sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fundo promove financiamento estudantil sem exigir fiadores

Portal do MEC
Depois de 11 anos sem estudar, Aline Borges, 30 anos, contratou o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) para pagar as mensalidades do curso de pedagogia. Ela recorreu ao Fundo de Operações de Crédito Educativo que, desde outubro de 2010, é uma opção para substituir as fianças convencional e solidária exigidas pelos bancos.

Como Aline Borges, 9.027 estudantes de cursos superiores privados já se beneficiaram do fundo nos últimos sete meses. Têm direito a solicitar ingresso no fundo alunos com renda familiar mensal por pessoa de até um salário mínimo e meio, os matriculados em cursos de licenciatura e os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Dados da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação mostram que, dos 9.027 alunos que conseguiram o Fies usando a garantia do fundo, 1.340 cursam licenciatura, 777 são bolsistas parciais do ProUni, 20 cumprem os três critérios e os demais estão matriculados em bacharelados.

Residente em Vargem Grande do Sul (SP), Aline Borges cursa pedagogia, no turno da noite, no Centro Universitário Fundação de Ensino Octávio Bastos, no município de São João da Boa Vista, que fica próximo da sua cidade. Durante o dia, Aline faz estágio no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), na prefeitura de Vargem Grande.

O Peti oferece atividades para crianças e adolescentes de até 16 anos no turno oposto das aulas. “É uma oportunidade de ouro, porque estudo e faço estágio na mesma área”, diz a estudante. Quando concluir a graduação em pedagogia, Aline pretende fazer concurso público na secretaria de educação da sua cidade e quitar o Fies com trabalho.

De todo o país – Alex Monteiro de Medeiros, 21 anos, nascido na cidade de Feliz Natal, em Mato Grosso, cursa odontologia no Centro Universitário da Grande Dourados, em Dourados (MS), distante 1.500 quilômetros de casa. “Venho de uma cidade pequena e não tinha condições de conseguir fiador. O fundo foi o melhor caminho”, explica o universitário.

Amanda Letycia da Silva Sousa, de São Luís, faz bacharelado em biomedicina na Faculdade de Ciências Humanas Sociais Aplicadas, com bolsa parcial do ProUni. Sem fiador, Amanda diz que o fundo lhe possibilitou pedir o Fies para pagar a outra parte da mensalidade.

Já Adriana Matos de Almeida Ribeiro, de Belo Horizonte, diz que solicitar o Fies usando o fundo “foi fácil, simples, sem burocracia”. Ela cursa administração no Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Segundo Adriana, que é bolsista parcial do ProUni, foi a faculdade que avisou que a instituição tinha aderido ao Fundo de Operações de Crédito Educativo.

O financiamento estudantil pode ser solicitado pelo estudante em qualquer etapa do curso e em qualquer mês. Desde que as inscrições foram abertas em 31 de janeiro deste ano, 42.734 contratos foram firmados e cerca de 25 mil estão em fase de preenchimento. Juros anuais de 3,4%, maior prazo de quitação, criação do Fundo de Operações de Crédito Educativo fazem parte das regras que desburocratizaram o Fies em 2010. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são os agentes financeiros.

Ionice Lorenzoni

Consulte a página eletrônica do Financiamento Estudantil.

Palavras-chave: Educação superior, Fies

Unicamp dá um ótimo exemplo

A Unicamp é a primeira universidade brasileira a começar a disponibilizar o conteúdo de suas aulas para qualquer pessoa e sem nenhum custo na internet. Como vai funcionar ainda vamos ver, mas a ideia já saiu do papel --e serve como um belo exemplo de como uma instituição pública pode, com baixo custo, ajudar a educação de um país.

Quanto mais se usarem recursos multimídia, detalhando as aulas, mais atraente o material e mais chance de atrair alunos e ajudar a orientar outras faculdades. Todos, enfim, saem ganhando.

Não imagino que se consiga substituir a força do presencial. A convivência real estimula a criatividade e a resolução de problemas complexos.

Já mostrei aqui como as grandes universidades americanas como MIT, Yale, Stanford, entre outras, abriram seus cursos e estão cada vez mais interessantes. Nem por isso são lugares muitos disputados. O que me contam aqui é que isso até estimulou o professor a ir além dos conteúdos, aprimorando suas aulas.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/908873-unicamp-da-um-otimo-exemplo.shtml

Pronatec: governo federal prevê R$ 1 bilhão de investimento em 2011

Camila Campanerut
Karina Yamamoto*
Em Brasília e em São Paulo
O volume de investimento federal no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego) será de R$ 1 bilhão em 2011, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, R$ 700 milhões serão destinados a bolsas de estudos para estudantes e trabalhadores, enquanto R$ 300 milhões ficarão reservados para financiamento estudantil por parte dos próprios alunos.

“Temos o compromisso da área econômica de oferecermos três milhões de bolsas mais as 500 mil vagas que vão ser oferecidas na rede pública. [O montante será] para estudantes do ensino médio e para trabalhadores, também”, afirmou Haddad.
Segundo o ministro, o PPA (Plano Plurianual de Investimentos) que vai para o Congresso em agosto, já irá contemplar as metas do Pronatec entre 2012 e 2015. O projeto de lei que estabelece as regras do programa será encaminhado ao Congresso, onde tramitará em regime de urgência.

Público-alvo: Estudantes e trabalhadores
As bolsas poderão ser de formação inicial (cursos com, no mínino 160 horas) ou de formação plena (cursos com 800 horas). Segundo Haddad, o Pronatec é um "guarda-chuva que abriga as ações que vão convergir" para ampliar o acesso ao ensino técnico. No total, o governo pretender alcançar 8 milhões de brasileiros.

O estudante poderá fazer o curso profissionalizante em paralelo ao ensino regular ou poderá ser cursado logo após a conclusão do ensino médio. Existe o objetivo de "dar sentido" ao ensino médio, uma etapa da educação que enfrenta alta evasão e problemas de qualidade. É no ensino médio que o Ideb, índice da educação calculado pelo MEC, é mais baixo.

Trabalhadores reincidentes no seguro-desemprego serão recrutados para participar de cursos profissionalizantes em instituições públicas ou do Sistema S. Eles serão orientados sobre o tipo de curso e a área em que podem se capacitar. Após a matrícula, a frequência do aluno será controlada e ele só receberá o seguro-desemprego se comparecer às aulas.

BNDES terá R$ 3,5 bilhões para financiamento
As empresas interessadas em cursos profissionalizantes terão à disposição R$ 3,5 bilhões no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os juros do financiamento serão de 3,4%, como já acontece com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

"Pretendemos ampliar a expansão da rede de escolas técnicas da federação, aportando recursos do BNDES para que possam antecipar seu plano de investimento. Aquilo que seria feito em 10 anos, vamos ampliar e dobrar a capacidade dessas duas instituições", disse Haddad.

Desafio
Segundo a presidente Dilma Rousseff, a qualificação profissional -- dos estudantes e dos trabalhadores -- é um passo fundamental para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira. Segundo ela é preciso criar "condições para que possamos dar o salto de qualidade [ que o momento exige]".

Para ela, o Pronatec "representa oportunidade efetiva para que todos os setores se engajem [na educação e qualificação de trabalhadores e estudantes]". Ela disse ainda: "vamos nos empenhar em um esforço conjunto: governo federal , dos Estados e municipios, dos empresários e dos trabalhadores
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/28/pronatec-governo-federal-preve-r-1-bilhao-de-investimento-em-2011.jhtm

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ministro admite que projeto dos hospitais pode melhorar

Portal do MEC
Questionado acerca de possíveis mudanças na medida provisória nº 520 de 2010, que propõe a criação de uma empresa estatal para gerir os hospitais universitários, o ministro da Educação, Fernando Haddad, se manifestou favorável a acréscimos no texto original. “No que se refere ao fato de o atendimento ser 100% para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e de a empresa ser 100% pública, acredito que há pontos que podem ficar mais claros”, afirmou Haddad. Ele concedeu entrevista coletiva após o término da sessão conjunta das comissões de seguridade social e educação e cultura da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 26, em Brasília.

A intenção é que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A., instituição que é objeto da MP 520, seja estatal de direito privado, a exemplo do que acontece com a Caixa Econômica Federal e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A instituição seria responsável pela gestão financeira e de pessoal dos hospitais universitários, que continuariam submetidos academicamente às universidades. A MP está prestes a trancar a pauta da Câmara dos Deputados e deve ser votada em breve.

Financiamento – Durante a sessão conjunta, alguns deputados argumentaram que grande parte dos problemas dos hospitais universitários decorre da falta de financiamento, e não de má gestão. Haddad defendeu que tanto a gestão quanto o financiamento dos hospitais seja melhorada. “Sempre há espaço para melhorar a gestão e o financiamento. Até as empresas mais eficientes sempre podem melhorar”, opinou.

Pela MP 520, os hospitais teriam metas de desempenho a cumprir, tanto no que se refere ao atendimento de pacientes quanto no que se refere ao ensino e pesquisa.

Ana Guimarães

MEC já trabalha com metas do Plano Nacional de Educação

Portal do MEC
"A grande ousadia do Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso Nacional, é fixar metas de qualidade". A afirmação é do ministro da educação Fernando Haddad, em seminário realizado na noite desta terça-feira, 26, em Brasília, promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino (Andifes). “Em um país que nunca valorizou os processos educacionais, estamos dando um salto histórico”.

Com relação à fixação de um volume de investimento obrigatório em educação, o ministro explicou que só uma emenda constitucional pode evitar um veto presidencial, como ocorreu no PNE anterior, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso praticamente inviabilizou as propostas apresentadas ao cortar os recursos necessários para implementá-las. “Desta forma, cabe ao Congresso Nacional fixar este percentual”, disse Haddad.

O ministro reconheceu que todos os textos enviados pelo Ministério da Educação ao Congresso Nacional saíram de lá mais bem acabados. “Com uma única exceção, o do projeto do Prouni, que piorou com a intervenção dos parlamentares”, disse. O ministro não vê razão para que o PNE não seja aprovado ainda este ano na Câmara. “Talvez, tenha dificuldades no Senado. O único problema disso é a aprovação dos planos regionais. Da parte do MEC, nós já estamos trabalhando com as metas propostas”, afirmou.

Nunzio Briguglio

Palavras-chave: PNE

Nova recompra de títulos do fundo chega a R$ 167,5 milhões

Portal do MEC
Está aberto até sexta-feira, 29, o segundo lote de recompra, este ano, de certificados financeiros do Tesouro (CFT-E) das instituições de educação superior participantes do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Foram liberados R$ 167,5 milhões para a operação.

As universidades que aderem ao Fies são remuneradas com os certificados, títulos públicos usados para a quitação de impostos e de outros tributos federais. Pagos os tributos pelas instituições, os certificados restantes podem ser recomprados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), operador do Fies.

As entidades mantenedoras das instituições de ensino participantes do Fies foram avisadas da abertura do segundo lote por meio de circular enviada eletronicamente pelo FNDE. O valor mínimo da recompra é de R$ 500. O representante legal da mantenedora deve solicitá-la no Sistema Informatizado do Fies (SisFies).

Após o fechamento do lote, na sexta-feira, 29, o FNDE repassará os recursos relativos aos títulos adquiridos em até quatro dias úteis.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Palavras-chave: Fies, tesouro, certificados

TV Escola exibe documentário sobre a hipersexualização

Portal do MEC
A TV Escola exibe nesta sexta-feira, 29, o documentário A Indústria do Sexo: Influência sobre as Crianças. O filme, que vai ao ar às 10h, com reprise às 16h, mostra como a exposição de conteúdos com apelo sexual influencia o comportamento de crianças e adolescentes.

De origem canadense, o documentário contém reflexões sobre a exploração da sexualidade pela mídia para estimular o consumo. Durante o programa, uma professora convidada sugere a elaboração de trabalho no qual os alunos façam a comparação do corpo apresentado nos meios de comunicação com um corpo real.

Um dos principais focos do documentário é a confusão causada em crianças e adolescentes expostos ao bombardeio de imagens eróticas exibidas nos meios de comunicação de massa. Em um trecho, o filme exibe fotos de publicações para adolescentes e de revistas pornográficas. A semelhança choca professores, pais e os próprios adolescentes.

A TV Escola pode ser sintonizada nos canais 112 da operadora Sky, 694 da Telefônica TV Digital e 123 da Via Embratel. Pode ser captada por antena parabólica analógica, na horizontal, frequência 3770, e na digital banda C vertical, frequência 3965. Outra opção é o acesso pela página eletrônica do Ministério da Educação.

Ana Guimarães
Palavras-chave: TV Escola, documentário, sexualidade

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...