quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Programa oferece opções nos fins de semana a 400 mil pessoas

Portal do MEC
Um público de aproximadamente 400 mil pessoas, formado por crianças, adolescentes, jovens, pais e educadores, frequenta os pátios, as áreas de lazer e as salas de aula de 2.283 escolas públicas nessas férias de verão. Nas escolas de suas comunidades, eles participam de atividades esportivas, culturais e pedagógicas oferecidas pelo programa Escola Aberta aos sábados e domingos.

Presente em 194 municípios das 27 unidades da Federação, o Escola Aberta é um programa do Ministério da Educação desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e universidades públicas. De acordo com o coordenador de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, Leandro Fialho, o programa é um espaço de diálogo da escola com a comunidade.

As atividades e oficinas dos fins de semana são oferecidas nas áreas de esporte e lazer, formação para o trabalho, cultura e arte e acompanhamento pedagógico (educação complementar). Oficinas sobre padaria, artesanato, cabeleireiro e maquiagem são as que mais interessam aos adultos, segundo Fialho. Os estudantes optam por esportes, lazer, arte e música.

Hoje, cada escola recebe do MEC entre R$ 18 mil e R$ 25 mil, em cota única, para custear as atividades durante os 12 meses do ano. Os recursos são empregados no pagamento dos monitores, que atendem estudantes e comunidade, e na aquisição de material para as oficinas.

Em cinco anos, o programa ampliou a abrangência no país. Em 2006, alcançava 89 municípios e 1.312 escolas; hoje, está em 194 cidades e em 2.283 unidades de ensino. Os recursos, repassados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) diretamente à caixa escolar, também evoluíram no período. Em 2006, foram R$ 23,9 milhões; em 2010, R$ 43,9 milhões.

Um dos resultados positivos do programa é a redução da violência em comunidades de alto risco social para crianças, adolescentes, jovens e mulheres. “A escola ganha importância porque ela é o único equipamento social de muitas comunidades”, explica Leandro Fialho.

Os estados que registram maior participação no programa são Pernambuco, com 200 escolas da rede estadual — em Recife, são 112 escolas da rede municipal —, e Rio de Janeiro, com 76 escolas estaduais e 30 vinculadas a municípios. No Rio Grande do Sul e no Pará, as secretariais estaduais de educação inovaram ao ampliar o alcance do programa com a aplicação de recursos próprios.

Fortalecimento

Em seminário realizado este mês, em Brasília, com interlocutores estaduais do programa e representantes de universidades públicas, Unesco e MEC, foi apontada uma série de itens capazes favorecer o fortalecimento do programa. Entre eles, a transformação do Escola Aberta em política pública, a qualificação da formação dos monitores, a certificação dos cursos ministrados nas oficinas e a ampliação do número de parceiros.

Nos moldes de hoje, com recursos repassados pelo MEC, o Escola Aberta é resultado da unificação de dois programas desenvolvidos pela Unesco no início de década, no Brasil — o Escola de Portas Abertas, experiência desenvolvida com escolas da Região Sul, e o Abrindo Espaços, em instituições de ensino do Nordeste.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: escola aberta, esporte, lazer, arte, música

MEC vai dar dinheiro a universidades estaduais que participarem do Sisu

Da Redação
Em São Paulo
O MEC (Ministério da Educação) vai repassar recursos a instituições estaduais de ensino superior que participarem do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) a título de assistência estudantil. A portaria que instituiu o Programa NacioDnal de Assistência Estudantil para as Instituições de Educação Superior Públicas Estaduais (Pnaest) foi publicada nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União.

O dinheiro fornecido às instituições vai variar de acordo com o número de vagas ofertadas. As universidades e centros universitários estaduais que oferecerem até 200 vagas receberão até R$ 150 mil; entre 200 e mil vagas, até R$ 750 mil; acima de mil vagas, até R$ 1,5 milhão. Dependendo da oferta, as instituições poderão ser bonificadas.

De acordo com o MEC, serão atendidos preferencialmente os alunos oriundos da rede pública ou que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. As universidades interessadas precisam apresentar um plano de trabalho ao ministério.

O próximo Sisu recebe inscrições a partir de 16 janeiro de 2011. As estaduais que vão participar desta seleção já poderão receber os recursos. É necessário ter feito o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para entrar no sistema.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/29/mec-vai-dar-dinheiro-a-universidades-estaduais-que-participarem-do-sisu.jhtm

Médico formado no exterior terá segunda chance para validar diploma

LEILA COIMBRA
DE BRASÍLIA
Os médicos formados no exterior terão uma segunda chance para validar seus diplomas no Brasil.

No primeiro teste-piloto de legitimação dos diplomas feito pelo governo, aplicado em outubro, só 2 dos 628 inscritos foram aprovados, conforme informou ontem o jornal "O Estado de S. Paulo".

Agora, um novo edital será publicado no início de 2011 com modificações no exame.

A secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, atribuiu o baixo índice de aprovações no primeiro exame a dois fatores: nota de corte muito alta no teste teórico --de no mínimo 70% de acertos-- e o caráter eliminatório dessa etapa para a seguinte, o teste prático.

"É um projeto-piloto e é natural que sofra ajustes", disse. Uma das mudanças será a nota de corte menor, com exigência de 50% ou 60% de acertos. A manutenção do caráter eliminatório da prova teórica está em estudo.

Maria Paula Dallari disse acreditar que a reformulação do exame não vá provocar uma queda de qualidade dos médicos: "O primeiro teste foi extremamente exigente e merece alterações. Mas os critérios se manterão altos".

Médicos formados no exterior precisam ter seu diploma reconhecido por instituições brasileiras para poder atuar no país. Cada universidade escolhe seu modelo. Em geral, ele inclui avaliação de currículo, realização de uma prova e cobrança de taxa.

O objetivo do projeto-piloto de validação dos diplomas é diminuir a burocracia e agilizar esse processo. Trata-se de uma iniciativa conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde. Mais de 20 universidades públicas federais estão envolvidas.
Retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/852251-medico-formado-no-exterior-tera-segunda-chance-para-validar-diploma.shtml

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Professor do Acre inova com projetos de física e astronomia

Portal do MEC
A maior motivação do professor Aires Pergentino da Silva para trabalhar com a educação de jovens e adultos é constatar a força de vontade dos estudantes em querer aprender, em buscar o conhecimento e valorizar o professor. Formado em física, com pós-graduação em ensino de astronomia, ele atua há dez anos no magistério e há seis trabalha com jovens e adultos.

“Já trabalhei com ensino fundamental, ensino médio regular e com pré-vestibular, mas minha paixão é a educação de jovens e adultos”, destaca Aires, que leciona física para alunos de ensino médio na Escola do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Rio Branco, Acre. Para ele, o desafio de ensinar na educação de jovens e adultos é grande, mas compensador e estimulante. “Os alunos são, na maioria das vezes, profissionais, que entendem o valor do trabalho para a dignidade humana”, diz Aires, que também trabalha na Secretaria de Educação do estado como técnico curricular de física. “Por isso, eles sabem respeitar e valorizar o professor e qualquer outro profissional.”

Aires trabalha com educação de jovens e adultos na modalidade a distância. A cada semestre são realizados oito encontros com os alunos para reforço do conteúdo das apostilas. “Cada módulo tem um conjunto de disciplinas”, explica o professor. “A apostila dessas disciplinas é direcionada para o estudo em casa. Uma vez por semana, os alunos têm aula de uma disciplina.”

Projetos

Este ano, Aires desenvolveu com alunos de 22 a 40 anos de idade os projetos Física Divertida: Brincando se Aprende e Astronomia para Todos. Com o Física Divertida, os estudantes construíram brinquedos com base em princípios científicos e os levaram a um orfanato. “No momento da distribuição, os alunos aproveitaram para ensinar física, com uma linguagem acessível”, revela o professor.

O projeto Astronomia para Todos teve início com o estudo da Bandeira Nacional e de seus aspectos astronômicos até chegar na observação do céu com instrumentos apropriados. “O objetivo geral era compreender melhor nosso planeta e sua relação com outros astros do sistema solar e fora dele”, destacou o professor.

Fátima Schenini


Saiba mais no Jornal do Professor
Palavras-chave: educação a distância, jovens e adultos, astronomia

Só 2 de mais de 600 médicos formados no exterior passam em prova de revalidação de diploma

Da Redação*
Em São Paulo
Somente dois dos 628 candidatos inscritos para a prova de revalidação de diplomas do exterior, aplicada em outubro, foram aprovados. Por causa do resultado, o MEC (Ministério da Educação) e o Ministério da Saúde podem mudar as características do exame. O teste ainda é um projeto piloto.

Por lei, o médico que não for graduado em uma universidade de medicina brasileira precisa ter seu diploma revalidado para atuar no país. Antes, quem quisesse validar o certificados obtido no exterior passava por um processo de comprovação de documentos que podia se estender por até seis anos. Com o projeto piloto, o estudante procura uma das 24 universidades públicas que aderiram ao programa e depois faz exames escritos e práticos.

Para participar do projeto, os candidatos precisavam atender a alguns requisitos como ter concluído o curso de medicina em universidades reconhecidas pelo órgão competente em seus respectivos países. A maioria dos inscritos se formou em instituições bolivianas e cubanas.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/28/so-2-de-mais-de-600-medicos-formados-no-exterior-passam-em-prova-de-revalidacao-de-diploma.jhtm

Está nascendo a era dos educadores

Gilberto Dimenstein

Uma faculdade, em São Paulo, decidiu oferecer aulas de madrugada, terminando às 2h. Isso por uma simples razão de mercado: o horário atendia aos desejos de trabalhadores que queriam o diploma, mas não tinham horário para estudar.

Já há cursos de graduação que não aceitam a matrícula de alunos com menos de 24 anos. Os mais velhos, mais responsáveis, muitos deles casados ou com filhos, não querem garotada "zoando" em sala.

É comum ver LAN houses na periferia usadas por quem faz cursos a distância. Para quem tem pouco tempo e dinheiro, o computador conectado à internet passa a ser a esperança de um salário melhor.

Esses três fatos são simbólicos da nova agenda brasileira, que a presidente Dilma Rousseff terá de enfrentar. Está vindo uma classe média mais escolarizada e crítica, com demandas cada vez mais sofisticadas e difíceis de atender.

Essa nova agenda vai gerar áreas de pressão para a presidente Dilma, que já recebe uma terrível herança: as expectativas criadas pelo presidente Lula.

Segundo o Datafolha, 83% dos brasileiros esperam que ela faça um governo igual ou melhor do que o do antecessor. A frustração, pelo menos a curto prazo, será inevitável. A situação fica ainda mais delicada quando Lula sugere que poderia estar disposto a voltar.

Independentemente do fator Lula e mesmo da necessidade de pôr as contas públicas em ordem, há uma mudança no padrão de expectativas do brasileiro.

Atribuiu-se parte do sucesso e do prestígio de Lula à distribuição de recursos diretamente às famílias. De fato, ele ampliou o que recebeu do governo anterior e soube fazer disso uma notável obra de comunicação. Existe, porém, um segmento urbano que, vivendo nas periferias das grandes cidades, pouco tem a ver com o assistencialismo. É beneficiário do crescimento econômico e dos aumentos salariais, mas sabe que sua prosperidade depende da qualidade de seus diplomas.

Colecionei uma série de pesquisas, realizadas pelos mais diferentes institutos de opinião, algumas delas voltadas a entender os novos consumidores, que trazem sempre a mesma mensagem: o valor crescente do conhecimento. Basta lembrar que, segundo o Datafolha, a educação se transformou em uma das três prioridades da população. No Sudeste, onde estão as metrópoles, a tendência é especialmente forte.

O Brasil tem um imenso gargalo no ensino médio, o segmento educacional mais vulnerável do país. Os cursos técnicos são escassos; as vagas em faculdades públicas, limitadas. O nível geral das faculdades privadas ainda é lamentável, como mostram indicadores oficiais.

A tendência é a universalização do ensino médio e, com isso, mais gente informada, com mais expectativa e mais crítica. É o que se vê no adulto enfiado numa LAN house fazendo um curso a distância.

É inevitável que, nessa mistura de democracia com melhoria da escolaridade, aumente a percepção da distância entre o que se paga de imposto (mais de quatro meses de trabalho por ano) e o que se recebe como serviço. Mais que a corrupção, vão sobressair a falta de eficiência, o desperdício, os descalabros de gestão e o corporativismo doentio.

O imenso valor do Bolsa Família está em pôr o dinheiro diretamente nas mãos das famílias, quase sem intermediação. É bem mais simples do que melhorar o sistema de saúde ou oferecer educação de qualidade, avanços que exigem complexos e demorados sistemas de gestão.

Não dá para não reconhecer que o Brasil melhorou inclusive na educação. Mas o sucesso tem um preço. Logo as pessoas esquecem os benefícios adquiridos e querem mais.

Dilma terá de lidar com a expectativa deixada por Lula, mas a regra vale para todos os governantes que agora tomam posse: eles serão avaliados com mais dureza e terão de oferecer soluções mais engenhosas.

É provável que sejam avaliados pela habilidade de melhorar a autonomia dos cidadãos, ou seja, de aumentar a qualidade do que as pessoas aprendem para ter um projeto de prosperidade. É por isso que um trabalhador se dispõe a fazer um curso superior de madrugada.

PS - Já houve diferentes grupos no poder: bacharéis, militares, economistas. A próxima década será a era dos educadores - e uma coisa útil a fazer será aprovar uma lei da responsabilidade educacional, que puna, com pesadas multas, todos os níveis de governo que não cumprirem suas obrigações educacionais.
Retirado do site:http://aprendiz.uol.com.br/content/lophephith.mmp

Problemas de harmonia - Faltam professores para cumprir o ensino obrigatório de musica

Lucie Ferreira
O ensino de música se tornará obrigatório a partir de agosto de 2011. Até o momento, faltam professores com formação adequada e projetos pedagógicos com reflexão mais aprofundada sobre os conteúdos a serem ministrados.
No livro Música, cérebro e êxtase: como a música captura nossa imaginação, o pianista e compositor Robert Jourdain escreve que nada exige tanto do cérebro quanto o desempenho musical: centenas de músculos se articulam em uma coreografia, o olhar se fixa em partituras e instrumentos, ouvidos interpretam notas musicais, memórias e emoções planejam e administram passagens inteiras. Ou seja, tocar um instrumento põe em ação uma verdadeira orquestra fisiológica.

Pois os caminhos que indicam como trabalhar com essa orquestra estarão em jogo a partir de agosto de 2011, quando entra em vigor a Lei 11.769, sancionada em agosto de 2008, que torna a música conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do currículo da Educação Básica. Na prática, como a lei dá prazo de três anos letivos, isso deve efetivamente ocorrer no início do ano letivo de 2012.

Demanda de educadores, músicos e jornalistas que orbitam em torno do universo das artes em geral, a campanha pela obrigatoriedade não conseguiu emplacar, no entanto, o pedido de que houvesse profissionais com formação específica para ministrar seus conteúdos. O parágrafo que especificava a questão foi vetado, por recomendação do Ministério da Educação acatada pela Presidência da República. A razão: seria difícil estabelecer o que seria essa formação específica em atividade fartamente enraizada nas práticas sociais do país.

Em relação à frequência das aulas e às séries da Educação Básica que deverão oferecer os conteúdos, a vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária de Estado da Educação do Acre, Maria Corrêa da Silva, adianta que a decisão depende da realidade de cada estado e município. Por se tratar de conteúdo do componente curricular "artes", é preciso "levar em conta a organização curricular estruturada em cada sistema, utilizando formatos diversificados, considerando a estrutura das escolas e suas condições". Sua afirmação se justifica a partir do texto do artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que determina que "os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela".

Por isso, o Consed ainda não tem uma visão de como o ensino de música irá se materializar, já que cada unidade da federação está cuidando - ou deveria estar - da implantação do conteúdo em suas redes. Como o órgão terá nova representação após as eleições, compondo-se dos novos secretários que assumem em janeiro, o mais provável é que o tema entre na pauta de discussões em 2011.

Professores em falta
A qualificação de professores de música ainda é um ponto delicado e desigual. Segundo Maria Corrêa da Silva, alguns estados têm professores com formação adequada, outros não. Assim, a saída seria estabelecer parcerias com outras instituições, como secretarias de cultura, para o ensino conjunto da disciplina. "É preciso ter profissionais com formação na área para um trabalho mais efetivo. Por isso, é necessário garantir formação superior, teórica e técnica aos professores."

No Acre, a universidade federal iniciou o curso de música no ano de 2006 e a formação dos profissionais acontece de forma gradativa. Luciana Nascimento, coordenadora do curso de música da Universidade Federal do Acre (Ufac), espera que a instituição possa suprir parte da necessidade das escolas do estado em até oito anos.

A professora do curso de graduação em música e do mestrado em artes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Margarete Arroyo constata que é cada vez menor o número de jovens com a pretensão de seguir carreira docente. As razões, segundo ela, são desprestígio social, salários baixos, péssimas condições de trabalho e, em muitos casos, risco de vida. Entretanto, Margarete nota influência da nova lei sobre os licenciados. "Eles se sentiram mais estimulados a enfrentar o desafio do trabalho na Educação Básica." Indiscutivelmente, a docência representa mais uma frente de trabalho para uma profissão bastante concorrida.

Para a professora da UFU, a inclusão dessas aulas não ocorrerá no prazo determinado. Além da falta de professores especialistas, aponta como complicadores do processo a ausência da música na maioria dos projetos pedagógicos dos cursos de pedagogia e a ideia disseminada de que aula de artes significa aula de artes visuais.

A secretária de Educação do Estado de Goiás, Milca Severino Pereira, aponta a carência de professores com habilitação em música como o grande obstáculo para a materialização do ensino em todas as escolas do estado até o final do prazo determinado pela lei. "Em Goiânia, 100% das escolas da rede estadual já oferecem música, embora ainda haja um déficit de pelo menos 80 professores. Uma banda marcial, por exemplo, precisaria de quatro professores, mas hoje a maioria das nossas bandas tem um único regente. Porém, temos 246 municípios e, no interior, há poucos profissionais qualificados para o ensino de música", argumenta. Para remediar a situação, em 2009 o estado ofereceu 520 vagas no concurso público para professores de música. Este ano realizou um novo concurso para suprir a grande demanda de profissionais.

Teoria e prática
Para Maria Corrêa, do Consed, o conteúdo curricular de música não pode se restringir a um conhecimento teórico. Deve se constituir de atividades que ponham o aluno em contato com as diferentes manifestações culturais relacionadas com a música.

Kátia Lucila Bueno, membro da equipe técnica de artes da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, utiliza um discurso bastante genérico para descrever as atividades da rede. Diz que os alunos, ao serem colocados em contato com os modos de produção da música, fazem experimentos que os conduzirão a adquirir saberes, habilidades, competências e sensibilidades. Além da teoria aliada à prática musical, o uso da interdisciplinaridade é feito entre as diversas linguagens artísticas e entre outras áreas do conhecimento. Segundo Kátia, o ensino de música "está consolidado em um novo currículo, implantado com o objetivo de atender à necessidade de organização do sistema educacional do Estado de São Paulo e de contribuir para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos". A disciplina é oferecida em duas aulas semanais para todas as séries do ensino fundamental e nos dois primeiros anos do ensino médio.

Na rede estadual de Goiás, o ensino da música também vincula a teoria à prática. "A matriz curricular é aberta e permite que aluno e professor definam como trabalhar em sala de aula os elementos da linguagem musical. Eles escolhem a modalidade, se uma trilha sonora, se sonoplastia, se música instrumental, por exemplo. A partir disso, constroem o processo de ensino e aprendizado", relata a secretária de Educação, Milca Severino Pereira.

Implementadas no início do ano letivo de 2009, as aulas de música do Colégio Estadual José Honorato, em Goiânia, buscam um entendimento do universo sonoro. "Cada ano do ensino fundamental possui um currículo específico visando o aperfeiçoamento do aluno. Partindo de questões relacionadas ao som e à música, é possível explorar as múltiplas possibilidades educativas, promovendo a interação dos estudantes com diversas sonoridades presentes em seu cotidiano", diz a professora Brisa Broseghini Machado, que trabalha com percussão corporal, cantigas de roda, coral, literatura, música e mescla artes cênicas com artes visuais, além de utilizar recursos tecnológicos para ajudar no aprendizado como CDs, DVDs e internet.

Onde a música já é rotina
A superintendente de Educação Infantil e Fundamental de Minas Gerais, Maria das Graças Bittencourt, diz que a música já faz parte dos conteúdos básicos de Minas Gerais na disciplina artes. Está sendo trabalhada dentro de suas possibilidades e especificidades em cada etapa da Educação Básica. Mas o estado ainda não definiu uma política global para o ensino nas escolas da rede estadual. "Algumas unidades, a partir de sua autonomia curricular, já contam com a disciplina música ministrada separadamente de artes.

Incentivamos a manutenção desta decisão no projeto pedagógico e apoiamos essas escolas", diz a superintendente, acrescentando que durante este ano 560 escolas estaduais receberam violões para práticas com o instrumento.

Em Belo Horizonte, as aulas de música da EE Professor Leon Renault integram o currículo de artes por iniciativa da docente Vívian Desidério. A maior dificuldade na implementação se deveu ao fato de o curso de artes ser semanal. A solução foi dividir os conteúdos por bimestre.

Já no Colégio Estadual José Honorato, em Goiânia, as aulas de música funcionam como disciplina independente de artes tanto no primeiro quanto no segundo ciclo do fundamental. "A nova lei deve impulsionar os demais estados a se preocuparem com a cultura de seus habitantes, inclusive porque existe uma demanda muito grande de profissionais qualificados para atuar nessa área em todo o país", opina a professora Brisa Broseghini.

Particulares
Em alguns colégios privados de São Paulo, a música é conteúdo obrigatório na área de artes. O Instituto de Ensino Lavoisier a oferece como disciplina optativa desde 2007, quando o fundamental foi implementado na instituição. Alunos do 1º ano ao 9º ano do fundamental têm uma aula por semana com uma docente cuja formação tem ênfase em artes cênicas e música. As aulas são divididas em duas partes, uma de teoria e outra de desenvolvimento das habilidades instrumentais de cada aluno, a partir de seu conhecimento prévio, relata Fátima dos Santos, diretora pedagógica.

No Arquidiocesano, alunos até o 5º ano seguem esquema similar, com projetos na área musical integrados às artes visuais, ao teatro e à dança. "Os debates mais atuais para o ensino de artes apontam para o seu caráter interterritorial, com fruição por diversos campos", diz a coordenadora de linguagens e códigos da escola, Katia Pereira. "Arte não é só produzir objetos, mas compreendê-los, conhecê-los profundamente, dominar seus códigos particulares, falar sobre eles, debatê-los, questioná-los", explica.

Os alvos para caminhar

Em seu 19º congresso anual, cujo término foi no início de outubro, a Associação Brasileira de Educação Musical (Abem) priorizou a discussão sobre como a Lei 11.769 deve ser encaminhada, considerando o contexto da educação nacional e o pouco espaço e valor reservados ao ensino das artes (música, teatro, artes visuais e dança). Sediado na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, o evento sugeriu, a partir de discussões realizadas nos fóruns, a criação de um grupo de trabalho cuja meta é propor e monitorar diretrizes, ações e encaminhamentos práticos para a implementação do ensino de música nas escolas. O grupo deverá atuar em conjunto com o Conselho Nacional de Educação (CNE).

"É preciso que crianças, jovens e adultos possam aprender música, apreciar a cultura musical, ter alternativas profissionais na cadeia produtiva da música e se tornarem cidadãos inseridos em contextos criativos, inovadores e partícipes da construção do patrimônio cultural nacional", ressalta a presidente da Abem, a docente da Universidade Federal do Paraná Magali Kleber.

Para a implementação, os principais desafios são de ordem conceitual (o que vamos fazer?) e de ordem prática (como vamos fazer?), diz Magali. "Precisamos ter a capacidade de nos articular com sabedoria política para planejar coletivamente propostas a curto, médio e longo prazo, tendo em vista o respeito à diversidade cultural como um dos eixos do nosso patrimônio cultural", opina a docente, para quem a formação deve se dar em consonância com a de outras licenciaturas, no âmbito da política de formação inicial e continuada proposta pela Capes em 2009.

Para a coordenadora de Estudos e Qualificação do Cemus na Funarte, Maya Suemi Lemos, é necessário estabelecer uma estratégia de ação específica na área de música, como a criação de editais de incentivo a programas de capacitação; o incentivo à expansão da segunda licenciatura, e a simplificação dos processos de isenção de disciplinas para acelerar a licenciatura dos profissionais que já têm capacitação musical. Ela destaca também a necessidade de apoiar as redes municipais. "A Funarte pretende realizar painéis em cada estado, voltados às secretarias municipais, em que sejam expostos projetos implantados com êxito nas escolas da região, para encorajar os municípios que queiram introduzir o ensino de música, mas não saibam como fazê-lo", afirma. A oferta de material didático e de ferramentas de fácil acesso e utilização pelas escolas é outro desafio. Maya defende que os editais para material didático são essenciais, assim como a criação de uma plataforma digital de livre acesso que ofereça recursos para escolas e professores.
Retirado do site:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=13046

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Programa de letramento amplia bons resultados no Amazonas

Portal do MEC
Nos últimos sete anos, o Amazonas registra redução de aproximadamente 15% para 5% no índice de analfabetismo. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 95% dos jovens e adultos amazonenses são alfabetizados — a média nacional é de 7%.

“Ainda temos muito que trabalhar, pois traçamos metas para chegar a menos de 4%”, destaca a coordenadora do programa de letramento Reescrevendo o Futuro, Nazaré Correa. Implantado no Amazonas em 2003, o programa, planejado para atender locais de difícil acesso, como áreas rurais e aldeias indígenas, é desenvolvido em parceria entre Ministério da Educação, Secretaria de Educação, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e prefeituras.

Com aulas aos sábados, em horário integral, o programa de letramento prevê pagamento de bolsas aos alunos, duas refeições diárias e dois professores em cada sala de aula. Na seleção dos alfabetizadores, têm preferência estudantes universitários de pedagogia, professores da rede pública e educadores populares. “Em sete anos, diminuímos a evasão para uma média, hoje, de 6%, quando a média por município varia de 20% a 50%”, salienta Nazaré. “Ou seja, promovemos o ingresso e também a permanência dos educandos.”

Apesar dos bons resultados, o programa enfrenta desafios. Nazaré cita, entre eles, a alfabetização em língua materna — o Amazonas registra aproximadamente 64 grupos étnicos, que falam cerca de 30 línguas. “Já foram atendidos cerca de 18 mil indígenas, de 36 diferentes etnias, em 23 municípios”, esclarece. Outro desafio, de acordo com a professora, é a continuidade dos estudos na mesma proporção de ingressos na alfabetização.

Presença

Para superar as longas distâncias, os instrutores usam aviões, na maioria das vezes. Onde não há linha aérea convencional, as aeronaves são fretadas. Outro meio de transporte muito usado é o barco. A opção pelo ônibus é mínima, pois apenas cinco municípios são ligados por rodovias no Amazonas. “Antes do deslocamento, é necessária toda uma articulação com representantes locais para confirmar a presença dos alfabetizadores”, explica Nazaré.

Fátima Schenini

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Palavras-chave: letramento, Amazonas

Prefeituras começam a adquirir computadores para as escolas

Portal do MEC
Rio de Janeiro, Uberaba (MG) e São Bernardo do Campo (SP) foram os primeiros municípios do país a aderir à ata de preço do Ministério da Educação que possibilita a compra de computadores portáteis para estudantes das redes públicas, dentro do Programa Um Computador por Aluno (Prouca).

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que o computador portátil chegará na escola a 200 dólares, com toda a logística de entrega, garantia e instalação. “Isso combinado com a capacitação de professores e oferta de conteúdos educacionais. De nada adianta o computador se não houver a formação dos professores”, afirmou.

Em uma primeira etapa, o Rio de Janeiro comprará 112 mil computadores, o que representa o atendimento de 20% dos 650 mil alunos da rede pública municipal. A prefeitura vai utilizar a linha de crédito ofertada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, explicou que, como a rede é muito grande, os equipamentos serão enviados primeiro para escolas de tempo integral e ginásios do amanhã (localizadas em comunidades carentes), beneficiando alunos de primeiro ao nono anos. Claúdia destacou também que já desenvolve, com a secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC, um portal de aulas digitais para todas as disciplinas, usado por toda a rede escolar.

Para o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto Pereira, a aquisição do computador portátil é um passo decisivo para o aprendizado futuro dos estudantes do seu município. “O computador é uma ferramenta de trabalho para a criança”, disse.

De acordo com Pereira, a prefeitura vai adquirir 1.020 computadores para alunos de sexta a nona séries de cinco escolas. Os professores também receberão. Uma gincana foi realizada entre as escolas urbanas e rurais, para a escolha das que participarão da primeira fase de implementação do projeto, previsto para o primeiro semestre de 2011.

A secretária municipal de Educação de São Bernardo do Campo, Cleusa Repulho, afirmou que o projeto pedagógico do município será focado nos alunos de oito a dez anos. Serão comprados 15 mil computadores portáteis para os estudantes e 5 mil para professores de 69 escolas. “No nosso município o computador será usado em grupo e individualmente, conforme a atividade desenvolvida”, disse. A rede municipal de São Bernardo tem 90 mil alunos.

Estados, municípios e Distrito Federal podem adquirir os computadores portáteis com recursos próprios ou com linha de crédito concedida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No caso de opção pela linha de crédito do BNDES, é necessário recorrer a agentes financeiros credenciados, com limite de compra de 25% do total de alunos da rede pública estadual ou municipal. Para as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, cada equipamento custa R$ 344,18, com entrega, garantia e instalação; para o Nordeste e o Sul, R$ 376,94, com os mesmos serviços.

Cada equipamento tem quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de até 1,5 quilograma. É equipado para rede sem fio e conexão de internet, além de itens de segurança.

Instituído pela Lei nº 12.249, de 11 de junho de 2010, o Prouca faz parte da política nacional de tecnologia educacional do Ministério da Educação. O programa teve início em 2007, em fase experimental, em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Piraí (RJ) e Palmas. Este ano, na segunda fase do projeto, foram distribuídos 150 mil computadores a estudantes de 300 escolas da rede pública. Os professores passam por capacitação para uso do equipamento em projetos pedagógicos.

Adriane Cunha

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Compra de computador portátil liberada a estados e municípios
Palavras-chave: Educação a distância, computador, Prouca, inclusão digital

Cultura da avaliação educacional cresceu durante governo Lula

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
No início do governo Lula, o país tinha um sistema de avaliação educacional ainda tímido, com poucos exames e em sua maioria amostrais. Em oito anos, foram criados novas provas e índices que permitiram um retrato mais preciso da qualidade do ensino no país. Muitos desses resultados ainda mostram uma situação ruim em boa parte das escolas brasileiras. Entre os novos exames está a Prova Brasil, aplicada a alunos do 5° e 9° ano do ensino fundamental e o Exame Nacional do Desempenho de Estudantes (Enade), para aferir a qualidade dos cursos superiores.
A principal inovação foi a criação do Índice Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), lançado em 2005. A ideia era ter um indicador que pudesse funcionar como um termômetro da qualidade do ensino público, combinando a nota dos alunos na Prova Brasil com as taxas de aprovação. Ele foi desenvolvido pelo então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Reynaldo Fernandes, especialista em avaliação educacional.

O Ideb permite atribuir uma nota, em uma escala 0 a 10, para cada escola, município e estado, além de uma média nacional. Para Fernandes, o principal mérito do indicador foi conseguir estabelecer um sistema de metas de evolução para cada uma das escolas brasileiras, a partir do patamar em que elas se encontram. “Além da expansão das avaliações, o sistema de metas está comprometendo as redes com os bons resultados. Esse é o grande ganho que tivemos”, aponta.

Outro ponto positivo das mudanças implementadas no sistema foi a ampla publicidade aos resultados dos exames. Junto com esse crescimento veio também uma forte resistência de alguns setores da academia e dos profissionais em educação. Para Reynaldo, essas críticas são "naturais" e hoje os questionamentos se referem mais à forma como a sociedade e o governo utilizam e interpretam os dados.

“Não temos o monopólio dos resultados, cada um interpreta da sua forma. Quando solto a nota por escola, eu estou vendo naquele número que o diretor não está fazendo direito seu trabalho e ele pode ter vários motivos para isso. Mas o dado em si é um retrato, uma informação. O pior dos mundos seria não aferir um dado porque ele pode ser mal interpretado”, defende.

Ele reconhece, entretanto, que os indicadores e as próprias avaliações podem ser melhorados. “Essa é uma crítica positiva”, afirma.

O relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgado recentemente ela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cita o Ideb como uma das razões para a melhoria da proficiência dos alunos. Segundo Reynaldo, o índice tem sido citado em estudos internacionais como um modelo inovador. Ainda não há um estudo que estabeleça a relação direta do impacto do índice na aprendizagem, mas Reynaldo afirma que as conversas com secretários de Educação e diretores de escola levam a crer que o Ideb estimula a busca pela melhoria das práticas.

Além de ampliar seu sistema de avaliação, a participação do Brasil no Pisa a partir de 2000, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, foi importante para que o país pudesse situar qual era o nível de seus alunos em relação ao restante do mundo. Nas últimas edições o desempenho brasileiro evoluiu, mas ainda está entre os piores do ranking.

“O Pisa foi importante para sabermos onde estávamos e aonde queríamos chegar. O país precisa ter um parâmetro externo. Nós sabíamos que o Brasil tinha atrasos, que ficaríamos nos últimos lugares e que as pessoas iriam reclamar. Mas é fundamental continuar participando”, aponta.

O texto do futuro Plano Nacional de Educação (PNE), cuja tramitação no Congresso Nacional começa em 2011, já indica a criação de novos exames e indicadores. Entre eles uma prova para aferir a alfabetização das crianças até os 8 anos de idade e a inclusão de ciências na Prova Brasil – hoje os estudantes são avaliados apenas em português e matemática.

“É sem volta [a expansão das avaliações educacionais]. E isso não é um fenômeno brasileiro, mas mundial”, acredita Reynaldo.

Professor da Universidade de São Paulo (USP) e atual membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Reynaldo ocupou a presidência do Inep entre 2005 e 2009. Saiu depois dos problemas ocorridos na edição de 2009 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quando as provas foram roubadas de dentro da gráfica que imprimia o material, e a avaliação com 4 milhões de inscritos teve que ser adiada.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/24/cultura-da-avaliacao-educacional-cresceu-durante-governo-lula.jhtm

Educação financeira será obrigatória em escolas públicas a partir de 2012

TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
Orçamento doméstico, poupança, aposentadoria, seguros e financiamentos farão parte oficialmente do currículo das escolas públicas a partir de 2012.

O governo federal editou, na semana passada, um decreto que instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira, uma série de iniciativas pedagógicas voltadas às escolas e a adultos com o objetivo de erradicar o analfabetismo financeiro no país.
Neste ano, 450 escolas públicas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Tocantins e Distrito Federal iniciaram aulas de um projeto-piloto de educação financeira, que deverá chegar a mais de 200 mil instituições de ensino oficial.

Em 2011, o projeto-piloto testará uma metodologia de educação financeira voltada para escolas públicas do ensino fundamental.

Os educadores desenvolveram conteúdos adaptados de educação financeira para todas as nove séries do ensino fundamental e as três do ensino médio.

O conteúdo de educação financeira será distribuído nas aulas de matemática, história, ciências sociais e até português. Não haverá uma disciplina específica para educação financeira.

A educação financeira nas escolas é incentivada pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e faz parte do currículo escolar de mais de 60 países.

As diretrizes são resultantes do trabalho conjunto de entidades do mercado de capitais -como Febraban (bancos), Anbima (bancos e gestores) e BM&FBovespa e dos reguladores CVM (ações e títulos de dívida), BC (bancos), Susep (seguros) e Previc (previdência).

CURSOS PARA ADULTOS

Além da educação formal nas escolas, também estão previstas a modulação de cursos à distância e iniciativas de treinamento em finanças pessoais voltadas para adultos.

Segundo José Linaldo Gomes de Aguiar, secretário de relações institucionais do Banco Central, serão criados cursos a distância voltados para adultos, que ensinem a organizar o orçamento doméstico, a planejar a aposentadoria e a utilizar bem os financiamentos.

O BC tem um curso presencial modulado de 20 horas, que leva a universidades e a organizações.

"O importante é que as pessoas sejam bem informadas e tenham consciência de suas decisões. São assuntos simples, que fazem muita diferença para algumas pessoas", disse Aguiar.

Uma pesquisa nacional realizada em 2008 com apoio da BM&FBovespa mostrou que é muito baixo o grau de educação financeira da população brasileira.

Na pesquisa, três em cada dez entrevistados declararam pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito quando a situação aperta. Já algum tipo de restrição cadastral por falta de pagamento na praça foi a situação observada em 25% dos entrevistados.

Por outro lado, 69% dos pesquisados afirmaram fazer algum tipo de planilha para acompanhar os gastos da família, e 66% disseram que guardam os comprovantes de suas compras.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/851199-educacao-financeira-sera-obrigatoria-em-escolas-publicas-a-partir-de-2012.shtml

Ao visar vestibular, ensino médio esquece literatura contemporânea

FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
Qualquer aluno do ensino médio ao menos já ouviu falar de Machado de Assis ou de José de Alencar, nomes frequentes nas listas de livros cobrados pelos vestibulares. Mas é difícil encontrar quem já tenha lido Cristovão Tezza ou Luiz Ruffato, só para citar dois ganhadores do Prêmio Jabuti nos últimos anos.
Como o ensino médio é muito pautado pelos processos seletivos das universidades, as escolas admitem que é difícil fugir das listas.

"Sentia muita falta de incluir outros livros no programa, mas não dava tempo", conta Noemi Jaffe, doutora em literatura brasileira pela USP e ex-professora da disciplina no ensino médio.

Um dos motivos dessa falta de tempo é o fato de que ainda é comum o estudo da história da literatura, seguindo uma ordem cronológica.

"Isso se tornou quase uma camisa de força", critica Regina Zilberman, do Instituto de Letras da UFRGS (Federal do Rio Grande do Sul).

Mas as orientações curriculares do Ministério da Educação para o ensino médio já dizem que a ordem não precisa ser seguida: "Os professores [...] sentem-se obrigados a cobrir toda a linha do tempo, fazendo uso da história da literatura, ainda que isso não sirva para nada".

Uma alternativa sugerida pela especialista em literatura Maria José Nóbrega é comparar as diferenças entre as estéticas. "Essa experiência por contraste é mais fácil."

Para estudar o tema do amor romântico, os alunos do colégio Positivo, em Curitiba, leram "Inocência", escrito em 1872 por Visconde de Taunay, e "Contos de Amor Rasgados", publicado em 1986 por Marina Colasanti.

Perceberam que o amor não é mais tão idealizado quanto antigamente, diz o coordenador de literatura, Vanderlei de Siqueira.

MACHADO E FERRÉZ

Outro exemplo de intertextualidade é o que o escritor Marcelino Freire faz em oficinas para adolescentes.

"Dá para estudar Machado de Assis conversando com a literatura de Ferréz [autor de "Capão Pecado", entre outros livros]. Basta que o professor tenha ginga para misturar as tribos."

Regina Zilberman sugere ainda o uso de filmes ou peças de teatro para fazer uma "interlocução entre passado e presente". "No caso de Machado de Assis, que se transformou quase num 'pop star', existem adaptações de suas obras muito boas, já numa linguagem moderna."

O professor de teoria literária da Unicamp Alcir Pécora dá um alerta, porém: "[Fazer relações temporais entre obras antigas e contemporâneas] pode enriquecer o repertório. Mas também pode empobrecê-lo, caso se subordine o interesse das antigas exclusivamente aos temas contemporâneos".

FUVEST E UNICAMP

A lista unificada de livros obrigatórios cobrados atualmente pela Fuvest e pela Unicamp é marcada pelas obras canônicas. A mais recente é a edição aumentada de "Antologia Poética", de Vinicius de Moraes, publicada em 1960.

Para Manuel da Costa Pinto, curador da Festa Literária Internacional de Paraty, o ensino médio deveria incluir a leitura de obras mais próximas do aluno. Ele lembra que alguns vestibulares já cobram obras atuais, como a UFSM (Federal de Santa Maria), que prevê a leitura de "Eles Eram Muitos Cavalos", de Luiz Ruffato.

Renato Pedrosa, coordenador do vestibular da Unicamp, explica que não há uma determinação de adotar apenas livros clássicos ou mais antigos, mas existe a preocupação de que eles sejam todos de domínio público. "Não pode ser difícil de encontrar nem ser caro."

Ele diz ainda que não concorda totalmente com a posição de que a literatura produzida nos dias de hoje seja mais fácil ou atraente para os jovens. "As técnicas usadas hoje são de leitura mais difícil, têm uma estrutura mais sofisticada, que inclui narrativas não lineares."
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/849737-ao-visar-vestibular-ensino-medio-esquece-literatura-contemporanea.shtml

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MPF move ações contra 20 professores da Unifesp

Agência Estado
São Paulo - O Ministério Público Federal (MPF) protocolou três ações civis públicas por ato de improbidade administrativa contra 20 professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Todos são acusados de exercer atividades remuneradas não autorizadas, em desobediência ao regime de dedicação exclusiva da universidade. Entre eles, nove, além de violar a exclusividade, ainda se dedicavam à gerência, administração ou representação técnica de sociedades comerciais, o que é vedado pelo Estatuto do Servidor Público Federal.

Entre as atividades exercidas irregularmente pelos professores estão o atendimento a pacientes em consultório particular e a docência em outras universidades. O MPF avalia que o prejuízo ao erário causado pela conduta ilegal dos 20 professores seja da ordem de R$ 1,4 milhão.

Nas ações, os procuradores da República Sergio Gardenghi Suiama e Sônia Maria Curvelo pedem que os professores sejam condenados ao ressarcimento integral do dano apurado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), à perda do cargo de docentes da Unifesp, à suspensão dos direitos políticos por até dez anos, ao pagamento de multa civil de até três vezes o valor da vantagem indevidamente recebida e ainda sejam proibidos de contratar com o poder público ou dele receber benefícios ou incentivo fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos.

O TCU começou a investigar o caso a partir de informações encaminhadas pela Procuradoria da República em São Paulo, que desde 2003 apurava a violação, por docentes da Unifesp, do regime de dedicação exclusiva. "Os procedimentos conduzidos pelos dois órgãos federais chegaram à mesma conclusão: a de que os requeridos sistematicamente descumpriram o regime de dedicação exclusiva ao qual voluntariamente aderiram, com o objetivo de se locupletarem em prejuízo do patrimônio da universidade que os remunera", afirmam os procuradores.

Na administração pública federal, o docente pode optar por três diferentes regimes de trabalho: tempo parcial de 20 horas; regime de 40 horas de trabalho semanais; e regime de dedicação exclusiva. "Ao optar pelo regime de dedicação exclusiva, o docente somente poderá desenvolver atividade remunerada se obtiver autorização da instituição a que está vinculado, nos termos de prévia regulamentação expedida pelo Conselho Superior da Universidade", afirma o MPF em outro trecho das ações. Nenhum dos 20 professores demandados, porém, solicitou prévia autorização da Unifesp para exercerem atividades remuneradas fora do campus.

Os processos administrativos instaurados pelo MPF e pelo TCU comprovaram que os professores "atenderam pacientes em consultas médicas particulares e exerceram a função de representantes técnicos de empresas privadas perante o Conselho Regional de Medicina". Na defesa administrativa, os demandados alegaram que as consultas realizadas foram poucas e esporádicas. Os procuradores também consideram que o exercício de responsável técnico de sociedades privadas perante o Conselho Regional de Medicina não pode ser caracterizado como "atividade de consultoria" nem ser qualificado como "eventual".

Na ação, os procuradores argumentam que os professores "auferiram vantagem patrimonial indevida, consistente na percepção de verba de gratificação específica, atribuída somente aos docentes que optaram por regime de dedicação exclusiva", o que justifica seu enquadramento na lei 8.429/92, que trata dos crimes de improbidade administrativa, e pedem a condenação simultânea por enriquecimento ilícito, dano ao erário federal e ofensa aos princípios da administração pública.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/20/mpf-move-acoes-contra-20-professores-da-unifesp.jhtm

Gestão escolar no Brasil deve ser pragmática, defendem especialistas

Ana Okada
Em São Paulo
Avaliação de professores, critérios para a escolha do diretor e foco na sala de aula são alguns dos pontos principais para que a educação melhore, defende a diretora executiva da Fundação Lemmann, Ilona Becskeházy. Para ela, ainda falta "pragmatismo" na resolução dos problemas da educação brasileira.

Apesar de muito se falar em "gestão democrática" na escola, Ilona explica que a gestão no país, hoje, é mais pautada pela burocracia e pela política. "Era para ser uma cadeia de apoio e vira uma cadeia de exercício de poder". No Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), explica, países em que ocorre gestão democrática na escola, vão melhor:

"Os sistemas de ensino mais eficientes são coerentes; o currículo é exigente, o professor é treinado, há uma cadeia que funciona para a sala de aula funcionar, não para o governo aparecer. A educação virou uma arena, um palco onde as pessoas podem aparecer, temos que mudar isso. O foco deve ser a sala de aula", diz.

Ela explica que, dependendo do Estado, a falta de autonomia na gestão da escola chega ao ponto em que é praticamente impossível, para o diretor, mandar um professor embora, mesmo que ele não corresponda ao que é esperado. "Ninguém consegue tirar ele da carreira. Até existe um mecanismo, mas você vira alvo da corrente, vira um problema político", diz.

"Na educação temos que fazer um esforço de capital humano em todas as áreas, temos que ir mudando, melhorando quem está na carreira. É um esforço que demora uma década, mas faz a gente dar saltos".

De acordo com a pesquisa "Perfil do diretor escolar", da Fundação Victor Civita, divulgada em outubro deste ano, de 400 diretores ouvidos em diversas partes do Brasil, 75% dos diretores foram admitidos por eleição direta, concurso público ou seleção técnica. No entanto, na visão de mais de 90% desses profissionais, essas três formas são as mais adequadas para se chegar ao cargo. Enquanto 21% ainda são escolhidos via nomeção política, apenas 5% concordam com esse tipo de procedimento.

Despolitização e envolvimento

Para o pesquisador Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), a autonomia da escola também é um fator importante para a melhora da educação. "A escola tem que ter autonomia, o diretor deve poder tirar o professor se ele não atuar. Se os Estados não resolverem a questão do diretor, não tem como funcionar. O que a gente sabe com certeza é que a qualidade da escola depende muito do empenho do diretor; ele que estabiliza a qualidade, põe as coisas para funcionar", explica.

Para ele, a área de educação não pode estar politizada e a população deve cobrar, no dia a dia, a melhoria da qualidade do ensino. "As secretarias tem que ter técnicos e as políticas devem ter continuidade; e se o Estado e a população local não se envolverem, não tem como resolver isso. Tem que ter o envolvimento da comunidade local; o governo federal não pode assumir a direção das escolas, não é possível", diz.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/21/gestao-escolar-no-brasil-deve-ser-pragmatica-defendem-especialistas.jhtm

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nova sede começa a ser erguida no Rio de Janeiro com a presença de Lula

Portal do MEC
Começa nesta segunda-feira, 20, a construção da nova sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O prédio será erguido no local da antiga sede da entidade estudantil, destruída em 1964 durante o regime militar. Pela Lei nº 12.260, de junho de 2010, o Estado brasileiro admite a responsabilidade pela destruição do prédio e se compromete a indenizar a UNE.

A pedra fundamental que marca o início da obra será colocada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele estará acompanhado de ministros e autoridades da prefeitura e do estado do Rio de Janeiro. O projeto arquitetônico, um presente do arquiteto Oscar Niemeyer à UNE, terá 13 andares, que abrigarão centro cultural, teatro e museu da memória do movimento estudantil, além de setor administrativo. Segundo a lei, os recursos sairão do orçamento da União.

Durante a solenidade com o presidente Lula, os estudantes vão abrir uma exposição. Um painel com a foto de Honestino Guimarães, ex-presidente da entidade e um dos desaparecidos políticos do período, homenageia a todos que lutaram contra a ditadura e pelo retorno da democracia. A UNE também vai reeditar a exposição Memória do Movimento Estudantil, que conta a história da mobilização de universitários e secundaristas desde 1937, quando foi criado o Conselho Nacional de Estudantes, o embrião da UNE, até 2010.

A Memória do Movimento Estudantil retrata como foi a participação dos estudantes em momentos importantes da história do Brasil. Estarão ali a campanha O Petróleo é Nosso, da década de 1950; a luta contra o regime militar de 1960 a 1985; o movimento Diretas Já, de 1984 e 1985; a marcha dos Caras-Pintadas, que culminou com a queda do presidente Fernando Collor em 1992.

Histórico

O prédio na Praia do Flamengo, nº 132, foi doado pelo presidente Getúlio Vagas à UNE, em 1942. A sede foi, até 1964, palco de lutas nacionais, como a campanha O Petróleo é Nosso, que precedeu a criação da Petrobrás, em 1953, além de ser referência cultural para o movimento estudantil e ponto de encontro de artistas e intelectuais. Ali nasceu o centro popular de cultura (CPC) da UNE.

Tomado dos estudantes em 1964, o prédio foi demolido na década de 1980. Depois disso, o terreno foi invadido e passou a ser usado como estacionamento clandestino. Em fevereiro de 2007, a entidade recuperou o terreno, montou um acampamento no local e começou a campanha UNE de Volta para Casa. Com o movimento dos estudantes, a entidade conseguiu reaver na Justiça a posse do terreno, o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela invasão, conforme a Lei nº 12.260/2010, e agora a construção da nova sede.

Ionice Lorenzoni, com informações da UNE

Palavras-chave: União Nacional dos Estudantes, UNE

Aberto sexto lote de recompra de certificados financeiros

Portal do MEC
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) abriu nesta segunda-feira, 20, o sexto lote do ano de recompra de Certificados Financeiros do Tesouro (CFT-E), de propriedade das instituições de ensino superior que aderiram ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Ao todo, foram disponibilizados pela autarquia R$ 146,5 milhões para a operação, que se encerra no dia 24.

As universidades que recebem estudantes pelo Fies são remuneradas por meio do CFT-E, um título público usado para a quitação de contribuições previdenciárias e demais tributos da Receita Federal. Pagos os tributos, os certificados restantes podem ser recomprados pelo FNDE. Até 2009, havia apenas uma recompra anual dos títulos. A partir de 2010, passou para quatro, no mínimo.

Liquidez

“Esta sexta recompra mostra o empenho do FNDE em tornar o Fies cada vez mais atrativo não apenas para os estudantes, mas também para as universidades”, afirma Antônio Corrêa Neto, diretor financeiro da autarquia. Além de assegurar maior liquidez aos títulos do Fies com o aumento das recompras anuais, as mantenedoras das instituições de ensino superior “reduzem vagas ociosas em seus cursos e têm garantia do recebimento das mensalidades, o que diminui a inadimplência”, explica.

O representante legal da mantenedora deve acessar o Sistema Informatizado do Fies (SisFies) para consultar o valor e solicitar a recompra de seus títulos.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Palavras-chave: fies, fnde, certificados

Censo Escolar registra 51,5 milhões de estudantes matriculados em 2010

Portal do MEC
As matrículas na educação profissional cresceram 74,9% entre 2002 e 2010, segundo dados oficiais do Censo Escolar. Em 2010, o país tem 1,1 milhão de jovens na educação profissional, enquanto em 2002 eles somavam 652.073.

No mesmo período, a rede federal de educação profissional passou de 77.190 alunos para 165.355, o que representa crescimento de 114%. A trajetória de expansão da educação profissional também pode ser vista entre 2007 e 2010. Em 2007, as matrículas eram 780.162. Ao alcançar 1.140.388 neste ano, o crescimento é de 46% no intervalo.

O Censo Escolar 2010 aponta que o Brasil tem 51,5 milhões de estudantes matriculados na educação básica pública e privada – creche, pré-escola, ensino fundamental e médio, educação profissional, especial e de jovens e adultos. Dos 51,5 milhões, 43,9 milhões estudam nas redes públicas (85,4%) e 7,5 milhões em escolas particulares (14,6%).

Atendem estudantes da educação básica 194.939 estabelecimentos de ensino. Em 2009, o censo registrou 52,5 milhões de alunos na educação básica.

Na avaliação do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim Neto, a queda de cerca de um milhão de matrículas da educação básica pública em 2010, comparada a 2009, tem duas explicações: a melhora do fluxo escolar com redução de crianças repetindo a série combinada com o aumento do rigor técnico do Inep na coleta de informações do censo. “Fazemos checagem de dados para evitar matrículas duplas”, explicou. Em 2011, segundo Joaquim Neto, o Inep fará também visitas a escolas para verificar a autenticidade das informações prestadas.

Creches

Além do ensino profissional, a creche é a etapa com maior crescimento no número de matrículas da educação básica. As matrículas de crianças com até três anos de idade apresentaram um crescimento de 9%, o que corresponde a 168.290 novas matrículas. Em 2010, as matrículas somaram 2.064.653, enquanto em 2009, o censo registrou 1.896.363. Comparando com o início dos anos 2000, o crescimento ultrapassa 79%.

Com a reorganização da pré-escola, que atende crianças de quatro e cinco anos, e a implantação do ensino fundamental de nove anos, o censo registrou 4.692.045 matrículas em classes de pré-escola. A queda de 3,6% com relação a 2009 é atribuída à implantação do ensino fundamental de nove anos. Em 2009, a pré-escola teve 4.866.268 alunos.

A educação especial registrou em 2010, 702.603 matrículas, um aumento de 10% com relação a 2009. Segundo o presidente do Inep, o grande salto aconteceu no processo de inclusão de alunos com deficiência em escolas públicas regulares iniciado em 2007. Com a expansão de alunos especiais nas escolas regulares caíram as matrículas nas escolas exclusivas. Isso, explica Joaquim Neto, evidencia o êxito da política de inclusão na educação básica.

Também no ensino médio houve aumento de 0,2% nas matrículas com 20.515 novos alunos. No total, o ensino médio registra 8.357.675 alunos. Em 2009 eram 8.337.160. Como nos anos anteriores, a rede estadual é responsável por 85,9% das matrículas, enquanto a rede privada tem 11,8%.

No ensino fundamental – da primeira à nona série regular e a educação de jovens e adultos - estão matriculados 31 milhões de alunos, sendo 16,7 milhões nos anos iniciais e 14,2 milhões nos anos finais. A educação de jovens e adultos tem 4.287.234 de matrículas; a educação indígena, 246.793; e nas áreas remanescente de quilombos, 210.485 estudantes estão matriculados.

Veja o resumo técnico e a apresentação do Censo Escolar 2010.

Assessoria de Comunicação Social

Palavras-chave: censo escolar, educação básica, matrículas

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Inaugurada Capes WebTV na Ufal

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) recebeu nesta sexta-feira, 10, a visita do diretor de Programas e Bolsas no País da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Emídio Cantídio, para participar da instalação da Capes WebTV e para proferir uma palestra para os coordenadores de cursos de pós-graduação da Ufal. A universidade é a primeira do país a instalar a mídia, que foi produzida pela Capes para a divulgação de conteúdo noticioso dentro dos campi universitários.
Inicialmente serão instalados cinco monitores nos gabinetes da reitora Ana Dayse Dorea e do vice-reitor Eurico Lôbo, além da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propep), da Assessoria de Comunicação (Ascom) e da Editora Universitária (Edufal). A partir de 2011, serão instalados outros 13 monitores, já adquiridos, em locais estratégicos nos Campi Maceió, Arapiraca e do Sertão, como a Biblioteca Central e o Restaurante Universitário, no Campus Maceió.

"Os monitores serão instalados em locais de grande movimentação da comunidade acadêmica, de forma a garantir maior visibilidade às informações veiculadas", disse Josealdo Tonholo, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação. Entre os programas inicialmente veiculados estão o Por Dentro da Capes; Capes Notícias; Capes Oportunidades; Portal de Periódicos; e Acontece no Campus.
Em sua palestra, Cantídio apresentou as iniciativas da Capes em todo o país e o seu desenvolvimento de acordo com uma linha do tempo. Entre diversos dados, mostrou a taxa de crescimento do Brasil na produção de pesquisas, apontando que o país é o 13º no ranking dessa produção. "A missão da Capes, por exemplo, é fortalecer a universidade para formar pessoas para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural nos setores público e privado", salientou.

O Sistema WebTV não emite sons, utiliza-se de legenda, de forma similar às TVs instaladas em aeroportos. Tem por objetivo difundir notícias e informações próprias da Capes, com destaque para tópicos sobre a avaliação de cursos, editais de fomento à pesquisa, bolsas no país e no exterior, cooperação internacional, treinamento de usuários, além de reservar um espaço para a própria instituição publicar notícias para a sua comunidade local. Os serviços serão disponibilizados 24h por dia durante os sete dias da semana. Acesse a Capes WebTV e tenha acesso a mais informações.

Fonte: Ascom/Ufal
Portal de Periódicos Capes

Acesso remoto ao Portal de Periódicos da Capes está disponível aos membros da CAFe

O acesso remoto ao Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está disponível às instituições de ensino e pesquisa que integram a Comunidade Acadêmica Federada (CAFe), serviço provido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A novidade foi anunciada pelo diretor de Programas e Bolsas no País da Capes, Emídio Cantídio, durante o Fórum de Pró-Reitores (FoProp), que aconteceu em Campo Grande (MS), entre 01 e 03 de dezembro.

“Essa é mais uma grande vitória da equipe do Portal de Periódicos”, comemora Cantídio. Ele explica que o ingresso do Portal como Provedor de Serviço da CAFe atende a uma demanda das instituições, sobretudo daquelas que não possuíam nenhum serviço de acesso remoto aos recursos assinados pela Capes.

Na prática, um professor, pesquisador, aluno ou funcionário de uma instituição usuária do Portal e que integre a CAFe pode acessar o conteúdo assinado de qualquer lugar, por meio de um login e senha fornecidos pela sua universidade. A CAFe é uma federação que reúne instituições de ensino e pesquisa em uma rede de confiança. Na CAFe, cada instituição funciona com uma Provedora de Identidade, sendo responsável por autenticar e fornecer informações de seus usuários para os serviços autorizados oferecidos. Além de Provedoras de Identidade, as instituições pertencentes à CAFe também podem ser Provedoras de Serviços, sendo estes disponibilizados aos participantes da Federação, exemplo da CAPES com o Portal de Periódicos.

Geralmente, professores e alunos de instituições de ensino superior já possuem algum tipo de cadastro, que permite acesso a serviços de e-mail, intranet, lançamento on-line de notas e faltas e realização de matrículas pela Web. Esses mesmos dados poderão ser utilizados para acesso à CAFe. Isso porque a Federação utiliza o sistema Single Sign On (SSO), ou seja, o usuário acessa diversas aplicações externas por meio de uma única autenticação, sem a necessidade de recordar o seu login e senha em cada sistema. Saiba como acessar o Portal de Periódicos pela CAFe.

O aceso remoto à CAFe é feito por meio do Shibooleth, que protege a privacidade no acesso às informações autenticadas e disponibilizadas on-line.O Shibooleth é uma tecnologia amplamente difundida e é utilizada por consórcios de bibliotecas nos Estados Unidos e Europa.


Parceria

Para Antônio Carlos Fernandes Nunes, diretor-adjunto de Gestão de Serviços da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o ingresso do Portal de Periódicos como um Provedor de Serviço disponível aos integrantes da CAFe consolida uma parceria bem sucedida entre a Capes e a RNP. As duas instituições já têm atuado em conjunto no Projeto que levou ao desenvolvimento da atual versão do Portal, que possui uma ferramenta de busca integrada no acervo. “O Projeto do novo Portal de Periódicos e a Comunidade Acadêmica Federada, sob responsabilidade da RNP, estão chegando em um momento muito interessante. As duas iniciativas visam justamente responder a demandas importantes das instituições de ensino e pesquisa no Brasil”, afirma Nunes.

Ele explica que o objetivo de uma Federação como a CAFe é incentivar a participação de diferentes instituições em uma relação de confiança. E a oferta de serviços capazes de despertar o interesse da comunidade acadêmica para a Federação é essencial para o fortalecimento desse tipo de iniciativa. “O fato de ser uma porta de entrada para pesquisadores que desejam acessar conteúdo científico faz do Portal de Periódicos um serviço importantíssimo para alavancar a própria Federação”, afirma.

Atualmente, nove instituições de ensino e pesquisa integram a CAFe: o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), , a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal do Pará (UFPA), A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A expectativa é que, além de outras instituições de ensino e pesquisa, em breve, os demais usuários do Portal de Periódicos também façam sua adesão à CAFe e possam utilizar os serviços oferecidos pela Federação.

Adesão

Para aderir à CAFe, a instituição interessada deve enviar um e-mail para a RNP, no endereço: cafe@rnp.br. A mensagem deve conter o nome da instituição; até três contatos técnicos (nome, função, e-mail, telefone); e um contato administrativo (nome, função, e-mail, telefone). Também é necessário preencher um questionário de gestão de identidade.

Caso a proposta de adesão seja aprovada pelo Comitê Gestor da CAFe, a equipe de TI da instituição passa a ter acesso a uma documentação com instruções para adequação aos requisitos técnicos necessários ao ingresso na Federação. A RNP também oferece apoio aos profissionais das instituições responsáveis pelos procedimentos de adesão.
Portal de Periódicos Capes

Metas governamentais apontam investimento na qualidade e no professor .

O governo federal encaminhará amanhã (15), ao Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação (PNE). O novo documento sintetiza 20 metas e aponta estratégias para o avanço da educação brasileira no decênio 2011-2020. Em entrevista ao programa de rádio Café com o Presidente, ontem (13), o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, ressaltaram que o PNE vai investir principalmente na qualidade da educação e na valorização dos professores.

Atualmente, um professor com formação superior recebe 60% da remuneração de um profissional não docente com formação equivalente. A redução desse percentual é um dos principais pontos do novo PNE. “A próxima década tem de ser a do professor brasileiro para que a carreira do magistério não perca talentos para as demais profissões”, disse Haddad. “Quem está vocacionado para ser professor tem de ser professor; a valorização do professor é o eixo central do próximo plano.”

O PNE 2011-2020 reforça a visão sistêmica da educação, que vai da creche à pós-graduação. Entre as metas prioritárias está a universalização do atendimento desde a educação infantil até o ensino médio — alunos de quatro a 17 anos. “O PNE não é um programa para um governo, é um programa para a educação brasileira que pode perpassar dois governos e meio”, disse Lula. “O importante é que as metas são ambiciosas; estamos prevendo até 2020 chegarmos a 7% do PIB investindo em educação.” Hoje, o índice está em 5%.
retirado do site:http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/0448_Metas-governamentais-apontam-investimento-na-qualidade-e-no-professor-

ITA inicia aplicação de provas do vestibular 2011 neste terça; UOL terá correção online

Da Redação
Em São Paulo
Começam nesta terça-feira (14) as provas do processo seletivo 2011 do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Os exames prosseguem até sexta-feira (17), sempre das 8h às 12h. São esperados 7.626 candidatos. O UOL Vestibular terá a resolução comentada da prova, feita pelos professores do Curso e Colégio Objetivo, por volta das 14h.

O vestibulando deverá comparecer ao local de prova com antecedência de 45 minutos, com roupas adequadas (segundo a instituição, não é permitido, por exemplo, bermuda, chinelos, camiseta regata, etc) e munido da cédula de identidade, lápis, caneta esferográfica preta, caneta ponta porosa preta, borracha macia e régua. O estudante que perder uma das provas, não poderá realizar as demais.

Hoje, serão realizadas as questões de física. Confira no quadro o cronograma das provas:
Data Horário Matéria Composição
14/12 8h às 12h Física 20 questões de múltipla escolha e 10 questões dissertativas
15/12 8h às 12h Português e inglês 20 questões de múltipla escolha de cada matéria e uma redação em língua portuguesa
16/12 8h às 12h Matemática 20 questões de múltipla escolha e 10 questões dissertativas
17/12 8h às 12h Química 20 questões de múltipla escolha e 10 questões dissertativas

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados em 22 de dezembro. O resultado final da seleção será publicado no dia 30 do mesmo mês, a partir das 10h. Os candidatos convocados deverão comparecer ao ITA no dia 23 de janeiro de 2011, às 10h, para a realização do exame médico, que corresponde a última etapa do processo, de caráter eliminatório.



Estatísticas

O ITA recebeu 7.626 inscrições - é a seleção mais concorrida desde 2004. A graduação mais procurada é engenharia aeronáutica, com 2.198 candidatos. Em seguida aparece engenharia da computação, com 1.030 inscritos.

* Confira se seu nome está na lista de candidatos inscritos no vestibular 2011 do ITA



Do número total de inscritos, 3.091 optaram pela carreira militar e 3.842 pela carreira civil. Foram recebidas, ainda, 693 inscrições de candidatos treineiros. O número de mulheres participantes dessa seleção é 1.771.

São oferecidas 130 vagas para os cursos de graduação em engenharia, nas seguintes especialidades: aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, da computação e aeroespacial. Destas vagas, até 50 são destinadas para a carreira militar e 80 para ingresso de candidatos civis.

A procedência escolar dos candidatos é a seguinte: 67,3% são de escolas particulares; 23,8% de escolas estaduais; 7,7% de escolas federais; e 1,2% de escolas municipais. Aproximadamente, 31,1% do total de candidatos fez curso preparatório. Veja aqui outros dados divulgados pelo ITA.

Outras informações podem ser conferidas no site da instituição.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Escola de comunidade carente amplia o índice de qualidade

Portal do MEC
Com apenas dois anos letivos de educação em tempo integral, 150 estudantes da Escola Municipal Professora Etelvina Cáfaro Salustiano, de Moji das Cruzes (SP), conseguiram melhorar o índice da educação básica (Ideb) daquela unidade de ensino. O indicador subiu de três pontos em 2007 — o pior do município — para 4,3 em 2009. A escala do Ideb vai até 10 pontos.

Situada em um bairro de aproximadamente mil habitantes, que reúne 200 famílias oriundas de três favelas, a escola implantou a educação integral no início de 2009, com recursos da prefeitura e em parceria com entidades e igrejas. Em 2010, foi aceita no programa Mais Educação.

Com recursos transferidos pelo programa, desenvolvido pelo Ministério da Educação, 121 alunos do primeiro ao quarto ano do ensino fundamental puderam ter aulas de natação este ano. De acordo com o diretor da escola, Kennedy José de Paula, a verba, recebida em julho, foi usada na compra de maiôs, toucas, óculos, bóias e espaguetes de isopor. Com o dinheiro, a escola também paga auxílio mensal ao professor de natação, um estudante de educação física, com oito anos de experiência. Ele atua como voluntário.

Os alunos frequentam as aulas de natação no Centro Esportivo Municipal do Socorro, a sete quilômetros da escola. A prefeitura oferece o ônibus para o transporte das crianças, divididas em quatro turmas, com aulas uma vez por semana, das 10h30 às 11h30.

Na avaliação do diretor, a educação integral é importante para as crianças daquela comunidade, mas a maioria das famílias vive situações críticas. Sem qualificação profissional, os moradores têm dificuldades para conseguir trabalho, o auxílio do programa Bolsa-Família e anticoncepcionais.

Kennedy de Paula, 39 anos, é licenciado em matemática e pedagogia e pretende fazer mestrado na Universidade de São Paulo (USP) em educação e desigualdade social. Quando fala em dificuldades, ele observa que coisas básicas faltam à comunidade, como informações sobre programas sociais do governo federal e documentos, como CPF e identidade, para o cadastro na Bolsa-Família. Na comunidade, há mulheres de 30 anos de idade com oito filhos na escola, mas sem o benefício da bolsa. São comuns os casos de alcoolismo.

Atividades — Graças à interlocução com a prefeitura e entidades, a escola oferece aos alunos cinco refeições por dia — café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. Algumas turmas entram às 7h e saem às 16h; outras, chegam às 8h30 e vão até 17h30.

Como a escola é pequena — quatro salas de aula, laboratório de informática, biblioteca e refeitório —, os estudantes fazem a maioria das atividades da jornada ampliada no centro comunitário do bairro, a cem metros de distância. Além da natação, a escola, parceiros e voluntários oferecem aos alunos formação nas áreas intelectual, com reforço escolar, informática, leitura, inglês, xadrez e educação ambiental; cultural, com dança, música, teatro, artes visuais; esportiva, com caratê, judô, taekwondo, basquete, futebol, handebol, atletismo e recreação.

Criado em 2007, o programa Mais Educação começou a funcionar efetivamente em 2008. Desde então, passou de 386 mil para 2,2 milhões de estudantes beneficiados. Em 2011, será ampliado para atender 15 mil escolas e três milhões de alunos.

Para receber os recursos no próximo ano, as escolas cadastradas e aquelas selecionadas para ingresso precisam informar o número de estudantes a serem atendidos. Os dados devem ser incluídos no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec) — o acesso ocorre por meio de senha informada à escola. O Simec já está aberto para receber os dados.

Ionice Lorenzoni

Palavras-chave: educação básica, Mais Educação, Ideb

Brasil precisa melhorar eficiência dos gastos em educação, diz estudo do Banco Mundial

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
As quatro prioridades do Brasil para a próxima década devem ser a melhoria da qualificação dos professores, o fortalecimento da educação infantil, mais qualidade para o ensino médio e mais eficiência do gasto público em educação. É o que diz estudo lançado hoje (13) pelo Banco Mundial sobre os resultados alcançados pelo Brasil nos últimos anos em educação.

De acordo com o estudo, o gasto não está “produzindo os resultados esperados”. Os dados mais recentes, de 2009, mostram que o país investe hoje 5% do PIB (Produto Interno Bruto) na área, patamar que, segundo o relatório, já é superior ao verificado nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). O país também gasta mais do que o México, o Chile, a Índia e a Indonésia, que têm perfil demográfico semelhante ao brasileiro.

No entanto, investe em média seis vezes mais em um estudante do ensino superior que no aluno da educação básica. Na OCDE, a proporção é de dois para um. O estudo destaca ainda que as altas taxas de repetência permanecem, “apesar de pesquisas indicarem que a repetição é uma estratégia ineficaz para aumentar a aprendizagem”.

O alto grau de corrupção e má-administração das verbas da educação também são apontados como razões para os baixos resultados alcançados em relação ao custo. O Banco Mundial aponta ainda “aumento no custo dos professores”, com políticas que reduziram o tamanho médio das turmas e “impuseram aumentos generalizados de salário para os professores”. Para a instituição, há pouca evidência de que o aumento salarial contribuiu para melhorar a qualidade da educação.

O estudo recomenda que o Brasil aproveite o período de transição demográfica que está vivendo para melhorar a qualidade do ensino, já que o fenômeno terá um “impacto notável” sobre a população em idade escolar na próxima década. “A redução projetada de 23% no número de estudantes de ensino fundamental corresponderá a quase 7 milhões de assentos vazios nas escolas do país (...). Essa transformação demográfica é uma bonificação para o sistema educacional e permitirá que os níveis atuais de gastos financiem uma grande melhoria na qualidade escolar”, diz o texto.

Para melhorar a qualificação dos professores, o Banco Mundial defende a adoção de estratégias para atrair os “indivíduos de mais alta capacidade para a sala de aula”, com apoio para formação continuada e recompensa pelo desempenho. Hoje, diz o estudo, a carreira docente se tornou “uma profissão de baixa categoria”, que atrai o “terço inferior dos estudantes do ensino médio”.

O Banco Mundial indica como exemplo de políticas eficientes programas de pagamento de bônus para os professores a partir dos resultados alcançados por suas turmas, como os já adotados em Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo e no município do Rio de Janeiro.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/13/brasil-precisa-melhorar-eficiencia-dos-gastos-em-educacao-diz-estudo-do-banco-mundial.jhtm

Fuvest divulga nota de corte da primeira fase do vestibular 2011; confira

Da Redação
Em São Paulo
A Fuvest 2011 divulgou nesta segunda-feira (13) as notas de corte do vestibular 2011; confira-as aqui. As notas das 17 carreiras com maiores pontuações diminuíram em relação ao vestibular do ano passado. Estão sendo convocados para essa fase 35.766 candidatos, que disputarão 10.752 vagas.
A lista com os vestibulandos aprovados para a próxima etapa será divulgada em 20 de dezembro. Nessa mesma data, serão divulgados os locais de prova da segunda fase, que podem ser diferentes dos da primeira.
Confira as carreiras com nota de corte maior ou igual a 50 pontos
Carreira Nota de corte 2010 (90 questões) Nota de corte 2011 (89 questões)
421 – Medicina 74 70
422 – Ciências Médicas – Ribeirão Preto 74 69
603 – Engenharia Aeronáutica – São Carlos 68 64
211 – Curso Superior do Audiovisual 63 59
613 – Engenharia na Escola Politécnica 63 58
235 – Relações Internacionais 63 57
606 – Engenharia Civil – São Carlos 61 57
615 – Engenharia – São Carlos 60 57
213 – Direito 60 56
225 – Jornalismo 60 54
201 – Arquitetura – FAU 56 53
234 – Publicidade e Propaganda 57 52
431 – Psicologia 56 52
202 – Arquitetura – São Carlos 53 50
212 – Design 57 50
218 – Editoração 51 50
614 – Engenharia Química – Lorena 56 50


Segunda fase

A segunda fase ocorre nos dias 9, 10 e 11 de janeiro de 2011. Serão três provas analítico-expositivas. A primeira, comum a todos os cursos, terá 10 questões, de igual valor, de interpretação de textos, gramática, literatura e uma redação.



* Gabarito da primeira fase da Fuvest 2011
Prova da primeira fase da Fuvest 2011; versão V



A segunda prova, também comum a todos os cursos é constituída de 20 perguntas sobre matemática, história, física, geografia, química, biologia, inglês e algumas questões interdisciplinares. A terceira prova terá 12 questões, de igual valor, de duas ou três disciplinas, dependendo da carreira escolhida pelo vestibulando.

Veja quais são os livros do vestibular 2011 e inicie seus estudos com o material do UOL Vestibular:
* Auto da barca do inferno - Gil Vicente;
* Memórias de um sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida;
* Iracema - José de Alencar;
* Dom Casmurro - Machado de Assis;
* O Cortiço - Aluísio Azevedo;
* A cidade e as serras - Eça de Queirós;
* Vidas secas - Graciliano Ramos;
* Capitães da areia - Jorge Amado;
* Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) - Vinícius de Moraes.


Chamadas e matrícula

A divulgação da primeira chamada está prevista para 9 de fevereiro de 2011. A matrícula será realizada nos dias 14 e 15 do mesmo mês. No dia 19 de fevereiro será divulgada a segunda chamada, com matrícula no dia 21.

A manifestação de interesse pelas vagas não preenchidas deverá ser realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, das 9h às 16h, nos postos de manifestação de interesse (que podem ser consultados no manual, na seção de matrículas). Confira as datas das próximas chamadas:

* 07/3 - Divulgação da terceira chamada;
* 11/3 - matrícula da terceira chamada;
* 16/3 - divulgação da quarta chamada;
* 17/3 - matrícula da quarta chamada;
* 21/3 - divulgação da quinta chamada;
* 22/3 - matrícula da quinta chamada.



Outras informações podem ser obtidas pelo site do vestibular ou no manual do candidato.
Retirado do site:http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/12/13/fuvest-divulga-nota-de-corte-da-primeira-fase-do-vestibular-2011-confira.jhtm

Florianópolis vai sediar fórum mundial em novembro de 2011

Portal do MEC
Santiago de Compostela (Espanha) — O conselho internacional do Fórum Mundial de Educação (FME), reunido no domingo, 12, na capital da Galícia, aprovou por unanimidade a escolha de Florianópolis como sede do 2º Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. O encontro está previsto para novembro de 2011.

Com a escolha da capital catarinense, será possível instalar o comitê organizador, formado por entidades e instituições parceiras. Elas serão responsáveis pelo encontro, ao lado do Ministério da Educação e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. O conselho também definiu as atividades que apresentará no FME, que ocorrerá simultaneamente ao Fórum Social Mundial, de 6 a 11 de fevereiro de 2011, em Dacar, Senegal. Uma delas será o resgate da memória das cartas-síntese dos fóruns já ocorridos, com atualização da agenda para o próximo período. Outra, a realização de debate sobre o momento da educação mundial, com destaque para a África.

O conselho internacional do FME reuniu-se durante o Fórum Mundial de Educação Temático (FMEt), em Santiago de Compostela. No encontro, que termina nesta segunda-feira, 13, foi debatido o tema Educação, Pesquisa e Cultura de Paz, com a participação de representantes do Brasil, Uruguai, Espanha e Colômbia. Na abertura oficial, na sexta-feira, 10, o ex-presidente e ex-primeiro ministro de Portugal Mário Soares defendeu a educação para a paz como disciplina curricular obrigatória em todos os países civilizados. Segundo ele, o assunto deve ser prioritário na agenda das nações, de forma a contribuir para regular “a globalização desenfreada”.

O presidente da Fundação Cultura de Paz, o espanhol Federico Mayor Zaragoza, afirmou que a sociedade civil deve apoiar-se nas tecnologias da comunicação para dizer basta à violência. “Os cidadãos podem ser fontes de informação, ajudando os jornalistas a escrever o mundo tal como tem de ser”, disse.

O representante do Ministério da Educação brasileiro, Alexandre Vidor, destacou o papel da rede federal brasileira de educação profissional na construção de uma cultura da paz. “A revolução que está em curso no Brasil nessa área dá o protagonismo ao indivíduo”, disse. “Devemos, sempre, reafirmar que a formação cidadã deve preceder a capacitação para o mercado de trabalho.”

Realizado pela primeira vez em 2001, em Porto Alegre, o FME reúne dirigentes e organizações de todos os continentes para articular e democratizar conhecimentos e experiências. A proposta do fórum é a construção coletiva de uma plataforma internacional de defesa da educação pública, gratuita, laica, obrigatória e de qualidade e que promova a cultura de paz.

Felipe De Angelis

Confira o fórum de 2009, realizado em Brasília

Mais informações na página eletrônica do fórum

Palavras-chave: educação profissional, FME

Metas para 2011-2020 apontam investimento na qualidade e no professor

Portal do MEC
O governo federal encaminhará na quarta-feira, 15, ao Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação (PNE). O novo documento sintetiza 20 metas e aponta estratégias para o avanço da educação brasileira no decênio 2011-2020. Em entrevista ao programa de rádio Café com o Presidente, nesta segunda-feira, 13, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, ressaltaram que o PNE vai investir principalmente na qualidade da educação e na valorização dos professores.

Atualmente, um professor com formação superior recebe 60% da remuneração de um profissional não docente com formação equivalente. A redução desse percentual é um dos principais pontos do novo PNE. “A próxima década tem de ser a do professor brasileiro para que a carreira do magistério não perca talentos para as demais profissões”, disse Haddad. “Quem está vocacionado para ser professor tem de ser professor; a valorização do professor é o eixo central do próximo plano.”

O PNE 2011-2020 reforça a visão sistêmica da educação, que vai da creche à pós-graduação. Entre as metas prioritárias está a universalização do atendimento desde a educação infantil até o ensino médio — alunos de quatro a 17 anos. “O PNE não é um programa para um governo, é um programa para a educação brasileira que pode perpassar dois governos e meio”, disse Lula. “O importante é que as metas são ambiciosas; estamos prevendo até 2020 chegarmos a 7% do PIB investindo em educação.” Hoje, o índice está em 5%.

Qualidade — O ministro Haddad ressaltou ainda o avanço da educação brasileira consolidado nos dois mandatos do presidente Lula. Na mais recente aferição do Programa Internacional de Avaliação Estudantil (Pisa), em 2009, o Brasil foi o terceiro país que mais evoluiu em qualidade da educação. “Entre 2000 e 2009, o Brasil só evoluiu menos do que Luxemburgo, que é um país muito pequeno da Europa, e o Chile, que tem a dimensão de um estado médio brasileiro”, disse. “Isso significa dizer que a educação brasileira está no rumo certo.”

O ministro salientou ainda que o país está crescendo em quantidade e em qualidade. “Isso vale para a educação básica e também para o acesso aos cursos técnicos e à universidade.”

O novo PNE contém metas para todos os níveis de ensino e também para a educação profissional. Segundo o presidente, a qualidade da educação brasileira, em cada uma de suas etapas, será um desafio de governo para a presidente eleita, Dilma Rousseff. “Se no nosso mandato fizemos um investimento muito forte na educação universitária, daqui para a frente precisaremos de mais ousadia na questão do ensino fundamental”, alertou Lula. “É preciso construir parcerias com prefeitos e governadores para que todos nós assumamos definitivamente a responsabilidade de que a educação é a nossa prioridade.”

Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: PNE, universalização

Pisa: melhores salários a professores dão mais resultados que turmas menores

Rafael Targino
Em São Paulo
O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009, divulgado na semana passada pela OCDE (Organização para a Cooperação Econômica Europeia), chegou à conclusão, depois da análise dos resultados, que sistemas considerados de sucesso gastam muito dinheiro em educação e tendem a priorizar o salário docente à formação de classes menores.

De acordo com a pesquisa, o melhor desempenho dos estudantes está relacionado aos salários mais altos dos professores e não a turmas com menos alunos. Para a OCDE, os sistemas que fazem isso comprovam pesquisas que “afirmam que aumentar a qualidade do professor é uma rota mais efetiva para melhorar os resultados dos estudantes do que criar turmas menores”.
Recursos

Dentro dos países, afirma o Pisa, escolas com melhores recursos geralmente têm desempenho melhor por tenderem a ter mais estudantes “sócio-economicamente favorecidos”. Alguns locais, diz a pesquisa, têm grande relação entre os recursos e o ambiente demográfico e sócio-econômico da região onde as escolas se encontram.

“Se a maioria ou todas as escolas tiverem o mínimo de recursos necessários para permitir um ensino efetivo, recursos materiais adicionais podem fazer mínima diferença nos resultados”, diz o relatório.
E no Brasil?

Para Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, também no Brasil o foco no professor é sempre a variável mais importante. “Mas só o foco no professor não vai surtir os efeitos necessários. Claro que o primeiro passo é esse. Investir em formação continuada. Só que esse passo não vai ser suficiente pra resolver o déficit educacional brasileiro”, afirma.

“O grande caminho agora é incentivar a renda das famílias. Quanto maior a renda, maior a escolaridade”, diz Cara.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/13/pisa-melhores-salarios-a-professores-dao-mais-resultados-que-turmas-menores.jhtm

sábado, 11 de dezembro de 2010

MEC admite que pode ter chamado quem não tinha direito a novo Enem

Rafael Targino
Em São Paulo
O MEC (Ministério da Educação) admitiu nesta sexta-feira (10) que alunos que não têm direito a uma nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 podem ter sido chamados indevidamente. O problema pode ter sido causado por preenchimento indevido da ata de sala por parte dos fiscais. O ministério usou o documento para identificar quem poderia refazer o Enem.
Em nota, o órgão afirmou que “os estudantes que, por qualquer motivo, foram convidados e não tiveram problemas com a prova amarela, ou realizaram provas de outra cor, devem simplesmente desconsiderar o convite.” Foram checadas as atas dos 116.626 locais de prova.

Têm direito a uma nova prova os candidatos que receberam provas amarelas defeituosas no primeiro dia de exame, em novembro, e não tiveram os exames substituídos. Esses cadernos vieram com questões repetidas e/ou faltantes.

A nova prova acontece na quarta-feira (15), às 13h (horário de Brasília). De acordo com o MEC, os mais de 9,5 mil alunos que tiverem direito serão notificados até o fim do dia de hoje por e-mail, SMS e telegrama. Entre eles, podem estar candidatos que eventualmente não precisariam ser notificados. A menos de uma semana da prova, não há um número fechado. No dia 8 de novembro, o UOL Educação adiantou que o ministério se preparava para até 10 mil provas. A estimativa inicial do MEC, no entanto, não superava 3 mil.

Ninguém é obrigado a fazer o novo exame. Quem não comparecer terá a prova antiga corrigida. Os candidatos que precisarem poderão pegar uma declaração para justificar ausência no trabalho.
Locais

Os Estados que concentraram os erros são Paraná e Santa Catarina –mais de 60% dos alunos convocados são dos dois locais. Neste último, o maior número de ocorrências foi registrado em Chapecó e Concórdia; no Paraná, 95% dos casos ocorreram em Curitiba.

Além deles, o exame será reaplicado em 15 Estados: Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará. Tocantins, Goiás, São Paulo e Amazonas.

A mesma prova também será aplicada a 17.500 presidiários. Eles farão o segundo dia de exames na quinta-feira (16).
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/10/mec-admite-que-pode-ter-chamado-quem-nao-tinha-direito-a-novo-enem.jhtm

Só elite dos alunos faz nota do país subir

DE SÃO PAULO
Crescimento da média do Brasil em leitura no Pisa é puxado pelos estudantes que já tinham bom desempenho

Praticamente não houve avanço na nota dos jovens brasileiros com mais atraso, feito alcançado por 12 países.
A melhora das notas do Brasil em leitura na avaliação internacional divulgada nesta semana foi puxada pelos alunos que já possuíam bom desempenho. Entre os estudantes com mais dificuldade, o ganho foi quase nulo.
A constatação aparece no detalhamento do rendimento dos países no Pisa, exame da OCDE (organização de nações desenvolvidas) que avaliou a situação de 65 países.
Na média, a nota do Brasil em leitura cresceu 16 pontos (4%) entre 2000 e 2009, o que foi classificado no relatório como "impressionante".
O avanço, porém, foi impulsionado pelos estudantes que estão entre os 10% mais bem avaliados, cujas médias subiram 30 pontos. Já entre os 10% mais mal avaliados, o avanço foi de 5 pontos.
Por conta do resultado, o país entrou no grupo que avançou nas notas, mas aumentou a desigualdade.
"O Brasil aumentou o desempenho em leitura dos seus melhores estudantes, enquanto manteve o nível daqueles com mais dificuldades", apontou o relatório.
Doze países conseguiram melhorar seus estudantes com pior desempenho, entre eles Chile, Peru e Alemanha.
"Os dados deveriam despertar uma rediscussão de nossas políticas", disse Paula Louzano, doutora em educação por Harvard (EUA). Para ela, o país precisa adotar medidas para ajudar os alunos nas piores condições.
A defasagem entre os grupos aumentou: em 2000, era como se os melhores alunos tivessem tido cinco anos e meio de estudo a mais que os piores; agora, a diferença foi para seis anos.

CHILE
A maior melhora entre alunos com mais dificuldades ocorreu no Chile. O relatório destaca que em 1980 o país universalizou o ensino básico (quase 20 anos antes que o Brasil) e, nos anos 1990, já pôde se focar na qualidade.
"O mais importante foi manter uma política de longo prazo", disse à Folha José Weinstein, vice-ministro da Educação do Chile no começo desta década. "Para melhorar a equidade, o mais interessante foi destinar mais recursos a escolas que atendem estudantes pobres. E, ao mesmo tempo, exigir uma melhora em quatro anos."
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1012201012.htm

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Inep encerra envio de convites para que alunos façam nova prova

Portal do MEC
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informa que termina na noite desta sexta-feira, 10, o processo de convite para os alunos prejudicados por erros de impressão no caderno de questões da cor amarela, na prova de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicada no dia 6 de novembro passado.

A partir dos dados fornecidos pelo consórcio Cespe-Cesgranrio apurados nas atas dos 116.626 locais de prova, foram expedidos mais de 9,5 mil convites por e-mail, sms e telegrama, para que esses estudantes respondam a nova prova na próxima quarta-feira, 15, às 13 horas, horário de Brasília.

Esses estudantes poderão consultar os locais onde a prova será reaplicada na página do Inep na internet, utilizando senha e CPF. Ninguém é obrigado a realizar essa nova prova. Quem não comparecer terá corrigida a prova anterior.

Os estudantes que solicitarem terão à disposição uma declaração de comparecimento para justificar a ausência ao trabalho.

Os estados do Paraná e Santa Catarina possuem mais de 60% dos alunos que foram prejudicados com erros de impressão na prova amarela.

Em Santa Catarina a prova será reaplicada em 42 municípios. A maior ocorrência foi nos municípios de Chapecó e Concórdia. No Paraná, a nova prova será reaplicada em seis municípios, sendo que 95% dos casos ocorreram em Curitiba.

A nova prova será aplicada em 17 estados da federação: Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará, Tocantins, Goiás, São Paulo e Amazonas.

Os estudantes que, por qualquer motivo, foram convidados e não tiveram problemas com a prova amarela, ou realizaram provas de outra cor, devem simplesmente desconsiderar o convite.

Assessoria de Imprensa do Inep




Palavras-chave: Enem, Inep

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