sábado, 9 de outubro de 2010

Barro Branco aplica primeira fase do processo seletivo 2011 amanhã

Da Redação
Em São Paulo
Os candidatos da APMBB (Academia de Polícia Militar do Barro Branco) realizam a prova de escolaridade do processo seletivo 2011 neste domingo (10), das 8h às 12h e das 14h às 16h. O exame é aplicado pela Vunesp (Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), responsável pela parte teórica da seleção.

Foram recebidas 10.837 inscrições. São oferecidas 90 vagas (60 para homens e 30 para mulheres). O candidato deve ter, no máximo, 26 anos (exceto se for integrante da PM) e ter concluído o ensino médio.

Os exames serão realizados nos seguintes municípios: Bauru, Campinas, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba. O local de prova pode ser consultado aqui.

O exame deste domingo é dividido em duas partes. Pela manhã, os candidatos fazem uma prova objetiva, com 80 questões entre história, filosofia, sociologia, geografia, matemática, português e língua estrangeira. A prova de redação será aplicada no período da tarde.

Segundo a assessoria de imprensa da Vunesp, os cadernos de prova e os gabaritos devem ser divulgados somente na quarta-feira (13), primeiro no Diário Oficial e depois no site da instituição.

O resultado da prova de escolaridade será divulgado em 22 de outubro. No dia 26 do mesmo mês os candidatos classificados deverão comparecer em local que ainda será informado para a divisão de turmas para as demais etapas do concurso.

A seleção terá outras cinco etapas, realizadas pela Polícia Militar: prova de condicionamento físico, exames de saúde, exames psicológicos, investigação social e análise de documentos e títulos.

Outras informações podem ser obtidas no edital ou pelo site da Vunesp.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/10/09/barro-branco-aplica-primeira-fase-do-processo-seletivo-2011-amanha.jhtm

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Convênio prevê intercâmbio com o Canadá para alunos da rede

Portal do MEC

Estudantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica terão a oportunidade de fazer intercâmbio em escolas técnicas canadenses graças a um convênio assinado entre o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e a Association of Canadian Community Colleges (ACCC).

A assinatura ocorreu durante o encontro Brasil-Canadá, que termina nesta sexta-feira, 8, no Rio de Janeiro. Turismo, gastronomia, agricultura, aeronáutica, telecomunicações e meio ambiente se destacam como áreas de interesse canadense. As instituições terão autonomia para assinatura de termos de cooperação entre si e promover o intercâmbio de alunos.

A rede conta com 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, presentes em todas as unidades da federação, e dois centros federais de educação tecnológica (Cefets), sendo um em Minas Gerais e outro no Rio de Janeiro, além da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e escolas técnicas vinculadas a universidades.

Evento – No encontro ocorreram palestras, debates e visitas técnicas, com o objetivo de aprofundar a integração das escolas federais de educação profissional com os community colleges do Canadá. Além disso, também foi abordada a expansão do projeto Mulheres Mil para todo o país, parceria do Ministério da Educação com instituições de ensino canadenses.

Danilo Almeida
Palavras-chave: Educação profissional, Institutos federais, Cooperação, Canadá, Mulheres Mil

Instituto de Surdos certificará a Língua Brasileira de Sinais

Portal do MEC

A partir de 2011, o Programa Nacional para Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação da Língua Brasileira de Sinais (Prolibras) será realizado pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), órgão vinculado ao Ministério da Educação, com sede no Rio de Janeiro.

Desde 2006, quando o Prolibras fez o primeiro exame, as provas são realizadas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Até 2009, a universidade certificou 5.128 profissionais, sendo 1.349 em 2006, e em seguida 1.511 (2007), 1.283 (2008) e 985 (2009).

Pela Portaria Normativa nº 20, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 8, o Ines realizará exames anuais nas 27 unidades da Federação até 2015, em parceria com a Secretaria de Educação Especial (Seesp) do MEC e com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A portaria do ministro da Educação, Fernando Haddad, determina ao Instituto Nacional de Educação de Surdos, à Seep e ao Inep uma série de atribuições na execução do Prolibras, entre elas, a publicação de edital dos exames com regras para cada edição, a elaboração e correção das provas e a manutenção de um banco de dados dos profissionais certificados.

Inclusão – A certificação na Língua Brasileira de Sinais integra a política de inclusão do governo federal. Os profissionais aprovados nos exames podem trabalhar no ensino da língua e como intérpretes de Libras para o português e vice-versa. Os que receberem certificado de nível médio estão aptos a lecionar na educação básica e os instrutores e intérpretes de nível superior podem trabalhar em todos os níveis.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Libras, Seesp, Inep

Dirigentes municipais fazem curso de extensão a distância

Portal do MEC
Os dirigentes municipais de educação de Santa Catarina começam nesta sexta-feira, 8, curso de extensão a distância oferecido pelo Programa de Apoio aos Dirigentes Municipais de Educação (Pradime). A formação, uma parceria do Ministério da Educação com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), atenderá 293 gestores educacionais do estado.

Na abertura do curso, a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, observou que a capacitação dos dirigentes é fundamental para uma educação de qualidade. “Para garantir a aprendizagem dos alunos, é necessária a formação dos quadros técnicos das secretarias municipais”, relata Pilar.

Para Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, secretário municipal de educação de Florianópolis e presidente da Undime no estado, “é necessário estar atualizado para gerir bem e oferecer uma educação pública de qualidade para todos”.

O Pradime oferece aos dirigentes municipais de educação aperfeiçoamento em nível de extensão, a partir de um curso de 170 horas, que alia formação a distância e encontros presenciais. A intenção é criar um espaço permanente de formação, troca de experiências, acesso a informações sistematizadas e à legislação pertinente, a fim de promover a qualidade da educação básica. A duração do curso varia entre quatro e seis meses, de acordo com as necessidades dos dirigentes em formação.

No início deste ano, o Pradime realizou cursos a distância para atender dirigentes municipais de educação de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. Os demais estados devem ser contemplados com o curso ainda este ano.

Assessoria de Imprensa da SEB
Palavras-chave: Educação básica, SEB, Pradime, Undime

Cespe começa cadastramento de dados para revalidação de diplomas de medicina do exterior

Da Redação
Em São Paulo


O Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), da UnB (Universidade de Brasília), começa hoje (8) o cadastramento dos dados para a revalidação de diplomas de medicina obtidos no exterior. Quem já teve a inscrição homologada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) precisa fazer o cadastramento. O prazo termina no dia 12.

A prova para revalidação será executada pelo Cespe. Serão três exames: um escrito objetivo, um escrito discursivo e um prático de habilidades clínicas. As provas escritas estão previstas para serem aplicadas em 24 de outubro, das 8h às 13h e das 15h às 18h. O teste prático deve acontecer nos dias 4 e 5 de dezembro. Todas as etapas acontecerão em Brasília.

Mais informações podem ser obtidas no site do Cespe ou na central de atendimento do órgão, de segunda a sexta, das 8h às 19h, no telefone (61) 3448 0100.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/08/cespe-comeca-cadastramento-de-dados-para-revalidacao-de-diplomas-de-medicina-do-exterior.jhtm

CNE promove debate público sobre diretrizes curriculares do jornalismo

Da Agência Brasil
Em Brasília


O CNE (Conselho Nacional de Educação) promoveu hoje (8) uma audiência pública para debater as diretrizes curriculares do curso de jornalismo. Representantes de universidades federais e privadas, estudantes, pesquisadores, professores e entidades da área discutiram a proposta apresentada por uma comissão formada a pedido do MEC (Ministério da Educação). A comissão, composta por especialistas na área de jornalismo, é presidida pelo professor José Marques de Mello.

Entre os principais pontos discutidos na proposta estão a separação do curso de jornalismo do curso de comunicação social; a obrigatoriedade de um estágio supervisionado, visando ao aperfeiçoamento entre teoria e prática; e a inclusão, oficial, da assessoria de imprensa como disciplina.

O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schröder, ressaltou que a proposta do MEC vai contribuir para que os profissionais saiam das faculdades mais preparados para o mercado de trabalho. “O jornalismo é uma atividade profissional e esse documento atesta isso.”

No mesmo sentido, o presidente do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo), Edson Spenthof, defendeu a proposta de diferenciar o jornalismo da comunicação social. Para ele, existe o jornalista, o publicitário e várias outras profissões ligadas à comunicação. “Não existe o profissional de comunicação social. Isso inexiste.”

Mesmo reconhecendo o bom trabalho da comissão que elaborou a proposta de mudança curricular, a Enecos (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social) afirmou que faltou debate político em relação a elaboração das diretrizes.

“Há uma fragmentação do ensino. O que está colocado na proposta é a extinção da comunicação social. Temos que parar esse processo para que aconteça o debate”, apontou Pedro Alves, estudante da Universidade Federal de Sergipe e membro da Enecos.

Segundo o secretário executivo adjunto da CNE, Ataíde Alves, a resolução do MEC só deve sair em 2011, já que existe a possibilidade de realização de uma nova audiência pública sobre o tema, além do trâmite normal de revisão e encaminhamento para o ministério.

A proposta de diretrizes curriculares para os cursos de jornalismo foi entregue pela comissão ao MEC em setembro de 2009 e depois foi encaminhada ao CNE, que é responsável por revisar as diretrizes e discuti-las com a sociedade. Só após essa revisão, é que o conselho enviará a proposta para que o MEC regulamente as novas diretrizes.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/08/cne-promove-debate-publico-sobre-diretrizes-curriculares-do-jornalismo.jhtm

Instituto Cervantes terá portal gratuito de ensino de espanhol

Reuters
Em Madri


Internautas que não falam espanhol e querem aprender o idioma do prêmio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, poderão estudar a língua em breve pelo portal "Practica español", anunciou nesta sexta-feira o Instituto Cervantes de Madri.

O portal é voltado a falantes de outras línguas que queiram se iniciar na compreensão do espanhol ou aperfeiçoar o conhecimento no idioma utilizado por mais de 450 milhões de pessoas.

A Agência de notícias espanhola EFE e a Fundación de la Lengua Española também participam do projeto.

Os conteúdos do portal, que irá ao ar antes de 2011, serão abertos e totalmente gratuitos. O financiamento das operações do site se dará por publicidade.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/08/instituto-cervantes-tera-portal-gratuito-de-ensino-de-espanhol.jhtm

Fila para vaga em creches da capital aumenta

Caio do Valle
do Agora

Cresceu o número de crianças na fila de espera por vagas em creches da cidade de São Paulo. Dados da Secretaria Municipal da Educação divulgados ontem revelam que, entre julho e setembro, a fila chegou a 125.437 nomes, 44% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando a lista contabilizava 86.858 crianças.
Em relação ao trimestre anterior (94.974 nomes), a alta foi de 32%. Comparado com o terceiro trimestre de 2008, o número de crianças de zero a três anos registra queda (6,7%). Naquele período, houve um pico de 134.497 nomes aguardando vaga.

Para conseguir acabar com a espera ainda no atual mandato --uma promessa de campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM)--, a prefeitura deveria ter começado a entregar, no último dia 1º, 152,4 novas vagas diariamente até dezembro de 2012. Isso equivale à abertura de quase uma creche-padrão, capaz de abrigar 160 crianças, por dia.
retirado do site:http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u811669.shtml

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Secretário estadual de Educação diz que vai investigar antes de traçar metas

Rio - O novo secretário de Educação, Wilson Risolia, disse que pretende fazer um amplo trabalho investigativo na rede estadual de ensino, antes de apresentar formalmente seu plano de ação para reverter o atual quadro negativo do Ensino Médio do Estado do Rio, cujo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referente a 2009, divulgado este ano, manteve a média de segunda pior nota do país: 2,8. Risolia, no entanto, já antecipou que vai criar um plano de metas para diretores, professores e alunos a partir do ano que vem, baseado no resultado da investigação a ser empreendida nos próximos dias.
A colocação do novo secretário foi feita, na manhã desta quarta-feira, no auditório do prédio anexo ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Em sua apresentação pessoal, em que traçou um perfil de profissional forjado na área econômica, com ampla experiência na gestão pública, Risolia credencia-se à missão de organizar e potencializar a pasta da Educação acenando com o sucesso de três anos e meio como diretor-presidente do RioPrevidência, quando modernizou o órgão e reduziu o tempo de concessão de benefícios de um ano para apenas 30 minutos.

"Quando aceitei este chamamento, não vim para o risco. Meu compromisso é tentar colocar o Rio de Janeiro numa posição relevante na educação", apostou Risolia.

Segundo o novo secretário, critérios de potencialização de recursos humanos disponíveis serão usados em sua gestão, através da qualificação. "O principal não é conhecer esses números, é entender o que eles significam. Por que a nota foi ruim? Tem motivo isso. Esta é a variável relevante hoje. Não adianta ir atrás de um ranking se não conhecer qual o problema. Temos de atacar o problema para chegar aonde a gente pretende", projetou.

Risolia ressaltou os avanços protagonizados no setor por sua antecessora, Tereza Porto, ao elogiar o processo de informatização da rede estadual de ensino e da climatização das salas de aulas. Mas, apontou a direção em que pretende seguir: abrir duas agendas imediatas: uma administrativa e outra estruturante. A primeira é fazer um diagnóstico profundo da rede estadual de ensino, como explicou:

"Até por formação, tenho este vício de pensar a educação como negócio: estou sendo contratado para levar um negócio a um público e preciso saber se o meu produto é bom, como é que meu receptor, que é o aluno, está recebendo este produto", definiu.

Quanto à agenda estruturante, Risolia pretende estabelecer um plano de metas para diretores, professores e alunos com a previsão de bonificação para os méritos alcançados.

"Meritocracia é condição sine qua non para a vida. Então, vamos qualificar a rede estadual de ensino. Diretores e professores terão de estar preparados para exercer sua missão de forma adequada. E para isso vamos dar-lhes todo o apoio de infraestrutura. Mas, o que em finanças chamamos de taxa interna de retorno, esses profissionais vão ter de dar retorno. É uma relação de troca. Vamos continuar com o sistema de avaliações periódicas de alunos. Elas servirão como imput para um sistema de bonificação e premiação, a exemplo do que já é feito pela Segurança. Isso será anunciado ainda este ano", prometeu.

Se o plano de ação ainda depende da implementação dessas medidas iniciais, o novo secretário, porém, estabeleceu claramente a filosofia de sua gestão: adequar o ensino das escolas estaduais às demandas do estado.

"Quero formar o aluno para quê? Quem serão esses alunos amanhã? De que o estado necessita para esse ciclo de desenvolvimento que vive hoje? O que se espera desses jovens amanhã? Por isso, precisamos tratá-los de forma adequada desde agora. Essas duas agendas estão casadas com um propósito de longo prazo. No momento adequado, vamos mostrar o programa com esta sinergia completa", afirmou o secretário.

Risolia garantiu que a Secretaria de Educação não vai fazer contratação de professores, temporários ou não, enquanto não fizer o diagnóstico da situação da pasta.
retirado do site:http://odia.terra.com.br/portal/educacao/html/2010/10/secretario_estadual_de_educacao_diz_que_vai_investigar_antes_de_tracas_metas_115167.html

Exigência de doutorados torna mais rígidas regras para as universidades

Portal do MEC
As atuais instituições de ensino superior, federais e privadas, para manter o título de universidades, devem oferecer, no mínimo, quatro mestrados e dois doutorados. Caso ainda não ofereçam, têm prazo até 2016 para implantar esses cursos. O mesmo prazo vale para os centros universitários e faculdades que desejam alcançar o status de universidade.

É isso que determina resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) homologada nesta terça-feira, 5, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.

A exigência de oferta de mestrado e doutorado integra uma série de regras que passam a vigorar para o sistema federal de ensino superior, que hoje envolve 144 instituições, sendo 58 federais e 86 privadas. As 37 universidades estaduais e as sete municipais não precisam seguir a resolução, porque elas têm regulamentação própria.

Para que as instituições de ensino superior façam as adaptações previstas na resolução, o CNE definiu um período de transição. As atuais universidades que não atendem ao requisito sobre a oferta de cursos de mestrado e doutorado poderão ser recredenciadas, em caráter excepcional, desde que ofereçam, pelo menos, três cursos de mestrado e um doutorado até 2013. Para essas é obrigatório chegar a 2016 com quatro mestrados e dois doutorados.

De acordo com a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, o conjunto de regras descritas na resolução complementa o novo marco regulatório da educação superior nacional. Os objetivos, explica, são qualificar a educação superior, estimular as instituições a desenvolver pesquisas e a produzir conhecimento novo. Segundo a secretária de Educação Superior, o prazo de seis anos fixado pelo CNE para o cumprimento das regras é completamente exequível.

O presidente do CNE, Antônio Carlos Ronca, disse que o conselho trabalhou dois anos na definição das regras e que elas são “rigorosas para que não se banalize o conceito de universidade”. Nos 14 artigos, a resolução também trata da qualificação dos professores, da jornada de dedicação exclusiva à instituição, além do ritual que deve ser cumprido no credenciamento de novas instituições e no recredenciamento das já existentes.

O artigo 2º da resolução, por exemplo, define que tipo de instituição pode solicitar sua transformação em universidade: os centros universitários recredenciados e em pleno funcionamento há, no mínimo, nove anos; e as faculdades em funcionamento regular há, pelo menos, 12 anos, que apresentem excelente padrão de qualidade. (Ionice Lorenzoni)

Regras básicas da resolução do CNE – Para requerer o credenciamento como universidade, é indispensável que a instituição tenha um terço do corpo docente com títulos de mestrado ou doutorado. Além disso, deve ter:

* Um terço do corpo docente em regime de tempo integral;

* Conceito Institucional (CI) igual ou superior a quatro na última avaliação institucional externa do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes);

* Índice Geral de Cursos (IGC) igual ou superior a quatro na última divulgação oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep);

* Oferta regular de, no mínimo, 60% dos cursos de graduação reconhecidos ou em processo de reconhecimento;

* Oferta regular de, pelo menos, quatro cursos de mestrado e dois de doutorado reconhecidos pelo MEC;

* Compatibilidade do plano de desenvolvimento institucional (PDI) e do estatuto com a categoria de universidade;

* A instituição e seus cursos não podem ter sofrido, nos últimos cinco anos, penalidades descritas no artigo 46 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9394/1996.


Acesse a íntegra da Resolução e a relação das universidades brasileiras.

Ouça as entrevistas de Maria Paula Dallari Bucci e Antonio Carlos Ronca.

Palavras-chave: Educação superior, universidades, Sesu, CNE

Circular da USP terá integração com metrô e trem

Agência Estado


A USP (Universidade de São Paulo) vai reformar seu sistema de transporte para integrá-lo à futura Estação Butantã da Linha 4 - Amarela do metrô, prevista para o próximo mês. A principal mudança será a criação de uma linha de ônibus especial da instituição, que, pela primeira vez, vai rodar fora do câmpus. A previsão é que o serviço seja gratuito para a comunidade universitária e comece a funcionar com o Metrô Butantã.

O projeto da USP prevê que a nova linha circule pela região do Largo da Batata, em Pinheiros, passe pela futura Estação Butantã e faça na Cidade Universitária o trajeto feito hoje pelo "Circular 2". Será uma espécie de terceira linha circular - as duas existentes são internas e gratuitas. A Estação Hebraica/Rebouças da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também está no trajeto da linha.

Na época do planejamento da Linha Amarela, chegou a ser cogitada hipótese de uma estação na USP, mas a universidade recusou a ideia. Já a proposta de passar pelo Largo da Batata, segundo a USP, surgiu pelo local ser de confluência de ônibus. "É uma mudança muito radical. Imagine vir da zona leste até aqui em meia hora?", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o reitor João Grandino Rodas. "Pegar outro ônibus para percorrer esses dois quilômetros até a USP não tinha sentido. Criar essa linha é uma necessidade."

Os ônibus da nova linha devem circular em intervalos de dez minutos e fazer um trajeto de 20 quilômetros. Nos dias úteis, funcionarão nos mesmos horários dos circulares, que, a princípio, não seriam cortados: das 6h10 às 23h55. Aos sábados e domingos, das 7h às 16h. A ideia também é dar segurança aos alunos de cursos noturnos e aliviar estacionamentos. "Queremos estimular o não uso do automóvel. Quanto melhor e mais confortável for essa linha, atrairemos mais e mais usuários", disse José Sidnei Martini, prefeito da Cidade Universitária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/10/06/circular-da-usp-tera-integracao-com-metro-e-trem.jhtm

Engenharia aeronáutica é o curso mais procurado no vestibular 2011 do ITA; veja estatísticas para o concurso

Da Redação
Em São paulo

Os candidatos ao processo seletivo 2011 do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) já podem conferir a relação dos candidatos inscritos e as estatísticas do vestibular. Foram recebidas 7.626 inscrições. A graduação mais procurada é engenharia aeronáutica, com 2.198 candidatos. Em seguida aparece engenharia da computação, com 1.030 inscritos.
Do número total de inscritos, 3.091 optaram pela carreira militar e 3.842 pela carreira civil. Foram recebidas, ainda, 693 inscrições de candidatos treineiros. O número de mulheres participantes dessa seleção é 1.771.

São oferecidas 130 vagas para os cursos de graduação em engenharia, nas seguintes especialidades: aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, da computação e aeroespacial. Destas vagas, até 50 são destinadas para a carreira militar e 80 para ingresso de candidatos civis.

A procedência escolar dos candidatos é a seguinte: 67,3% são de escolas particulares; 23,8% de escolas estaduais; 7,7% de escolas federais; e 1,2% de escolas municipais. Aproximadamente, 31,1% do total de candidatos fez curso preparatório. Veja aqui outros dados divulgados pelo ITA.
Prova

As provas serão realizadas nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo e Vitória. Os locais de prova serão divulgados a partir de 18 de novembro.

O exame terá questões de múltipla escolha, questões dissertativas e a redação. As provas serão realizadas entre os dias 14 e 17 de dezembro, sempre das 8h às 12h. Confira as disciplinas cobradas em cada dia:

* 14/12: física;
* 15/12: português e inglês;
* 16/12: matemática;
* 17/12: química.



O resultado final da seleção será divulgado no dia 30 de dezembro, a partir das 10h. Os candidatos convocados deverão comparecer ao ITA no dia 23 de janeiro de 2011, às 10h, para a realização do exame médico, que corresponde a última etapa do processo, de caráter eliminatório.

Outras informações podem ser conferidas no site da instituição.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/10/06/engenharia-aeronautica-e-o-curso-mais-procurado-no-vestibular-2011-do-ita-veja-estatisticas-para-o-concurso.jhtm

Letramento não pode ficar só no material impresso, diz professora

REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 161
Rumo aos novos letramentos
Referência nos estudos de linguagem e na análise do livro didático, pesquisadora da Unicamp crê que está na hora de ampliar a oferta de materiais para uso em sala de aula

Em tempos de mídias digitais, o processo de letramento não deve mais restringir-se apenas aos impressos, diz a professora Roxane Rojo, diretora do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade de Campinas e coordenadora do projeto de pesquisa "Multiletramentos e abordagem da diversidade cultural no ensino de língua materna. O papel dos materiais didáticos".
Apesar dessa restrição, a especialista, que participou da institucionalização do processo de avaliação dos livros didáticos ocorrido a partir da segunda metade dos anos 90, vê um processo de evolução dos materiais à disposição do professor que tem a missão de alfabetizar na escola contemporânea.

Qual a sua avaliação sobre os livros didáticos destinados aos anos da alfabetização e aos subsequentes?
Participo mais do processo de avaliação dos livros do 3º ao 9º ano, mas, ainda assim, se avaliarmos as séries iniciais - o 3º ano, que é um ano de consolidação do processo -, houve uma considerável
melhora no tratamento dos letramentos em 10, 12 anos de política de avaliação do livro didático. Seja para leitura, seja para produção de texto, seja para consolidação da alfabetização e da ortografização. Em leitura e produção textual, por exemplo, os livros ficavam muito centrados nos gêneros estritamente escolares - as historinhas, as narrativas -, não havia diversidade. A leitura era meramente uma leitura de localização de informação, linear, rasa. Na ortografia, se trabalhava de maneira muito transmissiva. Isso no início, lá em 1998. As novas levas de livros são sucessivamente melhores em todos os âmbitos: leitura, produção, análise linguística, ortografização etc. Com variações, é claro. Embora as menções [classificatórias] tenham sido abolidas para o público em geral, os avaliadores ainda operam com elas, ou ao menos com um ranking de pontuação para cada quesito de avaliação. Então há livros classificados que não matam ninguém, mas que são bastante rasos e outros com propostas bem mais ambiciosas, organizados por projetos. A amostra é bastante variada e, dentro dos limites do que um programa como este pode fazer, atingimos um patamar de manutenção.

O que isso significa?
Digo isso por uma série de razões. O livro é limitado. Não pode trazer uma série de letramentos porque ele é um impresso. Na medida em que não se permite nos livros de português, como acontece nos livros de língua estrangeira, que haja satélites - CDs etc. - ficamos limitados a um conjunto de gêneros que circulam nos impressos e que hoje são insuficientes. Diria que a política precisa de uma revisão mais profunda, em termos do que se está entendendo como material que deve circular em sala de aula.
Hoje não basta mais letrar para produzir textos à mão ou para impressos, é preciso lidar com outras linguagens.

Que impacto traz essa nova visão, que incorpora os escritos (as novas linguagens) à escrita alfabética, ao trabalho do professor?
Na alfabetização, isso só traria benefícios e facilidades. Se pensarmos, por exemplo, na educação infantil, o professor trabalha com essas diferentes linguagens - o corpo da criança, a dramatização, o teatro, a hora da rodinha, o que se vai contar, falar e, no meio disso, começa a alfabetizar. Nas escolas privadas que alfabetizam aos 6 anos, ou o 1º ano das públicas do fundamental de nove anos, essa alfabetização se dá num âmbito em que as maneiras de simbolizar ou representar são muito variadas. A criança vai usar o corpo, cantigas, a observação do feijãozinho e a escrita vem dentro desse sistema de atividades como uma modalidade, entre várias. A pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" mostra que as crianças gostam de ler e se engajam nos escritos até o 5º ano. Entre outras coisas porque isso faz parte de uma prática mais global. Quando entra na alfabetização, muitas vezes professores e livros formados de maneira mais tradicional cortam esse processo e focam o código alfabético. E aí há rupturas de processo, que poderiam não acontecer se mantivessem, por exemplo, vídeos, áudios e canções. As crianças trazem um domínio da imagem, via televisão e outras linguagens, muito maior do que o da escrita. A escrita poderia entrar no berço dessa multilinguagem se as práticas fossem modificadas. Nas etapas seguintes, quanto mais à frente você for - por exemplo, no ensino médio - mais há uma valorização do escrito, do impresso e das formas canônicas. No ensino médio, temos literatura canônica escrita e acabou. As práticas letradas vão se afunilando naquilo que a escola julga que deve ser transmitido. E o que apontamos é justamente uma ampliação desses patrimônios. Como eles estão postos hoje, à la século 19, não servem mais à cidadania, nem à vida pessoal e nem ao trabalho. É preciso ampliá-los à imagem, ao áudio. Sem abandonar a escrita, obviamente.

E como ficaria a formação docente?
Outro dia ouvi alguém falar algo genial em um evento. Ele dizia que a escola tem um currículo do século 19, professores do século 20 e necessidades dos alunos do século 21. A formação é complicada, mas é também uma questão geracional. Os meus alunos que estão se formando são quase nativos de uma era digital. Não terão o problema de não querer aprender uma linguagem por não serem usuários. Na hora em que a leva de migrantes - as pessoas que começaram no impresso e terminaram no digital - sair da escola, teremos algo diferente. É uma questão de 20 anos para termos algo diferente. Mas não podemos esperar, temos de investir em formações e materiais e numa pedagogia de projetos.

Mas há também a expectativa das famílias, que é maior quanto à escrita (e não aos escritos). Como lidar com isso?
Depende de qual família, do letramento familiar. Do ponto de vista das famílias analfabetas ou de baixa escolaridade, a criança decifrar o código e fazer cálculos é um enorme avanço, pois é aquilo que ela não tem. Nem sei se ela é capaz de reconhecer essas outras mídias e maneiras de significar como relevantes. Afinal, essa família também tem a televisão em casa. Se os filhos começarem a ver TV na escola, poderão perguntar que escola é essa que não está ensinando a ler, escrever, literatura e ortografia. Por outro lado, uma família inserida nesses letramentos contemporâneos percebe que seu filho só arruma emprego se dominar ferramentas de edição de áudio e vídeo. Pode pensar 'ah, que interessante essa escola, não preciso pagar cursos por fora'. Então, para o grosso da população, esse reconhecimento é mais difícil, a não ser como um impacto de minoramento da rejeição do aluno em relação à escola e da violência que impera na escola. No ensino médio, essa distância das práticas entre o que a escola quer - o trovadorismo, por exemplo - e o que o aluno quer - o rap - se traduz muitas vezes em violência interna e externa à escola, em afastamento do alunado da escola.

O que o docente deve incorporar, dos pontos de vista teórico e didático, para trabalhar a partir dessa nova visão?
A proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais, de 1998, do trabalho com gêneros textuais, pavimentou a estrada nos últimos 10, 12 anos. O conceito de gênero - e não o de texto ou de tipo de texto, que é aquele mais escolar - abre as possibilidades de abordagem numa diversidade dos escritos impressos e das outras linguagens. Começou a ser aceito que o professor pode trabalhar com gêneros nos quais nunca antes tinha pensado. Estava corrigindo um material que vai entrar de forma suplementar na rede municipal de São Paulo em que se propõe um volume sobre poemas visuais, inclusive os digitais, e rap. É uma novidade já incorporada por um sistema público municipal na produção de material didático de apoio ao professor. Esse conceito abriu o caminho: começo trabalhando com notícia, artigo de opinião, e depois amplio para charge, tirinha, fanzine e outras coisas.

E como isso mexe com a formação inicial?
Os currículos das universidades continuam no século 19, início do 20. Os currículos de letras, por exemplo, têm muito pouca análise do discurso, estudo de texto e teoria de enunciação. E, hoje em dia, todas as propostas vão nessas direções - da linguística textual, da teoria da enunciação e das análises de discurso. Então, o campo teórico precisaria incorporar mais da visão da linguagem não como palavra, sílaba, fonologia, frase, sentença, gramática, mas como discurso, texto e enunciado. Se o aluno não tem formação nisso, vai ter de aprender na formação continuada. Em geral há apenas uma ou duas disciplinas e o grosso é gramática, sintaxe, fonologia, um currículo mais clássico de letras. Na pedagogia, isso tem um impacto menor, porque quando tem alguma formação vai para essas disciplinas que estão presentes nos currículos, e não para as coisas mais clássicas da linguística. Outra coisa é que a universidade continua extremamente disciplinar e subdisciplinar. A Capes divide em áreas, subáreas e assim por diante. Isso dificulta uma abordagem como essa, pois se vamos tratar da imagem ou da canção será preciso alguma noção de semiótica de maneira mais geral, de música... Que a discussão da interdisciplinaridade chegasse à universidade seria interessante, o que está apenas começando.

E do ponto de vista da didática?
É mais complicado ainda. O governo fez várias tentativas de integrar melhor a formação docente das licenciaturas entre a educação e as especialidades. Só que cada universidade fez à sua maneira. De fato, na maioria das universidades de letras, didática e conteúdo continuam muito separados. Quando se juntam é só no final e sem conversa entre as unidades de educação e de letras. Na pedagogia, há dois problemas: o primeiro é a recente exigência de que o professor tenha a formação universitária para ser alfabetizador. Mas está sendo cumprida. Fazer essa qualificação a toque de caixa provocou uma série de cursos duvidosos, configurados como uma suplementação, só para que se atribuísse aos professores o grau universitário. Em segundo lugar, muitas vezes a montagem dos cursos na educação dá muito pouco espaço aos conteúdos. Não sei o que é melhor, pois quando trabalho com formação continuada de professores a didatização é muito presente para aqueles que têm formação mais generalista e isso talvez seja prioritário. Eles têm mais sintonia com o que é ensinar, com a forma como o aluno aprende e do que ele precisa. Já o professor especialista é mais resistente, a relação dele é com aquele conteúdo, com esgotá-lo ou transmiti-lo, o que talvez torne mais difícil ensinar. O que falta ao professor alfabetizador são noções de fonologia, de relação oral-escrito, mas acho mais fácil ensinar isso a ele do que mostrar ao especialista a importância de estar sintonizado com o processo do aluno.

Como isso se traduz em termos de habilidades específicas que o professor precisa trabalhar?
Em primeiro lugar, deve saber diagnosticar o que o aluno precisa tanto em termos de aquisição da base alfabética e da própria alfabetização quanto em termos do gênero com que vai trabalhar. Mas para diagnosticar o aluno é preciso conhecer bem o objeto, ver o que ele sabe daquele objeto, para poder ensinar. Então, em primeiro lugar, ter essa percepção de um acompanhamento diagnóstico e formativo, e não de um acompanhamento só avaliativo terminal. E o que seria mais novo na formação, que é ter essa sintonia maior com o multiculturalismo, com o que o aluno traz não só em termos de conhecimentos, mas da cultura da sua comunidade, de como se aproximar dele com menos conflito cultural. Didaticamente, o mais importante é deixar o aluno ser ativo, construir o conhecimento em vez de transmitir.

Nos anos iniciais do fundamental - os da alfabetização propriamente dita - há gêneros textuais que sejam mais fecundos para se trabalhar?
Com certeza. Isso remete a uma ideia de progressão, do que se pode apresentar na série inicial ou mais adiante. Peguemos como exemplo o aluno que está chegando à alfabetização, um menino de 6 anos que está entrando na escola e que não frequentou a educação infantil. Ele está mais familiarizado com os gêneros cotidianos, mais primários, com a oralidade, com a conversa cotidiana, com alguns escritos, mas poucos, como rótulos, dependendo dos letramentos da família e da comunidade. Eu poderia começar pela televisão, pelos programas televisivos que talvez ele nem conheça, mas que existem na televisão aberta com qualidade, como o Rá Tim Bum, e com isso ir introduzindo o domínio da escrita. O princípio é o mesmo: partir do que ele já conhece para acrescentar aquilo que pretendo ensinar, do código alfabético aos gêneros secundários. Estava avaliando propostas para um material de gêneros pertencentes à esfera da divulgação científica. O volume apresentado ao 2º ano é de verbete de curiosidade, do tipo 'você sabia que o camaleão muda de cor?', um gênero secundário simples. O de 3º ano parte do verbete de curiosidade para chegar ao verbete de enciclopédia infantil, de dicionário infantil, e apresentar alguns artigos de divulgação científica de revistas como Recreio e, no final, Ciência hoje das Crianças. Então, os gêneros, os veículos e os temas vão se sofisticando, numa progressão em espiral. No material de 5º ano, o último que eu avaliei, temos reportagem, artigo de divulgação científica - revista Superinteressante, Galileu, entra imagem, infográfico. É sempre esse movimento. O Vygotsky dizia que isso é partir do desenvolvimento real da criança, do que ela traz, para o desenvolvimento proximal, que é aquilo que se quer introduzir.

O livro didático constitui um gênero à parte?
Na minha opinião e na de outros pesquisadores, sim. É uma questão controversa, há quem defenda que é apenas um suporte para outros gêneros. Não concordo, pois tem autor, tem uma proposta didática, uma proposta pedagógica, escolhe objetos, seleciona o que vai ensinar, dá uma dinâmica, ou seja, tanto quanto um romance, ele tem uma história a contar enquanto educador. É um gênero muito particular, pois chama para dentro de si outros gêneros que circulam fora da escola. É intertextual, intercalado, com notícias, poemas da literatura e de fora dela. Não é um gênero multimodal porque é um impresso, não tem CDs com vídeos, áudios etc.

E quais são as características desse gênero? Quais delas deveriam ser necessárias para efetivamente ajudar o professor na tarefa de alfabetizar e letrar?
No caso dos livros de 3º a 5º ano, trazem como objeto de ensino, majoritariamente, os gêneros da esfera artístico-literária: literatura infanto-juvenil, no caso desses livros iniciais, com muitos poemas, gênero mais curto, que cabe na aula, e pequenos trechos de narrativas de aventura. O resto é divulgação científica e textos escolarizados, como verbetes. Não alcançam a diversidade e a circulação de textos extracurriculares.

E o que mais poderiam ter?
Os referenciais e parâmetros nacionais e internacionais pedem textos diversificados, gêneros variados, de circulação social mais ampla. Seria interessante rever um pouco o leque de gêneros. Por exemplo, os textos que exigem crítica são muito pouco abordados. Quando há textos jornalísticos, é jornalismo de informação. Poderia haver aqueles que pedem o posicionamento da criança, que podem provocar debate. Em segundo lugar, textos multissemióticos, ou que preservam a configuração multissemiótica. Na divulgação científica, tem bastante, mas tiram a imagem. Em terceiro, trazer mais gêneros que sejam da cultura extraescolar não valorizada, mais canções etc. Ou seja, coisas que levassem a esses três aspectos: leituras multissemiótica, multicultural e crítica. Esse princípio vale também para a fase de alfabetização.

Alfabetização e ortografização são fases distintas?
A maior parte dos professores e dos livros já faz essa divisão entre a alfabetização, que é o domínio básico do sistema, e a ortografização, que é aquilo que prossegue durante um tempo, até o 5º, 6º ano, às vezes a vida inteira, do domínio das exceções do sistema ortográfico do português do Brasil. Mas, para mim, alfabetização é uma fase inicial que foca o grosso do funcionamento do sistema fonológico e do sistema gráfico da língua.

Como isso tem se materializado nos livros da alfabetização e do 3º ao 5º ano?
Em razão das pesquisas do professor Artur Morais, que trabalhou muito bem a descrição para a formação do professor da ortografização do português do Brasil, os livros incorporaram muito isso. Nesses anos, as propostas de ortografia se desenvolvem bem, com conhecimento do objeto, da fonologia e da ortografia do português, e com uma prática didática que, por vezes, acaba resultando no único lugar do livro com práticas efetivamente construtivistas. Ou seja, dá uma mostra de palavras e pede para a criança pensar a regra, em vez de falar 'a regra é tal'. A alfabetização é outra história, com outras metodologias que quase sempre reduzem muito a organização fono-ortográfica do português. Tende, por exemplo, a trabalhar sílaba simples primeiro, sílaba complexa depois, deixa para o final os dígrafos. Só que quase toda palavra tem dígrafo. Poucas palavras são iguais a peteca. Quando você impede que a criança veja isso, retarda a aprendizagem.
Então, acredito que na alfabetização deve haver mais problema.

Estudos apontam para a fase pós-alfabetização como a mais problemática na questão do desenvolvimento da compreensão do texto. Por quê?
É um problema do desenvolvimento da leitura. Por que eles param numa leitura de localização de poucas informações, inferência global do tema, que é o que dizem os resultados das avaliações. Não sei os livros, porque só avalio os de português, que vão um pouco além. Mas fiz uma pesquisa em uma escola, em 2000, com o ensino dos professores de todas as disciplinas do fundamental. A maior parte das outras disciplinas fica neste procedimento de localizar a informação e repetir. O menino aprende que ler é isso. Quando você faz uma questão que exige uma inferência, comparação, intertextualidade... Isso não é feito, sobretudo nas outras disciplinas. Português vai um pouquinho além. Por exemplo, trabalha com inferência, com resumo - que é generalização -, mas as outras disciplinas trazem sempre perguntas na aula, centradas no conteúdo tal qual está no texto. É isso que o aluno aprende como leitura, é isso que faz nos exames. Há muito pouca leitura na escola. Para ter uma ideia, gravamos 57 aulas dobradas, então eram muitas horas de vídeo, e só 20% desse tempo era dedicado à leitura. Desses 20%, ¾ eram leitura em voz alta e apenas ¼, ou 5% do tempo total, era dedicado a atividades de compreensão.

A perda da habilidade motora da escrita - em detrimento da habilidade de escrever no teclado - representa algum prejuízo para a criança?
Não estamos perdendo uma habilidade motora, e sim desenvolvendo outra, diferente. Talvez passe a tocar piano melhor. Em pouco tempo irá mudar, quando todas as telas forem touch screen, vamos aprender a só apontar. Acho que se trata apenas de mudança de um movimento de pressão fina, no qual a alfabetização dos séculos 19 e 20 se baseou muito, para um outro. A habilidade motora em si não tem nada a ver com a simbolização, por qual gesto se acessa um grafema. Se você pensar, isso aconteceu na história da escrita várias vezes. Escrevia-se com a cunha na escrita cuneiforme, depois carimbando, lascando na pedra lascada, os copistas na Idade Média fazendo pinturas e iluminuras e letras sofisticadíssimas, quase uma arte como no Japão e na China. Depois passamos a escrever mais simples, apenas com o lápis, porque era preciso democratizar o acesso, e agora a máquina escreve por nós.
Retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12986

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Agenda: Intercâmbio entre Brasil e Canadá

Prossegue até sexta-feira, 8, no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Brasil-Canadá de Educação Profissional e Tecnológica. Promovido pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), o evento, que terá palestras, debates e visitas técnicas, pretende aprofundar a integração das escolas federais de educação profissional com os community colleges do Canadá. Mais informações na página eletrônica do Conif. No encontro, será abordada, também, a expansão do projeto Mulheres Mil, parceria do Ministério da Educação com instituições de ensino canadenses.

Prêmio Técnico Empreendedor

Estudantes de instituições públicas de educação profissional e tecnológica interessados em participar do Prêmio Técnico Empreendedor podem fazer a inscrição até sexta-feira, 8, em agências do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Podem participar alunos de cursos técnicos (nível médio) e tecnológicos (superior). Mais informações na página eletrônica do prêmio.

Educação de jovens e adultos

O Ministério da Educação prorrogou para a próxima sexta-feira, 8, o prazo de escolha de coleções e livros didáticos para a educação de jovens e adultos. As obras serão distribuídas nas escolas em 2011. A escolha deve ser feita por educadores e dirigentes das redes públicas de ensino. Eles podem conferir a relação das obras no Guia do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos. A escolha envolve as redes de 3.402 prefeituras, secretarias estaduais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia que aderiram ao Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA) em 2010.

Concurso para professor no oeste do Pará

Estão abertas as inscrições para a seleção de professores na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Serão aceitas, até o dia 10, as inscrições para o cargo de professor adjunto de candidatos com diploma de doutor. Há vagas remanescentes para professor assistente (inscrições até 7 de novembro) com diploma de mestre. São 21 vagas em engenharia, ciência da computação, língua portuguesa, língua francesa, língua espanhola, língua inglesa, química, história, matemática e origem e evolução do conhecimento. Mais informações no edital, na página eletrônica da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo telefone 93 3064-9094.

Concurso Literatura para Todos

Escritores brasileiros e de países africanos de língua portuguesa podem inscrever, até o dia 13, livros para a quarta edição do concurso Literatura para Todos. Serão selecionadas nove obras. O prêmio individual é de R$ 10 mil. Os gêneros literários, prazos e demais especificações estão descritos no Edital nº 5/2010, disponível na página eletrônica da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad).

Unila abre concurso para professor

Estão abertas até o dia 22 as inscrições para professor da carreira do magistério superior na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). São oferecidas 21 vagas para mestres e doutores nas áreas de antropologia, artes, música, economia, estatística, informática, física aplicada, geografia humana, desenvolvimento rural, língua espanhola, língua portuguesa, língua inglesa, língua francesa, literatura latino-americana, matemática, química, relações internacionais e integração. Também podem participar professores estrangeiros, que devem cumprir requisitos específicos estabelecidos no edital. Inscrições e mais informações na página eletrônica da Unila.

Consulta pública — diretrizes curriculares

A Secretaria de Educação Básica (SEB) abriu consulta pública sobre a implementação das diretrizes curriculares nacionais da educação infantil, aprovadas em dezembro de 2009. Os documentos preliminares estão à disposição de gestores, conselheiros, técnicos, professores, pesquisadores e da comunidade. Sugestões e críticas podem ser enviadas até o dia 30 para consultapublicacoedi@mec.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Mais informações na página eletrônica da SEB.
Palavras-chave: Agenda

Finalistas vêm de nove estados e atendem diferentes públicos

Portal do MEC

São de dez cidades do interior do país e de três capitais as 15 experiências finalistas do Prêmio Vivaleitura 2010, selecionadas entre 1.829 projetos inscritos. Desse grupo de finalistas, serão escolhidas as três experiências vencedoras, que vão dividir R$ 90 mil. A premiação será em 19 de novembro, em Brasília.

Os finalistas da quinta edição do Vivaleitura representam nove estados de quatro regiões – Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Bahia, Piauí (Nordeste), São Paulo, Minas Gerais (Sudeste), Rio Grande do Sul (Sul) e Amapá (Norte). Os trabalhos contam como a leitura faz a diferença em comunidades rurais, na educação pública, no cotidiano de motociclistas, no rádio.

Promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura, o Vivaleitura tem entre seus objetivos fomentar a leitura no país. Desde 2005, cerca de 8,5 mil projetos foram inscritos, 75 deles foram classificados e 12 premiados. No período foram distribuídos R$ 360 mil. O prêmio conta com a coordenação da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e o patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha.

Ionice Lorenzoni


Conheça os projetos finalistas
Palavras-chave: Vivaleitura

Professores piauienses farão especialização em curso que vai até 2012

Portal do MEC
Os 240 professores do Piauí selecionados para o curso de especialização em educação infantil começam no dia 23 próximo uma jornada de estudos que vai ocupar dois fins de semana de cada mês até março de 2012. A formação, que será ministrada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), prevê 510 horas de duração e oferecerá certificado de especialização aos educadores.

O curso será ministrado aos sábados e domingos — segundo a coordenadora da formação, Marta Maria Azevedo Queiroz, do Centro de Ciências da Educação da UFPI, nenhuma rede municipal de ensino do estado concordou em liberar os professores em dias úteis. A especialização, gratuita e presencial, é dirigida a educadores que trabalham em sala de aula com turmas da educação infantil.

Os selecionados farão a formação em cinco polos da universidade, nos municípios de Teresina (80 alunos em duas turmas), Picos (40 alunos), Floriano (40), Bom Jesus (40) e Parnaíba (40). No Piauí, segundo Marta Queiroz, participaram da seleção cerca de 600 professores.

O programa, elaborado pelo Centro de Ciências da Educação da UFPI, compreende 15 horas de estudos nos fins de semana, entre aulas com especialistas na área e oficinas. O curso será desenvolvido em 15 meses, conforme o calendário.

A especialização será oferecida em outros 16 estados e no Distrito Federal por 17 instituições federais de ensino superior. No conjunto, as universidades oferecem 3.925 vagas para professores da educação infantil das redes públicas de cerca de 70 municípios.

Na região Nordeste, o curso será ministrado pelas universidades federais da Bahia (UFBA), Maranhão (UFMA), Ceará (UFC), Piauí (UFPI), Rio Grande do Norte (UFRN) e Sergipe (UFS); no Norte, pelas universidades federais do Pará (UFPA), Amazonas (Ufam), Roraima (UFRR), Amapá (Unifap) e Rondônia (Unir); no Centro-Oeste, pelas universidades federais de Goiás (UFG), Mato Grosso (UFMT), Mato Grosso do Sul (UFMS) e pela Universidade de Brasília (UnB); no Sul, pelas universidades federais do Paraná (UFPR) e de Santa Catarina (UFSC); no sudeste, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: professores, especialização, UFPI

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...