sexta-feira, 1 de abril de 2011

Educação integral é fundamental para melhorar qualidade da educação, diz Unicef

Sarah Fernandes

As práticas de educação em perspectiva integral são fundamentais para melhorar a qualidade da educação. Isso porque elas articulam diferentes áreas de conhecimento, o que pode despertar mais interesse dos alunos e envolver a família na vida escolar.

A avaliação é da coordenadora do Programa de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Maria de Salete Silva, que participou do Seminário Internacional de Educação Integral, promovido pela Fundação Itaú Social e pelo Unicef, na última terça-feira (29/3), em São Paulo (SP).

“A educação integral tem o ganho de não ser uma ação isolada. Ela articula mais de uma área do conhecimento e permite que a interferência do conteúdo ensinado na vida do aluno seja maior”, afirmou. “Ela não é uma solução, mas é uma estratégia fundamental para melhorar a qualidade da escola. Isso se a educação for tratada em uma perspectiva integral e não apenas em tempo integral”.

A articulação entre os projetos permite que alunos e familiares se envolvam mais com as atividades escolares, observou Maria. “As escolas precisam chamar as famílias pobres e mostrar para elas que ter acesso à educação é um direito. E acesso não é só vaga ou entrega de material. É educação de qualidade, com infraestrutura e professor motivado”.

A coordenadora ressaltou que, por essas características, a educação integral facilita o aprendizado e colabora para manter o aluno na escola. “Ela ajuda na reflexão e na convivência com outros projetos. Isso faz com que a escola seja entendida como um espaço formador”.

O número de escolas nessa modalidade deve aumentar com a aprovação do novo Plano Nacional de Educação, de acordo com a professora da Universidade Federal do Paraná, Yvelise Arco-Verde, mediadora da palestra “Educação Integral: Experiências que transformam”, que ocorreu durante o Seminário.

“O forte do Plano é pensar na universalização da escola de tempo integral com educação integral”, avaliou. “O que trabalhamos com educação integral desde Anísio Teixeira até hoje foram projetos pontuais, que terminam e não têm continuidade. Com o Plano, ela será trabalhada como política pública”.

O documento aguarda votação no Congresso Nacional desde o final ano passado.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/gecispegic.mmp

Foco no território e aprimoramento de parceria promovem educação integral

Desirèe Luíse
Foco no território e o aprimoramento de parcerias foram dois pontos indicados como importantes para promover educação integral no Brasil, além da valorização de saberes e aprendizagens. Os dados são da pesquisa “Perspectivas da Educação Integral”, lançada nesta quarta-feira (30/3), em São Paulo (SP), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Fundação Itaú Social.

O levantamento analisou 16 experiências brasileiras de educação integral, desenvolvidas por redes de ensino municipal, estadual e por organizações da sociedade civil. O objetivo foi adquirir informações sobre a implantação dos programas e sobre as estratégias utilizadas.

As instituições têm trabalhado com o foco no território, descobrindo o que há de interessante no entorno da escola que possa ser oferecido como complemento ao aprendizado do aluno. “Tanto que muitas das experiências adotam a metodologia do bairro-escola e da cidade educadora”, afirmou Maria Estela Bergamin, gerente de projetos do Cenpec, instituição que coordenou tecnicamente a publicação.

As instituições também têm pensado em novas formas de gestão. Essa é uma das tendências para atuar na formação ampliada de crianças e adolescentes, segundo o relatório. “A educação integral requer a construção de uma rede de parcerias complexa. Não pode ser desenvolvida somente por um setor específico. Parcerias são essenciais, mas devem ser feitas quando há compartilhamento das mesmas intensões”, completou Maria Estela.

Para investir em uma educação articulada com diversas áreas do conhecimento, a gerente do Cenpec apontou que é necessário incluir os saberes da família e da comunidade na política pedagógica das escolas, tomando como ponto de partida o dia-a-dia dos estudantes.

De acordo com a pesquisa, arte e cultura continuam sendo as áreas de maior enfoque das atividades ligadas a educação integral. Em seguida vêm esportes e educação no mundo digital. Além disso, um ponto comum dos projetos analisados é que todos são implantados em locais de vulnerabilidade social, com a perspectiva da equidade.

Desafios

Durante o lançamento da pesquisa, a coordenadora de projetos da Fundação Itaú Social, Márcia da Silva Quintino, apontou os desafios da educação integral. Para ela, além de responder às demandas de gestão, é essencial investir na formação dos educadores. “Com este tipo diferenciado de educação, os muros da escola serão ampliados. Precisamos de flexibilidade e atenção para esses novos educadores”, disse.

A necessidade de reorganizar tempos, espaços e conteúdos foi outro desafio lembrado. “Buscar modos mais abertos de funcionamento para as instituições educativas, estabelecendo uma ponte entre local e global. A educação deve ser voltada para um mundo complexo e em constante mudança”, alertou Márcia.

“É possível trabalhar estratégias para desenvolver a capacidade dos alunos de adquirirem a tolerância à diversidade, por exemplo. O que evitaria casos de racismo e violência doméstica”, finalizou Maria Estela.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/wripreswuc.mmp

Justiça condena colégio do Rio de Janeiro a indenizar em R$ 35 mil aluna que sofreu bullying

Da Redação
Em São Paulo
colégio particular do Rio de Janeiro, o Nossa Senhora da Piedade, foi condenado pela Justiça a pagar R$ 35 mil de indenização à família de uma aluna que sofreu bullying. Segundo os pais da garota, ela sofria agressões desde março de 2003, quando ainda tinha sete anos.

De acordo com o relatado no processo, a menina foi espetada na cabeça por um lápis, além de ter sido agredida com socos, chutes, palavrões, gritos no ouvido e xingamentos. A criança, dizem os pais, passou a ter medo de ir à escola, além de insônia, medo noturno, enxaqueca e outros sintomas, precisando tomar antidepressivos. No final do ano, ela saiu da escola.

O colégio diz que tomou “todas as medidas necessárias” no caso, mas não afastou os alunos envolvidos da escola. Segundo a instituição, eles foram acompanhados por psicólogos e tiveram os pais chamados no local. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, documentos comprovam outros casos de agressão. O UOL Educação entrou em contato com o colégio e aguarda retorno.

A Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio entendeu, no entanto, que houve dano moral e que a responsabilidade é da escola –já que, na ausência dos pais, é ela quem tem que manter a integridade física dos alunos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/01/justica-condena-colegio-do-rio-de-janeiro-a-indenizar-em-r-35-mil-aluna-que-sofreu-bullying.jhtm

Piora no resultado das escolas paulistas faz bônus por desempenho ter menor valor total desde 2009

Rafael Targino
Em São Paulo
da gestão tucana na educação paulista, o bônus por desempenho pago a professores, diretores e outros profissionais da área no Estado terá o menor valor total desde que os pagamentos começaram, em 2009. A própria Secretaria da Educação admite que a redução foi causada pela piora dos resultados das escolas do Estado. O dinheiro cai nas contas nesta quinta-feira (31).
Neste ano, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) vai gastar R$ 340 milhões em bonificações a 190 mil funcionários. No ano passado, o então governador José Serra (PSDB), pouco antes de renunciar ao cargo para disputar a Presidência da República, usou R$ 655 milhões para pagar 210 mil professores. Em 2009, foram R$ 590 milhões para 196 mil.

O valor pago depende do desempenho de cada escola no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), que é uma espécie de “nota” da unidade. O índice, por sua vez, também depende do resultado dos alunos no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). Há metas a serem cumpridas e as faltas dos profissionais são descontadas.

No último Idesp, só houve aumento na nota dos anos iniciais do ensino fundamental, que subiu de 3,86 para 3,96, em uma escala que vai até dez. No ensino médio, a nota do ano passado caiu de 1,98 em 2009 para 1,81; nos anos finais do fundamental, houve um recuo de 2,84 para 2,52.

Em 2010, 142 mil professores vão receber até R$ 2,5 mil, mas o valor supera os R$ 8 mil para 2,7 mil docentes.

retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/31/piora-no-resultado-das-escolas-paulistas-faz-bonus-por-desempenho-ter-menor-valor-total-desde-2009.jhtm

Programa vai capacitar 100 mil mulheres de baixa renda até 2014

Portal do MEC
Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia, por meio do programa Mulheres Mil, têm a meta de capacitar 100 mil mulheres para o trabalho até 2014. Serão atendidas mulheres desfavorecidas de todas as regiões brasileiras. O programa permite o acesso à educação profissional e à elevação da escolaridade, de acordo com as necessidades educacionais de cada comunidade e a vocação econômica regional.

O projeto-piloto, realizado em parceria com universidades (colleges) canadenses, já atendeu mais de mil mulheres das regiões Nordeste e Norte. “Com mais essa ação, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica integra-se ao projeto governamental de erradicação da miséria absoluta, além de contribuir para o rompimento de um ciclo de violência, do qual muitas mulheres são vítimas no país”, disse a diretora de articulação e projetos especiais da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, Patrícia Barcelos. “O Mulheres Mil melhora a autoestima, resgata direitos e ainda garante às participantes a possibilidade de adquirir uma fonte de rendimento e uma formação.”

A partir deste ano, o programa Mulheres Mil passa a contar com um centro de referência nacional, em implantação no campus avançado de Taguatinga do instituto federal de Brasília. Naquele espaço serão treinados os gestores responsáveis pela implementação das novas unidades a serem criadas pelo país.

O alcance do programa não se restringirá ao Brasil. Estão em andamento parcerias com países de língua portuguesa, como Moçambique. Já são parceiros a Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) e a Associação dos Colleges Comunitários Canadenses (ACCC), do Canadá.

Assessoria de Imprensa da Setec, com informações do Instituto Federal de Brasília



Palavras-chave: institutos federais, rede federal, Mulheres Mil

Rede certificadora contempla as primeiras trabalhadoras

Portal do MEC
Quatro trabalhadoras de Florianópolis são as primeiras em todo o país a ter a experiência adquirida ao longo da vida reconhecida pela Rede Certific, desenvolvida pelos ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. Uma delas é Luciane Aparecida Dias, 37 anos, que recebeu a certificação de auxiliar de cozinha no campus Continente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina.

Há mais de 15 anos sem estudar — parou para cuidar dos irmãos —, Luciane buscou o reconhecimento adquirido ao longo dos 18 anos de trabalho. “O programa incentiva os alunos a correrem atrás das oportunidades”, afirma. Pouco tempo após a certificação, ela conseguiu vaga em um restaurante em Santa Catarina.

Marilene da Silva Pontes, Kassiane Aparecida Ramos e Vânia Dias da Rosa também foram certificadas pelo instituto, como camareiras. O processo de validação, feito em aproximadamente três meses, prevê entrevista da candidata como uma equipe composta por pedagogo, psicólogo, assistente social e especialista da área e testes práticos. “É um trabalho lento, em função do grande número de etapas, da interdisciplinariedade que as mesmas exigem e do atendimento individual”, explica Emanoelle Fogaça Marcos, coordenadora da comissão da Rede Certific no campus Continente.

A rede, que em 2010 recebeu quase cinco mil inscrições, está presente em 37 campi de 19 institutos federais das cinco regiões brasileiras. São validados conhecimentos profissionais nas áreas de música, construção civil, turismo e hospitalidade, eletroeletrônica e pesca.

Danilo Almeida

Palavras-chave: instituto federal, validação, Rede Certific

Ministro reafirma compromisso com investimento na expansão

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, reafirmou nesta sexta-feira, 1º de abril, o compromisso com a continuidade da expansão da educação profissional no Brasil. “Da mesma forma que ampliamos o acesso à educação superior, com programas como Reuni, ProUni e Fies, temos de fazer o mesmo com a educação profissional”, disse o ministro, durante reunião com integrantes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em Brasília.

Para alcançar esse objetivo, segundo Haddad, é preciso investir ainda mais na expansão dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia e em ações como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), ainda em fase de elaboração. Haddad citou, também, a articulação do governo federal com as entidades que compõem o sistema S, como Sesi, Senai, Sesc e Senac.

“O alinhamento de esforços permite criar um sistema articulado de educação”, ressaltou. Na visão do ministro, a rede de educação profissional é vista como prioridade nacional, tanto pelo governo federal quanto por estados e municípios.

Letícia Tancredi
Palavras-chave: educação profissional, rede federal, Conif

Competição recebe inscrições na busca de novos talentos

Portal do MEC
Professores e alunos interessados em participar da 33ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) têm até o dia 30 de abril para se inscrever. A competição, que é realizada desde 1979, é dirigida a estudantes de instituições públicas e particulares, do sexto ao nono ano do ensino fundamental, ensino médio e graduação.

A olimpíada é um projeto conjunto da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCTMat).

As escolas interessadas em participar das olimpíadas devem se cadastrar na página do projeto. Instituições de ensino públicas e particulares competem em quatro níveis ¬– o primeiro para alunos do sexto e sétimo anos do fundamental; o segundo para oitavo e nono anos; o terceiro para o ensino médio, e o nível universitário para estudantes de graduação.

Para a primeira fase, que será realizada em 18 de junho, o professor responsável de cada escola receberá a prova enviada diretamente da Secretaria da OBM. As provas devem ser aplicadas pelos colégios participantes no sábado, às 14h (horário de Brasília). A segunda fase está marcada para 3 de setembro e a terceira e última fase para os dias 15 e 16 de outubro.

A competição desempenha um importante papel relacionado à melhoria do ensino e à descoberta de talentos para a pesquisa em matemática, como o doutorando em matemática Samuel Barbosa Feitosa, 25, que participou da olimpíada entre 2000 e 2003 no nível médio e até 2007 no universitário.

Samuel é graduado e mestre em matemática pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro. Medalha de ouro em 2006, ele afirma que a competição o ensinou a buscar o conhecimento. “A olimpíada influenciou minha imersão em ambiente extremamente estimulante para meu espírito científico, a aprender algo que não é ensinado na escola”, disse. “Durante todo o período que estive na escola, éramos constantemente instigados a aguçar nossa curiosidade e correr atrás de informação.”

Samuel atribui à olimpíada, que na edição 2010 contou com mais de 350 mil participantes de 8200 escolas, um papel relevante na formação do professor. “Durante os anos da minha graduação, atuei como professor em diversas escolas de Fortaleza e pude constatar a força das boas práticas educacionais oriundas do treinamento para olimpíadas. A empolgação dos alunos contagiava os professores que acabavam buscando melhores qualificações e diretores se aproximavam dos alunos para entenderem como melhorar o desempenho deles”, disse o doutorando.

Os interessados em participar das olimpíadas devem se cadastrar na página do projeto. A primeira fase será em 18 de junho, a segunda, em 3 de setembro e a terceira e última fase, nos dias 15 e 16 de outubro.

Os resultados serão divulgados em dezembro e os vencedores serão convidados a participar da 15ª Semana Olímpica, evento a ser realizado em janeiro de 2012. Além das medalhas e prêmios, os vencedores participam do processo de seleção para formar as equipes que representam o Brasil nas diversas olimpíadas internacionais de Matemática.

Diego Rocha

Acesse a página da Olimpíada de Matemática

Palavras-chave: ensino básico, olimpíada de matemática, obmep

Poema célebre de João Cabral tem versão em desenho animado

Portal do MEC

O mais célebre poema de João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina, ganhou versão em desenho animado. A saga do retirante Severino, “aquele da Maria do Zacarias, lá da serra do Costela, limites da Paraíba”, foi ilustrada pelo cartunista pernambucano Michel Falcão. A animação, também transformada em quadrinhos, entra na grade de programação da TV Escola nesta segunda-feira, 4.

“Estamos falando de uma das maiores representações da literatura brasileira”, destacou Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. “Essa é uma possibilidade de estudantes de todo o país conhecerem, de forma lúdica, uma obra dessa importância.”

Em pouco menos de 55 minutos, a animação dá vida ao texto original – sem nenhuma alteração – de João Cabral de Melo Neto, em desenhos feitos a bico de pena. Com o uso de tecnologia 3D (três dimensões), a animação é resultado de uma parceria com a Fundação Joaquim Nabuco.

Escrito entre 1954 e 55, o poema, considerado um marco na literatura nacional, narra a trajetória de um migrante nordestino até a cidade de Recife, ainda hoje a mais próspera da região. Com fortes elementos de crítica social, o texto já foi tema de teatro, música, filme, seriado de TV e, mais recentemente, de história em quadrinhos, também ilustrada por Michel Falcão.
O próprio João Cabral de Melo Neto disse, em entrevista citada no prólogo

da versão em quadrinhos, que do poema “Já se tinha feito de tudo; não seria, por conseguinte, de estranhar que qualquer dia alguém inaugurasse um edifício chamado Morte e Vida Severina, pois o poema é como uma espécie de babaçu que tem mil e uma utilidades.”

A TV Escola pode ser assistida no canal 112 da SKY, 694 da Telefônica TV Digital, 123 da Via Embratel, pela antena parabólica analógica, na horizontal, frequência 3770 e digital banda C Vertical, frequência 3965 e também pela página eletrônica da emissora. A animação de Morte e Vida Severina também pode ser assistida pela internet, na página eletrônica da TV Escola.

Ana Guimarães
Palavras-chave: TV Escola

quinta-feira, 31 de março de 2011

Frango vencido que seria usado em merenda é apreendido

ELIDA OLIVEIRA
DE SÃO PAULO

Cerca de 200 kg de frango com o prazo de validade vencido foram apreendidos nesta quarta-feira em Aguaí (a 193 km de SP). A carne seria usada na preparação da merenda escolar destinada a 7.000 alunos das redes municipal e estadual da cidade.

De acordo com a Polícia Civil em Aguaí, a denúncia foi feita por vereadores que estiveram na cozinha piloto, onde as refeições são preparadas, nesta manhã. A polícia foi chamada e confirmou a denúncia. Os frangos tinham datas de validade diferentes, mas todos venciam no mês de fevereiro.

A carne foi apreendida pela Vigilância Sanitária, e parte do material foi encaminhado à perícia, de acordo com o delegado Alessandro Serrano Morcillo.

A polícia abriu um inquérito para apurar as responsabilidades criminais sobre o caso, como quem fez a compra do frango, quem recebeu a carne e quem autorizou a utilização do ingrediente na merenda. O delegado Morcillo disse que há pelo menos a infração do Código de Defesa do Consumidor, que diz ser impróprio para o consumo qualquer alimento vencido.

A Prefeitura de Aguaí informou que os frangos foram comprados da rede de supermercados Marino, com três lojas na cidade e uma na vizinha São João da Boa Vista. Segundo a prefeitura, a carne já estava vencida. Uma sindicância interna foi instaurada para apurar as responsabilidades.

A Vigilância Sanitária fez uma inspeção no supermercado nesta manhã e encontrou carnes em locais inadequados. O supermercado foi interditado.

A empresa Rigor Alimentos, que vendeu os produtos ao supermercado, informou que fez uma venda de frango resfriado em fevereiro deste ano e que o alimento tem prazo de validade de 15 dias. De acordo com a empresa, pode ter havido falha na armazenagem do produto.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/896119-frango-vencido-que-seria-usado-em-merenda-e-apreendido.shtml

Para sindicato, mudança de funcionários para escritórios fora da USP é para "desmobilizar" oposição

Ana Okada
Em São Paulo
A transferência de funcionários da USP (Universidade de São Paulo) para escritórios fora da Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, é o atrito mais recente entre reitoria e funcionários.

De acordo com Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo), cerca de 1.500 funcionários que ficavam nos prédios das chamadas "nova" e "antiga" reitoria foram remanejados para prédios fora do campus sem que houvesse discussão prévia sobre isso na comunidade acadêmica. Na prefeitura do campus, 500 servidores foram para outros prédios dentro da Cidade Universitária. Para Carvalho, "o objetivo é desmanchar um setor que é combativo" em greves e paralisações.
As contas da reitoria trazem outros números. Segundo sua assessoria de imprensa, foram remanejados somente 425 servidores, sendo 125 para o Centro Empresarial, localizado no bairro de Santo Amaro, na zona sul da cidade, e 300 para outros locais fora do campus. Os últimos têm previsão de retornarem à Cidade Universitária após a conclusão de obras anunciadas no início do ano, tais como um centro de convenções, um centro de difusão internacional e a reforma do Anfiteatro Camargo Guarnieri.

Para Carvalho, essas ações são "parte de um projeto estratégico" que visa "desmanchar" serviços que não estejam ligados a ensino e pesquisa, terceirizando-os no futuro. Como exemplo disso, ele cita o número de funcionários contratados na prefeitura: "A prefeitura tinha 1.700 funcionários nos anos 90, e hoje tem 500. A universidade cresceu, o natural seria que o pessoal aumentasse."

Falta de democracia
A "briga" entre Rodas e as entidades de trabalhadores da instituição começou na última greve de servidores, quando as três universidades paulistas quebraram a isonomia salarial que havia entre professores e funcionários, dando aumento somente para os docentes. Processos sofridos pelo Sintusp e por estudantes devido à ocupação da reitoria também preocupam o sindicato. "Queremos preparar a maior luta da história da Universidade", afirmou Carvalho.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/31/para-sindicato-mudanca-de-funcionarios-para-escritorios-fora-da-usp-e-para-desmobilizar-oposicao.jhtm

Medidas impopulares isolam reitor da USP

Ana Okada
Em São Paulo
da USP (Universidade de São Paulo), João Grandino Rodas, está isolado politicamente entre os setores da universidade. A popularidade do dirigente de uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil está em baixa entre funcionários, professores e estudantes.

Sempre fez parte do jogo político a reitoria ter oposição do sindicato dos trabalhadores, o Sintusp, enfrentar disputas com a associação dos professores, a Adusp, e receber reivindicações de eleições diretas para reitor feitas pelos estudantes, por meio do DCE (Diretório Central de Estudantes) e pelos centros acadêmicos. No entanto, uma série de decisões tomadas por Rodas tem deixado a relação mais tensa.

A rejeição ao reitor é "unanimidade", diz o diretor do Sinstusp, Magno de Carvalho: "Em 33 anos de USP, nunca vi isso. Nunca tivemos rejeição assim entre funcionários como estamos tendo agora; até quem nunca reclamou, agora, reclama."

Outra queixa é que falta "discussão e democracia", segundo as entidades. Procurada pelo UOL Educação desde que Rodas assumiu o posto, a assessoria de imprensa disse que o reitor não tem tido "agenda disponível". João Grandino Rodas foi empossado em janeiro de 2010. A escolha por seu nome foi uma decisão do então governador José Serra (PSDB-SP) e desrespeitou a votação dos conselhos da universidade, em que Rodas ficou em segundo lugar.

Na época da posse, Rodas assumiu prometendo mais diálogo. "Universidade é, por definição, diversidade e debate de ideias", disse. A USP havia passado pelo confronto entre policiais e estudantes em junho de 2009 -- algo inimaginável num cenário de defesa da diversidade do pensamento e do debate como é a instituição.

Decisões tomadas "na calada da noite"

Há alguns fatos que têm deixado o clima mais pesado na USP, como a demissão de funcionários aposentados que estavam na ativa (feita em período de férias), a transferência de alguns servidores para escritórios fora da Cidade Universitária (sem a consulta aos funcionários) e o desalojamento de grupos de estudos (sem garantias de que eles terão outra locação para suas atividades).

"Essa mudança para outros prédios nos surpreende. Mudar funcionários para locais com 10 ou 15 km de distância da Cidade Universitária é uma medida autoritária e, aparentemente, desnecessária", diz o presidente da Adusp (Associação dos docentes da Universidade de São Paulo), João Zanetic.

O valor dos imóveis que serão utilizados pela administração da USP fora do campus foi questionado tanto pelo Sintusp quanto pela Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), que convocou o reitor na semana passada para responder a reclamações de gasto de dinheiro público sem necessidade e ausência de transparência e diálogo.

Rodas não compareceu e enviou um representante, que não se pronunciou e saiu antes do término da seção, pois teria sido ofendido pelos participantes.

Documento apresentado na audiência mostrava que o valor dos locais utilizados fora do campus é de mais de R$ 35 milhões. "Achamos absurdos esses valores, e é tudo muito estranho, não sabemos se isso foi aprovado no CO (Conselho Universitário)", diz Carvalho. Segundo informativo da universidade, a USP arcou apenas com "gastos de manutenção e de segurança", sem informar o valor da operação.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/31/medidas-impopulares-isolam-reitor-da-usp.jhtm

quarta-feira, 30 de março de 2011

Há e havia: uma questão de aspecto

Por Thaís Nicoleti

O verbo “haver”, na sua forma impessoal, pode exprimir a passagem do tempo. É por isso que dizemos, por exemplo, que algum fato ocorreu há dez anos (não “a dez anos”).

É o verbo “haver”, não a preposição “a”, que indica tempo decorrido.

Esse não é, entretanto, o único problema relacionado ao emprego do verbo “haver”na expressão de tempo decorrido. O tempo do verbo pode exprimir diferentes nuances de significado.

A forma “há”, do presente do indicativo, preserva o aspecto pontual da ação, ou seja, ao dizermos que algo ocorreu há dez anos, informamos que essa ocorrência se deu dez anos antes do momento em que se fala.

Se, porém, empregarmos a forma “havia”, de pretérito imperfeito do indicativo, conferiremos à ação o aspecto durativo, próprio desse tempo verbal. Ao dizermos que “o gás vazava havia dois dias”, informamos que a ação de vazar durou dois dias, ou seja, o gás vazou durante dois dias. Normalmente, a forma “havia” aparece nas orações cujo verbo também está no pretérito imperfeito do indicativo (“vazava havia dois dias”).

Dito isso, observemos o que ocorre no fragmento abaixo:

“Na Alemanha, os democratas-cristãos de Angela Merkel perderam a riquíssima região de Baden-Württemberg para os verdes e sociais-democratas. Isso não é uma derrota. É uma hecatombe: os democratas-cristãos governavam o reduto há seis décadas.”

Dizer que os democratas-cristãos governavam o reduto há seis décadas equivale a dizer que, há 60 anos, contados a partir de hoje, eram os democratas-cristãos que governavam o local. Ocorre, porém, que o contexto nos permite compreender que a ideia era outra. A “hecatombe” a que se refere o autor só se explica pelo fato de os democratas-cristãos terem permanecido no poder durante os 60 anos anteriores. Verifica-se, portanto, que a forma verbal adequada seria “havia”, não há”, nesse contexto. Veja, a seguir, o texto reformulado:

Na Alemanha, os democratas-cristãos de Angela Merkel perderam a riquíssima região de Baden-Württemberg para os verdes e sociais-democratas. Isso não é uma derrota. É uma hecatombe: os democratas-cristãos governavam o reduto havia seis décadas.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ha-e-havia-uma-questao-de-aspecto.jhtm

MEC adia planos e vai aplicar duas provas do Enem por ano somente em 2012

Rafael Targino
Em São Paulo
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá duas edições somente a partir de 2012, com provas em maio e outubro. Conforme o UOL Educação apurou, o MEC (Ministério de Educação) já descartou duas edições da prova neste ano.

A realização de duas provas por ano havia sido apontada pelo ministro Fernando Haddad como uma maneira de reduzir os seguidos problemas que o Enem vem enfrentando. O MEC cogitava a possibilidade de aplicar os dois exames já em 2011. A licitação com a gráfica que imprime o Enem permitia que isso acontecesse agora -já que o contrato foi assinado para a realização de duas provas.

A presidente do Inep, (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, comunicou a novidade a instituições de ensino superior durante reunião no dia 22 de março. O exame deve continuar nacionalizado.

Na última edição, houve erros de impressão em cadernos de prova e as folhas de resposta vieram com os cabeçalhos trocados. Esses erros provocaram uma batalha judicial que só foi encerrada após uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em 2009, a prova vazou e o exame precisou ser cancelado dois dias antes da realização.

Em janeiro, em entrevista ao UOL Educação, Malvina havia dito que uma ampliação do Enem “poderia incluir” os dois exames. Ela afirmou que, nos últimos dois anos, a prova foi utilizada como “projeto piloto”. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", disse.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/30/mec-adia-planos-e-vai-aplicar-duas-provas-do-enem-por-ano-somente-em-2012.jhtm

MEC investe em fiscalização do uso de recursos para educação

Portal do MEC
O Ministério da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) incrementaram, nos últimos anos, o controle dos repasses de recursos federais para a execução de programas e ações educacionais em todo o país. Além de um detalhado plano anual de auditoria in loco em estados e municípios, da elaboração de um manual de auditoria interna e de um estrito código de ética do servidor da auditoria, foi desenvolvido um sistema informatizado voltado exclusivamente ao controle das contas públicas.

O sistema contempla todas as fases da auditoria, desde o recebimento da denúncia ou demanda, passando pelo planejamento, execução até o acompanhamento do envio de tomada de contas especial ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“Com essas ferramentas, foi possível atingir níveis de fiscalização inéditos. No biênio 2009-2010, foram auditados in loco cerca de R$ 1,04 bilhão”, afirma o auditor-chefe do FNDE, Gil Loja.

No período 2009-2010, a dotação orçamentária do FNDE alcançou cerca de R$ 46 bilhões. Desse total, R$ 13,1 bilhões referiam-se ao salário-educação, repassados diretamente aos estados e seus municípios, não cabendo fiscalização pela autarquia. Outros R$ 11,7 bilhões foram relativos ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), cuja fiscalização cabe exclusivamente à Controladoria Geral da União (CGU), conforme decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Foram efetuadas 653 auditorias in loco de diferentes ações e programas educacionais em todo o país. Essas auditorias resultaram em 113 apurações de desvios de recursos, enviadas pelo FNDE ao Ministério Público Federal. E, principalmente, resultaram em maior esclarecimento e informação dos gestores municipais envolvidos com a educação, que se tornaram mais habilitados a lidar com os recursos públicos após o contato com a auditoria interna do FNDE e as diversas capacitações realizadas pela autarquia.

TCEs – Outra consequência do trabalho de controle desenvolvido pelo FNDE-MEC foi a instauração de 609 tomadas de contas especiais, um número que corresponde a cerca de 20% das 3.086 tomadas de contas especiais apreciadas pela CGU no mesmo período.

“O processo de controle das contas públicas não se restringe a auditorias”, diz o presidente do FNDE, Daniel Balaban. “A autarquia monitora todos os recursos repassados pelos seus programas.” Servidor de carreira da Secretaria do Tesouro Nacional, Balaban lembra que “todos os diretores do FNDE são servidores públicos concursados, inclusive o auditor-chefe da autarquia, que pertence ao quadro efetivo da CGU. Portanto, dominam a legislação de execução e fiscalização de recursos públicos."

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: controle, fiscalização, FNDE

Prazo para prestação de contas termina na próxima quinta, 31

Portal do MEC
Termina na próxima quinta-feira, 31, o prazo para estados e municípios apresentarem a prestação de contas dos recursos recebidos do governo federal, em 2010, para a alimentação escolar. Quem não enviar a documentação ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), gestor do Programa Nacional de Alimentação Escolar, ou não comprovar a correta destinação do dinheiro, pode ficar sem o apoio financeiro federal para a merenda.

Isso não significa que os alunos vão ficar sem comida. Pela Constituição, a alimentação escolar é um dever dos três entes federados, ou seja, da União, dos estados e dos municípios. Caso o governo federal suspenda a transferência por problemas causados pelos estados ou municípios, cabe a eles fornecer a merenda com recursos próprios.

O orçamento do programa para 2011 é de R$ 3 bilhões. Os repasses são feitos mensalmente, em dez parcelas, durante o ano letivo. As duas primeiras são pagas automaticamente no início de cada ano. A partir da terceira, quem não entregar a prestação de contas tem os recursos bloqueados.

Conselhos – Além de problemas na prestação de contas, outro fator pode impedir o repasse do dinheiro: a inexistência de conselho de alimentação escolar, obrigatório a cada estado e município. Levantamento feito pelo FNDE na última sexta-feira, 25, mostra que 116 prefeituras têm conselhos com o mandato vencido e, por isso, estão impedidas de receber os recursos do programa de alimentação escolar.

O processo de prestação de contas começa no início do ano. O gestor estadual ou municipal deve juntar extratos bancários, demonstrativo sintético de execução físico-financeira e relatório de gestão do programa e encaminhá-los, até o dia 15 de fevereiro, ao conselho de alimentação escolar local.

Encarregado de acompanhar e fiscalizar a execução do programa em cada município ou estado, o conselho analisa a documentação e emite parecer aprovando ou não as contas. O parecer e os documentos da prestação de contas devem ser remetidos até 31 de março ao FNDE, que faz a análise final.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: merenda, alimentação escolar, FNDE

Universidade de Coimbra concede a Lula título de doutor honoris causa

Portal do MEC
Coimbra – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira, 30, o título de doutor honoris causa da Universidade de Coimbra, de Portugal. Ele disse que a instituição foi “a principal referência do ensino superior para o Brasil”, e lembrou personalidades brasileiras lá graduadas, como José Bonifácio de Andrada e Silva, conhecido como o patriarca da independência, intelectual e estadista nascido em Santos (SP) em 1763.

A tradicional cerimônia foi iniciada por um cortejo de acadêmicos de diversas áreas dos dois países. Também estiveram presentes os presidentes do Brasil, Portugal e Cabo Verde, Dilma Rousseff, Aníbal Cavaco Silva e Pedro Pires; além do ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad. A solenidade, pautada por um protocolo do século 17, foi realizada na Sala dos Capelos, local principal da universidade.

Ao abordar o crescimento do Brasil, nos últimos oito anos, o ex-presidente destacou em seu discurso o crescimento da educação brasileira. “A educação foi carro-chefe desse novo projeto nacional de desenvolvimento”, afirmou. “Orgulho-me de ter criado 14 novas universidades federais e 126 extensões universitárias, nas mais diversas regiões do país. Sem falar nas 214 escolas técnicas”, destacou.

Segundo ele, estas ações abriram oportunidades inéditas de formação profissional para a juventude brasileira. Além disso, Lula ressaltou que o número de vagas nas universidades públicas dobrou. “Cerca de 860 mil jovens de baixa renda ingressaram na universidade com o Programa Universidade para Todos”.

Por fim, o ex-presidente citou uma de suas últimas ações quando ainda estava no governo. O envio ao Congresso Nacional do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, que prevê investimentos maiores na qualidade do ensino, da educação infantil à pós-graduação. “O Brasil já com a presidenta Dilma quer ampliar progressivamente os investimentos educacionais até atingir 7% do Produto Interno Bruto”, disse.

“Acredito que esta láurea é uma homenagem ao povo brasileiro, um reconhecimento às causas que o Brasil tem patrocinado internacionalmente e à nossa presença cooperativa no mundo”, disse Lula, que voltou a defender a reforma das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança.

O professor da Faculdade de Direito da universidade, Jorge Manuel de Coutinho Abreu, reforçou que Lula vem aprendendo e ensinando na universidade a universalidade. A Universidade de Coimbra foi criada em 1290 e forma anualmente, em média, 300 novos doutores. A cerimônia de doutoramento do ex-presidente Lula teve a presença de acadêmicos da Universidade de Brasília (UnB) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Adriane Cunha
Palavras-chave: homenagem, doutor honoris causa

Seminários levarão gestores da merenda à agricultura familiar

Portal do MEC
O Programa Nacional de Alimentação Escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai promover, nos próximos meses, diversos seminários para facilitar o processo de compra direta de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar nas regiões metropolitanas.

Além da capacitação dos gestores responsáveis pela alimentação escolar, um dos objetivos dos encontros é aproximar pequenos produtores dos interlocutores públicos, ensinar as normas e regras para essa aquisição e detalhar aos municípios a produção da agricultura familiar local. Também serão apresentadas experiências bem sucedidas em outras regiões.

O primeiro seminário ocorrerá na quinta-feira, 31, e na sexta, 1º de abril, no auditório da Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Foram convidados gestores de mais de trinta municípios e associações e cooperativas de agricultores familiares.

Além do encontro desta semana, estão previstos mais 16 eventos até o fim de 2011, em diferentes regiões metropolitanas.

Obstáculos – Segundo técnicos do FNDE, o principal obstáculo para a compra direta decorre do fato de os produtores rurais estarem distantes dos grandes centros urbanos. Por isso, é preciso estreitar o relacionamento entre produtores e gestores municipais para garantir o cumprimento da Lei nº 11.947/2009, que determina que 30% dos recursos repassados pelo FNDE para a alimentação escolar devem ser destinados à compra direta de produtos da agricultura familiar.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Conheça a programação do encontro.

Veja o cronograma dos seminários.

Palavras-chave: merenda escolar, alimentação escolar, agricultura familiar

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