sexta-feira, 11 de março de 2011

Lista de dispensados do Enade está no Diário Oficial da União

Portal do MEC
Os alunos do ensino superior que em 2010 não participaram do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), e que solicitaram dispensa do exame, podem conferir no Diário Oficial da União, desta quarta-feira, 9, a primeira lista de dispensados.

O Enade é componente curricular obrigatório para estudantes que ingressam ou concluem a graduação em determinado grupo de áreas do conhecimento avaliadas a cada ano. Em 2010, foram avaliados os bacharelados em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia; e os cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócio, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.

A dispensa de alunos, pedida pela internet, foi analisada por uma comissão de representantes da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Conaes), das secretarias de Educação Superior (Sesu), Educação Tecnológica (Setec) e Educação a Distância (Seed) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Assessoria de Comunicação do Inep

Confira a relação dos alunos.

Palavras-chave: Enade, Inep

Programa leva pesquisadores para estágios fora do Brasil

Portal do MEC
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou nesta quinta-feira, 10, a relação dos 124 pesquisadores selecionados para o programa de estágio pós-doutoral no exterior. Os escolhidos atuam em atividades de docência e pesquisa no Brasil.

A bolsa tem duração de seis a 18 meses. No conjunto, os selecionados estão distribuídos em quatro áreas do conhecimento: ciências exatas da terra e engenharias; ciências biológicas, da saúde e agrárias; ciências sociais, aplicadas, letras, lingüística e artes; e ciências humanas.

A iniciativa da Capes tem o objetivo de contribuir para a inserção internacional de pesquisadores brasileiros, estabelecer intercâmbio científico e abrir linhas de pesquisas que contribuam para o desenvolvimento do país.

O início das atividades está previsto para o período de maio a agosto deste ano. A Capes informa que enviará, por correio eletrônico, orientações aos pesquisadores sobre a complementação de documentos para que a bolsa seja liberada.

Na Capes, a concessão de bolsa pós-doutoral no exterior é coordenada pela diretoria de relações internacionais. A inscrição para a próxima etapa do programa está prevista para maio. Informações na página eletrônica do programa.

Assessoria de Imprensa da Capes

Confira a relação dos bolsistas selecionados.

Palavras-chave: Capes, Pós-graduação

TV Escola - Série aborda a participação de jovens na promoção da saúde

Portal do MEC
A série Juventude, saúde e comunicação mostra a importância dos jovens na promoção da saúde em suas comunidades a partir de atitudes saudáveis e do exercício da cidadania.

Cinco programas a serem exibidos pela TV Escola, de 14 a 18 deste mês, às 19 horas, revelam como as tecnologias interativas de comunicação estimulam a criação redes de discussão sobre questões de saúde e modificam o comportamento dos estudantes.

A abertura da série apresenta o projeto Jovem Doutor, uma possibilidade de inclusão digital para alunos do ensino médio. Os estudantes interagem com um universitário para aprender mais sobre saúde o que lhes e possibilita o desenvolvimento de uma ação social nas comunidades onde vivem.

O segundo programa trata de como a comunicação pode motivar as pessoas a mudar de atitude em relação à saúde. O programa seguinte apresenta ações que possibilitam a associação de conhecimento teórico com o dia a dia. Consta de oficinas e atividades lúdicas envolvendo o tema saúde com o intuito de melhorar a qualidade de vida do público jovem.

No quarto episódio, a série apresenta três blocos de debates com especialistas sobre a interação ciência e cultura, as novas posturas da mídia na abordagem da saúde e a relação entre literatura e conhecimento científico. No último programa, a série debate temas abordados nos episódios anteriores.

A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica) em todo o país. Seu sinal está disponível, também, nas TVs por assinatura Directv (canal 237) e Sky (canal 27).

Diego Rocha
Palavras-chave: TV Escola, inclusão digital, saúde

quinta-feira, 10 de março de 2011

Como são as Pesquisas em Letras "E tem pesquisa em letras?!"

Por Francisco Edmar Cialdine Arruda e LETENS
Uma das coisas mais importantes de um profissional, seja qual for sua área, é manter-se atualizado. Na área de Letras, isso envolve participar de congressos, grupos de estudos ou mesmo fazer pesquisas. Contudo, o primeiro passo sempre é o mais difícil. Não raro faltam as informações necessárias, orientações básicas. Este texto procura abordar tal questão: a importância da pesquisa, por onde começa.
Nunca esqueci três situações que presenciei em minha vida como professor e pesquisador: a primeira foi quando ainda era bolsista de iniciação científica, fui entregar meu relatório mensal na secretaria da pró-reitoria de pós-graduação e pesquisa e um aluno de um curso das ciências exatas ficou surpreso em me conhecer: “Não sabia que havia pesquisa em Letras”. Aquilo foi como uma ofensa para o meu ego.

A segunda situação foi quando já era mestrando e estava no estágio docente. Meu orientador estava dando aula para o primeiro semestre e eu estava no canto, como auxiliar. Foi quando um aluno perguntou ao meu orientador se, além de dar aula, ele trabalhava. Parece brincadeira, mas o professor, talvez sem entender, respondeu que também trabalhava com pesquisa. Mas o aluno insistiu e meu orientador disse que fazia parte de seu trabalho pesquisar, produzir ciência.

Por fim, a terceira, eu passo cotidianamente em meu trabalho, alunos que, quando vão pesquisar algo (na internet, por exemplo) não conseguem achar nada que atenda às suas necessidades.

Essas situações me fizeram refletir sobre como a pesquisa em nossa área tem sido relegada a uma obrigação acadêmica para os alunos e, quando tanto, levada a sério por poucos. Na esperança de que, divulgando alguns sites de grupos de pesquisas e eventos, esse problema possa ser minimizado exporei aqui alguns comentários sobre tais sites. Também serão mencionadas, nas próximas páginas, algumas sugestões de como dar os primeiros passos rumo à produção de conhecimento. É claro que este texto não supre todas as necessidades de um pesquisador, mas acredito que possa servir como pontapé inicial.
IMPORTÂNCIA DE SE PESQUISAR
Dentre os vários papéis do professor está fazer com que o aluno se torne um ser pensante, que tenha autonomia de buscar as próprias respostas para as questões que rodeiam o mundo. Nesse aspecto, a escola deve, muito mais do que simplesmente transmitir informações, ser fonte geradora de conhecimento e fazer com que o aluno participe ativamente desse processo. Muitas vezes o que percebemos são excelentes oportunidades de incentivar o espírito pesquisador do aluno serem limitadas a trabalhos soltos, descontextualizadas apenas para cumprir carga-horária. E os alunos, apenas para obter nota, fazem tais atividades com pouca ou nenhuma orientação.

Um dos motivos dessa realidade reside na formação do professor. Comumente os universitários, futuros professores, concluem uma disciplina como “Metodologia do Trabalho Científico” sem atentar para a importância de se pesquisar. Em cursos ligados às Ciências Humanas, mais especificamente no curso de Letras, a questão pode se agravar ainda mais. Costumo ouvir pelos corredores alunos insatisfeitos com a disciplina, alegando que ela não servirá para nada, que a realidade do ensino de português é completamente diferente e basta ensinar regras da gramática tradicional. É preocupante esse quadro que ainda persiste nas universidades.

Para que a educação — e em especial a educação linguística — possa mudar, o primeiro passo é produzir um novo conhecimento. Isso se faz através de pesquisas científicas. Mas, antes de mais nada, os novos pesquisadores precisam conhecer a realidade acadêmica que permeia o curso de Letras. Seja no Ensino, na Literatura, na Linguística ou em qualquer outra área, há vários pesquisadores que se unem como forma de facilitar a produção e divulgação científica.
AGÊNCIAS NACIONAIS DE INCENTIVO À PESQUISA
Impossível elaborar um texto sobre pesquisa e não falar da CAPES e do CNPq (para saber mais, vide quadro explicativo). Esses são os dois órgãos federais de incentivo à pesquisa mais conhecidos, e seus sites possuem inúmeros links e indicações de grupos de pesquisa e eventos.
A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) foi criada no início da década de 1950 com objetivo de desenvolver o potencial humano que atendesse à necessidade de desenvolvimento do país. Hoje, o órgão é responsável principalmente pela criação, expansão e fechamento dos cursos de mestrado e doutorado das universidades. A cada três anos, a CAPES avalia criteriosamente os cursos: a produção dos professores, dos alunos e até a estrutura física; os cursos que tiverem um bom rendimento vão melhorando o conceito e, com isso, conseguem o reconhecimento nacional para ampliar seu programa — seja aumentando a quantidade de linhas de pesquisa, seja acrescentando o doutorado (no caso dos mestrados). Além disso, ela possui um portal de periódicos científicos, promove uma cooperação acadêmica com outros países, além de alguns eventos e bolsas de pesquisas.


Já o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), também ligado ao governo federal, tem praticamente os mesmos objetivos, porém, não é responsável pela avaliação dos cursos de pós-graduação. Uma das grandes contribuições do CNPq, dentre tantas, foi a criação de um banco de dados de pesquisadores sob a forma de um curriculum vitae, o currículo lattes. Esse currículo, lançado em 1999, é um modelo específico que atende às necessidades das agências de incentivo à pesquisa e serve como parâmetro de comparação entre as várias instituições de pesquisas. No site da plataforma lattes é possível buscar qualquer currículo cadastrado (estima-se que haja muito mais que 100 mil), instituições de pesquisa e muito mais. Vale a pena, mesmo que apenas por curiosidade, conhecer o percurso acadêmico de nomes que assinam obras essenciais no estudo das Letras, como Ingedore Koch, Antônio Marcuschi e outros.
Por dentro;
Currículo Lattes
O CNPq batizou o currículo lattes com esse nome em homenagem ao famoso físico brasileiro Cesare Mansuetto Giullio Lattes, conhecido como César Lattes (1924-2005), um dos descobridores da partícula méson pi, que deu início a um novo ramo da Física, a Física de Partículas. Lattes não ganhou o Nobel de Física em 1950 por, na época, a comissão do Nobel apenas premiar o líder dos grupos de pesquisas. Curiosamente, o físico Niels Bohr, que apoiara Lattes, escreveu na época uma carta em que explica os motivos pelos quais o físico brasileiro não ganhou o Nobel — contudo, deixou instruções para essa carta só ser aberta 50 anos após a sua morte, data que será completada em 2012. Lattes foi membro da Academia Brasileira de Ciências e um dos responsáveis pela fundação do CNPq.
retirado de:http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/27/artigo206870-1.asp

O gol da qualidade

Instituições baseiam projetos de ampliação de infraestrutura e de reestruturação de cursos com o objetivo de atrair os alunos pela eficiência. Estratégia certeira em tempos de aquecimento econômico e possível aumento de demanda
cenário detectado pelo recém-divulgado Censo da Educação Superior, que registrou 2,5% de aumento das matrículas entre 2008 e 2009, parece ter ficado para trás. 2011 começou com projetos de expansão tanto de instituições de médio e pequeno porte quanto dos grandes grupos educacionais, que anunciaram a retomada das fusões e aquisições. Mas o que parece ser mesmo a nova tendência do ensino superior brasileiro é uma boa notícia para todos: a gestão focada em resultados e a preocupação com a qualidade.

A base do otimismo e do anúncio de investimentos está na expectativa por um aquecimento econômico que deverá provocar aumento da demanda. Entretanto, pelas deficiências já conhecidas do setor, como a dificuldade de ampliação de crédito estudantil, não há esperança num crescimento arrebatador. Por isso, as instituições de ensino focam a eficiência para atrair novos alunos.

Enade ganha força
Como a oferta de crédito não tem mais o mesmo impacto na atração de novos alunos, uma forma de criar atrativo e se diferenciar dos concorrentes é apresentar bons resultados, acredita o diretor de desenvolvimento do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional (Unicsul), Fábio Figueiredo.

As melhores escolas, na sua avaliação, serão aquelas com notas mais elevadas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e com melhor desempenho nos indicadores de qualidade, como Conceito Preliminar de Cursos e no Índice Geral de Cursos do MEC.

"Antes o diferencial era a estrutura física das escolas, que agora, mais equipadas até do que as públicas, vão buscar a diferenciação nesses indicadores", observa.

Dentro dessa estratégia, a Unicsul anunciou para 2011 investimentos da ordem de R$ 10 milhões direcionados em especial para a unidade localizada em Brasília. A instituição introduzirá mudanças no portfólio acadêmico com o lançamento de novos cursos na área da saúde. No primeiro semestre, passará a oferecer enfermagem, educação física e farmácia. No segundo, deverá lançar odontologia, psicologia e fisioterapia, entre outros também na área da saúde. Para meados do ano, está prevista ainda uma expansão física.

Já a FGV investe tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. A instituição vai aplicar R$ 140 milhões para expandir seu complexo educacional na Praia de Botafogo. Serão erguidos no terreno de oito mil metros quadrados da Fundação um novo prédio e um centro cultural, que integrarão as duas esplanadas - o prédio existente e o novo. As obras devem ser entregues em 2012. O conjunto arquitetônico foi idealizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer há mais de 50 anos e vai suprir a necessidade da Fundação por mais espaço para novos cursos e áreas de pesquisa. Ainda neste ano, a FGV abre cinco novos cursos na unidade carioca. Em São Paulo, a estratégia é criar mais dois laboratórios e um novo curso.

Na opinião do consultor educacional Carlos Monteiro, a tendência é realmente expandir com foco na qualidade. "O modelo de expansão de ensino superior está esgotado. Houve um crescimento desenfreado, aumento do número de instituições e de matrículas e hoje as universidades seguem um estilo de crescimento mais preocupado com a qualidade", diz o diretor-presidente da CM Consultoria de Administração e Marketing.

Para ele, a tendência é que as instituições adaptem suas gestões a um sistema calcado em resultados, o que implica mudanças internas. Uma delas, por exemplo, é adequar a administração às regulamentações do Ministério da Educação. "Como consequência haverá mais investimentos em laboratórios e bibliotecas", cita o consultor.

Ficar no topo
Universidades com significativo aumento do número de matrículas em 2011 também se baseiam nos indicadores de qualidade na hora de definir os investimentos. Esse é o caso da Veris Faculdades, que registrou 30% mais inscritos em seu processo seletivo neste ano do que em igual período do ano passado. A Veris adotou como base, por exemplo, as notas do Enade para aperfeiçoar ainda mais o curso de educação física avaliado com nota 5, a mais alta da região metropolitana de Campinas, segundo o diretor-executivo, Moacyr Rebello Horta Neto.

Manter esse conceito máximo é a meta da instituição. Para isso, o curso será remodelado com a ampliação do laboratório do movimento humano utilizado para as aulas práticas. A iniciativa vai permitir o estudo de diversas atividades físicas, além de integrar aulas de dança. Num espaço maior, o laboratório contará com aparelhos adequados para a modalidade.

Para atender às novas demandas e adotar medidas de melhorias, a instituição vai investir um total de R$ 17 milhões, dos quais R$ 13 milhões destinados à construção de um prédio anexo à unidade Central localizada em Campinas. A Veris deverá ocupar três andares do novo prédio, onde serão instaladas salas de aula, um auditório para mais de 300 pessoas e uma área de convivência.

Além disso, os campi de São Paulo, Campinas, Sorocaba e São José dos Campos vão receber R$ 1 milhão cada para aquisição de projetores, carteiras, móveis, equipamentos e livros para a biblioteca. "Tudo isso é investimento em tecnologia e benfeitoria", destaca Neto.

Outra preocupação do setor privado, observado por Monteiro entre os investimentos anunciados, é a fidelização dos clientes e a consolidação da marca. Muitas instituições têm feito isso por meio da educação continuada, o que pode levar alunos da graduação para outros cursos, impulsionando os programas de pós-graduação, mestrado e doutorado. "Se o aluno tem afinidade com a educação oferecida pela instituição, fará novos cursos", afirma.

Além do superior
Essa tendência, segundo o consultor, pode explicar investimentos de instituições como a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) nas regiões de Ribeirão Preto e São José dos Campos, onde há seis anos são oferecidas pós-graduação e extensão. A instituição investiu R$ 8 milhões na construção de mais uma escola de ensino médio e pré-vestibular em Ribeirão Preto. No próximo ano, construirá um colégio nos mesmos moldes em São José dos Campos.

A iniciativa, segundo Monteiro, segue outra tendência, que é o posicionamento estratégico das instituições com uma definição clara dos públicos almejados.

"O mercado está exigindo que as instituições definam seu posicionamento estratégico, informem qual público querem atingir e qual não podem atender", analisa. "Criar uma identidade própria é o grande desafio porque é preciso fazer escolhas e renúncias."

A decisão da direção da Faap de construir um colégio em Ribeirão Preto foi tomada a partir da constatação de que a região concentra grande parcela de estudantes de ensino médio interessada em uma escola diferenciada, com menor número de alunos em sala de aula, preo­cupada com os grandes vestibulares e com perfil humanista, revela o professor Victor Mirshawka, diretor cultural da Faap.

Equipado com rede wireless, e com acesso a plataforma blackboard, biblioteca virtual e comunicação direta com os alunos via SMS, o novo Colégio Faap mantém salas com lousas eletrônicas (smartboard) de origem canadense, sonorização própria, projetor multimídia e telas elétricas. "A intenção é oferecer um colégio diferenciado, com grade curricular e disciplinas optativas abrangentes, que atenda alunos interessados em cursar diferentes áreas, como engenharia, direito ou medicina", explica Mirshawka.

A Faap segue a tradição em educação continuada e anuncia novos cursos para 2011. No primeiro semestre, a instituição vai lançar em São José dos Campos os cursos MBA Gestão Econômica Contemporânea e MBA Gestão Estratégica de TI. Além disso, serão oferecidos mais 18 cursos de extensão, MBA e pós-graduação em especial nas áreas de gestão e direito. "São José é um polo tecnológico e necessita qualificar cada vez mais seus profissionais." Em Ribeirão Preto, a Faap também ofertará 16 cursos de extensão, pós-graduação e especialização. "São duas cidades pujantes do Estado de São Paulo com potencial de absorção de todos esses cursos e outros que virão no futuro", planeja Mirshawka.

Demanda e riscos
As instituições miram na qualidade sem perder de vista, no entanto, a quantidade, mola propulsora do setor até o início da década passada. Para o diretor do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), Rodrigo Capelato, o aumento da demanda continuará sendo por bom tempo um importante impulsionador do volume de matrículas. Há ainda um contingente imenso de alunos, explica, para ser absorvido pelo ensino superior.

"O Enem recebeu quatro milhões de inscrições e desse total um milhão deve ingressar no ensino superior enquanto três milhões vão ficar de fora", ressalta. Sua expectativa é que o mercado comece a absorver de forma mais intensa a parcela excluída. Esse movimento, segundo ele, começou a ser constatado no ano passado.

A inserção de alunos das classes C e D, observa, voltou a crescer de forma mais acentuada em 2010. Além disso, no ano passado levantamentos de institutos de pesquisas mostraram que em 2009 a participação no ensino superior de estudantes de classe A diminuiu, enquanto a de classe D aumentou.

Uma boa opção de investimento para absorver parte desse público é investir em cursos tecnológicos, como os de gestão de recursos humanos, o terceiro mais requisitado na região metropolitana de São Paulo, e o de análise de sistemas, diz Capelato.

Para Monteiro, da CM Consultoria, a economia aquecida deve movimentar o mercado em todas as faixas de renda. "Com um maior crescimento do PIB [Produto Interno Bruto], a manutenção do poder aquisitivo da população e baixas taxas de desemprego até 2014, vamos ter fortes migrações em todas as classes, da D para C, da C para B e até da B para A", prevê.

Ele destaca, no entanto, a importância de definir o público a ser atingido para orientar os investimentos. Instituições voltadas para a classe C precisam incluir a padronização dos alunos entre os investimentos estratégicos para recuperar a defasagem de ensino que eles trazem no currículo, igualar o nível de conhecimento e reduzir a taxa de evasão estimada em 20%. "Já os alunos da classe A exigem atendimento personalizado, professores renomados e serviços diferenciados", explica.

Mas investimentos para captar alunos, alertam os especialistas, oferecem riscos bem conhecidos do mercado: evasão escolar com aumento da ociosidade e inadimplência no caso de o aquecimento econômico ser um movimento passageiro. "Não existem garantias de que as classes C e D vão continuar crescendo. Se esse movimento for uma bolha e o aquecimento não tiver sustentação, investimentos em classes e estruturas podem resultar em prejuízo", diz Capelato.

Foco em Brasília

A unidade da Unicsul em Brasília será um dos principais focos de investimento do grupo em 2011. Para meados do ano, a universidade construirá novos laboratórios de engenharias e de áreas da saúde, além de ampliar a biblioteca e web-classes.

A falta do financiamento

A movimentação das instituições para enfrentar a concorrência e aumentar a participação no mercado, que se manteve estagnado por alguns anos e que só no ano passado começou a dar sinais de recuperação, é comparada a um jogo de baralho pelo diretor de desenvolvimento do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional (Unicsul), Fábio Figueiredo. "O crescimento pífio do número de matrículas, entre 3% e 4% ao ano, transformou o setor de ensino superior num jogo de rouba monte", afirma. A tendência deve permanecer mesmo com o aquecimento econômico porque, segundo Figueiredo, o custo do financiamento ainda não é acessível a boa parte dos alunos. O país, o executivo avalia, carece de uma política de financiamento e de concessão de bolsas de estudo mais agressiva. "O brasileiro não tem a cultura de fazer dívida para investir em educação e não está disposto a pagar um preço alto pelas mensalidades", observa.


Nova onda de incorporações

Com a economia aquecida, a onda de abertura de capital, fusões e incorporações que ganhou força entre 2007 e 2009 tende a voltar a crescer. "Há espaço para fusões em especial no Nordeste, interior de São Paulo e na região Centro-Oeste, onde é possível encontrar boas instituições", avalia Sergio Duque Estrada, sócio-diretor da Valormax Consultoria. O movimento de compra já deu sinais de retomada no final do ano passado. O grupo Anhanguera Educacional adquiriu, em dezembro, a carioca Sociedade Educacional Plínio Leite. Este ano, o grupo já anunciou a disponibilidade de R$ 1 bilhão em caixa, dos quais R$ 844 milhões captados por meio de ações para destinar às transações de compra e venda. A Anhanguera tem como meta adquirir pelo menos 46 novos campi por meio das aquisições e crescer dos atuais 54 campi para 100 no país.Entre as instituições de porte menor, o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional também planeja entrar no mercado de fusões e aquisições com investimentos da ordem de R$ 50 milhões. A previsão do grupo é crescer cerca de 5% este ano. Parte do crescimento deverá ser decorrente das transações de aquisições e incorporações, informa o diretor de desenvolvimento do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, Fábio Figueiredo. "Já estamos em negociações bem adiantadas", afirma.


Campinas atrai investimentos

O interior de São Paulo parece ser mesmo um mercado em ascensão. A cidade de Campinas, por exemplo, vai receber investimentos de pelo menos quatro instituições de ensino superior. A Universidade Presbiteriana Mackenzie inaugura um novo campus na cidade no final deste mês de fevereiro. Com investimento de cerca de R$ 38 milhões, a estrutura inclui 27 mil metros quadrados e mais de 60 salas de aula. Já a Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc) se prepara para entrar no campo de ensino de ciências exatas com sete novos cursos de engenharia. Diante do crescimento e da perspectiva de dobrar de tamanho em cinco anos, a instituição já planeja a construção de uma nova sede. A Faculdade Politécnica de Campinas (Policamp) começa 2011 com quatro novos cursos e a PUC-Campinas prevê um aumento de 20% em seus investimentos, incluindo a construção de um novo prédio.
retirado do site:http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12730

quarta-feira, 9 de março de 2011

Inep publica lista de estudantes dispensados do Enade 2010

Da Redação
Em São Paulo
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) divulgou nesta quarta-feira (9) a relação de candidatos dispensados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) 2010. A lista foi publicada no Diário Oficial da União; confira:
O estudante que foi convocado e não compareceu às provas, devia solicitar dispensa, mediante justificativa. As dispensas foram avaliadas individualmente. Os que não fizeram o Enade e não apresentarem o pedido de dispensa não recebem o diploma.

Fazem o Enade alunos ingressantes e concluintes. Nesta edição, foram avaliados os cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, além dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.
retirado site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/09/inep-publica-lista-de-estudantes-dispensados-do-enade-2010.jhtm

Sala de aula futurista usa Wii, computador e óculos 3D para aula de física

ANA IKEDA||Do UOL Tecnologia
Em Hanover, Alemanha
Você se lembra do professor desenhando um campo magnético na lousa com giz? Na sala de aula do futuro, fica mais fácil entender esse e outros conceitos complexos que os professores tentavam explicar em duas dimensões. Com a tecnologia 3D e a realidade virtual apresentadas na Cebit 2011, que chega ao fim neste sábado (5), em Hanover, estudantes terão a chance de entender melhor matérias como Física, Biologia e Matemática.
Professores, engenheiros e programadores se uniram para desenvolver a cyber sala de aula: o sistema reúne um computador, um controle remoto do Wii e o suporte 3D (pode ser um par de óculos preparado para imagens tridimensionais, uma tela imersiva, que dispensa o uso do objeto, ou uma TV 3D).

De acordo com a Visenso, empresa que comercializa esse sistema, “é preciso olhar além dos métodos e ferramentas educativas convencionais”, caso um país queira se manter competitivo. A cyber sala custa em torno de 50 mil euros (R$ 115 mil)– um investimento caro, mas que promete facilitar a aprendizagem dos estudantes.

O UOL Tecnologia experimentou uma “aula de Física” apresentada na Cebit. De fato, a tridimensionalidade e o movimento dos objetos na tela impressionam. O problema foram os óculos necessários para enxergar o conteúdo 3D, que não são muito confortáveis. Para o rosto da repórter, pequeno, eles a toda hora caíam.

Se alguma escola tem interesse no sistema, deve pensar em modelos de óculos que se adaptam melhor a variados tamanhos e formatos de rosto – também tem a questão de quem já usa óculos ter de colocar o 3D sobre eles. Ou em telas que dispensem o uso do acessório para enxergar o efeito
retirado do site:http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/03/07/sala-de-aula-futurista-usa-wii-computador-e-oculos-3d-para-aula-de-fisica.jhtm

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...