sábado, 28 de abril de 2012

Por Paulo Barreira Milet | Redação ESCHOLA.COM
A  divulgação pelo INEP da Sinopse Estatística do Ensino Básico de 2010 revela números extraordinários. Um desses indicadores é a Taxa de Abandono por Série, por Unidade da Federação.
O percentual nacional geral é de 10,3%, o que, considerando um total de pouco mais de 10.000.000 de alunos matriculados em 2010, significa que mais de 1.000.000 de alunos largam o Ensino Médio a cada ano, sem completa-lo. E o que é pior, não existe uma política para recuperação dessa evasão.
Mas esse comportamento não é homogêneo nem por Estado e nem por dependência administrativa. Enquanto nas Escolas Privadas o índice de abandono é de 0,5%, nas Escolas Estaduais é de 11,7%.
Os três estados com pior índice: Pará (19,2%), Alagoas (17,8%) e Paraíba (17,4%), enquanto que os três com os melhores índices (menos piores) – São Paulo (4,5%), Distrito Federal (6,6%) e Paraná (6,7%).
Esse comportamento, que se repete ano após ano, gerou um número extraordinário: São 10.000.000 de adultos evadidos e que ficaram com o Ensino Médio incompleto, o que produz apagão de mão-de-obra, salários baixos, e pouca entrada nas universidades.
Com base nesses dados, duas importantes ações poderiam ser tomadas:
- Como evitar essa evasão e

- Como recuperar essa evasão.

O Interessante é que a grande maioria dos profissionais e estudiosos da educação no Brasil só enxerga o problema pela visão (a) e quase nunca pela visão (b).
Trocando em miúdos, isso significa que todos se preocupam em evitar que nos próximos 10 anos, mais 10.000.000 deixem as escolas, mas ninguém está fazendo nada para recuperar os 10.000.000 que evadiram nos últimos 10 anos.
Não é curioso isso?
É como se, ironicamente, na área de segurança, todos estivessem preocupados em evitar que os presos fujam (objetivo louvável!), mas ninguém estivesse preocupado com os que já fugiram!
Um fio de esperança parece ter surgido com as redefinições do ENEM a partir de 2009. Uma das atribuições do ENEM é servir para Certificação para o Ensino Médio para aqueles maiores de 18 anos, como se fosse um supletivo.
Nos Estados Unidos existe o GED (General Educational Development ou também General Equivalency Diploma) com a função de recuperar a evasão (drop-out recovery) das High-schools.
As causas do abandono na maior parte das vezes tem raízes econômicas. Começar a trabalhar, filhos, casamento, dificuldade para conciliar horários e mesmo falta de percepção da importância dessa escolaridade para a vida futura.
Aqui no Brasil falta uma política agressiva no sentido de permitir que esse pessoal que abandonou os estudos possa recuperar o tempo perdido. A divulgação dessa possibilidade é fundamental para aqueles que quiserem estudar para obter os pontos necessários e saber que poderão fazê-lo agora duas vezes por ano via ENEM.
Nos últimos 2 anos, cerca de 1.000.000 de brasileiros já fizeram o ENEM com esse objetivo de obter o Certificado do Ensino Médio e cerca de 20% (200.000) passaram. Já é alguma coisa!
retirado do site:http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=Abandonou+o+Ensino+M%C3%A9dio%3f+Voc%C3%AA+n%C3%A3o+est%C3%A1+sozinho!

Agora é Lei. Flexão de gênero nos diplomas

Por: Felipe Bernardo e Paulo Milet | Redação Eschola.com
Na semana passada a nossa Presidenta sancionou a lei Nº 12.605, que determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau de diplomas. Isso pode pode trazer alguns problemas de conflitos entre áreas do próprio governo, por falta de maior atenção na redação da matéria.
A Lei ficou com o texto a seguir.
“A PRESIDENTA DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
Art. 2o  As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino. ..”
Pelo texto, parece ser obrigatória a flexão, mesmo em palavras que não a comportem.
Uma rápida passagem pela Listagem das Profissões Regulamentadas, dentro da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho mostra o tamanho do problema que a  PresidentA pode estar criando.
Lá encontramos: Aeronauta, Arquivista, Artista, Assistente Social,  Atleta, Contabilista, Despachante, Economista, Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional,  Jornalista, Massagista, Nutricionista, Radialista, Zootecnista e várias outras.
O Ministério do Trabalho tem Portaria Oficial em vigor que determina que os títulos constantes do CBO , sejam adotados:
“Nas atividades de registro, inscrição, colocação e outras desenvolvidas pelo Sistema Nacional de Emprego (SINE); II. na Relação anual de Informações Sociais - (RAIS); III. nas relações dos empregados admitidos e desligados - CAGED, de que trata a Lei Nº 4923, de 23 de dezembro de 1965; IV. na autorização de trabalho para mão-de-obra estrangeira; V. no preenchimento do comunicado de dispensa para requerimento do benefício Seguro Desemprego (CD); VI. no preenchimento da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS no campo relativo ao contrato de trabalho; VII. nas atividades e programas do Ministério do Trabalho e Emprego, quando for o caso.”
Está estabelecido por Lei o conflito entre a Educação e o Trabalho no Brasil!
Imagina-se que a Lei não pretendia criar Jornalisto ou Economisto, mas parece dar essa idéia ao não fazer a ressalva que a flexão deve ser feita em palavras em que isso é obrigatório ou opcional e nunca em palavras em que a flexão não é permitida.
Há tempos a Presidenta Dilma Rousseff já tinha adotado “presidenta” como a forma que gostaria de ser chamada, agora ela parece ter oficializado isso no âmbito dos diplomas e Instituições de Ensino de qualquer tipo.
Vale frisar que a forma de se escrever não foi modificada, a lei torna obrigatória a flexão de gênero apenas nos diplomas.
retirado do site:http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=Agora+%C3%A9+Lei.+Flex%C3%A3o+de+g%C3%AAnero+nos+diplomas

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