terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Como melhorar o trabalho em equipe

Mudanças no trabalho

O universo em que atuam as organizações do terceiro setor vem colocando crescentes desafios para o trabalho que desenvolvem. Por um lado, vemos que as demandas sociais crescem e se multiplicam, tendo em vista a orientação adotada pelo Estado no Brasil quanto à questão social. Por outro, estão mais complexas as relações políticas envolvendo as organizações: aumenta a necessidade de relacionamento com instâncias de governo, diversificam-se as disputas entre múltiplos atores envolvidos na formulação e implementação de políticas públicos, novos sujeitos surgem e tentam influir em decisões. Neste sentido, está colocada para as organizações do terceiro setor a necessidade de abordar os problemas de maneira multidisciplinar. A questão da saúde, por exemplo, não pode ser analisada somente através de um único enfoque, pois envolve a moradia, o trabalho, a educação, a participação política, para ficarmos em alguns exemplos. Qualquer que seja o aspecto privilegiado, será insuficiente para dar conta da complexidade da saúde no contexto de extrema desigualdade que nos caracteriza. Ao lado deste aspecto, as organizações estão diante da produção de um volume vertiginoso de informações nos mais variados campos de estudo, de um processo acelerado de tal produção, assim como de novas possibilidades de acesso ao conhecimento. Se, por um lado, são informações que interessam e podem ser úteis ao desenvolvimento dos projetos do terceiro setor, são também capazes de gerar mais confusão do que conhecimento. Estes fatores fazem com que o trabalho em equipe se torne mais complexo, assuma novas dinâmicas e exija redefinições nos papéis que pessoas e equipes desempenham, principalmente no que diz respeito à gestão de projetos.

A equipe de trabalho e de relacionamentos

A partir do momento que enfoques de múltiplas disciplinas passam a operar na mesma organização, ou no mesmo projeto, maiores são as chances de conflitos e, portanto, maior necessidade de negociar soluções. Se o resultado pode ser a inovação, com a possibilidade de soluções mais ricas, o tempo e a dedicação necessários ao bom funcionamento da equipe também são maiores. Na medida que são incluídas pessoas que trazem abordagens distintas à experiência de uma equipe, como colocar tais talentos a serviço do projeto ou da instituição? Uma primeira aproximação possível é reconhecer que toda equipe de trabalho é também um espaço de relacionamentos. É durante o trabalho que se explicitam características pessoais, interesses e preferências, posturas de várias ordens, ideológicas, acadêmicas, histórias de vida, implicando em necessidade de conhecê-los e combiná-los aos objetivos de um projeto ou de uma organização. Ao mesmo tempo, trata-se de criar um ambiente em que seja possível que as pessoas desenvolvam relacionamentos positivos e valorizados; é também no trabalho que conceitos e autoconceito são desenvolvidos.

Novas relações

Uma equipe que funcione é sempre uma busca, uma aproximação. O ideal é que a cooperação oriente as ações de seus integrantes, sendo possível que interpretações divergentes possam conviver e formular novas idéias e maneiras criativas de atuar.

Desta forma, todas as pessoas precisam ter uma visão ampla do que estão fazendo, perceber o impacto de sua atuação no todo. O foco de atuação de cada um se amplia; ao invés de realizar atividades isoladas, passa-se a valorizar os resultados que a equipe, como conjunto, é capaz de gerar para fora, o público com que se trabalha, os parceiros, a opinião pública etc, e para cada um dos indivíduos envolvidos.

Neste sentido, cresce a importância de serem definidos objetivos claros e de pactuar prioridades; cresce, também, a necessidade de planejar coletivamente o processo necessário a atingir os objetivos, aproveitando os talentos e experiências existentes no grupo e evitando duplicações. A contribuição individual e seu impacto no trabalho da equipe são mais facilmente compreendidos, aumentando a participação e o envolvimento. A troca de informações entre os membros da equipe precisa ser organizada de maneira dinâmica, de forma que os canais de comunicação disponíveis possam ser melhor utilizados. Finalmente, a ênfase passa a ser em resultados compartilhados, ao invés de um conjunto de resultados individuais. Ao modificar o caráter do trabalho em equipe, muda, fundamentalmente, o papel do coordenador de um programa ou projeto. Sua responsabilidade passa a ser pelo processo como um todo. Deve ser capaz de captar o sentido da equipe e de deixar que ela própria se organize e proponha soluções. Em certo sentido, deixa de ser o centro de decisões, o que permite que apareçam outras lideranças relevantes para o que se quer realizar. Sua melhor atuação está em levantar as questões chave para o projeto ou para a organização. O que podemos aprender com o trabalho na prática? Por que está funcionando? Por que não está? Como fazer melhor da próxima vez? Que novos desafios esta realidade nos coloca? Por fim, coloca-se como necessidade organizar a memória do trabalho da equipe, de forma que as informações estejam disponíveis para todos e que possam ser compartilhadas de maneira rápida e prática. No fundamental, o que se pode esperar de uma equipe que seja capaz de criar soluções e de direcionar seus melhores esforços a objetivos comuns é que os resultados apareçam em várias frentes: beneficia os públicos com que a organização se relaciona, as pessoas individualmente e a própria imagem institucional.

O Estado Atual da TGA

O Estado atual da Teoria Geral da Administração

Diversas Teorias serão estudadas no decorrer do curso onde é visto as contribuições e diferentes enfoques. Cada teoria surgiu em resposta a algum problema empresarial da sua época. As teorias atenderam de certo modo e apresentaram soluções aos problemas encontrados. De certo modo todas as teorias administrativas são aplicáveis às situações de hoje. A TGA estuda a administração de empresas e demais tipos de organização do ponto de vista da interação e interdependência entre as cinco variáveis: Tarefas; Pessoas; Tecnologia; Ambiente e Estrutura.

O comportamento desses componentes é sistêmico e complexo. Cada qual influencia e é influenciado pelos outros componentes. Modificações em um provoca modificações em outro.

A adequação entre essas cinco variáveis constitui o principal desafio da administração.


Para perspectivas futuras na Administração, Bennis fez uma previsão que o mundo verá o fim da forma organizacional de hoje, organização burocrática, e o surgimento de novos sistemas adequados à demanda do pós-industrialização. Bennis tem como base: .As mudanças rápidas e inesperadas, principalmente no campo do conhecimento e da explosão populacional, impondo novas e crescentes necessidades. .O crescimento em tamanho das organizações que se tornam complexas e internacionais. .As atividades de hoje que exigem competência diversas envolvendo problemas de coordenação e acompanhamento das mudanças. A tarefa administrativa da próxima década será desafiadora e incerta. Os problemas serão cada vez mais complexos. Os principais desafios serão, Crescimento das organizações, que ampliarão o leque de operações, de aplicação de recursos etc. Concorrência mais aguda, Produtos cada vez melhores, busca de novos mercados, novas tecnologias, etc. Sofisticação da tecnologia, com o avanço tecnológico as organizações estão internacionalizando suas operações e atividades. A tecnologia introduzira novos processos e novos instrumentos que causarão impactos sobre a estrutura e comportamentos das empresas. Visibilidade maior das organizações: Capacidade de chamar a atenção dos outros, imagem positiva ou negativa.

Influências históricas na administração

Influência dos filósofos
Desde os tempos da Antigüidade a administração recebeu influência da filosofia. Antes de Cristo, o filósofo grego Sócrates, 470 a.C. 399 a.C, em sua discussão com Nicomaquis, expõe o seu ponto de vista sobre a administração: Sobre qualquer coisa que um homem possa presidir, ele será, se souber do que precisa e se for capaz de provê-lo, um bom presidente, quer tenha a direção de um coro, uma família, uma cidade ou um exército. Platão, 429 a.C 347 a.C, Também filósofo grego, discípulo de Sócrates, preocupou-se profundamente com os problemas políticos inerentes ao desenvolvimento social e cultural do povo grego. Em sua obra, A República, expõe o seu ponto de vista sobre a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos. Aristóteles, também filósofo grego, discípulo de Platão, foi o criador da Lógica. No seu livro política, estuda a organização do Estado e distingue três formas de Administração pública: Monarquia, Aristocracia e democracia. Francis Bacon, 1561-1626, filósofo e estadista inglês, considerado o fundador da Lógica Moderna, baseada no método experimental e indutivo. Antecipou-se ao princípio conhecido em Administração como, principio da prevalência do principal sobre o acessório. René Descartes, 1596-1650, um filósofo, matemático e físico francês, em seu livro O Discurso do Método, qual descreve os preceitos do seu método filosófico, hoje denominado o método cartesiano, que serviu de fundamento para a tradição cientifica do ocidente. Veremos mais tarde que vários princípios da moderna administração, como os da divisão do trabalho, da ordem, do controle etc. estão basicamente contidos nos princípios cartesianos. Thomas Hobbes, 1588-1679, desenvolveu a teoria da origem contratualista do estado, segundo o qual o homem primitivo, vivendo em estado selvagem, passou lentamente à vida social, através de um pacto entre todos. O homem primitivo era um ser anti-social por definição, vivendo em guerra permanente com o próximo. O Estado viria a ser, portanto, a inevitável resultante da questão, impondo a ordem e organizando a vida social, qual um Leviatã. Jean-Jacques Rousseau, 1712-1778, desenvolveu a teoria do Contrato Social: O Estado surge de um acordo de vontades. Kal Marx, 1818-1883, e seu parceiro Friedrich Engels, 1820-1895, propõem uma teoria da origem econômica do Estado. O surgimento do poder político e do Estado nada mais é do que o fruto da dominação econômica do homem pelo homem. Ao longo dos séculos, a Igreja Católica foi estruturando sua organização, sua hierarquia de autoridade, seu estado-maior, assessoria, e sua coordenação funcional. Hoje a Igreja tem uma organização hierárquica tão simples e eficiente que a sua enorme organização mundial pode operar satisfatoriamente sob o comando de uma só cabeça executiva. De qualquer forma, a estrutura da organização eclesiástica serviu de modelo para muitas organizações que, ávidas de experiências bem sucedidas, passaram a incorporar uma infinidade de princípios e normas administrativas utilizadas na Igreja Católica. Influência do Exercito. A organização linear, tem suas origens na organização militar dos exércitos da Antigüidade e da época medieval. O principio da unidade de comando também. A escala de níveis de comando de acordo com o grau de autoridade e responsabilidade correspondente é tipicamente um aspecto da organização militar. Uma Outra contribuição da organização é o princípio da direção, através do qual todo soldado deve saber perfeitamente o que se espera dele e aquilo que ele deve fazer. No início do século XIX, Carl von Clausewitz, 1780-1831, general prussiano, escreveu um Tratado sobre a Guerra e os Princípios de Guerra, sugerindo como administrar os exércitos em períodos de guerra. Foi o grande inspirador de muitos teóricos da Administração que posteriormente se basearam na organização e estratégia militares para adaptá-las à organização e estratégia industriais. Clausewitz considerava a disciplina como um requisito básico para uma boa organização. As decisões devem basear-se na probabilidade e não apenas na necessidade lógica. O administrador deve aceitar a incerteza e planejar de maneira a poder minimizar essa incerteza. Influência do período chamado de Revolução Industrial, que se iniciou na Inglaterra e rapidamente se alastrou por todo o mundo civilizado. A segunda fase da revolução industrial a partir de 1860 apresenta as seguintes características: A substituição do Ferro pelo Aço. A substituição do Vapor pela Eletricidade. O crescente domínio da industria pela ciência. O desenvolvimento de novas formas de organização capitalista: A dominação da indústria pelas inversões bancárias e instituições financeiras e de crédito. A formação de imensas acumulações de capital, provenientes de trustes e fusões de empresas. A separação entre a propriedade particular e a direção das empresas, o desenvolvimento das holding companies. A expansão da industrialização até a Europa Central e Oriental, e até o Extremo Oriente. Influencia dos Economistas Liberais Adam Smith, 1723-1790, visualizava o principio da especialização dos operários em uma manufatura de agulhas e já enfatizava a necessidade de racionalizar a produção. O principio da especialização e o princípio da divisão do trabalho aparecem em referencias em seu livro Da Riqueza das Nações. Adam Smith reforçou bastante a importância do planejamento e da organização dentro das funções da Administração. David Ricardo, 1772-1823, publica seu livro Princípios de Economia Política e Tributação, no qual aborda trabalho, capital, salário, renda, produção, preços e mercados.

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...