quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Apenas 27 instituições de ensino superior recebem "nota máxima" do MEC; veja quais são:

Do UOL, em São Paulo

A divulgação nesta quinta-feira (6) do IGC (Índice Geral de Cursos), que avalia o nível dos cursos e instituições de ensino superior, revelou que entre 2.136 universidades e faculdades avaliadas no país, apenas 27 atingiram o conceito máximo de qualidade atribuído pelo MEC (Ministério da Educação).
O índice, que vai de 1 a 5, leva em conta o desempenho dos estudantes no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), a avaliação da infraestrutura das faculdades e o grau de formação do corpo docente.
Segundo o IGC, a elite do ensino superior no Brasil está dividida entre faculdades e universidades públicas (15) e institutos especializados da rede privada (12). A avaliação, porém, não inclui todas as faculdades e universidades estaduais – em São Paulo, por exemplo, a USP (Universidade de São Paulo) fica de fora.
Apesar de 27% das faculdades não ter alcançado a nota mínima estipulada pelo MEC (3), o ministro Aloísio Mercadante considerou que a índice mostrou evolução, já que o percentual de instituições aprovadas subiu de 51,8% em 2008 para 60,8% em 2011. "A conclusão é que houve expressiva evolução do ensino superior em todos os níveis nas universidades, centros universitários e faculdades", disse Mercadante .
Confira quais instituições de ensino superior, públicas e privadas, tiveram "nota máxima" do MEC:

VEJA AS FACULDADES PÚBLICAS COM NOTA MÁXIMA DO MEC

Instituição Cidade Tipo IGC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS BELO HORIZONTE - MG UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PORTO ALEGRE - RS UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA FLORIANÓPOLIS - SC UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA VIÇOSA - MG UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS SÃO CARLOS - SP UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS CAMPINAS - SP UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO SÃO PAULO - SP UNIVERSIDADE 5
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC SANTO ANDRÉ - SP UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS LAVRAS - MG UNIVERSIDADE 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO UBERABA - MG UNIVERSIDADE 5
INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA RIO DE JANEIRO - RJ FACULDADE 5
INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP FACULDADE 5
FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP FACULDADE 5
FACULDADE DE TECNOLOGIA DE MOCOCA MOCOCA - SP FACULDADE 5
ESCOLA DE GOVERNO PROFESSOR PAULO NEVES DE CARVALHO BELO HORIZONTE - MG FACULDADE 5

VEJA AS FACULDADES PRIVADAS COM NOTA MÁXIMA DO MEC

Instituição Cidade Tipo IGC
FGV - ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS RIO DE JANEIRO - RJ FACULDADE 5
UNIPAC - CENTRO UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE BARBACENA BARBACENA - MG CENTRO UNIVERSITÁRIO 5
FACAMP - FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS CAMPINAS - SP FACULDADE 5
FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA BELO HORIZONTE - MG FACULDADE 5
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC CAMPINAS - SP FACULDADE 5
IBMEC - FACULDADE DE ECONOMIA E FINANÇAS RIO DE JANEIRO - RJ FACULDADE 5
FACULDADE FUCAPE VITÓRIA - ES FACULDADE 5
INSPER - INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA SÃO PAULO - SP FACULDADE 5
ESCOLA BRASILEIRA DE ECONOMIA E FINANÇAS RIO DE JANEIRO - RJ FACULDADE 5
FGV - ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO SÃO PAULO - SP FACULDADE 5
FGV -ESCOLA DE DIREITO DE SÃO PAULO SÃO PAULO - SP FACULDADE 5
ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO SÃO PAULO - SP FACULDADE 5
Fonte:http://educacao.uol.com.br/noticias/mobile/2012/12/06/apenas-27-instituicoes-de-ensino-superior-recebem-nota-maxima-do-mec-veja-quais-sao.htm

Brasil tem mais de 45 mil escolas multisseriadas; educadores veem vantagens no modelo.

Suellen Smosinski
Do UOL, em Caeté Açu (BA)


Segundo dados do Censo Escolar de 2011, 45.716 escolas do Brasil ainda possuiam salas multisseriadas, onde são ministradas aulas para alunos de diferentes idades e séries. Destas, 42.711 ficam na zona rural e 3.005 na zona urbana – são 1.040.395 matrículas na zona rural e 91.491 na urbana. Para educadores ouvidos pelo UOL na região da Chapada Diamantina (BA), o modelo de salas multisseriadas pode ser benéfico para a alfabetização e aprendizado dos alunos.

BAHIA

  • 6.518

    Escolas com turmas multiseriadas
     
  • 6.092

    São escolas da zona rural
     
  • 426

    São escolas da zona urbana
     
Fonte: Censo Escolar de 2011 do Inep/MEC
"Eu fui professora de sala multisseriada e acho fantástico. Tem uma oportunidade muita rica de você fazer agrupamentos produtivos, das crianças se integrarem e aprenderem juntas. Porque o conhecimento tem essa natureza da diversidade e da participação colaborativa de todo mundo", afirmou Cybele Amado, presidente e diretora executiva do Icep (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa).
No entanto, a educadora reconhece que muitos professores que trabalham em parceria com o instituto gostariam que as salas multisseriadas não existissem mais. Ela também vê com ressalvas salas com alunos de idades muito diferentes.
"Se você juntar crianças de 5 e 6 anos com adolescentes de 16 e 17 anos é um pouco complexo por causa da distância das idades, mas isso não quer dizer que, mesmo nas salas seriadas, eles não possam ter espaço para aprender juntos", disse Cybele.
Cybele acredita que o sucesso das salas multisseriadas depende da formação continuada do professor e de planejamento. "Na Chapada, existe um grande número de multisseriadas, mas não é mais com crianças de 5 a 10 anos. Você junta a antiga 1ª com a 2ª série, a 3ª com a 4ª. Antes eles estavam todos juntos, hoje é mais dividido, mas ainda tem também [salas com alunos de idades muito diferentes]".

A coordenadora pedagógica Neurilene Ribeiro, 44, acredita que as salas multisseriadas nas zonas rurais representam uma forma de garantir os estudos nessas regiões, pois nem sempre existe um quantitativo de alunos que dê para formar salas seriadas. "Eu defendo a fertilidade das classes multisseriadas se forem asseguradas as condições institucionais e pedagógicas que são próprias do ensino", afirmou. Para ela, uma escola não pode ser considerada ruim por ser rural ou multisseriada: "Ela é ruim por não ter as condições mínimas asseguradas", completa.
A professora Mab Silva Vieira Santos, que trabalha com educação infantil no município de Ibitiara (a 404 km de Salvador), contou que a filha conseguiu se alfabetizar aos quatro anos de idade, em uma escola da zona rural. "Eu acho que as crianças de outras cidades muitas vezes não sabem o que os alunos de Ibitiara já aprenderam. Como mãe, a gente fica despreocupada. Não colocaria meus filhos em uma escola particular", falou.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/01/15/brasil-tem-mais-de-45-mil-escolas-com-turmas-multisseriadas-educadores-veem-vantagens-no-modelo.htm

Mestrado, MBA ou especialização: confira qual o tipo de pós mais adequado para você.

Do UOL, em Belo Horizonte.

A escolha de um programa de pós-graduação pode ser uma tarefa difícil para recém-formados, profissionais que já estão no mercado ou para quem decide dar um novo rumo à carreira.
Antes de escolher entre cursos lato sensu -- especialização e MBA (Master in Business Administration) e stricto sensu – mestrado profissional ou acadêmico --, o profissional deve checar se o perfil do curso está adequado com seu momento na carreira e suas expectativas profissionais.

Recém-formados

Cursos de especialização são indicados para recém-formados ou para aqueles que querem mudar o ramo de atuação na carreira. O objetivo da especialização é o de aprofundar conhecimentos em áreas específicas e direcionar a carreira.

Especialização

São cursos voltados para o aperfeiçoamento e a atualização do profissional, procurados por quem busca se aprofundar em uma área para melhorar a formação. Ao final do curso é exigido um trabalho de conclusão

Duração: Mínimo de 360 horas

Órgão regulador: Sesu (Secretaria de Educação Superior)
"Não dá para pensar que terminei a graduação e estou pronto. Seis meses depois da formação muitos alunos já buscam a pós", afirma o professor Frank Magalhães de Pinho, coordenador dos programas de MBA do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). Nesses casos, o profissional busca a educação continuada para reforçar sua formação.
Para os que pretendem mudar de atividade e se readequar profissionalmente, a especialização dará subsídios para a guinada no percurso profissional.
"Uma pessoa que se formou em jornalismo pode querer trabalhar com recursos humanos, assim como um engenheiro pode resolver trabalhar com finanças", relata o pró-reitor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Antônio Freitas.

Profissionais experientes

Já o MBA é recomendado para um público mais "sênior", que já está no mercado de trabalho há pelo menos três anos. "São profissionais adiantados na carreira e que acessaram cargos importantes. Geralmente já se formaram há algum tempo", explica Pinho.

MBA

É voltado para a prática profissional, procurado por profissionais que já estão no mercado de trabalho. Geralmente exige experiência de pelo menos três anos e não dá ao estudante um título de mestre, como em outros países

Duração: Entre 18 e 24 meses

Órgão regulador: Sesu (Secretaria de Educação Superior). A Anamba (Associação Nacional de MBA) também faz avaliações para contribuir com a excelência dos cursos
Esses estudantes buscam se aperfeiçoar em um ambiente de sala de aula mais maduro. A socialização no curso é um grande diferencial para construção de uma rede de relacionamento com pessoas que estão no mesmo patamar ou e um nível mais avançado no mercado de trabalho.
As abordagens no MBA são sobre práticas usadas no mundo corporativo, geralmente assuntos que interessam executivos e profissionais com cargos de coordenação ou direção.
Freitas afirma que os MBAs e especializações são muito práticos, por isso geralmente exigem experiência de mercado na seleção. Ele aponta os cursos como possibilidades de aumentar a empregabilidade, principalmente quando se escolhe boas instituições de pós-graduação que são "assediadas" por empresas.

Profundidade e pesquisa

Mestrado acadêmico

O curso é voltado para o ensino e a pesquisa, procurado por quem deseja ser pesquisador ou lecionar. Ao final do curso é exigida uma dissertação com apresentação em banca para alcançar titulação de mestre

Duração: de 12 a 24 meses

Órgão regulador: Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)
Os cursos stricto sensu, como o mestrado profissional ou acadêmico, são indicados para quem deseja profundidade de pesquisa, e pretende desenvolver conhecimento.
De acordo com o Pinho, os programas demandam tempo de dedicação muito maior. "A dissertação, principalmente, demanda tempo. Exige organização e obstinação, mas esse profissional vai sair dali em um patamar bem diferente", afirma o coordenador do Ibmec.
Segundo o pró-reitor Freitas, apesar de grande parte dos formados em pós stricto sensu seguirem carreira como professores, há espaço para que o titulado fique em ambiente corporativo. A inserção de empresas estrangeiras no país está criando a cultura de mestres e doutores no quadro de funcionários, assim como ocorre fora do Brasil.

Mestrado profissional

O curso também voltado para o ensino e a pesquisa, porém com um viés menos teórico. O mestrando desenvolve um projeto com foco no mercado de trabalho. Ao final do curso é exigida uma dissertação com apresentação em banca para alcançar titulação de mestre. Geralmente o projeto é um estudo de caso ou um produto com aplicação real

Duração: Entre 12 e 24 meses

Órgão regulador: Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)
O alerta para os alunos que escolhem esse caminho é o tempo de formação que pode chegar a 24 meses, muito acima do tempo geralmente gasto com pós lato sensu.

Mercado de trabalho

As empresas estão de olho em profissionais com qualificação, mas nem sempre o título é garantia e emprego. A diretora da Mariaca Consultoria em Gestão de Capital Humano, Daniele Riêra, afirma que não existe uma fórmula que se aplique a todas as carreiras e que o profissional tem que ter sensibilidade para perceber o mercado dele.
"No caso de executivos, por exemplo, uma empresa nem sempre busca títulos, mas sim bagagem profissional, experiência consolidada, projetos que ele liderou e cases de sucesso".
De acordo com a diretora, um profissional que hoje faz o MBA para ter ascensão dentro da empresa que trabalha acaba conhecendo muitas pessoas, cria uma visão crítica da própria instituição e, muitas vezes, desperta uma vontade de se abrir ao mercado.
Ela alerta para que os profissionais não banalizem as especializações e procurem o momento certo para escolher entre cursos de pós-graduação. "A gente vê o profissional que acaba de sair da faculdade, não cresceu passo a passo na sua carreira e procura a especialização porque o mercado exige. Assim começa a virar um rótulo, uma etiqueta", afirma Riêra.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/01/15/mestrado-mba-ou-especializacao-confira-qual-a-pos-ideal-para-voce.htm

Piso salarial vai ter reajuste de 7,9% e chegar a R$ 1.567

Portal do MEC

O piso salarial do magistério deve ser reajustado em 7,97268%, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. O novo valor será de R$ 1.567.

O piso salarial foi criado em cumprimento ao que estabelece a Constituição Federal, no artigo 60, inciso III, alínea e do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Conforme a legislação vigente, a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2012, em relação ao valor de 2011. E eleva a remuneração mínima do professor de nível médio com jornada de 40 horas semanais a R$ 1.567.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação básica, professor, piso salarial, Fundeb

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Professor Salman Khan participa de seminário esta quarta no MEC

Portal do MEC
Responsável por um dos mais democráticos e revolucionários métodos de educação digital, o professor Salman Khan participa de seminário nesta quarta-feira, 16, às 11 horas, no auditório do Ministério da Educação. O especialista norte-americano é fundador da Khan Academy, fundação sem fins lucrativos que já colocou mais de 3,8 mil videoaulas na internet. O convite para Khan vir ao Brasil partiu do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que também participa do evento.

Salman Khan, 36 anos, tem três graduações pelo conceituado Massachusetts Institute of Technology (MIT) e MBA (master of business administration) pela Harvard Business School. Antes de fundar a Khan Academy, o professor trabalhou em empresas de tecnologia no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), e atuou como analista no mercado financeiro.

Com mais de 6 milhões de acessos mensais, a Khan Academy surgiu das lições que Salman dava à sobrinha que tinha dificuldades em matemática. Os resultados da tutoria foram tão bons que outros parentes passaram a requisitar as aulas de Khan. Para superar o problema com os horários, ele passou a filmar as aulas e a liberá-las pela internet.

A Khan Academy oferece videoaulas de ciências como matemática, física, química e biologia, além de tópicos de humanidades, como história e história da arte, ciências da computação e economia. Os vídeos, traduzidos em dez idiomas, entre eles o português, estão disponíveis gratuitamente no Portal do Professor do Ministério da Educação.

Parceira e financiadora, a Fundação Lemann trabalha na tradução da ferramenta pedagógica da Khan Academy. São vídeos, exercícios e uma árvore do conhecimento para estimular o estudante.

Em sua passagem pelo país, Khan lança ainda o livro Um Mundo, uma Escola, no qual fala da visão de escola do futuro, que abraça a tecnologia para oferecer educação gratuita de padrão internacional e acessível, universal e democrática. Ele defende a participação ativa dos estudantes e a valorização da responsabilidade individual, comportamento algumas vezes desencorajado pelo modelo atual, marcado por aulas expositivas, com pouca participação dos alunos.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação digital, seminário, Salman Khan

Tribunal susta liminar sobre a inclusão das ciências humanas

Portal do MEC
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em decisão publicada na segunda-feira, 14, suspendeu os efeitos de liminar concedida em ação civil pública pela Justiça Federal do Ceará, que determinava a inclusão de cursos da área de ciências humanas no programa Ciência sem Fronteiras do Ministério da Educação. A decisão do TRF, favorável ao MEC, reitera que serão elegíveis exclusivamente candidaturas vinculadas às áreas prioritárias determinadas pelo governo federal para o programa, conforme o Decreto nº 7.642, de 13 de dezembro de 2011.

A decisão favorável ao MEC baseia-se no fato de que o Ciência sem Fronteiras foi criado para as áreas das ciências básicas — matemática, física, química e biologia; das engenharias; das tecnológicas e de ciências da saúde.

O desembargador federal Manoel de Oliveira Erhardt acolheu os argumentos apresentados pela Procuradoria Regional da União e da Consultoria Jurídica do MEC, segundo os quais os cursos da área de humanas nunca estiveram contemplados de forma genérica pelo programa. “A decisão agravada, ao ampliar a abrangência do programa Ciência sem Fronteiras a cursos diversos daqueles selecionados pelos responsáveis, traz o risco de comprometer as bases que fundamentam tal programa, não só quanto ao financiamento do mesmo, mas também à própria filosofia que influenciou sua instituição”, diz o desembargador, em sua decisão.

De acordo com o TRF da 5ª Região, o programa tem por objetivo suprir as carências do país nas áreas técnica e tecnológica, formando e capacitando pessoas com elevada qualificação em instituições estrangeiras. “É de conhecimento público e notório a escassez de mão de obra especializada em tais áreas, razão pela qual não só o governo federal, mas também a iniciativa privada têm interesse em tal programa, visando ao desenvolvimento do país como um todo.”

Paralelamente à criação do Ciência sem Fronteiras, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ampliou, em outros programas, a oferta de bolsas de estudo e de projetos de incentivo para a área de humanas.

Auxílio — Instituído em dezembro do ano passado, o adicional-localidade, destinado a bolsistas em 96 cidades considerados de alto custo, já foi pago pela Capes e passa agora por trâmite bancário internacional. Os bolsistas que têm direito ao referido benefício poderão dispor dos recursos provavelmente até o fim da semana.

O programa Ciência sem Fronteiras promove a consolidação, a expansão e a internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacionais de estudantes, professores e pesquisadores. A oferta de bolsas prevê as modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação — doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado.

Pelo programa, estudantes de graduação e de pós-graduação podem fazer estágio no exterior para manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, o Ciência sem Fronteiras tenta atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar, por tempo determinado, no Brasil.

Mais informações na página do Ciência sem Fronteiras na internet.

Paula Filizola

Confira o Decreto nº 7.642, de 13 de dezembro de 2011
Palavras-chave: Ciência sem Fronteiras, TRF, auxílio

Oferta chega a 144 mil bolsas; inscrições a partir do dia 17

Portal do MEC
 
Mercadante salientou que o ProUni dá ao estudante de baixa renda o acesso à educação superior: “O ProUni é uma nova possibilidade” (foto: Letícia Verdi/MEC)Neste primeiro semestre de 2013, o Programa Universidade para Todos (ProUni) do Ministério da Educação oferece 99.223 bolsas integrais e 45.416 parciais. Os candidatos podem conferir as vagas disponíveis pela internet. As inscrições serão abertas na quinta-feira, 17, e vão até as 23h59 do dia 21, pelo horário de Brasília.

Ao anunciar, nesta segunda-feira, 14, em Brasília, que os estudantes já podem conferir quais instituições oferecem bolsas e os cursos disponíveis, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou o ProUni como uma forma de o estudante de baixa renda ter acesso à educação superior — o setor privado é responsável por 73% das vagas. “É enorme o interesse de entrar em uma universidade e fazer um curso superior, e o ProUni é uma nova possibilidade”, lembrou Mercadante. “Com o programa, os estudantes de baixa renda podem estudar de graça em uma universidade particular.”

Criado pelo governo federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, o ProUni oferece a estudantes brasileiros de baixa renda bolsas de estudos integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior que ofereçam cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

A oferta de bolsas de estudos está disponível na página do ProUni na internet. Na mesma página, o candidato fará as inscrições, a partir de quinta-feira, 17.

Assessoria de Comunicação Social

Sobre os critérios para concorrer a bolsas do ProUni, leia também:

Candidatos às bolsas podem conferir as vagas disponíveis

Ouça o ministro Aloizio Mercadante sobre as bolsas do ProUni
Palavras-chave: educação superior, bolsas, ProUni

Ministro atribui adesão recorde às facilidades oferecidas a candidatos

Portal do MEC
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação, criado em 2010, registrou número recorde nesta primeira edição de 2013, com 1.949.958 inscritos, concorrentes a 129.319 vagas em 3.752 cursos. As inscrições foram encerradas na sexta-feira, 11. Ao apresentar o balanço final do processo, nesta segunda-feira, 14, o ministro Aloizio Mercadante atribuiu a grande adesão à facilidade oferecida pelo Sisu aos estudantes. Este ano, 101 instituições de ensino em todo o país participaram do sistema.

A cada ano, o Sisu, que seleciona estudantes para instituições públicas de educação superior com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tem registrado números expressivos. Em 2012, 1.757.399 candidatos inscreveram-se para concorrer a 108.560 vagas. Em 2011, foram 1.080.193 estudantes. Em 2010, 890.902.

O curso de gestão pública do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília foi o mais procurado pelos candidatos nesta primeira edição de 2013: para 45 vagas, 12.221 inscritos. O mesmo curso foi bastante disputado também no Instituto Federal do Rio Grande do Norte — 9.014 inscritos para 40 vagas.

“Os institutos estão muito concorridos. Nesta edição, eles tiveram uma demanda impressionante”, salientou Mercadante. O ministro disse estar satisfeito com o interesse dos jovens em cursar gestão pública. “O Brasil precisa de bons gestores.”

No ranking dos dez cursos mais procurados, medicina aparece quatro vezes. Na Universidade Federal de Juiz de Fora, por exemplo, eram 127 vagas para 12.216 candidatos. A instituição mais procurada foi a Universidade Federal do Ceará (UFC), com 133.923 inscritos para 6.258 vagas. Em seguida, as federais do Rio de Janeiro (UFRJ), com 115.794 candidatos a 4.745 vagas, e Fluminense (UFF), com 96.247 para 4.789.

Cotas — Com a sanção da Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012 (Lei de Cotas), 12,5% das vagas foram reservadas este ano a estudantes oriundos da rede pública, com recorte racial e de renda. Com isso, o Sisu contabilizou 864.830 inscritos cotistas.

O ministro ressaltou ainda que a diferença entre a nota de corte dos alunos cotistas e não cotistas foi muito pequena. “Foi muito positivo verificar isso”, afirmou. “Esse resultado mostra que o topo da escola pública é de excelente qualidade.”

De acordo  com Mercadante,  toda escola pública pode ser boa, mas o MEC não pode se acomodar. “Temos de trabalhar intensamente para garantir melhoria na qualidade de ensino.”

Matrícula — Para os aprovados na primeira chamada do Sisu, a matrícula deve ser feita nos dias 18, 21 e 22 próximos. O resultado da segunda chamada sai no dia 28, com matrícula nos dias 1º, 4 e 5 de fevereiro.

Espera — Os estudantes que não forem selecionados nas duas primeiras convocações podem aderir à lista de espera. As instituições de ensino participantes do Sisu usam a lista para convocar candidatos a vagas remanescentes. O prazo de adesão vai de 28 deste mês a 8 de fevereiro. Caso ainda haja vaga no curso de primeira opção, o candidato será convocado pela instituição que tenha a vaga disponível.

Mais informações na página do Sisu na internet.

Paula Filizola

Ouça o ministro Aloizio Mercadante na entrevista coletiva sobre o Sisu

Confira o número de inscritos e de inscrições no Sisu por unidade da Federação

Confira a apresentação do ministro Aloizio Mercadante sobre o Sisu
Palavras-chave: educação superior, Sisu

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...