sábado, 3 de abril de 2010

Conferência de Educação defende fim de convênios com creches

da Agência Brasil

Os participantes da Conae (Conferência Nacional de Educação) aprovaram na quinta-feira (1º) na plenária final uma proposta para acabar, aos poucos, com o sistema de creches conveniadas. Segundo o texto, as matrículas nesses estabelecimentos de ensino, que recebem recursos públicos para atender a população, devem ser congeladas em 2014.

A extinção dessa modalidade de parceria deve ocorrer até 2018, "tendo que ser obrigatoriamente assegurado o atendimento da demanda diretamente na rede pública".

Essa foi uma das propostas aprovadas pelo encontro, que terminou ontem em Brasília. Os mais de 3 mil participantes discutiram temas na área do financiamento, acesso à educação, diversidade e valorização dos profissionais da educação. As propostas aprovadas pela Conae servirão de base para a formulação do próximo PNE (Plano Nacional de Educação), que irá vigorar de 2011 a 2020.

Outra proposta aprovada diz respeito à destinação dos recursos da exploração do pré-sal para a educação. Os delegados decidiram que 50% dos valores que compõem o Fundo Social do pré-sal devem ser gastos em educação. Desse total, 30% devem ficar com a União para serem investidos no ensino superior e profissionalizante. O restante deve ser transferido para Estados e municípios para desenvolvimento de programas da educação básica.

De posse das propostas aprovadas na Conae, o MEC (Ministério da Educação) vai elaborar o novo plano que precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional ainda este ano. Ainda não está definido um cronograma para esse processo.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u715564.shtml

Escolas usam apostilas não avaliadas pelo MEC

Da Folha Online
o menos um terço dos colégios particulares brasileiros usa apostilas elaboradas por redes de ensino privado para substituir ou complementar livros, informa reportagem de Antônio Gois publicada neste sábado pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Defensores do sistema dizem que esse método poupa parte do trabalho da coordenação pedagógica.

Especialistas afirmam, porém, que o sistema pode tirar a autonomia do professor e, em alguns casos, dar pouca margem para trabalhar conteúdos regionais.

Outro aspecto negativo é que, diferentemente dos livros didáticos, as apostilas não são avaliadas pelo Ministério da Educação.

Leia a reportagem completa na Folha deste sábado, que já está nas bancas.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u715773.shtml

USP cria seu primeiro curso de graduação a distância

Quase um ano após ser suspenso durante greve de alunos e professores, o primeiro curso de graduação a distância da USP (Universidade de São Paulo) foi formalizado na terça-feira pelo governador José Serra (PSDB). Desenvolvido em parceria com a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), o curso foi amplamente criticado por grevistas e candidatos à reitoria na eleição disputada em 2009.
O primeiro curso a distância da USP será uma licenciatura em Ciências. Embora o processo seletivo seja aberto aos interessados em geral, será concedido bônus aos professores da rede pública ou privada que já trabalham na educação básica, seja em São Paulo ou em outro Estado. Cerca de metade das aulas será a distância e o restante, no módulo presencial, em quatro polos: nos câmpus de São Paulo, Ribeirão Preto, Piracicaba e São Carlos.

"A implantação desse curso é uma experiência piloto", afirmou ontem o reitor da USP, João Grandino Rodas. Ele diz que pretende avaliar, na prática, os passos a serem seguidos pela universidade no ensino a distância. Ainda não há data para o processo seletivo, que será realizado pela Fuvest. De acordo com a reitoria, serão disponibilizadas 360 vagas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/03/25/usp-cria-seu-primeiro-curso-de-graduacao-a-distancia.jhtm

Plenária aprova vagas em universidade para escolas públicas

Portal do MEC
Quinta-feira, 01 de abril de 2010 - 18:47
A Conferência Nacional de Educação (Conae), terminou nesta quinta-feira, 1º. Entre as propostas aprovadas está a reserva de 50% das vagas nas universidades públicas para alunos egressos de escolas públicas, sendo respeitada a proporção de negros e indígenas em cada ente federado, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Também foi sugerida a destinação de 50% dos recursos obtidos a partir da extração do petróleo da camada pré-sal para a educação. Destes, 30% ficariam com a União para investimento em educação profissional e superior e 70%, com estados e municípios para aplicação na educação básica.

Outra questão aprovada entre os participantes da conferência foi a eleição de diretores de escolas. Os delegados concordaram ainda com a consolidação de uma política de educação de jovens e adultos voltada para a formação integral do indivíduo, que possa alcançar, inclusive, os que se encontram em situação de privação de liberdade.

O documento completo, com todas as deliberações, estará disponível até o final do mês na página eletrônica da conferência e será encaminhado a todos os delegados por correio eletrônico.

As propostas foram votadas em seis reuniões de eixos temáticos, na terça e na quarta-feira, e na plenária geral, nesta quinta. O texto aprovado nesta plenária servirá como base para a elaboração de políticas educacionais, especialmente do Plano Nacional de Educação (PNE).

O documento começou a ser construído nos debates realizados em 27 conferências estaduais e 1,5 mil municipais, no ano passado. Na Conae, os 2,5 mil delegados de todo o país foram responsáveis por propor e aprovar modificações ao texto.

Eixos – Os assuntos debatidos na Conae foram divididos em seis grandes grupos. O eixo 1 tratou de questões ligadas ao papel do estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional. O eixo 2 debateu a qualidade da educação, gestão democrática e avaliação; o 3, democratização do acesso, permanência e sucesso escolar. A formação e valorização dos profissionais da educação foi tema do eixo 4. Os eixos 5 e 6 se referiram, respectivamente, ao financiamento da educação e controle social e à justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade.

Assessoria de Comunicação Social

Piso Salarial para o professor terá mesa de negociação

Portal do MEC
Quinta-feira, 01 de abril de 2010 - 16:20
Lula e Haddad participam do encerramento da Conae 2010, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira, 1º, durante a plenária final da Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília, a criação de uma mesa permanente de negociação entre parlamentares, governadores, prefeitos e centrais sindicais e órgãos representativos, como o Consed e Undime, para fazer avançar a lei do piso.
A Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, instituiu o piso nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, mas ainda não é cumprida por todos os prefeitos e governadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente à plenária final, acolheu a sugestão. “Eu me disponho a conversar com governadores sobre o piso. Concordo com a proposta da mesa de negociação”, disse. Na visão dele, o valor do piso ainda é baixo.

“Os educadores não são valorizados. Eu não me conformo de alguém achar que um piso de R$ 1.024 é alto para uma professora que cuida de nossos filhos”.

A proposta do ministro é que a mesa discuta medidas para valorizar o professor que já trabalha e atrair jovens para a carreira. “Não vamos atrair jovens sem valorização da carreira. Temos que sentar com os interessados e no Plano Nacional de Educação (PNE) fixar metas para remuneração mínima do trabalhador daqui a dois, quatro, dez anos. Por isso, sugiro uma mesa permanente de negociação”, defendeu Haddad.

Para o presidente Lula, a formação e valorização dos profissionais de educação são fundamentais para dar seguimento ao que classificou de verdadeira revolução na educação. “O casamento entre educação de qualidade e valorização do professor tem que ser indissolúvel”.

O presidente da República destacou a criação do Fundo Nacional de Financiamento da Educação Básica (Fundeb) e o fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) como exemplos de ações educacionais importantes em sua gestão para melhorar o financiamento da educação, mas, segundo ele, insuficientes sem a valorização do professor. “Essas ações só crescem se houver à frente delas aquele profissional bem preparado”, afirmou.

Piso Salarial – Cinco estados impetraram Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.167 contra a lei do piso, mas o Supremo Tribunal Federal confirmou a constitucionalidade da lei. Porém, ainda falta decidir sobre outros aspectos, como a destinação de um terço da jornada de trabalho dos professores voltada ao planejamento de aulas fora da escola.

A Conae será encerrada nesta quinta-feira, 1º, com a redação de um documento com as deliberações de delegados de todo o país. As resoluções servirão para embasar políticas educacionais como a elaboração do próximo PNE, que conterá metas a serem alcançadas entre 2011 e 2020.

Maria Clara Machado

sexta-feira, 2 de abril de 2010

São Paulo cai quatro posições em ranking salarial de docentes

da Folha Online
A rede estadual paulista de ensino caiu quatro posições desde 2007 no ranking nacional de salários iniciais, para professores da educação básica. Ocupa hoje a 14ª colocação entre os 27 Estados, segundo reportagem de Fábio Takahashi, Luiza Bandeira e Silvia Freire publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

De acordo com o levantamento feito pela Folha, no sistema paulista, o salário é de R$ 1.834, para uma jornada de 40 horas semanais. Foi considerada a remuneração inicial (que abrange metade da rede estadual de SP) dos docentes com formação superior. A hora-aula paga em São Paulo equivale à metade da de Roraima, unidade com a melhor remuneração.

Parte dos docentes paulistas está em greve há quase um mês. Eles exigem reajuste de 34,3%. Desde 2008 não há aumento e desde 2005 os reajustes aos docentes estão abaixo da inflação.

Em resposta a reivindicação dos professores, a política implementada pelo governo Serra, que seguirá com Goldman (ambos PSDB), foi dar dinheiro extra aos docentes mais bem avaliados. Ontem, por exemplo, a Secretaria da Educação anunciou que 20% dos docentes ganharam aumento de 25% --eles tiveram as maiores notas numa prova.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u715117.shtml

Enem 2010 pode ocorrer no primeiro fim de semana de novembro

da Agência Brasil

O MEC (Ministério da Educação) estuda a possibilidade de realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010 nos dias 6 e 7 de novembro. Ontem (23), durante reunião com os reitores das universidades federais, o MEC apresentou um cronograma preliminar, com início das inscrições em junho e encerramento do processo em janeiro de 2011.

As datas, entretanto, ainda estão sendo analisadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Em uma ocasião anterior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, já havia informado que as provas deveriam ocorrer apenas após o segundo turno das eleições. Mesmo sem duas edições do Enem ao ano previstas anteriormente, ontem o MEC confirmou que haverá uma nova rodada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em junho.

Os alunos interessados em disputar vagas em instituições públicas de ensino por meio do sistema deverão utilizar a nota do Enem 2009.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u711263.shtml

Política de bônus para professores divide pesquisadores

FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo

A política do governo de São Paulo de conceder reajuste salarial apenas aos professores bem avaliados divide os pesquisadores da área.

Uma ala diz que a lógica beneficia apenas os que já possuem boas condições de trabalho. Outra defende que os educadores serão forçados a melhorar.

Em greve há três semanas, os docentes estaduais não ganham aumento desde 2008. E nos últimos cinco anos os reajustes ficaram abaixo da inflação.

A Secretaria da Educação diz que os gastos com a folha salarial já são muito altos (cerca de 70% de todo o orçamento da pasta) e que prefere conceder dinheiro extra aos servidores de escolas que melhorem os indicadores de qualidade ou que passem em exames.

Desde 2005 (quando receberam aumento de 15%) os professores das escolas estaduais paulistas ganharam apenas um reajuste, de 5%, em 2008. A inflação nos últimos cinco anos foi de 22% (IPCA-IBGE).
Hoje, os salários dos professores variam de R$ 1.834 a R$ 3.181 (para 40 horas semanais).

Para os sindicatos, os salários estão "sucateados". O movimento reivindica aumento de 34,3%, índice que recuperaria as perdas desde 1998.

O governo José Serra (PSDB) afirma que a situação não é ruim como dizem os sindicalistas, pois houve incorporações de gratificações (que beneficiam sobretudo os aposentados) e implementação do bônus por desempenho, pago em uma parcela a servidores de 73% das escolas (a maioria ganhou de R$ 2.500 a R$ 5.000).

Foram beneficiados os colégios que melhoraram em um ano o desempenho no indicador de qualidade ou ficaram acima da média da rede.

O governo também adotou programa que eleva o teto a R$ 6.270, desde que o servidor, ao final da carreira, tenha sido aprovado em quatro exames.

"Não suportaríamos o aumento pedido pelos sindicatos. Por isso estamos com política de bônus, de promoções", afirmou o secretário-adjunto da Educação, Guilherme Bueno.

A pasta diz que, se concedido o reajuste, faltariam recursos para ações como manutenção de escolas ou compra de materiais (a folha salarial passaria a 86% do orçamento da pasta).

A secretaria afirma ainda que os recursos destinados a pagamento dos servidores cresceu 33% desde 2005, devido a incorporações de gratificação, contratações e pagamento de benefícios como quinquênios.

A resolução da greve está em um impasse. O governo afirma que não negocia com a categoria enquanto houver paralisação. Os sindicatos dizem que não acabam o protesto enquanto não houver reajuste.

Amanhã haverá assembleia da categoria na avenida Paulista, juntamente com um protesto contra Serra --que deixa o governo para concorrer à Presidência.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u714067.shtml

Universidade de Mogi (SP) suspende 4 alunos e adverte 14 por trote violento

a Folha Online

Quatro alunos de medicina da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes) foram suspensos e outros 14 foram formalmente advertidos por envolvimento em um trote violento ocorrido no início deste ano letivo. Na ocasião, calouros foram obrigados a beijar um fígado de boi e ficar diante de uma cruz para serem atingidos por ovos e catchup. Alguns também levaram tapas e cusparadas.

O trote ocorreu no dia 22 de fevereiro em um sítio em Mogi das Cruzes (Grande SP) e foi revelado pelo programa "Fantástico", da Rede Globo, no dia 28 do mesmo mês.

A UMC informou que a sindicância instaurada pela universidade no último dia 1º ouviu dezenas de estudantes do curso de medicina, confrontou as imagens exibidas pela TV e identificou os participantes da festa. Em nota, a universidade afirma que as imagens "demonstraram comportamento totalmente inapropriado para um jovem universitário" e informou que os organizadores do evento se apresentaram espontaneamente à comissão para lamentar o desfecho da festa.

Punição

Dois dos universitários foram suspensos por 30 dias, o que implicará perda do ano letivo. A legislação em vigor reprova automaticamente o estudante com mais de 25% de faltas na disciplina correspondente. Segundo a universidade, ambos foram identificados nas imagens e apontados, em depoimentos, por terem "assumido atitude imprópria com as normas sociais aceitáveis e esperadas de um acadêmico".

Outros dois universitários ficarão suspensos das atividades acadêmicas por 15 dias, por terem sido identificados nas imagens como coparticipantes no trote violento.

Em nota, a universidade informou que os 14 estudantes advertidos por escrito foram identificados como organizadores do evento, "que assumiram os riscos mesmo sendo orientados, previamente, pela universidade, em reuniões formais com a direção, ocorridas ao longo do ano de 2009, que tinham por objetivo evitar incidentes desta ordem".
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u714701.shtml

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Papel das famílias garante o desempenho de filhos na escola

Fonte: Portal MEC

Atitudes simples dos pais, como conversar com os filhos e acompanhar o dever de casa, podem influenciar substancialmente a vida escolar de meninos e meninas. A constatação é do professor Cláudio de Moura Castro, que participou do colóquio Processos Educativos, Ampliação do Atendimento da Educação e Tecnologias da Informação. O debate ocorreu nesta segunda-feira, dia 29, durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília.

O professor fez uma comparação entre hábitos familiares em países asiáticos como Coréia e Japão e no Brasil. De acordo com ele, o desempenho acima da média dos alunos desses países, em avaliações internacionais como o Pisa, está intimamente relacionado ao envolvimento dos pais no acompanhamento da vida escolar dos filhos.

“Entre 70% e 80% dos resultados escolares se deve a fatores ligados à família”, avaliou. De acordo com Cláudio, no Japão e na Coréia os pais gastam cerca de 30% de seu orçamento com a educação dos filhos – mesmo que os sistemas de educação desses países seja público – ao pagar, por exemplo, aulas de reforços. “Isso é mais do que esses governos gastam com as escolas públicas.” Segundo o professor, 83% dos alunos da Coréia estão em cursos de reforços.

Outro ponto considerado positivo pelo pesquisador é que os alunos coreanos, além de terem aulas de reforço, passam mais tempo na escola: cerca de dez horas, contra cinco dos brasileiros. “Eles também lêem mais e vêem menos televisão do que os brasileiros”, disse. De acordo com ele, no Brasil, em média, os estudantes, quando estão em casa, passam quatro horas em frente à tevê e apenas uma estudando.

Para ajudar o filho a melhorar o desempenho, aconselha o pesquisador, bastam medidas simples como acompanhar o dever de casa, incentivar a leitura nas férias e conversar muito com os filhos. “O pai tem que saber o que ocorre na escola e o acompanhamento do dever de casa é o diálogo do pai com a escola”, acredita.

De acordo com as pesquisas de Cláudio, os pais que ajudam com o dever, verificam as correções dos professores e conversam bastante com os filhos, mesmo sobre assuntos não ligados à escola, mostram interesse pela vida dos filhos e incentivam uma rotina de estudos, influenciando positivamente no desempenho escolar. É o que ocorre na Coréia e no Japão, onde, segundo o professor, há uma profunda crença de que o estudo pode melhorar substancialmente a vida das pessoas.

Maria Clara Machado

Palestrantes indígenas sugerem sistema educacional específico

Fonte: Portal MEC

Edson Brito é professor indígena do povo guarani, em São Paulo. O educador, filho de pais da etnia caiapó, veio à Conferência Nacional de Educação (Conae) trazer uma sugestão: que as avaliações educacionais para os indígenas seja diferente das avaliações dos não-indígenas.

“Nossas escolas, na maioria das vezes, se saem mal em avaliações estaduais e federais. Ficam taxadas de ruins”, salienta. A razão, segundo Brito, é de que o ensino nas escolas indígenas não segue o padrão das outras escolas de educação básica; é diferenciado por ser bilíngue e voltado para culturas específicas.

O coordenador de educação escolar indígena do Ministério da Educação, Gersen dos Santos, afirmou, nesta terça-feira, 30, durante um dos colóquios da Conae, que as ações na área indígena ganham um novo rumo, o da construção de um sistema próprio de educação. “Esse sistema deverá levar em conta as especificidades de cada povo e a noção de territorialidade”, disse.

Segundo Gersen, o território é a base de um povo e vai além do aspecto geográfico; contém a identidade e a cultura de cada etnia. “Escola diferenciada só tem sentido se fortalecer a vida coletiva”, ressaltou.

Hoje, a gestão do ensino dos povos cabe ao ente federado no qual estão localizados. “O problema desse sistema é que a educação escolar será diferente para uma mesma etnia. Os xavantes, por exemplo, estão espalhados por vários municípios do Mato Grosso e há etnias que se encontram em mais de um estado.”

Para o coordenador, a escola para os indígenas tem que se basear no conceito de território etnoeducacional, que ultrapassa o modelo de estados e municípios.

Maria das Dores de Oliveira, representante do Conselho Nacional de Educação (CNE), citou os avanços das discussões na área, realizadas durante a 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena (Coneei), em novembro de 2009. À época, foram debatidos o respeito à diversidade dos povos, os processos próprios de aprendizagem e a utilização das línguas maternas no ensino. “Agora, os resultados devem ser agregados à Conae”, sugeriu.

Assessoria de Comunicação Social

Ensino a distância ganha força e oferece formação a professor

Fonte: Portal MEC

O Plano Nacional de Formação de Professores beneficiará 332 mil docentes em exercício na rede pública de ensino, até 2011. Dessas vagas, distribuídas em 90 mil instituições públicas de ensino superior, 46% são a distância e 54%, presenciais. Esses dados foram apresentados pelo secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, durante o colóquio Formação dos Professores da Educação da Educação a Distância, realizado nesta quarta-feira, 30, na Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontece em Brasília.

“Estamos promovendo uma mudança significativa no quadro da educação brasileira, dando a esses professores uma oportunidade de formação”, observou o secretário.

Bielschowsky salientou ainda que o ensino a distância enfrentou problemas de oferta e hoje vem passando por um intenso processo de supervisão. “Temos agora um processo mais rigoroso de credenciamento. Ao todo, 38 instituições que oferecem essa modalidade de ensino estão sob supervisão, o que corresponde a 81% do corpo docente na modalidade, composta por quase 800 mil estudantes”, disse.

A Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi apontada por Bielschowsky como importante instrumento para o acesso ao ensino público de qualidade. Atualmente, ela conta com 170 mil estudantes de graduação e 80 mil de especialização.

Participaram do colóquio a coordenadora geral de formação de professores da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Helena de Freitas, e a diretora do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinprors), Cecília Maria Martins Farias. Elas apresentaram um panorama geral sobre as necessidades de formação dos professores e concluíram que os problemas enfrentados pelo ensino a distância são semelhantes aos do presencial.

Bielschowsky disse que a educação a distância facilita o acesso à qualificação profissional para os professores, permitindo que eles se graduem sem abandonar a sala de aula. Ele lembrou que três instituições já foram descredenciadas para a oferta da modalidade por não ofereceram a devida qualidade aos estudantes.

Assessoria de Comunicação Social

União transfere R$ 441 milhões do Fundeb para nove estados

Quinta-feira, 01 de abril de 2010 - 12:32
Brasília, 01.04.2010 - O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu, no dia 30 de março, R$ 441 milhões referentes à terceira parcela da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O recurso pode ser conferido no portal www.fnde.gov.br ou nas páginas da Secretaria do Tesouro Nacional e do Banco do Brasil na internet.

Os estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí vão receber a complementação, este ano, por não terem alcançado, com recursos próprios, o valor mínimo nacional por aluno/ano, que, em 2010, é de R$ 1.415,97.

O Fundeb é o resultado da soma de recursos federais mais a arrecadação de impostos e transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, vinculados à educação, conforme estabelece o artigo 212 da Constituição Federal.

Independentemente da origem, todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na educação básica, de acordo com o número de alunos matriculados. Os estados e respectivos municípios que não conseguem arrecadar suficientemente recebem uma complementação da União.

Confira abaixo os valores transferidos aos nove estados.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Reirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15279

Pregão eletrônico deve baixar preço de uniformes escolares

Quinta-feira, 01 de abril de 2010 - 12:00
Estados, municípios e o Distrito Federal terão, a partir deste ano, uma nova alternativa para comprar uniformes escolares para os alunos de suas redes de ensino. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) lançou nesta semana edital de pregão eletrônico para registro de preços de diversas peças do vestuário escolar, como camisetas, calças, saias, bermudas e agasalhos, além de meias, bonés e tênis.

As empresas interessadas em participar do certame podem retirar o edital na sede do FNDE (Setor Bancário Sul, Quadra 2, Ed. FNDE, 1º subsolo, sala 5, Brasília-DF) ou na internet, no endereço eletrônico www.comprasnet.gov.br. As propostas também podem ser enviadas para o mesmo sítio. A abertura da sessão pública para a formulação dos lances está marcada para o dia 22 de abril, às 9h30.

Concorrência – Como está prevista a eventual aquisição de grande quantidade de peças, o FNDE espera conseguir preços mais baixos, em benefício de estados e municípios que aderirem ao registro para a compra de uniformes com seus próprios recursos. Também nesse intuito, o país foi dividido geograficamente em oito lotes dividido por estados: AC, AM, RR, PA e AP; RO, MT, TO, MA e PI; CE, RN e PB; PE, AL e SE; BA; MG, ES e RJ; SP; GO, DF, MS, PR, SC e RS.

“A divisão em lotes visa reduzir o custo de logística a partir da forma como o setor produtivo está organizado e gerar um ambiente concorrencial mais acirrado para o pregão”, afirma o diretor de Administração e Tecnologia do FNDE, José Carlos Freitas.

Qualidade – Para garantir que sejam produzidas peças de qualidade, o processo de produção será acompanhado por laboratórios atestados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). “Todas as especificações técnicas também foram aprovadas pelo Inmetro”, lembra o diretor.

Outra preocupação do FNDE foi a de dar autonomia aos estados e municípios na formação de seus kits de uniformes. Por isso, o pregão será feito por itens separados. Os interessados poderão adquirir as peças mais adequadas a cada realidade. “O casaco que será comprado no Sul, por exemplo, não deve ser adquirido por municípios do Nordeste”, explica Freitas.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15278

Educação ambiental deve atiçar o senso crítico dos estudantes

Quarta-feira, 31 de março de 2010 - 17:25
Atitudes como apagar a luz ou fechar a torneira são frequentemente encaradas como ações ambientalmente conscientes. Mas no debate sobre educação ambiental em tempos de mudanças climáticas, durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), em Brasília, nesta quinta-feira, 31, o tema avançou. Os participantes defenderam que a educação ambiental estimule não apenas mudanças comportamentais dos alunos, mas questionamentos críticos sobre o atual modelo de desenvolvimento.

“A ação de fechar a torneira deve ajudar o aluno a formar uma visão de mundo. Essa mudança não deve ter a ver com a conta de energia, mas com uma visão mais sistêmica, com a conta global do planeta”, disse a representante do Ministério da Educação, Rachel Trajber. Em sua visão, o modelo capitalista leva a uma sociedade competitiva e individualista, que faz do consumo uma finalidade, e não um meio para suprir as necessidades.

A escola, na opinião de Rachel, ao incentivar mudanças comportamentais dos alunos, como reciclar o lixo, deve discutir o discurso hegemônico em que o atual modelo de produção é tido como natural. “Por que não podemos fazer a ciência pensar a partir do meio ambiente?”, questionou. “A escola poderia produzir energia solar, por exemplo, e a criança poderia entender por que isso é importante, ao mesmo tempo em que estudaria física”, sugeriu.

O representante da organização não governamental WWF, Irinei Tamaio, argumentou que, em geral, quando se fala em consumo consciente, pensa-se apenas em atitudes comportamentais, sem levar em conta questões mais amplas. “A questão fica muito reduzida ao consumo consciente. Mas o consumo está muito relacionado a aspectos culturais e mentais. O foco apenas no comportamento leva a uma negação do estado de crise”, disse.

De acordo com ele, no lugar de se questionar o modelo de produção, as pessoa adotam duas posturas: a adaptação à realidade ou adoção de medidas compensatórias. “Os educadores precisam adotar uma postura crítica que questione o modelo”, defendeu.

O professor da Universidade de São Paulo, Marcos Sorrentino, acha que, para mudar a maneira como as pessoas encaram os problemas causados pelas mudanças climáticas, é preciso resgatar vínculos comunitários, de generosidade e participação.

“É preciso apostar nesses vínculos, a partir da discussão de conceitos como o de identidade e o de pertencimento das pessoas a uma certa realidade”, disse. De acordo com ele, essas discussões permitem despertar a capacidade de agir das pessoas, que deixam de se sentir incapazes frente a um problema que, a primeiro momento, pareceria muito distante.

Maria Clara Machado
Retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15271

Inclusão do aluno com deficiência em escola regular é debatido

Quarta-feira, 31 de março de 2010 - 19:40
A legislação brasileira determina a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares. O Ministério da Educação, por sua vez, defende que o processo seja gradativo e que as escolas que fazem atendimento especializado continuem a existir. A grande polêmica que envolve o assunto é a capacitação de professores e a criação de espaços acessíveis a estes alunos nas escolas públicas Brasil afora. O tema foi discutido na tarde desta quarta-feira, 31, durante a Conferência Nacional de Educação.

Acostumado ao cotidiano de alunos com deficiência, o professor Laudemiro Volmar da Cunha, de Santa Cruz do Sul, dá aulas de educação física em uma escola da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). “Minha preocupação é com estudantes que têm deficiências intelectuais como a síndrome de down. Como eles serão avaliados em turmas regulares”, questiona. A pergunta intriga, mas as experiências com inclusão de estudantes demonstram que parte significativa do aprendizado e da socialização se dá no convívio com os colegas. “Não são os diretores nem os professores que me incluem. São meus colegas de classe. Eles me dão comida, me levam ao banheiro, me incluem de verdade”, contou David Souza, conselheiro nacional da juventude da Conae, que teve paralisia infantil.

Uma das debatedoras da mesa temática sobre inclusão, a professora Rita Vieira, da Universidade Federal do Ceará, acredita na integração entre pais e professores para facilitar o processo de adaptação. “Sempre conto a história de um menino autista que às vezes ficava nervoso e a professora obteve orientação da mãe sobre como agir”, contou.

Recursos – Uma demanda trazida à Conae foi por mais recursos para a inclusão de alunos com deficiência. Como maneira de incentivar a educação integral, o MEC determinou que os alunos matriculados nessa modalidade recebam mais recursos do Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica (Fundeb). A solicitação, portanto, é que o mesmo ocorra com a matrícula de alunos com deficiência. “Eles requerem uma série de cuidados e profissionais especializados”, defendeu Laudemiro Volmar.

Em 2009, o MEC liberou recursos para um grupo de 40 instituições federais e estaduais de educação superior, de todas as regiões do país, para executar projetos de inclusão de pessoas com deficiência. Cada instituição obteve de R$ 44 mil a R$ 120 mil do programa Acessibilidade na Educação Superior – Incluir, desenvolvido pelas secretarias de educação superior (Sesu) e de educação especial (Seesp) do MEC. O total de recursos liberados na ocasião foi de R$ 5 milhões.

Ana Guimarães
Retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15275

quarta-feira, 31 de março de 2010

Fronteira Sul inicia atividades com aulas em três estados

Terça-feira, 30 de março de 2010 - 18:39

A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) iniciou suas atividades nesta semana, recebendo os alunos para as primeiras aulas nos campi de Chapecó (SC), Realeza e Laranjeiras do Sul (PR) e Erechim e Cerro Largo (RS). Criada em 2009, a instituição é uma das 13 novas universidades federais que vêm sendo implantadas desde 2003.


Neste primeiro ano de funcionamento, são oferecidas 2,1 mil vagas em 42 cursos de graduação, sendo que, aproximadamente, 1,5 mil estudantes ingressam no primeiro semestre e os demais no segundo. A universidade já tem garantida uma área total de 500 hectares, nos três estados, para a construção dos cinco campi. Enquanto são construídas as novas instalações, as aulas serão ministradas em prédios alugados ou cedidos em Chapecó, Erechim, Realeza e Laranjeiras do Sul. Em Cerro Largo, a UFFS adquiriu o prédio e a área de um antigo seminário para a instalação do campus.


O reitor pró-tempore da instituição, Dilvo Ristoff, comemorou o início das atividades da universidade. Para Ristoff, a missão da UFFS será promover o desenvolvimento regional a partir de atividades de ensino, pesquisa e extensão que reflitam as vocações locais. Os programas de extensão e de pesquisa, por exemplo, serão planejados de forma integrada com as comunidades. A inclusão social possibilitada pela instituição é outro fator destacado por Ristoff. “A UFFS vai dar uma grande contribuição à sociedade”, resume.


Os cursos são voltados às demandas e ao potencial da área de abrangência da universidade – a mesorregião da fronteira do Mercosul, que abrange 396 cidades dos três estados do sul do país. A região é marcada pela força das atividades agropecuárias e agroindustriais. Assim, além das graduações em agronomia e veterinária, por exemplo, a universidade oferecerá curso de engenharia ambiental e energias renováveis, em razão das possibilidades de geração energética a partir das muitas barragens existentes na região e do aproveitamento da biomassa derivada da suinocultura e avicultura.


Em Laranjeiras do Sul, será oferecido curso de aquicultura (criação de peixes e outros organismos aquáticos), outro forte potencial da região. Destinadas à formação de professores, as licenciaturas também têm destaque entre os cursos da nova universidade.


Assessoria de Imprensa da Sesu
retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15262:fronteira-sul-inicia-atividades-com-aulas-em-tres-estados&catid=212&Itemid=86

Segunda etapa do PAC investirá em creches e quadras esportivas

Segunda-feira, 29 de março de 2010 - 15:37
Lula anunciou o lançamento de mais de 2 mil projetos.(Foto: Wanderley Pessoa)Duas ações em educação farão parte do segundo Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, lançado nesta segunda-feira, 29. Uma delas é a construção e reestruturação de escolas de educação infantil, por meio do programa Proinfância. A outra se refere à construção e cobertura de quadras esportivas em escolas públicas da educação básica.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, durante a solenidade de lançamento do programa, que mais de 10 mil projetos em todas as áreas do PAC 2, construídos por governadores, prefeitos e ministros, serão discutidos entre abril e junho. “Já temos 441 projetos selecionados, com obras preparadas para começar”, disse.

Lula ainda ressaltou que o PAC 2 passará por um pente fino junto aos governadores e prefeitos, para fazer possíveis adequações. “Vamos dar seguimento ao PAC, mas cuidaremos da responsabilidade fiscal e do controle da inflação”, informou.

A nova fase do PAC terá investimento total previsto em cerca de R$ 1 trilhão em obras de infraestrutura e vai vigorar de 2011 a 2014. As ações em educação fazem parte de um dos subgrupos do PAC, chamado Comunidade Cidadã, e somam investimento de R$ 11,7 bilhões.

Com o Proinfância, programa do MEC que existe desde 2007, a intenção é ampliar a oferta de educação pública para crianças de zero a cinco anos, por meio de construção de creches e pré-escolas e aquisição de equipamentos e mobiliário. Até 2009, foram conveniadas 1.722 unidades. Em 2010, a previsão é de 800 unidades.

Incluído no PAC 2, o programa permitirá a construção de mais 1,5 mil escolas de educação infantil por ano, até 2014, totalizando 6 mil. Cada unidade custará entre R$ 620 mil e R$ 1,3 milhão. A previsão de investimento total em quatro anos é de R$ 7,6 bilhões. O maior atendimento é voltado para a região Nordeste, que poderá receber 1.996 escolas.

Para serem beneficiados, os municípios deverão apresentar suas demandas por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR) e possuir terreno apropriado. A prioridade de atendimento segue o critério de territorialização do PAC 2, conforme tabela.

A estimativa é atender a 324 mil meninos e meninas por ano, a partir de uma média de 216 crianças por unidade. A proposta do Proinfância no PAC 2 prevê, ainda, o custeio das matrículas novas nas creches e pré-escolas do programa, até entrarem no ciclo do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O valor de custeio por aluno, por ano, é estimado em R$ 2.745,00.

“O PAC 2 dedica atenção especial à educação infantil, porque sabemos que essa etapa da vida é determinante para a capacidade futura de aprendizagem”, afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. “Oferecer cuidados adequados às crianças significa combater a desigualdade social na raiz. Significa salvar uma geração.”

Quadras de esporte – O Programa de Construção e Cobertura de Quadras Esportivas Escolares tem o objetivo de melhorar a estrutura física para realização de atividades pedagógicas, recreativas, culturais e esportivas em escolas públicas de ensino fundamental e médio. Estarão disponíveis projetos padronizados para construção e cobertura das quadras.

A proposta é atender a 10.116 escolas até 2014, sendo 6.116 com construção de quadras cobertas e 4 mil com cobertura de quadras já existentes. O investimento total será de R$ 4,1 bilhões. O programa considera escolas com 500 alunos ou mais. Os critérios de atendimento são os mesmos do Proinfância.

Letícia Tancredi
retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15242

Começa coleta de informações sobre secretários de educação

Terça-feira, 30 de março de 2010 - 18:18

Começou nesta terça-feira, 30, a coleta de dados para a pesquisa sobre o perfil dos dirigentes municipais de educação. O levantamento, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), com a parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), busca informações sobre todos os 5.564 secretários municipais de educação do Brasil.


O dirigente deverá informar dados pessoais, profissionais e de participação política. Deverá responder, ainda, sobre seus conhecimentos acerca dos programas educacionais realizados a nível nacional, como Ideb e Plano de Ações Articuladas (PAR) e dizer se tem necessidade de capacitação e de assessoramento. Todas as informações serão tratadas em conjunto e será guardado absoluto sigilo dos dados individuais.


É a segunda vez que se realiza essa pesquisa no Brasil. A primeira foi feita pela Unesco em 1999 e publicada em 2000. O Inep já fazia levantamento de dados de alunos e professores, no Censo Escolar, e de diretores, no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Mas não fazia coleta de dados dos secretários de educação, deficiência que esta pesquisa veio sanar.


Seu sucesso, no entanto, depende do grau de adesão dos gestores municipais. Para estimular o máximo de participação, os técnicos do Inep procuraram elaborar um questionário de fácil e rápido preenchimento. Nos pré-testes aplicados, a média de tempo gasto para conclusão do questionário foi de 20 minutos. Para sensibilizar os gestores a responder a pesquisa, o Inep enviou mensagem eletrônica e carta para todas as secretarias municipais de educação do país.


A coleta de dados acontecerá até 30 de abril, na página do Inep. O gestor deverá acessá-lo, realizar o cadastro e só depois do recebimento de confirmação é que poderá dar início ao preenchimento, informando o número de seu CPF e a senha já cadastrados.


Assessoria de Imprensa do Inep
retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15261

Universidade Castelo Branco é descredenciada pelo Ministério

erça-feira, 30 de março de 2010 - 17:27

O Ministério da Educação publicou nesta terça-feira, 30, no Diário Oficial da União, portaria que determina o descredenciamento da Universidade Castelo Branco (UCB), com sede no Rio de Janeiro, para oferta de cursos de graduação a distância. A decisão está baseada numa série de irregularidades constatadas pelo MEC no processo de supervisão e que não foram corrigidas no prazo determinado no termo de saneamento de deficiências assinado pela UCB.


Entre os principais problemas estão a delegação da competência acadêmica para parceiros não credenciados pelo MEC, oferta de polos inadequados e material didático não condizente com a qualidade exigida para a realização do curso.


A UCB estava credenciada para oferta na modalidade a distância para os cursos de bacharelado em administração, ciências contábeis, enfermagem, fisioterapia; licenciaturas em ciências biológicas, ciências sociais, educação física, letras, matemática, pedagogia e os cursos tecnológicos em negócios imobiliários, gestão de recursos humanos, gestão financeira, marketing e processos gerenciais.


Aos estudantes já matriculados em data anterior à publicação dessa portaria ficam ressalvados os direitos à conclusão do curso, exclusivamente para fins de expedição de diploma, nos termos do artigo 57 do Decreto 5.773/2006. A Universidade Castelo Branco terá prazo de 30 dias para entrar com recurso no Conselho Nacional de Educação (CNE).


Desde 2008, estão sendo supervisionadas 38 instituições pelo MEC. Além da UCB, outras duas perderam o credenciamento para oferta devido a irregularidades e baixa qualidade.


Assessoria de Comunicação Social


Leia a Portaria 28, de 29 de março de 2010
retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15259

Alunos carentes brasileiros ganharão bolsas no exterior

Terça-feira, 30 de março de 2010 - 17:37

A partir do primeiro semestre de 2011, o Programa Universidade para Todos (ProUni) vai oferecer vagas em instituições estrangeiras para alunos brasileiros carentes e com alto desempenho escolar. A Portaria nº 381, que cria o módulo internacional do ProUni, está publicada na edição desta terça-feira, 30, no Diário Oficial da União. Os estudantes selecionados para os cursos de graduação terão benefícios como isenção de taxas, passagens aéreas ida e volta para o Brasil, seguro saúde e bolsas para as despesas com mensalidade e alimentação.


O Ministério da Educação e a instituição estrangeira vão definir os mecanismos de concessão de bolsas de estudo, os critérios específicos a serem preenchidos e demais benefícios até a conclusão do curso de graduação. Há várias universidades, tanto nos Estados Unidos e Europa, interessadas no ProUni Internacional. “É um grande programa de inclusão de estudantes brasileiros pobres no ensino terciário, o primeiro no Brasil por iniciativa governamental”, explica Leonardo Barchini, assessor para Assuntos Internacionais no MEC.


As negociações com as universidades estrangeiras interessadas serão individualizadas. “Temos de saber o que a instituição vai oferecer e o que o MEC, por meio da Capes (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) terá de complementar para arcar com as despesas da graduação dos estudantes brasileiros”, ressalta Barchini. Em contrapartida, as universidades brasileiras também poderão receber estudantes estrangeiros.


A Universidade de Salamanca, na Espanha, é a primeira a participar do ProUni Internacional. Serão oferecidas 40 vagas, ao longo de quatro anos, para os alunos brasileiros carentes que tiverem as melhores notas nas provas do Enem. No final de abril, os 10 primeiros estudantes brasileiros beneficiados pelo programa embarcam para a Espanha. Ainda no Brasil, eles já iniciaram com professora da Universidade de Salamanca um curso para aprender a língua espanhola.


Assessoria de Comunicação Social
retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15260

Formação e valorização dos professores depende de regime de colaboração

Terça-feira, 30 de março de 2010 - 12:29
O regime de colaboração entre municípios, estados e o governo federal foi apontado como questão central para a formação e valorização dos profissionais do magistério. O debate sobre o tema ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 30, durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Planos de carreira distintos em estados e municípios, salários diferenciados e diversas maneiras de contratação de profissionais foram assinalados pela representante do Conselho Nacional de Educação, Maria Izabel Azevedo Noronha, como empecilhos à formação e valorização dos trabalhadores da educação. Na visão dela, um regime de colaboração fortalecido entre os entes e a consequente criação do Sistema Nacional Articulado de Educação seriam fundamentais para superar a fragmentação dos sistemas educacionais.

Maria Izabel defendeu a adoção de medidas nacionais capazes de diminuir desigualdades regionais, como, na sua opinião, a contratação de professores por concurso público, a eleição direta de reitores das universidades e a criação de critérios nacionais de formação e valorização de professores. “A lei do piso foi aprovada e determina a estruturação de carreiras, mas os planos de estados e municípios são totalmente distintos”, constatou.

Piso Salarial – Maria Izabel acredita que a Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o piso nacional para os profissionais do magistério, é exemplo de iniciativa nacional que valoriza o profissional. “O piso deve ser bandeira de todos para evitar medidas locais de desvalorização da carreira e do salário”, disse.

Para a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Juçara Maria Dutra Vieira, o piso é constitucional. “Por causa da ação de inconstitucionalidade proposta por cinco estados, muitos entes se aproveitaram para não pagar o piso, mas isso já foi declarado constitucional pelo STF”, disse.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.167, a que Juçara se referiu, questiona alguns aspectos da lei do piso, como a destinação de um terço da jornada de trabalho dos professores voltada ao planejamento de aulas fora da escola. A Adin foi impetrada pelos governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará.

O representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação na Conae, José Adinan Ortolan, disse que a entidade apóia a lei do piso como está. “O planejamento de aula melhoraria sobremaneira a qualidade em sala, mas isso significaria a contratação de mais professores. Para isso, precisamos rediscutir o regime de colaboração”.

Avaliação – Outra medida discutida pelos debatedores para valorizar os profissionais da educação foram os critérios de avaliação. “Defendemos uma avaliação que não seja só para o professor, mas também para o gestor, porque, hoje, o que ocorre, é que se a educação vai bem é por causa da boa gestão, mas, se vai mal, é culpa do professor”, acredita Maria Izabel. De acordo com ela, a avaliação deve permitir a revisão da política pedagógica da escola e a reformulação de propostas de governo.

Para a representante da CNTE, Juçara Vieira, o professor tem medo da avaliação porque, em geral, ela é punitiva. “Mas isso precisa ser revisto para que a avaliação ajude a melhorar o desempenho de alunos, professores e gestores”.

Maria Clara Machado
Retirado do site:http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15253

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vacina Contra a Gripe H1N1 Contém Mercúrio, Esqualeno, Adjuvantes

Mercúrio é Responsável Por Autismo E Múltiplas Complicações Neurológicas
Como tem sido abundantemente comprovado, mercúrio e seus derivados são responsáveis pelo autismo em crianças e muitas outras
doenças neurológicas, como a Síndrome da Guerra do Golfo. Mercúrio em sua forma mais comum de timerosal é colocado em quase todas as vacinas disponibilizadas ao público, normalmente como conservante. Como foi recentemente revelado pelo jornal Washington Post, muitas doses da nova vacina H1N1 serao armazenada em frascos de dose múltipla, que irao conter timerosal. Dados do Departamento de Educação relacionadas com estudos de 1992 e 1993 que foram comparados a dados de 2000 a 2001, revelam que o autismo tem aumentado em 644% entre as crianças nos E.U. Ao mesmo tempo, a Agencia de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA) nunca exigiu às empresas farmacêuticas realizar testes de funcionamento. De acordo com Boyd Haley, o presidente do Departamento de Química da Universidade de Kentucky, o mercúrio é responsável por danos à mitocôndria.

Depóis de ler a transcrição e assistir o relatório onde o Dr. David Spencer, chefe do Centro de Control de Doencas (CDC), durante a crise da gripe de 1976 confessou que a vacina da gripe suína não foi testada antes de ser usada em 46 milhões de pessoas, agora tenho outra preocupação em relação à nova vacina contra H1N1. Foi confirmado que a nova vacina vai conter mercúrio e ingredientes derivados.
Retirado do site:http://www.associatedcontent.com/article/2635871/vacina_contra_a_gripe_h1n1_contm_mercrio.html

CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO COMEÇA HOJE

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de hoje (28), cerca de 3 mil pessoas, entre gestores, representantes de movimentos sociais, acadêmicos e profissionais da educação se reúnem em Brasília para a Conferência Nacional de Educação (Conae). A principal missão do encontro será traçar as diretrizes para o próximo Plano Nacional de Educação que irá vigorar de 2011 a 2020 e deve orientar os investimentos em educação e as prioridades do país na área.

Entre os principais assuntos em discussão estão o financiamento da educação, a ampliação da obrigatoriedade do ensino básico, a questão das cotas no ensino superior, o analfabetismo e a valorização dos profissionais de educação. O tema da conferência é Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação.

Francisco das Chagas Fernandes, coordenador-geral da Conae e secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, afirma que a ideia é refletir sobre o regime de colaboração entre União, governos estaduais e prefeituras. “Queremos discutir como esse sistema vai se organizar levando em consideração aquilo que diz a Constituição, ou seja, que haja cooperação e colaboração”, aponta.

Como em todas as conferências, as propostas aprovadas pelos participantes não têm valor legal, mas servem como base para orientar políticas públicas e projetos do Legislativo. “A conferência é um evento em que a sociedade se encontra para discutir um tema e oferecer ao poder Executivo e Legislativo, propostas que orientem seus trabalhos”, explica Chagas.

Antes da Conae, ocorreram em todo o país 2.258 conferências municipais de educação e 27 estaduais. A organização estima que cerca de 400 mil pessoas tenham participado dos eventos preparatórios elegendo os delegados que virão a Brasília. A Conae começa hoje (28) e segue até quinta-feira (1°).
retirado do site:http://polivocidade.wordpress.com/2010/03/28/conferncia-nacional-de-educao-comea-hoje/

domingo, 28 de março de 2010

Como elaborar provas que ajudam na aprendizagem

Uma reunião de formação vai ajudar os professores a elaborar exames cada vez mais eficientes para a avaliação dos alunos
Temida pelos alunos e questionada quanto aos resultados, a prova deixou de ser o único instrumento de avaliação usado pelo professor. Hoje, ele dispõe de outras ferramentas para verificar o conhecimento da turma. Contudo, isso não significa que a prova deva ser banida das salas de aula. Quando elaborada com precisão, pode ser uma ótima aliada para produzir um bom diagnóstico do que a turma aprendeu. O resultado de uma prova vai servir de parâmetro para que o professor aprimore seu planejamento e seu trabalho em sala de aula. Para que seja eficiente, porém, ela precisa ser preparada com cuidado e o coordenador pedagógico pode ajudar muito a equipe (veja os pontos que devem ser levados em consideração na elaboração de uma prova nos infográficos do último quadro).

"Apesar da necessidade de tornar a avaliação contínua e diversificada, a simples observação do professor nunca é suficientemente profunda e individualizada em uma classe com dezenas de estudantes. A avaliação por escrito, portanto, sempre terá sua importância", afirma Jussara Hoffmann, autora de livros sobre o tema e uma das críticas dos testes feitos apenas para atribuir um conceito aos alunos. Jussara propõe o uso de questões cujas respostas indiquem o que cada um aprendeu e, com isso, ajudem o professor a melhorar as aulas. Cabe ao gestor responsável pela formação permanente - em geral, o coordenador pedagógico - fazer reuniões para discutir os critérios de elaboração (leia mais no quadro abaixo).

Pauta da reunião
Oficina de prova

- Marque com os professores um encontro de formação para falar sobre os métodos de avaliação e o papel da prova escrita. Para que haja exemplos, peça ao grupo um exame elaborado com base no caderno de um aluno.
- Inicie falando sobre a importância de elaborar questões específicas para cada turma e baseadas nas práticas desenvolvidas em classe.
Questões devem ter familiaridade com as atividades desenvolvidas nas aulas

O principal problema destacado por especialistas é a falta de conexão entre as provas e o dia a dia da sala de aula. "As práticas pedagógicas estão mais diversificadas. Contudo, na hora de avaliar, os professores dão para o aluno uma folha com questões que não têm nenhuma relação com as atividades que ele está habituado a fazer", afirma Jussara.

O correto é tomar como base não apenas o conteúdo ensinado em sala mas também a forma como ele foi apresentado. Se uma turma trabalhou em duplas nas aulas e explorou as possibilidades de respostas de forma colaborativa, por exemplo, o mesmo método pode ser adotado no exame. "Não há motivo para fazer da prova uma surpresa para o grupo", afirma Beatriz Cortese, formadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), de São Paulo. Para ela, a melhor maneira de conferir se há a ligação entre o cotidiano da classe e as solicitações da prova é compará-la com as anotações nos cadernos.

Além de fazer a formação da equipe docente, debatendo as diversas estratégias possíveis para preparar uma boa prova, o coordendor pode avaliar uma cópia do exame antes de ele ser dado aos alunos, observando se as atividades conferem com o que foi ensinado. É interessante notar também a linguagem utilizada. O enunciado das perguntas explicita claramente o que os estudantes precisam fazer? Pegadinhas ou enigmas são inúteis, pois a equipe não terá condições de avaliar se o estudante não sabia o conteúdo ou se não entendeu o que foi pedido.

Lea Depresbiteris, doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo, destaca também a importância de entregar aos estudantes provas que não sejam muito fáceis nem difíceis demais. "O nível do desafio não deve ser nem tão alto que frustre o aluno, nem tão baixo que o torne desmotivado", explica. O ideal é que o exame não seja muito extenso porque a capacidade de concentração dos menores - principalmente nos primeiros anos do Ensino Fundamental - ainda está em desenvolvimento. "Aos 9 ou 10 anos, a criança costuma manter o interesse e a concentracão em uma só atividade por cerca de uma hora", afirma Lea. Para evitar o cansaço, oriente os professores a mesclar perguntas objetivas e dissertativas e a pedir que todos leiam as questões no início. Os mais ansiosos certamente começarão pelas mais simples, e os que se cansam rapidamente, por sua vez, poderão responder antes as mais complexas.

O olhar do coordenador
Veja o que você deve analisar nas provas elaboradas pelos professores. Compare-as com registros dos alunos e outros materiais para saber quais conteúdos foram estudados

Identificação
A prova deve ter um espaço adequado para a identificação do aluno e a nota do professor

Prova de Matemática
Nome da escola:________________________________________
Nome do professor: ______________________________________
Nome do aluno: __________________________________________
Classe: _______
Data: ________ Conceito:______

Regras claras
As informações para a turma devem estar em destaque. O professor deve lê-las para que todos compreendam

Orientações para a realização da prova
Leia atentamente todas as questões da prova na frente e no verso da folha. Avalie quais são mais fáceis e quais são mais difíceis e decida por qual você quer começar.
Use lápis para o caso de você querer apagar. Se utilizar outra folha para rascunho, entregue-a para seu professor junto com a prova para ele considerar suas estratégias e não apenas o resultado.

Tempo
Nesta questão, há quatro problemas. Será que a prova não ficará muito longa? Peça ao professor que use a experiência das aulas para analisar se as crianças conseguirão manter a concentração.

Linguagem
Preste atenção nas palavras. Se o objetivo não é verificar o vocabulário, questione termos que possamser de compreensão difícil e comprometer o entendimento.

Objetivo
A pergunta corresponde ao que o professor realmente quer avaliar? Uma questão como esta pode gerar respostas pouco esclarecedoras, como "porque fiz a conta".

Espaço
Para evitar grande número de papéis e anexos, deve-se deixar espaço suficiente
entre as perguntas para rascunho e o desenvolvimento de raciocínios ou contas.

1) Resolva os problemas
- Um fazendeiro tinha 285 bois. Comprou mais 176 bois e depois vendeu 85 deles.
Quantos bois esse fazendeiro tem agora?

- Anália deve R$ 345,00 para Andréia e esta deve R$ 248,00 para Anália. Quem deve pagar a quem para que ambas as dívidas sejam saldadas? Quanto?

- Marcos, Laura e João repartem entre eles uma soma de dinheiro da seguinte maneira:
Marcos recebe o dobro de Laura. João recebe a mesma quantidade que Marcos e Laura juntos. João recebeu R$ 141,00. Que quantidade de dinheiro os três repartiram? Quanto Marcos e Laura receberam? Como você pode garantir que sua resposta está correta?

- Se eu tenho no banco R$ 6.754,00 e retiro todos os dias R$ 17,00, em quantos dias terei retirado todo o meu dinheiro?

__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________

Familiaridade
O aluno está habituado ao conteúdo e ao tipo de questão? Para resolver esta questão, ele precisa ter trabalhado com tabelas em sala, além de ter noções de conceitos bancários.

2) Virgínia acompanha diariamente, pelo computador, o movimento de sua conta bancária. Os depósitos feitos na sua conta são lançados como créditos e os pagamentos ou retiradas são lançados como débito. Na tabela a seguir estão os lançamentos feitos em quatro dias do mês de março. Todos os valores estão em reais.
Março Créditos Débitos
2 25 100
5 320 50
8 42 0
10 101 205
O saldo inicial era zero. Qual é o saldo atual de Virgínia ao considerar esses lançamentos?

Além da resposta
A pergunta objetiva é acompanhada de outra, que pede que os alunos expliquem como pensaram - uma maneira de o professor saber o que eles já sabem para ensiná-los com base nisso.

n Peça que os professores troquem entre si as provas e os materiais usados para elaboração.
- Os educadores devem ler os exames e analisar se entenderam o enunciado e se as questões coincidem em forma e conteúdo com as encontradas nos cadernos.
- Pergunte: as atividades são parecidas com as realizadas pelos alunos? As perguntas se justificam diante do que o professor quer saber? As questões estão claras? Há espaço para as respostas? As orientações estão adequadas?
- Cada educador devolve a prova ao colega que a elaborou com observações e sugestões de pontos a melhorar.
- Proponha a reformulação das provas atendendo às solicitações do colega.
- Por fim, peça que os participantes troquem novamente as produções e debatam se a nova versão resulta em um diagnóstico mais preciso do que os alunos aprenderam.

Consultoria: Priscila Monteiro, coordenadora da formação em Matemática da prefeitura de São Caetano do Sul, SP, e formadora do projeto Matemática É D+, da Fundação Victor Civita.
Reirado do site:http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/como-elaborar-provas-ajudam-aprendizagem-avaliacao-teste-exame-539183.shtml

Quais palavras da língua portuguesa foram incorporadas pelo inglês?

Muitos termos referentes à cultura e culinária brasileiras já constam dos dicionários em inglês
Muitas palavras originais do inglês foram incorporadas à língua portuguesa, mas o caminho oposto também acontece. Algumas delas já foram definitivamente aceitas no dicionário. Um indicativo disso é a nova edição do Oxford English Dictionary, lançada este ano. É o caso do guarana, assim, sem acento; várzea, definida como a inundação quando o rio sobe; feijoada; feijão; umbanda; fetiche, de feitiço; e lambada. Esta última, com sentido de "agitação".

Outras estão em teste, o que o dicionário define como “draft entry” (algo como “entrada rascunho”), como farofa, telenovela, caipirinha, caipirosca, cachaça, açaí, churrasco e capoeira, entre outras.

Há uma característica interessante na migração de palavras de um idioma a outro. “As palavras brasileiras importadas pelo inglês são sempre relacionadas a traços da nossa culinária e cultura”, explica Vívian Cristina Rio, linguista e consultora do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educação Continuada (CPDEC). Já muitos vocábulos de língua inglesa incorporadas no português têm, por outro lado, relação com negócios e tecnologia, os famosos jargões.

É interessante observar que todas as palavras “brasileiras” adotadas em inglês são velhas conhecidas nossas, não são invenções novas. A linguista explica que isso indica que o Brasil e sua cultura estão sendo mais difundidos lá fora. “Os dicionários pegam as palavras nos principais veículos de comunicação e outras referências escritas em inglês. Então, isso quer dizer que nos últimos anos tem crescido o número de reportagens e referências ao Brasil no exterior”, explica a linguista.
Retirado do site:http://revistaescola.abril.com.br/lingua-estrangeira/fundamentos/quais-palavras-lingua-portuguesa-foram-incorporadas-pelo-ingles-504523.shtml

Reunião de professores com governo de SP termina em impasse; greve continua

Ana Okada
Em São Paulo

A reunião de professores com representantes do governo do Estado, nesta sexta-feira (26), acabou em impasse. A assembleia de docentes decidiu que a paralisação está mantida pelo menos até a próxima quinta-feira (30). A greve por aumento salarial teve início no dia 8 de março.
Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), foi recebida, junto com outros sindicalistas, pelo secretário adjunto da Educação, Guilherme Bueno e pelo secretário ajunto da Casa Civil, Humberto Rodrigues.
Segundo ela, não houve negociação, pois o governo exigiu o fim da greve para a abertura de diálogo. "Propuseram o fim da greve, mas esta decisão não é nossa [da comissão que foi ao Palácio]. Acho que a greve vai ser longa", estimou.

O governo do Estado se manifestou por meio de nota da Secretaria de Estado da Educação. No documento, a pasta lamenta "a violência e a truculência dos sindicalistas". Leia a íntegra:

"Uma comissão de sindicalistas foi recebida por representantes da Secretaria da Educação e da Casa Civil no Palácio dos Bandeirantes. O governo informou que só aceita conversar sobre salários após o fim da greve. A Secretaria da Educação também informou que não vai mudar nenhum dos programas que são combatidos pelo sindicato, como o Programa de Valorização pelo Mérito, que dá aumento de 25% de acordo com o resultado de uma prova; a lei que acabou com a possibilidade de faltar dia sim, dia não; e a criação da Escola Paulista de Professores, com a abertura de concurso para dez mil novas vagas. São esses programas que estão permitindo melhorar a educação de São Paulo, com o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado tendo melhorado 9,4% em 2009 em relação a 2008. Ainda nesta semana o governo pagou R$ 655 milhões em Bônus por Resultado para 210 mil profissionais da educação.

A Secretaria informa, ainda, que o movimento da Apeoesp afeta apenas 1% das escolas. O sindicato convocou a greve sem que tivesse tentado nenhuma negociação com a Secretaria da Educação, o que evidencia sua finalidade política. O movimento contesta, também, leis aprovadas na Assembleia Legislativa após amplo debate, o que indica mais uma vez o seu desprezo pelas regras da democracia.

A Secretaria da Educação lamenta a truculência e a violência dos sindicalistas, que nesta semana fizeram baderna até mesmo dentro de um hospital. A Secretaria considera que a violência é uma tentativa do sindicato de criar um fato político, já que a rede de 5.000 escolas estaduais funciona normalmente."

O que diz a Apeoesp
A Apeoesp, que é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), informa, por meio de Maria Isabel, que a greve não é partidária. Ela diz que o protesto é motivado pela baixa remuneração - constatada observando o "bolso do professor".

A sindicalista responsabilizou o governo do Estado pelo embate entre manifestantes e PMs. "Se não tivesse polícia, não teria confronto. Lamento que o governo tenha feito barricada com policiais."

A próxima assembleia de docentes está marcada para o dia 31 de março.
Retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/03/26/reuniao-de-professores-com-governo-de-sp-termina-em-impasse-greve-continua.jhtm

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