sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pedagoga idealiza projeto para atender crianças em risco social

Portal do MEC
Participar da vida das crianças, fazendo a diferença, é uma das maiores satisfações da pedagoga Rosângela Maria Borges Martins, 36 anos de magistério. Além disso, ela sonha em implementar projeto de formação de professores especializados na área de pedagogia social. Os profissionais seriam preparados para trabalhar com crianças em situação de risco e vulnerabilidade social.

Formada em pedagogia, com especialização em orientação educacional e mestrado em educação, Rosângela pretende propor a criação e coordenar um curso superior de capacitação, formação continuada e desenvolvimento profissional dos responsáveis por cuidar diretamente de crianças nessa situação — educadores, monitores, mães ou pais sociais.

Apaixonada por seu trabalho, ela já deu aulas nos anos iniciais do ensino fundamental, em cursos de formação de professores — o antigo curso normal —, de graduação e de pós-graduação em pedagogia e também de formação pedagógica para professores de cursos técnicos e tecnológicos. Além disso, trabalhou como orientadora educacional, supervisora e coordenadora pedagógica em escolas públicas e particulares.

Rosângela trabalha em Porto Alegre, na Escola Estadual São Francisco de Assis, como orientadora educacional, e no Colégio Metodista Americano, como coordenadora pedagógica. Segundo ela, apesar de estar ocorrendo aumento no número de organizações não governamentais e de espaços educativos não formais por todo o país, a capacitação ou a formação inicial para as pessoas que atuam diretamente com crianças e adolescentes não tem sido um pré-requisito considerado. Ela acredita que, embora existam pessoas bem intencionadas, dispostas a contribuir para melhorar a vida de quem foi privado do convívio familiar, há outras, despreparadas, que cumprem funções sem considerar a história, os medos, as expectativas e as necessidades dessas crianças.

Periferia — A pedagoga considera como seu maior desafio profissional o atendimento a 50 crianças da periferia do município de Rio Grande (RS). Elas não dispunham das condições mínimas necessárias à aprendizagem formal. Eram filhos de pescadores que moravam em casebres sem luz e sem água encanada. Após a aplicação do Teste ABC, usado para determinar pré-requisitos de ingresso na educação básica, foi diagnosticado que nenhum deles estava apto para o primeiro ano e que alguns deveriam ser encaminhados a escolas especiais.

“Trabalhar com aquelas crianças foi, sem dúvida, meu primeiro desafio. O maior e melhor de todos, considerada a vida de cada um, suas possibilidades e dificuldades”, disse Rosângela. “Cresci como pessoa, como professora, como cidadã que acredita e briga para que todos tenham oportunidades.”

Idealista, Rosângela diz ser necessário não apenas afirmar a importância da educação. “É fundamental valorizar professores, implementar políticas públicas de modernização das escolas de formação e qualificação de professores, de fiscalização e controle das verbas destinadas ao ensino, de seriedade com concursos públicos e de remuneração dos profissionais da educação”, enumera.

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor

Palavras-chave: pedagogia social, professor, formação

Promotoria apura veto a obesos em concursos de SP desde 2009

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO
Ao Ministério Público, Estado diz que eles faltam mais ao trabalho e podem apresentar mais doenças

Para Alfredo Halpern, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, barrar vaga a obesos é ato de discriminação
O Ministério Público de São Paulo abriu, no final de 2009, um inquérito para apurar a negativa do governo do Estado em contratar obesos que passaram em concursos.
O inquérito foi aberto após a Promotoria receber três denúncias de mulheres que prestaram um concurso para agente escolar e afirmaram ter sido consideradas inaptas por conta do peso.
Durante a investigação, outras três mulheres, duas que prestaram o mesmo concurso e outra que participou de uma seleção da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, fizeram queixa similar.
Nesta semana, a Folha trouxe denúncias de sete professores -três deles obesos mórbidos -que afirmam que também foram barrados por causa do peso.
Quatro afirmam ter ouvido do médico do Departamento de Perícias Médicas que obesidade era motivo de reprovação na perícia.
A Folha teve acesso ao inquérito. Nele, há um ofício da Secretaria de Gestão Pública enviado para a Promotoria afirmando que a obesidade, se mórbida, é motivo de inaptidão do concursado.
O documento, assinado por Carmen Silvia Miziara, diretora técnica do Departamento de Saúde da secretaria, diz que "a razão para considerar o obeso mórbido inapto para o serviço público é o mesmo aplicado a qualquer candidato que apresenta qualquer outra doença".

FALTA MAIS
A justificativa, segundo o documento, é que trabalhadores com obesidade mórbida apresentam maiores "níveis de absenteísmo ao trabalho" e risco de desenvolver outras doenças.
Alfredo Halpern, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, diz que barrar a contratação de obesos é "discriminação". "O fumante, diabético, alguém com histórico de mortalidade precoce na família por alguma doença têm esse mesmo tratamento?", questiona.
Eli Alves da Silva, presidente da Comissão de Direito Trabalhista da OAB-SP, diz que não havia nada no edital sobre obesidade e, se houvesse, poderia ser impugnado, por ser discriminação.
Procurada à tarde, a Secretaria de Gestão Pública não se pronunciou.

O PROFESSOR DA REDE
ESTADUAL PODE SER

TEMPORÁRIO
Não tem estabilidade garantida

ESTÁVEL
Tem estabilidade garantida, mas não passou por concurso público

EFETIVO
Passou em concurso e tem estabilidade no trabalho

Quem precisa passar por exame médico?
Somente os professores efetivos têm que fazer perícia ao ingressar na rede
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0402201116.htm

Comprovação de informações da primeira chamada do Prouni termina nesta sexta

Da Redação
Em São Paulo
Os candidatos a bolsas de estudo pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) aprovados na primeira chamada da primeira etapa têm até esta sexta-feira (4) para apresentar os documentos que comprovem as informações prestadas em sua ficha de inscrição. Para certificar-se da veracidade das informações prestadas, a instituição pode solicitar ao estudante a documentação que julgar necessária. Cada uma delas decide o horário em que vai receber a documentação.

Consulta ao resultado da primeira etapa do Prouni


É facultado às instituições a realização de processo seletivo próprio. Nesses casos, a instituição deve informar previamente os candidatos sobre os critérios de aprovação.

Nesta edição, foram convocados 117.644 estudantes para as 123.170 bolsas de estudo oferecidas.

Caso ainda haja bolsas disponíveis após o prazo de matrícula da primeira chamada, será feita uma segunda chamada em 11 de fevereiro. Veja o cronograma da 1ª etapa:

PRIMEIRA ETAPA
Datas
Inscrições 21 a 25 de janeiro
Primeira chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 28 de janeiro
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 28 de janeiro a 4 de fevereiro
Segunda chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 11 de fevereiro
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 11 a 17 de fevereiro
Segunda etapa
Na segunda etapa do Prouni, os estudantes terão uma segunda chance para concorrer a bolsas de estudo. Se o candidato não conseguiu ser selecionado na primeira, poderá participar da segunda sem restrições -mas terá que fazer uma nova inscrição.

Quem foi selecionado na primeira etapa, porém, não poderá se inscrever na segunda, a não ser que tenha sido selecionado em um curso que não teve formação de turma. Em cada uma das etapas, o estudante poderá escolher até três opções de curso e instituição. Veja o cronograma desta fase:

SEGUNDA ETAPA
Datas
Inscrições 21 a 24 de fevereiro
Primeira chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 27 de fevereiro
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 28 de fevereiro a 4 de março
Segunda chamada
Resultado - Candidatos pré-selecionados 13 de março
Comprovação de informações e processo seletivo próprio 14 a 17 de março


Requisitos para o Prouni
Para se inscrever no programa de concessão de bolsas, os candidatos devem ter realizado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, com resultado mínimo obtido de 400 pontos na média das cinco notas do exame e nota de redação acima de zero.

Para concorrer a bolsas integrais é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Além disso, o estudante não pode ter nenhum diploma de curso superior e deve, ainda, atender a um dos critérios:

•ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
•ter cursado o ensino médio completo em instituição
privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
•ter cursado todo o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral na instituição privada;
•ser portador de deficiência;
•ser professor da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro de
pessoal permanente da instituição pública
O que é o Prouni
O Prouni foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005. Segundo o MEC, ele tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes do ensino superior em instituições privadas. As instituições que aderem ao programa recebem isenção de tributos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/04/comprovacao-de-informacoes-da-primeira-chamada-do-prouni-termina-nesta-sexta.jhtm

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Universidade oferecerá curso de desenvolvimento agrário

Portal do MEC
Foz do Iguaçu (PR) — A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) apresenta como novidade no processo seletivo deste ano a oferta do curso de bacharelado em desenvolvimento agrário e segurança alimentar. Com o curso, inédito no país, a instituição pretende expor o amplo potencial do espaço rural da América Latina.

A proposta do curso parte da avaliação da universidade sobre o desenvolvimento agrário como questão fundamental para assegurar o amplo acesso das populações a alimentos produzidos de forma sustentável. A relevância regional do tema é evidente — duas em cada três propriedades rurais subsistem da agricultura familiar e são responsáveis por 40% da produção agrícola, de acordo com dados da instituição.

A grade curricular do curso permite aos alunos obter conhecimentos sobre o espaço rural em múltiplas escalas, complexidades, conflitos e contradições. Eles passarão a ter noções de segurança alimentar, o que implica independência de países e regiões para produzir o que a população precisa de modo sustentável, tanto em termos sociais quanto econômicos e ambientais. Os profissionais formados estarão aptos a atuar em instituições públicas e particulares, organizações não-governamentais e associações. Também estarão preparados para desenvolver atividades de educação, extensão e gestão diretamente com agricultores familiares de qualquer país da América Latina.

A Unila oferece ainda os cursos de ciência política e sociologia, engenharia de energias renováveis, engenharia civil e de infraestrutura, ciências econômicas, história, letras, geografia, antropologia, relações internacionais, ciências da natureza e ciências biológicas. As inscrições devem ser feitas pela internet, na página eletrônica da instituição, até o dia 13 próximo. Mais informações no endereços eletrônico mselecao.alunos@unila.edu.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefone (45) 3576-7307.

Assessoria de Imprensa da Unila

Palavras-chave: Unila, desenvolvimento agrário, bacharelado

Curso de pedagogia dobra o número de formandos nos últimos sete anos

PORTAL DO MEC
número de professores formados em pedagogia praticamente dobrou em sete anos, segundo dados do Censo do Ensino Superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Em 2002, o levantamento registrou a formatura de 65 mil educadores em pedagogia; em 2009, esse número subiu para 118 mil.

No mesmo período, o censo mostra que aumentaram em mais de 60% as matrículas nessa área de ensino — de 357 mil em 2002 para 555 mil em 2009. Também o ingresso aumentou no intervalo analisado — de 163 mil novos estudantes para 190 mil, o que representa evolução de 20%.

Estratégicos para a política de formação de professores de educação básica, os cursos de pedagogia recebem atenção especial do Ministério da Educação. Em 2008, o MEC iniciou atividades de supervisão em 49 cursos de pedagogia e em 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a 3 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2005.

Uma comissão de especialistas visitou os cursos. As instituições que os ofertavam foram convidadas a firmar termo de saneamento de deficiências com a Secretaria de Educação Superior (Sesu), pelo qual se comprometiam a promover melhorias em 12 meses. Durante esse prazo, os cursos que repetiram maus resultados no Enade de 2008 foram impedidos de abrir vagas. A medida, cautelar, deu às instituições a oportunidade de sanear os problemas.

Como resultado do processo de supervisão, 17 cursos de pedagogia foram desativados, 14 dos quais a pedido das próprias instituições e três determinados pelo MEC. Em outros seis cursos que não cumpriram as medidas de saneamento pactuadas, o MEC instaurou processo administrativo para encerrar a oferta. Os demais seguem sob verificação da Sesu.

O curso de pedagogia forma professores para trabalhar em creches, na educação infantil, no ensino fundamental regular (com turmas do primeiro ao quinto ano) e na educação de jovens e adultos correspondente ao ensino fundamental.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: pedagogia, censo, professor, formação

Estude em Harvard sem pagar nada. E no Brasil

DE SÃO PAULO
Você pode achar que o título dessa coluna é enganoso. Nada disso. Não apenas você pode estudar de graça em Harvard, no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), como em outras universidades de primeiríssima linha sem pagar nada. E sem sair do Brasil. Basta ter acesso a um computador (coloquei os endereços no www.catracalivre.com.br).

Esse é um bom exemplo do uso da tecnologia para a inclusão, graças a uma visão generosa do mundo acadêmico.

Um dos pioneiros desse tipo de iniciativa foi o MIT, vizinho a Harvard. Começaram a colocar suas aulas na internet, imaginando que, assim, chegariam a uma audiência maior. Depois Harvard seguiu o exemplo. Vieram outras, e a Apple, entre outras empresas de comunicação, decidiram ajudar a disseminação.

Note-se que, para estudar nesse tipo de faculdade, não é apenas obrigado passar por duros testes, mas pagar mensalidade altas, caso não se consiga uma bolsa.

Está aí uma ideia que não custaria muito para as universidades brasileiras tirarem do papel --aliás, existe no Brasil um projeto similar na FGV (Fundação Getúlio Vargas).
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/870098-estude-em-harvard-sem-pagar-nada-e-no-brasil.shtml

Agenda

Escolas podem participar do programa “Mata Atlântica Vai à Escola”

A Fundação SOS Mata Atlântica está com inscrições abertas para as escolas interessadas em participar do programa “Mata Atlântica Vai à Escola” em 2011. O programa tem como objetivo capacitar professores e alunos do ensino fundamental, da rede de ensino pública e privada de São Paulo, para o desenvolvimento de atividades e ações em prol da conservação da Mata Atlântica.

A proposta é a de que os educadores trabalhem com a temática ambiental em suas disciplinas, além de projetos pedagógicos já existentes no planejamento escolar.

As escolas recebem a formação dos educadores, o material pedagógico, e podem participar de um sistema em rede para a troca de informações e experiências entre os professores participantes do programa.

A pré-inscrição pode ser feita até 7 de fevereiro de 2011 por meio do formulário disponível no site www.sosma.org.br/mave. As vagas são limitadas e as escolas selecionadas serão contatadas pela SOS Mata Atlântica.


Acessa SP tem 180 vagas para cursos gratuitos de inclusão digital

O Acessa SP, programa de inclusão digital do governo de São Paulo, recebe inscrições para mais um ciclo de oficinas gratuitas do posto do Parque da Juventude, na zona norte da capital. Os interessados têm até esta sexta-feira (4/2) para se candidatar a uma vaga.

Os temas do mês de fevereiro são: informática básica, montagem e manutenção de micros; modelagem 3D; web design; fotografia digital com máquinas simples; introdução ao software livre; artes gráficas com software livre; introdução à linguagem gestual (libras); inglês básico e inglês conversação.

As aulas serão ministradas pelos oficineiros do Acessa SP entre os dias 8 e 25 de fevereiro. Os interessados devem se inscrever pessoalmente no Parque da Juventude, na Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630, 1º andar, ao lado da estação Carandiru do Metrô, das 9h às 18h. É necessário apresentar o RG no ato da matrícula.


Global Social Impact promove encontro virtual sobre sustentabilidade de ONGs

A organização Global Social Impact (GSI), que trabalha no desenvolvimento de ferramentas de gestão, vai promover um encontro virtual para debater a sustentabilidade de organizações sociais. O evento acontecerá entre 09 e 12 de fevereiro de 2011 e terá 96 horas de duração.

O tema do encontro, chamado GSI – JAM, será “Estratégias para Sustentabilidade Organizacional: Ideias e Propostas”. Podem participar especialistas, representantes de empresas e de organizações não governamentais e pessoas interessadas em geral.

Os debates do encontro virtual serão reunidos em um documento, que vai pautar a organização do encontro presencial, previsto para agosto. A programação completa está disponível no site do GSI – JAM, por onde também é possível fazer as inscrições.


Curso pré-vestibular social inscreve para 15 mil vagas

Até 8 de fevereiro, estão abertas as inscrições gratuitas para o curso pré-vestibular social 2011 do Cederj. São 15 mil vagas distribuídas em 50 polos em 37 municípios do estado do Rio de Janeiro. O curso é voltado para alunos que não têm condições de pagar um preparatório particular.

Para concorrer, o aluno deve comprovar sua situação financeira e estar cursando o último ano ou ter concluído o ensino médio.

As aulas são presenciais com apoio da tutoria a distância pelo atendimento telefônico 0800 e o aluno terá, conforme o polo escolhido, diferentes opções de dias e horários (sábados o dia inteiro; terças e quintas ou quartas e sextas à tarde e segundas e quartas à noite). O curso tem duração de março a dezembro de 2011.

Para se inscrever é necessário preencher o formulário no site www.pvs.cederj.edu.br. Só serão aceitas uma única inscrição por candidato em apenas um polo. Após enviar o formulário pela Internet, o candidato deverá reunir a documentação solicitada no site e encaminhá-la juntamente com uma folha constando seu nome, número da inscrição na internet e sigla do polo. Esta documentação deverá ser entregue em envelope fechado, identificado com “Fundação Cecierj– Pré-Vestibular Social 2011”, nome e número da inscrição na internet e sigla do polo, em qualquer uma das urnas coletoras disponibilizadas nos polos do Cederj ou nos locais de aulas do Pré-Vestibular, ou ainda, enviada pelos Correios até 9 de fevereiro de 2011.

Mais informações podem ser obtidas no site www.cederj.edu.br ou pelo telefone 0800 282 0636.


Unifesp promove alfabetização científica de professores e alunos da rede pública

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realiza a partir de março de 2011 a sétima edição do projeto para promover a alfabetização científica de 50 professores e três mil alunos do ensino básico. Os participantes devem ser da rede pública de São Paulo (SP) e Diadema (SP).

O projeto, intitulado “A Biologia como Foco para a Alfabetização Científica no Ensino Básico”, será composto por oficinas pedagógicas nas quais os professores passarão por atualização na área das ciências biológicas. Posteriormente, transmitirão tais conhecimentos aos alunos em sala de aula por meio de experimentos práticos, também utilizando softwares e web sites específicos.

Os tópicos abordados no programa são voltados às ciências biológicas, incluindo temas de saúde (câncer, infecções virais, células-tronco) e meio ambiente (água, poluição e sustentabilidade).

Mais informações sobre as atividades do Programa de Alfabetização Científica poderão ser encontradas, a partir de fevereiro de 2011, no site http://www.proex.unifesp.br/eventos/


UFRJ oferece curso gratuito de informática

Mais de 100 vagas serão oferecidas pelo Laboratório de Inclusão Digital da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ) para cursos gratuitos de informática. O público-alvo é formado por moradores da Comunidade da Maré, entretanto as inscrições são abertas ao público em geral.

O curso é dividido em três módulos. O primeiro trata de inclusão digital, o segundo é sobre informática administrativa e o terceiro é de inglês para informática e edição de imagens.

As inscrições acontecem até 11 de fevereiro de 2011, das 9h às 16h, no Anexo da Pró-Reitoria de Extensão (PR5), Divisão de Integração Universidade Comunidade (Diuc), Praça da Prefeitura Universitária, Cidade Universitária.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2598-9265 ou pelo e-mail lid@pr5.ufrj.br

Instituição oferece curso de capacitação profissional gratuita para jovens

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social está com vagas abertas para o programa Youth Career Initiative – Educando para a Vida, que oferece cursos profissionalizantes gratuitos para o setor hoteleiro. Ao todo são oferecidas 72 vagas, sendo 36 em São Paulo e 36 no Rio de Janeiro. As inscrições vão até 20 de fevereiro.

Podem participar jovens de 18 a 21 anos, com ensino médico concluído e renda até um salário mínimo e meio. O curso tem duração de seis meses e acontece em hotéis de diferentes redes.

Para participar, os jovens devem preencher a ficha de inscrição, disponível na página do programa, e encaminhá-la por e-mail para yci@idis.org.br. Também é possível enviá-la pelos Correios, para o endereço Rua Paes Leme, 524, cj.141 – Pinheiros – 05424-904 – São Paulo/SP – aos cuidados de Nicole Verillo.

Mais no site http://www.youthcareerinitiative.org/


Educação de Jovens e Adultos tem inscrições abertas em SP

Estão abertas as matrículas para o curso da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede estadual de São Paulo, que terá início no primeiro semestre deste ano.

Os interessados devem comparecer às escolas da rede que oferecem a modalidade, portando documento de identificação com foto (RG ou carteira de habilitação) e uma declaração da última escola onde estudou, caso tenha iniciado os estudos em outro lugar.

A EJA é destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos na idade apropriada. Para cursar a modalidade referente ao ensino fundamental, o aluno deve ter, no mínimo, 16 anos completos até o início das aulas. Para o ensino médio, a idade mínima é 18 anos.

Para informações sobre locais de inscrição, o estudante pode entrar em contato pelo telefone 0800-7700012, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.

Cursinho popular especializado em escola técnica abre inscrições em SP

O cursinho 20 de Novembro, principal preparatório popular para a Fatec e escolas técnicas de São Paulo, está com inscrições abertas até o preenchimento das 800 vagas. Todo aluno terá direito a bolsa de 30% a 80%, dependendo de uma avaliação socioeconômica.

O cursinho utiliza material didático apostilado. As aulas são ministradas por professores da USP, PUC, Mackenzie, Fatec e Unesp. Os alunos podem, ainda, participar de palestras, plantões de dúvidas, aulas especiais de exatas, tabela de orientação vocacional e simulados.

As inscrições estão abertas e custam R$ 50. Os candidatos podem reservar sua vaga pelos telefones (11) 3105-5539 e (11) 3101-6113 ou pelo e-mail contato@vintedenovembro.com.br. Também é possível se inscrever pessoalmente, na Avenida Tiradentes, 848 – próximo às estações Tiradentes e Armênia do metrô.

Mais informações pelo site www.vintedenovembro.com.br

Japão oferece bolsas para professores brasileiros do ensino fundamental e médio

O governo do Japão, por meio de seu Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (MEXT), oferece bolsas de estudo para o “Treinamento para Professores do Ensino Fundamental e Médio”. O curso será realizado no Japão durante um ano e meio, de outubro de 2011 a março de 2013.

Voltado para professores, coordenadores e assistentes educacionais, o curso pretende aperfeiçoar técnicas de ensino e administração escolar.

Os pré-requisitos para participar da seleção são: nacionalidade brasileira; ter até 34 anos em 1/4/2011; nível universitário ou magistério; língua inglesa ou japonesa; experiência de cinco anos na área; e atualmente na função.

As passagens de ida e volta são um dos benefícios oferecidos, bem como bolsa de 152 mil ienes mensalmente, isenção de taxas universitárias e curso de japonês nos primeiros seis meses.

As inscrições podem ser feitas até 10 de fevereiro de 2011. O processo seletivo conta com um exame escrito, que será realizado em 15 de fevereiro, no Consulado Geral do Japão, em São Paulo (SP), e uma entrevista no dia seguinte.

Mais informações pelo site www.sp.br.emb-japan.go.jp ou pelo telefone do Consulado (11) 3254-0100.


Fundo Brasil recebe projetos de direitos humanos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos vai apoiar organizações da sociedade civil e indivíduos que atuem na defesa e promoção de direitos humanos. O foco é apoiar iniciativas para combater a discriminação e a violência institucional.

A instituição recebe propostas de todo o país até 28 de fevereiro de 2011. O valor a ser repassado por selecionado varia de R$ 10 mil a R$ 25 mil. As atividades devem ser desenvolvidas em até um ano.

Desde 2007, foram investidos pelo Fundo Brasil R$ 2,6 milhões em 108 projetos selecionados. A proposta de cada um deles e o edital 2011 podem ser conferidos no site www.fundodireitoshumanos.org.br.


Jovens de SP podem se inscrever no projeto Valorização de Iniciativas Culturais

As inscrições do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (Vai) estão abertas até 4 de fevereiro de 2011. O projeto subsidia iniciativas culturais de jovens, principalmente de baixa renda, com idade entre 18 e 29 anos, e moradores de regiões do município de São Paulo.

Para candidatar-se, o interessado deve enviar uma proposta de ação, especificando se se trata de uma pessoa física ou jurídica. É necessário apresentar a proposta em duas vias iguais, anexadas a uma ficha síntese e aos dados cadastrais do proponente e do projeto.

Para esta edição, o valor máximo destinado a cada projeto será de R$ 21.694,45, sendo que o valor total previsto é de R$ 2.442.762 para Pessoa Física e R$ 300 mil para Pessoa Jurídica.

Para acessar o Edital e saber mais informações, clique aqui.

Universidade latino-americana abre 600 vagas em 12 cursos

Estudantes brasileiros e de sete países sul-americanos podem concorrer a 600 vagas, em 12 cursos de graduação, abertas pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR). As inscrições, gratuitas, devem ser feitas até 6 de fevereiro de 2011, pela Internet.

A universidade oferece 300 vagas para brasileiros, sendo 25 por curso de graduação, todos presenciais com início no primeiro semestre deste ano. As outras 300 vagas serão preenchidas por cidadãos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru e Colômbia, selecionados pelos ministérios de Educação de seus países.

A seleção dos estudantes brasileiros será feita a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 ou 2009. Alunos que tenham feito todo ou parte do ensino médio em escolas públicas receberão bonificação.

As vagas estão distribuídas em 12 cursos de graduação que variam de antropologia cultural latino-americana a desenvolvimento agrário e segurança alimentar, passando por engenharia de energias renováveis e direitos humanos na América Latina.

Mais informações no edital.

Uerj inscreve para curso de atualização em estudos da diáspora africana

Estão abertas as inscrições para o curso “A Teoria e as Questões Políticas da Diáspora Africana nas Américas”, que será ministrado de 7 de junho a 19 de julho de 2011, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O curso, promovido pela ONG Criola, é gratuito. Há 20 vagas e a carga horária total é de 60 horas. As aulas ocorrerão as segundas e quartas-feiras, das 13h às 18h.

Podem participar da seleção de ativistas de movimentos sociais ligados às questões dos negros e negras, bem como estudantes universitários em nível de graduação e pós-graduação.

Para participar, é necessário ter domínio da língua inglesa (leitura e compreensão), pois as aulas serão ministradas parcialmente em inglês e a maior parte da bibliografia é na língua inglesa. Confira o edital e a ficha de inscrição.

Para informações adicionais, ligue para (21) 2334-0140 as terças e quintas-feiras. O curso será ministrado na Uerj, Rua São Francisco Xavier, 524, Pavilhão João Lyra Filho, 8º andar, Bloco E, sala 8017.

Associação de Educadores da USP abre vagas para cursinho popular

A Associação de Educadores da Universidade de São Paulo está com inscrições abertas, até a primeira quinzena de fevereiro, para o cursinho pré-vestibular de 2011. O programa oferece atividades culturais além das aulas tradicionais.

Serão formadas, no mínimo, uma turma por período (manhã, tarde e noite), sendo cada uma com 50 alunos. As aulas serão ministradas na USP, a partir de 28 de fevereiro.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente, na secretaria do cursinho (Av. Prof. Mello de Moraes, 1235, térreo do bloco F, sala 13) de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30. É necessário apresentar duas fotos 3x4 e cópias de RG, CPF, comprovante de residência e de escolaridade. A taxa de inscrição é de R$ 50. O curso completo tem o custo de 12 parcelas de R$ 100.

Não há restrição de idade, sendo que são aceitos alunos a partir do 1º ano do ensino médio. Não há prova para ingresso. Caso haja necessidade de bolsa de estudo, o aluno deve entrar em contato com a administração do curso.



Mais informações pelo telefone (11) 3091-3189.


USP oferece curso gratuito de português; inscrição até 18 de fevereiro

O projeto Redigir, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), está com inscrições abertas para o curso gratuito de português, para o primeiro semestre de 2011. As inscrições acontecem entre 27 de janeiro e 18 de fevereiro de 2011, sempre as quintas, sextas e aos sábados.

As aulas são semanais, ministradas por alunos da USP. Serão abordados temas como gramática e redação, direcionados para pessoas maiores de 16 anos que estudaram ou estudam em escola pública. A seleção é feita a partir de critérios socioeconômicos. Não serão aceitos alunos de universidades públicas.

As inscrições devem ser feitas, pessoalmente, no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA, sala 13, na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária. É necessário apresentar cópia do RG, cópia do comprovante de escolaridade e cópia do comprovante de renda do candidato e de todos que moram com ele.

Mais informações pelo e-mail projetoredigir@gmail.com ou pelo telefone (11) 3091-1499.

Centro de pesquisas oferece curso de formação em terapia comunitária

O Centro de Pesquisas da Infância e da Adolescência Dante Moreira Leite (Cenpe), da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, está com inscrições abertas para o terceiro módulo do Curso de Formação em Terapia Comunitária, que será realizado de 3 a 6 de março de 2011.

Com o tema “Resiliência – A importância do contexto na crise; práticas de terapia comunitária e vivências terapêuticas”, alguns dos objetivos do curso são capacitar técnicos e profissionais das áreas da saúde, educação e ciências sociais a lidar com crises familiares e prevenir a violência doméstica, o abandono social, a depressão coletiva e o sofrimento emocional.

O curso será realizado nas dependências do Cenpe da FCL da Unesp do campus de Araraquara, localizado na Rod. Araraquara-Jaú, km 01, bairro dos Machados.

Mais informações e inscrições: (16) 3301-6225


Shell inscreve para programa de empreendedorismo

Até o dia 6 de fevereiro, jovens de 20 a 34 anos poderão se candidatar a participar da edição de 2011 do programa Shell Iniciativa Jovem, que busca incentivar o empreendedorismo. Os interessados deverão se inscrever pelo site www.iniciativajovem.org.br.

O principal objetivo é promover a inserção social do jovem, colaborando para a construção de empreendimentos bem-sucedidos e socialmente responsáveis.

Para participar, além da exigência de idade, o candidato deve ter concluído o ensino fundamental. Também é imprescindível que o jovem tenha vontade de abrir seu próprio negócio, com um perfil empreendedor. O programa seleciona 120 inscritos por ano e é executado no Rio de Janeiro, em dois polos: centro e zona oeste.


PUC-SP tem inscrições para curso de libras

A PUC-SP está com inscrições abertas para o cursos de libras, que instrumentaliza os participantes para a comunicação em Língua Brasileira de Sinais. As aulas serão oferecidas em vários bairros da cidade de São Paulo (SP).

O curso conta com professores surdos, com formação como instrutores de libras e agentes multiplicadores da Federação Nacional para Educação e Integração dos Surdos e Certificados pelo Prolibras/MEC e com a estrutura do Programa de Acessibilidade da Escola Especial de Educação Básica.

As inscrições se encerram em 18 de fevereiro de 2011. Mais informações: (11) 5908-8000, ramal 8040, ou www.pucsp.br/derdic


Cursinho gratuito da UFSCar Sorocaba recebe inscrições até 18/12

O Cursinho Pré-Vestibular Educação e Cidadania (CEC), promovido pelo campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), recebe inscrições nos dias 16, 17 e 18 de dezembro de 2010 para as turmas que iniciarão suas atividades em 2011. O curso é gratuito.

Para participar do processo seletivo é preciso que, em 2011, o candidato tenha concluído o ensino médio ou esteja cursando o último ano; que tenha cursado integralmente o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral em escola privada; e tenha renda mensal igual ou menor a R$ 350 por pessoa.

As inscrições deverão ser efetuadas no campus Sorocaba da UFSCar, no saguão da Divisão de Controle Acadêmico (DiCA) e serão recebidas nos dias 16 e 17, das 18h às 21h e no dia 18, das 9h às 13h.

O candidato deve apresentar, no dia da inscrição, o questionário socioeconômico devidamente preenchido, que pode ser acessado no blog. Os outros documentos necessários para inscrição também estão disponível na Internet. Mais informações pelo e-mail ufscar.cursinho@gmail.com.

Estão abertas as inscrições para atividades autogestionadas do Fórum Social de SP

Estão abertas as inscrições para as atividades autogestionadas do Fórum Social de São Paulo. O processo pretende articular organizações e movimentos da Grande São Paulo para produzir conteúdo sobre construção de alternativas para a crise global, em especial relacionadas às questões das cidades.

A ideia é tornar mais visível tudo que vem sendo feito pela sociedade civil para melhorar as condições e a qualidade de vida de todos.

Associações, sindicatos, movimentos sociais, coletivos e organizações não governamentais podem propor temas e o formato das atividades. As temáticas devem estar de acordo com a Carta de Princípios.

As inscrições para as atividades autogestionadas podem ser feitas pela página do fórum na Internet: www.forumsocialsp.org.br/inscreva-se. O prazo termina na véspera do grande encontro do fórum, programado para o fim de semana de 21 e 22 de maio de 2011.
Retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/breslibrem.mmp

Cada R$ 1 gasto em educação gera R$ 1,85 no PIB

Pedro Peduzzi
Da Agência Brasil


Nenhum gasto público social contribui tanto para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quanto os que são feitos em educação e saúde. Cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB. O mesmo valor gasto na saúde gera R$ 1,70.

“O gasto na educação não gera apenas conhecimento. Gera economia, já que ao pagar salário a professores aumenta-se o consumo, as vendas, os valores adicionados, salários, lucros, juros”, avalia o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão. “Portanto, a política social brasileira não apenas protege, como promove o cidadão”, completa.

Para a redução da desigualdade social, os gastos que apresentam maior retorno são aqueles feitos com o Bolsa Família, que geram R$ 2,25 de renda familiar para cada R$ 1 gasto com o benefício; e os benefícios de prestação continuada – destinados a idosos e portadores de deficiência cuja renda familiar per capita seja inferior a 25% do salário mínimo –, que geram R$ 2,20 para cada R$ 1 gasto.

Além disso, 56% desses gastos retornam ao caixa do Tesouro na forma de tributos. Os dados referem-se ao ano de 2006 e constam do estudo "Gasto com a Política Social: Alavanca para o Crescimento com Distribuição de Renda", divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com o órgão, é a primeira vez que um estudo como esse é feito no Brasil, em função da dificuldade de se juntar os elementos necessários para o desenvolvimento da pesquisa.

“Em termos gerais, ampliar em 1% do PIB os gastos sociais, na estrutura atual, redunda em 1,37% de crescimento do PIB. Ou seja, é o tipo de gasto que tem mais benefícios do que custo”, explica a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Joana Mostafa.

Segundo ela, a renda das famílias é responsável por cerca de 80% do PIB. “Dessa forma, aumentar em 1% do PIB o gasto social gera 1,85% de crescimento da renda das famílias”, disse a pesquisadora. “No caso da saúde, além de esses gastos representarem empregos, envolvem também a aquisição de aparatos tecnológicos, o que também contribui para a demanda nas indústrias”, acrescentou.

Mostafa explica que a pesquisa leva em consideração os reflexos desses gastos no PIB e na renda familiar. “Para cada 1% a mais investido em educação e saúde, há um efeito multiplicador que aumenta em 1,78% o PIB e em 1,56% a renda das famílias”.

No caso do Bolsa Família, o aumento de 1% do que ele representa para o PIB resultaria no aumento de 1,44% do PIB. Mas, nesse caso, o mais significativo está relacionado ao fato de que, ao receber e usar esse benefício, o cidadão acabar gerando renda para outras famílias. “Cada R$ 1 gasto com esse programa gera R$ 2,25 em rendas familiares”, afirma a responsável pelo estudo.

O mesmo não pode ser dito dos gastos com exportações de commodities agrícolas e extrativas. “Apesar de agregarmos ao PIB 40% de cada real investido nessa área, os efeitos para a renda familiar são pequenos e limitados a R$ 1,04 para cada R$ 1 gasto”.

Como utiliza dados referentes a 2006, o estudo não mensura os reflexos das ações recentes do governo em favor do setor da construção civil. “O que podemos dizer é que, em 2006, os gastos com construção civil pouco contribuíram para a redução das desigualdades sociais. Isso certamente terá um quadro diferenciado quando agregarmos dados de 2009 a uma nova pesquisa, porque certamente houve aumento do número de empregos formais”, justifica Abrahão.

O estudo considera como gastos públicos sociais os feitos em Previdência Social geral e pública, educação, saúde, assistência social, trabalho e renda, desenvolvimento agrário, saneamento básico, habitação e urbanismo – nos âmbitos federal, estadual e municipal.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/03/cada-r-1-gasto-em-educacao-gera-r-185-no-pib.jhtm

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cai total de formandos em cursos que preparam docente

Agência Estado


O número de formandos nos cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica - como pedagogia e normal superior - caiu pela metade em quatro anos, segundo os últimos dados do Censo do Ensino Superior, realizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC). De 2005 a 2009, os alunos que concluíram essas graduações foram de 103 mil para 52 mil, o que comprova o desinteresse dos jovens pela carreira.

Houve queda também nos graduandos em cursos de licenciaturas, que preparam professores para atuar no ensino médio e últimos anos do fundamental - em 2005 foram 77 mil, contra 64 mil em 2009. No mesmo período, o total de concluintes do ensino superior no País cresceu de 717 mil para 826 mil.

Ao mesmo tempo em que o Brasil forma menos professores, o número dos que estão em sala de aula sem diploma vem crescendo. Em 2009, docentes sem curso superior somavam 636 mil nos ensinos infantil, fundamental e médio - cerca de 32% do total. Em 2007, eram 594 mil.

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, a queda na quantidade de formandos é "preocupante". "Os municípios se preparam para ampliar o número de matrículas para crianças de 4 e 5 anos, que se tornarão obrigatórias em 2016. Isso projeta um cenário de falta de docentes", afirmou.

Especialistas em ensino alertam que o Brasil já enfrenta um déficit de professores nas redes públicas. "Muitos desses formandos preferem seguir na área acadêmica, ir para colégios particulares ou atuar em outras áreas, onde ganham mais. Eles não vão para as escolas públicas", diz Mozart Ramos Neves, membro do movimento Todos Pela Educação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/02/cai-total-de-formandos-em-cursos-que-preparam-docente.jhtm

Professoras dizem ter sido vetadas por obesidade

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO
Elas foram reprovadas em exame médico de concurso para dar aula no Estado

Ao menos 5 disseram à Folha ter convicção de que exclusão se deve a peso; governo enfatiza que obesidade é doença

Paula Giolito/Folhapress



Reprovada por perícia, Lídia de Souza não assumiu cargo

Candidatas a um cargo de professora da rede estadual paulista afirmam que foram impedidas de assumir o trabalho por serem obesas.
A Folha recebeu reclamações de cinco docentes de três cidades diferentes da Grande SP, que dizem que seus exames clínicos não tinham alteração e, mesmo assim, foram consideradas "inaptas" pelo Departamento de Perícias Médicas de SP.
As professoras participaram do concurso que selecionou 9.304 docentes para dar aulas a partir deste ano.
Elas foram aprovadas em uma prova, participaram de um curso de formação e passaram em uma segunda prova. No começo deste ano, foram submetidas à perícia.
Na semana passada, ouviram dos diretores de escolas onde dariam aula que foram reprovadas no exame.
Elas afirmam que ainda não tiveram acesso ao laudo e que não foram informadas oficialmente do motivo da reprovação. Entraram com recurso e com um pedido de vistas do resultado.
Duas dizem que ouviram dos médicos, no dia da consulta, que provavelmente não seriam aprovadas pela perícia em razão do peso.
Elas têm de 90 kg a 114 kg e duas delas são obesas mórbidas, com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 40.
"O endocrinologista disse que eu não passaria porque estou obesa. Mas meus exames de colesterol, diabetes, eletrocardiograma estão todos bons", afirma Lídia Canuto de Souza, 30, professora de matemática da rede há três anos, como não efetiva.
"Ouvi do médico que eu estava deformando meu corpo e que teria problemas de saúde no futuro. Não tinha uma alteração nos 15 exames que fiz", diz Andréia Pereira, 36, professora de artes.
Uma sexta professora obesa, que ainda não sabe se é considerada apta, diz ter ouvido o mesmo do médico.
Entre os casos ouvidos pela Folha, há o de uma professora de inglês que é concursada na rede há 12 anos. No novo concurso, buscava a possibilidade de dar aulas de português. "Nunca peguei licença por causa do peso, nunca tive problema de saúde", afirma Fátima Fernandes, 41, que diz que já era obesa.
A Secretaria de Gestão Pública, responsável pela perícia, não comentou caso a caso. Disse que "há casos em que a obesidade pode ser considerada doença, segundo os padrões da OMS [Organização Mundial da Saúde]".
A OAB-SP e advogados ouvidos pela Folha afirmam que a exclusão de um candidato por obesidade é considerada discriminação e fere a Constituição Federal.
Endocrinologistas afirmaram que a obesidade não é fator de inaptidão para a função de professor.
"Há um preconceito contra o obeso. Isso não é motivo para ele ser excluído da seleção", diz Marcio Mancine, presidente do departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0202201101.htm

No ensino fundamental brasileiro, 23 em cada 100 estudantes estão atrasados

Carolina Vilaverde
Simone Harnik
Da Redação do Todos Pela Educação*
No ensino fundamental brasileiro, 23 a cada 100 estudantes estão atrasados nos estudos. No ensino médio, etapa final da educação básica, o cenário é ainda pior: 34 a cada 100 estudantes sofreram defasagem ao longo da vida escolar. Os dados foram fornecidos pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) ao movimento Todos Pela Educação, e se referem ao ano de 2009.

A distorção idade-série pode ocorrer quando a criança entra atrasada no sistema de ensino ou ainda quando abandona os estudos e retoma. Mas, segundo o professor da FE-USP (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo) Ocimar Munhoz Alavarse, o atraso escolar pode ser explicado em boa medida pela reprovação.

* A cada 100 escolas, 25 são organizadas por ciclos


“O único percentual aceitável para a distorção idade-série é 0%. O ideal seria que ninguém reprovasse. Todas as crianças deveriam estar oito ou nove anos no Ensino Fundamental”, afirma. “As altas taxas de reprovação e de repetência não estão produzindo os efeitos de aprendizagem esperados.”

Para a professora Inês de Almeida, da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), o processo ensino-aprendizagem é complexo e não pode se resumir apenas à reprovação por notas.

“Ao longo do tempo que esse aluno está na escola, o professor tem oportunidade de conhecê-lo em sua dimensão de sujeito humano e, portanto, pode acompanhá-lo, sabendo de suas fragilidades pessoais, familiares, cognitivas e de domínio de conteúdos. O professor precisa estar atento para que dê a essa criança condições de chegar ao resultado final, mas para que o processo não seja determinado apenas por provinhas”, diz.
Desigualdades regionais

No Pará, o atraso escolar atinge 38 a cada 100 estudantes do ensino fundamental. Nos estados das regiões Norte e Nordeste o atraso escolar tem, em geral, se mostrado maior do que nas demais regiões.

Confira abaixo a taxa de distorção idade-série por Estado:
Região Norte - Distorção idade-série (em %)
1ª a 4ª série
1º ao 5º ano 5ª a 8ª série
6º ao 9º ano Fundamental Médio
AC 26,9 26,4 26,7 33
AM 27 43,8 33,9 49,7
AP 23,6 27,8 25,3 41,9
PA 36,6 41,5 38,5 57,4
RO 18,7 31,5 24,6 29,9
RR 16,3 27 21 23,6
TO 17 28,1 22 33,2


Região Nordeste - Distorção idade-série (em %)
1ª a 4ª série
1º ao 5º ano 5ª a 8ª série
6º ao 9º ano Fundamental Médio
AL 26 43,9 34,1 47,2
BA 31,4 42,9 36,4 47,9
CE 21 29,5 24,8 34
MA 25,1 35,6 29,4 45,5
PB 27,7 38,6 32,4 40,1
PE 23,9 37 30 48,4
PI 30,6 37,4 33,4 54,8
RN 22,5 37,8 29,3 43,6
SE 30,7 43 36 47,1


Região Centro-Oeste - Distorção idade-série (em %)
1ª a 4ª série
1º ao 5º ano 5ª a 8ª série
6º ao 9º ano Fundamental Médio
DF 11,9 27,4 18,7 29,9
GO 16,3 28 21,8 34,6
MS 19,3 31,3 24,6 30,7
MT 15,4 27,3 20,9 37,3


Região Sudeste - Distorção idade-série (em %)
1ª a 4ª série
1º ao 5º ano 5ª a 8ª série
6º ao 9º ano Fundamental Médio
ES 16,6 27,1 21,5 27,5
MG 13,1 28,5 20,2 31
RJ 22,3 35,6 28,4 45,9
SP 4,8 12,2 8,3 17,3


Região Sudeste - Distorção idade-série (em %)
1ª a 4ª série
1º ao 5º ano 5ª a 8ª série
6º ao 9º ano Fundamental Médio
PR 8 23,2 15,4 25,5
RS 16 29 22,2 32
SC 10,6 19,4 15 16,7

* O “Todos Pela Educação” é um movimento financiado exclusivamente pela iniciativa privada e congrega sociedade civil organizada, educadores e gestores públicos. O objetivo é contribuir para que o Brasil garanta a todas as crianças e jovens o direito à educação básica de qualidade.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/02/no-ensino-fundamental-23-a-cada-100-estudantes-estao-atrasados.jhtm

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aumentou o percentual de instituições com nota baixa no ensino superior; veja por quê

Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em São Paulo

O percentual de instituições com notas 1 e 2 no IGC (Índice Geral de Cursos) aumentou desde que o indicador foi criado em 2008. Na última divulgação do MEC (Ministério da Educação), o percentual de cursos com nota abaixo de 3 foi de 32,7%. Ou seja, três a cada dez instituições obtiveram índice abaixo da nota média. A escala do IGC vai de 1 a 5.

Em 2007, 24,7% das instituições de ensino superior ficaram abaixo da nota 3. No ano seguinte, a proporção de faculdades, centros universitários e universidades com IGC 1 e 2 ficou em 27,8%. As notas são compostas com avaliação das instituições e de alunos (por meio do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade) do ano anterior.

Conforme dois especialistas ouvidos pelo UOL Educação, os índices podem apontar dois movimentos -- um que sinaliza, de fato, uma queda na qualidade da educação, representada pelo aumento na fatia de instituições com notas abaixo de 3.

Por outro lado, é possível que esse aumento esteja ligado ao fato de ter diminuído a fatia de graduações sem conceito - ou seja, o ensino superior não estaria piorando, mas, sim, estaria ganhando um retrato mais fiel.
DESEMPENHO DAS IES NA AVALIAÇÃO DO MEC
ANO IGC 1 IGC 2 IGC 3 IGC 4 IGC 5 SC
2007 0,5% 24,2% 46,4% 6,6% 1,1% 21,2%
2008 0,7% 27,1% 44,5% 6,4% 1,0% 20,4%
2009 0,6% 32,1% 44,2% 5,8% 1,2% 16,1%
Comparando direito com medicina

Para o diretor de regulação do ensino superior do MEC, Paulo Wollinger, não é possível comparar esses percentuais. "O agrupamento de cursos deste ano [IGC 2009] é de ciências sociais aplicadas, [uma área] que possui maior oferta de vagas e maior distribuição pelo território nacional", disse.

"Não posso comparar direito com medicina", exemplificou. Todos os cursos existentes passam por avaliação a cada três anos e, portanto, somente em 2013 será possível obter comparações que apontem melhora ou piora na situação das instituições em relação aos cursos, segundo Wollinger.

O IGC foi criado para aferir a qualidade da instituição e leva em conta não apenas o desempenho dos estudantes (obtido pela aplicação do Enade, Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, aos universitários) mas também a qualificação e a dedicação do seu corpo docente (medidas por meio da quantidade de mestres e doutores e o regime de horário em que eles trabalham para a instituição) bem como a qualidade de seus programas pós-graduação (avaliados pela Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
IGC é medida insuficiente

Na opinião da professora Elizabeth Balbachevsky, o IGC não deveria ser o único instrumento para aferir a qualidade do ensino superior. Em primeiro lugar, segundo a docente da USP (Universidade de São Paulo), pesa contra o índice o fato de ele não poder ser tomado em termos absolutos. Explica-se: as notas das instituições são distribuídas entre os integrantes do grupo avaliado. Ou seja, obter IGC 4 em determinado ano pode não significar o mesmo no ano seguinte.

"Independentemente da qualidade ou da falta de qualidade, sempre haverá um grupo com notas mais baixas e outro com notas mais altas", disse Elizabeth. Por isso, um cenário sem cursos com nota mínima -- IGC 1 -- é impossível nesse modelo de avaliação.

Para ela, o modelo de avaliação do MEC também privilegia o modelo que seguem as universidades públicas.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/01/aumentou-o-percentual-de-instituicoes-com-nota-baixa-no-ensino-superior-veja-por-que.jhtm

Agenda: Escolas têm prazo para fornecer dados de alunos

Portal do MEC
A partir desta terça-feira, 1º de fevereiro, as escolas de educação básica de todo o país devem lançar, no sistema Educacenso, as informações sobre o movimento e o rendimento de cada um de seus alunos no final do ano letivo de 2010. O sistema estará aberto até 11 de março. A escola deverá informar se o aluno foi aprovado ou não em 2010, se foi transferido ou se abandonou os estudos. O lançamento dos dados pelas escolas deve ser feito no módulo situação do aluno, na página eletrônica do Educacenso.

Cátedra de comunicação será instalada na Unila

Será instalada nos dias 1, 2 e 3 de março a Cátedra Latino-Americana Carlos Quijano de Comunicação, Democracia e Cidadania, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O evento acontece na sede provisória da universidade, no Parque Tecnológico Itaipu. A cátedra, que tem como patrono o uruguaio Carlos Quijano, que deixou um importante legado para o jornalismo e a militância política latino-americana, será fundada por Jesús Martin-Barbero, pesquisador radicado na Colômbia. A cátedra é voltada para alunos dos programas de pós-graduação e também para pesquisadores e profissionais de comunicação. As inscrições para as 50 vagas do evento estão abertas e devem ser realizadas pelo endereço eletrônico imea@unila.edu.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . É necessário enviar dados pessoais (nome completo, CPF, RG ou passaporte, endereço completo, e-mail e telefones) e dados acadêmicos (instituição de ensino, programa de pós-graduação e vínculo institucional).

CNE discute diretrizes de teologia

A comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) designada para elaborar as diretrizes curriculares nacionais para o curso superior de teologia se reúne na próxima segunda-feira, 7, para elaborar o relatório de consolidação das propostas discutidas em audiência pública realizada em novembro do ano passado. Os interessados no tema devem entrar em contato pelo endereço eletrônico audienciateologia@mec.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .O objetivo do CNE é garantir a transparência e pluralismo de credos e crenças às diretrizes curriculares para o curso, que tratará de questões éticas e religiosas.

Universidade Latino-Americana oferece 600 vagas

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), sediada em Foz do Iguaçu, no Paraná, oferece 600 vagas em 12 cursos de graduação, sendo 300 para brasileiros e 300 para sul-americanos. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas até 13 de fevereiro. Os brasileiros concorrem às vagas com notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) obtidas em 2009 ou 2010. A inscrição deve ser feita na página eletrônica da Unila.
Palavras-chave: agenda

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto", diz nova presidente do Inep

Rafael Targino
Em São Paulo
A nova presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, disse em entrevista ao UOL Educação que as últimas duas edições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram utilizadas como “projeto piloto”. Elas ficaram marcadas pelo vazamento da prova em 2009, que forçou o adiamento do exame, e pelos erros de impressão no caderno amarelo e na folha de respostas em 2010. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", afirma.
De acordo com Malvina, o governo estuda uma grande reformulação no exame que, diz, “pode incluir” duas provas por ano. Segundo ela, não está em discussão no Inep a criação da chamada “Concursobrás”, uma empresa pública que ficaria responsável pelo Enem.

Além do Enem, o Inep é responsável por aplicar avaliações como a Prova Brasil e o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). O órgão também coordena as divulgações de estatísticas como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o IGC (Índice Geral de Cursos) e os censos da Educação Superior e da Educação Básica. O Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa as notas do Enem para seleção, é de responsabilidade da Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC (Minstério da Educação).
UOL Educação - O Enem perdeu credibilidade com o vazamento da prova em 2009 e com os problemas de 2010. Como resgatar essa credibilidade? O quê dizer para um aluno que está desconfiando do Enem?

Malvina Tuttman - Discordo que o Enem perdeu credibilidade. Dou dois dados: é só nós compararmos os candidatos inscritos no primeiro exame e neste de agora. Outro dado: o numero de instituições que aderiram ao Enem de forma única ou parcial também se ampliou. Nesse sentido, a credibilidade não foi afetada. Se não, teríamos redução. Esse fato não aconteceu. Há todo um processo de logística, tanto das universidades ou faculdades que usaram. Nós estamos falando de 4 milhões de candidatos. Isso não justifica que tenhamos fragilidades, mas nos faz entender que essas fragilidades podem sim acontecer. As que aconteceram, nós já tomamos providências e aprendemos com ela. Possivelmente, outras questões poderão acontecer, não por falta de cuidado e planejamento sério da logística. O imprevisível acontece na nossa vida.
UOL Educação - O presidente da Câmara de Educação Superior do CNE (Conselho Nacional de Educação), Paulo Speller, sugeriu a regionalização do Enem e uma participação maior das universidades no processo. Isso está em discussão?

Nós estamos falando de 4 milhões de candidatos. Isso não justifica que tenhamos fragilidades, mas nos faz entender que essas fragilidades podem sim acontecer

Malvina – É uma opinião que respeito muito, de um profissional, meu colega, reitor, mas foi uma opinião do professor, não foi do CNE. O que vou te adiantar é que nós estamos construindo uma agenda para o Enem. Estamos elaborando um projeto de aplicação no sentido de termos uma previsão de ampliação do Enem. O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação. Não podemos avançar pontualmente. É preciso ter um avanço sistêmico que, brevemente, o ministro [Fernando Haddad] vai apresentar.
UOL Educação - E a proposta de fazer dois exames por ano?

Malvina – Nós não vamos mais pontuar, fazer essa mudança aqui, essa mudança ali, acrescentar isso, diminuir aquilo. Vamos ter uma ideia global de como o Enem vai ser enraizado no nosso país. Teremos uma agenda sistêmica: agora, vamos fazer 'isso'. Daqui a pouco, te digo: vamos fazer mais 'aquilo'. Vamos colocar de pé o Enem.
UOL Educação - Mas a ampliação inclui os dois exames?

Malvina – Pode incluir os dois Enem. Vamos apresentar todo o bolo. Vamos apresentar a proposta completa. Vamos ter a noção toda.
UOL Educação – Como seria essa reformulação do Enem?

Malvina – Não usaria a palavra reformulação. Usaria “projeto Enem para os próximos anos”. Uma proposta [que será feita] o mais rápido que puder, ouvindo todas as partes. Poderia te apresentar uma daqui a duas horas. Mas, aí, seria da professora Malvina. Melhor que tenhamos um prazo um pouco mais elástico e uma proposta mais consolidada.

Vamos ter uma ideia global de como o Enem vai ser enraizado no nosso país. Teremos uma agenda sistêmica. Vamos colocar de pé o Enem
UOL Educação – Está sendo discutida a criação de uma autarquia ou estatal para o Enem, que já está sendo chamada de Concursobrás?

Malvina – Não está em discussão. Não existe nesse momento nenhuma expectativa em relação à questão do Enem. O Enem faz parte do conjunto de ações do Inep. Por isso, vamos apresentar uma proposta completa, ampla.
UOL Educação – Então a proposta de criação da Concursobrás não está sendo discutida?

Malvina – O Inep não está nesta discussão.
UOL Educação – A área de TI (tecnologia da informação) é a mais sensível do Inep, vide o vazamento de dados de alunos no site do órgão no ano passado. O quê fazer para resolver esse problema?

Malvina – Todos nós somos responsáveis pelo Enem. Só que existem no MEC diferentes unidades. O Inep é uma dessas. Cabe ao Inep a tarefa de aplicar e elaborar a prova. Cabe à Sesu [Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC] a tarefa de usar os dados do Enem que são fornecidos pelo Inep e pelo conjunto de profissionais ligados à TI do Inep. Os nossos profissionais têm trabalhado junto aos profissionais da Sesu na questão da TI para que as questões que ocorreram não mais aconteçam. Mas a equipe do Inep trabalhou cumprindo exatamente aquilo que lhe competia.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/31/enem-foi-utilizado-nos-ultimos-dois-anos-como-projeto-piloto-diz-nova-presidente-do-inep.jhtm

Estudante de graduação já pode fazer o pedido de financiamento do curso

Portal do MEC
Os candidatos a financiamento dos estudos em cursos de nível superior já podem fazer a inscrição no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). A partir desta segunda-feira, 31, o benefício pode ser solicitado em qualquer período do ano.

Podem pedir o financiamento os matriculados em cursos de graduação com pontuação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e que sejam oferecidos por instituição de ensino superior particular participante do Fies. Outro requisito é a participação do estudante no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pedido de financiamento é restrito a um único curso de graduação, no qual o estudante esteja regularmente matriculado — não é considerado regularmente matriculado quem estiver com a matrícula trancada.

O candidato deve fazer a inscrição no Sistema de Financiamento ao Estudante (SisFies). No primeiro acesso, o estudante deve digitar o CPF, a data de nascimento e endereço eletrônico atualizado. Ele também precisa cadastrar a senha, que será usada sempre nos acessos ao sistema. Depois, receberá mensagem para validação do cadastro. Em novo acesso ao sistema, o estudante deve preencher documento eletrônico com dados pessoais, do curso e da instituição de ensino e prestar informações sobre o financiamento pretendido — deve optar por financiamento da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil, únicos agentes financeiros do Fies, e indicar a agência preferida.

Validação — Concluída a inscrição, o candidato terá dez dias para procurar a comissão permanente de supervisão e acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino em que estuda para providenciar a validação das informações fornecidas. Confirmadas as informações, a comissão emitirá documento de regularidade de inscrição (DRI). Com ele, o estudante terá 20 dias para procurar a Caixa ou o Banco do Brasil para formalizar a contratação do financiamento.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação superior, financiamento, SisFies

Consultores vão aos municípios para tirar dúvidas de gestores

Portal do MEC
Consultores do Ministério da Educação vão percorrer uma série de municípios, até 20 de fevereiro, para tirar dúvidas sobre o programa Mais Educação e ajudar os gestores locais a inserir dados dos estudantes que devem ingressar na educação integral este ano. Seis mil novas escolas foram pré-selecionadas para o programa. A adesão vai até 28 de fevereiro.

Número de alunos por escola, escolha dos tipos de atividades que serão oferecidas, quantos monitores serão necessários, quem vai coordenar a educação integral no município e na escola são dados que devem ser registrados no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec).

De acordo com Leandro Fialho, coordenador de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), o preenchimento de dados é necessário para que a escola seja aceita no programa e receba recursos do MEC. Em média, cada escola recebe R$ 37 mil para custear as atividades durante o ano letivo.

Cadastro e pedido de senha foram dificuldades iniciais constatadas pela consultora Lucenir de Andrade Pinheiro, nos encontros que teve com as secretarias municipais de educação e diretores de escolas em reuniões em Fortaleza e nos municípios pernambucanos Paulista (região metropolitana) e Caruaru (agreste).

Em Fortaleza, por exemplo, a consultora fez esclarecimentos a gestores e técnicos de 45 secretarias municipais de educação. Lucenir explicou que, nas reuniões, ela abre o Simec o e faz um passo a passo. Tira dúvidas e preenche dados ao mesmo tempo. Mesmo com algumas dificuldades para operar o sistema, ela avalia que o programa desperta muito interesse nas redes de educação básica públicas.

Pelo cronograma da Secad, municípios do Rio Grande do Sul já foram atendidos; estão agendados encontros com técnicos de secretarias estaduais e municipais de educação da Bahia, do Pará e de São Paulo.

Trajetória – Criado em 2007, o programa Mais Educação começou efetivamente em 2008. No período 2008-2010, passou de 386 mil para 2,2 milhões de estudantes. Em 2011 deve alcançar 15 mil escolas e cerca de 3 milhões de alunos.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Educação básica, educação integral, Mais Educação, Secad

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