sexta-feira, 8 de julho de 2011

Curso orienta gestores sobre sobre controle de recursos

Portal do MEC
Formar gestores para aprimorar o uso e o controle dos recursos da educação é a proposta da Formação pela Escola, série de cursos a distância oferecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). No primeiro semestre deste ano, foram matriculadas 90 mil pessoas, entre gestores educacionais, professores, diretores de escolas e conselheiros. Em 2010, foram formados 89 mil dirigentes.

A Formação pela Escola fortalece a atuação dos agentes e parceiros envolvidos na execução, monitoramento, avaliação, prestação de contas e controle social dos programas e ações educacionais do FNDE. No fim do ano passado, o objetivo foi ampliado com a parceria entre o fundo e o Tribunal de Contas da União (TCU) para formação de conselheiros responsáveis pelo controle social da aplicação de recursos da educação e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Para os conselheiros, o FNDE lançou curso de controle social, que engloba vários programas. Concluído o módulo inicial, os conselheiros podem fazer cursos sobre programas educacionais específicos, como alimentação e transporte. Por meio da parceria, foram matriculados 9.819 conselheiros este ano.

“A idéia é incentivar os conselheiros a cursar os módulos referentes a cada programa”, afirma a diretora de assistência a programas especiais do FNDE, Renilda Peres de Lima. Ela lembra que, ampliando a formação, os conselheiros aprofundam o conhecimento e melhoram a atuação no controle dos recursos destinados à educação.

A capacitação é aberta a toda a comunidade escolar. Podem participar professores, pais de alunos, diretores, gestores municipais e estaduais. Cada curso tem duração de 40 horas — oito de forma presencial e 32 a distância, por meio da plataforma Moodle. A oferta abrange os cursos, ou módulos, de competências básicas, que trata das políticas públicas de educação; do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE); do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate); dos programas do livro didático; do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae); do controle social para conselheiros e do Fundeb.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: formação pela escola, FNDE

Processo de revalidação de diplomas estrangeiros deverá ser agilizado

Portal do MEC
O Ministério da Educação realizará estudos com o objetivo de conferir agilidade ao processo de revalidação de diplomas expedidos por universidades estrangeiras. O anúncio foi feito pelo secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, aos participantes da audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, realizada na manhã desta quinta-feira, 7 de julho.

De acordo com o secretário, será apresentada na próxima semana à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), durante reunião do conselho pleno da entidade, a proposta de formação de um grupo de trabalho que deverá discutir a criação de mecanismos para tornar o processo de revalidação mais ágil. A intenção é que não haja interferência na autonomia das universidades e que seja garantida a exigência da qualidade. O grupo de trabalho será formado por representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Educação (CNE) e Andifes.

Entre as propostas apresentadas está a criação de uma lista de universidades estrangeiras para as quais o processo de revalidação seria feito a partir de trâmites padronizados. Para isso seriam escolhidas instituições com reconhecida qualidade no meio acadêmico internacional, com sistemas de avaliação reconhecidos e compatíveis com os critérios brasileiros.

O secretário também reforçou a necessidade de criação de uma força-tarefa para zerar o passivo de diplomas estrangeiros que atualmente encontram-se nas universidades do país. A Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (Anpgiees), que também participou do debate, estima que existam cerca de 2 mil diplomas estrangeiros nessa situação. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) são competentes para revalidar os diplomas estrangeiros as universidades públicas brasileiras.

“Temos que reconhecer o esforço de nossas universidades, mesmo que elas não possuam as condições ideais para esse processo, que exige de fato muita cautela”, disse Luiz Cláudio. “Mas não podemos admitir que um estudante tenha que esperar, em alguns casos, mais de cinco anos para ter seu diploma revalidado. Ainda que a decisão seja pelo indeferimento do pedido de revalidação, o aluno não pode esperar todo esse tempo.”

O secretário reforçou a importância conferida pelo governo brasileiro à cooperação internacional, citando o programa em elaboração pelos ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia, que prevê a oferta de 75 mil bolsas de estudo no exterior no prazo de quatro anos. Para Luiz Cláudio, a iniciativa reforça ainda mais a necessidade de rediscussão sobre o processo de revalidação.

“Não podemos permitir que um estudante brasileiro estude no exterior com incentivo do próprio governo e tenha dificuldades para ter seus créditos reconhecidos, revalidar seu diploma e exercer a profissão em nosso país.”

Além do secretário, participaram da audiência representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); da Câmara de Educação Superior do CNE; da Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (Anpgiees) e da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia de Lisboa.

Rúbia Baptista


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ministro visita obras de novo campus para 3.500 estudantes

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, visitam nesta quinta-feira, 7, às 9h30, as obras do campus Brasília do Instituto Federal de Brasília. A nova unidade do instituto, localizada na Asa Norte, Plano Piloto, está com cerca de 80% do projeto concluído e tem previsão de entrega para este ano.

A expectativa é de que, no início de 2012, sejam atendidos 1 mil estudantes. Quando estiver em pleno funcionamento, o novo campus ofertará formação técnica e tecnológica a mais de 3.500 brasilienses.

Serão ministrados cursos técnicos (informática, telecomunicações, eventos, guia de turismo, serviços públicos e dança, por exemplo), licenciaturas (dança, educação profissional e matemática), cursos superiores de tecnologia (desenvolvimento de sistemas e gestão publica). O campus também oferecerá pós-graduação e formação continuada a trabalhadores.

Assessoria de Imprensa da Setec Palavras-chave: educação profissional, institutos federais

Governo repassa R$ 386 milhões para os estados e municípios

Portal do MEC
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) depositou nas contas correntes das secretarias de educação dos municípios, dos estados e do Distrito Federal R$ 386.001.708,00 para a alimentação escolar dos 45,6 milhões de alunos da educação básica e de jovens e adultos. Foram R$ 143.288.130,00 para os estados e R$ 242.713.578,00 para os municípios, referentes à quinta parcela do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

De acordo com a legislação, o orçamento do programa, que este ano é de R$ 3,1 bilhões, deve ser repassado em dez parcelas. O objetivo é atender, em caráter suplementar, os alunos matriculados em creches, na pré-escola, no ensino fundamental e médio e em turmas de educação de jovens e adultos. Também prevê o atendimento em escolas indígenas e quilombolas e em escolas que oferecem ensino integral que aderiram ao programa Mais Educação. O cálculo do repasse das parcelas obedece ao valor per capita, que varia entre R$ 0,30 a R$ 0,90 por dia.

Pelas regras do programa de alimentação escolar, 30% do valor repassado pelo FNDE devem ser investidos na compra de produtos da agricultura familiar, medida que estimula a economia local.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Palavras-chave: Merenda escolar, FNDE

Entidades de direitos humanos manifestam apoio à educação inclusiva

Portal do MEC
O ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu nesta quarta-feira, 6, de representantes do movimento Inclusão Já e da Rede Inclusiva – Direitos Humanos no Brasil o Manifesto – Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – Cumpra-se!. Participaram da audiência a presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência, Rebecca Nunes Bezerra, e representantes de diversas instituições.

Com 10 mil assinaturas, o manifesto defende a política de educação inclusiva do MEC e a manutenção da redação dada pelo ministério à meta número quatro do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, que tramita na Câmara dos Deputados.

A meta quatro do PNE diz: “Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.” Essa meta do PNE recebeu 187 emendas parlamentares.

De acordo com Cláudia Grabois, da Rede Inclusiva – Direitos Humanos no Brasil, participam do manifesto cerca de 80 entidades de defesa dos direitos à educação em escolar regular de crianças e jovens com deficiência. “Neste momento”, explicou, “estamos juntos com o Ministério da Educação para aprofundar a agenda da inclusão”.

Haddad também recebeu apoio da representante do Ministério Público, Rebecca Nunes Bezerra.

Ionice Lorenzoni

Confira o projeto de lei que cria o PNE 2011-2020.
Confira o banco de dados com as emendas ao PNE.





Palavras-chave: Plano Nacional de Educação, PNE, educação inclusiva

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cursos com má avaliação levam à suspensão de 34 mil vagas

Portal do MEC
O Ministério da Educação determinou a suspensão de 34 mil vagas de ingresso em cursos de direito que obtiveram resultados insatisfatórios nas aferições do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). As medidas foram tomadas no âmbito da regulação e supervisão realizadas pelo MEC, por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), em cursos que apresentam baixo desempenho nos conceitos e indicadores de qualidade.

Em 2007, teve início uma supervisão especial em cursos com resultado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2006, que resultou na suspensão da oferta de 24 mil vagas de ingresso.

Em junho deste ano, a partir do processo de regulação, 136 cursos tiveram que reduzir, por força de medida cautelar, 10.912 vagas de ingresso de estudantes, por vestibular ou outros processos seletivos, em virtude de terem apresentado resultado insatisfatório no conceito preliminar de curso (CPC) de 2009 – obtiveram nota 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. A suspensão da oferta de vagas é obrigatória até a renovação de reconhecimento dos cursos. Caso o curso mantenha o resultado insatisfatório, a determinação pode tornar-se definitiva.

A decisão de suspender a oferta de vagas em cursos superiores que apresentam baixo desempenho nas avaliações realizadas pelo MEC é uma ação regular, feita a partir dos resultados do Sinaes.

Assessoria de Imprensa da Seres


Matéria republicada com correções
Palavras-chave: educação superior, direito, avaliação

Instituto Federal Fluminense lança Núcleo de Apoio à Mulher

Portal do MEC
O Instituto Federal Fluminense lança nesta terça-feira, 5, o Núcleo de Estudos e Apoio à Mulher, que vai consolidar ações da instituição na área dos direitos humanos, focando problemáticas e preocupações ligadas à questão de gênero. O órgão estará ligado internamente às pró-reitorias de extensão e desenvolvimento institucional, com coordenadores em todos os campi do instituto.

Entre as ações previstas para começar já no segundo semestre estão a criação de um grupo de estudos sobre a questão de gêneros, a consolidação de parcerias para a execução de projetos e a organização de cursos de qualificação profissional para mulheres. Todas essas ações serão norteadas por temas como trabalho e qualificação, violência e direitos humanos, desigualdade socioeconômica como obstáculo à emancipação feminina e masculina, entre outros.

“A partir da desigualdade socioeconômica surgem todos os outros problemas”, afirmou a pró-reitora de desenvolvimento institucional, Giomar Valdéz. Ela acredita que, apesar de ser uma questão histórica, há solução. “Por isso, nosso esforço e comprometimento para contribuir para a sua superação”, disse.

Alguns parceiros do núcleo de estudos são os movimentos sociais e outras esferas do poder público, como Comissão Pastoral da Terra (CPT), as duas comunidades quilombolas de Barrinha e do município de Quiçama, e o MST regional. O Instituto pretende formalizar parceria com o governo do Estado.

Desigualdade – Um levantamento sobre a situação de mulheres e homens no estado do Rio de Janeiro, feito pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM), com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) resultou no trabalho Indicadores sob a perspectiva de gênero e raça: situação no Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o trabalho, as taxas de atividade e de ocupação mostram diferenças significativas na participação no mercado de trabalho do humem e da mulher. No ano 2000, a taxa de atividade feminina era 35,1%, frente a 53,7% da taxa masculina. A taxa de ocupação, porcentagem de população ativa inserida no mercado de trabalho, era 78% para as mulheres e 86% para os homens. A taxa de ocupação mais baixa é a de mulheres negras, com 75,7%. As mulheres pretas ou pardas de 18 a 24 anos são as que comparativamente têm mais dificuldade para incorporar-se no mercado de trabalho.

O trabalho aponta ainda que, do total de famílias existentes em 2000 no estado do Rio, 33,2% eram chefiadas por uma mulher. O perfil das famílias chefiadas por mulheres brancas têm uma renda familiar per capita de mais de dois salários mínimos (66,6%), enquanto que as chefiadas por mulheres pretas ou pardas têm por renda até a metade de um salário mínimo (40,1%).

Em relação ao analfabetismo, as diferenças por raças são notáveis. A maior taxa de analfabetismo é encontrada entre as mulheres pretas ou pardas com idade igual ou superior a 25 anos (11,7%).

Ana Júlia Silva de Souza
Palavras-chave: educação profissional

Cursos com má avaliação levam à suspensão de 34 mil vagas

Portal do MEC
O Ministério da Educação determinou a suspensão de 34 mil vagas de ingresso em cursos de direito que obtiveram resultados insatisfatórios nas aferições do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). As medidas foram tomadas no âmbito da regulação e supervisão realizadas pelo MEC, por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), em cursos que apresentam baixo desempenho nos conceitos e indicadores de qualidade.

Em 2007, teve início uma supervisão especial em cursos com resultado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2006, que resultou na suspensão da oferta de 24 mil vagas de ingresso.

Em junho deste ano, a partir do processo de regulação, 136 cursos tiveram que reduzir, por força de medida cautelar, 10.912 vagas de ingresso de estudantes, por vestibular ou outros processos seletivos, em virtude de terem apresentado resultado insatisfatório no conceito preliminar de curso (CPC) de 2009 – obtiveram nota 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. A suspensão da oferta de vagas é obrigatória até a renovação de reconhecimento dos cursos. Caso o curso mantenha o resultado insatisfatório, a determinação pode tornar-se definitiva.

A decisão de suspender a oferta de vagas em cursos superiores que apresentam baixo desempenho nas avaliações realizadas pelo MEC é uma ação regular, feita a partir dos resultados do Sinaes.

Assessoria de Imprensa da Seres


Matéria republicada com correções
Palavras-chave: educação superior, direito, avaliação

domingo, 3 de julho de 2011

Relatório revela descaso com a educação indígena

Da Redação
Em 2010 foram registrados 16 casos de falta de assistência na área de educação indígena em comunidades localizadas em dez estados brasileiros. É o que demonstram os dados do relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil”, elaborado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), sob a coordenação da antropóloga da PUC-SP, Lúcia Rangel, e divulgado esta semana.

Segundo o documento, os problemas na educação indígena vão desde a falta de transporte e merenda escolar, passando por ausência de professores indígenas e material didático especializado, até a inexistência de escolas e infraestrutura adequada para os estudos.

Acesse a íntegra do Relatório

O levantamento, realizado nos estados do Acre, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rondônia, Roraima e Sergipe, aponta que esse quadro afeta hoje cerca de 1.292 crianças e adolescentes.
Além dos problemas já citados, os povos afirmam que não há respeito pelos projetos pedagógicos elaborados por eles, que a situação do professor indígena continua irregular em muitos estados, e que há constante desvio de recursos da educação para outros fins.

Um exemplo do vem ocorrendo em algumas regiões, segundo o relatório, é a comunidade Yanomami. Em 2009, cerca de 15 escolas não foram incluídas no Censo Escolar, o que as impediu de receber recursos para o material didático, merenda escolar e para o funcionamento das escolas no ano seguinte.

De acordo com Lídia Montanha Castro, coordenadora do projeto de educação do Intituto Socioambiental (ISA), a exclusão dessas escolas se deu pelo pouco tempo para o cadastramento e pela não aceitação de particularidades ligadas à tradição dos povos indígenas.

Nessas comunidades, explica Lídia, “os rituais se sobrepõem ao calendário formal. Por isso, a educação existente não consegue se encaixar nos 200 dias letivos exigidos na educação formal. A educação Yanomami também não é seriada, como o Censo exige, e essa exigência só faz com que as séries sejam forjadas, sem corresponder à realidade”, conclui a coordenadora.
Mortalidade Infantil

A publicação “Violência contra os Povos Indígenas” também destaca o aumento de 513% na taxa de mortalidade infantil, se comparado a 2009. Para o Conselho Indigenista Missionário, os altos índices de morte na infância são um reflexo da falta de políticas públicas voltadas para a saúde dos indígenas.
retirado do site:http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/07/01/relatorio-revela-descaso-com-a-educacao-indigena/

Para universalizar o ensino médio é preciso mais investimento, diz MEC

Sarah Fernandes
Aumentar o financiamento é o primeiro passo para cumprir a emenda constitucional que torna o ensino médio obrigatório a partir de 2016. A avaliação é da secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, que concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Aprendiz.

“Nós precisamos construir escolas de ensino médio e deixar a oferta majoritariamente no diurno”, afirmou. “Mas não basta construir salas com uma cadeira enfileiradas. São necessários novos espaços, para exercícios diferentes”.

Dos 3,6 milhões de jovens que se matriculam no Ensino Médio, apenas 1,8 milhão conseguem concluir esta etapa, de acordo com o estudo “A Crise de Audiência no Ensino Médio”, do Movimento Todos pela Educação e do Instituto Unibanco. Em 2007, dois em cada dez jovens brasileiros de 15 a 17 anos estavam fora da escola (18%).

Portal Aprendiz – A emenda constitucional 59, aprovada em setembro de 2009, determina a obrigatoriedade da frequência escolar dos 4 aos 17 anos a partir de 2016. Que estratégias o governo deve adotar para universalizar o ensino médio dentro desse prazo?
Maria do Pilar Lacerda – A emenda é radical e determina que até 2016 teremos que organizar as redes municiais, estaduais e federais de ensino médio para atender esses milhões de brasileiros que estão fora da escola ou que estão na escola, mas não na idade correta.

“Mais que preparar para a universidade, o ensino médio é um momento de vivência da adolescência”

O primeiro passo é garantir o aumento do financiamento. Nós precisamos construir escolas de ensino médio para que a oferta seja majoritariamente no diurno, pois jovens de 14 a 17 anos devem estudar de manhã ou à tarde, mas não a noite. Então precisamos aumentar a rede física, mas não basta construir salas com uma cadeira enfileiradas. São necessários novos espaços, para exercícios diferentes.

A outra estratégia é garantir a formação de professores para que tenhamos profissionais com uma formação muito estruturada para trabalhar com a juventude.

Portal Aprendiz – Quais os principais desafios da Secretaria de Educação básica nesse novo governo, com relação ao Ensino Médio?
Maria do Pilar – O ensino médio é hoje uma das prioridades da pasta da educação. Os focos são educação infantil, valorização dos professores e ensino médio, tanto o convencional como o tecnológico. Esse último ganhou um projeto específico, o Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego].

Para o clássico, temos o Programa Ensino Médio Inovador, que esta sendo replicado em 377 escolas de 18 estados. Ele prevê evitar a evasão, flexibilizar o currículo e torná-lo mais atrativo para o jovem, dialogando com outros conhecimentos e outras aprendizagens. Não se trata de um ensino médio apenas prazeroso e divertido, mas de transformá-lo em um espaço em que o aprendizado e o conhecimento tenham significado e sejam transformadores para o jovem.

Portal Aprendiz – O ensino médio é etapa escolar com o índice de evasão mais alto. Que outras estratégias, além do Pronatec e do Ensino Médio Inovador, o Ministério da Educação (MEC) tem implantado para combater evasão e aumentar o interesse? O ensino profissionalizante é uma delas?
Maria do Pilar – A importante é ter um currículo do ensino médio que seja contemporâneo, que reconheça nossa juventude, a sociedade em que ela vive e os conhecimentos aos quais tem acesso. É a chamada Geração Y, que é digital e pra quem uma educação analógica não faz sentido.

Números sobre ensino médio

- No Brasil, 18% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola
- Entre os jovens de 18 a 24, 68% não estudam
- Apenas 48% dos jovens de 15 a 17 anos estão no ensino médio
- Dos 3,6 milhões de jovens que se matriculam na 1ª série do Ensino Médio, apenas 1,8 milhão concluem
- Entre os adolescentes de 15 a 17 anos de famílias pobres, 25% não frequentavam a escola em 2007, contra apenas 4% dos jovens de famílias não pobres.

Fonte: “A Crise de Audiência no Ensino Médio”


Laboratórios de informática, formação de professores, principalmente de ciências exatas e biológicas, e aumento do financiamento para educação básica são algumas das principais estratégias. A flexibilização do currículo e a reorganização da estrutura escolar também.

O ensino médio profissionalizante é uma boa opção para a juventude brasileira, mas não pode ser a única. Temos que atender tanto os que vão fazer a opção pelo médio técnico, tanto os que querem concluir seus estudos no nível superior.

Portal Aprendiz – Quais os maiores desafios para o ensino médio?
Maria do Pilar – Nós precisamos trazer mais de 1,5 milhões de jovens que estão fora das escolas, acelerar a formação dos jovens de 15 e 16 anos que ainda estão no ensino fundamental e evitar que os atuais alunos se afastem da escola e desistam dela. Para isso temos uma articulação muito sólida com governos estaduais, que são responsáveis por mais de 90% das matrículas públicas do ensino médio.

O MEC vai escrever, até o final de 2012, as Expectativas de Aprendizagem para o Ensino Médio. Elas serão sincronizadas com o formato das propostas do Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] para o que ensino médio tenha um impacto nas provas de acesso à universidade, e não o contrário, como acontece hoje.

O que queremos é que tanto o ensino fundamental como o médio tenham escritas as expectativas de aprendizagem. Com ela as escolas saberão o que, ao final do primeiro ano, os alunos deverão ter aprendido. Como ela vai se organizar para que o jovem tenha esse conhecimento, faz parte da autonomia, garantida em lei, de cada escola.

Portal Aprendiz – Quais benefícios do Plano Nacional de Educação para o ensino médio?
Maria do Pilar – Primeiro é o enfoque que se dá a ele. É preciso lembrar que até sete ou oito anos atrás o ensino médio não tinha financiamento de merenda, livro didático e transporte escolar. O ensino médio, assim como a educação infantil, passou a ter destaque nas políticas públicas federais e estaduais. O Plano Nacional de Educação reflete e retrata a importância que o ensino médio e a juventude têm para a sociedade.

“É a chamada Geração Y, que é digital e para quem uma educação analógica não faz sentido”

E é muito importante destacar que o ensino médio, mais que um preparar para universidade, é um momento de vivencia da adolescência, para que o jovem conheça todas as áreas do conhecimento, para que entenda melhor os elementos que tem significado para a sociedade contemporânea e para que todas as suas escolhas pessoais, profissionais e éticas sejam fundamentadas no conhecimento. O ensino médio deve prever a formação de sujeitos autônomos. Eu percebo o reflexo dessa preocupação nas metas e nas estratégias do Plano.
retirado do site:http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/07/01/para-universalizar-o-ensino-medio-e-preciso-de-mais-investimento-diz-mec/

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...