sábado, 14 de agosto de 2010

Bônus da Educação deverá ser pago em março

Carol Rocha
do Agora

Os 273 mil funcionários da rede estadual de ensino poderão receber o bônus em março do ano que vem, informou ontem o secretário da Educação, Paulo Renato Souza. As regras para o pagamento de 2011 ainda serão publicadas no "Diário Oficial" do Estado. O benefício será pago segundo as metas propostas para cada escola.

* Desconto da greve pode ser cancelado

O valor do bônus é calculado com base no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). O indicador considera os resultados das provas do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e também os dados da progressão escolar (como aprovação e repetência). As provas do Saresp neste ano vão ocorrer nos dias 10 e 11 de novembro.

A bonificação é proporcional ao resultado da escola no Idesp e, neste ano, chegou a 2,9 salários para os servidores de unidades que ultrapassaram as metas em 20%. Para os funcionários de escolas que cumpriram o objetivo, o bônus chegou a 2,4 salários. Houve pagamento também para as unidades da rede estadual de ensino que atingiram 10%, 20% ou 50% da meta proposta pelo governo.

Aprenda a tuitar com o mestre das frases curtas

da Livraria da Folha
Se você é acha que frase curta é sinônimo de pouco conteúdo, certamente não conhece Karl Kraus (1874-1936), escritor austríaco que, por suas frases críticas e espirituosas, arrastaria milhares de seguidores no microblog.
O escritor, cruel com seus adversários --políticos, jornalistas e figuras da cultura vienense--, usou a sátira como poucos na história da literatura.

Sobre o gênero que o tornou famoso, escreveu: "Há escritores que já conseguem dizer em 20 páginas aquilo para o que às vezes preciso de até duas linhas."

"Aforismos" (Arquipélago Editorial, 2010), organizado por Renato Zwick, reúne alguns desses textos curtos e eficientes que passaram mais de 20 anos sem publicação em língua portuguesa.

Boa parte dos escritos foram retirados do jornal "Die Fackel" ("A Tocha", em português), fundado por Kraus em 1899. Conheça alguns de seus aforismos, trechos extraídos do exemplar.

Visite a estante dedicado às ciências humanas

*

O aforismo jamais coincide com a verdade; ou é uma meia verdade ou uma verdade e meia.

O Diabo é um otimista se acredita que pode tornar os seres humanos piores.

Se devesse acreditar em algo que não vejo, ainda preferia os milagres aos bacilos.

A escola sem notas deve ter sido inventada apor alguém que se embriagou de vinho sem álcool.

"O que o senhor tem contra X?" perguntam geralmente aqueles que têm algo de X.

Que bonito quando uma garota esquece sua boa educação!

Quando uma cultura sente que está chegando ao fim, manda chamar um padre.

Alguns compartilham meus pontos de vista comigo. Mas eu não os compartilho com eles.

Nada é mais insondável do que a superficialidade da mulher.

O amor do próximo não é o melhor, mas em todo caso é o mais cômodo.

A sátira não escolhe nem conhece objetos. Ela surge do fato deles e eles se imporem a ela.

O fraco duvida antes da decisão. O forte, depois.

Os pensamentos são isentos de impostos. Mas acabamos tendo problemas do mesmo jeito.

A psicanálise é aquela doença mental que se toma por sua terapia.

A psicologia é o ônibus que acompanha uma aeronave.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/782010-aprenda-a-tuitar-com-o-mestre-das-frases-curtas.shtml

Universidade "do futuro" será interdisciplinar, à distância e com financiamento público

Da Redação*
Em São Paulo

Formação interdisciplinar, ensino a distância e financiamento público foram temas presentes no 1º Ciclo de Debates “A universidade pública brasileira no decorrer do próximo decênio”, realizado na quarta-feira (11) no campus da Unesp na Barra Funda, na capital paulista.

Participaram dos debates os professores Olgária Matos, da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luiz Antonio Constant Rodrigues da Cunha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gerhard Malnic (USP), Naomar Monteiro de Almeida Filho, ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Hélio Nogueira da Cruz (USP) e Marco Aurélio Nogueira (Unesp). Abriram a sessão o reitor da Unesp, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e o secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, Carlos Vogt.

Um dos objetivos do debate era expor o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Unesp à comunidade científica nacional. O documento, que traça metas para um período de dez anos da universidade, foi apontado por Júlio Cezar Durigan, vice-reitor da Unesp, como uma forma de combater gestões personalistas e a falta de continuidade de projetos nas universidades. O vice-reitor da USP, Hélio Nogueira da Cruz, lamentou o fato da Universidade de São Paulo ainda não ter criado o seu PDI.

Interdisciplinaridade

O ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Monteiro de Almeida Filho apresentou o projeto “Universidade Nova”, implantado naquela universidade, como resposta à crescente demanda pelo aumento de vagas no Ensino Superior público e também às críticas à falta de uma formação mais abrangente.

Em sua gestão, foram criados bacharelados interdisciplinares em quatro áreas: Artes, Humanidades, Saúde e Ciência e Tecnologia. Com eles, o aluno estuda uma lista mínima de disciplinas obrigatórias e preenche o resto do currículo com optativas. Ele defendeu que o modelo permite ocupar vagas ociosas em disciplinas de cursos já existentes, dá liberdade ao aluno para experimentar antes de definir sua carreira, reduz a evasão e cria formações multidisciplinares.

Luiz Antonio da Cunha, porém, criticou modelos de bacharelados mais rápidos e também o modelo de ciclos básicos - como o implantado na UFBA. Para o sociólogo da UFRJ, são maneiras de acelerar a formação e baratear custos, mas que nem sempre estão vinculadas à manutenção ou ao aumento da qualidade.

Financiamento público

De acordo com Gerhard Malnic, da USP, o dinheiro público destinado ao ensino superior no Brasil não só é muito menor do que se acredita, como também é bem inferior ao que é investido para esse fim em países desenvolvidos. Segundo o cientista, cerca de 30% da educação de terceiro grau é oferecida por intuições públicas, enquanto nos EUA o índice é de mais de 60%, na França esse número beira os 90% e no Reino Unido apenas a Universidade de Buckingham não é pública. O custo de cada aluno para os cofres do governo também é menor aqui: varia de 4,5 mil a 8 mil dólares, contra uma média de 12 mil dólares no Canadá e 11 mil nos EUA, por exemplo. “Muito se fala em participação do setor produtivo nas universidades, mas essa é uma forma de complementar o financiamento, e não de substituir a participação do Estado”, diz Malnic.

Ensino a distância

A “universidade da próxima década” terá boa parte de sua função educacional cumprida a distância, segundo vários participantes presentes nos debates. O vice-reitor da Unesp acredita que o ensino a distância é capaz de atender mais pessoas e apresentar qualidade igual ou até superior à modalidade presencial. Ele também destacou a importância das tecnologias de informação e comunicação nas aulas presenciais e na gestão da universidade.

Pós-modernidade

Em contraponto ao otimismo de alguns colegas, Olgária Matos, professora de filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), falou sobre a transformação do ensino em mercadoria e o esvaziamento do discurso científico no futuro da universidade. "Na universidade dita moderna, anterior à atual [pós-moderna], não se fazia a pergunta ‘para que serve a cultura?’, tão comum nos dias de hoje. A questão era: ‘de que a cultura pode nos liberar?’."

Para a professora, o excesso de pragmatismo da “universidade pós-moderna” a impede de se aprofundar. Sua natureza seria pautada sempre pela mudança incessante de métodos de estudo e pela dificuldade de diferenciar pesquisa e produção. Ela acredita que a aplicação dos mesmos critérios de avaliação de produtividade das áreas de Exatas e Biológicas à de Ciências Humanas é um reflexo desse comportamento. "Exigir que um teórico da minha área, por exemplo, publique dois artigos inéditos todo ano é ridículo. Será que alguém acredita que um pensador pode ter duas ou três idéias brilhantes ao ano?"

*Com informações da Agência Fapesp e da Unesp.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/13/unesp-debate-interdisciplinaridade-ensino-a-distancia-e-financiamento-publico-na-universidade-do-futuro.jhtm

SP pagará R$ 50 a aluno que fizer reforço de matemática

Agência Estado


São Paulo - O governo de São Paulo vai pagar vale-presente de R$ 50 a estudantes que frequentarem aulas de reforço de matemática. O programa prevê que alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Médio com bom desempenho na matéria recebam bolsa auxílio para ser tutores de alunos dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Aos tutores será oferecida uma bolsa mensal de R$ 115 pelos três meses de duração do programa.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), professores da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O investimento total no programa será de US$ 663 mil, sendo US$ 130 mil da secretaria, US$ 200 mil do BID e US$ 333 mil de parceiros

A secretaria informou que 441 escolas da rede em 70 municípios do interior e da Grande São Paulo participarão do programa. As sessões de estudo terão duração de 90 minutos e acontecerão duas vezes por semana, durante 12 semanas, entre os dias 1º de setembro e 23 de novembro. No dia 19 de agosto, será divulgado no site do Multiplicando Saber (www.multiplicandosaber.org.br) as escolas e os alunos que serão beneficiados pelo programa.

A estimativa do governo é atingir a meta de 35 estudantes inscritos por escola do Ensino Fundamental e 15 tutores por escola do Ensino Médio. O professor coordenador também receberá um vale-presente de até R$ 50, de acordo com o número de alunos inscritos em sua escola (quanto mais próximo da meta, maior o valor), e outro vale-presente de até R$ 150, conforme a assiduidade dos jovens.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/13/sp-pagara-r-50-a-aluno-que-fizer-reforco-de-matematica.jhtm

Enem 2010: preço de pré-teste das questões sobe de R$ 939,5 mil para R$ 6,191 milhões

Da Redação
Em São Paulo

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vai gastar R$ 6,191 milhões para realizar o pré-teste do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010. No ano passado, o valor desembolsado para essa etapa foi de R$ 939,5 mil. O preço por aluno foi de R$ 18,79 (2009) para R$ 61,91. Segundo o Inep, os valores subiram porque nesta edição haverá quatro aplicações distintas e houve aumento no número de cidades.

O pré-teste é uma etapa que foi inserida na avaliação com o novo formato do Enem -- as questões precisam ser "testadas" para que o instituto possa avaliar o seu nível de dificuldade e, com isso, dar-lhes pesos diferentes na correção da prova que será aplicada no dia do exame. É testado um número de questões muito superior ao que será utilizado na prova, de modo a formar um banco de itens que poderão ser utilizados.

Neste ano, o Inep deve aplicar provas a 100 mil estudantes em 40 cidades -- em 2009, o pré-teste foi feito com 50 mil alunos em dez capitais. Naquela ocasião, um diretor do Inep comentou: "com 10 mil, 15 mil itens, a chance de um candidato que participou do pré-teste encontrar o mesmo teste na prova é muito pequena. E, dificilmente, o candidato se lembraria da pergunta".

No ano passado, a responsabilidade pelo pré-teste foi da Consultec. Neste ano, a tarefa ficará a cargo do consórcio formado pela Fundação Cesgranrio e FUB/Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), contratados com dispensa de licitação.

Segundo reportagem do jornal O Estado de . Paulo, o aumento do valor do contrato causou estranhamento entre as fontes ouvidas por eles. Os preços, segundo essas fontes não nomeadas no texto, deveria diminuir e não aumentar. Eles compararam o pré-teste a uma gráfica que deveria ter economia de escala, ou seja, quanto maior o número de livros impressos, menor fica o preço por exemplar.

Correios

O MEC (Ministério da Educação) pagará aos Correios R$ 18 milhões pelo serviço de distribuição das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010. O contrato ainda não foi assinado, mas, segundo a pasta, deverá ser formalizado nos próximos dias.

Hoje (11) foi publicada no Diário Oficial da União portaria que dispensa a exigência de licitação para a contratação dos serviços dos Correios. Segundo o texto, a empresa prestará os serviços de logística na “coleta, no tratamento, transporte, na guarda e distribuição” das provas do Enem em todo o país.
Contratos de informática

O Inep vai renovar pela quinta vez –e, agora, emergencialmente– dois contratos com empresas de informática que terceirizam funcionários para o órgão. A licitação que escolheria uma nova empresa foi suspensa por decisão judicial há dois meses e o instituto diz que não pode ficar sem essa mão de obra.

As empresas Cast e Poliedro fornecem pessoal de “suporte técnico” ao órgão desde agosto de 2005 e os contratos, com duração de 12 meses, têm sido renovados desde então. De acordo com a lei de licitações, o limite de renovações é de 60 meses –prazo que, no caso dos contratos do Inep, termina no próximo final de semana (no dia 14 para a Cast e, no dia 15, para a Poliedro). A legislação, no entanto, permite uma última renovação em caráter “excepcional”, por mais 12 meses. É essa a brecha que o órgão vai usar.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/13/enem-2010-preco-de-pre-teste-das-questoes-sobe-de-r-9395-mil-para-r-6191-milhoes.jhtm

Escolas e conselhos recebem recursos para melhorar gestão

Portal do MEC
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu, nas duas primeiras semanas de agosto, R$ 98.179.977,09 para as contas correntes dos caixas escolares, conselhos escolares ou similares das escolas públicas cadastradas no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O recurso já está disponível.

Do total depositado, R$ 57.697.645,67 foram distribuídos entre escolas do ensino fundamental; R$ 101.106,00, entre escolas de ensino especial; R$ 37.297.725,42 a escolas de ensino integral; e R$ 3.083.500,00 para o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola).

Os recursos do PDE Escola devem ser empregados na melhoria da gestão dos estabelecimentos de ensino básico que não alcançaram desempenho satisfatório no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Com esse dinheiro, essas escolas podem, por exemplo, instalar laboratório de informática ou fazer rampas de acessibilidade para alunos com dificuldade motora.

Assessoria de Comunicação Social

Confira o total dos depósitos.

Palavras-chave: Educação básica, Dinheiro Direto na Escola, PDDE, FNDE

Conheça Monique Dinato, autora do livro Teresa, que esperava as uvas

Portal do MEC
A escritora Monique Revillion Dinato, autora do livro Teresa, que esperava as uvas, disse nesta sexta-feira, 13, que ficou surpresa ao ser questionada se os estudantes do ensino médio poderiam ler os contos do seu livro. A obra integra a coleção do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) do Ministério da Educação.

Na avaliação da autora, os jovens estão expostos a esses temas há muito tempo, estão muito preparados e “dão um banho na gente” na discussão sobre os assuntos tratados em Teresa, que esperava as uvas.

Talvez a surpresa suscitada pela mídia esteja no fato da história ser narrada do ponto de vista de um dos agressores e porque coloca o leitor na ação. “É literatura, e literatura ou é boa ou é má, não gosto de classificar se é para jovens ou não”, explica. Na minha casa, diz Monique, nunca proibi o acesso dos meus filhos a qualquer livro. “A biblioteca está aberta para eles”. Monique Dinato tem 49 anos e é mãe de dois filhos.

A obra Teresa, que esperava as uvas marca a estréia de Monique no livro individual, em 2006. Publicado pela Geração Editorial, tem 158 páginas e os contos tratam de temas universais: amor, sexo, amizade, velhice, encontros e desencontros.

Bem recebido por leitores e pela crítica, o livro ganhou três prêmios em 2006: Prêmio Açorianos Melhor Livro de Contos; Prêmio Açorianos Livro do Ano; Prêmio O SUL, Nacional e os Livros (autora revelação).

Em 2009, a autora lançou o segundo livro de contos, Quatro quartos, obra que integra o Projeto Dulcinéia Catadora, que é uma ação social onde jovens de baixa renda confeccionam livros artesanais. A autora doou os contos para o projeto.

Sua carreira literária, no entanto, começou bem antes com participações em antologias. A primeira foi com Contos de oficina 18, organizada por Luiz Antônio de Assis Brasil, em Porto Alegre, em 1997.

Depois se seguiram: Contos de algibeira (Porto Alegre), Editora Casa Verde, 2007; Contos de agora (São Paulo), autores contemporâneos brasileiros, Editora Falante, 2006; Trinta contos imperdíveis (Porto Alegre), Editora Mercado Aberto, 2006; Contos de bolsa (Porto Alegre), Editora Casa Verde, 2006; Contos premiados (UPF/IEL), Concurso Josué Guimarães, 2006; Brevíssimos (Porto Alegre), Editora Nova Prova, 2005; Histórias de quinta (Porto Alegre), Editora Bestiário, 2005; 101 que contam (Porto Alegre), Nova Prova Editora, 2004; Habitasul Revelação Literária na Feira (Porto Alegre), Habitasul, 2000.

Formação – Monique fez graduação em comunicação social (jornalismo) na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS) e tem mestrado e doutorado em administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente combina a carreira literária com a gerência de conteúdo e metodologia da Oscip Junior Achievement Brasil, entidade que faz cursos de administração voltados para o empreendedorismo e educação financeira, em Porto Alegre.

Leia os depoimentos publicados em jornais sobre o livro Teresa, que esperava as uvas.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: PNBE, ensino médio, biblioteca da escola, Monique Dinato, literatura

Conhecimento adquirido pela prática pode valer certificado a trabalhador

Portal do MEC
A partir desta segunda-feira, 16, trabalhadores que desejam obter certificado de conhecimentos adquiridos ao longo de suas trajetórias, sem que tenham necessariamente recebido educação formal, podem se inscrever no Programa Certific, parceria dos ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. O foco da iniciativa está em trabalhadores que há muito tempo desempenham uma função, mas não têm diploma ou certificado que comprove sua formação.

Inicialmente, serão reconhecidos profissionais das áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica. Tanto as inscrições quanto a própria certificação e emissão de diplomas é gratuita. Não há limite de vagas. As inscrições vão até 10 de setembro.

O profissional interessado deve procurar o instituto federal de educação, ciência e tecnologia mais próximo. São 37 campi de institutos federais, em 13 estados mais o Distrito Federal, que oferecerão o Certific neste semestre.

“O programa apresenta dois benefícios imediatos: a ampliação da possibilidade de acesso ao mercado de trabalho e a elevação da taxa de escolaridade da população adulta”, explicou Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.

Acolhida – O trabalhador será avaliado por uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, pedagogo e especialistas da área. Depois da entrevista, há duas possibilidades.

Se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um certificado do instituto federal comprovando sua qualificação. Caso sejam constatadas falhas técnicas, o próprio instituto federal se encarrega de oferecer a formação ao trabalhador. Se for constatado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para posteriormente receber o certificado.

Assessoria de Imprensa da Setec

Mais informações na página do programa ou pelo fone 0800-616161

Veja a relação de institutos federais que oferecerão o Certific

Palavras-chave: Institutos federais, Certific, Setec

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Professores de inglês da rede pública poderão ter capacitação no exterior

Portal do MEC
Professores de língua inglesa da rede pública de ensino brasileira poderão ter capacitação intensiva nos Estados Unidos. A iniciativa é parte do novo programa de certificação lançado nesta quinta-feira, 12. O programa, uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Embaixada dos Estados Unidos e a comissão para intercâmbio educacional entre aquele país e o Brasil, Fulbright, tem inscrições até 27 de setembro.

Entre os objetivos do novo programa Certificação nos EUA de professores de língua inglesa estão a valorização dos profissionais que atuam na rede pública de educação, o fortalecimento da fluência oral e escrita em inglês dos docentes em início de carreira e o estímulo a parcerias, visando possíveis intercâmbios entre professores e alunos dos dois países.

Durante a cerimônia de lançamento e assinatura do termo que celebra a cooperação, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, destacou a bem estabelecida parceria com os EUA. “Trata-se de mais um passo na cooperação muito eficiente que possuímos com os Estados Unidos. Desta vez, um primeiro passo nesse segmento bastante próprio que é o ensino de línguas”, observou.

A consultora para assuntos de educação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Adele Ruppe, enfatizou as semelhanças entre os dois países. “O Brasil e os Estados Unidos têm muito em comum, ambos reconhecem a importância da educação para o desenvolvimento dos povos. Sendo o ensino de línguas a melhor maneira de conhecer outras culturas e aproximar nações”, afirmou.

O programa – O programa prevê a seleção de até 20 participantes. O curso intensivo terá duração de oito semanas na Universidade de Oregon, em Eugene, nos EUA, e duas semanas no Brasil para a conclusão do projeto. Entre os benefícios para os participantes estão incluídos alojamento, alimentação e deslocamento.

Para participar da iniciativa é necessário possuir nacionalidade brasileira. Também são requisitos da inscrição ter bacharelado ou licenciatura em língua inglesa, além de atuar como professor efetivo na rede pública no ensino de língua inglesa.

Este é o primeiro projeto de cooperação internacional estabelecido pela Capes voltado aos profissionais da educação básica. Desde 2007, a Capes ampliou suas atividades e passou a ser responsável não apenas pela pós-graduação stricto sensu, mas pela formação de recursos humanos qualificados para a educação básica.

Dúvidas e pedidos de informações podem ser encaminhados pelos telefones (61) 2022-6664 ou 6564 ou para os endereços eletrônicos thais.aveiro@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e fernanda.litvin@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . A previsão é de que o resultado do programa seja divulgado em novembro.

Assessoria de Comunicação Social da Capes

Acesse o edital.
Palavras-chave: Educação básica, qualificação do professor, Capes

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Erramos: Sem adesão de USP e Unicamp, Enem perde 17,5% dos inscritos em SP

DE SÃO PAULO
Diferentemente do informado em "Sem adesão de USP e Unicamp, Enem perde 17,5% dos inscritos em SP" (Saber - 10/08/2010 - 08h38) a prova do Enem cancelada foi a de 2009 e não a de 2008, e ela foi remarcada para dezembro e não janeiro. O texto foi corrigido.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/782011-erramos-sem-adesao-de-usp-e-unicamp-enem-perde-175-dos-inscritos-em-sp.shtml

Você acha que o mês de agosto merece essa fama de mau?

Eis uma razão pela qual agosto pode ser considerado nefasto: em 24 de agosto de 1572, ocorreu o massacre de São Bartolomeu em Paris, que nos dias seguintes espalhou-se por outras cidades. Católicos, sob incitação dos reis da França, atacaram os protestantes. O número de mortos é estimado entre 5 e 30 mil.

Ao Brasil, também, o oitavo mês do ano veio com momentos de crise: em 24 de agosto de 1954, o presidente Getúlio Vargas se suicidou em resposta aos ataques de seus opositores. O impacto provocado pela notícia e a divulgação da carta-testamento foi intenso: manifestações populares de apoio a Vargas estouraram em todo o país.

Pode-se identificar outros eventos marcantes e desagradáveis ocorridos durante o oitavo mês do ano... Também em agosto o presidente Juscelino Kubtischek morre num acidente de carro, assim como o grande cineasta Glauber Rocha, já enfermo. E adivinhe em que mês o mundo tomou conhecimento da existência de uma arma tão destrutiva como a bomba atômica? Nme precisa responder.

Concidências ou não, de fato o mês de agosto tem má fama, é conhecido também como o "mês de cachorro louco" ou "mês do azar", mas se pararmos para pensar, não sabemos ao certo como essa história começou.

* As informações são do UOL Educação.
retirado do site:http://forum.educacao.blog.uol.com.br/arch2010-08-08_2010-08-14.html#2010_08-12_19_13_38-8953204-0

Desigualdade educacional cresce em 14 estados

As diferenças entre o desempenho das escolas aumentaram em 14 das 27 redes estaduais nos anos finais do Ensino Fundamental, aponta estudo do Todos Pela Educação. A pesquisa foi feita com base em uma comparação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2005 com o de 2009.

Veja a nota técnica com as análises sobre os dados

* A desigualdade é medida pelo coeficiente de variação que, tecnicamente, é calculado na divisão do desvio padrão pela nota média no Ideb.

Baixe aqui as planilhas sobre as redes estaduais
Baixe aqui as planilhas sobre as redes municipais

"As informações mostram que o País tem um desafio grande a enfrentar até a universalização da qualidade do ensino", afirma Mozart Neves Ramos, membro do Conselho do Todos Pela Educação.

Segundo os dados, das 14 redes, quatro não atingiram as metas definidas pelo Ministério da Educação. Ou seja, ficaram aquém nas médias e ainda apresentaram maior variação de desigualdade na oferta do ensino.

"Podemos notar também que, quanto maior o Ideb do estado, menor a desigualdade educacional nele", diz Mozart. Isso pode ser concluído pelo gráfico abaixo. Os pontos representam os estados - no eixo horizontal está o Ideb e, no vertical, a medida da desigualdade.

Na análise dos municípios, foram considerados somente os que têm 15 ou mais escolas com Ideb registrado em 2005 e 2009 - resultando num total de 205 redes. Foi estudada a oferta nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Com isso, foi possível notar que 124 cidades se tornaram mais desiguais educacionalmente - ou seja, houve um aumento na diferença de desempenho entre as escolas. Dos municípios que cumpriram a meta do Ideb, 119 apresentaram maior variação de desigualdade na oferta do ensino e 62 menor.

Em geral, nos municípios, também é possível observar que, quanto maior o Ideb, menor é esta variação em sua rede. No gráfico estão pontuadas todas as cidades que têm mais de 15 escolas e tiveram o Ideb 2009 divulgado. No eixo horizontal está o Ideb e, no vertical, a medida da desigualdade.

As análises levam em conta dois momentos: o cenário do Ideb em 2005 e o de 2009. Nestes quatro anos, mais escolas passaram a participar da Prova Brasil, que compõe o indicador do Ministério da Educação (MEC).

Um número maior de instituições participantes pode fazer com que uma rede fique mais ou menos desigual - o que pode ter alterado o cenário de 2005 para 2009.

O estudo foi dividido em duas partes: para avaliação da equidade nos anos finais do Ensino Fundamental foram utilizados os dados das escolas estaduais, já que esta etapa do ensino fica a cargo, principalmente, das unidades da federação; já a verificação da desigualdade nos anos iniciais do Ensino Fundamental usou as informações das escolas municipais, pois as prefeituras são as maiores responsáveis por esta etapa do ensino.

(Todos pela Educação)
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/fruweshelu.mmp

Ranking das 500 melhores universidades do mundo tem 6 brasileiras

DA FRANCE PRESSE
O ranking 2010 das 500 melhores instituições de ensino superior, realizada pela Universidade de Comunicações de Xangai (China), coloca os estabelecimentos norte-americanos na liderança. Como no ano passado, os Estados Unidos ocupam 17 dos 20 primeiros lugares.

Veja a lista completa, em PDF

Na lista, divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos, aparecem seis instituições brasileiras: USP (entre as 150 melhores), Unicamp (300 melhores), UFMG, UFRJ, Unesp (as três entre as 400 melhores) e UFRGS (entre as 500 melhores).

Entre as dos EUA, Harvard aparece em 1º, Berkeley em 2º e Stanford em 3º. Apenas as britânicas Cambridge (5º) e Oxford (10º) estão entre as 10 melhores, ao lado das americanas. O próximo país a aparecer é o Japão, com a Universidade de Tóquio, que fecha as 20 melhores.

Três estabelecimentos franceses estão na lista dos cem primeiros: Pierre-et-Marie-Curie, no 39º lugar (situação melhor em relação ao relatório de 2009); Paris-Sud Orsay está no 45º (duas posições perdidas) e a École Normale Supérieure (ENS-Ulm), no 71º (recuo de uma posição).

Divulgada desde 2003, esta classificação mundial é tão esperada quanto criticada, notadamente na Europa --na França, em particular.

Os critérios para o posicionamento levam mais em consideração as pesquisa do que a formação: o número de prêmios recebidos e artigos publicados em revistas e periódicos em inglês --outros idiomas não são levados em conta.

A União Europeia já divulgou que pretende construir até 2011 sua própria classificação, concebida como ajuda aos estudantes para sua escolha.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/782148-ranking-das-500-melhores-universidades-do-mundo-tem-6-brasileiras.shtml

Cursos técnicos e tecnológicos surgem como opção para solucionar "apagão de mão-de-obra"

Elisa Estronioli
Em São Paulo

Na ponta da língua dos candidatos às eleições desse ano, os cursos técnicos e tecnológicos estão em expansão no país. “Há um aumento dos cursos, mas a demanda por trabalhadores com essa formação continua muito grande: é o “apagão da mão-de-obra”. Por isso faz sentido o discurso dos candidatos e as próprias ações. Não é algo de momento, tem um fôlego muito grande.”, afirma Celso do Prado Ferraz de Carvalho, professor da universidade Nove de Julho e especialista em educação e trabalho.

Uma pesquisa do economista Marcelo Neri, na Fundação Getúlio Vargas, ilustra a expansão com números: em março de 2004, 12,56% da população em idade ativa das seis principais metrópoles haviam concluído os cursos profissionalizantes; em março de 2010, esse número era de 22,05% - um crescimento de 75,6%.
De acordo com o estudo, publicado no primeiro semestre deste ano, 29 milhões de pessoas frequentam cursos de educação profissional, o que representa 19,72% da população com mais de 10 anos de idade do Brasil. Desse total, 16,07 % (23,5 milhões de pessoas) frequentaram cursos de qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões) fizeram ensino médio técnico e 0,11% (160 mil) tiveram formação tecnológica.

Luiz Augusto Caldas, diretor de políticas da educação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, acredita que os cursos profissionais são opções para quem necessita o quanto antes de uma alternativa de renda: o superior tecnológico, devido à sua menor duração – de dois a três anos, enquanto um bacharelado leva até cinco anos - mas principalmente o técnico, que pode ser cursado junto com o ensino médio. Segundo Caldas, é no ensino técnico que estão as pessoas com maior necessidade de inserção rápida e qualificada no mercado.

De acordo com o estudo de Neri, os salários aumentam significativamente após a conclusão de cursos de educação profissional: chega a ser 27% maior com a formação de tecnólogo (curso superior de três anos) e a 17% com o ensino médio profissionalizante.

O setor com maior proporção de funcionários com formação profissionalizante é o automobilístico (45,71%), seguido pelo de finanças (38,17%) e de petróleo e gás (37,34%).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/12/cursos-tecnicos-e-tecnologicos-surgem-como-opcao-para-solucionar-apagao-de-mao-de-obra.jhtm

Escolas ribeirinhas são tema de programa nesta semana

Portal do MEC

A realidade vivida nas escolas ribeirinhas é o tema do programa Caminhos da Escola desta quinta-feira, 12. A equipe foi até o município de Curralinho, no Pará, para conhecer de perto a Escola Municipal Santa Catarina. Alunos e professores relatam o que aprendem nas aulas, as ideias que melhoraram o ensino e quais as dificuldades que enfrentam no local.

Cris Guerra, publicitária e escritora mineira, vai para a Escola Estadual Professor Leon Renault, em Belo Horizonte, e bate um papo com os estudantes sobre moda, expressão e atitude na juventude e fala também da sua relação com a escrita.

No terceiro bloco do programa, a segunda etapa do desafio é comandada pelo apresentador Léo Almeida. Os alunos da Escola Estadual General Manoel Soares do Couto, de Belo Horizonte, usam sua criatividade e conhecimento para elaborarem as regras de um novo jogo, que mistura futsal, futebol de campo e futebol americano.

O programa Caminhos da Escola vai ao ar às 22h, na TV Escola, canal educativo do Ministério da Educação. Com 50 minutos de duração, o programa será reprisado no sábado, 14, às 17h, na segunda, 16, às 20h.

A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica) em todo o país e por meio da internet no Portal do MEC. O sinal está disponível também nas tevês por assinatura via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Assessoria de Imprensa da Seed


Veja uma prévia do programa
Palavras-chave: TV Escola

Diversidade cultural é destaque em creche de Florianópolis

Portal do MEC
Florianópolis 12/08/10 – O projeto Diversidade Cultural desenvolvido na Creche Bem-te-vi, em Florianópolis, foi feito para ampliar o conhecimento sobre diferentes culturas e a respeito da identidade e ascendência dos alunos. O projeto envolve crianças que têm entre dois e três anos de idade. Um dos conteúdos desenvolvidos é o Boi-de-mamão, manifestação folclórica difundida em Santa Catarina.

“O processo de conhecer, descobrir, interagir, crescer e apropriar-se de novos repertórios se deu de forma prazerosa, rica e envolvente. As crianças concentraram-se no folguedo do Boi-de-mamão, trazendo a encenação como principal elemento de nosso trabalho cotidiano”, explicou a professora Fabrícia Luiz Souza.

A professora disse que o projeto Diversidade Cultural foi criado para trabalhar com as diferenças, culturas, os preconceitos, costumes e valores. Como o grupo possuía crianças que ainda usavam fraldas, a retirada da proteção foi um dos pontos centrais do primeiro semestre. “Este processo de autonomia de cada um traz consigo o conhecimento de si, o controle sobre suas vontades e uma independência em relação ao adulto”.

O projeto desenvolve atividades como a culinária, narração de histórias, pintura, entre outras atividades artísticas como a exploração do uso de tinta, cola colorida, massinha, giz de cera e lápis de cor.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Creche Bem-te-vi, Telma Elita Ribas, a interação e a brincadeira norteiam o projeto político-pedagógico da instituição, que atende a 140 crianças com idades entre quatro meses e cinco anos e 11 meses.

Fátima Schenini

Palavras-chave: creches, educação infantil, projetos pedagógicos

Resultado da sexta chamada está disponível para consulta

Portal do MEC
Quinta-feira, 12 de agosto de 2010 - 13:02
Os estudantes inscritos no Programa Universidade para Todos (ProUni) já podem consultar o resultado da sexta e última chamada. O prazo para que os estudantes pré-selecionados comprovem as informações declaradas na inscrição nas instituições de ensino é de 13 a 16 de agosto.

A consulta ao resultado pode ser feita acessando a página do programa. O estudante deve informar seu número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e seu número no Cadastro de Pessoa Física (CPF).

O ProUni concede bolsas de estudos integrais e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior.

Consulte o resultado no sítio do ProUni.

Assessoria de Imprensa da Sesu
Palavras-chave: ProUni, ensino superior, bolsas de estudo

Escola de Sargentos do Exército exige teste de HIV em concurso

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
A Escola de Sargentos do Exército tem exigido que os candidatos a seus concursos façam testes de HIV e de outras doenças infectocontagiosas, como a hepatite.

Se o resultado for positivo, o candidato é eliminado. Marinha e Aeronáutica fazem o mesmo. Para os ministérios Público Federal e da Saúde, porém, isso é discriminação.
A escola se justifica e cita uma lei de 1988, que diz que o portador de HIV tem o direito de ser reformado.

Em nota publicada na "Agência de Notícias da Aids", a escola diz que "os traumas decorrentes da atividade militar frequentemente provocam sangramento, cujo manejo nem sempre pode ser realizado num cenário de segurança a terceiros, o que eleva o risco de contaminação de outros indivíduos."

Em duas ações civis, o MPF do Distrito Federal pede o fim da exigência."A pessoa pode ser soropositiva e não manifestar a doença. O simples convívio social e profissional não representa qualquer risco de contaminação para os colegas de serviço", diz Luciana Loureiro, procuradora regional dos Direitos do Cidadão no DF.

"Temos mostrado que os soropositivos mudaram sua condição de saúde, tem vivido muito mais, com qualidade, e que o HIV não causa restrição a qualquer tipo de atividade", diz Eduardo Barbosa, do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/781182-escola-de-sargentos-do-exercito-exige-teste-de-hiv-em-concurso.shtml

Com atraso em licitação, Inep vai renovar em caráter de emergência contratos de informática

Rafael Targino*
Em São Paulo

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) vai renovar pela quinta vez –e, agora, emergencialmente– dois contratos com empresas de informática que terceirizam funcionários para o órgão. A licitação que escolheria uma nova empresa foi suspensa por decisão judicial há dois meses e o instituto diz que não pode ficar sem essa mão de obra.

As empresas Cast e Poliedro fornecem pessoal de “suporte técnico” ao órgão desde agosto de 2005 e os contratos, com duração de 12 meses, têm sido renovados desde então. De acordo com a lei de licitações, o limite de renovações é de 60 meses –prazo que, no caso dos contratos do Inep, termina no próximo final de semana (no dia 14 para a Cast e, no dia 15, para a Poliedro). A legislação, no entanto, permite uma última renovação em caráter “excepcional”, por mais 12 meses. É essa a brecha que o órgão vai usar.
A licitação pode ser retomada a qualquer momento, a depender da derrubada da decisão judicial. Não há prazo, no entanto, para que isso ocorra.

No termo firmado em 2005, a Cast entra como responsável, dentre outras atividades, pelo suporte em áreas como banco de dados, gerência de rede e edição de conteúdo web. A Poliedro, por sua vez, tinha que disponibilizar mão de obra para o “desenvolvimento de sistemas e disseminação de informações”.
Tecnologia

Um dos locais em que esses profissionais trabalham é diretoria de tecnologia da autarquia. Por ela, passam os resultados das avaliações aplicadas pelo Inep –como os do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e os do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes)– e as informações cadastrais dos candidatos. Na semana passada, vazaram os dados pessoais dos alunos que prestaram Enem nos últimos três anos. Ficaram disponíveis na internet nome, CPF, número da identidade e nome da mãe.

O próprio presidente do órgão, José Joaquim Soares Neto, atribuiu o vazamento dos dados dos candidatos a uma “fragilidade” do sistema. Um ex-diretor do órgão, ouvido pelo UOL Educação, diz que a demanda decorrente das novas atribuições da autarquia, com a mudança do Enem, sobrecarregou a equipe. Essa sobrecarga teria sido uma das causas dos problemas com a área (como a divulgação do gabarito com as letras embaralhadas).
Conforme o UOL Educação apurou, o MEC (Ministério da Educação) admite que, na época dos problemas com a prova do Enem, em outubro do ano passado, havia fragilidade no sistema de informática do Inep. No entanto, a atual avaliação é de que a troca da diretoria de TI do instituto (que aconteceu há cerca de 90 dias) eliminou o problema –apesar do vazamento dos dados dos alunos. Segundo assessoria de imprensa do órgão, os diretores da área de tecnologia, considerada estratégica, são funcionários de carreira.

Segundo o Inep, mesmo a dois dias do fim da última prorrogação, ainda não é possível saber quanto custará a renovação emergencial. Em 2009, foram pagos R$ 1.976.985,60 à Poliedro e R$ 3.248.140,80 à Cast por um período de 12 meses de serviços.
Problemas antigos

Não é de hoje que a informática nos órgãos de educação do governo federal preocupa. Em 2008, o TCU (Tribunal de Contas da União) fez recomendações ao MEC para a área de TI (tecnologia da informação). Entre elas, a de que instituísse “políticas e procedimentos padronizados para monitorar as atividades dos terceirizados”.

Em julho deste ano, o plenário do TCU analisou se as recomendações haviam sido implantadas ou não. Apesar da criação de um “novo modelo de gestão de TI do MEC e autarquias”, o tribunal considerou esse item como “não implantado”.

Outra recomendação do TCU foi que se avaliasse “a terceirização de pessoal para a execução de funções sensíveis na área de TI, como, por exemplo, na área de segurança da informação”. Segundo o acórdão do tribunal, “atualmente”, essas funções sensíveis são “encabeçadas por servidores de carreira”. Para que isso acontecesse, no entanto, o MEC teve que pedir autorização ao Ministério do Planejamento para contratar 110 novos funcionários. A maioria –48– acabou sendo alocada no Inep.

No total, de 49 recomendações e determinações feitas pelo TCU em 2008, 22 (44,9%) foram consideradas “não implementadas”, contra 18 (36,7%) “em implementação” e nove (18,4) “implementadas”. De acordo com o relatório, este resultado representa um “elevado percentual de descumprimento”.
Inep diz que prorrogação está dentro da lei

Em nota, o Inep diz que os contratos serão prorrogados por um ano em caráter excepcional. De acordo com o órgão, a manutenção será condicionada ao andamento da licitação. Ainda segundo a autarquia, não haverá nenhuma interrupção de serviços de tecnologia.

*Colaborou Karina Yamamoto, editora do UOL Educação
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/12/com-atraso-em-licitacao-inep-vai-renovar-em-carater-de-emergencia-contratos-de-informatica.jhtm

Estudantes terão encontros com autores e ilustradores

Portal do MEC
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é um dos 350 expositores da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento tem início nesta quinta-feira, 12, e se estenderá até o dia 22, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. O estande do FNDE, com 200 metros quadrados, será palco dos tradicionais encontros de alunos e professores com ilustradores, contadores de histórias e autores.

Estão previstas palestras sobre os livros distribuídos às escolas públicas da educação básica por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola. “Esse momento de interação entre alunos e autores é extremamente positivo, pois realça a imaginação das crianças e alimenta de novas ideias os escritores”, afirmou o presidente do FNDE, Daniel Balaban.

A solenidade de abertura, às 10h, no auditório Elis Regina do Anhembi, é reservada a profissionais do mercado editorial. Ainda na quinta-feira, às 18h, o presidente do FNDE fará palestra sobre o processo de seleção, compra e distribuição dos livros didáticos e de literatura.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Confira a programação do FNDE

Palavras-chave: livro, bienal, FNDE

Criatividade ajuda crianças a conhecer a natureza no Paraná

Portal do MEC
Viva a Natureza é um dos projetos desenvolvidos este ano no Centro Municipal de Educação Infantil Pequeno Reino, em Castro, Paraná. A localização da escola, ao lado de um bosque na zona rural do município, colabora para o sucesso do projeto, que tem a participação dos 90 alunos.

“Iniciamos o projeto com brincadeiras e músicas”, explica a criadora, Jesélia Cordeiro Ortis, que atua na educação infantil há três anos. “Por meio de observações e registros, procuramos descobrir o que as crianças sabiam sobre o assunto, quais eram os interesses e necessidades de cada faixa etária.”

Logo surgiu um conto oral, que recebeu o nome de Jardim Encantando e passou a ser enriquecido pela imaginação de todos. “Borboletas eram fadas; sapos, príncipes; minhocas temerosas, serpentes”, revela a professora. “E, é claro, tudo se passava em um pequeno reino com príncipes, princesas e rainhas. Ou seja, as crianças e nós, da escola.” A história foi relembrada em muitas aulas e recebeu diferentes interpretações das crianças por meio de desenhos, cantigas ou faz-de-conta.

A música foi uma aliada importante no desenvolvimento do projeto, por integrar os conteúdos e despertar o interesse das crianças. Sapo Cururu, Eu Sou uma Borboletinha, e Sai, Sai, Peixinho da Lagoa foram algumas das melodias cantadas. Também foram usadas formas de expressão artística como pinturas, dobraduras, colagens e dramatizações. “A cada aula, os alunos descobriam na natureza formas diferenciadas de brincar, soltando o corpo e a imaginação”, explica Jesélia. Segundo ela, é possível perceber que, além do encantamento pela natureza, as crianças têm a curiosidade de descobrir o mundo a sua volta e saber o porquê de coisas que os adultos muitas vezes nem percebem em razão a pressa do dia a dia.

“Ver uma semente nascer e desabrochar para a vida, descobrir que aquele remédio que compramos na farmácia tem a mesma fórmula que a plantinha do quintal. Isso tudo as crianças nos demonstraram de forma prática, apenas com a liberdade de brincar com a natureza”, destaca.

Creche — A instituição, que atende crianças de dois a cinco anos matriculadas em período integral, desenvolve outros projetos para atender diferentes níveis da educação infantil. Assim, na creche II, para crianças de dois anos, foi aplicado o projeto Cada Escolha um Aprendizado, que auxilia no desenvolvimento da autonomia em situações de alimentação, higiene e conforto e trabalha com habilidades motoras, cognitivas e emocionais.

Na creche III, para a faixa etária de três anos, foi realizado o projeto Muito Prazer em me Conhecer, destinado a proporcionar atividades que facilitem o autoconhecimento e fazer a criança sentir que tem um nome, uma identidade e que, acima de tudo, é muito importantes.

No pré I, com crianças de quatro anos, a escola usou o projeto No Embalo das Letras se Constrói o Mundo, para estimulá-las a explorar materiais impressos sem os rasgar. No pré II, com crianças de cinco anos, o projeto Iabadabadoo! Na Era da Imaginação aproveitou personagens do desenho animado Os Flinstones. De acordo com a diretora da instituição, Cláudia Salgado de Castro, o projeto explorou a curiosidade das crianças diante do fato de os personagens escreverem em pedra, não em papel. A intenção, segundo ela, foi estimular o hábito da escrita para conseguir melhor desempenho na aprendizagem.

Pedagoga, com pós-graduação em gestão escolar, há seis anos na área de educação infantil, Cláudia conta que a escola também se preocupa em inserir a família no espaço escolar. Com o projeto Fortalecendo as Relações Familiares, promove atividades extracurriculares como mutirões, palestras e grupos de estudo. É uma forma de integrar os pais à comunidade escolar e enriquecer o universo educacional.

Fátima Schenini


Saiba mais no Jornal do Professor
Palavras-chave: educação infantil, creche

Acervos literários serão distribuídos a 67 mil escolas no próximo ano

Portal do MEC

Todas as escolas públicas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e do ensino médio, independente do número de alunos matriculados, receberão no início de 2011 acervos literários. A escola com o menor número de estudantes receberá do Ministério da Educação um acervo com 50 títulos e as maiores, três acervos com 150 títulos.

Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), mostram que 49.799 escolas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e 17.830 do ensino médio serão atendidas. No conjunto, o PNBE 2011 vai distribuir para essas bibliotecas escolares 7 milhões de livros de literatura.

Incentivar e desenvolver o gosto pela leitura, exercitar a criatividade e a crítica e contribuir com a formação cidadã dos estudantes são objetivos do PNBE, segundo a coordenadora geral de materiais didáticos da Secretaria de Educação Básica (SEB) do ministério, Jane Cristina da Silva. O programa deve contribuir também para a construção de acervos das bibliotecas escolares, conforme prevê a Lei nº 12.244/2010, de 24 de maio.

Acervos – A seleção das obras do PNBE 2011 foi realizada pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A instituição recebeu 1.938 inscrições de livros, dos quais selecionou 300. Os livros pertencem aos gêneros poesia, conto, crônica, novela, teatro, texto de tradição popular, romance, memória, diário, biografia, relatos de experiências, obras clássicas da literatura universal, livros de imagens e de histórias em quadrinhos e traduções de obras literárias.

De acordo com Jane Cristina, integram os acervos obras com caracteres ampliados para alunos com deficiência visual e outras que vêm escritas e acompanhadas de CD em áudio ou DVD na língua brasileira de sinais (libras). A inclusão de pessoas com deficiências, explica, é um dos objetivos do programa.

Criado em 1997, o Programa Nacional Biblioteca da Escola faz seleções anuais de livros de literatura, adquire as obras das editoras e envia gratuitamente para as escolas públicas da educação básica. Em 2010, receberam coleções as escolas públicas da educação infantil e do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Em 2011 será a vez das escolas dos anos finais do ensino fundamental (sexto ao nono ano) e das três séries do ensino médio.

Confira no sítio do FNDE a relação das 300 obras do PNBE 2011.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: Educação básica, PNBE

MEC envia a escolas públicas livro que narra estupro

DE SÃO PAULO
O Ministério da Educação enviou a escolas públicas do país um livro que narra o sequestro de um casal, o estupro da mulher e o assassinato do rapaz, segundo reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
De acordo com o texto, 11 mil exemplares da obra foram destinados para serem usados como material de apoio a alunos do ensino médio, com idade a partir de 15 anos. O livro "Teresa, que Esperava as Uvas", integra o programa do governo federal que equipa bibliotecas dos colégios públicos.

As cenas de violência estão presentes no conto "Os Primeiros que Chegaram", que narra, do ponto de vista da criminosa, um sequestro cometido por um casal. As vítimas são torturadas. Há frases como "arriou as calças dela, levantou a blusa e comeu ela duas vezes" e "[Zonha, o criminoso] deu um tiro no olho dele. [...] Ele ficou lá meio pendurado, com um furo na cabeça."

O governo Lula, a autora da obra e a editora defendem a escolha, por possibilitar que o jovem reflita sobre a violência cotidiana. A escolha das obras é feita por comissões de professores de universidades públicas. "O livro passou por uma avaliação baseada em critérios, concorreu com muitas outras obras e foi selecionado", afirmou a escritora do conto, Monique Revillion.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/781743-mec-envia-a-escolas-publicas-livro-que-narra-estupro.shtml

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cai número de alunos de escola pública aprovados na USP

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
ANDRESSA TAFFAREL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A proporção de estudantes de colégios públicos caiu entre os aprovados na USP neste ano. A participação recuou ao nível de 2006, período anterior ao programa que concede bônus a esses estudantes na nota do vestibular.
Considerada elitista, a instituição adotou o bônus em resposta à demanda de alunos pobres por cotas (reserva de vagas). Apesar de 85% dos alunos do ensino médio do país estudarem no sistema público, esses estudantes são apenas 26% dos aprovados na Fuvest em 2010. Em 2009, eram 30,1%.

A universidade começou concedendo 3% de bônus e elevou a até 12% a partir do exame do ano passado.

O incentivo, porém, não foi suficiente para manter o crescimento da participação do sistema público entre os aprovados. Não conseguiu nem atrair mais alunos ao vestibular --desde 2007 cai o número de inscritos da rede.

A pró-reitora de graduação, Telma Zorn, afirma que a USP trabalha "para que venham mais alunos de escola pública, mas não vamos nos prender a números. Foi satisfatório". Segundo ela, que apresentou os dados ontem, "o que nos anima é que são alunos de qualidade".

Para Zorn, a queda de inscritos, que impacta nas aprovações, ocorre porque atualmente há mais opções para os alunos de escola pública --como mais vagas nas universidades federais em SP e o ProUni (bolsas federais em universidade privada).

CRÍTICAS

Pesquisador da área de ensino superior, Oscar Hipólito afirma que o programa de inclusão social da USP (Inclusp) "aparenta esgotamento, pois nem consegue atrair os alunos para o vestibular".

Para ele, com a concessão de bônus nos últimos anos, tem diminuído o número de alunos bem preparados que estavam prestes a entrar, mas que ficavam fora devido a poucos pontos. Hipólito defende que a USP rediscuta seu projeto, mas critica as cotas. "É preciso que haja mérito", diz ele, do Instituto Lobo e ex-diretor do Instituto de Física da USP-São Carlos.

Coordenador da ONG Educafro (que sustenta cursinhos populares), frei Davi Santos cobra da USP a implementação de cotas. Santos afirma que recomenda aos seu cerca de 6.500 alunos que não prestem USP. "Eles só ficam humilhados, numa prova feita sob medida a cursinhos caros e que não considera o aprender no viver diário."

Marilá Barbosa, 21, aluna de escola pública, tentará vaga em duas estaduais, mas não na USP. "É um padrão muito alto para mim", diz.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/781145-cai-numero-de-alunos-de-escola-publica-aprovados-na-usp.shtml

Após suspensão de licitação para gráfica, Inep afirma que cronograma do Enem "está sendo cumprido"

Da Redação*

Após a licitação para a impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ter sido suspensa, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia do MEC responsável pelo exame, afirmou que o cronograma para a realização das provas "está sendo cumprido". O Enem ocorre nos dias 6 e 7 de novembro.

A gráfica Plural, vencedora do pregão e que acabou sendo desclassificada, impetrou na Justiça um mandado de segurança e conseguiu liminar que suspende temporariamente todo o processo de escolha da empresa que vai imprimir as provas.

Em nota, o Inep afirma que a gráfica "foi inabilitada porque os atestados de capacidade técnica apresentados pela empresa não atenderam às exigências do edital". O Inep confirma também que "a Gráfica Plural recorreu à Justiça Federal, em Brasília, que apesar de não ter concedido liminar, sobrestou o processo licitatório e solicitou informações ao Inep, que deve encaminhar sua posição nos próximos dias."

Segundo reportagem do jornal O Estado de SP, o pregão eletrônico deve ser retomado no dia 16 de agosto, quatro dias depois da data marcada para o começo da pré-impressão das provas, que deveria terminar no dia 27. Com a aprovação do trabalho, no dia 28, o início da impressão ocorreria no dia 30.

*Com informações da Agência Estado
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/11/inep-afirma-que-cronograma-para-realizacao-do-enem-esta-sendo-cumprido.jhtm

Cursos de formação para gestor enfocam os conselhos escolares

Portal do MEC
Dirigentes e técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação, responsáveis pela implantação e fortalecimento dos conselhos escolares, podem se inscrever, até a próxima sexta-feira, 13, no curso Formação Continuada em Conselho Escolar, oferecido pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). O curso é promovido pelo Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação.

Com o objetivo de contribuir para o debate e o aprofundamento do princípio constitucional da gestão democrática da educação, o curso terá duas fases com 80 horas cada uma. A duração será de aproximadamente quatro meses.

Já os conselheiros municipais de educação e técnicos de secretarias de educação dos municípios que não dispõem de conselhos podem se inscrever para o curso Formação Continuada para Conselheiros Municipais de Educação, ofertado pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e promovido pelo Programa Nacional de Capacitação de Conselheiros Municipais de Educação, também da SEB. Inscrições são aceitas até dia 13.

Com 160 horas e duração de seis meses, o curso tem o objetivo de fortalecer os conselhos municipais de educação, para que se tornem uma efetiva instância de proposição e normatização das práticas educacionais e espaço de mediação entre o poder público e a sociedade.

As inscrições podem ser realizadas via internet, na página do Centro de Tecnologias Educacionais (CTE) da UFT. Os dois cursos serão desenvolvidos na modalidade de educação a distância, com a utilização de ambiente virtual de aprendizagem. Informações sobre inscrições podem ser obtidas por correio Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. eletrônico.

Assessoria de Imprensa da SEB

Palavras-chave: Educação básica, Conselhos escolares, SEB

Exame deste ano atrai mais de 4,6 milhões de candidatos

Portal do MEC
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, marcado para os dias 6 e 7 de novembro, recebeu 4.611.441 inscrições, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação responsável pelo exame. Os dados do instituto estão sujeitos a alterações. Isso porque o Inep ainda não recebeu todos os comprovantes de pagamento da taxa de inscrição dos candidatos não isentos.

O Sudeste, com 1.798.863 inscrições, é a região do país com maior número de candidatos. Seguem-se o Nordeste, com 1.397.282; o Sul, com 608.304; o Norte, com 414.051, e o Centro-Oeste, com 392.941.

Entre as unidades da Federação, São Paulo apresenta o maior número de inscritos, ao reunir 827.818 candidatos. Em segundo lugar vem Minas Gerais, com 538.864. O Amapá, com 14.359 estudantes inscritos, é o estado que registra menor procura.

Por faixa etária, a maioria dos inscritos (1.517.320) têm entre 21 e 30 anos. Há 691.823 candidatos com mais de 30 e 70.910 com menos de 16.

Do total de inscritos, 48.504 pediram atendimento especial. A maior parte (24.650) é composta por candidatos que guardam o sábado. No primeiro dia do exame, esses estudantes devem chegar ao local designado no mesmo horário marcado para os demais alunos, mas farão a prova somente a partir das 18h — no dia 6 de novembro, sábado, a prova começará às 13h e irá até as 17h30. No domingo, das 13h às 18h30.

Certificação — Buscam a certificação do ensino médio 528.658 inscritos. Cabe ao Inep, além de receber as inscrições dos candidatos, aplicar e corrigir as provas. A emissão do certificado, porém, é de competência das secretarias estaduais de educação. Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e os centros federais de educação tecnológica (Cefets) também podem fazer a certificação com base nos resultados do Enem. O estado com maior número de pessoas em busca de certificação é São Paulo, com 83.058 inscritos.

Confira os dados das inscrições do Enem de 2010

Presidente Lula inaugura instalações da Federal de São João Del Rei

Portal do MEC
São João Del Rei (MG) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou com o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta terça-feira, 10, da inauguração de dois campi da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) em outros municípios mineiros: o campus Centro Oeste Dona Lindu, em Divinópolis, e o campus de Alto Paraopeba, em Ouro Branco.

Em funcionamento desde abril de 2008, o campus Centro-Oeste Dona Lindu abriga os cursos de medicina, enfermagem, farmácia e bioquímica, além do mestrado em saúde pública. Atualmente, são 703 alunos de graduação, 26 de mestrado, 105 professores e 41 técnicos-administrativos.

O campus de Divinópolis ocupa uma área de 15 mil metros quadrados, com três prédios já finalizados, 31 laboratórios, 18 salas de aula, 13 setores administrativos, gabinetes e salas para professores, biblioteca, anfiteatro, área de convivência e estacionamentos.

Alto Paraopeba – Simultaneamente à inauguração em Divinópolis, foram inauguradas as instalações do campus Alto Paraopeba, na cidade de Ouro Branco. Nesse campus, funcionam cinco cursos de graduação voltados à área da engenharia.

O campus atende 1,3 mil alunos, grande parte em cursos noturnos. A previsão é de que, até 2012, sejam 2.500 estudantes, atendidos por 125 docentes. O Campus Alto Paraopeba foi criado com o objetivo de atender às necessidades de formação profissional em um dos mais importantes polos metalúrgicos do país.

Atualmente, o campus funciona com 12 laboratórios de práticas de ensino, dois de pesquisa, 26 salas de aulas com projetores multimídia, 60 gabinetes informatizados e biblioteca com acervo de 2.721 títulos e 4.055 periódicos.

A UFSJ foi fundada em 1987 e transformada em universidade federal em 2002. Além da sede e mais dois campi em São João Del Rei, a instituição possui outros três campi em cidades mineiras: Campus Alto Paraopeba, no município de Ouro Branco; um campus em Sete Lagoas, e o Centro Oeste Dona Lindu, em Divinópolis.

Consórcio – Durante a cerimônia de inauguração dos campi da UFSJ, sete reitores de universidades federais assinaram o protocolo de intenções que formaliza a proposta de criação do consórcio de universidades mineiras do sul e sudeste de Minas Gerais. Assinaram o documento, na presença do presidente Lula e do ministro da Educação, Fernando Haddad, os reitores das universidades federais de Alfenas (Unifal), Itajubá (Unifei), Juiz de Fora (UFJF), Lavras (UFLA), São João del-Rei (UFSJ), Ouro Preto (Ufop) e Viçosa (UFV).

A partir da assinatura, os reitores devem elaborar uma proposta de Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) conjunto, que será apresentada ao Ministério da Educação.

As sete universidades têm campi em 17 municípios do sul e sudeste de Minas Gerais e atendem polos de educação a distância em 55 cidades. Elas reúnem 3.500 professores, 4 mil técnicos administrativos, 41 mil alunos de graduação e 5.300 de pós-graduação.

Em 260 cursos presenciais, as instituições oferecem 15,6 mil vagas de ingresso anual, além de 111 cursos de mestrado e 59 de doutorado. As universidades são ainda reconhecidas pela qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação.

Na graduação, todas contam com índice geral de cursos (IGC) entre 4 e 5. Na pós-graduação, 15 programas têm nível 5; cinco têm nível 6 e dois, nível 7, o mais alto.

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: Educação superior, Inaugurações, Sesu

Justiça suspende impressão de provas do Enem

Agência Estado
São Paulo - Por ordem judicial, está suspensa a licitação para a impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que recebeu 4.611.441 inscrições. A gráfica vencedora do pregão - que acabou sendo desclassificada - impetrou na Justiça um mandado de segurança e conseguiu liminar que suspende temporariamente todo o processo de escolha da empresa que vai imprimir as provas. O Enem ocorre nos dias 6 e 7 de novembro.

A ordem judicial suspendeu o pregão eletrônico que será retomado dia 16 de agosto, quatro dias depois da data marcada para o começo da pré-impressão das provas, que deveria terminar no dia 27. Com a aprovação do trabalho, no dia 28, o início da impressão ocorreria no dia 30.

A discussão começou logo depois do anúncio do resultado do pregão. A gráfica Plural ficou em primeiro lugar porque ofereceu o menor preço, mas foi desclassificada e teve o serviço recusado por não se enquadrar nos quesitos segurança e sigilo na impressão, segundo o MEC (Ministério da Educação e Cultura). A gráfica, então, recorreu. O MEC afirmou que a suspensão não vai atrapalhar o cronograma do exame porque ele já foi feito prevendo eventuais atrasos.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/11/justica-suspende-impressao-de-provas-do-enem.jhtm

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Unidade do Cefet em Angra começa a oferecer curso técnico de mecânica este ano

Carolina Gonçalves
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Começou a funcionar hoje (10), em Angra dos Reis, a unidade do Cefet-RJ (Centro de Educação Profissional e Tecnológica do estado do Rio de Janeiro). Em todo o complexo foram investidos mais de R$ 7 milhões. A maior parte dos recursos foi aplicada pela prefeitura de Angra dos Reis (R$ 5,6 milhões) e mais de R$ 1,4 milhão foi investido pela Eletrobras na compra de livros e equipamentos.

A unidade de ensino só vai estar completamente concluída no final do ano. Com a estrutura atual, as aulas desse semestre ficarão limitadas ao curso técnico de mecânica. As 40 vagas foram preenchidas por alunos indicados pela prefeitura.

De acordo com o diretor-geral do Cefet-RJ, Miguel Badenes, antes da implantação de uma unidade do Cefet é feito um estudo da região para avaliar a aplicação dos recursos. “No caso de Angra, detectamos a necessidade de um curso de mecânica devido à grande demanda por essa formação e aos futuros investimentos que a cidade está captando com a indústria naval e do petróleo e da área da Eletronuclear”, explicou Badenes.

Segundo ele, no próximo ano, a unidade passará a oferecer também o curso superior de engenharia mecânica e o curso técnico de petróleo e gás. Cinquenta por cento das vagas serão reservadas para alunos de escolas públicas, para garantir a participação da população local, e a outra metade das vagas será preenchida a partir do resultado de concurso público.

A expectativa, principalmente das empresas que atuam na região, é de que a unidade de Angra dos Reis, em pleno funcionamento, ofereça cursos que atendam as características sócio-econômicas locais. As áreas de meio ambiente e da construção civil devem ser os próximos investimentos do complexo que depende, para isso, da autorização do Ministério da Educação e da contratação de professores.

“Seriam cursos de gestão ambiental porque essa região tem uma tendência a uma depredação muito forte pela estrutura de seu solo e também o crescimento esperado na área de construção civil como um todo, desde estradas e ferrovias até a área predial. Esses cursos podem ser ministrados nos dois níveis, tanto técnico quanto de graduação”, garantiu Badenes.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/10/unidade-do-cefet-em-angra-comeca-a-oferecer-curso-tecnico-de-mecanica-este-ano.jhtm

Com reforma na Lei Autoral, educação a distância poderá usar vídeo e música

Sarah Fernandes
O Ministério da Cultura (MinC) planeja propor uma lei que permite o uso de músicas e vídeos em atividades educativas fora da escola a fim de beneficiar professores e alunos de cursos de educação a distância. A proposta está na consulta pública online para modernização da Lei de Direito Autoral, aberta até 31 de agosto.

A lei atual só permite o uso de peças teatrais e de músicas para fins didáticos, dentro da escola. A proposta disponibilizada para consulta pública amplia os direitos de uso para filmes e poesias, e permite que eles sejam usados fora do ambiente escolar, desde que com fins didáticos.

“A lei atual não é moderna e não considera nem a Internet nem as produções audiovisuais”, avalia o coordenador-geral de Direitos Autorais e Acesso à Cultura do MinC, Rafael Oliveira. “Por isso propusemos expandir e trazer a educação a distância para a legalidade”.

As discussões sobre educação a distância nas propostas, porém, são insuficientes para coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para Acesso a Informação (Gpopai), Pablo Ortellado. “A educação a distância, em si, não foi tratada na nova lei. Faltou participação de associações de alunos dessa modalidade”.

“Os cursos a distância fazem muito uso de textos e imagens e é preciso ampliar a discussão sobre como regular seu uso”, avalia Ortellado. “O próprio MEC [Ministério da Educação] está muito distante desse processo de reforma da lei dos direitos autorais”.

Depois da consulta pública, o Ministério da Cultura vai redigir um projeto de lei com as demandas da sociedade e enviar para o Congresso Nacional para aprovação. A expectativa é que as propostas sejam encaminhadas ainda esse ano. “Só enviaremos quando acharmos que a contribuição da sociedade foi suficiente. Podemos inclusive abrir para consulta de novo”.

Cópia

Uma das propostas para consulta pública prevê acrescer até 2% do valor das cópias de livros — material comum nas universidades — para pagar os direitos de uso ao autor e à editora. A ideia é criar o Instituto de Direito Reprográfico que ficaria responsável por fiscalizar o pagamento.

“Essa prática já acontece em vários países. No Brasil o custo deve aumentar em cerca de R$ 0,02”, conta Rafael Oliveira, coordenador-geral de Direitos Autorais do MinC. “A indústria editorial já tem feito um trabalho grande dentro das universidades. É justo que eles tenham remuneração e que os alunos tenham acesso fácil às obras”.

Para Ortellado, do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para Acesso a Informação (Gpopai), as editoras não tem interesse em cobrar dos alunos por cópia. “Com a lei atual elas já podiam fazer isso, mas é um sistema difícil de gerenciar e de fiscalizar, por isso elas optam por proibir”.

Outras propostas

As propostas de reformulação da lei preveem ainda que obras esgotadas possam ser reproduzidas, que professores traduzam textos para usar nas aulas e que museus e cinematecas copiem obras para preservação.

Na consulta pública, a sociedade civil sugere que as liberações de direitos autorais para uso didático devem ficar mais evidentes e que organizações possam adaptar obras para deficientes.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/shewreproc.mmp

Fonoaudiólogos são novos aliados nas aulas de português

Parceria do futuro
Recém-reconhecida por órgão federal, nova especialidade pode ajudar, em trabalho conjunto com o professor, no desenvolvimento da leitura e da escrita a partir de questões fonológicas
A melhora na aprendizagem dos alunos da 4ª série da Escola Estadual Brigadeiro Faria Lima (SP), em 2009, não surpreendeu a então coordenadora pedagógica Ana Lúcia Nicolau e sua equipe de professores. Após a realização de oficina feita para desenvolver a competência narrativa das crianças, já tinha essa expectativa, refletida também no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de 2009, em que a escola atingiu 4,68 pontos para uma meta estabelecida de 4,09. Surpresa mesmo, a coordenadora e dez professores tiveram antes do início da oficina, ao saber que havia sido elaborada por fonoaudiólogos.

Durante o ano, os docentes receberam orientações e trabalharam em conjunto com uma equipe de especialistas do Instituto Cefac, instituição clínica-educacional autônoma voltada para o atendimento e a pesquisa na área da fonoaudiologia. Nos encontros semanais com os professores, a equipe liderada pelo fonoaudiólogo Jaime Luiz Zorzi sugeriu atividades para que os docentes trabalhassem com os alunos a ideia da narrativa, as propriedades dos textos, a comparação com diversas estruturas possíveis e as diferenças entre linguagem oral e escrita. Depois de um ano, os alunos de 3ª e 4ª séries participaram de uma competição de textos.

"Não imaginei que o trabalho do fonoaudiólogo pudesse ter um enfoque pedagógico", conta Ana, que atualmente voltou a lecionar na mesma escola. "Sabíamos da importância da atuação clínica do fonoaudiólogo, mas, após a oficina, entendemos a relevância da colaboração na sala de aula."

Poucos educadores conhecem o campo de atuação do fonoaudiólogo no ambiente educacional. A imagem de profissional da área de saúde que oferece tratamento clínico para alunos com alterações de fala (gagueira, por exemplo) ainda é a única associada ao fonoaudiólogo. "A maior parte dos profissionais se apresenta para os educadores como alguém que pode detectar e tratar problemas, todos mais ligados à fala, deixando a leitura e a escrita de lado", conta Zorzi. Por esse motivo, ele não se surpreende quando professores perguntam, ao final de congressos e palestras, se é mesmo fonoaudiólogo e não educador. "Tudo isso porque meu trabalho se concentra nas questões de aprendizagem", diz.

O trabalho do fonoaudiólogo passa por um momento de transição. Em março último, a Fonoaudiologia Escolar-Educacional foi reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), o que, na visão dos profissionais da área, é um passo importante para a formalização da atuação. Além de representar um movimento de retomada de uma função que remonta ao início da profissão, surgida a partir de demandas educacionais.

O fonoaudiólogo educacional desempenha trabalho coletivo na escola. Ao lado do professor, aluno e pais, oferece apoio no desenvolvimento de fluência e interação verbal, de linguagem e de ensino da língua portuguesa com trabalhos na alfabetização, oralidade, leitura e produção de textos escritos. Atua na educação infantil e no ensino fundamental.

Uma de suas atividades mais recorrentes em sala de aula é o de consciência fonológica para os alunos em processo de alfabetização. O contato mais próximo com as estruturas das sílabas, das palavras e dos fonemas, por meio de brincadeiras e exercícios com rimas e aliterações, por exemplo. Assim, conseguem progressos importantes de leitura, fala e escrita.

Mas em que esse trabalho difere do que é feito pelo professor em sala de aula? Os olhares para essas atividades são diferentes, explica Sílvia Colello, professora de psicologia da educação da Faculdade de Educação da USP. "No caso de um exercício envolvendo narrativas, o professor pode estudar com os alunos os gêneros e estruturas de texto, enquanto o fonoaudiólogo pensa nos caminhos para estimular a articulação ou o encadeamento lógico e fluência das palavras", exemplifica. Em comum, os dois trabalhos têm o desenvolvimento das habilidades de escrita e fala, mas com cada profissional olhando para um aspecto diferente da linguagem. "O ideal é trabalhar de forma integrada, articulada. Assim, rompe-se a lógica tradicional da escola de excesso de encaminhamentos para os consultórios para combater os problemas de aprendizagem", opina.

Parceria
"Antes era um trabalho mais focado só na criança, sem a participação do professor. Agora, as professoras desenvolveram um olhar mais aguçado, e já identificam e indicam alterações de fala nos alunos", conta a fonoaudióloga Renata Opice, que há 17 anos integra a equipe interdisciplinar da Escola Alfa, instituição particular paulistana de ensino infantil.

No início, o trabalho de fonoaudiologia na escola ficava restrito à triagem de alunos com alterações de fala. Mas, em 1996, houve uma mudança em toda a orientação pedagógica e a equipe começou a refletir sobre o trabalho de Renata, o que gerou mudanças. "A ficha fonoaudiológica e a pedagógica viraram uma só, que hoje chamamos de anamnese escolar", relembra. A partir de então, a equipe interdisciplinar inclui também a fonoaudióloga nas reuniões para atualização do plano pedagógico.

O processo de alfabetização também foi ajustado: "Apesar de a etapa visual ser tida como fundamental na alfabetização, decidimos também enfatizar o desenvolvimento auditivo no nosso processo. Ele auxilia a criança a pensar as letras e sons. Quando vai escrever, ela puxa esse repertório maior ensinado nos anos anteriores", avalia Cecília Assumpção, diretora pedagógica da Alfa.

"Detector de problemas"
A entrada de um especialista em uma escola é sempre um momento de tensão. "A equipe pode se sentir invadida com a presença do
fonoaudiólogo até pela própria tradição de falta de trabalho integrado nas instituições", analisa Silvia Colello. A esse estranhamento, soma-se o desconhecimento sobre o trabalho desse profissional no âmbito da escola. As dúvidas são muitas, a começar pelo fato de um profissional da área de saúde atuar na educação.

Para elucidar o que se pode ou não fazer, uma determinação do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) prescreve que o fonoaudiólogo não pode desenvolver trabalho terapêutico ou clínico na escola de ensino regular. Caso seja identificada uma alteração de fala, deve indicar que a criança se consulte com outro profissional, fora das dependências da escola, para um acompanhamento individual. A resolução 232, de 1999, foi a primeira que dispôs sobre a atuação do fonoaudiólogo escolar. Foi revogada e atualizada em 2005 (resolução 309). "O ambiente escolar não é um ambiente de terapia. Não era inclusivo pedir para um aluno sair da sala, em horário de aula, para fazer acompanhamento individual. Não era bom para a criança", explica Bianca Queiroga, membro do CFFa e professora da Faculdade de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A exceção fica para as instituições de ensino especial, nas quais o acompanhamento clínico pode ocorrer dentro da escola.

"A atuação tem avançado, mas ainda há problema de interpretação do trabalho deste profissional tanto pela escola quanto entre os próprios
fonoaudiólogos", alerta Bianca Queiroga. A imagem que a categoria pretende apagar o quanto antes do imaginário dos professores é de profissional que detecta problemas. Isso porque sua atuação pode ser mais rica que aquela simplesmente ligada a ações curativas.

Para tirar essa impressão, a fonoaudióloga Maria Silvia Cárnio eliminou a etapa de triagem do programa escolar que coordena com estagiários do 3º ano de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da USP. A triagem era feita apenas para o mapeamento da cena escolar em que a parceria iria acontecer. "Mas alguns professores passaram a encarar aquilo como chance de identificar os alunos 'problemáticos', e esse não era o foco", conta Maria Silvia que, desde 1989 coordena o programa. Agora, são os próprios professores que indicam os alunos com defasagem na aprendizagem a partir da convivência com o aluno em sala de aula. Só a partir daí o programa é montado. Após aplicá-lo em seis escolas públicas paulistas, o estágio batizado de Programa Escola começou, em março deste ano, na Escola Estadual Clorinda Danti, localizada na favela São Remo (zona leste da capital). O foco são os alunos das 3as séries (atuais 4os anos). O convênio entre a escola e a USP deve durar três anos. Além do programa, Maria Silvia também promove encontros semanais nas HTPCs (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo). Aí o trabalho é de consultoria e esclarecimentos e pode atender também a demandas dos próprios professores. "Já tivemos palestras sobre a utilização da voz em sala de aula e sobre dislexia", lembra a diretora Rosana de Miranda.

Na avaliação da fonoaudióloga Ana Paula Berberian, autora do livro Fonoaudiologia e educação: um encontro histórico (Ed. Plexus), a maior parte das escolas continua esperando que os fonoaudiólogos resolvam, por meio dos recursos disponíveis no campo da saúde, o problema de crianças que não correspondem ao desempenho esperado: "Por essa razão não identificam o fonoaudiólogo como profissional também da educação e resistem a propostas que não sejam para diagnosticar e tratar crianças que a escola não consegue dar conta de ensinar", avalia.

Já do lado dos fonoaudiólogos, não há clareza sobre a própria atuação da escola. Para a Ana Paula Berberian, o maior problema está na faculdade: "O fonoaudiólogo não tem formação para atuar em parceria com o professor e contribuir para que a escola cumpra da melhor maneira possível seu papel, ou seja, o de formar leitores e escritores de fato."

Apesar do cenário ainda longe do ideal, as perspectivas para a área são boas, devido ao aumento de pesquisas que subsidiam um trabalho mais crítico em relação à perspectiva clínica e mais focado na melhora educacional de fato. Os profissionais da área ficam esperançosos pelo reconhecimento de sua colaboração na escola. As limitações de grande parte da população estudantil na leitura e escrita reforçam a importância do fonoaudiólogo. Na escola, o trabalho desse profissional, em parceria com o do professor, começa a ganhar amplitude social.

A fonoaudiologia começou na escola

As primeiras iniciativas de consolidação do papel do fonoaudiólogo tiveram sua origem em estados do Sul do Brasil. Entre os anos de 1910 e 1940, com a vinda maciça de imigrantes para o país, cresceram as expectativas de padronizar a língua nacional.

Com o movimento nacionalista, as variações linguísticas eram consideradas patologias e, com isso, diversos profissionais foram inseridos na escola, com o objetivo de sanar as dificuldades que poderiam "impedir o desenvolvimento do Brasil". Quem não seguia a norma culta era encaminhado para educadoras que recebiam uma formação básica para atuarem como ortofonistas (hoje, chamados de fonoaudiólogos), sendo, a prática, desenvolvida conforme cada caso clínico.

Os primeiros estudos de cunho científico precursores da fonoaudiologia escolar foram realizados nos anos 60. Até a década de 70, houve uma transferência da abordagem clínica para a escola, onde o professor ajudava o fonoaudiólogo, pois ele era considerado o agente detector de problemas neste meio.

Até a sua regulamentação no país, na década de 80, a fonoaudiologia conquistou muitos avanços tecnológicos na área da saúde, e sua ligação com a educação deixou de ser o campo de atuação mais conhecido. Apesar disso, a fonoaudiologia escolar continuou a desenvolver-se em paralelo. Hoje são grandes as mudanças na forma de atuação dos profissionais que saem das universidades com a intenção de trabalhar com educação. Não se fala mais tanto em estar na escola para detectar problemas, mas sim para compor a equipe pedagógica.
reirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12937

Terminam hoje inscrições de pós para professores da rede pública de SP

Da Redação
Em São Paulo

Terminam nesta terça-feira (10) as inscrições para os cursos semipresenciais de pós-graduação latu sensu do programa Rede São Paulo de Formação Docente (Redefor), da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. São 13 cursos de especialização em disciplinas do currículo do ensino básico e três na área de gestão em convênio com a Unesp, a USP e a Unicamp.

Poderão fazer a pré-inscrição professores, diretores e supervisores da rede pública estadual, do ensino fundamental de 5ª à 8ª séries e do ensino médio. As pré-inscrições são feitas pelo site da Redefor e estão sujeitas a análise para aprovação.

A Unicamp oferece cursos de Língua Portuguesa, Matemática, Física, História e Educação Física. Na USP, os cursos são nas áreas de Ciências, Biologia, Sociologia, Gestão da Escola para diretores, Gestão do Currículo para professores coordenadores e vice-diretores e, para supervisores de ensino, em Gestão da Rede Pública. Pela Unesp, serão ministrados cursos de especialização em Língua Inglesa, Filosofia, Arte, Química e Geografia.

Os cursos têm duração de um ano e é organizado em quatro módulos, cada um composto de duas disciplinas de 45 horas de trabalho, em um total de 90 horas de carga horária por módulo de trabalho acadêmico. Cada semestre tem dois módulos e uma avaliação presencial, com duração de duas horas. A carga horária é distribuída entre atividades web, leitura e encontros presenciais, mais 4 horas reservadas para provas presenciais. O aluno terá ainda dois meses ao término do curso para a entrega do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

A cada módulo há atividades a distância que serão compostas de leitura de material multimídia, leitura da bibliografia indicada, fórum de discussão mediado por tutores online e atividades de avaliação. Há provas presenciais obrigatórias. A frequência mínima é de 85% nas atividades presenciais e a distância. A nota mínima para aprovação é 7,0.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/10/terminam-hoje-inscricoes-de-pos-para-professores-da-rede-publica-de-sp.jhtm

Sem adesão de USP e Unicamp, Enem perde 17,5% dos inscritos em SP

ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA

ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA

Após a USP e a Unicamp terem desistido de usar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em seus processos seletivos deste ano, a participação dos alunos de São Paulo no exame caiu 17,5%. No ano passado, 1.003.474 estudantes de todo o Estado se inscreveram para a prova. Neste ano, foram 827.818.
As duas universidades estaduais alegam que o Enem deste ano será realizado muito tarde, em 6 e 7 de novembro, o que impede que a nota no exame seja computada. As instituições afirmam que isso não significa que em 2011 elas não vão utilizar a nota do exame.

Em 2008, a prova foi marcada para outubro, mas, após a descoberta de que originais haviam vazado, acabou adiada para o início de janeiro, o que levou as duas instituições a desistir de computar a nota do Enem.

As universidades estaduais são responsáveis por cerca de 80% das vagas públicas oferecidas no Estado de São Paulo, que tem a menor presença do país de universidades federais, considerando o número de alunos matriculados no ensino médio (antigo segundo grau).

Unesp, a outra estadual paulista, usará o desempenho do aluno no Enem no cálculo da nota na segunda fase de seu processo seletivo.

Para Tadeu Terra, do sistema de ensino COC, a queda no número de inscritos no Estado neste ano não tira a importância do exame.

"A tendência é que, na hora em que as datas sejam estabilizadas, as universidades de São Paulo voltem a usar o Enem. Mas isso vai depender muito do que o próximo governo propuser para a prova", disse.

O Ministério da Educação disse ontem que não comentaria o número de inscritos no Enem por Estado. Ao anunciar a data deste ano, o ministério justificou que a realização da prova em outubro seria mais difícil, já que dois dos finais de semana no mês serão ocupados por eleições.

NO PAÍS, FOI RECORDE

Se a adesão em todo o país for considerada, o exame teve neste ano o terceiro recorde seguido no número de inscritos: 4,6 milhões.

No ano passado, foram 4,4 milhões, mas o adiamento da prova depois que ela vazou acabou causando abstenção também recorde: 39,5%.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/780555-sem-adesao-de-usp-e-unicamp-enem-perde-175-dos-inscritos-em-sp.shtml

Universidade mineira inaugura campi em cidades do interior

Portal do MEC
Terça-feira, 10 de agosto de 2010 - 14:41
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira, 10, com o ministro da Educação, Fernando Haddad, da inauguração de dois campi da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ): o campus Centro Oeste Dona Lindu, em Divinópolis, e o campus de Alto Paraopeba, no município de Ouro Branco, ambos em Minas Gerais. A cerimônia será transmitida pela TV NBR e pela TV MEC.

O campus localizado em Divinópolis abriga os cursos de medicina, enfermagem, farmácia e bioquímica, além do mestrado em saúde pública. Em funcionamento desde abril de 2008, o Campus Centro-Oeste Dona Lindu conta atualmente com 703 alunos de graduação, 26 de mestrado, 105 professores e 41 técnicos administrativos. Ocupa uma área de 15 mil metros quadrados, com três prédios já finalizados, 31 laboratórios, 18 salas de aula, 13 setores administrativos, gabinetes e salas para professores, biblioteca, anfiteatro, área de convivência e estacionamentos.

No campus de Alto Paraopeba, em Ouro Branco, funcionam cinco cursos de graduação da área de engenharia. Lá estudam 1.300 alunos, grande parte no período noturno. A previsão é de que, até 2012, sejam 2.500 alunos e 125 docentes.

A UFSJ foi fundada em 1987 e transformada em universidade federal em 2002. Além da sede e mais dois campi em São João Del Rei, a instituição possui outros três campi em cidades mineiras: Centro Oeste Dona Lindu, em Divinópolis; Campus Alto Paraopeba, no município de Ouro Branco, e um campus em Sete Lagoas.

Assessoria de Imprensa da Sesu


Assista a cerimônia de inauguração pela TV MEC
Palavras-chave: Educação superior, Inaugurações, Sesu

Estudantes podem conferir se avançaram para a segunda fase

Portal do MEC
Terça-feira, 10 de agosto de 2010 - 12:14
Cerca de 19 milhões de estudantes que participaram da primeira fase da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) podem consultar na internet a relação dos classificados para a próxima etapa e os locais onde farão a prova. A segunda fase está marcada para 11 de setembro, às 14h30 (horário de Brasília).

Os testes estão divididos nos níveis um (estudantes do sexto ou do sétimo ano do ensino fundamental), dois (oitavo ou nono ano do ensino fundamental) e três (de qualquer série do ensino médio). Nas provas da segunda etapa, os alunos vão responder de seis a oitos testes discursivos, aplicados por fiscais em centros de ensino definidos pela coordenação da olimpíada.

A correção será feita por comitês compostos por professores de matemática. Desse grupo de estudantes sairão os 500 medalhistas de ouro, 900 de prata e 1,8 mil de bronze, além de 30 mil que receberão menção honrosa. Os vencedores serão anunciados em 26 de novembro.

Parceria — Promovida pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação, a Obmep é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática. Entre os objetivos do concurso estão incentivar o ensino de matemática e descobrir talentos nas redes públicas.

A Obmep de 2010 recebeu 19,6 milhões de inscrições de alunos de 44,7 mil escolas dos 26 estados e do Distrito Federal.

Na página eletrônica da Obmep, estudantes, professores, coordenadores pedagógicos e diretores encontram todas as informações sobre a prova da segunda etapa. O acesso aos dados deve ser feito com o código MEC de cada escola que participa da olimpíada. Na mesma página estão a relação dos alunos por escola, locais da prova, documentos que os estudantes devem apresentar, banco de questões, programa de iniciação científica júnior e demais informações.

Ionice Lorenzoni

Palavras-chave: matemática, olimpíada, Obmep

Inscrições para o exame deste ano atraem mais de 4,6 milhões de candidatos

Portal do MEC
Terça-feira, 10 de agosto de 2010 - 11:16
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, marcado para os dias 6 e 7 de novembro, recebeu 4.611.441 inscrições, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação responsável pelo exame. Os dados do instituto estão sujeitos a alterações. Isso porque o Inep ainda não recebeu todos os comprovantes de pagamento da taxa de inscrição dos candidatos não isentos.

O Sudeste, com 1.798.863 inscrições, é a região do país com maior número de candidatos. Seguem-se o Nordeste, com 1.397.282; o Sul, com 608.304; o Norte, com 414.051, e o Centro-Oeste, com 392.941.

Entre as unidades da Federação, São Paulo apresenta o maior número de inscritos, ao reunir 827.818 candidatos. Em segundo lugar vem Minas Gerais, com 538.864. O Amapá, com 14.359 estudantes inscritos, é o estado que registra menor procura.

Por faixa etária, a maioria dos inscritos (1.517.320) têm entre 21 e 30 anos. Há 691.823 candidatos com mais de 30 e 70.910 com menos de 16.

Do total de inscritos, 48.504 pediram atendimento especial. A maior parte (24.650) é composta por candidatos que guardam o sábado. No primeiro dia do exame, esses estudantes devem chegar ao local designado no mesmo horário marcado para os demais alunos, mas farão a prova somente a partir das 18h — no dia 6 de novembro, sábado, a prova começará às 13h e irá até as 17h30. No domingo, das 13h às 18h30.

Certificação — Buscam a certificação do ensino médio 528.658 inscritos. Cabe ao Inep, além de receber as inscrições dos candidatos, aplicar e corrigir as provas. A emissão do certificado, porém, é de competência das secretarias estaduais de educação. Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e os centros federais de educação tecnológica (Cefets) também podem fazer a certificação com base nos resultados do Enem. O estado com maior número de pessoas em busca de certificação é São Paulo, com 83.058 inscritos.

Confira os dados das inscrições do Enem de 2010



Palavras-chave: Enem, inscrições, Inep

Segredo é gostar de estudar, diz brasileiro premiado na Olimpíada Internacional de Física

Da Redação
Em São Paulo

Gustavo Haddad Braga, 15 anos, foi o melhor classificado entre os cinco estudantes brasileiros na 41ª Olimpíada Internacional de Física (International Physics Olympiad - IPhO), realizada entre 17 e 25 de julho em Zagreb, na Croácia. Com 27,5 pontos em 50, ficou com a 150ª posição e medalha de bronze.

Também é o primeiro brasileiro do segundo ano do ensino médio a competir na IPhO, competição da qual o Brasil participa desde 2000. E não é a primeira vez que o garoto, que mora em São José dos Campos (SP) e estuda em um colégio particular da rede Objetivo, representa o Brasil em competições do tipo no exterior: participou duas vezes da Olimpíada Internacional Júnior de Ciências (International Junior Science Olympiad - IJSO), uma em 2008 na Coreia do Sul, na qual recebeu medalha de ouro, e outra em 2009 no Azerbaijão, onde recebeu medalha de prata.
“Gosto muito de estudar, não acho chato. Gosto muito principalmente dessa parte de ciências, porque fico sabendo como o mundo funciona”, conta Gustavo, que diz estudar para esse tipo de competição por cerca de quatro horas por dia. Para o conteúdo comum do ensino médio dispensa apenas meia hora diária, diz, porque o conteúdo estudado para as olimpíadas já ajuda. “Mesmo em matérias que aparentemente não têm nada a ver, como história, geografia, (o estudo para as olimpíadas) ajuda, porque todas têm uma lógica e você vai se acostumando a pensar assim.”

A técnica de estudo de Gustavo é ler os conteúdos – geralmente de livros importados, em inglês, comprados pela internet e específicos para as olimpíadas – e repetir para si mesmo, como se estivesse dando uma aula. Usa essa mesma técnica para preparar aulas de fato: as que dá para alunos do primeiro ano que vão participar da Olimpíada Brasileira de Física.

Ano passado Gustavo também passou na prova de treineiro da Fuvest. “Não é difícil quando você está acostumado com as olimpíadas, em que a maioria das questões é de nível universitário”. Por influência de uma professora, o garoto passou a assistir algumas aulas de física junto com estudantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). “Tem que estudar, mas não é nada de outro mundo, dá para acompanhar.”

Gustavo diz que já fez tanta prova que não fica mais nervoso: “A prova é sempre inovadora, você já tem que ir com a ideia que não vai saber resolver logo de cara. Se ficar com medo, só atrapalha.”

Gostar de estudar

Gustavo descobriu o mundo das olimpíadas na sexta série, quando conseguiu o primeiro lugar em uma competição regional. A partir daí, começou a procurar outras competições e dois anos depois já viajava para fora do Brasil.
Ele conta que um dos incentivos para continuar competindo é justamente a possibilidade de viajar e conhecer pessoas “com os mesmos interesses que você”. E trata-se de um mundo restrito: na Croácia, neste ano, chegou a reencontrar pelo menos cinco pessoas que havia conhecido em 2008, na Coreia.

Com amigos estrangeiros, o garoto conversa sobre diferenças com relação ao Brasil: “A grande diferença é que o incentivo é maior em outros países, como quase todos da Europa, a China, a Coreia do Sul, a Tailândia. Os lugares que a gente conheceu eram muito grandiosos, você vê que os países investem. Mas esse ano foi muito bom para o Brasil, ficamos na frente de Portugal e Espanha, que são tradicionais.”

Gustavo pensa em fazer faculdade no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, possivelmente na área de engenharia.

Para estudantes que desejam seguir o seu caminho, Gustavo dá o seguinte conselho: “Em primeiro lugar, você tem que escolher a matéria que realmente gosta (no meu caso foi física). Quando começar a estudar, se você gostar, vai se motivando cada vez mais.”
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/10/segredo-e-gostar-de-estudar-diz-brasileiro-premiado-na-olimpiada-internacional-de-fisica.jhtm

Brasileiros conseguem cinco medalhas de bronze em olimpíada de física

Da Redação
Em São Paulo

A equipe brasileira que participou da 41ª Olimpíada Internacional de Física (International Physics Olympiad - IPhO), realizada entre 17 e 25 de julho em Zagreb, na Croácia, voltou para casa com cinco medalhas de bronze. É a primeira vez que toda a equipe brasileira, formada por cinco estudantes do ensino médio, recebe medalhas.

A competição acontece anualmente e o Brasil participa desde 2000, por iniciativa da Sociedade Brasileira de Física. No ano passado, o país ganhou quatro medalhas: duas de prata e duas de bronze. O Brasil é o país da América Latina com maior número de medalhas conquistadas na IPhO.
A equipe foi formada pelos estudantes Rodrigo Alencar (CE), Filipe Rodrigues de Almeida Lira (PE), Cássio dos Santos Sousa, Gustavo Haddad Braga e Rodrigo Silva, os três últimos do Estado de São Paulo. Todos são alunos de colégios particulares, quatro estão no terceiro colegial e um no segundo – Gustavo, o primeiro estudante brasileiro do segundo ano a participar da olimpíada.

Os brasileiros concorreram com 380 estudantes de 80 países. De acordo com o regulamento da competição, as medalhas são atribuídas proporcionalmente: 8% dos participantes recebem a de ouro, até 25% de ouro ou prata e até 50% de ouro, prata ou bronze. As provas aconteceram em dois dias da programação, uma com três problemas teóricos e outra com dois práticos, cada um valendo dez pontos (50 no total). Gustavo, o mais bem-colocado entre os brasileiros, fez 27,5 pontos e ficou na 150ª posição.

Rotina de provas

O professor Euclydes Marega Júnior, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, foi responsável por coordenar a equipe. Ele conta que os alunos começam a preparação para a competição cerca de dois anos antes, com uma série de provas a partir da primeira etapa da Olimpíada Brasileira de Física (OBF), que na última edição foi feita por cerca de 250 mil alunos da nona série e primeiro ano do ensino médio, de 4,8 mil escolas de todo o Brasil. Os alunos que foram para Zagreb fizeram essa etapa em 2008.

De acordo com Marega, essa primeira fase já exclui praticamente 80% dos alunos, pois a maioria não atinge a nota mínima para passar para a segunda. Á terceira fase, chegam entre 1000 e 1500 alunos, dos quais são selecionados 60.

Os 60 selecionados passam por uma outra prova em que sobrevivem apenas 12. Esses fazem uma prova que é aplicada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Só então são definidos os cinco que vão para a IPhO. Os sete restantes fazem outra prova que seleciona quatro para a Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF).

O projeto recebe apoio do governo federal através d O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) .

Gênero

Marega conta que, nesse ano, dos 12 que fizeram a última prova, apenas duas eram meninas. “É uma coisa meio histórica, nas carreiras de exataS sempre temos mais homens, em física, matemática. Internacionalmente também é assim, de vez em quando aparece uma garota por equipe, chuto que seja (ou sejaM?) uns 10% do total (de participantes das olimpíadas).”
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/10/brasileiros-conseguem-cinco-medalhas-de-bronze-em-olimpiada-de-fisica.jhtm

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