sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ensino a distância gratuito cresce no país; alunos precisam de disciplina

ANDRESSA TAFFAREL
DE SÃO PAULO
O gosto pela música faz parte da vida de Marinês Mendes, 44, há pelo menos uns 20 anos. Ela já deu aulas particulares de violão e fez um curso aqui, outro ali, enquanto trabalha como servidora na USP, bem distante das notas musicais.

Em 2007, uma ex-professora ligou para Marinês e fez uma pergunta estranha: "Quer voltar a estudar música? Em casa e de graça?".

O convite era para que a ex-aluna tentasse o vestibular para licenciatura em ensino musical, pelo programa de educação a distância da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Marinês e mais 33 alunos toparam a experiência, compartilhada por mais de 170 mil pessoas que hoje fazem algum tipo de graduação ou especialização em cursos oferecidos por instituições públicas que participam do sistema Universidade Aberta do Brasil, programa do MEC (Ministério da Educação) para o ensino a distância.

Apesar de ser a distância, o curso não é fácil, dizem os alunos. Demanda muito estudo em casa, além dos encontros presenciais em polos espalhados pelo país --onde os alunos fazem provas e atividades em grupo.

Criada em 2006, a UAB tem como objetivo atender a população com dificuldades de acesso à formação superior e os professores do sistema público sem graduação, que têm apenas o magistério ou que ministram aulas de disciplinas não compatíveis com sua formação.

Por ser um projeto novo, Celso José da Costa, diretor de educação a distância da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), reconhece que ainda há problemas.

"Algumas universidades não têm experiência nesse tipo de ensino, então sempre surgem alguns imprevistos. As equipes de alguns polos ainda mostram dificuldades, mas estamos melhorando."

Disciplina

Estudante de sistema de informação, Marcelo Correia, 33, vai precisar estudar mais do que previa até o fim do ano ou poderá ser reprovado novamente em uma matéria e até ser jubilado do curso.

Para evitar que os estudantes prolonguem os anos de estudo, ocupando o lugar de outros, a UAB não permite duas reprovações na mesma matéria. "Agindo dessa forma, a própria UAB vai ampliar a exclusão educacional no país", critica Marcelo.

Já Marinês acha a exigência necessária. "O aluno precisa ter disciplina, estudar três, quatro horas por dia e nos fins de semana. Se não houver cobrança, em muitos casos não funciona."

Mesmo concordando com tanta exigência, ela fica em dúvida se faria outro curso a distância. "Cansa bastante. Acho que agora eu não faria outro. Mas vale muito a pena, sempre recomendo."
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/751808-ensino-a-distancia-gratuito-cresce-no-pais-alunos-precisam-de-disciplina.shtml

Inscrições para o ProUni terminam neste sábado

DE SÃO PAULO
DA AGÊNCIA BRASIL
As inscrições no Prouni (Programa Universidade para Todos), que concede bolsas de estudo parciais e integrais em instituições de ensino superior, vão até amanhã (19) no site www.mec.gov.br. O resultado da primeira chamada estará disponível no próximo dia 21.

Podem concorrer às bolsas os candidatos que tenham realizado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2009 e alcançado, no mínimo, 400 pontos na média das cinco notas do exame, que cursaram o ensino médio em escola pública, ou em caso de escola particular, como bolsista integral.

Podem concorrer às bolsas integrais os estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As parciais são para os candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.

São oferecidas 60.488 bolsas de estudo, sendo 39.113 bolsas integrais e 21.375 bolsas parciais --de 50% da mensalidade-- em 1.255 instituições de ensino superior.

Os aprovados deverão comprovar suas informações junto às instituições de ensino de 22 de junho a 2 de julho. Caso sobre bolsas, poderá haver mais cinco chamadas.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/753062-inscricoes-para-o-prouni-terminam-neste-sabado.shtml

Morre aos 87 anos o escritor português José Saramago, Nobel de Literatura em 1998

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa.

A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote, onde morava desde 1993, "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila"
Nos últimos anos, o escritor foi hospitalizado várias vezes, após sofrer uma grave pneumonia no final de 2007 e início de 2008.

O velório de José Saramago será realizado a partir das 17h no horário local (13h em Brasília) em Tías, na ilha de Lanzarote. A solenidade será na biblioteca Tías, que leva o nome do escritor.

Saramago publicou no final de 2009 seu último romance, "Caim", obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja.

Ateu e comunista, o escritor nasceu em 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal. Filho de agricultores sem terra que imigraram para Lisboa, abandonou a escola aos 12 anos para receber formação de serralheiro, um ofício que exerceria durante dois anos.

Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou ainda como mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora.

Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no "Diário de Lisboa". Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.
Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português -- o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje.

Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).

O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008
A primeira biografia de Saramago, do escritor também português João Marques Lopes, foi lançada neste ano. A edição brasileira de "Saramago: uma Biografia" chegou às livrarias no mês passado, com uma tiragem de 20 mil exemplares pela editora LeYa.

Segundo o autor, Saramago chegou a pensar na hipótese de migrar para o Brasil na década de 1960.

"Em cartas a Jorge de Sena e a Nathaniel da Costa datadas de 1963, Saramago considera estes tempos em que escreveu e reuniu as poesias que fariam parte de 'Os Poemas Possíveis' como desgastantes em termos emocionais e chega mesmo a ponderar a hipótese de migrar para o Brasil. Esta informação surpreendeu-me bastante, pois não fazia a mínima ideia de que o escritor chegara a ponderar a hipótese de emigrar para o Brasil e por a mesma coincidir com o período da história brasileira em que esteve mais iminente uma transformação socialista do país", disse Lopes em entrevista à Folha.com.
Após lançamento da biografia, Saramago classificou a obra como "um trabalho honesto, sério, sem especulações gratuitas".
Nobel

Saramago ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em outubro de 1998, aos 75 anos.

Em comunicado à época, Real Academia Sueca assim justificou a premiação: "A arte romanesca multifacetada e obstinadamente criada por Saramago, confere-lhe um alto estatuto. Em toda a sua independência, Saramago invoca a tradição que, de algum modo, no contexto atual, pode ser classificada de radical. A sua obra literária apresenta-se como uma série de projetos onde um, mais ou menos, desaprova o outro, mas onde todos representam novas tentativas de se aproximarem da realidade fugidia".
Atuação política

Saramago teve forte atuação política. Em 1969 aderiu ao Partido Comunista, nessa época clandestino, e participou em Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, no movimento que pôs fim à ditadura de Salazar.
Durante toda a vida teve relações apaixonadas e sempre controvertidas com Cuba de Fidel Castro.

Quando em 2003 aconteceu na ilha a prisão de 75 dissidentes e a execução, depois de um julgamento sumário, de três sequestradores de uma embarcação para Miami, teve uma primeira reação de moderado desacordo.

No entanto, ainda em 2003, afirmou, em uma carta pública, que "de agora em diante Cuba segue seu caminho, eu fico aqui. Cuba perdeu minha confiança e fraudou minhas ilusões".

Poucos meses depois diria ao jornal cubano "Juventud Rebelde": "Não rompi com Cuba. Continuo sendo um amigo de Cuba, mas me reservo o direito de dizer o que penso, e dizer quando entendo que devo dizê-lo".

Em 2008, Saramago saiu em defesa do escritor e poeta nicaraguense Ernesto Cardenal, marginalizado e perseguido pelo regime sandinista.

Também se remeteu contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, a quem acusou de ter "má consciência" e de ser "indigno de seu próprio passado" revolucionário.

Do presidente venezuelano Hugo Chávez disse, em 2007, que ele tem "métodos (que) podem ser discutidos", apesar de afirma que "Chávez não é nenhum problema, que é um homem que ama seu povo".
Ajuda ao Haiti

Saramago relançou em janeiro deste ano nova edição do livro A Jangada de Pedra, que tem toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O relançamento da obra foi resultado da campanha "Uma balsa de pedra a caminho do Haiti", que doa integralmente os 15 euros que custará o livro (na União Europeia) ao fundo de emergência da Cruz Vermelha para ajudar o Haiti.

Em nota, Saramago havia explicado que a iniciativa é da sua fundação e só foi possível graças à "pronta generosidade das entidades envolvidas na edição do livro".
Obras publicadas

Poesias

- Os poemas possíveis, 1966
- Provavelmente alegria, 1970
- O ano de 1993, 1975

Crônicas

- Deste mundo e do outro, 1971
- A bagagem do viajante, 1973
- As opiniões que o DL teve, 1974
- Os apontamentos, 1976

Viagens

- Viagem a Portugal, 1981

Teatro

- A noite, 1979
- Que farei com este livro?, 1980
- A segunda vida de Francisco de Assis, 1987
- In Nomine Dei, 1993
- Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, 2005

Contos

- Objecto quase, 1978
- Poética dos cinco sentidos - O ouvido, 1979
- O conto da ilha desconhecida, 1997

Romance

- Terra do pecado, 1947
- Manual de pintura e caligrafia, 1977
- Levantado do chão, 1980
- Memorial do convento, 1982
- O ano da morte de Ricardo Reis, 1984
- A jangada de pedra, 1986
- História do cerco de Lisboa, 1989
- O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991
- Ensaio sobre a cegueira, 1995
- A bagagem do viajante, 1996
- Cadernos de Lanzarote, 1997
- Todos os nomes, 1997
- A caverna, 2001
- O homem duplicado, 2002
- Ensaio sobre a lucidez, 2004
- As intermitências da morte, 2005
- As pequenas memórias, 2006
- A Viagem do Elefante, 2008
- O Caderno, 2009
- Caim, 2009

* Com agências internacionais
retirado do site:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/06/18/morre-o-escritor-portugues-jose-saramago.jhtm

Sintusp vai apresentar proposta de reajuste menor em reunião com reitoria

Da Redação
Em São Paulo

O Sintusp (Sindicato de Trabalhadores da Universidade de São Paulo), que lidera os funcionários em greve desde o dia 5 de maio, deve apresentar uma proposta menor de reajuste salarial na próxima reunião com a reitoria da USP, marcada para segunda-feira (21). Os servidores pediam mais 6% para, segundo eles, manter a isonomia com os professores; agora, devem propor 5%, retroativo a fevereiro.

Os grevistas ocupam a reitoria da universidade desde o dia 8 de junho, em protesto, segundo eles, ao corte de ponto dos funcionários parados. De acordo com o sindicato, os servidores desocupam o prédio assim que o dinheiro for pago.

Na manhã da quinta-feira (17), cerca de 150 manifestantes fecharam a entrada principal da USP. Estudantes que tentavam entrar na universidade chegaram a ser barrados. Por volta das 10h, o portão 1 foi liberado.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/18/sintusp-vai-apresentar-proposta-de-reajuste-menor-em-reuniao-com-reitoria.jhtm

quinta-feira, 17 de junho de 2010

MEC instaura processo para fechar 3 cursos de Medicina

Agência Estado

Em Brasília

O MEC (Ministério da Educação) instaurou processo administrativo para desativação de três cursos de medicina: da Unisa (Universidade de Santo Amaro), em São Paulo, da Uniube (Universidade de Uberaba) e do Centro Universitário Nilton Lins, em Manaus. A decisão, publicada ontem no Diário Oficial, determina a suspensão cautelar de novos vestibulares nas instituições que, reunidas, oferecem 240 vagas. A Uniube recorreu da decisão. Em nota, a Unisa afirma que também vai interpor recurso. O mesmo será feito pelo Centro Universitário Nilton Lins.

"Fomos pegos de surpresa. O relatório preparado pela comissão de avaliação assegura que nosso curso fez várias correções e tem plenas condições de funcionamento", afirmou a vice-reitora do Centro Universitário Nilton Lins, Carla Pedrosa. Segundo ela, o recurso será apresentado ainda esta semana.

As instituições fazem parte de um grupo de 17 faculdades de Medicina que apresentaram desempenho ruim no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, feito em 2007. Todas apresentaram nota entre 1 e 2, em uma escala que vai de 1 a 5. Depois do baixo desempenho, as unidades foram submetidas a uma avaliação externa e firmaram um Termo de Saneamento de Deficiência, com a Secretaria de Educação Superior. Em avaliação feita recentemente, especialistas escalados pelo MEC consideraram que as instituições não conseguiram resolver os problemas relatados.
Redução de vagas

Além da suspensão de vestibular dos 3 cursos, o MEC determinou a redução de 100 para 80 o número de vagas anuais oferecidas pela Universidade Luterana do Brasil. "Para nós vai ser bom. É essa a reivindicação dos alunos", afirmou o diretor-geral de ensino da Universidade Luterana do Brasil, Airton Pozo Mattos. Ele observou que a instituição já conseguiu corrigir a maioria das deficiências encontradas pela equipe escalada pelo MEC. Há no momento três pendências: melhorar a biblioteca, a biblioteca virtual e o espaço físico.

O MEC também determinou que a Universidade Metropolitana de Santos ofereça 60 vagas anuais para o curso de Medicina. Mas, de acordo com a assessoria de imprensa da universidade, a decisão representa um acréscimo de 10 vagas. No vestibular de 2009, a instituição havia sido penalizada com redução do número de vagas de 80 para 50.

Em abril, o MEC já havia determinado a suspensão do vestibular para o curso de Medicina da Universidade Iguaçu e a redução de vagas de cursos oferecidos em outras oito instituições de ensino superior. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação Superior (Sesu) informou que ainda não há uma decisão final sobre o curso da Universidade Iguaçu. Depois da portaria determinando a suspensão do vestibular, é concedido um prazo para que instituições se pronunciem. Depois da decisão do MEC, o processo é remetido para o Comissão Nacional de Educação, a quem cabe referendar ou não o que foi definido pelo Ministério.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/17/mec-instaura-processo-para-fechar-3-cursos-de-medicina.jhtm

Educação é tema prioritário para o desenvolvimento do país, diz ministro

DA AGÊNCIA BRASIL
A educação é o tema prioritário e central do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e secretário executivo do CDES, Alexandre Padilha, na abertura da reunião do colegiado, no Palácio Itamaraty, para discutir a agenda do novo ciclo de desenvolvimento do país.

"O Brasil consolida [por meio do CDES] um novo modelo, não a partir de preceitos teóricos, mas pelo debate democrático de muitos anos de troca de divergências e discussões políticas", disse Padilha.

Segundo ele, dessas discussões saíram nove pontos consensuais. O primeiro é buscar novos horizontes para a educação, um tema prioritário e central, "seja na qualificação, seja no fomento à inovação, criatividade e produção nacional".

Outro ponto é a configuração de um Estado democrático de desenvolvimento. "Não é uma questão de Estado mínimo ou máximo, mas de Estado efetivo e necessário", argumentou Padilha.

O terceiro ponto é a transição do país para a sociedade do conhecimento. Também foram definidos como prioritários os investimentos em combustíveis e inovação tecnológica e o estabelecimento de um novo padrão de desenvolvimento.

"O sexto ponto consensual está ligado ao potencial da agricultura, tema que muitas vezes foi relagado a segundo plano. Isso inclui alimentos e biocombustíveis", disse o ministro.

O documento, que será apresentado ainda hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclui a necessidade de investimentos em infraestrutura e em políticas sociais.

"Por fim, há a questão da sustentabilidade ambiental. É necessário que o modelo de desenvolvimento caminhe junto com a sustentabilidade", concluiu Padilha.

O documento também foi alvo de crítica, pelo fato de não considerar prioritária a atividade acadêmica. "Em nenhum momento a palavra 'pesquisa' foi citada no documento", disse o professor Cândido Mendes, integrante do conselho. Para ele, é fundamental incluir o tema, de modo a evitar críticas de instituições de ensino. O conselho decidiu, então, acatar a proposta.

O CDES tem, entre seus objetivos, discutir uma agenda para o desenvolvimento do país, de forma a propor medidas que assegurem o ritmo sustentado de crescimento da economia nos próximos anos. Coordenado pelo presidente da República, é formado por trabalhadores, empresários, representantes de movimentos sociais, do governo e por lideranças expressivas de diversos setores.
retirado do site:http://www1.folha.uol.com.br/saber/752529-educacao-e-tema-prioritario-para-o-desenvolvimento-do-pais-diz-ministro.shtml

MEC divulga lista de aprovados no Sisu do meio do ano; consulte

Da Redação
Em São Paulo

O resultado da primeira chamada do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) acaba de ser publicado pelo MEC (Ministério da Educação) na manhã desta quinta-feira.

* Consulte a lista de aprovados no Sisu do meio do ano (site do MEC)

O Sisu registrou um total de 231.931 candidatos inscritos, segundo balanço do MEC. Participam do processo de seleção para as vagas do segundo semestre 35 instituições de ensino superior, sendo 15 universidades federais, duas universidades estaduais, 17 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e um centro federal de educação tecnológica (Cefet).

Foram oferecidas 16.573 vagas, sendo 13.177 em universidades federais, 2.846 em institutos federais e 550 em universidades estaduais. Para disputar uma das vagas, o estudante deveria ter participado em 2009 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

* Veja onde estavam as vagas do Sisu do meio do ano de 2010

As matrículas devem ser feitas nas instituições federais de ensino superior, entre os dias 23 e 24. O candidato pode fazer até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e alterá-las durante o período de inscrições, com base na nota de corte divulgada ao fim de cada dia. Cada alteração invalida a opção feita anteriormente.

Terminado o período de inscrições, haverá três chamadas subsequentes. Os selecionados na primeira opção não serão convocados nas chamadas posteriores -- nem mesmo aqueles que não fizeram a matrícula. Ao fim das três chamadas, caso ainda haja vagas, as instituições convocarão os candidatos a partir da lista de espera gerada pelo sistema.
retirado do site:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/06/17/mec-divulga-lista-de-aprovados-no-sisu-do-meio-do-ano-consulte.jhtm

Educador da área rural pode dispor de novas tecnologias

Portal do MEC
Educadores das escolas rurais que trabalham com alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, em turmas multisseriadas, têm à disposição cinco novos recursos pedagógicos para uso em sala de aula, denominados tecnologias educacionais. As ferramentas foram pré-qualificadas pelo Ministério da Educação em maio deste ano e passam a integrar o Guia de Tecnologias Educacionais.

Das 31 propostas inscritas, cinco foram pré-qualificadas: Crescer em Rede e Escrevendo Nossa História, ambas do Instituto Crescer para a Cidadania; Projeto de Mãos Dadas: Novos Caminhos para a Educação do Campo, do Instituto de Desenvolvimento Social e Ambiental; Operação Cosmos: a Ameaça do Gigante Vermelho, da Redalgo Desenvolvimento de Software Ltda.; O Pulo do Gato – Jogos para Alfabetizar, do Instituto Brasileiro de Projetos e Planejamento em Educação.

Desenvolvidas por especialistas em educação, universidades, organizações não governamentais, empresas e pelo Ministério da Educação, as tecnologias educacionais oferecem suporte pedagógico a secretarias estaduais e municipais de educação, escolas e professores. “São ferramentas testadas, com resultados positivos”, explica o coordenador-geral de tecnologias da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Raymundo Ferreira Filho.

Com as novas tecnologias, o guia oferece 146 ferramentas à rede pública de educação básica. Desse conjunto, 52 foram criadas pelo Ministério da Educação. Entre elas, o programa Escola Ativa, que combina componentes de caráter pedagógico e de gestão escolar para melhorar o aprendizado de estudantes das classes multisseriadas das escolas rurais. As classes multisseriadas reúnem alunos de diferentes séries e níveis em uma mesma sala de aula.

Entre as 94 tecnologias produzidas pelos demais setores está a de suporte para a implementação do ensino fundamental de nove anos, desenvolvida pela Gruhbas Projetos Educacionais e Culturais, entidade especializada na formação de professores, com sede em Santos (SP). A tecnologia compreende um pacote completo de apoio aos sistemas de ensino, desde a formação inicial e continuada da equipe pedagógica da secretaria municipal de educação, com dez oficinas temáticas, até rodadas de troca de experiências entre educadores, plantão para tirar dúvidas, fóruns e chats.

O Guia de Tecnologias Educacionais relaciona os 141 objetos pré-qualificados até 2009 e traz um resumo de cada uma das propostas.

Ionice Lorenzoni
Palavras-chave: tecnologias educacionais, guia, SEB

Programas de extensão terão investimento de R$ 30 milhões

Portal do MEC
O Ministério da Educação vai investir R$ 30 milhões do seu orçamento de 2011 para apoiar o desenvolvimento de 484 programas e projetos de extensão universitária selecionados entre 1,2 mil propostas. Recursos do Programa de Apoio à Extensão Universitária (Proext) serão transferidos a universidades federais e estaduais e a institutos federais de educação, ciência e tecnologia no início do próximo ano.

Do total da verba do Proext, R$ 27 milhões vão para atividades de extensão das instituições federais de ensino superior e R$ 3 milhões para universidades estaduais. No período 2010-2011, o programa desenvolverá dez linhas de ação que atenderão políticas sociais de oito ministérios, do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

Os projetos mais contemplados com recursos são os de educação e de saúde (R$ 6 milhões cada um) e do trabalho (R$ 4 milhões). Os outros sete tipos de projetos terão R$ 2 milhões cada um. O dinheiro para a extensão universitária será liberado pelo Ministério da Educação, mas caberá aos ministérios parceiros do programa, ao Iphan e à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres oferecer recursos humanos para apoiar o desenvolvimento das atividades, além de monitorar as ações nas respectivas áreas. A duração máxima dos projetos é de 12 meses — devem ser encerrados até 31 de dezembro de 2011.

Temas — Das 484 propostas que receberão recursos públicos, 114 dizem respeito à educação. As demais estão distribuídas entre os temas cultura e arte; pesca artesanal e agricultura familiar; promoção da saúde; desenvolvimento urbano; desenvolvimento agrário; redução das desigualdades sociais; geração de trabalho e renda; preservação do patrimônio cultural; garantia dos direitos das mulheres em situação de violência.

No tema educação, as instituições de ensino superior vão desenvolver atividades de extensão em sete áreas, entre as quais, juventude, educação ambiental e populações indígenas e quilombolas. A Universidade Estadual do Oeste do Paraná, por exemplo, vai receber R$ 119,9 mil para executar o programa Círculos de Cultura da Juventude Camponesa; a Universidade Federal da Bahia, R$ 99,7 mil para colocar em prática o programa Museu de Ciências do Cerrado Nordestino.

Os recursos do Proext destinam-se a melhorar as condições de gestão das atividades acadêmicas de extensão das instituições de educação superior públicas e estimular o desenvolvimento, a inclusão social e o espírito crítico dos estudantes. A extensão é um processo educacional de caráter multidisciplinar que articula ensino e pesquisa e coloca as instituições de ensino em contato com as comunidades que as cercam.

Ionice Lorenzoni

Confira os 414 programas e projetos das instituições federais

Confira as 70 propostas das universidades estaduais
Palavras-chave: extensão universitária, Proext

Potiguares aprendem a pedir recurso para construir creche

Portal do MEC
Técnicos da secretaria de Educação do Rio Grande do Norte, engenheiros e arquitetos de prefeituras do estado vão participar nesta sexta-feira, 18, em Natal, de capacitação em elaboração de projetos destinados a pedir recursos federais para construção de creches e pré-escolas. O dinheiro é repassado pelo Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

Desde a criação, em 2007, até o ano passado, o programa investiu cerca de R$ 1,4 bilhão para erguer 1.722 escolas em 1.635 municípios. No mesmo período, 65 prefeituras do Rio Grande do Norte assinaram convênios para construir 70 escolas, em um investimento de R$ 72 milhões.

O encontro na capital potiguar objetiva aumentar o número de convênios no estado este ano. Até agora, 14 prefeituras são atendidas, com repasses de R$ 15,3 milhões. “Há uma série de exigências técnicas que condicionam a assinatura do convênio”, afirma o coordenador-geral de infraestrutura educacional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Tiago Radunz. “Entre eles, a necessidade de o gestor apresentar o título de posse do terreno no qual a escola será construída e de comprovar a demanda de crianças até seis anos no plano de ações articuladas.”

Paralelamente ao encontro, haverá orientações sobre a construção de escolas quilombolas e indígenas, com técnicos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Também está prevista capacitação relativa ao programa Água na Escola, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Esse modelo de encontro está programado para o Piauí, na segunda-feira, 21; Pará, no dia 24; Maranhão, em 6 de julho, e Bahia, em 13 e 14 de julho.

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Palavras-chave: Proinfância, recursos, solicitação

A Importância da Administração de Cargos e Salários

A Administração de Cargos e salários é um dos pontos mais importantes para que se possa fazer gestão de recursos humanos é preciso elaborar ...