sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Blog oferece a docente conteúdo para discussão sobre combate à dengue

Portal do MEC
O número de notificações de casos de dengue no Brasil caiu 56% em 2010, porém 16 estados ainda correm risco de epidemia. No combate à doença, a educação é uma ferramenta necessária. Aproveitando o retorno às aulas, o Ministério da Educação criou um blog para fornecer material que os professores podem usar para tratar do tema em sala de aula.

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, já está provado que a educação tem uma incidência grande na melhoria da saúde. “Em relação à dengue, não basta simplesmente distribuir cartilha e mandar os alunos para casa”, afirma ela. “É fundamental que a escola seja o espaço da prática e da discussão sobre o combate à dengue.”

O Blog da Dengue, publicado no Portal do Professor, apresenta uma seleção de vídeos, animações, infográficos indicados para uso em sala de aula. Segundo a coordenadora do portal, Carmem Prata, o blog deve “dar subsídios às escolas para o trabalho de combate à dengue, por meio de divulgação de conteúdos interativos que motivam e informam as crianças e adolescentes”.

A página também oferece planos de aulas com a metodologia adaptada ao grupo etário alvo, desde o ensino fundamental inicial à educação de jovens e adultos. Para a professora, por ser colaborativo o portal permite que professores de qualquer parte do país conheçam as estratégias que escolas de outras regiões estão adotando, e também compartilhem a sua prática, enriquecida com as novas informações.

As sugestões de aulas são estruturadas para orientar o professor na utilização dos recursos oferecidos pelo portal, de forma criativa e interdisciplinar. Além das aulas de ciências naturais, que trazem noções sobre o ciclo do mosquito Aedes aegypti, tipos e sintomas da dengue, também está disponível conteúdo multimídia, envolvendo estudos da sociedade, matemática, história e línguas portuguesa e inglesa.

O material de aula é produzido por professores de escolas públicas e privadas do Brasil e validado por uma rede de educadores de universidades e colégios de aplicação vinculada ao Portal do Professor, antes de ser publicado no blog, onde pode ser acessado gratuitamente.

Diego Rocha
Palavras-chave: dengue, Portal do Professor, educação básica, saúde

Ministro dá posse a reitores e destaca expansão para o interior

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 17, que o país vive uma mudança social profunda, que resulta em grande parte da decisão do governo federal de expandir a educação superior pública para médios e pequenos municípios. “Está claro que o ingresso de um milhão de estudantes na graduação e na pós-graduação, registrado no censo de 2009, faz diferença”.

A implantação de campi universitários em 126 cidades nos últimos oito anos e o aumento das vagas de ingresso foram destacados pelo ministro durante a posse dos reitores das universidades federais da Fronteira Sul (UFFS), Jaime Giolo, que assume mandato pro tempore, e de Rondônia (Unir), José Januário de Oliveira Amaral, reconduzido ao cargo por mais quatro anos.

No caso da UFFS, Haddad lembrou a vocação social e de integração regional da instituição. De acordo com o ministro, o ingresso de 95% de estudantes oriundos de escolas públicas — 91% deles de famílias com renda mensal de até seis salários mínimos — mostra o acerto da expansão para o interior.

A Unir é considerada pelo ministro uma instituição imprescindível no desenvolvimento do norte do país, especialmente nos campos da sustentabilidade e do desenvolvimento econômico e social. Ele destacou que a formação de mestres e doutores para atuar na região é uma das tarefas da universidade.

Desafios — Reitor de uma instituição com menos de dois anos de atividade, Jaime Giolo tem entre os desafios construir a infraestrutura física da sede e dos quatro campi, que hoje funcionam em prédios alugados ou cedidos. Em Chapecó (SC), sede da instituição, já foram iniciadas as obras de quatro prédios de laboratórios e de dois para salas de aula. Outras licitações estão em andamento para obras nos campi.

Outra tarefa do reitor é implantar programas de pós-graduação para que a instituição tenha de fato o status de universidade. Sete grupos de professores trabalham na elaboração de projetos a serem apresentados à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do MEC. O objetivo é oferecer três cursos de mestrado e um de doutorado no início de 2013 e quatro de mestrado e dois de doutorado em 2016.

A integração da UFFS com as instituições de educação superior brasileiras de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e de países limítrofes, como Argentina, Uruguai e Paraguai, também está na ordem do dia. A aproximação, segundo Giolo, visa a obter ganhos culturais, científicos e tecnológicos, como a expansão do ensino da língua portuguesa nos países vizinhos e do espanhol no Brasil; a troca de experiências sobre produção de vinhos e de triticale, com a Argentina, e de laticínios, com o Uruguai.

Natural do município de Vila Maria (RS), Giolo é mestre em história e filosofia da educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, doutor em história e filosofia da educação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em educação superior brasileira pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Unir — Criada em julho de 1982, após a transformação do território de Rondônia em estado, a Unir tem sede em Porto Velho e campi em Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Rolim de Moura e Vilhena. A instituição oferece 52 cursos de graduação, nove de mestrado e um de doutorado em biologia experimental. Até a criação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), em dezembro de 2008, a Unir era a única instituição pública de educação superior do estado.

Natural de Cruzeiro do Sul (AC), o reitor José Januário de Oliveira Amaral é graduado em geografia pela própria Unir e mestre e doutor em geografia pela USP. Chegou ao cargo em 2007. Na universidade, foi professor, diretor de pós-graduação, pró-reitor de planejamento e vice-reitor (2002-2006).

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: UFFS, Unir, reitor, posse

Agenda: Adesão ao programa Mais Educação é até dia 28

Portal do MEC
As escolas de educação básica pré-selecionadas pelo MEC para participar este ano do programa Mais Educação devem formalizar a adesão e apresentar planos de trabalho até 28 de fevereiro. A adesão tem que ser feita no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec). A meta do programa é atender 15 mil escolas e cerca de 3 milhões de estudantes em 2011. Conheça o programa.

Saúde na Escola recebe projetos até 4 de março

Os municípios que manifestaram interesse de participar do Programa Saúde na Escola, desenvolvido pelos ministérios da Educação e da Saúde, têm prazo até 4 de março para enviar os projetos que pretendem executar. As redes municipais que tiverem projetos aprovados receberão conjuntos de material didático e clínico para a promoção da saúde de seus estudantes. A Portaria Interministerial nº 3.696, de 25 de novembro de 2010, relacionou 2.549 municípios prioritários para receber atendimento do Programa Saúde na Escola (PSE).

Escolas têm prazo para fornecer dados de alunos

As escolas de educação básica de todo o país devem lançar, no sistema Educacenso, as informações sobre o movimento e o rendimento de cada um de seus alunos no final do ano letivo de 2010. O sistema estará aberto até 11 de março. A escola deverá informar se o aluno foi aprovado ou não em 2010, se foi transferido ou se abandonou os estudos. O lançamento dos dados pelas escolas deve ser feito no módulo situação do aluno, na página eletrônica do Educacenso.

Exame certificação de jovens e adultos será em 20 de março

Os estudantes do ensino fundamental que, em 2010, se inscreveram em todo o país para o Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) estão convocados para fazer as provas em 20 de março. Das 8h30 às 12h30, eles responderão testes de história, geografia e ciências naturais; das 14h30 às 1930, farão provas de língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física, redação e matemática. Informações no sítio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Iniciação científica para medalhistas de matemática

Os estudantes que receberam medalhas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) ou da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), entre 2005 e 2010, e estão em cursos de graduação em qualquer instituição, podem participar do Programa de Iniciação Científica e Mestrado (Picme). Os interessados devem fazer a pré-inscrição até 29 de abril. Informações no portal da Obmep.

Palavras-chave: Agenda
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sem carteiras, escola da zona sul de SP faz rodízio de alunos Publicidade

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO
Na tarde do dia 15/02, um cartaz colado no portão da escola estadual Roberto Mange, extremo sul de São Paulo, avisava: não haverá aula hoje para a 6ª A e 6ª B. Motivo: falta de cadeiras e carteiras.

Os alunos das duas salas só descobriram que seriam dispensados das aulas de ontem ao chegar na escola, mas o fato não os surpreendeu.

Desde que as aulas começaram para valer, anteontem, parte das turmas da escola têm se revezado, pois não há lugar para todos sentarem. Em um dia, algumas séries foram mandadas para casa; no seguinte, outras.

Segundo alunos e pais ouvidos pela Folha na porta da escola, anteontem pelo menos uma turma da manhã (de 8ª série) e outra da tarde (de 5ª série) foram dispensadas.

Ontem, além das duas salas de 6ª série que ficaram sem aula à tarde, alunos de ao menos uma 8ª série da manhã também voltaram para casa. Estudantes relataram que o problema se estende ainda a turmas da noite.
"Ontem [anteontem] chegamos aqui adiantados, e nos deparamos com o cartaz dizendo que a turma da minha filha não teria aulas. Faço de tudo para meus filhos não faltarem na escola. É complicado", afirma a dona de casa Marlete Oliveira Silva, 38, mãe de uma aluna da 5ª série que caminha por 25 minutos todos os dias para chegar com a filha à escola.

"O pior é que eles avisam de última hora. As mães vêm com as crianças arrumadinhas e têm que voltar para trás", diz a mãe de outro estudante Silene dos Santos, 45, que acompanhou a frustração dos pais nestes dois dias.

Lucinda Correia Ferreira, 46, também conta que o filho aproveitou a manhã de ontem, quando deveria estar estudando, para ir ao dentista, já que a turma dele da 8ª série foi dispensada porque não havia onde sentar.

DEMANDA

Procurada pela Folha, a diretora da escola, que se identificou apenas como Sueli, disse que não poderia dar entrevistas. Mas afirmou que a falta de cadeiras e carteiras se deve a uma grande "demanda de estudantes".

Depois dos questionamentos da reportagem, uma funcionária retirou o cartaz colado na porta da escola.

Estudantes afirmam, no entanto, que as cadeiras e carteiras são velhas desde o ano passado e que neste ano nenhuma delas foi trocada.

A Secretaria de Educação diz que a diretoria de ensino da região foi alertada na noite de anteontem e vai apurar.

O colégio está localizado no Jardim Myrna, distrito do Grajaú, em uma das avenidas mais movimentadas da região. Ontem, estudantes de 11 e 12 anos que tiveram aulas, mas foram dispensados quase duas horas antes do horário por falta de professores, corriam pela rua.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/876360-sem-carteiras-escola-da-zona-sul-de-sp-faz-rodizio-de-alunos.shtml

Professor ganha menos que o salário mínimo em cidade do Mato Grosso

Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em São Paulo
O piso salarial de um professor sem formação superior em Torixoreu, a 570 km de Cuiabá, é de R$ 415 por uma jornada de 30 horas semanais. O valor está abaixo do salário mínimo nacional (R$ 540) -- cujo valor está em discussão nesta quarta (16) pela Câmara dos Deputados -- e distante do piso nacional do professor aprovado em 2008 (R$ 950). Se o docente tiver graduação, o contracheque sobe para R$ 622.

Para reivindicar aumento salarial, os 49 professores da rede municipal de ensino estão em greve desde segunda-feira (14) quando as aulas deveriam ter recomeçado. Cerca de 400 alunos continuam em casa. Os grevistas pedem aumento de, pelo menos 40%, mas a prefeitura sinaliza com 30%.

A secretária municipal de Educação, Agda martins de Souza Moraes, reconhece que a tabela salarial -- que define o piso -- está "defasada". Mas disse que nenhum professor recebe menos que um salário mínimo pois a prefeitura "complementa". A situação financeira do pequeno município matogrossense é delicada, segundo Agda: a proposta de 30% feita aos grevistas vai comprometer 100% dos repasses federais ao município feitos pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) do MEC (Ministério da Educação).

"A realidade da cidade é diferente: em outros momentos houve uma preocupação em oferecer emprego e efetivaram [professores] sem planejamento", disse a secretária. Há, em média, um professor para cada oito alunos na cidade de 4.100 habitantes. Ela explica ainda que o município tem grande extensão territorial e atende estudantes no campo. "[Em alguns casos, temos] aluno da zona rural que custa R$ 500 por mês [somente] de transporte", diz.

Para o presidente do Sindimut (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Torixoreu), Nilton Lima Ribeiro, a prefeitura precisa explicar para onde vão os 25% do orçamento que devem ser destinados para Educação.
Gestão eficiente

A greve dos professores da cidade do interior do Mato Grosso expõe algumas questões que têm sido debatidas por especialistas a respeito de financiamento da educação e gestão de recursos.

Para o presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Carlos Eduardo Sanchez, não é possível julgar a gestão municipal nesse caso -- se ela tem sido boa ou ruim --, mas ele aponta algumas peculiaridades que podem estar comprometendo os salários dos docentes. "A educação no campo é uma realidade completamente diferente, que pede alto investimento e poucos professores por alunos", exemplifica. Por isso e para cumprir a obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos, a Undime defende que é preciso colocar "dinheiro novo" na educação.

Quanto à adequação do piso municipal para os valores da lei nacional, Sanchez reforça a tese da Undime de que "cada município tem que construir e adequar a carreira professor à lei do piso, o que pede uma gestão eficiente do quadro de professores e de pessoal". Segundo ele, as realidades são muito diferentes e pedem soluções diversificadas.

"Entendemos que a lei do piso é fundamental, mas já vislumbramos preocupação com o reajuste do piso", diz Sanchez. "Com o reajuste para o piso dos que ingressam na carreira talvez não seja possível aplicar para os funcionários mais antigos, o que seria muito frustante."
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/16/piso-do-professor-com-magisterio-e-menor-que-salario-minimo-em-torixoreu-mt.jhtm

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Municípios têm de construir seis mil unidades até 2014

Portal do MEC
Prefeituras de todo o país têm, até 2014, o desafio de construir seis mil creches e escolas públicas de educação infantil previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Esse conjunto de escolas vai criar 1,2 milhão de vagas. Ser proprietária e ter o título de domínio do terreno no qual a escola será construída é uma garantia que a prefeitura deve apresentar ao Ministério da Educação para receber recursos do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

De acordo com a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, a falta de terreno com dominialidade pública é um obstáculo que os municípios têm dificuldade de vencer. “Nas grandes cidades é ainda mais difícil”, diz a secretária. As seis mil escolas previstas no PAC-2 estão distribuídas entre as cinco regiões do país, mas têm prioridade as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, de grande concentração populacional.

Para Maria do Pilar, outro desafio da expansão da educação infantil é levar a sociedade a entender que escola não é lugar para guardar crianças, mas para educá-las. “Não é para a criança ficar ali enquanto a mãe trabalha; a educação infantil é escolar e esse é um espaço da educação”, salienta. “Temos de oferecer uma educação que faça diferença na vida da criança e, para isso, precisa ter qualidade.”

De acordo com dados da Secretaria de Educação Básica (SEB), desde que foi criado, em 2007, o Proinfância já financiou a construção de 2,3 mil escolas de educação infantil — Maria do Pilar estima que cerca de 300 estejam concluídas. As prefeituras que terminam as construções recebem, mediante convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), R$ 100 mil para aquisição de mobiliário e equipamentos destinados às escolas e creches.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: educação infantil, Proinfância, SEB

Brasileiro no Japão pode fazer exame de certificação em maio

Portal do MEC
Jovens e adultos brasileiros residentes ou com trabalho temporário no Japão que pretendam obter certificado de conclusão do ensino fundamental e médio podem fazer, este ano, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), o antigo supletivo. As inscrições, pela internet, têm início nesta quinta-feira, 17, e vão até 11 de março.

As provas, em língua portuguesa, serão aplicadas nas cidades de Nagoya (província de Aichi), Hamamatsu (Shizuoka) e Oizumi (Gunma) e em seis unidades prisionais com brasileiros detidos. Os exames do ensino fundamental, para jovens com 15 anos completos até o dia da prova, serão aplicados em 14 de maio; os do ensino médio, para aqueles com 18 anos ou mais, em 15 de maio.

A 12ª edição do Encceja no Japão é uma iniciativa conjunta dos ministérios da Educação e das Relações Exteriores. Os testes são elaborados e aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A certificação dos aprovados cabe à Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Para se inscrever, o estudante precisa apresentar o número do passaporte. O edital, a ficha de inscrição e o conteúdo a ser cobrado nas provas serão publicados na página eletrônica do Inep ainda esta semana.

Para atender cerca de 280 mil cidadãos — terceira maior comunidade brasileira no exterior, atrás apenas de Estados Unidos e Paraguai —, os ministérios da Educação e das Relações Exteriores oferecem exames de certificação da educação básica no Japão desde 1999. Até 2009, a certificação era responsabilidade da Secretaria de Educação do Paraná. Em 2010, não houve provas.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: certificação, Encceja, Japão

Recursos serão de R$ 7 bilhões para os estados e municípios

Portal do MEC
Estados e municípios devem receber este ano R$ 7,1 bilhões do salário-educação. O aumento é de 7,7% em relação ao transferido no ano passado (R$ 6,6 bilhões) pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Do total de recursos, R$ 3,5 bilhões serão repassados às redes estaduais e R$ 3,5 bilhões às municipais. A estimativa foi publicada nesta terça-feira, 15, no Diário Oficial da União, seção 1, página 26.

O salário-educação é cobrado de empresas e entidades vinculadas à previdência social. Os recursos destinam-se ao financiamento de programas voltados para a educação básica pública. Distribuída com base no número de estudantes, a cota estadual e municipal é transferida mensalmente às secretarias de educação de todo o país. A cota federal é aplicada pelo FNDE no reforço ao financiamento da educação básica para reduzir desníveis socioeducacionais das unidades da Federação.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: salário-educação, FNDE

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Investimento em educação ajuda a combater inflação, diz Haddad

Portal do MEC
O ministro Fernando Haddad defendeu nesta segunda-feira, 14, o aumento dos investimentos públicos em educação como forma de combater a inflação. A estabilidade dos preços depende, segundo ele, de uma agenda educacional capaz de formar recursos humanos. “Se não ampliarmos a oferta de pessoal qualificado, essa falta acarretará aumento no preço dos serviços em geral”, explicou.

O ministro participou, em Brasília, da solenidade de posse da nova diretoria do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A educação profissional foi situada por ele como fundamental para suprir a falta de mão de obra qualificada no país. “Temos 81 escolas de educação profissional para inaugurar até o primeiro semestre de 2012”, revelou.

Durante a cerimônia, na qual empossou o reitor do instituto federal do Ceará (IFCE), Cláudio Ricardo Gomes de Lima, como presidente do Conif, Haddad ainda destacou a importância do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec). “O programa replica, no âmbito da educação profissional, a agenda criada para ampliar o acesso à educação superior”, declarou Haddad, referindo-se a programas do MEC, como o de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), Universidade para Todos (ProUni), de Financiamento Estudantil (Fies), Universidade Aberta do Brasil (UAB) e Expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A lógica é aumentar o número de formandos da educação profissional, a exemplo do que foi feito com a educação superior. De 1999 a 2009, o número de estudantes formados em cursos de educação superior teve alta de 195%, de acordo com o Censo da Educação Superior de 2009.

Emprego — Pesquisas promovidas tanto pelo MEC quanto pela iniciativa privada revelam falta de profissionais qualificados e alta empregabilidade de pessoas com formação profissional — os técnicos de nível médio formados pelas escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, por exemplo, tem 72% de empregabilidade. Outro estudo, A Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho, da Fundação Getúlio Vargas, revela que ter formação profissional aumenta em 48% as chances de uma pessoa em idade ativa ingressar no mercado de trabalho.

Conselho — O mais novo presidente do Conif, Cláudio Ricardo Gomes de Lima, foi aluno da Escola Técnica Federal do Ceará, hoje instituto federal do Ceará. Graduado em química industrial e mestre em engenharia civil pela Universidade Federal do Ceará, é também doutorando em geografia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Ao assumir a gestão do conselho, ele pede mais professores e técnicos administrativos para a rede federal. “Queremos mais profissionais para expandir o ensino com qualidade”, disse.

O Conif congrega 42 instituições que integram a rede federal.

Ana Guimarães
Palavras-chave: ensino, investimento, instituto federal, rede federal

Ensino fundamental de nove anos alcança todas as redes

Portal do MEC
As redes públicas dos 5.565 municípios brasileiros começaram o período letivo deste ano com 100% de implantação do ensino fundamental de nove anos. Isso significa que crianças de seis anos de idade têm matrícula assegurada no primeiro ano do ensino fundamental público, conforme determina a Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006.

De acordo com a secretária de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, a universalização da matrícula aos seis anos é uma conquista, especialmente para as famílias das classes populares ou carentes que eram as que tinham as menores possibilidades de conseguir vagas para os filhos.

Para a coordenadora do ensino fundamental da SEB, Edna Martins Borges, o ingresso das crianças aos seis anos representa uma ampliação do direito à educação. “Estando na escola, elas têm um tempo maior para a construção do seu processo de alfabetização.” Segundo a coordenadora, ao cumprir o prazo de implantação, que era o ano de 2010, as mais de 5,5 mil redes públicas municipais deram um passo fundamental.

O próximo desafio é matricular todas as crianças dos quatro anos de idade aos jovens de 17 anos, para cumprir a determinação da Emenda Constitucional 59, de 11 de novembro de 2009. O prazo é 2016, que também está previsto nas metas do Plano Nacional de Educação (PNE), enviado ao Congresso Nacional em dezembro de 2010.

Apoio – Para apoiar as atividades pedagógicas dos professores do ciclo de alfabetização – crianças de seis a oito anos de idade – a Secretaria de Educação Básica conclui este mês dois tipos de materiais. O primeiro deles é um guia de orientações para os educadores, que compreende uma série de pontos; entre eles, concepções de alfabetização, perfil do professor, importância da coordenação pedagógica na escola, o trabalho coletivo, formação continuada, organização de rotinas escolares, planejamento pedagógico diário, semanal e mensal. Assim que as orientações forem finalizadas, explica Edna Borges, elas serão publicadas no Portal do MEC e depois impressas para envio às escolas.

O outro produto é uma caixa com dez jogos de alfabetização, que também vai para as escolas com turmas do ciclo de alfabetização. Um manual didático para o professor, sobre o uso pedagógico de cada jogo, acompanha o conjunto.

Evolução – A Lei nº 11.274/2006 deu prazo até 2010 para a implantação do ensino fundamental de nove anos nas redes públicas. No fim de 2005, 27,08% das prefeituras já haviam feito a ampliação. Em 2006, alcança 47,2% das redes; em 2007, passa a 71,78%; em 2008 atinge 82,57%; em 2009, 92%, e no final de 2010, chega a 100%.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Educação básica, ensino fundamental de nove anos

Livros interativos começam a ser usados na educação de crianças

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

Pedro Henrique Soares, 8, e Lui Furlan, 7, leem na tela do computador um livrinho que explica o significado da palavra "porta". Ficam encantados, não apenas pela história, mas pelos recursos que a acompanham: músicas, narração, vídeo e um "quiz" sobre o que leram.

Leitores vorazes dos livros de papel, segundo eles mesmos contam, os dois começam agora a se aventurar pelo mundo da leitura digital.

O colégio onde estudam, o Notre Dame, na zona oeste de São Paulo, adotou na semana passada uma biblioteca virtual de literatura infantil, criada pela editora Callis.

Ela será usada ao menos uma vez por semana com as crianças dos ensinos infantil e início do fundamental.

A biblioteca é a primeira do tipo no Brasil, segundo a Callis. Mas outras editoras, de olho no crescimento do uso de tablets tipo iPad, também investem em livros digitais para o público infantil, que vão além da simples digitalização do livro impresso.

O objetivo das editoras é criar livros mais interativos: além de poder virar a página e colori-las com o mouse, os leitores podem ouvir músicas e a narração das historinhas. Em versões para iPads, as crianças podem tocar na tela do dispositivo e mover os personagens, por exemplo.

Na última Bienal do Livro, em agosto, a Globo Livros lançou "A Menina do Narizinho Arrebitado", de Monteiro Lobato, em uma versão de aplicativo para iPad.

Com ilustrações atraentes, o livro permite que, com um toque, a criança mude letrinhas de lugar, faça a personagem espirrar ou toque um gongo para que apareça na tela um exército de grilos.

A Abril Educação também lançou em aplicativos similares dois livros de Walcyr Carrasco no final do ano passado. Em "Meus Dois Pais", a criança pode "montar" um retrato da própria família e, em "A Ararinha do Bico Torto", é possível pintar a ave.

As opções tendem a aumentar neste ano. A Zahar afirma que está estudando projetos de livros digitais mais interativos, assim como a editora Melhoramentos, que está desenvolvendo 12 livros em formato aplicativo, afirma Breno Lerner, superintendente da editora.

Ele acredita que os livros digitais interativos podem despertar o interesse da criança pela literatura.
LIVRO COMPLEMENTAR

Educadores ouvidos pela Folha dizem, entretanto, que o uso desses dispositivos requer cuidado: como funcionam como uma proposta diferente da do livro de papel, não devem substituí-lo. Os dois devem conviver.

A escola deve manter e estimular a ida das crianças à biblioteca tradicional. E os pais não podem trocar a leitura de historinhas em livro de papel pelas do iPad.

"É a emergência de outro tipo de mídia, que dá a possibilidade de usar outro suporte, como som, música. Mas o importante é saber lidar com a diversidade", afirma Maria José Nóbrega, assessora pedagógica de literatura da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e de colégios particulares.

Segundo ela, o livro digital, com recursos que simulam barulhos ou ações do personagem, acabam não permitindo que a criança imagine o que está lendo e exerça a criatividade, por isso é importante manter a leitura do livro de papel.

Ilan Brenman, doutor em educação pela USP e escritor de livros infantis, acredita que o livro digital interativo se aproxima mais da linguagem da televisão, do cinema e dos jogos eletrônicos.

"Quando você dá um iPad para a criança, ela brinca com aquilo. Leitura não é exatamente o que ela está querendo", afirma.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/874558-livros-interativos-comecam-a-ser-usados-na-educacao-de-criancas.shtml

Pronatec terá financiamento para curso técnico de nível médio, diz Dilma

Da Redação
Em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (14), durante o programa de rádio “Café com a Presidenta”, que o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) estará dentro do novo Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica). O aluno que terminou o ensino médio poderá pegar um financiamento para estudar em escolas técnicas privadas também de nível médio.
O Fies teve mudanças no ano passado, com redução na taxa de juros –agora, de 3,4%– e carências diferentes para determinados cursos, como os de licenciatura. É possível pedir o financiamento em qualquer época do ano.

O governo ainda estuda como financiar o curso técnico para quem está no ensino médio e pretende fazê-lo no turno oposto. A princípio, ele não teria custo para o aluno, ao contrário dos cursos para os já formados.

“O Pronatec será um conjunto de ações voltadas para os estudantes e trabalhadores que querem fazer um curso técnico e que não têm como pagar. Será um programa, tanto de bolsas quanto de financiamento estudantil”, disse Dilma. O programa deverá ser lançado no final de março.

A presidente afirmou também que o Pronatec vai oferecer, também, formação profissional em cursos com carga horária a partir de 160 horas.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/14/pronatec-tera-financiamento-para-curso-tecnico-de-nivel-medio-diz-dilma.jhtm

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Exame de Ordem da OAB teve menos questões de ética que o exigido, dizem professores

Rafael Targino
Em São Paulo
Professores de cursinhos preparatórios para o Exame de Ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ouvidos pelo UOL Educação disseram que a prova realizada neste domingo (13) não cumpriu uma norma do próprio órgão que determinava que 15% das questões (no caso, 15 das 100) fossem sobre ética e direitos humanos. Segundo eles, há, no máximo, 12.
“Em ética, há dez questões. Direitos humanos, uma, duas no máximo”, afirma Marco Antonio Júnior, do LFG. “Descumprir o provimento é muito sério”, diz Marcelo Cometti, do curso Damásio de Jesus.

O provimento 136/2009 diz, expressamente, que “a prova objetiva conterá 100 questões de múltipla escolha, com quatro opções cada, devendo conter, no mínimo, 15% de questões sobre direitos humanos, estatuto da advocacia e da OAB, regulamento geral e código de ética e disciplina”. Júnior e Cometti afirmam que um dos caminhos para corrigir o problema seria atribuir a pontuação das questões inexistentes a todos os bacharéis.

A assessoria de imprensa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), aplicadora da prova, disse que só poderia se posicionar sobre o possível erro e uma eventual pontuação adicional na segunda-feira (14). A fundação se limitou a afirmar que o exame transcorreu com “total tranquilidade”, sem registro de problemas.

O UOL Educação tentou contato por volta das 20h deste domingo com o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, mas não teve sucesso.

Como foi a prova
Júnior classificou o exame deste domingo como sendo de dificuldade média para difícil e bem elaborado, mas criticou a extensão das perguntas. “As questões se mostraram longas, o que certamente deve ter deixado o candidato cansado”, diz.

Cometti afirma que muitas das respostas poderiam ser obtidas com o texto da lei. “O aluno não precisava de uma doutrina específica, de um aprofundamento maior para responder a maior parte das questões da matéria.”

O professor do Damásio afirma que pelo menos duas provas estavam mais difíceis que as do ano passado – direito do consumidor e direito ambiental. A maioria (direito civil, internacional, ética, Estatuto da Criança e do Adolescente), no entanto, estava mais fácil.

Direitos humanos
A novidade deste exame foi a exigência de conhecimentos sobre direitos humanos. “[A questão] Cobrava tortura, já era de se esperar. Com relação ao conteúdo, parece que não há problemas”, afirma Marco Antonio Júnior.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/13/exame-de-ordem-da-oab-teve-menos-questoes-de-etica-que-o-exigido-dizem-professores.jhtm

Reposição de livros didáticos custa R$ 87 milhões ao ano

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
Todos os anos, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia do MEC (Ministério da Educação) responsável pelos programas do livro didático, precisa repor em torno de 16% das publicações compradas para serem distribuídas a alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas do país. De acordo com a coordenadora-geral dos Programas do Livro, Sonia Schwartz, o índice está dentro do esperado e nunca será “zerado”. Ainda assim, representa um gasto anual de R$ 87 milhões.

Os livros comprados pelo MEC e distribuídos às escolas públicas têm durabilidade prevista de três anos. A exceção são os exemplares destinados aos alunos do 1° ano do ensino fundamental para alfabetização, que são “consumíveis”. “A reposição é natural. Sempre tem um livro que é extraviado, ou que molha, estraga ou o aluno perde”, aponta Sonia. Ainda assim, ela alerta que as escolas precisam orientar os alunos para o bom uso do material – e dos recursos públicos.

O início das atividades escolares é um período propício para que a escola trabalhe com os alunos a importância de conservar bem as obras. Uma das estratégias adotadas é pedir aos pais que assinem um termo de compromisso quando o livro que é entregue no início do ano. Sonia diz que não há previsão de multa ou outra penalidade caso o material não seja devolvido ao final do período letivo, mas ressalta que é importante a escola ter esse tipo de controle.

O procedimento é adotado pela Escola Classe da 206 Sul, em Brasília. Segundo a professora Erika Dinato, em geral os alunos “cuidam muito bem” do material. “Minha mãe encapa os livros todo ano. A professora fala sempre para não riscar e ele fica aqui na escola, na estante. A gente só leva para casa quando tem dever”, conta Suelen Kriebel, aluna do 4° ano do ensino fundamental.

Sônia da Conceição Guedes, também professora da escola, conta que um argumento forte para convencer os alunos sobre a necessidade de conservar os livros é que no ano seguinte ele será utilizado por um colega. “Desde pequeninhos, eles já têm essa noção. No primeiro dia de aula, a gente diz que no ano seguinte o livro vai ser para o coleguinha, para um irmãozinho mais novo, um primo. A maioria já tem irmão na escola e quando é ele quem vai usar no ano que vem os alunos têm o maior cuidado”, diz.

A coordenadora do FNDE conta que algumas escolas escolhem um dia na primeira semana para encapar os livros junto com os alunos ou promovem gincanas no fim do ano premiando as turmas que tiveram o maior número de exemplares devolvidos. Os índices mais altos de má conservação, segundo o FNDE, são dos estados do Norte e Nordeste: 20% das obras precisam ser respostas anualmente. No Sul, esse patamar é de 10% e no Sudeste e Centro-Oeste, de 15%.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/13/reposicao-de-livros-didaticos-custa-r-87-milhoes-ao-ano.jhtm

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