sábado, 7 de agosto de 2010

Professora do ES ganha prêmio Microsoft de Educador Inovador

Marina Morena Costa, iG São Paulo
Projeto sobre computação nas nuvens leva categoria especial. Outros quatro ganhadores vão para etapa latina, no Panamá
Uma formatação nos computadores da escola estadual Professor Francisco Coelho Ávila Jr., em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, foi o motivo da criação do projeto “Escola nas Nuvens”, vencedor do prêmio Educador Inovador Microsoft 2010, realizado na noite da última quarta-feira.

“Os alunos perderam todos os arquivos e trabalhos salvos nos computadores do laboratório de informática. Com isso surgiu a ideia de usar as ferramentas disponíveis e publicar nosso conteúdo na internet, trabalhando o conceito de computação nas nuvens”, conta a professora Adriana Silva de Oliveira, ganhadora do prêmio junto com Diogo Souza Machado, técnico de informática da escola.

A partir do problema real, estudantes do 7º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio da escola passaram a usar a web para salvar trabalhos e redes sociais para divulgar projetos e socializar o conhecimento com a comunidade. “Assim eles ganham a independência de discos físicos – como CDs, HDs e pen drives – e podem acessar o material em qualquer lugar”, conta Adriana.“Trabalhamos com os conceitos de conteúdos públicos e privados, como usar a internet de forma segura, e os alunos ficaram responsáveis por gerenciar a publicação nas mídias sociais.”

Com investimentos do governo estadual, a escola passa por uma reforma para melhorar as condições da sala de aula, que, segundo Adriana, eram muito quentes e abafadas. “A única coisa que está de pé é o nosso laboratório de informática”, brinca a professora.

Emocionada, Adriana lembrou as dificuldades que teve para ter acesso ao ensino superior. “Nasci numa favela de Niteroi. Se não fosse meus pais, eu não teria condições de estar aqui. Isso é muito emocionante para mim”, declarou.
Inovadores

O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores recebeu 1.056 inscrições e teve 12 projetos finalistas, divididos em quatro categorias (Inovação em Colaboração, Conteúdo, Comunidade e Escolas Técnicas) e o prêmio especial de Educador Inovador. Os vencedores foram respectivamente “Água, Terra, Fogo e Ar – Ecologia através dos filmes de animação”, do Rio de Janeiro (RJ), “Romantismo no século XXI”, de São João del Rei (MG), Campo Sustentável (ES) e Projeto Integratec, de Vila Pavão (ES).

O professor Valdir Pereira Alves Jr., da Escola de Educação Básica e Profissional Dona Sinhá Neves, da Fundação Bradesco, conta que o projeto “Romantismo no século XXI”, que transporta características do romantismo para a realizada atual, mudou não só os alunos, como os moradores do bairro. “Nós revitalizamos praças públicas colocando placas com poesias e criamos um blog no qual estudantes e comunidade podem publicar textos que tenham um olhar romântico”, conta. Após a criação da praça-poética, o próximo passo é realizar uma caminhada poética em São João Del Rei.

“Os alunos se apossaram do patrimônio público, gostaram do trabalho de revitalização, que envolveu conceitos de ecologia, preservação, reciclagem de lixo. Vejo que eles estão mais sensíveis para questões que antes não eram uma preocupação para eles”, avalia Valdir. Para o professor, antes os alunos não viam um atrativo na literatura: “Agora todo mundo quer estudar o romantismo”.

Os cinco vencedores irão participar da etapa latina do prêmio Microsoft, que será realizada no Panamá entre os dias 26 e 27 de agosto. As escolas dos projetos vencedores foram premiadas com uma impressora multi-funcional e os professores responsáveis ganharam laptops.
retirado do site:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/professora+do+es+ganha+premio+microsoft+de+educador+inovador/n1237740252527.html

Inep vai mudar sistema de acesso às notas do Enem

Agência Estado
Esta é a primeira alteração realizada pelo instituto após o vazamento dos dados pessoais, que também motivou abertura de auditoria
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) vai mudar o modo pelo qual os estudantes têm acesso às notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela internet. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que essa é a primeira alteração no sistema do exame realizado pelo instituto após o vazamento dos dados pessoais, que também motivou abertura de uma auditoria interna.

Não é mais possível recuperar a senha de inscrição na página do exame. Um dispositivo nesse site dava acesso à senha dos candidatos assim que um usuário informasse número de inscrição, CPF, nome, Estado de origem e data de nascimento - as mesmas informações disponíveis nos arquivos que ficaram expostos na internet, conforme o Estado revelou anteontem.

A avaliação é que o caminho era frágil e, por isso, será alterado. Foi por meio dessa ferramenta que a reportagem chegou ao desempenho dos estudantes, entre eles o filho do ministro Fernando Haddad (Educação).

O MEC enfrentava problemas com sistemas de tecnologia bem antes do vazamento dos dados. No começo do ano, usuários enfrentaram congestionamento durante a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona candidatos do Enem para as vagas de institutos e universidades federais. Em março, outro problema técnico no Sisu fez com que estudantes não classificados aparecessem como convocados para matrícula. A auditoria interna que o Inep está tocando ainda não tem data para terminar. A ideia é monitorar as "fragilidades" de todo o sistema, segundo informou o instituto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/inep+vai+mudar+sistema+de+acesso+as+notas+do+enem/n1237741081680.html

Especialistas dão dicas para uma boa escolha profissional

Marina Morena Costa, iG São Paulo
Ampliar critérios, conhecer melhor a profissão, conversar com estudantes e formados são caminhos indicados por especialistas
Estudantes que prestam vestibular neste ano e ainda não sabem qual carreira seguir têm poucos meses para definir uma das escolha mais importantes de suas vidas. Especialistas em orientação vocacional admitem que a pressão sobre os jovens é muita, mas há formas de amenizá-la e fazer uma boa escolha profissional.

Foto: Marina Morena Costa/iG

Estudantes visitam a Feira das Profissões na USP; 2º semestre é época de escolher carreira

A coordenadora do serviço de orientação vocacional da Universidade de São Paulo (USP), Maria da Conceição Uvaldo, alerta para a falta de critérios de escolha dos estudantes na hora de definir a profissão. “Os jovens fazem relações muito lineares, por exemplo: gosto de matemática, então vou estudar engenharia, gosto de escrever, então vou cursar letras. Eles não ponderam como será o dia-a-dia da profissão, o ambiente de trabalho, as tarefas e se preocupam muito com o retorno financeiro”, afirma.

Para desenvolver esses critérios, a USP tem um serviço de orientação vocacional que estimula os participantes a fazerem as perguntas certas para descobrir qual a melhor carreira a seguir. Num primeiro momento, a tática parece confundir mais do que esclarecer. Porém a ideia não é entregar a resposta e sim levar o estudante a perceber o que ele realmente quer, explica Maria da Conceição.

João, 16 anos e estudantes do 3º ano do ensino médio, participou de uma oficina de orientação vocacional elaborada pela Psicologia da USP na Feira das Profissões, realizada na universidade até este sábado. “Acho que vou abandonar a ideia de estudar Ciências da Computação e prestar Biotecnologia”, diz o estudante que estava em dúvidas entre as duas carreiras. “As perguntas que eles fizeram (na oficina), sobre como eu imagino que será o meu local de trabalho, a minha rotina, me fizeram perceber que Biotecnologia é mais a minha cara”, analisa.

As colegas Karoline, 15, e Juliana, 16, ainda estão no 2º ano do ensino médio, mas já escolheram Medicina e Direito, respectivamente. “Para a gente a orientação educacional serviu para dar certeza que escolhemos a carreira certa”, resume Juliana.

Pesquise

Leo Fraiman, psicoterapeuta e especialista em psicologia escolar, acredita que há sete chaves principais para uma boa escolha profissional. “O estudante deve saber exatamente o que ele fará no dia-a-dia, com o que irá trabalhar, com quem trabalhará (quais áreas e profissionais trabalharão com ele), onde irá trabalhar (em casa, num grande escritório, na rua), o que irá estudar, como será seu estilo de vida e, a peça fundamental para a satisfação profissional, qual é o significado do que ele fará”, frisa Fraiman.

Para responder a essas perguntas, os estudantes devem visitar locais de trabalho, conversar com estudantes e profissionais dessas áreas, investigar a fundo a profissão que eles queres seguir. “Amigos da família, dos professores, ex-alunos da escola, os profissionais devem contribuir para esclarecer as dúvidas dos estudantes”, destaca Fraiman.

As amigas Dany e Larissa, ambas com 17 anos e estudantes do 3º ano do ensino médio, passam por momentos diferentes. Enquanto Larissa tem certeza de que irá cursar Cinema, Dany não sabe nem qual área do conhecimento irá estudar. “Já passou absolutamente tudo pela minha cabeça, de jornalismo à educação física. Mas achei muito bom conversar com profissionais e estudantes aqui na feira, porque quando você pesquisa sobre a profissão é sempre tudo muito técnico”, afirma.

“Sempre achei legal esse negócio de gravidez, por isso pensei em ser obstetra, mas talvez eu faça algo como Jornalismo ou Rádio TV”, diz Marina, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio do colégio Monte Castelo. A única certeza da estudante é que não seguirá uma carreira da área de exatas. Já sua amiga Monique, 17 anos, está certa de que estudará Moda: “Meu único problema é convencer minha mãe. Ela acha que essa carreira não é muito boa pra mim”.

Muitos estudantes se preocupam com o retorno financeiro das profissões. Para esse jovens, Fraiman dá um recado: “É preciso se livrar dos preconceitos. Não existe carreira boa, sucesso garantido, área para homem ou mulher. Hoje, o sucesso financeiro está ligado à satisfação. Então o importante é escolher algo que você realmente goste”.


7 chaves para uma boa escolha profissional

1- O QUE farei no dia-a-dia
2- COM O QUE vou trabalhar
3- COM QUEM vou trabalhar
4- ONDE irei trabalhar
5- O QUE irei estudar
6- COMO É o estilo de vida
7- QUAL É O SIGNIFICADO do que eu farei

* Elaborado por Leo Fraiman


Serviço:

Feira das Profissões da USP
Último dia, 7 de agosto (sábado)
Centro de Práticas Esportivas, Praça 2, Prof. Rubião Meira, 61 - Cidade Universitária, São Paulo
Informações pelos telefones 3091-3513 e 3091-3511

Serviço de orientação vocacional da USP
Inscrições abertas até o dia 13 de agosto
Cursos gratuitos
Turmas das 9h às 11h (20 vagas) e das 14h às 16h (20 vagas)
Oferecidos a pessoas maiores de 14 anos
Av. Prof. Melo Moraes, 1721, Bloco D
Tel.: 3091-4174
retirado do site:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/especialistas+dao+dicas+para+uma+boa+escolha+profissional/n1237741592538.html

Apaes e instituições especializadas recebem R$ 293 milhões em 2010

Portal do MEC
O repasse de recursos destinados a melhorar as condições das instituições especializadas em alunos com deficiência aumentou nos últimos anos. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) passou a contar em dobro as matrículas das pessoas com deficiência que estudam em dois turnos, sendo um na escola regular e outro em instituições de atendimento educacional especializado.

Isso significa que as instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos – como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) – que oferecem atendimento educacional especializado para alunos matriculados nas classes comuns do ensino regular também recebem recursos do Fundeb. O antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) não destinava verba para essas instituições.

Este ano, o valor total repassado por meio do Fundeb ao atendimento educacional especializado em instituições privadas será de R$ 293.241.435,86. Em 2009, foram encaminhados R$ 282.271.920,02. O número de matrículas atuais nessas unidades conveniadas é de 126.895.

Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) envia recursos às instituições filantrópicas para merenda, livro e aqueles originários do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Nos últimos três anos, foram repassados R$ 53.641.014,94, destinados a essas ações.

Hoje, a rede pública contempla 454.927 matrículas de estudantes com deficiência. Mais alunos da educação especial estão em classes comuns do ensino regular em relação a 2003, quando havia 145.141 matrículas. Dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2009 já apontam 387.031 estudantes incluídos.

O crescimento na quantidade de estudantes com deficiência que estudam em classes regulares é resultado da política do Ministério da Educação a favor da inclusão. Apoio técnico e financeiro do MEC permite ações como a adequação de prédios escolares para a acessibilidade, a formação continuada de professores da educação especial e a implantação de salas de recursos multifuncionais. Estas salas foram implantadas em 24.301 escolas públicas, de 2005 a 2010, em 83% dos municípios e 41% das escolas com matrícula de alunos que são público alvo da educação especial.

Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: Educação especial, Apaes

Sindicato teme vazamento de dados do Enade

Agência Estado


Depois do vazamento dos dados de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o sindicato que representa as faculdades e universidades particulares de São Paulo volta suas atenções à avaliação de alunos do ensino superior. A preocupação do Semesp é que as mesmas fragilidades apareçam também no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

O Presidente do Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo, afirmou que as consequências de uma falha no sistema podem atingir estudantes e universidades. "Caso ocorra com o Enade um vazamento como esse, há a possibilidade de macular indevidamente uma instituição", diz. O Enade também é organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), assim como o Enem.

O site que disponibiliza as médias das instituições no Enade é considerado frágil. O diretor de uma faculdade de São Paulo especializada em tecnologia explicou que as médias de cada instituição são disponibilizadas em um documento facilmente alterável. "No Enade, é uma tabela simples, um PDF", diz ele, que preferiu não se identificar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/07/sindicato-teme-vazamento-de-dados-do-enade.jhtm

Site facilita comunicação entre professores de Tocantins

Sarah Fernandes
Um projeto de mestrado da Universidade Nacional de Educação a Distância, da Espanha, deu origem a um portal da Secretaria de Educação de Tocantins que reúne aulas planejadas, curtas-metragens e tutoriais sobre Internet para professores e alunos. A ideia é facilitar a comunicação entre os profissionais de educação da rede estadual.

A Rede Colaborativa de Aprendizagem, como o projeto é chamado, nasceu em 2009 para reunir blogs de professores. Em seu primeiro ano obteve 950 acessos. Com um aprimoramento, o site passou a receber vídeos, links para portais de educação, aulas planejadas, bibliografia sobre uso pedagógico de tecnologia e avaliações coletivas de trabalhos realizados. O número de acessos subiu para 10 mil.

“Da capital, Palmas, até o extremo do estado são cerca de 600 quilômetros. Os professores desses municípios não se comunicavam e não tinham como trocar experiências”, conta a autora da tese que deu origem ao projeto, Rosita Felix, que é técnica pedagógica das tecnologias da Secretaria de Educação de Tocantins. O projeto foi um dos selecionados no Prêmio Microsoft de Educadores Inovadores, divulgado nesta quarta-feira (4/8).

Os responsáveis pelo site colaborativo são os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs), que devem oferecer cursos de tecnologia para professores, além de formar multiplicadores para ajudar os outros docentes a usar a ferramenta. “Conseguimos melhorar a comunicação entre os núcleos e registrar as produções”, conta Rosita.

O próximo passo é incentivar os alunos a utilizarem a ferramenta, podendo postar vídeos, textos e comentar o que acharam das aulas e das atividades. Para isso eles estão participando de oficinas de vídeo e de informática.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/sukoshispu.mmp

Com Internet, professor deve ter papel de orientador, diz CNE

Sarah Fernandes
Utilizar a Internet na sala de aula ajudaria os alunos a pesquisarem e daria aos professores a função de orientá-los sobre a melhor forma de usar as informações. A avaliação é do membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Mozart Neves Ramos, que abriu o Fórum Microsoft de Educação Inovadora, realizado nesta semana, em São Paulo (SP).

“O professor deve ser um tutor, responsável por qualificar a informação, mostrar os caminhos para pesquisa e apontar a melhor forma de aplicar aquele conhecimento”, explica Mozart, que também é membro do conselho do Todos pela Educação. “A tecnologia pode dar conta da demanda por dinamicidade na educação. A juventude interpreta o mundo de outra maneira. Eles não querem mais aulas tão lineares”.

“É uma questão de tempo até que a Internet banda larga alcance mais pessoas no Brasil”, avalia o conselheiro. “Se olharmos há 10 anos vemos que não tínhamos quase nada [dos acessos] que temos hoje. Vejo um futuro promissor na equidade de banda larga”.

Mozart ressalta, ainda, que a Internet pode ajudar professores a se manterem atualizados. “Tanto o professor de uma região isolada, que não tem como se locomover, como os que não têm tempo, podem fazer cursos de especialização pela Internet”, avalia.

É o caso dos programas do Instituto Anísio Teixeira, da Bahia, e da Escola de Formação de Professores, de São Paulo, que foram apresentados durante o evento. “Temos um problema de articular medidas e políticas para melhorar a qualidade. A educação a distância é um caminho para lidar com o gigantismo da Secretaria de Educação de São Paulo”, avalia a coordenadora da escola paulista, Vera Lúcia Cabral.

Na Bahia, a dificuldade é trocar informações entre as escolas, segundo Norma Gonzaga, diretora de educação a distância e tecnologias educacionais do Instituto Anísio Teixeira. “Por isso, criamos a TV Anísio Teixeira, que exibe conteúdo sobre as aulas e sobre projetos”, conta. Os programas são veiculados no site da iniciativa e na TV Educativa da Bahia.
retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/genechitre.mmp

Auditoria para apurar vazamento de dados do Enem deve ser concluída em 30 dias

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

A auditoria interna que foi aberta pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para apurar a responsabilidade pelo vazamento dos dados de alunos inscritos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deve ser concluída em 30 dias. Segundo nota divulgada pelo instituto, o acesso ao sistema para instituições de ensino superior e secretarias de Educação está temporariamente fora do ar.

Dados pessoais de participantes das edições de 2007, 2008 e 2009 ficaram com acesso livre no site do Inep. A página, que era reservada às instituições de ensino e só poderia ser consultada mediante senha, continha informações como o nome completo do aluno, o número da inscrição, a carteira de identidade, o CPF e o nome completo da mãe do candidato. Mas, por uma "fragilidade no sistema", segundo classificou o órgão, a página podia ser consultada sem o uso de senha.

Segundo o Inep, estão sendo estudadas mudanças na forma de acesso dos dados do Enem pela internet e, por isso, a consulta está limitada apenas aos participantes da prova, a partir do número de inscrição e da senha. Enquanto não se tem dados conclusivos sobre o vazamento dos dados, as instituições de ensino que necessitarem de informação devem entrar em contato com o Inep. Caso o aluno tenha perdido sua senha de acesso, deve aguardar até a próxima semana, quando será colocado no ar um novo sistema de geração de senhas.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/06/auditoria-para-apurar-vazamento-de-dados-do-enem-deve-ser-conluida-em-30-dias.jhtm

MEC investiga universidades particulares por aumentar dívida de alunos

O Ministério da Educação abriu processos para investigar se 11 universidades privadas cometeram irregularidades na cobrança de mensalidades de alunos do Fies (fundo federal de financiamento estudantil). Há suspeita que os valores cobrados estavam acima do regular, informa a reportagem de Fábio Takahashi, publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Entre as instituições citadas estão a Unip e a Uninove, duas das maiores do país. Ambas afirmam que a pasta ainda não enviou os detalhes dos procedimentos.

Os processos foram abertos após o MEC receber denúncias de que as instituições não concederam aos bolsistas do Fies descontos dados aos demais. A lei exige que os valores devam ser os mesmos aos dois grupos.

Um dos principais abatimentos concedidos é o referente ao pagamento da mensalidade no dia correto, que normalmente resulta em descontos entre 5% e 10%.
DE SÃO PAULO
Se a dedução não é aplicada, o estudante paga um valor acima tanto da mensalidade (referente ao valor não financiado pelo Fies) quanto do saldo devedor (a ser pago ao Fies após a formatura). Já a universidade recebe recursos acima do previsto.

Segundo o MEC, a maior parte dos processos administrativos refere-se a denúncias recebidas em 2008 e 2009. As universidades têm dez dias para se manifestarem.

"O procedimento é aberto quando a instituição não deu esclarecimentos suficientes", afirma a diretora do MEC responsável pela área, Simone Horta Andrade.

Os 11 procedimentos foram publicados nesta semana. Os da Unip e da Uninove ocorreram ontem. A pasta deverá abrir outros.
retieado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/779372-mec-investiga-universidades-particulares-por-aumentar-divida-de-alunos.shtml

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

USP inicia nesta sexta seminários de orientação profissional pela web

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A USP de Ribeirão Preto inicia nesta sexta-feira palestras para orientação profissional. Professores e responsáveis por cursos da instituição abordarão temas como o mercado de trabalho e o papel dos pais no desenvolvimento vocacional.

Os seminários serão realizados todas as sextas-feiras até setembro e serão transmitidos pela web a estudantes de escolas inscritas no projeto.

Segundo o professor Luciano Bachmann, coordenador do evento, a ideia é auxiliar jovens a visualizar o panorama de algumas profissões, desde a graduação às possibilidades de atuação no mercado de trabalho.

Mais informações podem ser obtidas no site e pelo telefone 0/XX/16/3602-0366.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/779033-usp-inicia-nesta-sexta-seminarios-de-orientacao-profissional-pela-web.shtml

"Dicionário do Palavrão" coloca Jorge Amado no topo da literatura "boca-suja"

da Livraria da Folha
Entre os escritores mais lidos da literatura brasileira, o romancista baiano Jorge Amado (1912-2001) é um dos que mais usa o palavrão em sua vasta obra literária.

A informação, obtida pelo folclorista pernambucano Mário Souto Maior (1920-2001) durante sua pesquisa para elaborar o "Dicionário do Palavrão e Termos Afins" (Editora Leitura), consta no glossário.

Souto Maior percorreu várias regiões do país para ajudar o brasileiro a entender a origem dos vocábulos impróprios. Distribuiu 8.000 formulários para penetrar em todos os cantos do país e consultou pessoas de diferentes níveis intelectuais, das mais variadas idades e condições econômicas.

Cinco anos de pesquisa renderam mais de 3.000 verbetes, tidos como chulos. O pernambucano entrevistou várias fontes e leu mais de 200 romances para finalizar o exemplar.

Falando em romances, Amado não é o único intelectual que tem lugar garantido em cada letra do alfabeto. José Lins do Rego (1901-1957), Gilberto Freyre (1900-1987) e Oswald de Andrade (1890-1954), por exemplo, também figuram entre os "bocas-sujas" letrados.
Publicado originalmente em 1974, com prefácio assinado por Freyre, o dicionário sofreu censura dos militares. O compêndio foi lançado na década de 1980, durante o governo de João Figueiredo (1918-1999). A primeira edição esgotou rapidamente. O poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) chegou a defender o glossário publicamente na edição de 20 de março de 1980 do "Jornal do Brasil".

À época, a pesquisa revelou que muitos brasileiros acreditavam que o escritor baiano usava o palavrão no momento certo, sem abusar. "Merda", o palavrão mais utilizado pelos franceses, também era o mais utilizado pela população do país.

A Livraria da Folha selecionou cinco palavrões colhidos por Souto Maior na obra literária de Amado. Reproduzimos conforme o "Dicionário do Palavrão e Termos Afins".

*

- Dar a maricotinha: O mesmo que dar o cu, ato de pederastia passiva (Bahia). "O demais que tinha praticado Severina exatamente para impedir que ele lhe tirasse os tampos: onde o reverendo Frei ouvira dizer que tomar no cu era o mesmo que dar a maricotinha?" [AMADO, Jorge. Tocaia Grande. Rio de Janeiro, Record, 1984, p. 457].

- Fechar a cancela: Aposentar-se sexualmente (Nordeste). "Já fechou a cancela, Boa Vida" [AMADO, Jorge. Capitães de Areia, (3ª ed.). São Paulo, Martins, 1945, p. 93.]

- Levanta cacete: Mulher bonita, benfeita de corpo, sexy (Nordeste). "Até onde a memória alcança, as mulheres da família eram de encher o olho e de levantar cacete de morto" [AMADO, Jorge. Tereza Batista Cansada de Guerra. São Paulo, Martins, 1972, p. 43].

- Papar: Comer, ter relações sexuais (Nordeste, Sul). "Os aposentados e retirados dos negócios a viam e desejavam: - E o senhor, comandante, papou?" [AMADO, Jorge. Os Velhos Marinheiros (9ª ed.). São Paulo, Martins, 1961, p. 109].

- Zebedeu: Órgão sexual masculino (Bahia). "As raparigas, à la vontè, umas seminuas, outras em pelo, esfregavam trapos, banhavam-se, esquecidas em vadio converse. Atarantado, o adolescente não soube o que fazer nem como impedir o zebedeu de crescer sozinho na braguilha" [AMADO, Jorge. Tocaia Grande. Rio de Janeiro, Record, 1981, p. 241].
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/778334-dicionario-do-palavrao-coloca-jorge-amado-no-topo-da-literatura-boca-suja.shtml

OAB vai ampliar locais de prova; FGV será nova aplicadora do Exame de Ordem

Da Redação
Em São Paulo

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) será a nova responsável pela organização e realização do Exame de Ordem Unificado da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A decisão foi tomada pelo Colégio de Presidentes de Seccionais e pela Diretoria do Conselho Federal da OAB nesta semana.

Segundo o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, a mudança ocorreu por uma opção administrativa. Ele garante que o formato do exame continuará o mesmo e que o conteúdo tende a ser aperfeiçoado. Além disso, os locais de aplicação das provas serão ampliados e o número de candidatos necessários para a realização da segunda fase do exame em um município será diminuído de 50 para 20.

O próximo Exame de Ordem já será realizado pela FGV Projetos, unidade de extensão, de ensino e pesquisa da FGV. Segundo a assessoria de imprensa, o calendário do exame deve ser divulgado semana que vem.

A OAB rescindiu o contrato que mantinha com a FUB (Fundação Universidade de Brasília) para a organização e realização dos Exames de Ordem. O serviço era prestado por meio do Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/06/oab-vai-ampliar-locais-de-prova-fgv-sera-nova-aplicadora-do-exame-de-ordem.jhtm

Pernambuco e Alagoas terão R$ 249 milhões para reconstruir escolas

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília

As secretarias de Educação dos estados de Pernambuco e Alagoas receberão R$ 249 milhões para recuperar as escolas públicas que foram atingidas pelas enchentes em junho. O repasse emergencial será feito por meio do Programa Especial de Recuperação da Rede Física Escolar Pública, segundo resolução publicada hoje (6) no Diário Oficial da União.

Segundo o MEC, a transferência da verba será automática e em parcela única. A ajuda virá do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma autarquia do ministério. A aplicação dos recursos ficará sob a responsabilidade das secretarias de educação dos dois estados, que devem apresentar à pasta um plano de ação até 20 dias depois da efetivação do crédito na conta.

Pernambuco receberá R$ 127 milhões para a reconstrução de 29 unidades e a reforma de 326, em 37 municípios. Nessas escolas estudam cerca de 38 mil alunos. Já Alagoas terá R$ 122 milhões para reconstruir cinco unidades estaduais que foram destruídas e reformar mais 12. Entre as escolas municipais, 105 precisam de recuperação. Ao todo, elas atendem 42 mil alunos.

O programa de recuperação das escolas foi criado em junho, por medida provisória, para prestar assistência financeira à reconstrução e reforma das escolas atingidas pela chuva no Nordeste. Segundo o MEC, a proposta é fazer com que as unidades de ensino voltem a funcionar normalmente para assegurar o prosseguimento do ano letivo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/06/pernambuco-e-alagoas-terao-r-249-milhoes-para-reconstruir-escolas.jhtm

Procuradoria Geral da República entra com ação para vetar ensino religioso em escolas públicas

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
A PGR (Procuradoria Geral da República) entrou nesta quinta-feira com ação para acabar com o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras.

Na ação apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal), a procuradora Deborah Duprat defende que o Estado é laico e, portanto, não deve oferecer ensino religioso nas escolas públicas.

"A escola pública não é lugar para o ensino confessional, pois este tem por propósito inculcar nos alunos princípios e valores religiosos partilhados pela maioria", diz a ação.

Para a procuradora, o ensino religioso trás "prejuízo das visões ateístas, agnósticas ou de religiões com menor poder".

A PGR, contudo, admite o estudo das religiões desde que seja sob a perspectiva histórica e comandada por professores, "sem qualquer tomada de partido" e sem a participação de pessoas vinculadas a igrejas.

Na prática, a ação da PGR pode causar constrangimento entre o governo federal e a Igreja Católica. A PGR quer se seja declarada inconstitucional parte do acordo entre o governo brasileiro e Vaticano, feito em 2008.

O texto prevê "o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, nas escolas públicas de ensino fundamental".

Não há previsão para data do julgamento. O relator é o ministro Ayres Britto, que se define como um "espiritualista".
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/778442-procuradoria-geral-da-republica-entra-com-acao-para-vetar-ensino-religioso-em-escolas-publicas.shtml

Novo Plano Nacional de Educação deve ter pouco mais do que 25 metas; atual tem 295

Da Redação
Em São Paulo
Atualizado às 08h33

O novo PNE (Plano Nacional de Educação) para os próximos dez anos trazer pouco mais de 25 metas a serem cumpridas até 2020. A informação é do membro do conselho do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos –que participa, também, do Conselho Nacional de Educação. O atual plano, que deixa de valer no final deste ano, tem 295 metas.

O próximo PNE, que valerá entre 2011 e 2020, deve seguir para o Congresso Nacional em até duas semanas, após ser concluído pelo Ministério da Educação. A redução de metas foi uma das diretrizes apontadas pela última Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em Brasília em março deste ano.

Segundo Ramos, um número excessivo de metas torna impraticável o cumprimento de todas. “Nem metade delas [das atuais] tem indicador para traduzi-las”, diz. A redução de metas, no entanto, não significa necessariamente que haverá um corte, mas sim que elas devem vir mais condensadas. O novo PNE não deve ter mais do que 30 metas.

Para especialistas, o atual PNE fracassou, já que poucas das atuais metas foram efetivamente cumpridas nos últimos dez anos. Entre as que foram atingidas, estão a criação do ensino fundamental de nove anos e a ampliação das estratégias de avaliação da educação básica. Não se cumpriu, por exemplo, a meta de expansão da educação de jovens e adultos e a redução da repetência e do abandono escolar.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/06/novo-plano-nacional-de-educacao-deve-ter-pouco-mais-do-que-25-metas-atual-tem-295.jhtm

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Selecionados os institutos para intercâmbio com a França

Portal do MEC
Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e Sul-Rio-Grandense foram selecionados para desenvolvimento de projetos de cooperação bilateral entre Brasil e França. Entre as iniciativas previstas estão o intercâmbio na formação de professores de educação profissional e tecnológica ou de educação a distância, promoção do acesso, permanência e bom desempenho dos estudantes e certificação profissional.

A chamada pública para a seleção das instituições de ensino resultou de protocolo assinado em 2008 pelos ministérios da Educação do Brasil e da França. O resultado, divulgado pela Portaria nº 113, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, foi publicado no Diário Oficial da União, seção 1, página 17, desta quarta-feira, 4. “A cooperação bilateral permitirá não só o compartilhamento de experiência, mas um ganho futuro para os institutos participantes”, disse o coordenador da assessoria internacional da Setec, Rodrigo Torres.

O instituto federal Sul-Rio-Grandense, em parceria com os institutos de Minas Gerais e Rio Grande do Norte, apresentou projeto na área de indústria eletrônica; o do Rio de Janeiro, em parceria com os de Tocantins e do Paraná, na área de saúde pública e assistência social; o de Santa Catarina, em parceria com os de Brasília, Fluminense e Tocantins, na área de turismo, hotelaria e gastronomia.

O instituto de São Paulo tem projeto na área de indústria aeronáutica. Um dos objetivos da instituição é capacitar professores de educação profissional tanto nas tecnologias existentes na área quanto nas questões didático-pedagógicas em modelos usados por parceiros franceses. Segundo o pró-reitor de pesquisa e inovação do instituto, João Sinohara Souza, o Brasil deve contar com pessoal técnico qualificado para fazer avaliações da fuselagem de aeronaves. “A França já tem essa especialidade. Por isso, vamos enviar professores brasileiros para receberem capacitação na área, de modo a implantar essa formação aqui”, disse.

Ana Júlia Silva de Souza
Palavras-chave: institutos federais, França, intercâmbio

Instituto esclarece ocorrido com os inscritos em 2007, 2008 e 2009

Portal do MEC
A propósito das notícias publicadas nesta quarta-feira, 4, sobre os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2007, 2008 e 2009, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) esclarece:

1. As informações sobre os inscritos, dispostas em banco de dados do Inep, eram armazenadas em área reservada da página eletrônica do instituto, com endereço específico, e liberadas para as instituições de educação superior que as pedissem para utilização em seus processos seletivos. As instituições comprometiam-se a não divulgar os dados e teriam acesso a eles por meio de usuário e senha.

2. Ao tomar conhecimento de que o endereço na área reservada se tornara público, o Inep fechou o endereço específico.

3. A direção do Inep apura causas e responsabilidades sobre o ocorrido.

Assessoria de Imprensa do Inep

Palavras-chave: Inep, Enem, inscritos

Aparelhos usados no Censo 2010 serão destinados a escolas e programas de saúde

Sabrina Craide
Da Agência Brasil
Em Brasília

Os computadores de mão que estão sendo utilizados pelos recenseadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para coletar os dados do Censo 2010 serão destinados a programas de inclusão digital em escolas públicas e para a realização de entrevistas de programas de saúde domiciliar depois que a pesquisa acabar. Os computadores usados nos postos que fazem a coleta dos dados do censo também deverão ser encaminhados a escolas públicas.

De acordo com o coordenador de tecnologia do Censo 2010, José Bevilaqua, o IBGE adquiriu 150 mil equipamentos smartphones, adaptados para a coleta de dados deste ano. Foram gastos R$ 82 milhões para a aquisição dos novos aparelhos, que tiveram as funções de telefonia e de acesso à internet 3G bloqueadas pela fábrica, a pedido do instituto.

Segundo Bevilaqua, o bloqueio serve para garantir a proteção dos dados coletados e para garantir que os equipamentos não sejam utilizados para outras finalidades. Depois do censo, os equipamentos serão modificados novamente para permitir o acesso à internet por meio de rede sem fio.

No censo deste ano, também estão sendo usados os 70 mil computadores de mão que foram adquiridos para a contagem da população realizada pelo IBGE em 2007. Todos os equipamentos foram comprados em pregão eletrônico, por meio do sistema Compras Net do governo federal.

O coordenador disse que a popularização do uso de telefones celulares e de equipamentos com a tecnologia touch screen, na qual as funções são acionadas com toques na tela, facilitaram o treinamento dos recenseadores. “Nos surpreendeu a facilidade no manuseio do equipamento, o treinamento que demos foi focado apenas na parte conceitual da pesquisa, na sequência de questões”, afirmou.

Bevilaqua contou que a intenção inicial do IBGE era fazer o Censo 2010 com netbooks, que são pequenos computadores portáteis. Mas os equipamentos não foram aprovados pelos recenseadores, que utilizaram os netbooks durante o censo experimental realizado no ano passado em Rio Claro (SP). “O equipamento esquentava, pesava no braço do recenseador e tinha problemas de posicionamento para ler a tela em relação à luminosidade do ambiente”, explicou.

Além disso, os netbooks atraíam mais a atenção de ladrões: em uma semana, cinco computadores foram roubados em Rio Claro. Neste ano, dos 220 mil computadores de mão que estão nas ruas, o IBGE registrou extravio ou roubo de cerca de 100, o que é considerado pelo instituto uma taxa pequena.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/05/aparelhos-usados-no-censo-2010-serao-destinados-a-escolas-e-programas-de-saude.jhtm

Criação de cursinhos populares tem viés social

Elisa Estronioli
Em São Paulo
O preço mais baixo, grande diferencial dos cursinhos populares em relação aos chamados tradicionais, é uma das estratégias adotadas por seus fundadores para possibilitar o acesso ao ensino superior dos grupos de alunos mais pobres.
Muitos desses cursinhos surgem com objetivo principal de colocar esses alunos nas universidades públicas, como é o caso do Pré-Vestibular da UFSC e dos cursinhos que gravitam em torno da Universidade de São Paulo, como o Cursinho da Psico e o Pró-Universidade, uma parceria entre a EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), da Universidade de São Paulo, conhecida como USP Leste e a Fundação Tide Setubal, que atua na zona Leste de São Paulo.

Outros cursos se formam a partir de questões raciais, caso da Uneafro e da Educafro, instituições ligadas ao movimento negro. "Nosso público não tem condições de fazer um cursinho. A gente tem que ser um pouco autodidata. É um trabalho de militância", diz Nadia Tomé, coordenadora do escritório geral da Uneafro.

Também há cursinhos que surgem no contexto da política partidária: exemplo disso é a Rede Emancipa, ligada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).



Programação extracurricular

Por surgirem de questionamentos sociais, é comum que alguns cursinhos atuem de forma mais politizada e se articulem para além da sala de aula. A Uneafro, por exemplo, costuma fazer “aulas públicas” em locais como o centro de São Paulo sobre temas ligados à condição do negro no Brasil, como a violência e o racismo. A Rede Emancipa fez no início do ano um ato cobrando da reitoria da USP uma audiência sobre adoção de política de cotas na universidade.

Além desse caráter político, alguns cursinhos têm o diferencial de trabalhar conteúdos extracurriculares ligados ao exercício da cidadania: o Cursinho Popular, por exemplo, oferece, além do conteúdo do vestibular, atividades culturais como grupos de estudos sobre questão de gênero e América Latina, aulas de teatro, canto, apresentação de filmes e debates sobre temas atuais. Também costuma receber em seu espaço movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).
Apesar de inicialmente norteados pelo acesso à universidade pública, frente às dificuldades enfrentadas por esse tipo de cursinho, muitos acabam buscando alternativas para inserirem seus alunos no ensino superior, como, por exemplo, fazer convênios de bolsas com instituições particulares. É o caso da Educafro: “o curso tem três focos e o público opta de acordo com seu objetivo: universidades públicas que adotaram algum método de ação afirmativa; faculdades que adotaram o Prouni e, além disso, os estudantes que não obtiverem sucesso nestas duas oportunidades podem optar por parcerias que oferecem bolsas de estudo”, afirma Frei David, da Educafro. O preço do cursinho é 5% do salário do aluno.

Também simbólica é a ajuda de custo da Uneafro: R$ 20 mensais, para custeio de material didático (o cursinho adota o material de um outro popular maior, o da Poli), lanche e condução dos professores, todos voluntários. Ainda assim, há muitos estudantes que não pagam porque não tem condições, conta Anderson Lima, estudante do cursinho e coordenador de do setor de voluntariado.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/05/criacao-de-cursinhos-populares-tem-vies-social.jhtm

Veja lista de cursinhos populares com inscrições abertas

Da Redação
Em São Paulo
Alguns cursinhos com inscrições abertas este semestre:
São Paulo:
Cursinho do XI
Inscrições até sexta-feira (6)
(11) 3101-4583/3107-6293
http://www.cursinhodoxi.com.br

Pró-Universidade (USP Leste)
Inscrições de 3 a 5/8 e de 10 a 12/8, sempre das 16h às 20h
www.fundacaotidesetubal.org.br.

Cursinho Popular Henfil
(11) 3262-4496 (Unidade Paulista)
http://www.cursinhohenfil.org.br

Cursinho da Psico
Inscrições só até hoje (5)
(11) 3532-1992
http://www.cursinhodapsico.org

Cursinho da Poli
(11) 2145-7654
http://www.cursinhodapoli.org.br

Cursinho Popular – Acepusp
(11) 3258-1436
http://www.acepusp.org.br

Educafro
(11) 3119-0341/ 3119-1244
http://www.educafro.org.br

Uneafro
(11) 3105-2516
http://www.uneafrobrasil.org

Movimento dos Sem Universidade
Inscrições até 12/06, somente pela internet
http://www.msu.org.br

Rede Emancipa
http://www.redeemancipa.com.br/

Santa Catarina:

Pré-Vestibular da UFSC
(48) 3721-8319
http://www.prevestibular.ufsc.br/

Rio Grande do Norte:

Cursinho Popular da UFRN
(084) 3215-3325
Inscrições presenciais, no Setor 4 da Universidade, no período da tarde
reirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/05/veja-lista-de-cursinhos-populares-com-inscricoes-abertas.jhtm

Em conferência na Flip, FHC defende ações afirmativas no Brasil

Carolina Gonçalves
Da Agência Brasil
Em Paraty (RJ)

O sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, convidado para a conferência de abertura da oitava edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), defendeu ontem (4) a adoção de ações afirmativas no Brasil, mas alertou que é preciso “evitar que a ideia de raça seja o critério definidor absoluto” dessas medidas. Segundo FHC, esse era um equívoco das primeiras versões do Estatuto da Igualdade Racial.

Para Fernando Henrique, a definição de cotas para o ingresso em instituições de ensino, por exemplo, “implica fixar identidades. E isso é perigoso porque pode implicar uma posição, outra vez, racista”. Mesmo fazendo o alerta, o ex-presidente da República preferiu se classificar como “não é taxativo” em relação à matéria.

FHC que falou sobre as obras do sociólogo Gilberto Freyre, homenageado deste ano pela Flip, durante a conferência e destacou que a questão no Brasil hoje está equivocadamente na definição de identidades. “Gilberto Freyre pensava o contrário, que não devia haver marcas de identidade, mas uma flexibilidade que permitisse o sincretismo. É o movimento negro que insiste muito nas diferenças. Freyre não insistia nas diferenças, ele minimizava o fator raça. [Para Freyre] o bom mesmo que é haja uma mistura”.

Mesmo reconhecendo o legado deixado por Gilberto Freyre, na década de 50, Fernando Henrique fez parte de uma corrente de sociólogos críticos de algumas ideologias defendidas pelo escritor. O ex-presidente lembrou que o posicionamento contrário tinha justificativas em posições adotadas por Freyre como a defesa do “lusotropicalismo que justificava a presença colonizadora de Portugal na África. Não dá para não criticar. Depois, quando veio o golpe de 64, ele [Freyre] apoiou e obviamente nós estávamos de outro lado. Ele era um conservador. Eu diria que ele era um democrata conservador”.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/05/em-conferencia-na-flip-fhc-defende-acoes-afirmativas-no-brasil.jhtm

USP realiza Feira de Profissões a partir desta quinta-feira

Da Redação
Em São Paulo
A USP (Universidade de São Paulo) promove a partir desta quinta-feira (5) a quarta edição da Feira das Profissões. O evento acontece até sábado (7) e faz parte do programa “A Universidade e as Profissões”, desenvolvida pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Os interessados devem se cadastrar gratuitamente no site da instituição.

A feira será realizada no Cepeusp (Centro de Práticas Esportivas), em São Paulo. Os estudantes poderão conhecer unidades de ensino e pesquisa, museus e órgãos da Universidade, do campus de São Paulo e do interior, por meio de 55 estandes.

O Instituto de Psicologia realizará dinâmicas de orientação vocacional. Uma equipe da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) ficará à disposição dos visitantes para esclarecer dúvidas do vestibular 2011.

O Cepeusp está localizado na Praça 2, Professor Rubião Meira, 61, na Cidade Universitária, em São Paulo. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3091-3513 e 3091-3511.

As informaçoes foram fornecidas pela instituiçao e podem ser alteradas por ela sem aviso prévio. É recomendável confirmar datas e horários no site oficial.
reirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/05/usp-realiza-feira-de-profissoes-a-partir-desta-quinta-feira.jhtm

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estudo aponta maior incidência de perseguição e preconceito em escolas com baixo rendimento

Gorete Brandão
Da Agência Senado
Em Brasília

Escolas em que se observaram mais atitudes agressivas entre os alunos estão no rol das que apresentaram as avaliações mais baixas em português e matemática na Prova Brasil de 2007. A relação foi identificada pelo cruzamento de pesquisa que examinou a compreensão do tema "Diversidade na Comunidade Escolar do País" com os resultados do teste que afere anualmente a evolução da qualidade do ensino básico.

O tema foi abordado pelo pesquisador José Batista de Albuquerque em audiência desta quarta-feira (4) na CE (Comissão de Educação, Cultura e Esportes) do Senado. Da lista de comportamentos agressivos constam os diversos modos de perseguição conhecidos atualmente como bullying e a manifestação de preconceitos

O pesquisador esclareceu, após a audiência, que os dados não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre os dois problemas - ou seja, não é possível dizer que o preconceito é a causa determinante do baixo desempenho. No entanto, mesmo isolando outros elementos, ele disse ser ainda possível atribuir as variações dos resultados em provas a atitudes, crenças e valores dos atores do ambiente escolar. Da mesma forma, influem aspectos como a distância social e o conhecimento de situações de bullying em que professores e funcionários são vítimas.

"Essa pesquisa consegue apreender esse fenômeno, quantificando estatisticamente um desempenho negativo influenciado por esses elementos", destacou.

Ainda em fase de tratamento de resultados, a pesquisa envolveu consulta a mais de 15 mil estudantes do ensino básico em todo o país, além de significativo número de professores, funcionários de escolas, diretores e pais envolvidos nos conselhos escolares. O objetivo foi levantar atitudes em relação a questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e deficiência física, entre outros temas.
Seminário

A audiência em que o estudo foi apresentado correspondeu ao terceiro painel do seminário Diversidade nas Escolas: Preconceito e Inclusão, organizado com o objetivo de colher subsídios para o novo Plano Nacional de Educação. Os trabalhos foram coordenados pela presidente da CE, senadora Fátima Cleide (PT-AC).

Para a coordenadora Denise Carreira, da organização Ação Educativa, ainda predomina no país um discurso apoiado na idéia de que "todos são iguais", sem a valorização das diferentes identidades, em meio a "silêncio e omissão" diante de discriminações e violações diárias. Como assinalou, situações desse tipo aparecem de forma intensa no ambiente escolar, como visto em pesquisa também realizada em 2007 pela organização, na qual ela coordena o programa Diversidade e Raça.

"Essas situações têm um impacto terrível na aprendizagem e no desenvolvimento das pessoas negras, contribuindo ainda para manter, no ambiente escolar, culturas discriminatórias presentes na sociedade", observou Denise, cobrando ousadia e instrumentos eficazes no futuro Plano Nacional de Educação para o enfrentamento do problema.

Especialista em educação da Unesco, órgão da ONU para a área da educação, Thimoty Denis Ireland destacou ações que a entidade vem promovendo no país para promover a diversidade e contra o racismo. Entre outras iniciativas, ele citou o apoio para tornar efetiva a lei que, desde 2003, tornou obrigatória a inclusão de conteúdos relativos à contribuição africana para a história e a cultura nacionais. A UNESCO patrocinou a tradução e entrega de material didático para a formação de professores nesses temas - livros, conteúdos em mídia interativa, jogos africanos e atlas geográfico, entre outros.

"Como se diz aqui no país, há leis que pegam e outras não. Essa está demorando em pegar", comentou.

Outro expositor foi o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Luiz de Figueiredo Lázaro, que representou o Ministério da Educação. Entre outros pontos, ele destacou a importância da valorização do professor para a qualificação da educação no país.

O seminário promovido pela CE resultou de proposta apoiada por Fátima Cleide e mais quatro senadores: Paulo Paim (PT-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF), Flávio Arns (PSDB-PR) e Ideli Salvati (PT-SC).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/04/estudo-aponta-maior-incidencia-de-perseguicao-e-preconceito-em-escolas-com-baixo-rendimento.jhtm

Ciências da computação ganha carreira própria na Fuvest

Rafael Targino
Em São Paulo
Os candidatos que prestarem vestibular para ciências da computação na USP (Universidade de São Paulo) terão uma novidade neste ano: o curso ganhou carreira própria -fora da carreira de engenharia na Escola Politécnica- e eles ficarão dispensados da prova de química de conhecimentos específicos na segunda fase da Fuvest. A mudança foi decidida em uma reunião na semana passada entre a direção do curso e a Pró-Reitoria de Graduação da universidade.
O curso, apesar de praticamente todo ministrado no IME (Instituto de Matemática e Estatística), estava até o último vestibular vinculado à Poli. A nova carreira, que se chamará Computação, também deve englobar sistemas de informação, ministrado na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).

Quem quiser prestar vestibular para engenharia da computação, no entanto, vai continuar fazendo a escolha na carreira da Poli - e ainda fará a prova de química.

Segundo o coordenador de ciências da computação, Marco Dimas Gubitoso, a ideia é trazer "mais gente interessada pelo curso." "[Na carreira da Poli], O pessoal que queria computação ficava no meio. Quem tem computação como primeira opção fica diluído entre todos os aspirantes a engenharia", disse.

De acordo com Gubitoso, é difícil saber como ficará a concorrência na Fuvest. No último vestibular, a disputa foi de 12,98 candidatos por vaga em toda a carreira. "Pode subir um pouco. Nós temos uma expectativa de ter pelo menos 15 para 1. Por outro lado, por ser uma carreira mais definida, não sei dizer como a coisa fica. Com certeza, o fato de ciências da computação ficar separado deve chamar a atenção para o curso."
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/06/03/ciencias-da-computacao-ganha-carreira-propria-na-fuvest.jhtm

Conselho de Enfermagem reconhece obstetrícia da USP

Agência Estado


Enfermeiro obstetriz será a denominação de registro profissional dos formados pela nova grade do curso de obstetrícia da USP (Universidade de São Paulo), válida a partir do próximo vestibular. O Coren (Conselho Regional de Enfermagem) afirmou à universidade que emitirá o credenciamento.

"Não há a necessidade de oficialização, já que a própria universidade se adiantou com uma nova proposta", disse o presidente do Coren, Claudio Alves Porto. Segundo ele, o assunto será abordado na próxima edição da revista produzida pelo conselho - com o intuito de tranquilizar alunos e professores que pediam uma garantia do Coren.

Conforme adiantou o jornal "O Estado de S. Paulo" no sábado, a USP reviu a graduação oferecida no câmpus da zona leste, chamado de EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), depois de identificar que os formados não conseguiam o registro e, em consequência, aceitação no mercado. Com a nova grade, o curso terá a ampliação do número de disciplinas de enfermagem e maior carga horária. Para que consigam o registro, os alunos formados deverão cursar as disciplinas de complementação em um período que pode chegar a um ano.

A coordenadora do curso de obstetrícia, Nádia Zanon Narchi, afirma que, com as mudanças e com o compromisso de registro, o interesse pela graduação deve ser maior no vestibular 2011. "Aumentando a carga horária e transformando o curso em diurno, tenho certeza que a concorrência vai crescer". Nádia ressalta, entretanto, que a graduação já tinha qualidade. "O entrave era de registro. Por isso, muitos ex-alunos passaram em concursos concorridos, pois são preparados e bem formados." Em 2006, Obstetrícia teve uma concorrência de 14,02 candidatos por vaga. Mas, no último vestibular, depois das dificuldades com o registro profissional, a relação caiu para 6,46. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/07/14/conselho-de-enfermagem-reconhece-obstetricia-da-usp.jhtm

Fuvest tem novas carreiras e cursos aumentam duração e vagas; veja as mudanças

Rafael Targino
Em São Paulo
O vestibular deste ano da Fuvest traz novidades que podem influenciar a escolha dos candidatos a uma vaga na USP (Universidade de São Paulo). Cursos se juntaram na mesma carreira, outros passaram a ter carreiras independentes e há casos de aumento de vagas e de duração.



* Veja quais foram as mudanças nos cursos e carreiras do vestibular 2011 da USP



Como o UOL Vestibular adiantou em junho, ciências da computação foi um dos cursos que ganhou carreira própria. Apesar de quase todo ministrado no IME (Instituto de Matemática e Estatística), ele estava vinculado à carreira da Poli.

Além dele, medicina veterinária em São Paulo e em Pirassununga, antes na mesma carreira, agora estão independentes. Engenharia de materiais e manufaturas, da Escola de Engenharia de São Carlos, também agora tem carreira única.

De acordo com o vice pró-reitor de graduação da USP, Quirino Carmello, as mudanças vão ajudar a selecionar melhor os ingressantes. “Quando você está dentro de uma carreira, há um acordo entre todas as unidades. As provas seriam tais, tais e tais. Quando vai à carreira solo, [o curso] pode achar que determinada prova que era feita não estava selecionando bem”, afirma.
Mesma carreira

Já os cursos de educação física e esporte, na capital paulista, passaram a integrar a mesma carreira e terão ingresso unificado. No quarto semestre, que é o final do núcleo comum, o aluno vai poder escolher entre bacharelado ou licenciatura em educação física ou bacharelado em esporte. Essa opção deve ser feita de acordo com as notas obtidas nas disciplinas obrigatórias.

Para Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora geral do curso e colégio Objetivo, as mudanças não devem influenciar na dificuldade de ingresso. “No caso de computação, não acho que deva ser mais difícil. O aluno que quer a área vai competir somente com pessoas que querem aquilo. Mas, evidentemente, não é a mesma coisa de ter mais chances. E quem está concorrendo na Fuvest está estudando focado. São poucos os paraquedistas hoje”, diz.
Duração de curso

Dois cursos tiveram aumento na duração: administração diurno em Ribeirão Preto, de oito para dez semestres, e obstetrícia na USP Leste, de oito para nove. Este último curso esteve, em julho, no centro de uma polêmica: alunos não conseguiram o registro profissional após a formatura e, por isso, tiveram que voltar à universidade para fazer uma complementação de estudos.

Segundo o vice pró-reitor, essas mudanças visam justamente readaptar as diretrizes curriculares dos cursos –como no caso de obstetrícia.

Outra mudança foi o aumento do número de vagas de arquitetura e urbanismo em São Carlos. Das 30 oferecidas anteriormente, o total subiu agora para 45. A ECA (Escola de Comunicações e Artes) também ganhou, para este vestibular, um novo curso: educomunicação, em carreira própria. São 30 vagas no período noturno.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/04/fuvest-tem-novas-carreiras-e-cursos-aumentam-duracao-e-vagas-veja-as-mudancas.jhtm

Após vazamento de informações, Inep bloqueia geração de novas senhas no sistema do Enem

Da Redação
Em São Paulo

Por causa do vazamento das informações pessoais dos candidatos que prestaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) dos últimos três anos, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) decidiu bloquear temporariamente, a partir desta quarta-feira (4), a geração de novas senhas de usuário no sistema de inscrição e acompanhamento da prova. Se o aluno perder o número, não poderá escolher outro.

O bloqueio deve durar até o fim das apurações sobre a falha que abriu os dados de quase 12 milhões de candidatos. Não há previsão de quando a investigação será concluída, mas, de acordo com o MEC (Ministério da Educação), o acesso é normal para quem não perdeu a senha.
Após a informação de que os dados estavam acessíveis sem a necessidade de senha, o MEC retirou do ar o endereço. Segundo o ministério, estavam disponíveis os números de RG, CPF e inscrição do Enem, além do nome da mãe do inscrito.

O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, minimizou o vazamento dos dados de inscritos no Enem nas edições de 2007, 2008 e 2009. Para ele, "do ponto de vista estrutural, o Inep agiu de maneira correta".

Segundo Soares Neto, a área que ficou acessível era reservada a instituições de ensino superior previamente cadastradas para consultar dados sobre o Enem. A "fragilidade" do sistema, ainda segundo ele, esteve no fato de qualquer um poder acessar o banco de dados, após a primeira consulta ter sido feita por um usuário cadastrado.

Depois do primeiro acesso, explicou Soares Neto, o link poderia ser copiado e colado em outro navegador e, então, os dados ficariam acessíveis sem a necessidade de login e senha.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/04/apos-vazamento-de-informacoes-inep-bloqueia-geracao-de-novas-senhas-no-sistema-do-enem.jhtm

Presidente do Inep minimiza vazamento de informações de inscritos do Enem

Karina Yamamoto*
Editora do UOL Educação
Em São Paulo

O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, minimizou, nesta quarta-feira (4), o vazamento dos dados de inscritos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nas edições de 2007, 2008 e 2009. Para ele, "do ponto de vista estrutural, o Inep agiu de maneira correta".

Segundo Soares Neto, a área que ficou acessível era reservada a instituições de ensino superior previamente cadastradas para consultar dados sobre o Enem. A "fragilidade" do sistema, ainda segundo ele, esteve no fato de qualquer um poder acessar o banco de dados, após a primeira consulta ter sido feita por um usuário cadastrado.

Depois do primeiro acesso, explicou Soares Neto, o link poderia ser copiado e colado em outro navegador e, então, os dados ficariam acessíveis sem a necessidade de login e senha. Dados de 11.750.000 inscrições para as edições de 2007, 2008 e 2009 ficaram acessíveis.

Após a informação de que os dados estavam acessíveis sem a necessidade de senha, o MEC retirou do ar o endereço. Segundo o MEC, estavam disponíveis os números de RG, CPF e inscrição do Enem, além do nome da mãe do inscrito.
Providências

Questionado quais poderiam ser os desfechos do acontecimento no órgão e se haveria possibilidade de demissões no Inep, Soares Neto respondeu: "neste momento, estamos num processo de apuração [do que aconteceu], vendo causas e responsabilidades".

Segundo ele, os dados das edições anteriores são considerados "reservados" -- ou seja, ficam disponibilizados apenas para as instituições que têm login e senha. Ao ser indagado sobre a possibilidade de vazamento de qualquer dado da edição 2010 do exame, Soares Neto foi enfático sobre a segurança. "Esses dados são sigilosos; estão em outra área", disse.
Fragilidade na segurança

Otávio Artur, diretor do Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações (IPDI), afirma que a explicação do MEC para o motivo do vazamento dos dados é plausível, mas mostra a fragilidade na segurança do sistema. Segundo o MEC, as instituições de ensino teriam acesso aos dados cadastrais dos alunos mediante login e senha. No entanto, depois disso, o link da página com essas informações poderia ser copiado e colado em outros navegadores ou janelas do mesmo navegador, exibindo as mesmas informações.

“Tudo depende de como foi configurado o acesso à interface. Se não houver uma verificação no segundo acesso, esse link pode mostrar os dados de uma página, sem a necessidade de login e senha, quando colado em outra janela de navegação”, explicou o especialista, lembrando que isso não acontece quando o internauta acessa seu e-mail ou conta bancária via internet. “Acredito que não tenham sido tomados os devidos cuidados com a segurança e esses dados podem até ter sido descobertos acidentalmente.”

*Colaborou Juliana Carpanez, editora do UOL Tecnologia
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/04/presidente-do-inep-minimiza-vazamento-de-informacoes-de-inscritos-do-enem.jhtm

Alunos do ensino médio de 450 escolas públicas terão aulas de educação financeira

Isabela Vieira
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Dicas simples de como gastar bem o salário ou a mesada, ajudar a organizar as despesas da família e evitar gastos desnecessários são lições que começam a fazer parte da rotina de estudantes de 450 escolas públicas do país.

A partir da próxima segunda-feira (9), um projeto piloto de educação financeira, elaborado por órgãos reguladores do sistema e instituições privadas, será aplicado em colégios do ensino médio de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Tocantins, do Ceará, do Distrito Federal e de Minas Gerais

A ideia é inserir, nas aulas de português, matemática, sociologia e história, com apoio de material didático específico e um site na internet, informações sobre riscos e vantagens de compras a vista, a prazo, explicar como funciona o juro e como fazer um orçamento.

"O conteúdo será um tema transversal nas diferentes disciplinas, não será algo específico do conteúdo de matemática, tampouco uma disciplina a mais", explicou o superintendente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), José Alexandre Vasco.

O curso completo será dado a alunos do segundo ano do ensino médio e vai durar um ano e meio. Além das aulas, o projeto inclui a participação dos pais por meio de workshops e da avaliação dos resultados por uma consultoria especializada, com acompanhamento do Bird (Banco Mundial).

Somente a etapa de avaliação custará R$ 1 milhão e envolverá mais 450 escolas onde o curso de educação financeira não será aplicado (para fins de comparação), totalizando 900 colégios no projeto - durante apresentação da iniciativa, não foi informado o valor total da iniciativa.

Os professores que levarão esse conteúdo para sala de aula participaram de capacitação durante o primeiro semestre do ano e terão suporte para as aulas. Eles são de escolas que já participavam de outros projetos com os organizadores e se candidataram voluntariamente.

Aulas de educação financeira fazem parte do currículo escolar de 60 países, entre eles, Holanda, Japão e Estados Unidos. Para o representante do Banco Central no projeto, José Linaldo, as informações vão ajudar a população a não se influenciar pelas armadilhas das propagandas ou do crédito fácil.

A próxima etapa do projeto prevê a extensão do curso para o ensino fundamental em 2011. "Estamos elaborando o material didático", contou José Alexandre Vasco.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/04/alunos-do-ensino-medio-de-450-escolas-publicas-terao-aulas-de-educacao-financeira.jhtm

Vazam dados de inscritos no Enem

DE SÃO PAULO
Dados de milhões de pessoas que se inscreveram para a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos anos de 2007, 2008 e 2009 vazaram ontem na internet.

As informações estiveram disponíveis para todos os internautas em site mantido pelo Ministério da Educação por ao menos três horas, entre as 14h e as 17h de ontem.

De acordo com a pasta, da página constavam apenas nome, RG, CPF, nome da mãe e número de matrícula dos candidatos.

A Folha apurou que dados do perfil socioeconômico e do desempenho dos inscritos para a prova também ficaram disponíveis.

A página que ficou aberta na tarde de ontem é acessada por instituições de ensino, que precisam de dados como renda e nota do candidato para a concessão de bolsas, por exemplo.

O ministério não soube informar quantas pessoas tiveram seus dados expostos.

Só em 2009, cerca de 4 milhões se inscreveram no Enem, cuja nota é usada no processo seletivo de muitas universidades.

OUTROS PROBLEMAS

Há quase um ano, o Enem coleciona problemas.

O mais grave deles ocorreu em outubro de 2009. Após ser impressa, a prova do Enem acabou furtada. O vazamento das questões fez com que o governo tivesse que adiar o exame.

Um mês antes, outro problema. Em setembro, época da convocação dos alunos, alguns estudantes foram informados para prestar a prova em locais distantes até 30 km de suas casas.

Por causa de todo o imbróglio de 2009, a USP e a PUC-SP desistiram de usar o Enem como parte de sua nota.
Neste ano, USP e Unicamp voltaram a tomar a mesma decisão. A justificativa é que a prova do Enem deste ano, marcado para novembro, vai ser realizado muito tarde.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/777449-vazam-dados-de-inscritos-no-enem.shtml

Lousa digital, carteiras eletrônicas e animações em 3D: ferramentas da escola do futuro

Portal do MEC


No quadro negro, as imagens se movimentam com o toque das mãos. Nas tradicionais carteiras, além de cadernos e lápis, as crianças podem acessar a internet. A cena que parece ser de um filme de ficção científica está mais real do que se imagina. Essas e várias outras tecnologias já estão sendo utilizadas em escolas brasileiras.

Em Pelotas (RS), a Escola de Ensino Fundamental e Médio Mário Quintana já aderiu às lousas digitais desde junho do ano passado. Segundo a professora de língua portuguesa da escola, Thaís de Almeida Rochefort, a ferramenta permitiu que os alunos dessem “vida aos conhecimentos”. “Assuntos antes tratados de maneira menos interativa, agora fazem com que os alunos se sintam parte deles, co-autores”, explica.

Ela e outros professores têm recebido treinamentos constantes para se adaptar à nova tecnologia. “A cada aula descobrimos novas possibilidades de tornar a escola mais próxima e significativa”, conta, ao ressaltar que a reação dos alunos não poderia ser mais positiva.

Um exemplo de programa que pode ser utilizado na lousa digital é o software em três dimensões. Com ele, os professores podem elaborar aulas interativas, revelando o interior de uma célula, o relevo de um mapa, ou até mesmo os músculos do corpo humano. Basta, por exemplo, tocar o dedo na tela para o sistema solar aparecer e se movimentar.

Desenvolvido pela empresa P3D, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), o software já está sendo utilizado em 200 escolas privadas e 30 públicas no Brasil. O programa não tem texto, nem guia de voz, somente imagens de grande qualidade gráfica. Segundo a professora Jane Vieira, executiva da P3D, esta característica é uma vantagem porque as imagens podem ser usadas com qualquer material didático, independentemente de filosofia, pedagogia e didática. Jane Vieira garante que em breve o instrumento será oferecido em software livre, o que permitirá que todas as escolas utilizem gratuitamente.

Já no município de Serrana (SP), cidade próxima a Ribeirão Preto, as carteiras eletrônicas são a novidade. Conhecidas como Lap Tup-niquim, elas dispõem de uma tela sensível a toques, sobre a qual se pode escrever, fazer desenhos ou equações. O tampo pode ser levantado, e abaixo dele fica um teclado, caso seja necessário digitar. A CPU do computador fica acoplada embaixo da carteira.

Desenvolvidas em parceria pelo Centro de Pesquisas Renato Archer (Cenpra), de Campinas, instituição do Ministério da Ciência e Tecnologia, e pela Associação Brasileira de Informática (Abinfo), empresa abrigada na Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), cerca de 300 carteiras eletrônicas já estão sendo utilizadas na Escola Municipal Maria Celina. De acordo com Victor Mammana, idealizador do projeto, o diferencial da carteira é justamente a superfície de interação. “Como diz Bill Gates, a próxima revolução não será de conteúdo nem da forma de apresentá-lo, mas, sim, da maneira como o corpo humano irá interagir com a tecnologia”, afirma. O projeto tem apoio da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação.

(Renata Chamarelli)

Banquete medieval desperta interesse de alunos para estudo da história

Portal do MEC


Em São José, município de Santa Catarina, estudantes do 7º ano (6ª série) do Colégio Posição prepararam um banquete com receitas medievais. As iguarias foram comidas sem talheres, de acordo com os costumes da época. “Os estudantes puderam vivenciar a experiência, lambuzando o rosto e comendo com as mãos. Por incrível que pareça, a aula transcorreu sem bagunça e as explicações das receitas foram ouvidas por todos,” diz o professor de história, Dismael Sagás, ao recordar o episódio ocorrido em maio de 2006.

A ideia de desenvolver o projeto Banquete Medieval surgiu após a leitura de textos, na sala de aula, sobre o costume dos banquetes e as normas de etiqueta desenvolvidas por Erasmo de Rotterdam. “Os alunos me perguntaram o que comiam naquela época e como comiam. Nesse momento, sugeri que fizessem uma pesquisa e marcamos o banquete”, explica.

Segundo o professor, o projeto possibilitou que os objetivos didáticos fossem alcançados e colaborou para fortalecer os laços, não só entre os estudantes, como deles com o professor. Licenciado e bacharel em história, com pós-graduação em gestão educacional e metodologia do ensino interdisciplinar, Sagás leciona esta disciplina desde 2004. Antes, trabalhou como professor de educação física para as séries iniciais, já que fez curso técnico de magistério nessa área. Seus sonhos para o futuro incluem um mestrado na área da educação, pois acredita que faltam historiadores nesta área.

De acordo com Sagás, ele sempre procura desenvolver pequenos projetos durante suas aulas, pois acredita que eles possibilitam a vivência dos alunos, compreensão dos fatos e a formação da visão crítica do estudante. “Já trabalhei com produção de vídeos de diversos assuntos, recriação de fotos antigas, contação de lendas, criação de paródias, criação de jornais, elaboração de tabuinhas de argila (como os antigos sumérios), e simulação de tribunais.”

Sagás trabalha, atualmente, em duas instituições. Pela manhã, atua no Colégio Visão, onde desenvolve um projeto de rádio com os estudantes – a Rádio Corredor. À noite, leciona no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) do Centro Educacional Municipal Jardim Solemar. “Nas aulas noturnas, os recursos são limitados e dificilmente conseguimos aplicar um projeto”, destaca o professor. Em sua opinião, somente com o apoio da direção e de outros professores, além de muita criatividade, é possível atingir bons resultados. “Uma proposta interessante e que deu certo foram as entrevistas sobre a Reforma Protestante e religiões atuais, com a turma da 6ª série. Porém, de uma forma geral, é difícil driblar a falta de recursos na rede pública de ensino”, ressalta.

O professor coordena, no momento, a elaboração de quatro vídeos sobre a Segunda Guerra Mundial. Mantém, ainda, dois blogs, pois acredita que são ótimos meios de divulgar, discutir e aperfeiçoar idéias. O História e Projetos foi feito para discutir projetos de história e o Blog do Disma para divulgar e discutir textos de diversos assuntos.

(Fátima Schenini)

Escola promove cidadania entre alunos, pais, e funcionários

Portal do MEC


Promover a cidadania é uma das preocupações da Escola Municipal Professora Emília Ramos (Emper), de Natal, no Rio Grande do Norte. Localizada no bairro de Cidade Nova, na periferia da capital, a instituição atende cerca de mil alunos, do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a maioria deles filhos de trabalhadores com renda abaixo do salário mínimo.

“A promoção da cidadania na escola tem como meta contribuir na formação dos alunos, para que se reconheçam como cidadãos de direitos e deveres e possam se conduzir na sociedade de forma crítica e autônoma”, diz a vice-diretora da escola, Regina Maria da Silva Dantas, pedagoga com especialização em educação de jovens e adultos, há 22 anos no magistério.

Com o programa Emília em Família, a Emper viabiliza ações, a cada ano, de acordo com os temas de ensino-aprendizagem abordados nos diversos níveis de ensino, objetivando a formação da família em assuntos relacionados à educação de seus filhos. “Abordamos temas de relevância para a construção da cidadania, visão de mundo de forma crítica-reflexiva, buscando estimulá-los a projetarem seus futuros através do resgate aos estudos”, explica a coordenadora pedagógica, Tânia Maria Fernandes Oliveira. Assim, segundo ela, que é mestre em educação e está há 26 anos no magistério, a principal meta da escola é a aproximação de pais ou responsáveis pelos alunos na proposta curricular e administrativa.

Um dos projetos desse programa é o Encontro com a Família, que promove oficinas para que os pais possam compreender melhor as atividades realizadas na escola. A escola também realiza um encontro de formação para funcionários, com o objetivo de contribuir para melhorar a qualidade do trabalho oferecido à comunidade. Neste ano, o encontro com os funcionários teve como tema: A ética voltada para a formação do ser.

De acordo com Tânia Oliveira, os encontros com as famílias se traduzem em momentos lúdicos, palestras, estudos de casos e oficinas, que sintetizam as vivências dos filhos na sala de aula. Dependência química, inclusão e exclusão social, desenvolvimento infantil, beleza, e artesanato estão entre os temas tratados nessas ocasiões.

Os estudantes não são esquecidos na cruzada da escola a favor da cidadania. A partir da temática – Nos caminhos da aprendizagem: uma formação voltada para o ser – foram criados os temas dos projetos didáticos de 2010, para cada ano. Construindo o ser através de fábulas é o tema dos primeiros anos; Literatura Infantil: desatando nós e fazendo laços é o assunto dos segundos anos; Na construção da aprendizagem: uma nova poesia para a vida é abordado nos terceiros anos. No EJA do nível I (do 1º ao 3º ano do ensino fundamental), o tema é: o aluno construindo sua identidade. No EJA do nível II (4º e 5º ano do ensino fundamental), o assunto é Lendo e escrevendo minha história.

(Fátima Schenini)

Professora premiada ajuda a promover cidadania na comunidade

Portal do MEC


Criadora de vários projetos premiados, a professora Soraya Freire de Oliveira, de Manaus, no Amazonas, acredita que nada é mais importante do que favorecer a educação, o senso crítico, e a cidadania das crianças. Pedagoga, com habilitação em supervisão escolar e orientação educacional, e especialização em gestão escolar, ela leciona na Escola Estadual Carvalho Leal, pela manhã, e na Escola Municipal Thomas Meirelles, à tarde.

De fevereiro a junho deste ano, ela desenvolveu o projeto Cuidar do Planeta – Uma Questão de Cidadania, envolvendo alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da Carvalho Leal. Pais, professores e servidores da escola, e a própria comunidade participaram do projeto, que teve como objetivo sensibilizar a comunidade escolar quanto à importância da preservação do meio ambiente para uma melhor qualidade de vida.

Os resultados já apareceram: o relacionamento entre os alunos melhorou e a quantidade de lixo na escola diminuiu. “As mesas do refeitório e o chão mudaram de aspecto. Os alunos passaram a recolher e colocar na lixeira os restos da merenda”, conta Soraya. De acordo com relatos dos pais, aconteceram mudanças também no ambiente familiar, pois os estudantes passaram a se preocupar em proteger e conservar a higiene do lar.

“A grande tarefa da escola é proporcionar um ambiente saudável e coerente com aquilo que ela pretende que os seus alunos aprendam”, acredita a professora. Só assim, justifica ela, o colégio poderá, de fato, contribuir para formar cidadãos conscientes de suas responsabilidades para com o meio ambiente e capazes de tomar atitudes de proteção e melhoria em relação a ele.

Uma das atividades desse projeto foi a Caminhada Ambiental – Todos juntos cuidando do Planeta, quando os alunos carregaram cartazes alusivos e distribuíram panfletos à comunidade. “Acreditamos que a escola necessita ultrapassar seus muros, colaborando na construção da cidadania do aluno e envolvendo a família e a comunidade”, justifica Soraya. Para ela, o verdadeiro educador é aquele que faz o aluno progredir, na medida em que desencadeia a problematização e orienta quanto aos procedimentos da aprendizagem.

Em 2004, ela recebeu o Prêmio Incentivo à Educação Fundamental, promovido pelo Ministério da Educação em parceria com a Fundação Bunge, com a experiência Jornal na Escola – uma questão de cidadania. Em 2007, obteve o prêmio Professores do Brasil, do Ministério da Educação, com a experiência A Vida pede Passagem. Em 2009, foi novamente premiada no Professores do Brasil, com o projeto Leitura e Escrita – Uma Viagem Fascinante.

(Fátima Schenini)

Obra sobre História da África é traduzida para uso em licenciaturas

Portal do MEC
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) concluiu a tradução e atualização ortográfica dos oito volumes da coleção História Geral da África. As obras constituem material de referência que serão usados nos cursos de formação de professores em História da África e relações etnicorraciais e em cursos de graduação, especialmente nas licenciaturas e pedagogia.

A coleção é reconhecida como a principal obra de referência internacional sobre o continente africano, informa o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSCar, Valter Silvério. Foi publicada pela primeira vez no final da década de 1980, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Agora, explica Silvério, a coleção será publicada pelo MEC e distribuída para os centros de formação de professores da educação básica das universidades e para pesquisa em bibliotecas. A expectativa de Silvério é que o MEC publique a coleção em novembro deste ano.

Durante dois anos, a pedido do Ministério da Educação, a UFSCar coordenou a atualização ortográfica dos volumes da coleção já traduzidos pela Unesco: Metodologia e Pré-História, Antiga Civilização, África dos Séculos XII a XVI e A Dominação Colonial de 1880 a 1935.

No mesmo período, contratou tradutores da língua francesa para o português, que trabalharam nos outros quatro livros: África do século VII ao XI, África dos séculos XVI ao XVIII, África dos séculos XIX a 1880, e África de 1935 em diante, que é o oitavo volume.

Na avaliação do professor Valter Silvério, a coleção vai ajudar a suprir uma lacuna em nossa formação sobre o legado africano. A dimensão dos conteúdos, diz, vai além da história européia. “Abrange a história mundial dos povos originários”. Atende, ainda, a questão política atual de aproximação e aprofundamento do diálogo Sul-Sul, do estreitamento das relações do Brasil com o continente africano, além de ser útil para os países da África portuguesa.

Histórias cruzadas – A Universidade Federal de São Carlos também desenvolve outro projeto encomendado pelo MEC. Brasil-África – histórias cruzadas é um material para uso pedagógico de estudantes da educação básica pública, para professores e alunos das licenciaturas. Valter Silvério explica que os materiais abordam a cultura brasileira e a cultura africana com conteúdos e ilustrações apropriados para cada etapa da educação básica.

São volumes específicos para a educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio. Para os professores que vão trabalhar esses conteúdos na sala de aula e para os alunos das licenciaturas, o projeto desenvolveu dois cadernos de estudos sobre História da África e um guia de orientação pedagógica.

Para criar a coleção Brasil-África – histórias cruzadas, a UFSCar contratou pesquisadores das cinco regiões do país para reunir materiais sobre a influência da cultura africana na vida dos brasileiros do norte, do sul, do nordeste, do centro-oeste e do sudeste. É um trabalho complexo e demorado, segundo Silvério. Esse projeto, que está em andamento, tem uma tríplice parceria – MEC, UFSCar e Unesco.

Pedidos – Em 2008, o Ministério da Educação selecionou 27 universidades públicas, federais e estaduais, para organizar cursos de formação de professores (aperfeiçoamento, especialização ou extensão) e produção de materiais didaticopedagógicos na temática etnicorracial. A abordagem dos conteúdos segue o que determina a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Os materiais didáticos e a qualificação de professores foram solicitados por 72% dos municípios nos planos de ações articuladas (PAR), em 2007 e 2008.

Para executar essa tarefa, as 27 universidades receberam R$ 3,6 milhões do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). Cada projeto recebeu entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. Das 27 instituições, a UFSCar foi selecionada para criar materiais didáticos e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para produzir vídeos.

O Plano de Ações Articuladas (PAR) é um diagnóstico e planejamento das ações educacionais realizado por estados e municípios para um período de cinco anos, de 2007 a 2011.

Ionice Lorenzoni

Palavras-chave: História da África

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Secretaria de Educação do Rio quer muro em escola onde menino foi baleado

Do RIO
A escola onde o menino Wesley de Andrade, 11, foi morto enquanto estudava, em Costa Barros, zona norte do Rio, retomou as aulas na manhã desta terça. A Secretaria Municipal de Educação estuda a instalação de um muro ao redor do colégio para evitar novos casos.
Provisoriamente, sete salas de aula que funcionavam nos primeiro e segundo andares não serão usadas. De acordo com a secretaria, 'a medida tem como objetivo dar mais tranquilidade aos alunos e professores'.

Para Islane Nascimento, 28, mãe de Wesley, o muro não resolve o problema da falta de segurança na escola. 'Tinha que tirar a escola dali, porque fica em área de risco. Não adianta nada levantar muro.'

Foi feita uma homenagem ao estudante antes do início das aulas. Wesley foi morto no dia 16 de julho durante uma troca de tiros entre polícia e criminosos próximo à escola, cercada por quatro favelas.

A secretaria disponibilizou ainda psicólogos e assistentes sociais por toda a semana para participar de atividades com os alunos.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/777091-secretaria-de-educacao-do-rio-quer-muro-em-escola-onde-menino-foi-baleado.shtml

Escola municipal é invadida pela oitava vez em três meses no Rio

DO RIO
O Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Antônio Candeia Filho, em Acari, zona norte do Rio, foi invadida pela oitava vez em três meses na madrugada desta terça-feira. Desta vez, os criminosos furtaram alimentos não-perecíveis destinados à merenda escolar.

A mesma escola havia sido furtada no último final de semana, quando criminosos levaram ventiladores de teto, botijão de gás, televisão, materiais de limpeza e duas torneiras. A retirada das bicas provocou o vazamento de água, danificando o material dos estudantes.

De acordo com nota da Secretaria Municipal de Educação, "uma equipe da 6ª Coordenadoria Regional de Educação se reunirá nesta quarta-feira com o comando do 9º Batalhão de PM (Rocha Miranda) para pedir reforço no policiamento na região". A escola tem cerca de 500 alunos.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/777073-escola-municipal-e-invadida-pela-oitava-vez-em-tres-meses-no-rio.shtml

Pesquisa indica que 33% dos alunos estão acima do peso em SP

Agência Estado
Cerca de 33% das crianças e adolescentes com idades entre 10 e 15 anos matriculadas em escolas particulares da cidade de São Paulo estão acima do peso. O dado, consta de uma pesquisa iniciada em 2003 e divulgada ontem pela pesquisadora Maria Aparecida Zanetti Passos, do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O porcentual é maior na rede privada que na pública, onde 23% dos jovens têm peso extra. Foram avaliados 8.020 estudantes de 43 colégios públicos e privados da capital paulista. Os meninos estão mais pesados: 27,80% deles apresentavam quilos a mais, contra 23,69% das meninas.

Para Maria Aparecida, a amostra causou surpresa. Na opinião dela, os colégios particulares têm maior índice de gordinhos porque os estudantes levam dinheiro para comprar guloseimas. Também fazem poucas atividades físicas.

"A pesquisa mostra que alguma coisa precisa ser feita. A obesidade é uma epidemia que se alastrou pelo mundo. E, para contê-la, é preciso criar uma disciplina para a educação alimentar". As informações são do Jornal da Tarde.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/03/pesquisa-indica-que-33-dos-alunos-estao-acima-do-peso-em-sp.jhtm

Bienal do Livro de SP aposta em vampirismo para recuperar público jovem

DE SÃO PAULO
A 21ª Bienal Internacional do Livro, que acontece em São Paulo de 12 a 22 de agosto, terá a mais cara e extensa programação da história do evento para conquistar o público infantil e adolescente.

Veja os principais debates da programação da Bienal do Livro de SP

O investimento total é de R$ 30 milhões para 1.100 horas de programação cultural.

Na última edição do evento (2008) foram gastos R$ 22 milhões para 684 horas.

Realizada pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), a feira aposta em mudanças após constatar uma queda de público de 9% em 2008.

A principal delas foi a criação de um conselho curador.

"O papel do conselho foi criar uma programação em sintonia com o público e que criasse interesse pelo livro", diz Eduardo Mendes, diretor-executivo da CBL.
Sintonia buscada, principalmente, com os jovens.

O primeiro dia de visitação aberta para o público (numa sexta-feira, 13) terá o vampirismo como assunto.

Inspirado no sucesso da série "Crepúsculo", o Salão de Ideias, principal espaço da Bienal, terá decoração voltada ao tema.

Zé do Caixão e Dacre Stocker, sobrinho-bisneto de Bram, autor de "Drácula" (1897), estarão presentes.

O Salão de Ideias ainda terá o norueguês Jostein Gaarder, autor de "O Mundo de Sofia", sucesso mundial entre o público jovem.

Feição mais pop também terá o Palco Literário, em que Regina Duarte e Nívea Stelmann, entre outros atores, farão leituras dramáticas.

Outra novidade é um espaço dedicado à gastronomia. "A ideia é mostrar que o livro está associado a outras formas de cultura", diz Mendes.

Mais informações podem ser conferidas no site do evento.

BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
QUANDO: de 12 a 22 de agosto
ONDE: Pavilhão de Exposições do Anhembi (av. Olavo Fontoura, 1.209, tel. 0/xx/11/3060-5000)
QUANTO: R$ 10
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/776565-bienal-do-livro-de-sp-aposta-em-vampirismo-para-recuperar-publico-jovem.shtml

Greve afeta volta às aulas em Goiânia; mais de 70 mil estão sem aulas

Luiz Felipe Fernandes
Especial para o UOL Educação
Em Goiânia

Mais da metade dos 141 mil alunos da rede pública municipal de Goiânia não retornaram às salas de aula nesta segunda-feira (2), depois das férias de julho. Professores e funcionários administrativos das escolas do município decidiram manter a greve, que já dura 75 dias. A assembleia que reuniu os profissionais grevistas foi realizada na manhã de ontem.

Segundo o Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás), até o início das férias 90% dos servidores tinham aderido à paralisação, o que equivale a 8 mil professores e 4 mil técnicos administrativos. Durante toda a semana, a direção do sindicato vai percorrer as 278 unidades de ensino de Goiânia para atualizar esse número. Também foi marcada para a semana que vem uma nova assembleia, que deve decidir os rumos do movimento.

A principal reivindicação é a aplicação da lei federal 11.738/08, que estabeleceu o piso salarial de R$ 1.312,85 para os professores. A prefeitura de Goiânia se recusou a pagar esse valor e enviou, no dia 29 de junho, um projeto de lei à Câmara Municipal fixando o salário em R$ 1.024 para professores de nível superior, relativo a uma jornada de 30 horas semanais. O projeto foi aprovado pela maioria dos vereadores na última sessão antes do recesso de meio de ano.

No mês passado, a greve dos professores de Goiânia foi declarada ilegal. A Secretaria Municipal de Educação ameaça cortar o ponto do funcionário que faltar ao serviço. Em nota, a prefeitura informou que “tomará, na forma da lei, todas as medidas cabíveis para garantir o funcionamento das instituições educacionais e a conclusão do ano letivo”. Até agora, os estudantes perderam 30 dias letivos. “Tudo isso são prerrogativas que a prefeitura usa, mas que não vão impedir que o movimento continue”, contesta Iêda Leal, presidente do Sintego.
Adin

Desde 2008, quando a lei foi instituída, o Supremo Tribunal Federal (STF) julga uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pelos governadores do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará. Em dezembro daquele ano, a maioria dos ministros foi favorável ao piso e reconheceu que o valor instituído passaria a valer no começo de 2009. A decisão foi em caráter liminar e até hoje aguarda o julgamento final do STF.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/03/greve-afeta-volta-as-aulas-em-goiania-mais-de-70-mil-estao-sem-aulas.jhtm

Propostas de educação inclusiva são defendidas durante evento

Portal do MEC
A educação inclusiva nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia foi o principal tema de debate do 2º Simpósio dos Institutos Federais. O evento é promovido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.

O coordenador de orçamento e gestão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Alexandre Vidor, avaliou que as escolas federais evoluíram de acordo com o mercado de trabalho. “Antes não havia esse atrelamento de um ensino médio ao ensino técnico”, lembrou. “Hoje, é necessário formar um cidadão para que ele seja um profissional capacitado.”

Vidor defendeu que a escola se una aos alunos, fazendo uma política de proteção integral. “Deve-se pensar em educação em todos os aspectos da vida desse jovem, detectando seus problemas e criando mecanismos que os resolvam.”

A assistente social Valdeluce Nascimento, do Instituto Federal da Bahia, falou sobre estudos realizados na instituição, com o objetivo de facilitar acesso, permanência, avaliação e aprendizagem, como os programas de assistência sócio-econômica ao aluno, de cotas e de apoio a pessoas com dificuldades especificas, entre outros.

Até novembro, gestores e estudiosos da educação profissional se reunirão na última quinta-feira de cada mês, em Brasília, para debater o modelo pedagógico dos institutos federais. O próximo será em 26 de agosto, com o tema inserção das pessoas com necessidades educacionais nos institutos federais.

Assessoria de Imprensa da Setec
Palavras-chave: Institutos federais, Simpósio

Nova série para jovens aborda temas polêmicos e atraentes

Portal do MEC

A gravidez não planejada, as doenças sexualmente transmissíveis, anorexia e o valor da amizade serão alguns dos temas abordados no mais novo programa da TV Escola, emissora educativa do Ministério da Educação. A série Geração Saúde terá 15 episódios e estreia na próxima segunda-feira, 2, às 10h.

Com uma linguagem atual e descontraída, a série tem como objetivo sensibilizar e dialogar com o jovem. “Queremos que o espectador dessa faixa de idade se identifique com o programa e reflita sobre seus comportamentos e atitudes em relação aos problemas”, afirma o produtor da TV Escola, Douglas Silveira.

A narrativa é conduzida por Rita, uma jovem que ao longo do programa apresentará os acontecimentos e experiências dos demais personagens, que enfrentam situações como a descoberta da sexualidade, as doenças, a Aids, a qualidade alimentar e a saúde bucal.

O começo de uma nova vida, primeiro episódio, se dá com a chegada de Rita a João Pessoa, em busca de um recomeço após descobrir um grave problema de saúde. Por meio do seu olhar, o público vai conhecer o ambiente, a formação do time de futebol de areia, a amizade entre os adolescentes e o quiosque de Seu Romero, lugar mais frequentado pelos jovens da trama.

Além disso, o espectador vai começar a se familiarizar com os principais personagens da história: os namorados Fátima e Danilo, os amigos Bira e Tapioca e as amigas Isadora e Leila. A produção da série se preocupou em não criar a dualidade entre vilão e mocinho. Os vilões da narrativa são representados pela ignorância, irresponsabilidade, preconceito, falta de cuidado, descaso e a ausência de diálogo.

O elenco principal foi montado com 10 jovens, entre 11 e 22 anos, a maioria sem experiência em interpretação. Por isso, após a seleção, eles passaram por uma oficina preparatória de três meses com a atriz paraibana Marcélia Cartaxo. Como a série se passa no Nordeste, todos os atores são de lá, preservando assim a linguagem e a cultura locais. “Apesar do programa se passar em uma região específica, os problemas enfrentados pelos jovens são comuns a outros adolescentes, independente da raça ou da cultura”, acrescenta Silveira.

Para levar a discussão dos assuntos abordados na dramaturgia para a vida real, o apresentador David Muniz, atores, professores, especialistas e jovens que enfrentam problemas tratados na série se reúnem no estúdio, para falar sobre os conflitos e as questões de saúde apresentados no respectivo episódio.

O programa é uma realização da TV Escola do MEC e Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em parceria com o Departamento de Patologia e Telemedicina da Universidade de São Paulo (USP). O roteiro foi desenvolvido a partir das Diretrizes do Programa de Saúde e Prevenção nas Escolas, realizado pelos ministérios da Educação e Saúde.

Os episódios, de 26 minutos, serão exibidos ás 10h, todas as segundas-feiras, até 8 de novembro, com reprise às 14h com versão em Libras.

Para quem estiver mais interessado e quiser acompanhar on-line e dar sua opinião é só acessar a página da série. Nesse espaço o internauta pode acompanhar o blog da Rita e participar de jogos.

A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica) em todo o país e por meio da internet no Portal do MEC. O sinal está disponível também nas tevês por assinatura Via Embratel (canal 123), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).

Assessoria de Imprensa da Seed


Assista a chamada da série aqui
Palavras-chave: TV Escola

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Começam inscrições para o Pasusp; programa bonifica alunos de públicas no vestibular

Da Redação
Em São Paulo

Começaram nesta segunda-feira (2) as inscrições para o Pasusp (Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo), que concede bônus na nota do vestibular a alunos de escolas públicas. As inscrições podem ser feitas no site da Fuvest até as 24h do dia 14 de setembro.


* Veja aqui o edital do Pasusp



Para participar da prova que pode adicionar até 3% na nota, o aluno precisa ter feito os ensinos fundamental e médio no sistema público. Serão 50 questões de múltipla escolha de biologia, física, geografia, história, matemática, português e química.



Não foram definidos data e locais de realização do exame. A inscrição é gratuita.
retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/08/02/comecam-inscricoes-para-o-pasusp-programa-da-bonus-no-vestibular-para-alunos-de-publicas.jhtm

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