sábado, 17 de abril de 2010

Professor é a profissão mais importante

Sempre digo que professor é a profissão mais importante porque ele forma do médico ao engenheiro, passando pelos cientistas --nenhuma atividade é tão essencial a uma sociedade como a educação. É por isso também que o professor tem de ser cada vez mais valorizado, até porque é a forma de atrairmos talentos para a sala de aula.

Tenho defendido essa posição toda a minha vida. Daí minha perplexidade ao ler muitos dos e-mails --alguns deles apenas insultos-- enviados por causa de minha posição sobre a greve dos professores, que acabou sem nenhuma reivindicação atendida.

Se tivessem lido os comentários com atenção, veriam que minhas posições ajudam muito mais o professor do que a defesa de posições corporativistas extremadas.

A greve não teve apoio da sociedade porque não se viu ali a defesa do aluno, mas de outros interesses --a sociedade só prestou atenção quando se fechou a Paulista e tumultuou o trânsito. Volto a dizer que o professor é massacrado diariamente e precisa expor seus dramas para melhorar suas condições de trabalho, a começar do salário.

Mas será difícil a sociedade apoiá-la se seus representantes pedem aumento do absenteísmo, fim das provas aos professores, ataques ao programas de mérito. Pior ainda, quando manifestações acabam de violência, gerando cenas que, de forma alguma, representam os professores --uma violência da qual a própria presidente do sindicato foi vítima durante a assembleia que decretou o fim da greve.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u718463.shtml

Meninos são as maiores vítimas e agressores do bullying no Brasil

TATIANA SANTIAGO
colaboração para a Folha

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira sobre o perfil do estudante que convive com o bullying (hostilidade física ou verbal por parte de colegas) aponta que os meninos são as maiores vítimas e também os maiores agressores.

O levantamento, realizado no segundo semestre de 2009 pela ONG Plan Brasil, indica que 34,5% dos meninos já sofreram maus-tratos na escola, sendo 12,5% vítimas de bullying, contra 7,6% das meninas que se declararam vítimas. Já no papel de agressor, os meninos aparecem com 12,5% de autoria, e as meninas com 8%.

Segundo a professora Cléo Fanti, os fatores para essa razão são culturais e podem influenciar as atitudes dos pais em relação ao comportamento das crianças."Os meninos tem que ser durões, não levar desaforo para casa, não chorar, tem que ser popular. Culturalmente, isso tem uma influência muito grande, que às vezes afeta a própria educação familiar", justifica.

Dos alunos ouvidos, 70% dizem que já presenciaram cenas de agressões entre estudantes, enquanto 30% vivenciaram situações violentas. Desse montante, o bullying foi praticado ou sofrido por 17% dos alunos. A maior incidência ocorre entre adolescentes com faixa etária entre 11 e 15 anos e que frequentam a 6º série do Ensino Fundamental.

Foram colhidos dados de 5.168 estudantes das cinco regiões do país. Em cada região, foi verificado o comportamento de alunos de cinco escolas, sendo quatro públicas e uma particular. Ao todo, em todo o Brasil, a pesquisa foi realizada em 20 escolas públicas e cinco particulares localizadas nas capitais e interior dos Estados.

"O objetivo da pesquisa sobre bullying no Brasil é identificar essa forma de violência escolar, como e onde ela ocorre, quais são as variáveis que implicam na sua manifestação, depois juntar os dados para propor ações pilotos em determinadas escolas para que possamos aprender como viabilizar o debate de como combater a violência na comunidade acadêmica", disse Moacyr Bittencourt, diretor da Plan Brasil. De acordo com ele, com bases nos dados será possível determinar como as escolas devem agir e tentar formar políticas públicas para coibir esse tipo de prática.

Bullying

De acordo com Cléo Fanti, o bullying é caracterizado pela agressão física ou verbal que ocorre repetidamente contra a mesma vítima no mínimo três vezes num período de um ano letivo.

Além disso, não há uma causa definida para que aconteça e está relacionado ao desequilíbrio de poder, como por exemplo, o mais velho contra o mais novo, o mais forte contra o mais fraco físico ou psicologicamente.

Geralmente, as vítimas se diferenciam dos demais colegas de escola pela raça, cor da pele, obesidade, uso de roupas ou objetos, ou ainda, pelo status socioeconômico.

"Eu me sentia ridicularizada, mal, já cheguei a chorar. Algumas vezes tive vontade de trocar de escola", diz a estudante Bruna Fernanda, 14, vítima de bullying. Ela conta que quando era mais nova os colegas de escola a chamavam de gorda e que seu pai teve que ir ao colégio para intervir. A estudante comprova um dado da pesquisa que diz que as meninas, na maioria dos casos, ficam tristes, enquanto os meninos têm comportamento diferente e dizem que não ligaram para os comentários.

O levantamento mostra que as escolas não estão preparadas para lidar com o assunto e que o procedimento adotado são formas de intimidar o aluno com suspensão ou advertência e conversa com os pais --uma forma de transferir a culpa para a família.

A pesquisa mostra que tanto as vítimas como os agressores perdem o interesse em frequentar a escola e sofrem prejuízos em relação ao aprendizado.

retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u720740.shtml

MEC atrasa lei que padroniza entrada na escola

ANGELA PINHO
da Sucursal de Brasília

Prometida para dezembro do ano passado, a proposta do Ministério da Educação para acabar com a confusão sobre a data de entrada das crianças no ensino fundamental de nove anos ainda não saiu do papel --o governo alterou a estratégia para padronizar as matrículas.

O ministério havia divulgado que no último mês do ano passado iria enviar ao Congresso projeto de lei instituindo que só quem fizesse seis anos até 31 de março do ano letivo pudesse entrar no primeiro ano.

Hoje, como a legislação não traz nenhuma data, há Estados que aceitam crianças mais novas que outros, o que causa reclamações dos pais e problemas em transferências de rede.

Em São Paulo, por exemplo, a rede estadual disse que sofreu pressão das famílias e alterou o critério já com o ano letivo em curso --13 mil crianças nascidas em 2003 puderam pular do primeiro para o segundo ano.

Agora, o MEC diz que a tramitação do projeto de lei demoraria meses e, por isso, desistiu de enviar a proposta --resolveu incluí-la em outro projeto, que já está no Senado. O texto trata de outras questões ligadas à educação. Ele ainda será discutido em audiência pública em maio. A partir daí, a relatora, Fátima Cleide (PT-RO), diz que irá decidir se o corte será 31 de março ou o final de junho.

Após essa decisão, o texto ainda tem que ser votado no Senado e na Câmara. Há ainda a possibilidade de a proposta ser transformada em emenda constitucional --que tem trâmite mais demorado. A expectativa é que a padronização entre em vigor em 2012.

Carlos Eduardo Sanches, presidente da Undime (entidade dos secretários municipais), diz que as crianças que entram no fundamental com menos de seis anos estão prejudicadas, pois ainda não estão preparadas para a alfabetização. Para o presidente da federação das escolas particulares, José Augusto Lourenço, a posição dos gestores se deve à incapacidade de receber todas as crianças de cinco anos no fundamental.

retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u721131.shtml

Haddad diz que Brasil deve erradicar analfabetismo até o fim da década

da Agência Brasil

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil deve erradicar o analfabetismo até o fim desta década, ao participar de entrevista a emissoras de rádio no programa "Bom Dia, Ministro". Atualmente, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2008 (Pnad/IBGE), a taxa de analfabetismo no país é de 10% entre a população com mais de 15 anos.
De acordo com o ministro, o país irá cumprir o acordo assinado em 2000 na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, que prevê a redução da taxa de analfabetismo em 50% até 2015. "Isso significa levar a taxa para 6,7% até 2015 o que nos permite prever que até o final da década o analfabetismo estará erradicado no Brasil", disse Haddad.

O ministro explicou que a Unesco considera o analfabetismo erradicado (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) quando a taxa é de menos de 4% de analfabetos na população maior de 15 anos.

Haddad ressaltou que uma das dificuldades para combater o problema é que ele atinge principalmente a população idosa que vive em cidades pequenas ou no campo. "Na população de 15 a 17 anos o analfabetismo já é de 1,7% apenas, já pode ser considerado erradicado. Na população de 18 a 24 anos, estamos com uma percentual de 2,2% de analfabetos", afirmou.

Uma pesquisa com as turmas do programa Brasil Alfabetizado apontou que 75% dos alunos tinham algum problema de visão. Segundo o ministro, por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde, vão ser distribuídos óculos de grau ou será oferecido tratamento para estudantes com alguma deficiência visual.

"Você cria a turma, alfabetiza o adulto e depois de um ano ou dois ele regride porque sem o óculos ele não vai ler e não vai reter o conhecimento que adquiriu", disse Haddad. Hoje 1,9 milhão de jovens e adultos estão matriculados no programa Brasil Alfabetizado. Desse total 1,6 milhão frequentam atualmente as salas de aula.

Fies

O ministro também falou durante a entrevista sobre o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior). Segundo Haddad, as inscrições serão abertas "em uma ou duas semanas".

A partir deste ano, a gestão do programa, que era feita pela Caixa Econômica Federal, passa a ser de responsabilidade do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e além da Caixa, o Banco do Brasil também será agente financeiro do programa.

A demora na transferência do banco de dados da Caixa para o fundo atrasou o início das inscrições, segundo o ministro. "Nos estamos consolidando o banco de dados. O problema do Fies é que desde 1999 ele é oferecido depois do início do ano letivo. Nós queremos mudar essa regra. Com todos os dados, é possível oferecer o financiamento ao aluno antes mesmo da matrícula. Ou seja, se ele passou no vestibular e garantiu sua vaga, pode ter acesso ao financiamento", disse Haddad.

Ideb

Na entrevista ao programa "Bom dia, ministro", hoje de manhã, Haddad disse que o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2009 será divulgado em junho. O indicador, criado em 2005, mede a qualidade do ensino oferecido pelas escolas públicas com base na nota da Prova Brasil e dos índices de reprovação.

"Nós fixamos metas de qualidade aferíveis a cada dois anos até 2021 para cada escola pública do Brasil. Entre 2005 e 2007, 80% das escolas cumpriram a meta, nós vamos ver agora o resultado de 2009. Ou seja, a qualidade da educação começa, pela primeira vez na história, a melhorar para valer, isso medido de maneira efetiva e com provas comparáveis no tempo", afirmou Haddad.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u721225.shtml

Desconto da greve de professor será parcelado

Luciana Lazarini
do Agora

Os professores da rede estadual terão o desconto dos dias parados durante a greve, parcelado em duas vezes.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, o desconto será de até 35 dias (referente aos dias parados). A primeira dedução será no próximo pagamento, em 7 de maio, quando será retirado o valor correspondente a 13 dias parados. No holerite de junho, por sua vez, serão contados até 14 dias de greve restantes de março, além dos oito dias de paralisação em abril. Assim, o pagamento de junho poderá ter o abatimento de até 22 dias no holerite de quem entrou em greve.

Na última terça, a Apeoesp (sindicato dos professores) se reuniu com o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, e pediu que o desconto dos dias parados não fosse feito de uma vez só.

retirado do site:http://www.agora.uol.com.br/trabalho/ult10106u721663.shtml

Pesquisa mostra que estresse no trabalho prejudica a voz do professor

Da Redação*
Em São Paulo

O estresse no trabalho aumenta de 6 a 9,5 vezes a possibilidade de o professor se tornar incapaz para o trabalho, pois é um dos fatores que influencia em problemas de voz em docentes. Essa é uma das conclusões de pesquisa feita pela fonoaudióloga Susana Giannini, da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Cansaço na fala, ficar sem voz, ter rouquidão ou apresentar coceira, pigarro e dor na garganta são alguns dos sintomas.

As alterações na voz ocorrem por três fatores principais: o pessoal, que são os cuidados básicos com a voz, a alimentação, a qualidade do sono, a hidratação (tomar goles de água enquanto fala) e o exercício de aquecimento vocal antes do início da aula; os ruídos provocados por classes numerosas ou por indisciplina; e as condições de trabalho e de ambiente.

Os distúrbios de voz atingem de 60% a 70% dos professores; na população em geral, o índice é de 11%. Mesmo diante deste porcentual elevado, a maioria dos profissionais não procura orientação ou demora muito para buscar ajuda. Sem orientação e prevenção, a doença tende a se agravar, até incapacitar o professor de dar aula. Quando isso ocorre, o professor é obrigado a interromper a carreira, às vezes precocemente, e passa a fazer trabalho burocrático, explica Susana.

Com o adoecimento vocal, o professor perde a qualidade da voz e isso interfere no aprendizado dos alunos. Outro agravante é que o docente precisa arcar com as despesas médicas para o tratamento e perde benefícios que receberia se continuasse a exercer a função. Isso ocorre pois o distúrbio não é reconhecido pela Previdência Social como doença ocupacional --embora a OIT (Organização Internacional do Trabalho) considere a categoria como a que tem maior risco de ficar sem voz.

Se o distúrbio for considerado como doença ocupacional, haverá aprimoramento do diagnóstico e do tratamento dos docentes, diz a pesquisadora.

Pesquisa

Para confirmar se o estresse era uma causa da doença na voz, a fonoaudióloga avaliou 167 professores de ensino infantil, fundamental e médio com distúrbios de voz na cidade de São Paulo. Depois, comparou o resultado com 105 colegas saudáveis, provenientes das mesmas escolas.

O estudo constatou, por estatística, que há relação entre ter distúrbios vocais e estresse provocado pela organização do trabalho. Professor com distúrbio vocal tem de 6 a 9,5 vezes mais probabilidade de perder condições de executar seu trabalho antes de chegar à aposentadoria. O estresse foi medido pelos níveis de excesso de trabalho e pela falta de autonomia sobre este.

Quase 70% dos que tinham problemas vocais apresentaram excesso de trabalho, mostrando que a pressão para realizá-lo era média ou alta. Nos professores saudáveis, a porcentagem foi 54,4%. Em relação à autonomia, 73% dos professores com distúrbio de voz mostraram ter pouca ou média autonomia sobre o trabalho. No outro grupo, a porcentagem foi de 62,1%.

Fatores de risco

Os fatores de risco devem ser considerados conforme a intensidade, o tempo de exposição, a duração do ciclo de trabalho, a distribuição das pausas ou a estrutura de horários, entre outros. São agrupados nas categorias organizacional, biológica e ambiental:

* Organizacional – Jornada de trabalho prolongada; sobrecarga, acúmulo de atividades ou de funções; demanda vocal excessiva; ausência de pausas e de locais de descanso durante a jornada; falta de autonomia; ritmo de trabalho estressante; trabalho sob forte pressão e insatisfação com o trabalho e/ ou com a remuneração.
* aspectos biológicos da voz – São as alterações advindas da idade, alergias, infecções de vias aéreas superiores, influências hormonais, medicações, etilismo, tabagismo e falta de hidratação.
* ambiental – Os fatores ambientais incluem riscos físicos (ruídos, desconforto e choque térmico, dentre outros) e riscos químicos (exposição a produtos irritativos de vias aéreas e presença de poeira ou fumaça no local de trabalho).



*Com informações Da Agência Imprensa Oficial.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/16/pesquisa-mostra-que-estresse-no-trabalho-prejudica-a-voz-do-professor.jhtm

USP admite falhas no controle de faltas dos estudantes

FÁBIO TAKAHASHI
da Reportagem Local

O controle de faltas dos estudantes da USP foi considerado um problema pela própria universidade, conforme informa resolução da escola, publicada ontem. A instituição busca melhorar o procedimento.

Após cerca de cinco meses de discussões, a universidade entendeu que o melhor caminho é que cada unidade defina seu sistema de controle. A posição foi criticada pelo Diretório Central dos Estudantes. Atualmente, em geral, cada professor escolhe seu modelo.

Segundo a resolução do Conselho de Graduação, "várias unidades afirmaram a necessidade da definição de procedimentos efetivos para o controle da frequência discente às aulas". O monitoramento é importante porque só pode ser aprovado o estudante com ao menos 70% de frequência.

Segundo a Folha apurou, a avaliação do conselho, que decide sobre os assuntos da graduação, é que alguns docentes veem o controle como uma simples atividade burocrática e que há falhas na fiscalização.

A resolução do órgão determina que "cada unidade deverá definir sua própria sistemática para o efetivo controle de frequência discente". O modelo deverá ser enviado ao conselho, para análise e aprovação.

O DCE entende que dar liberdade às unidades "abre margem para instalação de catracas, por exemplo", segundo Tatiane Ribeiro, diretora do órgão. O problema, diz, é que "a discussão perde centralização, deixando de ser pedagógica para ser administrativa". Para ela, controles mais rígidos são excludentes, por impedir o acesso do público em geral à USP.

Para o presidente da Adusp (sindicato dos professores), João Zanetic, a discussão é desnecessária. "A qualidade dos formandos, que é o que importa, tem sido elogiada pelo mercado de trabalho". Como a USP não participa da avaliação federal, não é possível compará-las com as demais instituições.

"Alguns passam lista, outros não se importam muito. Seria interessante ter alguma padronização, os alunos ficam perdidos", afirma o diretor do grêmio estudantil da Escola Politécnica, Franco Ancona.

retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u721768.shtml

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Golpe usa nome do MEC para premiar escolas;

da Reportagem Local
Um instituto da Grande São Paulo vende, por R$ 2.000, um prêmio educacional baseado em um ranking inexistente do Ministério da Educação. Anualmente, 150 escolas, supletivos e faculdades compram desse instituto o direito de ser premiadas como as "melhores instituições de ensino do Brasil", à revelia do ministério.

É o que informa reportagem de Ricardo Gallo publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL). O MEC pedirá que a Polícia Federal investigue o caso.

Entre as premiadas, estão ao menos seis instituições de ensino superior reprovadas pelo MEC, além de colégios sem expressão e/ou mal colocados no Enem --exame que avalia o ensino médio. Elas propagandeiam o prêmio como se fosse oficial e disseram não saber que não era do MEC.

A premiação existe desde 2005. Luís Renato Nogueira, dono do Instituto Brasileiro de Pesquisa de Qualidade Gomes Pimentel, admitiu que usa dados não oficiais e disse que cobra só convites adicionais para o evento do prêmio.

O ministério pedirá para a Polícia Federal investigar o caso e tomará as "providências
judiciais cabíveis". Por meio da assessoria de imprensa, o ministro Fernando Haddad se disse perplexo. O MEC disse que fará campanha para divulgar em todo o Brasil índices oficiais, de modo a evitar o uso indevido de dados federais.

A premiação foi em novembro, em um bufê no Tatuapé (zona leste de SP). O paraninfo foi um homem que disse representar o ministro Fernando Haddad --chamado de "Haddads".
Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
Reirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u718208.shtml

Ação pioneira revela que visão é problema comum entre alunos

Portal do MEC
Segunda-feira, 12 de abril de 2010 - 14:32
Dos 60.010 jovens e adultos do programa Brasil Alfabetizado de 212 municípios do Piauí, que passaram por consulta oftalmológica entre maio e setembro de 2009, 45.895 tiveram indicação de uso de óculos e, destes, a 9.895 foram prescritas cirurgias corretivas. A meta do estado em 2010 é avaliar 106.950 alunos do programa. O Piauí tem 224 municípios, divididos em 21 polos regionais de ensino.

O direito a consulta e a óculos gratuitos estão previstos no programa Olhar Brasil, que é uma ação conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde, desenvolvida com estados e municípios parceiros do programa Brasil Alfabetizado. A experiência do Piauí, que é pioneiro na execução do Olhar Brasil em turmas de alfabetização de jovens e adultos, será apresentada aos gestores do programa dos demais estados da região Nordeste na próxima quarta-feira, 14, em Fortaleza.

Para cumprir a meta do Olhar Brasil em 2009, as secretarias de educação e saúde do estado montaram uma estrutura física e levaram médicos oftalmologistas aos 212 municípios com turmas de alfabetização de jovens e adultos, informou Conceição Andrade, diretora da unidade de educação de jovens e adultos da secretaria estadual de educação do Piauí.

A estrutura, segundo Conceição, foi fundamental para o sucesso do Olha Brasil no estado. O modelo-padrão de atendimento em cada município tinha quatro salas: em uma para fazer o cartão do Serviço Único de Saúde (SUS) daqueles que não possuíam o documento; em outra, as consultas médicas; na terceira, a dilatação de pupilas dos adultos com mais de 35 anos; e na última foi montada uma pequena ótica para a escolha do modelo de óculos.

Os alunos que tiveram diagnóstico de cirurgia de catarata, glaucoma ou pterígio (pequena membrana avermelhada na superfície do olho), as doenças de visão predominantes nos exames, serão atendidos este ano. Para isso, o governo estadual fez um projeto e destinou recursos para custear os exames pré-operatórios e as cirurgias que serão feitas em clínicas qualificadas, informou a diretora. Esse será o relato que Conceição Andrade fará em Fortaleza no dia 14 próximo aos gestores dos outros oito estados da região Nordeste.

A coordenadora geral de formação e leitura da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, Carmen Gatto, considera que a avaliação oftamológica é muito importante para o bom desempenho escolar de jovens e adultos do programa Brasil Alfabetizado. Entre os adultos com mais de 40 anos, a indicação de uso de óculos para leitura é muito frequente, lembra ela. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 sobre o analfabetismo no país mostra que as taxas mais altas estão nas faixas etárias de 45 a 54 anos (11,7% de analfabetos) e de 55 a 64 anos (19,5%), conforme tabela.

Responsabilidades – Na execução do Olhar Brasil, o Ministério da Saúde repassa recursos para os estados para pagar as consultas e os óculos; o Ministério da Educação transfere verbas para custear o deslocamento dos médicos e para o transporte e alimentação dos alunos nos dias de consulta. Em 2010, o Olhar Brasil é uma ação emergencial do governo federal nas regiões Nordeste e Amazônia Legal (que compreende todos os estados da região Norte mais Mato Grosso).

A reunião em Fortaleza servirá para que os ministérios da Educação e da Saúde saibam como anda a avaliação oftalmológica dos jovens e adultos matriculados no programa Brasil Alfabetizado e se as metas estão sendo cumpridas, e ainda esclarecer dúvidas.

Ionice Lorenzoni

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