sábado, 1 de maio de 2010

Promotoria vai acompanhar denúncia de e-mail com texto homofóbico da USP

colaboração para a Folha

O Ministério Público informou nesta quinta-feira que também vai investigar a denúncia de homofobia da publicação "O Parasita", distribuída a estudantes da USP (Universidade de São Paulo) por e-mail.

Uma representação da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo foi entregue ao procurador-geral Fernando Grella Vieira solicitando que um promotor acompanhe o caso.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, ainda não foi nomeado um promotor para o caso. O nome deve ser conhecido na próxima segunda-feira (3).

De acordo com o órgão, o caso foi encaminhado ao Centro de Apoio Cível, mas se o promotor entender que houve crime, também haverá investigação na esfera criminal, além da cível.

Caso

O jornal publicou um texto que incitava violência contra homossexuais. A publicação "O Parasita", que só circula por e-mail e que tem periodicidade incerta, trouxe na última edição uma nota, supostamente escrita por um estudante de farmácia, com o texto: "jogue merda em um viado" para ganhar "um convite de luxo para a Festa Brega 2010 (promovida por estudantes)".

A direção da Faculdade de Farmácia abriu uma sindicância para apurar o caso e responsabilizar os autores do texto. A Polícia Civil também investiga a responsabilidade da publicação.

De acordo com o "O Parasita", a faculdade "vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis". Após citar episódios de beijos e troca de carícias entre alunos homossexuais, os autores afirmam que "se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA [Escola de Comunicação e Artes, da USP]".

Em 2008, um casal homossexual foi agredido após se beijar em cima do palco de uma festa do curso de veterinária.

O Diretório Central dos Estudantes da USP pediu em nota uma lei federal específica contra a homofobia. O DCE diz lamentar "que estudantes, com o argumento da 'brincadeira', possam incitar violência psicológica e física entre seus pares".
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u727760.shtml

Vestibular "criou cotas para populações mais abastadas", diz Haddad

da Agência Brasil

O ministro da Educação, Fernando Haddad, criticou nesta sexta-feira o modelo do vestibular tradicional que, na avaliação dele, exclui os jovens pobres da universidade pública. "O vestibular é uma cláusula de barreira impeditiva ao desenvolvimento profissional dos nossos jovens, [o vestibular] criou cotas para populações mais abastadas que são capazes de pagar cursinhos e taxas elevadas de inscrição", afirmou.
Ele esteve hoje em um evento em Foz do Iguaçu para discutir a educação na América Latina e apresentou aos participantes de 12 países da região a proposta do Ministério da Educação do Brasil para substituir o vestibular por uma avaliação unificada, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os países latino-americanos possuem diferentes sistemas de acesso dos jovens ao ensino superior.

Haddad defendeu que, além de excluir os estudantes mais pobres, o vestibular "massacra o ensino médio do ponto de vista pedagógico" o que causa o desinteresse dos jovens. "Os programas de vestibular se amontoam e criam uma matriz enorme para o ensino médio. Nem os enciclopedistas franceses passariam no vestibular do Brasil com facilidade com essa quantidade de conteúdos para aprender", comparou.

Nesta sexta, o MEC (Ministério da Educação) confirmou que o Enem de 2010 será aplicado nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa é que 6 milhões de alunos se inscrevam para a prova.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728684.shtml

MEC poderá rebaixar universidades federais

As universidades federais, pela primeira vez, terão que cumprir metas de qualidade para manterem o título ou poderão ser rebaixadas a centros universitários.
De acordo com o texto, as mudanças constam de resolução que será votada em maio pelo Conselho Nacional de Educação. Há consenso sobre a inclusão das federais no sistema de credenciamento e a exigência, para as atuais universidades, de manterem ao menos três programas de mestrado e um de doutorado.

No setor privado, muitas universidades ostentam esse título sem cumprir exigências em vigor, como ter 1/3 dos docentes atuando em dedicação exclusiva --45% desrespeitam essa exigência, segundo o Censo da Educação Superior 2008 (último disponível). O MEC diz que começou a cobrar essas instituições e que pode puni-las.

Estudo feito pelo conselheiro Edson Nunes com base em dados da Capes (órgão do MEC) mostra que 59% das particulares e 15% das federais não se enquadrariam hoje na regra de ter ao menos um doutorado e três mestrados.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u725911.shtml

Rio recebe a primeira biblioteca-parque do país

BRUNA FANTTI
colaboração para a Folha, do Rio

Foi inaugurada na comunidade de Manguinhos, zona norte do Rio, a primeira biblioteca-parque do País. O projeto segue os mesmos moldes das novas bibliotecas de Medellín e de Bogotá, na Colômbia, e tem como objetivo fomentar a cultura em áreas pobres como planejamento para reduzir a violência nessas regiões.

A inauguração foi feita nesta manhã pelo ministro de Estado da Cultura, Juca Ferreira; pelo governador do Rio, Sérgio Cabral; e pela secretária de cultura do Estado, Adriana Rattes.

O investimento total foi de R$ 8,7 milhões viabilizado com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

De acordo com a superintendente de Leitura e Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura do Rio, Vera Saboya, que também estava presente, o diferencial será a falta do silêncio. "Esse é um lugar que difere das bibliotecas padrões pois tem um caráter multimídia, com um cinema de 200 lugares, salas de leitura em grupo, televisões para assistir a filmes, e-books, além do acervo com 25 mil livros de humanas", disse.

A decoração da biblioteca foi feita por uma equipe de arquitetos contratada pelo governo estadual e levou em conta a participação dos moradores da comunidade. Nas janelas há frases escritas por poetas locais.

A favela, com cerca de 32 mil moradores, possui o quinto mais baixo índice de desenvolvimento humano da cidade, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em um total de 126 bairros.

Até o final do ano estão previstas as inaugurações de outras duas bibliotecas-parques, uma na Rocinha, zona sul do Rio, e outra no Complexo do Alemão, na zona norte. retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u727824.shtml

Pesquisa mostra que 71% das bibliotecas municipais do país não têm internet

JOHANNA NUBLAT
da Sucursal de Brasília

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Cultura aponta que 71% das bibliotecas públicas municipais não disponibilizam acesso à internet aos usuários. Os dados foram coletados durante o primeiro censo nacional das bibliotecas municipais feito no país.
A falta de acessibilidade foi classificada como "gravíssima" por Fabiano Piúba, diretor de livro, leitura e literatura do ministério. Segundo ele, a responsabilidade por essas bibliotecas é principalmente dos municípios. O governo federal, diz ele, tem o papel de definir políticas públicas e instigar as prefeituras a disponibilizarem esses equipamentos culturais.

Para tentar alterar a situação, o ministério pretende investir R$ 30,6 milhões na modernização e construção de bibliotecas públicas brasileiras. Prefeituras e Estados podem se inscrever até o dia 15 de junho no edital de convocação.

A pesquisa também mostra que 91% das bibliotecas não têm ferramentas que permitam a utilização por deficientes visuais (como livros em braile e audiolivros).

Os dados apontam que 8% dos municípios brasileiros não possuem bibliotecas públicas mantidas pela prefeitura. Existem bibliotecas ainda em fase de implantação ou de reabertura em 13% dos municípios. Ou seja, funcionando de fato, há bibliotecas públicas municipais em 79% das cidades.

Também há disparidades regionais em relação às estruturas existentes e ao comportamento dos usuários. O Sul, por exemplo, é a região que oferece o maior número de bibliotecas por 100 mil habitantes (1.127 bibliotecas para cerca de 28 milhões de pessoas); já o Norte contabiliza o pior índice (310 bibliotecas para pouco mais de 15 milhões de habitantes).

Por outro lado, os nordestinos são os que mais frequentam as bibliotecas (2,6 vezes por semana), segundo o censo. Sudeste e Sul têm a menor média de visitações (1,6 vezes por semana).

O censo mapeou as bibliotecas públicas municipais em todas as cidades brasileiras. Foi feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), ao custo de R$ 3,7 milhões, pagos pelo Ministério da Cultura.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728350.shtml

Pesquisa mostra que 445 municípios do país ainda não têm bibliotecas

Da Agência Brasil

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Cultura revela que em 445 cidades brasileiras ainda não há bibliotecas municipais. O índice representa 8% dos 5.565 municípios em todo o país. O Estado com o maior número de cidades sem esses espaços para leitura é o Maranhão, com 61 municípios.
O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais foi realizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e encomendado pelo ministério.

De acordo com o levantamento, em 79% das cidades há bibliotecas municipais em funcionamento. Em 12%, elas estão em processo de implantação e em 1%, em fase de reabertura. O estudo foi feito entre setembro e novembro do ano passado. Em 2007 e 2008, 660 cidades não tinham bibliotecas municipais.

O perfil dos estabelecimentos indica uma média de 296 empréstimos por mês e uma frequência média de usuários de 1,9 vez por semana. A área física é de 177 metros quadrados, em média, e a maioria das bibliotecas (99%) não abre durantes os finais de semana, só funciona de segunda à sexta, de manhã e de tarde.

Os dados mostram ainda que 91% dos locais não oferecem serviços a pessoas com deficiência visual. O índice das bibliotecas que não dispõem de serviços para portador de necessidades especiais chega a 94%. Além disso, 88% dos estabelecimentos não têm nenhum tipo de atividades de extensão, como oficinas e rodas de leitura em escolas.

Segundo a pesquisa, 64% das bibliotecas municipais do país têm computador, 39% têm televisão, 28% têm videocassete, 27% têm aparelho de DVD e 24% ainda usam máquina de datilografia. Entretanto, 25% delas não contam com nenhum desses equipamentos.

Apesar do número razoável de estabelecimentos com computadores, nem a metade (45%) tem acesso à internet. Desses, apenas 29% prestam esse tipo de serviço aos usuários.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728292.shtml

Avaliação oculta desigualdade nas redes municipais de ensino

FÁBIO TAKAHASHI
da Reportagem Local
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

A rede municipal de ensino de Belo Horizonte tem uma avaliação acima da média nacional. O número, porém, oculta a discrepância que há entre as escolas Emídio Berutto e Maria das Neves, ambas na região leste da periferia da cidade.
A primeira está próxima do padrão de países desenvolvidos. A segunda não chega nem à média brasileira. Discrepâncias como essa ocorrem em todo país, aponta pesquisa inédita do movimento Todos pela Educação, que reúne empresários, educadores e gestores.

A constatação é que, ainda que a rede como um todo tenha média razoável, muitos alunos estudam em escolas com baixo desempenho. Em Belo Horizonte, a diferença entre as notas da melhor e da pior escola é de 49%; em Vitória, de 51% --as maiores desigualdades do país.

Como exemplo da diferença, na capital capixaba o pior colégio teve nota 3,5, e o melhor, 5,3. A meta nacional é 6 (situação semelhante a países desenvolvidos). A média hoje é 4,2.

O estudo analisou a situação das capitais (1ª a 4ª séries) que estão acima do desempenho nacional segundo o Ideb, índice federal que considera desempenho dos alunos em português e matemática, além das taxas de reprovação e abandono.

A menor discrepância aparece em Boa Vista, com 17%. Em São Paulo, é de 39%.

Finlândia

Nos países com bons indicadores educacionais, como a Finlândia, quase não há diferença entre escolas, aponta o estudo. "A garantia a uma educação de qualidade deve ser para todos, independentemente de qualquer aspecto", afirma o texto do Todos pela Educação.

"Muitos secretários, ao verem uma média razoável, se acomodam e não analisam a situação individual das escolas. É preciso reduzir o apartheid que existe dentro das próprias redes", diz o presidente-executivo do movimento, Mozart Neves.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728179.shtml

Brasil e Paraguai pretendem aproximar políticas públicas

Potal do MEC
Foz do Iguaçu (PR) — O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o ministro da Educação e Cultura do Paraguai, Luis Alberto, assinaram nesta sexta-feira, 30, em Foz do Iguaçu, Paraná, memorando de entendimento para aproximar políticas públicas dos dois países. Segundo Haddad, é importante fortalecer a educação na fronteira, pois há brasileiros estudando no Paraguai e paraguaios no Brasil. “Precisamos que a integração se efetive com mais força na fronteira entre os dois países”, disse.

Para o ministro paraguaio, a região é propícia para o desenvolvimento educacional de ambas as nações. “Podemos aprender muito e para isso queremos trabalhar juntos neste polo de conhecimento, com intercâmbio de estudantes”, afirmou.

No seminário internacional Em Busca de uma Política de Comunicação para a Educação da América Latina, Haddad sugeriu que o debate sobre o que é a qualidade educacional seja ampliado nos meios de comunicação. Para ele, a discussão não pode ficar restrita a notas e metas. “Existe uma dimensão da educação que é a cultura, e é necessário que as crianças se apropriem desse universo para ter autonomia no seu desenvolvimento”, disse. Segundo o ministro, a inclusão de alunos deficientes nas escolas é fundamental para o enriquecimento cultural de todos os estudantes. “É preciso que as crianças vejam na tolerância a oportunidade de crescimento individual”, salientou.

O ministro Luis Alberto reconhece como maior dificuldade, na condição de gestor educacional, a de divulgar os desafios educativos que o sistema do Paraguai enfrenta. Segundo Alberto, os veículos de comunicação serão fundamentais, pois eles podem dar sustentação à política pública educacional.

Assessoria de Comunicação Social

Ensino médio será debatido em seminário internacional

Portal do MEC
O exame dos vários modelos de organização do ensino médio em diversos países e sua articulação com a educação técnica e profissional, pontos fortes e desafios estarão em debate no Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio. O encontro, em 3 e 4 de maio, em Brasília, reunirá especialistas e gestores em educação de países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) — Brasil, Estados Unidos, Canadá Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai.

No primeiro dia do evento, promovido pelo Ministério da Educação e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o apoio da OCDE, será abordado o tema Tendências e Melhores Práticas Internacionais no Ensino Médio.

A pesquisa Melhores Práticas em Escolas de Ensino Médio no Brasil, que analisou 35 instituições de São Paulo, Paraná, Ceará e Acre, também será debatida durante o seminário. Realizado no ano passado, o estudo identificou os fatores responsáveis pelas atividades que as próprias equipes escolares associam ao bom desempenho dos alunos. Também foram analisados aspectos das principais políticas públicas para o ensino médio em cada um dos quatro estados. A pesquisa foi desenvolvida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, em parceria com o BID e com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Assessoria de Imprensa da SEB

Curso abre 24 mil vagas para agricultores em 20 estados

Portal do MEC
O programa Projovem Campo – Saberes da Terra abre este ano 24 mil vagas para agricultores de 18 a 24 anos, alfabetizados, mas com o ensino fundamental incompleto. O curso de dois anos, que é específico para agricultores dessa faixa de idade, une teoria e prática em agricultura familiar e ao final confere certificado do ensino fundamental.

As vagas serão oferecidas em municípios de 20 estados que aderiram ao programa do Ministério da Educação, informa Armênio Schmidt, diretor de educação para a diversidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC. As unidades da Federação que não manifestaram interesse na oferta do curso são Alagoas, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Acre, Amapá e Roraima.

Na avaliação de Armênio Schmidt, o Projovem Campo – Saberes da Terra é hoje um programa consolidado que atende as necessidades de qualificação da população rural. “A formação permite ao agricultor crescer como cidadão e profissional”, diz.

Criado em 2005, o programa certificou 5 mil agricultores em experiência piloto realizada em nove estados. Como o modelo foi aprovado por universidades, secretarias de educação e movimentos sociais do campo, em 2008 e 2009 foram abertas novas turmas, ampliando de 5 mil para 48 mil vagas e de nove para 19 estados.

O modelo do Projovem Campo – Saberes da Terra compreende 2.400 horas ministradas em dois anos, sendo parte na sala de aula e parte na propriedade do jovem. O currículo aborda cinco temas: sistema de produção e processo de trabalho agrícola; desenvolvimento sustentável e solidário; economia solidária; cidadania, organização social e política pública; agricultura familiar, etnia, cultura e identidade. Além dos conteúdos profissionais, os alunos estudam linguagens, ciências exatas, formação humana e profissional.

Maior de 29 anos – Para atender a procura por formação de agricultores de 15 a 17 anos e aqueles acima dos 29 anos, o Ministério da Educação trabalha sobre uma proposta de curso a ser oferecido em 2011. Segundo Armênio Schmidt, o desenho do programa, que será denominado Saberes da Terra, terá os mesmos conteúdos, metodologias e materiais didáticos do Projovem Campo, apenas os alunos não receberão a bolsa mensal de R$ 100 paga pelo MEC aos agricultores do Projovem Campo.

Terão preferência no novo programa os agricultores do Brasil Alfabetizado. O objetivo da iniciativa, segundo o coordenador de diversidade da Secad, é garantir a eles a continuidade dos estudos. Hoje o Brasil Alfabetizado registra 106 mil turmas de alfabetização no campo.

Ionice Lorenzoni

Ministro espera poder aplicar as provas em 6 e 7 de novembro

Portal do MEC
Foz do Iguaçu (PR) - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na manhã desta sexta-feira, 30, que espera realizar o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2010 nos dias 6 e 7 de novembro. A intenção inicial, de aplicação das provas em outubro, esbarra no calendário eleitoral.

O anúncio foi feito antes do encerramento do encontro internacional de comunicadores da educação Em Busca de uma Política de Comunicação para a Educação da América Latina, realizado em Foz do Iguaçu, Paraná, desde terça-feira, 27. O encontro reúne jornalistas e comunicadores.

O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estudam nova data para a realização do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), previsto inicialmente para 7 de novembro. Haddad disse esperar que o resultado do Enem saia na primeira semana de janeiro de 2011.

Assessoria de Comunicação Social

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ter uma "nota" incentiva as escolas a melhorarem qualidade da educação, avaliam especialistas

Karina Yamamoto*
Em Foz do Iguaçu

O fato de ter um índice que avalie a escola pode ajudar a melhorar a qualidade da educação na instituição. Entre os estabelecimentos que tiveram maior salto no Ideb entre as edições de 2005 e 2007, a motivação primeira para a melhora foi "o próprio Ideb", contou Maria do Pilar Lacerda. "Parece óbvio", disse a secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação). Mas, segundo ela explicou, os gestores passaram a ter parâmetros para medir a situação de suas escolas -- e com isso estabelecer metas de melhoria.

Desde sua criação em 2007, a percepção sobre o indicador mudou. "Hoje há uma expectativa [de quando os resultados vão sair]", diz Pilar. Os resultados de 2009 devem ser divulgados em junho -- o Ideb é calculado a cada dois anos.

"As escolas diziam: melhoramos quando conhecemos os resultados, isso nos motivou", disse Jorge Fasce, sobre algumas instituições que apresentaram aumento nos índice das avaliações nacionais da Argentina. Coordenador da área de avaliação do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia daquele país, Fasce contou que algumas províncias de seu país preferem não abrir as "notas" das escolas enquanto outras usam justamente a divulgação para estimular mudanças. No BRasil, o MEC disponibiliza os dados de todas as escolas para o público.
Para Pilar, o fato de consolidar um indicador como o Ideb vai além das melhoras na escola. O índice, na opinião da secretária, tornou-se um instrumento de política pública. "Deixamos de ter um balizamento paroquial e clientelista e passamos a ter uma nova baliza institucional", disse. O MEC utiliza o Ideb como parâmetro para aporte de verbas e apoio pedagógico.
Qualidade da educação

Toda avaliação parte do que se quer medir e como essas habilidades e conhecimentos serão mensurados, explicou Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, autarquia do MEC responsável pelo Ideb e pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Incluir valores, como a socialização [entre o que se quer que o aluno aprenda na escola] é um debate a ser feito", ponderou Reynaldo. Atualmente a Prova Brasil, que compõe o Ideb juntamente com a taxa de reprovação, avalia a aprendizagem de habilidades cognitivas.

Reynaldo também avalia o impacto da avaliação na condução dos projetos pedagógicos: "o índice não chega com o diagnóstico [de onde a escola acertou ou falhou]". E, se a escola entende o propósito da avaliação, esse é um momento de reflexão.

O debate "O que avaliamos quando medimos a qualidade na educação?" faz parte da programação de um encontro latino-americano, que acontece de 28 a 30 de abril em Foz do Iguaçu.

*A jornalista viajou a convite do MEC (Ministério da Educação.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/29/ter-uma-nota-incentiva-as-escolas-a-melhorarem-qualidade-da-educacao-avaliam-especialistas.jhtm

Impacto das avaliações debatido em Foz do Iguaçu

Portal do MEC
Foz do Iguaçu – O impacto das avaliações na qualidade da educação foi debatido nesta quarta-feira, 28, no encontro internacional Em busca de uma política de comunicação para a educação latinoamericana. A reunião, que ocorre até a próxima sexta-feira, 30, em Foz do Iguaçu, reúne mais de 50 educadores, jornalistas e representantes dos ministérios da Educação de doze países da América Latina.

Para a secretária de educação básica Maria do Pilar Lacerda, medir a qualidade da educação por meio de avaliações é fundamental para sabermos o nível de aprendizado dos alunos. “Se você não faz avaliações educacionais, não sabe o estágio de aprendizagem”, relata. De acordo com Pilar, a Prova Brasil, o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e a Provinha Brasil permitem que os sistemas e escolas se preparem para garantir o direito de aprender para todos.

Segundo Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, não se pode usar somente o escore bruto de uma avaliação para definir a qualidade de ensino de uma instituição de ensino. Para Fernandes, também é necessário analisar a escola, o contexto social e as características individuais e familiares dos estudantes. “A avaliação é um instrumento de diagnóstico e de mobilização de toda a sociedade para a melhoria da educação”, relata.

O coordenador da área de avaliação do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina, Jorge Fasce, diz que falta ao país um sistema de avaliação. Segundo Fasce, além de aplicar avaliações nas escolas, a Argentina deve complementar a análise educacional com auditorias nas escolas. “A última instância de um sistema de avaliação deve analisar as condições socioeconômicas e de docentes de uma instituição de ensino”, conta.

O encontro internacional Em busca de uma política de comunicação para a educação latinoamericana reúne participantes de 12 países: Peru, Guatemala, Venezuela, Argentina, Colômbia, Uruguai, El Salvador, Paraguai, Chile, República Dominicana e Bolívia. Amanhã, dia 29, serão realizados debates sobre o papel da imprensa e da revolução digital na comunicação de políticas públicas na área de educação.

Assessoria de Comunicação Social

Brasil ajuda Haiti a refazer instituições de ensino superior

Portal do MEC
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) instituiu nesta quinta-feira, 29, o Programa Emergencial Pró-Haiti em Educação Superior. O objetivo é prestar apoio ao trabalho de formação de recursos humanos e de reestruturação das instituições de ensino superior, e dessa forma contribuir para a reconstrução daquele país.

O programa prevê o estímulo a pesquisas científicas e tecnológicas para fins de diagnóstico da situação das instituições de ensino superior do Haiti, a oferta de graduação sanduíche para estudantes haitianos em universidades brasileiras, o apoio a cursos de português para estrangeiros e a concessão de bolsas para estudantes haitianos.

A iniciativa é prevista em memorando de entendimento assinado pelos governos dos dois países, e estabelecida pela Portaria nº 92, publicada nesta quinta-feira, 29, no Diário Oficial da União.

Assessoria de Imprensa da Capes

Professores e diretores de escolas devem fazer a sua seleção de obras

Portal do MEC
Professores e diretores das escolas públicas de ensino fundamental de todo o país já podem começar a estudar e debater com suas equipes pedagógicas sobre os livros didáticos que deverão utilizar a partir de 2011. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) publicou nesta quinta-feira, 29, em seu portal na internet, o Guia do Programa Nacional do Livro Didático 2011.

O documento também será distribuído às escolas em versão impressa, em maio, e traz um resumo das obras selecionadas para a escolha dos professores e diretores. Além do guia, as escolas participantes receberão uma carta do FNDE com a senha para acessar o sistema de escolha pela internet.

Resultado de um processo de avaliação executado pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, em parceria com universidades públicas, o guia é uma importante ferramenta de orientação aos professores. “Além de mostrar o conteúdo de cada obra, o guia também sugere caminhos pedagógicos para a prática do professor na sala de aula”, afirma Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.

Termo de adesão – As obras escolhidas neste ano serão usadas por estudantes do sexto ao nono ano do ensino fundamental, englobando as seguintes disciplinas: português, matemática, história, geografia, ciências e língua estrangeira (inglês e espanhol). O período para os professores optarem pelos livros no portal do FNDE vai de 21 de junho a 4 de julho.

Torino lembra que só as redes de ensino público que oficializarem sua participação no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), por meio de termo de adesão, poderão escolher os livros didáticos para o próximo ano. “O prazo final para as secretarias estaduais e municipais e as escolas federais formalizarem essa adesão é 31 de maio”, avisa.

A autarquia encaminhou por correio o termo de adesão a todos os gestores do país. O documento deve ser assinado pelo prefeito municipal, pelo secretário de educação do estado ou pelo diretor da escola federal, e devolvido ao FNDE dentro do prazo, para que as escolas possam receber os livros.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Livro dirigido a professores aborda o continente antártico

Portal do MEC
É o mais frio, mais seco, mais alto, mais ventoso, mais remoto, mais desconhecido e mais preservado de todos os continentes. Essa descrição abre o livro Antártica, obra que integra a Coleção Explorando o Ensino, dedicada aos professores da educação básica pública.

A publicação foi elaborada por iniciativa dos ministérios da Educação e do Meio Ambiente como subsidio aos educadores das turmas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e do ensino médio. É uma obra paradidática, em dois volumes, ilustrada com fotos, mapas e gráficos. O primeiro volume é denominado Antártica – o continente dos extremos e o segundo, O Brasil e o meio ambiente antártico.

Logo na abertura, o livro enumera a grandiosidade da região: é o quinto continente em extensão e o único sem divisão geopolítica; o continente e as ilhas que o cercam somam 14 milhões de quilômetros quadrados; tem 1,6 vezes a área territorial do Brasil e cerca de 10% da superfície da terra; é tão seco quanto o deserto do Saara, os ventos chegam a 327 quilômetros por hora; a temperatura média é de 60 graus Celsius negativos e a temperatura mais baixa registrada é de 89,2ºC negativos. “É o refrigerador do mundo”, informa a publicação.

O primeiro volume trata de nove temas: atmosfera, clima, manto de gelo, oceano austral, vida na Antártica, cuidados com o meio ambiente, presença humana na Antártica, o Brasil na Antártica e tecnologias na Antártica. O segundo volume, que tem duas partes, apresenta os primeiros resultados de uma pesquisa de ponta que está sendo realizada por brasileiros na área: mudanças ambientais globais, impactos do aquecimento, monitoramento ambiental, poluição por petróleo, microorganismos adaptados ao frio, qualidade da água, animais do fundo do mar, estão entre os temas da pesquisa.

Coleção – A Coleção Explorando o Ensino, que começou a ser publicada pelo Ministério da Educação em 2004, tem atualmente 13 volumes: três de matemática, dois de química, um de biologia, um de física, um de geografia, dois sobre meio ambiente, um sobre astronomia, um de astronáutica e um sobre mudanças climáticas. Na montagem da coleção, o MEC fez parceria com diversos ministérios, entre eles, da Ciência e Tecnologia e da Defesa. Todas as obras estão disponíveis no portal do Ministério da Educação.

Ionice Lorenzoni

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...