quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Professora mato-grossense cria blog para troca de experiências

Portal do MEC
A falta de informações sobre maneiras de ministrar aulas de literatura infantil para crianças levou a professora Andréa Albano Nunes, de Campo Verde, Mato Grosso, a criar um blog para troca de experiências com outros professores. Criado em 2008, o blog Sala de Literatura Infantil contém registros das aulas de Andréa, professora do Centro Educacional Paulo Freire há quatro anos.

Formada em letras, com habilitação em literatura e especialização em linguística aplicada ao ensino da língua materna e literatura, Andréa dá aula nas oficinas de literatura e teatro oferecidas a todas as turmas da escola, desde a educação infantil até o quinto ano do ensino fundamental. As oficinas desenvolvem os dois temas ao mesmo tempo, de forma integrada, em uma sala própria.

Como a linguagem poética é abstrata e carregada de metáforas, a professora tem um cuidado especial durante as aulas de poesia. “O objetivo não é assustar a criança com algo que ela não compreende, mas mostrar que a poesia está próxima delas e o quão agradável é o texto poético”, justifica. Ela apresenta às crianças poemas que possam ser explicados em forma de história. Depois de contar a história, a professora lê o texto original. “A criança tem o direito de acesso ao texto literário e a toda a singularidade com que a obra literária é composta”, afirma. Em seu trabalho com os alunos, Andréa inclui a realização de atividades lúdicas relacionadas com o que foi lido.

Na aula em que foi apresentada a poesia Balõezinhos, de Manuel Bandeira, houve brincadeira de balão na sala de aula. “Isso levou as crianças, de certa forma, a fazerem parte do poema, brincando de balão, tal como o personagem da poesia queria fazer”, salienta Andréa. Para a professora, a criação de poemas acontece de forma natural na sala de aula, depois que os estudantes leem e brincam com a poesia. Ele admite ter surpresas agradáveis e cita, como exemplo, uma criança que escreveu uma metapoesia — poesia em que o autor atua como crítico para analisar o próprio poema e julgar sua capacidade criativa. “O aluno não sabe que é metapoesia, mas sabe imprimir o sentimento de poeta. É isso que importa”, analisa.

Para estimular a leitura de poesia, Andréa utiliza o microfone. É uma forma, segundo ela, de facilitar a percepção das várias formas de sons que aparecem. “Isso diverte as crianças e as encanta”, diz. “Elas ficam repetindo o poema que mais chama atenção pela sonoridade.” A professora entende que esse tipo de trabalho estimula o aprendizado das principais características e figuras de linguagem encontradas em uma poesia, sem que os alunos percebam que estão aprendendo conteúdo escolar.

Os alunos de Andréa escreveram três livros de contos e poesias desde 2008, com textos e ilustrações deles mesmos. O lançamento das obras ocorre em noites de autógrafos.

Fátima Schenini

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Palavras-chave: literatura infantil, poesia, teatro

Vencedores abordam com poesia e emoção o lugar onde vivem

Portal do MEC
“... Ali a bola rola, enrola, rebola, embola, solta, samba, sapateia...”. Assim, com esse vocabulário que envolve movimento, dança e malabarismo, o estudante Gabriel Batista da Silva, de Barbacena (MG), descreve como é a brincadeira dos meninos na quadra de esportes do bairro onde mora.

Com a crônica A quadra velha, Gabriel foi um dos 20 vencedores da segunda edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, premiados na última segunda-feira, 29, em Brasília. Aluno do nono ano do ensino fundamental da Escola Municipal Crispim Bias Fortes, Gabriel fala na magia que é estar na quadra com os amigos. “Ali os meninos são magos, são livres, são pássaros (...).”

Enquanto Gabriel respira recreação, Rossana Dias Costa, de Pedra Lavrada (PB), recebeu medalha por um artigo que começa com a pergunta: Desenvolvimento? Estudante da Escola de Ensino Fundamental Graciliano Fontini Lordão, Rossana está preocupada com problemas ambientais causados pela empresa Elizabeth, que explora minérios na localidade onde mora.

No artigo, a estudante diz que “a instalação da fábrica para a extração das pedras brutas resultou numa série de problemas ao meio ambiente, como desmatamento de uma enorme área de vegetação nativa, fuga de animais e aves silvestres, poluição de açudes, do solo e do ar”.

Na opinião da estudante, a empresa mineradora não tem o direito de destruir as riquezas naturais e a história da cidade. Rossana faz um chamado à comunidade: “Se não agirmos enquanto é tempo, a Serra dos Albinos e o Picoto, nossos patrimônios naturais mais belos serão destruídos.” Pedra Lavrada fica a 237 quilômetros de João Pessoa, no seridó oriental paraibano.

O lugar onde vivo foi o tema da edição 2010 da Olimpíada de Língua Portuguesa. Durante quatro meses, 7 milhões de alunos da educação básica escreveram poemas, crônicas, artigos e memórias sobre os lugares onde moram. Entre os vencedores foram abordados temas como cidades, violência, rios, pássaros, brincadeiras, conversas, meio ambiente, poesia, escola.

Ionice Lorenzoni

Conheça os 20 textos vencedores nos gêneros poema, memória, crônica e opinião.

Palavras-chave: Educação básica, Olimpíada de Língua Portuguesa

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Governo federal investirá para garantir abastecimento de água

Portal do MEC
O governo federal vai investir recursos financeiros para garantir abastecimento de água potável em escolas públicas de todo o país. Por meio do programa Dinheiro Direto na Escola, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai transferir R$ 30 mil para cada unidade. Os recursos vão servir para realizar instalação ou ampliação da rede hidráulica, compra de material de construção, pagamento de mão de obra, perfuração de poços artesianos ou cisternas e aquisição de bombas elétricas.

“Das 834 escolas que declararam no censo escolar que não possuem abastecimento de água regular, identificamos 299 que preenchem os pré-requisitos e podem ser atendidas ainda este ano”, afirma José Maria Rodrigues de Souza, coordenador geral de Apoio à Manutenção Escolar do FNDE. “Mas os gestores estaduais e municipais precisam cumprir o prazo de adesão, que vai até dia 10 de dezembro.”

Repasse – Para receber o repasse financeiro, os gestores têm de enviar à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação termo de compromisso preenchido e assinado, além de fotos do prédio escolar e imediações. Isso é necessário para comprovar que a unidade de ensino realmente não tem abastecimento regular de água potável.

“No caso de escolas que têm abastecimento, mas precário, vamos investir para ampliá-lo”, anuncia José Maria. Das 299 escolas pré-selecionadas, boa parte está localizada nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para a Bahia (109 unidades de ensino) e o Pará (83).

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Conheça a resolução e o guia de orientação para receber os recursos.

Palavras-chave: Dinheiro Direto na Escola, FNDE

Obras sobre a educação reúnem grandes autores do Brasil e do exterior

Portal do MEC
O Ministério da Educação vai distribuir, entre dezembro deste ano e janeiro de 2011, a Coleção Educadores. Nela estarão reunidos 31 autores brasileiros e 30 pensadores estrangeiros que exercem influência sobre a educação nacional. Serão distribuídos 185 mil conjuntos da coleção em escolas públicas da educação básica, em bibliotecas de universidades, de faculdades de educação e públicas.

O lançamento faz parte das atividades de comemoração dos 80 anos de criação do MEC, celebrado no dia 14 último, e integra as iniciativas do governo federal de formação inicial e continuada de professores das redes públicas estaduais e municipais. Cada volume traz uma apresentação do ministro da Educação, Fernando Haddad, um ensaio sobre o autor, a trajetória de sua produção intelectual na área, uma seleção de textos — corresponde a 30% do livro — e cronologia. A última parte apresenta a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada volume tem, em média, 150 páginas.

Na apresentação, Haddad explica que a coleção surgiu da necessidade de pôr à disposição dos professores brasileiros obras de qualidade para mostrar o que pensaram e fizeram alguns dos principais expoentes da história educacional e do pensamento pedagógico nacional e internacional. Divulgar e democratizar conhecimentos na área são objetivos da iniciativa do MEC.

Para a identificação e a escolha dos educadores que compõem a coleção, o ministro instituiu comissão técnica em abril de 2006. Coube aos integrantes dessa comissão estabelecer critérios e orientações para a execução dos trabalhos e fazer as recomendações à Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), responsável pela edição dos textos. A publicação é uma iniciativa do Ministério da Educação em parceria com a Fundaj, órgão vinculado ao MEC, e com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A distribuição ficará sob responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Divulgação — Uma série de atividades antecederá a chegada da coleção às escolas e mostrará aos professores a importância das obras. De dezembro deste ano a abril de 2011, a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do MEC responsável pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, promoverá ciclo de webconferências sobre cada um dos 61 autores. A Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC vai apresentar, na TV Escola, uma série de documentários sobre esses educadores e o Centro de Memória da Educação e Cultura no Brasil, que funciona no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, organizará seminários sobre os autores.

Ionice Lorenzoni

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Volumes retratam a evolução do pensamento em 300 anos
Palavras-chave: educadores, coleção, MEC, Fundaj, Unesco

Universidade de Brasília vai inaugurar "beijódromo" dedicado à "vivência" em campus

Rafael Targino
Em São Paulo
Se beijar na boca é bom, a UnB (Universidade de Brasília) achou um jeito de dar uma forcinha ao seus quase 29 mil alunos: no próximo dia 6, a instituição vai inaugurar um “beijódromo” no principal campus, na região do Plano Piloto.
O “beijódromo” será um “anfiteatro aberto dedicado à vivência” dentro de um complexo maior, chamado de Memorial Darcy Ribeiro. Na definição do próprio Darcy, que idealizou o projeto, o “beijódromo” serviria para namorar e ouvir “serestas”. O termo foi inventado por ele.

O prédio é diferente do projeto original. A ideia de fazer o “beijódromo” a céu aberto, por exemplo, foi descartada. Com a cobertura, diz a instituição, o local poderá ser usado para “atividades didáticas e de formação, além de ser um espaço de socialização”.

Para o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, o “beijódromo” “foi concebido como um lugar onde estudantes e alunos pudessem expressar seu afeto, sem o qual a universidade não poderia ser feliz”.
Memorial

O memorial, além do espaço de “vivência”, vai reunir o acervo do pensador, que também é fundador da universidade. Segundo a UnB, são mais de 20 mil livros, além de documentos, pinturas, artesanato e arquivos em áudio e vídeo. Darcy pensou no espaço, diz a UnB, como “o encontro perfeito entre sentimento e razão”.

Esta terça-feira (30) é o prazo-limite para o fim da construção do memorial, que custou R$ 8,5 milhões. A maior parte do dinheiro vem do Ministério da Cultura e, o resto, da Fundação Darcy Ribeiro. A obra, no entanto, já está atrasada: a inauguração estava prevista para o dia 26 de outubro, quando o antropólogo completaria 88 anos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/11/30/universidade-de-brasilia-vai-inaugurar-beijodromo-dedicado-a-vivencia-em-campus.jhtm

Estudantes britânicos protestam contra aumento de anuidades de universidades

Milhares de estudantes tomaram as ruas da Grã-Bretanha nesta terça-feira para protestar contra os planos do governo de triplicar as taxas universitárias, em um jogo de gato e rato com a polícia em Londres, no terceiro dia de manifestações neste mês.

Os organizadores afirmaram que 8 mil pessoas enfrentaram a neve e as baixas temperaturas e se reuniram na capital para o que começou como uma marcha ordenada, mas acabou se dispersando quando manifestantes enfrentaram um cordão de policiais.

Eles se dividiram em grupos e correram pela cidade, parando o trânsito enquanto se esquivavam de agentes em uma ampla área da Hyde Park Corner, a oeste, até a Catedral de St. Paul, a leste.

Manifestantes também protestaram em outras cidades, no terceiro dia nacional de ação contra os planos do primeiro-ministro, David Cameron, de aumentar as anuidades das universidades. Ele diz que não há alternativa, no momento em que a Grã-Bretanha tenta reduzir o seu enorme déficit orçamentário.

"Eu quero demonstrar minha oposição ao governo, porque acho que é espantoso. Isso mostra uma completa falta de compreensão do que é importante", afirmou o manifestante Joshua Mellors, de 22 anos, estudante da Universidade College London.

Embora tenham ocorrido choques ocasionais com a polícia em Londres, e duas pessoas tenham sido presas por crimes contra a ordem pública, não houve sinal da violência que marcou os dois últimos protestos na capital.

Cerca de 10 mil estudantes e crianças em idade escolar foram às ruas no dia 24 de novembro, atacaram um carro da polícia e iniciaram incêndios, enquanto no dia 10 de novrmbro uma multidão de até 50 mil pessoas criou um tumulto e quebrou os escritórios do partido conservador de Cameron.

Na cidade de Birmingham nesta terça-feira, ocorreram confrontos quando alguns manifestantes conseguiram entrar no conselho da cidade, informou a Sky News, enquanto também eram realizadas manifestações em Leeds, Liverpool e Manchester.

Enquanto isso, cerca de 200 manifestantes se reuniram perto do escritório eleitoral do vice-primeiro-ministro Nick Clegg, no centro da cidade de Sheffield, exigindo que ele cumpra a promessa feita antes das eleições de maio, de se opor a qualquer aumento de taxas.

Clegg descumpriu a promessa quando o seu Partido Liberal Democrata tornou-se sócio minoritário no governo de coalizão de Cameron, após as eleições.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/11/30/estudantes-britanicos-protestam-contra-aumento-de-anuidades-de-universidades.jhtm

Língua portuguesa teve seu dia de Copa do Mundo com final de olimpíada

Juliana Doretto
Especial para o UOL Educação
Em Brasília
As meninas colocaram salto alto e vestidos de festa, com tecidos finos e pedrarias bordadas. Os meninos tiraram as camisas sociais do armário. O figurino era de casamento, mas a torcida e a euforia lembravam mais uma final de Copa do Mundo. A cerimônia de premiação dos 20 ganhadores da Olimpíada de Língua Portuguesa de 2010, nesta segunda (29), em Brasília, teve torcida organizada, discurso emocionado e choro de quem conseguiu o “ouro”.
Dos 7 milhões de estudantes de escolas públicas que participaram, 152 finalistas, de todas as regiões do país, foram à capital federal para a premiação, sem saber se iriam ganhar do presidente Lula a medalha dourada de vencedor. Foram premiados cinco alunos em cada categoria: poemas (para o 5º e o 6º ano do ensino fundamental), memórias literárias (7º e 8º), artigo de opinião (2º e 3º anos do ensino médio) e crônicas (9º ano do fundamental e 1º do médio).
Cada anúncio de vencedor se assemelhava a um gol: colegas gritavam, professores beijavam seus alunos, o ganhador caminhava para receber o prêmio parecendo não acreditar no que acontecia. Uma bandeira da Paraíba foi ostentada e devidamente repassada à professora e à aluna premiadas, que esperavam no palco para a foto oficial, ao lado das autoridades. Minutos antes, na entrega da medalha, a barriga de sete meses da estudante chamou a atenção do presidente, que perguntou a ela se era menino ou menina. Heloísa nasce em dois meses, e a mãe, Rossana Dias Costa, 17, de Pedra Lavrada (PB), diz que a maternidade não vai atrapalhar seus planos de fazer faculdade de farmácia.

Como euforia não combina com protocolo, um professor deu a máquina fotográfica ao chefe do Cerimonial da Presidência. Ocupado em organizar a premiação, ele repassou o aparelho ao fotógrafo do presidente, que se dividiu entre a foto oficial e o registro para o álbum do docente. Outros flashes disparados da plateia por alunos e professores registravam essa e outras cenas durante todo o evento. O presidente era o mais fotografado.

Outra docente, Patrícia Alves de Amorim Percinoto, da cidade de São Paulo, engatou uma conversa um pouco mais demorada com Lula. No fim da cerimônia, ela segurava feliz um calhamaço de papel, com capa dura em azul forte e letras douradas. Era sua pesquisa acadêmica, que abordou a campanha eleitoral de 2002. “Na premiação, eu pedi que ele assinasse. Ele disse que depois assinaria, e cumpriu a promessa.”

Ao lado, Fábio Henrique Silva Anjos, 11, da 5ª série, mostrava a medalha de ouro da categoria poema. E tentava lembrar as estrofes de sua obra, baseada em letras de Adoniran Barbosa sobre São Paulo (o tema da Olímpiada é “O Lugar Onde Vivo”). Quando esquecia, a professora Patrícia ajudava, e ele retomava a récita. “Eu moro em São Paulo/Bairro do Jaçanã/Eternizado por Adoniran./Confusão na vila/Nunca vi uma coisa daquela!Em questão de instantes acabou a favela.”
Segundo tempo

A premiação para para um intervalo musical, com número da cantora Adriana Calcanhoto, ampliando o nervosismo de crianças e docentes. É a divisão em dois tempos, como uma partida de futebol. Na segunda parte, na entrega das medalhas para artigo de opinião, Bianca Souza Soares, 16, do 2º ano do ensino médio, sobe ao palco sem os sapatos. “Quando chegamos, minha professora disse que, se eu ganhasse, ela ia subir descalça. Não sei porquê. Acho que era uma promessa. Eu fui chamada, mas ele esqueceu de ficar descalça. Aí eu resolvi cumprir a promessa por ela.”

Em 2008, primeira edição do evento (2009 foi voltado à capacitação de profissionais da educação), ela também chegou à fase final, mas voltou para casa sem a medalha dourada. Resolveu então se dedicar o “triplo”, como diz a mãe, Sheila, e passou a estudar além das aulas. Seu trabalho debateu o turismo Caldas Novas (GO), sua cidade. Dessa vez, saiu com o prêmio e uma referência ao seu caso durante o discurso de Lula.

“Teve uma menina que ganhou, e ela estava chorando. Em 2008, quando a gente estava entregando, ela concorreu e não ganhou. Então, ela diz que se aplicou mais e hoje ela ganhou. É importante ganhar. Mas, veja, se não ganhar, não tem problema, não diminui ninguém. Vocês viram quantas eleições eu perdi?”, disse o presidente, minutos antes de encerrar a cerimônia e ser quase agarrado, na saída do evento, para mais flashes.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/11/30/lingua-portuguesa-teve-seu-dia-de-copa-do-mundo-com-final-de-olimpiada.jhtm

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Assessores internacionais da rede vão receber capacitação

Portal do MEC
Assessores internacionais da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica estarão reunidos em Brasília, a partir desta segunda-feira, 29, até 3 de dezembro, para o curso de estratégias de cooperação e relações internacionais, promovido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação. Com o objetivo de incentivar políticas voltadas para a internacionalização das ações da rede, serão dadas orientações para elaborar e gerenciar projetos de cooperação, além de diretrizes para o estabelecimento de parcerias com outros órgãos nacionais e estrangeiros.

“Apesar de alguns institutos federais já possuírem um longo histórico de ações internacionais, grande parte da rede federal ainda está em um processo de estruturação das suas assessorias internacionais”, afirma Rodrigo Torres, assessor internacional da Setec.

Ações – Vários projetos internacionais estão em curso na rede federal. Um dos destaques é o Mulheres Mil – Educação, Cidadania e Desenvolvimento Sustentável, que objetiva a inclusão de 1 mil mulheres em situação de vulnerabilidade social nas regiões Norte e Nordeste do país. Em outubro deste ano, foram assinados mais de 40 convênios entre institutos federais de todo o Brasil e os Colleges Canadenses, parceiros do projeto. Os convênios permitirão aos estudantes da rede federal a oportunidade de fazer intercâmbio em escolas técnicas canadenses.

Recentemente, outra parceria, desta vez com a França, foi estabelecida com o objetivo de promover projetos nas áreas de indústria aeronáutica, automotiva e eletrônica, de saúde pública e assistência social, turismo, hotelaria e gastronomia.

Danilo Almeida
Palavras-chave: Educação profissional, Mulheres Mil

Educadores defendem jornada ampliada e contam experiências

Portal do MEC
Nesta sexta-feira, 26, educadores, gestores governamentais e integrantes de universidades públicas que participaram do Seminário Internacional Educação Integral em Jornada Ampliada, em Brasília, aprovaram uma carta onde reafirmam a importância do Programa Mais Educação e destacam os desafios para os próximos quatro anos.

Entre os desafios, estão a oferta de educação integral em 32 mil escolas públicas da educação básica e a formação de um fundo de longo prazo com recursos do Pré-Sal para ampliar o financiamento das atividades do programa.

Hoje, segundo a diretora de educação integral da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, Jaqueline Moll, a educação integral em jornada ampliada atende 10 mil escolas e 2,2 milhões de estudantes. Em 2011, o objetivo é alcançar 15 mil escolas e três milhões de alunos, mas a ampliação constante precisa de mais recursos porque o país tem 53 milhões de alunos na educação básica.

O fundo com verbas do Pré-Sal seria uma forma de aumentar os investimentos no programa, incluir novas escolas e estudantes, além de consolidar o Mais Educação como política pública. Outro desafio citado na carta é a rediscussão dos currículos dos cursos de graduação e pós-graduação que formam profissionais para o magistério. O objetivo é incluir nos currículos temas como a gestão e a formulação conceitual da educação integral.

No final do seminário, gestores do Mais Educação de diversos municípios apresentaram suas experiências sobre o andamento do programa em suas cidades. Marinês do Carmo de Pariz da Silva, coordenadora do comitê metropolitano de Porto Alegre, explicou que o comitê é um espaço de discussões que reúne as escolas da rede estadual e de 15 municípios da região metropolitana que oferecem educação integral.

Na experiência de Porto Alegre, a gestão é compartilhada e executada em sistema de rodízio entre os parceiros. Este ano, a educação integral está presente em 240 escolas estaduais e em 480 das redes municipais. O objetivo em 2011 é incluir mais 400 escolas que apresentam baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb).

Danilo de Melo Souza, secretário municipal de Palmas, disse que a experiência do seu município mostra que gestores e educadores precisam enxergar os espaços disponíveis, especialmente na escola, que podem proporcionar a ampliação do programa. O refeitório, explicou, após as refeições e lanches pode ser usado para aulas de artes; e a biblioteca pode ser usada para aulas de xadrez. “Existem espaços que estão na nossa frente e não enxergamos”.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Educação integral

Unicef lista dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lança hoje (29) uma campanha para combater o racismo contra crianças negras e indígenas. Uma dos objetivos é orientar os adultos sobre como tratar o tema da diversidade com as crianças e evitar que o preconceito se perpetue. Veja dez dicas listadas pelo fundo para lidar com a questão:

1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Palavras, olhares, piadas e algumas expressões podem ser desrespeitosas com outras pessoas, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer!

3. Não classifique o outro pela cor de pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apóie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito a crescer sem ser discriminado.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa junto ao conselho tutelar, às ouvidorias dos serviços públicos, da OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/11/29/unicef-lista-dez-maneiras-de-contribuir-para-uma-infancia-sem-racismo.jhtm

Unicef lança campanha para combate ao racismo contra crianças

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
Trinta e um milhões de crianças negras e 150 mil indígenas que vivem hoje no Brasil são o alvo de uma campanha lançada hoje (29) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O objetivo é combater a discriminação racial contra a população dessa faixa etária.

Os números mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as crianças negras e indígenas são mais vulneráveis em diversos aspectos. Mais de 60% da população de 7 a 14 anos que não frequenta a escola são negros. O índice de mortalidade infantil entre os indígenas é duas vezes maior do que a taxa nacional: 41 mortes para cada mil nascidos vivos contra 19/1000 no total da população.

Para a especialista de Programas de Proteção à Infância do Unicef no Brasil, Helena Oliveira Silva, os números mostram que a raiz do problema da desigualdade está além da questão socioeconômica. “Apesar do avanço das políticas públicas brasileiras, alguns grupos de famílias e crianças continuam em situação de vulnerabilidade. Grupos que historicamente vinham sendo ausentes na políticas, permanecem na mesma condição”, destaca.

Helena aponta que o preconceito ocupa uma dimensão “muito subjetiva” no dia a dia da criança, seja na escola ou em outros ambientes. Pela vulnerabilidade da própria idade, o preconceito causa impacto nesse público com mais força. “A criança vítima de preconceito, que é estereotipada, tem o desenvolvimento da sua identidade afetado. Isso marca a infância dela”, afirma.

Apesar de tratar da população negra e indígena, Helena lembra que o alerta da campanha é para toda a sociedade. “Nossa responsabilidade como adulto é trabalhar para que a situação não se perpetue. Diante de uma situação de discriminação no cotidiano, muitos não sabem como explicar de forma adequada a questão da diversidade para uma criança, seja ela branca, negra ou indígena”, explica a representante do Unicef.

Para chamar a atenção sobre o problema, além de peças publicitárias o fundo vai lançar um blog e uma cartilha com orientações para a população. O material mostra dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/11/29/unicef-lanca-campanha-para-combate-ao-racismo-contra-criancas.jhtm

Educação empreendedora passa noções de respeito às diferenças e sustentabilidade

FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
Quando Felipe Piccinin Rossatti, 20, foi eleito presidente da Docitos SA, em 2006, levou o trabalho na brincadeira.
Hoje, ele vê o quanto foi útil a experiência empreendedora que teve com o projeto Miniempresa, do qual participou quando estudava em uma escola estadual de Limeira (151 km de SP).
A vivência de marketing, recursos humanos, produção e finanças da fabricante de brigadeiros criada por Felipe e seus colegas está sendo utilizada agora na loja de vinhos que ele abriu.

Aplicado pela organização Junior Achievement no mundo todo, o Miniempresa chegou ao Brasil em 1983, como uma experiência pioneira de educação empreendedora.

De lá para cá, tanto redes públicas quanto colégios particulares brasileiros passaram a tratar do assunto em sala de aula, seja em uma disciplina específica, em um curso extracurricular ou em projetos interdisciplinares.

No entanto, mais do que ensinar como funciona uma empresa, a principal preocupação hoje é usar a experiência corporativa para passar noções de respeito às diferenças, sustentabilidade e organização do tempo. "Não queremos que o aluno saia apenas como um possível bom empreendedor, mas que saiba lidar com o outro", diz Atílio Monteiro Júnior, coordenador pedagógico da 2ª série do ensino médio do São Luís (centro).

Em Curitiba, a rede Dom Bosco mudou radicalmente o ensino do tema. Criado em 2004, o projeto Dom Empreendedor "incentivava um grau de consumismo exagerado", diz Celia Bitencourt, diretora da unidade Batel.

Até 2009, o programa focava no desenvolvimento de um produto. Agora, prioriza a construção da postura empreendedora, e criar um produto passou a ser opcional.

OUTRAS MATÉRIAS

Outra função da educação empreendedora é despertar o interesse pelas disciplinas obrigatórias, diz Fernando Dolabela, criador de uma pedagogia implantada em 126 cidades do país.

"Os adolescentes que abrem uma empresa melhoram muito o rendimento escolar. Eles entendem que têm de falar um bom português para entender os contratos e que têm de estudar matemática para calcular juros."

Ricardo de Paula Rocha, 16, aluno do Consa (zona sul), percebeu isso ao estudar um plano de negócios.
Escrevendo relatórios semanais sobre uma cantina italiana fictícia, Ricardo e os colegas melhoraram a escrita.

"[O tema] faz os alunos estabelecerem melhor as relações entre as disciplinas e a prática", diz Steevens Beringhs, professor da Escola Internacional de Alphaville (Grande SP). "As competências trabalhadas -analisar, criar, trabalhar em um projeto- são importante para todas as matérias", diz Bernhard Beutler, diretor da Suíço-Brasileira (zona sul).

MARKETING

Para a professora de pedagogia da USP Silvia Colello, quando essas iniciativas estão afinadas com o projeto pedagógico da escola, elas são muito válidas. Mas ela alerta: "Às vezes, as escolas usam [as atividades não obrigatórias] como marketing".
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/837724-educacao-empreendedora-passa-nocoes-de-respeito-as-diferencas-e-sustentabilidade.shtml

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...