sábado, 18 de setembro de 2010

Desafio aos professores: aliar tecnologia e educação

Por.: Nathalia Goulart - Veja Online - junho de 2010

Seja por meio de celular, computador ou TV via satélite, as diferentes tecnologias já fazem parte do dia a dia de alunos e professores de qualquer escola. Contudo, fazer com que essas ferramentas de fato auxiliem o ensino e a produção de conhecimento em sala de aula não é tarefa fácil: exige treinamento dos mestres. A avaliação é de Guilherme Canela Godoi, coordenador de comunicação e informação no Brasil da Unesco, braço da ONU dedicado à ciência e à educação. "Ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional." O desafio é mundial. Mas pode ser ainda mais severo no Brasil, devido a eventuais lacunas na formação e atualização de professores e a limitações de acesso à internet - problema que afeta docentes e estudantes. Na entrevista a seguir, Godoi comenta os desafios que professores, pais e nações terão pela frente para tirar proveito da combinação tecnologia e educação.

Qual a extensão do uso das novas tecnologias nas escolas brasileiras?
Infelizmente, não existem dados confiáveis que permitam afirmar se as tecnologias são muito ou pouco utilizadas nas escolas brasileiras. Censos educacionais realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que a maioria das escolas públicas já tem à sua disposição uma série de tecnologias. No entanto, a presença dessas ferramentas não significa necessariamente uso adequado delas. O que de fato se nota é que ainda não conseguimos desenvolver de forma massiva metodologias para que os professores possam fazer uso dessa ampla gama de tecnologias da informação e comunicação, que poderiam ser úteis no ambiente educacional.

Quais devem ser as políticas públicas para incentivar as tecnologias em sala de aula?
Elas precisam ter um componente fundamental de formação e atualização de professores, de forma que a tecnologia seja de fato incorporada no currículo escolar, e não vista apenas como um acessório ou aparato marginal. É preciso pensar como incorporá-la no dia a dia da educação de maneira definitiva. Depois, é preciso levar em conta a construção de conteúdos inovadores, que usem todo o potencial dessas tecnologias. Não basta usar os recursos tecnológicos para projetar em uma tela a equação "2 + 2 = 4". Você pode escrever isso no quadro negro, com giz. A questão é como ensinar a matemática de uma maneira que só é possível por meio das novas tecnologias, porque elas fornecem possibilidades de construção do conhecimento que o quadro negro e o giz não permitem. Por fim, é preciso preocupar-se com a avaliação dos resultados para saber se essas políticas de fato fazem a diferença.

As novas tecnologias já fazem parte da formação dos professores?
Ainda é preciso avançar muito. Os dados disponíveis mostram que, infelizmente, ainda é muito incipiente a formação de professores com a perspectiva de criação de competências no uso das tecnologias na escola. Com relação à formação continuada, ou seja, à atualização daqueles profissionais que já estão em serviço, aparentemente nós temos avanços um pouco mais concretos. Há uma série de programas disponíveis que oferecem recursos a eles.

Para os alunos, qual o impacto de conviver com professores ambientados com as novas tecnologias?
As avaliações mais sólidas a esse respeito estão acontecendo no âmbito da União Europeia. Elas mostram que a introdução das tecnologias nas escolas aliada a professores capacitados têm feito a diferença em alguma áreas, aumentando, por exemplo, o potencial comunicativo dos alunos.

As relações dentro da sala de aula mudam com a chegada da tecnologia?
O que tem acontecido - e acho que isso é positivo, se bem aproveitado - é que a relação de poder professor-aluno ganha uma nova dinâmica com a incorporação das novas tecnologias. Isso acontece porque os alunos têm uma familiaridade muito grande com essas novidades e podem se inserir no ambiente da sala de aula de uma maneira muito diferente. Assim, a relação com o professor fica menos autoritária e mais colaborativa na construção do conhecimento.

É comum imaginar que em países com um alto nível educacional a integração das novas tecnologias aconteça mais rapidamente. Já em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde muitas vezes o professor tem uma formação deficitária, a incorporação seja mais lenta. Esse pensamento é correto?
Grandes questões sobre o assunto não se colocam apenas para países em desenvolvimento. É o caso, por exemplo, de discussões sobre como melhor usar a tecnologia e como treinar professores. O mundo todo discute esses temas, porque essas novas ferramentas convergentes são um fenômeno recente. Porém, também é correto pensar que nações onde as pessoas são mais conectadas e têm mais acesso a dispositivos devem adotar a tecnologia em sala de aula de modo mais amplo e produtivo. Outro fenômeno detectado no mundo todo é o chamado "gap geracional", ou seja, os professores não nasceram digitalizados, enquanto seus alunos, sim.

O senhor vê algum tipo de resistência nas escolas brasileiras à incorporação da tecnologia?
Não acredito que haja uma resistência no sentido de o professor acreditar que a tecnologia é maléfica, mas, sim, no sentido de que ele não sabe como utilizar as novidades. Não se trata de saber ou não usar um computador. Isso é o menor dos problemas. A questão em jogo é como usar equipamentos e recursos tecnológicos em benefício da educação, para fins pedagógicos. Esse é o pulo do gato.

Quais os passos para superar a formação deficitária dos professores?
A Unesco sintetizou em livros seu material de apoio, chamado Padrões de Competências em Tecnologia da Informação e da Comunicação para Professores. Ali, dividimos o aprendizado em três grandes pilares. O primeiro é a alfabetização tecnológica, ou seja, ensinamos a usar as máquinas. O segundo é o aprofundamento do conhecimento. O terceiro pilar é chamado de criação do conhecimento. Ele se refere a uma situação em que as tecnologias estão tão incorporadas por professores e alunos que eles passam a produzir conhecimento a partir delas. É o caso das redes sociais. É importante lembrar que esse processo não é trivial, ele precisa estar inserido na lógica da formação do professor. Não se deve achar que a simples distribuição de equipamentos resolve o problema.
retirado do site:http://www.ser.com.br/main.jsp?lumPageId=40288081166CAA3001166E20A1820A0B&itemId=480F8D7C294CC13601295B7CAD1208A0

A discreta farsa da burguesia

Por: Cassio Starling Carlos

Como uma obra se torna um clássico? No caso dos livros de história, alguns são elevados a essa categoria porque trazem uma pesquisa de fôlego e uma descrição reveladora da realidade. Outros viram referência porque, além da força da análise, criam um método novo e revolucionário para a compreensão da história. O 18 Brumário de Luís Bonaparte pertence ao segundo tipo. Seu autor é o alemão Karl Marx, filósofo, sociólogo, historiador e economista que nasceu na cidade de Trier, em 1818, e ficou eternizado como o grande teórico do comunismo.

Publicado em 1852, o texto descreve um golpe de Estado recém-ocorrido na França. Carlos Luís Napoleão Bonaparte, eleito presidente do país em 1848, resolveu impor uma ditadura três anos depois. A data escolhida para o golpe foi 2 de dezembro de 1851, aniversário de 47 anos da coroação de seu tio, o general e estadista Napoleão Bonaparte, como imperador da França. Essa repetição de Napoleões no poder inspirou Marx a formular a célebre frase com que abre seu texto, citando outro importante filósofo alemão: “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

A ironia de Marx está presente até no título do livro. Anos antes de se tornar imperador, o primeiro Napoleão também havia dado um golpe de Estado, em 9 de novembro de 1799, com o qual se tornou cônsul da França. No curioso calendário que o país havia adotado após a revolução de 1789, essa data correspondia ao dia 18 do mês de brumário. Ao chamar a obra de O 18 Brumário de Luís Bonaparte, Marx indica que o golpe dado por Napoleão III era apenas uma cópia daquele que fora dado antes por seu célebre tio.

Apesar de ter ficado famosa, essa forma de olhar para as “coincidências” históricas, em que a nova versão se transforma em caricatura, não é a idéia principal de Marx no texto. O que ele fez de mais revolucionário foi perceber, analisando aqueles fatos que haviam acabado de acontecer, que “os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. Ou seja: apesar de serem atores da história, as pessoas só são capazes de agir nos limites que a realidade impõe.

Os atos individuais não ocupam papel central na visão de Marx. Para ele, o motor da história é a luta entre as classes sociais, responsável por produzir as transformações mais importantes. De um lado, estão sempre os dominadores. De outro, sempre os dominados. Os primeiros são os que detêm os “meios de produção” (terra, propriedade privada, máquinas, indústrias etc.). Já os segundos são aqueles que só possuem a própria força de trabalho e que, para sobreviver, são forçados à servidão. Na Antiguidade, esse posto tinha pertencido aos escravos. No feudalismo, aos servos. Já no capitalismo, essa classe é formada pelos trabalhadores assalariados – o chamado proletariado, que vende sua força de trabalho para a burguesia.

Ao contemplar sua própria época, Marx via um confronto revolucionário no horizonte, provocado por essa distribuição injusta das posses, opondo os burgueses aos proletários. Nem era preciso olhar muito longe para entender que sua interpretação da história fazia bastante sentido. Para os pensadores do século 19, a Revolução Francesa era a grande referência. Segundo Marx, ela marcou a mudança de posição da burguesia no grande jogo. Voltando no tempo, essa classe social já tinha sido revolucionária, quando seus interesses econômicos, que se expandiam pelo menos desde o fim da Idade Média, encontraram no parasitismo da nobreza um enorme empecilho. Ao derrubar a monarquia, a burguesia foi se transformando aos poucos, em toda a Europa e depois no resto do mundo, na nova classe dominante. Assim, deixou de ser revolucionária e se tornou conservadora, preocupada em manter a ordem vigente.

Depois da ascensão da burguesia, o proletariado tomou seu lugar como classe oprimida e, portanto, potencialmente revolucionária. Nessa nova situação, ficou ainda mais claro que todo processo de acumulação de riqueza exige, para se concretizar, uma usurpação. Para que existam ricos, é necessário que existam pobres – esse é, simplificadamente, o raciocínio que Marx aplica a toda a história. Difícil é discordar dele.

Três anos antes de publicar O 18 Brumário de Luís Bonaparte, Marx escrevera, na companhia de seu amigo Friedrich Engels (veja quadro ao lado) um panfleto intitulado Manifesto do Partido Comunista. Nele, os dois explicam de forma resumida suas principais intuições sobre a dinâmica da história e interpretam as grandes transformações impostas pela burguesia. Segundo eles, para vender seus produtos, a burguesia precisava “instalar-se em todos os lugares, acomodar-se em todos os lugares, estabelecer conexões em todos os lugares”. Por causa disso, prosseguem, “a burguesia, através de sua exploração do mercado mundial, deu um caráter cosmopolita para a produção e o consumo em todos os países”. Raciocínios como esse, de extrema lucidez, se mantêm atualíssimos sem que seja preciso alterar uma vírgula sequer. O que era fato em 1848 continua a sê-lo – talvez ainda mais.

Apesar de ser um tanto complexo para o leitor atual, o texto pretendia explicar para as massas de trabalhadores a estratégia de dominação usada pela burguesia para se perpetuar no poder. Esse “esclarecimento” era parte de um programa revolucionário: consciente de sua situação, o proletariado teria enfim condições de se rebelar contra a burguesia. Seriam, mais uma vez, os dominados se voltando contra os dominadores. A revolução proletária seria um grande passo para que se adotasse o comunismo, regime político que acabaria com a propriedade privada e com as classes sociais.

Os conceitos lançados no Manifesto do Partido Comunista também estão presentes em O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Mas, dessa vez, o desafio era interpretar acontecimentos recentes e bem conhecidos a partir de teorias que ainda estavam em formação. Ao analisar o golpe, Marx estava testando a solidez de suas idéias. E o que ele fez foi demonstrar que a atitude do sobrinho de Napoleão tinha sido apenas um resultado natural, quase previsível, dos rumos que a história da França estava tomando desde a revolução de 1789.

Ao falar da França de meados do século 19, Marx descreve toda a estratégia política, militar e institucional da burguesia francesa como um processo em que ela toma para si algo que, supostamente, deveria ser de todos: o Estado. Se Napoleão Bonaparte tinha imposto um Estado forte, imperial e expansionista, ele o fez não em benefício do povo, mas a serviço de uma só classe, a burguesia. Essa havia sido a “tragédia”. A “farsa” veio quando Luís Bonaparte, com um golpe de Estado, se transforma em Napoleão III. Para conseguir o poder, ele foi beneficiado por alianças entre partidos burgueses – o que, segundo descreve Marx, significou trair as lideranças proletárias e tirá-las do governo.

A engenhosa argumentação de O 18 Brumário de Luís Bonaparte descreve a democracia como um imenso tabuleiro, em que os interesses de diferentes classes são manipulados sob o mecanismo de representação do povo por políticos – uma fórmula normalmente tida como justa. Depois de ler o livro, é difícil deixar de perceber que essa forma de governo, presente até hoje, oculta uma imensa engenharia de pequenos acordos. Olhando desse modo, as repúblicas modernas, aparentemente legítimas, serviriam apenas aos burgueses.

Ao falar de Napoleão III, Marx constrói a imagem de um herói de araque posando com a fantasia de grande estadista, governando em nome da dominação da burguesia sobre as outras classes. Segundo disse o amigo Engels ao escrever o prefácio da obra, 30 anos após seu lançamento, “essa notável compreensão da história viva da época, essa lúcida apreciação dos acontecimentos ao tempo em que se desenrolavam, é, realmente, sem paralelo”. De fato, é impressionante como Marx foi capaz de olhar um momento específico e tirar dele uma explicação consistente para o modo como a política é feita no capitalismo. O modelo dos golpes napoleônicos estava pronto para muitos que vieram depois. E, desde então, a história continua a se desenrolar cada vez menos como tragédia e quase sempre como farsa.

Companheiro de luta

Engels era um bom parceiro intelectual - e ainda emprestava dinheiro

Muitas histórias nunca teriam acontecido se algumas duplas não tivessem se encontrado. O que teria sido, por exemplo, do cristianismo sem Adão e Eva? Ou da comédia sem o Gordo e o Magro? Ou do desenho animado sem Tom e Jerry? Pois o comunismo, como o conhecemos, não existiria sem o encontro de Karl Marx com Friedrich Engels. Filho de um industrial alemão, Engels nasceu dois anos depois de seu camarada, em 1820. Em 1844, publicou um texto chamado Esboço de uma Crítica da Economia Política, que influenciou decisivamente o pensamento do jovem Marx. Naquela obra, Engels analisava as conseqüências das más condições de vida do proletariado e da utilização de sua força de trabalho pela burguesia. Apesar de oriundo do meio burguês, ele conhecia de perto a situação precária dos trabalhadores, pois cuidava de uma das fábricas do pai em Manchester, na Inglaterra. Depois de se aproximarem, os dois jovens se associaram para escrever o Manifesto do Partido Comunista, publicado em 1848, texto que rapidamente virou referência para a esquerda de vários países. E a relação entre ambos não demorou a passar do plano teórico para o pessoal. Foi o apoio financeiro de Engels que permitiu a Marx sobreviver em Londres, onde havia se instalado em 1849, e ali dar continuidade a sua enorme produção teórica. Depois da morte do parceiro, em 1883, o cuidado de Engels foi fundamental para que o mundo viesse a conhecer na íntegra a obra mais famosa de Marx: ele editou e publicou o segundo e o terceiro volumes de O Capital, que haviam sido deixados inacabados pelo autor. Até morrer, em 1895, Engels seguiu escrevendo – fez, inclusive, prefácios de novas edições dos livros de Marx.

retirado do site:http://www.apoioescola.com.br/main.jsp?lumPageId=40288081166CAA3001166DFEC859784D&lumI=gm5.SalaAula.detSalaAula&itemId=480F8D7C181A124A0118C3A5397304E9

Concurso oferece três vagas para arquivista e economista

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) abre concurso público para o provimento de cargos da carreira de técnico administrativo. São oferecidas três vagas de nível superior para as funções de arquivista e economista, com carga horária de 40 horas semanais e remuneração de R$ 2.989,33.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, nos sítios da UFPR e Progepe, de 17 de setembro até as 16h do dia 11 de outubro de 2010.

O pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 75, poderá ser feito até o dia 11 de outubro, no horário bancário, mediante uso do boleto gerado no ato da inscrição. O candidato deve guardar o comprovante de pagamento para a eventualidade de atestá-lo junto ao Núcleo de Concursos.

O concurso consistirá de uma única prova, de caráter eliminatório e classificatório. As provas serão realizadas no dia 24 de outubro de 2010, com início às 8h30 e duração de quatro horas, em Curitiba-PR.

As portas de acesso aos prédios onde serão realizadas as provas serão fechadas às 8h. Os relógios da Comissão Organizadora do Concurso Público serão acertados pelo horário oficial de Brasília, de acordo com o Observatório Nacional, disponível no serviço telefônico 130.

Será considerado aprovado no concurso o candidato que obtiver 50% de acerto no total do conjunto das questões. Será eliminado o candidato que obtiver nota zero em um dos conteúdos. A classificação final para o cargo será elaborada seguindo a ordem decrescente das notas na prova objetiva.

O resultado do concurso será divulgado por edital a ser afixado na sede da Unila, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), situado à Avenida Tancredo Neves, 6731, Bloco 4, em Foz do Iguaçu-PR, e na internet, nos endereços eletrônicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), até o dia 12 de novembro de 2010.

O concurso será válido por um ano a contar da data de homologação, podendo ser prorrogado por mais um ano.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Unila

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15881:concurso-oferece-tres-vagas-para-arquivista-e-economista&catid=222&Itemid=86
retirado do site:http://www.apoioescola.com.br/main.jsp?lumPageId=40288081166CAA3001166E2279111346&itemId=480F8D7C2B1FFB3C012B2297C4533B01

No século 19, os médicos não lavavam as mãos

da Livraria da Folha
Hoje, lavar as mãos é uma norma fundamental seguida pelos médicos. Porém, a prática nem sempre foi unânime, muito menos uma regra. Em meados do século 19, mesmo em universidades conceituadas e bons hospitais, condutas simples de higiene não eram seguidas, pois elas ainda nem existiam.

Na época os estudiosos da saúde nada sabiam sobre bactérias, por exemplo, mas a teoria microbiológica estava prestes a nascer. Foi nesse século que Ignaz Semmelweis (1818-1865), Louis Pasteur (1822-1895), Ferdinand Cohn (1828-1898) e Robert Koch (1843-1910) revolucionaram o conhecimento científico.
Semmelweis, médico de origem húngara, observou um fenômeno intrigante nas alas de obstetrícia em um hospital de Viena: apesar de usar os mesmos métodos e instrumentos, a taxa de mortalidade entre os recém-nascidos era discrepante. O problema possibilitou o entendimento da transmissão de doenças pelo toque.

Após um acidente durante uma autópsia e da observação dos hábitos de limpeza dos estudantes, Semmelweis descobriu a importância da higiene na prevenção das infecções hospitalares.

O desenvolvimento da medicina no período é recriada em "O Século dos Cirurgiões" (Hemus, 2010). Jürgen Thorwald, autor do volume, baseou-se no diário de Henrique Estêvão Hartmann, homem que dedicou a vida à pesquisa dos pioneiros da cirurgia.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/798940-no-seculo-19-os-medicos-nao-lavavam-as-maos.shtml

Nordeste está 10 anos atrás do Sudeste no ensino médio

VERENA FORNETTI
DO RIO
Em 2009, a proporção de jovens de 15 a 17 anos no Nordeste que frequentavam a série adequada para sua idade era inferior à registrada no Sudeste dez anos antes, diz o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apenas 39,2% dos adolescentes nessa faixa etária estavam no ensino médio; no Sudeste, eram 60,5% em 2009 e 42,1% em 1999.

Para o IBGE, a desigualdade regional na educação é preocupante. "Mesmo com todas as melhoras sociais, a educação avança devagar", diz Ana Lucia Saboia, gerente de Indicadores Sociais.

Segundo o IBGE, espera-se que a educação evolua mais lentamente, pois ela depende de políticas públicas nas diversas esferas de governo e do tempo necessário para que os ciclos sejam concluídos pelos alunos.

José Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais, pondera que o indicador que mede a adequação à série depende das outras fases de escolarização.

"Esse indicador é muito exigente. Para que se esteja com 15 anos no ensino médio não pode ter havido nenhum problema na vida: atraso no ingresso, repetência ou abandono da escola."

Conforme o especialista, ainda há um "estoque de problemas a resolver" até que a disparidade diminua."Existe um percurso a seguir. Cuidar do acesso, da permanência na escola e da conclusão dos ciclos de ensino. E também do aprendizado, da qualidade do que se aprendeu."

MÃO DE OBRA

Ana Lúcia lembra que períodos de crescimento econômico reforçam a necessidade de qualificação do jovem.

No país todo, a escolarização entre 15 e 17 anos ainda não está universalizada: 14,8% desses jovens estavam fora da escola no ano passado. Em 2008, eram 15,9%.

Já a das crianças de 7 a 14 anos se universalizou a partir dos anos 1990. Em 2009, 98,1% delas frequentavam instituições de ensino.

O IBGE ainda aponta que menos da metade dos jovens no mercado de trabalho tem ensino médio.

De acordo com a pesquisa, 40,7% dos jovens de 18 a 24 anos que trabalhavam ou procuravam emprego tinham, em 2009, 11 anos de estudo; 15,2% tinham ido além desse nível escolar.
Dez anos antes, eram, respectivamente, 21,7% e 7,9%.

A pesquisa do IBGE mostrou que o analfabetismo entre jovens de 15 a 24 anos foi de 1,9% em 2009. Isso significa, segundo o instituto, que a taxa está praticamente erradicada para essa faixa etária.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/800868-nordeste-esta-10-anos-atras-do-sudeste-no-ensino-medio.shtml

Mais da metade dos alunos que deveriam estar no ensino superior estão atrasados

Rafael Targino
Em São Paulo

Mais da metade dos alunos que deveriam estar cursando uma faculdade ainda estão em outras etapas de ensino. O dado está na Síntese de Indicadores Sociais, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009.

De acordo com o órgão, somente 48,1% dos que têm entre 18 e 24 anos estão no ensino superior. Pouco menos de 34% ainda está no ensino médio, 8,3% no fundamental e 8,8% em outras modalidades. A recomendação é que alunos entre 6 e 14 anos estejam na primeira etapa e os entre 15 e 17, no médio. Por volta dos 18, ele já deveria estar no superior.

As regiões Norte e Nordeste são as que apresentam as maiores disparidades: a maioria dos alunos entre 18 e 24 ainda estão cursando o ensino médio. Nas duas, praticamente quatro em cada dez estão no nível anterior ao que deveriam estar; em contrapartida, três em cada dez já estão no ensino superior.

Ainda segundo o IBGE, somente 37,9% dos jovens entre 18 e 24 anos em 2009 tinham pelo menos 11 anos de estudo. Uma avaliação da Eurosat (Comissão das Comunidades Europeias), citada no estudo do instituto, diz que saber qual a proporção de pessoas com esse tempo de estudo é “essencial” para indicar a eficiência do sistema educacional de um país.

A evolução de alunos nos diferentes níveis de ensino mostra que há dois funis: um, na passagem do ensino fundamental para o ensino médio, e outro, entre o médio e o superior. Segundo o IBGE, somente um em cada dois jovens entre 15 e 17 anos (50,9% deles) está no ensino médio, apesar de 97,6% dos que têm entre 6 e 14 estarem matriculados.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/17/mais-da-metade-dos-alunos-que-deveriam-estar-no-ensino-superior-estao-atrasados.jhtm

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Certificação mobiliza pessoal que atua na construção civil do DF

Portal do MEC

Cerca de 130 trabalhadores participaram esta semana, em Samambaia, Distrito Federal, do primeiro encontro da rede Certific, na área da construção civil, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. Os profissionais, que atuam como eletricistas, pedreiros, armadores e encanadores, receberam informações sobre o reconhecimento de suas atividades e responderam a questionário socioprofissional.

A diretora do campus de Samambaia do instituto, Conceição de Maria Cardoso, enfatizou a possibilidade de os participantes da rede Certific continuarem estudando na instituição. De acordo com ela, os alunos certificados terão a possibilidade de se matricular em cursos sem ter de passar por processos de seleção.

A direção do instituto destacou o número de pessoas de outras unidades federativas inscritas no Certific da capital federal. Trabalhadores de Goiânia, São Paulo e Santa Maria (RS) estiveram no Distrito Federal para participar do programa.

A partir de agora, o trabalhador tem prazo até o dia 24 para fazer a inscrição definitiva no projeto. A adesão deve ser feita na cidade-satélite de Samambaia, no Sest/Senat, lote 1, quadra 420, Subcentro Leste, Complexo de Furnas, das 9h às 21h.

Os trabalhadores que não participaram do primeiro encontro, mas pretendem participar do programa, podem fazer a inscrição, pessoalmente, no mesmo endereço. Em 11 de outubro, será divulgado o cronograma de atendimento a todos os inscritos.

Assessoria de Imprensa do instituto federal de Brasília


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Palavras-chave: trabalho, formação, Certific

Agenda Portal Aprendiz

Inscrição para I Festival Paulistano de Vídeo nas Escolas termina na quinta-feira (30)

As inscrições para o primeiro Festival Paulistano de Vídeo nas Escolas serão realizadas até 30 de setembro de 2010, pelo site www.nossatela.com.br. Todos os inscritos deverão comprovadamente estar vinculados a uma instituição de ensino básico (fundamental, médio, Educação de Jovens e Adultos ou técnico) público ou privado. Os vídeos deverão ser enviados por correio em DVD, ou Mini-dv, ou ainda pela Internet.

O projeto tem como objetivo exibir vídeos produzidos em escolas públicas e privadas de todo o Brasil e relatar experiências de educomunicação. O evento será realizado no Cine Olido, centro de São Paulo (SP), entre os dias 15 e 17 de outubro, com exibições e seminários sobre a produção audiovisual no contexto escolar.

O festival está sendo organizado pelo Coletivo Nossa Tela - em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Programa VAI, a Secretaria Municipal de Educação, o SINPRO - SP e a Galeria Olido

Os filmes serão classificados em: estudantes até 12 anos; estudantes acima de 12 anos; e Professores-cineastas. Classificação e prêmio serão concedidos à pessoa responsável pelo filme.

Aberta as inscrições para a conferência pela qualidade de vida TEDx Amazônia

Os interessados em participar da 1ª edição do TEDx Amazônia, que irá ocorrer entre os dias 6 e 7 de novembro, no Jungle Palace Hotel, em Manaus (AM), tem até o dia 30 de setembro para acessar o site www.tedxamazonia.com.br e preencher um questionário de seleção. O tema do evento será: Qualidade de Vida para todas as espécies do planeta.

O TEDx Amazônia é uma conferência sem fins lucrativos que reunirá mais de 50 pensadores de diversas áreas de conhecimento (arte, tecnologia, ciência, negócios e outras) para falar sobre suas ideias em palestras com duração de 5 ou 15 minutos. Com dois dias de duração, o evento acontecerá em novembro de 2010 e será gratuito.

Além disso, a conferência tem como objetivo criar uma comunidade realizadora, que ultrapasse os dias do encontro.

Se tiver dúvidas ou quiser saber mais mais informações, mande um e-mail para info@tedxamazonia.com.br

Organizações promovem debate com candidatos à Presidência em SP

Instituições com foco em combate a corrupção promovem, em 21 de setembro de 2010, um debate com Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio, os quatro principais candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.

Os presidenciáveis deverão propostas para temas como reforma política, economia verde e inclusiva e desenvolvimento de cidades sustentáveis. O debate será das 9h30 às 12h30, no SESC Consolação, localizado na rua Dr. Vila Nova, 245, na capital paulista. As vagas são limitadas. Para participar é preciso confirmar presença pelo e-mail zuleica@isps.org.br, até 17 de setembro.

O evento é organizado pela Articulação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade (ABRACCI), pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, pelo Movimento do Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), pela Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político e pela Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis.


Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações de Conflito Armado tem inscrições abertas

As inscrições para o 9º Curso de Informação sobre Jornalismo em Situações de Conflito Armado e Outras Situações de Violência, módulo do Projeto Repórter do Futuro, estão abertas no site da Oboré até o dia 20 de setembro.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) promoverá o curso de 15 horas, em São Paulo, nos dias 16 e 23 de outubro, conforme o modelo pedagógico desenvolvido pela Oboré, e em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Ao todo, são 25 vagas oferecidas exclusivamente a estudantes universitários da graduação que tenham interesse nessa área do jornalismo. O curso abordará aspectos do Direito Internacional Humanitário.

Os candidatos devem preencher ficha cadastral, disponível exclusivamente no site da Obore e comparecer ao Encontro de Seleção dia 25 de setembro, das 10h às 13h, na Matilha Cultural: Rua Rego Freitas, 542, Vila Buarque, São Paulo (SP). O resultado da Seleção será publicado dia 1º de outubro.

Para mais informações, escreva para reporterdofuturo@obore.com ou acesse o site do CICV: www.icrc.org/por

USP promove seminários sobre Direitos Humanos

A Comissão de Pesquisa da Faculdade de Direito (FD) e o Laboratório de Geografia Urbana da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da USP, promovem três dias de seminários interdisciplinares sobre migração, mobilidade do trabalho e direitos humanos.

No dia 22 de setembro de 2010, as apresentações e o debate tratam basicamente de mobilidade; no dia 30, o tema principal será imigração, com debate sobre exemplos históricos, como os dekasseguis e a emigração brasileira para os EUA, entre outros. O último seminário ocorre no dia 1º de outubro, sobre imigração boliviana, refugiados africanos e trabalho escravo. Em todos os dias, estarão presentes professores da USP e de outras universidades.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no Setor de Comissões da FD, que fica no primeiro andar do Prédio Anexo, no Largo São Francisco, 95, Sé, São Paulo; ou mediante envio da ficha de inscrição até o dia 20 para stcomis@usp.br. Serão expedidos certificados para quem comparecer a pelo menos dois dias do seminário.

As apresentações acontecerão na FD.

Mais informações: (11) 3111-4000

Prêmio Instituto Claro destaca projeto de desenvolvimento comunitário

Até 3 de dezembro, estão abertas as inscrições para o Prêmio Instituto Claro que vai selecionar iniciativas de escolas e organizações sociais que usam tecnologia para fortalecer empreendedorismo social. Serão concedidos R$ 150 mil em prêmios.

Podem participar educadores, professores, escolas, organizações do terceiro setor e o público em geral, desde que ligados a uma empresa jurídica. As inscrições devem ser feitas pelo site do Instituto (www.institutoclaro.org.br).

Os candidatos podem se inscrever em duas modalidades: Inovar na Aprendizagem e Inovar na Comunidade. Serão premiados pelo menos um projeto por categoria, sendo que não há limite máximo de projetos por modalidade. A divulgação dos vencedores e a entrega dos prêmios serão no início de 2011.

As iniciativas inscritas devem ser consideradas inovadoras e com potencial de articular a comunidade, de modo que possa identificar possíveis parceiros. Todos os projetos serão avaliados por uma comissão técnica.

Mais informações estão disponíveis no regulamento, no site www.institutoclaro.org.br/premio ou pelo telefone (11) 3171-0998.


Concurso premia histórias de jovens que vivem com o vírus HIV

Jovens que vivem com o HIV estão convidados a compartilhar suas histórias por meio da literatura. A proposta é o tema da 2ª edição do concurso “Vidas em Crônica”, promovido pelo Ministério da Saúde. Serão premiadas as melhores histórias contadas por pessoas que vivem ou convivem com HIV. As inscrições estão abertas até 20 de setembro de 2010 no site www.aids.gov.br/vidas

O “Vidas em Crônica” terá duas categorias: uma para quem vive e outra para quem convive com o HIV/aids. As 10 histórias finalistas serão adaptadas por um escritor e publicadas em uma revista especializada. Os dois primeiros colocados de cada grupo ganharão um computador.

Podem participar jovens de 15 a 30 anos de idade. No caso dos menores de 18 anos, há necessidade de autorização dos responsáveis. Cada relato deve ter, no máximo, três mil caracteres, incluindo espaço.

No ato da divulgação dos textos será preservado o sigilo dos autores, desde que solicitado. Entre os critérios de seleção, serão avaliados a adequação ao tema, o respeito aos direitos humanos e a criatividade. A data provável de divulgação dos resultados é 8 de outubro.


Feira ''Estudar e Pesquisar na Alemanha'' acontece em 3 capitais

O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) e o Goethe-Institut levarão a feira anual “Estudar e Pesquisar na Alemanha” a três capitais brasileiras: Rio de Janeiro (12/9/2010), Belo Horizonte (14/9) e São Paulo (18/9).

O evento contará com importantes universidades e instituições de pesquisa alemãs. Esta 16ª edição marcará o ano Brasil-Alemanha da Ciência, Inovação e Tecnologia 2010-2011.

Por meio de palestras, exposições e estandes das instituições de ensino alemãs, estudantes brasileiros receberão informações e orientação sobre graduação, intercâmbio, estágio, cursos de idioma e de férias. Também serão abordados pós-doutorado e oportunidades para pesquisadores seniores, além de programas de bolsas individuais e de fomento à cooperação acadêmica e científica.

A FAPESP terá um estande na exposição de São Paulo. A Fundação mantém com o DAAD um acordo de cooperação que visa a fomentar o intercâmbio de pesquisa entre pesquisadores de instituições paulistas e alemãs.

A entrada na feira é gratuita e não é necessário fazer inscrição.

Mais informações: http://rio.daad.de/gatetour2010 e (11) 3061-5331.

Concurso seleciona livros para adultos em processo de alfabetização

Escritores brasileiros e de países africanos de língua portuguesa podem inscrever livros para a quarta edição do concurso Literatura para Todos que, neste ano, vai distribuir R$ 90 mil às melhores obras. As inscrições vão até o dia 13 de outubro.

Para concorrer, os autores devem apresentar livros inéditos, dirigidos a leitores jovens, adultos e idosos em processo de alfabetização. A edição de 2010 do Prêmio vai selecionar duas obras dos gêneros em prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto da tradição oral (em prosa ou em verso); e uma obra de perfil biográfico e dramaturgia.

As inscrições de autores brasileiros e de países africanos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) serão feitas com o envio dos originais. No Brasil, o livro deve ser encaminhado para o Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios, Bloco L, sala 209. CEP 70047-900 — Brasília, DF. Os africanos encaminham as obras para as embaixadas do Brasil em seus países.

Os originais devem ser apresentados em CD e em seis cópias impressas, em envelope único, lacrado e com pseudônimo. Cada autor pode participar com um trabalho inédito, mas é admitida a co-autoria. Professores das instituições federais, estaduais, confessionais e comunitárias de educação superior podem concorrer.

Mais informações, acesse o site.


Inscrições abertas para seminário de gestão cultural em MG

Até 1º de outubro é possível se inscrever no 2º Seminário Internacional de Gestão Cultural, que acontecerá entre 5 e 8 de outubro, no Espaço Cultural CentoeQuatro, em Belo Horizonte (MG). Os interessados devem fazer suas inscrições gratuitamente pelo site www.duo.inf.br/seminario.

O objetivo é aprofundar a reflexão sobre os espaços culturais e promover encontros entre artistas, intelectuais, escritores, produtores e gestores. O evento também visa discutir a cultura nos espaços virtuais e a circulação de informação culturais nas redes sociais.

Estarão presentes representantes do Museu da Língua Portuguesa, da Biblioteca Pública Piloto de Medellín para América Latina, da Universidade de Barcelona e do Instituto Inhotim, além de artistas e acadêmicos.

Oi Futuro lança edital para patrocinar projetos de incentivo ao esporte

O Programa Oi de Patrocínio Esportivo Incentivado vai patrocinar projetos que utilizam o esporte como meio de inclusão social. Os projetos inscritos devem estar aprovados nos termos da Lei Federal de Incentivo ao Esporte e nas Leis Estaduais até 30 de outubro de 2010.

O processo de seleção levará em consideração critérios como a contribuição para promover a educação, a preservação do meio ambiente e a integração das pessoas e comunidades.

O edital é voltado para organizações sem fins lucrativos e devidamente legalizadas. Após a seleção dos projetos, que será realizada por um grupo de especialistas, o Oi Futuro acompanhará a implantação de cada iniciativa, auxiliando na gestão e na avaliação do impacto das atividades.

As inscrições devem ser feitas até 26 de outubro no site www.oifuturo.org.br/programaoidepatrocinioesportivo2010. O regulamento de participação também está na página da Internet.

Curso para educadores aborda prevenção ao uso de drogas

Profissionais que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental poderão matricular-se no curso de prevenção ao uso de drogas para educadores de escolas públicas. O curso oferece 25 mil vagas a educadores de todo o Brasil.

O curso, ministrado pela Universidade de Brasília (UnB), será desenvolvido na modalidade a distância, com atividades em quatro módulos. A carga horária total será de 120 horas distribuídas em quatro meses, com dedicação mínima de seis horas semanais.

Os selecionados serão avisados por mensagem eletrônica até o dia 20 do próximo mês, e devem confirmar sua participação até 27 de setembro. As inscrições podem ser feitas na página do curso.

Edital do Instituto Votorantim seleciona projetos culturais

O Instituto Votorantim iniciou sua 4ª seleção pública de projetos voltados às áreas culturais – artes visuais, artes cênicas, cinema, vídeo, literatura, música e patrimônio. São escolhidas as iniciativas que promovam a ampliação e a qualificação do acesso de jovens, entre 15 e 29 anos, a bens culturais. As inscrições podem ser feitas até 17 de setembro.

A novidade deste ano é a categoria Acessibilidade, que contemplará projetos de inclusão e formação cultural para jovens com deficiência ou mobilidade reduzida.

O regulamento do edital já está disponível, clique aqui. Para se inscrever, acesse o site do blog: www.blogacesso.com.br

Capes oferece bolsas de estudo nos EUA para professores de inglês

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Embaixada dos Estados Unidos abriram inscrições para bolsas de estudo. Podem concorrer professores de língua inglesa da rede pública de ensino interessados em fazer capacitação intensiva nos Estados Unidos. O programa está com inscrições abertas até 27 de setembro de 2010.

Serão selecionados até 20 candidatos. O curso terá duração de oito semanas e será realizado na Universidade de Oregon, em Eugene, nos EUA. Depois, os escolhidos terão duas semanas para concluir o projeto no Brasil.

Para participar, os professores devem ser brasileiros, ter bacharelado ou licenciatura em língua inglesa e atuar como professor efetivo na rede pública.

Para mais informações, acesse o edital, ligue para (61) 2022-6664 ou (61) 2022-6564 ou escreva para thais.aveiro@capes.gov.br ou fernanda.litvin@capes.gov.br. A previsão é de que o resultado da seleção seja divulgado em novembro.


Prêmio reconhece iniciativas de escolas em beneficio de comunidades

O Instituto da Cidadania Brasil e a Fundação Volkswagen abriram as inscrições do “Prêmio Construindo a Nação 2010/2011”. A iniciativa pretende estimular a cidadania por meio de projetos desenvolvidos por alunos e professores em benefício das comunidades.

Podem participar escolas públicas e privadas de educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA). As escolas SESI, apesar de serem parceiros da premiação, também podem se inscrever, pois os representantes da entidade não participarão da avaliação de seus próprios projetos, conforme regulamento da premiação.

Cada escola, através de sua diretoria, pode inscrever um único projeto desenvolvido no ano de 2009 ou mesmo em 2010, desde que este possibilite condições de avaliação de resultados parciais até o mês de outubro.

As inscrições podem ser realizadas até 31 de agosto pelo site www.institutocidadania.org.br ou pelo e-mail construindoanacao@institutocidadania.org.br. O prazo de entrega dos trabalhos é até o dia 5 de outubro. A divulgação dos resultados acontecerá em 26 de novembro.

CIEE abre 88 vagas para curso gratuito de TI

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) está com inscrições abertas para o processo seletivo para preenchimento de 88 vagas do curso Cisco IT Essentials, oferecido gratuitamente a jovens estudantes em parceria com a Cisco/Ainet/CTT Brasil.

O programa fornece conhecimentos que permitem identificar problemas e aplicar soluções para instalação, manutenção preventiva e consertos de computadores de mesa e laptops.

Com carga horária de 80 horas, o Cisco IT Essentials ainda prepara o aluno para prestar o exame de certificação CompTIA A+, que atesta os conhecimentos para que possa atuar como analista de service-desk, profissional muito requisitado por empresas que trabalham com suporte em TI.

Para participar, os interessados devem ser cadastrados no CIEE, estar cursando o ensino profissionalizante ou superior na área de Tecnologia da Informação. As inscrições vão até 18 de julho e devem ser feitas pelo site www.ciee.org.br, através do qual os candidatos serão selecionados por prova teórica e teste de interesses. Serão formadas turmas para o período da manhã (das 8h30 às 12h30) e tarde (das 13h30 às 17h30). As aulas serão ministradas duas vezes por semana (2ª e 4ª ou 3ª e 5ª feiras), iniciando-se em 26 de julho, nos laboratórios de informática do CIEE, na Rua Tabapuã, 445, Itaim Bibi, São Paulo (SP).
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/rephichobr.mmp

Escolas de Embu das Artes criam sites para divulgar atividades culturais da cidade

Sarah Fernandes
Procurar pautas inéditas, entrevistar fontes, escrever textos e fotografar eventos. O que parece ser a rotina de um jornalista é, na verdade, o dia a dia dos alunos de três escolas públicas de Embu das Artes (SP), que criaram blogs para que os estudantes divulguem atividades culturais que ocorrem no município a preços populares. Os eventos sugeridos custam até R$ 5.

Os blogs Asteca Catraca (Escola Estadual Maria de Almeida Asteca), Freire Catraca (Escola Municipal Paulo Freire) e Mauro Catraca (Escola Municipal Mauro Ferreira) são atualizados por alunos de 9 a 15 anos, que devem pesquisar os eventos oferecidos no município, procurar fotos, redigir textos e publicá-los no site. As atividades acontecem no contra turno das aulas, uma vez que os colégios participantes estendem a jornada das 7h às 14h ou das 11h às 18h.

Por serem consideradas escolas integrais, as ações das chamadas oficinas de mídia farão parte do Programa Mais Educação, uma iniciativa do governo federal que visa ampliar o tempo e o espaço educacional dos alunos da rede pública. A perspectiva é que, até o fim do ano, as escolas municipais Reinaldo da Gama e Elza Marreiro Medina também lancem seus blogs e participem da rede que reúne os sites das escolas em um espaço da Internet, chamada Palco Digital.

“Os alunos se interessaram em saber o que acontece na cidade e em aprender a usar as redes sociais e a editar imagens”, conta a coordenadora da iniciativa, Gisele Kubo. “Eles melhoraram sua capacidade de escrever, fazer pesquisas, seleções e de respeitar outras opiniões. Também passaram a ler jornal. Muitos nem sabiam que tínhamos jornais do município”.

O projeto começou nos primeiros meses de 2010, quando a organização social Faça Parte fez uma articulação com o Ministério da Educação. Na ocasião, o órgão público sugeriu que a Secretaria de Educação de Embu das Artes desenvolvesse o projeto.

Em junho, o Palco Digital foi aberto a outras escolas e associações comunitárias. Até meados de setembro já somavam 75 blogs em Rondônia, Maranhão, Pará, Ceará, Piauí, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

“Sempre sugerimos o uso de plataformas gratuitas, como o Wordpress e o Blogspot”, conta a coordenadora de relações com as escolas do Faça Parte, Luiza Marcondes. “A proposta é que os alunos façam a produção, que eles tenham bagagem cultural para ir atrás do que se interessam e que usem as redes sociais para divulgar eventos e cobrar coisas que faltam no seu município”.

A perspectiva do Palco Digital é fazer uma parceria com o Ministério da Cultura para que a iniciativa seja implantada em Pontos de Cultura.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/sithiclucu.mmp

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Inovação tecnológica impulsiona inovação pedagógica, diz professora da PUC-SP

Ana Okada
Em São Paulo

"A inovação tecnológica não traz, sozinha, a mudança; ela impulsiona a inovação pedagógica", diz Maria Elizabeth Almeida, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), sobre o programa UCA (Projeto Um Computador por Aluno), do governo federal. A professora, que ajudou a implantar o piloto da ação no país, diz que as inovações tecnológicas, tais como os computadores do projeto, são apenas ferramentas para que haja a inovação pedagógica", diz.

Segundo Elizabeth, que participou do 3º encontro sobre laptops na educação, em São Paulo, não há resistência por parte dos professores para a aplicação do projeto, mas a alta rotatividade dos docentes temporários das redes públicas e a rigidez dos currículos podem limitar o uso de micros em sala. "É difícil transformar a mobilidade tecnológica em mobilidade pedagógica, porque os currículos têem margem de abertura pequena. O computador provoca a abertura disso, e isso provoca o repensar sobre o que é o currículo", diz.

Durante o encontro, foi reforçada a ideia de que o docente não deve somente repassar conhecimento, mas deve ser um "facilitador", ou seja, ele também deve atender às demandas das crianças e pode, inclusive, aprender com elas.
Sala de computação x computador

A professora explica que a principal diferença entre uma sala de computação e programas que dão um computador aos alunos é que, no primeiro, não ocorre a imersão do estudante: "Não se faz mudança ou imersão indo [na sala de computação] de vez em quando. Os alunos já chegam na escola com a linguagem digital, mas o uso na sala de aula é mais intenso", diz.

"Isso não significa que seja uma digitalização da educação. O uso do computador deve ser feito quando ele traz contribuições efetivas; mas ele tem que estar à mão para que isso aconteça."
Burocracia na implantação

Ela concorda que a burocracia torna o processo de aquisição dos micros mais lento, e destaca que, além do tempo da compra, há também o tempo da implantação: segundo a docente, isso varia de acordo com o nível de inclusão digital dos professores. Outra questão que Elizabeth ressalta é que, na implantação, é necessário que se crie oportunidades para que os docentes façam parte do projeto: "O que não pode ter é um treinamento; o desenvolvimento deve ser em conjunto", diz.

"É um projeto que nos desafia, mas se acreditarmos que a inserção do país na sociedade tecnológica passa pela inclusão digital, isso deve passar também pela escola", conclui.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/16/inovacao-tecnologica-impulsiona-inovacao-pedagogica-diz-professora-da-puc-sp.jhtm

CNTE faz mobilização pelo piso nacional do professor nesta quinta-feira

Da Redação
Em São Paulo

A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) planejam manifestação em favor do piso nacional para os professores nesta quinta-feira (16). Eles devem se reunir em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), às 16h.

Segundo a entidade, a intenção é pedir que o Supremo Tribunal Federal agilize o julgamento de pontos pendentes da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) impetrada por cinco governadores (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará) .

Apesar de ter sido aprovado, em 2008, o valor de R$ 950 como piso nacional para os docente, ainda está há discussões pendentes no STF. “Dois artigos da lei estão sub judice: o da composição do piso e o que trata da jornada fora de sala de aula dos professores que diz respeito a 1/3 da jornada de trabalho destinada a que o professor trabalhe fora da sala de aula. É o tempo destinado a preparar aula, receber alunos, conversar com pais, corrigir provas” explicou Leão.

Segundo a CNTE, essa indefinição dificulta a implantação do salário Brasil afora. A entidade promete entregar um dossiê sobre o descumprimento da lei 11.738/2008. O documento contém depoimentos de professores sobre a aplicação da norma nos Estados e municípios.

Além do ato no Supremo Tribunal Federal, a Confederação fará a entrega do documento ao ministro da Educação Fernando Haddad e à presidência do Senado Federal. As manifestações contarão com a participação de representantes das 41 entidades filiadas à CNTE de todo o país.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/16/cnte-faz-mobilizacao-pelo-piso-nacional-do-professor-nesta-quinta-feira.jhtm

Fiz o curso a distância... e o mercado aceita?

Por Celso Roberti

Estava conversando com estudantes do terceiro ano do ensino médio em Foz do Iguaçu quando surgiu essa pergunta: o mercado aceita a modalidade a distância?

Lógico que a pergunta surgiu por haver precedente, e é bom falarmos um pouco sobre o assunto. Citando um órgão público, a prefeitura de São Paulo havia colocado restrições à aceitação desta modalidade nos concursos para funções de magistério, o que foi derrubado por liminar no final do ano passado e em definitivo em maio deste ano numa ação movida pela promotoria do patrimônio público e social da capital.

Dentre diversos pontos básicos e bem delineados na sentença do juiz Marcos de Lima Porta, vale ressaltar o seguinte: “diante da regulamentação federal, os diplomas de cursos superiores a distância, emitido por instituições de educação superior devidamente credenciadas pelo MEC para esta modalidade, estão amparados pela lei e não se distinguem de diplomas de cursos presenciais”.
EAD em concurso público

Em outro movimento, conduzido pela SEED, Secretaria de Educação a Distância vinculada ao MEC, a Justiça Federal suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Biologia que revogava o direito ao registro de estudantes formados em cursos a distância. O texto da decisão, da juíza federal Maria Cecília de Marco Rocha, afirma que é função do MEC reconhecer e fiscalizar a qualidade dos cursos superiores e que não deve haver diferença entre as modalidades de ensino.

Ou seja, sob o aspecto legal, cada vez mais se derrubam os cercos e mitos a respeito da EAD (educação a Distância). Mas, sem dúvida, essa abordagem “legal” pode ser adotada quando falamos de um concurso público. Mas, e a iniciativa privada? É difícil falarmos em termos quantitativos. Afinal não há uma pesquisa como referência para isso, mas, em sua maioria, as empresas estão preocupadas com a instituição em que você se formou e como você tem feito para dar continuidade a sua formação. Afinal, teoricamente, em um currículo, nem haveria a necessidade de constar a modalidade, presencial ou a distância, dado que as duas são equivalentes, correto?
Características do aluno de EAD

Mas podemos encontrar alguma dúvida e aqui vale ressaltar alguns pontos da formação a distância que são extremamente valorizados em um ambiente corporativo.

Em primeiro lugar, um curso a distância exige disciplina e forte dose de planejamento. Sem isso um aluno não conseguirá atingir os objetivos propostos no curso. Precisará sempre pensar a frente e determinar como irá dividir sua semana para atender às demandas.

Autonomia! Outro ponto forte da EAD. Sem dúvida, há um professor sempre acompanhando uma turma, mas o principal condutor desta jornada é o próprio aluno. Enquanto em uma sala de aula uma dúvida pode ser identificada no olhar, o “levantar a mão virtual” está nas mãos do estudante.

Pesquisa e relacionamento no mundo virtual. Afinal, se eu monto meus horários e minha “sala de aula”, tenho que ter a capacidade de navegar bem nesse mundo e, principalmente, conseguir trabalhar em equipe sem necessariamente o contato presencial.

Em resumo, um curso a distância irá formar um profissional que sabe gerenciar seu tempo, entende o conceito de metas, é capaz de executar tarefas sozinho e tem habilidade para se relacionar com pares usando das facilidades da Internet, montando equipes “globais”... qual empresa não gostaria de uma pessoa assim ? = )

Celso Roberti
Celso trabalha com EAD (educação a distância) há dez anos. Matemático de formação e inquieto por natureza, já passou por empresas de tecnologia e educação.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/colunas/distancia_zero/2010/09/15/fiz-o-curso-a-distancia-e-o-mercado-aceita.jhtm

Alunos de direito na UFBA estão sem professor em dez disciplinas há dois meses

Heliana Frazão
Especial para o UOL Educação
Em Salvador

Depois de dois meses do início do segundo semestre, os alunos do curso noturno da faculdade de direito da UFBA (Universidade Federal da Bahia) estão sem professores para dez disciplinas.

Na segunda-feira (13), cerca de 300 estudantes fecharam a entrada da instituição, munidos de faixas, cartazes e apitos, cobrando da reitora Dora Leal a contratação de professores. Há disciplinas consideradas básicas como Direito Civil, Civil 2, Financeiro, Constitucional e Teoria do Direito, entre outras, cujas aulas ainda não começaram.

A situação não é exclusividade da faculdade de direito, uma vez que, segundo a pró-reitoria de ensino de graduação, a UFBA realizou concurso para preenchimento de 116 vagas, mas foi autorizada a nomear somente 70. No entanto, a administração da universidade não sabe precisar o número de matérias sem professor ou a quantidade de graduandos sem aula.
Oito professores para o direito

Com pouco menos de um mês no cargo, a reitora Dora Leal explicou que o período eleitoral impede a nomeação de docentes, mas garantiu que chamará aqueles que já estavam com a nomeação publicada no Diário Oficial da União. “Vamos chamar ao menos oito professores para a Faculdade de Direito e com isso atender a algumas das reivindicações da unidade”, disse Dora.

Esse problema já havia sido apontado pelo UOL Educação. Um descompasso entre a projeção do Ministério do Planejamento e a expansão das universidades federais fez com que o segundo semestre de 2010 começasse com a carência de, pelo menos, 800 professores efetivos na rede.

O pró-reitor de ensino de graduação, Ricardo Miranda, acredita que em outubro próximo a instituição poderá chamar os 46 professores restantes por meio do banco de vagas, que prevê a reposição dos profissionais que deixam a universidade pelos mais diversos motivos. E, assim, completar a contratação das 116 vagas autorizadas para a instituição.
Reuni

O pró-reitor de ensino de graduação, Ricardo Miranda, ressalta que a contratação de professores não é um processo trivial. Na Ufba, o número de vagas mais que dobrou, passando de 3.851 em 2003 para 7.991. Foram abertos cursos noturnos e ainda criados dois campi, nas cidades de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, e Barreiras, no oeste.

Miranda não soube precisar a necessidade real de educadores na universidade baiana, mas destacou que o quadro de docentes temporários é formado por 591 professores. “Como na maioria das universidades, faltam professores em quase todos os cursos, mas estamos trabalhando para atenuar esse quadro”, disse. “Acreditamos que até 2012 conseguiremos chegar a um número razoável de recomposição do quadro”, garante o pró-reitor.
Frustração de estudante

Representando os estudantes, Waldeck Alcântara, observa que ao ingressar em uma instituição pública, o aluno acredita que terá um curso de qualidade, mas vê seus sonhos frustrados pela falta de docentes. “Disponibilizar ensino público de qualidade para as pessoas que trabalham durante o dia é muito bom, mas, ao chegar à sala de aula e deparar-se com a ausência de professores, é frustrante”, diz ele.

No entendimento de Waldeck, o problema provoca atraso na grade curricular e, consequente, desperdício de dinheiro público.

Os estudantes disseram ainda que o diretor da faculdade, Celso Castro, havia se comprometido, antes do início do semestre, com a nomeação de professores, mas isso não aconteceu. Celso Castro admite que a reclamação do alunos é procedente e afirma que solicitou junto à reitoria a nomeação dos professores aprovados em concurso. Segundo ele, a reitora garantiu a convocação de ao menos parte do docentes e, no curto prazo o problema deverá estar solucionado. Ele assegurou também que está com os estudantes nesta luta e previu chegar em 2011 com 100% do quadro de professores fechado.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/16/alunos-de-direito-na-ufba-estao-sem-professor-em-dez-disciplinas-ha-dois-meses.jhtm

Burocracia e falta de senso de urgência dificultam implantação de projeto que dá um micro por aluno

Ana Okada
Em São Paulo

Demora para a liberação de verba por parte dos governos e falta de "senso de urgência" dificultam para a implantação de programas que dão micros a alunos carentes, tais como o brasileiro UCA (Projeto Um Computador por Aluno), observa o presidente da OLCP (One Laptop Per Child), Rodrigo Arboleda.

A organização defende que crianças dos primeiros anos escolares deveriam ter, cada uma, um computador.

Arboleda compara a educação à medicina: enquanto, na segunda, o paciente pode morrer se o atendimento demorar para ocorrer, na educação, por não haver essa urgência, os projetos demoram muito mais para tornarem-se realidade. "Como não há essa urgência, as crianças seguem nesse obscurantismo medieval", ressalta.

Segundo Arboleda, o computador ajuda o estudante a "aprender fazendo". Com isso, a memória retida torna-se mais profunda, a concentração e a curiosidade aumentam e a criatividade é mais estimulada. Quando levam o micro para casa, além dos alunos passarem a utilizar mais o computador, sua frequência escolar e o tempo que passam na escola aumentam. "Para nós, as crianças são uma missão e não um mercado; o computador é só um veículo para a mudança da cultura", diz.

Ele finaliza fazendo outra analogia à medicina: o projeto, para ele, deveria ser como uma vacina, que deve ser aplicada em grande escala, num tempo pequeno, com uma grande cobertura da população.
Brasil

No Brasil, a organização está presente por meio do UCA, do governo federal, que deve distribuir 150 mil computadores a 300 escolas até o final do ano. Para que esses micros saíssem do papel, foi necessário haver duas licitações, uma em 2007, que acabou sendo cancelada, e uma em 2010.

O país tem, via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), tem, atualmente, R$ 660 milhões disponíveis para a compra de mais equipamentos, instalação de infraestrutura nas escolas e capacitação de professores.

Os micros dados têm acesso à internet, programas didáticos diversos e utilizam softwares livres e "open-source": ou seja, podem ser programados pelos próprios estudantes. O modelo de computador oferecido atualmente pelo governo custa R$ 550.

O programa da OLPC, que foi idealizado no MIT (Massachussets Institute of Technology), nos Estados Unidos, já deu 1,5 milhões de computadores para crianças em 33 países, e 500 mil computadores estão em vias de serem entregues. Uruguai e Peru, na América do Sul, e Ruanda, na África, detêm o maior número de participantes -- mais de 1 milhão dos micros doados estão nesses países. Apesar dos números expressivos, o programa deveria ter crescido muito mais, na opinião do presidente: "Deveria haver 50 milhões de crianças atendidas. É muito difícil convencer os governos... Muitos estão convencidos, mas não sabem como fazer", diz.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/16/burocracia-e-falta-de-senso-de-urgencia-dificultam-implantacao-de-projeto-que-da-um-micro-por-aluno.jhtm

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Livro revela bastidores entre imprensa e governo

Portal do MEC
Bastidores, crises, o dia-a-dia de porta-vozes e secretários de imprensa de presidentes brasileiros são temas do livro No Planalto, com a Imprensa, lançado nessa terça-feira, 14, em Brasília. A relação entre imprensa e governo, nos últimos 50 anos, sob o ponto de vista destes profissionais recupera a história e memórias de pessoas que viveram de perto esta relação delicada entre governo e mídia. Produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, do Ministério da Educação, a obra reúne os depoimentos de profissionais que atuaram desde o governo de Juscelino Kubitschek, na década de 50, até 2005.

A cerimônia de lançamento teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Ministro da Educação, Fernando Haddad, e do presidente do Senado e ex-presidente, José Sarney, além de outros ministros, jornalistas e dos próprios ex-secretários de imprensa. No encontro, o presidente destacou a importância histórica que a publicação terá para pesquisadores, jornalistas e sociedade que poderão saber de detalhes do trabalho realizado. “Todos nós sabemos que sem um fluxo de informação não haveria como a sociedade ser bem informada. A assessoria de imprensa trata-se de uma atividade fundamental e deve funcionar de forma institucional e transparente. É fundamental que a imprensa seja livre e independente”, afirmou.

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando Lira, disse que o livro revela o papel do secretário de imprensa. “A evolução da história é gerada de acordo com a versão oficial que é importante, mas este livro permite ao porta-voz contar os bastidores daquilo que viveu.”

Com organização do ex-secretário de imprensa do governo Lula André Singer e dos jornalistas Mário Hélio Gomes, Carlos Villanova e Jorge Duarte, o livro reúne entrevistas com 24 ex-secretários. O ineditismo e resgate histórico marcam o livro de 987 páginas. Além dos porta-vozes e secretários, foram ouvidas outras 20 pessoas para compor um quadro do período anterior ao de Juscelino Kubitschek. A obra nasceu com o objetivo de resgatar a memória institucional da Secretaria de Imprensa. Na edição das entrevistas, os autores optaram por preservar a fala original dos entrevistados, sem checar as versões, para não fugir da proposta original de preservação de conteúdo histórico. O resultado foi uma coletânea rica em memórias, com revelações inéditas e, em alguns casos, bombásticas, e o desabafo de homens que se incumbiram de ser a ponte entre o governo e a mídia, tendo muitas vezes que lidar com crises e atritos decorrentes da situação.

Os autores do livro já planejam outros dois projetos: um livro com depoimentos dos ex-assessores internacionais da Presidência da República e outro com entrevistas com os ex-chefes do cerimonial. Há ainda a ideia para a criação de uma coletânea que trará a história dos atos da Secretaria de Imprensa. O objetivo é o mesmo da atual publicação: resgatar a memória institucional que não foi preservada ao longo dos anos de nossa história.

Adriane Cunha

Palavras-chave: livro, secretários de imprensa, governo, memória

Sugestões para o curso de RP podem ser enviadas até dia 30

Portal do MEC

Estudantes, professores e demais interessados em enviar sugestões para a comissão que trabalha na revisão das diretrizes curriculares do curso de relações públicas têm prazo até 30 de setembro para encaminhar suas contribuições.

O objetivo da revisão é definir diretrizes mais específicas para o curso de relações públicas, que atualmente conta apenas com aquelas estabelecidas para o de comunicação social. O objetivo é atualizar o perfil do profissional da área. O prazo final para recebimento das sugestões, que terminaria em 15 de setembro, foi prorrogado pela comissão.

Para subsidiar o trabalho de revisão, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação constituiu uma comissão de especialistas, presidida por Margarida Maria Krohling Kunsch, professora do curso de relações públicas da Universidade de São Paulo (USP).

Ao final do prazo da consulta, que começou no dia 15 de julho e já recebeu cerca de 100 sugestões, a proposta apresentada pela comissão à Sesu será encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão responsável pela aprovação das diretrizes curriculares dos cursos de graduação.

A consulta receberá sugestões sobre três questões: o perfil desejável do profissional de relações públicas diante das transformações políticas, culturais, sociais e tecnológicas contemporâneas; as competências a serem adquiridas na formação superior; e os mecanismos e instrumentos de formação do profissional pela academia.

A comissão foi constituída pela Portaria nº 595, de maio de 2010. Além da presidente, compõem a comissão os professores especialistas Cláudia Peixoto de Moura, Ésnel José Fagundes, Márcio Simeone Henriques, Maria Aparecida Viviane Ferraz, Paulo Roberto Nassar de Oliveira e Ricardo Ferreira Freitas.

Perfil - Margarida Maria Krohling Kunsch é professora titular da USP; livre-docente em teorias e processos de comunicação institucional; doutora e mestre em ciências da comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP); bacharel em comunicação social – relações públicas pela Faculdade de Comunicação Social Anhembi; docente dos cursos de graduação e pós-graduação; presidente da Comissão de Pós-Graduação; e coordenadora do curso de pós-graduação lato sensu de gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas da ECA-USP.

A revisão das diretrizes curriculares dos cursos de graduação teve início em 2009, com o curso de jornalismo. A proposta apresentada pela comissão presidida pelo professor José Marques de Mello foi encaminhada pela Sesu ao CNE e está sendo avaliada pelo órgão.

Acesse a consulta pública.

Assessoria de Imprensa da Sesu
Palavras-chave: diretrizes curriculares, relações públicas, sugestões

Novas tecnologias já podem ser usadas nas salas de aula

Portal do MEC
Diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e professores da educação infantil já podem usar em sala de aula oito novas tecnologias educacionais pré-qualificadas pelo Ministério da Educação. As ferramentas são específicas para a educação infantil e, a partir desta quarta-feira, 15, integram o Guia de Tecnologias Educacionais.

A chamada pública do MEC recebeu inscrições de 26 objetos educacionais produzidos por empresas, editoras, organizações sociais e institutos. De acordo com o coordenador-geral de tecnologias da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Raymundo Ferreira Filho, as tecnologias são instrumentos de apoio colocados à disposição dos gestores públicos e dos educadores. Raymundo salienta que a aplicação auxilia os professores na diversificação e no desenvolvimento das aulas, na motivação dos estudantes e na qualificação do ensino.

Três entidades com tecnologias educacionais pré-qualificadas na área de correção de fluxo escolar foram contratadas pelo MEC, este ano, para atender 833,3 mil estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Os alunos, de escolas de 1.174 municípios com baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb), estão em séries incompatíveis com a idade cronológica. Segundo Raymundo, a correção de fluxo nessas escolas começou em maio, com tecnologias desenvolvidas pelos institutos Ayrton Senna e Alfa e Beto e pelo Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa). O objetivo da ação é superar a defasagem escolar no período letivo de 2010.

O Guia de Tecnologias Educacionais relaciona os 141 objetos pré-qualificados até 2009 e traz um resumo de cada uma das propostas. Este ano, serão inseridas as cinco tecnologias pré-qualificadas para as escolas rurais e as oito da educação infantil.

Ionice Lorenzoni

Palavras-chave: tecnologias educacionais, SEB

Justiça confirma decisão do MEC de encerrar curso de direito

Portal do MEC

A Justiça Federal confirmou a decisão do Ministério da Educação de desativar o curso de direito da Universidade Castelo Branco (RJ).

A decisão que indeferiu a medida liminar ingressada pela instituição foi publicada nessa terça-feira, 13, pela Justiça Federal do Rio de Janeiro.

O curso da Universidade Castelo Branco foi submetido ao processo de supervisão da Secretaria de Educação Superior que, desde 2007, avalia as condições de oferta de cursos que apresentam resultados insatisfatórios nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

A determinação do MEC pelo encerramento do curso de direito da Universidade Castelo Branco ocorreu em março deste ano após a verificação de não cumprimento, por parte da instituição, do Termo de Saneamento de Deficiências que concedeu prazo de 12 meses para que a instituição promovesse as melhorias necessárias para a oferta de um curso de qualidade.

Em trecho da decisão, o Juiz Federal Fabio Tenenblat, da 30ª Vara Federal, afirma que “a avaliação e reavaliação da qualidade do ensino encontra-se dentre as atribuições do poder público, devendo o mesmo se pautar nos parâmetros de avaliação de qualidade e decidir sobre a continuidade, ou não, do oferecimento do curso”.

Os estudantes que estão atualmente matriculados no curso não serão prejudicados e poderão concluir os estudos na instituição ou solicitar a transferência para outra universidade.

Confira a íntegra da decisão.

Assessoria de Imprensa da Sesu
Palavras-chave: educação superior, curso de direito, encerramento

Exame de português para estrangeiros recebe inscrições

Portal do MEC
Os estrangeiros que pretendem obter certificação em língua portuguesa podem fazer, até 5 de outubro, pela internet, a inscrição para a prova do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). O exame está previsto para os dias 27 e 28 de outubro, no Brasil e em mais 28 países.

O Celpe-Bras é outorgado pelo Ministério da Educação com base no resultado de exame efetuado em instituições credenciadas — postos aplicadores — pelo MEC. Podem se candidatar estrangeiros, brasileiros com dupla nacionalidade e brasileiros cuja língua materna não seja a portuguesa. O participante deve ter, no ato da inscrição, a idade mínima de 16 anos e escolaridade mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro completo.

A participação no exame só será efetivada com a apresentação da cópia de documento de identificação e do recibo de pagamento da taxa de inscrição no posto aplicador da prova — o local do exame será escolhido pelo participante ao preencher o cadastro de inscrição. As orientações sobre o local e os horários das provas serão obtidas pelo participante no posto aplicador.

Como estabelece o edital do exame, os resultados serão divulgados no Diário Oficial da União e pela internet em 27 dezembro. Os certificados serão expedidos 90 dias após a publicação dos resultados. As inscrições devem ser feitas na página eletrônica do Celpe-Bras.

Assessoria de Imprensa do Inep
Palavras-chave: língua portuguesa, proficiência, Celpe-Bras

Institutos federais de educação profissional vão oferecer 17 mil vagas pelo Sisu

Agência Brasil
Alguns institutos vão disponibilizar 100% das oportunidades pelo sistema de seleção
Estimativa do MEC (Ministério da Educação) indica que os institutos federais que oferecem cursos de educação profissional e tecnológica vão oferecer 17 mil vagas no próximo semestre pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada). A ferramenta criada pelo MEC permite que os participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) possam disputar vagas em diferentes vagas de instituições públicas de ensino superior.
Alguns institutos vão disponibilizar 100% das vagas pelo Sisu, outros reservaram apenas parte da oferta. O Enem será realizado nos dias 6 e 7 de novembro. Cerca de 4,6 milhões de estudantes são esperados para fazerem as provas. No segundo semestre de 2010, 35 instituições participaram do Sisu, com a oferta de 16,5 mil vagas.
retirado do site:http://www.administradores.com.br/informe-se/noticias-academicas/institutos-federais-de-educacao-profissional-vao-oferecer-17-mil-vagas-pelo-sisu/37986/

Qualidade dos cursos de mestrado e doutorado evolui entre 2007 e 2010

Portal do MEC
A pós-graduação no Brasil avançou. Avaliação feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgada nesta terça-feira, 14, mostra que a qualidade dos cursos de mestrado e doutorado melhorou nos últimos três anos. Além disso, o número de periódicos publicados cresceu, bem como a quantidade de alunos titulados.

A avaliação da pós-graduação stricto sensu da Capes é realizada a cada três anos, com atribuição de notas que vão de 1 a 7. Este ano, 112 programas receberam a nota máxima, que equivale ao alto padrão internacional. Outros 75 ficaram com as notas mínimas. Os que obtiveram pontuação baixa têm prazo de um mês para entrar com recurso. Se forem mantidas as notas 1 e 2, serão descredenciados.

Na comparação entre a avaliação trienal de 2010 e a anterior, 19% dos cursos conseguiram aumento nas notas e 71% a mantiveram. O número de alunos que receberam títulos de mestre e doutor chegou a 139 mil. O total de publicações científicas foi de 300 mil entre 2007 e 2010.

“Há 40 anos, havia perspectiva de desenvolvimento da pós-graduação no Brasil diferente da que existe hoje. O país já ganhou respeito no exterior na área da produção científica”, afirmou o presidente da Capes, Jorge Guimarães. “O Brasil está em 13º lugar no ranking da produção científica mundial. A expectativa é alcançar a 9ª ou a 10ª posição nos próximos anos.”

O número de cursos de mestrado e doutorado avaliados cresceu 20,8% em relação a 2007. Este ano, foram avaliados 2.718 programas, que correspondem a 4.099 cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado. O maior crescimento de cursos avaliados foi verificado na região Norte (35,3%). O Nordeste vem logo em seguida (31,3%).

Na visão de Guimarães, a avaliação da Capes ajuda as instituições a melhorar a qualidade dos cursos que oferecem e dá aval a ações de outras agências de fomento à pesquisa. O resultado completo da avaliação está disponível na página da Capes.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: pós-graduação, mestrado, doutorado, Capes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Feira orienta jovens interessados em estudar na Alemanha

DE SÃO PAULO
Para quem pensa em estudar na Alemanha, pode ser uma boa dar uma passada na feira "Estudar e Pesquisar na Alemanha", que acontece sábado (18), no Goethe-Institut São Paulo. A entrada é gratuita.

Os estandes serão ocupados, principalmente, por representantes de universidades alemãs. Entre eles estarão expositores da BayLat, associação que congrega universidades da Baviera, e da DFG (Fundação Alemã de Pesquisa Científica).

De São Paulo, os convidados são da CCInt (Comissão de Cooperação Internacional), da USP, e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A ideia é que os estudantes tirem dúvidas sobre intercâmbio e cursos de idioma nas unidades alemãs do instituto Goethe, estágio, graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, bolsas de estudo para pesquisa acadêmica e científica, entre outros.

Para quem já estudou na Alemanha, é possível compartilhar experiências no estande da Aeba (Associação dos Ex-bolsistas da Alemanha).

A feira, que acontece das 12h às 18h, também promoverá palestras e sorteios de bolsas
"ESTUDAR E PESQUISAR NA ALEMANHA
Onde: Goethe-Institut São Paulo (r. Lisboa, 974, São Paulo, tel. 0/xx/11/3296-7000)
Quando: sábado (18), 12h às 18h
Quanto: grátis
Classificação: livre
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/798618-feira-orienta-jovens-interessados-em-estudar-na-alemanha.shtml

Unicamp oferece oficina para professores sobre o vestibular; inscrições começam em 20/9

Da Redação
Em São Paulo
A Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) irá realizar no dia 8 de outubro, a partir das 14h, o Encontro com Professores do Ensino Médio. As inscrições devem ser feitas entre os dias 20 e 24 de setembro, pela internet, no www.comvest.unicamp.br/. Podem participar professores do ensino médio público e particular e de cursinhos. Será cobrada uma taxa de R$ 30.

O encontro terá oficinas sobre as diferentes provas do vestibular Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Serão oferecidas 180 vagas para oficinas das seguintes disciplinas: matemática, biologia, história, geografia, química e física.
Segundo a assessoria de imprensa, serão discutidos os objetivos da prova e analisadas as questões, apontando-se o que era esperado dos candidatos e quais foram os erros e acertos mais comuns. O foco será nas disciplinas da primeira fase.
Unicamp 2011

As inscrições para o processo seletivo 2011 da Unicamp vão até 8 de outubro. Os interessados devem preencher o formulário disponível na página da Comvest. Confira passo a passo como se inscrever no vestibular.

* Faça aqui o download do manual do candidato da Unicamp 2011
* Faça aqui o download da revista do vestibulando da Unicamp 2011



A taxa de inscrição é de R$ 120. Serão oferecidas 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto).

A primeira fase do exame vai acontecer no dia 21 de novembro e o resultado com a lista de convocados para a segunda fase será divulgado em 20 de dezembro.

A segunda fase será realizada nos dias 16, 17 e 18 de janeiro. Já as provas de aptidão serão aplicadas em Campinas, de 24 a 27 de janeiro. A lista de convocados em primeira chamada será divulgada em 7 de fevereiro.

Mudanças

As principais mudanças no vestibular da Unicamp ocorrem no formato das provas.

Na primeira fase, o candidato terá que produzir três textos de gêneros diversos, todos obrigatórios. O número de questões passará de 12 questões dissertativas para 48 questões de múltipla escolha, sendo 12 de matemática,18 de ciências humanas e artes e 18 de ciências da natureza.

A segunda fase será realizada em três dias consecutivos, ao invés dos quatro anteriores. Serão aplicadas três provas de 24 questões dissertativas, realizadas durante três dias consecutivos.

Além das mudanças no formato das provas, haverá alterações de tempo e horário. A duração da prova da primeira fase passará de quatro para cinco horas. Já a duração da segunda fase está mantida em quatro horas por dia.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/09/14/unicamp-oferece-oficina-para-professores-sobre-o-vestibular-inscricoes-comecam-em-209.jhtm

Curso a distância beneficia pescadores de todo o país

Portal do MEC
Nesta terça-feira, 14, o Instituto Federal do Paraná (IFPR) lança, em Curitiba, cursos técnicos em pesca e aquicultura, que serão ministrados a distância em 26 estados do país. A iniciativa é uma parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O evento também marca o início do período de inscrições para os cursos, em que serão ofertadas duas mil vagas para pescadores e aquicultores.

Os cursos serão ministrados a distância, nos polos de apoio presenciais localizados em 50 telecentros Maré. É a primeira vez que um curso técnico vai abranger pescadores em todos os estados brasileiros.

O potencial do Brasil na área de pesca e aquicultura é um dos fatores determinantes para o desenvolvimento de políticas públicas na área. O país tem uma costa com 8,4 mil quilômetros e aproximadamente 5,5 milhões de hectares de lâmina de águas continentais, como rios lagos, lagoas e açudes. Embora desfrute de um território extenso, o Brasil produz apenas um milhão de toneladas de peixe por ano. Comparativamente, a China, que tem uma costa menor que a brasileira, produz 55 milhões de toneladas de peixe anualmente. O projeto traz a geração de emprego e renda, aliada à preservação ambiental e melhoria da qualidade de vida das comunidades pesqueiras.

De acordo com o diretor-geral de educação a distância do IFPR, professor José Carlos Ciccarino, a experiência, além de inédita, é um grande desafio. “Nós estamos criando uma metodologia própria porque temos um público e uma situação muito específicas”, diz. Ciccarino destaca que a equipe de professores foi treinada e capacitada para trabalhar com o público-alvo e com a tecnologia envolvida. Para os próximos anos, a equipe já discute a criação do curso de tecnólogo em pesca e aquicultura.

Os cursos - As teleaulas são ministradas nos estúdios do EAD/IFPR em Curitiba por um professor conferencista e são difundidas, via satélite, para 26 estados brasileiros. Um professor web auxilia o conferencista e, durante as aulas, responde a dúvidas e questionamentos dos alunos. Além disso, ainda existe a figura do tutor presencial, que faz a interação aluno-professor. Ele fica no polo de apoio presencial (Telecentro Maré) durante todo o tempo da teleaula, dando orientação aos alunos e repassando as dúvidas para o professor web, além de oferecer apoio extra-aula. Parte da carga horária do educando será destinada à prática profissional.

Os cursos têm duração de dois anos e serão ofertados dentro do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação Jovens e Adultos (Proeja). No final do curso, o estudante terá concluído o ensino médio e o curso técnico. Os certificados serão emitidos pelo Instituto Federal do Paraná. Neste primeiro módulo as aulas serão ministradas às segundas-feiras.

O lançamento dos cursos será no Campus Curitiba do IFPR, Rua Alcides Vieira Arcoverde, 1225, Jardim das Américas, às 9h. Participam do evento o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, e o coordenador da política de pesca do Ministério da Educação, Edmar Moraes.

Mais informações pelos telefones 0800-643-0007 e (41) 3535-1643 ou na página eletrônica www.ead.ifpr.edu.br.

Assessoria de Imprensa da Setec

Palavras-chave: educação profissional, institutos federais, curso a distância

Ministro visita cidade gaúcha e mostra o que foi feito pela educação

Portal do MEC

Caxias do Sul (RS) — O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou nesta segunda-feira, 13, aos empresários da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, um balanço das principais ações educacionais desenvolvidas no estado. No município, Haddad visitou obras do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul.

De acordo com o ministro, o Programa Caminho da Escola, do governo federal, entregou, de 2008 a 2010, 594 ônibus escolares a 231 municípios gaúchos. O programa financia a aquisição, pelas prefeituras, de veículos para o transporte escolar de estudantes da área rural.

No período de 2007 a 2010, o Ministério da Educação entregou 214 creches a 202 municípios do estado por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). De 2005 a 2010, segundo Haddad, 50 mil jovens gaúchos receberam bolsas integrais do Programa Universidade para Todos (ProUni) para estudar em instituições particulares de ensino superior.

Expansão — Aos empresários presentes ao encontro, o ministro fez um relato sobre a expansão da educação superior e profissional no estado. O Rio Grande do Sul recebeu três universidades federais — a do Pampa (Unipampa), com campi em dez municípios, a da Fronteira Sul (UFFS), que atende também estudantes de Santa Catarina e do Paraná, e a de Ciências da Saúde de Porto Alegre, após a transformação da Faculdade de Medicina de Porto Alegre em instituição federal.

Hoje, segundo Haddad, as três novas universidades e as quatro já existentes no estado — de Santa Maria (UFSM), de Pelotas (UFPel), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Rio Grande (Furg) — oferecem 20,5 mil vagas de ingresso por ano. No estado, também se verificou a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Em 2002, havia 12 unidades; hoje, são 27, com oferta de 21 mil matrículas.

Também em Caxias do Sul, o ministro visitou as obras de infraestrutura do instituto federal do Rio Grande do Sul e a empresa Marco Polo, que produz ônibus para o Caminho da Escola. Criado em 2007 para renovar a frota escolar, o programa atendeu, até fevereiro deste ano, 2.697 municípios. No período foram adquiridos 5.721 veículos. Haddad esteve ainda no campus de Bento Gonçalves do instituto. No mesmo município, no bairro Ouro Verde, ele visitou obras do Proinfância.

Rodrigo Dindo
Palavras-chave: instituto federal, obras, balanço, ministro

Preço é o maior atrativo para quem quer estudar línguas no Canadá

Christianne González
Da Redação, em São Paulo
Líder na preferência dos brasileiros que desejam fazer um curso de inglês de curta duração no exterior, o Canadá atrai os estudantes pelo preço acessível.

"Em média, o aluno paga US$ 1.250 por um curso de quatro semanas no Canadá", disse Daniela Almeida, supervisora de gestão de vendas da STB (Studant Travel Bureau), uma das maiores agências de intercâmbio do país. O mesmo curso nos EUA custa cerca de US$ 1.900, e quem vai à Inglaterra não gasta menos de US$ 2 mil. Em algumas escolas, esses valores incluem acomodação e meia pensão. Além disso, o custo de vida no Canadá é o mais baixo entre os três países.

Outros destinos, como África do Sul e Austrália, oferecem boas condições para alunos brasileiros, mas são menos disputados por causa da diferença cultural (caso da África do Sul) e pelo custo da passagem aérea (caso da Austrália).

Ensino médio não compensa
Primeiro em cursos de curta duração, o Canadá perde para os Estados Unidos quando o assunto é "high school" (ensino médio).

Segundo a agente Claudia Martins, do STB (Studant Travel Bureau), os programas de "high school" são mais atraentes nos EUA porque recebem subsídio do governo norte-maricano. "As escolas são públicas e as famílias que recebem os estudantes, voluntárias. Os custos para o estudante ficam por conta da passagem aérea, da documentação, da comissão do agente de intercâmbio e dos gastos do estudante no país", explica.

Para Roberto Passarelli, diretor do International Center Languages, em Minas Gerais, o custo de um curso de "High School" no Canadá (para estudantes de 15 a 18 anos) varia de 10 a 12 mil dólares canadenses ao ano. "Somando-se hospedagem, alimentação e transporte, esse valor pode superar 20 mil dólares canadenses ao ano, quase o dobro do que um brasileiros gartaria para cursar um ano de ensino médio nos EUA".
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/intercambio/canada.jhtm

Educação Fisica - Pega-pega americano, mãe da rua e fugi-fugi

Marcelo Jabu*
Nova Escola
Introdução
Dentro do universo de jogos e brincadeiras infantis, os jogos de corrida e perseguição constituem um segmento muito importante para o desenvolvimento da motricidade e também uma modalidade de atividade lúdica muito apreciada pelas crianças dessa faixa etária (6 a 8 anos).

Os três jogos propostos aqui mobilizam as habilidades de perseguir e fugir, em três contextos com características diferenciadas, a saber:

# No pega-pega americano, a trajetória de corrida de pegador e fugitivos é multi-direcional, ou seja, os deslocamentos acontecem em todas as direções possíveis.
# No mãe da rua, a trajetória do pegador é multi-direcional, mas as trajetórias dos fugitivos acontecem apenas em um sentido, de uma calçada para a outra.
# No fugi-fugi, a trajetória de corrida de pegador e fugitivos ocorre no mesmo sentido, mudando apenas a direção.

A realização desse tipo de atividade se justifica também pelas restrições de utilização do espaço impostas às crianças de hoje, principalmente para aquelas que moram em zonas urbanas.
Objetivos
# Reconhecer a existência de regras nos jogos vivenciados.
# Obedecer as regras com o auxílio do professor.
# Explicar as regras dos jogos verbalmente para outras pessoas.
# Realizar os movimentos básicos de correr, desviar, frear e equilibrar-se.
Conteúdos específicos
# Jogos de corrida e perseguição.
# habilidades motoras de correr, desviar, frear, equilibrar, além de capacidades físicas de velocidade, flexibilidade e resistência.
Ano
1º ao 3º ano
Tempo Estimado
Seis aulas de 40 minutos, subdivididos em 10 minutos para a roda de conversa inicial, 20 minutos para a vivência do jogo e os últimos 10 minutos para roda de conversa.
Material necessário
# Espaço físico plano e desimpedido (quadra, pátio, rua, praia ou similar).
# Lousa e giz.
Desenvolvimento das atividades
Em todas as aulas, inicie o encontro mostrando aos alunos como o jogo vai se desenvolver. Desenhe um diagrama simples na lousa, mostrando os limites de espaço a serem utilizados e o posicionamento das crianças. É interessante dar referências do espaço e representar os tipos de movimentos possíveis na atividade. Explique também as regras.

A seqüência didática está organizada em três conjuntos de duas aulas. Cada um dos jogos é vivenciado numa primeira aula e repetido na aula seguinte, visando a apropriação das regras e dos movimentos básicos por todo o grupo.

1ª e 2ª aulas
Pega-pega americano

Regras
Um jogador é escolhido como pegador, e os demais fogem dentro dos limites estabelecidos previamente. Quando um jogador é pego, ele deve ficar parado no lugar em que foi pego até ser salvo por algum outro jogador.

Para salvar um colega pego, o jogador deve agachar e engatinhar por entre as pernas desse jogador. É importante esclarecer que nenhum jogador pode ser pego pelo pegador enquanto estiver salvando algum colega.

O vencedor do jogo é aquele pegador que conseguir imobilizar todos os fugitivos, numa mesma rodada.

Atenção: é importante orientar os alunos sobre a forma segura de pegar os fugitivos, utilizando apenas o toque de mão em alguma parte do corpo do colega, evitando tocar a região do rosto e dos cabelos ou agarrar e segurar os jogadores fugitivos, o que poderá causar acidentes.

Periodicamente, interrompa a partida e torque o pegador, para garantir que ao longo das duas aulas todos os alunos passem pelas funções básicas do jogo: pegador e fugitivo/salvador.
3ª e 4ª aulas
Mãe da Rua

Regras
O espaço em que será realizado é delimitado por duas linhas paralelas com a distância de mais ou menos 8 metros entre elas, simulando o espaço de uma rua com duas calçadas.

As crianças se posicionam atrás de uma das linhas e ficam voltadas na direção do espaço entre elas. Um jogador é escolhido como pegador e se posiciona no centro do espaço de jogo.

O desafio para os fugitivos é atravessar o campo de jogo entre uma calçada e outra sem ser tocado pelo pegador, caso isso aconteça o jogador pego assume essa função, e o pegador passa a ser fugitivo.

Você pode propor uma regra que torna o jogo mais desafiante para todos os participantes: os jogadores fugitivos que deixarem uma das calçadas em direção ao campo não podem mais retornar para a calçada de onde saíram, tendo que tentar a travessia do campo.

Essa regra é um pouco difícil de ser seguida de pronto por crianças dessa idade pois envolve um controle corporal e uma leitura das velocidades e das distâncias entre os jogadores que é um pouco complexa. No entanto, é justamente a construção dessas noções de distância e velocidade o objeto principal de aprendizagem que o jogo promove nos jogadores.

Um desdobramento do grau de complexidade do jogo pode ser proposto na segunda aula de vivência do jogo, com a alteração de um detalhe da regra: o jogador que é pego se transforma em pegador, mas quem o pegou continua exercendo essa função, ou seja, a cada jogador pego aumenta o número de pegadores. Conseqüentemente, o espaço de fuga vai se tornando cada vez menor e o desafio para os fugitivos vai se tornando cada vez mais complexo.

Também aqui, cuide para que todos os jogadores possam vivenciar as funções de pegador e de fugitivo.
5ª e 6ª aulas
Fugi-fugi

O espaço para o jogo é delimitado num retângulo de 15 x 10 metros, aproximadamente. Essa medida pode variar um pouco em função do número de alunos e do espaço físico disponível. Se no início da atividade o educador perceber que o espaço está muito congestionado ou que os jogadores estão ficando muito distantes entre si, faça um ajuste nas medidas.

Um jogador é escolhido pegador e se posiciona atrás de uma das linhas do lado menor do retângulo. Os demais jogadores (os fugitivos) se posicionam atrás da linha, do lado oposto do campo onde está o pegador.

O desafio dos fugitivos é atravessar correndo o campo de jogo sem serem pegos, até a extremidade oposta do campo, a cada rodada. No início de cada rodada, o pegador, de sua posição inicial, grita a todos: "Lá vou eu!!!" Ao que os fugitivos respondem em coro: "Fugi-fugi!!!" e imediatamente partem para a travessia do campo de jogo.

Também aqui, ao jogador que entra no campo não é mais permitido voltar para trás da linha de fundo. Os jogadores que forem pegos se transformam em pegadores fixos, na posição do campo em que foram pegos, tornando-se auxiliares do pegador principal.

A cada rodada, repetem-se os avisos de "Lá vou eu!" e "Fugi-fugi!" antes de cada período de fuga e perseguição. Ao longo da partida, o espaço vai sendo ocupado por um número maior de pegadores fixos, e é declarado vencedor o jogador que conseguir se manter ileso até a rodada final.

Fique atento para o caso de um pegador escolhido não conseguir realizar seu propósito, tornando o jogo desinteressante para si e para o grupo. Nesse caso, escolha um segundo pegador para auxiliar o pegador principal.
Avaliação
Ao final de cada aula, reúna os estudantes numa roda de conversa para vocês avaliarem juntos os avanços conquistados e as dificuldades que foram enfrentadas durante a vivência dos jogos. Embora exista a possibilidade de um vencedor final, é pouco provável que isso ocorra nessa faixa etária. Atenção: saber quem foram os vencedores também é pouco eficiente, uma vez que a sensação mais efetiva é vivida pela criança a cada êxito alcançado no ato de conseguir pegar ou conseguir escapar.
* Marcelo Jabu é professor de educação física.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/planos-aula/ult3900u370.jhtm

Planetário do Carmo, em São Paulo, reabre sem projetor

GUTO LOBATO
DE SÃO PAULO
Três anos foram necessários para que o planetário do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, pudesse ser reformado e entregue ao público. Só que o espaço, reaberto nesta terça-feira, continua com problemas em seu principal projetor --o Universarium VIII/IX, um gigante alemão avaliado em R$ 3 milhões.
Os visitantes podem participar de oficinas, palestras e exibições de filmes no planetário, mas sem direito a observar o movimento de astros e estrelas. De acordo com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, ainda não há data definida para o conserto do equipamento, mas a empresa fabricante enviou um orçamento que já está nas mãos do poder público municipal.
Situado na margem leste do Parque do Carmo, a 20 km do centro de São Paulo, o planetário foi inaugurado em 2005 e recebia até 20 mil visitantes por mês, mas em menos de dois anos fechou para reformas.

A razão, segundo a secretaria, foi o impasse gerado desde que o espaço, construído pela empresa Telefônica e doado ao município, começou a apresentar infiltrações e rachaduras em sua estrutura interna, ao final de um período de chuvas.

Uma briga para decidir quem deveria arcar com os reparos se arrastou até o início do ano passado, quando o órgão investiu mais de R$ 1,2 milhão para recuperar o planetário. Agora, a secretaria quer reaver esse valor junto à Telefônica na Justiça. Em nota, a empresa informou que não tinha mais responsabilidade sobre a obra após entregá-la, mas mesmo assim contratou uma consultoria que identificou, em 2007, sinais de má conservação no prédio.

PROJETOR

Durante a reforma, o Universarium VIII/IX, fabricado pela empresa alemã Carl Zeiss, permaneceu guardado junto a 66 projetores de menor porte. Juntos, esses equipamentos fazem a simulação dos astros e estrelas na cúpula de 20 metros de diâmetro do planetário do Parque do Carmo --um dos maiores do Brasil.

Devido à exposição à umidade e ao longo tempo de repouso, algumas peças dos projetores apresentaram defeito quando testadas, logo após a finalização das obras civis, em junho passado. Por conta disso, a programação do planetário para este mês inclui ciclos de palestras e oficinas e exibição de filmes, mas nada de observação de astros.

A reportagem da Folha visitou o planetário e o encontrou em bom estado --havia, porém, alguns problemas no sistema de iluminação do interior da cúpula. O projetor Universarium ainda não tem previsão de ser consertado.

PROGRAMAÇÃO

Para setembro, o planetário terá uma programação que inclui a exibição de capítulos do filme "De olho no céu", toda terça-feira, às 14h, com debate e participação de até 30 pessoas, e o ciclo de palestras "Astronomia na educação ambiental", nos dias 18/9, 25/9, 2/10 e 9/10, sempre às 9h e com inscrições limitadas. O planetário fica na Rua John Speers, 137, no distrito Parque do Carmo. Informações pelo telefone (11) 5575-5425.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/798326-planetario-do-carmo-em-sao-paulo-reabre-sem-projetor.shtml

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