domingo, 6 de setembro de 2009

Salário do professor em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$7 mil e um diretor, R$ 8 mil --os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.

Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.

Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas --um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.800 mensais.

A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo --a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

Evolução salarial do QM com as novas regras da Promoção

Fim do presunto na lancheira das crianças

Campanha pede fim do presunto na lancheira das crianças
Britânicos estão sendo orientados a não colocar presunto e outros embutidos na lancheira que seus filhos levam para a escola para evitar que eles desenvolvam câncer quando adultos.
A campanha da ONG World Cancer Research Fund pede que os pais ajam agora para impedir que suas crianças desenvolvam o gosto por carnes defumadas, salgadas ou curadas.
De acordo com a ONG, o consumo frequente e contínuo de embutidos ao longo de décadas pode aumentar o risco de câncer de intestino.
O órgão de controle de alimentos no Reino Unido, a Food Standards Agency, diz que embutidos podem ser incluídos na lancheira, mas não "com muita frequência".
Câncer
A possível relação entre o consumo de carnes embutidas e câncer de intestino em adultos só foi estabelecida por pesquisas científicas recentemente.
Alguns especialistas acreditam que milhares de casos poderiam ser prevenidos se as pessoas limitassem sua ingestão de embutidos a 70 gramas semanais.
Embora as estatísticas disponíveis tenham sido obtidas após estudos com dietas de adultos, o World Cancer Research Fund argumenta que maus hábitos alimentares podem começar na infância.
A entidade diz que curar, salgar e adicionar preservativos à carne pode introduzir substâncias cancerígenas ao alimento.
A ONG também propõe que o salame e o presunto nos lanches das crianças sejam substituídos por frango, peixe ou queijo.
"É melhor que a criança aprenda a considerar o embutido como uma guloseima a ser comida, quando muito, ocasionalmente", diz Marni Craze, gerente de educação infantil da entidade.

Variedade
Entretanto, Sian Porter, porta-voz da Associação Britânica de Nutrição, diz que o mais importante é a variedade na alimentação.

"O presunto pode ser usado algumas vezes, mas não todos os dias", diz.

"Se você adiciona algo saudável ao sanduíche de presunto, como tomate ou salada, isso também ajuda".

A Food Standards Agency aconselha que embutidos como presunto e salame podem fazer parte de uma dieta balanceada e estar presentes na lancheira uma vez ou outra.

"Mas eles podem conter altos índices de gordura, especialmente gordura saturada, e sal, então não recomendamos que sejam comidos com muita frequência. Os pais deveriam tentar incluir uma variedade de recheios no sanduíche e só usar embutidos ocasionalmente".

Regulamentação da profissão de pedagogo

A Câmara aprovou a regulamentação da profissão de pedagogo. O texto prevê que apenas quem tiver graduação em pedagogia poderá exercer a profissão. A medida passou na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), em caráter conclusivo e deve seguir para análise do Senado, caso não haja recurso para votação em plenário.

O texto diz ainda que quem tiver pós-graduação na área, porém, sem o curso de graduação, poderá exercer funções de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional na educação básica.

O relator da matéria na CCJ, deputado Jefferson Campos (PTB-SP) afirma que "a profissão já está regulamentada" e que a proposta "apenas atualizou e complementou a regra vigente sobre essa matéria".

O deputado referia-se a dispositivos da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), especialmente ao que determina que "a formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação".

A principal inovação do texto aprovado em relação ao original é a supressão da previsão de um órgão de fiscalização da profissão. Entendeu-se que a fiscalização feita pelo Ministério da Educação e pelas secretarias estaduais e municipais de educação é suficiente para coibir os desvios.

Atividades exclusivas

Entre as atividades que passam a ser exclusivas do pedagogo estão:

  • a elaboração e o acompanhamento de estudos, planos, programas e projetos da área de educação, ainda que não escolares;
  • gestão educacional nas escolas e nas empresas de qualquer setor econômico;
  • a administração, o planejamento, a inspeção, a supervisão e a orientação educacional nas escolas;
  • o recrutamento, a seleção e a elaboração de programas de treinamento e projetos técnico-educacionais em instituições de diversas naturezas.
  • Educação a Distância

    Os cursos de graduação a distância, aqueles que o aluno faz sem praticamente ir à universidade, estão no centro de uma polêmica. Enquanto proliferam no Brasil de 40 000 matrículas, em 2002, já contam com 760 000 , eles suscitam críticas variadas. Na última paralisação da USP, em junho, essa modalidade de ensino, que já se decidiu implantar ali, foi demonizada pelos grevistas. Eles diziam se tratar de uma graduação de segunda categoria que acabaria por manchar a reputação da universidade. Essa mesma ideia justificou as sucessivas negativas dadas por governos ao pleito das faculdades para regulamentar a graduação a distância no país. Na década de 80, ela chegou a ser referida em rodas de Ph.Ds. pelo pejorativo apelido de "supletivo de smoking". Parte da desconfiança em relação a tais cursos vem do próprio mercado. A discussão passa ao largo dos fatos. No mundo inteiro, os cursos universitários a distância funcionam muito bem. No Brasil, os primeiros resultados sobre eles indicam o mesmo.

    O ensino a distância surgiu no Brasil no início do século passado e, durante décadas, foi sinônimo de curso por correspondência. Os alunos liam as apostilas em casa. Enviavam e recebiam suas dúvidas e seus exames pelo correio. Certo avanço se viu nos anos 70, quando à velha fórmula se somaram aulas transmitidas na televisão – caso do tradicional Telecurso. Tudo isso, no entanto, guarda apenas uma remota semelhança com o fenômeno atual. Primeiro, porque, até 1996, nem sequer havia uma legislação no país que reconhecesse cursos a distância de nível superior. Outra mudança decisiva diz respeito à consolidação da internet, com a perspectiva de tornar tais aulas mais interativas e atraentes. "A participação dos alunos no ambiente virtual é muito maior do que na sala de aula", observa João Vianney, diretor do ensino on-line da Unisul, universidade particular de Santa Catarina e uma das pioneiras na modalidade. Além dos populares fóruns e chats, alguns dos recursos da internet usados nessas aulas ampliam, e muito, as possibilidades de um estudante universitário. Por exemplo, permitindo que os alunos de administração da Unisul simulem as atividades da bolsa de valores ou que os da Fundação Getulio Vargas executem extensos trabalhos em rede. É o que faz o engenheiro Alexandre Bittar, 38 anos, que, tarde da noite, costuma estar em casa às voltas com uma atividade pouco usual: ele ora tira dúvidas com um professor, ora debate com os colegas de classe – tudo na internet. "Foi o que tornou viável estudar um assunto que já me fazia falta no trabalho", diz Alexandre, matriculado na graduação em processos gerenciais da FGV. A lei exige das faculdades que contem com pelo menos um tutor por curso: alguém de plantão encarregado de dar a supervisão necessária. Na FGV, eles chegam até a entrar na rede para comentar os exercícios feitos e monitorar o número de vezes que cada aluno acessou o site.
    Os cursos mencionados acima representam o suprassumo do ensino on-line no Brasil. É claro que também existem arapucas. O MEC compôs uma lista negra com 2 000 unidades de onze universidades que terão de se adequar aos padrões do bom ensino on-line. Se não melhorarem, terão de fechar.
    Na média, contudo, a graduação on-line já alcança notas ligeiramente melhores do que as dos cursos tradicionais, de acordo com o MEC. Além disso, o ensino a distância requer um plano de aulas muito bem estruturado, o que falta à maioria das faculdades. O melhor exemplo de como o modelo funciona, se bem aplicado, vem da Open University, que surgiu na Inglaterra em 1969 e só oferece cursos a distância. Nos rankings, já ombreia com as melhores universidades do país, como Oxford e Cambridge. O que falta a 90% das instituições brasileiras é aprender a explorar adequadamente as potencialidades da internet. Ela é acessada, na maioria das vezes, apenas para a leitura de textos, enquanto a interação entre professores e alunos se dá, basicamente, nas ocasiões em que os estudantes vão à faculdade, em média uma vez por semana. No lugar do contato em tempo real, proporcionado pela rede, nesses casos eles assistem, in loco, às chamadas teleaulas, gravadas e transmitidas na televisão. Perguntas são feitas depois, em geral por e-mail.

    A discussão sobre usar ou não a internet no ensino tornou-se ultrapassada, uma vez que ela já se provou uma ferramenta útil em todos os níveis de ensino. Em países como Coreia do Sul e Japão, por exemplo, alunos de diferentes escolas fazem trabalhos colaborativos na rede – sistema que reproduz, em menor escala, o que se passa entre os grandes centros de pesquisa do mundo. O efeito positivo se vê nas notas. Existe um consenso de que, quanto mais velho o aluno, melhores suas condições de chegar a respostas e avançar por si mesmo, daí os bons resultados da graduação a distância. Ainda que nem sempre ofereçam toda a grade de matérias on-line – especialmente em cursos que requerem mais experiências práticas, como medicina ou biologia –, algumas das melhores universidades do mundo já começam a dar aos alunos a opção de fazer parte das disciplinas a distância.

    A tendência é que isso se repita no Brasil. Em cinco anos, a previsão é que esses estudantes representem um terço do total, proporção semelhante à dos países mais ricos da OCDE. Parece realista. Hoje, 80% dos jovens brasileiros ainda estão fora da universidade. É por meio do ensino a distância que as universidades públicas pretendem ampliar o número de vagas e os grandes grupos privados planejam expandir seus negócios. Para os que estão esparramados pelo país inteiro, compensa. Não apenas porque fazem uso de prédios em que já estão instalados como por atraírem alunos sem investir tanto em marketing, uma vez que contam com um nome consolidado. Os que conseguirem oferecer ensino de alto nível estarão dando chance para que jovens hoje fora da universidade tenham, enfim, um bom diploma.

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