sábado, 2 de julho de 2011

Procuradoria arquiva processo sobre livro polêmico do MEC

DA AGÊNCIA BRASIL
DE SÃO PAULO
O Ministério Público Federal arquivou o inquérito civil instaurado contra o MEC (Ministério da Educação) para apurar irregularidades na distribuição para turmas de jovens e adultos do livro didático "Por uma Vida Melhor".
O livro causou polêmica porque tem frases com erro de concordância em uma lição que apresenta a diferença da norma culta e a falada. No texto, a autora da obra defende que os alunos podem falar de "jeito errado", mas devem atentar para o uso da norma culta, cujas regras precisam ser dominadas.

"Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar os livro?'. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico", diz um trecho da obra.

Os defensores da obra dizem que não há certo e errado em linguística, mas sim adequado ou não adequado ao contexto -- numa entrevista de emprego, o correto seria usar a norma culta, mas isso não necessariamente aconteceria numa conversa informal. Já os críticos defendem que a escola ensine apenas a norma culta, essencial para o aluno ascender socialmente.

De acordo com o procurador da República no Distrito Federal Peterson de Paula Pereira, "não há elementos plausíveis indicativos de que o livro "Por uma Vida Melhor" esteja a propagar o ensino errado da língua portuguesa".

Cerca de 484 mil exemplares da obra foram distribuídos. Desde o início da polêmica, o MEC se negou a recolher o material sob o argumento de que eles não estavam incorretos, mas apresentam o debate sobre as variações linguísticas.

A ABL (Academia Brasileira de Letras) condenou a posição da autora e criticou o MEC por defender o livro. Por causa da polêmica, o ministro Fernando Haddad (Educação) foi convocado ao Senado para explicar a questão e foi criticado pela oposição.

No pedido de arquivamento do caso, ele defende que a discussão sobre o livro na mídia transmitiu "a ideia de que o livro pudesse ensinar a língua portuguesa de modo errado aos estudantes, quando, na verdade, o Ministério da Educação propôs à sociedade a introdução e reflexão acerca da linguística".

O procurador argumentou que "o estudo do comportamento da língua, pelo contrário, reafirma o papel social do Estado em fomentar o respeito à dignidade da pessoa humana e afastar preconceitos, entre os quais o linguístico, que, como comprovado pelas recentes publicações jornalísticas, infelizmente ainda existe no nosso meio".

No fim de maio, ao comentar críticas ao livro "Por uma Vida Melhor", Haddad afirmou que atacar um livro sem ler é uma postura "fascista".

Durante audiência na Comissão de Educação do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR) questionou o ministro sobre o tema e disse que até o ditador soviético Josef Stálin (1878-1953) defendia a língua em sua forma mais culta durante o regime soviético.

Em sua resposta, Haddad disse que os críticos da obra distribuída pelo MEC, em sua maioria, não a haviam lido e voltou a citar o ditador soviético. "Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler", afirmou o ministro, que fez o seu mestrado sobre o sistema soviético.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/937947-procuradoria-arquiva-processo-sobre-livro-polemico-do-mec.shtml

Resultado da segunda chamada está disponível para consulta

Portal do MEC
Está disponível para consulta o resultado da segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. Os estudantes convocados terão a terça-feira, 5, e a quarta, 6, para fazer a matrícula na instituição de ensino para a qual foram selecionados.

Os candidatos não selecionados em nenhuma das opções de curso nas chamadas regulares podem manifestar interesse em participar da lista de espera do Sisu. O mesmo procedimento devem seguir os selecionados pela segunda opção que pretendam continuar concorrendo pela primeira.

A lista de espera será usada pelas instituições de ensino participantes do sistema para o preenchimento das vagas não ocupadas. O estudante pode manifestar interesse nessa lista apenas para o curso correspondente à primeira opção. O prazo para declarar interesse em permanecer na lista vai deste sábado, 2, até quinta-feira, 7.

O Sisu seleciona candidatos a vagas em instituições de educação superior que tomam como base, no processo seletivo, apenas a nota obtida pelo estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste segundo semestre, inscreveram-se 446.508 candidatos, que concorrem a 26.336 vagas, oferecidas por 48 instituições públicas de ensino superior.

A consulta ao resultado deve ser feita na página eletrônica do Sisu, ou pela Central de Atendimento do Ministério da Educação, no telefone 0800 616161. A documentação necessária consta do boletim de acompanhamento do estudante, na mesma página, e está disponível nas instituições de ensino participantes do sistema.

Assessoria de Imprensa da Sesu

Palavras-chave: sisu, seleção unificada

Ministério Público freia obscurantismo e arquiva processo

Portal do MEC
O Ministério da Educação informa o arquivamento do inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) da Procuradoria da República do Distrito Federal, em face da obra Por uma vida melhor, livro didático que gerou polêmica na imprensa.

Ao contrário do que foi divulgado pela imprensa, o inquérito já havia sido arquivado desde a semana passada. O texto do MPF que promove o arquivamento do inquérito menciona que a dinâmica desenvolvida pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD EJA) apresenta-se “de modo eficiente em seu desenvolvimento, principalmente no tocante aos rigorosos critérios impostos para a seleção de professores especialistas, entre eles mestres e doutores, o que mantém o Brasil no patamar dos países de vanguarda nos trabalhos de indicação de livros didáticos.”

De acordo com o MPF, “a obra didática não é objeto de indicação política, mas fruto de estudos e de avaliações rigorosas desenvolvidas por especialistas da área de educação”.

O Procurador alegou, também, que a discussão acerca da polêmica gerada em torno da escolha do livro Por uma vida melhor foi apresentada pela mídia de um modo “quiçá temerário”.

No documento, o procurador da república do Distrito Federal, Peterson de Paula Pereira, alega que a mídia, na discussão acerca do livro, transmitiu “a ideia de que o indigitado livro pudesse ensinar a língua portuguesa de modo errado aos estudantes, quando, na verdade, o Ministério da Educação propôs à sociedade a introdução e reflexão acerca da linguística”.

Ainda de acordo com o procurador, restou evidenciado que “não há elementos plausíveis” indicativos de que o livro em questão “esteja a propagar o ensino errado da língua portuguesa”.

Concluiu o procurador, para embasar o pedido de arquivamento do inquérito, que não houve “ofensa aos princípios norteadores da educação, tampouco naqueles informadores da dignidade da pessoa humana”.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação básica, livro didático

quinta-feira, 30 de junho de 2011

USP abre inscrições para processo de transferência de 2012

Da Redação
Em São Paulo
A USP (Universidade de São Paulo) abre nesta quinta-feira (30) as inscrições para o processo de transferência de 2012. Os interessados devem se cadastrar pelo www.fuvest.br até 8 de julho. O pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 100, poderá ser realizado até 11 de julho.

No total, são oferecidas 1.101 vagas, sendo 975 pelo processo USP/Fuvest e 126 por meio de seleção própria realizada pelo Instituto de Física de São Carlos. A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, em São Paulo, divulgará um edital próprio com o número de vagas de transferência e as normas do processo.


Tranferência USP/Fuvest
As 975 vagas dessa seleção estão divididas da seguinte maneira:

•128 na área de Biológicas;
•541 na área de Exatas;
•306 na área de Humanidades.


A partir da página sete do manual do candidato é possível consultar os cursos disponíveis e as quantidades de vagas.

Os locais de prova serão divulgados a partir do dia 22 de julho. A prova de pré-seleção, organizada pela Fuvest, acontece no dia 31 do mesmo mês, das 13h às 17h. O exame terá 80 questões de múltipla escolha.

No dia 12 de agosto será publicada a lista de classificados para a segunda etapa de provas. Essa etapa é de responsabilidade da escola que oferece o curso pretendido pelo candidato. Nos dias 18 e 19 de agosto os selecionados devem entregar a documentação solicitada na seção de alunos da escola.

Outras informações podem ser obtidas no manual do candidato e nos sites da USP e da Fuvest.

As informaçoes foram fornecidas pela instituiçao e podem ser alteradas por ela sem aviso prévio. É recomendável confirmar datas e horários no site oficial.

retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/06/30/usp-abre-inscricoes-para-processo-de-transferencia-de-2012.jhtm

Por trás dos números

Beatriz Rey

Após investimento de dois anos, município do Rio de Janeiro dobra o número de escolas bonificadas entre 2010 e 2011; especialistas discutem o que explica a variação tão expressiva
Em 2009, quando assumiu a pasta da Educação no município do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, ex-secretária de Cultura do Estado de São Paulo, deparou-se com números preocupantes: entre o 4º e o 6º ano, 28 mil dos 685 mil alunos, ou 4% do total, foram identificados em avaliações da rede como analfabetos funcionais. Além disso, a secretaria detectou que 14% do alunado precisaria frequentar aulas de reforço para superar o déficit de aprendizagem. Como o município funciona no sistema de ciclos, muitos professores não aplicavam avaliações contínuas em sala de aula antes do ano de passagem para a nova etapa. Para reverter o quadro, adotou-se, entre outras, a política de responsabilização. Na prática, foi dada a cada escola uma meta a ser alcançada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos ímpares, e no Índice de Desenvolvimento da Educação do Município do Rio de Janeiro (Ide-Rio) nos anos pares. O Ide-Rio é calculado como o Ideb (com o cruzamento de dados de desempenho em língua portuguesa e matemática e a taxa de aprovação), só que usa as notas da Prova Rio, e não da Prova Brasil. As escolas que atingissem ou superassem o estipulado pela secretaria receberiam um 14º salário. No ano passado, diretores e professores de 5º e 9º anos das escolas com os maiores Idebs também ganharam uma viagem a Nova York.

Em 2010, a partir da análise dos dados dos Idebs de 2007 e 2009, a secretaria bonificou 290 escolas (há 968 no total na rede). Neste ano de 2011, foram usados os Ide-Rios de 2009 e 2010, o que permitiu que 558 escolas recebessem o prêmio. A variação no número de escolas bonificadas é significativa: entre 2010 e 2011, houve um aumento de 92%. Se no ano passado 30% delas receberam a premiação, esse percentual subiu para quase 60% neste ano. Com números tão expressivos, fica a pergunta: como a rede municipal do Rio de Janeiro saiu de um quadro tão alarmante em 2009 para o atual, em que mais da metade das escolas apresentam bons índices de qualidade?

A resposta é complexa. Primeiro, é preciso entender a metodologia de concessão do bônus. O decreto municipal nº 33.399, de 16 de fevereiro deste ano, que institui o sistema de bonificação, dá margem a duas interpretações sobre a fórmula de cálculo. Diz o texto: "as metas de acréscimo terão por base o Ideb ou o Ide-Rio anterior, conforme a tabela". Seguidas da diretriz, há duas tabelas com as faixas de Ideb ou Ide-Rio, acompanhadas de variações percentuais para os anos iniciais e finais do ensino fundamental. Exemplo: uma escola do primeiro ciclo do ensino fundamental cujo Ide-Rio era de 4,5 em 2009 tinha uma "meta de acréscimo" de 8% no cálculo de concessão do bônus de 2011.

Com as informações das tabelas em mãos, o mais natural seria calcular a variação percentual relativa entre o Ide-Rio 2009 e 2010, e checar se o valor bate com o previsto na tabela para aquela faixa específica de Ide-Rio. Ou seja: essa mesma escola dos anos iniciais cujo Ide-Rio era de 4,5 em 2009 e passou para 5,2 em 2010 variou 15,5% - como ela ultrapassou a meta de variação relativa, que era de 8%, foi bonificada. Por essa fórmula, 30 escolas não deveriam ter sido bonificadas neste ano, justamente por não terem atingido a variação relativa supostamente estabelecida pelo decreto. No ano passado, a estimativa é de que 18 escolas do total tenham ficado na mesma situação. Não é possível fazer uma análise mais aprofundada sobre os dados de 2010 porque a secretaria municipal de Educação do Rio de Janeiro só divulgou a lista das escolas bonificadas naquele ano - aquelas que não atingiram as metas não aparecem. Há escolas cujos Idebs de 2007 e 2009 não estão disponíveis no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mas que foram consideradas na listagem de 2011 (elaborada com informações dos Ide-Rios 2009 e 2010). Assim, a avaliação se torna inviável na medida em que há incerteza sobre uma listagem única de escolas.

Com a consultoria de Ocimar Alavarse, especialista em avaliação e professor da Faculdade de Educação da USP, e, posteriormente, de Joyce Bevilacqua, professora do departamento de Matemática Aplicada do Instituto de Matemática e Estatística (IME), também na USP, a reportagem de Educação chegou a uma outra fórmula possível para o cálculo da bonificação. Esse algoritmo, usado efetivamente pela secretaria municipal de Educação, aplica a "meta de acréscimo" ao Ide-Rio de 2009 e estima um valor arredondado para o Ide-Rio 2010, que é cruzado com o valor real, obtido pela escola. Ainda com o mesmo exemplo do parágrafo anterior, aplica-se 8% ao Ide-Rio de 2009, que era 4,5, o que gera o valor 0,36. Somado aos mesmos 4,5 iniciais, o Ide-Rio 2010 projetado é 4,86, ou simplesmente 4,8, índice que fica abaixo do Ide-Rio 2010 real, que foi de 5,2. Portanto, a escola foi bonificada. Como neste caso a variação relativa de 15% supera a meta de 8%, não há dúvida de que o bônus se justifica.

O problema é quando a variação relativa é menor que o esperado e apenas a projeção do Ide-Rio 2010 determina a premiação - caso das 30 escolas mencionadas anteriormente. Uma delas é a EM Engenheiro João Thomé, cujos anos finais do ensino fundamental apresentaram Ide-Rio de 3,5 em 2009 e 3,7 em 2010. A variação relativa entre os dois índices é de 5,7%, valor que fica abaixo da meta de acréscimo esperada para a faixa (7%). Mas pela projeção em função da meta, o cálculo é outro: 7% (ou 0,7) multiplicado por 3,5 é igual a 0,245, ou 0,2. Ao somar este último valor com o Ide-Rio 2009 (3,5), obtém-se 3,7. Pela segunda fórmula, a escola recebe o 14º salário. Mais um exemplo: o Ide-Rio 2009 dos anos iniciais da EM Paschoal André foi de 3,9, valor que subiu para 4,3 em 2010. A variação relativa entre os dois anos foi de 10,3%. O Ide-Rio 2010 projetado, calculado a partir da multiplicação entre a meta de acréscimo (11%) e o Ide-Rio 2009, é de 4,3 (a conta fica assim: 3,9 vezes 0,11 = 0,429 ou 0,4, valor que, somado aos 3,9 iniciais, gera exatamente 4,3, o Ide-Rio real).

"Isso seria resolvido se o decreto deixasse claro que, para efeito de cálculo, está sendo estimado o valor em função da meta de acréscimo", analisa Ocimar. Para ele, trata-se de um "erro" porque a política de bonificação exige informações muito precisas. Joyce faz o mesmo questionamento e observa que, no caso das 30 escolas cujas bonificações não são justificadas pelo primeiro cálculo, o Ide-Rio projetado é exatamente igual ao Ide-Rio obtido. A partir de análises prospectivas, ela afirma ser necessário ter os dados que geraram o Ide-Rio 2010 dessas 30 escolas (as médias das provas e a taxa de aprovação) para constatar a coincidência dos valores do Ide-Rio 2010 com os das respectivas metas projetadas. "Do jeito que está, não há clareza sobre em qual momento o Ide-Rio 2010 real entra no cálculo", diz.

É importante ressaltar que houve uma mudança nas metas de acréscimo de 2010 e 2011: elas foram reajustadas por conta do período de análise. Se o Ideb é calculado de dois em dois anos, o Ide-Rio é anual. Assim, uma escola do primeiro ciclo do ensino fundamental cujo Ideb era de 2,4 tinha meta de acréscimo de 22% em 2010. A mesma instituição passou a ter meta de 14%. A revisão foi considerada correta pelos dois pesquisadores. Outro detalhe importante diz respeito às escolas com dois ciclos do ensino fundamental: aquelas que alcançaram 100% da meta de acréscimo em um deles têm a meta para o outro ciclo reduzida pela metade.

Dois índices, duas provas
A política de bonificação está atrelada a dois índices: o Ideb, calculado com base na Prova Brasil, aplicada nos 5º e 9º anos; e o Ide-Rio, sintetizado a partir da Prova Rio, realizada com alunos dos 3º e 7º anos. De acordo com nota enviada pela secretaria, a opção pelo uso de dois parâmetros não torna mais difícil o critério de compreensão do bônus porque o Ideb é sempre comparado com o Ideb, e o Ide-Rio, com o Ide-Rio. Dessa maneira, torna-se impossível fazer qualquer tipo de análise a respeito da evolução das escolas entre 2007 e 2010, período levado em conta pela política. Mas mesmo quando a comparação é feita entre índices da mesma natureza, há discrepâncias. É o caso do Ciep 1º de Maio, escola com o maior Ide-Rio da rede, que apresenta, nos 3º anos, uma evolução altíssima entre 2009 e 2010: o Ide-Rio passou de 4,7 para 8,1. Em um ano, o aumento foi de 72%.

Para Ocimar Alavarse, o crescimento é considerado "estranho" quando se observam, no país, as escolas avaliadas pelo Ideb. "A média nacional de crescimento do Ideb é de 10%. Entre 2005 e 2007, o índice saiu de 3,8 para 4,2 nos anos iniciais (a variação é de 10,5%). O crescimento entre 2007 e 2009 foi de 9,5%, já que os valores para cada ano são, respectivamente, 4,2 e 4,6", explica. A apreciação do Ide-Rio é especialmente complicada porque, mais uma vez, não há dados específicos sobre a composição do índice para as escolas (desempenho em língua portuguesa e matemática e taxa de aprovação). "Para um diagnóstico mais rigoroso, precisaríamos saber a quais fatores que compõem o Ide-Rio atribuir a magnitude dessa evolução", diz.

A importância de ter os fatores que discriminam o índice é evidenciada quando o objeto de análise é o Ideb. Em 2007, o Ideb do Ciep 1º de Maio era de 4,2, valor que subiu para 5,9 em 2009. O crescimento pode ser explicado pelo aumento no desempenho da Prova Brasil, já que a taxa de aprovação se manteve estável (99%). Em matemática, a nota passou de 173 para 229; em língua portuguesa, variou de 162 para 196. Como o MEC também divulga o número de alunos matriculados e o número de estudantes que efetivamente fizeram a prova, é possível até identificar se houve manipulação durante o exame. Assim, a variação de 72% entre os Ide-Rios 2009 e 2010 da escola fica sem explicação plausível.
Questões do bônus
As experiências com sistemas de bonificações trazem à tona temáticas conhecidas no mundo acadêmico. Uma delas está relacionada ao fato de essas políticas estarem ancoradas em avaliações de larga escala, que estão suscetíveis a fraudes e manipulações. Por isso, os procedimentos de segurança (como o lacre) no que diz respeito às provas são fundamentais para garantir a precisão dos dados. Declev Reynier Dib-Ferreira, professor da EM Marechal Mascarenhas de Moraes (escola bonificada) e autor do blog "Diário do Professor" (diariodoprofessor.com), conta que a Prova Rio chega sem lacre à escola com uma semana de antecedência ao dia do exame. "A direção pode dizer para os professores, por exemplo, para trabalhar em cima da prova. Quem disse que o diretor não quer melhorar a nota da escola?", questiona. Ele conta que, quando aplica o exame, ajuda os seus alunos com as possíveis dúvidas e até dá dicas. "Uma boa pergunta é: como minha escola foi bonificada? O aluno pode ir um pouco melhor no teste porque os professores fazem um bom trabalho em sala de aula. Mas também é preciso lembrar que a prova vem aberta", diz.

No Twitter, rede social de microblogs, um professor da rede municipal que não se identifica (o perfil é @ProfDoRio) confirma a preocupação de Declev sobre as distorções na Prova Rio. Ao reclamar da quebra da máquina de xerox em sua escola, ele se mostra preocupado por não conseguir fazer os simulados bimestrais para a Prova Rio. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), há uma cobrança velada por parte das coordenadorias regionais de ensino e da direção para que os simulados sejam feitos bimestralmente. "A escola vira um grande vestibulinho, uma fábrica de transformação de índices", afirma Suzana Gutierres, diretora do Sepe.

O decreto que institui o bônus também prevê uma diferenciação entre os professores que recebem o acréscimo de salário. Os docentes que contabilizarem até dois dias de faltas durante o ano letivo recebem 100% do valor da premiação. Aqueles que apresentarem três ou quatro dias de ausência já ganham 80% do total. Por último, os professores que faltarem 5 dias ganham metade do 14º salário. No dia 14 de junho, a secretária Cláudia Costin anunciou, via Twitter, que o prêmio seria estendido a todos os professores de escolas bonificadas que trabalharam durante 75% do ano letivo de 2010, independentemente das faltas. "Falei com o prefeito que, em função do excepcional resultado de 2010, autorizou que todos os professores e funcionários das escolas premiadas ganhem o prêmio", escreveu.

A questão das faltas é considerada por Márcio Costa, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como "indefensável". "É um exemplo pequeno, mas reflete os problemas operacionais do sistema de responsabilização. Sou simpático à medida, mas temo pela própria capacidade operacional de gerir e digerir esse tipo de questão", explica. Márcio explica que esse lapso da política faz com que ela tenha efeito contrário, já que cria indisposição entre os próprios docentes. Ocimar lembra que ao partir da premissa de que os professores só trabalham com incentivos financeiros, o bônus causa outro efeito reverso: as escolas que não atingiram a meta acabam não recebendo os aportes necessários para superarem os problemas de qualidade. "A política pode significar 'dar mais a quem já tem mais'", explica.

A realidade
Para além do debate sobre a metodologia de cálculo e da política em si, está a questão do quanto os números refletem a melhoria da qualidade de ensino. Em suas pesquisas sobre o Ideb, Ocimar Alavarse concluiu que, de maneira geral, o principal fator que explica nacionalmente o aumento no índice é a melhoria no desempenho nas provas. Na rede municipal do Rio de Janeiro, o índice aumentou de 4,5 para 5,1 nos anos iniciais e caiu de 4,3 para 3,6. Segundo a ONG Rio Como Vamos, a queda no Ideb nos anos finais se justifica pelo fim da aprovação automática: em 2007, a taxa de aprovação para o conjunto de séries era da ordem de 92%. O percentual caiu para 74% em 2009.

No caso do Ide-Rio, é possível fazer uma análise, novamente especulativa, da rede entre 2009 e 2010. Nos anos iniciais, o índice passou de 4,3 para 4,6. Nos finais, subiu de 3,5 para 4,0. Nos primeiros anos, a nota da Prova Rio saiu de 5 em 2009 para 5,2 em 2010. No caso dos anos finais, não houve alteração: a nota obtida foi 5. Ao serem cruzados com as taxas de aprovação fornecidas pelo MEC, observa-se que há melhora no desempenho e no fluxo nos primeiros anos, e no fluxo nos anos finais (já que a nota é a mesma). "Não há como identificar se a melhora foi em português ou matemática", explica o professor, já que não há dados no site da secretaria sobre os desempenhos específicos por disciplina.

Para Márcio Costa, é preciso ter cautela na análise da melhoria da qualidade de ensino no município. "É prematuro afirmar que o resultado da política de responsabilização está relacionado com a aprendizagem", diz. Isso porque, segundo ele, todas as mudanças são recentes e é preciso ter um tempo de maturação, que permita analisar "um sistema complexo de múltiplas causas". Favorável ao sistema de bonificação, Márcio enxerga um "choque" com a chegada de Cláudia Costin, mas lembra que a própria implantação das avaliações externas gera um efeito de "teste-reteste". "É natural que haja uma flutuação nos resultados até o sistema se azeitar", defende.

Opinião diferente tem Rosiska Darcy, presidente executiva da ONG Rio Como Vamos, que acompanha a evolução do sistema educacional no município. "Não tenho a menor dúvida de que houve melhora. Estávamos com um sistema tão ruim que quando há investimento maciço, há melhorias expressivas", diz. Apesar de atestar o avanço, Rosiska ainda se preocupa com dois aspectos: os altos índices de defasagem idade-série e de abandono no ensino fundamental. Em 2009, a taxa de distorção idade-série era de 25,71%, o que representa um valor absoluto de 151,5 mil alunos. "É um número insuportável e por isso tenho insistido muito nessa questão", afirma. Já o abandono é da ordem de 2,85% - no mesmo ano, 16,5 mil estudantes não concluíram essa etapa educacional. "Mas é preciso lembrar que o Ide-Rio da rede aumentou, que a taxa de analfabetismo funcional caiu de 15% para 7%, entre outras ações da prefeitura", diz.

Professores e alunos
Outra questão que atinge tanto a rede municipal quanto a estadual do Rio de Janeiro é o déficit de docentes. No município, os dados disponíveis sobre o assunto são discrepantes. Segundo a ONG Rio Como Vamos, em 2009 faltavam 5.900 docentes, número que despencou para 1.029. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) aponta um déficit de 12 mil profissionais na rede municipal. A secretaria municipal de Educação, por sua vez, afirma que o número era de 8 mil em 2009, e passou para "um pouco mais" que 600. "Foram admitidos em torno de 6 mil docentes até agora na rede municipal", revela Helena Bomeny, subsecretária de Educação do município.

Para o sindicato, a ausência de professores é a motivação por trás dos projetos que introduzem o professor polivalente no segundo ciclo do ensino fundamental. "Em vez de você ter oito professores, há apenas um", defende Suzana, do Sepe. Em 53 escolas da rede, há professores dos 6os anos (cuja formação deve ser universitária) que lecionam todas as disciplinas menos inglês, artes e educação física. Em outras 10, chamadas "Ginásios Experimentais", a polivalência chega aos 7os e 8os anos, com um docente responsável por língua portuguesa, história e geografia e outro por ciências e matemática. "Eles criam mais vínculo com o aluno, e é justamente no que é melhor para ele que estamos pensando", afirma a subsecretária. Helena refuta a crítica com o argumento de que os projetos exigem mais professores, e não menos. "Essas turmas precisam de um professor itinerante, além daquele em sala de aula", diz.

Matheus Manço Resende, 14 anos e aluno do 9º ano do Ginásio Experimental Bolívar - escola que foi bonificada - tem críticas ao projeto. "Vejo muitos professores reclamando por ensinar uma matéria para a qual não têm aptidão. Se eles não estiverem satisfeitos, a secretaria pensa que eles devem trocar de escola", explica. Matheus enxerga uma mudança na qualidade do ensino em sua cidade, mas também considera que faltam condições de trabalho. "Fico indignado com muitas coisas: a sala de informática que uma hora tem internet e outra não, o laboratório de ciências que nunca usamos e que, aliás, virou um puxadinho da sala dos professores, a merenda que é ruim e as aulas são cansativas", desabafa. A falta de infraestrutura também é mencionada pelo professor Declev Reynier Dib-Ferreira, da EM Marechal Mascarenhas de Moraes. "Até o começo de junho, não havia mesa para o professor nas salas de aula. Faltam professores, há salas sem porta, não há computadores e há pouco tempo, a direção estava em guerra com os docentes", aponta, fazendo referência à saída recente da diretora em questão. (Colaborou: Deborah Ouchana)
Metas de acréscimo

Base para a concessão do bônus em 2010
(cálculo a partir da variação entre idebs 2007 e 2009)
IDEB/IDE-RIO anterior Anos Iniciais Anos Finais
até 1,9 27% 21%
2,0 a 2,9 22% 17%
3,0 a 3,9 17% 13%
4,0 a 4,9 12% 9%
5,0 a 5,9 7% 5%
6,0 a 6,9 2% 1%
Igual ou maior que 7,00 - Manutenção de índice igual ou maior que 7,00

Base para a concessão do bônus em 2011 (cálculo
a partir da variação entre ide-rios 2009 e 2010)
IDEB/IDE-RIO anterior Anos Iniciais Anos Finais
até 1,9 17% 11%
2,0 a 2,9 14% 9%
3,0 a 3,9 11% 7%
4,0 a 4,9 8% 5%
5,0 a 5,9 5% 3%
6,0 a 6,9 2% 1%
Igual ou maior que 7,00 - Manutenção de índice igual ou maior que 7,00


Foi um choque de ordem", diz dirigente carioca

O investimento na melhoria da qualidade de ensino por parte da secretaria municipal de educação do Rio de Janeiro começou em 2009, quando a secretária Cláudia Costin optou por atacar os problemas na rede de diversas formas. "Foi um choque de ordem", analisa Helena Bomeny, subsecretária de Educação do município. Uma das primeiras medidas foi o fim da aprovação automática, já naquele ano. Para dar conta do número de alunos com analfabetismo funcional, a secretaria criou o projeto "Aceleração da Aprendizagem", que, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, trabalha com turmas específicas de realfabetização. "Investimos para acabar com a defasagem daqueles que estavam com problemas e para não criar mais analfabetos funcionais", explica.

Além da Prova Rio, foi instituído o Alfabetiza Rio, avaliação que mede o nível de alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental. Outra ação da secretaria é o programa "Nenhuma criança a menos" (o nome é muito semelhante à lei federal norte-americana No Child Left Behind), que selecionou os 10% dos alunos com as piores notas nas provas para participar de um programa de reforço escolar, realizado no contraturno. No mesmo sentido, as 116 escolas com piores notas nas avaliações se comprometeram a desenvolver um plano parecido com o Plano de Ações Articuladas (PAR), do governo federal. As chamadas "Escolas do Amanhã", localizadas em áreas de vulnerabilidade social e risco, contam inclusive com mais recursos (enquanto as outras escolas da rede recebem um 14º salário como bônus; nessas o valor é um salário e meio). Para Helena, o aumento no número de escolas bonificadas entre 2010 e 2011 se justifica pelo investimento da secretaria em ações articuladas, cujo foco principal é a aprendizagem do aluno. "O bônus gera uma mexida na escola porque todo mundo quer ganhar. O crescimento se explica também porque as escolas perceberam que não era difícil receber o prêmio. Demos todo instrumental para isso", diz. De acordo com ela, as ações feitas pela gestão Cláudia Costin foram implementadas por adesão das escolas. Ainda segundo a subsecretária, o decreto será alterado para incorporar novas diretrizes em relação às faltas. Ela também se dispôs a anotar a sugestão de que a fórmula de cálculo do bônus fique mais explícita.

Em nota enviada via assessoria de imprensa, a secretaria afirma que a fórmula de cálculo, como está descrita no decreto nº 33.399, "é de fácil compreensão para as escolas". Assim, o órgão entende que a metodologia de cálculo não é dúbia. Sobre a instituição do Alfabetiza Rio, a assessoria explica que não há sobreposição com a Provinha Brasil, aplicada pelo governo federal. "A orientação do MEC é que a Provinha Brasil seja aplicada no início e no final do 2º ano como avaliação feita pela própria escola, com aplicação e correção feita pelo próprio professor. Já o Alfabetiza Rio é uma avaliação externa aplicada ao final do 1º ano do ensino fundamental (...) o Alfabetiza Rio garante maior isenção e confiabilidade nos resultados", diz a nota.


As fórmulas de cálculo
Para demonstração dos algoritmos de concessão do bônus, será usada como exemplo a EM Eustorgio Wanderley, que foi bonificada nos anos iniciais por ter Ide-Rio 2009 de 4,3 e Ide-Rio 2010 de 4,6. De acordo com o decreto municipal nº 33.399, o Ide-Rio 2009 da escola faz com que ela tenha meta de acréscimo de 8%
Fórmula 1: Variação Relativa



Fórmula 2: Projeção do Ide-Rio 2010

Recursos de R$ 100,9 milhões são liberados a escolas públicas

Portal do MEC
Recursos de aproximadamente R$ 100,9 milhões estão à disposição das unidades de ensino públicas cadastradas no programa Dinheiro Direito na Escola (PDDE), que presta assistência financeira, em caráter suplementar, a instituições de educação básica das redes estaduais, municipais e do Distrito Federal. O orçamento do programa para este ano chega a R$ 1,5 bilhão. O repasse dos recursos é de responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O PDDE, que também atende escolas particulares de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos, tem o propósito de melhorar a infraestrutura física e pedagógica das escolas e reforçar a autogestão escolar nos planos financeiro, administrativo e didático para elevar os índices de desempenho.

Também foram liberados pelo FNDE R$ 1,4 milhão a 90 instituições de ensino que aderiram ao Compromisso todos pela Educação e planejaram a implementação do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE). Além desses valores, foram transferidos R$ 716,6 mil a 338 instituições que atendem alunos com deficiência e cerca de R$ 6 milhões referentes ao Programa Nacional de Inclusão de Jovens – Educação, Qualificação e Ação Comunitária (Projovem Urbano), da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência de República.


Os valores transferidos podem ser conferidos pela internet, na página eletrônica do FNDE.


Assessoria de Comunicação Social do FNDE Palavras-chave: PDDE, Projovem, FNDE

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Apesar de frio de 6°C, professores de SC acampam em frente à Secretaria de Educação

Da Redação
Em São Paulo
Apesar do frio de 6ºC registrado nesta madrugada em Florianópolis, cerca de 50 professores estaduais mantiveram o acampamento montado em frente à Secretaria da Educação na noite da última terça-feira (28). Eles estão em greve desde o dia 18 de maio e pretendem ficar acampados até conseguirem um acordo com o governo.
Ontem, o secretário-adjunto Eduardo Deschamps se reuniu com membros do sindicato para discutir as propostas e ficou de encaminhá-las ao governo. Uma nova reunião estava marcada para hoje, mas foi adiada e não tem nova data definida.

Segundo Ana Júlia Rodrigues, secretária geral do Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina), o movimento quer a aprovação do piso salarial de R$ 1.177 e não abre mão das gratificações de 40% e 25% conquistadas anteriormente. Ela afirma que o sindicato está disposto a discutir o parcelamento do piso, desde que o governo recue da proposta de diminuição das gratificações.

De acordo com o sindicato, 70% dos professores estão paralisados e 80% das escolas estão sem aula. A rede conta com cerca de 40 mil professores e 250 mil alunos. O UOL Educação entrou em contato com a Secretaria, mas não obteve resposta.
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/06/29/mesmo-com-frio-de-6c-professores-de-sc-acampam-em-frente-a-secretaria-de-educacao.jhtm

Escolas de SP recusam alunos em liberdade assistida

Agência Estado
Escolas públicas de São Paulo recusam adolescentes em liberdade assistida, ou seja, que cometeram infração e cumprem medida socioeducativa fora da Fundação Casa. O Ministério Público e organizações não governamentais (ONGs) que trabalham com a assistência a esses jovens têm recebido denúncias de familiares que não conseguem efetuar a matrícula. Há relatos de alguns que perderam o ano letivo. Pela lei, todas as crianças e adolescentes têm direito à educação.

Um dos casos investigados pela promotoria ocorreu na Escola Estadual Martins Pena, na zona sul da capital paulista. Apesar de terem efetuado a rematrícula no fim do ano passado, 21 alunos foram transferidos compulsoriamente para uma escola municipal. Só souberam da notícia no primeiro dia letivo, ao serem impedidos de assistir à aula. "Foi uma expulsão branca", diz César Barros, orientador social da Crê Ser, ONG que acompanha dois dos jovens transferidos. O retorno à escola de origem só foi possível graças à mobilização das famílias e à intervenção da Defensoria Pública.

Como frequentar uma escola é obrigatório para quem está em liberdade assistida, ficar fora dela atrapalha a finalização do processo. "Pedi à Secretaria Municipal de Assistência Social a relação das ONGs que trabalham na reinserção desses jovens. Quero saber em quais escolas elas enfrentam resistência", diz João Paulo Faustinoni e Silva, promotor do Grupo de Atuação Especial de Defesa da Educação (Geduc).

Além do problema estrutural da rede, que opera com carência de vagas, os técnicos citam como motivos da exclusão de razões conhecidas - como a suposição de que esses alunos são indisciplinados e de que os pais não querem que os filhos estudem com um menor infrator - a gargalos mais tênues, como a distorção entre série e idade.

Na cidade de São Paulo há 4.447 adolescentes em liberdade assistida. Com idade de entre 12 e 18 anos, esses adolescentes cometeram algum ato infracional. Parte deles passou um período internado na Fundação Casa e outro tanto foi sentenciado a cumprir apenas essa medida socioeducativa. Durante a liberdade assistida, o jovem vive com a família e recebe acompanhamento de um orientador social. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/06/29/escolas-de-sp-recusam-alunos-em-liberdade-assistida.jhtm

Oferta de bolsa-formação pode ter recursos de até R$ 2 bilhões, diz Haddad

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 29, em Brasília, que até R$ 2 bilhões podem ser destinados à oferta de bolsas-formação para estudantes do ensino profissionalizante. Em audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o ministro discutiu a importância do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

As bolsas destinam-se a cobrir os custos referentes ao curso e aos valores necessários para transporte e alimentação dos estudantes. No caso dos alunos que frequentam cursos em instituições de ensino estaduais, municipais ou do Sistema S (Senai, Senac, Sesi, Sesc e outros), a União pode transferir diretamente as bolsas às escolas, sem necessidade de convênio ou contrato.

Garantir ao jovem o ensino médio integral é um dos objetivos do programa. O Projeto de Lei nº 1.209/11, que tramita em regime de urgência no Congresso Nacional, autoriza o Ministério da Educação a lançar edital de oferta das bolsas às secretarias estaduais de educação. Com elas, o estudante de escolas públicas poderá, no turno oposto aos das aulas regulares, frequentar cursos profissionalizantes.

Expansão — O ministro destacou que a lei do Pronatec, quando aprovada, transformará políticas de governo na área de educação profissionalizante em políticas de Estado. O programa contempla, entre outras ações, a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, a reestruturação das redes estaduais de ensino profissionalizante, a bolsa-formação e a extensão do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) ao ensino técnico. Com o Pronatec, o governo pretende ampliar o alcance da rede federal, que hoje reúne 354 unidades de ensino. Até 2014, devem ser inauguradas mais 200.

Segundo Haddad, os empregos gerados pela economia moderna requerem formação e conhecimentos específicos. “Uma unidade federal tem grande impacto em uma cidade ou região; atrai emprego e gera esperança na juventude”, destacou. “A expansão da rede federal é a maior demanda do Ministério da Educação.”

Crédito — Para combater a baixa demanda pelo financiamento estudantil, o Pronatec estenderá o alcance do Fies ao ensino técnico. A linha de crédito passará a ser acessível também a empresas. Os recursos, porém, chegarão diretamente às escolas — a empresa tomará o financiamento e providenciará a matricula dos funcionários selecionados para os cursos. A escola receberá o crédito tributário e oferecerá a formação do trabalhador.

O projeto de lei sugere mudanças na legislação vigente. Uma delas é reduzir os encargos trabalhistas dos investimentos na formação de trabalhadores. Outra, a autorização à União para condicionar a concessão do seguro-desemprego à matrícula do trabalhador em curso profissionalizante.

Diego Rocha Palavras-chave: educação profissional, Pronatec, rede federal

Primeira turma de joalheiros da rede federal expõe em Minas

Portal do MEC
O campus Ouro Preto do Instituto Federal de Minas Gerais está formando a primeira turma de técnicos em joalheria do ensino público do país. São 10 alunos do curso integrado ao ensino médio na modalidade educação de jovens e adultos. Como trabalho de conclusão de curso, os alunos vão montar uma exposição de jóias entre os dias 1º e 5 de julho. O vernissage será nesta quinta-feira, 30, às 19h, na Casa do Gonzaga, em Ouro Preto (MG).

O técnico em joalheria é o profissional que atua junto à indústria joalheira e de lapidação, em órgãos governamentais ligados à joalheria e gemologia, podendo ser autônomo ou desempenhar atividades técnicas específicas.

Segundo o professor e coordenador do curso, Benedito Deceza, a profissão exige o estudo de mineralogia e gemologia, ourivesaria (montagem de jóias) artesanal e industrial, cravação de pedras e design de jóias. Os formando também aprenderam a fazer peças de artesanato em pedra-sabão, um tipo de rocha muito utilizado na região, reproduzindo a flora e a fauna.

O curso é voltado para jovens com 18 anos completos e adultos que tenham concluído o ensino fundamental. É um curso profissionalizante integrado ao ensino médio. O currículo busca fazer uma integração entre formação humana mais geral, formação para o ensino médio e formação profissional.

O curso tem três anos e meio de duração. Todo o curso é presencial e as disciplinas técnicas são ministradas em laboratórios específicos e bem equipados. O campus Ouro Preto foi o primeiro a incluir o curso no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos.

De acordo com o coordenador Benedito Deveza, com o curso o aluno pode vir a ter várias ocupações: designer de jóias, fabricante ou comerciante. As pessoas também podem ser autônomas e ter sua própria oficina. Os jovens, segundo ele, procuram o curso para se aperfeiçoar, pois em geral têm algum parente no ramo. Os adultos pretendem ser úteis à comunidade ao fazer restaurações e os aposentados querem montar seu próprio negócio em casa.

Segundo o diretor do campus, Arthur Versiani Machado, Ouro Preto é o maior centro de exploração do topázio imperial. Só há jazidas desse mineral na cidade mineira e na Rússia.


Ana Júlia Silva de Souza Palavras-chave: educação profissional, educação de jovens e adultos, institutos federais

Experiências bem sucedidas de gestão poderão ser premiadas

Portal do MEC
Permanecem abertas até o próximo domingo, 3 de julho, as inscrições para a terceira edição do Prêmio Inovação em Gestão Educacional. Até o momento, já foram cadastrados os projetos de 180 municípios de 22 unidades da Federação. Juntos, eles somam 271 experiências inovadoras em gestão educacional. Cada cidade pode registrar até quatro iniciativas que tenham contribuído para o desenvolvimento da educação básica de sua rede de ensino.

Entre as regiões, o Sudeste é a que apresenta o maior número de municípios participantes até agora, com 58. Logo depois vem o Nordeste, com 51. O Sul tem cadastradas 44 cidades, o Centro-Oeste, 15. Por último, está o Norte, com 12 municípios.

Para participar do Prêmio Inovação, as experiências desenvolvidas pelos municípios devem estar em vigência e já apresentar resultado por meio de indicadores. Elas devem ser desenvolvidas pelos órgãos gestores de educação municipal e encaminhadas pelo respectivo dirigente municipal de educação até 3 de julho, data em que deverá ter, no mínimo, 18 meses de implementação.

Todas as experiências cadastradas devem contemplar pelo menos um dos quatro grupos temáticos estabelecidos pelo Prêmio Inovação. São eles: gestão pedagógica, gestão de pessoas, planejamento e gestão, e avaliações e resultados educacionais. No fim das inscrições, cinco experiências serão escolhidas por área, totalizando 20 iniciativas, para avaliação in loco.

As experiências pré-classificadas pela avaliação da comissão organizadora passarão a fazer parte do banco de experiências. Como premiação, os representantes dos dez projetos vencedores participarão de um evento de capacitação e receberão placa e certificado.

Os municípios premiados nas edições de 2006 e 2008 poderão concorrer novamente, desde que apresentem novas experiências. A meta da premiação é incentivar e mobilizar os municípios, a fim de que tornem públicas as experiências inovadoras em gestão educacional municipal que contribuam para o cumprimento dos objetivos e metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Compromisso Todos pela Educação. Para ser considerado uma experiência inovadora, o projeto deve contribuir para a solução de problemas e desafios da educação básica.

A comissão organizadora do prêmio é coordenada por representantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, que contam com a parceria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Essa comissão indicará membros para compor a comissão julgadora do prêmio, que será dividida em subcomissões, para atender a cada área temática e selecionar experiências para as etapas de avaliação in loco e premiação.

Assessoria de Imprensa do Inep

Página para a realização das inscrições
Palavras-chave: educação básica, Prêmio Inovação em Gestão Educacional, Inep

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cumprir metas do PNE vai custar R$ 17,6 bi aos municípios

Da Redação*
Em São Paulo
A CNM (Confederação Nacional dos Municípios ) apresentou estudo hoje (27) sobre o impacto financeiro do PNE (Plano Nacional de Educação) nas contas municipais. De acordo com a entidade, os municípios teriam de investir R$ 17,6 bilhões de um total de R$ 52 bilhões previstos. O Fundeb (Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica), que é composto também por verbas da União e dos estados, cobriria os 66% restantes. O cálculo é feito considerando-se apenas as metas relacionadas à ampliação do atendimento escolar.

O novo PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir na próxima década. O documento está em tramitação na Câmara dos Deputados.

O PNE prevê que até 2020 50% das crianças com menos de 3 anos de idade sejam atendidas em creche. Hoje, esse percentual não chega a 20%. Os municípios precisariam investir R$ 9,9 bilhões para cumprir a meta. O plano também estabelece que a matrícula na pré-escola, para crianças de 4 e 5 anos, seja universalizada até 2020. isso significa, segundo a CNM, incluir mais 1 milhão de alunos na rede de ensino, com custo adicional de R$ 700 milhões às prefeituras, além da complementação do Fundeb.

Outra mudança prevista no plano é a de que 50% das escolas do ensino fundamental ofereçam ensino em tempo integral. A ampliação da jornada, modelo que hoje atende aproximadamente 10% dos alunos das redes municipais, teria um custo de R$ 30,9 bilhões, com participação de R$ 7 bilhões dos municípios.

A entidade defende um aumento da participação da União no financiamento da educação básica, pois hoje a maior parte das despesas é custeadas por estados e municípios. Para isso, apresentou emendas ao projeto de lei do PNE que está em análise por uma comissão especial da Câmara. A matéria recebeu quase 3 mil emendas. A previsão é que o texto seja aprovado na até novembro, para então seguir ao Senado.

* Com Amanda Cieglinski, da Agência Brasil
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/06/27/cumprir-metas-do-pne-vai-custar-r-176-bi-aos-municipios.jhtm

Estudantes oferecem aulas em projeto de curso comunitário

Portal do MEC
Foz do Iguaçu (PR) – Um grupo de 20 estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) resolveu sair do papel de alunos para compartilhar seus conhecimentos como professores. Eles integram o projeto de extensão Cursinho Comunitário Ingressa, que nasceu com o propósito de reforçar as atividades de ensino em uma escola pública do município de Foz do Iguaçu (PR).

O piloto do projeto está sendo desenvolvido na escola estadual Bartolomeu Mitre, onde cerca de 50 alunos do terceiro ano do ensino médio tiveram as primeiras aulas no início deste mês. “A intenção é atender estudantes que vão prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), abrangendo todas as disciplinas e seguindo o conteúdo do exame”, explica a professora Daniele Michele de Araújo, que coordena o projeto juntamente com a professora Ângela Maria de Souza, ambas docentes da Unila na área de antropologia.

Elas apresentaram o projeto para a escola e tiveram uma receptividade positiva por parte dos alunos, pais dos estudantes e direção da escola. “A vinda deles aqui foi muito boa. Vimos nesse projeto uma oportunidade de ajudar mais os alunos que querem uma vaga em uma universidade pública, e não têm condições de frequentar cursos preparatórios”, conta a diretora da escola, Nádia Silveira Mansur.

Responsabilidade – A ideia do cursinho comunitário nasceu de uma angústia dos alunos da Unila, que sentiram necessidade de contribuir com a comunidade de Foz do Iguaçu. “Muitos deles passaram por essa experiência de precisar de cursinho e vir de escola pública e, portanto, entendem a importância desse apoio. É muito interessante esse sentimento de troca, retribuição e de responsabilidade social dos alunos”, relata a professora Ângela de Souza.

Foi esse sentimento que mobilizou o aluno de relações internacionais Jóhidson Oliveira, professor de geografia e coordenador da equipe de estudantes, formada por 19 voluntários e um bolsista. “Todos já tiveram alguma experiência ou contato com a área em que estão lecionando. Mesmo alunos da Unila, alguns já têm formação universitária. Inclusive a professora de gramática, aluna de relações internacionais, é mestre em letras”, conta.

Sonho – A proposta do projeto é também uma forma de aproximar a Unila da comunidade de Foz do Iguaçu. E ainda alimentar nos alunos de escola pública o sonho de um curso superior. “No ensino médio, a universidade é colocada como algo distante. Colocam-se medos e impedimentos. O que estamos propondo é o contrário, mostrar que o sonho de fazer parte de uma universidade pública é possível”, diz Jóhdison.

Aluna do cursinho, Izabela de Melo é uma das sonhadoras. Ela conta que tem se dedicado com afinco aos estudos e pretende ingressar no curso de Pedagogia. “Quem está aqui estudando no cursinho está focado em passar. E temos conseguido tirar muitas dúvidas com os professores”, conta a estudante.

Além de ensinar, os professores realizam uma troca de saberes. “A gente também adquire conhecimento, não só os alunos. Venho de São Paulo e percebo que o ensino aqui é diferente. Então buscamos adaptações para tentar nivelar o conhecimento”, diz Paulo Conte, estudante de engenharia civil de infraestrutura na Unila e professor de química no cursinho.

Comunidade – As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 19h10 às 22h, na escola estadual Bartolomeu Mitre. Aos sábados, os alunos têm aula de línguas – inglês ou espanhol. E ainda assistem a palestras de professores da Unila, que apresentam os cursos da universidade e propõem discussões sobre temas contemporâneos, passíveis de cair na prova de redação do Enem.

O cursinho também realiza simulados. O objetivo da prova é saber quais alunos têm dificuldades e em que áreas necessitam de maior atenção. Desta maneira, em grupos menores, recebem apoio de um tutor para tirar dúvidas específicas.

Rede – O cursinho Ingressa já está na internet. “Estamos oferecendo material didático e apostila de exercícios para os alunos”, conta Paulo Conte, responsável pela criação da página. O projeto também tem página na rede facebook.

Assessoria de Imprensa da Unila




Palavras-chave: educação superior, Unila

Gestores serão treinados para evitar desperdício de recursos

Portal do MEC
Para prevenir erros e evitar gastos indevidos na execução do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promove nesta semana capacitação e visitas de acompanhamento a escolas públicas de Tefé (AM) e de Garanhuns (PE).

Em Garanhuns, a capacitação será no dia 30 de junho e terá a participação de 150 gestores locais e de 19 prefeituras da região. Já o treinamento em Tefé deve reunir, no dia 1º de julho, cerca de 100 agentes envolvidos com a gestão do PDDE, entre dirigentes de escolas e técnicos da prefeitura local e de outros sete municípios da região.

Durante o curso, técnicos do FNDE vão mostrar como deve ser a execução do programa, desde o processo de adesão até a prestação de contas.

“Nossos principais objetivos são evitar erros na aplicação dos recursos, aprimorar a execução e restringir ao máximo a possibilidade de suspensão da transferência financeira do programa, que acarreta grandes prejuízos para a educação”, afirma o coordenador geral de apoio à manutenção escolar do FNDE, José Maria Rodrigues.

Nas visitas de acompanhamento às escolas, os técnicos do FNDE conhecerão a execução do PDDE em cada unidade de ensino e esclarecerão dúvidas sobre a destinação correta do dinheiro recebido do governo federal.

Criado em 1995, o programa repassa recursos diretamente às escolas para despesas com pequenos reparos, manutenção da infraestrutura ou compra de material de consumo e de bens permanentes, como geladeira e fogão. O programa também financia a educação integral e o funcionamento das escolas nos fins de semana, entre outras ações. O orçamento do PDDE para 2011 é de R$ 1,5 bilhão.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: dinheiro direto na escola, PDDE, FNDE

Aprovados na primeira fase têm só esta terça para a matrícula

Portal do MEC
Os candidatos aprovados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação têm prazo até esta terça-feira, 28, para fazer a matrícula na instituição de ensino para a qual foram selecionados. Foram aprovados 26.299 candidatos nesta primeira fase.

O Sisu seleciona candidatos a vagas em instituições de educação superior que usam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como única fase do processo seletivo. O número de inscritos na atual seleção (446.508 candidatos) é quase o dobro do registrado no processo do segundo semestre de 2010, quando 231 mil estudantes concorreram às vagas oferecidas.

Os selecionados com base na primeira opção de curso não serão convocados nas chamadas posteriores, mesmo que não tenham feito a matrícula. Em 2 de julho, será divulgado o resultado da segunda chamada, com prazo de matrícula de 5 a 6 de julho.

Após as duas chamadas regulares, estará à disposição das instituições participantes do sistema uma lista de espera, destinada prioritariamente ao preenchimento de vagas não ocupadas. Serão incluídos na lista os candidatos não selecionados em nenhuma das opções durante as chamadas regulares — o estudante pode manifestar interesse na lista de espera apenas para o curso correspondente à primeira opção. O prazo para declarar interesse em permanecer na lista vai de 2 a 7 de julho, conforme o cronograma.

Os candidatos podem consultar o resultado da primeira chamada na página eletrônica do Sisu ou pelo telefone 0800-616161. A documentação necessária está à disposição no boletim de acompanhamento do estudante, disponível na mesma página, ou nas instituições de ensino.

Assessoria de Imprensa da Sesu
Palavras-chave: seleção unificada, Enem, Sisu

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Material pedagógico simples ou sofisticado gera bom resultado

Portal do MEC
Materiais baratos e sucata, juntamente com modernos recursos tecnológicos, são utilizados, sem preconceito, pelos professores da Escola Estadual de Educação Profissional Adelino Cunha Alcântara, no município cearense de São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 km de Fortaleza. Para participação na Olimpíada Brasileira de Foguetes, por exemplo, canos, barras de ferro e pedaços de madeira foram utilizados para a construção da base de lançamento. Já os foguetes foram feitos de garrafas pet e papelão.

“Até mesmo um pincel ou uma moeda podem se transformar em experimentos. Contudo, priorizo sempre o que pode ser um maior facilitador da aprendizagem”, assegura o professor de física, Caniggia Carneiro Pereira, que também é o responsável, na escola, pela participação na Olimpíada Brasileira de Física (OBF), na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), além da Olimpíada Brasileira de Foguetes. Segundo ele, como a física estuda tudo o que acontece no universo, não é difícil encontrar exemplos e materiais para utilizar nas aulas.

Para o professor, que está concluindo licenciatura plena em física na Universidade Federal do Ceará (UFC), os vídeos, sejam documentários ou pequenos filmes da internet, também são boas estratégias para trazer novos conhecimentos aos alunos. Ele também se utiliza de apresentações em slides. “Elas permitem que eu possa inserir com mais facilidade imagens, animações e outros recursos tecnológicos nas aulas”, diz Cannigia. Em sua opinião, animações e simulações são recursos muito ricos, pois aliam interatividade e conhecimento, estimulando a aprendizagem e motivando os alunos.

Em suas aulas, Cannigia também aproveita os benefícios das novas tecnologias. Para ele, os recursos computacionais permitem a análise de situações mais complexas, difíceis de serem reproduzidas na sala de aula ou no laboratório. Assim, ao planejar uma aula sobre gravitação, abordando os efeitos da gravidade no comportamento dos corpos, especialmente dos planetas, utilizou recursos como o Applet Laboratório de Força Gravitacional, onde os alunos puderam visualizar a proporcionalidade entre a força da gravidade e a massa e distância entre dois corpos. Na mesma aula, os estudantes tiveram a oportunidade de manipular a simulação Gravity Car - um carrinho com gravidade aumentada que atrai os corpos por onde passa.

Outro recurso usado nessa mesma ocasião foi o My Solar System, para que os alunos montassem seu próprio sistema solar. A partir de mudanças introduzidas nos valores das massas e velocidades dos corpos, eles conseguiram padrões de sistemas bem diferentes, com estrelas duplas e choques planetários, entre outros efeitos. “Foi muito interessante ver a satisfação deles ao criar sua própria realidade virtual”, salienta o professor.

Destaque – De acordo com a coordenadora pedagógica Nakeida Cristina de Castro Costa, 20 anos de magistério, a Adelino Cunha Alcântara é uma escola que se destaca na comunidade, graças a alguns pontos. Um deles é o fato de a instituição oferecer aulas diferenciadas, onde os professores utilizam recursos didáticos variados, tais como: teatro, música, internet, blogs, aulas de campo, visitas técnicas, seminários e feiras de ciências, entre outros.

Segundo Nakeida, as aulas de química são equilibradas entre teoria e prática, com aulas no laboratório de ciências, utilizando material reciclado. Ela explica que, em comemoração ao Ano Internacional da Química, o professor Francisco Sá vem desenvolvendo atividades lúdicas e de pesquisa, interdisciplinares, por meio da construção de paródias, jogos e dinâmicas para socializar o aprendizado da disciplina. Já nas aulas de língua portuguesa, há uma integração entre os ambientes de aprendizagem da biblioteca e do laboratório escolar de informática: os estudantes fazem a leitura de clássicos da literatura e constroem material de divulgação em mídias como resenhas e slides.


Fátima Schenini


Saiba mais no Jornal do Professor

Leia o blog da escola Adelino Cunha Alcântara
Palavras-chave: Jornal do Professor, material pedagógico


Visite o mundo escolar:Servicios Escolares

Relação de aprovados no ensino e tradução já está disponível

Portal do MEC
Já está disponível a relação dos aprovados nos exames de proficiência no uso e no ensino da língua brasileira de sinais (libras) e de proficiência na tradução e interpretação da libras-português-libras (Prolibras). Foram habilitados 964 profissionais, sendo 543 no uso e ensino de libras (270 de nível superior, 273 de nível médio) e 421 em tradução e interpretação (155 de nível superior, 266 de nível médio).

Participaram das provas cerca de 2 mil candidatos, distribuídos em 32 cidades. Entre os estados com maior número de pessoas habilitadas para trabalhar com libras nesta edição, destacam-se São Paulo, com 141, e Rio de Janeiro, com 111.

A certificação será feita pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), parceira do Ministério da Educação na execução do exame nacional de certificação na língua brasileira de sinais.

De 2006, quando o exame foi criado, a 2009, receberam certificados 5.089 cidadãos. Em 2010, os exames não foram oferecidos. A certificação integra a política de inclusão do ministério. Os profissionais podem trabalhar no ensino da língua brasileira de sinais e como intérpretes da libras para o português e vice-versa. Os que receberem certificado de nível médio estão aptos para lecionar na educação básica e os instrutores e intérpretes de nível superior, em todos os níveis.

Ionice Lorenzoni
Confira a lista dos aprovados por cidade.
Palavras-chave: língua brasileira de sinais, libras

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...