quinta-feira, 7 de abril de 2011

No Brasil, 3,4 milhões de jovens entre 18 e 24 anos não trabalham nem estudam

Rafael Targino
Em São Paulo
Um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostra que 3,4 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 24 não estudam e tampouco trabalham. Isso é mais do que toda a população do Estado do Rio Grande do Norte, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse contingente representa 14,6% do total de 23,2 milhões de jovens da época referência da pesquisa –baseada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008. O estudo foi publicado no começo deste ano no boletim “Na Medida”, disponível no site do Inep.

O percentual de jovens “desocupados”, que não estudam e não trabalham, vem se mantendo constante desde 2001 –sempre em torno dos 15%. No entanto, o número dos que não trabalham, mas estudam, vem caindo aos poucos: saiu de 12,6% em 2001 e chegou a 10,5% em 2008.
No mesmo período, houve aumento na fatia dos jovens que terminaram o ensino médio, mas não se interessaram pelo ensino superior. No ano-recorte da pesquisa, esse número significa cerca de 1,2 milhão de pessoas. A maioria delas, mulheres: 43,5% das jovens eram casadas e, dentro desse percentual, 68,4% tinham pelo menos um filho.

Segundo o Inep, parte da “inatividade” dessas mulheres significa que essa ausência pode ser temporária, já que boa parte dos filhos são pequenos. Entre os homens, o cenário é inverso: quase todos (95%) são solteiros e, desse total, 66% moram com os pais.

Para Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, um dos problemas é que o ensino médio não se torna interessante para os alunos –e não os estimula a continuar nos estudos.

“Numa sociedade agrícola, bastava quatro anos de escolaridade para as novas gerações. Numa sociedade industrial, oito anos. Na moderna sociedade do conhecimento, ou você tem 11 anos ou não tem chance nenhuma”, diz. “Um bom ensino médio garante o passaporte mínimo no mercado de trabalho ou continuidade nos estudos.”
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/06/no-brasil-34-milhoes-de-jovens-entre-18-e-24-anos-nao-trabalham-nem-estudam.jhtm

Material didático para corrigir falhas no ensino sobre a história da África sai no 2ª semestre

Marli Moreira
Da Agência Brasil
Em São Paulo
Ficará pronto no segundo semestre deste ano o material pedagógico para o ensino obrigatório da história da África nas escolas da rede pública e do setor privado, conforme determina Lei 10.639, de 2003. Segundo o coordenador-geral de Diversidade do MEC (Ministério da Educação), Antônio Mário Ferreira, estão sendo elaborados livros para professores e alunos desde o nível infantil até o ensino médio e fundamental. Além disso, será disponibilizado um atlas, que relaciona a África com os demais continentes e, em especial, a ligação com o Brasil e a América Latina.
Ferreira participou hoje (6) do lançamento, em São Paulo, da coleção História Geral da África, na versão em português, no Teatro Tucarena, na PUC (Pontifícia Universidade Católica), na capital paulista. No fim do ano passado, a coleção foi lançada em Brasília. E no último fim de semana, cerimônia semelhante ocorreu, na Bahia.

Disponibilizada, inicialmente, em inglês, francês e árabe, a coleção é formada por oito volumes e 10 mil páginas. A obra levou levou 30 anos para ser concluída, envolvendo 350 pesquisadores coordenados por um comitê científico com 39 especialistas, sendo dois terços deles africanos. A versão em português resultou de uma parceria entre a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o MEC e a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

O representante do MEC informou que será feito um resumo da coleção para ser usado nas universidades. “A partir desta obra vamos reconstruir a história do Brasil e propiciar para o ensino futuro o conhecimento sobre a história da África e dos negros no mundo. Serão homens e mulheres que vão perceber a diversidade e as reais origens da etnia social ”, disse.

Ferreira observou que no Brasil a história do negro é contada a partir da escravidão. “Parece que a gente nasceu no cativeiro, o que não é verdade, porque a nossa história é de um continente que teve civilizações, produziu aço, trabalhou a pedra, a cultura, a arte e a filosofia entre outras contribuições”, afirmou.

O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, destacou que são 3 milhões de anos de história e que incluem o berço da civilização. Segundo ele, desde o lançamento da coleção em português, em dezembro do ano passado, a versão eletrônica foi acessada 30 mil vezes.

A expectativa da Unesco, segundo Defourny, é que esse trabalho seja um instrumento também de combate ao preconceito racial e de afirmação da cultura de um povo. “Os escravagistas tiraram deles a liberdade, mas não lhe tiraram a cultura, a língua e as tradições, transmitidas para as futuras gerações”.

Na opinião dele, este é o momento mais oportuno para avançar nessas questões sociais, valorizando a riqueza da cultura africana porque o Brasil vive um bom momento de expansão econômica, com democracia. Defourny defende entre outros aspectos o respeito às crenças religiosas que tiveram origem na África. “Tem de ser reconhecida essa diversidade”.

O professor da Universidade de Michigan (Estados Unidos) e membro do Comitê Científico para a Elaboração do Material Pedagógico da História Geral da África, Jean Michel Tali, também participou do ato de lançamento. Ele ressaltou que nenhum historiador contesta, hoje, que foi a partir da África que surgiram as civilizações que se espalharam pelo resto do mundo. “Foram construídos na África estados poderosos, impérios ricos, ao contrário do que se propaga, de uma população que vive em selva sem nenhuma estrutura social. Não vivemos nas árvores”. De acordo com ele, a coleção expõe realidades desconhecidas, entre elas, a do movimento das colonizações que oprimiu os povos africanos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/06/material-didatico-para-corrigir-falhas-no-ensino-sobre-a-historia-da-africa-sai-no-2-semestre.jhtm

Lei do piso do professor vale para todo o país, decide STF

Ana Okada*
Em São Paulo
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (6), por 8 votos a 1, a validade da Lei do Piso Nacional do Magistério. Após adiar por duas vezes o julgamento do mérito da matéria, o Supremo rejeitou a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4167. A ação alegava que a lei era inconstitucional, e havia sido impetrada por cinco Estados.
A lei, que foi sancionada em 2008, determinava o rendimento mínimo por 40h semanais de trabalho para professores da educação básica da rede pública. O valor atual do piso é de R$ 1.187,14, que passa a ser considerado como o "vencimento básico" da categoria, ou seja: gratificações e outros extras não podem contar como parte do piso.

Os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Ayres Britto e Gilmar Mendes votaram a favor do piso; as ministras Cármen Lúcia e Ellen Gracie o aprovaram parcialmente; e o voto do ministro Marco Aurélio Mello foi o único contrário à lei.

Os proponentes da ADI queriam que o termo "piso" fosse interpretado como remuneração mínima, incluindo os benefícios, sob a alegação de que os Estados e municípios não teriam recursos para arcar com o aumento.

“Não há restrição constitucional ao uso de um conceito mais amplo para tornar o piso mais um mecanismo de fomento à educação”, defendeu o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação, durante seu voto.

Além disso, os representantes dos Estados contrários ao piso alegaram que haveria cidades que não teriam verbas suficientes para cumprir a lei e que a norma feria o pacto federativo previsto na Constituição, uma vez que dizia respeito ao orçamento e à gestão de Estados.

Tempo para atividades extraclasse ainda será discutido
Por meio da ação impetrada no mesmo ano da sanção da lei, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará também questionavam pontos específicos, tais como a regra de que um terço da carga horária do professor deveria ser reservada para atividades extraclasse, como planejamento de aula e atualização. Esse dispositivo foi suspenso pelos ministros à época da aprovação da lei, e voltou a ser discutido hoje.

Parte dos ministros considerou que há invasão da competência legislativa dos entes federativos (estados e municípios) e, portanto, violação do pacto federativo. Com isso, não se chegou ao quórum necessário de seis votos para a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade dessa norma.

O ministro Ayres Britto, que presidiu a sessão, afirmou que a votação deste item deve ser retomada na próxima semana.

*Com informações da Agência Brasil e do STF
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/06/lei-do-piso-do-professor-vale-para-todo-o-pais-decide-stf.jhtm

Rádio comunitária populariza conhecimento em cidade do DF

Portal do MEC
Uma rádio comunitária, uma universidade federal e alunos de escolas públicas de ensino fundamental e médio. Em Planaltina, Distrito Federal, é desenvolvido, de forma integrada, um projeto inovador, que abrange programas de rádios produzidos por estudantes de escolas públicas e até uma proposta de popularização do conhecimento científico — leva professores universitários a discutir ciências com a comunidade.

Tudo começou em 2006, com um programa radiofônico de conteúdo educacional veiculado durante o recreio nas escolas públicas de Planaltina. Estavam envolvidos estudantes do curso de comunicação social da Universidade de Brasília (UnB) e alunos das escolas públicas. Aos universitários, cabia explicar o bê-á-bá da linguagem radiofônica — por exemplo, como se elabora um roteiro para rádio. Os alunos, por sua vez, elaboravam e gravavam o programa, veiculado pela Rádio Comunitária Utopia, de Planaltina. Desde então, o projeto, Rádio Diversidade, é desenvolvido pelo radialista Batista Filho e pelo professor Fernando Oliveira Paulino, da UnB.

A iniciativa tomou novos rumos. Hoje, os programas não mais se limitam aos estudantes de Planaltina. “Temos programas nos quais os estudantes da UnB esclarecem dúvidas da comunidade sobre o acesso à universidade”, explica o professor Paulino. Outro programa de sucesso leva um professor de física a esclarecer conceitos científicos aos moradores. Cerca de 400 estudantes universitários e da educação básica participam diretamente da iniciativa. A rádio chega aos lares e aos alunos da rede pública.

Mais informações sobre o projeto Rádio Diversidade e demais iniciativas de comunicação comunitária desenvolvidas pela UnB estão na página eletrônica da Faculdade de Comunicação da universidade.

Ana Guimarães


Palavras-chave: rádio comunitária, UnB

Haddad esclarece questão sobre oferta de vagas a alunos do IBC e do Ines

Portal do MEC
Ampliação da oferta de inclusão dos alunos do Instituto Benjamin Constant (IBC) e do Instituto Nacional de Surdos (Ines) no Colégio Pedro II. Este foi o resultado do encontro desta terça-feira, 5, do ministro da Educação, Fernando Haddad, com as diretoras do Ines, Solange Rocha, do IBC, Maria Odete Santos Duarte, e do Colégio Pedro II, Vera Maria Rodrigues, e que esclarece rumores recentes de que os institutos corriam o risco de fechamento.

Haddad esclareceu que pretende oferecer aos estudantes dessas escolas vagas em turmas da educação básica do Pedro II. As vagas serão abertas no contraturno. Segundo o ministro, a política de inclusão do governo federal, em vigor desde 2008, é de ampliar as oportunidades educacionais das pessoas com deficiência. “Todo estudante com deficiência tem direito à dupla matrícula, mas a escolha é dele e de sua família”, disse.

As entidades vão apresentar ao MEC, este ano, um plano de trabalho para início de execução em 2012. De acordo com o ministro, o Colégio Pedro II pode, por exemplo, receber estudantes egressos do ensino fundamental do Ines e do IBC para cursarem o ensino médio.

Ao mesmo tempo, os dois institutos podem oferecer graduandos de cursos de licenciatura para trabalhar com a língua brasileira de sinais (libras) e com braile no Pedro II. Esses graduandos, segundo Haddad, receberão do MEC bolsas de iniciação científica para desenvolver essas atividades.

Entidades federais de excelência, na avaliação de Haddad, as três escolas vão interagir em parceria para ampliar a oferta de educação inclusiva. O Colégio Pedro II tem hoje cerca de 13 mil alunos, o IBC, 300, e o Ines, 480. Na reunião desta terça-feira foi celebrado um acordo para induzir a dupla matrícula.

Segundo a diretora do Colégio Pedro II, Vera Maria Rodrigues, a escola já tem matrícula de alunos com deficiência, oferece educação profissional e em 2012 vai abrir turmas de educação infantil. Agora, vai atender o desafio proposto pelo Ministério da Educação de ampliar a oferta de vagas para alunos do Ines e do IBC.

Para Maria Odete Duarte, diretora do IBC, a parceria possibilitará à escola apresentar aos pais dos alunos a opção de matrícula no Colégio Pedro II, que é uma instituição de reconhecido valor.

Desde a criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em 2007, as escolas com matrículas de estudantes com deficiência registradas no censo escolar recebem o dobro do valor por aluno ao ano. Essa decisão, pactuada com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Unidime), permite que o aluno estude em classe regular em um turno e em classe especial em outro.

Evolução – A política de inclusão promovida pelo MEC apresenta resultados em diversos campos. A evolução dos investimentos na educação especial entre 2003 e 2010 foi de R$ 43 milhões para R$ 317 milhões. A formação de professores que atuam na educação especial passou de 33.691 educadores, em 2000, para 68.117, em 2010, um aumento de 102,3%. As matrículas em classes regulares de escolas públicas também cresceram, segundo o censo escolar. Em 2000, eram 81.695 estudantes; em 2010, 484.332, o que representa um crescimento de 493%.

Outros números mostram como o MEC investiu para equipar as escolas públicas com recursos multifuncionais. De 2005 a 2010, o ministério implementou, em parceria com estados e municípios, 24.301 salas de recursos multifuncionais, em 83% dos municípios e em 42% das escolas públicas.

Ionice Lorenzoni

Confira a nota conjunta assinada pelo MEC, IBC, Ines e Colégio Pedro II.

Palavras-chave: inclusão escolar, educação especial, IBC, Ines

Aulas práticas levam realidade do campo para a sala de aula

Portal do MEC
A curiosidade pela Amazônia levou Rodrigo Diego Quoos a sair do Rio Grande do Sul, onde cursava engenharia florestal, para fazer seu estágio profissional obrigatório em uma associação de Rondônia, voltada para a área de agroindústria e agroecologia. “Fiquei fascinado”, conta Rodrigo, que resolveu morar na região amazônica depois que concluiu sua graduação.

Em 2008, durante o mestrado em desenvolvimento rural, ele fez um estudo sobre os agricultores que havia conhecido durante seu estágio. Logo em seguida participou de concurso para a antiga Escola Técnica Federal de Rondônia, atual Instituto Federal de Rondônia, campus de Ji-Paraná, onde leciona, há dois anos, as seguintes disciplinas: incêndios florestais, política e legislação florestal e extensão rural.

“O envolvimento com a comunidade e os movimentos sociais me aproximaram do contexto da educação”, explica Rodrigo. Segundo ele, a partir da experiência como monitor de uma Escola Família Agrícola, pôde perceber que a oportunidade de ser um educador e professor conseguia satisfazer seus anseios de transformação social.

Ele diz que sempre trabalhou de maneira interativa e participativa, pois prefere aulas dinâmicas, onde o aluno interage e expõe suas ideias. “Trabalho muito com saídas técnicas e aulas práticas em campo, tentando aproximar a realidade do campo com a sala de aula”, justifica.

De acordo com o professor, alguns municípios da região central de Rondônia chegam a ter 90% de sua área desmatada. Por essa razão, ele procura levar os estudantes a uma das maiores reservas biológicas da Amazônia, a Rebio Jarú, localizada no próprio município de Ji-Paraná. Também visitam instituições de pesquisa e pequenos agricultores que trabalham com sistemas agroflorestais e de agroecologia, entre outros.

Na visão de Rodrigo, a profissionalização de jovens requer muita dedicação, pois nessa idade muitas opções e descobertas aparecem ao mesmo tempo, sem falar nas redes sociais. Ele se preocupa, então, em abrir os horizontes profissionais dos estudantes. “Sempre é preciso destacar o futuro próximo, as condições do mercado de trabalho, as opções profissionais”, ressalta.

Cursos – Em funcionamento desde 2009, o campus de Ji-Paraná do Instituto Federal de Rondônia tem, atualmente, 954 alunos matriculados. São ofertados três cursos técnicos: florestas, móveis e informática. A instituição também oferece licenciatura em química e especialização em informática na educação e em Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação Jovens e Adultos (Proeja).

Fátima Schenini
Palavras-chave: Jornal do Professor

Ministério vai apoiar a reconstrução de capela incendiada da UFRJ

Portal do MEC
O Ministério da Educação apoiará a recuperação da capela de São Pedro de Alcântara e demais instalações que foram atingidas pelo incêndio que tomou o Palácio Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado na Praia Vermelha, zona sul do Rio, no dia 28 de março. A decisão foi tomada em reunião entre o reitor da instituição, Aloísio Teixeira, e o ministro Fernando Haddad, nesta quarta-feira, 6.

“Não mediremos esforços para que os danos sejam reparados. O ministério se compromete totalmente com essa causa”, afirmou Haddad. A universidade retomou as atividades acadêmicas dos cursos localizados no Palácio Universitário na última terça-feira, 5, oito dias após o incêndio.

História – Tombada pelo Patrimônio Histórico, a capela São Pedro de Alcântara foi construída em 1850. A cúpula da capela, que já havia sido restaurada, foi o foco inicial do incêndio. Ainda não há previsão de quanto será necessário para a reconstrução.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação superior, UFRJ

terça-feira, 5 de abril de 2011

Planejamento é condição para receber recursos da educação

Portal do MEC
Municípios e estados já podem planejar suas ações na educação para os próximos quatro anos. O Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Ministério da Educação (Simec) foi aberto nesta semana para que os gestores informem os dados das suas redes municipais ou estaduais de educação e avaliem o Plano de Ações Articuladas (PAR) ainda em vigor. Em seguida, será elaborado um novo PAR, a vigorar de 2011 a 2014.

O Plano de Ações Articuladas é um importante instrumento de gestão educacional. Ele é dividido em quatro dimensões: gestão educacional; formação de professores e de profissionais de apoio escolar; práticas pedagógicas; infraestrutura física e recursos pedagógicos.

Não existe prazo limite para estados e municípios fazerem o diagnóstico e elaborarem o PAR. “Mas é importante que tenham consciência de que todas as transferências de recursos de convênios do FNDE e do MEC e a assistência técnica a municípios, estados e Distrito Federal estão vinculadas à elaboração do PAR”, pondera Renilda Peres de Lima, diretora de assistência a programa especiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

“Neste primeiro momento, será a hora de refletir, fazer uma auto-avaliação sobre os resultados alcançados no PAR 2008-2011 e, a partir da atual realidade, fazer um bom planejamento das ações educacionais para os próximos anos”, explica a diretora.

O plano de cada estado e município aponta as prioridades a serem atacadas para que a educação melhore e alcance ou ultrapasse as metas do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) estipulado pelo Ministério da Educação.

Para orientar os gestores, o FNDE enviou aos estados e municípios uma cartilha com orientações sobre o preenchimento do Simec. As informações serão a base para o diagnóstico da situação atual e a elaboração do novo PAR. Além disso, o FNDE vai promover uma webconferência, no próximo dia 15 de abril, para dirimir dúvidas sobre a elaboração do novo planejamento.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: Plano de Ações Articuladas, PAR, FNDE

Pesquisa dirá como está a situação de graduados no mercado de trabalho

Portal do MEC
Teve início na sexta-feira, dia 1°, estudo inédito destinado a identificar como os formados na educação superior estão situados no mercado de trabalho. A pesquisa sobre emprego e empregabilidade, sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), será feita com os participantes das edições de 2005 e 2008 do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Eles receberão questionário, enviado por mensagem eletrônica, e terão prazo até o dia 29 para informar, entre outras coisas, como o currículo acadêmico ajudou na formação profissional.

O formulário, composto de 16 questões, leva em média cinco minutos para ser respondido. Duas das perguntas, subjetivas, permitirão ao graduado sugerir melhorias no curso em que se formou. O concluinte que não receber a pesquisa poderá respondê-la na página eletrônica do Inep. Ao ter acesso ao sistema, ele deve informar o CPF, a unidade da Federação da instituição de ensino e o curso. As informações serão validadas nas bases de dados da Receita Federal e do Inep. A pesquisa não divulgará respostas individuais.

A iniciativa integra o estudo qualitativo do segundo ciclo de aferição do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) de 2005 e 2008. O estudo é composto por variáveis que permitem medir pontualmente a evolução dos cursos — as médias do Enade, do conceito preliminar de curso (CPC), os relatórios de autoavaliação realizados pelas instituições e, a partir deste ano, o perfil dos egressos.

Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre. As informações do primeiro ciclo de avaliação, referente a 2004 e 2007, estarão disponíveis em breve na página eletrônica do Inep.

Em 2005 e 2008, o Enade avaliou os cursos de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia (oito grupos), filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química. No último ano, foram acrescentados os cursos superiores de tecnologia em construção de edifícios, alimentos, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental. Essas áreas serão avaliadas novamente este ano.

Assessoria de Imprensa do Inep

Palavras-chave: Enade, pesquisa, emprego

Cansados de receberem troco em balas, alunos de colégio em SP pagam padaria com doces

Da Redação
Em São Paulo

do colégio Vera Cruz, em São Paulo, fizeram na manhã de segunda-feira (4) um protesto inusitado: cansados de receberem troco da padaria da esquina em balas, compraram um saco de doces e resolveram fazer o pagamento em balinhas Sete Belo. A informação foi publicada na coluna Mônica Bergamo desta terça (5).

Munidos de cartazes com a frase “Bala não é dinheiro”, os estudantes fizeram o pagamento na mesma proporção da utilizada pela padaria: cada bala valia R$ 0,10. E o estabelecimento aceitou fazer as trocas.

O protesto foi organizado via Facebook pela aluna Helena Allegro, do oitavo ano. Segundo a colunista, mais de cem alunos combinaram o “levante”. Quatro foram contra –para eles, era mais importante discutir assuntos mais sérios, como o que acontece na Líbia e no Japão.

Para conseguir reunir todo mundo, foi criado, no site, o evento "Pagar a Codavonga em Balas". A descrição do evento é bastante direta: "Durante toda a semana que vem, vamos pagar tudo que compramos na padaria em balas em vez de dinheiro, porque afinal, isso que eles fazem com a gente. Se você não quiser, tente pelo menos recusar o famoso "troco em bala", que eles dão como se fosse a coisa mais normal o mundo. Caso alguém não saiba, um estabelecimento é obrigatório a ter troco EM DINHEIRO. Faça o possível para se recusar à este (sic) roubo. Obrigada." O evento teve 96 confirmações, 18 "talvez" e 16 "ausentes".

O gerente da padaria Covadonga, alvo do protesto, diz que ficou “surpreso” e negou que desse balas como troco. De acordo com Ronaldo Antinhani, responsável pelo local, para suprir a falta de moedas são oferecidas balas, mas ninguém é obrigado a aceitar. Obrigar o cliente a aceitar outra forma de pagamento de troco que não seja dinheiro é crime.

Um aluno ainda foi “flagrado” saindo da padaria com uma garrafa do uísque Chivas Regal, avaliado em R$ 120. A garrafa foi recuperada cinco minutos depois por um funcionário.

O protesto estava previsto para acontecer durante toda a semana, mas foi suspenso, segundo um recado de Helena no Facebook, por estar dando "muita confusão". Para a próxima sexta-feira (8), eles estão combinando um boicote à padaria -a convocação é para que todos levem lanche de casa ou comprem em outro lugar.

retirado do site: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/05/cansados-de-receberem-troco-em-balas-alunos-de-colegio-em-sp-pagam-padaria-com-doces.jhtm

SP oferece bolsas de estudo de mestrado e doutorado para docentes da rede estadual

Da Redação*
Em São Paulo
A secretaria de Estado da Educação está com inscrições abertas para professores, supervisores e diretores da rede estadual interessados em pleitear bolsas de estudo para cursos de pós-graduação stricto sensu. Neste ano, são oferecidas bolsas de R$ 1.300 para mestrado e de R$ 1.600 para doutorado. Segundo a pasta, o valor foi ampliado em 64,5% para mestrado e em 102,5% para doutorado; até o ano passado, o benefício mensal para ambos os níveis era de R$ 790.


O cadastramento deve ser feito no site do Projeto Bolsa Mestrado/Doutorado (http://bolsamestrado.edunet.sp.gov.br/), até o dia 5 de maio. Para participar, os educadores devem ter no mínimo três anos de atuação no cargo, ser efetivos e atender aos demais requisitos do projeto (confira lista abaixo).


Aqueles que já estiverem cursando a pós-graduação também podem se inscrever. Nesse caso, receberão bolsa proporcional ao tempo de curso (sem efeito retroativo), com base no prazo de conclusão estipulado pela secretaria, que é de até 30 meses para o mestrado e até 54 meses para o doutorado. Um docente que cursa o mestrado há 10 meses, por exemplo, terá direito ao benefício pelo período máximo de 20 meses.



Neste ano, a avaliação dos projetos será feita por comissões de pareceristas nas 91 diretorias de ensino do Estado. Antes, a análise era feita por uma única comissão, centralizada na Secretaria. Com a mudança, o processo de concessão das bolsas será agilizado, de acordo com a secretaria. Desde 2004, quando teve início o bolsa mestrado/doutorado, 3.477 trabalhos foram inscritos e aprovados, e 2.246 foram concluídos.

Regras
Para pleitear a bolsa, os professores devem atender aos seguintes requisitos:

•ser titular de cargo efetivo;
•ter sido considerado estável nos termos da Constituição Federal;
•ser portador de licenciatura plena;
•estar em efetivo exercício em unidade da rede pública estadual;
•ter sido admitido como aluno regular em curso de pós-graduação, em nível de mestrado ou doutorado, reconhecido/recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, na disciplina do cargo ou em educação;
•enquanto receber o benefício da SEE, não usufruir de nenhum tipo de bolsa para curso de pós-graduação de mestrado ou doutorado, concedida por órgão público;
•não ter sofrido penalidade em procedimento administrativo disciplinar nos últimos cinco anos;
•não se encontrar em regime de acumulação remunerada de cargos ou de cargo/função/emprego públicos;
•estar distante da aposentadoria a pelo menos cinco anos, quando se tratar de curso de mestrado, e nove anos, quando se tratar de curso de doutorado;
•autorizar no respectivo termo de compromisso que a SEE torne pública a íntegra ou partes do trabalho acadêmico produzido, renunciando consequentemente a qualquer reivindicação de direito autoral.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/04/sp-oferece-bolsas-de-estudo-de-mestrado-e-doutorado-para-docentes-da-rede-estadual.jhtm

Federal do RS descumpre meta de aumento de vagas e alunos ficam sem prédios e professores

Especial para UOL Educação
Em Porto Alegre
Três anos e meio depois de aprovar sua adesão ao Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), as obras e contratações de professores prometidas pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) ainda não saíram do papel.

A expectativa de contratar 410 novos professores esbarrou nos cortes orçamentários do governo federal. Até o início de 2011, 240 foram nomeados. A construção de novos prédios, especialmente para os cursos de engenharia, também não começou.

Segundo dados oficiais da reitoria da UFRGS, as obras de engenharia estão com os cronogramas atrasados em mais de dois anos. O primeiro prédio será entregue apenas no final do ano, com 24 salas de aula capazes de abrigar mais de 400 estudantes.

"Nós defendemos a adesão ao Reuni, mas estamos só razoavelmente satisfeitos”, disse o presidente da Adurgs (Associação dos Docentes da UFRGS), Celso Scherer. Segundo o professor, há preocupação com os cortes orçamentários e com a baixa velocidade das reformas. Para Scherer, é importante “fazer as mudanças” com mais rapidez.

Ele cita como exemplo a baixa densidade de estudantes na universidade federal, que concentra cerca de 30% das vagas de ensino superior no Rio Grande do Sul. No passado, esse índice já superou a metade do número de estudantes universitários. Com menos alunos, os investimentos acabam minguando, diz o professor.

Outra preocupação é com a média de estudantes por professor. Na prática, a UFRGS está dentro da meta do Reuni de limitar essa densidade a 18 estudantes, mas em alguns cursos é possível encontrar salas de aula com mais de 70 alunos. No curso de Relações Internacionais, segundo informação do DCE (Diretório Central de Estudantes), muitos estudantes ssistem às aulas de pé por falta de cadeiras.

“Há muitos problemas de infraestrutura, especialmente no Campus do Vale [afastado cerca de 20 km do centro da cidade]. Somos favoráveis à ampliação de vagas, desde que haja verbas para manter a condição de ensino desses estudantes”, reclamou Caio Dorsa, da comissão executiva do DCE.

Segundo ele, falta espaço para livros nas bibliotecas, faltam computadores nos laboratórios de informática e as bolsas de graduação, que auxiliam na manutenção de 1,6 mil alunos, foi reajustada em R$ 20. Deveria, segundo aas contas do DCE, estar em pelo menos R$ 450. Foi fixada pela Reitoria da Ufrgs, entretanto, em R$ 380.

Além disso, a criação de 12 novos cursos está longe de ser uma realidade. Estudantes do programa de Políticas Políticas, uma das graduações oferecidas a partir do início do ano letivo de 2010 como parte do Reuni, reclamam que se transformaram em “alunos-nômades” – vinculados ao Departamento de Sociologia, têm aulas também nos cursos de Economia e Educação, localizados no Campus Central.

“Não temos espaço para construir um Centro Acadêmico, não temos cadastro para estágio e muitas disciplinas que fazem parte do currículo não foram oferecidas porque não há professores”, protestou o acadêmico Ricardo Souza Araújo, 20 anos.

O problema, segundo ele, ocorre com várias matérias, como Políticas Ambientais, Políticas de Emprego e Administração. As disciplinas fazem parte do currículo desde o primeiro semestre do curso, que começou em março de 2010, mas nunca foram oferecidas aos 85 alunos regulares da graduação.

A mesma situação envolve outros cursos novos, como Engenharia de Automação, Serviço Social e Biotecnologia.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/04/federal-do-rs-descumpre-meta-de-aumento-de-vagas-e-alunos-ficam-sem-predios-e-professores.jhtm

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Professor de escola islâmica é acusado de espancar até a morte aluno de 7 anos

BBC Brasil
A polícia da Malásia está investigando um professor de uma escola islâmica acusado de espancar até a morte um aluno de 7 anos.

Na quinta-feira, o estudante Saiful Syazani Saiful Sopfidee teria tido suas mãos amarradas a uma janela e teria sido espancado por duas horas, após ter sido acusado de roubar o equivalente a R$3,70 de um colega.

Na sexta-feira, o menino deu entrada em um hospital com múltiplos ferimentos na cabeça e havia sofrido uma hemorragia interna.

Após ter entrado em coma, ele foi transferido para a unidade intensiva do hospital.

No domingo, ele acabou morrendo, em decorrência dos ferimentos sofridos.

O pai da criança disse ter ficado chocado ao ver o corpo do menino, cujo rosto estava coberto por hematomas.

O professor de 26 anos se entregou para a polícia na sexta-feira e poderá ser acusado de assassinato, crime que pode ser punido com a pena de morte por enforcamento.

Os jornais da Malásia disseram que o episódio foi o maior caso de violência nas escolas nos últimos 15 anos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/bbc/2011/04/04/professor-de-escola-islamica-e-acusado-de-espancar-ate-a-morte-aluno-de-7-anos.jhtm

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