quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ministro elogia professores ao premiar vencedores de olimpíada

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Com o poema Lá Vem...Lá Vem... o estudante pernambucano Jullyo César Ferreira da Silva, 12 anos, foi um dos cinco vencedores na categoria Poema: “Estou muito feliz e emocionado”  (foto: Isabelle Araújo/MEC)O ministro da Educação, Henrique Paim, destacou nesta quarta-feira, 17, a importância do professor para o sucesso do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado este ano. “Não tenho dúvida de que o sucesso da implementação do PNE passa pela valorização do professor”, disse o ministro, ao participar da solenidade de premiação dos vencedores da Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. “Se não valorizarmos esse profissional, não teremos as melhorias da educação básica que o país precisa.”

A solenidade, em Brasília, reuniu os 152 estudantes finalistas (38 de cada gênero) e seus professores. “A Olimpíada de Língua Portuguesa é uma celebração, uma grande festa”, disse Paim.

Na quarta edição da olimpíada, os trabalhos abordaram os gêneros literários opinião, crônica, poema e memórias literárias. Em todas as categorias, os estudantes escreveram sobre um tema único, O Lugar Onde Vivo. Foram escolhidos 20 vencedores nacionais. Além da medalha olímpica, cada professor e aluno receberam um notebook e uma impressora. A escola da dupla também foi premiada com dez microcomputadores, uma impressora, além de um projetor multimídia, telão para projeção e livros. A escolha foi feita por uma comissão de dez pessoas.

Com o poema Lá Vem...Lá Vem... o estudante Jullyo César Ferreira da Silva, 12 anos, de Petrolina (PE), foi um dos vencedores na categoria Poema. Ele descreve o Rio São Francisco e o surgimento de uma comunidade depois da enchente de 1980. “Estou muito feliz e emocionado com o prêmio”, ressaltou o estudante.

Iniciativa do Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro busca aprimorar a prática dos professores em sala de aula para ajudar os alunos de escolas públicas a evoluir na leitura e na escrita. Nesta edição, foram feitas 170.266 inscrições de professores de 5.014 municípios.

Mais informações na página da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro na internet.

Assessoria de Comunicação Social

Professora de MS cria projeto sobre bebês e ação pedagógica

PORTAL DO MEC
 
 
Maria Mara salienta que a atuação pedagógica no berçário pode fazer a diferença no desenvolvimento da aprendizagem infantil (foto: arquivo da professora Maria Mara Rodrigues)Projeto que identifica o papel do professor em um berçário e destaca ações ricas em significados e experiências para os bebês está entre os 39 vencedores do 8º Prêmio Professores do Brasil. Os Bebês e Ação Pedagógica do Professor: Entre Experiências e Possibilidades de Aprendizagem no Berçário é o trabalho de Maria Mara Miranda Rodrigues, professora do Centro de Educação Infantil Jardim Carioca (Ceinf). Desenvolvido de fevereiro a novembro de 2013, em Campo Grande (MS), o projeto atendeu 20 bebês, de 12 a 18 meses de idade, matriculados em tempo integral.

“Ciente de que as ações de cuidar e educar devem coexistir de forma indissociável nas salas de berçário, busquei fazer um trabalho voltado para o desenvolvimento dos bebês, sempre respeitando a individualidade de cada um”, adianta Maria Mara. Nas atividades práticas, ela contou com o apoio de três auxiliares.

Várias atividades foram realizadas no decorrer do ano. Entre elas, rodas de leitura, brincadeiras com fantasias e espelhos, exploração de linguagem musical e corporal, além de entrevistas e reuniões com os pais e acompanhamento do trabalho com os bebês, por meio de registros fotográficos e observações das práticas diárias. Na visão de Maria Mara, os resultados alcançados foram satisfatórios. “Ampliei minha visão sobre o que é ser professor de bebês e como a atuação pedagógica no berçário pode fazer a diferença no desenvolvimento da aprendizagem infantil”, destaca.

Outro ponto positivo, segundo ela, foi a oportunidade de realizar ações voltadas para o aprendizado dos pequenos. “Isso ficou claro ao compararmos o desenvolvimento desses bebês”, explica. “Chegaram ao berçário inseguros e quietos e ao final do ano estavam cheios de entusiasmo, com a linguagem oral bem desenvolvida, mais independentes e expressando no olhar as curiosidades acerca do mundo”, analisa a professora, que atua há seis anos no Ceinf.

Continuidade — Para o próximo ano, Maria Mara considera fundamental a continuidade do projeto, para a busca de conhecimentos sobre o bebê e de uma parceria sólida com as famílias. “E, acima de tudo, dar prioridade à melhoria do ensino destinado aos pequenos, por meio de ações pedagógicas consistentes e reflexivas”, salienta.

Pedagoga, com especialização em gestão escolar e em educação infantil, Maria Mara diz que o Prêmio Professores do Brasil foi um grande presente. “Sinaliza que estamos no caminho certo, em busca de uma educação pública de qualidade para nossas crianças”, diz. Para ela, além de representar o esforço de uma equipe que acreditou em seu trabalho, estudou com ela e acompanhou todas as ações desenvolvidas, o prêmio representa a importância da parceria entre a instituição de ensino e as famílias, principais colaboradoras. “A premiação sintetiza a dedicação, o amor e o comprometimento que tenho com o trabalho que desenvolvo com os pequenos da educação infantil.”

Fátima Schenini

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ação vai pedir diminuição da 'quarentena' para professores temporários

Estadão conteúdo
em São Paulo


O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) vai entrar com uma ação judicial para tentar diminuir de 200 dias para 40 dias o tempo que os docentes temporários precisam ficar fora da rede após um ano de atividade. Ação será em conjunto com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e Conselho dos Representantes de Conselhos de Escola (CRECE).
De acordo com a lei, os professores da chamada categoria "O" precisam cumprir a "duzentena" para que não se configure vínculo empregatício. A legislação vale para todos os servidores temporários do Estado. "A Justiça precisa olhar quem está perdendo com essa situação", disse Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp.
No ano passado, o Estado conseguiu que o prazo ficasse em 40 dias. Apesar disso, com a mudança de calendário por causa da Copa do Mundo, vários professores ainda estavam em quarentena e houve falta de docentes em várias escolas da capital paulista e do interior. A reportagem questionou, na semana passada, a Secretaria de Educação como ficaria essa questão, mas a pasta não respondeu. Como o início dos contratos varia a cada caso, não é possível mensurar quantos temporários não poderiam atribuir aulas no início do ano que vem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2014/12/16/acao-vai-pedir-diminuicao-da-quarentena-para-professores-temporarios.htm

São Paulo tem 57 mil professores temporários

Estadão conteúdo
em São Paulo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) termina neste mês o atual mandato à frente do Estado de São Paulo sem ter conseguido diminuir a grande dependência de professores temporários nas escolas estaduais. O número de temporários chega a 57 mil neste ano, o que representa 23% do total de docentes que atuam na rede. O Estado convocou, entre 2011 e 2014, mais de 90 mil professores, mas a rede ganhou cerca de 20 mil novos concursados.
A rede fecha este ano com um total de 251,9 mil professores, sendo 194,5 mil efetivos e estáveis, segundo dados obtidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação. O número de concursados é 17% maior do que o registrado em 2011.
De 2011 a 2013, a gestão havia convocado 34 mil aprovados em concurso, mas só conseguira ampliar em 1,5 mil o número de docentes concursados no período. Em 2013, lançou um concurso para 59 mil professores e convocou neste ano 56 mil. Desses convocados, ficaram na rede 29 mil professores (51%). Outros 6 mil (11%) já eram do Estado e participaram para progredir na carreira, segundo a Secretaria Estadual da Educação.
O restante (21 mil, ou 38%) não está na rede. Pode ter desistido do cargo, não concordado com a vaga disponível ou não foi aprovado pelo Departamento Médico. Em nota, a pasta defendeu, entretanto, que ainda há professores em perícia médica ou que pediram prorrogação do prazo, mas não informou quantos profissionais estão nessa situação. A última convocação foi em abril.
Colaboram com o desafio de aumentar a rede de efetivos o alto nível de aposentadorias da rede (cerca de 5 mil no ano), além das exonerações a pedido.
Os temporários, da chamada categoria "O", estão espalhados por todo o Estado. Os maiores volumes por diretorias de ensino estão nas regiões leste e sul da capital paulista. Nesta última, os temporários representam 26% do total. A maior proporção está na Diretoria de Ensino de Avaré, no interior, onde 29% dos professores que atuam nas escolas estaduais são contratos temporários.

Prejuízo

Segundo o professor da USP (Universidade de São Paulo) Ocimar Alavarse, o Estado devia acabar com esse modelo de contrato. "A precarização da contratação tem um reflexo negativo na continuidade do trabalho pedagógico", diz ele. "A rede precisava manter um ritmo de convocação contínuo. Esses dados revelam dificuldade de planejamento."
A professora Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), também aponta prejuízos com o alto porcentual de temporários. "Tem de ter o professor fixo na escola. Com muitos temporários, há dificuldade de ter continuidade no projeto político pedagógico", diz ela. "O Estado tem de continuar a convocar os demais participantes do concurso."
A secretaria afirma que o número de temporários diminuiu 10,5% de 2013 e 2014. Dos 57 mil professores nessa situação, 11 mil fazem parte de projeto que auxilia as escolas nas atividades pedagógicas e, quando necessário, suprem ausências pontuais. Além disso, outros 5,2 mil são efetivos que atribuíram como professores temporários.
A pasta não informou quando haverá novas convocações. A reportagem apurou que novos professores concursados só devem entrar na rede em 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2014/12/16/sao-paulo-tem-57-mil-professores-temporarios.htm

USP deve usar enem para selecionar novos alunos, diz reitor.

Noticia disponibilizada pela Folha.

Para ver a integra da noticia por favor copie o texto abaixo e cole na barra de endereços do seu navegador.


Phttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2014/12/1562676-usp-devera-aceitar-alunos-aprovados-no-enem-afirma-reitor.shtml 




Basquete e handebol serão as novas modalidades do programa Atleta na Escola

PORTAL DO MEC

Basquete e handebol são as novas modalidades esportivas que farão parte do programa Atleta na Escola em 2015. A atividade começou em 2013 com provas de atletismo, e em 2014, acrescentou judô e voleibol. Iniciativa dos ministérios da Educação e dos Esportes, o Atleta na Escola incentiva a prática esportiva de estudantes de 12 a 17 anos de idade de escolas públicas e privadas da educação básica.
De acordo com o gerente do programa, Renausto Amanajás, da coordenação geral de tecnologias educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, além das novas modalidades, as confederações de atletismo, voleibol, judô, basquete e handebol começam, no próximo ano, a capacitar professores e técnicos das escolas.
A qualificação técnica terá uma parte presencial e outra a distância que será feita na plataforma E-ProInfo do MEC. O objetivo é descobrir talentos esportivos, melhorar o desempenho dos estudantes, ampliar a participação das escolas. Em 2014, diz Renausto, as competições escolares tiveram 4,1 milhões de crianças e adolescentes de 44 mil escolas públicas dos 26 estados e do Distrito Federal.
O atletismo, que compreende provas de salto em distância, corridas de velocidade e resistência e arremesso de peso, masculino e feminino, responde pelo maior número de atletas, 2,3 milhões em 2014, seguido por voleibol, 1,4 milhão, e judô, 217,5 mil. Neste ano, o Ministério da Educação investiu R$ 70 milhões no programa. A transferência de recursos é feita pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). A unidade que adere recebe um valor fixo de R$ 1 mil e mais R$ 3,00 por aluno matriculado, de acordo com o Censo Escolar do ano anterior.
Os recursos, explica Renausto Amanajás, devem ser utilizados pelas escolas para financiar itens como aquisição de bolas, reparo de pistas de atletismo, pagamento de árbitros, redes de voleibol, basquete, pelota de arremesso, coletes.
Centros – Outra novidade do Atleta na Escola em 2015 é o início das atividades dos centros de iniciação esportiva (CIE) criados pelo Ministério dos Esportes para receber atletas com talento e potencial detectados nas competições de 2013 e 2014. Estão em construção 285 centros em municípios que aderiram ao programa. Os recursos para essas obras, segundo Renausto, são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Outros espaços esportivos, como piscinas, quadras e pistas de atletismo existentes em instituições federais de ensino superior – universidades e institutos – também serão mapeados pelo Ministério dos Esportes para treinamento de estudantes.
Paraolímpico – As atividades paraolímpicas do Atleta na Escola começaram em 2014 com dez modalidades: atletismo, bocha, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis de cadeira de roda, voleibol sentado, futebol de 5 (para deficientes visuais) e futebol de 7 (para paralisados cerebrais). Renausto informa que, no próximo ano, o paraolímpico continua com as mesmas modalidades, mas que as confederações também vão capacitar professores e técnicos das secretarias para ampliar a participação dos estudantes da educação básica.
Diferente da modalidade olímpica do programa, que acontece nas escolas, o paraolímpico é realizado por adesão das secretarias estaduais de educação, que são responsáveis pela promoção das competições. Em 2014, o Ministério dos Esportes transferiu para as secretarias estaduais R$ 3 milhões.
Ionice Lorenzoni
Confira a página do programa Atleta na Escola

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Banheiros da Unicamp são pichados com mensagens contra transexuais

Fabiana Marchezi
Do UOL, em Campinas (SP)



























Banheiros da Unicamp recebem pichações contra transexuais5 fotos

Alunas transexuais da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) denunciaram supostas ameaças e atitudes preconceituosas que teriam ocorrido em banheiros femininos da instituição. Fotos registradas pelas estudantes mostram que os sanitários têm sido palco de pichações transfóbicas, como "Vamos cortar a sua pica"; "Ser mulher não é calçar os nossos sapatos"; "Não deixe que os machos invadam seus espaços".
Nesta segunda-feira (8), a doutoranda em teoria literária Amara Rodovalho, 29, que encabeça o movimento contra a transfobia na universidade, contou que as pichações começaram há cerca de duas semanas e vêm provocando revolta e ódio entre as quatro alunas transexuais do campus. "Quando eu vi as pichações no banheiro, fiquei com muito ódio. O banheiro é o lugar onde a gente vai para se sentir protegida. Eu estudo na Unicamp há dez anos e, no começo, eu chegava a evitar os banheiros femininos coletivos", diz a doutoranda, que é transexual.
Amara afirma que já encaminhou o caso à Diretoria Acadêmica. "Vamos levar o caso ao Centro de Referência de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais de Campinas para que eles exijam que a Unicamp faça um programa de conscientização das pessoas que frequentam o campus", disse.
A estudante acredita que é preciso conscientizar toda a comunidade, já que muitas vezes o preconceito vem inclusive de funcionários e professores. "Alguns têm dificuldade de aceitar nosso nome social, por exemplo. Além disso, há casos de pessoas que querem nos tratar como se fossemos do sexo que não reconhecemos. Nós somos do gênero que reconhecemos, independentemente do órgão genital", disse.
Amara diz que uma estudante transexual abandonou o mestrado por não aguentar a pressão sofrida na instituição. Um outro colega trans entrou em depressão profunda após ter problemas com a família e não encontrar ajuda na assistência social da universidade. "No lugar de dar apoio, a assistente social o tratava no feminino todo o tempo. Com certeza, isso piorou a situação dele, que no momento é bastante delicada". Ela também informou que ele chegou a ser internado, mas já deixou o hospital. O aluno não tem frequentado as aulas.
Para a pesquisadora, o preconceito deve deixar de existir com a conscientização. "Como somos só seis em uma comunidade de cerca de 40 mil estudantes, falta o costume de ver pessoas trans no dia a dia. Infelizmente, a maioria dos estudantes ainda está acostumada a ver travestis e transexuais só na marginalidade ou em subempregos. Quando nos veem circulando pela universidade, trabalhando em bons empregos, se assustam e reagem", comentou.
A doutoranda também disse acreditar que as pichações são manifestações individuais e isoladas. "Eu não acho que as pichações venham de grupos feministas, mas de mulheres isoladas, que se julgam feministas ao defenderem os interesses das pessoas que portam vagina original de fábrica", concluiu.
Em nota, a Unicamp rechaçou os atos de preconceito e ameaças, mas não informou se vai adotar alguma medida para combater os atos. "A Unicamp repudia toda manifestação ou ato que implique em discriminação de qualquer natureza. O acesso aos banheiros do campus é franqueado a estudantes, professores e funcionários independentemente da identidade de gênero".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/12/08/banheiros-da-unicamp-sao-pichados-com-mensagens-contra-transexuais.htm#fotoNav=3

Na contramão do ensino superior, faculdade tem 80% dos estudantes negros

Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo

Do UOL, em São Paulo

















Criada há 11 anos, a Universidade Zumbi dos Palmares tenta diminuir a desigualdade entre negros e brancos no ensino superior. Hoje com 1.500 estudantes, 80% deles são autodeclarados afrodescendentes. No Brasil, apenas 13,3% dos alunos do ensino superior são negros, segundo dados do Censo da Educação Superior 2012.
No processo seletivo, a instituição destina 50% das vagas para essa parcela da população. "Fazemos vestibular como qualquer outra universidade. Temos essa reserva de vagas, mas como nosso número já é bem maior, isso ficou obsoleto", conta a pró-reitora Francisca Rodrigues.
Ela lembra que quando o projeto da faculdade foi definido não existiam o Prouni (Programa Universidade para Todos) nem ações afirmativas como cotas, que, na opinião do reitor José Vicente, sozinhas não garantem a igualdade de raças.
"Trabalhamos pela diversidade, não só pela inclusão do afrodescendente. Por isso, temos alunos brancos, negros, japoneses e índios", diz Francisca. Atualmente, a Zumbi dos Palmares possui seis cursos em sua grade: direito, administração, pedagogia, publicidade e propaganda, recursos humanos e transporte terrestre. Há planos de ampliá-los para doze e criar cursos de pós-graduação.

Opinião dos alunos

Os alunos da Zumbi se dividem nas opiniões em relação à instituição. Luana Costa, 32, por exemplo, é estudante do último semestre de direito e se diz 'desiludida' com a faculdade. "Entrei pelo o que a faculdade propunha e pelo valor da mensalidade ser mais acessível. Hoje vejo que ela visa o lucro como qualquer outra", opina.
A amiga Rosangela Santana, 32, tem a mesma visão. "A proposta de inclusão social através da educação me chamou a atenção. Mas mesmo sendo uma faculdade de inclusão, parece que existe uma exclusão interna", afirma se referindo à dificuldade no processo de bolsas.
"As pessoas reclamam porque elas querem que a faculdade passe a mão na cabeça. E ela não vai passar só porque você é negro, pobre ou mora num lugar que é muito distante", acredita Luma Fernanda, estudante do 8º semestre de direito. 
Luma tem 23 anos e mora em Cidade Tiradentes. A rotina é puxada como a de qualquer estudante que trabalha e estuda. Ela faz estágio no ministério da Fazenda, na região da avenida Paulista, das 13h às 18h, e tem que se apressar para pegar a primeira aula na Zumbi dos Palmares às 19h.
 
O taxista Claudinei Ferreira, de 40 anos, se diz orgulhoso de estudar na Zumbi dos Palmares. "Ela é única porque é voltada para a inclusão. É muito bacana estudar por aqui", diz. "A infraestrutura é boa, mas tem muito que melhorar", ressalva.
Mensalidades - Zumbi dos Palmares
  • Administração
  •  
  • R$ 370,52
  •  
  • Direito
  •  
  • R$ 405,26
  •  
  • Pedagogia
  •  
  • R$ 341,58
  •  
  • Publicidade e propaganda
  •  
  • R$ 382,11
  •  
  • Tecnologia de gestão de RH
  •  
  • R$ 370,52
  •  
  • Tecnologia em transporte terrestre
  •  
  • R$ 347,37

Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/12/08/na-contramao-do-ensino-superior-faculdade-tem-80-dos-estudantes-negros.htm 

Trabalho com alunos habilidosos motiva professoras catarinenses

PORTAL DO MEC

A oportunidade de aprender, todos os dias, é a maior motivação da pedagoga Sandra Duarte Hottersbach em seu trabalho no Núcleo de Atividades de Altas Habilidades–Superdotação (Naah-s) de Santa Catarina, em São José, município da região metropolitana de Florianópolis. “Aqui, um dia nunca é igual ao outro; sempre tem um aprendizado novo, um desafio, uma conquista”, afirma. “Isso é o que me motiva a vir todos os dias trabalhar.”

Entre as diversas atividades oferecidas pelo núcleo catarinense a alunos com altas habilidades está a oficina de múltiplas linguagens artísticas (foto: naahssc.blogspot.com.br/)Com especialização em psicopedagogia institucional e clínica, Sandra atua na área de educação especial há 16 anos. Desde 2011, atua no Naah-s. Em seu trabalho, ela orienta professores, alunos e famílias, visita escolas e faz palestras com esclarecimentos sobre o processo de identificação de alunos com indicadores de altas habilidades–superdotação.

Para a professora Ananda Ludwig Burin, responsável pela oficina de lógica e matemática, a principal motivação é o desafio diário de trabalhar com superdotados. A maior satisfação é verificar o desenvolvimento das habilidades dos alunos. Com graduação em matemática e especialização em educação especial, ela ingressou no magistério em 2008. Desde 2012, trabalha no Naah-s. 

Encarregada da oficina de robótica educacional, Sirlei Ignácio diz que o trabalho com estudantes superdotados, que realiza desde 2010, é “apaixonante”. Segunda ela, os alunos são interessados, pesquisam e participam de debates. Com graduação em pedagogia e em educação especial, ela trabalha na área há mais de 20 anos. 

Dividir o que sabe com os alunos é o que motiva a professora de língua portuguesa Mara da Rosa Siqueira, responsável pela oficina de leitura e produção textual. A motivação é maior quando observa modificações nos alunos, seja no âmbito intelectual, relativamente à aquisição de conhecimentos da língua portuguesa, seja no comportamental, ao reparar evolução na conduta e nas relações interpessoais e sociais.

Há nove anos no magistério, Mara trabalha no Naah-s desde 2012, após aprovação em concurso público. Ela tem graduação em letras e especialização em mídias na educação. É aluna do Programa de Mestrado Profissional em Letras (Profletras) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A oficina de lógica e matemática permite acompanhar o desenvolvimento das habilidades dos alunos (foto: naahssc.blogspot.com.br/)Oficinas — Mais de 500 estudantes foram atendidos pelo Naah-s catarinense desde o início do funcionamento, em 2006. “Nosso número de alunos varia de 40 a 70, com média de 55 atendidos regularmente”, diz a coordenadora do núcleo, Andréia Alves Panchiniak. O atendimento ocorre de manhã e à tarde, no período do contraturno das aulas.

O Naah-s também oferece a oficina de múltiplas linguagens artísticas e a oficina exploratória, criada para desenvolver o potencial dos alunos das séries iniciais que ainda não têm definida uma área de destaque ou de interesse.

Psicóloga da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) desde 2004 e pedagoga com pós-graduação na área da infância, Andréia defende a realização de campanhas de sensibilização e incentivo à estruturação de serviços para que efetivamente os alunos superdotados tenham assegurados seus direitos em todas as regiões do país.

Mais informações na página da FCEE na internet e no blogue do Naah-s de Santa Catarina.

Fátima Schenini

Plano de formação do professor abrirá 710 vagas de licenciatura

PORTAL DO MEC

Professores das redes públicas de estados, municípios e do Distrito Federal, que não possuem curso superior ou que lecionam em área diferente da sua formação, devem ficar atentos à data de pré-inscrição do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) presencial. O período começa em 20 de janeiro de 2015 e se estende até 13 de março.

A Plataforma Freire, espaço dedicado ao educador no portal do Ministério da Educação, informa a oferta de 500 vagas para a primeira licenciatura e 210 vagas para a segunda licenciatura. Os cursos terão início em julho do próximo ano.

Em vigor desde 2009, o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica abre todos os anos turmas especiais em cursos de licenciatura e em programas de segunda licenciatura, na modalidade presencial, exclusivas para educadores das redes públicas que não possuem formação superior na área em que atuam, conforme exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

A oferta de cursos, turmas e vagas obedece a uma dinâmica com três fases em sequência: as redes públicas e os institutos federais de educação profissional informam o número de vagas de que suas redes precisam; as instituições de ensino superior, que participam do Parfor, definem e informam a oferta de cursos e de vagas, e os educadores fazem a pré-inscrição na licenciatura que pretendem cursar. Todo o processo é realizado na Plataforma Freire.

Requisitos – Para ocupar as vagas da primeira licenciatura, o professor precisa atender diversos requisitos: estar vinculado a uma rede pública estadual, municipal ou do Distrito Federal; estar no exercício da atividade do magistério; não ter curso de licenciatura. A carga horária mínima é de 2.800 horas, das quais 400 horas de estágio supervisionado. A duração do curso é de quatro anos.

Já o educador com graduação em área diferente daquela em que leciona precisa estar há pelo menos três anos na rede pública para fazer a segunda licenciatura. Esse curso tem carga horária de 800 horas a 1.400 horas e duração entre dois anos e dois anos e meio. O Parfor também oferece formação pedagógica para docentes graduados não licenciados, no exercício da docência nas redes públicas. Essa formação complementar é de 540 horas, ministrada durante um ano.

Os cursos são gratuitos para todos os professores. O custeio é responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que repassa recursos para as instituições de ensino superior responsáveis pela formação, supervisão de estágios e certificação. Cabe às secretarias de educação oferecer aos cursistas material escolar, transporte, hospedagem e alimentação durante o curso.

Resultados – De maio de 2009, quando foi criado, a dezembro de 2012, o Parfor colocou em salas de aula 54,8 mil professores em turmas especiais, segundo balanço publicado pela Capes. No período, foram implantadas 1.920 turmas em 397 municípios. Professores das regiões Norte e Nordeste foram os que mais procuraram formação. Até 2012, o Parfor atendeu 28.073 educadores da região Norte e 20.781 do Nordeste. Na sequência, aparecem as regiões Sul (3.422 professores), Sudeste (1.847) e Centro-Oeste (753).

O Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica integra um conjunto de políticas públicas do governo federal em parceria com estados, municípios e instituições de ensino superior para transformar o magistério. Compõem esse grupo de políticas o Piso Nacional do Magistério, instituído em julho de 2008; os cursos de mestrado profissional para educadores das redes públicas; o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência (Pibid), que visa o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores; o Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência), que fomenta a inovação, a elevação da qualidade dos cursos do magistério, a valorização da carreira do professor. 

Ionice Lorenzoni

Plataforma Freire traz orientações aos professores, calendário, cursos, vagas.

Projetos de estímulo à leitura receberão prêmios no dia 16

PORTAL DO MEC

Os quatro projetos vencedores da sétima edição do Prêmio Vivaleitura serão conhecidos e premiados na próxima terça-feira, 16, às 18 horas, no Salão Nobre do Congresso Nacional, em Brasília. Cada um receberá um prêmio individual de R$ 25 mil, além de diploma e troféu. Cada uma das quatro categorias concorre com cinco finalistas. O conjunto de projetos representa nove estados, o Distrito Federal e todas as regiões do país. 

Além dos 20 finalistas, a comissão julgadora já definiu a menção honrosa José Mindlin, que será entregue ao projeto Rodas de Leitura no Ponto de Cultura Tambor de Crioula Arte Nossa, de São Luís.

Bibliotecas – Na categoria Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias concorrem os projetos Barcas dos livros: uma biblioteca com alma, de Florianópolis; Geladeiroteca: consuma aqui e alimente seu espírito, de Sertãozinho (SP); Sarau do terror: contos de morte e de medo na biblioteca do cemitério, de São Paulo; Semeando histórias, de Sobral (CE); e Palavra de mulher, de Curitiba.

Escolas – Na categoria escolas públicas e privadas, os finalistas são: Literatura nas ruas, de Uberaba (MG); Ação integrada para o letramento, de Colombo (PR); Aldravilhando, de Santa Bárbara (MG); O celular como ferramenta de leitura e de aprendizagem, de Leopoldina (MG); Aproximando culturas por meio da tecnologia, de Valinhos (SP).

Práticas – Os finalistas na categoria Práticas continuadas de leitura em contextos e espaços diversos desenvolvidos pela sociedade são: Humanizando a saúde por meio da leitura, de São Paulo; Ponto de leitura em bodegas da comunidade do Gesso, do Crato (CE); Semeando leitura, colhendo encantamento e leitores, de Picuí (PB); Remissão pela leitura, de Brasília; Freguesia do livro, de Curitiba.

Promoção – A categoria Promotor de leitura (pessoa física) tem como finalistas os projetos Grupo Altitude, por uma cidade leitora, de Caiçara (PB); A menina que emprestava livros, de Xapuri (AC); Um poema em cada árvore, de Governador Valadares (MG); À flor da pele, de Santa Cruz do Sul (RS), e Sarau elétrico, de Porto Alegre.

O Prêmio Vivaleitura é promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura e a coordenação é feita pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Apoiam a iniciativa, a Fundação Santillana, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O prêmio tem como objetivos estimular e fomentar a leitura, a formação cidadã e reconhecer as melhores experiências de promoção de leitura desenvolvidas no país por bibliotecas, escolas, sociedade e indíviduos. As despesas com passagens e hospedagem serão pagas pelos organizadores do prêmio. 

Ionice Lorenzoni

Confira a página eletrônica do Vivaleitura

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...