anos.
Durante o período em que estiverem no Brasil, os docentes participarão do programa Idioma Sem Fronteiras como professores dos núcleos de língua das universidades federais da mesma forma que os demais bolsistas do programa, com carga-horária de 20 horas semanais.
Assessoria de Comunicação Social
Acesse outras informações no portal do Idioma sem Fronteiras
 Palavras-chave: Idioma sem Fronteiras, Bélgica, francês

Supremo garante aplicação de regras anteriores em renovações

Portal do MEC

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou liminar para que as novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) não sejam aplicadas no caso de renovação de contratos de estudantes já inscritos no programa. O julgamento da liminar concedida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 341 foi retomado na quarta-feira, 27, em plenário. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira, 28.
A decisão reafirma o que já vinha sendo praticado pelo Ministério da Educação e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e esclarece que a liminar assegura aos estudantes que requereram a inscrição no programa até 29 de março 2015 – dia anterior ao início da eficácia da Portaria Normativa MEC 21/2014 – o direito a que o pedido seja apreciado com base nas normas anteriores, ou seja, sem a exigência de desempenho mínimo de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nota superior a zero na redação.
Cabe esclarecer que a decisão não cita erros no sistema, conforme foi noticiado. Esse assunto não foi levado ao STF pela ADPF 341.
Prorrogação – O Ministério da Educação vai prorrogar o prazo para os aditamentos do primeiro semestre de 2015 do Fies. Agora, os estudantes têm prazo até 30 de junho para concluir o processo de renovação dos contratos. A portaria com a ampliação do prazo será publicada na próxima semana.
O compromisso do governo federal é o de garantir que todos os estudantes façam o aditamento. Até o momento, cerca de 100 mil alunos ainda não concluíram o processo.
Assessoria de Comunicação Social
Leia o texto da decisão do Supremo
Palavras-chave: Fies, decisão judicial

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Lançado Desafio UFLA+ Soluções Inovadoras – participe, colabore e dispute prêmios

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Salão de Convenções lotado para o lançamento do desafio UFLA+ Soluções Inovadoras
O Desafio UFLA+ Soluções Inovadoras, que teve a primeira etapa lançada nesta quarta (27/5), no Salão de Convenções, terá onze temas em discussão. Organizado na modalidade concurso, o desfio tem com objetivo incentivar a participação social e identificar propostas inovadoras que possibilitem melhorias acadêmicas e administrativas na Universidade. Com a presença de professores, técnicos administrativos e estudantes, a cerimônia de lançamento teve a apresentação do reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo, e do professor Paulo Henrique de Souza Bermejo, coordenador do Desafio.
Qualquer pessoa, da comunidade acadêmica – ou da comunidade externa – poderá acessar o endereço www.uflamais.ufla.br, fazer o cadastro e participar do desafio propondo ideias relativas aos temas e ainda avaliando as ideias de outros participantes.
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Professor Scolforo enfatiza a importância da gestão compartilhada
De acordo com o reitor, o objetivo é abrir mais um espaço coletivo para a proposição de soluções que contribuam para decisões de uma gestão compartilhada. O atual modelo de gestão, que prima pela valorização das pessoas, ganha agora mais uma ferramenta democrática de participação e de comprometimento com os resultados. Trata-se de uma forma simples para dar oportunidade a todos da comunidade acadêmica e externa de contribuir com ideias para a Universidade e ainda concorrer a prêmios. “Mais um passo para a gestão participativa, enfatizada como fator principal para o direcionamento de nossas metas e para a realização dos objetivos institucionais”, destaca. “Não tenho dúvidas que nos próximos anos teremos uma universidade ainda melhor, resultado da implantação de ideias que podem surgir neste desafio. Ganha a comunidade acadêmica e a Universidade, que têm planos ousados de aparecer nos melhores rankings do mundo… O prêmio é para que as pessoas sintam que suas ideias têm valor”, destacou o reitor em sua apresentação.
Como participar
Professor Bermejo apresenta detalhes do desafio
Professor Bermejo apresenta detalhes do desafio
O professor Bermejo apresentou o desafio e os detalhes do modelo de inovação aberta. A primeira etapa do desafio UFLA+ Soluções Inovadoras segue até o dia 31 de julho. Os três participantes que até essa data conseguirem mobilizar um apoio maior às suas ideias (obtendo maior número de curtidas e comentários), serão os vencedores e receberão prêmios. O primeiro colocado ganhará 4 mil reais; o segundo, 2 mil e quinhentos reais e o terceiro lugar, mil reais.
Além das premiações individuais, pró-reitorias, departamentos, setores da UFLA e organizações estudantis também serão premiados, a partir da atuação dos participantes que se declarem ligados a eles. A pró-reitoria, departamento ou setor classificada (o) em primeira colocação receberá o prêmio de R$100.000,00 (cem mil reais) e a organização estudantil classificada em primeira colocação receberá o prêmio de R$20.000,00 (Vinte mil reais), em créditos para empenho, conforme legislação vigente e normas operacionais previstas no Edital.
Todas as ideias postadas passarão por uma avaliação administrativa, para que se verifique a viabilidade de implantação.
O Desafio UFLA+ Soluções Inovadoras segue o modelo de sucesso já implementado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) – Desafio da Sustentabilidade; em parceria com o Governo da Paraíba – Prêmio Solução Nota 10 e com a Polícia Militar de Minas Gerais – sobre segurança e trânsito. Somados os projetos já realizados, foram mobilizadas mais de 30 mil ideias.
Participe, compartilhe, mobilize seguidores para sua ideia e entre nesta disputa!
www.uflamais.ufla.br
desafio
Fotos: Ana Elisa Alvim e Mateus Lima
retirado do site:http://www.ufla.br/ascom/2015/05/27/lancado-desafio-ufla-solucoes-inovadoras-participe-colabore-e-dispute-premios/

Tecnologias da UFLA: dispositivo de segurança para veículos é capaz de detectar motorista




tecnologias-ufla-celsoComputadores de bordo dos veículos armazenam e transmitem informações úteis para os condutores, auxiliando na direção e segurança, sendo também capazes de detectar características de direção individuais dos motoristas. Pensando nisso, o mestrando Celso de Ávila Ramos e o professor Wilian Soares Lacerda, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação, criaram um sistema inteligente para classificação e reconhecimento de condutores de veículos para uso na segurança.
O que esse sistema faz é reconhecer o condutor do veículo a partir de suas características na direção, utilizando-se de computadores de bordo e aplicativos que registram tais características. Assim, o sistema é capaz de detectar se o veículo está sendo guiado por um indivíduo diferente, o que permite: aplicações como a emissão de alertas a proprietários, autoridades, seguradoras (entre outros), quando há ocorrência de furtos ou roubos; ou ainda, interação remota com funcionalidades do veículo, que dificultem ações de condutores classificados como impróprios.
Celso Ramos e o prof. Wilian Lacerda
Celso Ramos e o prof. Wilian Lacerda
Atualmente, os veículos automotivos vêm equipados com computador de bordo, capaz de fornecer todas as informações úteis ao sistema neural antifurto veicular que está sendo desenvolvido. A tendência é que tais informações não sejam usadas somente para fins de diagnóstico e manutenção do veículo, mas também para outras finalidades, como a transmissão de dados do veículo remotamente, inclusive para fins de segurança. Nesse sentido, a equipe da UFLA pensou na utilização de redes neurais artificiais para a classificação dos condutores do veículo, além da emissão de alerta em caso de roubo e possível imobilização do veículo em caso de detecção de atividade de condução indevida.
A pesquisa, tema da dissertação de mestrado de Celso, ainda não está no mercado, pois está passando pelos ajustes finais. Assim, estão sendo recolhidos os dados dos condutores para o treinamento da rede neural. Espera-se, também, que posteriormente o sistema embarcado possa receber uma mensagem do proprietário, capaz de interromper alguma funcionalidade do veículo. A finalização do produto também depende da aquisição de equipamentos laboratoriais específicos.
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inovacao-empreendedorismoFique por dentro das tecnologias que estão sendo desenvolvidas na UFLA, acompanhe a série semanalmente no Portal UFLA. Este é um dos projetos da assessoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Lavras.
Os professores/pesquisadores que ainda não participaram favor entrar em contato pelo e-mail comunicacao@inbatec.ufla.br.
Veja a lista de matérias já publicadas nesta série sobre tecnologias da UFLA
Amanda Castro – Jornalista da Assessoria de Inovação e Empreendedorismo UFLA
retirado do site:http://www.ufla.br/ascom/2015/05/26/tecnologias-da-ufla-dispositivo-de-seguranca-para-veiculos-e-capaz-de-detectar-motorista/

Concurso BioBusiness Brasil estimula criação de novos negócios

Portal de Notícias da USP

Publicado em Tecnologia  por

Para incentivar o empreendedorismo e a criação de negócios inovadores, a Fundação Instituto Polo Avançado da Saúde (Fipase) realiza a quinta edição do concurso BioBusiness Brasil que, neste ano, desafia os participantes a trabalharem uma estratégia de cooperação internacional e a expansão de seus negócios. Os projetos podem ser submetidos até o dia 19 de junho. O regulamento está disponível no site.
Será uma competição de modelos de negócios, na qual os participantes receberão capacitação por meio de vídeo-aulas e também e apoio à elaboração de seus planos de internacionalização. A intenção é que os participantes prospectem potenciais parceiros no exterior, priorizando a cooperação conjunta em pesquisa & desenvolvimento (P&D), podendo, no entanto, abordar outros aspectos como inserção em mercados internacionais, licenciamentos e transferências de tecnologias.
O evento tem como públicos-alvo empreendedores, estudantes, pesquisadores e docentes, técnicos especialistas e empresas. As áreas prioritárias são: biotecnologia (aplicada à saúde, energias, agronegócios, alimentos, meio ambiente e sustentabilidade, industrial, entre outras aplicações) e saúde (saúde humana, saúde animal, equipamentos médico-hospitalares e odontológicos, fármacos e cosméticos).
Os melhores modelos de negócios apresentados no BioBusiness Brasil receberão uma consultoria para aprimoramento de suas ideias e participarão de um pitch presentation em que serão avaliados por jurados especialistas na área. Os prêmios são vagas de incubação na Supera Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Ribeirão Preto e em incubadoras parceiras, R$ 10 mil aos mais bem colocados e apoio ao intercâmbio empresarial em um dos principais ambientes de inovação internacionais.
Lançado em 2006, o BioBusiness Brasil recebeu o Prêmio de Boas Práticas da Anprotec (2006) e o Prêmio de Melhor Projeto de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador (2007).
Criada em 2001, por meio de lei municipal, a Fipase atua no desenvolvimento da indústria de equipamentos e produtos de saúde em Ribeirão Preto, e no apoio aos setores de tecnologia da informação, biotecnologia, química, fármacos e cosméticos. Gestora da marca Supera que dá nome à Incubadora de Empresas, ao Centro de Tecnologia e ao Parque Tecnológico de Ribeirão Preto, é resultado de parceria entre a USP e a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, com o apoio do Estado de São Paulo por intermédio da Secretária de Desenvolvimento. Também participa da governança dos APLs da Saúde e do Software de Ribeirão.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Supera Parque 
Mais informações: (16) 98152-0398, http://www.biobusinessbrasil.com.br/

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Inscrições para o exame passam de um milhão de registros em pouco mais de dois dias

Portal do MEC

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 tem mais de 1 milhão de inscrições em pouco mais de dois dias de abertura do sistema. Até as 19h desta quarta-feira, 27, o número de inscritos era de 1 milhão 216 mil. Os interessados em participar do Enem têm até 5 de junho para acessar a página do exame na internet.
No ato da inscrição, os candidatos precisam informar um número de telefone fixo ou celular válido. Também é necessário cadastrar um endereço eletrônico (e-mail), o qual não pode ser utilizado por outro participante, além de criar pergunta e resposta de segurança para acesso ao sistema de inscrição.
Como nas edições anteriores, é recomendável buscar horários com menor fluxo de acessos na internet, de forma que fique mais fácil a navegação. É importante também ficar atento se o número de CPF e data de nascimento informados durante a inscrição estão de acordo com os dados na base da Receita Federal.
Na edição deste ano, estão isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas da rede pública e as pessoas que se declararem carentes. Para os demais, o valor é de R$ 63 e o pagamento deve ser efetuado até as 21h59 (horário de Brasília) do dia 10 de junho.
No Enem 2015, travestis e transexuais poderão usar o nome social. Para tanto, deverão, de 15 a 26 de junho, preencher formulário específico e enviar pela página do exame na internet. Junto, é preciso encaminhar cópia de documento de identificação com foto, além de uma foto recente. É importante lembrar que, antes desse procedimento, é necessário fazer a inscrição normalmente, no período estipulado a todos os participantes, conforme prevê o edital.
Sisu – A nota do Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em 115 instituições públicas, e do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A participação na prova é ainda requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem também obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.
Assessoria de Comunicação Social


Palavras-chave: Enem

Diálogo com a comunidade das instituições federais de ensino

Portal do MEC

Durante todo o ano, o Governo Federal, e em especial o Ministério da Educação, dialoga com todos os setores das instituições federais de ensino superior – servidores, estudantes, professores e dirigentes – que apresentam as mais variadas demandas. Tal permanente diálogo demonstra a proximidade entre o Poder Público e a comunidade das universidades e institutos federais.
Este relacionamento visa sempre a uma maior integração e entendimento de todas as partes, de modo que a cada ano várias demandas se veem atendidas, enquanto outras são revisadas para serem ou não realizadas em momentos subsequentes. Normalmente o Poder Público atende tanto quanto pode, segundo realidades conjunturais, recursos disponíveis, agendas e acordos consagrados, sempre tendo em vista o superior fim que é a educação inclusiva de qualidade.
Um problema que o Poder Público enfrenta há algum tempo – e não apenas neste momento –, contudo, é a decisão pela greve sem que seja precedida por um amplo diálogo. Numa circunstância em que há vontade por parte do Governo de ouvir e discutir as demandas, as greves – que sempre acarretam prejuízos à própria comunidade, especialmente aos estudantes, e à sociedade como um todo, que contribui com seu trabalho para o financiamento do ensino superior público – só fazem sentido quando estiverem esgotados os canais de negociação.
O Ministério recebeu as entidades representativas de professores e servidores das universidades federais, nas últimas semanas, mas desde o início elas já informaram ter data marcada para a greve. Isto não é diálogo. O diálogo supõe a vontade de ambas as partes de conversar, só recorrendo à greve em último caso.
A resolução das divergências e necessidades que surgem para o entendimento entre as partes deve ocorrer – sempre que possível – pelo diálogo contínuo. Paralisações de viés combativo só devem acontecer quando não houver outros meios de resolver as questões. Se por um lado o Ministério ouve demandas sobre o que é preciso fazer e mudar na gestão das instituições federais – inclusive na gestão interna das próprias instituições, o que não é atribuição direta do MEC –, por outro recebe notas de perplexidade de todos aqueles que têm seu trabalho prejudicado e discordam dessa forma de condução do processo de greve.
O Ministério da Educação continua, portanto, aberto ao diálogo com a comunidade das instituições federais para, juntos, trilharmos os melhores caminhos para alcançar uma educação cada vez melhor neste País.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: diálogo, instituições federais

A escola e a violência: além do 'olho por olho, dente por dente'

A violência, ocorrida dentro da escola, exige que possamos ir além da violenta reação. Uma jovem de 12 anos foi estuprada no banheiro de escola pública, em São Paulo. Os autores também eram alunos, com 13 ou 14 anos. A história foi noticiada e repercutiu. Indignou. É absolutamente inadmissível. É desumano (ou monstruosamente humano). É a barbárie. Mas aconteceu.
Exige, então, nossa reflexão e nossa ação urgente. Temos falhado como sociedade. Temos falhado na tarefa de educar. É necessário corrigir o caminho. Penso, porém, que só perseveraremos no erro se nos limitarmos, agora, diante do fato monstruoso – ou do próximo a ser divulgado, amanhã ou depois –, ao ato isolado da punição, despejando todo nosso ódio represado contra os autores. Olho por olho, dente por dente.
Por falar nisso, diante do "sangue" no olhar de quem quer vingança, confesso me sentir acuado por não me restringir, diante do crime ocorrido, à histeria  em favor da redução da maioridade penal para 13 anos (só 16, no caso, não adianta). A história narrada exige uma abordagem mais ampla.
Pensando na adolescente, o que resta, agora, é reparar o dano causado, se isso for possível, em alguma medida. É o tema da responsabilidade civil. Os jovens autores e seus pais devem fazê-lo. O Poder Público também, antes de qualquer um. Tem o dever de indenizar a garota e sua família, pelos graves danos que sofreram. Prestar atendimento médico e psicológico. Compensar a dor física, a dor moral, a dor da vergonha, do desrespeito.
Houve uma sequência de fracassos. O Poder Público tem o dever de educar com qualidade. Não o faz. Para educar, com qualidade, tem o dever de garantir a segurança dos alunos. É um dever de qualquer escola, pública ou privada. No mundo dos juristas, há um gosto pelo termo "incolumidade". O aluno tem de estar "são e salvo", ileso, fora de perigo na escola, sem o que não dá para pensar num ambiente favorável à aprendizagem. E isso não foi minimamente garantido.
Além disso, há, é claro, a questão da aplicação de medidas disciplinares aos autores: a punição, que não deveria ser só punição. Deveria ser educação. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê a aplicação de "medidas socioeducativas" aos adolescentes que cometem "atos infracionais" (crimes). A mais severa é a "internação" em estabelecimentos educacionais. Na prática, um eufemismo para prisão, pelo período máximo de três anos.
Mas queremos mais. Queremos sangue. Vamos linchá-los? Com ou sem requintes de crueldades? Na Idade Média, havia empalação: uma estaca atravessava as entranhas do condenado, a partir do períneo. Havia outras formas de suplício espetaculares.
Não podemos, contudo, nos furtar à reflexão sobre nossa responsabilidade dividida, tão dividida que, no fim, ninguém mais se sente responsável por nada. Já exercemos nosso papel de cidadão, na eleição. Votamos, escolhendo entre um ou outro candidato. Temos ido, também, às ruas, para pedir mudanças, o fim da corrupção, mais isso, mais aquilo.
A pergunta vale: o que nós fizemos ou deixamos de fazer para que a história fosse outra? Em que medida não somos também responsáveis pelo fracasso da escola, em que não se aprende e se corre o risco de ser violentado? Quero assumir minha culpa. Desculpem-me. Pela minha omissão. Sem romantismos, coitadismos ou qualquer outro "ismo". Sem fascismo, também, portanto.

GUILHERME PEREZ CABRAL

Guilherme Perez Cabral é advogado especialista em direito educacional, doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito.
retirado geral:http://educacao.uol.com.br/colunas/guilherme-cabral/2015/05/25/a-escola-e-a-violencia-alem-do-olho-por-olho-dente-por-dente.htm

'Foi uma humilhação', diz diretora sobre agressão de aluno a professora

Ricardo Senra
Da BBC Brasil em Londres



Reprodução/BBC
  • Filme foi gravado por alunos dentro de biblioteca; após série de ofensas, adolescente de 14 anos chega a tocar as nádegas e os seios da professora
    Filme foi gravado por alunos dentro de biblioteca; após série de ofensas, adolescente de 14 anos chega a tocar as nádegas e os seios da professora
"Estamos de pés e mãos atados", diz Silvana da Cunha Melo, diretora de uma escola estadual no Vale do Jequitinhonha (MG), área que registra alguns dos piores indicadores sociais do Brasil.
Ela se refere a um caso recente que engrossa estas estatísticas: um vídeo filmado pelos próprios alunos do colégio onde trabalha mostra uma professora sendo agredida por um adolescente de 14 anos dentro da biblioteca. O jovem chega a passar a mão nas nádegas e tocar os seios da professora - ao fundo, escutam-se os risos de outros estudantes.
O filme foi gravado em 10 de abril no município de Araçuaí, mas só ganhou fôlego nas redes sociais na semana passada. A cidade tem pouco mais de 37 mil habitantes. As imagens dos abusos foram vistas mais de um milhão de vezes, só no Facebook.
"A educação acabou", lamenta a diretora. "Nunca registramos nada nessa magnitude, mas violência e falta de respeito acontecem todos os dias. A gente reclama, mas não é atendida. Estamos longe de tudo. Agora que espalhou e foi para a mídia, espero que mude alguma coisa."
Procurada pela BBC Brasil, a Secretaria de Educação de Minas Gerais disse que entende "a violência como um fenômeno de múltiplas causas presentes em nossa sociedade de um modo geral", e afirma que "é indiscutível que nos espaços escolares esse cenário também pode ser identificado".
Sobre o episódio específico de Araçuaí, a Secretaria informa que "a cena demonstrada no vídeo requer um aprofundamento para pautar melhor metodologias de atendimento e acompanhamento".
O governo mineiro diz que duas funcionárias da secretaria serão enviadas a Araçuaí nesta quarta-feira "para apurar os fatos in loco" e discutir soluções contra a violência física e psicológica dentro de escolas com alunos, pais e professores.

'Impotência'

No ano passado, durante as eleições, a BBC Brasil publicou uma série de reportagens sobre a violência de alunos contra professores. Sugerida pelos próprios leitores, a série ganhou na semana passada menção honrosa no Prêmio de Jornalismo da Associação dos Defensores Públicos do Rio Grande do Sul (ADEPERGS), categoria internacional.
As matérias revelaram casos de professores que chegaram a tentar suicídio após agressões consecutivas e algumas das soluções encontradas por colégios públicos para conter a violência - da militarização à disseminação de uma cultura de paz entre escolas e comunidade.
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ouviu mais de 100 mil professores e diretores de escola em 34 países, o Brasil ocupa o topo de um ranking de violência em escolas - 12,5% dos professores ouvidos disseram ser vítimas de agressões verbais ou intimidação pelo menos uma vez por semana.
"Precisamos de um psicólogo e um psiquiatra trabalhando aqui com a gente. Nós não estudamos para isso, a sensação é de impotência", afirma Silvana, a diretora do colégio de Araçuaí.
À reportagem da BBC Brasil, o governo de Minas Gerais informou que uma comissão com representantes das secretarias de Defesa, Desenvolvimento Social e Saúde, Polícia Militar, Ministério Público e Defensoria Pública, além de entidades estudantis e de professores, está sendo formada com "foco na prevenção e enfrentamento da violência nas escolas".
A professora agredida foi orientada por seus advogados a não dar entrevistas. O caso foi registrado em uma delegacia e na Vara de Infância e Juventude do município, que informou apenas que "todas as providências cabíveis ao caso estão sendo tomadas".

'Luto'

No dia da agressão, a professora - responsável por aulas especiais na biblioteca - completava apenas duas semanas de trabalho no colégio estadual, onde estudam 612 alunos, segundo a direção.
De acordo com colegas de trabalho, ela preferiu não se afastar das tarefas diárias na escola e continuou dando aulas após o episódio. Eles dizem que a profissional "está abalada" e "foi vista chorando" na semana passada.
"Foi uma humilhação para todos nós, não só para ela", diz a diretora. Professores e moradores da cidade realizarão um protesto nesta quarta-feira nas ruas da cidade pedindo justiça e atenção para a situação precária do ensino público no país.
"Estaremos de preto, de luto", afirma. "Os alunos não ficam dentro da sala de aula. Batem boca como se estivessem batendo boca com qualquer um. Estragam os carros dos professores. Ofendem. A gente só está pedindo respeito - e não como professores, mas como seres humanos. Nenhuma pessoa merece ser agredida ou ofendida onde for. A gente só quer ser valorizado, como qualquer pessoa."
A Secretaria de Estado do governo mineiro diz que "sabe da importância de desenvolver ações com foco na prevenção e enfrentamento da violência física e psicológica no ambiente escolar" e afirma que usa "metodologias como rodas de conversas intersetoriais sobre o tema".
Segundo o estudo internacional da OCDE, publicado no ano passado, apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil crê que a profissão é valorizada pela sociedade. A média global é de 31%.A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2015/05/27/foi-uma-humilhacao-diz-diretora-sobre-agressao-de-aluno-a-professora.htm

Projeto da Esalq leva conceitos de ciência a escolas de ensino básico

Publicado em Educação, USP Online Destaque por em

Alessandra Faveri Postali / Assessoria de Comunicação da Esalq

Desmistificar a ciência e levar conteúdos de química, sustentabilidade e ambiente a escolas de educação básica de Piracicaba e região são objetivos de um projeto de extensão coordenado pela professora Rosebelly Nunes Marques, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.
O título do trabalho é “Divulgação Científica na Escola: elaboração, aplicação e avaliação de material didático-pedagógico na Educação Básica” e consiste na realização de palestras nas escolas por duas bolsistas, atualmente a estudante de Ciências Biológicas Kelly Jaqueline Alves e a estudante do curso semipresencial de Licenciatura em Ciências da USP, Priscila Proença Croscatto. O projeto teve início em 2013 e foi renovado até julho de 2016, com suporte do Programa Aprender com Cultura e Extensão, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP.
Foto: Divulgação
Foto: Gerhard Waller
As alunas Priscila Proença Croscatto e Kelly Jaqueline Alves, e a professora Rosebelly Nunes Marques
De acordo com Rosebelly, os encontros ocorrem quinzenalmente, quando os bolsistas aplicam aos alunos um questionário prévio e um posterior à palestra para avaliar o conhecimento sobre o tema e o material produzido. O foco é voltado para conteúdos específicos abordados dentro do currículo de base das áreas do conhecimento das Ciências da Natureza.
Segundo a professora, a atividade é baseada nos estudos de sua graduação. “Eu participava de dois projetos de extensão que envolviam, além de palestras, peças de teatro em escolas da cidade. Toda essa informação despertava interesse nos estudantes e me atraía muito”, contou. Foi esse gosto pela divulgação científica e ensino que levou a professora a continuar investindo no trabalho e formalizá-lo na Esalq. “Sempre me envolvi com essas questões de educação, por isso valorizo muito que meus alunos também participem, já que isso pode ser um diferencial de carreira”, afirmou.
Arte: George Campos
Arte: George Campos
Para o envolvimento dos universitários no projeto, é necessário que haja um preparo para cada tema discutido e para o contato com os alunos. “Fazemos uma capacitação didático-pedagógica, levando em conta a linguagem adequada para o Ensino Fundamental e Médio e o conhecimento específico de cada bolsista”. A dedicação dos alunos é de 10 horas semanais. “O maior benefício é a aproximação dos estudantes da Esalq com a esfera social, de forma a contribuir com o compartilhar do conhecimento adquirido na universidade. É uma experiência de vida”, acrescentou a professora.
O maior benefício é a aproximação dos estudantes
da Esalq com a esfera social. É uma experiência de vida
Kelly procurou o projeto para desenvolver a docência e a transposição de conhecimento. “Busquei ter a prática antes mesmo de chegar às metodologias em aula. E também quis ter a vivência e experiência na escola”, contou. Com esse projeto, a estudante conseguiu desenvolver diversas habilidades. “Tenho menos dificuldade em preparar uma aula e meu conhecimento sobre sustentabilidade aumentou”.
Foto: Marcos Santos
Foto: Marcos Santos
Já Priscila afirmou que, como aluna de curso semipresencial, teve a oportunidade de se envolver mais com as atividades da Escola. “Esse projeto me levou para dentro da universidade. Fez uma diferença muito grande, porque comecei a participar de tudo que acontece aqui, além de ir às escolas e representar a Esalq”.
A equipe faz suas apresentações em escolas públicas e particulares, sem restrições. Atualmente, há uma lista de espera com escolas da região que desejam participar, por isso, quem tiver interesse deve entrar em contato pelo email rosebelly.esalq@usp.br ou pelos telefones (19) 3447-8634 e 3429-4444.
Projeto da Esalq leva conceitos de ciência a escolas de ensino básico
Editoria: Educação, USP Online Destaque - Autor: - Data: 13 de maio de 2015
retirado do site:http://www5.usp.br/92290/projeto-da-esalq-leva-conceitos-de-ciencia-a-escolas-de-ensino-basico/

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