sábado, 4 de setembro de 2010

Universidades privadas terão R$ 60 milhões para infraestrutura

A Financiadora Estudos e Projetos (Finep) lançou uma chamada pública para selecionar propostas para apoio financeiro de projetos voltados à ampliação de infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica de universidades privadas. Somente poderão participar desta chamada instituições sem fins lucrativos que tenham, no mínimo, três anos de criação e pelo menos um curso de doutorado reconhecido pela Capes. As propostas devem ser enviadas até o dia 21 de setembro. Serão disponibilizados nesta chamada recursos não reembolsáveis da ordem de R$ 60 milhões, originários do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Cada universidade privada poderá participar como executora em apenas uma proposta, que deverá ser apresentada em formulário próprio, disponível no site da Finep, e encaminhado pela administração superior da instituição (ver quadro de prazos). O valor total solicitado em cada proposta deverá ter como referência o número total de cursos de doutorado da universidade. Cada curso dá direito a uma solicitação de apoio da ordem de R$ 1 milhão até o limite de R$ 10 milhões.

Prazos:
Data final para envio eletrônico da proposta: 20/9/2010
Data final para o envio da cópia impressa: 21/9/2010
Divulgação dos resultados: a partir de 17/11/2010

Veja aqui a chamada pública.
retirado do site:http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12636

O método não é tudo

Pensador espanhol relativiza importância dos métodos de ensino e ressalta que estes não podem ser desvinculados do contexto cultural do aprendiz. A família, diz ele, pode fazer a diferença


Com olhos voltados à questão do desenvolvimento cognitivo e suas relações com a educação, o pesquisador espanhol Mario Carretero, atualmente vinculado à Universidade Autônoma de Madri e à Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso, Buenos Aires), transita por várias áreas do conhecimento, da psicologia à história, passando pelas ciências naturais e sociais.

Pensador identificado com o construtivismo, autor de Construtivismo e educação (1996, com nova edição prevista para este ano pela Autêntica), e do recém-lançado Documentos de identidade - A construção da memória histórica em um mundo globalizado (Artmed), Carretero desconstrói, na entrevista concedida ao editor Rubem Barros, algumas críticas frágeis a práticas derivadas da teoria cognitiva que advoga. E, em contrapartida, alerta os docentes que professam o construtivismo para erros interpretativos recorrentes.

No Brasil, uma crítica recorrente à adoção de métodos derivados do construtivismo é a de que pouco se sabe sobre essa teoria da aprendizagem e de que ela é adotada com simplificações grosseiras. Isso é verdadeiro?
Conheço o Brasil e o que os professores estão fazendo, pois dei aulas durante três anos em diferentes cidades do país. Também fiz visitas a universidades e fui convidado para muitos congressos. É importante fazer uma distinção: uma coisa é falarmos da educação no Brasil no todo - e o Brasil é um país muito grande - e outra, diferente, é falarmos de uma certa quantidade de escolas, ou da aplicação de métodos em um determinado número de cidades, algo provavelmente mais relacionado a grupos de pesquisa ou de inovação. Estaríamos falando então de um número importante, mas não se pode dizer que isso represente o Brasil todo. Faço essa distinção porque nas discussões sobre o construtivismo, no Brasil e em outros países, essa diferença não é levada em conta. Uma coisa é falarmos de um aspecto do ensino, seja a leitura e a escrita, ou qualquer outro. Outra é falarmos de política educacional, que diz respeito a toda a população escolar. É o está refletido, por exemplo, nas avaliações internacionais, como o Pisa e outras, que dizem respeito aos resultados educacionais de toda a população estudantil de um país. Outra coisa é quando falamos de tendências, de algumas pesquisas. Nesses casos, não podemos falar do país todo, e sim de direções, do que achamos que é melhor ou pior para a educação, mas que não temos certeza de que seja realmente representativo de toda a população. Essa distinção é muito importante do ponto de vista teórico e empírico.

Feita a ressalva...
O termo construtivismo é muito genérico. Quando falamos de construtivismo, estamos fazendo uma consideração crítica sobre o construtivismo aplicado em sala de aula. Não podemos dizer apenas se está sendo bem ou mal aplicado, se é bom ou mau, isso não tem nenhuma utilidade. Temos de analisar com mais precisão. Do que falamos? De leitura e escrita nos primeiros anos? Do ensino da língua nos anos posteriores? Do ensino das ciências sociais ou da história? Da ciência? Uma parte muito importante do debate internacional em relação ao construtivismo, por exemplo, se deu na área do ensino de ciências nos anos que equivalem ao fundamental 2 no Brasil. As discussões internacionais sobre as aplicações do construtivismo hoje são muito grandes. Então, temos de diferenciar a questão do ensino de escrita e leitura nos primeiros anos e uma outra coisa, mais geral, que é a discussão sobre o construtivismo.

No Brasil, temos os radicais do método fônico e os radicais construtivistas. Há vida no meio termo?
A posição de que o conhecimento é construído não é algo sobre o que se tenham muitas dúvidas hoje no mundo. Podemos demonstrar, por índices quantitativos de influência de teorias no mundo acadêmico, que o construtivismo é um ponto de referência, uma grande influência em universidades como Harvard, Cambridge e outros lugares importantes em termos de pesquisa. Em geral, existe um consenso de que as crianças de 5, 6, 7 anos aprendem a relação entre fonema e grafema, por exemplo, de diferentes maneiras. Particularmente, estou numa posição intermediária entre as duas que você citou. Mas é uma questão ainda em discussão, não temos uma segurança total de que esse processo cognitivo é feito apenas de uma maneira.

Mas é uma construção cultural, e não um processo natural, não?
A leitura e a escrita, sem dúvida nenhuma, são processos muito artificiais, nenhuma cultura no planeta desenvolveu sozinha esta capacidade. São capacidades desenvolvidas apenas nas sociedades que têm escola. Outra coisa importante é o contexto em que esta capacidade é ensinada pela escola, e há aí uma distinção muito grande. As pesquisas, na maior parte das vezes, são realizadas em um contexto experimental, de laboratório, acompanhando os meninos individualmente, ou num contexto em que propõem modificações específicas em suas tarefas, analisando como conseguir melhores resultados mais rapidamente, por exemplo. Mas o que aparece nesse tipo de pesquisa não é a situação da escola, e sim algo que atende a essas especificidades. A escola sempre está em um determinado contexto social. Então, quando se faz uma crítica aos métodos construtivistas, muitas vezes são críticas às técnicas, às ações específicas para ensinar relações como fonema-grafema, ou entre letra e palavra, a forma escrita etc. Mas isso não é a única coisa que o construtivismo está operando. Ele opera também o respeito pela criança, a partir da ideia de que o docente tem de conhecer o desenvolvimento dela, tem de considerar como está processando o conhecimento. Ou seja, é preciso que se coloque uma situação social de diálogo com a criança. Isso é importantíssimo, pois as crianças que vivem num contexto de pobreza, em que os pais não têm livros ou material escrito, têm um ponto de partida completamente diferente daquelas de classe média, cujos pais leem livros e jornais. Pesquisas feitas mundo afora mostram que uma das variáveis mais importantes na aprendizagem de leitura e escrita são os pais.

Em função do ambiente cultural?
Independente do meio socioeconômico, o fato de os pais acompanharem as atividades de escrita e leitura dos filhos tem uma influência decisiva. Então, falar que um método ou outro é melhor em sala de aula, excluindo o contexto social e econômico, é completamente absurdo. Retomo o que dizia antes: não é possível fazer críticas ao construtivismo sem levar em conta as políticas educativas. Se uma população fracassa na aprendizagem de leitura e escrita, temos de levar em conta as condições sociais em que isso ocorre. É absurdo acreditar que o sucesso ou não desse processo depende somente de uma técnica ou método que está sendo aplicado em sala de aula. A maioria das avaliações internacionais mostra que os índices mais importantes que estão afetando os resultados da escola no mundo todo são os índices socioeconômicos e culturais, a participação das famílias nesse processo. Por exemplo, a renda per capita nos Estados Unidos é quase a mesma do Japão, mas as crianças japonesas têm um rendimento mais alto. Isso se deve ao fato de as famílias japonesas exercerem uma influência muito maior sobre elas, para o bem e para o mal.

Nos últimos 20 anos, a escola brasileira incorporou muitos alunos de famílias não letradas, com poucas condições de fazer esse acompanhamento. Como fazer dessas crianças pais participativos no futuro?
Há muitas experiências, na Europa, de sistemas educativos que tiveram uma melhora substantiva. Nos últimos 10 anos, os casos mais significativos, segundo o Pisa, são a Finlândia e a Polônia. Neste último caso, as conclusões são muito interessantes, pois a Polônia não tem um investimento no sistema educacional maior que o de outros países. O que fizeram foi desenvolver um conjunto de iniciativas destinadas à implicação das famílias no sistema educacional, e isso produziu um efeito bastante grande. Na questão do ensino de leitura e escrita, é importante que a criança, nas etapas iniciais desse processo, encontre sentido no que está sendo ensinado. Há uma pesquisadora com quem colaborei, Lauren Resnick, da Universidade de Pittsburgh, que em termos gerais pode ser considerada construtivista e que dirigiu de 1977 a 2008 o Learning Research and Development Center, e também foi diretora de um instituto de aplicação das teorias na realidade educativa. Ela faz uma associação interessante: diz que uma criança aprendendo a ler e a escrever é como um cofre do qual não se conhece a combinação. Nesse período, ela não entende que a junção de M + A e M + A, ou seja, eme, a, eme, a, dos sons dessas letras, vai resultar em MAMÁ (mamãe, em espanhol). Essa é uma chave que, segundo Resnick, a criança tem de encontrar a partir de uma combinação de regras, de instruções, que é muito artificial, não natural, e ela só terá a possibilidade de reconhecê-las, de usá-las, de as colocar em funcionamento, se isso vier acompanhado de um sentido.

A escola cria artificialidades para abordar o conhecimento. É possível fugir disso? Esse não seria um de seus grandes desafios?
Uma criança com um nível socioeconômico ruim, por exemplo, pode encontrar soluções para questões difíceis. Mas se esses problemas ou funções ou atividades tiverem um sentido em seu contexto. Concordo com algumas críticas ao construtivismo - e não tenho problema nenhum para falar disso, pois me considero um pesquisador
construtivista -, mas uma coisa é o construtivismo como pesquisa e outra é quando essa pesquisa é aplicada em sala de aula. Concordo com a crítica de que, nessa segunda circunstância, muitas vezes os professores não estão levando em conta a importância das rotinas, da repetição para que os meninos aprendam algumas coisas e possam utilizá-las de forma rápida e eficaz no âmbito do ensino da escrita e da leitura, por exemplo.

E na matemática?
Também na matemática. Diferencio a compreensão da aprendizagem. Muitas vezes, o professor acha que, se a criança já compreendeu uma determinada noção, isso é suficiente. E não é. Essa ideia tem de ser mudada. É importante também a prática organizada, rotineira, mecanizada. A compreensão não assegura realmente a aprendizagem. Esta precisa também de um nível de prática organizada, sequenciada, para assegurá-la. O que acontece é que essa prática não pode se basear apenas na rotina, em algo vazio. Uma criança de classe média consegue passar, com seus pais ou na escola, meia hora se dedicando a esse tipo de atividades, pois tem o costume de fazer esse tipo de coisa mais artificial. Isso tem uma função para ela, um sentido futuro. Ela sabe que os pais vão valorizar os resultados, a avaliação que obtiver. Mas aquelas que estão em outra situação econômica, que não têm esse estímulo cultural, têm problemas para cumprir essa rotina, pois não significa coisa alguma para ela naquele momento e nem mesmo mais tarde. Muitas vezes, essas discussões entre os resultados de um e outro método não são tão relevantes. O mais importante é que haja um maior investimento no sistema educacional para que se consiga uma implicação maior das famílias nessas atividades iniciais de leitura e escrita.
retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12948

De olho nos rankings, internacionalização está na ordem do dia nas universidades paulistas

Elisa Estronioli
Em São Paulo
Quando os gestores pensam como será a universidade do futuro, uma característica é quase unânime: as instituições de ensino superior terão de ser cada vez mais internacionais se quiserem sobreviver com prestígio. Mas o que siginifica essa internacionalização?

Para a professora Irene Kazumi Miura, presidente da Comissão de Relações Internacionais da FEA-RP/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto), a internacionalização, para além do movimento de mandar estudantes para o exterior e receber estrangeiros, está ligada à busca de excelência e compartilhamento. “Algumas unidades da USP já têm um fluxo consolidado de troca de conhecimento, pesquisas em conjunto, vai e vem de professores entre universidades, já é um movimento natural. Nos últimos anos, esse discurso está mais forte, como uma resposta ao processo de globalização. Se temos trocas de bens e servições, por que a educação estaria de fora?”

Porém, para concretizar esse processo, a professora enfatiza a importância da estrutura organizacional: recursos financeiros, pessoal especializado, com funcionários que falem inglês e espanhol. Principalmente o idioma anglo-saxão, uma vez que “a língua do mundo acadêmico é o inglês”.

A busca da internacionalização, na prática, é recente. A professora conta que as comissões de relações internacionais das unidades têm, em média, cinco anos. Na FEA-RP, por exemplo, a docente diz que o processo está mais consolidado pelo caráter de negócios da faculdade, que vem acompanhando o movimento de internacionalização das empresas. No entanto, há outras unidades que não contam com a mesma facilidade, porque, entre outros motivos, o cargo não conta com verba de representação, ou seja, o docente responsável pela comissão não recebe por isso. “Essa desigualdade está relacionada à carência da parte organizacional.”
De olho nos rankings

Para o professor José Pissolato Filho, da Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), há dois fatores que empurram para a internacionalização: os rankings mundiais, em que, “para subir, é preciso ser uma universidade global”, e, intimamente ligada a isso, a própria globalização: “a gente forma um engenheiro aqui, mas ele vai trabalhar fora, por isso é uma demanda do mercado que ele tenha essa formação multicultural, fale pelo menos duas línguas.”

O professor explica que a Unicamp "já nasceu com vocação internacional", devido à presença de professores que tinham essa experiência. No entanto, a universidade encontra dificuldades para cumprir essa tendência na prática. “A meta do reitor que assumiu é que 30% dos alunos tenham possibilidade de fazer intercâmbio. Mas é difícil”, afirma Pissolato Filho.

De acordo com o professor, uma universidade pode ganhar o rótulo de internacional se tiver, pelo menos, 15% de intercambistas. Segundo ele, o percentual da Unicamp fica por volta de 10% atualmente. Para buscar soluções para este problema, de um ano para cá a universidade criou um Grupo de Trabalho de Internacionalização, ligado à reitoria. O objetivo é subir as metas e transformar a universidade em internacional.

Na Unesp (Universidade Estadual Paulista) o desafio é a descentralização: a universidade está em processo de implantar um escritório de relações internacionais em cada um dos 23 campi espalhados pelo interior de São Paulo. Os titulares já foram indicados, e os escritórios estão ativos em unidades que contavam com estrutura anterior. Na maioria dos campi, no entanto, ainda não há essa estrutura – e a meta é organizá-la até o final deste ano, conta José Celso Freire Júnior, assessor de relações externas da Unesp. “Com isso, a ideia é conseguir junto à reitoria estratégias de internacionalização pra construir os programas. Hoje em dia, os projetos são tratados totalmente na reitoria, em São Paulo.”

De acordo com o professor, a Unesp conta com um atrativo para os estrangeiros: “Como a Unesp está em cidades pequenas, muito parecidas com as cidades de onde vêm os intercambistas, a violência não é uma questão premente [como nos grandes centros], temos qualidade de vida”.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/04/de-olho-nos-rankings-internacionalizacao-esta-na-ordem-do-dia-nas-universidades-paulistas.jhtm

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Como o Enem vai ser usado nas universidades federais do País

58 das 59 instituições utilizarão o Exame Nacional do Ensino Médio no processo de seleção de vagas. Confira levantamento;
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criado em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes no fim da educação básica, será utilizado este ano em 58 das 59 universidades federais como critério de seleção. Em 23 delas, será o único definidor para todas as vagas, a partir do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), enquantou outras reserverão uma parte das vagas para a disputa com a nota. Ainda há as instituições que usarão o resultado em complemento ao vestibular ou para preencher vagas remanescentes. O iG elaborou um levantamento dos critérios de todas as instituições federais. Confira:

Espírito Santo Universidade Como vai utilizar o Enem

Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)


Primeira fase do vestibular
Minas Gerais Universidade Como vai utilizar o Enem

Universidade Federal de Alfenas (Unifal)


Fase única para todas as vagas

Universidade Federal de Itajubá (Unifei)


Exceto para os cursos de engenharia que exigem prova específica, Enem será usado como fase única de seleção

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)


Primeira fase do vestibular

Universidade Federal de Lavras (Ufla)


Fase única para a maior parte das vagas

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)


Primeira fase do vestibular

Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)


Fase única para todas as vagas

Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)


Fase única para 10% das vagas. Para as demais, os alunos podem optar entre usar o Enem ou o vestibular

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)


Nota será complementar ao vestibular

Universidade Federal de Uberlândia (UFU)


Fase única para parte das vagas. Para as demais, o Enem será utilizado como primeira fase.

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)


Fase única para 50% das vagas

Universidade Federal de Viçosa (UFV)


Fase única para 20% das vagas. Para as outras, o Enem será usado como complementação de nota
Rio de Janeiro Universidade Como vai utilizar o Enem

Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)


Fase única para todas as vagas

Universidade Federal Fluminense (UFF)


Fase única para 20% das vagas

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)


Fase única para 40% das vagas

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)


Fase única para todas as vagas
São Paulo Universidade Como vai utilizar o Enem

Universidade Federal do ABC (UFABC)


Fase única para todas as vagas

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)


Fase única para alguns cursos e sistema misto de seleção (com Enem e vestibular) para outros

Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)


Fase única para todas as vagas

Visite o site: iG educação e verifique todas as regiões do pais.

Unila, no Paraná, seleciona vinte professores-visitantes

Da Redação*
Em São Paulo

Vinte professores qualificados e com experiência em pesquisa, ensino e extensão serão selecionados para ajudar na consolidação da estrutura acadêmica da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana). A seleção faz parte do programa PVS (Professor Visitante Sênior), da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Para participar, o candidato a professor-visitante deve ter doutorado concluído há no mínimo dez anos ou qualificação equivalente notoriamente reconhecida; estar aposentado ou oficialmente licenciado no momento da outorga da bolsa; ter experiência comprovada com as exigências requeridas para a condição de professor-visitante e, sendo brasileiro, ter currículo atualizado na Plataforma Lattes; ter sido professor e pesquisador de reconhecida competência em sua área.

As propostas, antes de aprovadas e homologadas pela Diretoria de Programas e Bolsas no País da Capes, serão analisadas pela área técnica e por um comitê científico especificamente instituído. O resultado deve ser divulgado em outubro e as bolsas, implementadas a partir de 1º de novembro, por dois anos, prorrogáveis por igual período. O programa prevê, para o professor-visitante, bolsa no valor de R$ 8.905,42 e passagem aérea (ida e volta), paga uma única vez, entre a cidade de residência e a do campus de atuação.

Para se inscrever no programa, cujo edital foi publicado no Diário Oficial da União (seção 3, página 26) de quarta-feira, 1º de setembro, o candidato deve enviar propostas, até o dia 30 próximo, por meio do endereço eletrônico pvs@capes.gov.br e, em impresso, para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Coordenação de Programas de Qualificação de Quadros Docentes. SBN, quadra 2, lote 6, bloco L, 10° andar. CEP 70040-020, Brasília, DF.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 2022-6259.

*Com informações do MEC (Ministério da Educação).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/03/unila-no-parana-seleciona-vinte-professores-visitantes.jhtm

Por que alguns vestibulandos sofrem da chamada "setembrite"?

Por Içami Tiba

Setembrite é a inflamação mental que um aluno tem quando percebe que está entrando na reta final dos estudos preparatórios para os exames escolares de final de ano, principalmente os vestibulares.


Esta inflamação pode evoluir para uma doença que é a realização mental de que vai ser impossível conseguir se preparar adequadamente porque não há mais o tempo suficiente para estudar tudo o que precisa. Mas pode também evoluir para se reorganizar nos estudos, adotando o esquema de entrar no clima de reta final.


Em geral, estes vestibulandos são os que sempre deixaram para estudar tudo na véspera da prova, conforme seu hábito de procrastinar, que aparece também em suas outras atividades. A mente do procrastinador funciona diferente da média das pessoas e o oposto das pessoas previdentes, que não deixam nada para a última hora. Vestibulandos há de todos os tipos, mas são os procrastinadores os que mais tumultuam a vida dos outros.


Um filho mantém a sua procrastinação e folga porque sempre os seus pais e outros à sua volta conseguiram ajudá-lo de última hora. Com esta ajuda, ele aprende que não vale a pena esforçar-se e ser previdente, pois mesmo sem nada fazer consegue os mesmos resultados. Para os folgados o nada fazer já é um lucro, enquanto para o previdente o lucro está no deixar pronto para não ter que correr de última hora. Assim, o folgado não muda o seu comportamento enquanto estiver recebendo lucros: pelo contrário, acostuma-se a receber pronto, sem se incomodar com o esforço despendido pelos sufocados, e começa a sentir que tem direito de ser folgado. “Se nunca fiz, por que teria que fazer agora?”, pergunta-se ele.


Um ditado caipira diz que os donos podem arrastar o burro até a água, mas quem bebe é ele. Ninguém pode beber água por ele. Assim também o filho se depara com a verdade que nunca precisou ver: quem tem que estudar é ele e que ninguém pode estudar por ele!


Setembrite é quando o filho descobre que o maior responsável pela vida dele é ele mesmo e não os seus pais nem os professores. Nas provas aprovativas, ele sempre conseguiu ser ajudado, isto é, os pais, os professores, a sociedade beberam água por ele. Enquanto pudermos acreditar que o vestibular é uma prova competitiva séria, quem tem de beber água é o vestibulando. É ele que vai ter que estudar, mesmo que os pais sejam os que pagam a conta do prejuízo que ele provoca ao não entrar em uma faculdade decente.


O que os pais podem fazer por ele é limpar o caminho até a água, isto é, facilitar a sua vida, poupando-lhe os esforços diários para se dedicar mais tempo a recuperar o atraso, como, por exemplo, levá-lo para onde ele precisar ir; deixar o local de estudos o mais em ordem possível, sem elementos que lhe roubem a atenção; preparando refeições balanceadas; aconselhando o jovem a ter um sono recuperador etc. Talvez tenham que limitar focos de distrações que lhe tiram um precioso tempo, tais como internet, sites de relacionamentos, baladas, uso de bebida, maconha (ou qualquer outra droga, mesmo medicações que o estimulem a estudar porque estas desgastam a mente e com o tempo tornam-se prejudiciais por tirarem o poder de concentração e apresentar distúrbios comportamentais).

O vestibular é uma das poucas oportunidades que todos os brasileiros têm para se por à prova em igualdade de condições, onde o que vale é a meritocracia. Uma meritocracia que é medida pelo número de pontos conseguidos, e não por vantagens advindas de malandragens, estudos de última hora, simpatias, promessas não cumpridas. Portanto é também uma oportunidade aos pais verificarem se realmente o filho tem o valor que eles sempre lhe dedicaram.
Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/colunas/icami_tiba/2010/09/03/por-que-alguns-vestibulandos-sofrem-da-chamada-setembrite.jhtm

SP não adere à agenda de desenvolvimento de EJA; sociedade civil se articula para fortalecer modalidade

Desirèe Luíse
Uma comissão composta por universidades, ONGs e fóruns está se articulando para fazer avançar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no estado de São Paulo. O objetivo da chamada Comissão da Agenda Territorial é constituir e implementar um plano para ajudar na formulação de políticas públicas para o modalidade de ensino no país.

“A comissão está em fase de construção de um pré-plano, tendo como base o documento da Conae [Conferência Nacional de Educação] e do Marco de Ação de Belém. O pré-plano conterá diagnósticos e proposições para alcançar os objetivos de melhoria”, explica o coordenador do programa de EJA da Ação Educativa e representante da organização na comissão da agenda paulista, Roberto Catelli.

O grupo tomou a iniciativa de criar a comissão em abril, após a não adesão do governo de São Paulo à Agenda Territorial de Desenvolvimento Integrado de Alfabetização e EJA. Iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação (MEC), a constituição da agenda pretende estabelecer estratégias político-educacionais de implantação e fortalecimento da EJA em parceria com os governos estaduais.

Dessa forma, cada estado deveria elaborar um plano estratégico que, além de um diagnóstico e de metas para os próximos anos, inclui também, como papel da agenda, acompanhar o processo de implementação do plano.

De acordo com Catelli, o pré-plano de São Paulo deverá ser submetido à avaliação do maior número possível de pessoas, secretarias e grupos ligados à EJA. Em outubro, seminários serão organizados no interior do estado para apresentar o documento e colher sugestões. Está previsto para a capital o maior dos seminários. A expectativa é a de que o plano representativo final esteja fechado até dezembro.

“Continuamos sem participação do governo. Fizemos convite à Prefeitura de São Paulo, que não sinalizou negativamente, mas também não se incorporou à comissão. Agora, estamos conversando com secretarias de munícipios menores”, afirma Catelli.

O governo de São Paulo não justificou à comissão o porquê da não adesão. Minas Gerais e Rio Grande do Sul também não estão participando do plano federal da agenda territorial de EJA, ao contrário dos outros estados brasileiros, que aderiram à proposta.

O coordenador ressalta que a situação de São Paulo com relação à educação de jovens e adultos é ainda mais preocupante, de acordo com os últimos dados divulgados. Em maio, a Secretaria de Educação do estado informou que matrículas de EJA reduziram 19,4% entre 2009 e 2010. Também diminuiu o número de escolas que oferece essa modalidade da educação – a queda foi de 18,9%.

“Sabemos da necessidade de alavancar a EJA em São Paulo. De certa forma, o estado tem naturalizado essa redução, na medida em que não tem atuado para reverter o processo. A proposta da Secad veio na busca de articulação, já que apenas o âmbito federal não consegue abarcar o necessário”, conclui Catelli.

Sob a coordenação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a comissão é constituída por vários representantes de setores da sociedade civil. Confira abaixo quem são seus integrantes.

UNDIME
Rosimary Mendes de Matos

UNCME
Valéria Aparecida Vieira Velis
Artur Costa Neto

UNIVERSIDADES
Maria Clara Di Pierro – USP
Maria Alice de Paula Santos- UNIGuarulhos
Maria de Fátima Furlanetti Rotta – UNESP Presidente Prudente
Cláudia Lemos Vóvio – UNIFESP

FUNAP – Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel
Juraci Antonio de Oliveira
Felipe Athayde Lins de Melo

FÓRUM MOVA/SP
Ionilton Gomes de Aragão
Francisca Bueno dos Santos

FÓRUM EJA/SP
Vinicius Xavier Zamattaro
Cláudio Marques da Silva Neto
Adriana Pereira Silva

REMEC/SP
Ricardo Corrêa Coelho
Raquel Barreira Perea

ONGs
IPF – Márcia Cristina de Oliveira
CECIR – Maria Tereza Secco
Ação Educativa – Roberto Catelli Jr.
Vereda – Vera Barreto
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/jouovekesh.mmp

Professores da Uniesp em Ribeirão Preto e Taquaritinga, em SP, ameaçam greve

JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO
O Ministério Público do Trabalho de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) recebeu denúncia de professores da Uniesp Faban da cidade de Taquaritinga de que há atraso no pagamento de salários --da letra I a Z, docentes não receberam o pagamento em agosto (relativo a julho). A denúncia aponta também, que diante do atraso, há risco de greve a partir deste mês.

Professores ouvidos pela Folha confirmam a intenção de greve, que deve ser articulada em uma reunião.

A instituição vive momento de crise: professores afirmam que o aluguel das duas unidades em Ribeirão, assim como a conta de telefone, está atrasada há dois meses. E que no campus em Taquaritinga funcionários não conseguem fazer ligações --só recebem, por falta de pagamento.

Em Ribeirão, os dois campi reúnem 1.200 estudantes, com cerca de cem professores.

Como a Folha publicou neste mês, a Uniesp Faban ainda não pagou os professores que foram demitidos em julho deste ano. O prazo era até sexta-feira da semana passada.

Além disso, a instituição estaria pagando o salário dos que ficaram por ordem alfabética e, até agora, só tinha chegado à letra "i". Em julho, a reportagem publicou que havia demitido de uma só vez por telegrama 41 docentes por contenção de despesas. A faculdade ainda não se pronunciou.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/793196-professores-da-uniesp-em-ribeirao-preto-e-taquaritinga-em-sp-ameacam-greve.shtml

Orçamento garante evolução em todas as áreas, diz o ministro

Portal do MEC
A evolução do orçamento do Ministério da Educação – de R$ 20 bilhões para R$ 67 bilhões, entre 2003 e 2011 – foi um dos destaques do balanço das atividades apresentado pelo ministro Fernando Haddad nesta sexta-feira, 3, em Santa Maria (RS). Haddad participou de evento com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou obras de quatro universidades federais gaúchas.

De acordo com o ministro, o crescimento do orçamento se deve à decisão do presidente de escrever e colocar em prática um programa transformador da educação. “Abrangente, o programa compreende investimentos públicos em todas as etapas do ensino, na formação de professores, na expansão da educação universitária, profissional e tecnológica”, disse Haddad.

Os frutos da decisão foram contabilizados pelo ministro: abertura de 250 mil vagas de ingresso nas universidades, segundo dados do Censo Escolar fechado esta semana (em 2002 eram 113 mil), 214 novas escolas técnicas federais estarão prontas até o final deste ano (em 2002 eram 140 unidades), 2 mil creches e pré-escolas financiadas com recursos do MEC que, quando concluídas, vão atender 300 mil crianças.

A ampliação das fontes de financiamento também foi proposta pelo governo federal e aprovada pelo Congresso Nacional. O Fundef, fundo que financiava o ensino fundamental, foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que financia toda a educação básica. Os repasses da União para o Fundef foram de R$ 430 milhões em 2002 e em 2010, com o Fundeb, alcançaram R$ 8 bilhões.

Haddad também relatou a vitória dos professores da educação básica na conquista do piso nacional de salário. Depois de décadas encaminhando uma reivindicação justa, de acordo com o ministro, os professores foram vitoriosos em 2008, com a aprovação da lei do piso no Congresso Nacional, imediatamente sancionada pelo presidente.

O ministro também falou nos investimentos no transporte escolar para os estudantes da área rural, na elevação dos repasses da União para a merenda escolar, no ingresso de mais de 700 mil alunos de escolas públicas em instituições de ensino superior privadas com bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni), entre outros.

Campi – De Santa Maria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad inauguraram campi e obras de infraestrutura nas universidades federais de Santa Maria (UFSM), do Pampa, de Rio Grande e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Ionice Lorenzoni

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estudantes defendem construção de uma comunidade democrática

Portal do MEC
A constituição de uma pátria latino-americana “sem muralhas”, o entrelaçamento de culturas e o respeito às tradições estão entre as expectativas das alunas Maria Alfonsina (argentina), Betânia Neves (brasileira), Nádia Wille (paraguaia) e Patrícia Sandes (uruguaia) estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).

Elas falaram em nome dos 300 colegas que integram a primeira turma da instituição, antes da aula inaugural proferida pelo presidente da República, Luiz Inácio lula da Silva, nesta quinta-feira, 2, em Foz do Iguaçu (PR).

Além de agradecer a oportunidade de estudar em uma instituição pública brasileira, as universitárias disseram que apostam na concretização do “sonho de criar no continente uma comunidade plural, democrática e integradora, onde índios, mestiços, negros e os povos que chegaram à região nos últimos cinco séculos possam compartilhar as riquezas e os conhecimentos aqui gerados”.

Assessoria de Comunicação Social

Lula enaltece integração latino-americana em aula inaugural de universidade

Portal do MEC
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concluiu a aula inaugural da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), nesta quinta-feira, 2, em Foz do Iguaçu (PR), lembrando que “estamos conquistando a nossa independência”. Segundo ele, “depois de 200 anos, estamos começando a andar com as nossas pernas, a falar com a nossa boca e a pensar com a nossa cabeça”.

Na aula, que marca o início das atividades acadêmicas da primeira turma de 300 alunos de seis cursos de graduação da Unila, o presidente Lula disse aos estudantes que falta muito para a conquista plena da integração do continente latino-americano, mas que muitos passos foram dados no seu período de governo.

O fortalecimento do Mercosul e a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) foram citados como partes dessas conquistas. A elevação da autoestima e o orgulho de ser latino-americano foram lembrados pelo presidente como valores a serem cultivados e ampliados dentro da Universidade Federal da Integração Latino-Americana.

A Unila, criada por lei em janeiro deste ano, tem hoje nas salas de aula estudantes brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios. A expectativa do presidente é que a universidade cresça em quantidade de curso e de alunos, mas, principalmente, que acolha jovens de todos os países do continente latino-americano. “Quero ver chilenos, peruanos, equatorianos, salvadorenhos, cubanos, venezuelanos, jovens de todos os países estudando aqui”, disse.

Lula também falou aos universitários sobre as riquezas do Brasil e dos países da região – carvão, petróleo, florestas, potencial hidrelétrico e das desiqualdades do continente. A desiqualdade, segundo ele, não é causada pela escassez de riquezas, mas pela má distribuição dos bens ao longo dos séculos. Para ele, “governos e cidadãos da região começam viver um novo tempo” e se mostram “capazes de reverter e superar as carências por meio da integração”. A Unila, segundo ele, é parte desse esforço.

Ionice Lorenzoni

Ouça a aula inaugural.

Rede articula escolas de 5 países para fazer currículo pró meio ambiente

Sarah Fernandes
Escolas e organizações sociais da Áustria, da República Tcheca, do Reino Unido, da República do Benim e mais recentemente do Brasil criaram uma rede para trocar experiências e criar um currículo baseado na preservação do meio ambiente. A ideia é que a temática seja trabalhada em todas as disciplinas e na gestão das 40 escolas envolvidas.

No Brasil participam a Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme de Almeida, a Escola Estadual Professora Julia Macedo Pantoja, o Colégio Bandeirantes e a Escola Teia Multicultural (Politeia) - todas localizadas na cidade de São Paulo (SP) -, além da Escola Estadual Professora Luiza Hidaka, de Suzano (SP). A rede é apoiada pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, pelo Instituto Akatu, pelo Instituto Paulo Freire, pela Fundação Roberto Marinho e pelo Instituto Politeia.

A coordenação da iniciativa, chamada Currículo Global para a Sustentabilidade, fica a cargo do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip). As escolas participantes foram indicadas pelas secretarias de educação por serem consideradas de boa qualidade e por desenvolverem atividades ligadas à preservação ambiental.

“É preciso incluir a temática em todas as disciplinas, pensar, por exemplo, Matemática sob a ótica de uma cultura de paz”, avaliou a coordenadora pedagógica do projeto, Madza Ednir, durante a reunião de lançamento do projeto, realizada na última semana, na capital paulista. “A sustentabilidade é uma nova maneira das pessoas se relacionarem com as outras e com o meio ambiente”.

Os colégios devem incorporar nas aulas temas relacionados à preservação do meio ambiente, comércio justo, consumo sustentável, pobreza e justiça social, sem fugir da sua programação oficial. “A escola já trabalha esse tipo de temática, mas com ações esparsas”, contou a professora de Língua Inglesa da Escola Julia Macedo Pantoja, Valéria Lopes. “O Currículo Global é uma oportunidade para que esses temas permeiem toda a escola”.

Os professores devem fazer um registro escrito dos planos de aula, das atividades propostas e das impressões dos alunos. As experiências dos cinco países serão reunidas em uma publicação impressa que será lançada em cinco línguas, em 2012, quando termina o projeto. Enquanto ele é implantado, as atividades serão postadas em um site da iniciativa, ainda em construção. O endereço é www.globalcurriculum.net.

Além da troca de informações via Internet, estão previstas reuniões mensais com cada colégio, oficinas reunindo as cinco escolas, elaboração, implementação e avaliação de planos de aula e visitas de estudo ao Reino Unido, na Europa, e à República do Benim, na África.

“A educação deve nos ajudar a reconhecer que somos parte da Terra. Entender isso é fundamental para mudarmos a relação de exploração dos recursos naturais”, afirmou na reunião a representante do Instituto Paulo Freire, Ângela Antunes.

Na República Tcheca o projeto é implantado pela organização Arpok, no Reino Unido pelo Centro de Educação Global de Leeds, na República do Benim pela organização Nego-Com e na Áustria pela entidade Südwind.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/thitotrepr.mmp

MEC compra 135 milhões de livros didáticos para escolas públicas

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

Os livros didáticos que serão distribuídos para as escolas públicas em 2011 custarão R$ 880,2 milhões. A compra de 135,6 milhões de exemplares foi feita pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). As obras começam a ser entregues nas escolas em outubro, pelos Correios.

Vinte e uma editoras tiveram livros escolhidos pelas escolas participantes do PNLD. Foram adquiridos 1.846 títulos diferentes a um preço médio de R$ 6,49 por exemplar. A partir deste ano, a distribuição foi condicionada à adesão ao programa. Mais de 200 municípios não firmaram o convênio e ficarão sem o livro didático que é distribuído gratuitamente.

Segundo o FNDE, a maior parte dos livros serão para alunos dos anos finais do ensino fundamental, que receberão livros novos de português, matemática, história, geografia, ciências e língua estrangeira. Cada livro deve ser utilizado por três anos consecutivos, quando é substituído pelo fundo. Os alunos dos primeiros anos do ensino fundamental receberão títulos de reposição. Do total de obras, 118,4 milhões serão para estudantes do fundamental e 17 milhões, para os do ensino médio
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/02/mec-compra-135-milhoes-de-livros-didaticos-para-escolas-publicas.jhtm

Mínimo denominador comum

Gabriel Jareta
Ao investir na criação de uma matriz para o ingresso na carreira docente, "Enem dos professores" deverá definir critérios mais claros para a formação
"Uma profissão que tem claros os parâmetros de seu exercício ideal é reconhecida e legitimada na sociedade." Assim começa a apresentação do texto do Marco para la buena enseñanza (marco para o bom ensino), documento publicado pelo Ministério da Educação do Chile em 2003 com o objetivo de nortear a busca pela melhoria na formação do professor e na qualidade de ensino daquele país. Sete anos depois, esse documento ajudou a compor, no Brasil, as bases da produção de uma matriz que terá como objetivo selecionar os melhores profissionais para fazer parte da carreira docente.

Para um país como o Brasil, que luta para vencer o desafio de oferecer uma Educação Básica de qualidade, a evolução do ensino público passa, necessariamente, pela escolha dos professores mais bem preparados para a tarefa de formar crianças e adolescentes. Um profissional que conheça a fundo o conteúdo que está ensinando, que saiba discernir qual o melhor método de ensino para cada turma, que tenha conhecimento sobre os processos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, entre outras atribuições que possam constituir o que se entende por um bom professor.

Essas habilidades são algumas que compõem o modelo que o governo federal está implantando com a criação do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que selecionará os candidatos a professor da educação infantil e das séries iniciais do fundamental. Esse exame consistirá numa prova única e de periodicidade anual, com abrangência em todo o país, nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O concurso não é obrigatório, e as secretarias municipais ou estaduais que optarem por utilizá-la devem fazer a adesão e, a partir daí, todos os interessados em seguir a carreira docente poderão utilizar a nota para preencher as vagas que eventualmente forem abertas. Será possível se inscrever para vagas em mais de uma cidade.

Com esse sistema, as redes - especialmente as de municípios de pequeno ou médio porte - não precisarão mais esperar pelo acúmulo de cargos vagos para abrir um concurso, reduzindo assim a necessidade de contar com professores temporários por mais tempo e em maior quantidade que o necessário. Ao mesmo tempo, as secretarias economizam nos altos custos necessários para formular e aplicar um exame (ou contratar uma empresa que possa fazê-lo) e têm a garantia de que estarão fazendo parte de uma prova que, de fato, pretende selecionar os melhores candidatos para a docência.

A formulação do exame para chegar aos melhores candidatos está sendo baseada em uma lista formulada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a partir de estudos acadêmicos sobre o currículo nacional e de experiências de países não só com os melhores índices em avaliações internacionais, mas que passaram por um debate nacional para formular um padrão de bons docentes, como é o caso do Chile. Também foram analisados documentos como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e diversos outros materiais e manuais. A equipe do Inep também realizou reuniões com especialistas, representantes de classe, professores e diretores - alguns vindos de escolas que obtiveram os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além disso, até julho o documento com os referenciais estava aberto para consulta pública no site do instituto.

"A nossa proposta foi chegar a fatores que poderiam indicar um bom professor por meio de um exame escrito", diz Gabriela Moriconi, coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Inep. A ideia do exame surgiu de uma demanda de estados e municípios que não conseguiam estabelecer métodos para contratação e mesmo avaliação dos quadros docentes, e acumulam vagas ocupadas por professores temporários. Com o novo método, diz, será possível abrir um edital para preencher cinco ou seis vagas, por exemplo. A primeira portaria foi encaminhada em maio de 2009 e desde então está sendo analisada e remodelada para chegar ao que Gabriela chama de "nível de detalhe", ou seja, a matriz final para a formulação do banco de questões do exame.

Estratégias em aberto
O documento com os referenciais divulgado pelo Inep para a consulta pública aponta para a definição de padrões que proporcionem "um marco para orientar as políticas de seleção, formação, avaliação e desenvolvimento na carreira do magistério". Esses padrões, baseados em sistemas internacionais, também devem ressaltar a importância do professor como alguém que precisa ter conhecimentos e habilidades específicas, que "não podem ser substituídos por mera boa vontade ou pelo desejo de trabalhar com crianças". "São fatores comuns (para um bom professor) mesmo em sistemas de ensino tão distintos", afirma Gabriela. O Inep consultou os padrões dos seguintes países, além do Chile: Austrália, Canadá, Cingapura, Cuba, Estados Unidos e Inglaterra, a partir dos quais chegou a uma lista de 20 características que compõem o perfil do bom professor.

Entre elas, destacam-se fatores básicos, como o domínio do conteúdo e o conhecimento sobre o sistema educacional, e também habilidades mais amplas, como o uso de métodos que promovam o desenvolvimento do pensamento no aluno e a comunicação com os pais. O Inep reconhece as limitações da prova escrita e prevê que, se necessário, as secretarias podem utilizar a nota do exame para complementar outros processos seletivos, como análise de currículo, entrevista e prova prática.

O Inep também não pretende direcionar o conteúdo da prova de maneira que algum método de alfabetização ou linha de ensino em particular sejam privilegiados. "Os professores devem conhecer os vários métodos e as várias abordagens, mas não é atribuição do Inep escolher qual é o melhor", afirma.

Para a pesquisadora Bernadete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, essa é a postura que deve ser seguida. "A matriz deve ser ampla e abordar fundamentos. Deve ser bem eclética e não pode privilegiar apenas um olhar. Não temos nada na pesquisa educacional que mostre que um caminho é melhor que o outro. O bom professor deve ter várias alternativas, pois cada classe exige estratégias diferentes", ressalta.

Na opinião de Flávia Medeiros Sarti, do Departamento de Educação da Unesp de Rio Claro, o exame não poderia ter a função de direcionar o método de trabalho. "Na história da pedagogia há uma obsessão recorrente por um método universal", diz. Apesar disso, a experiência tem mostrado que o ensino mais eficiente deve partir de uma atividade de criação própria, forjada a partir do conhecimento da história e das diferentes possibilidades disponíveis. "O professor deve ter uma relação especial com o outro e com o conteúdo, para que ele crie seu trabalho. O ensino é uma atividade criativa", afirma.

Exigências superficiais
Por enquanto, a experiência brasileira mostra que esses padrões desejados ainda pertencem ao campo das ideias. Um estudo da própria Fundação Carlos Chagas, publicado em março de 2009, mostra que os concursos públicos para contratação de professores no país buscam, em grande parte, verificar o conhecimento do candidato a respeito do funcionamento dos sistemas educacionais e da legislação - e pouco ou quase nada sobre as práticas docentes. O estudo "Formação de professores para o Ensino Fundamental: estudo de currículos das licenciaturas em pedagogia, língua portuguesa, matemática e ciências biológicas", organizado por Bernadete Gatti e pela pesquisadora Marina Muniz Rossa Nunes, analisou 35 editais de concursos públicos (14 estaduais e 21 municipais), divulgados entre 2002 e 2008, de todas as regiões brasileiras.

Uma das conclusões do estudo é a de que exigência de domínio do conteúdo se concentra em algumas questões básicas de língua portuguesa, como gramática e interpretação de texto, mas pouco se exige de conteúdo de matemática. Já em relação às "didáticas específicas" e às "metodologias de ensino", pouco é exigido. "As questões classificadas nessas categorias aparecem em quase todos os concursos, porém são poucas e não pesam na distribuição das provas", aponta o estudo. Ainda assim, quando surgem, são superficiais e não contemplam a relação entre teoria e prática. "(...) o comum são as questões se aterem a uma teorização totalmente descolada de significado mais concreto, referindo-se a um jargão ou nomenclatura específica, que pouco traduzem o que o candidato sabe sobre como ou por que trabalhar com as crianças e os conteúdos com esses fundamentos", aponta o texto.

Diante dessas conclusões, o consenso entre Inep e especialistas aponta para um processo seletivo capaz de detectar o quanto o futuro professor é capaz de aproximar o conhecimento teórico ao cotidiano da sala de aula. Para a pesquisadora Anna Helena Altenfelder, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a atividade docente pressupõe um professor que, em primeiro lugar, saiba planejar e, em seguida, seja capaz de pensar estratégias para organizar a situação de aprendizagem. "O conhecimento teórico permite ter clareza. O professor precisa saber qual método usar em cada situação, lançar mão da observação para fazer mudanças, levar em conta aspectos sociais e afetivos", ressalta.

A prova escrita também deve ser capaz de identificar a desejada capacidade criativa do professor, uma habilidade necessária para lidar com realidades tão distintas como as presentes nas escolas brasileiras. Para Flávia Sarti, da Unesp, o exame tem méritos ao regulamentar as bases da seleção do professor, mas a discussão deve levar em conta a falta de estrutura de algumas escolas ou redes para que essas práticas sejam aplicadas. "Quando falamos em um perfil nacional, me incomoda saber que é um perfil único para um país tão grande e heterogêneo. O mesmo perfil vale tanto para uma escola da cidade de São Paulo quanto para uma do interior do Piauí? E mesmo dentro de uma cidade temos realidades diferentes", afirma. Para a professora, a prova escrita poderá, sim, ser "muito interessante", mas como complemento ao processo de seleção.

Anna Helena concorda que o exame não pode ser um instrumento único para tentar melhorar o nível dos professores e do ensino como um todo, embora seja importante deixar claro quais são os parâmetros desejados para ingressar na carreira e sirva como subsídio para a aplicação de outras políticas. "Como medida isolada, é inócuo. Só será válido se estiver atrelado ao direito de uma escola de qualidade", diz.

Cobrança de conteúdo
Os temas apresentados como referenciais pelo Inep também procuram dar ênfase ao domínio de conteúdos específicos e das práticas de ensino, algo que costuma ser pouco explorado pelos concursos públicos. Como consequência imediata, quem tem a tarefa de ensinar língua portuguesa, matemática, história, ciências, também não é capaz de compreender os conteúdos dessas disciplinas de maneira satisfatória. "A atividade docente consiste em saber o que ensinar e como ensinar, as duas dimensões integradas", afirma Anna Helena, que acredita haver um problema sério de desconhecimento do conteúdo entre os professores das séries iniciais. Para Flávia Sarti, essa é uma defasagem decorrente da própria formação básica do professor, o que configura um círculo vicioso perverso. "Tentamos assegurar que esses professores dominem o conteúdo, mas a relação também deve ser diferente. O ensino pressupõe uma compreensão 'para além' de apenas saber o
conteúdo", aponta.

No caso dos professores polivalentes, responsáveis pelos primeiros anos do ensino fundamental, as lacunas aparecem de maneira ainda mais crítica - e o curso de pedagogia, na grande maioria das vezes, não consegue recuperar esse tempo perdido. De acordo com Marisa Garcia, que dá aulas nos cursos de graduação e pós-graduação do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, seria o cenário ideal se a universidade conseguisse dar conta de reforçar a formação inicial dos alunos, mas não há nem tempo previsto para esse fim nos currículos. "Precisamos, antes de tudo, de uma política educacional que dê conta da formação básica. Vejo como uma saída as instituições de ensino superior oferecerem cursos de extensão para preencher essas lacunas na formação", diz.

No caso específico da educação infantil, identificar habilidades e o conhecimento dos conteúdos parece ser uma tarefa ainda mais delicada. Maria Angela Barbato Carneiro, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista na área, acredita que o candidato a docente precisa ter um perfil de observador atento do universo das crianças, além de saber estimular a criatividade e impor limites. "Na prática, existe um preconceito contra o professor de educação infantil. A brincadeira é extremamente importante para o desenvolvimento e a socialização, e as situações precisam ser planejadas para cada etapa", explica.

Repensar a formação
A criação do exame deve, em médio e longo prazo, provocar um impacto na formação de professores e, acredita-se, essa mudança será para melhor se for baseada em uma matriz referencial amplamente discutida e aceita. "(O exame) precisa medir esses conhecimentos, mas também deve oferecer subsídios para pensar a própria escola", afirma Anna Helena, do Cenpec. Em princípio, a pesquisadora Bernadete Gatti tinha dúvidas sobre a implantação da prova. Ela tinha receio de que os cursos de formação de professores pudessem se transformar em "cursinhos" para a prova, em vez de melhorar as práticas e os currículos. "A grande lacuna na formação se refere a questões ligadas a práticas pedagógicas e seus fundamentos. O professor não tem repertório que lhe permita planejar aulas, escolher métodos, selecionar livros didáticos", afirma.

Flávia Sarti espera que os cursos comecem a se reestruturar em função das diretrizes, principalmente em relação às demandas que a cada dia surgem no cotidiano da sala de aula. "A nossa experiência mostra professores muito angustiados com a quantidade de tarefas que têm para dar conta. Há uma inflação de projetos que chegam à escola sem que isso esteja planejado e as demandas ultrapassam o que se concebe como função docente", relata. Para ela, tão importante quanto selecionar bem seria criar dispositivos de auxílio à iniciação na carreira, como o acompanhamento de tutores. "É uma questão de dar início à cultura escolar, ter próximo alguém experiente para discutir, tirar dúvidas, procurar caminhos", sugere.

A distância entre a formação nas instituições e a realidade escolar também pode ser diminuída com uma atenção maior aos estágios, de preferência na rede pública, e o acompanhamento de professores na sala de aula. "A formação precisa contemplar uma dimensão prática", afirma Marisa, do ISE Vera Cruz. Um exame que esteja atento a essa visão pode ser mais interessante para a carreira docente. "Sabemos o quanto é importante a história da educação, a sociologia, mas essas disciplinas precisam conversar com o dia a dia das aulas e mesmo entre elas", ressalta.

Pensando nas próximas gerações
Maria Angela, da PUC-SP, espera que o exame possa trazer contribuições para valorizar a profissão, especialmente se a prova for pensada em conjunto com uma formação continuada, inclusive com a utilização da tecnologia, como o uso de cursos a distância ou semipresenciais. "Investir em educação significa investir em tudo: qualificação, remuneração, infraestrutura. O professor é a peça mais importante nesse processo e as políticas públicas devem pensar nele tanto para melhoria profissional quanto pessoal", defende.

Ao longo de 2011, quando os primeiros professores selecionados por meio do exame começarem a trabalhar na prática e a relatar suas experiências, será possível começar a medir o quanto a preocupação ampla e articulada com a carreira docente pode trazer de boas notícias para as próximas gerações. Não só de alunos, mas também
de professores.

Próximos passos

A consulta pública sobre os referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, encerrada no início de julho, teve a participação de quase 1.600 pessoas e 90 instituições, de acordo com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A matriz final deverá estar pronta entre setembro e outubro, para que então as questões sejam formuladas para a prova de 2011 - ainda sem data definida. A expectativa é que em longo prazo haja um grande banco de dados de questões, que poderia ser utilizado para, por exemplo, ajudar a compor a prova de uma rede que deseja avaliar outros conhecimentos específicos.

Segundo a coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Inep, Gabriela Moriconi, um "segundo momento" do exame prevê a ampliação da prova para os anos finais do fundamental e para o ensino médio, incluindo os candidatos a professor das disciplinas específicas. Durante as discussões com especialistas e representantes de secretarias e escolas, também foi proposta a ideia de mudar o nome de "exame" para "concurso", mas ainda não há consenso sobre o assunto.

Agora a valorização?

A concepção de um padrão nacional para o ingresso de professores na carreira docente poderá ter como reflexo positivo a valorização da profissão diante da sociedade. Isso porque, a partir de uma seleção mais bem planejada, será necessário oferecer a esses novos professores as ferramentas adequadas para o cotidiano da sala de aula e para a própria formação. "Depois que o exame selecionar os melhores professores, em que condições eles desenvolverão seu trabalho?", questiona Flávia Medeiros Sarti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro. Para ela, o fato de saber o que a sociedade espera do professor deverá delimitar as funções docentes e suas necessidades com mais clareza - uma queixa recorrente da categoria.

Os referenciais para o exame também poderão estar de acordo com o que se espera da escola - e da profissão - no mundo contemporâneo, com desafios que nem sempre a formação consegue acompanhar. No livro Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente, José Carlos Libâneo estabelece dez pontos sobre "novas atitudes docentes" para lidar com as questões da sociedade atual. "Não só o professor tem seu lugar, como sua presença torna-se indispensável para a criação das condições cognitivas e afetivas que ajudarão o aluno a atribuir significado às mensagens e informações recebidas das mídias, das multimídias e formas variadas de intervenção educativa urbana."

Conteúdos da prova

Para organizar o conteúdo que será cobrado no Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, o documento para consulta pública divulgado pelo Inep traz uma lista com 16 temas, gerais e específicos, que devem servir como "guia" para a concepção da matriz final. A equipe técnica se baseou nos principais documentos que regulam o sistema educacional brasileiro, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), além de materiais de referência nacionais e internacionais. Cada um dos temas foi também desdobrado para chegar às habilidades e conhecimentos que poderiam ser cobrados por uma prova escrita.
Temas gerais
- Direito à educação;
- Políticas educacionais vigentes;
- Processo de desenvolvimento humano e aprendizagem;
- Planejamento pedagógico;
- Estratégias, abordagens, atividades e recursos pedagógicos;
- Avaliação pedagógica;
- Adaptações curriculares para o atendimento de alunos com necessidades especiais.
Temas específicos
- Leitura e compreensão de textos;
- Produção de textos (a ser verificada por meio de redação);
- Ensino de língua portuguesa;
- Conhecimento matemático;
- Ensino matemático;
- Conhecimento em ciências sociais e naturais;
- Ensino de ciências sociais e naturais;
- Educação infantil;
- Educação de jovens e adultos.
Retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12950

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Carta-compromisso apresenta desafios para próximos seis anos

Portal do MEC
Educação de qualidade para todos e valorização dos profissionais da educação são princípios da Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade, lançada nesta terça-feira, 31, na sede do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília. O documento, assinado por 27 instituições e movimentos favoráveis à educação, é uma convocação aos futuros governantes e ao Congresso Nacional.

A carta-compromisso apresenta sete desafios a serem vencidos até 2016 e propõe a criação de um sistema nacional de educação. Entre os desafios, destacam-se a inclusão escolar de todas as crianças e adolescentes de quatro a 17 anos até 2016, a superação do analfabetismo de jovens e adultos e a garantia da plena alfabetização de crianças aos oito anos de idade até 2014.

O projeto de criação de um sistema nacional de educação, recomendado pela Conferência Nacional de Educação (Conae) em abril deste ano, foi retomado pelo grupo que subscreve a carta-compromisso. Pela proposta, o sistema seria estruturado em três pilares — elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, estabelecimento do regime de colaboração entre a União, estados e municípios e colocação em prática da lei de responsabilidade da educação, também aprovada pela Conae.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Educação, Carlos Ronca, a carta, resultado de meses de trabalho das instituições e movimentos, representa um compromisso com a melhoria da qualidade da educação nesta década. Ronca reconhece que o país avançou muito na educação nos últimos anos, mas considera importante a construção conjunta de um projeto nacional. “Este é um momento de festa, mas também de compromisso”, disse.

Ionice Lorenzoni

Palavras-chave: educação, qualidade, carta-compromisso, CNE

Programa Pró-Letramento poderá atender mais de 1.500 cidades

Portal do MEC
Estados e municípios que aderiram ao programa Pró-Letramento e ainda não confirmaram sua participação têm até o dia 10 de setembro para enviar ao Ministério da Educação as informações solicitadas, como nome e contatos de um coordenador.

O Pró-Letramento, programa de formação continuada para melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura, escrita e matemática, é destinado aos professores das séries iniciais do ensino fundamental de escolas públicas. Poderá atender este ano 1.549 municípios de 24 estados e dez secretarias estaduais de educação que responderam aos seguintes critérios de seleção: não ter participado do programa em anos anteriores, ser município prioritário – aqueles com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) inferior à média nacional – ou que possua demanda para formação de mais de 100 professores, mesmo já tendo participado do Pro-Letramento.

No entanto, dos 1.549 municípios que já aderiram, 656 ainda não confirmaram participação. Das dez secretarias de educação, quatro também precisam complementar informações para garantir atendimento em 2010.

Para a confirmação da participação no programa é necessário que os municípios e secretarias selecionados indiquem o nome, telefones e endereço eletrônico de um coordenador, bem como endereço da secretaria de educação. As informações devem ser enviadas Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. para o Ministério da Educação. As atribuições do coordenador estão detalhadas no Guia do programa.

Assessoria de Imprensa da SEB

Veja a lista dos 1.549 municípios selecionados.

Palavras-chave: Educação básica, Pró-Letramento

Comunidade acadêmica debate evolução da modalidade no país

Portal do MEC
Foz do Iguaçu (PR) — A melhoria da qualidade dos cursos de educação a distância, as novas tecnologias, os conteúdos e as práticas pedagógicas estarão em debate a partir desta quarta-feira, 1º, no 16º Congresso Internacional de Educação a Distância. O encontro reúne, até sexta-feira, 3, em Foz do Iguaçu (PR), 1,1 mil participantes da comunidade acadêmica do Brasil. Farão palestras representantes da França, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Venezuela, República Dominicana e Paraguai.

O 16º Congresso Internacional de Educação a Distância reúne, até sexta-feira, em Foz do Iguaçu, 1,1 mil participantes da comunidade acadêmica nacionalNa cerimônia de abertura, na noite de terça-feira, 31 de agosto, o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Litto, afirmou que o Ministério da Educação tem contribuído para a melhoria da qualidade dessa modalidade de ensino no país. Para ele, o canal de diálogo estabelecido por meio da Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC tem sido fundamental para responder as questões da comunidade. A Abed é a promotora do encontro.

Em 2008, o MEC abriu processo de supervisão em 39 instituições de ensino superior para avaliar os cursos de graduação a distância e garantir a qualidade. O secretário de educação a distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, salientou que o governo federal tem investido na modalidade. “A educação a distância é um processo que desenvolve o processo cognitivo do estudante, e isso tem sido demonstrado no desempenho positivo desses alunos”, analisou. “Ao inserir estudantes excluídos do processo educacional, principalmente por morarem em locais distantes dos grandes centros, conseguimos realizar essa inclusão.”

Nesta quarta-feira, 1º, o encontro tem prosseguimento com apresentações sobre a evolução da educação brasileira, avaliação e novos modelos educativos, entre outros temas. De manhã, o secretário Carlos Bielschowsky fala sobre a educação a distância no Brasil nos últimos anos. À tarde, das 14h30 à 16h30, participará de mesa-redonda com a comunidade para esclarecer dúvidas sobre regulação e supervisão de cursos.

Adriane Cunha


Palavras-chave: educação a distância, Seed

Educação de qualidade: do palanque à ação

VINCENT DEFOURNY

A "Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade" apresenta propostas para a construção de um sólido projeto nacional


O papel prioritário da educação para o desenvolvimento do Brasil é uma unanimidade. No programa da maioria dos candidatos às próximas eleições, o tema aparece em destaque. Mas será que esse discurso bem-intencionado para atrair votos vai se transformar em ações concretas que permitam o salto qualitativo de que a educação brasileira tanto precisa?
Cabe aos eleitores e à sociedade exigir uma resposta efetiva a essa urgência nacional. Com tal preocupação, um grupo de parceiros de peso, comprometidos com a questão educacional, lançou esta semana a "Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade".
O documento, que será entregue aos candidatos à Presidência, a governos estaduais e ao Congresso, apresenta propostas para a construção de um sólido projeto nacional de educação que tenha continuidade no futuro, independentemente de quem estiver no poder.
Ir além dos avanços educacionais já alcançados, que precisam ser reconhecidos, é decisivo para o futuro do Brasil. O país encontra-se em uma situação favorável para a promoção de uma educação inclusiva e de qualidade para todos, pois vive um momento privilegiado de crescimento econômico.
É hora, portanto, de elevar os investimentos em educação e mostrar, nos orçamentos públicos, a relevância do setor, que precisa ser integrado ao programa maior de desenvolvimento nacional.
Além de aumentar progressivamente o percentual do PIB investido em educação pública, os futuros governantes e parlamentares precisam ainda assumir compromissos inadiáveis, como a valorização dos profissionais de educação.
Mudar a condição docente é peça-chave para a melhoria da qualidade da educação brasileira. Isso significa promover formação, remuneração e novas perspectivas de carreira para os professores, que são atores indispensáveis para ajudar o Brasil a alcançar novos patamares de justiça social e desenvolvimento.
Incluir, até 2016, todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola; universalizar o atendimento da demanda por creche nos próximos dez anos; superar o analfabetismo dos jovens de 15 anos ou mais; garantir a aprendizagem para todos; alfabetizar plenamente todas as crianças até os 8 anos de idade; estabelecer padrões de qualidade para todas as escolas brasileiras e ampliar as matrículas na educação profissional estão ainda entre os avanços imprescindíveis levantados na carta-compromisso.
Na condição de agência das Nações Unidas que tem a educação como mandato central e parceira do Brasil em importantes projetos de cooperação no setor, a Unesco, ao lado de entidades como ABC, Anpae, Anped, Andifes, ANPG, Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Cenpec, CNTE, Contee, CNBB, CNE, Consed, Unicef, OAB, SBPC, Todos pela Educação, Uncme e Undime, conclama os candidatos às próximas eleições a aderir à proposta da carta-compromisso e a sociedade a cobrar dos eleitos o seu cumprimento.
O compromisso dos futuros governantes e parlamentares pode ser um primeiro passo na resposta à sociedade, que há muito anseia pela superação da enorme dívida histórica com a qualidade do ensino.
É dever de cada candidato demonstrar efetivamente aos eleitores como irá enfrentar o problema educacional brasileiro se eleito. E é direito de cada brasileiro ter acesso a essa informação antes de votar.
VINCENT DEFOURNY, 50, doutor em comunicação, é representante da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0109201007.htm

Médicos-residentes de SP ocupam prédio da Secretaria Estadual de Saúde

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Em protesto nesta quarta-feira, médicos-residentes de São Paulo ocuparam por volta de 12h30 a Secretaria Estadual de Saúde. Eles ficaram concentrados entre os dois prédios da secretaria, localizados na av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar. Por volta de 13h10 os manifestantes saíram do local e se dirigiram ao Hospital de Clínicas.
Os residentes chegaram a interditar a avenida Dr. Arnaldo por 30 minutos na manhã de hoje, mas a via já foi liberada. Segundo Gerson Salvador, presidente da Associação de Médicos Residentes do Hospital de Clínicas de São Paulo, cerca de 400 pessoas participam de um ato público para pressionar o governo a conceder o reajuste à bolsa auxílio da categoria.

Em greve desde o dia 17, os residentes pedem reajuste de 28,7% imediatamente e mais 10% em setembro de 2011. O governo propôs um aumento de 20% a partir de janeiro do ano que vem, mas a proposta foi rejeitada pelos grevistas.

Agora, os residentes pressionam o governo a continuar negociando mesmo com a manutenção da greve. A invasão da secretaria, segundo Salvador, foi porque o órgão também é parcialmente responsável pelas bolsas.

A Secretaria Estadual de Saúde não quis se pronunciar.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/792267-medicos-residentes-de-sp-ocupam-predio-da-secretaria-estadual-de-saude.shtml

Professores do Maranhão param amanhã contra proposta do governo

SÍLVIA FREIRE
DE SÃO PAULO
Professores da rede estadual do Maranhão vão paralisar os trabalhos por uma semana em protesto contra a decisão do governo do Estado de abandonar o texto elaborado juntamente com a categoria para um novo estatuto do educador.

A paralisação começa na quarta-feira (1º) pela manhã com uma caminhada pelo centro de São Luís e uma concentração em frente ao Palácio dos Leões, sede do governo do Estado.

A secretária-executiva do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão, Janice Nery, disse que a proposta apresentada pelo governo é diferente daquela elaborada após seis meses de discussão com os professores.

A nova proposta, segundo Nery, não define a política salarial, não detalha como serão aplicadas as gratificações nem a forma de ascensão profissional. 'O governo encaminhou um documento desconsiderando toda a discussão', disse.

Em nota, a Secretaria da Educação disse que está aberta ao diálogo na busca por um consenso que permita a aprovação da proposta revisada do novo estatuto pela Assembleia. A próxima etapa agora é encaminhamento da proposta ao Legislativo, onde deverá ser discutida e votada.

De acordo com a nota, o governo disse ter comunicado ao sindicato de que a recomposição dos salários dos professores não poderia impactar despesas financeiras do Estado, de acordo com a legislação eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Segundo Nery, o sindicato tem um parecer da Justiça Eleitoral que afirma que o período eleitoral não é impedimento para votação de planos de reestruturação de carreiras.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/791775-professores-do-maranhao-param-amanha-contra-proposta-do-governo.shtml

Universidades federais terão 25 mil vagas a mais via Enem

PATRÍCIA GOMES
DE SÃO PAULO
ANDRESSA TAFFAREL
THIAGO AZANHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Mesmo com a fraude do ano passado e após informações confidenciais de candidatos terem vazado neste ano, as universidades federais do país estão dando um voto de confiança ao Enem e vão ampliar a utilização do exame nos seus vestibulares.
untas, 20 das 59 federais vão ofertar pelo Sisu (sistema do Ministério da Educação que seleciona alunos só com a nota do Enem) ao menos 18.522 vagas a mais do que no primeiro semestre deste ano.

Além disso, outras três universidades, as recém-criadas Ufopa (Oeste do Pará) e Unilab (Integração Luso-Afro-Brasileira) e a UFCG (Campina Grande) já decidiram que usarão só o Enem para preencher suas 6.125 vagas, mas não optarão necessariamente pelo Sisu.

Somadas, essas 24.737 novas vagas representam um aumento de mais de 50% no total de postos cuja seleção se dá só pelo Enem. No primeiro Sisu, realizado no início deste ano, havia 47.913 vagas. Agora, já são mais de 70 mil confirmadas.

Esse total, porém, ainda deve aumentar, porque muitas instituições não definiram quantas vagas vão oferecer para o ano letivo de 2011. Só sabem que, por fazerem parte do Reuni (programa de expansão de vagas do governo federal), esse número será maior que o do ano passado.

É o caso da UFRB (Recôncavo da Bahia). A instituição ainda não definiu as vagas para 2011. Certo é que ao menos as 2.090 do ano passado estarão no sistema.

ADESÕES DE PESO

Uma das melhores universidades do país, segundo avaliação do MEC, a UFSCar (federal de São Carlos) deu adeus ao seu vestibular e vai selecionar seus calouros apenas pela nota do Enem.

Das 59 universidades federais, apenas 3 ainda não definiram como será o vestibular do ano que vem: a Unifap (Amapá), a UFG (Goiás) e a Unifal (Alfenas).

Todas as outras 56 vão usar a nota do exame nacional de alguma forma, seja como primeira fase --UFPA (Pará)--, seja na seleção de alguns cursos --UFRN (Rio Grande do Norte), Unifesp (São Paulo)--, seja para preencher as vagas remanescentes --UFS (Sergipe).

A UFPB (Paraíba), uma das instituições nordestinas que mais oferece vagas, vai aderir ao Sisu aos poucos.

Em 2011, serão destinadas ao sistema 10% das vagas. Em 2012, 20%; 40% em 2013 e assim sucessivamente, até uma adesão total em 2015. "Queremos fazer, a cada ano, uma avaliação do processo", diz Valdir Barbosa, pró-reitor de graduação.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/792137-universidades-federais-terao-25-mil-vagas-a-mais-via-enem.shtml

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Justiça desclassifica gráfica do processo licitatório para o Enem 2010

Da Redação
Em São Paulo

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª região desclassificou a Gráfica Plural (parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics) na licitação para a impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010. Desta vez, a AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com um agravo de instrumento, que foi concedido pelo desembargador Fagundes de Deus na noite do dia 26.

A gráfica havia sido desclassificada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), por, segundo o órgão, não apresentar todos os documentos necessários para participar do certame. A empresa recorreu à Justiça, que considerou a desclassificação ilegal e recolocou a Plural na licitação. A AGU, então, recorreu à instância superior, que deu decisão favorável à retirada da gráfica.

Na decisão, o desembargador afirma que, pelos documentos apresentados pela Plural, "não é possível aferir [...] o preenchimento pela Agravada [a gráfica] dos requisitos de capacidade produtiva aliada às condições de segurança e sigilo".

O MEC (Ministério da Educação) disse que o Inep foi informado da decisão e que "deu continuidade ao processo licitatório".

A Plural pode recorrer da decisão. Procurada pela reportagem, a gráfica informou que não vai se manifestar sobre o assunto nesta segunda-feira (30).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/30/justica-desclassifica-grafica-do-processo-licitatorio-para-o-enem-2010.jhtm

Banco do Brasil passa a atuar como operador financeiro do Fies, junto com Caixa Econômica

Da Redação
Em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta segunda-feira (30) que o Banco do Brasil vai atuar como operador financeiro do Fies (Financiamento Estudantil), junto com a Caixa Econômica Federal. A opção por qual banco o estudante vai fazer o financiamento será feita na hora da inscrição no programa.

Para entrar no Fies, o estudante não precisa mais estar matriculado em uma instituição de ensino superior previamente. De acordo com o ministério, o candidato poderá conseguir o financiamento antes de se dirigir à instituição para fazer a matrícula, que só precisará estar feita na hora de o estudante levar a documentação ao banco. A faculdade escolhida precisa ter nota acima de 3 no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) para poder participar do Fies e o programa não atende cursos a distância.

A inscrição pode ser feita a qualquer momento. A taxa de juros cobrada é de 3,4% e o aluno só pode pedir o crédito em instituições com conceitos três, quatro ou cinco. O prazo de quitação é de três vezes a duração do curso e a carência, por sua vez, é de 18 meses após a formatura. As parcelas a serem pagas serão fixas.

Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do programa Saúde da Família, podem abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.

Só de maio até o final de agosto deste ano, mais de 47 mil contratos já foram assinados. retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/30/banco-do-brasil-passa-a-atuar-como-operador-financeiro-do-fies-junto-com-caixa-economica.jhtm

UEL dá suspensão a universitários por trote violento

Da Redação
Em São Paulo

Dois alunos da UEL (Universidade Estadual de Londrina) foram punidos por terem cometido trote violento no início de 2009. Os estudantes, um do quarto ano e um do terceiro ano do curso de agronomia, receberam suspensão de 15 e 20 dias, respectivamente. O anúncio foi feito na sexta-feira (27).

Na ocasião, apesar de a universidade ter preparado esquema de segurança contra violência em recepção de calouros, foram registradas cenas em que alunos de agronomia tiveram que ficar deitados numa rua de terra, na qual foram pisoteados. Houve denúncia de trotes violentos também nos cursos de psicologia, veterinária e direito. Os nomes dos universitários punidos não foram divulgados pela UEL.

Segundo nota da UEL, a reitora Nádina Moreno e a coordenadora do colegiado do curso de agronomia, Débora Santiago, concordam que a falta dos estudantes foi "grave e que a punição foi necessária". As sanções variavam de advertência a expulsão da universidade. "Que ela sirva de exemplo aos nossos alunos para as futuras recepções a calouros”, afirma a reitora.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/30/uel-da-suspensao-a-universitarios-por-trote-violento.jhtm

Ação afirmativa privilegia ensino público e não raça

DE SÃO PAULO
Sete em cada dez universidades públicas já adotam algum critério de ação afirmativa, segundo levantamento feito em 98 instituições federais ou estaduais, informa reportagem de Antônio Gois, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Mesmo sem nenhuma lei federal que as obrigue, 70 dessas universidades têm programa de cota ou bônus no vestibular para alunos de escolas públicas, negros, índios e outros grupos.

O estudo, feito por instituto ligado à UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), mostra que alunos da rede pública são os mais beneficiados e que cotas são mais utilizadas do que bônus.

Entre as universidades que dispõem de cotas raciais (a pesquisa não inclui faculdades ou centros), o critério é, em 85% dos casos, a autodeclaração.

Nas instituições cujo processo seletivo beneficia os negros, vigoram mecanismos para evitar que as vagas sejam ocupadas pelos egressos de maior renda.

O assunto divide os especialistas. Parte defende uma lei federal para regular critérios de inclusão ainda tímidos. Para outros, seria um desrespeito à autonomia universitária.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/790861-acao-afirmativa-privilegia-ensino-publico-e-nao-raca.shtml

Ministro recebe título de professor Honoris causa em Minas Gerais

Portal do MEC
Lavras (MG), 30/8/2010 – O ministro da Educação, Fernando Haddad, recebe nesta segunda-feira, 30, o título de Professor Honoris causa da Universidade Federal de Lavras (UFLA), durante as comemorações do 102º aniversário da instituição mineira. Vários eventos estão programados, incluindo homenagens a servidores aposentados e a ex-alunos.

O título, uma honraria atribuída pelos conselhos Universitário e de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFLA, distingue personalidades que tenham contribuído para a educação, ciência e cultura de maneira geral e, especificamente, para a instituição. É concedido somente a professores ou cientistas ilustres não pertencentes à UFLA, mas que a ela tenham prestado relevantes serviços.

As festividades serão abertas às 15h, no Salão de Convenções, com uma sessão solene dos conselhos superiores, quando será outorgado o título. Durante a solenidade, serão apresentados vários projetos estruturantes e obras iniciadas e concluídas na atual gestão. Entre elas, o plano ambiental da UFLA; as melhorias no sistema de rede elétrica e de saneamento básico; a instalação de estação de tratamento de esgoto, abastecimento de água e de gerenciamento de resíduos sólidos e de laboratórios; a duplicação de avenidas e novas vias de acesso ao campus; a pavimentação de estacionamentos; a criação de novos espaços de convivência; obras de preservação de nascentes e matas ciliares e acessibilidade.

As comemorações continuam na terça-feira, 31, com uma missa em ação de graças na capela ecumênica da universidade e um seminário sobre o futuro do esporte na UFLA, com a participação de professores, técnicos administrativos e estudantes. Nos dias seguintes haverá homenagens aos servidores e aos ex-alunos.

Assessoria de Comunicação Social da UFLA
Palavras-chave: Educação superior, homenagem, ministro

Ceará promove evento de pesca para divulgar pesquisas na área

Portal do MEC

Acaraú (CE) – Divulgar trabalhos de pesquisa desenvolvidos nos núcleos de pesquisa aplicada à pesca marinha e continental e aquicultura familiar da região Nordeste é o principal objetivo de dois eventos, que começam nesta segunda-feira, 30, e prosseguem até a próxima sexta-feira, 3 de setembro.

O 1º Encontro Regional de Pesquisa Aplicada a Pesca e Aquicultura dos núcleos Nordeste e o 2º Encontro de Pesquisa Aplicada a Pesca e Aquicultura do núcleo Nordeste 3 são organizados pelo campus de Acaraú, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, em parceria com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, prefeitura de Acaraú e Núcleos Nordeste 1, 2, 4 e 5.

A programação inclui apresentação das atividades e projetos dos núcleos, palestras, debates, mesas redondas, plenárias, exposições artesanais e visitas técnicas. Os encontros têm por finalidade discutir limites e possibilidades dos núcleos de pesquisa aplicada frente aos objetivos da política de formação humana; discutir ações desenvolvidas e em andamento no âmbito da pesquisa aplicada à pesca; conhecer as principais demandas dos setores pesqueiro e aquícola da região de Acaraú; elaborar documento com propostas de implementação de políticas para melhoria de qualidade de vida dos pescadores e pescadoras; e apresentar proposta para participação das lideranças no 2º encontro nacional dos núcleos de pesquisa aplicada à pesca.

Ao final do evento, será elaborado um documento com o registro das discussões e sugestões.

Assessoria de Imprensa do Instituto Federal do Ceará
Palavras-chave: Institutos federais, pesca marinha

Área de neurociências ganha impulso com supercomputador

Portal do MEC
São Paulo, 30/8/2010 — Dentro de duas semanas, o Instituto de Neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) receberá um supercomputador, doado pela Escola Politécnica Federal de Lausanne, Suíça. O equipamento será instalado no campus do Cérebro da UFRN, no município de Macaíba.

A cerimônia de assinatura da doação do supercomputador ocorreu nesta segunda-feira, 30, no Consulado da Suíça em São Paulo. Firmaram o acordo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, Patrick Aebischer, e o conselheiro federal suíço Didier Burkhalter.

A doação resultou da parceria entre o Ministério da Educação e a Associação Alberto Santos Dumont para a Pesquisa, entidade presidida pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolélis. Ele recebeu o equipamento da Escola de Lausanne e o repassou ao governo federal brasileiro.

Na cerimônia, o ministro Fernando Haddad destacou a importância da nova tecnologia nas pesquisas brasileiras. “O impacto será imediato na educação superior, mas em médio e longo prazos toda a educação básica vai sentir os efeitos positivos das inovações”, afirmou. A descentralização de projetos de pesquisas em ciências e educação para a região Nordeste também foi lembrada pelo ministro.

O equipamento que será instalado na UFRN é um supercomputador BlueGene/L, da IBM, com capacidade de 22 teraflops (um teraflop equivale a um trilhão de operações por segundo), pesa duas toneladas e custa em torno de R$ 22 milhões. Entre as possibilidades que oferece, permite a análise de dados de atividade cerebral, de genomas e de modelos biológicos.

Campus — Com recursos do MEC, a UFRN está construindo o campus do Cérebro. As obras devem ser concluídas em 2011. O Instituto de Neurociências também recebe verbas do governo do Rio Grande do Norte e doações de entidades de pesquisas. O campus será especializado em neurociências, com ênfase em educação.

Assessoria de Comunicação Social

Creche de Florianópolis investe na diversidade cultural

Portal do MEC/Professor
Ampliar o conhecimento sobre diferentes culturas bem como sobre a identidade e ascendência das crianças são alguns dos objetivos do projeto Diversidade Cultural, que vem sendo desenvolvido na Creche Bem-te-vi, em Florianópolis, com crianças que têm entre dois e três anos de idade. Um dos conteúdos desenvolvidos é o boi-de-mamão, manifestação folclórica bastante difundida em Santa Catarina.

“O processo de conhecer, descobrir, interagir, crescer e apropriar-se de novos repertórios se deu de forma prazerosa, rica e envolvente. As crianças concentraram-se no folguedo do boi-de-mamão, trazendo a encenação como principal elemento de nosso trabalho cotidiano”, conta a professora Fabrícia Luiz Souza, 14 anos de magistério. Segundo ela, que é formada em pedagogia e tem especialização em educação infantil, as crianças realizaram apresentações com domínio e perfeição.

Fabrícia Souza explica que o projeto Diversidade Cultural foi criado para trabalhar com as diferenças, o preconceito, as diferentes culturas, costumes e valores do espaço social. Como o grupo possuía crianças que ainda usavam fraldas, a retirada das fraldas foi um dos pontos centrais do primeiro semestre. “Este processo de autonomia de cada um traz consigo o conhecimento de si, o controle sobre suas vontades e uma independência em relação ao adulto no que diz respeito aos esfíncteres”, ressalta.

Culinária: Interagindo com a família; Dia da Fruta; A vida fora...Saídas de Estudo; Tapete e Roda de Conversa são alguns dos subprojetos incluídos no projeto Diversidade Cultural. Entre as atividades desenvolvidas estão: contação de histórias; pintura das paredes da sala com personagens do Boi-de-mamão; exploração constante de tinta, cola colorida, massinha, giz de cera, lápis de cor, hidrocor; e realização de circuitos, onde as crianças são separadas em pequenos grupos para brincarem do que escolherem.

Outras atividades incluem preparo e exploração de alimentos de formas variadas, em dias definidos. Assim, quarta-feira é o Dia da Fruta e quinta, o Dia da Gelatina. Essas frutas e gelatinas serão de diversos tipos, enviadas pelas famílias, preparadas e degustadas junto com as crianças, de formas variadas.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Creche Bem-te-vi, Telma Elita Wagner Ribas, a interação e a brincadeira são os eixos norteadores do projeto político-pedagógico da instituição, que atende 140 crianças com idades entre 4 meses a 5 anos e 11 meses. Eles estão presentes em todos os projetos realizados na creche, que incluem, entre outros, os seguintes: Era uma Vez, Encantos, Lobos e Bruxas; A Vida do Planeta e Seus Fenômenos Naturais - a Fúria e a Delicadeza da Natureza; Viagem ao Fundo do Mar; Eu e o Outro, Nossas Histórias.

Para Telma Elita, que é formada em pedagogia e está há 23 anos no magistério, o trabalho com projetos é muito importante, pois possibilita trabalhar aquilo que as crianças querem saber e têm a necessidade de conhecer. E esse conhecimento é possibilitado pelo uso de diferentes linguagens e recursos diversos, como pesquisa em revistas, livros, internet, entrevistas, entre outros, buscando também uma interação com as famílias.

(Fátima Schenini)

MEC notifica faculdades por irregularidades na adesão ao ProUni

iG São Paulo
Instituições não assinaram termo que garante oferta de vagas, afirma ministério
O Ministério da Educação (MEC) abriu processos administrativos para investigar cinco faculdades que estariam desrespeitando os termos da adesão ao Programa Universidade Para Todos (ProUni) – que distribui bolsas integrais e parciais a estudantes carentes. A notificação da abertura dos processos administrativos foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

As faculdades Primavera, Octógono, José Lacerda Filho de Ciências Aplicadas, Ciências e Educação do Espírito Santo e Olinda deixaram de assinar no sistema do MEC o termo de adesão ao ProUni no momento da realização de algum processos seletivos.

De acordo com o ministério, o documento é exigido sempre que as instituições promovem o ingresso de estudantes, pois o termo de adesão garante a oferta de bolsas. Além disso, o MEC determina que as instituições participantes do ProUni ofertem as vagas para bolsistas com regularidade.

As faculdades têm 10 dias para apresentar a defesa ao MEC. Caso a justificativa não seja satisfatória, elas podem ser desclassificadas do programa.
retirado do site:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/mec+notifica+faculdades+por+irregularidades+na+adesao+ao+prouni/n1237762444164.html

ITA pretende dobrar vagas em cinco anos

Agência Estado
Instituto Tecnológico da Aeronáutica completa 60 anos com planos de se expandir pela primeira vez.
Considerada uma das escolas de nível superior mais tradicionais e rígidas do País, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) completa 60 anos com planos de se expandir pela primeira vez. O objetivo do instituto é dobrar o número de vagas na graduação nos próximos cinco anos, com aumentos anuais de 20% - o que totalizaria 1,2 mil alunos.

O instituto não pretende criar novos cursos. Atualmente, 586 alunos estão matriculados em seis graduações: Engenharia Aeronáutica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica Aeronáutica, Engenharia Civil Aeronáutica, Engenharia de Computação e Engenharia Aeroespacial. "Mas há a intenção de alguns professores de implantar Engenharia Física e Engenharia de Materiais", afirma o reitor do ITA, brigadeiro Reginaldo dos Santos. De acordo com ele, é possível também que se pense em uma pós-graduação na área de humanas e em matemática.

Localizado em São José dos Campos, a 90 quilômetros de São Paulo, o ITA foi criado por uma lei assinada pelo então presidente Getúlio Vargas como uma instituição sob jurisdição do Ministério da Defesa, e não do Ministério da Educação, como as universidades brasileiras.

Para ampliar o ITA, o instituto estima que os custos totais sejam de R$ 130 milhões: R$ 100 milhões para as obras e mais R$ 30 milhões para mobiliário, laboratórios e pessoal. No momento, o projeto está em fase de apresentação formal ao Ministério da Defesa e deve ser levado também ao MEC e ao empresariado, para buscar parcerias.

A possibilidade de o ITA aderir ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que agora é utilizado no processo seletivo das instituições federais de ensino superior, é um tema polêmico. Para este ano, a proposta está descartada por questões de prazo. Há duas semanas, em visita a São José dos Campos, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o MEC está mantendo uma relação mais estreita com o ITA. "Estamos procurando uma aproximação para tentar, entre o público que faz o Enem, escolher os estudantes mais bem colocados para ingressar como primeira ou segunda etapa no processo seletivo do instituto", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/ita+pretende+dobrar+vagas+em+cinco+anos/n1237764048684.html

Feira do Guia do Estudante: brindes e informações sobre cursos dividem atenção do visitante

Suellen Smosinski
Em São Paulo
Começou nesta sexta-feira (27) a 5ª edição da Feira do Guia do Estudante, em São Paulo. No primeiro dia, o evento lotou o Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo. As faculdades faziam de tudo para atrair a atenção para seus estandes. Em pouco tempo, os visitantes ficavam carregados de sacolas com brindes e folhetos explicativos.

“Os estandes agitados atraem mais gente”, repara Karla Souza Silva, 16. A estudante ainda não sabe qual carreira pretende seguir e esperava se decidir ainda na sexta-feita, na feira.

Para alguns alunos essa “agitação” era maior que a quantidade de informação. “Eu acredito que muitas pessoas estão aqui mais para pegar brindes e ficar na praça de alimentação. Eu vim para me informar e acho que esse ano tem pouco conteúdo”, reclama Lucas Almeida, 16.

A professora Rossana Abbiat Spacek, 48, veio de Itumbiara, em Goiás, com mais 36 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio. Ela conta que os alunos também esperavam obter mais informações: “Eles dão brindes, estão sendo receptivos, mas falta um pouco mais de detalhes sobre os cursos e as instituições”.

Já Bárbara Freitas Sá, 17, diz que conseguiu tirar todas as dúvidas que tinha. “Eu já vim decidida a prestar arquitetura e urbanismo. Consegui saber mais sobre a área de trabalho, especializações e até onde posso ir com essa graduação”, conta a estudante. Quanto aos brindes, ela acredita que é uma forma de incentivar os alunos.

Muitos participantes vêm à feira com o objetivo de avaliar as instituições de ensino. É o caso de Mayara de Freitas, 17, que pretende cursar medicina: “Estou procurando mais nos estandes que tem o curso que eu quero. Aqui dá pra saber um pouco mais sobre a qualidade das faculdades”.

A entrada para o evento é gratuita, o que agrada os alunos. “Eu vim para ver os cursos que chamam mais a minha atenção. E também porque é de graça”, diz Gabriela Elena Mayer, 17. A amiga Thaís Augusto Roma, 16, acrescenta: “Eu acho legal a iniciativa: por ser gratuito, todo mundo pode vir conhecer um pouco mais sobre as faculdades e os cursos.”

Serviço
A feira acontece até domingo (29), no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte (Av. Otto Baumgart, 1000, Vila Guilherme, São Paulo), das 9h às 19h. Os estudantes poderão participar de palestras, simulados, atividades diversas e teste vocacional para auxiliar na escolha da carreira. O espaço terá uma arena com atividades especiais como gincanas, aula-show e competições oferecidas pelas instituições expositoras e pelo Guia do Estudante.

Confira a programação completa aqui.

A primeira edição da Feira Guia do Estudante foi realizada em 2006. Em quatro anos, estima-se que aproximadamente 79 mil pessoas já passaram pelo evento. Outras informações podem ser obtidas no www.feiraguiadoestudante.com.br.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/28/primeiro-dia-da-feira-do-guia-do-estudante-divide-a-opiniao-dos-alunos.jhtm

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...