quarta-feira, 27 de março de 2013

Harvard pede que ex-alunos doem tempo para cursos online gratuitos

Richard Pérez-Peña
Do New York Times

Os alunos das faculdades de elite estão acostumados a receber pedidos de dinheiro das instituições que frequentaram. Mas o apelo que Harvard enviou a milhares de seus ex-alunos na segunda-feira passada é algo novo: um pedido para que eles doem seu tempo e intelecto para a nova modalidade da educação online, uma área em rápida expansão.
Pela primeira vez, Harvard criou um curso de humanas no formato de aulas online livres. O tema do curso será "O Herói Grego Antigo". Em um e-mail enviado na segunda-feira passada, a instituição pediu aos alunos que já frequentaram esse curso na universidade para que se voluntariassem como mentores online e administradores de grupos de discussão.
O novo curso online é baseado no curso "Conceitos sobre o Herói Grego Antigo", do professor Gregory Nagy, cujas aulas são muito populares desde o final da década de 1970 e que já foram frequentadas por cerca de 10 mil alunos.
A versão online do curso, que teve início na semana passada e se estenderá até o final de junho próximo, tem 27 mil alunos matriculados. Seu currículo inclui a "Ilíada" e a "Odisséia", de Homero, os diálogos de Platão, a poesia de Safo e outras obras.
"Eu tenho 70 anos e, francamente, na minha idade, ser capaz de reunir um número maior de alunos em um único curso do que eu consegui reunir durante décadas lecionando é surpreendente – e eu estou adorando", disse o Dr. Nagy.

O crescimento dos "MOOCs"

Um dos desafios dos "cursos abertos online para grandes audiências" (ou MOOCs, do inglês "massive open online courses") é administrar seu próprio tamanho, além de incentivar milhares de alunos a despertar o interesse uns nos outros, uma vez que eles não podem conversar com o professor. Tirar proveito de um grande grupo de ex-alunos oferece pelo menos uma maneira parcial para contornar esse problema – um problema que apenas algumas escolas tentaram solucionar.
Claudia Filos, editora de conteúdo e mídias sociais do curso, disse que em alguns MOOCs as discussões "tendem sair dos trilhos". A esperança para o curso sobre os heróis gregos é ter pessoas suficientes monitorando as aulas – fazendo perguntas incisivas, destacando comentários inteligentes – para impedir que isso aconteça.
Ex-assistentes do curso do Dr. Nagy irão direcionar as discussões, com a ajuda de um grupo maior e ainda não definido de ex-alunos. Ambos os grupos trabalharão gratuitamente. O e-mail enviado aos ex-alunos informou que o trabalho exigiria de três a cinco horas por semana.
Ex-alunos que se formaram recentemente foram recrutados antes que o e-mail de segunda-feira passada fosse enviado, disse Filos. Aqueles que manifestarem interesse serão analisados "e eles terão que se familiarizar rapidamente com o material", disse ela.
Além disso, o Dr. Nagy afirmou que cerca de uma dezena de pessoas, incluindo Claudia Filos, se envolveram na criação do curso, e que cerca de 10 acadêmicos de Harvard e de outros países ajudarão a corrigir e a dar notas a alguns trabalhos dos alunos. A maioria das avaliações será feita pelos próprios colegas – abordagem que é adotada em muitos outros MOOCs.
O primeiro MOOC foi lançado há apenas um ano e meio por um professor de Stanford, e ele demonstrou que o público para esse tipo de curso pode chegar a dezenas ou centenas de milhares de pessoas. Desde então, a modalidade se expandiu em um ritmo acelerado.
No ano passado, Harvard e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) fundaram o edX, um dos poucos empreendimentos que oferecem cursos online criados por universidades de prestígio. A Universidade da Califórnia em Berkeley entrou para o edX alguns meses depois, e várias outras faculdades, incluindo o sistema da Universidade do Texas e Georgetown, disseram que vão oferecer aulas por meio do edX.
Até agora, a maioria dos MOOCs de Harvard haviam abordado temas de áreas técnicas e científicas, com alguns cursos na área de ciências sociais. Começando com o curso sobre os heróis gregos, a universidade também passará a oferecer uma variedade de aulas relacionadas à área de humanas.
Os cursos edX, como a maioria dos MOOCs, são livres e não oferecem créditos, mas os alunos podem receber um certificado de conclusão.

*Tradução: Cláudia Gonçalves 
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/27/harvard-pede-que-ex-alunos-doem-seu-tempo-para-cursos-online-gratuitos.htm


Pacto pela Alfabetização, aprovado no Senado, vai para sanção presidencial

Portal do MEC

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa seguirá para sanção presidencial, após aprovação, na terça-feira, 26, no plenário do Senado, do projeto de lei de conversão (PLV) 2/2013. O documento institui incentivos e apoio técnico e financeiro da União a estados e municípios, com o objetivo de promover a alfabetização de todas as crianças até os 8 anos. O PLV 2/2013 é oriundo da Medida Provisória (MP) 586/2012.

O governo deverá investir inicialmente R$ 3 bilhões no programa, que envolverá cerca de 8 milhões de estudantes distribuídos em 400 mil turmas de 108 mil escolas da rede pública do país. O objetivo do programa é proporcionar proficiência em língua portuguesa e em matemática a todas as crianças, ao final do terceiro ano do ensino fundamental da educação básica pública.

O pacto é um compromisso firmado entre o governo federal, estados e municípios. Até o momento, 5.392 municípios já aderiram, bem como todas as unidades da Federação. O programa será implementado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação.

O repasse financeiro da União visa apoiar a formação continuada dos professores alfabetizadores e orientadores de estudo, que receberão bolsa para participar do curso de formação. Também está prevista a destinação de recursos financeiros para premiar profissionais da educação e escolas que tenham alcançado bons resultados.

O pacto conta com a participação de 38 universidades públicas, envolvendo uma equipe de quase 600 professores formadores, responsáveis pela capacitação de 16.814 orientadores de estudo. Esses profissionais são das redes dos estados e municípios e capacitarão os professores alfabetizadores.

Do total de orientadores de estudo, a maioria já participou da primeira ação de formação do curso ao longo do mês de março. Aproximadamente 2 mil orientadores de estudo de alguns estados, por questões logísticas e organização das universidades, vão se formar em abril.

“As principais ações do Pacto Nacional estão acontecendo. As universidades estão mobilizadas, com profissionais com ampla experiência em formação. O sentido de tudo isso é que as crianças tenham profissionais mais habilitados para fazer essa alfabetização”, salientou o secretário de educação básica do MEC, Romeu Caputo.

O secretário destacou ainda que a fase atual é de monitoramento contínuo do programa, com ajuda dos municípios. “Os municípios têm que efetivar isso lá na ponta”, afirmou Caputo.

Assessoria de Comunicação Social

Visite a página do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

Ouça o secretário Romeu Caputo sobre o Pacto

Palavras-chave: educação básica, alfabetização, Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, FNDE

terça-feira, 26 de março de 2013

Cota não garante aluno de escola pública em vestibular

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
A falta de aulas de geografia durante seu último ano no ensino médio fez com que Monique dos Santos Pires, 21, desistisse do vestibular para as universidades públicas.
"Não tinha como competir com aluno de escola privada", diz ela, que trabalha e estuda administração na FMU, faculdade particular.
Sua situação ajuda a explicar por que o número de alunos da rede pública nos vestibulares de importantes instituições gratuitas do país caiu ou mudou pouco nos últimos anos, apesar de políticas de bônus e cotas.
Entre dez universidades que enviaram dados à Folha, USP, Unicamp, UERJ, e UFMG registraram queda no percentual de vestibulandos vindos da rede pública. Em outras três universidades, essa proporção mudou pouco.

Adriano Vizoni/Folhapress
Monique dos Santos Pires, que desistiu de prestar vestibular para universidades públicas
Monique dos Santos Pires, que desistiu de prestar vestibular para universidades públicas.
Os alunos das escolas públicas ainda são minoria na maior parte dos vestibulares das instituições públicas, embora representem 85% dos que concluem o ensino médio no país --percentual que aumentou na última década.
As universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão entre as que tiveram aumento de alunos das escolas públicas em seus vestibulares.
Ainda assim, Júlio Felipe Szeremeta, presidente da comissão de vestibular da UFSC, diz que não houve o crescimento esperado. Em 2012, o percentual de candidatos oriundos da rede pública atingiu 37,5% na UFSC. "Imaginávamos que o percentual de vestibulandos de escola pública já teria chegado a 50%."
Já na Universidade Federal da Bahia (UFBA) houve queda no número de inscritos no vestibular saídos de escolas públicas após a adoção do regime de cotas em 2005. A tendência só foi revertida a partir de 2010, depois de um aumento no número de cursos noturnos de 1 para 33.
Para especialistas, a maior oferta de bolsas do governo também tem influenciado a decisão dos alunos.
"O ProUni [Programa Universidade para Todos] atraiu muitos egressos de escolas públicas para as faculdades privadas", diz Alexandre Oliveira, sócio da Meritt, empresa de consultoria em educação.
INFORMAÇÃO
Para Mauro Bertotti, assessor do conselho de graduação da USP, a falta de informação também é um fator. "Há os que não tentam porque acham que não têm chance e os que desconhecem o benefício." Já a aluna Monique conta que não tinha ouvido falar sobre as políticas de cotas e bônus. A partir deste ano, as federais foram obrigadas a ter cotas para quem fez o ensino médio em escola pública (com recortes por renda e cor da pele).

Editoria de Arte/Folhapress
Retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1251849-cota-nao-garante-aluno-de-escola-publica-em-vestibular.shtml

Colégio Pedro II seleciona professores substitutos

Portal do MEC

Estão abertas até a próxima quinta-feira, 28, as inscrições para o processo de seleção e cadastramento de docentes do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, para contratação de professores substitutos. As vagas são para os conteúdos pedagógicos de artes visuais, ciência da computação, educação infantil, educação musical, informática educativa e para o primeiro segmento do ensino fundamental. O processo consta de três etapas: prova escrita de redação ou texto para análise de qualificação profissional, entrevista e análise de currículo. Os professores substitutos serão contratados pelo prazo de até um ano, prorrogável. Os selecionados cumprirão jornada de trabalho de 40 horas semanais e a remuneração varia entre R$ 2.714,89, para graduados, e R$ 4.649,65, para doutores. O Colégio Pedro II atende mais de 11,6 mil estudantes, em turmas de educação infantil, ensino fundamental de nove anos, ensino médio regular e o ensino técnico integrado à educação profissional, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos. As inscrições podem ser feitas pela página do colégio na internet e custam 20 reais.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação básica, agenda, professores

Dilma volta a defender destinação de 100% dos royalties para educação

Portal do MEC

Serra Talhada (PE) – A presidenta da República, Dilma Rousseff, voltou a defender a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação, ao fazer a entrega de 50 ônibus do Programa Caminho da Escola a prefeitos pernambucanos, em Serra Talhada. “Nosso pais só avançará se investirmos significativamente na educação. Queremos que  nossos filhos sejam melhores que a gente”, disse a presidenta.

“Nenhum governador, nenhum prefeito têm dinheiro suficiente para pagar professor no Brasil”, observou Dilma. “Por isso mandamos uma medida provisória para o Congresso, determinando que todos os royalties sejam destinados a educação. O dinheiro sai de onde tem dinheiro. Ou seja, os recursos originários da exploração do petróleo”, afirmou.

A medida provisória 591/2012, que trata do tema, tramita no Congresso Nacional, e está em estudo por comissão mista. Dilma defendeu que o desenvolvimento está ligado ao investimento em educação e que é necessário transformar uma riqueza não-renovável como o petróleo em recursos para as futuras gerações. “Nosso pais só vai para frente se investirmos significativamente na educação. Queremos que  nossos filhos sejam melhores que a gente”, disse a presidenta.

De acordo com ela, os recursos devem ser destinados para a construção de unidades de ensino, valorização dos professores, aumento da qualidade da educação e para a escola em tempo integral. “Não é só construir escola, isso é uma parte, mas é também valorizar aqueles que educam nossos filhos e netos. Nenhum país se transformou sem escola em tempo integral”, defendeu Dilma, lembrando que os recursos atualmente destinados à educação não são suficientes.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação básica, royalties

segunda-feira, 25 de março de 2013

Qual a relação entre o estudo e uma carreira profissional bem sucedida?

A educação costuma ser apontada como um dos principais direitos sociais, devido aos benefícios que pode proporcionar ao cidadão. Uma recente pesquisa internacional, por exemplo, revelou que quem estuda é mais feliz. Outro argumento muito usado em favor da educação formal são os índices econômicos e trabalhistas, pois quem estuda normalmente ocupa os postos de trabalho mais bem pagos e consegue uma qualidade de vida melhor. Mas há exceções: de Sílvio Santos a Bill Gates, são vários os exemplos de indivíduos que conquistaram sucesso pessoal e profissional sem possuir um diploma universitário, assim como muitos também são os casos de pessoas formadas que não se sentem realizadas. O que você pensa disso? Estudar pode tornar as pessoas mais felizes? Qual a relação entre o estudo e uma carreira profissional bem sucedida? Veja os textos de apoio e discuta essas questões em uma dissertação argumentativa de até 30 linhas.

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:


Estudar faz pessoas serem mais felizes e viverem mais

Um estudo recente sobre aspectos da educação mostra que quem estuda mais tende a ser mais feliz e ter uma expectativa de vida maior. O levantamento What are the social benefits of education? (Quais são os benefícios sociais da educação?, em tradução livre) foi produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e realizado em 15 países membros da organização – do qual o Brasil não faz parte.

"A educação ajuda as pessoas a desenvolver habilidades, melhorar a sua condição social e ter acesso a redes que podem ajudá-las a terem mais conquistas sociais", dizem os autores da pesquisa.

Segundo o estudo, as pessoas que estudam mais são mais felizes porque têm maior satisfação em diferentes esferas de sua vida. Esse nível de satisfação pessoal é de, em média, 18% a mais para quem tem nível superior em relação àquelas que pararam no ensino médio.

Em relação ao aumento da expectativa de vida, o estudo mostra que um homem de 30 anos, por exemplo, pode viver mais 51 anos, caso tenha formação superior, enquanto aquele que cursou apenas o ensino médio viveria mais 43, ou seja, oito anos menos. Essa disparidade é mais acentuada na República Tcheca, onde os graduados podem viver 17 anos a mais. Já os portugueses, asseguraram a diferença mais baixa, apenas 3.

(...)
Participação política
Em outro capítulo desse mesmo levantamento, realizado com um grupo de 27 países, a OCDE chegou à conclusão de que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto o número cai para 54% entre aqueles que não têm formação superior. Os adultos mais escolarizados também são mais engajados quando o assunto é voluntariado, interesse político e confiança interpessoal.

[UOL Educação]

Milionários sem diploma

Bill Gates abandonou Harvard, montou a Microsoft, e se tornou um dos homens mais ricos do mundo com uma fortuna de US$ 58 bilhões. Samuel Klein veio da Polônia para o Brasil fugido de um campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial, começou a vender utensílios domésticos de porta em porta, fundou as Casas Bahia e hoje é o rei do varejo brasileiro com uma empresa que faturou R$ 12,5 bilhões em 2007. Silvio Santos, um camelô no Rio de Janeiro, virou dono de mais de 30 empresas e do canal de televisão SBT. O que todos esses empresários com histórias tão diferentes têm em comum? Além de patrimônios que ultrapassam nove dígitos, nenhum possui diploma de curso superior. Ou abandonaram o mundo acadêmico antes de conquistar o diploma ou nem mesmo tiveram a chance de chegar lá. Aprenderam na marra, quebraram a cara em algumas ocasiões, porém, triunfaram.
(...)

[Istoé Dinheiro]

Hall da fama da evasão



Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

Não deixe de dar um titulo à sua redação.

Envie seu texto até 25 de março de 2013.

Confira as redações avaliadas a partir de 1 de abril de 2013.

Elaboração da proposta

Sueli de Britto Salles
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/qual-a-relacao-entre-o-estudo-e-uma-carreira-profissional-bem-sucedida.jhtm

Na escola ou sozinho, estudo de idioma requer dedicação e disciplina

Priscila Tieppo
Do UOL, em São Paulo

Pode ser de maneira autodidata, em escolas especializadas ou com aulas particulares, o método de aprendizado pouco importa. Para aprender outro idioma, o que o aluno precisa é de dedicação e disciplina, indicam professores de línguas.
A profissão e o uso contínuo da língua podem ser incentivadores, mas a determinação é o ponto fundamental, segundo a professora de inglês Terezinha Sprenger, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "Não existe um método único ou um lugar ideal, a meu ver, mas determinação", disse.
Porém, é necessária uma avaliação dos prós e contras de cada método. "Algumas das pessoas que optam por aprender sozinhas sentem-se satisfeitas quando conseguem fazer tarefas básicas e não procuram ampliar suas competências, o que pode ser entendido como um problema. Em uma escola,  há uma proposta já pronta para o ensino e a aprendizagem,  assim como para a organização do horário, o que pode facilitar o processo. Os professores também costumam apontar onde o aluno precisa melhorar e os estimulam a aperfeiçoar sempre", explicou.
Mas em qualquer método, a disciplina e a autonomia contam muito. "É importante ter autonomia, que não significa aprender sozinho, mas assumir o controle da própria aprendizagem", disse. O que quer dizer saber o que funciona para si na hora de aprender conjugações verbais e um novo vocabulário.
Um dos pontos que facilita bastante é a prática, como o taxista Osvaldo dos Santos costuma fazer: ele cria oportunidades de incorporar a língua em seu cotidiano. Para Sprenger, alunos que não treinam fora da sala de aula "podem até ser bons alunos e obter boas notas, mas não buscam oportunidades fora da sala de aula para usar a língua e apropriar-se dela".
Apesar de alguns erros de pontuação e de formação de frases, como acontece nas placas feitas por Santos, Sprenger ressalta o esforço e aprendizado: "errar faz parte do processo, é natural".

Leitura, escrita e oral

O professor Braulio Alexandre Rubio, do Senac em São Paulo, é o autor de uma coleção de livros intitulada Turismo Receptivo, que visa o aprendizado de inglês, espanhol e francês por profissionais da área de prestação de  serviços. Para ele, o aprendizado autodidata deve contemplar as quatro competências necessárias para assimilar um novo idioma. "É necessário desenvolver a habilidade de leitura, audição, escrita e oral", disse.
Porém, quando o aluno tem alguma dificuldade pode não conseguir resolver sozinho. "Como ele não tem a noção do idioma não sabe por onde começar, o que focar e pode se perder no meio do caminho quando não souber lidar com alguma dificuldade. Aí, ele precisa de uma segunda pessoa para mostrar como resolver isso", afirmou.
Para finalizar, mesmo aprendendo o idioma por um período, sempre será necessário praticar. "A memorização da língua passa pelo processo da vivência. Se eu dou utilidade para aquilo no meu dia a dia, fica mais fácil", disse Rubio.
Neste quesito, o taxista Osvaldo dos Santos está no caminho certo.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/25/na-escola-ou-sozinho-estudo-de-idioma-requer-dedicacao-e-disciplina.htm

"É possível fazer educação de qualidade sem escola"

Do Porvir

A escola do futuro não existirá. Ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem. Esta é a expectativa de Tião Rocha, educador, antropólogo e uma das principais referências em ensino de folclore e cultura popular. Para ele, educação se faz com bons educadores e o modelo escolar arcaico “aprisiona” e há décadas dá sinais de falência. “Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender”, defende.
E é isso que o educador tem feito nos últimos 30 anos, desde que teve “um clarão” e deixou o emprego de professor na Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) para fundar o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, organização não-governamental sem fins lucrativos, criada em 1984, em Belo Horizonte (MG). Na cidade de Curvelo, no sertão mineiro e capital da literatura de Guimarães Rosa (auto-proclamada pelo escritor), Tião iniciou um projeto pedagógico baseado no uso da cultura local como matéria-prima do ensino e na proposta de que a educação acontece em qualquer lugar. E foi debaixo de um pé de manga que a pedagogia da roda começou. Em círculo, as crianças discutem, avaliam e decidem a atividade do dia.
Sua proposta de uma educação mais livre já atingiu mais de 500 educadores e 20.000 crianças. O projeto é reconhecido internacionalmente e foi levado a Moçambique e Guiné Bissau. “Nós comprovamos que é possível sim fazer educação de boa qualidade sem escola, em qualquer lugar. E aprendemos também que só podemos fazer boa educação, se tivermos bons educadores. Bons educadores são aqueles que geram processos permanentes de aprendizado e não repassadores de conteúdo”, afirma.
Autor premiado de propostas pedagógicas e livros didáticos sobre o uso do folclore e da cultura popular no ensino básico. Em 2007, Tião recebeu o prêmio Empreendedor Social, do jornal Folha de S.Paulo e da Fundação Schwab. Confira a entrevista:

As escolas e os professores estão valorizando mais cultura popular?

Rocha - A percepção das observações que eu tenho é no caminho oposto. Não vejo como prática ampla. Alguns professores, algumas escolas, por iniciativa muito pessoal, dão importância para a cultura popular, mas isso não acontece como parte integrante de um sistema educacional. Sinto que ela está sendo cada vez mais substituída e, de certa forma, denegrida em função de outro conceito que é a internet, as novas mídias, a tecnologia. Há uma supervalorização dessa modernidade em detrimento das tradições. Quando os meninos vão para a escola, de onde eles vêm, o que eles aprenderam, a herança que eles trazem têm importância zero. A escola está interessada em formar tecnicistas.

Qual é a importância de valorizar a cultura popular?

Rocha - A grande questão é a ideia de as pessoas se sentirem parte integrante do território. Sentir que pertencem a algum lugar e que esse lugar está ligado e eles. Eles não estão soltos. A cultura popular e tradições trazem a identidade das pessoas para transformar indivíduos em pessoas. Esse afastamento das pessoas, da sua realidade, do seu mundo, do seu universo de tradições familiares e culturais é um problema sério de falta de fixação do indivíduo com sua identidade. Ele vira massa de manobra.

Recentemente o Rio de Janeiro inaugurou o Gente, uma escola municipal sem salas de aula, séries e carteiras ordenadas em fila. O espaço físico da escola está mudando? Como o senhor vê esse processo?

Rocha - Acho que estamos caminhando, mas de forma muito lenta e atrasada, porque esta não é uma questão é nova, é bem antiga. Está muito arraigado no âmbito da sociedade, das nossas elites políticas, dos nossos dirigentes, que educação e escolarização são a mesma coisa. Há 30 anos eu me perguntava se era possível fazer educação sem escola ou debaixo de um pé de manga. Comprovamos que é possível sim fazer educação de boa qualidade sem escola, em qualquer lugar. O MEC continua produzindo cartilhas, distribuindo livros didáticos e os professores vão continuar a dar a mesma aula de sempre. As escolas vão continuar com seis aulas de matemática e nenhuma de cidadania, solidariedade ou artes. E continuarão com aulas de 50 minutos, como se todo mundo aprendesse em 50 minutos – essa imbecilidade continua presente em 2013.

O que precisa ser feito?

Rocha - Precisamos escancarar isso. Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender. Não podemos ter um modelo como a escola, que deixa a maioria para trás, aproveita o mínimo e vai “informando” gente que não é crítica, que não pensa, que não age, que não é bom cidadão. Eu gostaria que um dia abolissem a escola. Será que nós sabemos o que colocar no lugar? Se tivermos boas referências, vamos fazer isso que está sendo feito nesse exemplo que você deu (da escola municipal do Rio de Janeiro). Não teremos escolas, teremos um galpão, um espaço de aprendizagem. Um dia vamos acabar com o MEC também. Não precisa ter Ministério da Educação, precisa ter Ministério do Conhecimento.

Nesse futuro que o senhor imagina, como seriam os espaços que sucederiam às escolas?

Rocha - As escolas têm grades, têm currículo. É uma cadeia, uma prisão. Em vez de ela ser um espaço gerador de conhecimento, ela aprisiona conteúdos e determina que tipos de conteúdo os meninos precisam aprender – uma visão absolutamente equivocada. E para que os meninos precisam aprender isso? “Ah, é porque eles precisam vencer na vida”. Vencer na vida é o quê? É ganhar dinheiro, virar classe média alta? Se é pra ser feliz, eles tinham que ter mais música, mais poesia, mais solidariedade, e menos matemática, menos química. Eu defendo que todas as escolas, do pré-escolar ao pós-doutorado da USP, deveriam ter a mesma base curricular, a Carta da Terra. Todos deveriam estudar tudo baseado nesse documento, que pra mim foi o maior consenso que a humanidade já produziu. Um pacto com 16 artigos, de 185 países. Mais de 5.000 instituições passaram anos discutindo para chegar nisso. E ela está aí como letra morta, mais um papel.

Como o senhor avalia as tecnologias e inovações que estão chegando às salas de aula? Como usá-las de forma positiva para valorizar a cultura popular?


Rocha - Acho que, de maneira geral, as tecnologias são meios e portanto estão a serviço e têm que atender uma causa. Há um avanço tão amplo nas tecnologias de informação e comunicação, os chamados TICs. Temos tanto TIC, tanto TIC, que hoje as pessoas estão tendo tique nervoso. É TIC demais. E para mim esses TICs só fazem sentido quando se transformam num “TAC”. Para cada Tecnologia de Informação e Comunicação, deveria haver uma Tecnologia de Aprendizado e Convivência. A grande questão é como transformar isso em um instrumento de aproximar e produzir solidariedade e compreensão nas pessoas. Vai demorar 50 anos para chegar um tablet na zona rural, e a zona urbana estará 50 anos na frente em termos de tecnologia, ou seja, nós estamos fazendo desigualdade de acesso às tecnologias de informação e comunicação.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/18/e-possivel-fazer-educacao-de-qualidade-sem-escola.htm

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...