quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bicicletas podem ser a solução para problemas de transporte

Portal do MEC
Estados, municípios e o Distrito Federal têm a oportunidade de amenizar um dos principais problemas dos estudantes brasileiros, que é o transporte para a escola. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) está promovendo registro de preços para a compra de bicicletas escolares de aros 20 e 26, por meio do programa Caminho da Escola.

Chegar à escola ou ao ponto do ônibus escolar é um sacrifício para muitos estudantes. Boa parte deles precisa acordar ainda de madrugada e percorrer quilômetros a pé, já que muitos caminhos nas áreas rurais e até mesmo urbanas são intransitáveis para veículos automotores. “A bicicleta vai servir para aqueles que moram em localidades aonde os veículos rodoviários não chegam, tanto nas áreas rurais quanto nas urbanas”, afirma o coordenador geral de transporte escolar do FNDE, José Maria Rodrigues de Souza.

José Maria lembra que, além de ter impacto zero sobre o meio ambiente, a bicicleta vai ajudar os estudantes a ter uma atividade física saudável. Segundo ele, a bicicleta escolar tem especificações que lhe garantem resistência maior que a das bicicletas comuns, como o quadro reforçado.

Protótipos da bicicleta escolar já foram testados nas cinco regiões do país e receberam avaliações altamente positivas por parte dos alunos e de seus pais.

Preços

Para participar do programa, o gestor local deve preencher um ofício seguindo o modelo publicado na Resolução nº 40/2010 do FNDE, assiná-lo e enviá-lo à autarquia, informando a quantidade de bicicletas que pretende comprar. O prazo para entrega da mercadoria é de, no máximo, 90 dias a partir da assinatura do contrato.

Os preços das bicicletas variam de acordo com a região do país:

Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima e Rondônia: aro 20 (R$ 256); aro 26 (R$ 257);

Tocantins e Bahia: aro 20 (R$ 258); aro 26 (R$ 259);

Maranhão: aro 20 (R$ 252); aro 26 (R$ 253);

Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte: aro 20 (R$ 254); aro 26 (R$ 255);

Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe: aro 20 (R$ 255); aro 26 (R$ 256);

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: aro 20 (R$ 263); aro 26 (R$ 268);

Minas, Espírito Santo, Rio e São Paulo: aro 20 (R$ 240,50); aro 26 (R$ 256,50).

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: Caminho da Escola, FNDE

Pesquisa vai mostrar realidade do ensino infantil na área rural

Portal do MEC
A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação realiza, até março, duas pesquisas sobre a educação infantil na área rural. O objetivo é montar um mapa da oferta existente e da diversidade de modelos criados por gestores municipais e, a partir daí, elaborar uma proposta de atendimento que contemple as realidades do país.

A abrangência da primeira pesquisa depende da resposta dos 26 secretários de educação dos estados e do Distrito Federal e dos gestores dos 5.565 municípios. Até fevereiro, os secretários devem responder, por correio eletrônico, a seis perguntas formuladas pela Secad. Entre elas, se oferecem, às comunidades do campo, educação infantil em creches e pré-escolas, em que municípios e há quanto tempo.

De acordo com Wanessa Sechim, coordenadora-geral de educação no campo da Secad, ao ouvir os secretários, o MEC espera reunir dados institucionais sobre a estruturação das redes e a forma de atuação de cada uma na educação infantil na área rural de estados e municípios.

A outra pesquisa, de campo, compreenderá visitas a várias localidades para conhecer a diversidade de experiências de ensino infantil nas cinco regiões do país. O levantamento será realizado pelas consultoras Gilmara da Silva e Maria Joselma Assis da Silva a partir do próximo sábado, 15, e se estenderá até o fim de março. Elas vão buscar informações, conhecer as políticas adotadas e avaliar o impacto nas escolas.

No município de São Miguel do Oeste (SC), por exemplo, a pesquisa abrangerá a educação infantil nas comunidades da agricultura familiar. Em municípios do Centro-Oeste, serão visitadas escolas nas quais estudam filhos de pantaneiros. Caso um município ofereça essa etapa do ensino a comunidades de sertanejos e de quilombolas, isso será relatado, diz Gilmara.

O interesse da Secad, segundo Wanessa Sechim, é recolher dados da oferta de educação infantil que representem a diversidade das populações rurais. O conceito de diversidade está explícito no Decreto nº 7.352, de 4 de novembro de 2010, que trata da política de educação no campo e do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). A população rural é formada por agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da reforma agrária, trabalhadores assalariados rurais, quilombolas, caiçaras, povos da floresta e caboclos.

Seminário

O levantamento de dados sobre a educação infantil na área rural é um dos sete pontos prioritários definidos pelos participantes do 1º Seminário Nacional de Educação Infantil no Campo, realizado pelo Ministério da Educação, em Brasília, em dezembro de 2010. Participaram representantes de comissões e movimentos da educação no campo, de universidades e de centros de pesquisas, além de gestores e coordenadores de estados e municípios.

Melhorar os espaços físicos das escolas, criar material didático adequado, oferecer formação inicial e continuada específica para professores que atuam na educação infantil rural estão entre os pontos do documento final do seminário.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: educação infantil, educação no campo, Secad, pesquisa

Estado não se preocupou em ter docente motivado

DENISE CHIARATO
EDITORA DE COTIDIANO

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

NOVO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO AFIRMA QUE PROFESSORES ESTÃO SEM MOTIVAÇÃO DEVIDO A BAIXOS SALÁRIOS, CARREIRA PROFISSIONAL RUIM E FALTA DE DIÁLOGO
Dois dias após assumir a Secretaria da Educação de SP, o ex-reitor da Unesp Herman Voorwald, 55, já tem uma avaliação da rede: os professores estão desmotivados e com salários baixos.
Indicado pelo governador Alckmin, cujo partido, o PSDB, está há 20 anos no comando de SP, Voorwald afirma que o Estado não se preocupou em aumentar o comprometimento dos servidores. Mas ele, que não é filiado a partido político, diz não saber o porquê dessa situação.
A prioridade agora, afirma, é "resgatar a dignidade" dos professores, por meio de diálogo, aumento salarial e uma nova carreira -os recursos para isso, porém, ainda não estão garantidos.
Em sua primeira entrevista exclusiva, concedida à Folha na sexta-feira, o novo titular da gestão Alckmin (PSDB) sinalizou que deverá alterar o exame implementado pelo governo Serra (PSDB) que concede reajuste salarial aos professores mais bem-classificados em uma prova.
O problema, diz, é que no máximo 20% dos docentes podem receber o reajuste -ainda que parcela maior tenha atingido a nota mínima fixada. Essa e outras constatações surgiram após reuniões do secretário com os seis sindicatos da categoria.
Engenheiro com carreira na Unesp, Voorwald (lê-se Vuervald) afirma que ainda não conhece as escolas estaduais. Abaixo, a entrevista em que analisa a situação da maior rede de ensino do país.



FOLHA - Qual sua avaliação inicial da rede?
Herman Voorwald - A informação que tive das entidades é que há muito pouco contato [da administração] com a rede. Se o objetivo é dar o melhor aprendizado ao aluno, a pessoa que dá o aprendizado precisa se manifestar sobre as atividades que fará na aula.

Alguma preocupação se destacou nas conversas?
Já tinha isso comigo: a qualidade de ensino está relacionada ao comprometimento das pessoas.
Nas universidades estaduais paulista ocorreu isso. Em 1989, quando conseguiram autonomia, sempre priorizaram recursos humanos, para assegurar um quadro de servidores que garantisse qualidade institucional.
Não sinto o mesmo na educação fundamental e média. Honestamente, em uma semana que estou aqui, não sinto que a preocupação seja ter um quadro comprometido. Pretendo resgatar a dignidade dos professores, o que passa por salário e carreiras dignos. Se conseguir dar um passo nesse sentido, acho que trarei algo novo.
Outro fator importante é o diálogo. As pessoas reclamam que a rede não consegue se manifestar.
Eles colocaram isso de uma forma muito clara na progressão continuada. A fala foi que o sistema foi gestado na administração e imposto, de cima para baixo.
As entidades são unânimes na defesa da progressão, mas não no modelo de hoje. A solução é avaliar se o conteúdo foi absorvido. Em não sendo, precisamos encontrar maneira de recuperar o conteúdo -foi o que faltou.

Como o sr. analisa a situação dos professores temporários?
Temos cerca de 30 mil temporários [sem estabilidade]. A proposta é que até 2013 cheguemos a 10 mil. Tenho claro que deve haver uma carreira. Num processo que você não tem correção linear do salário ao longo dos anos, aqueles que não tiverem compensação [por meio de exame] ficam desestimulados.

Como o sr. avalia a rede, em termos de infraestrutura, de organização pedagógica?
Ainda não conheço as escolas. Vamos fazer um diagnóstico, objetivando que a infraestrutura seja a ideal.
De qualquer forma, tive um sentimento da rede de absoluto desconforto de como a administração entende o processo de educação. O sentimento é muito ruim. Senti uma desmotivação, uma leitura de desconsideração do papel do professor.
Há o sentimento que o Estado não tem preocupação em formar bem os jovens. Esse sentimento não é bom.
A fala foi geral, e a sinalização foi o quanto se paga para um professor que ingressa [R$ 1.835, para jornada de 40 horas semanais]. Como você quer ter alguém comprometido, formado em boa universidade?

Qual é o salário adequado?
É difícil dizer. A fala aqui foi que deveria ser aumentado, o que eu concordo.

Então está definido que haverá aumento?
Não conversei com o governador sobre isso. Mas ele já colocou que educação é sua prioridade.

O PSDB está há quase 20 anos no poder. O que levou a esse quadro de desestímulo que o senhor aponta?
Não sei dizer se foram apenas implicações econômicas ou de prioridade. Sei que minha prioridade é que recursos humanos serão o diferencial. Os programas da secretaria são bons, a gestão é boa, o material é bom.
Podemos fazer reformas de prédios, se necessário. Tudo isso é administrável. O que não se consegue administrar matematicamente é o sentimento daquele que ministra dentro da sala de aula.

O sr. já estabeleceu metas de melhoria no ensino?
Não pensei quantitativamente. Apesar de ser engenheiro, não tenho olhar só para tabelas. Sei que número você trabalha como quiser.
Mas tenho a leitura que um trabalho muito forte precisa ser feito no ensino médio, que está enfrentando os piores indicadores. Sem isso, você não terá ensino superior de qualidade, e o menino não vai ingressar no mercado.
A proposta, que já vinha sendo discutida, é integrar o ensino médio com o profissional. Permitir, por meio de convênios, que o menino complete sua formação com disciplinas técnicas, para habilitá-lo para o mercado de trabalho. Ele já sairia com uma habilitação, como técnico em mecânica ou eletrônica. Claro que o aluno não será obrigado a fazer isso.
Em outra vertente, ele pode ter disciplinas gerais para o mercado de trabalho dentro do currículo do ensino médio. E as universidades podem oferecer cursinho para os que decidirem não ir para habilitações técnicas.

O sr. manterá a política de pagamento aos professores com base no desempenho?
O mérito tem de estar presente numa discussão de carreira. O que eu entendo é que, se é para avaliar o mérito, a regra precisa estar clara e as pessoas que atingiram o mérito devem ter o resultado.
As falas foram que isso não ocorreu. Uma quantidade atingiu a nota mínima, mas só uma porcentagem obteve o resultado financeiro. E aqueles que também atingiram e não ganharam?

O deputado Gabriel Chalita (PSB) teve influência na escolha do seu nome?
Conheço o deputado Chalita não com profundidade. Tenho respeito por ele, mas não há nenhuma ligação que possa levar à conclusão que houve ligação da parte dele. Não tenho essa informação.

O sr. conhece alguém que tenha filho em escola estadual?
Meus filhos são mais velhos. Minha família mora na Holanda. Meus parentes aqui são os da minha esposa, nenhum em idade escolar.
Fiz o antigo primário, colegial, em escola pública. Claro, era uma outra época.
Não teria dificuldade em colocar meu filho em uma escola pública. O que temos de buscar é a qualidade. O Estado teve uma política de expansão violenta. Agora precisa de uma política de qualidade, outra etapa da história.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1001201123.htm

Sobram 780 vagas em concurso para professor em SP

Agência Estado
Com 100 mil professores temporários na rede de ensino, o governo do Estado de São Paulo não conseguiu preencher 780 vagas do último concurso público para a carreira. No sábado, um decreto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nomeou 9.304 novos docentes - eram 10.083 vagas.


Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação, sobraram vagas porque muitos dos melhores colocados na primeira fase do concurso desistiram de participar dos quatro meses de curso obrigatório ou não foram aprovados na avaliação ao final das aulas. "Os candidatos que deixaram de participar do curso de formação ou não foram aprovados na prova são considerados reprovados no concurso", explicou a secretaria em nota.


Foi a primeira vez que os aprovados em concurso tiveram de passar pelo chamado Curso de Formação Específica antes de assumir o cargo. "Do ponto de vista pedagógico, o curso foi bem interessante. Para mim, que venho do Paraná, também foi bom para ter um primeiro contato com a rede, mas colegas que já atuavam no Estado reclamaram um pouco", contou André Furtado Lima, que será professor de sociologia em Piracicaba.


Os professores nomeados começam a dar aulas para ensino médio e segunda etapa do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º anos) já em fevereiro, no início do ano letivo. As vagas remanescentes para docente efetivo só poderão ser preenchidas se a secretaria abrir uma nova turma do curso preparatório. Não há previsão de data para que isso aconteça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/11/sobram-780-vagas-em-concurso-para-professor-em-sp.jhtm

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Identificação com alunos motiva professora do Acre

Portal do Professor
Apaixonada pelo trabalho que desenvolve com Educação de Jovens e Adultos, Mageana Souza Carvalho diz que sua maior satisfação é observar, a cada etapa cumprida, o brilho nos olhos daqueles que um dia haviam desistido de estudar. Integrante de uma família de professores - mãe, tias, e avó – ela acredita que consegue fazer um bom trabalho por que se identifica com seus alunos.

“Sou sonhadora e gero sonhos, expectativas, vontade de estudar em meus alunos, ‘não porque sou boa’, mas porque sei o valor da educação para o ser humano”, ressalta a professora de Rio Branco (AC), que leciona desde os 17 anos e lutou com dificuldades para conseguir se formar em geografia. Essa vivência fez com que ela se voltasse ao ensino de pessoas que “sofrem pela falta de qualificação profissional, com dificuldades de voltar a estudar devido a problemas sociais e financeiros”.

No magistério há 16 anos, há quatro Mageana trabalha com EJA. “Estou em começo de carreira, mas as minhas experiências, os meus alunos e amigos, a minha educação, e os meus sonhos realizados são minhas maiores ‘competências e habilidades’ até então”, salienta a professora que fez especialização em Educação Profissional Integrada à Educação de Jovens e Adultos (Proeja).

Em 2010, ela trabalhou na Escola Estadual de Ensino Fundamental Zuleide Pereira de Souza, com alunos de EJA do ensino fundamental e do ensino médio, de 20 a 68 anos. O êxito obtido no vestibular, por alguns alunos, leva Mageana a destacar o valor de “vê-los adquirir sua autoestima e se sentirem importantes”. Ela quer, com seu trabalho, dar oportunidades e construir pontes a fim de gerar professores, doutores e outros bons profissionais.

Ela trabalha com projetos, pois acredita que é importante buscar conhecer a realidade do estudante e partir desse pressuposto para criar as ideias necessárias à construção do conhecimento. Entre os projetos que já desenvolveu, destaca o Minha Cidade, Minha História, realizado com alunos do Colégio Serafim Salgado, onde estimulou os estudantes a conhecerem a geografia através das mudanças ocorridas ao longo dos anos. Para isso utilizou um mural fotográfico, realizou passeios turísticos a lugares históricos e também incentivou os alunos a entrevistarem pessoas da própria família, que pudessem contar fatos ocorridos no passado de Rio Branco.

Outro projeto que destaca é: A minha identidade, em que procurou fazer com que os alunos refletissem sobre quem são dentro da família, do bairro, da sociedade. De acordo com ela, foram trabalhados os valores morais, as expectativas para o futuro e cada um enquanto agente em transformação em um mundo competitivo.

(Fátima Schenini)

RJ: professor terá bônus e auxílios cultura e transporte

Terra

Alunos e professores da rede estadual vão começar a receber no início do ano letivo, em 7 de fevereiro, um pacote de benefícios para tentar passar uma borracha nas notas vermelhas que o Rio de Janeiro colecionou nos últimos 20 anos. O Plano de Metas, anunciado ontem pelo secretário Wilson Risolia, prevê bônus de até três salários a mais no fim do ano - R$ 1.913,52 a R$ 4.737,81 - para quem atingir 100% dos objetivos. Além disso, os 51 mil professores em sala de aula vão ganhar a partir do mês que vem um cartão pré-pago de R$ 500 para comprar livros, ir a cinemas e a teatros.

"É importante ter acesso a cultura para poder discutir em sala de aula", diz o professor de Matemática José Tibúrcio, 51 anos. Como ele, todos os funcionários lotados nas unidades escolares receberão no contracheque um auxílio-transporte para custos com deslocamento. No total, serão investidos, por ano, R$ 240 milhões.
Em troca, as 1.462 escolas terão que fazer o dever de casa e atingir as metas agressivas de desempenho estabelecidas pela Secretaria Estadual de Educação, que pretende colocar, até 2014, o Rio entre os cinco estados no topo do Ideb, indicador que avalia a cada dois anos o Ensino Básico em todo o País. Atualmente as escolas fluminenses só ganham das do Piauí.

Risolia acabou com a indicação política para escolha de funcionários em cargos de direção. "Nem eu terei mais a caneta para nomear meu subsecretário. A partir de agora, será tudo por mérito", afirmou o secretário, que será o único nomeado pelo governador.

Para assumir funções pedagógicas, os professores terão que passar por 4 etapas: análise do currículo, prova, entrevista e curso para certificar que o profissional está qualificado para o cargo.

Com o leque de incentivos, Risolia espera levar de volta às salas de aula parte dos 8 mil professores que estão de licença médica e 2 mil funcionários emprestados a outros órgãos. "Não vamos mais ceder professores, a não ser que arquem com o ônus de pagar os salários. Hoje o salários dos 2 mil professores cedidos é da Educação", diz o secretário.

Para fazer caixa para os novos investimentos na rede, o secretário Wilson Risolia anunciou o corte de R$ 111 milhões nos gastos da secretaria. No ano passado, a Educação consumiu R$ 847 milhões do Orçamento. Este ano, a meta é utilizar R$ 736 milhões. Risolia pretende chegar a este valor revendo todos os contratos de fornecedores com o estado, de modo que sejam feitos em condições mais vantajosas.

Outra medida prevista no Plano de Metas será a abertura de concurso para técnicos administrativos com o objetivo de liberar para sala de aula os 4 mil professores que hoje ocupam funções burocráticas.

"Claro que não é fácil. A nossa situação não é confortável, por isso temos metas agressivas para a educação", destacou Risolia, que não teme possíveis reações contrárias ao programa. "Não vai haver resistência. Quem vai ganhar são os jovens. Quem pode ser contra algo tão positivo?", questiona.

Computador do Professor

A Tribuna - Amparo
Foi prorrogado até o dia 31 janeiro o prazo de inscrições para a 2ª etapa do Programa Computador do Professor. Parceria entre as secretarias da Educação, da Fazenda e de Desenvolvimento, o Programa oferece a professores e servidores da Educação e do Centro Paula Souza financiamento sem juros para aquisição de notebooks. Para aderir ao Programa, os servidores devem acessar o site da Secretaria da Educação manifestar o interesse na compra. Em 2009, na 1ª etapa, 43.706 servidores efetuaram a compra do equipamento. Nesta 2ª etapa, terão acesso ao benefício 233 mil servidores, sendo 220 mil da Educação (dentre professores, equipe de apoio escolar e funcionários da Secretaria) e outros 13 mil do Centro Paula Souza (funcionários e docentes). Só poderão participar desta 2ª etapa aqueles que não aderiram ao Programa em sua 1ª etapa.

Déficit no nível profissionalizante pode prejudicar ampliação do ensino médio pelo MEC. Medida deve custar pelo menos R$ 21 bi

O GLOBO
BRASÍLIA - O governo terá obstáculos na hora de implantar o ensino médio em tempo integral, como anunciou o ministro da Educação, Fernando Haddad. O principal deles: o fato de que o déficit estimado de professores no ensino profissionalizante, que responderia por metade desse tempo integral, é de 300 mil no país - 10% a 20% maior do que o déficit de professores da 5 série do fundamental ao 3 do ensino médio na formação geral. A estimativa é da Câmara de Educação Básica, parte do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Pernambuco começou a implantar modelo integral no ensino médio em 2007 " Estimamos em 300 mil a carência de professores em cursos profissionalizantes (Francisco Cordão) "
Outra dificuldade é o custo de implantação da medida em toda a rede pública de ensino médio: um valor mínimo estimado em R$ 21 bilhões - e que pode chegar a R$ 49 bilhões, caso o foco seja em áreas de ponta, como petróleo. Esse cálculo considera o custo médio anual por aluno no ensino profissionalizante, que é de R$ 3 mil (em cursos como secretariado) a R$ 7 mil (em setores como o naval), segundo a Câmara de Educação Básica. Já se a conta for feita usando-se a média de investimento/aluno nos institutos federais informada pelo MEC (R$ 8 mil), o custo vai para R$ 56 bilhões.

Segundo pesquisadores da área, a estimativa do custo de implantação pode ser tirada da multiplicação do custo/aluno pelo número de matriculados no ensino médio formação geral (no Censo de 2009, eram 7.023.940 alunos na rede pública).
O custo/aluno inclui, por exemplo, despesas com salários dos professores. A melhoria dos salários com a maior carga horária exigida pelo ensino integral, apontam profissionais do setor, pode ser um modo de atrair professores para o modelo.

- Estimamos em 300 mil a carência de professores em cursos profissionalizantes. É cerca de 10% a 20% maior que o déficit no ensino médio comum. As universidades não têm se dedicado à formação de professores para isso; ela tem se dado na própria rede técnica pública e no sistema S - diz Francisco Cordão, presidente da Câmara de Educação Básica e conselheiro do CNE, que até março deve lançar diretrizes de formação de docentes do ensino profissionalizante.

As áreas no nível técnico com maior déficit de professores são cursos estratégicos como petróleo e gás, mecânica naval e mecatrônica. Esse déficit pode afetar ainda uma medida anunciada pela presidente Dilma Rousseff no discurso de posse: a criação, para o ensino médio, de bolsas nos moldes do Prouni - que, diz o conselheiro do CNE, serão para o ensino profissionalizante.
" Só nos Senai do Rio, e só em petróleo e gás, faltam 50 professores (Maurício Bastos) "

- Só nos Senai do Rio, e só em petróleo e gás, faltam 50 professores - diz Maurício Bastos, coordenador de educação profissional do Centro de Tecnologia Senai Automação e Simulação. - O professor que temos ou é um ex-técnico da Petrobras, ou alguém que trabalha em empresa e, à noite, dá aula. Também há alunos que viram professores. Mas professor de nível profissionalizante com curso superior, por exemplo, e também com experiência técnica, é raro.

Para Almério Melquíades, coordenador de Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza (órgão de ensino profissionalizante de São Paulo), outro entrave num modelo de tempo integral será o horário das aulas:

- Como 60% das nossas turmas são noturnas, então, conseguimos como professores quem trabalha numa empresa de dia e dá aula à noite. As aulas profissionalizantes de manhã ou de tarde serão um gargalo.

" O grande desafio para se implantar tempo integral não é dinheiro, mas gente (Mozart Neves) "
- O grande desafio para se implantar tempo integral não é dinheiro, mas gente - resume Mozart Neves Ramos, do Movimento Todos pela Educação.

Segundo Cordão, um programa federal sob análise do ministro Fernando Haddad para servir como uma das bases do tempo integral é o Ensino Médio Inovador. Em funcionamento desde 2009, o programa hoje está em 18 estados, em 357 escolas.
- Esse programa dará subsídios para o tempo integral. É um ponto de partida, que está sendo discutido com o ministro - diz Cordão, relator do Ensino Médio Inovador no CNE. - Ele amplia o currículo por quatro vertentes: trabalho (a mais próxima do profissionalizante), desenvolvimento científico, desenvolvimento tecnológico, e cultural.

" O Ensino Médio Inovador é uma referência que pode ser usada no tempo integral (Carlos Artexes) "

- O Ensino Médio Inovador é uma referência que pode ser usada (no tempo integral) - conclui Carlos Artexes, diretor de Concepções e Orientações Curriculares da Secretaria de Educação Básica do MEC, setor na secretaria para o ensino médio. - O programa pode se articular com o tempo integral, mas continua em paralelo. Outro que pode se articular com a medida é o Brasil Profissionalizado (de investimento em obras, gestão e professores de escolas técnicas e ensino integrado à educação profissional).

Educação audiovisual estimula pensamento científico

Sandra O. Monteiro
Da Agência USP
A educação audiovisual pode ser um diferencial na educação brasileira, principalmente nas periferias. De acordo com um estudo realizado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, os alunos são livres para gravar e mudar parâmetros como luz, foco ou distâncias, depois analisam e comparam os resultados.


“É um estímulo ao pensamento científico. Aos poucos surge um pensamento crítico-analítico em que cada conceito na linguagem audiovisual é formado ou reformulado por meio de uma compreensão natural”, conta a cineasta Moira Toledo, autora da tese de doutorado Educação Audiovisual Popular no Brasil: Panorama, 1990-2009, defendida em 2010.


Segundo o estudo, 80% das entidades que desenvolvem projetos de Educação Audiovisual Popular (EAP) o fazem sob a ótica de uma educação democrática e libertária.


A Educação Audiovisual Popular (EAP) é a atividade educativa gratuita, promovida por uma entidade ou agremiação informal de pessoas, voltada, entre outros objetivos, ao ensino dos meios de realização audiovisual especialmente para cinema. O público-alvo destas atividades são jovens moradores de bairros urbanos localizados em bolsões de pobreza, ou grupos socialmente marginalizados, tais como comunidades indígenas e quilombolas, portadores de necessidades especiais, frequentadores de Centros Psicossociais (CAPS e CAPS/AD), dentre outros.


Neste contexto, educadores constroem o que a cineasta denomina – em consonância com Dagmar Garroux (Da Casa do Zezinho) - “pedagoDia”, que se traduz em um método “sem método”, construído cotidianamente, num processo de aperfeiçoamento das práticas pedagógicas a partir de experiências vivenciadas a cada dia.

Metodologia e pesquisa
Para realizar a pesquisa, Moira estudou entidades que tinham como foco central o audiovisual; o desenvolvimento prático e experimental de metodologia original; características artísticas, e entidades de formação de jovens autônomos e empreendedores neste campo.


As entidades foram mapeadas inicialmente durante o processo de construção do banco de dados da seção KinoOikos Formação do Olhar do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, organizado pela Associação Cultural Kinoforum. Na parte não presencial da pesquisa, foram realizados quatro questionários. O primeiro questionário mapeou as entidades e delimitou dados como localização, perfil, contato e público da entidade; os outros três questionários tiveram como objetivo diversificar os pontos de vista sobre as entidades e projetos levantados a partir da percepção de coordenadores, educadores, alunos e ex-alunos.Todos os questionários foram preenchidos por um profissional designado livremente por cada entidade.


A segunda parte da pesquisa, realizada presencialmente e registrada em vídeo, consta de 21 entrevistas, com 30 diferentes profissionais e alunos, escolhidos por meio de diálogos com os representantes das entidades nas cidades de Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, entre fevereiro e agosto de 2009. A escolha das entidades considerou o compromisso central, efetivo e contínuo com a Educação Audiovisual Popular; o desenvolvimento intuitivo ou sistematizado de uma metodologia original de ensino audiovisual popular; a qualidade artística dos vídeos, atestada pela participação em festivais e exibições públicas; a notória qualidade na formação de jovens autônomos e empreendedores.


Houve ainda, duas entrevistas coletivas com grupos de alunos (no Cinema Nosso, no Rio de Janeiro) e de educadores (na Oficina de Imagens, em Belo Horizonte).


Educação libertária e democrática
Pedagogicamente, Moira pôde perceber que em alguma medida “desaparece o professor – enquanto autoridade distanciada do aluno – para surgir um professor acessível que valoriza tanto a participação quanto o desenvolvimento de responsabilidade e autonomia do aluno”.


Não existe a padronização de educadores e coordenadores dos projetos. Segundo a pesquisa, foram detectados “cineastas, comunicadores, artistas plásticos, professores de escolas públicas, psicólogos, antropólogos, pedagogos, assistentes sociais, fotógrafos, arquitetos, publicitários, dentre outros”.


Moira ressalta que “esta diversidade e o envolvimento dos próprios alunos gera uma convivência rica em diálogos e críticas, e os alunos são impelidos a lidar com seus sentimentos, talentos e defeitos, além de serem obrigados a aprender na prática que a crítica se destina ao trabalho e não à pessoa”.


A pesquisa ainda destaca forte predominância de autores e métodos ligados à herança das educações democrática e libertária, sendo o educador Paulo Freire um dos autores mais citados. Segundo a pesquisadora, “nota-se que Freire surge com diferentes profundidades de diálogo com o cotidiano de cada projeto, estimulando a participação, a curiosidade e a pesquisa na formação de projetos pedagógicos que valorizam o papel do educador e oferecem contribuições interessantes, viáveis e alternativas aos métodos atuais empregados nas escolas formais.


Produções no Brasil
De acordo com o estudo existem 113 entidades no Brasil que desenvolvem projetos audiovisuais; 76,5% na região sudeste e 33,5% nas demais regiões . Nos últimos vinte anos, foram realizadas ao menos 3300 produções audiovisuais de curta e média-metragem a maior parte, por jovens da periferia.


Ainda segundo a cineasta, “o Brasil é uma liderança na produção de tecnologias de educação para as mídias (internacionalmente mais conhecida como Media Literacy), porém necessita do surgimento de políticas públicas de incentivo que, aliadas às iniciativas do terceiro setor, possam fomentar projetos que dêem conta dos eixos centrais dos projetos vinculados à EAP: a gestão (compartilhada por professores e alunos), o espaço (ambientes agradáveis que estimulem a convivência), a adesão (alimentação durante o período do curso, auxílio-transporte e bolsa de estudos) e a interação (liberdade de atuação e estímulo à experimentação pedagógica, exploração)”.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/11/educacao-audiovisual-estimula-pensamento-cientifico.jhtm

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Programa de Intercâmbio Cultural começa com embarque de 50 professores para os EUA

Cinquenta professores de inglês das Escolas Técnicas (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) estaduais embarcaram nesta terça-feira, 4 de janeiro, para os Estados Unidos. Eles foram os primeiros contemplados pelo Programa de Intercâmbio Cultural do Centro Paula Souza que, ao todo, vai oferecer 600 bolsas de estudo de inglês nos EUA – 500 para alunos e 100 para professores.

“Foi um dos melhores projetos que o Centro Paula Souza lançou em 2010. Além de aumentar a autoconfiança e a capacitação aos nossos docentes, existe a questão institucional que é muito importante: o professor sente que o Governo do Estado e a instituição investem na melhoria do seu conhecimento e da sua atuação. Certamente esses profissionais vão retribuir em dobro dentro das salas de aula”, afirmou Laura Laganá diretora superintendente do Centro Paula Souza, que acompanhou o embarque dos docentes junto com Angelo Luiz Cortelazzo, coordenador de Ensino Superior da instituição.

Com duração de um mês, os cursos intensivos acontecerão em cidades cosmopolitas de diversos estados norte-americanos – os professores farão o curso em San Diego. O objetivo do programa de intercâmbio é incentivar o aprimoramento da formação acadêmica e o ingresso no mercado de trabalho, utilizando a língua como ferramenta de acesso à informação e comunicação. Para os docentes, o curso tem foco no ensino e oferece uma importante oportunidade de aperfeiçoamento profissional.

“O crescimento pessoal e profissional que o programa vai proporcionar terá reflexo principalmente nas minhas aulas. Certamente os maiores beneficiados serão meus alunos”, comemorou Luciane do Amaral, professora da Fatec Lins que nunca havia viajado para fora do Brasil.

Bolsistas viajam com todas as despesas pagas – curso, alimentação, acomodação, passagem aérea, traslado, transporte interno nos EUA e seguro saúde – com exceção dos custos com passaporte e visto, que correm por conta dos participantes. O STB Student Travel Bureau, empresa brasileira do segmento de turismo jovem e educação internacional vencedora da licitação, é responsável pela viagem e estadia dos estudantes e docentes.

Fico muito feliz pelo Governo do Estado e pelo Centro Paula Souza terem acreditado no nosso trabalho. Vai ser uma oportunidade fantástica para todos nós”, disse Cristiane Bessi, da Etec Sylvio de Mattos Carvalho, de Matão.

Nesta primeira etapa do programa, 420 professores participaram do processo seletivo realizado em outubro de 2010. Foram contemplados os candidatos com maiores notas em exame de proficiência em língua inglesa.

Além dos cinquenta professores que embarcaram nesta terça-feira, 250 alunos viajam nos meses de março e abril. A segunda etapa será no 2º semestre de 2011. O investimento total do Governo do Estado será de R$ 5,8 milhões.
retirado do site:http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/Noticias/2011/janeiro/05_programa-de-intercambio-cultural-comeca-com-embarque-de-50-professores-para-os-eua.asp

Um milhão de salas de aula vão receber dicionários em 2012

Portal do MEC
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai distribuir dicionários com a nova ortografia da língua portuguesa para todas as salas de aula dos ensinos fundamental e médio do país em 2012. A previsão é de comprar 10 milhões de exemplares para um milhão de salas da rede pública.

Serão adquiridos quatro tipos diferentes de dicionários. Para o primeiro ano do fundamental, os dicionários terão entre 500 e mil verbetes. Os dicionários a serem enviados para os estudantes do segundo ao quinto ano conterão de 3 mil a 15 mil verbetes. Do sexto ao nono ano, entre 19 mil e 35 mil verbetes. Para o ensino médio, de 40 mil a 100 mil verbetes.

A última vez que o FNDE enviou dicionários para escolas públicas foi em 2006, antes das mudanças estabelecidas pelo acordo ortográfico. “É muito importante que os alunos possam consultar dicionários já adaptados às novas regras. Por isso, vamos enviar um conjunto com dez exemplares para cada uma das salas de aula do país”, afirma Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.

Nesta sexta-feira, 7, foi publicado no Diário Oficial da União o edital que convoca os editores para o processo de inscrição e avaliação dos dicionários. O prazo para a pré-inscrição das obras vai de 8 de fevereiro até 8 de abril. A entrega dos exemplares para a avaliação será feita do dia 13 a 15 de abril.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: Educação básica, dicionários, FNDE

CAQi: adoção de custo mínimo de qualidade ainda está em estudo no MEC

Do UOL Educação
Em Brasília
Aprovado em maio de 2010, o parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação) que recomenda a adoção do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) como referência de valores de investimento para educação ainda está na gaveta.

Segundo a assessoria de imprensa do MEC (Ministério da Educação), "o texto do parecer passa por consolidação de texto entre a SEB [Secretária de Educação Básica, órgão do MEC] e o CNE [Conselho Nacional de Educação], para então seguir ao gabinete do ministro para homologação".

A SEB é a favor à homologação do CAQi como "indicador a ser adotado como referência para ajudar redes e sistemas a planejarem seus orçamentos com base mais concreta, e não um valor obrigatório", diz a nota do MEC sobre o assunto.

O relator da proposta no CNE, Mozart Neves Ramos, contou que há contradições entre o CAQi e políticas do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e, por isso, a proposta estaria parada há seis meses.

"Tem que haver alinhamento [entre CAQi e Fundeb]", diz Ramos. Ele só demonstra certa estranheza que as diferenças tenham sido apontadas somente depois de o texto pronto uma vez que o documento foi elaborado durantes dois anos. No decorrer desse período, Ramos afirma ter apresentado as versões intermediárias do parecer nas reuniões do CNE. "O MEC nunca se pronunciou [durante esses dois anos]", afirma. O ministério tem representação no conselho.

O CAQi, um índice elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, inverte a lógica do investimento público por aluno. Atualmente o cálculo sobre o valor mínimo é feito com base na arrecadação tributária, dividindo o total de impostos destinados à área pela quantidade de alunos. Com o CAQI, o valor mínimo é estipulado e é preciso fazer cumprir esse investimento.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/10/caqi-adocao-de-custo-minimo-de-qualidade-ainda-esta-em-estudo-no-mec.jhtm

Valor investido pelo governo fica abaixo do custo mínimo de qualidade em 22 Estados

Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em Brasília
Em 22 Estados, o custo por aluno da rede pública previsto para 2011 fica abaixo do mínimo estipulado para se ter educação com qualidade, definido pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) com base no PIB (Produto Interno Bruto) de 2008. De 2010 para 2011, houve um aumento de R$ 300 no valor da anuidade.

O valor estimado pelo CAQi para os primeiros anos do ensino fundamental é de R$ 2.194,56. O valor mínimo do estudante da escola pública será R$ 1.722,05, segundo a portaria interministerial 1.459 de 30 de dezembro de 2010. A cifra é base para a distribuição de recursos pelo MEC (Ministério da Educação), por meio do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Nove Estados trabalharão com R$ 1.722,05: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. E chegarão a esse valor com complementação de verbas feita pela União. Apenas cinco unidades federativas superam o valor do CAQi para os anos iniciais. São elas: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Roraima e São Paulo.
Falta dinheiro?

Ao consideramos os anos finais do ensino fundamental, 13 Estados aplicam menos que o CAQi. O valor mais baixo por aluno para 2011 é de R$ 1.894,25, quando o recomendado é R$ 2.148,84. Já no ensino médio, 12 Estados destinam valores menores que o estipulado pelo índice -- R$ 2.066,46 de orçamento contra os R$ 2.209,80 recomendados.

Segundo Mozart Neves Ramos, conselheiro do CNE (Conselho Nacional da Educação), seria necessário garantir o investimento mínimo proposto pelo CAQi. Ramos foi o relator do parecer encaminhado ao MEC para a adoção do índice.

Na avaliação de Ramos, o investimento por parte do governo federal precisa ser maior. Seria necessário o aporte de R$ 30 bilhões - contra os atuais R$ 8,7 bilhões - para aplicar o CAQi no país, na estimativa do professor universitário. "Dos R$ 94,5 bilhões que o MEC propõe para 2011, R$ 8,7 bilhões são da União e R$ 7,8 bilhões vão para a complementação dos Estados [para que eles cheguem ao mínimo]. O que sobra é muito pouco para dividir entre as 27 unidades federativas", diz.

O CAQi, um índice elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, inverte a lógica do investimento público por aluno. Atualmente o cálculo sobre o valor mínimo é feito com base na arrecadação tributária, dividindo o total de impostos destinados à área pela quantidade de alunos. Com o CAQi, o valor mínimo é estipulado e é preciso fazer cumprir esse investimento.
Municípios preocupados

Para o secretário municipal de Educação de Castro, Carlos Eduardo Sanches, é preciso ter "dinheiro novo" no setor. O gestor, que também preside a entidade que representa os secretários municipais de educação (Undime), afirma que o aumento é significativo.

"Houve aumento de arrecadação de 13,5% e diminuição de 6,4% nas matrículas, o que levou o valor a subir 21%", explica Sanches. No entanto, ele se diz preocupado com o impacto desse aumento em outro quesito básico da gestão da área: o salário dos professores.

Dependendo do desfecho de um PL (projeto de lei) que tramita na Câmara dos Deputados, o piso nacional para o professor pode ter como índice essa variação do valor investido por aluno. O PL 3776/08 propõe que os vencimentos dos docentes sejam reajustados pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/10/mesmo-com-aumento-valor-investido-por-aluno-da-rede-publica-fica-abaixo-do-custo-minimo-de-qualidade-em-22-estados.jhtm

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