sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Magistério tem dificuldade de atrair jovens talentos para a carreira

DA AGÊNCIA BRASIL
Quase 2 milhões de professores trabalham nas salas de aulas de escolas públicas e particulares de educação básica no país. Se a profissão já teve grande importância no passado, hoje é difícil atrair jovens talentos para a carreira, avaliam especialistas no Dia do Professor, comemorado hoje. Os alunos que entram nos cursos de pedagogia são, em geral, aqueles com baixo desempenho no vestibular ou no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Uma análise dos inscritos para a edição do exame em 2007 mostra que, entre os candidatos com pior nota, a probabilidade de um deles escolher o magistério é três vezes maior do que entre aqueles com melhores notas. Quem ingressa nos cursos de pedagogia, que formam os professores da educação infantil e do ensino fundamental, tem um perfil específico: baixo nível socioeconômico e pais com escolaridade baixa.

Dados do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) mostram que 41,6% dos estudantes de pedagogia têm renda mensal até três salários mínimos e quase um terço (32,1%) concilia os estudos com o trabalho para contribuir com o sustento da casa. Os pais de quase metade dos alunos têm grau de escolaridade baixo: 46,5% estudaram só até a 4ª série do ensino fundamental e quase 70% cursaram o ensino médio integralmente em escola pública. Os dados referem-se ao Enade 2005, os mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação.

O assessor especial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Célio da Cunha, alerta que o problema de desvalorização é antigo. "A universalização do ensino fundamental foi feita à custa dos baixos salários dos professores. Quando se expandiu o número de escolas e fez-se a inclusão de mais alunos, ironicamente foram os professores que financiaram isso porque a expansão não foi feita melhorando a carreira e os salários", avalia.

O resultado desse processo pode ser medido pelo desinteresse dos estudantes do ensino médio. Pesquisa da Fundação Victor Civita, realizada no ano passado com 1,5 mil jovens, apontou que apenas 2% deles querem ser professor. O conselheiro nacional de Educação, Mozart Neves Ramos, acredita que quatro ações principais podem solucionar esse quadro: melhores salários, bons planos de carreira, formação inicial sólida e condições de trabalho adequadas.

Na avaliação dele, o Brasil deveria se inspirar no que fizeram os países que hoje têm os melhores índices educacionais como Cingapura, a Coreia do Sul e Finlândia. "A gente copia tanta coisa ruim e não olha as coisas boas que estão fazendo a diferença nesses lugares. Eles conseguiram atrair 20% dos alunos mais talentosos para o magistério simplesmente com um salário inicial atraente. Esse tem que ser o primeiro passo", defende Ramos.

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, além desses aspectos, a valorização da carreira passa pela melhoria dos índices educacionais. "Recuperar a credibilidade da escola na formação dos jovens e das crianças é um fator que pode parecer subjetivo, mas faz diferença no momento da escolha da profissão". Pilar, que é professora de história e começou a lecionar na década de 70, acredita que a sala de aula é um ambiente de trabalho que "tem a ver com a juventude. Não existe muita rotina quando se trabalha com crianças e jovens, há uma provocação constante e permanente pela busca do conhecimento", ressalta.

Célio da Cunha acredita também que será necessária uma mudança de cultura e da visão que a própria sociedade tem do professor hoje. "A sociedade não acordou ainda para a importância da educação e o papel estratégico do professor para o desenvolvimento do país. Se um bom aluno diz que quer ser professor, as pessoas até riem dele", afirma.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/814996-magisterio-tem-dificuldade-de-atrair-jovens-talentos-para-a-carreira.shtml

No dia dos professores, docentes contam por que escolheram a carreira

Ligia Sanchez
Em São Paulo
"Desde menina, eu sempre dizia que seria professora de crianças pequenas", conta Lisiane Hermann Oster, docente há nove anos no Sesquinho - Escola de Educação Infantil do SESC, em Ijuí-RS. "A opção veio do encantamento que tive quando era aluna, com professoras muito boas." Foi durante o curso de magistério que ela teve certeza da escolha. "Fiz muitos estágios e nessa prática concluí que era o que eu queria."

“Ainda adolescente eu me pegava em sala de aula ajudando os colegas, não só nas matérias, mas também dando apoio psicológico. Eu era o 'amigão'." Esta disposição pessoal combinou-se ao exemplo do irmão mais velho, que já fazia licenciatura, para que Alexandre Simonka já sentisse vontade de ser docente aos 13, 14 anos. Professor de física para ensino médio e responsável pelo departamento de informática do Colégio Vértice, em São Paulo, ele conta que, quando chegou o momento de escolher a carreira, não teve dúvidas em optar pela licenciatura.

"O baque veio quando comecei a dar aulas. Achava que por ser professor de física, só precisaria dar conteúdo, mas educação é muito mais que isso. Hoje vejo que o conteúdo é só um ensejo para estar do lado dos alunos, a física é uma ferramenta para desenvolver algumas habilidades, mas dentro da formação mais ampla."
Cair 'na realidade'

Antes de se graduar, Alexandre trabalhou no departamento de informática de uma rede de drogarias. "Eu tinha um ideal de dar aula onde pudesse desenvolver meus projetos", explica. Ele conta que alguns colegas o chamavam de utópico e o incentivavam a pegar aulas em escolas menos estruturadas, para cair "na realidade".
Formado, Alexandre foi contratado pelo Colégio Vértice. "Devo parte de minha formação a esta escola. Não só pude desenvolver minhas ideias como encontrei um ambiente fantástico, onde pude colocar em prática meu objetivo de ajudar as pessoas na concepção mais ampla da palavra educação", diz.

O começo da profissão parece ser o momento mais desafiador. "Com o primeiro impacto em sala de aula, me senti despreparado, neste momento até pensei que talvez esta não fosse minha profissão. Nos primeiros meses, fui um verdadeiro estagiário, pois, mesmo formado, a faculdade dá as bases, mas não mostra toda a realidade", afirma.

Ao fazer um balanço de seus 12 anos de carreira, Alexandre diz que as mudanças não param. "Aprendemos muito com a molecadinha, mais do que eles imaginam que aprendem conosco", diz.
A vocação falou mais forte

Ana Cristina Santos de Paula, professora de música do sexto ano do fundamental no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, chegou à carreira docente por vocação. Mas nem sempre teve clareza de que esta seria sua profissão. "Pensei em ser jornalista, tanto que cursei comunicação social. Mas minha vocação para música foi mais forte e acabei estudando licenciatura nesta área. Como a música é muito expressiva, senti necessidade de compartilhar e a educação foi o caminho."
Para Ana Cristina, ser professora é uma oportunidade de estar sempre aprendendo. "O contato com o jovem e a criança propicia uma constante renovação, porque eles estão abertos a conhecer o mundo."
Sem perder o contato com a prática

A diretora da Faculdade de Educação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Neide Noffs, tem um histórico como professora que passa por todos os níveis de ensino, desde o infantil até especialização. Ela começou a lecionar aos 18 anos, ainda cursando pedagogia, e tomou tanto gosto pela profissão que tornou-se doutora em didática pela USP.

"Há 30 anos, ser professora era uma profissão muito bem vista. Meus pais não têm diploma de ensino superior. Tive a oportunidade e me interessei por pedagogia." Um teste vocacional que apontou seu talento para a área de humanas combinou com seu gosto para relações pessoais. Durante a faculdade, o estágio na Escola Experimental da Lapa (um centro educacional de referência até a década de 70) despertou a paixão pelo ensino.

“Tenho o credo de que pessoas podem se modificar com um processo de educação de qualidade”, define, explicando como acabou se mantendo na área por tanto tempo, mesmo tendo recebido propostas de empresas, até mesmo mais atrativas financeiramente.
Para Neide, a formação de professores sempre foi um tema de interesse. “Pesquiso o papel do professor na contemporaneidade, desde a década de 80, estudo o que é ser professor em cada época.” Apesar da dedicação acadêmica, Neide acha importante não perder o contato direto com as escolas. Ela coordena um projeto de formação de professores e presta assessoria educacional ao município de Cajamar (SP). “É preciso saber quais os problemas, os entraves no cotidiano. Só posso ter tal visão em contato com o chão da escola”.
Os alunos são companheiros

A inspiração de uma professora de infância também leva educadores a optar pela carreira. "Na sétima série, tive uma professora de português chamada dona Linda. Ela tinha uma alegria e um amor pela profissão que conseguiu fazer com que me apaixonasse pelo conteúdo – naquela época muito mais formal", conta Andreia Martinhago, professora de língua portuguesa para o fundamental II no Colégio Rio Branco - unidade Higienópolis, em São Paulo.

Andreia diz que, na hora de escolher a faculdade, ficou em dúvida entre direito e pedagogia. "Mas a força da dona Linda falou mais forte", brinca. Ela começou a dar aulas aos 19 anos, ainda cursando a faculdade, para o ensino médio. "Os alunos tinham quase a minha idade, foi desafiador porque eu não tinha experiência nem de vida, nem de prática de ensino", diz. Com quase 30 anos de magistério, Andreia considera que a educação é sempre um desafio. "Hoje os alunos são nativos digitais, tive que aprender a dominar a tecnologia para poder chegar perto deles. Mas eles ajudam, são companheiros."
Escolhida

"Não fui bem que escolhi ser professora. Deus, a vida em si, acabam escolhendo a gente. E me sinto capacitada, privilegiada e preferida, por trabalhar com o produto mais rico e delicado, que é o ser humano em sua infância". Esta é a definição para a dedicação ao magistério de Célia de Almeida Barros, professora do segundo ano do fundamental I do Colégio Marista Arquidiocesano, em São Paulo.

Ela conta que desde criança, brincava de ser professora. “Não recebi influência de ninguém, é um dom, um desses mistérios que acontecem na vida. E é maravilhoso”, afirma.

Há 30 anos como professora, Célia seguiu o caminho tradicional, do curso normal, seguido pela pedagogia e especializações em psicopedagogia e psicodrama, tendo começado aos 17 anos. Depois deste longo caminho, ela demonstra verdadeira realização na carreira. “Sinto-me jovem pelo trabalho com as crianças, elas dão uma energia que me faz esquecer os problemas da vida.”
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/15/professores-contam-por-que-escolheram-a-carreira-docente.jhtm

Ministro prevê 25 vezes mais estudantes no Piauí com expansão de oferta

Portal do MEC

Teresina — O ministro da Educação, Fernando Haddad, previu nesta quinta-feira, 14, em Teresina, que o Piauí terá 25 vezes mais estudantes, em relação a 2003, quando a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica estiver concluída no estado. Ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad visitou as obras de reforma e ampliação do campus de Teresina do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí.

Segundo Haddad, os institutos federais oferecem o melhor ensino médio do Brasil. “As escolas federais de educação profissional são a garantia de que as empresas instaladas no Piauí não precisarão recorrer a mão de obra de outros estados”, explicou.

O presidente Lula ressaltou a importância do campus para jovens e adultos que vivem na capital piauiense e entorno — quando concluída, em 2013, a unidade de ensino comportará 9,6 mil estudantes. Lula falou também sobre a evolução na oferta de vagas na educação profissional em Teresina — das mil matrículas de 2003 para 4,8 mil este ano, com expectativa de dobrar até 2013. “A educação profissional garante oportunidades iguais a jovens e adultos”, salientou.

Hospital — Lula e Haddad visitaram também as obras do hospital-escola da Universidade Federal do Piauí. Parcialmente construído e com apenas um laboratório em funcionamento até 2007, quando foi criado o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o hospital recebeu R$ 52 milhões de investimentos. As obras devem estar concluídas em novembro.

Quando pronto, o hospital universitário (HUPI) terá 213 leitos (21 de UTI) e 54 consultórios. De acordo com o ministro, o número de leitos de UTI representa um terço do total de leitos públicos dessa modalidade na rede hospitalar piauiense.

Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: institutos federais, expansão, Teresina

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Encontros regionais definirão os 152 finalistas da olimpíada

Portal do MEC
Os 500 estudantes semifinalistas da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro vão participar, de 3 a 18 de novembro, de quatro encontros regionais. Neles serão selecionados os 152 finalistas da competição. Cada aluno estará acompanhado do seu professor de língua portuguesa.

De acordo com Maria Tereza Cárdia, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), entidade que coordena a segunda edição da olimpíada, os encontros regionais vão reunir 125 semifinalistas por gênero literário. Durante três dias, estudantes do ensino fundamental e médio produzirão textos sob a orientação de especialistas e participarão de atividades culturais e de formação. Ao mesmo tempo, comissões designadas pelos organizadores avaliarão os textos elaborados tanto nas escolas quanto de forma presencial.

Dessa avaliação, explica Maria Tereza, sairão os 152 textos — 38 por categoria — que irão à etapa nacional, prevista para 29 de novembro, em Brasília. Na capital federal serão anunciados os 20 vencedores, cinco por gênero literário.

Os 500 professores que acompanham os alunos na etapa regional devem apresentar ao Cenpec um relato das práticas desenvolvidas na fase escolar da olimpíada. Eles terão de explicar como trabalharam com os estudantes, a receptividade, as dificuldades e as soluções encontradas. Os autores das 28 melhores experiências — sete por categoria — receberão aparelhos de DVD.

Prêmios — Os concorrentes da fase regional — 500 alunos e 500 professores semifinalistas — receberão medalhas e cupons para a retirada de obras literárias na livraria montada no local do encontro. Os 152 estudantes e seus professores que passarem à fase final serão premiados com medalhas e aparelhos de som portáteis. As escolas receberão placas de participação.

Concluída a olimpíada, cada vencedor — 20 alunos e 20 professores — receberá medalha, um microcomputador e uma impressora. Cada escola, dez microcomputadores, uma impressora e cupom para escolha de livros destinados a ampliar o acervo da biblioteca.

A Olimpíada de Língua Portuguesa teve este ano a participação de 141.332 professores e 59.803 escolas públicas de educação básica. Educadores e unidades de ensino representam as 27 unidades da Federação e 5.488 dos 5.565 municípios brasileiros. O Lugar Onde Vivo é o tema que orienta os trabalhos de alunos e professores. A competição é promovida pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social e coordenada pelo Cenpec.

Confira as datas e cidades que sediarão os encontros regionais.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: língua portuguesa, olimpíada

Música sacra na Europa ganha série inédita na TV Escola

Portal do MEC
A TV Escola apresenta nesta segunda-feira, 11, às 22h, a série inédita Música Sacra. O programa envolve o telespectador em uma jornada musical de 600 anos de música religiosa ocidental, com análise dos principais compositores e do contexto histórico europeu em que eles produziram as obras.

A série, dividida em quatro partes, é apresentada por Simon Russel Beale, ator e ex-corista. O primeiro episódio, Palestrina e os Papas, investiga as ligações entre as intrigas papais da Roma renascentista e a música do revolucionário Giovanni Pierluigi (1525-1594), compositor italiano que teve grande influência no desenvolvimento da música religiosa na Igreja Católica do século 16.

Cada episódio apresenta músicas interpretadas pelo premiado grupo inglês The Sixteen, conduzido pelo maestro Harry Christophers, em cenários arquitetônicos, como museus e capelas. O programa será reprisado no sábado, 16, às 19h, e no domingo, 17, às 23h.

A TV Escola pode ser captada com antena parabólica digital ou analógica em todo o país e na página eletrônica do Ministério da Educação. O sinal está disponível também nas operadoras de TV por assinatura Via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Assessoria de Imprensa da Seed
Palavras-chave: música sacra, TV Escola

Cespe encerra às 23h59 desta terça o cadastro para revalidação de diplomas de medicina do exterior

O Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), da UnB (Universidade de Brasília), encerra nesta terça-feira (12), às 23h59, o cadastramento dos dados para a revalidação de diplomas de medicina obtidos no exterior.

Quem já teve a inscrição homologada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) precisa fazer o cadastramento pela internet.

A prova para revalidação será executada pelo Cespe. Serão três exames: um escrito objetivo, um escrito discursivo e um prático de habilidades clínicas. As provas escritas estão previstas para serem aplicadas em 24 de outubro, das 8h às 13h e das 15h às 18h. O teste prático deve acontecer nos dias 4 e 5 de dezembro. Todas as etapas acontecerão em Brasília.

Mais informações podem ser obtidas no site do Cespe ou na central de atendimento do órgão, de segunda a sexta, das 8h às 19h, no telefone (61) 3448 0100.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/12/cespe-encerra-as-23h59-desta-terca-o-cadastro-para-revalidacao-de-diplomas-de-medicina-do-exterior.jhtm

Dia da Criança: todo brinquedo pode ser educativo, dizem especialistas

Ligia Sanchez
Em São Paulo

Em meio a tanta oferta de modelos, preços e tipos de brinquedos, muitos pais se perguntam qual a melhor escolha para presentear seus filhos no Dia da Criança. O aspecto educativo ganha cada vez mais importância. Especialistas apontam, no entanto, que não são só os produtos classificados e vendidos com funções educativas que cumprem esta tarefa.

“Todo brinquedo pode ser educativo, desde que a criança se envolva com o jogo e interaja com as relações simbólicas”, afirma Ana Marotto, coordenadora educacional do Colégio Equipe, de São Paulo. Considerando variadas habilidades e conteúdos que podem ser aprendidos com os brinquedos, ela diz que é importante diversificar as temáticas oferecidas às crianças.
Outra sugestão de Ana é observar o que as crianças gostam. “É preciso conhecê-la e proporcionar os brinquedos que estejam de acordo com seus interesses”, explica. Segundo a educadora, dentro das preferências da criança também é possível enriquecer seu repertório: se um menino gosta muito de videogame, é possível oferecer jogos sobre diferentes conteúdos, por exemplo.

Ela também recomenda que se evite a compra de produtos da moda, que acabam jogados pela casa sem uso efetivo pelas crianças.

A professora Tizuko Morchida Kishimoto, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, concorda que qualquer brinquedo é educativo. "A criança pode explorar e aprender pelo tato, pelo movimento, cheiro, formas, cor, gosto". Assim, diz, quase todo objeto pode se tornar um brinquedo.
Museu

Tizuko é uma das responsáveis pelo Museu da Educação e do Brinquedo da Faculdade de Educação da USP, onde podem ser vistos objetos do universo infantil desde o início do século até os dias atuais, como bonecos, jogos de tabuleiro, de cartas e eletrônicos. O acervo em exposição também contém miniaturas de animais e utensílios indígenas, peças regionais e de diferentes países, como Japão, Sri Lanka, Croácia e Índia. Há ainda uma exposição de fotos da educação no Brasil no início do século XX.

Daniel Ferraz, coordenador do museu, explica que a proposta é romper com a ideia de que o brinquedo envolve só a parte lúdica. "Existem valores que são transmitidos e um entorno cultural no qual o brinquedo está inserido, em cada época e lugar."

De acordo com Ferraz, a instituição tem um acervo de aproximadamente 1,3 mil objetos, mas apenas 197 estão em exposição. O museu ocupa uma única sala, no prédio da Faculdade de Educação - devido a questões burocráticas que o impedem de tornar-se um museu de maior porte. Para o público, a dica é optar pela visita monitorada, para explorar com mais intensidade a história e curiosidades de cada peça.
Serviço

Museu da Educação e do Brinquedo da Faculdade de Educação da USP

Av. da Universidade, 308 - CEP 05508-040 - São Paulo - SP

Horário: segundas, quartas e sextas-feiras, das 13h30 às 16h30; terças e quintas-feiras. das 9h30 às 12h30

Informações e agendamento de grupos: (11) 3091 2352

Entrada gratuita
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/11/dia-da-crianca-todo-brinquedo-pode-ser-educativo.jhtm

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