sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Na era da Internet, mural offline vira canal de debate entre alunos

Sarah Fernandes
Se grande parte do interesse dos adolescentes está nas redes sociais, blogs e e-mails, os alunos de sétima e oitava série da Escola Estadual Carlos Maximiliano Pereira dos Santos, no bairro da Vila Madalena, na capital paulista, têm seguido por um caminho na contra mão dessa tendência para promover debates: um jornal mural, feito com recortes de revista, papéis coloridos e espaço para os alunos comentarem reportagens.

Com uma caneta na mão, os estudantes deixam no mural o que pensam a respeito da atuação do grêmio escolar, de casos de bullying e sobre perca da virgindade. Os responsáveis por levantar pautas, redigir reportagens e colar imagens do jornal “Junto e Misturado” são os 15 alunos da oficina de comunicação da escola, oferecida no contra turno das aulas, já que a escola estende a jornada educacional das 7h às 16h.

“Alguns alunos sentem falta da facilidade de pesquisar na Internet, mas percebemos que usando revistas e atividades manuais eles produzem de maneira mais criativa”, avalia o educador da oficina, Wagner da Silva. “Um dos participantes tem acesso à Internet no videogame portátil. Mas no dia que ele não levou [o aparelho], produziu de maneira mais livre e rápida”, observa.

O jornal mural é publicado, em média, a cada três semanas. A última edição trouxe para os estudantes a história da camisinha, além de impressões sobre perda da virgindade. A anterior cobrou o grêmio estudantil sobre as propostas prometidas na campanha. Em todas as edições existe um espaço para os leitores escreverem suas opiniões. O próximo “Junto e Misturado” deve abordar opções sexuais dos jovens.

“Uma professora contou que passou uma atividade de comunicação e os alunos da oficina questionaram sobre reunião de pauta. Eram etapas que ela não conhecia e aprendeu com eles, invertendo a ordem de aprendizagem”, conta Silva. “Com a oficina, os alunos passaram a fazer análises mais criticas e a colocar mais o que pensam”.

As oficinas de comunicação acontecem desde abril de 2008 e fazem parte do projeto Escola do Bairro, que tem o objetivo de promover educação integral na escola, unindo conhecimentos curriculares e saberes locais, integrando pais e professores. O projeto une ações desenvolvidas no Teatro da Vila e na Escola Técnica Estadual Guaracy Silveira, que funcionam no mesmo local da escola Maximiliano.

Além das oficinas de comunicação, os estudantes também podem participar de exibições de filmes e aulas de teatro e de canto. Desde junho, a escola conquistou apoio financeiro para manter as ações, por meio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Funcad) da cidade de São Paulo. Com o financiamento, a expectativa é a manutenção de uma equipe para o projeto e a replicação da iniciativa em outras escolas.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/cucristoui.mmp

MinC anuncia ajuste em lei dos direitos autorais

O governo irá mudar as regras para a chamada licença não voluntária, um dos pontos mais polêmicos do anteprojeto de reforma da lei de direito autoral.

O Ministério da Cultura não detalhou qual será a mudança, mas deixou implícito que a nova regra precisa ser simplificada - como foi proposta, é necessário que o presidente da República faça a autorização, após análise do ministério.

Pela licença não voluntária, os interessados em explorar comercialmente uma obra poderão pedir ao Estado uma autorização especial.

O mecanismo poderá ser usado em casos de obras que não estejam sendo exploradas pelo titular de direito.

Os herdeiros continuariam sendo remunerados pelos direitos autorais, mas o valor seria fixado pelo MinC com base em valores de mercado.

Com a criação da licença, o Ministério da Cultura pretende evitar que disputas e abusos de herdeiros impeçam a divulgação de obras que consideram relevantes para a cultura do país.

O pedido será restrito aos que comprovarem ter capacidade técnica e econômica de explorar a obra.

"Esse processo [de passar pelo presidente da República] está em discussão", disse o diretor de Direitos Intelectuais do MinC, Marcos Souza.
Retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/stulepiche.mmp

Educador Aprendiz - Nação poliglota

Rafael Munduruca
A maioria dos brasileiros aprende a língua portuguesa com os seus familiares. Frequenta escolas regulares nas quais tem aulas de matemática, ciências e estudos sociais, ministradas em português. E cresce ouvindo falar da importância de estudar inglês e, se der tempo, também saber espanhol, mas que nesta outra língua é possível enrolar e falar portunhol. Muitos desses acreditam que ser brasileiro e falar português são sinônimos, mas não são.

Em um passeio rápido pelos diversos estados brasileiros, é fácil perceber a diversidade do português falado. Palavras iguais com usos diferentes, expressões específicas de determinadas regiões, pronúncias mais abertas ou fechadas, falas cantadas, mansas ou aceleradas. Uma audição mais atenta irá reparar que há, ainda, outros falares.

Além do nosso português, existem no Brasil diversas comunidades étnicas formadas por cidadãos que falam apenas a sua língua materna, aquela ensinada por seu grupo familiar. Ou que falam o português como segundo idioma, por necessidade de se comunicar com outros grupos. São comunidades indígenas, quilombolas e de descendentes de imigrantes. Juntas, somam 1,5 milhão de pessoas falando cerca de 200 línguas brasileiras, sendo 180 indígenas.

Segundo o estudo Uma política patrimonial e de registro para as línguas brasileiras, desenvolvido por Rosângela Morello e Gilvan Müller de Oliveira, do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol), é preciso ter cuidado com esse patrimônio cultural para que ele não se acabe. “A existência dessas línguas coloca o Brasil entre os oito países que concentram mais da metade das línguas do globo, ao lado de Papua Nova-Guiné, Indonésia, Nigéria, Índia, México, Camarões e Austrália. No entanto, criar condições para que essa pluralidade de línguas continue existindo requer políticas de reconhecimento das línguas e de valoração de sua presença”, afirmam os pesquisadores do Ipol.

Neste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizará o XII Censo Demográfico, e há uma novidade significativa na pesquisa: uma pergunta com foco nas línguas indígenas faladas no Brasil. Para que esta pergunta surgisse no questionário, houve um longo processo marcado pela criação do Grupo de Trabalho da Diversidade Linguística do Brasil (GTDL). Este grupo foi constituído a partir do Seminário sobre a Criação do Livro de Registro das Línguas, realizado no Congresso Nacional em 2006, por iniciativa da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, do Departamento do Patrimônio Imaterial do Instituto de Patrimônio Artístico Nacional (Iphan) e do Ipol.

O trabalho desenvolvido pelo GTDL traz alguns apontamentos. O primeiro diz respeito ao reconhecimento da pluralidade linguística do Brasil, com proposições para preservação e valorização das línguas, sugerindo que os idiomas a serem inventariados tenham garantia dos direitos educacionais. Pede, ainda, que instituições de ensino superior e de pesquisa deem atenção aos diversos idiomas nacionais, desenvolvendo atividades de preservação e divulgação das línguas. E, também, a formulação de políticas públicas de fortalecimento da pluralidade linguística do país.

A partir desse ponto de vista, vamos tentar entender um pouco mais sobre o debate em torno da pluralidade linguística e a patrimonialização das línguas brasileiras.

Um pouco de História

Muitos pesquisadores formulam teorias diferentes sobre a formação do povo brasileiro. José Ribamar Bessa Freire, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em seu texto A herança cultural indígena, ou cinco ideias equivocadas sobre os índios, afirma que a formação do povo brasileiro é constituída, principalmente, por três matrizes: indígena (formada por povos de variadas famílias linguísticas, como o tupi, o karib, o aruak, o jê, o tukano e muitos outros), europeia (representada basicamente por portugueses, mas também por espanhóis, italianos, alemães, poloneses, para citar alguns) e africana (da qual participaram diferentes povos como os fon, yorubá, nagô, gêge, ewé, haussá, banto kimbundo, kicongo, benguela). A partir desse ponto de vista, podemos entender que esse mosaico cultural impulsionou a variedade linguística brasileira.

Mas, independentemente da vinda de imigrantes, estima-se que no século 16 já seriam faladas cerca de 1.078 línguas indígenas no território que hoje é o Brasil. No entanto, políticas de homogeneização, através da imposição do português como única língua legítima, e o glotocídio (assassinato de línguas) levaram ao desaparecimento de cerca de 85% dessas línguas.

O Diretório dos Índios, documento elaborado pelo Marquês de Pombal, em 1758, afirma a importância de impor a língua do colonizador, como forma de tirar da barbárie os povos conquistados e subordiná-los ao príncipe. Ficava proibido que, nas escolas, as crianças e “os índios que fossem capazes de instrução” falassem a língua de suas nações ou a língua geral, como era conhecido o tupi. Só se podia expressar falando a língua portuguesa.

Os imigrantes também foram vítimas da política linguística dos Estados lusitano e brasileiro. Getúlio Vargas marca o ponto alto da repressão a essas línguas, por meio do processo de “nacionalização do ensino”, impondo repressão linguística, criando o “crime idiomático”. Durante o Estado Novo, o governo ocupou as escolas comunitárias e as desapropriou, fechou gráficas de jornais alemães, japoneses e italianos, perseguiu, prendeu e torturou pessoas por falarem suas línguas maternas em público ou mesmo em ambientes privados.

Ruth Monserrat, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em linguística, lembra que dezenas de nacionalidades aportaram como imigrantes, desde o início da colonização (como as africanas) até os séculos recentes (europeias, asiáticas e outras), e questiona o que terá acontecido com as línguas faladas por eles. “Poderíamos ter pelo menos 70 diferentes ‘línguas do Brasil’, oriundas da imigração. (...) diferentes grupos migratórios com uma mesma língua oficial de origem, mas falantes de distintos dialetos poderiam ter gerado, em consequência de processos históricos já no Brasil, uma ou mais línguas diferentes.”

Hoje, no ensino, as políticas linguísticas já têm lugar especial: "Nos parâmetros curriculares nacionais há uma política de aceitação de variedades linguísticas pela e na escola. Isso não implica que ela não vá ensinar a variedade padrão, ensinará, mas nenhum aluno será obrigado ou forçado a perder a sua identidade linguística”, afirma Magdiel M. Aragão Neto, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), também doutor em linguística.

Isso fica patente também nas Escolas de Fronteiras, onde estão sendo implantados programas internacionais em que os alunos aprendem português, espanhol e guarani (uma das línguas oficiais do Paraguai).

Interculturalidades

As relações entre as diversas culturas, a troca que se dá entre elas, podemos chamar de “interculturalidade”. José Ribamar Bessa Freire analisa que esse conceito “não é apenas mera transferência de conteúdo de uma cultura para outra. A interculturalidade é uma construção conjunta de novos significados, em que novas realidades são construídas, sem que isso implique abandono das próprias tradições”.

Há diversos exemplos de línguas brasileiras, gerados a partir dessas interculturalidades, a maioria delas ainda sem reconhecimento oficial: o pomerano e o hunsrückisch (oriundas da imigração alemã); o talian (dos imigrantes italianos provinientes de Vêneto e da Lombardia); a língua japonesa (uma fusão de dialetos das diferentes regiões do Japão); entre outras. Algumas delas têm produção de textos em prosa e verso, dicionário bilíngue, gramática e, inclusive, produção noticiosa, com a publicação de jornais. Até mesmo a nossa língua portuguesa está permeada pela interculturalidade, repleta de expressões de línguas estrangeiras e, também, indígenas.

É importante destacar que a interculturalidade influencia não só a estrutura linguística, mas também outros elementos culturais das comunidades. As populações indígenas, assim como qualquer cidadão do mundo, apropriam tecnologias que proporcionam bem-estar. Fugindo ao estereótipo, hoje muitos índios vestem roupas, em várias comunidades já existe luz elétrica e em algumas delas até internet. Esse processo de apropriação ocorre quase naturalmente, e nem por isso os índios deixam de ser índios. Os demais brasileiros também se apropriaram da luz elétrica, de diferentes tipos de roupas e outras tecnologias, e nem por isso deixaram de ser brasileiros.

Perceber a diversidade, respeitá-la e valorizá-la é essencial para chegarmos às políticas públicas que, de fato, beneficiarão a todos. Ainda sobre os indígenas, José Ribamar Bessa Freire ressalta que “os índios são diferentes e incluí-los não trata apenas de tolerar essa diferença, mas de estimulá-la. Essa diferença, vista no passado como atentatória à segurança nacional, hoje está sendo considerada elemento altamente enriquecedor da cultura brasileira.” O mesmo vale para as culturas dos descendentes de imigrantes.

Preservação e patrimonialização

A Constituição Brasileira, de 1988, nomeou a língua portuguesa como idioma oficial do Brasil, e isso produziu uma interdição histórica, explicita ou não, sobre a possibilidade de participação política de sujeitos cidadãos brasileiros falantes de outras línguas. Essa mesma Constituição deu um passo importante para as línguas indígenas, pois atribuiu ao índio o estatuto de cidadão brasileiro, que tem direito a sua língua e a sua cultura. No entanto, ela silencia sobre as línguas alóctones (de imigração) e crioulas.

As políticas públicas de preservação das línguas no Brasil, e até mesmo no cenário internacional, são algo relativamente recente, mas que vêm ganhando força. Sobretudo pela atuação de instituições internacionais como a Unesco. Em 2009, ela lançou a segunda edição do Atlas Interativo de Línguas em Perigo no Mundo. Segundo a publicação, 190 línguas indígenas estão em risco de desaparecer no Brasil, sendo, em escala crescente, 97 em perigo, 17 definitivamente ameaçadas, 19 severamente ameaçadas e 45 criticamente ameaçadas. O Atlas aponta que 12 línguas morreram no Brasil, desde os anos 1950, sendo praticamente todas da região amazônica.

À exceção da Língua Brasileira dos Sinais, Libras, criada para a comunicação de surdos-mudos, que já é legalmente reconhecida e regulamentada, ainda não existem políticas públicas que possam atender às demandas de reconhecimento, valorização, proteção e divulgação das diferentes línguas faladas no Brasil. No ano 2000, teve início a política federal de proteção do patrimônio cultural imaterial, focada em saberes, celebrações, formas de expressão e lugares que concentram e reproduzem práticas culturais coletivas, a cargo do IPHAN.

Em 2006, Gilberto Gil, então ministro da Cultura, assinou a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, criada em Barcelona, no ano de 1996, que trata da diversidade cultural, refletindo-a como patrimônio comum da humanidade e fator de desenvolvimento, abordando também o pluralismo cultural. Desde a Convenção da Unesco sobre a proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais, realizada em 2005, as políticas de fomento e promoção da diversidade cultural têm sido firmadas internamente, bem como nas relações internacionais, como fator e vetor de desenvolvimento econômico e social.

As políticas para a diversificação dos usos das línguas amplia os espaços de exercício do direito cultural, uma vez que dão papel de protagonistas aos falantes. É um processo que atua na promoção de mecanismos de vinculação social, interferindo nos processos de registro das relações sociais e dos saberes que as constituem.

O reconhecimento jurídico não é em si suficiente para promover um espaço multilíngue. O Plano Nacional de Cultura (PNC), que teve sua redação final aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados em maio, faz três importantes indicações para a diversidade linguística: a valorização das línguas indígenas pela produção e tradução de documentos oficiais e pelo seu reconhecimento como línguas oficiais nas regiões onde são praticadas; o fomento de línguas e dialetos regionais de grupos étnicos e socioeconômicos, valorizando diversas formas e sistemas de comunicação e fomento da língua portuguesa em âmbitos internacionais, sobretudo na CPLP.

A criação do Livro de registro das línguas será um dos principais instrumentos para o Estado reconhecer as línguas das comunidades brasileiras como patrimônio cultural imaterial da nação. Este instrumento propõe fomentar um fórum de debate e de proposição de ações no campo das políticas linguísticas em, ao menos, três linhas de atuação: a promoção do direito às línguas; a instalação de políticas de registro e circulação das línguas; e a elaboração de equipamentos – instrumentos e dispositivos – articulados às políticas linguísticas.

O Censo 2010, que será realizado pelo IBGE, é um passo importante para a realização desse inventário. No entanto, ele deveria abranger todas as línguas, e não somente as indígenas. Ele será um instrumento essencial para a implementação da política patrimonial e de registro, mas deve reservar às comunidades linguísticas o direito de requererem ou não o registro.
Retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/hewrivepri.mmp

Gestão escolar voltada para a comunidade amplia aprendizagem, diz coordenadora de Cieja

Desirèe Luíse
Com uma gestão baseada na articulação entre escola e comunidade, o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) do Campo Limpo, localizado na zona sul de São Paulo (SP), tem ampliado a aprendizagem dos alunos. Segundo a coordenadora do centro, Eda Luiz, ousar para promover um ensino diferenciado, baseado na educação integral, depende do olhar do gestor da escola.

Existem 13 Ciejas na capital paulista. A estrutura, aprovada em maio de 2008 pelo Conselho Nacional de Educação, é semelhante em todos com, por exemplo, o tempo das aulas e os espaços adaptados. O que diferencia é a metodologia pedagógica, há autonomia para cada Cieja construir seu currículo escolar.

“Não podemos reproduzir a escola regular, o aluno que vai para EJA já vem de um espaço com um método ao qual ele não se adaptou, ficando excluído. Então, temos que fazer diferente. Essa ousadia depende mesmo de quem está no comando, dos gestores”, afirma Eda.

Desde 1999, o Cieja Campo Limpo optou por fazer a formação de seus educadores e trabalhar com uma metodologia pedagógica voltada para o sujeito. “Ajuda o aluno a perceber o seu valor. Ele chega muito receoso, mas depois percebe o acolhimento, que pode colocar o que pensa”, explica a coordenadora. Para ela, o pertencimento faz com que os estudantes acreditem que podem melhorar.

Eda diz que para uma gestão diferenciada é necessário ligar escola e comunidade. Para isso, primeiro é preciso entender o papel da instituição de ensino. Depois, ter a concepção de que é preciso atender a comunidade na qual a escola está. “No nosso caso, a comunidade necessitava se apropriar de espaço. Até pouco tempo, Capão Redondo era um bairro muito violento e isto tem mudado com a intervenção que temos feito junto à comunidade”, acredita.

As aulas e a comunidade

No Cieja Campo Limpo, não há divisão por séries, mas sim organização modular. Quando chegam à escola, os alunos são avaliados e direcionados para os módulos: alfabetização, pós-alfabetização, intermediário ou final. Quando eles terminam o ciclo, recebem o diploma de conclusão do ensino fundamental.

Quase 1500 alunos – dentre eles, 252 deficientes – estudam duas horas e meia, de segunda a quinta-feira. Na sexta, ocorrem oficinas com temas diversificados como o de economia solidária ou o café terapêutico, que faz atendimento aos pais das pessoas com necessidades especiais. A expectativa é de que em 2011, a Prefeitura cumpra com o prometido e passe a realizar aulas de informática, inglês e comunicação.

Aos sábados, acontecem oficinas de capoeira e hip hop, temáticas escolhidas pelos próprios alunos após uma pesquisa na escola. Para as crianças, filhos dos alunos ou de moradores locais, há aulas de ballet e recreação. Também, o Cieja é aberto à comunidade durante a semana. Os moradores podem frequentar os espaços da escola e desenvolver atividades das 7h às 22h30.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/crotoluthu.mmp

Brasil tem 42 milhões de estudantes em escolas públicas, segundo preliminar do censo escolar

Da Redação*
Em São Paulo
Em 2010, o país registrou 42.191.928 estudantes em escolas públicas, segundo dados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2010, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O número representa queda de matrículas de 6,8% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 45.270.710 matrículas na rede pública.

As estatísticas, divulgadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24), são relativas às matrículas públicas atendidas pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

O número apresentado, no entanto, deve sofrer alterações, uma vez que há mais de 300 cidades com informações incompletas no sistema. O prazo para envio de dados termina em 24 de outubro. Veja a relação dos municípios que devem mandar complementação de dados.

Os gestores e as escolas devem ter documentos que comprovem as informações declaradas ao censo escolar, para possíveis verificações. O envio dos dados garantem a distribuição do fundo e demais programas que utilizam as informações do censo, como distribuição de alimentação escolar, livro didático e transporte escolar, dentre outros. As redes que permanecerem com dados faltantes podem perder recursos.

Os dados consolidados estão previstos para serem divulgados no final de novembro.

*Com informações do Inep.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/24/brasil-tem-42-milhoes-de-estudantes-em-escolas-publicas-segundo-preliminar-do-censo-escolar.jhtm

"Problema" da Educação exige Estratégias Múltiplas

Marta Avancini
Características e necessidades regionais exigem a adoção de um cardápio variado de soluções para a educação brasileira. No entanto, não é possível negligenciar o que não é priorizado
Em época de campanha eleitoral, a educação volta à cena de duas maneiras aparentemente contraditórias: como solução para as grandes questões do Brasil e como um problema que permanece. É nesse cenário que surgem as promessas de grandes mudanças e de superação dos históricos gargalos e entraves de atendimento e aprendizagem.

A experiência, contudo, demonstra que, muitas vezes, as respostas para os desafios da Educação Básica brasileira passam bem longe da retórica e dos discursos generalizantes. Em todo o país, escolas e redes de ensino têm realizado ações concebidas a partir de necessidades e características específicas.

Um dos fatores que possibilitam isso é a implantação, ocorrida nas duas últimas décadas, de instrumentos diagnósticos como o Censo Escolar, Prova Brasil, Saeb e Ideb, que permitem perceber particularidades regionais. Com suas características e objetivos específicos, eles fornecem um retrato do país, das redes estaduais e municipais, chegando ao nível mais micro das escolas e dos alunos. Evidenciam avanços, mudanças, bem como deficiências e desafios a serem enfrentados.

Assim, quem atua no dia a dia das escolas e dos sistemas de ensino sabe que não existem fórmulas prontas ou globais, mas que as mudanças e melhorias são construídas no cotidiano e, por isso, os caminhos a serem percorridos não são (e não devem ser) os mesmos.

O problema que se coloca no Amazonas não é o mesmo do Rio Grande do Sul. No primeiro estado, as longas distâncias e a dificuldade de locomoção remetem à necessidade de se implementar estratégias que assegurem que o aluno chegue à escola e tenha condições de frequentá-la. Investir na educação a distância foi a saída encontrada pela secretaria estadual de Educação.

No Rio Grande, as avaliações mostraram fragilidades na aprendizagem de língua portuguesa e matemática no final do primeiro ciclo do ensino fundamental. Então, o foco da Secretaria de Estado da Educação local foi fortalecer a alfabetização das crianças, por meio de um programa que combina a oferta de três métodos distintos de alfabetização às escolas, com capacitação de professores e acompanhamento contínuo.

A diversidade de estratégias e modos de atuação também caracteriza municípios que estão conseguindo melhorar seus indicadores, segundo um estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Uma das estratégias em Palmas, capital do Tocantins, se deu no campo do financiamento: foi criada uma rubrica específica para a educação, o que gerou um aumento de 2% do montante aplicado na área entre 2005 e 2006, chegando a 27,3% do orçamento municipal naquele ano.

Em São João do Sabugi, município de 6 mil habitantes no Rio Grande do Norte, o prefeito nomeou uma secretária para cuidar exclusivamente da educação após o mau desempenho no Ideb de 2005 (2,1). A gestão exclusiva apostou em novas práticas de planejamento na áreas administrativa e pedagógica. Em 2007, o resultado foi 4,4 e em 2009, 5,3.

Desafios e prioridades
A diversidade de práticas, caminhos e soluções se delineia a partir do mapa construído por meio da Prova Brasil e do Saeb. Ele sinaliza para alguns problemas centrais: a precariedade da aprendizagem (que tende a ficar mais evidente conforme os alunos avançam na escola) e a desigualdade entre as regiões e, muitas vezes, dentro do próprio sistema de ensino. "A desigualdade está no nosso DNA", constata o coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais (Game), Francisco Soares, que também leciona na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"São vários pacientes com vários tipos de doenças", complementa Mozart Ramos Neves membro do Conselho de Governança do movimento Todos pela Educação. "Não há equidade no diz respeito à aprendizagem. São vários brasis", conclui.

Análise realizada pelo movimento demonstra, por exemplo, que na região Norte, 13,1% dos alunos têm desempenho adequado à série em que estudam nas avaliações do MEC, enquanto no Sul e no Sudeste, a proporção chega a 31,6%. Tais números, além de revelarem as discrepâncias regionais, apontam para a necessidade urgente de se investir em ações para promover a aprendizagem, já que apenas uma minoria sabe o mínimo esperado.

Embora os indicadores sejam ruins, as avaliações sinalizam para uma "progressiva e lenta melhora" principalmente nos anos iniciais do fundamental, analisa a educadora Guiomar Namo de Mello. Isso é bom, mas remete a um questionamento: "O que isso realmente significa em termos de aprendizagem? Alguns municípios atingiram 6 ou 7 no Ideb, mas, mesmo que cheguemos a esse patamar, nós não seremos a Finlândia", provoca.

"Enquanto estamos perseguindo o nível dos países desenvolvidos, estes já estão trabalhando com um patamar mais avançado." Ou seja, nesse passo e norteando-se apenas por índices, a educação brasileira não vai dar o salto de qualidade necessário. "O foco tem de ser a melhoria, não o simples cumprimento da meta", conclui Guiomar.

A ênfase nos índices também remete ao problema da desigualdade, pois de maneira geral eles traduzem uma média (da rede de ensino, de uma escola) que não traduz a situação das pontas, os melhores e os piores. "Muitos municípios têm uma boa média, mas há uma ou duas escolas que não estão bem. O Ideb do município não vai mostrar isso, mas é fundamental que o gestor olhe e trabalhe com estas escolas. O objetivo é a educação de qualidade para todos", defende Francisco Soares, da UFMG.

É por isso que, na opinião da coordenadora de Educação do Unicef, Maria de Salete Silva, toda e qualquer ação tem de ter como foco a redução das desigualdades - seja entre os alunos de uma mesma escola, seja entre as escolas de uma mesma rede. "As redes de ensino são, na verdade, redes de aprendizagem. Então, não interessa se o sistema atinge a meta, mas não reduz as desigualdades."

Considerando esse cenário, organização, estruturação e planejamento surgem como palavras-chave. Isso envolve diversos aspectos relacionados às ações para melhorar a aprendizagem e o desempenho dos alunos, como o fortalecimento da gestão, o aprimoramento da formação e das condições de trabalho dos professores e a melhoria do currículo.

No que diz respeito às prioridades do momento atual, os especialistas ouvidos destacam o fortalecimento da alfabetização, a correção da distorção idade-série, a qualificação dos professores, a ampliação do tempo de atividades, a melhoria da qualidade da aprendizagem e as mudanças curriculares. A lista não para por aí: o aumento do volume de recursos destinados à educação e a melhoria da qualidade do gasto, além da continuidade das políticas em diferentes governos, também são desafios mencionados.

Embora os problemas e desafios sejam muitos e bastante diferentes entre si, não basta atacar alguns aspectos isoladamente. "Não há nenhuma ação isolada que resolva o problema da educação do Brasil", afirma a
coordenadora Salete, do Unicef.

Alfabetização
Fazer com que as crianças sejam efetivamente alfabetizadas até nos dois primeiros anos do ensino fundamental é um desafio central. Sem isso, não se consegue melhorar a aprendizagem, nem garantir a permanência do aluno na escola. Por isso, as ações voltadas para a melhoria da alfabetização estão entre as prioridades das redes estaduais de ensino de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

"Mesmo com os resultados apresentados nas avaliações oficiais, a aprendizagem da língua escrita na escola ainda está num nível muito baixo", analisa Magda Becker Soares, professora titular emérita da UFMG, especializada no tema.

Para ela, o problema tem origem na falta de clareza do que se entende por alfabetização. Até os anos 1980, considerava-se alfabetizado o aluno que sabia ler e escrever, ou seja, sabia codificar e decodificar. "Isso dava tranquilidade para o professor avaliar se a criança estava alfabetizada ou não."

Com a mudança para o conceito de letramento - que pode ser sintetizado na capacidade de utilização da leitura e da escrita -, alargou-se o entendimento do que é alfabetização, que se diluiu em várias competências e habilidades. A professora Magda aponta que esse processo está relacionado às demandas sociais de nossa sociedade, que é centrada na escrita, e às recentes descobertas no campo da linguística e da psicologia cognitiva sobre os processos de aprendizagem e uso da linguagem escrita.

Nesse cenário, ela vê como positiva a iniciativa da secretaria estadual de Educação do Rio Grande do Sul, onde foi implantado um programa que prioriza a alfabetização, por meio da oferta de três tipos de métodos que podem ser escolhidos pelas escolas, acompanhado de formação e assessoria às escolas.

A rede estadual de Minas Gerais é outra que dá atenção especial à questão da alfabetização. Há quatro anos, foi implantado um programa para fortalecê-la e assegurar que todas as crianças tenham domínio dos processos básicos de leitura e escrita até os 8 anos.

O coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais também considera que a falta de clareza sobre o que é alfabetização prejudica a aprendizagem, mas pondera que independentemente do método adotado e dos critérios de avaliação do professor é importante trazer para o debate público a questão da redução das metas relativas ao domínio da leitura e da escrita.

Na opinião de Soares, a meta de que a criança esteja alfabetizada aos 8 anos é "pouco desafiadora". "Seria importante trazer para o debate público a discussão da mudança desse patamar para os 7 anos", postula. Para ele, essa discussão deve se vincular a uma "ênfase maior na alfabetização". "Se a criança não aprende a ler, terá dificuldade a vida toda."

Soares também enfatiza a necessidade de reforçar a aprendizagem em matemática. "Esta é uma linguagem que faz parte da sociedade moderna e as escolas costumam dar pouca ênfase ao conhecimento matemático".

Reforma curricular
O currículo é outro nó a ser desatado. Essa é a questão que se coloca nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Guiomar Namo de Mello, que integrou o Conselho Nacional de Educação no final dos anos 1990 e foi relatora das Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental, avalia que parte das dificuldades existentes hoje nessa área - e que acarretam, por exemplo, a elevada evasão de alunos - está relacionada à maneira como as mudanças curriculares foram implementadas à época.

Reavaliando a história, ela considera que o país viveu um período de anomia, referindo-se à opção feita pelo Ministério da Educação de então de distribuir os novos parâmetros curriculares diretamente às escolas. "Hoje, vejo que talvez tivesse sido melhor trabalhar os parâmetros com as secretarias estaduais e municipais, que cuidariam de especificar o currículo."

Declarando-se contra um currículo nacional, Guiomar reitera que os profissionais das escolas tiveram de lidar com drásticas mudanças em curto espaço de tempo, saindo de um currículo excessivamente fragmentado para um contexto de grande abertura para definir o quê e como ensinar. O resultado foi indefinição. "Acabaram usando os parâmetros como currículo quando, na verdade, eles devem funcionar como uma indicação."

Passada essa fase e diante dos resultados das avaliações oficiais, o momento é de formatar currículos com mais clareza dos objetivos e metas a serem alcançados. Francisco Soares segue a mesma linha de raciocínio e defende que o currículo seja estruturado. É nesse contexto que ambos veem como positiva a adoção de sistemas de ensino prontos e fechados, elaborados por grupos privados, pela rede pública de ensino - o que já vem acontecendo em algumas localidades do Estado de São Paulo.

Os currículos polivalentes, em que um único professor assume disciplinas afins, são outra possibilidade, na visão de Guiomar. Isso ocorre em algumas escolas particulares, como o colégio Vera Cruz de São Paulo.

Na rede pública, esse tipo de iniciativa não é tão comum, mas já começam a surgir iniciativas, como a da rede estadual de São Paulo que, com base nos resultados das avaliações locais, implantou novos padrões curriculares e definiu um novo currículo para o ensino fundamental.

Mas mexer no currículo de maneira isolada não é a solução; na verdade, os analistas consideram que a qualificação do professor pode fazer a diferença, mesmo que o currículo seja inadequado. "Se o professor fosse mais bem formado, teria condições de trabalhar melhor o currículo e os conteúdos", analisa Soares.

Formação de professores
A qualificação e as condições de trabalho do docente são encaradas como o ponto central a ser atacado para que a educação brasileira consiga avançar na qualidade.

"É preciso reconhecer que é necessário encarar de maneira séria a questão do docente", afirma o professor da USP, Romualdo Portela. No campo da formação, ele defende a melhoria da qualidade dos cursos de pedagogia. No campo da carreira, o foco deve ser a melhoria geral das condições de trabalho. "E não adianta utilizar as políticas de estímulo por meio de bônus. À luz do direito da educação, qualquer ação tem de ser voltada para todos."

A melhoria dos cursos envolve um conjunto de ações, no sentido de mudar o foco da formação e valorizá-la. "Os cursos de pedagogia estão muito atrasados em relação à cultura do mundo do trabalho do século 21. O professor tem de aprender a fazer, não a reproduzir", propõe o professor Portela.

Além da qualidade da formação, Mozart Ramos Neves considera problemático o acesso aos cursos de nível superior, principalmente no Norte e no Nordeste. "No Sul e no Sudeste, os profissionais acabam tendo mais acesso à formação, ainda que ela não seja a ideal. Isso não ocorre no Amazonas, por exemplo, onde a educação a distância é utilizada para formar docente, além de facilitar o acesso de crianças e jovens à Educação Básica."

Neves também aponta a necessidade de fortalecer as políticas e ações de nível nacional para a formação docente, como já ocorre por meio do Plano Nacional de Formação de Professores de Educação Básica (Parfor). Embora o sistema ainda não esteja funcionando a pleno vapor, em locais como a Bahia, onde a situação é crítica - 80% dos 93 mil professores das redes municipais não têm formação - a iniciativa está dando bons resultados.

O quadro de precariedade da formação se replica em outras regiões: no Mato Grosso, o município de Colniza - que integra o grupo de municípios de menor Ideb do país e por isso recebem assessoria do MEC mediante a formulação do Plano de Ações Articuladas (PAR) - também está se valendo do Parfor e outros programas do governo federal para fortalecer a formação docente. O município também se comprometeu a realizar concurso público para regularizar a situação dos professores. Lá, dos 168 professores da rede, somente 48 são efetivos.

Gestão e recursos
Sem dinheiro e planejamento muito pouco se pode fazer em educação. "Não tem como separar gestão de financiamento", afirma o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara. O recado vale principalmente para os municípios. "Muitos municípios têm uma arrecadação muito baixa e dependem dos repasses e recursos do governo federal, seja via Fundeb, salário-educação ou programas do PDE."

Assim, não se trata apenas de ampliar a arrecadação: a questão é como os recursos são utilizados. O município de Castro, no Paraná, teve o terceiro maior avanço do Ideb em 2009 no estado, resultado que os dirigentes locais atribuem à chamada gestão em rede e ao planejamento das ações em articulação com as demandas e necessidades da área pedagógica, entre outras iniciativas.

Palmas, no Tocantins, ao aumentar as verbas para a educação, conseguiu um avanço significativo no Ideb entre 2005 e 2007. Medidas destinadas a aprimorar o fluxo, como os programas de correção de distorção idade-série, adotados em várias partes do país, como no Estado do Tocantins, colaboram para uma melhor gestão dos recursos.

Melhorar o planejamento ajuda, mas ainda assim é necessário aumentar o volume de recursos para a educação, defende o professor Portela, da USP. "O Brasil aplica 4,7% do PIB, pouco menos do que os Estados Unidos. A diferença é que os Estados Unidos têm um sistema estável e nós ainda não. Temos necessidades enormes a suprir", avalia.

Por isso, na visão dele, seria necessário que o país assumisse uma postura semelhante à a da Coreia, que investiu 10% do PIB em educação durante duas décadas e conseguiu se tornar uma das potências mundiais nesse campo. "O Brasil investe pouco e mal", sintetiza.
retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12968

Divulgados os integrantes da comissão julgadora do concurso

Portal do MEC
Os escritores brasileiros Luiz Ruffato, Maria Esther Maciel, Cláudio Daniel e Ronaldo Correia de Brito, e o escritor angolano José Eduardo Agualusa, compõem a comissão julgadora que vai avaliar as obras do concurso Literatura para Todos 2010, promovido pelo Ministério da Educação. A pedagoga Fátima Lucília Vidal Rodrigues será a assessora da comissão para as especificidades da educação de jovens e adultos.

O prazo para a inscrição de livros vai até 13 de outubro. Podem apresentar obras literárias escritores brasileiros e africanos de língua portuguesa. O Literatura para Todos deste ano abrange nove gêneros e vai entregar prêmios individuais no valor de R$ 10 mil, em dinheiro, a nove escritores, além de editar e distribuir os livros para milhares de jovens e adultos em processo de alfabetização ou que frequentam turmas da educação de jovens e adultos em todo o país.

Na quarta edição, o concurso vai selecionar duas obras dos gêneros: prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto da tradição oral (em prosa ou em verso); e uma obra do perfil biográfico e dramaturgia. Os concorrentes dos países africanos – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – podem escolher uma das cinco modalidades.

As inscrições serão feitas com o envio das obras literárias. No Brasil, o livro deve ser enviado para o endereço: 4º Concurso Literatura para Todos – Ministério da Educação, Esplanada dos Ministérios, Bloco L, sala 209. CEP 70047-900 – Brasília – DF. Os escritores africanos encaminham as obras para as embaixadas do Brasil em seus países.

A página eletrônica da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) traz o Edital nº 5/2010 do Literatura para Todos e um perfil dos neoleitores, elaborado por Elisiane Vitória Tiepolo, mestre em literatura brasileira pela Universidade Federal do Paraná.

Concurso – Criado em 2006, o concurso Literatura para Todos já selecionou 30 títulos. Desde 2008, a coleção integra o Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE) do Ministério da Educação. Confira os escritores que integram a comissão julgadora das obras.

Ionice Lorenzoni

Palavras-chave: literatura para todos, comissão julgadora, concurso, inscrição

Redes têm até 24 de outubro para complementar os dados

Portal do MEC
O Diário Oficial da União desta sexta-feira, 24, publica os dados parciais de matrícula enviados pelas redes de ensino ao Censo Escolar da Educação Básica de 2010, por meio do sistema Educacenso. A divulgação atende à obrigatoriedade legal do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de liberar informações prévias aos gestores para subsidiar municípios e redes na finalização do processo de preenchimento do censo e correção de eventuais distorções.

O prazo para consolidação do envio e correção vai até 24 de outubro. Findo o período, o banco de dados será fechado. A partir daí, serão divulgados os resultados consolidados do Censo de 2010. Os resultados parciais publicados abrangem apenas as matrículas públicas atendidas pelo Fundeb, que distribui recursos proporcionalmente, consideradas as diferentes etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino.

São apresentados, para cada rede municipal e estadual de ensino do Brasil, números até agora declarados de matrícula em creches e pré-escolas, nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, médio, médio integrado à educação profissional, educação especial, educação de jovens e adultos e educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio. Todas separadas por tempo parcial e integral, localização urbana e rural.

Além da publicação dos dados no Diário Oficial, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) envia às secretarias estaduais e municipais de educação relatórios detalhados de matrículas, de transporte escolar, de atividade complementar e atendimento educacional especializado, de educação de jovens e adultos integrada à educação profissional e de educação profissional, de escolas existentes no cadastro e que ainda não informaram os dados e o de diretores ou responsáveis pelas informações declaradas no censo escolar. Todos separados por escola, para que a secretaria de educação possa fazer a conferência e as correções após a publicação dos resultados parciais.

Recursos — Mais de 300 municípios de 21 unidades da Federação devem dedicar especial atenção ao período de complementação e correção dos dados, pois ainda não enviaram todas as informações. Os gestores e as escolas devem preservar documentos que comprovem as informações declaradas no censo para possíveis verificações.

O preenchimento correto e o envio de dados confiáveis garantem a correta distribuição dos recursos do Fundeb e dos demais programas que usam informações do Educacenso, como distribuição de alimentação escolar, livro didático e transporte escolar.

A divulgação completa dos dados consolidados do Educacenso de 2010 está prevista para o fim de novembro, com os devidos cruzamentos estatísticos e análises.

Assessoria de Imprensa do Inep

Palavras-chave: Educacenso, Inep, Fundeb

Decretos ampliam autonomia financeira e administrativa dos institutos federais

Portal do MEC
Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia terão, a partir de agora, mais autonomia financeira e de gestão. Isso significa mais liberdade para que as instituições remanejem seu orçamento, de acordo com suas necessidades. A medida consta de um dos três decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 22, referentes à gestão dos institutos federais.

“Ao investir nos institutos, estamos criando condições para que a população volte a pensar no setor produtivo e no desenvolvimento regional”, disse o presidente. Os decretos assinados garantem que os recursos ainda disponíveis nas instituições não precisam ser devolvidos à União. Poderão ser aplicados no ano seguinte, desde que na mesma atividade para a qual foram destinados, mediante existência de superávit financeiro da União.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a autonomia será dada aos institutos em troca do cumprimento do plano de metas firmado entre o MEC e os reitores em maio deste ano, que inclui o aumento do número de alunos por professor, estímulo a políticas de apoio à educação básica e produção de conhecimento científico.
“Esse marco regulatório dá segurança para o seguimento da expansão da rede, com qualidade do ensino”, ressaltou o ministro. Das 214 novas unidades propostas no plano de expansão, 192 já estão em funcionamento. As 22 restantes serão inauguradas até o fim do ano.

Os outros dois decretos se referem à criação de um banco de professores e técnicos equivalentes. A medida facilita o ingresso de novos profissionais em caso de vacância do cargo, por aposentadoria ou exoneração, por exemplo. Com o banco de servidores – constituído por meio de concurso público – será possível convocar um substituto automaticamente, dispensada a autorização dos ministérios da Educação e do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Decretos semelhantes voltados às universidades federais foram assinados pelo presidente em 19 de julho deste ano.

Confira a íntegra dos decretos.

Assessoria de Comunicação Social


Palavras-chave: institutos federais, decretos, gestão

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Com 68,17 candidatos por vaga, medicina é o curso mais concorrido da UFF 2011

Da Redação
Em São Paulo
Já é possível conferir a concorrência para os cursos do processo seletivo 2011 da UFF (Universidade Federal Fluminense). Medicina tem a maior demanda, com 68,17 candidatos na disputa por uma vaga. Em seguida aparece o curso de relações internacionais com 34,86 c/v e duas habilitações de comunicação social: publicidade e propaganda com 32,25 c/v e jornalismo com 23,73 c/v.

No total, a instituição recebeu 52.371 inscrições para 6.377 vagas. O número de candidatos pode sofrer alterações após o dia 26 de outubro, quando ocorre a confirmação das inscrições. Confira a concorrência completa aqui.
Provas

As provas acontecerão nos dias 14 de novembro (primeira etapa, com 75 questões de múltipla-escolha comuns a todos os candidatos) e 19 de dezembro (segunda etapa, com duas disciplinas específicas para o curso pretendido mais redação).

As duas etapas serão realizadas em Juiz de Fora, Governador Valadares, Barbacena, Viçosa e Pouso Alegre (MG), Taubaté (SP), Vitória (ES) e Brasília (DF), além dos municípios do Estado do Rio de Janeiro onde há unidades da UFF. A prova de expressão plástica, somente para candidatos ao curso de Arquitetura e Urbanismo, será realizada no dia 21 de dezembro, exclusivamente na Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense.

O candidato inscrito no vestibular da UFF também poderá concorrer às vagas que serão preenchidas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do MEC (Ministério da Educação), para o mesmo curso ou outro, caso tenha realizado as provas do Enem 2010. Apenas os cursos de Arquitetura e Urbanismo e Letras – Português/Francês serão oferecidos exclusivamente através do vestibular da UFF, porque o conteúdo de suas provas específicas não é contemplado pelo Enem.

Outras informações podem ser obtidas no edital do vestibular ou pelo site da UFF.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/09/22/com-6817-candidatos-por-vaga-medicina-e-o-curso-mais-concorrido-da-uff-2011.jhtm

Recife quer educação integral em todo o município até 2012

Desirèe Luíse
O Recife (PE) pretende implantar projetos de educação integral como uma política pública do município. Até 2012, as 300 escolas da capital pernambucana deverão contar com programas para estimular ações que integrem a comunidade e instituições de ensino, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Recife.

Para isso, o órgão do governo desenvolve — em parceria com a Associação Cidade Escola Aprendiz — um projeto piloto em duas escolas dos bairros Coque e Pilar, ambas na região central do município. Desde abril, o chamado Programa Bairro-escola Recife acontece na Escola Municipal José da Costa Porto e na Escola Municipal Nossa Senhora do Pilar. A ideia é transformar a comunidade em um ambiente de aprendizagem, ampliando os limites das salas de aula e fazendo da educação pública uma responsabilidade coletiva.

O projeto está em fase de mobilização e articulação local. Segundo o secretário Municipal de Educação, Cláudio Duarte, o primeiro passo é aumentar a colaboração entre dirigentes, professores, pais e alunos das escolas, além de estimular a interação entre os colégios e a comunidade.

“Já percebemos maior integração desde o início do projeto. Geralmente, a visão que cada um deve apenas cuidar do que lhe diz respeito é forte, mas as escolas estão se abrindo mais às manifestações da própria comunidade”, avalia Duarte. “É fundamental mobilizar e identificar valores sociais, culturais e os potenciais do entorno. Quando a comunidade é ativa, a escola funciona melhor, o professor falta menos e a gestão é mais presente”, completa.

O gestor local do Bairro-Escola Recife, Gerson Flávio, observa que o diálogo é mais fácil em comunidades que já estão mobilizadas. “Sentimos mais facilidade no Coque, por exemplo, porque já existe um histórico da comunidade com organizações que atuam no bairro. São 12 ONGs presentes há anos”.

Quinzenalmente, acontecem as oficinas do grupo articulador local. Os encontros reúnem diversos segmentos da comunidade nas duas escolas: gestores, animadores culturais, professores, pais, alguns alunos e líderes comunitários.

Além disso, em parceria com a ONG Auçuba Comunicação e Educação, são realizadas oficinas semanais de comunicação comunitária. Podem participar estudantes das escolas e adolescentes da comunidade interessados.

Para o final de novembro, os articuladores locais estão preparando uma mostra cultural. O evento vai durar uma semana e ocorrerá tanto no Coque quanto no Pilar. O projeto também prevê a criação de agências de notícias comunitárias, para divulgar informações sobre os moradores e acontecimentos nos bairros, em uma página na Internet.

“Experiências de educação integral ainda são pontuais. Queremos disseminar a prática do bairro-escola. Uma dificuldade é a orientação política de cada gestão municipal. O processo político é complexo”, revela o secretário. Para ele, é fundamental produzir avaliações estruturadas dos projetos que demonstrem resultados. Assim, ele avalia que outros governantes poderão perceber a eficácia de iniciativas relacionadas à educação integral no país.

No próximo ano, a meta da secretaria é implantar o Programa Bairro-Escola em no mínimo quatro micro regiões do Recife – cada uma composta por cerca de quatro bairros.

Pilar

O Coque e o Pilar são áreas pobres da capital pernambucana. Na segunda, a Prefeitura do Recife está construindo conjuntos habitacionais. Com o Programa de Requalificação Urbanística de Inclusão Social da Comunidade do Pilar, cerca de cem famílias foram desalojadas.

“Mexe com a vida da comunidade. Ocorre evasão escolar, pois o aluno tem que sair da região para morar mais longe”, afirma Gerson. “Estamos atuando também neste contexto, pois o processo de negociação é denso”.

Às quintas-feiras, o governo municipal e os integrantes do Bairro-Escola Recife estão promovendo reuniões nas obras do conjunto habitacional. O objetivo é promover diálogo entre o grupo governamental e a comunidade.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/pretedrele.mmp

Interrogatório de acusados de vazar prova do Enem 2009 é adiado para novembro

Da Redação
Em São Paulo
A Justiça adiou para o dia 12 de novembro o depoimento dos cinco réus acusados de vazarem a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009. A princípio, eles falariam nesta quinta-feira (23). O motivo oficial da mudança não foi divulgado.

Hoje (22), cinco testemunhas de defesa depuseram durante duas horas e meia. A audiência foi presidida pelo juiz federal substituto Márcio Rached. Como o processo corre em segredo de Justiça, a imprensa não teve acesso à audiência.

São suspeitos de participação no furto da prova Felipe Pradella, Marcelo Sena Freitas e Filipe Ribeiro Barbosa, que trabalhavam na empresa Cetros, integrante do Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção, e estavam lotados na gráfica que imprimiu as provas, e os intermediários Gregory Camillo e Luciano Rodrigues.

A prova, que seria aplicada em outubro do ano passado, foi adiada para novembro após o vazamento. Mais de 4 milhões de alunos foram prejudicados com o furto. O MEC (Ministério da Educação) cancelou o contrato com o consórcio responsável pelo exame.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/22/interrogatorio-de-acusados-de-vazar-prova-do-enem-2009-e-adiado-para-novembro.jhtm

Leis "penduricalho" emperram pauta de educação; alteração de currículo é assunto da maioria delas

Ana Okada
Em São Paulo

Projetos de lei de mudança de currículo escolar que emperram a pauta de educação do Legislativo dificilmente são aprovados ao final de sua tramitação, explica o consultor legislativo Paulo de Sena Martins. Segundo um levantamento do Observatório da Educação, da ONG Ação Educativa, um quarto dos projetos de educação -- cerca de 250 deles -- são destinados somente a esse tipo de proposição.

O consultor explica que os relatores acabam dando parecer contrário aos projetos porque esse assunto é da competência do poder Executivo, e não do Legislativo. "Em nível nacional, só a lei que pede o ensino de filosofia e a sociologia no ensino médio foi aprovada", disse Martins, durante o debate "Desafios da conjuntura: o parlamento e a educação", feito pela ONG nesta terça-feira (21).

Ele explica que não há um "limite" para as propostas: basta que elas não firam os princípios da Constituição e sejam adequadas financeiramente. Apesar de não haver um "filtro com relação ao mérito", Martins, que dá consultoria aos parlamentares, diz que os políticos são orientados a evitar proposições muito específicas.

"Penduricalhos"

Para Regina Gracindo, membro do CNE (Conselho Nacional da Educação), é competência do executivo escolher que disciplinas devem entrar no currículo das escolas: "Essas disciplinas não são neutras. Quando alguém solicita sua inclusão, tem interesse em disseminar uma ideia. Temos que ver que ideia é essa".

Ela explica que a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) já estabelece os conteúdos comuns e que os municípios e escolas têm competência para escolher suas disciplinas específicas. "Será que é o legislativo que tem que fazer [isso]? Penso que eles têm que formalizar isso e quem deve propor é o executivo. Não é atribuição deles ficar criando mil 'penduricalhos'."

Regina salientou que, em última instância, quem faz as políticas de educação do país são os partidos políticos, que "pensam em todas as áreas sociais, e concretizam essa visão nas leis que cada parlamento estabelece".

"Por isso, é importante identificar que propostas os partidos têm para a Educação, que políticas são essas: o que será feito em relação à democratização e a universalização, como fazer com que a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 59 efetivamente ocorra e como será organizado o novo PNE (Plano Nacional da Educação)."
Participação popular

A fim de evitar que haja leis "penduricalhos", a participação popular é essencial, explica o professor Rubens Barbosa de Camargo, da FE (Faculdade de Educação) da USP (Universidade de São Paulo). "É importante que os movimentos sociais tenham sua forma de ação no parlamento para que se tenha exigência de realizações políticas", diz.

Para ele, as pessoas não participam porque este não é um "valor para as elites". "Temos que ampliar a ideia de que participar é importante", salienta.

Marcos Verlaine da Silva Pinto, assessor parlamentar do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), também defende a participação popular consciente, sobretudo nas eleições: "O que os parlamentares fazem depende também da demanda dos eleitores".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/22/apesar-de-nao-serem-aprovadas-leis-penduricalho-emperram-pauta-da-educacao.jhtm

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Governo da Suíça oferece bolsas para estudantes de pós-graduação

As bolsas de estudo concedidas pelo governo suíço em universidades do país estão abertas a estudantes brasileiros de pós-graduação (mestrado e doutorado). As vagas são destinadas exclusivamente para estudar em uma das dez universidades da Suíça ou dois institutos federais de tecnologia.

Os candidatos devem possuir um diploma universitário (licenciatura/ mestrado) na abertura da bolsa. Os candidatos devem contatar a instituição e/ou o professor para supervisionar o período de pesquisa. Os candidatos devem ter idade inferior a 35 (nascidos a partir de 1976/01/01).

Os candidatos devem estar devidamente proficiente na língua de ensino (Francês, Alemão, Italiano ou Inglês), a fim de tirar pleno benefício de seus estudos na Suíça.

Bolsas são fornecidas por um período de nove meses do ano acadêmica. Bolsas para pós-graduação ou mestrado, programas com duração de até dois anos (três ou quatro semestres, podem ser prorrogadas dependendo dos resultados do primeiro ano.

A data limite para entrega dos dossiês de candidatura é o dia 30 de setembro de 2010 (será considerada a data de postagem). Para ver o edital, clique aqui e o FAQ (Frequently Asked Questions). Para a solicitação de formulários, entrar em contato com a Embaixada da Suíça pelo e-mail bra.bolsas@eda.admin.ch. Mais informações, clique aqui.

UFPR abre inscrições para o mestrado em Educação em Ciências e em Educação Matemática

Até 13 de outubro estão abertas as inscrições para o Mestrado em Educação Ciências e em Educação Matemática da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O curso visa formar profissionais com perfil de pesquisador, além de contribuir para o trabalho em sala de aula.

O formulário de inscrição e o edital estão disponíveis no site www.ppgecm.ufpr.br. É necessário apresentar cópia autenticada do diploma (ou certificado de conclusão de curso superior); cópia autenticada do histórico escolar; cópia da carteira do RG; cópia do CPF; e curriculum vitae cadastrado na Plataforma Lattes, impresso e encadernado, com documentos comprobatórios anexados e organizados na sequência de apresentação do currículo.

O processo seletivo será realizado em duas fases, cada uma delas eliminatória. A primeira será uma prova escrita, realizada em 23 de outubro, das 9h às 12h. O resultado e o agendamento das entrevistas serão divulgados até 12 de novembro. A segunda etapa será a análise do currículo e do projeto de pesquisa em data ainda a ser divulgada.

Mais informações pelo telefone (41) 3361-3168 e 3361-3186, das 13h30min às 17h30min.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/nothikebru.mmp

Para especialistas, faculdade deve atender às necessidades do mercado

BBC Brasil


Para os especialistas em educação, reunidos nesta segunda-feira no debate ‘A Capacidade do Brasil – O Papel da Educação’, promovido pela BBC Brasil e pela rádio CBN, o Brasil precisa melhorar a qualidade das universidades e fazer com que seus cursos atendam às necessidades do mercado.

Segundo eles, o país forma hoje muito mais profissionais nas áreas de humanidades do que na de exatas, em um momento em que há uma grande procura por engenheiros e técnicos para alavancar o investimento principalmente na área de infraestrutura.

A diretora-executiva da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy, lembrou que o Brasil precisa urgentemente de mais médicos, engenheiros e profissionais na área técnica. “É isso que vai melhorar a qualidade de vida do país. Se não tomarmos essa decisão e fizermos um trabalho estratégico de formação nessas áreas - inclusive de mais professores de matemática e ciência na educação básica - a gente não dá esse salto e vai para o auto-engano.”

Segundo Becskeházy, a tendência no ensino superior em favor da área de humanas resulta em uma ampliação do número de estudantes nas universidades, mas isso não se reflete em aumento da capacidade técnica e de inovação do país. “Não temos mais lugar para tanto psicólogo e sociólogo. Depois, eles ficam criando matérias no ensino médio para empregar essas pessoas.”
Cursos baratos

A proliferação dos cursos de humanas, segundo especialistas, também se dá porque eles são mais baratos, pois necessitam de menos laboratórios e menos professores capacitados. A diretora da Fundação Lemann disse ainda que esses cursos são cada vez mais populares por serem “os únicos que o aluno que não aprendeu quase nada na educação básica tem condição de fazer”.

O economista Naércio de Menezes Filho, professor da FEA-USP e do Insper, afirmou que isso faz com que a mensalidade nos cursos de humanas seja mais barata. “E, tendo em vista a necessidade cada vez maior de diploma, o mais fácil é cursar uma dessas faculdades.”

O professor disse, porém, que o cenário está mudando, já que há alguns anos uma pessoa formada ganhava 2,5 vezes mais do que quem não tinha um diploma. “Hoje, essa diferença está caindo, indicando que o mercado começa a ficar saturado de profissionais nessa área (humanas).”

Nas áreas em que há demanda, os salários, segundo Menezes, continuam altos. “Precisamos ter condições de lidar com infraestrutura - cursos como engenharia operacional e de produção - para poder desenvolver o país”, afirmou o professor.
Déficit

Mozart Neves Ramos, da ONG Todos pela Educação, citou dados para corroborar a opinião dos outros dois debatedores: “O Brasil forma apenas 30 mil engenheiros por ano. A China, 300 mil”.

Ele disse ainda que as faculdades são muito elitizadas, já que só 13% dos jovens brasileiros estão na universidade, enquanto na União Europeia esse índice chega a 80%.

Para Ramos, outro problema grave é que as universidades se afastaram muito da formação de professores da educação básica. “E isso impacta naturalmente nesses 13%, que têm um nível muito abaixo do que se esperaria”, disse. “Ou a faculdade se volta para a Educação Básica, aprimorando a formação de professores, ou temos de repensar o papel das universidades como um todo.”

Menezes destacou que o ensino superior também sofre com um problema distributivo, já que no setor público gasta-se cerca de R$ 12 mil por aluno desse nível educacional, enquanto no ensino básico o gasto é de R$ 2 mil. “Ou seja, gastamos muito com quem tem condições de pagar e pouco com quem não tem condições”, disse.
Universidades

Os três debatedores concordaram que a qualidade das universidades ainda é precária. “O ensino superior reflete a má qualidade da educação básica”, disse Becskeházy.

Ela acredita que o sistema está todo contaminado desde a base. “Quando você chega ao ensino superior, meia dúzia de faculdades selecionam os melhores alunos. As outras vão pegar o restante, que não aprenderam praticamente nada na educação básica.”

Menezes ressaltou o fato de haver faculdades muito ruins entre as particulares. Ainda assim, ele é contra o fechamento de cursos, pois acredita que cabe ao MEC mostrar aos alunos por meio do Enade (o antigo Provão) a qualidade de cada faculdade e deixar para o candidato escolher se ele vai ou não cursá-las.

O debate, realizado no Espaço Reserva Cultural, em São Paulo, foi o segundo da série "O Futuro do Brasil". O próximo encontro acontece na segunda-feira (dia 27) e tem como tema "O Brasil no Mundo - Política Externa e a Defesa do Meio Ambiente".

Participarão do encontro Ricardo Seitenfus, representante da OEA no Haiti, o ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia, José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia da USP, e Sergio Besserman, professor de Economia da PUC-RJ.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/09/21/para-especialistas-faculdade-deve-atender-as-necessidades-do-mercado.jhtm

Justiça obriga a Prefeitura de Morro Agudo (SP) a garantir vaga em creche

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, nesta segunda-feira (20), uma decisão que obriga a Prefeitura de Morro Agudo (380 km de São Paulo) a garantir vagas na rede de educação infantil do município.

A prefeitura tinha entrado com um mandado de segurança para reverter uma primeira decisão da Justiça, que garantia matrícula em escolas, pré-escolas e creches municipais da cidade.

Na decisão que manteve a obrigatoriedade, o relator do recurso destacou que "dentre os princípios estabelecidos pelo art. 205 da Constituição da República, há a garantia de oferecimento de creche e pré-escola aos menores de 0 a 6 anos".

Procurada, a prefeitura afirmou que o processo é antigo e que, antes do recurso ser julgado, construiu novas creches para atender a demanda da cidade.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/802393-justica-obriga-a-prefeitura-de-morro-agudo-sp-a-garantir-vaga-em-creche.shtml

''Sisu das particulares'' será voltado somente para instituições pequenas e médias

Da Redação
Em São Paulo
Deve começar a operar no próximo dia 10 de novembro o sistema “Faculdade Já!”, que usará a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para a seleção de vagas em instituições de ensino superior particulares –como uma espécie de “Sisu (Sistema de Seleção Unificada)” específico para elas. Segundo o diretor do projeto, João Mesquita, ele é voltado para faculdades pequenas e médias. Ou seja: não se deve esperar que os grandes grupos de ensino participem da seleção unificada.

“O programa visa atender faculdades pequenas e médias, que não tem mobilidade e recursos”, diz. De acordo com o diretor, pelo menos 170 instituições já demonstraram interesse em participar. Cada uma delas vai definir uma nota de corte e as reservas das vagas serão feitas por ordem de chegada: quem fizer a escolha primeiro, leva.
Para a seleção, será utilizada a nota do Enem 2009. A nota do exame será declarada pelo candidato no sistema. Após a reserva da vaga, o estudante terá um prazo para comprovar as informações prestadas.

Segundo Mesquita, o consórcio que gerencia o “Faculdade Já!” vai receber um percentual –que ele preferiu não revelar– das instituições para cada aluno matriculado. O candidato não vai desembolsar nada, de acordo o diretor, para participar do sistema.
Qualidade da oferta

A seleção, no entanto, não vai impedir que faculdades com notas baixas no MEC (Ministério da Educação) ofertem suas vagas. O sistema também não vai apresentar as notas das instituições no ato da escolha, mas somente um currículo fornecido por elas e o preço das mensalidades.
“O aluno vai ser orientado, no site, para que investigue o resultado da instituição e as características, a constituição do currículo”, diz. O UOL Educação pediu ao MEC dicas para escolher uma faculdade, que você pode ver aqui. Não há vinculação do governo ao projeto.

Enquanto a seleção não começa, o aluno pode fazer um cadastro no site do programa: http://www.faculdadeja.com.br/.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/21/sisu-das-particulares-sera-voltado-somente-para-instituicoes-pequenas-e-medias.jhtm

Santa Catarina promove fórum regional do Proeja

Portal do MEC
Gestores, docentes, discentes e técnicos administrativos envolvidos com o programa que une educação de jovens e adultos à qualificação profissional, o Proeja, estarão reunidos, de 21 a 23 de setembro, no Instituto Federal de Santa Catarina, para o Fórum Regional de Pesquisa e Experiências em Proeja da Região Sul.

Estão inscritos 400 participantes, todos da região Sul do país. Outros fóruns regionais semelhantes serão promovidos em Brasília, Manaus (AM), Teresina (PI), Santa Maria (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).

O Proeja é um programa que possibilita a jovens e adultos uma formação profissional articulada com escolarização. A estratégia oferece cursos técnicos de nível médio, cursos de formação inicial e continuada com o ensino médio e de formação inicial e continuada com o ensino fundamental.

No encontro de Santa Catarina serão divulgadas pesquisas desenvolvidas em cursos de pós-graduação lato e stricto sensu, além de serem difundidas experiências do Proeja na área de gestão, seleção, recepção e permanência de alunos. Além de palestras e oficinas, estão previstas apresentações de relatos de experiências de professores e alunos.

Carta – O encontro também pretende levantar questões como a concepção do programa, os cursos dessa modalidade de ensino, o perfil dos estudantes, e a construção de currículos do Proeja. Um dos grandes desafios, por exemplo, é investir na formação continuada de professores dessa área. Ao final da discussão, será encaminhada uma carta contendo as principais deliberações ao MEC.

Desde 2003, o Instituto Federal de Santa Catarina oferece cursos que atendem ao público jovem e adulto. O fórum é resultado de parceria entre o Instituto Federal de Santa Catarina, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso de Sul e o Instituto Federal do Mato Grosso do Sul.

Ana Júlia Silva de Souza

Palavras-chave: proeja, educação de jovens e adultos, região sul

Grupo de trabalho vai disciplinar transporte de estudantes

Portal do MEC
Definir as especificações necessárias para que um veículo seja considerado apropriado ao transporte escolar. Determinar o comportamento e as exigências para a habilitação do motorista desse veículo. Estabelecer as normas e os critérios para orientar os estados e municípios na regulamentação do transporte escolar. Essas são as principais tarefas do grupo de trabalho interministerial formado nesta terça-feira, 21, durante audiência pública no Rio de Janeiro, para disciplinar o transporte de estudantes no Brasil.

“O resultado do esforço desse grupo deverá representar um avanço significativo para a melhoria do transporte escolar rural e urbano no país”, diz José Carlos Freitas, diretor de administração e tecnologia do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Participarão do grupo de trabalho, além do FNDE, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a Universidade Federal do Tocantins, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Associação Nacional de Fabricantes de Ônibus (Fabus). Em pauta, está a reunião de subsídios para definir um modelo de ônibus escolar urbano.

A audiência serviu ainda para o FNDE apresentar às montadoras, ao setor automotivo e à sociedade civil os parâmetros para a produção de um novo modelo de veículo escolar rural, pelo programa Caminho da Escola. “A ideia é que este novo ônibus pequeno, para até 20 alunos, substitua os veículos 4x4 que são usados hoje para vencer as rotas mais severas no transporte rural”, afirma José Maria Rodrigues de Souza, coordenador-geral de apoio à manutenção escolar do FNDE. “Com este novo veículo, o governo federal vai ampliar a diversidade de ônibus do Caminho da Escola para que seja implantado no país um transporte escolar de qualidade cada vez melhor.”

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Palavras-chave: transporte escolar, grupo de trabalho, caminho da escola

Conselhos federais irão participar do processo de regulação de cursos

Portal do MEC
Os conselhos federais de Medicina, Medicina Veterinária e Nutrição poderão, a partir de agora, colaborar com o Ministério da Educação nos processos de autorização e reconhecimento dos cursos de graduação.

Foram assinados na tarde desta terça-feira, 21, os termos de cooperação com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) que formalizam a participação das entidades.

A medida visa aprimorar os procedimentos de regulação da educação superior, possibilitando aos conselhos profissionais a manifestação em relação às condições de ensino e à pertinência oferecidas pelos cursos em análise.

“O parecer dos conselhos profissionais será mais um importante indicador a ser levado em consideração pela Sesu no momento de reconhecimento dos cursos e é um ponto de vista muito importante, pois traz para o processo a perspectiva do mundo do trabalho”, afirmou o diretor de regulação e supervisão da educação superior do MEC, Paulo Wollinger.

A manifestação dos conselhos profissionais no processo de regulação da educação superior está definida no Decreto n° 5.773, de 9 de maio de 2006. Além das três entidades que assinaram o termo de cooperação nesta terça-feira, outros treze conselhos já firmaram protocolo com o MEC e podem atuar nos processos regulatórios.

Assessoria de Imprensa da Sesu

Palavras-chave: educação superior, regulação, conselhos federais, reconhecimento de cursos

Crise financeira afeta educação em países pobres, diz entidade

Por Michelle Nichols


NOVA YORK (Reuters) - A Campanha Global pela Educação alertou na segunda-feira que a crise financeira interrompeu os avanços na educação infantil nos países pobres, um dos temas a serem discutidos nesta semana na reunião da ONU que irá avaliar o cumprimento das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Há 69 milhões de crianças fora da escola no mundo, segundo um relatório da campanha -- uma coalizão de mais de cem entidades -- que analisou os 60 países mais pobres do mundo.

Se todas essas crianças pudessem ser educadas para que deixassem a escola basicamente alfabetizadas, cerca de 171 milhões de pessoas poderiam ser tiradas da pobreza, diz o relatório.

"Se os cientistas podem modificar alimentos geneticamente e se a Nasa pode mandar missões a Marte, os políticos devem ser capazes de encontrar recursos para colocar milhões de crianças na escola e alterar as perspectivas para uma geração de crianças", disse Kailash Satyarthi, presidente da Campanha.

Dez anos atrás, a ONU definiu as oito Metas de Desenvolvimento do Milênio, a serem alcançadas até 2015. Uma dessas metas é universalizar a educação primária e eliminar a desigualdade de gêneros em todos os níveis de educação.

"O impulso dos últimos dez anos ainda pode ser aproveitado para tornar a educação para todos uma realidade dentro de cinco anos", disse o ex-premiê britânico Gordon Brown, membro da Comissão de Alto Nível da Campanha Global pela Educação.

"Se os orçamentos educacionais não forem protegidos dos danos da crise financeira, todo o progresso pode ser ameaçado, e gerações serão condenadas à pobreza", afirmou.

O relatório estima que os países da África Subsaariana terão de reduzir 4,6 bilhões de dólares por ano dos seus orçamentos educacionais por causa da crise financeira global. Isso representa um corte de 13 por cento por aluno da escola primária.

O texto de 34 páginas lembra que as dificuldades econômicas resultam "da crise no sistema bancário do mundo rico" e afirma que "a meta que poderia ter maior impacto sobre o crescimento econômico, a melhoria da saúde e do bem estar social e o desenvolvimento é assegurar acesso universal à educação de boa qualidade".

Segundo o relatório, a situação da educação primária é pior na Somália, Eritreia, Haiti e ilhas Comores.

O estudo faz várias recomendações, como a de que os países pobres dediquem 20 por cento dos seus orçamentos à educação, e que os países ricos dupliquem sua ajuda para a educação básica, chegando a 8 bilhões de dólares em 2011.

Na África Subsaariana, permitir que todas as mães concluam o ensino médio salvaria a vida de 1,8 milhão de crianças por ano, segundo a campanha.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/20/crise-financeira-afeta-educacao-em-paises-pobres-diz-entidade.jhtm

Diálogo entre professores garante melhor ambiente para aprendizagem

da Livraria da Folha
Um livro de educação direcionado aos educadores. Um livro direcionado para além das teorias das salas de aula. "As Reuniões na Escola e a Construção Coletiva do Projeto Educacional", de Francisco Carlos Franco pede atenção para outro campo importante nos modelos educacionais: os encontros entre os profissionais da educação envolvidos no mesmo projeto. E para o sucesso deste objetivo, o profissional sugere o diálogo democrático para a escuta e observação das reais necessidades dos usuários das instituições.

Na visão do autor, o que se percebe é que "em muitas escolas há dificuldade de estabelecer uma dinâmica cooperativa e participativa em seu cotidiano, com a permanência de diretores, coordenadores pedagógicos, professores, funcionários, alunos e pais num isolamento que compromete o objetivo precípuo da escola: a educação de nossas crianças e nossos jovens."

De forma crítica, Franco promove a discussão a partir da reflexão dos modelos educacionais "engessados" em grande parte das instituições. Falta de empenho, preguiça, inexperiência e desmotivação trabalham juntas e prejudicam as estruturas organizacionais escolares.
"A estrutura burocrática e centralizadora de muitas organizações escolares impossibilita o desenvolvimento de um trabalho em equipe nas escolas, reproduzindo a própria estrutura da sociedade, na qual o isolamento e o individualismo são características marcantes do sistema capitalista em que estamos inseridos", afirma o autor.

Estimular o debate para o bem coletivo envolve uma das principais discussões do livro. Francisco Carlos Franco também aborda ao longo dos nove capítulos o planejamento, condução e avaliação das reuniões, além dos encontros entre pais e mestres.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/801841-dialogo-entre-professores-garante-melhor-ambiente-para-aprendizagem.shtml

Com o uso de computadores, muitos alunos não aprendem a pesquisar em livros

DE SÃO PAULO
Luiz Felipe Pezzino Lugarinho, 12, está no 6º ano do colégio Elvira Brandão, na zona sul de São Paulo. Dentre seus cerca de 30 colegas, é o único que sabe o que é uma enciclopédia, mesmo que não a utilize com frequência. A informação é da reportagem de Fabiana Rewald e Luciano Bottini Filho publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o texto, com um mundo de informações a apenas um clique, muitos alunos não aprendem a pesquisar em livros, o que preocupa as escolas. "Não é preciso evitar a internet, mas o estudante deve entender a diferença [entre o material impresso e o que está disponível na rede]", diz Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica, que concentra 95% das vendas no meio digital.

Para suprir essa falta de costume de pesquisar em livros, o colégio Santa Maria (zona sul de SP) dá aulas sobre como usar a biblioteca. "As crianças se assustam quando ouvem as palavras 'acervo' ou 'lombada'", conta a bibliotecária Marilúcia Bernardi. Os estudantes aprendem a manusear livros, jornais e revistas.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/801482-com-o-uso-de-computadores-muitos-alunos-nao-aprendem-a-pesquisar-em-livros.shtml

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...