quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Reposição de aulas em universidade pode ir até 2015

Estadão Conteúdo
São Paulo - Com o fim da greve nas universidades federais decretado no domingo (16) pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a preocupação dos alunos e professores agora é com a reposição de aulas e o estabelecimento do novo calendário acadêmico. Algumas universidades admitem que o ano letivo se estenderá até abril de 2013. Em um caso, na Federal do ABC, é possível que a normalização só aconteça em 2015.
Segundo levantamento do Ministério da Educação (MEC), 13 das 59 universidades federais do País ainda não finalizaram a greve. Mesmo com o enfraquecimento do comando nacional de greve, com a retomada das atividades nas universidades nas últimas semanas, o movimento alcançou ontem quatro meses de duração. A paralisação chegou a atingir 57 das 59 federais do País.
Na nota divulgada no domingo (16), o Andes informa que vai encaminhar a suspensão unificada da greve nacional às instituições de ensino durante esta semana. "Majoritariamente, as assembleias locais apontaram para uma suspensão do movimento grevista até a próxima sexta-feira", afirma a presidente do Andes, Marinalva Oliveira. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a retomada das atividades nos câmpus deverá ser garantida por todas as universidades.
Em nota, o MEC informa que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, vai se encontrar nesta terça-feira com representantes dos reitores para definir a aplicação do novo calendário. A pasta vai acompanhar a volta das atividades acadêmicas e fiscalizar a reposição das aulas. "A greve foi um desastre para alunos e professores, pois paralisou o trabalho e interrompeu os cursos", afirma o sociólogo Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets).
De acordo com o Projeto de Lei 4.368/2012, encaminhado ao Congresso pelo Ministério do Planejamento em 31 de agosto, foi assegurado à categoria um aumento entre 25% e 40%, além da redução do número de níveis de carreira de 17 para 13. O impacto no orçamento chega a R$ 4,2 bilhões. Sobre o PL, o Andes critica a falta de critérios mais definidos para a progressão na carreira e outros itens referentes à avaliação externa. A entidade afirma que esse ponto afeta diretamente a autonomia universitária de cada instituição.

São Paulo

Mesmo reiniciando as aulas na segunda-feira (17), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ainda não definiram o novo calendário acadêmico. A UFABC vai ter uma posição definitiva apenas no dia 26 de setembro, enquanto o Conselho de Graduação da Unifesp vai se reunir na quarta-feira (19). "Nós vamos ter de estender essa reposição por cerca de dois, talvez três anos, porque não é possível repor mais de três meses de aula durante um único ano, não há folga suficiente", afirma o reitor da UFABC, Helio Waldman.
A Universidade Federal de São Carlos, no entanto, já estabeleceu que as atividades do segundo semestre vão se estender até o dia 9 de fevereiro do ano que vem. As datas do primeiro semestre de 2013 ainda não estão definidas. No Rio de Janeiro, somente duas universidades federais no Estado estabeleceram novo calendário acadêmico, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde as atividades foram retomadas na semana passada, e a Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio). Os conselhos das Universidades Federal Rural (UFR) e da Fluminense (UFF) ainda não definiram as novas datas. Na UFRJ, o período letivo termina em 13 de outubro. O semestre subsequente será entre 15 de outubro e 16 de março de 2013.
Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi determinado que as aulas do segundo semestre terminarão até o dia 16 de janeiro de 2013. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como 90% dos cursos de graduação já haviam encerrado o primeiro semestre quando teve início a greve, ficou estabelecido que esse primeiro semestre terá de ser finalizado até 5 de outubro. O segundo semestre tem encerramento marcado para 16 de fevereiro de 2013.
No caso da Federal de Pernambuco (UFPE), somente em dois anos o calendário de aulas será normalizado. As aulas do primeiro semestre da UFPE serão repostas até o final de outubro. O segundo semestre tem início no dia 3 de dezembro e será encerrado no fim de abril. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. *Colaboraram Clarissa Thomé, Angela Lacerda e Marcelo Portela; Fernando Otto e Gustavo Foster
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/09/18/reposicao-de-aulas-em-universidade-pode-ir-ate-2015.htm

Prefeito de SP terá de ampliar verba da educação

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
Uma decisão do Tribunal de Contas do Município obrigará a Prefeitura de São Paulo a aumentar em pelo menos 7% o gasto com educação, a partir do ano que vem. Em números absolutos, são mais de R$ 458 milhões adicionais para a área. A projeção tem como base os gastos do governo em 2011. 
Procurada desde a noite de quarta-feira (12), a gestão Gilberto Kassab (PSD) não informou se já planejou a mudança no Orçamento 2013, a ser enviado à Câmara Municipal. O acréscimo ocorrerá porque o governo não poderá mais contabilizar o pagamento de inativos (aposentados e pensionistas) no rol de gastos obrigatórios com ensino.
Tanto a Constituição Federal quanto a Lei Orgânica do Município impõem gastos mínimos com a área -a norma municipal prevê 31% das receitas municipais totais.
Caso a prefeitura não atinja o gasto mínimo exigido, as contas podem ser rejeitadas tanto pelo tribunal quanto pela Câmara. No limite, o prefeito pode ser obrigado a devolver aos cofres públicos o valor não investido. E o político pode ficar inelegível. Em 2011, se a norma já valesse, a prefeitura não teria atingido as exigências.

Editoria de Arte/Folhapress
A DECISÃO
Desde a gestão Paulo Maluf (1993-1996), os inativos constam no percentual, que deve garantir "manutenção e desenvolvimento do ensino".
O tribunal aprovou acórdão, no final de 2011, que determina a exclusão dos inativos do percentual mínimo.
A decisão foi reforçada há pouco mais de um mês, quando o tribunal aprovou as contas de 2011 da prefeitura, mas ressaltou que a mudança nos gastos deve ser feita já "no exercício de 2013". Assim, o pagamento dos inativos da educação terá de ser feito com verba que seria destinada a outras áreas.
Em geral, gestores municipais defendem que o problema da mudança é retirar recursos de setores também importantes do município. O valor para chegar ao mínimo é equivalente a três vezes o gasto com obras para a educação em 2011. E 75% da verba da Secretaria da Habitação.
A legislação federal não é explícita sobre o assunto. A Lei de Diretrizes e Bases cita o que pode ser considerado no cômputo de gastos na área, como, por exemplo, "remuneração" dos docentes.
Cita também o que não pode ser incluído. Os inativos não são citados explicitamente em nenhum dos casos. Mas, em 2007, a Secretaria do Tesouro Nacional criou portaria em que recomenda a exclusão deles do cômputo para a educação.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1155162-prefeito-de-sp-tera-de-ampliar-verba-da-educacao.shtml

Falta de transparência e de orçamento são principais problemas de programa paulista para educação, diz ONG

Cristiane Capuchinho
Do UOL, em São Paulo
O programa paulista "Educação: Compromisso de São Paulo" não tem proposta orçamentária específica, reúne parcerias informais com empresários e é pouco transparente. Esse é o diagnóstico do Observatório da Educação apresentado nesta quarta-feira (19) em um relatório sobre o programa.
O levantamento realizado pelo Observatório da Educação, da ONG Ação Educativa, foi feito a partir de dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação.
“O programa tem um objetivo muito ambicioso, que é o de colocar São Paulo entre as melhores [redes de ensino] do mundo até 2030, e não detalha como fazer isso. Não tem orçamento específico e nem diz quais são as ações que serão realizadas”, analisa Fernanda Campagnucci, editora do Observatório da Educação.
O relatório aponta ainda a existência de parcerias informais com o setor privado e falta de transparência em relação às ações dos parceiros.
Segundo o Observatório da Educação, a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Parceiros da Educação contratou a consultoria internacional McKinsey para realizar um diagnóstico da rede de ensino paulista. O relatório afirma que para isso "funcionários da McKinsey trabalharam por cerca de quatro meses em uma sala da sede da Secretaria na Praça da República, sem nenhum tipo de vínculo formal".
O Programa "Educação: Compromisso de São Paulo" teria como base esse documento, que não é público. "Seria de se esperar que esse diagnóstico se tornasse público. A secretaria [da Educação do Estado de São Paulo] alegou que o produto dessa parceria é privado. Nós solicitamos os documentos aos Parceiros da Educação e eles nunca enviaram", explica Fernanda.
"É de fato muito positivo que os empresários estejam se interessando pela educação pública. O problema é a informalidade, é saber por qual canal as coisas são feitas para que tudo possa passar por escrutínio público. A parceria tem que estar institucionalizada", avalia.

Ensino integral

O documento do Observatório da Educação mostra também que, das 121 escolas que foram consultadas para participar do programa de ensino integral em 2013, 68 rejeitaram a proposta (56%). Atualmente, o programa é realizado em 16 escolas de ensino médio.
Dentre as que pretendem começar o ensino integral a partir do próximo ano, 21 são escolas de ensino fundamental. "Não tem sido divulgado qual o modelo pedagógico a ser usado para o ensino fundamental integral. A experiência que temos até agora é de ensino médio", afirma Fernanda.

Programa

Lançado em dezembro de 2011 pelo governo do Estado, o programa "Educação: Compromisso de São Paulo" tem como objetivo colocar o Estado de São Paulo entre as 25 melhores redes de ensino do mundo, conforme o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) até 2030. Hoje, o Brasil está no 53° lugar de um ranking com 65 países.
O programa também estabelece a meta de valorizar a carreira do professor.

Outro lado

Em nota, a Secretaria da Educação de São Paulo aponta que os questionamentos elaborados pelo Observatório da Educação "partem de diversos pressupostos equivocados".
"A começar pela interpretação negativa sobre o fato de não terem aderido à proposta do ensino integral todas as escolas consultadas para esse programa pela Secretaria da Educação. Essa interpretação não consegue enxergar que um dos princípios dessa iniciativa é justamente contar com a adesão voluntária das comunidades escolares, tendo em vista que o sucesso desse novo modelo de ensino depende de uma ampla mudança cultural. É preciso, inclusive, trabalhar para que a sociedade compreenda a importância do ensino em tempo integral para a melhoria da qualidade da educação, a exemplo do que vem ocorrendo em muitos países", explica o órgão.
A secretaria explica ainda que nenhuma das ações conjuntas realizadas entre a pasta e entidades parceiras dependia de qualquer instrumento formal. "Também não houve nenhuma forma de transferência de bens ou recursos que exigiria providências de ordem jurídico-institucional", diz a nota.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/09/19/falta-de-transparencia-e-de-orcamento-sao-principais-problemas-de-programa-paulista-para-educacao-diz-ong.htm

Residência médica no hospital da UFSC

Portal do MEC
Estão abertas as inscrições do processo seletivo para residência médica no hospital-escola da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições devem ser feitas pela internet, na página da universidade, até 18 de outubro. A taxa de inscrição é de R$ 260. São oferecidas 48 vagas em diversas especialidades, como especifica o edital do processo seletivo. O resultado final será divulgado em 12 de dezembro. Os candidatos classificados farão a matrícula no período de 7 a 18 de janeiro de 2013, das 7h às 12h, na Residência Médica do Hospital Universitário da UFSC, em Florianópolis. Mais informações pelo telefone (48) 3721-9200, na página do processo seletivo na internet ou no endereço eletrônico residenciamedica@coperve.ufsc.br.

Palavras-chave: UFSC, residência médica

Em Pernambuco, professora usa saídas para unir teoria à prática

Portal do MEC
O Jardim Zoológico de Recife, no Horto Dois Irmãos, é um dos pontos mais visitados por estudantes na capital pernambucana (foto: skyscrapercity.com)No município de Caruaru, no Agreste pernambucano, a Escola Municipal Pedro de Souza promove saídas pedagógicas regulares com os estudantes. “O objetivo é mostrar de forma concreta o que é trabalhado em sala de aula”, explica a professora polivalente Daniele Fernanda e Silva, que leciona a turma do quinto ano do ensino fundamental.

Segundo a professora, as visitas possibilitam o contato concreto dos alunos com a temática desenvolvida em sala de aula. Outro benefício é o estímulo à observação e à atenção que as visitas despertam nos estudantes. Após os passeios, ela orienta a produção de textos e determina aos alunos a apresentação de relatórios ou realização de pesquisas e minisseminários.

Formada em pedagogia, há 13 anos no magistério, Daniele inclui as visitas ao Jardim Zoológico de Recife — Horto Dois Irmãos —, em 2010 e em 2011, entre as mais importantes que realizou com estudantes. Isso porque foi possível ver, de perto, animais até então conhecidos apenas por meio de livros ou da televisão.

As visitas são desenvolvidas em conjunto pelos professores. “Combinamos o local a ser visitado e, após o passeio, cada um trabalha aquilo que foi visto em sua área de atuação”, explica Daniele. Ela já programou nova visita ao zoológico para outubro próximo.

As saídas pedagógicas da escola estão inseridas no programa Mais Educação do Ministério da Educação. Na visão da diretora da escola, Caterine Esteves Xavier, o aluno aprende, com as atividades externas, o teórico por meio do concreto.

Leitura — A professora Roseli Vinhola Moraes, coordenadora da biblioteca da escola, participa de trabalho de incentivo à leitura, entre os estudantes, que inclui a realização de atividades externas. “É o projeto Brigada Leitora e da Cidadania, que tem o objetivo de formar cidadãos leitores críticos e conscientes de seus direitos e deveres”, salienta.

Os alunos são treinados para realizar atividades que incluem leitura de poesias e histórias, além de brincadeiras infantis. Formada em pedagogia, com especialização em supervisão escolar e gestão pedagógica, Roseli atende turmas de todos os anos do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos.

Entre as atividades realizadas pelos alunos da Brigada Leitora, algumas merecem destaque, como as visitas ao refúgio ecológico Charles Darwin, no município de Igarassu, em parceria com a professora de ciências, e ao Parque Ambiental de Caruaru, com os participantes da oficina de fotografia. No parque, os estudantes aproveitaram o encontro com a natureza para escrever haicais, enquanto os alunos da oficina de fotografia registravam tudo em imagens. O haicai é uma forma de poesia japonesa, surgida no século 16, composta de três versos, com cinco, sete e cinco sílabas, que tem como tema a natureza ou as estações do ano. No Brasil, é uma forma poética de métrica e acentuação adaptada do modelo japonês. “Como resultado desse trabalho, foi elaborado o livro Retratando Emoções: Haicais”, diz Roseli.

Outra saída importante foi a visita ao Quilombo do Castainho, em Garanhuns, em parceria com o professor de história. Além de conhecerem a comunidade quilombola, os estudantes participaram de festival de contos africanos com alunos do município.

Fátima Schenini

Confira o blog da EM Pedro de Souza
Palavras-chave: ensino fundamental, visitas pedagógicas

Secretarias podem pedir cursos de formação para professores

Portal do MEC
A partir deste ano, secretarias de educação estaduais e municipais podem informar a demanda por formação inicial dos professores de suas redes pela internet, na Plataforma Freire. O prazo vai até 22 de outubro. As aulas terão início no segundo semestre de 2013. Com a iniciativa, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação pretende aperfeiçoar o processo de capacitação dos professores da rede pública, a partir da abertura do calendário de atividades do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica (Parfor).

Este primeiro momento é de análise de demanda. Por isso, somente usuários com perfil definido pelas secretarias de educação, já cadastrados na Plataforma Freire, podem inserir os dados relativos aos cursos desejados pelas redes de ensino, o que deve ser feito até 22 de outubro. Já os professores interessados podem fazer a pré-inscrição nos cursos a partir de fevereiro do ano que vem.

A diretora de formação de professores da educação básica da Capes, Carmen Moreira de Castro Neves, explica que o aperfeiçoamento permite maior clareza no processo. “A ideia é que secretarias de educação tenham visibilidade melhor da demanda de suas redes”, diz. “Assim, poderão negociar com as universidades uma oferta de cursos que realmente atenda à demanda.”

Carmen salienta que a educação inicial e continuada de professores é uma das condições estruturantes para o desenvolvimento sustentável do país.

Criado, em 2009, o Parfor aumenta a cada ano o número de professores atendidos. Em sua primeira edição, abriu 140 turmas em 32 instituições de educação superior, em um total de 4.273 matrículas. De acordo com o último levantamento, realizado no primeiro semestre deste ano, foram contabilizados mais de 62 mil matrículas e 1.678 turmas em 91 instituições.

Segundo Carmen, o desafio do Parfor para os próximos anos é atender outros 500 mil professores. “Queremos que o plano continue com esse ritmo de crescimento. Para isso, é essencial o apoio das secretarias estaduais e municipais aos professores”, afirma. Ela lembra que muitas vezes, para concluir os cursos, os professores carecem de auxílio para deslocamentos e para hospedagem, quando participam de eventos. “Essa sensibilidade das redes é muito importante”, destaca.

O Parfor é um programa emergencial criado para permitir a professores em exercício na rede pública de educação básica o acesso à formação superior exigida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Por meio do programa, a Capes financia a oferta de turmas especiais, na modalidade presencial, implantadas em cursos de licenciatura gratuitos e de qualidade.

Paula Filizola
Palavras-chave: educação básica, Capes, Plataforma Freire, Parfor

Após o fim da greve, MEC acompanha calendário de reposição de aulas

Portal do MEC
Com o fim da greve, admitido pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), no domingo, 16, o Ministério da Educação aguarda a definição e o encaminhamento, pelas instituições federais de educação superior, do plano de recuperação dos dias parados. Nesta terça-feira, 18, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tem encontro com representantes dos reitores para definir a aplicação do novo calendário.

O MEC acompanha a volta das atividades acadêmicas e vai fiscalizar a reposição das aulas.

O governo federal encerrou as negociações com os sindicatos dos docentes e com todas as demais categorias em 31 de agosto, quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) foi encaminhada ao Congresso Nacional. Após o envio, o Legislativo rejeita a inclusão de novos valores para questões salariais.

Valorização — Na proposta de carreira dos professores das universidades federais e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, apresentada previamente às entidades representativas dos professores e enviada ao Congresso, o governo busca a valorização da dedicação exclusiva e da titulação dos docentes.

A proposta prevê aumento mínimo de 25% e máximo de 40%, a ser aplicado nos meses de março de 2013 (50%), de 2014 (30%) e de 2015 (20%). Fica assegurado, portanto, reajuste de 16%, em média, a partir de março do próximo ano. Para a concessão do reajuste, o governo liberou, no orçamento, recursos de R$ 4,2 bilhões.

Assessoria de Comunicação Social

Matéria republicada com correções
Palavras-chave: educação superior, institutos federais, professor, carreira

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Só 15% de professores em faculdade paga são doutores

Agência
Estado
São Paulo - O número de professores com doutorado nas instituições de ensino superior privado no País aumentou apenas 3,3 pontos porcentuais em uma década, de 2001 a 2010. Do total de docentes nas entidades particulares, 15% têm grau acadêmico de doutor - cerca de 33 mil pesquisadores. Nas instituições públicas, o porcentual de doutores saltou de 36% para 50% no mesmo período.
Os dados sobre a evolução na titulação dos professores fazem parte do relatório do Censo da Educação Superior de 2010, consolidado em agosto deste ano pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
No documento, o Inep afirma que o porcentual atual das funções docentes de doutorado nas particulares é "bastante reduzido". Já a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) - entidade que representa 400 instituições privadas - alega que a maioria das unidades particulares não tem o título de universidade.
Segundo o consultor educacional da Abmes, Celso Frauches, como a maioria das instituições privadas é formada por centros universitários ou faculdades, não haveria obrigação de realizar uma pesquisa com professores de maior titulação nem de oferecer cursos de doutorado, por exemplo. "Essas instituições não são destino do professor-doutor", afirma Frauches.
Mas, segundo o professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, as faculdades devem sim "problematizar" algum tipo de pesquisa. Segundo Alavarse, o professor com doutorado teria uma preparação mais sólida. "O título de doutor não significa um título de nobreza, significa que alguém passou pelo menos sete anos como pesquisador." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/09/15/so-15-de-professores-em-faculdade-paga-sao-doutores.htm

9 em cada 10 homens com diploma universitário estão empregados, mostra relatório da OCDE

Cristiane Capuchinho
Do UOL, em São Paulo
No Brasil, a correlação entre diploma universitário e emprego é alta: 9 em cada 10 homens com ensino superior entre 25 e 64 anos estão empregados. Somadas às mulheres, o índice é de 85,6%. Os dados são do relatório "Education at a Glance 2012" (“Um Olhar sobre a Educação”), divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Além de ter trabalho, quem chegou à universidade tem grande vantagem financeira. O salário é quase quatro vezes maior do que a renda de quem não concluiu o ensino médio. É o país com a maior diferença verificada dentre os 32 pesquisados.
Para especialistas em educação, o resultado aponta para a hipervalorização do ensino superior, que ainda tem acesso restrito – apenas 11% da população entre 25 e 64 anos atingiram essa escolaridade.
“O Brasil não conseguiu, como fez a Coreia do Sul, fazer com que uma geração mais jovem alcançasse o ensino superior em grande quantidade. Assim o diplomado tem um diferencial de mercado, mesmo quando o diploma não representa qualidade de ensino”, aponta Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
68% daqueles que completaram o curso superior ganham mais do que duas vezes o rendimento médio da população.
Para Cara, deve ser levado em conta também que o mercado trabalho brasileiro paga baixos salários aos jovens, muitos deles contratados em condições de subemprego. Segundo o relatório da OCDE, 29% dos que não completaram o ensino médio recebem menos do que a metade do rendimento médio da população.
Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper-SP (Instituto de Ensino e Pesquisa de São Paulo), acredita que a expansão do acesso ao ensino superior pode levar a uma redução da diferença entre salários de universitários em relação àqueles com ensino médio nos próximos anos. “A diferença tem caído desde 2007 devido ao aumento do número de formados”.

Valor do ensino

“Os dados tendem a fazer com que o jovem valorize a escolarização. Quem é formado consegue emprego, mesmo trabalhando em atividades que não demandariam aquela formação”, considera Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
Apesar de a educação ser valorizada pelos jovens, o professor Alavarse analisa que o sistema educacional brasileiro é extremamente seletivo e não está à disposição de todos que a pretendem.
“O Brasil é o quinto país que mais reprova no mundo. Mais de 40% dos jovens no ensino médio ainda estudam à noite. Isso mostra que a nossa escolarização ainda têm uma oferta restrita ou em condições precárias”, completa.

Investimento

Apesar do aumento no investimento em educação apresentado pelo Brasil, que passou de 10,5% dos recursos públicos em 2000 para 16,8% dos recursos em 2009, o estudo da OCDE mostra que o país ainda investe apenas 5,5% do PIB na educação, abaixo da média de 6,23% dos outros países pesquisados.
Daniel Cara destaca que os recursos, além de insuficientes, são mal distribuídos entre os diferentes níveis de ensino. “Hoje o ensino fundamental fica com quase 60% dos recursos e o ensino superior com 15%, o restante vai para ensino médio e ensino infantil. Ainda estamos muito distante de chegar às médias da OCDE e de garantir um padrão mínimo de qualidade”.
Enquanto no ensino pré-primário o Brasil investiu USD 1,696 (dólar americano) por aluno, a média dos países da OCDE foi de USD 6,670; no ensino primário o país gastou USD 2,405 e a média da OCDE foi USD 7,719; com a educação secundária o investimento brasileiro foi de USD 2,235 e a média dos países da OCDE foi de USD 9,312.
“O Brasil tem um processo de escolarização muito atrasado e uma necessidade de melhoria da estrutura das escolas, o que projeta para o país, ao menos ainda uma década, com maiores investimentos”, diagnostica Alavarse.

OCDE

A OCDE é uma organização internacional para cooperação e desenvolvimento dos países membros. Fazem parte da OCDE: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Coreia, Luxemburgo, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.
O relatório "Education at a Glance 2012" ("Olhar sobre a Educação") analisa os sistemas de ensino dos 34 países membros da OCDE, bem como os da Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul.
Confira o relatório completo aqui.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/09/16/9-em-cada-10-homens-com-diploma-universitario-estao-empregados-mostra-relatorio-da-ocde.htm

Após quase quatro meses, professores de universidades federais encerram greve

Do UOL
Em São Paulo
Os professores das universidades federais decidiram encerrar a greve nacional na noite deste domingo (16), segundo informou o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). A paralisação completaria quatro meses na segunda-feira (17).
A categoria afirmou em nota oficial que continuará "seguindo na defesa da reestruturação da carreira e na luta pela valorização das condições de trabalho". Em entrevista ao UOL, a presidente da Andes, Marinalva Oliveira, confirmou a decisão do sindicato e disse que próximo passo é continuar "pressionando os parlamentares" para a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4368/12  que trata sobre  modificações na carreira de docentes.
No último dia 13, levantamento feito pelo UOL mostrou que 33 universidades federais já haviam decidido retomar as aulas. E, na última sexta-feira, nota oficial no site do Ministério da Educação afirmava que 44 das 57 universidades federais já tinham encerrado as paralisações.
A decisão pelo fim da greve não significa a volta imediata das aulas, pois cada instituição precisa definir como será feita a reposição dos dias parados - o que altera o calendário acadêmico.
É recomendado que os alunos entrem em contato com as universidades para informações sobre o calendário de reposição.
A greve nacional começou no dia 17 de maio e chegou a ter adesão de 58 das 59 universidades federais. A única instituição que não teve nenhuma unidade afetada pela paralisação foi a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
As negociações entre os professores de universidades federais em greve e o governo foram encerradas após assinatura de acordo com a Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições federais de Ensino Superior). O documento assinado prevê reajustes de 25% a 40% até 2015 e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13. Desde então, o Andes-SN estava pedindo a reabertura das negociações, mas hoje anunciou o final da paralisação.
O governo federal encerrou as negociações com os sindicatos dos docentes e com as outras categorias porque a Lei Orçamentária Anual (LOA) foi encaminhada ao Congresso Nacional em 31 de agosto. Após o envio, o Congresso Nacional rejeita a inclusão de novos valores para questões salariais.
Leia abaixo a íntegra da nota oficial emitida pela entidade:
"O CNG/ANDES - SN, após criteriosa avaliação do quadro das assembléias gerais, encaminha a suspensão unificada da greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino no período entre 17 e 21 de setembro e comunica o respectivo encerramento das atividades deste comando no dia de hoje. Foram estabelecidas várias ações para a continuidade da mobilização da categoria no enfrentamento dos ataques à educação pública federal que estão materializados no PL 4368/12."

Greve de professores das universidades federais

Foto 11 de 20 - 21.ago.2012 - Professores da UnB (Universidade de Brasília) que não aceitam o fim da greve, decidida em assembleia na última sexta-feira (17), ocuparam no início desta tarde, a Casa do Professor, sede da ADUnB (Associação dos Docentes), no campus da instituição. Eles dizem que só saem de lá se a ADUnB convocar nova assembleia, imediatamente, para rediscutir a decisão Mais Elza Fiúza/ABr
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/09/16/professores-de-federais-encerram-greve.htm

Atividades ajudam estudantes a ganhar densidade cultural

Portal do MEC
Na escola paulistana, as saídas pedagógicas são programadas de maneira a adequar os projetos desenvolvidos com os estudantes ao calendário cultural de São Paulo (foto: blog da Emef Comandante Garcia D’Ávila) A ampliação do repertório cultural dos estudantes e o aprendizado do conteúdo sistematizado em sala de aula por meio da vivência são alguns resultados obtidos por uma escola de São Paulo ao promover frequentes saídas pedagógicas. Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Comandante Garcia D’Ávila já conheceram museus, centros culturais e patrimônios históricos. Novas visitas estão programadas para o restante do ano letivo.

“As saídas pedagógicas são fundamentais, pois ampliam os horizontes dos alunos e abrem novas perspectivas”, assegura a diretora da escola, Marly Alves de Souza. As atividades externas, segundo ela, contribuem para a melhoria do ensino, pois permitem ao estudante experimentar vários espaços de aprendizagem. Além do grande auxílio pedagógico, a diretora ressalta que as atividades promovem melhor interação dos alunos entre si e com os professores. Pedagoga com especialização em orientação educacional e supervisão escolar, Marly tem 27 anos de magistério. Há três, exerce a direção.

As saídas pedagógicas são programadas de maneira a adequar os projetos desenvolvidos na escola ao calendário cultural da cidade. São precedidas de visita prévia de professores e coordenadores para melhor organizar as atividades.

Segundo a professora Solange Boudeux, as saídas contribuem para enriquecer os conhecimentos culturais dos estudantes e ampliam a leitura do mundo. “Nada substitui o contato com a obra de arte e o conhecimento in loco dos patrimônios históricos e objetos de estudo”, ressalta. Com 25 anos de magistério, formada em artes plásticas e educação artística, Solange dá aulas a alunos do quinto ao oitavo ano do ensino fundamental. “O objetivo das saídas é suscitar o respeito às diferenças, diversificar o olhar do aluno cidadão para as diferentes culturas, minimizar o preconceito e promover a tolerância numa cidade tão diversificada quanto São Paulo”, explica.

Inclusão — Professora de português de turmas do sexto e do sétimo anos do ensino fundamental, Sílvia Sato Taramoto considera as visitas pedagógicas importantes por possibilitar aos alunos a obtenção de conhecimentos relevantes. “Elas também proporcionam inclusão social, ao despertar valores de cidadania”, analisa. “Além disso, os alunos passam a conhecer seu ambiente e tudo o que ele pode oferecer”, diz Sílvia. Graduada em pedagogia e em letras (português e inglês), ela está há 15 anos no magistério.

Imprensa — Várias visitas pedagógicas são registradas por uma equipe de estudantes, que integra a chamada imprensa jovem da escola. O grupo de alunos, do ensino fundamental, atua como jornalistas-mirins. Eles filmam, fotografam, editam e divulgam o material no blog da escola. Para isso, contam com a ajuda dos professores de informática educativa.

Entre as visitas feitas no primeiro semestre de 2012 estão as realizadas ao Centro Cultural Banco do Brasil, durante a exposição Índia: Cultura, Religiosidade, Hábitos e Costumes, e ao Memorial da América Latina. Os estudantes puderam apreciar obras do pintor Cândido Portinari, na exposição Guerra e Paz.

Ana Júlia Silva de Souza

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Palavras-chave: ensino fundamental, visitas pedagógicas

Planejamento da atividade atende professores de várias matérias

Jardim Botânico do Rio, um dos pontos mais visitados por estudantes durante as saídas pedagógicas promovidas por diversas escolas (foto: pt.wikipedia.org)Professora de geografia no município do Rio de Janeiro há mais de 15 anos, Jane Cordeiro de Oliveira tem experiência em visitas pedagógicas. Na Escola Municipal Governador Carlos Lacerda, onde ela trabalhou, até julho deste ano, como professora e orientadora pedagógica, a atividade externa é adotada por professores de todas as disciplinas. A escola fica no bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com Jane, essa forma de aproveitamento de uma visita leva o estudante a perceber que um mesmo conhecimento pode estar presente em várias matérias escolares, além de ajudar na fixação do conteúdo aprendido. Para ela, as saídas devem estar vinculadas a determinadas ações pedagógicas desenvolvidas em sala de aula. “Assim, elas serão mais significativas e proveitosas, tanto para os alunos quanto para os professores que os acompanham”, destaca.

Segundo a educadora, o recurso das saídas pode ser usado desde a educação infantil até o ensino superior. “O enfoque é que será diferente para cada nível de escolaridade”, explica.

Na opinião de Jane, é necessário que o professor domine o assunto a ser tratado nas saídas pedagógicas para não depender apenas das explicações dos guias dos locais visitados. Além disso, ela recomenda que o professor elabore ou pesquise material sobre o espaço a ser visitado, de forma a orientar os estudantes sobre o melhor aproveitamento do conhecimento obtido durante a atividade. “O planejamento é fundamental para uma saída pedagógica”, destaca.

Ela sugere ainda que o professor faça uma visita prévia ao local e leia sobre o assunto a ser tratado durante a atividade externa. “Isso ajuda a prever acontecimentos e oferece uma visão do que os alunos vão observar.”

Outros pontos preconizados por Jane para as visitas são a antecedência nos contatos; a organização de listagens dos alunos e dos educadores; a inserção da atividade no projeto pedagógico e no planejamento da escola; a comunicação da realização da atividade ao diretor da escola; as providências relativas a transporte e lanche e a previsão do tempo a ser gasto na visita pedagógica ao enviar o pedido de autorização aos pais e responsáveis. Ela lembra, ainda, a necessidade de manter contato com a escola caso ocorram imprevistos ou atrasos. “Ao final, é bom fazer um relatório sobre o que foi visto para que o conhecimento não se perca”, enfatiza. Ela salienta que os alunos também devem elaborar relatórios, documentados com fotos, se possível.

Formada em geografia, com mestrado em educação, concluindo doutorado em educação brasileira na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Jane leciona, desde agosto, na Escola Municipal Jornalista Campos Ribeiro, também na capital fluminense.

Fátima Schenini

Palavras-chave: visitas pedagógicas, planejamento

Faculdade Zumbi dos Palmares forma primeira turma de direito

São Paulo - Quando a paulista Pâmela Campos, 25, chegou à mesa de patronos e paraninfos para receber os cumprimentos pela colação de grau no curso de direito, realizava mais que uma conquista pessoal. Também fazia história. Ao lado de outros setenta colegas, Pâmela integra a primeira turma de concluintes em direito da Faculdade Zumbi dos Palmares, instituição que carrega o pioneirismo, no Brasil e América Latina, de ter foco específico na inclusão e manutenção de afrodescendentes no ensino superior do país.

A cerimônia de colação aconteceu em São Paulo na noite desta sexta-feira, 14, no Memorial da América Latina. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, foi um dos patronos da turma, ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer e outras autoridades.

Mercadante saudou a conquista dos alunos da Zumbi dos Palmares como parte de um processo que vem se consolidando na educação superior brasileira nos últimos dez anos. Segundo ele, com uma expansão que vem se construindo aliada a políticas de inclusão social, como o Programa Universidade para Todos. “Nós temos um milhão de alunos no ProUni, onde metade são negros. E teremos agora, nos próximos quatro anos, metade de todas as vagas das universidades federais do Brasil, de todos os cursos, destinadas aos alunos da escola pública – e entre esses, metade  para os afrodescendentes, respeitando a participação demográfica de cada estado”. O ministro disse também que espera que os novos bacharéis usem o saber jurídico para a promoção da inclusão social, reduzindo a desigualdade e patrocinando a cidadania de uma multidão de jovens que estão nas periferias do país. Citando Nelson Mandela, Mercadante concluiu:  “’A educação é a principal arma para transformar o mundo’.

Para a formanda Pâmela, grávida de oito meses, o momento foi único. “É uma emoção sem palavras. Agora que terminei, meu incentivo é ter a minha filha, a Maria Eduarda, e logo depois já seguir fazendo especialização. Meu sonho é ser promotora e chegar a delegada federal”, planeja. Como ela, Manoel Bonfim Santos, em seu discurso como orador da turma, também disse que os objetivos dos novos bacharéis não são modestos. “A sociedade pode esperar de nós, pelo aprendizado que obtivemos – não só do que consta da grade curricular, mas também das questões sociais que muito precisam de luta”, afirmou. “São pessoas que não serão apenas mais um ou uma advogada no mercado, mas batalhadores e batalhadoras na luta por justiça social, que vem assegurada em nossa constituição federal”, acrescentou.

O projeto – A Faculdade Zumbi dos Palmares foi criada em 2003 pela organização não-governamental Afrobras – Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sociocultural.  A exemplo de universidades historicamente negras dos Estados Unidos, como a Universidade e Cheyney e a Universidade de Howard, em Washington, a Zumbi dos Palmares se propõe a valorizar, qualificar, capacitar, formar, informar e dar visibilidade ao negro brasileiro. A instituição oferece cursos de administração, direito, pedagogia, publicidade e propaganda, e tecnólogo em transportes terrestres, todos noturnos. Reúne cerca de 1800 estudantes, dos quais quase 90% são autodeclarados como afrodescendentes. No Brasil, onde os negros são metade da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 4% tem curso superior completo.

Maria Fernanda Conti


Palavras-chave: Faculdade Zumbi dos Palmares, ministro, afrodescentes

Governo consolida políticas educacionais para avançar na questão etnorracial

Portal do MEC
Ao longo dos últimos anos, o Ministério da Educação tem reforçado a adoção de medidas afirmativas e inclusivas relativas a questões etnorraciais. O empenho do governo federal em formular e ampliar essas políticas contribui para consolidar avanços no âmbito educacional.

Uma importante vitória foi a sanção recente da Lei nº 12.711, de 29 de agosto deste ano, que institui o sistema de cotas para o ingresso de estudantes nas universidades e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. A lei destina no mínimo 50% das vagas a estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental e médio em escolas públicas. Prevê também até 25% de cotas raciais, de acordo com o percentual populacional de afrodescendentes em cada região do país.

Segundo a secretária de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão do MEC, Cláudia Dutra, as políticas afirmativas são essenciais para promover o acesso à educação superior. “Na última década, especialmente, as políticas educacionais têm tido foco na promoção de acesso aos níveis mais elevados de ensino”, diz a secretária. “Isso é importante porque os estudantes negros ainda representam um quantitativo pouco expressivo no ensino superior.”

No conjunto de ações do MEC destaca-se também o Programa Universidade para Todos (ProUni), criado em 2004. A iniciativa contempla a promoção e a valorização da igualdade racial com a concessão de bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. São beneficiados mais de 500 mil estudantes afrodescendentes. “O programa tem um forte componente de inclusão social”, destaca Cláudia Dutra.

Cotas — O MEC pretende ainda fortalecer o plano de ações afirmativas para apoiar e acompanhar a institucionalização do sistema de cotas nas universidades federais. Segundo Cláudia Dutra, essa é uma forma de garantir a ampliação de políticas para receber e apoiar a permanência de negros nas universidades. Segundo ela, o MEC também vai fortalecer os núcleos de estudo e pesquisa da temática etnorracial nas universidades para fomentar a elaboração de material para conjuntos didáticos.

Cursos — Para 2013, o MEC planeja expandir a distribuição, nas secretarias de educação e escolas da rede pública, de material didático com a temática etnorracial, bem como promover cursos de formação continuada nessa área e sobre história e cultura afro-brasileira e africana para profissionais do magistério. A medida atende o que estabelece a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que torna obrigatória a inclusão, no currículo oficial da rede de ensino, da temática história e cultura afro-brasileira, africana e indígena.

De acordo com dados da Secadi, 69.411 professores da rede de educação básica foram capacitados, entre 2008 e 2012, em cursos que tratam da temática. Para os próximos dois anos, o MEC pretende atender a demanda de 48.683 professores que pediram cursos. Entre eles, os de gênero e diversidade na escola, educação quilombola, educação em direitos humanos, educação para as relações etnorraciais, história afro-brasileira e africana, políticas de promoção da igualdade racial na escola, entre outros.

Paula Filizola

Confira a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012

Confira a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2033



Palavras-chave: questão etnorracial, políticas, ações afirmativas

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