sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Escola do MS desenvolve projeto vitorioso em olimpíada nacional

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Os vencedores da sexta edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, promovida pela Fiocruz: realizada a cada dois anos, a Obsma estimula o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e particulares brasileiras (foto: arquivo Fiocruz)Projeto desenvolvido na Escola Municipal Professora Arlene Marques Almeida, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, obteve o primeiro lugar na Etapa Nacional da 6ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), na modalidade projeto de ciências. Interdisciplinar, o projeto abrangeu também as disciplinas de língua portuguesa, língua inglesa, matemática, artes e informática.

O projeto — Sustentabilidade: Tema Motivador para a Inserção do Aluno no Mundo Letrado — foi aplicado em 2011 em turmas do oitavo ano do ensino fundamental do turno vespertino. Os alunos envolvidos apresentavam dificuldade de compreensão, de estabelecer relação e fazer a interpretação de dados e de representação de informações para a tomada de decisões e enfrentamento de problemas.

“Os Parâmetros Curriculares Nacionais, documento que organiza o currículo, orienta que o professor, independentemente da sua área de formação, devem ter o texto como instrumento de trabalho”, diz a professora Marilyn Errobidarte de Matos, responsável pelo projeto. Ela argumenta que o texto deveria ocupar lugar de destaque no cotidiano escolar. Com o trabalho orientado para leitura, o aluno conseguiria apreender conceitos, apresentar informações novas, comparar pontos de vista e argumentar. “Em um mundo no qual os textos estão por toda a parte, entender o que se lê é uma necessidade para poder participar plenamente da vida social”, destaca.

De acordo com o diretor pedagógico adjunto da escola, André Afonso Vilela, a comunidade escolar comemorou a premiação, que revela o bom trabalho realizado por todos. “É o resultado da aposta em um ideal: a aprendizagem dos alunos”, ressalta. Há 12 anos no magistério, Vilela é graduado em filosofia e em história.

Marilyn atua no magistério há 20 anos, 16 dos quais como professora de ciências no ensino fundamental da rede municipal. Com licenciatura em biologia e mestrado em ensino de ciências, ela leciona no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS), onde ministra aulas de metodologia de pesquisa científica a alunos do curso superior de tecnólogo em sistemas para internet. “Os projetos que desenvolvi sempre nasceram de uma necessidade da sala de aula, com temas escolhidos pelos alunos”, explica.

Tecnologias — Apreciadora das tecnologias de informação e comunicação (TIC), Marilyn usa nas aulas recursos que incluem desde quadro-negro e giz até a metodologia de pesquisa orientada da web, a webquest. “O interesse dos estudantes é despertado com atividades desafiadoras, com novidades, com tecnologias, com participação ativa”, afirma.

No período em que lecionou na rede municipal, a professora nunca trabalhou em escola que contasse com laboratórios. No entanto, isso não a impediu de desenvolver experimentos. “O laboratório da biologia é a vida, e vida tem em todo ambiente”, afirma. “Sempre desenvolvi experimentação com materiais do dia a dia, observação no jardim, na rua, na sala de aula.” Os professores, de acordo com Marilyn, contam com aliados muito significativos, como os vídeos disponíveis na internet. Outra opção são os objetos de aprendizagem. “Existem vários simuladores de experimentos de laboratório”, enfatiza.

Desafios — Também professor de ciências, com atuação em turmas do sétimo ao nono ano do ensino fundamental, Nivaldo Vitor de Albuquerque usa nas aulas conteúdo teórico e práticas diversificados, como recursos tecnológicos e de multimídia, além de cartazes, livros e peças de anatomia humana.
Para despertar o interesse dos estudantes pelas aulas de ciências, Albuquerque propõe atividades desafiadoras. “Faço com que eles percebam a necessidade do conhecimento para o desenvolvimento pessoal e cultural”, explica o professor, que este ano desenvolveu projeto sobre leishmaniose tegumentar e visceral. Com licenciatura e bacharelado em ciências biológicas e especialização em planejamento e gestão ambiental, Albuquerque está no magistério há 17 anos.

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco). Realizada a cada dois anos, tem o objetivo de estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e particulares brasileiras.

Fátima Schenini

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Palavras-chave: ciências, olimpíada, Fiocruz

Programa Novos Talentos recebe propostas até dia 25 de janeiro

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação abre no próximo dia 21 as inscrições para o programa Novos Talentos. A iniciativa visa a aproximar estudantes de graduação e de pós-graduação com experiência de atuação em escolas públicas.

Instituições públicas de educação superior interessadas em apresentar proposta têm até às 23h59 de 25 de janeiro para fazer a inscrição, pela internet. Cada instituição pode apresentar à Capes uma única proposta, com até quatro subprojetos.

O objetivo do programa é apoiar propostas dessas instituições para a realização de atividades extracurriculares com professores e alunos da educação básica. Os inscritos no programa Novos Talentos propõem cursos, oficinas ou atividades equivalentes, que devem desenvolvidas, necessariamente, no período de férias das escolas públicas ou em horário que não interfira na frequência dos estudantes.

As atividades inscritas devem valorizar espaços inovadores, como dependências de universidades, laboratórios e centros avançados de estudos e pesquisas, museus e outras instituições, como empresas públicas e particulares. A meta é o aprimoramento e a atualização do público-alvo e a melhoria do ensino de ciências nas escolas públicas do país. Um dos princípios do programa é identificar e investir em novos talentos da rede pública, além de garantir a inclusão social e o desenvolvimento da cultura científica.

Os projetos devem prever o início das atividades para julho de 2013, com prazo de execução de 24 meses. O valor por projeto institucional a ser financiado será de até R$ 200 mil por ano.

As instituições interessadas em submeter propostas devem fazer a inscrição no Sistema Integrado Capes (Sicapes). Mais informações no Edital nº 55/2012, no endereço eletrônico novostalentos@capes.gov.br ou pelos telefones (61) 2022-6687 e 2022-6568. A divulgação final dos resultados está prevista para 5 de abril de 2013.

Paula Filizola
Palavras-chave: educação básica, novos talentos

Bolsistas passarão a receber também o adicional-localidade

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Portaria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, publicada nesta terça-feira, 11, regulamenta os valores das bolsas de estudos e auxílios pagos a estudantes, pesquisadores e professores participantes dos programas e ações da Capes fora do Brasil. O texto também institui o adicional-localidade para 96 cidades consideradas de alto custo de vida, com base em rankings internacionais.

Os bolsistas no exterior passam assim a receber mensalmente um auxílio de mais 400 unidades monetárias da moeda do local de destino. Entre as cidades estão Londres, Nova York, Los Angeles, São Francisco, Chicago, Boston, Paris, Milão, Zurique, Genebra e Sidney.

O coordenador-geral de bolsas e projetos da Diretoria de Relações Internacionais da Capes, Geraldo Nunes Sobrinho, acredita que o novo auxílio vai ajudar na permanência de estudantes nas melhores instituições do mundo. “Certamente, isso vai permitir que os estudantes procurem as melhores instituições. Ou seja, eles vão poder fazer a opção pela instituição, independentemente da cidade”, salientou.

Segundo Sobrinho, um grupo de trabalho com representantes da Capes e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foi formado para realizar revisões periódicas na lista de cidades, em conjunto com os parceiros internacionais. “Pode ser que hoje uma cidade seja de alto custo e amanhã, não mais, por motivos econômicos do local”, observou. “Por isso, vamos ficar acompanhando e fazer proposições ao longo do tempo.”

Mensalidades — Os valores das mensalidades de brasileiros no exterior variam entre US$ 870 [R$ 1.809,95, nesta terça, 11], para estudantes de graduação do programa Ciência sem Fronteiras, e US$ 5 mil [R$ 10.402], para professores de cátedra. Para os estrangeiros no Brasil, o valor da bolsa da Capes vai de R$ 830 (estudantes de graduação) a R$ 24 mil (professores da Escola de Altos Estudos).

Na maioria dos casos, os valores são equivalentes. Um estudante do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos recebe mensalidade de US$ 870 [R$ 1.809,95], enquanto um aluno do mesmo programa em país europeu recebe 870 euros [R$ 2.341,52]. Já o custo do seguro-saúde é o mesmo para todas as modalidades, com exceção dos pesquisadores-visitantes no Brasil, que não recebem o benefício. São US$ 90 [R$ 187,24], 90 euros [R$ 242,23] ou 90 libras esterlinas [301,28], valor convertido para o equivalente em dólar canadense ou australiano e em iene.

De acordo com a portaria, são entendidos como bolsas e auxílios as mensalidades, auxílio-instalação, auxílio-deslocamento, adicional por dependente, seguro-saúde e adicional-localidade. Alguns benefícios são pagos conforme a modalidade da bolsa. O auxílio-material didático, por exemplo, é pago somente a bolsistas de graduação-sanduíche das áreas contempladas pelo Ciência Sem Fronteiras, durante a vigência do programa.

A portaria define ainda que os valores das bolsas e auxílios, além dos prazos de vigência de cada bolsa, serão definidos em editais específicos de cada modalidade.

O total das cidades nas quais os bolsistas serão contemplados com o novo benefício consta do anexo VI da portaria. Com efeitos retroativos a 1º de julho último, a Portaria Capes nº 174, do dia 6 último, foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 11, seção 1, página 11.

Paula Filizola
Palavras-chave: Capes, bolsas, valores, auxílio

Projeto na área ambiental do DF está entre os 40 vencedores da 6ª edição

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O professor Gilvan França, com seu projeto em escola do Distrito Federal, buscou mostrar aos alunos a importância de não jogar garrafas em rio e esgotos (foto: João Neto/MEC)A construção de uma sala somente com garrafas plásticas; um projeto de alfabetização de jovens e adultos a partir do resgate das próprias histórias de vida; oficinas de leitura, saúde e cidadania. Estas e outras práticas inovadoras e bem-sucedidas em educação foram distinguidas na sexta edição do Prêmio Professores do Brasil, entregue na manhã desta quinta-feira, 13, em Brasília.

Premiado na categoria temas específicos, subcategoria educação integral e integrada, Gilvan Luís de França, professor do Centro de Ensino Fundamental 2, em Planaltina, Distrito Federal, mostrou preocupação com o meio ambiente. Com os alunos, ele construiu uma sala de 66 metros quadrados com garrafas plásticas cheias de areia, em substituição aos tijolos, assentadas com barro. “Tentei passar a eles a importância de não jogar as garrafas em rios e esgotos, mas reutilizá-las”, salientou.

Dos 2.609 projetos inscritos em todo o país, foram premiados 40, apresentados por professores da rede pública. Os autores das melhores experiências receberam prêmio de R$ 7 mil, além de troféu e certificado. As escolas ganharam placas.

Os prêmios foram divididos em duas categorias — temas livres, com distinção para iniciativas na educação infantil, anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio, e temas específicos, com seleção de projetos de educação integral e integrada, de ciências para os anos iniciais do ensino fundamental, de alfabetização também nos anos iniciais e de educação digital articulada ao desenvolvimento do currículo.

Histórias — Outra educadora premiada foi a professora Carina Escabora Campos, que leciona em escola pública da comunidade do Parque Imperial, em Barueri, São Paulo. Ela ganhou com o projeto Vidas que se Contam: a Biografia como Portal de Aprendizagens. Professora de alfabetização para jovens e adultos, Carina buscou lembranças significativas dos alunos para tornar o conteúdo formal atrativo e relembrar a importância da educação. Em seguida, registrou em filme histórias capazes de servir de estímulo a outros estudantes.

“Foi possível perceber que o índice de evasão caiu e que o de alfabetização cresceu”, disse a professora. “Ao tornar o conteúdo mais próximo deles, consegui tornar aprendizagem mais fácil e significativa.”

O ministro interino Paim Fernandes valorizou o trabalho dos professores: “Quem pode mudar a educação do país são os professores, eles são os protagonistas desse processo” (foto: João Neto/MEC)Importância — O ministro da Educação em exercício, José Henrique Paim Fernandes, ressaltou a importância de se reconhecer o trabalho feito pelos professores. Ele afirmou ainda que o Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais devem reforçar a assistência técnica e financeira a esses profissionais.

“O país vive um esforço muito grande no sentido de melhorar a qualidade da educação brasileira, e os gestores da educação fazem um esforço permanente no sentido de garantir que as políticas públicas sejam implementadas e executadas”, disse Paim. “Mas quem pode mudar a educação do país são os professores, eles são os protagonistas desse processo de mudança.”

O Prêmio Professores do Brasil visa a valorizar o papel do professor como agente transformador na formação e no desenvolvimento de novas gerações. Foi criado para dar visibilidade a experiências pedagógicas bem-sucedidas, como forma de estímulo a profissionais de toda a rede pública.

Parceiros — O prêmio conta com o apoio da Fundação Volkswagen, Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime), Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), entre outras entidades.

Paula Filizola

Palavras-chave: educação básica, professor, prêmio

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