sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Transferência de curso e de instituição tem novas regras

Portal do MEC


O estudante que tenha contratado empréstimo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) a partir de 14 de janeiro de 2010 e pretende mudar de curso ou de instituição de educação superior deve estar atento às novas regras estabelecidas pelo Ministério da Educação. Conforme portaria publicada nesta segunda-feira, 26, é possível requerer transferência integral, de curso ou de instituição.

Na integral, o desligamento do estudante de um curso ou de uma instituição de ensino para se vincular a outra deve ocorrer em junho ou dezembro do semestre cursado ou suspenso. A transferência de curso é feita dentro de uma mesma instituição de ensino. A da instituição de origem para a de destino ocorre com ou sem alteração do curso financiado.

O estudante pode fazer a transferência de curso uma única vez na mesma instituição, desde que o período entre o mês de início do financiamento e o de desligamento do curso de origem não seja superior a 18 meses. A transferência de instituição pode ser feita apenas uma vez a cada semestre. O Fies não a considerará como mudança de curso.

O estudante pode pedir a transferência integral de curso ou de instituição a partir do último mês do semestre cursado ou suspenso na instituição de ensino de origem. O prazo vai até o mês em que deve ser feita a renovação do financiamento relativo ao semestre da transferência.

Antes de buscar o acesso ao sistema, o estudante precisa conferir, entre outros dados, se a nova instituição na qual pretende estudar tem adesão vigente e regular ao Fies e ao Fundo Garantidor de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc). É necessário verificar também se o curso de destino tem avaliação positiva do Ministério da Educação.

Os que contrataram o Fies antes de 14 de janeiro de 2010 e pretendem mudar de curso ou de instituição devem apresentar o pedido à Caixa Econômica Federal, onde obtiveram o financiamento.

O pedido de transferência deve ser feito por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A Portaria Normativa nº 25, do dia 22 último, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 26, seção 1, páginas 182 e 183.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: educação superior, Fies

Projeto em escola goiana ajuda alunos a estabelecer objetivos

Portal do MEC


Lecionar em um bairro extremamente carente, com alto índice de marginalidade, além de uso e tráfico de drogas, fez a professora Cristina Freire dos Santos perceber a necessidade de desenvolver um trabalho de conscientização com seus alunos. Ela resolveu, então, criar um projeto capaz de contribuir para melhorar as expectativas das crianças com relação ao futuro. Nascia, assim, o Profissões – Semeando Sonhos para a Transformação de um Bairro.

O trabalho colocou a professora do pequeno município goiano de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal — 130 quilômetros ao sul de Brasília —, entre os agraciados na quinta edição do Prêmio Professores do Brasil. Com pós-graduação em pedagogia empresarial, Cristina dá aulas na Escola Municipal Cilineu Peixoto dos Santos desde 2009, quando ingressou na rede de ensino do município. ”Adoro trabalhar com projetos”, diz a professora, que dá aulas a uma turma do quarto ano do ensino fundamental. “Esse tipo de prática pedagógica deixa os objetivos mais claros.”

O projeto premiado, com duração de um ano, envolveu uma turma também do quarto ano, formada por 30 estudantes com idades entre 9 e 15 anos. “Eles precisavam compreender a importância da escola e como o estudo pode mudar suas vidas”, salienta Cristina.

Interdisciplinar e dinâmico, o projeto Profissões procurou mostrar a diversidade de profissionais envolvidos em uma sociedade organizada, bem como a importância de cada um. Além de participarem de passeios a diferentes locais de Brasília, como órgãos dos Três Poderes, agências do Banco do Brasil e de turismo e o Jardim Zoológico, os estudantes receberam visitas de profissionais — médico, advogado e policial militar — convidados para compartilhar um pouco da história pessoal e trajetória profissional.

Segundo a professora, a participação no projeto deixou os alunos com mais motivação para acordar cedo e ir à escola, principalmente nos dias em que receberiam visitas. “A pessoa que não faz planos para a vida dificilmente consegue realizar seus desejos”, enfatiza Cristina. “Por isso, é preciso sonhar grande e lutar para a realização desses sonhos.”

Para a professora, trabalhar com metas, além de possibilitar o diagnóstico de possíveis falhas e obstáculos no processo de ensino-aprendizagem, aumenta a qualidade dos resultados. Para 2012, ela está finalizando um novo projeto. “Ele será desenvolvido em toda a escola”, adianta.

Fátima Schenini


Saiba mais no Jornal do Professor
Palavras-chave: ensino médio, professor, prêmio


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

II Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas

Portal do MEC


O que é o II Prêmio Experiência Educacionais Inclusivas - a escola aprendendo com as diferenças ?

O II Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas - a escola aprendendo com as diferenças tem como objetivo promover, difundir e valorizar experiências escolares inovadoras e efetivas de inclusão escolar de estudantes com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação, realizadas por gestores, educadores, professores e estudantes.

Nessa segunda edição, serão premiados Relatos de Experiências das escolas públicas de educação básica e das secretarias de educação; e, Textos Narrativos produzidos por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, matriculados nas escolas públicas brasileiras. Será, também, concedida Menção Honrosa à experiência inclusiva de educação infantil que se destacar.

Regulamento

Com o objetivo de orientar a apresentação das Experiências Educacionais Inclusivas foi elaborado o presente Regulamento.
Antes de inscrever seu Relato de Experiência e/ou Texto Narrativo, leia atentamente todo o Regulamento, pois ele contém os procedimentos de participação, o detalhamento do processo de seleção e premiação, bem como os critérios a serem avaliados em cada uma das três categorias.
PARTICIPE!

Calendário

Encerramento das Inscrições
16 de março de 2012

Perguntas Frequentes ?!

Qual o período das inscrições?
O período de inscrições iniciou-se em 21 de setembro de 2011 e o encerramento foi prorrogado para 16 de março de 2012
Depois de enviada, posso alterar a experiência da minha escola?
Não. As Experiências, uma vez encaminhadas, não poderão ser alteradas.

Leia mais em:http://peei.mec.gov.br/




Cresce a adesão das federais, com aumento na oferta de vagas

Portal do MEC

A participação das universidades federais no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a oferta de vagas por meio do sistema crescem desde 2010, quando o Ministério da Educação realizou o primeiro processo de substituição dos vestibulares. Dados da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC mostram o progresso da adesão.

Em 2010, 23 universidades federais aderiram ao Sisu, com a oferta de 38,5 mil vagas; em 2011, o número de federais subiu para 39; o de vagas, para 62 mil.

No primeiro processo seletivo de 2012, a adesão também evolui positivamente. Estão no Sisu 42 universidades federais, com vagas duplicadas em relação a 2010 (80,3 mil). No conjunto, a seleção unificada de 2012 abre 108.552 mil vagas. Em universidades federais, serão 80.368; nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, 19.828; nas instituições estaduais, 8.236; na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE, 120.

Agenda — Os candidatos a vagas na educação superior por meio do Sisu podem consultar, pela internet, a relação das instituições de ensino que aderiram ao sistema para o processo seletivo do primeiro semestre de 2012, cursos que oferecem e número de vagas. Está à disposição um roteiro para orientar o processo de inscrição, que estará aberto de 7 a 12 de janeiro próximo.

O Sisu selecionará os candidatos por meio da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011.

Ionice Lorenzoni


Leia também:

Oferta supera as 8 mil vagas em 13 instituições estaduais

Nordeste lidera ranking das regiões na oferta de vagas

Institutos federais dominam oferta de vagas em seis estados

Palavras-chave: educação superior, Sisu, Enem

Com oferta de 195 mil bolsas, inscrições serão abertas em 14 de janeiro

Portal do MEC
Estarão abertas em 14 de janeiro próximo as inscrições de candidatos a bolsas de estudos em instituições particulares de educação superior por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) do Ministério da Educação. O período se estenderá até o dia 19 do mesmo mês. A oferta para o primeiro semestre de 2012 é de 195.030 bolsas — 98.728 integrais e 96.302 parciais, de 50% da mensalidade.

Com a oferta do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do MEC, de 108.552 vagas em instituições públicas, chega a 303.582 o número de oportunidades de ingresso no ensino superior para os candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011.

No processo do ProUni haverá uma única etapa de inscrição, com duas chamadas para convocação dos candidatos pré-selecionados. Ao inscrever-se, o candidato poderá escolher até duas opções de curso e de instituição. A portaria que regulamenta o processo será publicada nos próximos dias.

A primeira chamada será divulgada em 22 de janeiro. A partir do dia seguinte, até 1º de fevereiro, o candidato pré-selecionado terá prazo para comparecer à instituição de ensino para apresentar a documentação e providenciar a matrícula. A segunda chamada está prevista para 7 de fevereiro, com prazo para matrícula e comprovação de informações até o dia 15.

Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 933, a partir de 1º de janeiro). As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.866, em janeiro) por pessoa. Além de ter feito o Enem 2011, com um mínimo de 400 pontos na média das cinco notas do exame e pelo menos nota mínima na redação, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, na condição de bolsista integral.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, curso normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola na qual atuam.

Espera — Ao fim das duas chamadas, os candidatos não pré-selecionados ou aqueles que foram pré-selecionados em cursos sem formação de turma podem manifestar interesse em fazer parte da lista de espera, que será usada pelas instituições participantes do programa para a ocupação das bolsas eventualmente ainda não ocupadas.

O período para manifestação de interesse na lista irá de 22 a 24 de fevereiro. Ao fim desse prazo, serão feitas duas convocações dos integrantes. A primeira, em 27 de fevereiro, com prazo para comprovação de documentos e matrícula de 28 do mesmo mês até 2 de março. A segunda, em 9 de março, com prazo de 12 a 15 de março.

Criado em 2004, o ProUni já concedeu 919 mil bolsas de estudos em cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

Assessoria de Comunicação Social

Confira a oferta de bolsas de estudos do ProUni por unidade da Federação

Palavras-chave: educação superior, ProUni

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

73% das vagas cortadas pelo MEC são ociosas



 De São Paulo
O corte de vagas anunciado pelo Ministério da Educação em cursos superiores da área de saúde irá atingir principalmente postos ociosos, informa a reportagem de Renato Machado, publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
MEC corta mais 1.287 vagas de cursos mal avaliados
No mês passado, o MEC divulgou o fechamento de 50 mil vagas para ingresso de estudantes em todo o país.
São postos em cursos que tiveram desempenho insatisfatório na última avaliação nacional.
Os cortes atingem 31.543 vagas e dez cursos de graduação. Do total de postos, 72,8% não estavam sendo usados pelas universidades, centros universitários ou faculdades.
O MEC diz que a medida permite controlar a expansão dos cursos mal avaliados.

Editoria de Arte/Folhapress
Leia mais na edição da Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

Escola de Pernambuco investe em leitura e cresce em avaliação

Portal do MEC



A escola Tomé Francisco da Silva atingiu nota 6,5 no Ideb, superior à da meta nacional estabelecida para 2022 pelo Ministério da Educação (foto: arquivo da escola)O povoado rural de Lagoa da Cruz, no alto de uma serra do Sertão do Pajeú, em Quixaba (PE), a 470 quilômetros de Recife, tem apenas três mil habitantes. De difícil acesso, seria uma localidade esquecida, não fosse a fama do ensino de qualidade da Escola Tomé Francisco da Silva, que atrai alunos das cidades vizinhas. A escola, que tem 800 alunos matriculados em turmas do primeiro ano do ensino fundamental ao final do ensino médio, é destaque tanto no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) quanto no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em 2009, a instituição conquistou o título de melhor escola pública de Pernambuco. No mesmo ano, obteve o segundo lugar no Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar, promovido pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). Para se ter ideia da qualidade do ensino oferecido, a escola atingiu nota 6,5 no Ideb — a meta do Ministério da Educação é atingir, até 2022, a média nacional 6, que corresponde ao índice de países desenvolvidos. No Enem de 2010, a Tomé Francisco obteve nota 585,33 e ficou em primeiro lugar entre as escolas regulares de Pernambuco.

“Não tem receita pronta para o sucesso da gestão escolar porque cada escola tem sua particularidade”, afirma o diretor da instituição, Ivan José Nunes Francisco. No entanto, ele cita, entre os passos da empreitada, o trabalho coletivo dos educadores, que devem receber formação continuada, a atenção aos projetos pedagógicos e o apoio das famílias.

O incentivo à leitura permeia os projetos desenvolvidos durante todo o ano. O Prazer de Ler, que existe há uma década, é voltado para alunos do primeiro ao nono ano. Sua proposta é motivar os estudantes por meio de oficinas de contos, poesias e música. No fim das atividades, eles apresentam uma peça teatral para a comunidade. No ano passado, 120 alunos apresentaram A Menina que Odiava Livros. “Seguimos em três ônibus para abrir os Jogos Escolares Regionais, no município de Afogados da Ingazeira”, lembra o diretor. Este ano, será encenada a peça A Bela Borboleta.

Outro projeto de incentivo à leitura estimula a produção de textos para o blog da escola. “Conseguimos, assim, usar mais intensamente o laboratório de informática”, diz o diretor.

Matemática — Um dos próximos projetos da escola será desenvolvido na área de exatas. “Em 2012, vamos trabalhar também projetos de matemática, física e química, sem abandonar aqueles que têm garantido notas melhores dos nossos alunos em humanas”, adianta a coordenadora de projetos pedagógicos para os anos iniciais, Josilene Quitute. Para atingir a meta de melhorar as notas dos alunos nas disciplinas de exatas, a ideia é mudar a forma de ensinar os cálculos de matemática hoje feitos a giz, no quadro. “Queremos chamar profissionais para explicar como se faz o cálculo de uma área na prática”, explica a coordenadora.

Rovênia Amorim

Saiba mais no Jornal do Professor
Confira o blog da escola
Palavras-chave: educação básica, gestão escolar, leitura

domingo, 4 de dezembro de 2011

FISICA - Som: propriedades e características

Luis Fábio S. Pucci*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Objetivos

1. Identificar as propriedades e características do som.
2. Diferenciar timbre, altura e volume (intensidade) do som.

Comentários

Algumas atividades simples podem ajudar os alunos a compreender fenômenos relacionados às características físicas do som e suas propriedades, como a onda mecânica.

Além das atividades que esclarecem o que é uma onda sonora e como ela se propaga, podemos trabalhar também conceitos ligados às propriedades físicas características do som.

Por exemplo, podemos explorar os sons de instrumentos musicais, a fim de trabalhar conceitos como timbre, altura ou volume (intensidade) do som.

Estratégias

1. Apresente um instrumento - um violão ou uma flauta - à classe e explore os diferentes sons que ele produz, pedindo aos alunos que reparem nas variações produzidas por quem toca o instrumento. Isso pode ser feito pelo professor ou por um aluno que domine o instrumento escolhido.

Explore, no instrumento escolhido, as seguintes características físicas:

a) Timbre - toque uma mesma nota no violão e, depois, na flauta ou no piano. Peça que os alunos notem que, embora seja a mesma nota, os timbres são diferentes. É isso que caracteriza o instrumento: a fonte sonora.
b) Altura - está ligada à frequência do som (grave, médio, agudo). No violão, isso pode ser evidenciado tocando a corda mais fina e, depois, a mais grossa. Chame a atenção dos alunos para as diferentes frequências (sons graves e agudos).

Reprodução

c) Volume (intensidade) - pode ser apresentado tocando a mesma nota mais baixo e, a seguir, de novo, mais alto, ou seja, usando mais força ou energia ao tocar, sem mudar, contudo, a nota ou a corda. Pode-se usar um rádio e variar o volume no botão. Explore a relação existente com a quantidade de energia usada. O que caracteriza as ondas de maior intensidade (estudar a relação com a amplitude da onda)?

É possível também utilizar relações quantitativas e analisar gráficos de ondas, observando as características utilizadas acima (amplitude, comprimento de onda, frequência, etc.).

  • Sugestão: visite a página dedicada ao tema do som da Associação Portuguesa de Telemática Educativa, pois ela pode ajudar em seus trabalhos.

    2. Para mostrar como uma onda mecânica (o som) se propaga, podemos utilizar bacias plásticas com água e pedir aos alunos que joguem pequenas pedrinhas no centro da bacia. Eles devem observar as características da propagação das ondas formadas. Como é essa propagação? Qual é a semelhança com a propagação do som? Por que o som é classificado como onda mecânica? O que diferencia onda mecânica de onda eletromagnética? Será que o som se propaga mais rápido na água ou no ar?

    Com o auxílio do livro didático, podemos trabalhar com cálculos que incluam a comparação da velocidade de propagação do som no ar e na água, a fim de que os alunos tenham noção das relações existentes.
  • Referências

    Física: Caderno do Professor - 2º série do ensino médio. São Paulo: SEESP, 2009.
    Operação Cosmos: a ameaça da gigante vermelha (manual do professor). Luis Fábio S. Pucci, São Paulo: Redalgo, 2009.
    retirado do site:http://educacao.uol.com.br/planos-aula/som-propriedades-e-caracteristicas.jhtm

    Estudantes chilenos interrompem Teleton para pedir por educação gratuita

    ANSA
    SANTIAGO DO CHILE, 4 DEZ (ANSA) - Três estudantes chilenos foram presos na madrugada de hoje ao interromper a exibição do Teleton, uma campanha televisiva que tem como objetivo arrecadar fundos para a assistência a deficientes físicos, exibindo cartazes que pediam o fim do lucro na educação.

    Eles foram imediatamente retirados do local pelos agentes de segurança e presos por "desordem" por policiais que os encaminharam para a delegacia.

    O episódio foi registrado enquanto a empresa distribuidora de combustíveis Copec realizava sua doação. Os cartazes traziam a mensagem "Rechaçamos o lucro na educação" e a transmissão televisiva captou levemente o rumor gerado.

    Em meio à manifestação, um jovem deficiente também levantou um cartaz a favor do movimento estudantil e, embora tenha sido retirado do local pelos agentes de segurança, ele não foi preso porque os organizadores alegaram que ele foi "usado" pelos estudantes.

    A ação se somou a outra de ontem à noite, quando o presidente do país, Sebastián Piñera, que fazia o discurso de inauguração do Teleton, foi interrompido por um casal de jovens que gritou: "O que o povo precisa é educação gratuita porque o povo está cansado das leis de mercado".

    O Teleton é transmitido no Chile por cinco emissoras da TV aberta e este ano arrecadou US$ 43,4 milhões (cerca de R$ 77,6 milhões), superando a meta inicial de US$ 36 milhões (cerca de R$ 64 milhões).
    retirado do site:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2011/12/04/estudantes-chilenos-interrompem-teleton-para-pedir-por-educacao-gratuita.jhtm

    sábado, 3 de dezembro de 2011

    Fuvest anula uma questão da primeira fase do vestibular 2012

    Da Redação
    Em São Paulo
    A Fuvest informa, na manhã desta sexta (2), que a questão V –62  da primeira fase do vestibular 2012 fica anulada. A prova da primeira fase terá 89 questões, segundo informações da instituição.
    Segundo nota divulgada, a anulação ocorreu "devido a uma imprecisão na formulação do enunciado da questão".

    Questão de matemática "impossível"

    Professores de cursinhos ouvidos pelo UOL Vestibular já apontavam problema na questão no domingo, dia 27 de novembro, quando a primeira fase aconteceu. Eles afirmaram que a prova de matemática teve uma questão impossível de ser resolvida, por fornecer dados errados que prejudicavam a resposta: a 62 da prova V (e suas correspondentes), sobre um polígono convexo de seis lados.
    “Se você usar essa informação [a de que formava um polígono convexo de seis lados], acaba chegando em meia dúzia de ângulos que invalida a informação de que o polígono é convexo”, afirma Gregório Krikorian, do Objetivo. “Deve ser anulada, não tem como consertar. Não faz sentido o texto”, diz Glenn van Amson, do Anglo.
    Desde o começo do processo, a assessoria de imprensa da Fuvest não divulgou quais eram as questões sob análise. Apenas que seriam três perguntas. Os docentes ouvidos pelo UOL haviam detectado problemas em física. Uma das questões seria a 81 da prova V (e suas correspondentes). Segundo Ricardo Helou, do Objetivo, a fórmula apresentada está errada. Além disso, na 89, um dos esquemas (o II) tornava duas alternativas de resposta possíveis. No entanto, as bancas da Fuvest consideraram esses pedidos de anulação improcedentes.
    retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/12/02/fuvest-decide-anular-uma-questao-da-primeira-fase-do-vestibular-2012.jhtm

     

    Governo usará universitário para ajudar 254 escolas ruins


    FÁBIO TAKAHASHI
    DE SÃO PAULO

    Intenção da Secretaria da Educação é que estudante colabore com professores
    Medida integra novo pacote de ações para a rede estadual de ensino que será divulgado hoje pelo governador

    O governo paulista vai dar auxílio mensal de R$ 500 para universitários que fizerem estágio em colégios básicos estaduais considerados ruins.
    A ideia é que estudantes de licenciaturas ajudem no ano que vem 254 escolas que têm mais dificuldades pedagógicas ou que estão localizadas em áreas periféricas. A rede estadual tem 5.000 unidades.
    Segundo o governo, além de auxiliar a rede no curto prazo, os universitários terão experiências que os deixarão mais bem preparados para quando estiverem formados.
    A medida integra novo pacote de ações na educação -que a Folha antecipou-, a ser anunciado hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). No evento, ele vai convocar a sociedade a participar da melhoria do ensino.
    A gestão visa colocar o Estado entre as 25 melhores redes do mundo até 2030. Atualmente, está em 53ª entre 65, considerando simulação que apresenta SP como um país no Pisa (prova internacional).
    PLANO DE TRABALHO
    Para atingir a meta, o governo lançou em outubro um plano de melhorias. Agora, apresenta ações complementares. Uma das principais é o aperfeiçoamento dos estágios de alunos de licenciatura.
    A avaliação da secretaria é que os estágios atuais têm tido pouco efeito para os licenciandos e para as escolas.
    No novo programa, chamado de Residência Escolar, os estudantes terão de apresentar um plano de trabalho, que será acompanhado por um professor da unidade.
    Os bolsistas poderão ajudar os docentes nas aulas, em correção de trabalhos ou no auxílio aos alunos com dificuldades. Cada estagiário terá um programa diferente.
    O governo diz que já tem acordo com PUC, Mackenzie, UFSCar, UFABC e Unifesp.
    Os bolsistas farão estágio de 400 horas -o normal é 300 horas no curso todo.
    "Haverá benefícios para os universitários, que terão uma formação melhor, e para as escolas, que poderão contar com esses estagiários", disse a responsável pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, Leila Mallio.
    Paralelamente, está mantido o programa do professor-auxiliar, que fica na sala de aula com o docente titular, nos cinco primeiros anos do ensino fundamental.
    Iniciado na gestão José Serra (PSDB), o projeto enfrenta falta de professores interessados (60% das turmas previstas estão desatendidas).
    O plano de Alckmin é o segundo da gestão tucana em São Paulo em quatro anos. O anterior, de Serra, terminou em 2010, com metas parcialmente atingidas.
    retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/12492-governo-usara-universitario-para-ajudar-254-escolas-ruins.shtml

    Unicef corrige informação sobre adolescente brasileiro na escola

    Portal do MEC


    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou informação equivocada em seu relatório, Situação da Adolescência Brasileira 2011, apresentado na quarta-feira, 30 de novembro, em Brasília. Segundo o documento, o percentual de adolescentes entre 15 e 17 anos fora da escola no país é de 20%. O índice correto é de 14,8%.

    A agência internacional admitiu o problema e informou que tanto o relatório impresso quanto o eletrônico apresentam a informação real. Segundo o professor Mário Volpi, responsável pelo estudo, o erro constava de um slide apresentado durante a entrevista coletiva de divulgação do trabalho.

    A informação correta está na página do Unicef na internet.

    Assessoria de Comunicação Social
    Palavras-chave: Unicef, adolescentes

    Evento discute experiências com novas tecnologias e usos em escolas públicas

    Portal do MEC


    Experiências que unem entretenimento e educação e estudos sobre o uso de videogames para atrair a atenção e motivar a aprendizagem de estudantes com baixo desempenho escolar estão na agenda do evento Educação e novos Paradigmas (Edu-Tec). O encontro será na próxima terça-feira, 6, no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon, Rio de Janeiro.

    A reunião, promovida pelo Ministério da Educação por meio da TV Escola, também vai tratar das novas mídias e das formas como as pessoas utilizam esses meios para fazer suas conexões em rede. Participam do evento estudiosos e empreendedores.

    Das 8h às 18h acontecerão conferências de curta duração sobre as novas tecnologias de mídias que podem ser usadas em sala de aula e com potencial para transformar as relações de ensino e aprendizagem. Farão palestras no Edu-Tec, profissionais da Inglaterra, Itália, Estados Unidos, Finlândia, Malásia, Argentina, Venezuela, Espanha e do Brasil.

    Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, o objetivo é que a TV Escola possa absorver muitas dessas inovações. “Queremos que a TV Escola seja um espaço que possa ser usado para melhorar e aprofundar a aprendizagem. Um canal que dialogue diretamente com a comunidade escolar”, afirma.

    Programa – As conferências serão divididas em quatro blocos: a importância de comunicar e interagir de forma individualizada; quando virtual é físico – que apresenta teorias e práticas que defendem que o mundo virtual complementa o mundo físico e é parte do mundo real; caixa de ferramentas – novas formas de interagir, comunicar, entreter e educar; velha nova ética – que analisa como as pessoas se comportam com a grande quantidade de informação e fluxo de comunicação.

    Assessoria de Imprensa da SEB


    Acesse a página eletrônica do EduTec


    Conheça os palestrantes
    Palavras-chave: TV Escola, SEB, mídias
     

    quarta-feira, 23 de novembro de 2011

    Cultura e História africanas chegam às escolas públicas

    Portal do MEC

    As escolas públicas vão receber no ano letivo de 2012 livros didáticos sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira.  Serão distribuídas obras para alunos da educação infantil ao ensino médio. A proposta dessa iniciativa é proporcionar aos alunos a compreensão do desenvolvimento histórico dos povos africanos e de sua relação com outros povos, a partir de uma visão objetiva do continente africano. 

    O material tem como referência os oitos volumes da coleção História Geral da África. Editada em português graças à parceria entre a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Ministério da Educação, a obra completa foi enviada às bibliotecas públicas em 2011. As escolas receberão também dois livros síntese da obra completa da História Geral da África, com conteúdos relacionados à história, cultura, economia, política e arte.

    “Temos ainda no Brasil a cultura do embranquecimento da população e a negação de toda uma cultura afro-descendente que também construiu este país”, ressalta Viviane Fernandes Faria, diretora de políticas para educação no campo e diversidade do MEC.

    A inclusão da temática história e cultura afro-brasileira no currículo da educação básica das escolas públicas e particulares está prevista na Lei 10.639, de 2003.  Além da história da África e dos africanos, o conteúdo deve incluir a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.

    Segundo a diretora, ainda existe uma grande diferença de escolaridade entre as pessoas, com mais de 15 anos, entre a população negra e os não negros. A escolaridade é de 8,4 anos de estudo entre os não negros e 6,6 anos entre os negros. “Só que apesar dessa diferença, o avanço na escolaridade dos negros tem sido mais rápido em relação à dos não negros. Enquanto que de 2004 a 2009 houve crescimento de 9% em anos de estudo entre os não negros, entre os negros foi de 14,5%”, compara.

    No entanto, Viviane Faria comenta que o Brasil ainda tem uma dívida social com os afro-descendentes. “Se o analfabetismo é maior entre os negros e os maiores índices de pobreza estão entre os não brancos, vamos ver claramente que a pobreza e as dificuldades salariais e de acesso à universidade têm cor no Brasil. E essa cor é negra. Então precisamos, sim, enfrentar esse racismo na escola e na sociedade”, afirma.

    Rovênia Amorim

    Ouça entrevista com a diretora Viviane Fernandes Faria
    Palavras-chave: livros didáticos

    Prefeituras são premiadas por aprimorar gestão da merenda

    Poetal do MEC

    A oitava edição do prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, realizado pala organização Ação Fome Zero, reconhece mais uma vez ações criativas e responsáveis das prefeituras para aprimorar a aplicação dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Em cerimônia realizada nesta manhã, 23, em Brasília, foram premiados 22 municípios de todas as regiões do país, nas categorias pequenas cidades, médias e grandes cidades, valorização profissional das merendeiras, merenda indígena e quilombola.

    Premiada em todas as edições do prêmio, Paragominas, no Pará, é novamente reconhecida este ano. Os paraenses foram agraciados na categoria merenda indígena e quilombola, por integrar líderes de tribos da região e mães de alunos para preservar as tradições alimentares dos povos indígenas e garantir uma alimentação nutritiva e saudável. Paragominas também receberá a menção de destaque de merenda com produtos orgânicos da agricultura familiar, por oferecer cursos de capacitação para produtores familiares da região que vendem seus produtos direto para as escolas.

    Administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Pnae garante, por meio da transferência de recursos financeiros, a alimentação escolar dos alunos de toda a educação básica matriculados em escolas públicas e filantrópicas. Em 2011, o programa ofereceu diariamente 130 milhões de refeições para mais de 45 milhões de estudantes em 200 mil escolas por todo o país.

    De acordo com o presidente do FNDE, José Carlos Freitas, é preciso criar mecanismos para aprimorar os aspectos logísticos e de qualidade da merenda que é servida. “O prêmio demonstra o ponto alto da eficiência do programa e registra ações que deram resultado, para que possamos multiplicar e potencializar as boas práticas dos programas de alimentação escolar”, disse Freitas.

    Assessoria de Comunicação Social


    Veja a lista de municípios premiados
    Palavras-chave: alimentação escolar, PNAE, gestor eficiente, FNDE


    domingo, 20 de novembro de 2011

    Etecs realizam vestibulinho 2012 neste domingo; são mais de 316 mil inscritos

    Da Redação
    Em São Paulo

    O vestibulinho 2012 das Etecs (Escolas Técnicas Estaduais), de São Paulo, será realizado neste domingo (20), das 13h30 às 17h30. Os candidatos devem chegar ao exame com, no mínimo, 30 minutos de antecedência. Foram recebidas 316.819 inscrições.
    O candidato precisa levar para as provas caneta esferográfica de tinta preta ou azul, lápis preto, borracha, régua e o original de um dos seguintes documentos: cédula de identidade (RG); cédula de identidade de estrangeiros (RNE); carteira nacional de habilitação com foto; documento expedido por Ordens ou Conselhos Profissionais (exemplo: OAB, Coren e Crea, entre outros); carteira de trabalho e previdência social (CTPS) ou passaporte brasileiro.
    O exame terá 50 questões de múltipla escolha, relacionadas às diferentes áreas do saber (científico, artístico e literário), à comunicação e expressão, em diversos tipos de linguagem, abrangendo conhecimentos comuns de 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.
    De acordo com o manual do candidato, as questões são elaboradas por uma equipe interdisciplinar e dizem respeito a um determinado tema - ligado a situações do cotidiano, envolvendo problemáticas sociais, culturais, científicas e tecnológicas - apresentado em um texto-matriz e em vários textos complementares.
    retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/11/20/etecs-realizam-vestibulinho-2012-neste-domingo-sao-mais-de-316-mil-inscritos.jhtm

    MEC promove redução de 514 vagas em 16 cursos de medicina

    Portal do MEC


    O Ministério da Educação determinou nesta sexta-feira, 18, na forma de medida cautelar, a redução de 514 vagas de ingresso em 16 cursos de medicina que apresentaram Conceito Preliminar de Curso (CPC) inferior a três – em uma escala que varia de 1 a 5.

    O MEC havia anunciado que o corte seria de 446 vagas, mas a partir de nova avaliação, o total de vagas suspensas superou o anunciado em 68 vagas. O percentual de vagas reduzidas em cada curso variou de 20% a 65% e foi calculado tendo como base o CPC contínuo, ou seja, quanto menor o conceito, maior o número de vagas cortadas.

    A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 18. As instituições responderão a processo de supervisão e terão prazo de doze meses para cumprir o termo de saneamento de deficiências. A restituição das vagas ficará condicionada à verificação do cumprimento das medidas de supervisão. Caso as exigências de qualidade não sejam atendidas, poderá ser aberto processo administrativo para encerramento da oferta dos cursos.

    O ato também determina que sejam suspensos temporariamente os processos de regulação relativos aos respectivos cursos de medicina que eventualmente estejam em tramitação no Cadastro e-MEC. A partir da notificação, as instituições deverão, no prazo de 30 dias, informar ao MEC as providências adotadas para o cumprimento das medidas cautelares.

    Assessoria de Imprensa da Seres

    Acesse a relação dos cursos que deverão reduzir vagas

    Ouça o áudio na Rede de Comunicadores
    Palavras-chave: educação superior, avaliação

    quinta-feira, 17 de novembro de 2011

    Indicadores de avaliação de instituições revelam melhora de qualidade

    Portal do MEC
    .

    O Ministério da Educação avaliou 2.176 instituições de ensino superior, sendo 229 públicas e 1.947 privadas, entre universidades, centros universitários e faculdades. O ministro Fernando Haddad, ao anunciar os indicadores de qualidade nesta quinta-feira, 17, considerou que, no cômputo geral, a qualidade está melhorando. “Temos hoje professores mais titulados e que se dedicam mais ao ensino do que no passado”, disse.

    Junto com a melhora da formação dos docentes, Haddad disse que está sendo feito um investimento pesado tanto nas instituições públicas como nas particulares. No grupo das universidades federais, ele destacou as boas notas obtidas por nove das 14 novas universidades criadas a partir de 2003 e que passaram por avaliação em 2010. Segundo ele, oito universidades ficaram com nota quatro e uma alcançou nota cinco.

    A avaliação gerou o Índice Geral de Cursos (IGC) por instituição, com notas de um a cinco pontos. As notas de três a cinco significam conceito satisfatório e as notas um e dois, desempenho insatisfatório.

    No quadro de notas obtidas pelas 2.176 instituições, 27 delas alcançaram cinco, sendo 16 públicas e 11 privadas; 131 obtiveram nota quatro (65 públicas e 66 privadas); 985 aparecem com nota três (90 públicas e 895 privadas); 674 tiveram nota dois (41 públicas e 633 privadas); nove tiveram nota um (duas públicas e 335 privadas). Outras 350 instituições participaram do ciclo avaliativo, porém os cursos que não obtiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) por não atender a um ou mais itens dos oito medidas de cálculo ficaram sem conceito.

    Autonomia – Mas sete centros universitários e uma universidade com baixa qualidade e avaliação insatisfatória estão perdendo hoje sua autonomia. Eles não podem mais abrir cursos sem a autorização do MEC, nem novas vagas. As medidas também atingem instituições de ensino superior que oferecem educação a distância. “Vamos impedir que essa modalidade importante para a democratização do acesso à educação superior sofra com problemas de qualidade”, explicou Haddad.

    “Queremos continuar promovendo a expansão, a interiorização dos cursos, a educação a distância, os cursos superiores de tecnologia, contudo vamos fazer isso com o rigor que o Sinaes [Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior] exige”, afirmou o ministro, lembrando que o sistema está em forte expansão – o ano de 2010 fechou com cerca 6,5 milhões de universitários.

    Cursos – Também passaram por avaliação no ano passado 4.143 cursos superiores de graduação. O produto da avaliação de diversos itens é o Conceito Preliminar de Curso (CPC), expresso com notas em uma escala de um a cinco pontos. As notas de três a cinco significam conceito satisfatório e as notas um e dois, desempenho insatisfatório.

    Na distribuição dos 4.143 cursos, o mapa do CPC aparece dessa forma: 58 cursos de graduação alcançaram nota cinco; 728 (quatro); 1.608 (três); 575 (dois); 19 (um); e 1.155 cursos das áreas avaliadas aparecem “sem conceito”. Neste caso, o curso não teve a nota final porque faltou um ou mais dos itens que compõem o Conceito Preliminar de Curso.

    Medidas – De todos os cursos de medicina que, por terem notas baixas, entraram em processo de supervisão nos últimos anos, Haddad informou que 95% deles atingiram patamar mínimo de funcionamento, o que representa uma vitória do sistema de avaliação.

    Mas um novo grupo de cursos de medicina terá 446 vagas cortadas neste ano, enquanto que cursos da mesma área que obtiveram nota máxima nas avaliações dos ministérios da Educação e da Saúde estão autorizados a abrir 320 novas vagas.

    Cortes – Haddad anunciou que os mesmos critérios aplicados pelo MEC para os cursos de medicina, direito e pedagogia com conceitos insatisfatórios em anos anteriores, agora serão estendidos a todos os cursos de graduação.  São cursos da área da saúde e cursos de ciência contábeis e administração que terão cerca de 50 mil vagas suspensas para ingresso em 2012.

    Nos cursos com pior avaliação, o corte atinge 65% das vagas oferecidas em 2010 e nos demais o corte será de 20%. Além do corte, a instituição precisa assinar com o MEC um termo de saneamento das deficiências com prazo de duração de um ano.

    Áreas e cursos – Em 2010, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes avaliou as áreas de saúde e ciências agrárias, distribuídas em 14 cursos: biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional, agronomia e zootecnia. Também em 2010, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avaliou cinco tipos de cursos superiores de tecnologia – tecnologia em agroindústria, tecnologia em agronegócio, tecnologia em gestão ambiental, tecnologia em gestão hospitalar e tecnologia em radiologia.

    As três áreas do conhecimento com maior número de cursos avaliados em 2010 foram enfermagem, com 728 cursos, fisioterapia (477) e farmácia (389). As áreas com menor número de cursos avaliados são as tecnológicas: tecnologia em agroindustria teve 18 cursos avaliados, tecnologia em gestão hospitalar, 45, e tecnologia em radiologia, 49.

    Ionice Lorenzoni

    A Portaria nº 420, de 16 de novembro de 2011, está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 17, na seção 1, páginas 14 a 60.

    MEC amplia supervisão a todos os cursos da área da saúde

    Portal do MEC.

    O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira, 17, a ampliação de medidas de supervisão em instituições e cursos de educação superior. Neste ano, os processos de supervisão serão abertos em cursos da área de saúde que tiveram desempenho insatisfatório nos indicadores divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). É a primeira vez que as medidas atingem todos os cursos de uma área.

    A ação, que prevê a suspensão de vagas de ingresso em todos os cursos da área da saúde que obtiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) inferior a três, deverá ser publicada no Diário Oficial da União na próxima semana. Os primeiros atos publicados serão dos cursos de medicina.

    A instituição de ensino superior que tenha obtido, no percurso de três avaliações, duas vezes o IGC insatisfatório (um a dois pontos), desde que o último índice seja insatisfatório, responderá a um processo administrativo de supervisão instaurado pelo MEC. Ao mesmo tempo, o Ministério publica medida cautelar (preventiva) que suspende a autonomia da instituição de forma imediata. Se for universidade ou centro universitário, é suspensa a autonomia, que compreende o congelamento do número de vagas (tendo por base o ano anterior) e a abertura de novos cursos. Além disso, a instituição assina termo de saneamento das deficiências, com prazo de duração de um ano. O mesmo rito vale para a faculdade, exceto na questão da autonomia, que ela já não tem.

    Após o período de saneamento das deficiências, é verificado se a instituição cumpriu o que foi pactuado no termo de saneamento. Nos casos do cumprimento dos requisitos de qualidade, o processo é encerrado. Se não alcançou a meta estipulada, o MEC instaura um processo administrativo para descredenciamento da instituição ou encerramento do curso. Neste caso, os estudantes matriculados têm garantia de conclusão do curso, podendo também solicitar transferência para outra instituição e completar a graduação.

    Histórico – Desde 2006, a partir da edição do Decreto nº 5.773, que definiu as ações de avaliação, regulação e supervisão da educação superior, o Ministério da Educação deu início a processos de supervisão em cursos com resultados insuficientes nas avaliações. Os cursos de direito, medicina e pedagogia foram os primeiros a serem submetidos à supervisão do MEC.

    Direito – A supervisão dos cursos de direito teve início em 2007 e verificou as condições de 79 cursos que apresentaram resultado insuficiente no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2006. Os cursos firmaram termo de saneamento de deficiências com o ministério e, após o prazo de um ano, foram novamente avaliados. Nos casos em que não foram identificadas melhorias nas condições de oferta, foi determinada a redução de vagas ou o encerramento do curso. Essa supervisão já resultou na redução de, aproximadamente, 24 mil vagas de ingresso e o encerramento da oferta de quatro cursos.

    Outra ação que resultou na suspensão de vagas em cursos de direito foi a adotada em junho deste ano. A partir dos resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC), o MEC determinou a suspensão de 10.912 vagas em 136 cursos que apresentaram conceito inferior a três. Ao todo, as medidas de supervisão em cursos de direito resultaram na suspensão de cerca de 34 mil vagas de ingressos em cursos com avaliação insuficiente.

    Medicina – Em 2008 teve início a supervisão em 17 cursos de medicina que tiveram conceitos inferiores a três no Enade. Uma comissão de especialistas na área médica, presidida pelo médico Adib Jatene, foi formada para acompanhar o processo e supervisionar a qualidade dos cursos.

    Os principais aspectos verificados pela comissão foram: a organização didático-pedagógica do curso; a integração do curso com o sistema local e regional de saúde; a carga horária que o aluno desenvolverá na rede do Sistema Único de Saúde (SUS); o corpo docente, incluindo titulação e regime de trabalho, a composição e atuação de núcleo docente estruturante, e as condições de oferta das disciplinas de práticas médicas, em especial o estágio curricular.

    Após o prazo para cumprimento das medidas, o MEC determinou o corte de mais de 600 vagas nos cursos que não apresentaram as melhorias e garantias de qualidade exigidas.

    Pedagogia – Iniciada em 2008, a supervisão envolveu 49 cursos de pedagogia e 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a três no Enade de 2005. Ao final do prazo do termo de saneamento de deficiências, os cursos que não cumpriram as determinações do MEC foram desativados e outros tiveram que reduzir vagas.

    Supervisão – A supervisão de cursos e instituições é realizada pelo Ministério da Educação com o objetivo de garantir a qualidade do ensino superior. A partir da assinatura de protocolos de compromisso (termo de saneamento de deficiências), as instituições e cursos têm a possibilidade de promover melhorias em suas condições de oferta e com isso melhorar seu desempenho nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Nos casos em que não são observadas melhorias, o MEC adota medidas para a redução de vagas ou encerramento da oferta, no caso dos cursos; e para o descredenciamento, no caso de instituições.

    Assessoria de Comunicação Social
    Palavras-chave: educação superior, avaliação





    MEC vai suspender autorização para 50 mil vagas em cursos superiores

    Camila Campanerut
    Em Brasília 

    O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (17) que 50 mil vagas em cursos superiores serão suspensas por apresentaram notas abaixo de 3, segundo o IGC (Índice Geral de Cursos) e o CPC (Conceito Preliminar de Curso), indicador que leva em conta a nota dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e outros indicadores como infraestrutura e qualidade do corpo docente. O índice é elaborado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
    O anúncio é um alerta às 683 instituições de ensino superior com notas entre 1 e 2, que não cumpriram os requisitos estipulados pelo Inep de perfil do corpo docente, infraestrutura da faculdade e do projeto político pedagógico. A escala vai de 1 a 5.
    "Algumas [instituições] estão perdendo hoje a autonomia e não podem mais abrir cursos sem autorização prévia do MEC. Queremos que o sistema continue em expansão, mas com freio nos cursos ou instituições com problemas de qualidade", afirmou Haddad.
    “A medida incide basicamente nos cursos da área da saúde e de contábeis e administração”, afirmou o secretário de regulação e supervisão do ensino superior, Luis Massonetto.
    Foram avaliadas 2.176 universidades, faculdades e centros universitários.

    IGC e CPC

    O IGC (Índice Geral de Cursos) é um indicador utilizado pelo MEC com pontuação variável de 1 a 5, expresso em conceitos. Ele é o resultado da média ponderada do CPC (Conceito Preliminar de Curso), que avalia os cursos de graduação e obedece um ciclo de três anos, em combinação com o Enade, que mede o desempenho dos alunos.
    Consulte a lista com 683 entidades


    retirado do site:http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/11/17/mec-vai-suspender-autorizacao-para-50-mil-vagas-em-cursos-superiores.jhtm


    terça-feira, 1 de novembro de 2011

    Por causa de vazamento, Justiça anula 13 questões do Enem 2011

    Da Redação
    Em São Paulo 

    A Justiça Federal no Ceará decidiu na noite desta segunda-feira (31) anular 13 questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011. Segundo o juiz Luís Praxedes Vieira da Silva, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) deve desconsiderar esses itens na hora da correção.
    Ficam anuladas as seguintes questões no caderno amarelo e suas correspondentes nos outros cadernos: 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87, do primeiro dia; 113, 141, 154, 173 e 180, do segundo dia.
    Pelo Twitter, o MEC (Ministério da Educação) e o Inep afirmaram que "consideram a decisão do juiz Luiz Praxedes desproporcional e arbitrária, e vão recorrer em Tribunal de Recife ainda esta semana".
    Na decisão, o juiz afirma que anular o Enem somente para os 639 alunos do Colégio Christus, como fez o MEC, "foge da lógica do razoável" e anular para todos "é algo desproporcional e implicaria um grande prejuízo."

    "Irmãs Carmelitas Descalças"

    "O erro gravíssimo do instituto requerido [Inep] foi não usar questões inéditas no Enem deste ano. As questões do pré-teste jamais poderiam ser utilizadas no ano seguinte, principalmente porque não estavam lidando com instituições comandadas por Irmãs Carmelitas Descalças, e sim por entidades [escolas] com um alto grau de disputa entre as elas, para angariar novos alunos", afirma Silva.
    O pedido de anulação total ou parcial do Enem 2011 foi feito pela Procuradoria da República no Estado, após a verificação de que alunos do colégio Christus, em Fortaleza, tiveram acesso prévio a questões do exame. O Inep havia pedido dez dias para se pronunciar, mas a Justiça negou o prazo e concedeu apenas 72h, que terminaram hoje.

    Defensoria quer, pelo menos, cancelamento das questões

    O defensor público federal Ricardo Salviano havia recomendado ao MEC (Ministério da Educação) a anulação de todo o Enem 2011 ou pelo menos das 14 questões que vazaram no colégio Christus, de Fortaleza.  “O objetivo é um só, garantir a isonomia dos candidatos do Brasil inteiro”, disse Salviano.
    O Sinep-MG (Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais) também pediu a anulação do Enem 2011 em todo o país. Representantes do sindicato se reuniram com o Ministério Público do Estado, na tarde da última sexta-feira (28), para apresentar documentos necessários para protocolar a ação. O sindicato entrará com um pedido de liminar para suspender a divulgação dos resultados do exame até que a ação seja julgada.
    “Considerando que 639 alunos de uma escola no Ceará tiveram a quebra de sigilo da prova, com as questões antecipadas, nós acreditamos que, com a velocidade da internet e os telefones celulares, essas informações podem ter se espalhado rápido demais”, disse Emiro Barbini, presidente do Sinep-MG.

    "Se fosse no Exame da OAB, nós anularíamos"

    O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, usou o exemplo do que já aconteceu com o Exame de Ordem para falar sobre a posição da entidade a respeito dos problemas com o Enem 2011.
    "Quando houve o vazamento de questões no exame da OAB, em São Paulo, nós anulamos toda a prova. Então, a Ordem tem esse posicionamento. Mas, o Ministério Público já está tomando as providências nesse sentido", afirmou.
    Quando questionado se o correto seria anular todo o Enem 2011, Cavalcante desconversou. "Esse seria o posicionamento se viesse a acontecer no Exame da OAB, como já aconteceu e nós anulamos a prova. Essa é uma posição da Ordem, mas se o MEC tiver outra alterantiva que resguarde, do ponto de vista da igualdade e da moralidade, os candidatos, eles devem apresentá-la".

    Questões eram do pré-teste

    O MEC afirmou nesta quinta-feira (27) que 14 questões vazaram do pré-teste do Enem aplicado no Colégio Christus, de Fortaleza, em outubro do ano passado. Segundo o órgão, duas turmas (uma com 47 e outra com 44 alunos) fizeram as provas. Na quarta-feira (26), o UOL Educação já havia mostrado que os itens saíram dos pré-testes aplicados na escola.
    O ministério também afirma que as questões não poderiam ser memorizadas pelos alunos. "Enfatiza-se que as questões reproduzidas não eram de domínio público, e não poderiam ter sido memorizadas pelos estudantes, devido ao grau de detalhismo e similaridade", diz. O órgão afirma que "está afastada a hipótese de que as questões teriam circulado pela web antes da realização da prova".
    O governo afirma que os pré-testes "têm o mesmo rigor de segurança dos demais exames". Os itens estavam em apostilas distribuídas pelo colégio, e cópias delas foram colocadas em redes sociais na internet por estudantes na noite de terça-feira (25). Após a divulgação, o MEC confirmou que pelo menos nove questões eram idênticas às aplicadas no último final de semana.
    Segundo o MEC, o banco para o Enem tem 6.000 itens. Especialistas ouvidos pelo UOL Educação acreditam que o "vazamento" de questões é consequência de baixo número de questões disponíveis para montar a prova.
    Na opinião de Tufi Machado Soares, professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), esse arquivo de perguntas deveria ter 40.000 questões, ou seja, 10.000 por área do Enem. "Acho que o Enem foi implementado de maneira apressada, sem planejamento nem discussão", afirma o pesquisador que também é coordenador de pesquisa do Caed (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação).
    O professor Dalton Francisco de Andrade complementa que o número de itens no banco do Inep teria de ser grande para a aplicação de mais de duas provas por ano -- logo mais em novembro, o MEC vai fazer o Enem para os presidiários e para os mais de 600 alunos do Colégios Christus cujo exame foi anulado. "Para ter um certo grau de conforto [e fazer mais de duas aplicações por ano], o banco [para fazer uma prova de 180 questões] precisaria de 50 a 60 mil itens", afirma o professor titular do departamento de Informática e Estatística da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).



    retirado do site:http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/10/31/justica-anula-13-questoes-do-enem-2011.jhtm



    Prazo para renovar contrato é prorrogado até 31 de dezembro

    Portal do MEC

    O prazo para a renovação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi prorrogado até 31 de dezembro próximo. A Resolução nº 6/2011 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) autoriza a medida para aditamentos (renovações) simplificados e não simplificados do segundo semestre de 2010 e do primeiro semestre deste ano.

    A prorrogação do prazo vale para os contratos firmados a partir da publicação da Lei nº 12.202, de 14 de janeiro de 2010.

    Os contratos do Fies devem ser renovados semestralmente por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies). Nos aditamentos simplificados — o estudante apenas atualiza os dados pessoais e o valor da semestralidade, sem impacto no valor total do contrato —, basta ao beneficiário entrar no sistema e fazer a alteração. As atualizações são analisadas pela Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino. Após a validação da CPSA, o aditamento é processado.

    Quando há alterações mais profundas no contrato — troca ou alteração na renda do fiador, mudança no estado civil do estudante ou impacto no valor global —, o aditamento é considerado pelo SisFies como não simplificado. Nesse caso, o próprio sistema gera um documento, a ser levado ao banco para que a renovação seja feita.

    A Resolução nº 6/2011 do FNDE foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 31, seção 1, página 12.

    Assessoria de Comunicação Social
    Palavras-chave: educação superior, Fies, renovação, FNDE

    União apresenta argumentação à Justiça contra cancelamento

    Portal do MEC
    Fortaleza — Os procuradores do Ministério da Educação, Mauro Chaves, e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Eliana Sartori, entregaram no início da tarde desta segunda-feira, 31, ao juiz Luís Praxedes, da 1ª Vara Federal do Ceará, as alegações da União contra a pretensão do Ministério Público de cancelar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado nos dias 22 e 23 últimos por mais de quatro milhões de estudantes, em todo o país. O promotor Oscar Costa Filho propôs ainda, alternativamente, o cancelamento, em todas as provas, das 13 questões que teriam sido copiadas em apostilas do Colégio Christus, de Fortaleza.

    Em suas alegações, compartilhadas pelos advogados da Advocacia-Geral da União (AGU), o Inep alega que o episódio ocorreu apenas de forma localizada, entre os alunos do referido colégio, cujas provas já foram canceladas. Sustenta, ainda, que ofereceu àqueles estudantes a possibilidade de refazer o exame, nos dias 28 e 29 de novembro próximo, sem qualquer prejuízo à isonomia, uma vez que as provas foram elaboradas com base no conceito da teoria de resposta ao item (TRI).

    Os advogados da União agregaram ainda a informação de que a decisão tomada pelo Inep guarda relação com as melhores práticas em exames nacionais desse porte. Incluídas as avaliações americana, francesa e britânica.

    O juiz Luiz Praxedes deve divulgar a decisão até o fim da tarde de terça-feira, 1º de novembro. Ainda nesta segunda-feira, 31, às 15 horas locais (16 horas de Brasília), a professora Malvina Tuttman, presidente do Inep, concede entrevista coletiva, no auditório do Banco Central, em Fortaleza.

    Assessoria de Comunicação Social

    Investigação pode levar a ampliação do número de provas canceladas

    Portal do MEC

    Os incidentes relacionados à aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 estão circunscritos aos alunos do Colégio Christus, em Fortaleza. Não há qualquer indício seguro de que tenha havido também envolvimento dos alunos do cursinho pré-vestibular da mesma instituição, ou de alunos de outras instituições de ensino da capital cearense. Mas se a Polícia Federal chegar a uma conclusão distinta, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) poderá ampliar o número de provas canceladas e, da mesma forma, oferecer a esses estudantes a oportunidade de refazer a prova nos dias 28 e 29 de novembro.

    Estas foram as principais afirmações que a professora Malvina Tuttman, presidente do Inep, fez na tarde desta segunda-feira, 31, em entrevista coletiva no auditório do Banco Central, em Fortaleza.

    “Estamos confiantes na decisão do juiz da 1ª. Vara da Justiça Federal do Ceará. Fornecemos todos os esclarecimentos e subsidiamos a Justiça Federal. Agora cabe a ela decidir”, disse Malvina. “Queremos tranquilizar a todos os estudantes e suas famílias no sentido de que nossas alegações são fortes e o nosso convencimento é de que o problema está restrito apenas a um grupo de alunos de um colégio em Fortaleza” – destacou a presidente do Inep.

    Ela também reforçou o argumento de que a decisão do Inep foi técnica e pedagógica. “Não queremos punir os estudantes do Colégio Christus, pois temos certeza de que eles não tiveram nenhum envolvimento. Por isso, estamos oferecendo a eles a possibilidade de refazer a prova, sem custos. Do mesmo jeito que procedem os organizadores de exames similares em todo o mundo”, disse.  “Mas, se a Polícia Federal concluir que alunos do cursinho pré-vestibular da instituição também tiveram acesso às apostilas, poderemos ampliar o universo de provas canceladas.”

    A professora Malvina manteve também um encontro com os delegados da Polícia Federal em Fortaleza que investigam os acontecimentos. “Para nós é importante saber como as escolas estão trabalhando os valores éticos com seus alunos. A questão não se localiza no Enem. Sua aplicação foi perfeita. O que importa é verificar até que ponto esta competitividade comercial pode ter afetado o comportamento e os valores dos estudantes.”

    Malvina Tuttman reiterou também que a aplicação da prova, elaborada com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI), nos dias 28 e 29 de novembro, não favorece nem prejudica nenhum dos candidatos. “A prova mede o mesmo nível de conhecimento e pode ser comparada no tempo.” Ela lembrou o caso das enchentes em 2009, no Espírito Santo, e dos alunos que foram prejudicados por erros de impressão em 2010. “Todos fizeram a prova e ninguém reclamou que a prova estava mais fácil ou mais difícil. Até porque não estava. Calibrada pela TRI, as provas tem o mesmo nível de dificuldade.”

    Finalmente, com relação ao Banco Nacional de Itens, a professora Malvina Tuttman reafirmou que o número de itens divulgado (20 mil para todos os exames e seis mil exclusivamente para o Enem) são suficientes e seguros para a aplicação das duas provas previstas para 2012.

    Assessoria de Comunicação Social

    Palavras-chave: Enem

    segunda-feira, 31 de outubro de 2011

    USP vai manter acordo com PM, apesar de pressão de estudantes

    DE SÃO PAULO
    Membros da reitoria da USP (Universidade de São Paulo) vão se reunir hoje para discutir o episódio da última quinta-feira (27), quando estudantes e policiais se confrontaram. 
    A Folha apurou que a posição da reitoria é de que se trata de um problema localizado, da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), e que o convênio com a PM, assinado há mais de 50 dias, será mantido.
    Os estudantes da USP que ocupam um prédio administrativo da FFLCH desde quinta reivindicam, justamente, a revogação do acordo que permitiu a intensificação do policiamento no campus.
    Os alunos dizem estar sendo alvo de abordagens policiais truculentas e perseguição, até dentro dos prédios. A Folha questiona a PM sobre isso desde sexta-feira, mas a instituição disse que só responderia a partir de hoje.
    Na quinta-feira, três estudantes de geografia foram flagrados com maconha no estacionamento da faculdade e isso desencadeou um confronto entre policiais e alunos, quando estes reagiram contra a prisão dos colegas.
    Alunos que depredaram seis carros de polícia poderão ser indiciados por dano ao patrimônio público.
    No prédio ocupado, o grupo se dividiu em comissões --da faxina, da segurança e da comunicação.
    Um ato está marcado para as 18h de hoje, na portaria principal da usp, para chamar a atenção para os questionamentos dos alunos.
    retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/999353-usp-vai-manter-acordo-com-pm-apesar-de-pressao-de-estudantes.shtml






    Ministério da Educação vai a juiz para evitar outro Enem

    LUIZA BANDEIRA
    ROGÉRIO PAGNAN
    DE SÃO PAULO
    A presidente do Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem), Malvina Tuttman, se reúne hoje em Fortaleza com o juiz federal Luiz Praxedes Vieira da Silva para defender que o exame não seja anulado em todo o país. 
    O MEC quer que apenas os 639 concluintes do ensino médio do colégio Christus refaçam o exame. O ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a dizer ontem, em evento político em São Paulo, que "basta aplicar uma nova prova aos alunos que foram, inadvertidamente, beneficiados".
    Haddad amenizou o vazamento das questões. "Sempre haverá tentativas de burlar o sistema de segurança." Disse também que somente o inquérito da Polícia Federal irá esclarecer como as questões do Enem vazaram.
    A Justiça Federal no Ceará deu prazo até hoje para o Inep se manifestar sobre o pedido do Ministério Público Federal, que quer cancelar o exame nacionalmente.
    Outra alternativa proposta pela Procuradoria é a anulação de 14 questões do Enem entregues a alunos do Christus antes da prova. A direção do Christus nega irregularidades. Segundo o colégio, as questões estavam no banco de dados da escola e podem ter sido inseridas ali por alunos que fizeram o pré-teste, sem a escola saber.
    Uma aluna do pré-vestibular do Christus, que não está no grupo que teve a prova cancelada, disse à Folha que também recebeu as questões.
    O assessor especial do ministro, Nunzio Briguglio Filho, disse que não há nenhuma evidência de que os alunos do pré-vestibular tenham recebido as questões, mas, se isso ficar comprovado, eles podem ter de refazer o teste.
    EM CAMPANHA
    O ministro participou ontem de novo evento político na cidade de São Paulo onde pretende concorrer à prefeitura em 2012. Ele se irritou quando questionado sobre como encontra tempo para dedicar-se a esse tipo de reunião em meio a uma crise do Enem. "Isso está me tirando duas horas. Não posso visitar minha família? Não posso conversar com meus amigos?"
    retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/999324-ministerio-da-educacao-vai-a-juiz-para-evitar-outro-enem.shtml


    Promotor diz que pais que não colocarem filhos faltosos na escola vão ser processados no Paraná

    Dimitri do Valle
    Especial para o UOL Educação
    Em Curitiba 

    Para evitar que o índice de evasão escolar cresça ainda mais, a Promotoria da Infância e Juventude de Apucarana (369 km de Curitiba), no norte do Paraná, avisou os alunos faltosos que os pais começarão a ser processados criminalmente se a situação continuar.
    A advertência foi dada pelo promotor de Justiça Gustavo Fernandes Marinho em uma reunião organizada com pais e alunos para tratar do problema, na semana passada.
    "O objetivo foi cobrar desses pais que eles tivessem um pouco mais de pulso, fossem mais firmes para que os filhos permaneçam na escola.
    Foi um aviso que eu direcionei mais aos próprios filhos do que aos pais dizendo aos estudantes que os pais podem ser processados se eles não estiverem na escola", disse o promotor ao UOL Educação.
    O promotor disse que se a advertência não surtir efeito, vai convocar os pais a prestar esclarecimentos. Alunos que faltaram cinco dias consecutivos ou registraram sete faltas no mês estão entre os que correm risco de terem os pais enquadrados na Justiça. Quando isso ocorre, as escolas precisam notificar o Conselho Tutelar, que avisa os pais sobre o problema. Se o alertar não produzir resultados, o conselho aciona então a Promotoria de Justiça.
    Segundo Marinho, os pais podem responder a processo no artigo 246 do Código Penal, que trata do chamado "crime de abandono intelectual". É um crime que também abrange os menores de 18 anos que deixam de ter a atividade escolar monitorada pelos pais.
    A pena prevista vai de 15 dias a um mês de detenção ou pagamento de multa fixada pela Justiça, em caso de condenação. Dados oficiais indicam que a média do índice de evasão em Apucarana (8,5%) supera o estadual, que chega a 6,7%.
    Marinho diz que há uma ligação direta entre o delito juvenil e a evasão escolar. Um levantamento feito pelo Ministério Público Estadual com internos que cumpriam medidas sócio educativas no Estado, no começo da déc ada passada, apontou que em 95% dos casos, os jovens estavam fora da escola quando cometeram atos infracionais.
    retirado do site:http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/10/31/promotor-diz-que-pais-que-nao-colocarem-filhos-faltosos-na-escola-vao-ser-processados-no-parana.jhtm

    Outro Enem é tese estapafúrdia, diz ministro da Educação

    de São Paulo
    O ministro da Educação Fernando Haddad descartou ontem a possibilidade do cancelamento de todas as provas do Enem, como pede a Procuradoria no Ceará. O pedido ocorreu após alunos de uma escola de Fortaleza terem tido acesso a parte das questões antes da prova.
    A informação é da reportagem de Natália Cancian publicada na edição deste domingo da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
    Para Haddad, há apenas duas possibilidades em discussão: a anulação das 14 questões que foram apresentadas a alunos do colégio Christus e a reaplicação do exame para esses alunos. O MEC prefere a segunda por considerar que o problema se restringiu "a um grupo pequeno".
    A Justiça Federal no Ceará deu até amanhã para o Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) se manifestar sobre pedido do Ministério Público Federal, que quer a suspensão do exame nacional no país ou a anulação das questões vazadas.
    PRÉ-TESTE
    O problema veio a público após alunos escreverem em redes sociais, no final de semana, que colégio havia conseguido antecipar questões. Inicialmente, o MEC identificou oito questões iguais.
    Posteriormente, concluiu-se que o simulado continha 14 questões do Enem. Elas haviam sido aplicadas no pré-teste realizado por duas turmas da escola em outubro de 2010 --os colégios que fazem o pré-teste são escolhidos por sorteio.
    Segundo o MEC, todos os cadernos da pré-testagem foram devolvidos, mas o conteúdo pode ter sido copiado eletronicamente. "O material [o simulado] é o conteúdo de dois cadernos, na íntegra. Está absolutamente comprovado", disse Haddad à Folha.
     retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/999046-outro-enem-e-tese-estapafurdia-diz-ministro-da-educacao.shtml

    quinta-feira, 27 de outubro de 2011

    Presidenta sanciona lei que amplia acesso a ensino técnico

    A lei que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) foi sancionada, na manhã desta quarta-feira, 26, pela presidenta da República, Dilma Rousseff. O Pronatec pretende expandir e democratizar a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio. A sanção aconteceu em cerimônia no Palácio do Planalto e teve a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, além de parlamentares, reitores e estudantes de instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

    O Pronatec tem o objetivo de fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da educação profissional e tecnológica e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público. “O Brasil tem um caminho a percorrer, nesta e na próxima década, que é a construção de uma educação de alta qualidade, que precisa ser universalizada. E o Pronatec é um dos passos nessa direção”, ressaltou a presidenta.

    A lei do Pronatec altera a Lei 7998/1990, do seguro-desemprego, vinculando, em alguns casos, o recebimento da assistência financeira à matrícula e frequência do trabalhador em cursos profissionais. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a formação reduz a chance de que o trabalhador volte a ficar desempregado. “Naquele período em que procura emprego, ele poderá dedicar algumas horas por dia para estudar em cursos profissionalizantes custeados inteiramente pela União, ou seja, a União paga o curso e cabe a ele a frequência e conclusão do curso, para fazer jus ao seguro-desemprego”, disse o ministro.

    Inovações – Entre as inovações do programa estão o financiamento para a formação técnica e profissional, com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que deixa de ser restrito aos cursos universitários, e a desoneração dos investimentos das empresas em educação profissional. Também é instituído o Fies-Empresa, financiamento com o qual empresas poderão custear a formação profissional e tecnológica de seus trabalhadores.

    Segundo Haddad, o Pronatec promove uma mudança profunda da cultura da educação profissional em nosso país. “Daqui pra frente, nenhum investimento de empresas em educação profissional será tributado, sejam tributos trabalhistas sejam previdenciários”, explicou o ministro.

    O Pronatec será desenvolvido pela União em colaboração com estados, Distrito Federal e municípios e em parceria com a sociedade civil. Para o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Tigre, “o programa é extremamente oportuno, pois aponta soluções para as necessidades de mão de obra qualificada para o Brasil, impulsionando a rede de atendimento de educação profissional”.

    Diego Rocha

    Leia mais
    Dilma sanciona nesta quarta a lei de acesso ao ensino tecnológico

    Palavras-chave: educação profissional, Pronatec

    Experiências de cinco estados receberão medalha Paulo Freire

    Experiências com educação de jovens e adultos desenvolvidas por entidades do Acre, Ceará, Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul foram as vencedoras da Medalha Paulo Freire, este ano. A quinta edição recebeu 72 inscrições de escolas, secretarias municipais de educação, conselhos escolares e prefeituras das cinco regiões do país.

    Receberão a premiação os projetos do Conselho Escolar Omar Sabino de Paula, de Rio Branco (AC); Centro de Educação de Jovens e Adultos Paulo Freire, de Fortaleza (CE); Escola Agrotécnica Federal de Cáceres (MT), Prefeitura de Osasco (SP) e Secretaria Municipal de Educação de Gravataí (RS). A comissão julgadora escolheu a experiência da prefeitura de Teresópolis (RJ) para receber menção honrosa. A data da entrega da medalha ainda será definida.

    Promovida pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, a Medalha Paulo Freire é concedida a cinco iniciativas, entre políticas, programas e projetos que contribuam para a redução do analfabetismo e para que jovens e adultos continuem os estudos na educação básica. O objetivo é reconhecer ações e políticas bem-sucedidas. A concessão não está vinculada a prêmio de qualquer natureza.

    Criada pelo já revogado Decreto nº 4.834, de 8 de setembro de 2003, que regulamentou o programa Brasil Alfabetizado, a Medalha Paulo Freire teve a continuidade assegurada pelo artigo 13 do Decreto nº 6.093, de 24 de abril de 2007, que reformulou o programa. O prêmio, que tem o nome de um dos mais notáveis educadores brasileiros, foi entregue pela primeira vez em 2005.

    A Portaria nº 110/2011 da Secadi, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, 25, traz a relação das entidades ganhadoras.

    Ionice Lorenzoni

    Palavras-chave: alfabetização, jovens e adultos, Medalha Paulo Freire

    Pré-testes seguem o rigor de segurança dos demais exames

    Cada nova questão criada para as avaliações do ensino promovidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) passa por um pré-teste com estudantes de escolas públicas e particulares. Essas provas contemplam a diversidade da educação básica do país.

    O pré-teste avalia cada item sob três aspectos: grau de dificuldade, nível de discriminação (o quanto o item consegue diferenciar as pessoas que sabem ou não) e probabilidade de acerto ao acaso, além da proporção de pessoas que escolhem cada alternativa de resposta oferecida na prova. Uma prova para pré-teste deve reunir itens de difícil, média e fácil resolução. O número de questões pode variar a cada teste.

    Após a aplicação, o Inep calcula todos os índices e decide quais itens devem ser reavaliados.  Os pré-testados e aprovados vão integrar o banco de itens, mas isso não significa que serão usados no futuro. Em 2010, o Inep fez pré-testes em escolas públicas e particulares das capitais de dez unidades federativas.

    As escolas são escolhidas por sorteio, desde que tenham, pelo menos, duas turmas nas séries a serem avaliadas. Os pré-testes podem ser aplicados a alunos do ensino fundamental e médio e da educação superior. Após o sorteio das escolas, o Inep mantém contato com elas para saber se aceitam participar do pré-teste. Após definir a relação das instituições de ensino e definir o número de turmas e o de estudantes, o instituto repassa os dados à empresa aplicadora, que passa a ser responsável pelo restante do processo. A partir daí, é definida a data do pré-teste.

    Durante a prova, em cada sala de aula três aplicadores acompanham o processo, recolhem todo o material e o devolvem ao Inep.

    Os estudantes são selecionados por amostragem, que compreende alunos com desempenho alto, médio e baixo, conforme as avaliações do Inep — Prova Brasil, Saeb, Enem, Encceja e Enade.

    Sigilo — Como no Enem, o pré-teste de itens segue sigilo rigoroso em todas a fases — Inep, gráfica, Correios, empresa aplicadora, aplicadores, instituição na qual o teste é aplicado, devolução e correção das provas. A gráfica que imprime o material o entrega aos Correios, que o leva a um polo indicado pelo consórcio em cada cidade.

    Cabe à empresa aplicadora levar esse material à escola. Lá, cabe a um coordenador conferir o número de provas. Em cada sala, um dos três aplicadores tem como atribuição impedir a entrada ou a saída de qualquer material. Ao fim da aplicação, as provas são recolhidas, contadas, lacradas em envelope e devolvidas ao polo. Caso haja registro de falta de uma das provas, é aberto processo de investigação. De acordo com o resultado desse processo, as questões são excluídas de forma permanente do banco de itens do Inep.

    Assessoria de Comunicação Social
    Palavras-chave: Enem, pré-teste

    Elaboração de itens para o banco nacional é permanente

    O banco nacional de itens existe desde que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) começou a fazer as primeiras avaliações do ensino no país. A partir de 2010, foi instituída a elaboração periódica de questões. Esse processo ocorre, em média, três a quatro vezes ao ano.

    A elaboração de itens para o banco é feita por professor da educação básica ou superior, que seja servidor público, com experiência em sala de aula e na elaboração de questões para avaliações. A convocação é feita por chamada pública. O Inep seleciona entre os inscritos aqueles que atendem os critérios estabelecidos e a eles oferece formação.

    O professor selecionado assina termo de sigilo e se compromete a apresentar itens inéditos. A produção das questões ocorre no Inep. Ao chegar, o professor é identificado e acomodado em lugar restrito e recebe senha e login para inserir os itens. Para garantir a segurança do trabalho, a sala é supervisionada por câmeras. As reuniões para elaboração de itens têm duração de cinco a sete dias. Cabe ao Inep informar ao professor quais áreas do conhecimento necessitam de questões e o grau de dificuldade de cada uma delas.

    De posse dos pedidos e das informações, o professor inicia o trabalho. Quando o conclui, insere a questão no computador. A partir daí, cabe a um revisor, desconhecido do professor-formulador, avaliá-la. Atendidos os parâmetros solicitados, o item vai para o banco do Inep. Caso não atendidos, a questão é devolvida ao professor, com informações sobre o que deve ser melhorado.

    Quando o Inep aceita o item, ele é registrado em rede segura, com acesso restrito e extremo sigilo. A partir daí, as questões estão prontas para a fase de pré-teste.

    Assessoria de Comunicação Social
    Palavras-chave: Enem, itens, banco nacional

    Provas de estudantes do Colégio Christus, do Ceará, estão canceladas

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) prestou os seguintes esclarecimentos, depois de avaliar as informações que circularam nas redes sociais nas últimas 24 horas, notadamente na cidade de Fortaleza, no Ceará:

    1. Depois de revisados todos os procedimentos da aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011, e sem encontrar nenhuma ocorrência de incidente, concluiu-se que não houve vazamento na sua aplicação. Em vista disso, decidiu acionar a Polícia Federal para esclarecer de que maneira os estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso a questões do Enem 2011. E, em caso de envolvimento da instituição ou de terceiros, o Inep manifesta desde já sua intenção de processá-los civil e criminalmente.

    2. Decidiu cancelar as provas de todos os estudantes concluintes do Colégio Christus, que totalizam 639, com base nas declarações da direção da escola, segundo as quais as questões teriam saído do seu próprio banco. No entender do Inep, esse fato configura uma quebra de isonomia, independente da questão criminal, que seguirá sendo apurada pela Polícia Federal.

    3. Nos próximos dias, o Inep vai contatar os alunos que tiveram a prova cancelada e oferecer a possibilidade de refazer as provas nos dias 28 e 29 de novembro próximo.

    Assessoria de Comunicação Social
    Palavras-chave: Enem

    Confirmado que questões vazadas eram do pré-teste aplicado no Christus

    Segundo os dados levantados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), constatou-se que o Colégio Christus, em Fortaleza, foi sorteado para a aplicação de pré-testes para o banco nacional de itens, realizados em outubro de 2010.

    O pré-teste foi aplicado para duas turmas, também sorteadas, uma de 47 alunos e outra de 44 alunos, em um dia normal de aula. Os alunos e a escola haviam sido informados apenas de que se tratava de um pré-teste para o banco nacional de itens, que auxiliaria nas avaliações da educação básica. Os pré-testes aplicados pelo Inep seguem procedimentos sigilosos. Apenas os alunos têm acesso aos cadernos durante a aplicação que é acompanhada por três fiscais em cada turma.

    Todos os cadernos foram devolvidos e devidamente conferidos. Não houve, portanto, extravio do material. Entretanto, a análise das questões divulgadas pela rede social no início da semana levou os técnicos à conclusão de que as questões de matemática e ciências da natureza e ciências humanas e linguagens de dois dos 32 cadernos de questões do pré-testes foram copiadas, das quais 14 constavam da prova do Enem 2011.

    Vários alunos da própria escola manifestaram-se, por meio da imprensa e do serviço 0800 do Inep, garantindo que receberam questões encadernadas em material apócrifo e com programação gráfico-visual distinta do habitualmente distribuído:

    Como aluno da própria escola, confirmo que no máximo três dias antes das provas, recebemos TDs (apostilas) com 92 questões, incluindo 14 que caíram no exame. O mais curioso foi termos recebido das mãos de um dos coordenadores e principais professores, com a instrução de que não deveríamos compartilhar os TDs com nenhum candidato de outra escola.” J.G.M., pelo 0800 do Inep.

    É muito ruim ter que fazer de novo, mas pelo menos fica de igual para igual” – A.P.O.S., estudante do terceiro ano do Colégio Justiniano de Serpa, da rede estadual, publicado no Diário do Nordeste, no dia 27 de outubro.

    Não foram só as questões iguais que os deixaram (os alunos do Christus) com vantagem, mas o tempo que eles ganharam por ter demorado menos em cada questão” – G.G.L., aluno do pré-vestibular do Colégio Farias de Brito, também publicado no Diário do Nordeste em 27 de outubro.

    Esse é o melhor material que temos sobre o Enem; é melhor não mostrar aos concorrentes.” M.A., reproduzindo no portal G1 frase que ouviu de um professor do colégio Christus, quando distribuiu as apostilas com as questões idênticas às da prova.

    O próprio Colégio Christus, em nota de esclarecimento divulgada as 21h30 (horário de Brasília), em Fortaleza, admite que as questões poderiam ter sido obtidas no pré-teste: “Acresce que a divulgação das questões possivelmente derivou de pré-testes efetivados pelo Inep.

    Anteriormente, em nota divulgada durante a tarde de quarta-feira, 26, o Colégio Christus afirma: “O Colégio Christus verificou que há evidências de que as questões em discussão foram objeto de pré-testes efetivados entre os anos de 2009 e 2011”.

    Enfatiza-se que as questões reproduzidas não eram de domínio público, e não poderiam ter sido memorizadas pelos estudantes, devido ao grau de detalhismo e similaridade. Também está afastada a hipótese de que as questões teriam circulado pela web antes da realização da prova.

    A decisão do Inep de cancelar as provas realizadas pelos alunos do Colégio Christus baseia-se unicamente no princípio da isonomia, fazendo-se justiça. Na medida em que os estudantes do colégio tiveram acesso a essas questões, eles passaram a ter vantagem em relação aos demais participantes. Assim, a reaplicação da prova é a melhor forma de compensar prejuízos ou favorecimentos a qualquer participante, já que a metodologia de análise dos resultados permite a comparabilidade.

    A Polícia Federal segue na investigação para apurar os responsáveis e as circunstâncias em que se deu a fraude no pré-teste aplicado no Colégio Christus, em outubro de 2010. (Assessoria de Comunicação Social

    A Importância da Administração de Cargos e Salários

    A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...