sexta-feira, 4 de março de 2011

Exame de acesso ao Profmat registra mais de 20 mil inscritos

Portal do MEC
O Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) registrou cerca de 20 mil inscritos para o Exame Nacional de Acesso ao programa que disponibiliza 1.192 vagas (17 candidatos/vaga). A maioria dos inscritos são professores das redes públicas de ensino básico, de quase todos os estados.

O presidente da Sociedade Brasileira de Matemática, Hilário Alencar, revelou que a quantidade de inscritos ultrapassou as expectativas. “O número elevado obrigou, tanto a coordenação nacional do Profmat quanto as instituições associadas à rede, a fazer um trabalho notável de organização. Isso foi determinante para o êxito alcançado na realização do Exame Nacional de Acesso, no dia 19 de fevereiro.”

Segundo o coordenador da área de Matemática/Probabilidade e Estatística da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Marcelo Viana, o número comprova que existe uma demanda extraordinária por iniciativas como esta, que proporcionam ao professor da escola pública uma oportunidade rara de reconhecimento e aperfeiçoamento profissional. Os candidatos classificados no Exame Nacional de Acesso formarão a primeira turma do Profmat, cujas aulas terão início em abril de 2011.

Profmat
Recomendado pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) da Capes, o Profmat é um programa de pós-graduação stricto sensu na modalidade semipresencial, coordenado pela SBM e executado por uma Rede Nacional de instituições públicas de ensino e pesquisa, no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Tem como objetivo atender professores de matemática em exercício no ensino básico, especialmente na escola pública, que busquem aprimoramento em sua formação profissional, com ênfase no domínio aprofundado de conteúdo matemático relevante para a atuação docente. O programa opera em ampla escala, com o objetivo de, a médio prazo, ter impacto na formação matemática do professor em todo o território nacional.

De acordo com o Hilário, uma das principais expectativas em relação ao programa é, a médio prazo, gerar impacto na prática do ensino de matemática em sala de aula, por meio da formação de um grupo de professores com desenvolvimento diferenciado. “O Profmat, sem dúvida, ajudará a incentivar a contribuição da comunidade da área para a questão urgente e estratégica da melhoria da formação matemática das crianças e jovens.”

Atualmente, a rede do programa conta com 49 instituições associadas, que oferecem 54 polos de atendimento em todo o país. Já foi manifestado interesse de outros países da América Latina e África em conhecer a iniciativa e, eventualmente, beneficiar do seu exemplo e pioneirismo para instalar iniciativas semelhantes. “Portanto, o Profmat poderá adquirir também uma dimensão internacional”, conclui Viana, que também é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e pesquisador titular do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

Acesse a página do Profmat.

UAB
Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. Hoje, o Sistema é coordenado pela Capes, por meio de sua Diretoria de Educação a Distância (DED).

Capes mantém Concessão de Bolsas com base no ano 2010

Portal do MEC
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) informa que a concessão inicial das bolsas de mestrado e doutorado aos programas de pós-graduação apoiados no âmbito dos programas de Demanda Social (DS) e de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), para o ano de 2011, será mantida no mesmo patamar informado aos programas, tendo por base a concessão de 2010, inclusive com bolsas complementares concedidas no segundo semestre.

Os pró-reitores e os coordenadores de programas de pós-graduação deverão iniciar o seu planejamento e a concessão das bolsas aos alunos novos, para o período acadêmico que se inicia, com base na informação acima, concedendo todas as bolsas não utilizadas disponíveis para os respectivos programas de pós-graduação.

Cursos Novos
Todos os programas novos, recomendados em 2010 e ainda sem bolsas, serão contemplados com uma quota inicial de duas bolsas por nível do curso e custeio respectivo. Para tanto, a Diretoria de Programas e Bolsas no País (DPB) deverá ser informada oficialmente, o quanto antes, pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa ou órgão equivalente, da data de início das aulas do referido curso novo.

A DPB estuda a possibilidade de apoio complementar de bolsas, ainda neste primeiro semestre, dependendo da disponibilidade financeira da Agência. Para tal, serão consideradas as informações prestadas pelas Instituições de Ensino Superior (IES), em planilha específica com dados detalhados sobre os alunos matriculados nos respectivos programas de pós-graduação (incluindo os matriculados no primeiro semestre letivo de 2011) e bolsas a eles alocados pelas diversas Agencias. A Capes não se responsabilizará por eventuais informações, enviadas de maneira incompleta ou equivocada, que serão desconsideradas na análise para uma futura concessão.

Diretoria de Programas e Bolsas no País

Esquema de venda de diploma é descoberto em MG

Agência Estado
Belo Horizonte - Um esquema de venda de diplomas falsos dos ensinos fundamental e médio foi desbaratado pela Polícia Civil mineira hoje, em Belo Horizonte. Além de Minas Gerais, segundo os responsáveis pelas investigações, o grupo também tem atuação em São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Diversos documentos foram apreendidos, todos forjados em nome de instituições desses dois últimos Estados.


Segundo o chefe do Departamento de Investigações de Crimes Contra o Patrimônio da Polícia Civil mineira, delegado Islande Batista, a apuração teve início há cerca de três meses, depois que uma "aluna" descobriu que o diploma que havia obtido no Supletivo Centro Carioca de Ensino Superior era falso.


Depois de monitorar o curso, que funcionava em um imóvel no centro da capital mineira, a polícia foi até o prédio hoje com mandado de busca e apreensão e uma equipe da Secretaria de Estado da Educação, que constatou a fraude. No local, além de vários diplomas forjados, foram apreendidos também computadores e cheques de "estudantes", que pagavam até R$ 600 pelo documento. Três funcionárias foram levadas para prestar depoimento.


Segundo Batista, o dono do curso, Mauro Dinapoli, mora em São Paulo e só aparecia de vez em quando em Belo Horizonte para verificar o andamento do esquema. Ele será indiciado por estelionato. O delegado afirma que também serão investigadas as pessoas que compraram os documentos. "A pessoa faz matrícula e depois de dez dias consegue o diploma sem nunca ter ido a uma aula. As pessoas sabem o que era. Se ficar comprovada a má fé, vão responder por uso de documento falso", sentenciou.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/03/esquema-de-venda-de-diploma-e-descoberto-em-mg.jhtm

Comprovação de informações da 1ª chamada da segunda etapa do Prouni termina nesta sexta

Da Redação
Em São Paulo
Os candidatos a bolsas de estudo pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) aprovados na primeira chamada da segunda etapa têm até esta sexta-feira (4) para apresentar os documentos que comprovem as informações prestadas em sua ficha de inscrição. Para certificar-se da veracidade das informações prestadas, a instituição pode solicitar ao estudante a documentação que julgar necessária. Cada uma delas decide o horário em que vai receber a documentação.
É facultado às instituições a realização de processo seletivo próprio. Nesses casos, a instituição deve informar previamente os candidatos sobre os critérios de aprovação.

SEGUNDA ETAPA
Datas
Inscrições 21 a 24 de fevereiro
Primeira chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 27 de fevereiro
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 28 de fevereiro a 4 de março
Segunda chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 13 de março
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 14 a 17 de março
A segunda chamada do programa está prevista para o dia 13 de março. Ao fim da desta convocação, os candidatos inscritos e não pré-selecionados e os pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma constarão de uma lista de espera.



Lista de espera
A lista de espera será formada por ordem de classificação em cada curso e turno. Haverá apenas uma lista para cada curso, independentemente da opção original do candidato por vaga destinada a políticas afirmativas ou a ampla concorrência. O documento estará disponível para consulta pelas instituições no sistema do Prouni (SisProuni) a partir de 21 de março.

A classificação do candidato será feita de acordo com a primeira opção de inscrição. Caso não tenha ocorrido formação de turma na primeira opção, a classificação se dará na opção seguinte, até a terceira.

A partir da classificação na lista de espera, as instituições de educação superior vão convocar os estudantes para verificação das informações prestadas na inscrição entre os dias 21 e 25 de março. Até 31 de março, os coordenadores do Prouni em cada instituição emitirão os termos de concessão de bolsa de estudos no SisProuni - siteprouni.mec.gov.br.

Caberá às instituições de ensino convocar os classificados, conforme o cronograma. Portanto, o estudante deve verificar o local e horário de comparecimento para confirmar as informações.



Requisitos para o Prouni
Para se inscrever no programa de concessão de bolsas, os candidatos devem ter realizado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, com resultado mínimo obtido de 400 pontos na média das cinco notas do exame e nota de redação acima de zero.

Para concorrer a bolsas integrais é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Além disso, o estudante não pode ter nenhum diploma de curso superior e deve, ainda, atender a um dos critérios:

•ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
•ter cursado o ensino médio completo em instituição
privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
•ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral na instituição privada;
•ser portador de deficiência;
•ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de
pessoal permanente da instituição pública
O que é o Prouni
O Prouni foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005. Segundo o MEC, ele tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes do ensino superior em instituições privadas. As instituições que aderem ao programa recebem isenção de tributos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/04/comprovacao-de-informacoes-da-1-chamada-da-segunda-etapa-do-prouni-termina-nesta-sexta.jhtm

quinta-feira, 3 de março de 2011

Avaliação de Professor - Prova será realizada todos os anos e adesão será voluntária

Portal do MEC
O Ministério da Educação publica nesta quinta-feira, 3, no Diário Oficial da União, portaria normativa que institui a prova nacional de concurso para o ingresso na carreira docente, que será realizada uma vez por ano, de forma descentralizada, em todas as unidades da Federação. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será o responsável pela coordenação e aplicação da prova, prevista para começar a ser aplicada em 2012.

A participação do professor é voluntária e o uso dos resultados para seleção de docentes pelas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal será por adesão ao exame. A realização da prova nacional tem uma série de objetivos, entre eles, subsidiar as redes públicas de educação na realização de concurso para admissão de docentes e conferir parâmetros de auto-avaliação aos participantes.

A regulamentação da prova nacional de avaliação de professores, segundo o ministro Fernando Haddad, resulta de um pacto celebrado por entidades ligadas à formação de docentes em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Cnte) e o MEC.

A portaria também instituiu o comitê de governança, de caráter consultivo, vinculado ao Inep, que tem entre suas atribuições avaliar a matriz de referência da prova nacional, opinar sobre a periodicidade de atualização da matriz e sobre formas de adesão à prova.

Matriz – De acordo com a presidente do Inep, Malvina Tuttman, cerca de 70 especialistas em educação, convocados por chamada pública, elaboraram a proposta de matriz de referência da prova que será submetida ao comitê e colocada em consulta pública no sítio do Inep.

Quando a matriz for fechada – a previsão é que isso aconteça no final de março – o Inep começa construir um banco de itens elaborados por especialistas em educação, que serão convocados por chamada pública. Os itens serão testados para que a prova possa ser aplicada em 2012.

A realização da prova nacional de avaliação, segundo o ministro, integra um conjunto de ações do MEC que visa qualificar cada vez mais a formação dos educadores. O acesso à graduação em instituições públicas de ensino superior ou em particulares com bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou com o Financiamento Estudantil (Fies), que agora pode ser quitado com atividade docente, fazem parte dessas ações.

A formação continuada, a definição do piso nacional para a categoria e a oferta de 30 mil bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) em 2011, complementam a iniciativa. A bolsa do Pibid permite ao estudante de licenciatura fazer uma integração prática em escolas da educação básica nos dois últimos anos da graduação.

Ionice Lorenzoni

A Portaria normativa será publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, 3.

Palavras-chave: Educação básica, formação do professor, avaliação do professor

Professor terá abatimento do Fies em curso de licenciatura

Portal do MEC
Professores da educação básica, em efetivo exercício do magistério nas redes públicas, que cursaram ou estejam cursando uma licenciatura com empréstimo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), já podem solicitar o abatimento mensal, de 1%, do saldo devedor. Para quitar o financiamento com trabalho, o educador deve comprovar que leciona pelo menos 20 horas semanais em escola pública.

O abatimento, para professores, das mensalidades pagas com recursos do Fies está regulamentado em portaria normativa, a ser publicada no Diário Oficial da União, desta quinta-feira, 3. De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o benefício pode ser usado pelo professor que faz a primeira ou a segunda licenciatura, desde que não tenha usado o financiamento em cursos de graduação anteriores.

Para requerer o benefício, o docente ou estudante deve formalizar o pedido no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC que opera o financiamento estudantil. De acordo com a portaria normativa, o FNDE deve dispor no seu portal de um sistema específico para ser preenchido pelo solicitante. Também será responsabilidade do FNDE notificar o agente financeiro escolhido pelo aluno sobre a suspensão da cobrança do empréstimo.

Na avaliação de Haddad, a regulamentação do abatimento das prestações do Fies para os estudantes de licenciatura deve dar um novo gás aos jovens que buscam formação superior decididos a ingressar na carreira do magistério público. Para uma licenciatura de quatro anos, por exemplo, o educador vai quitar o empréstimo com oito anos e quatro meses de trabalho em uma rede pública.

Ionice Lorenzoni

Confira a portaria normativa no Diário Oficial desta quinta-feira, 3.

Palavras-chave: Educação básica, educação superior, formação do professor, Fies, FNDE

Portaria define critérios para que secretarias peçam recursos

Portal do MEC
O Ministério da Educação publica, nesta quinta-feira, 3, portaria que aprova resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade. Essa resolução trata do uso de parcela dos recursos da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para o pagamento integral do piso salarial dos profissionais da educação básica pública.

Composta por membros do MEC, do Conselho Nacional de Secretarias de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a comissão definiu cinco critérios que serão exigidos de estados e municípios para pedido de recursos federais destinados ao cumprimento da lei do piso salarial do magistério:


•Aplicar 25% das receitas na manutenção e no desenvolvimento do ensino;


•Preencher o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope);


•Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino;


•Dispor de plano de carreira para o magistério, com lei específica;


•Demonstrar cabalmente o impacto da lei do piso nos recursos do estado ou município.

Com base nessas comprovações, o MEC avaliará o esforço das administrações na tentativa de pagar o piso salarial dos professores.

Assessoria de Comunicação Social

Confira a portaria no Diário Oficial desta quinta-feira, 3.

Palavras-chave: Educação básica, piso salarial do magistério

Mais de 380 mil docentes da educação básica estão em cursos de graduação

Portal do MEC
Nada menos que 381.214 docentes da educação básica estão matriculados em cursos de graduação. O número resulta do cruzamento de dados do censo dos professores da educação básica com o censo dos estudantes da educação superior de 2009. Para não haver dupla contagem, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) fez o cruzamento usando o CPF dos educadores.

Dos 381.214 professores matriculados na educação superior, 206.610 fazem cursos presenciais e 174.604, educação a distância. Mais de 50% dos educadores estão em cursos de pedagogia – 192.965, seguido de letras (44.754), matemática (19.361) e história (14.478).

Fora das licenciaturas, o cruzamento dos censos revela que os cursos preferidos são direito, com 8.891 matrículas, administração (5.809) e serviço social (4.259), mas há também professores nas engenharias, na psicologia, entre outros.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os dados surpreendem positivamente e mostram que os professores querem e estão em busca da graduação. O esforço para que todos os professores tenham formação superior, iniciado com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em 2007, segundo o ministro, repercutiu na categoria, nas universidades e nos gestores das redes. “Agora os resultados começam a se concretizar.”

Dados do Inep sobre a evolução da matrícula, do ingresso e da conclusão das licenciaturas, presenciais e a distância, em matemática, química, física e biologia, entre 2002 e 2009, mostram este quadro: em 2002, as matrículas nessas quatro áreas do conhecimento somaram 167,9 mil; em 2009, subiram para 248,7 mil. No mesmo período, ingressaram 64,5 mil estudantes (2002) e 83,4 mil (2009). Os concluintes em 2002 somaram 21,6 mil e em 2009, 39,8 mil.

O aumento da qualificação registrado no censo escolar, segundo o ministro, resulta de um conjunto de ações de estímulo, das quais destacam-se a criação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), que tem polos nas 27 unidades da Federação, o Programa Universidade para Todos (ProUni), a expansão dos campi das instituições federais de ensino superior, além da criação de novas universidades federais e dos institutos de educação, ciência e tecnologia.

Ionice Lorenzoni

Confira a tabela de matrículas de professores em cursos superiores.

Palavras-chave: Educação básica, educação superior, qualificação do professor

Religião na escola

Hélio Schwartsman

"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os alunos. "São reais!"
A cena, que teve lugar numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, abre a reportagem de Angela Pinho sobre o ensino religioso no Brasil, publicada no último domingo na Folha. É um retrato perfeito da encrenca em que essa disciplina, que vem crescendo e hoje abarca mais ou menos a metade das escolas do país, nos lança.

Se as historietas bíblicas são reais, como quer a professora, então nós temos vários problemas. Procedamos por ramos do saber, a começar da física. De acordo, com Josué 10:12, Deus parou o Sol para que os israelitas pudessem massacrar os amorreus. Mesmo que eu não duvidasse da onipotência do Senhor, pelo que sabemos hoje de mecânica, nada na Terra sobreviveria a uma súbita interrupção de seu movimento de rotação. Em quem o aluno deve acreditar, no professor de religião ou no de ciência?

A física não o comoveu? Que tal a geologia? Pela Bíblia, a Terra tem cerca de 6.000 anos --5.771, a confiar nas contas dos rabinos. Pela geologia, são 4,5 bilhões. É difícil, para não dizer impossível, conciliar a literalidade das Escrituras com a existência de fósseis com idades substancialmente maiores que os seis milênios. Do lado de qual professor o aluno deve perfilar-se?

Talvez o problema esteja nas ciências "duras". Passemos às humanidades. A Bíblia, como todo mundo sabe ou deveria saber, é a fonte da moral, e os ensinamentos que ela traz nessa área são incontestáveis. Será? Em várias passagens, o "bom livro" autoriza ou mesmo manda fazer coisas que hoje consideraríamos horríveis, como vender nossas filhas como escravas (Êxodo 21:7) e assassinar parentes que abracem outras religiões (Deuteronômio 13:7). Se julgamos que a ética se aprende através de exemplos livrescos, sugiro trocar as Escrituras pelo mais benigno Marquês de Sade.

OK. Alguém pode argumentar que essa professora é uma exceção. Afinal, ela parece estar sustentando a inerrância da Bíblia, conceito que, no Brasil, é defendido por poucas religiões, notadamente adventistas e testemunhas de Jeová. Para as demais, as Escrituras não precisam e nem podem ser tomadas ao pé da letra.

Admito que essa mudança de discurso nos livra de algumas das dificuldades mais vexatórias --já não precisamos conciliar o criacionismo da Terra jovem com as aulas de ciência--, mas nem de longe acaba com elas.

Como já expliquei numa coluna antiga, embora seja em teoria possível juntar uma teologia um bocadinho mais sofisticada com a seleção natural neodarwinista, essa conciliação acaba resultando num Deus menos atuante, que cria as leis do universo e se retira. Ocorre que esse é o Deus de Newton e de Leibniz, mas não o das pessoas que vão a cultos. Para elas, um Deus que não ouve preces e não interfere nos destinos dos humanos é inútil. E esse Deus que elas querem --e que os sacerdotes pretendem colocar nas aulas de religião-- é, pelo menos no plano psicológico, incompatível com a ciência contemporânea que deveria ser ensinada nas escolas.

Não estou evidentemente sugerindo que as pessoas devam rifar Deus para ficar com a ciência. Essa é a minha opção, mas não acho que deva impô-la a ninguém. O simples fato de uns 90% da humanidade manifestar preferências religiosas é um bom indício de que essa é uma característica da espécie, como a tendência a gostar de música ou aquela quedinha por substâncias psicoativas. A verdade é que o ser humano tem algo de esquizofrênico. Só conseguimos conchavar crenças religiosas, que de algum modo acabam apelando ao impossível ou improvável, com o rigor lógico exigido pelo método científico, porque nosso cérebro está dividido em módulos. "Grosso modo", quando a parte responsável pelo pensamento lógico está ativa, inibe a área da religião, e vice-versa. Com esse mecanismo, as contradições, quando não passam despercebidas, tornam-se digeríveis.

Até para facilitar esse processo, não convém que religião e ciência sejam ensinadas no mesmo espaço. Para que a criançada aprenda desde cedo a distinguir o discurso do "lógos" (científico) do do "mythos" (religioso), é melhor que a escola trate apenas da ciência e que a religião fique a cargo dos templos.

Cuidado, não estou afirmando que não seja possível estudar a religião com ferramentas científicas. Em princípio, a sociologia, a antropologia, a psicologia e a neurociência estão aí para isso. Mas convém lembrar que estamos falando aqui de crianças de 6 a 15 anos, muitas das quais mal conseguem aprender português e as operações aritméticas básicas. Não me parece que a abordagem científica da religião deva ocupar um lugar muito alto na lista de prioridades. De resto, duvido que o lobby que advoga pelo ensino religioso esteja ansioso para ver a fé submetida a exame crítico.

Para além da cabeça da garotada, o ensino religioso na rede oficial também gera uma série de problemas institucionais. Como eu escrevi em texto que acompanhou a reportagem principal, a existência dessa disciplina em escolas públicas fere a separação entre Estado e igreja.

Pelo menos em teoria, o Brasil é um Estado laico. Não há religião oficial e o artigo 19 da Constituição proíbe expressamente o poder público de estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou manter com eles relações de dependência ou aliança. É claro que a teoria soçobra antes mesmo de chegarmos ao artigo 19. O próprio preâmbulo da Carta invoca a "proteção de Deus", e o artigo 210 prevê o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental.

Vale aqui observar que a única Constituição verdadeiramente laica que tivemos foi a de 1891, que rompeu com a Igreja Católica e eliminou quase todos os seus privilégios. As que a sucederam reintroduziram o ensino religioso.

Embora doutrinadores gostem de dizer que não há contradição entre os artigos 19 e 210, é forçoso reconhecer que colocá-los lado a lado gera pelo menos um mal-estar. Não é o único. A diferença é que, ao contrário de outros estrépitos constitucionais, que conseguem passar relativamente despercebidos, esse está produzindo consequências.

Por considerar que o Estado não pode regular matéria religiosa sem romper sua neutralidade diante delas (que caracteriza o laicismo), o CNE (Conselho Nacional de Educação) optou por não fixar parâmetros curriculares nacionais para a disciplina. A decisão é institucionalmente correta (e constitui uma prova indireta do erro que foi colocar o ensino religioso na escola pública), mas gerou um deus nos acuda, onde cada Estado definiu ao sabor da conjuntura política local como a matéria seria ministrada.

As pesquisadoras Debora Diniz, Tatiana Lionço e Vanessa Carrião, em "Laicidade e Ensino Religioso no Brasil", traçam um panorama desse pequeno caos.

Pelo que elas puderam levantar, Acre, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro optaram por um sistema confessional, que não se distingue da educação religiosa oferecida em escolas ligadas a igrejas. Não é preciso PhD em Direito para constatar que esse tipo de ensino afronta o dispositivo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação que veda o proselitismo no ensino religioso.

Os demais Estados menos São Paulo escolheram o modo interconfessional, no qual as religiões hegemônicas se unem contra as mais fracas e contra ateus e agnósticos para definir um núcleo de valores a ser ensinado aos alunos. Tampouco é um exemplo de defesa dos direitos das minorias.

Apenas São Paulo fez uma leitura um pouco mais crítica dos mandamentos constitucionais e se definiu pelo ensino não confessional. Pelo menos no papel, aqui as crianças têm aulas de história das religiões, no que é provavelmente a única forma de juntar sem produzir muitas fagulhas o ensino religioso com o princípio da separação entre Estado e religião.

Resta apenas responder porque a laicidade é assim tão importante. O problema com as religiões reveladas é que elas trazem absolutos morais. Se a lei foi baixada pelo Altíssimo, apenas querer discuti-la já representaria uma segunda ofensa contra o Criador. E utilizar absolutos na política --religiosos ou ideológicos-- é ruim porque eles a descaracterizam como instância de mediação de conflitos. O remédio contra isso, como já intuíram no século 18 os "philosophes" do Iluminismo francês e os "founding fathers" dos EUA, é a separação Estado-igreja. Ela facilita o advento da política como arte da negociação e, mais importante, favorece a noção de que minorias têm direitos que devem ser protegidos mesmo contra a maioria. Aqui, paradoxalmente, o laicismo se torna a principal força a proteger as religiões umas das outras.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/883388-religiao-na-escola.shtml

Seis a cada dez professores que dão aula sem diploma estão matriculados na faculdade

Da Redação*
Em São Paulo
Um cruzamento de dados divulgado pelo MEC (Ministério da Educação) mostra há 381.214 professores da educação básica matriculados em cursos superiores. Isso signfica que seis a cada dez profissionais sem diploma que estão em sala de aula buscam formação. Os números foram divulgados pela pasta nesta quinta (3).
Segundo o Censo Escolar, também do MEC, há 636 mil docentes que lecionam nos ensinos infantil, fundamental e médio sem diploma - o montante corresponde a 32% do total de profissionais. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) exigia que todos os professores dos então 1º e 2º graus tivessem ensino superior até o ano de 2006.

Professores na faculdade
O número divulgado pelo MEC é resultado de cruzamento de dados do censo dos professores da educação básica com o censo dos estudantes da educação superior de 2009. Segundo o ministério, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) fez o estudo usando o CPF dos educadores para não haver dupla contagem.

Dos 381.214 professores matriculados na educação superior, mais de 50% dos educadores estão em cursos de pedagogia – 192.965, seguido de letras (44.754), matemática (19.361) e história (14.478). Fora das licenciaturas (cursos que formam docentes), os cursos preferidos são direito, com 8.891 matrículas, administração (5.809) e serviço social (4.259), mas há também professores nas engenharias (3.287), na psicologia (3.061), entre outros.

Os profissionais preferem cursos presencias a EAD (educação a distância) - há 206.610 cursando graduação na primeira modalidade e 174.604, em EAD.

Enem dos professores
O Ministério da Educação publica, nesta quinta-feira (3), no Diário Oficial da União, portaria normativa que institui a prova nacional de concurso para o ingresso na carreira docente, que será realizada uma vez por ano, de forma descentralizada, em todas as unidades da Federação. O Inep será o responsável pela coordenação e aplicação da prova, prevista para começar a ser aplicada em 2012.

A participação do professor é voluntária e o uso dos resultados para seleção de docentes pelas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal será por adesão ao exame. A realização da prova nacional tem uma série de objetivos, entre eles, subsidiar as redes públicas de educação na realização de concurso para admissão de docentes e conferir parâmetros de auto-avaliação aos participantes.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/03/seis-a-cada-dez-professores-que-dao-aula-sem-diploma-estao-matriculados-na-faculdade.jhtm

quarta-feira, 2 de março de 2011

Humoristas discutem educação com alunos de escolas públicas

Portal do MEC
Os humoristas Marcelo Tas, Hélio de La Peña e o cartunista gaúcho Iotti foram a escolas públicas de nível médio e conversaram com os estudantes. O resultado do bate-papo está registrado no episódio Humoristas, da série Caminhos da Escola, que será exibido pela TV Escola na próxima quinta-feira, 3, às 22h, com reprise para os dias 5, às 17h, e 6, às 10h.

Apesar de divertido, o encontro levantou assuntos sérios como, por exemplo, a utilização de quadrinhos para a alfabetização, o twitter como instrumento de comunicação e a associação entre humor e inteligência e preconceito racial. Hélio de La Peña, do programa humorístico Casseta e planeta, por exemplo, foi questionado sobre a política de cotas para negros em universidades públicas. “Eu prefiro um recorte sócio-econômico. Garantir uma vaga para um negro que tem recursos e negar para um branco pobre não me parece justo”, argumentou La Pena, que é engenheiro, em visita a Escola Estadual Andre Maurois, no Rio de Janeiro.

Quando entrou em contato com os estudantes da escola estadual Oswaldo Aranha, em São Paulo, o jornalista e apresentador de televisão Marcelo Tas logo ficou sabendo que estava encontrando, cara a cara, alguns de seus seguidores no twitter. “O twitter já transformou o jornalismo. Fico sabendo das notícias primeiro por este instrumento e não pelas agências de notícias”, relatou o jornalista, que defendeu a utilização do microblog para a educação.

Humor e Informação – Tanto Marcelo Tas quanto Hélio de La Peña disseram aos estudantes que é preciso estar bem informado para utilizar e entender o humor. “Já ouvi várias pessoas me dizendo que assistem ao jornal para entender as piadas do Casseta e planeta”, contou Hélio. A importância da leitura também foi abordada pelo cartunista gaúcho Iotti, que foi até a Escola Imigrante em Caxias do Sul (RS). “O Ziraldo diz que ler é mais importante que estudar e, de fato, lembro dos livros que li quando eu era estudante, mas do conteúdo do ensino médio lembro vagamente”, contou.

A TV Escola pode ser assistida no canal 112 da Sky, 694 da Telefônica TV Digital, 123 da Via Embratel, pela antena parabólica analógica, na horizontal, frequência 3770, e digital banda C Vertical, frequência 3965, e também pela página eletrônica da emissora.

O episódio Humoristas, da série Caminhos da escola, também está disponível pela internet. Confira aqui.

Ana Guimarães
Palavras-chave: TV Escola

Vale a pena estudar para o vestibular no carnaval? Veja dicas de professores

Ana Okada
Em São Paulo
Usar o tempo livre do carnaval para estudar é uma boa alternativa para os vestibulandos de plantão? Depende de cada caso. Partir para os estudos sem objetivos e metas que se quer alcançar ao final do ano pode levar à perda de tempo; por outro lado, só descansar e ficar preocupado por conta disso também não é uma atitude saudável. Confira dicas dos professores ouvidos pelo UOL Vestibular.
Um ponto primordial para o vestibulando, explica Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice, de São Paulo, é a definição de objetivos e metas a serem alcançados ao longo do ano e no final do processo seletivo. O vestibulando deve buscar informações sobre qual é a pontuação necessária para entrar no curso que deseja "para ver o quanto terá que se dedicar" a exercícios e simulados.



"Existe aí um planejamento a ser feito, que deve levar em consideração o quantitativo e o qualitativo. Cada estudante tem um rendimento: alguns, para chegar num certo nível, levam um tanto de horas; outros chegam nisso em menos tempo. É importante que a pessoa se conheça. Não adianta ficar só estudando com um rendimento insuficiente", explica o docente.
Para que isso dê certo, além de autoconhecer, o estudante tem que saber balancear exercícios e pausas. "É importante conseguir dosar os estudos com o descanso e o lazer. Não dá para nesses dias de carnaval se preocupar em tempo integral com os estudos, mas também não dá para, caso ele escolha uma carreira competitiva, ficar o tempo todo descansando. Tem que dosar segundo as necessidades", diz.
O planejamento dos objetivos e metas a se atingir nas provas pode ser feito pelo próprio vestibulando ou com ajuda do colégio ou cursinho, e deve ser seguido. Segundo o professor Tony Manzi, do Cursinho Henfil, um erro comum dos estudantes é o de achar que só assistir as aulas já é suficiente. "Se dedicar somente às aulas não é suficiente, tem que ter dedicação, fazer os exercícios, tirar dúvidas nos plantões, fazer grupo de estudo", diz.

Para estudantes que começarão a se preparar para o vestibular após o feriado, o professor aconselha a revisão de noções básicas das matérias de exatas. "Ele pode revisar operações mais simples como funções, equações, fatorações, divisão e equação, por exemplo, para não começar o curso totalmente cru. Se ele já souber isso, vai conseguir ficar na frente de muitos candidatos", diz.
Outra dica de Manzi é ficar por dentro das notícias desde já. "Muitas provas que são aplicadas em novembro ficam prontas no meio do ano, então é interessante acompanhar bem as atualidades no primeiro semestre. Além disso, quanto mais o estudante ler, melhor interpretará textos e fará redações", complementa
Retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/03/02/vale-a-pena-estudar-para-o-vestibular-no-carnaval-veja-dicas-de-professores.jhtm

Melhores sistemas educacionais do mundo dão autonomia a escolas e não selecionam alunos

Juliana Doretto
Especial para o UOL Educação
Em Brasília
Ausência de processos de seleção para a entrada de alunos e mais autonomia para as escolas. Esses dois itens são listados pelos resultados do último Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), divulgado em dezembro de 2010, como algumas das ações em comum nos sistemas escolares que conseguem educação de qualidade.
A prova, coordenada pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e aplicada em 65 países para alunos por volta dos 15 anos, mede conhecimentos e habilidades em leitura, matemática e ciência, além de aplicar questionários a alunos e diretores (e pais, em alguns casos), sobre ambiente e práticas de aprendizado, organização das escolas e contextos sociais e econômicos, entre outros.

Segundo o Pisa, os sistemas escolares que dão a mesma oportunidade aos alunos tendem não apenas a ter notas melhores mas também a reduzir a influência da realidade social e econômica dos estudantes no seu desempenho escolar. São sistemas em que todos os alunos, com contextos diferentes, têm as mesmas oportunidades para aprender e frequentam as mesmas escolas. Além disso, eles raramente repetem de ano ou são transferidos de escolas por problemas de comportamento ou por pouco rendimento acadêmico.

O programa de avaliação lista as escolas de Coreia do Sul, Finlândia, Canadá, Japão, Noruega, Estônia, Islândia e Hong Kong como as mais bem-sucedidas na avaliação. Isso significa, para o Pisa, que elas têm performance em leitura acima da média dos países da OCDE (493 pontos) e que o contexto sócio-econômico dos estudantes tem um impacto menor nesse resultado do que ocorre na média da OCDE (14% da variação na performance vem do contexto de vida do aluno).

“Isso representa um funcionamento eficiente da escola. Ela consegue ser democrática e atender o aluno da forma como ele chega. Não é algo baseado na retenção, mas no trabalho do dia a dia”, explica a educadora Silvia Gasparian Colello, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). Ela diz que as pessoas têm diferentes saberes e mecanismos de aprendizagem e que, ao reunir esses alunos numa mesma sala, “todo mundo aprende com todo mundo” e foge-se de uma divisão entre alunos que é artificial. “O aluno é forte, médio ou ruim a partir de que princípios? Ele pode ser bom em português, mas não ter dificuldades com biologia.”

No Brasil, as escolas técnicas federais, por exemplo, têm melhor desempenho entre as da rede pública, no ensino médio, mas é comum a seleção de estudantes nessas instituições, por meio de vestibulinhos. Silvia Colello afirma que a divisão de alunos não costuma ser benéfica para nenhum dos lados, já que os que apresentam as piores notas se tornam uma “profecia autorrealizante” (como espera-se pouco deles, produzem pouco) enquanto os que têm melhor desempenho podem se acomodar e não render tanto quanto o esperado.

O Pisa afirma que nenhum dos sistemas escolares que se destacam “tem altos índices de diferença entre os alunos”. Por outro lado, países como Bélgica, Holanda e Suíça, que selecionam e classificam os alunos em escolas, programas ou notas, apresentam boas performances, mas a realidade fora da escola do estudante influencia mais na nota do que nos países considerados bem-sucedidos.

Além disso, o Pisa mostra que nos países em que os alunos de 15 anos foram divididos em mais faixas, baseadas em suas habilidades, a performance geral não foi melhor” e que “quanto menor a idade em que a seleção acontece, maiores são as diferenças geradas pelo contexto sócio-econômico nos resultados dos estudantes, quando chegam aos 15”.

Escola própria
Outra característica comum entre os sistemas que conseguem bons resultados é a grande autonomia que eles dão às suas escolas. Elas podem formular seus currículos e definir suas formas de avaliação. “Isso permite que elas se ajustem a seus perfis de aluno, tirando o melhor proveito da diversidade”, diz Silvia Colello.

Ela lembra, no entanto que, no Brasil, a escolha dos livros didáticos pelas escolas públicas, pelo PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), é feita a partir de uma lista pré-selecionada. “Por exemplo, para falar do mar, uma escola em uma comunidade de pescadores vai partir de um ponto diferente de uma comunidade do sertão. Os conteúdos não são neutros. Eles são social e culturalmente situados.”

Apesar de listar características comuns entre os sistemas escolares bem-sucedidos, o relatório com o resultado do Pisa diz, no entanto, que essas características não são “necessárias ou suficientes” para uma boa qualidade na educação. Para Silvia Colello, “a fórmula do sucesso [na educação] é complexa e plural. Depende de diferentes fatores e da relação entre eles”.

Sobre o Pisa
O Pisa produz indicadores educacionais, avaliando alunos próximos do final da educação obrigatória. As provas são aplicadas a cada três anos, sempre com foco em uma das áreas sempre avaliadas: a de 2009 teve ênfase na leitura.

Os alunos que fazem os testes vêm de uma amostra aleatória de escolas públicas e privadas e são escolhidos pela idade (entre 15 anos e três meses e 16 anos e dois meses, no início da avaliação), e não pelo grau escolar em que estão. A prova já foi aplicada em 2000, 2003 e 2006.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/01/melhores-sistemas-educacionais-do-mundo-dao-autonomia-a-escolas-e-nao-selecionam-alunos.jhtm

terça-feira, 1 de março de 2011

Elaboradores de itens para proficiência são capacitados

Portal do MEC
Começou nesta segunda-feira, 28, a primeira capacitação de 2011 para colaboradores do banco nacional de itens para o exame de Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). Até a próxima quinta-feira, 3 de março, 16 mestres e doutores na área de ensino de línguas estrangeiras, linguística aplicada e ensino de português para estrangeiros estarão reunidos para a elaboração de itens para o exame.

“Não é uma simples elaboração de itens, é uma forma de fortalecer a mobilidade e compartilhar culturas”, disse a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, durante a abertura da capacitação.

Também estiveram presentes ao evento o conselheiro Gustavo Guimarães, do Ministério das Relações Exteriores, a diretora em exercício de avaliação da Educação Básica, Camila Karino, o coordenador-geral de exames para certificação, Marcos Novais, e o presidente da comissão técnica do Celpe-Bras, Jerônimo Coura.

Os professores serão capacitados com palestras e oficinas, antes da elaboração dos itens. Os colaboradores atenderam a uma chamada pública para subsidiar a composição de pelo menos três edições do exame.

Além da elaboração de itens para o Celpe-Bras, o Inep se responsabiliza por itens de outros exames, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e Prova Brasil-Saeb.

Histórico – O Celpe-Bras teve a sua primeira aplicação em 1997 e para sua primeira edição se inscreveram 120 pessoas. Atualmente, com duas provas ao ano, esse número subiu para quase 3 mil. Cerca de 30 países possuem instituições credenciadas como postos para aplicar o exame. No Brasil, mais de 20 universidades, de todas as regiões do país, são autorizadas. As prova para o primeiro semestre serão realizadas nos dias 27 e 28 de abril.

Para fazer o exame, podem se candidatar estrangeiros e brasileiros cujo idioma materno não seja a língua portuguesa, com pelo menos 16 anos e formação mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro completo. O exame é composto de duas partes: escrita, com duração de duas horas e meia, e oral, com 20 minutos. As inscrições seguem até o dia 15 de março, pela página do exame.

Assessoria de Comunicação Social do Inep
Palavras-chave: Celpe-Bras, Inep

Haddad afirma que readequação orçamentária não afeta educação

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, declarou na tarde desta segunda-feira, 28, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, que os cortes anunciados no orçamento do Ministério da Educação não afetarão a execução das políticas públicas estabelecidas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), da creche a pós-graduação.

Ele fez a afirmação na cerimônia de abertura do ano letivo do campus avançado da Universidade Federal Pernambuco (UFPE), na Zona da Mata. O ministro estava acompanhado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. “Hoje foi anunciado o corte. Nosso orçamento iria de R$ 62 bilhões para R$ 70 bilhões. Agora vai para R$ 69 bilhões. Em 2002, era de R$ 17 bilhões. Os compromissos estão mantidos. E para seguir o ritmo da expansão da educação superior, quero tranquilizar a todos que cumpriremos a nossa parte”, disse o ministro.

Sobre o anúncio do corte de R$ 3 bilhões, feito pela equipe econômica na manhã de hoje, o MEC esclarece que dois terços do contingenciamento atinge emendas parlamentares, e apenas R$ 1 bilhão do orçamento. Portanto, sem afetar a execução das ações previstas no PDE.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: PDE, orçamento

Evolução da matemática durante a história é tema de programa

Portal do MEC
Presença cotidiana na vida de todos, a matemática é uma ciência criada para solucionar problemas com uma finalidade prática. A TV Escola exibe, a partir desta terça-feira, 1º de março, até a próxima sexta-feira, 4, a série de documentários A história da matemática, que revela as transformações pelas quais essa ciência passou, de sua origem aos dias atuais.

Os episódios, apresentados por Marcus Du Sautoy, professor da Universidade de Oxford, têm uma hora de duração e apresentam conteúdos indicados para alunos do ensino fundamental e médio. Serão exibidos diariamente às 13 horas.

A linguagem universal, primeiro programa da série, mostra como a matemática é fundamental em nossas vidas. O professor du Sautoy explora o sistema decimal, inspirado pelos dez dedos da mão, originário do Egito, a matemática mesopotâmia e seus sistema numérico de base 60 e a influência dos filósofos gregos Platão, Euclides, Arquimedes e Pitágoras para a transformação da matemática, de simples ferramenta de contar, para a complexa disciplina conhecida hoje.

Quando a Grécia antiga caiu, o progresso matemático parou na Europa e entrou na idade das trevas, porém a matemática oriental continuou se desenvolvendo. O episódio Os gênios do Oriente mostra como os avanços permitem grandes feitos da engenharia, como a grande muralha da China. O símbolo para o número zero é inventado na Índia, e desenvolvem-se conceitos de infinito e números negativos. Uma nova linguagem, a álgebra, é desenvolvida no Oriente Médio e espalha-se pelo ocidente.

O terceiro episódio, As fronteiras do espaço, mostra como no século XVII a Europa recupera seu lugar como força motriz das ideias matemáticas. René Descartes e seu plano cartesiano, definindo objetos no tempo e espaço, o desenvolvimento de cálculo por Isaac Newton e o famoso último teorema, o quebra-cabeça matemático proposto por Pierre Fermat, um problema solucionado pelo inglês Andrew Willes, depois de 300 anos.

Para o infinito e além conclui a série, mostrando os trabalhos sobre os conjuntos de Georg Cantor e a teoria do caos, de Henri Poincare, e a influência no trabalho de Albert Einstein. Professor du Sautoy ainda apresenta as grandes questões matemáticas ainda não solucionadas.

Diego Rocha
Palavras-chave: TV Escola, história da matemática, documentário

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Alunos do ensino médio debatem com ministro temas da educação

Portal do MEC
A qualidade do ensino médio público, os conteúdos pedidos nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o piso salarial dos professores foram debatidos nesta sexta-feira, 25, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, com 21 estudantes do ensino médio que integram o Parlamento Juvenil do Mercosul.

O grupo de estudantes está em Brasília trabalhando no plano de ação do Parlamento Juvenil para 2011 e no regimento interno. O Parlamento Juvenil do Mercosul foi constituído em 2010, com representação da Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Colômbia e realizou a primeira reunião em Montevidéu, em outubro.

As provas do Enem, segundo alguns estudantes do parlamento, são muito longas e parte dos conteúdos pedidos não condizem com o que se aprende em escolas públicas do ensino médio.

Segundo Haddad, existe um esforço muito grande no país para melhorar a qualidade da formação dos professores e que isso vai refletir na melhora do ensino médio e no desempenho dos alunos no Enem. “O Enem é um referencial para as escolas do que deve ser estudado e fazer as provas é um direito dos alunos”, explicou.

Em 2010, segundo o ministro, 3 milhões de alunos fizeram o Enem, enquanto o número de vestibulandos em todo o país não passa de um milhão. Além de ser porta de entrada em instituições de ensino superior públicas e privadas, o Enem possibilita a certificação do ensino médio, dá acesso a bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e ao Financiamento Estudantil (Fies), Haddad explicou.

Sobre o piso salarial dos professores, que teve um aumento de 15,85% neste ano e passou a ser R$ 1.187,00, o ministro disse que ainda é pouco, porém mais importante que o valor inicial é haver o piso, para que a sociedade lute por ele.

Os integrantes do Parlamento Juvenil do Mercosul também opinaram sobre outros programas do MEC. A chegada de ônibus novos do Caminho da Escola, no município de Colinas (MA), foi destacada por Adão Randerson, que faz o segundo ano do ensino médio no Centro de Ensino João Pessoa. Segundo Adão, cinco das seis escolas do município já receberam os ônibus, além de computadores e internet banda larga.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Parlamento Juvenil do Mercosul

ProUni - Pré-selecionados devem fazer a matrícula até sexta-feira

Portal do MEC
Os candidatos a bolsas de estudos do Programa Universidade Para Todos (ProUni) pré-selecionados na primeira chamada da segunda etapa de inscrições têm prazo até sexta-feira, 4 de março, para apresentar os documentos e fazer a matrícula na instituição particular de educação superior pela qual optaram. Caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada, em 13 de março.

Ao fim das duas chamadas, os candidatos não pré-selecionados e os pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma constarão de lista de espera, que estará à disposição das instituições de ensino participantes do ProUni a partir de 21 de março. A classificação do candidato considerará a primeira opção de curso — cada estudante faz três opções ao se inscrever. Caso não tenha ocorrido formação de turma na primeira, a classificação se dará na seguinte, até a terceira.

A partir da classificação na lista de espera, as instituições de ensino convocarão os estudantes entre 21 e 25 de março para aferição das informações prestadas na inscrição e matrícula, conforme o cronograma.

A consulta ao resultado da primeira chamada da segunda etapa deve ser feita na página eletrônica do ProUni.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: ProUni, segunda etapa

Livro Didático - Programa terá este ano aquisição recorde de 135 milhões de exemplares

Portal do MEC
Neste domingo, 27, foi celebrado o Dia Nacional do Livro Didático. Para marcar a data, o Ministério da Educação promove, este ano, a aquisição de 135 milhões de livros — a maior já feita pelo MEC. Os investimentos foram de R$ 880 milhões na compra e de R$ 140 milhões na distribuição em todas as escolas das redes públicas federal, estaduais e municipais. Mais de 36 milhões de estudantes terão livros novos este ano.

Cada novo exemplar que chega às escolas públicas para o ano letivo de 2011 custou aos cofres públicos, em média, R$ 6,50. “É um preço muito bom; na loja, esses livros não saem por menos de R$ 60”, afirma o diretor de ações educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Rafael Torino.

Este ano, pela primeira vez, alunos de escolas públicas do sexto ao nono ano receberão livros de língua estrangeira. A escola pode optar por inglês ou espanhol. “Já enviamos às escolas um volume por aluno” explica Torino. “Os exemplares são consumíveis; não há necessidade de devolução.”

Desde 1938, são desenvolvidas no país políticas destinadas a levar obras didáticas às escolas públicas. Somente em 2012, no entanto, os alunos de todas as séries do ensino fundamental receberão exemplares de todas as áreas do conhecimento. No próximo ano, estará completa a universalização do acesso ao livro didático, com a compra de títulos de língua estrangeira, filosofia e sociologia para o ensino médio.

O processo de avaliação dos títulos para o ensino médio está em fase final. O Guia do Livro Didático, com os títulos bem avaliados, será publicado em março. Com ele, os professores das escolas públicas terão o período de abril a junho para escolher as obras. Depois dessa fase, será aberta a de compra e impressão. A distribuição caberá aos Correios.

Desafios — Na avaliação do diretor de políticas de formação, materiais didáticos e de tecnologias para educação básica do MEC, Marcelo Soares, a distribuição de livros didáticos, aliada a políticas como a de valorização do magistério, tem contribuído para a elevação da qualidade da educação no país. Ele salienta que o Brasil aparece entre os três países que mais evoluíram na educação básica nesta década, segundo relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009, divulgado no ano passado.

Com a garantia da universalização do acesso, o desafio passa a ser a garantia da qualidade. Com cada vez mais conteúdo ministrado em sala de aula, as obras tendem a ficar volumosas. “O desafio é adquirir material mais prático, dinâmico, que dialogue com as novas mídias”, diz Torino. Além de levar os exemplares às salas de aula, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), responsável pela política do livro, pretende entregar um material atraente tanto para professores quanto para estudantes.

Ana Guimarães
Palavras-chave: livro didático, PNLD, FNDE

Professor: como aproximar os alunos novos

Por Içami Tiba
A maior arte do professor está em conseguir entrosar alunos novos com aos antigos.

Isso pode acontecer em qualquer época do ano quando chega um ou outro aluno por transferência de outra escola, ou de outro turno, mas é muito mais frequente no começo do ano letivo.

Gostamos de mudanças quando elas partem de dentro de nós, dos sonhos, dos projetos, da simples vontade ou até mesmo por uma necessidade, e é partir para o “melhor”. Em sã consciência ninguém deseja piorar de qualidade de vida, não importam os motivos, de se distanciar do seu “bom” e ir para o “ruim”. Estas mudanças geralmente ocorrem por pressões exteriores, não por vontade própria.

Para os migrantes, além dos problemas ou facilidades materiais e psicológicos que têm de enfrentar, há um posicionamento afetivo que pode melhorar ou piorar qualquer mudança: é onde se coloca o conceito: melhor ou pior do que...

Se eu mudo para o melhor que estou, então está tudo bem, o novo fica endeusado. Mas se eu mudo para pior, então está tudo mal, o novo fica demonizado. Repare que este conceito está relacionado com o mundo interior de cada um. Portanto, uma mudança familiar pode agradar uns e desagradar outros. Este conceito leva a uma avaliação do como estava, bem ou mal, antes da mudança.

Quando um aluno vai para uma escola sabidamente pior do que aquela em que estava, é fraco o desejo de se entrosar com o pessoal que já está lá. O professor tem imensa importância neste caso, pois ele lhe é a única referência inicial, mesmo que o transferente não demonstre interesse em se enturmar. Ainda que não se interesse pelos colegas, ele precisará se entrosar. O aluno migrante que sabe que está no novo somente para ser aprovado, e em seguida ir para outra “escola boa”, ele pode considerar-se em trânsito nesta escola “ruim”. Para ele, o “bom” ficou onde estava e estará para onde irá depois de aprovado. Então esta escola é “boa” somente para passar de ano.

Mas há os que deixaram o “bom” porque de fato lá não renderam, de lá foram expulsos ou mais amenamente convidados a se retirarem. Isto significa que esta escola “ruim” tem que ser “boa” para ele poder aproveitar esta chance e aprumar-se nos estudos. Merece um bom trabalho do professor, pois este aluno veio para ficar e não para piorar.

Geralmente quem tem que se adaptar é o aluno novo e não os velhos que lá já estavam, mas o professor tem que ser a sensibilidade para perceber e explorar as trocas viáveis entre eles. E Geralmente os aspectos positivos devem ser ressaltados, pois estes favorecem as aproximações. Se houver uma apresentação formal, com adolescentes maiores, seria uma quebra de gelo muito grande investir um tempo para apresentações mútuas das qualidades. Eu sou Paulo, bom em ... ; Meu nome é José, mais conhecido como Zelão e gosto de música etc.

Se em um grupo de alunos cada um deles recebe uma atenção equânime todos terão seu momento de celebridade. O clima desta apresentação pode parecer um velório ou uma festa. Isto depende do professor, que exige maior rigor e seriedade ou que estimule a criatividade mas que não vire a maior bagunça...

Quanto à matéria vale a pena pesquisar com uma pergunta da matéria do dia: Quem sabe o que é ... Quem não souber, aluno novo ou velho, pergunte a quem sabe, novo ou velho. A explicação do aluno pode ser base para a aula do dia para o professor. Isso nivela os conhecimentos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2011/02/15/professor-como-aproximar-os-alunos-novos.jhtm

Metade das escolas tem ensino religioso

ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA
São 98 mil colégios, públicos ou privados, oferecendo a disciplina, segundo censo da educação básica do MEC

Sem diretriz nacional sobre conteúdo, Estados e municípios adotam formatos diversos; lei veta só propaganda
"O que são as histórias da Bíblia? Fábulas, contos de fadas?", pergunta a professora do 3º ano do ensino fundamental. "Não", respondem os alunos. "São reais!"
A cena, numa escola pública de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, precede aula sobre a criação do universo por Deus em sete dias. O colégio é um dos 98 mil do país (entre públicos e particulares) que ensinam religião.
O número começou a ser levantado em 2009, no censo da educação básica feito pelo Inep (instituto ligado ao MEC). Ao todo, metade das escolas do país tem ensino religioso na grade curricular.
O fundamento está na Constituição, que determina que a disciplina deve ser oferecida no horário normal da rede pública, embora seja opcional aos estudantes. Escolas particulares não precisam oferecê-la, mas, se assim decidirem, podem obrigar os alunos a assistirem às aulas.
Não há, porém, uma diretriz nacional sobre o conteúdo -a lei proíbe só que seja feita propaganda religiosa e queixas devem ser feitas aos conselhos de educação.
Assim, Estados e municípios adotam formatos diversos. Uns põem religiosos para dar as aulas; outros, professores formados em história, pedagogia e ciências sociais.
É o caso do DF, onde a orientação é que não haja privilégio a um credo -embora a aula em Samambaia possa ser considerada controversa.

DISCUSSÕES
A conveniência de se oferecer ou não o ensino religioso é, sim, algo controverso.
Uma das maiores discussões ocorreu em 1997, quando, meses antes da visita do papa João Paulo 2º, o governo federal retirou da lei dispositivo que proibia o Estado de gastar dinheiro público com o ensino religioso.
Em 2008, nova polêmica surgiu quando o Brasil assinou com o Vaticano acordo que previa que "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental".
A controvérsia foi a menção explícita ao catolicismo, vista por alguns como privilégio a uma única religião.

SUPREMO
Para Roseli Fischmann, professora da USP, a disciplina fere o caráter laico do Estado. "Precisaríamos ter a coragem de aprovar emenda que a retirasse da Constituição", afirma.
Presidente do Fonaper (Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso), Elcio Cecchetti defende a disciplina sob o argumento de que as crenças ou a ausência delas são "dados antropológicos e socioculturais" que devem ser ensinados, mas sem privilégio a uma religião.
A polêmica chegou à Justiça. Desde o ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) analisa ação em que o Ministério Público Federal pede que determine que o ensino religioso só possa ser de natureza não confessional e proibindo que religiosos sejam professores.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2702201101.htm

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...